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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
CIRURGIA GENÉTICA PODE SE TORNAR POSSÍVEL
Em vez de tomar pílulas para tratar suas doenças, um dia pacientes poderão optar por uma ‘cirurgia’ genética – usando uma inovadora tecnologia de edição de genes para remover mutações nocivas e trocá-las por DNA saudável.
O sistema, chamado de CRISPR (Repetições Palindrômicas Curtas Regularmente Interespaçadas e Aglomeradas, em tradução literal), explodiu em popularidade no ano passado, com engenheiros genéticos, neurocientistas e até mesmo biólogos especializados em plantas vendo-a como uma ferramenta de pesquisa altamente eficiente e precisa. Agora, o sistema de edição genética produziu uma empresa de biotecnologia que está atraindo a atenção de investidores.
A Editas Medicine, com sede em Cambridge, no estado de Massachusetts, anunciou seu lançamento em 25 de novembro com um capital inicial de US$43 milhões. A empresa, fundada por cinco dos principais pesquisadores da CRISPR, planeja desenvolver terapias que modifiquem diretamente genes relativos a doenças
“Essa plataforma poderia ter um profundo impacto sobre vários transtornos genéticos”, declara o presidente interino Kevin Bitterman, capitalista investidor da Polaris Partners em Waltham, Massachusetts, que é um dos financiadores da Editas
O MELHOR CORTE
A tecnologia CRISPR se baseia em uma estratégia imunológica que bactérias usam para detectar e remover DNA exógeno. A enzima de restrição Cas9 encontra seu alvo com a ajuda de uma sequência-guia de RNA que pesquisadores já conseguem modificar para visar praticamente qualquer gene de interesse.
A Editas não divulga os alvos que pretende atacar, mas a tecnologia pode ser testada pela primeira vez em doenças provocadas por uma única cópia genética incorreta, declara Feng Zhang, neurocientista do Instituto McGovern de Pesquisa Cerebral do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e um dos fundadores da Editas.
A simples desativação da cópia que provoca a doença poderia abrir o caminho para que uma cópia saudável assuma o comando. Tratar doenças envolvendo duas cópias defeituosas de genes exigirá a correção do gene com a adição de DNA saudáel – um feito que, de acordo com Zhang, exigirá mais trabalho e modificações.
COMPETIÇÃO ACIRRADA
Abordagens convencionais de terapia genética usaram vírus para transportar DNA – um método comparativamente impreciso que pode introduzir genes benéficos, mas que não modifica sequências defeituosas.
A edição de genes específicos que a Editas está tentando fazer só foi dominada por uma empresa até o momento: a Sangamo BioSciences de Richmond, na Califórnia. A Sangamo usa um sistema diferente: nucleases com íons zinco (zinc finger), para recortar e desativar genes de interesse.
Muitos pesquisadores declaram que a CRISPR é mais fácil de usar e personalizar se comparada a nucleases zinc finger, mas a Sangamo tem uma boa vantagem sobre a Editas. Os testes clínicos da empresa estão mostrando resultados encorajadores ao usar zinc finger nucleases para interromper a codificação genética de uma proteína de superfície celular usada pelo HIV para invadir células do sistema imune.
“A CRISPR pegou o mundo acadêmico de surpresa, e é uma tecnologia nova bastante empolgante”, declara Philip Gregory, diretor científico da Sangamo.
Mas, de acordo com ele, ainda existem vários problemas a resolver, incluindo estudos que sugerem que a Cas9 pode fazer cortes em locais inesperados no genoma. Zhang explica que várias equipes, inclusive a sua, estão trabalhando para aumentar a especificidade da enzima, e que já obtiveram progresso.
As duas empresas esperam obter a aprovação da Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA). “A FDA nunca aprovou um produto de terapia genética”, observa Nicholas Bishop, analista de biotecnologia da Cowen and Company em Nova York. A área está se recuperando lentamente de alguns fracassos importantes e letais com testes iniciais de terapia genética baseada em vírus. Atualmente, de acordo com Bishop, “o clima dos reguladores está melhorando consideravelmente”.
FONTE: SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL E NATURE
A TRANSFORMAÇÃO DE INSETOS EM ARMAS DE GUERRA
No século 5 antes de Cristoum médico grego, Ctésias, ficou intrigado ao conhecer um novo, raro e caríssimo veneno. Quando começou a analisar o produto, nem sequer sabia se era proveniente do reino mineral, vegetal ou animal. O veneno havia entrado na Grécia como um presente, oferecido por um rei indiano. Acreditava-se que a misteriosa poção era produzida por um minúsculo pássaro, de cor alaranjada. E, para aguçar ainda mais as curiosidades, essa ave jamais havia sido vista ou capturada. Havia apenas a certeza de que uma pequena gota do produto poderia, em instantes, matar um homem.
Foi só no século 20 que entomologistas descobriram a procedência da poderosa toxina. Quem produzia o veneno era um besouro, menor do que uma uva e com muitas espécies originárias das florestas úmidas da Índia. O animal recebeu o nome científico de Paederus. Seu veneno foi classificado como mais poderoso do que o produzido pela viúva-negra, 15 vezes mais tóxico que o veneno das serpentes. Mais assustador, para nós humanos, é o fato de que algumas espécies desse inseto, ao contrário de aranhas e cobras, são capazes de voar.
Em estatística feita por Nigel E. Stork, entomologista do British Museum, de 1,82 milhão de espécies de animais e plantas oficialmente nomeadas, 57% são insetos. Há certas grandezas nesse fascinante mundo de minúsculas criaturas, como há, por outro lado, determinadas aproximações entre o ser humano e essa multidão de insetos, que são, ainda hoje, praticamente desconhecidas da maior parte das pessoas.
A história das relações entre o homem e insetos é milenar, rica em detalhes e aterrorizante em muitas de suas ramificações. Do uso desses animais como fonte de alimentação e entretenimento aos milhões investidos anualmente no controle de pragas agrícolas, o homem tem se interessado, por séculos, pelos insetos. Algumas dessas relações são estarrecedoras.
Coreia, 1952. No amanhecer do dia 27 de março um estranho objeto vermelho é lançado de um avião sobre a região de Liaoyang. Um morador que presencia a cena, assustado, sai de sua casa para verificar de que se trata. Nada encontrando nas proximidades da queda, mesmo inquieto desiste da busca e retorna à sua residência. Ao entrar, olha novamente para fora e fica perplexo com o que vê: do lado externo de uma das janelas centenas de insetos movimentam-se em alvoroço. Essa narrativa é absolutamente real, apesar de lembrar os melhores filmes de Alfred Hitchcock. Faz parte de um relatório feito por uma comissão científica internacional organizada com a finalidade de investigar fatos relativos à guerra biológica, durante a Guerra da Coreia (1950-1953).
O uso de insetos como armas de guerra talvez seja uma das mais nefastas e antigas formas de exploração humana sobre os animais. Jeffrey A. Lockwood, premiado entomologista, escritor e professor da Wyoming University, nos Estados Unidos, desvendou em profundidade essa longa e sinistra exploração. No livro Six-legged soldiers. Using insects as weapons of war (Oxford University Press, 2009) ele faz uma brilhante síntese de mais de 100 mil anos de história, do Paleolítico Superior aos dias atuais. A Guerra da Coreia é apenas um pequeno capítulo dessa longa história. O que chama a atenção na elegante análise de Lockwood é a capacidade de transmitir ao leitor o processo de aprimoramento das técnicas desenvolvidas para empregar insetos como poderosas armas de guerra: tanto para matar o inimigo por inoculação natural de venenos quanto para destruir plantações ou infectar reservatórios de água. Ou, ainda, como vetores para propagar doenças. Da pré-história ao Vietnã, passando por inúmeras guerras, Lockwood demonstra que o uso bélico de insetos acompanhou, da forma mais destrutível que se possa imaginar, grandes avanços da ciência e da tecnologia.
Durante a Segunda Guerra, por exemplo, países do Eixo, em suas estratégias para conter o avanço do exército soviético, iniciaram a produção em massa de pulgas infectadas com a peste bubônica. O plano original era criar em laboratório 5 bilhões de pulgas por ano, usando 300 mil ratos e centenas de prisioneiros de guerra como cobaias e fontes de alimento. Depois de contaminados com o sangue dos ratos e dos prisioneiros os insetos seriam lançados contra o inimigo. Em contrapartida, países Aliados, em um único campo para a produção de armas biológicas, utilizaram aproximadamente 700 mil animais como cobaias, entre camundongos, porquinhos-da- índia, ratos, coelhos, hamsters, sapos, macacos, canários, cães, ovelhas, ferrets, gatos, porcos e galos. O número de insetos não foi computado. Com o fim da Segunda Guerra e durante a Guerra Fria as grandes potências assinaram acordos na tentativa de controlar a produção e o uso desse tipo de armamento. A preocupação cada vez mais se voltou para a defesa contra possíveis ataques.
O poder dos insetos continua inegável e o ser humano tem muito a aprender com essas formas de vida. No Brasil e no exterior, entomologistas que trabalham, por exemplo, com formigas e abelhas, têm demonstrado de maneira surpreendente que o respeito pelos insetos pode levar a descobertas inusitadas e, talvez, mais importante que isso, a formas mais harmoniosas de convivência. É algo para pensar, com muita seriedade.
FONTE: SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
O SISTEMA SOLAR É UMA EXCEÇÃO EM NOSSA GALÁXIA
Os exoplanetas, que possuem certas características similares às da Terra e que em sua maioria foram descobertos pelo telescópio americano Kepler, são os mais frequentes em nossa galáxia, mas inexistentes em nosso Sistema Solar, o que significa uma exceção cósmica, segundo os astrônomos.
Mais de três quartos dos potenciais planetas detectados pelo Kepler têm um tamanho que vai desde o da Terra até o de Netuno, cerca de quatro vezes maior.
Tais planetas dominam o censo galático, mas são ausentes em nosso sistema solar, destacam os astrônomos, que reconhecem ignorar até o momento como esses exoplanetas foram formados e do que são compostos. Poderiam ser rochosos, gasosos ou constituídos por água.
Os cientistas divulgaram os resultados de quatro anos de observações com telescópios terrestres para confirmar as descobertas de exoplanetas realizadas pelo telescópio Kepler e apresentaram seus trabalhos na conferência anual da American Astronomical Society, reunida esta semana em Washington.
"Esta maravilhosa enxurrada de dados sobre esses planetas conhecidos como 'mini-Netunos' nos revela, na maioria das vezes, apenas a estrutura que os envolve", explicou Geoff Marcy, professor de astronomia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que dirigiu as análises de alta precisão realizadas no terreno.
"Mas nós ainda enfrentamos questões difíceis, tais como saber como esses planetas enigmáticos se formaram e por que o nosso sistema solar é desprovido deles, apesar de serem os mais numerosos na galáxia", destacou.
Utilizando um dos mais poderosos telescópios terrestres a partir do "Observatório Keck", no Havaí, os cientistas confirmaram a presença de 41 exoplanetas descobertos por Kepler e determinaram a massa de 16 deles.
Com a massa e o diâmetro, deduziram a densidade destes planetas caracterizados como rochosos, gasosos, ou uma combinação de ambos.
As medições da densidade poderiam determinar a composição desses planetas estranhos.
Desta forma, as medições de densidade sugerem que estes "mini-Netunos" têm um núcleo rochoso, mas que as proporções de hidrogênio, hélio e moléculas ricas em hidrogênio na camada externa variam grandemente, e em alguns casos não tem camada exterior.
AMBIENTE PROPÍCIO PARA A VIDA
Os astrônomos também anunciaram a descoberta de cinco novos exoplanetas rochosos de um tamanho que varia de 10% a 80% a mais do que a Terra, mas nenhum deles é habitável. São muito quentes por estarem localizados muito próximos a sua estrela.
Os primeiros resultados das análises sugerem que a maior parte dos planetas cujo raio é menor do que 1,5 vezes o da Terra poderia ser formado por silicatos, ferro, níquel e magnésio, encontrados nos planetas do nosso sistema solar.
Com esta informação em mãos, os cientistas poderiam encontrar estrelas que hospedam planetas irmãos da Terra, o que poderia propiciar a descoberta de um ambiente adequado para a vida fora do nosso sistema solar, ressaltam os cientistas.
Em novembro, os astrônomos tinham estimado em bilhões o número de planetas do tamanho da Terra em órbita em torno de estrelas como o sol em nossa galáxia que seriam potencialmente habitável.
Segundo um modelo computadorizado, uma estrela entre cinco semelhantes ao Sol na Via Láctea, que tem cerca de 5 bilhões, é orbitada por um planeta cujo tamanho é semelhante ou próximo da Terra, e que não estão nem muito longe nem muito perto de sua estrela, permitindo temperaturas em que a água poderia existir, o que os torna potencialmente habitáveis.
Estes astrônomos basearam-se em dados dos três primeiros anos de observação realizados por Kepler, atualmente fora de serviço.
Kepler foi lançado em 2009 para observar mais de 100.000 estrelas parecidas a nosso Sol situadas nas constelações de Cygnus e de Lira, mas registrou um defeito mecânico que o tirou de operação em meados de 2013.
FONTE:http://noticias.uol.com.br/ciencia
AQUECIMENTO GLOBAL PODE SER A CAUSA DA ONDA DE FRIO NA AMÉRICA DO NORTE
A forte onda de frio que tem castigado a América do Norte é resultado de um 'desvio' do ar do Ártico para o sul e o aquecimento global pode ser a causa deste evento incomum, afirmou um especialista nesta segunda-feira (6).
O ar do Ártico costuma ficar confinado no topo do mundo devido a um potente vento circular chamado vórtice polar, explicou Dim Coumou, cientista sênior do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático (PIK), perto de Berlim.
Quando o vórtice perde força, o ar começa a se dirigir para o sul, levando neve e frio excepcionais para latitudes intermediárias.
A mudança climática também é impulsionada por mudanças em um vento de altitude elevada chamada corrente de jato.
Esta convecção, que costuma circundar o hemisfério norte de forma robusta e previsível, começa a oscilar, criando círculos de clima extremamente frio ou de um clima moderado fora de época, dependendo da localização.
"Nós vimos uma forte oscilação da corrente de jato e o ar frio associado ao vórtice polar se moveu na direção sul. Neste caso, sobre as regiões leste do Canadá e dos Estados Unidos, levando este clima frio extremo", afirmou Coumou.
Ele destacou que o fenômeno se repetiu nos últimos anos.
O que impulsiona o vórtex polar é a diferença de temperaturas entre o Ártico e as latitudes medianas, disse Coumou.
Antes agudo, este diferencial foi perdendo nitidez nos últimos anos à medida que o Ártico - onde as temperaturas estão subindo cerca de duas vezes acima da média mundial - aquece, explicou.
"Nós temos visto este tipo de onda de frio com mais frequência nos últimos invernos na Europa, mas também nos Estados Unidos", disse Coumou em entrevista por telefone.
"A razão pela qual nós vemos estas fortes oscilações ainda não é totalmente conhecida, mas está claro que o Ártico está esquentando muito rapidamente. Temos dados confiáveis sobre isto. As temperaturas no Ártico aumentaram muito mais do que em outras partes do globo", acrescentou.
No mês passado, cientistas europeus indicaram que o volume de gelo marinho em novembro tinha sido cerca de 50% maior do que há um ano.
Apesar dessa recuperação, o gelo marinho mantém baixas próximas do recorde documentado e a tendência geral é de recuo, afirmaram.
Coumou alertou que o gelo marinho do Ártico "é apenas um dos fatores importantes" por trás da disfunção do vórtice polar.
"Outros fatores incluem a cobertura de neve, eventos de aquecimento estratosférico ou outros fenômenos de curto prazo", afirmou.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente
SAIBA MAIS SOBRE ALGUNS TIPOS DE CÂNCER
1-CÂNCER ANAL:
Surgem no canal e bordas externas do ânus e representam apenas de 1% a 2% de todos os tumores no cólon.
SINTOMAS:O sintoma mais comum é o sangramento anal durante a evacuação, associado à dor na região do ânus. Coceira, ardor, secreções incomuns, feridas na região anal e incontinência fecal são outros sintomas que precisam de atenção.
PREVENÇÃO: Infecções como o HPV e o HIV são apontadas como responsáveis pelo aumento do número de tumores anais. Doenças sexualmente transmissíveis também estão ligadas a esse tipo de câncer. Por isso, é indicado usar preservativo em todas as relações sexuais.
2-CÂNCER DE BEXIGA:
Os tumores na bexiga estão divididos em três tipos, de acordo com as células que sofrem alterações. É chamado de superficial quando se limita ao revestimento da bexiga. Também pode se disseminar pelo revestimento e invadir a parede muscular e atingir órgãos próximos.
SINTOMAS:Sangue na urina, dor no momento de fazer xixi e necessidade frequente de urinar, mas sem êxito.
PREVENÇÃO: Homens brancos e com idade avançada têm mais chance de desenvolver esse tipo de câncer. O tabagismo também pode aumentar o risco de câncer de bexiga.
3-CÂNCER DE BOCA:
Afeta lábios e o interior da boca, como bochechas, céu da boca, língua, assoalho (região embaixo da língua) e amígdalas. Ocorre com mais frequência no lábio inferior. Se for diagnosticado no início e tratado da maneira adequada, a maioria (80%) dos casos tem cura.
SINTOMAS: Feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam em uma semana, ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na parte interna da boca. Caroços, áreas inchadas e de dormência, sangramento sem causa conhecida e dor na garganta que não melhora.
PREVENÇÃO: Evitar a exposição ao sol sem proteção e o tabagismo são duas atitudes que podem prevenir o câncer labial, além de visitas periódicas ao dentista e boa higiene. Homens com mais de 40 anos com dentes fraturados e que usam prótese mal ajustada devem evitar fumo e álcool.
4-CÂNCER DE CÓLON E RETO:
Diz respeito a tumores que atingem o cólon (segmento do intestino grosso) e o reto. Na maioria dos casos é tratável se detectado precocemente. Boa parte desses tumores começam a partir de lesões benígnas (pólipos) que crescem na parede interna do intestino grosso.
SINTOMAS:Mudança de hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes e no ânus. Sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação. Outros sintomas são perda de peso, cansaço, fezes pastosas e escuras, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal.
PREVENÇÃO: laticínios e pobre em gordura, além de exercícios físicos, ajudam a prevenir. Pessoas com mais de 50 anos, com histórico familiar da doença, baixo consumo de cálcio, obesidade e sedentarismo são mais propensas a ter esse tipo de câncer.
5-CÂNCER DE COLO DO ÚTERO:
É o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Demora anos para se desenvolver e as alterações das células podem ser facilmente descobertas no Papanicolau.
SINTOMAS:O desenvolvimento da doença é lento e pode não trazer sintomas em sua fase inicial. Em quadros mais avançados, apresenta sangramento vaginal recorrente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor no abdome ligada a queixas urinárias ou intestinais.
PREVENÇÃO: HPV está diretamente ligada ao desenvolvimento do câncer de colo de útero. É indicado evitar o tabagismo, uso prolongado de pílulas anticoncepcionais e usar preservativo durante a relação sexual para evitar o contágio pelo HPV.
6-CÂNCER DE CORPO DO ÚTERO:
Mais de 90% dos casos encontram-se em mulheres acima de 50 anos, atingindo seu pico aos 65 anos. As maiores taxas de incidência encontram-se na América do Norte e na Europa Ocidental e são cerca de dez vezes maiores do que nos países em desenvolvimento.
SINTOMAS: Dificuldade ou dor na urina, dores durante a relação sexual e dor na área pélvica.
PREVENÇÃO: Atividade física e hábitos alimentares saudáveis são apontados como possíveis fatores de proteção. O uso de contraceptivos também pode estar associado à diminuição do risco.
7-CÂNCER DE ESÓFAGO:
O câncer de esôfago está entre os 10 tipos com mais incidências no Brasil. O tipo carcinoma epidermoide escamoso é o mais frequente, responsável por 96% dos casos.
SINTOMAS: Não apresenta sinais na fase inicial. No entanto, com a evolução da doença, há dificuldade para engolir, dor atrás do osso do meio do peito (retroesternal), dor no tórax, náuseas, vômito e perda de apetite.
PREVENÇÃO: Evitar consumo frequente de bebidas muito quentes, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e derivados de tabaco. A incidência desse tipo de câncer é maior em pessoas que já tiveram tumores de cabeça, pescoço e pulmão.
8-CÂNCER DE ESTÔMAGO:
Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. No Brasil, está entre os cinco tipos de câncer mais comum entre os homens.
SINTOMAS: Alguns sinais são perda de peso e apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômito, náuseas e desconforto abdominal. Aumento do tamanho do fígado, massa palpável na parte superior do abdome, íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo indicam estágio avançado.
PREVENÇÃO: Alimentação rica em carne vermelha, pobre em peixes, vitaminas A e C e alto consumo de alimentos enlatados, com corantes ou conservados em sal são fatores de risco. Doenças pré-existentes também podem estar associadas, como anemia perniciosa e lesões no pâncreas.
9-CÂNCER DE FÍGADO:
O tipo hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (decorrente da cirrose hepática) é o mais frequente entre os tumores originados no fígado (em 80% dos casos).
SINTOMAS: Dor abdominal, perda de peso inexplicada, perda de apetite, mal-estar e tonalidade amarelada na pele e nos olhos são alguns dos sintomas.
PREVENÇÃO: A cirrose hepática é responsável por metade dos casos de hepatocarcinoma. Tem como causa a infecção pelos vírus das hepatites B e C. Para preveni-la, é preciso controlar a quantidade de álcool ingerida e manter as vacinas contra hepatite em dia.
10-CÂNCER DE TIREOIDE:
Nódulos na tireoide, glândula produtora de hormônios que controlam crescimento e o metabolismo, são bastante comuns e a maioria deles é benigno. Estão entre os cânceres menos letais. Esse tipo é mais frequente em mulheres.
SINTOMAS: Nódulo e dor na parte da frente do pescoço, rouquidão ou mudança no timbre da voz, dificuldade para engolir e respirar, tosse que não para.
PREVENÇÃO: Estudos apontam que a exposição à radiação ionizante é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer da tireoide, principalmente quando a exposição começa antes dos 5 anos.
11-CÂNCER DE LARINGE:
Ocorre principalmente em homens e representa 25% de todos os tumores malignos que acometem a cabeça e pescoço.
SINTOMAS: Dor de garganta, alteração na voz, dificuldade de engolir e sensação de caroço na garganta são sintomas do tumor supraglótico. Já a rouquidão indica tumor glótico ou subglótico.
PREVENÇÃO: Fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe. Quando o tabaco é associado a bebidas alcoólicas, o número aumenta para 43.
12-LEUCEMIA:
A leucemia é uma doença que atinge os glóbulos brancos (leucócito) do sangue. A principal característica é o acúmulo de células anormais na medula óssea onde as células sanguíneas são produzidas que substituem as células normais.
SINTOMAS: Gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, na região do pescoço e axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso; desconforto abdominal (com inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e articulações. Se afetar o sistema nervoso central, podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.
PREVENÇÃO: As causas da leucemia ainda não estão definidas.
13- LINFOMA NÃO HODGKIN:
Atinge o sistema linfático e tem mais de 20 variações catalogadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o Inca, por ano, são 11.900 casos da doença entre os tipos hodgkin e não-hodgkin (o mais comum).
SINTOMAS: Aumento dos gânglios (conhecidos como nódulos ou ínguas) que ficam palpáveis no pescoço, axilas e virilha. Febre persistente por mais de 15 dias e perda de peso também são sintomas do tumor.
PREVENÇÃO: Pessoas com imunidade comprometida em consequência de doenças genéticas tem mais chance de desenvolvê-lo. Exposição a certos agentes químicos, como pesticidas, solventes e fertilizantes tem sido relacionada ao seu surgimento.
14-CÂNCER DE MAMA:
É o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, principalmente entre as mulheres, e responde por 22% dos novos casos a cada ano. É considerado raro antes dos 35 anos.
SINTOMAS: Alterações na pele que recobrem a mama, secreção no mamilo, nódulo (caroço) no seio acompanhado ou não de dor mamária são alguns dos sintomas. Podem também surgir nódulos nas axilas.
PREVENÇÃO: O excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver a doença. Por isso, evitar a obesidade é uma das recomendações. Ainda não é certo se o uso de pílulas anticoncepcionais está relacionado com o aumento do risco para desenvolver o câncer de mama.
15-CÂNCER DE OVÁRIOS:
O câncer de ovário é pouco frequente, mas é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e com menor chance de cura por ser descoberto em estágio avançado.
SINTOMAS: Em sua fase inicial, não apresenta sintomas específicos. Em estágios avançados, pode causar pressão, dor, inchaço no abdome, pelve, costas ou pernas, indigestão, gases, prisão de ventre, diarréia e cansaço constante. Vale lembrar que a maioria desses sintomas serve de alerta.
PREVENÇÃO: Mulheres devem estar atentas aos fatores de risco e consultar seu médico com frequência, em especial aquelas com mais de 50 anos. Cerca 10% dos casos apresentam componente genético ou familiar. Outros 90% são esporádicos, sem fator de risco.
-CÂNCER DE PÂNCREAS:
O tipo mais comum de tumor de pâncreas é o adenocarcinoma (originado no tecido glandular) e corresponde a 90% dos casos. A maioria afeta o lado direito do órgão (cabeça). É raro antes dos 30 e mais comum a partir dos 60 anos.
SINTOMAS: Os sintomas variam de acordo com a região onde está localizado o tumor. Os mais perceptíveis são perda de apetite e de peso, fraqueza, diarreia e tontura.
PREVENÇÃO: Quem fuma tem 3 vezes mais chance de desenvolvê-lo. A doença também está relacionada ao consumo excessivo de carnes, gordura e bebidas alcoólicas. Além disso, exposição a compostos químicos pode potencializar seu surgimento.
-CÂNCER DE PELE(MELANOMA):
O melanoma cutâneo tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele (melanócitos). O melanoma corresponde a apenas 4% de todos os tumores malignos do órgão.
SINTOMAS: Aparecimento de pinta escura com bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em lesões pigmentadas que já existem, podem ocorrer aumento no tamanho, alteração de cor e forma da lesão.
PREVENÇÃO: Evitar exposição ao sol entre as 10 h e 16 h. Recomenda-se uso de chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtro solar.
-CÂNCER DE PELE (NÃO MELANOMA):
É o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos. É o tumor com maior incidência e com mais chances de cura.
SINTOMAS: Feridas na pele que demorem mais de quatro semanas para cicatrizar, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram.
PREVENÇÃO: Evitar exposição ao sol entre as 10h e 16h. Recomenda-se uso de chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtro solar.
-CÂNCER DE PÊNIS:
É um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos. No Brasil, representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem.
SINTOMAS: O sintoma mais comum é uma ferida ou úlcera persistente ou uma tumoração na glande, prepúcio ou corpo do pênis. Junto com um desses sinais também pode aparecer uma secreção branca.
PREVENÇÃO: A limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e masturbação é uma das maneirar de prevenir o câncer de pênis. A cirurgia de fimose também é outra medida de prevenção.
-CÂNCER DE PRÓSTATA:
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. É o sexto tipo mais comum no mundo e representa cerca de 10% do total de cânceres. Três quartos dos casos acontecem a partir dos 65 anos. A maioria deles cresce de forma lenta (cerca de 15 anos para atingir um centímetro cúbico).
SINTOMAS: Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Em sua fase avançada pode provocar dor nos ossos, dificuldade para urinar ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.
PREVENÇÃO: A idade é um fator de risco para o câncer de próstata, já que a incidência aumenta significativamente após os 50 anos. Se alguém da família (pai ou irmão) já teve câncer de próstata antes dos 60 anos, as chances de risco da doença aumentam de 3 a 10 vezes.
-CÂNCER NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL:
A maioria dos tumores do Sistema Nervoso Central começa no cérebro, nervos cranianos e meninges. A incidência é ligeiramente maior no sexo masculino e a distribuição da faixa etária tem um pico em crianças e outro em adultos com mais de 45 anos.
SINTOMAS: Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, vômito, tontura e perda de equilíbrio.
PREVENÇÃO: Traumas físicos na região da cabeça e acústicos (caso de trabalhadores expostos a alto nível de som) são possíveis fatores de risco.
-CÂNCER DE PULMÃO:
Em 90% dos casos, o câncer de pulmão está ligado ao consumo de derivados de tabaco.
SINTOMAS: Os sintomas mais comuns são tosse e sangramento pelas vias respiratórias.
PREVENÇÃO: Não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença. Tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão do que os não fumantes.
ESTATÍSTICAS POR SEXO:
Nas mulheres, os tipos de câncer mais comum são(em número de casos):
1º) de pele não melanoma;
2º) de mama;
3º) de colo do útero;
4°) de cólon e reto;
5º) de pulmão;
Nos homens, os tipos de câncer mais comum são (em número de casos):
1º) de pele não melanoma;
2º) de próstata;
3º) de pulmão;
4°) de cólon e reto;
5º) de estômago;
FONTE: INCA (Instituto Nacional do Câncer)
MITOS E VERDADES SOBRE O CÂNCER
1-O CÂNCER É HEREDITÁRIO?
PARCIALMENTE VERDADE: só uma minoria é hereditária. Em determinados tipos, alguns raros casos podem ser herdados, tal como no retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que sempre ocorre em crianças. No entanto, existem alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais sensíveis a fatores ambientais que podem provocar câncer.
2-O CÂNCER É CONTAGIOSO?
MITO: mesmo os cânceres causados por vírus não são contagiosos, ou seja, não passam de uma pessoa para a outra, por contato. No entanto, alguns vírus oncogênicos, isto é, capazes de produzir câncer, podem ser transmitidos por meio do contato sexual, de transfusões de sangue ou seringas contaminadas ao injetar drogas. Como exemplos de vírus carcinogênicos, destaque para o da hepatite B (câncer de fígado) e o HPV.
3-TODO TUMOR É CÂNCER?
MITO: nem todo tumor é câncer. Tumor corresponde ao aumento de volume observado em qualquer parte do corpo. Quando se dá por crescimento do número de células, ele é chamado neoplasia que pode ser benigna ou maligna. Ao contrário do câncer, que é neoplasia maligna, as neoplasias benignas têm seu crescimento de forma organizada, em geral lento, e o tumor apresenta limites bem nítidos. Elas tampouco invadem os tecidos vizinhos ou desenvolvem metástases. Por exemplo, o lipoma e o mioma são tumores benignos.
4-O CÂNCER PODE SER PREVENIDO?
VERDADE: é possível evitar diversos fatores associados à doença. Os causados pelo tabagismo e uso de bebidas alcoólicas podem ser prevenidos em sua totalidade. Evidências científicas sugerem que aproximadamente um terço das mortes por câncer estão relacionadas a neoplasias malignas causadas por fatores dietéticos. Além disso, muitos cânceres de pele podem ser prevenidos pela proteção contra os raios solares.
5-O CÂNCER DE MAMA NÃO ACOMETE MULHERES JOVENS?
MITO: o câncer de mama ocorre predominantemente em mulheres depois da menopausa, no entanto, o surgimento do câncer de mama pode ocorrer em mulheres antes mesmo de completarem os 40 anos (idade em que se é recomendada o início da realização da mamografia anualmente). Para piorar, tumores que ocorrem em mulheres jovens tendem a ser mais agressivos.
6-DURANTE A GESTAÇÃO NÃO HÁ CHANCE DE TER CÂNCER DE MAMA?
MITO: representa um número baixo dos casos, mas pode ocorrer. Seu diagnóstico muitas vezes é dificultado pelas alterações que ocorrem na mama da gestante (aumento de volume). É definido como câncer de mama durante a gestação quando ocorre dentro do período ou até 12 meses após o parto. O tratamento pode se iniciar ainda na gestação, com medicações quimioterápicas que não afetem o bebê, ou mesmo com a cirurgia que pode ser realizada neste mesmo período.
7-É POSSÍVEL SER MÃE MESMO APÓS O DIAGNÓSTICO DE UM CÂNCER DE MAMA?
VERDADE: a gestação após o tratamento do câncer de mama é possível. Quanto mais jovem a paciente se tratar, maior será a probabilidade desta mulher voltar às funções ovarianas (ciclos menstruais) após o tratamento. Porém, deve-se evitar gestação nos primeiros dois anos após o tratamento (pelo risco de retorno da doença na mãe). Atualmente, existem opções que podem ser discutidas com o médico em caso de desejo de preservação de fertilidade antes do início do tratamento.
8-ANTICONCEPCIONAL PODE CAUSAR CÂNCER DE MAMA?
AINDA EM ESTUDO: infelizmente ainda não se tem resposta se pode ou não ser fator de risco para câncer de mama. Os anticoncepcionais têm sofrido muita modificação, dosagens menores, associações diferentes e ainda não há resultados do seu efeito após todas estas mudanças. O ideal é sempre conversar com o médico para que todos os prós e contras sejam esclarecidos.
9-CHARUTOS E CACHIMBOS N]ÃO CAUSAM CÂNCER COMO O CIGARRO COMUM?
MITO: todas as formas de consumo de tabaco são nocivas, em qualquer quantidade. Ao fumar a pessoa coloca dentro de seu organismo 4.700 substâncias tóxicas.
10-O USO CONSTANTE DE CELULAR PODE PROVOCAR CÂNCER?
AINDA EM ESTUDO: alguns trabalhos apontam para uma possível relação com tumores do sistema nervoso central, porém há necessidade de se melhor fundamentar esta questão.
11-SE FAÇO O AUTOEXAME DE MAMAS TODOS OS MESES ESTOU DISPENSADA DE FAZER MAMOGRAFIA?
MITO: por meio do autoexame é possível perceber lesões somente a partir de 1 cm e, desta forma, a mamografia é o exame padrão-ouro e deve ser feito por todas as mulheres sem sintomas a partir dos 40 anos e com repetição anual.
12-EXERCÍCIOS FÍSICOS PODEM PREVENIR O CÂNCER?
VERDADE: trabalhos demonstram que a prática moderada de atividade física é um fator importante na prevenção de câncer.
13-SILICONE CAUSA CÂNCER DE MAMA?
MITO: silicone não causa câncer de mama. O que acontece é que toda cirurgia traz cicatrizes nas mamas que podem dificultar a visualização de pequenas imagens.
14-AO ENTRAR NA MENOPAUSA POSSO AINDA DESENVOLVER CÂNCER DE MAMA?
VERDADE: o risco começa a aumentar após os 40 anos. Nódulos que aparecem após a menopausa são ainda mais suspeitos. É necessário procurar um mastologista para avaliar o caso.
15-ALIMENTOS PODEM CAUSAR CÂNCER?
AINDA EM ESTUDO: quando falamos de alimentação e câncer, muitas dúvidas surgem. Deve-se tomar muito cuidado com as informações que são passadas, pois nem sempre é algo que já foi comprovado cientificamente. O que especialistas afirmam é que a alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, pobre em açúcares, doces, gorduras e carne vermelha previne vários tipos de câncer.
16-CARNE VERMELHA AUMENTA OS RISCOS DE SE DESENVOLVER CÂNCER?
VERDADE:já é bem esclarecido que o consumo excessivo de carne vermelha, mais do que 500 g de carne vermelha cozida por semana, aumenta em 35% o risco de câncer de intestino grosso e o consumo excessivo de embutidos (presunto, lingüiça, salsicha) aumenta o risco em cerca de 50% de desenvolver este mesmo tipo de câncer. Os embutidos ainda aumentam risco de câncer de esôfago e estomago, por conterem nitrito como conservante.
17-ESTAR ACIMA DO PESO AUMENTA AS CHANCES DE SE TER CÂNCER?
VERDADE: o excesso de peso e a obesidade também são considerados fatores de risco para cânceres de mama, intestino, próstata e endométrio. Também é comprovado que o consumo de fibras auxilia na prevenção de vários tipos de câncer e na prevenção do câncer de intestino e mama - Fontes: Jefferson Luiz Gross, Maria do Socorro Maciel e Thais Manfrinato Miola, respectivamente diretor clínico, diretora de mastologia e nutricionista oncológica do Hospital A. C. Camargo de São Paulo.
FONTE:http://noticias.uol.com.br
'BOLINHAS GRUDENTAS' PODEM IMPEDIR METÁSTASE DO CÂNCER
Estudos preliminares sugerem que "bolinhas grudentas" desenvolvidas por cientistas podem destruir células cancerígenas no sangue, impedindo que a doença se espalhe.
O estágio mais perigoso - e frequentemene fatal - de um tumor é a metástase, quando ele se espalha pelo corpo.
Cientistas na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram nanopartículas que permanecem na corrente sanguínea e matam células do câncer ao ter contato com elas.
Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação "Proceedings of the National Academy of Sciences".
Os cientistas afirmam que o impacto do tratamento é "dramático", mas que "há muito trabalho a ser feito".
Um dos principais fatores da expectativa de vida após o diagnóstico de câncer é se o tumor se espalhou ou não.
"Cerca de 90% das mortes por câncer estão relacionadas com metástases", disse o professor Michael King, responsável pelo estudo.
AGENTES
A equipe de Cornell criou nanopartículas que transportam a proteína Trail (que também significa "trilha"), que tem a capacidade de matar o câncer e já era utilizada em tratamentos experimentais, além de outras proteínas "grudentas".
Quando estas pequenas esferas eram injetadas no sangue, se agarravam aos leucócitos, ou células brancas.
Testes mostraram que na corrente sanguínea, os leucócitos "esbarravam" com as células cancerígenas que se desprendiam do tumor principal e viajavam pelo organismo.
Mas as células de câncer morriam em contato com a proteína Trail, grudada nas células brancas.
"Os dados mostram um efeito dramático: não é só uma pequena mudança no número de células de câncer", disse King à BBC.
"Os resultados na verdade são extraordinários, em sangue humano e em camundongos. Após duas horas de fluxo sanguíneo, elas (as células do tumor) desintegraram-se literalmente."
King acredita que as nanopartículas poderão ser usadas antes da cirurgia ou da radioterapia, que podem resultar em células se desprendendo do tumor principal.
O tratamento também poderia ser usado em pacientes com tumores muito agressivos, para prevenir que eles se espalhem.
No entanto, ainda é necessário realizar diversos testes de segurança em camundongos e animais maiores para que aconteça um teste clínico em humanos.
"Há muito trabalho a fazer. Ainda é preciso fazer muitas descobertas antes de que isto possa beneficiar os pacientes", afirmou King.
Até agora, os dados indicam que o sistema não tem um "efeito dominó" no sistema imunológico e não danifica outras células sanguíneas ou o revestimento dos vasos sanguíneos.
FONTE: http://zip.net/bwl1qY
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