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sábado, 15 de fevereiro de 2014

QUANTOS TIPOS DE HEPATITE VC ACHA QUE EXISTEM?

Os diferentes tipos de hepatite são: Hepatite A, B, C, D, E, F, G, hepatite autoimune, hepatite medicamentosa e hepatite crônica. Saiba mais: Hepatite A: A hepatite A pode ser transmitida através do contato com água ou alimentos contaminados, por isso é importante a higiene na hora de comer e na preparação dos alimentos. Na maioria das vezes a hepatite A apresenta sintomatologia discreta, mas pode ocorrer um quadro de hepatite fulminante. Hepatite B: É transmitida através do contato com sangue ou secreções contaminadas, por isso a vacinação é importante e pode ser feita na vida adulta caso o indivíduo não tenha sido vacinado na infância. Ela pode ser assintomática, mas, mesmo assim, precisa de tratamento para evitar a deteriorização do fígado. Hepatite C: É uma infecção do fígado que tem cura quando é descoberta precocemente e o tratamento é feito corretamente. O tempo de tratamento para a hepatite pode ultrapassar 6 meses. Este tipo de hepatite também se pega através do contato com sangue ou secreções de um indivíduo contaminado. Hepatite D: A hepatite D também chamada de hepatite Delta quando ocorre, ocorre juntamente com o vírus da hepatite B e não evolui de forma lenta e pode gerar a hepatite fulminante. A vacinação contra a hepatite B também imuniza o indivíduo contra o vírus da Hepatite D pois este depende do outro para se replicar. Hepatite E: É transmitida através da ingestão de coli fórmios fecais através da água ou alimentos contaminados. Esta doença geralmente ocorre em surtos devido a má higiene ou falta de saneamento básico. Não existe vacina para a hepatite E e o tratamento consiste em repouso e hidratação. Hepatite F: Estudos científicos confirmaram que o vírus da hepatite F ainda não foi devidamente identificado e por isso este tipo de hepatite ainda é desconsiderado. Hepatite G: É causada pelo vírus da hepatite G que frequentemente encontra-se em indivíduos diagnosticados com hepatite B, hepatite C ou HIV+. Hepatite Autoimune: É uma doença genética onde o corpo produz anticorpos contra as próprias células do fígado levando à sua progressiva destruição. Em média, pacientes diagnosticados com hepatite autoimune e não são devidamente tratados sobrevivem por apenas 10 anos. Hepatite Medicamentosa: É aquela causada pela toma exagerada ou inadequada de medicamentos. Neste caso o fígado não consegue metabolizar as toxinas dos medicamentos e inflama gerando os sintomas típicos da hepatite. Seu tratamento consiste na pára da toma dos medicamentos ou na sua troca para outros menos agressivos para o fígado. Hepatite crônica: Alguns indivíduos podem sofrer com uma hepatite crônica que pode levar à cirrose, uma destruição das células do fígado e necessitar de um transplante de fígado. Outros evoluem para o surgimento do câncer no fígado e terão que fazer tratamento com radioterapia e quimioterapia. Mas a toma de outros medicamentos durante a hepatite pode ser prejudicial à saúde e devem ser utilizados mediante critério médico. FONTE: TUASAUDE

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

OS 7 MANDAMENTOS DO FÍGADO

O fígado digere gorduras, metaboliza o álcool e mantém o colesterol em ordem. Siga as dicas de quem entende e você vai passar incólume aos excessos das festas O fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo, sozinho, recebe, por minuto, cerca de 1 litro e meio de sangue bombeado pelo coração. Além disso, consegue produzir duas xícaras por dia de bile, fluido que quebra as gorduras. Você sabia que sem ele não seria possível digerir uma refeição? O sangue ficaria espesso como água de esgoto e o nível de colesterol iria às alturas. “Nós o chamamos de laboratório do organismo. Se você não agredi-lo, ele cuida de todo o resto”, revela Luís Edmundo Pinto da Fonseca, médico hepatologista – especialista em fígado – do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Como a maioria dos homens, você provavelmente o danifica no bar, no churrasco ou mandando ver paracetamol toda vez que sente dor. Continue assim e você aumenta o risco de adquirir uma doença hepática, que pode matar. Para não chegar a esse extremo, siga nossas dicas. OS 7 MANDAMENTOS DO FÍGADO 1. Pare na quarta lata As noitadas estão cada vez mais freqüentes e alcoólicas? Cuidado, esse comportamento pode levar a uma das principais ameaças ao fígado, a esteatose. Também conhecida como doença hepática gordurosa, ela ocorre quando você inunda o órgão com mais álcool do que ele agüenta. Primeiro o filtro de cerveja do seu corpo incha devido ao acúmulo de gordura dentro das células desse órgão, depois você fica com uma aparência mais amarela que a camisa da seleção brasileira. “A esteatose pode, literalmente, se desenvolver da noite para o dia”, diz Raymond Koff, hepatologista da Universidade de Massachusetts (EUA). Deixe seu fígado na reabilitação alguns dias e geralmente ele se recupera. Agora, se você continuar enchendo a cara, pode desenvolver o tecido cicatricial, que é grave e pode levar à cirrose – que mata. “O fígado de um homem tem um limiar para álcool de, em média, 80 gramas, ou umas seis latinhas de cerveja”, completa Koff. Beba menos do que isso de uma só vez e é muito improvável que você tenha algum dano hepatotóxico. 2. Exames de rotina O fígado tem uma capacidade de funcionamento tão boa que, muitas vezes, o paciente já está à beira da morte e não sente dor. A esteatose, por exemplo, não é causada apenas pela bebida mas também por colesterol alto, obesidade e diabetes. “Quando se manifesta, essa doença desencadeia, no máximo, um desconforto do lado direito do abdome, abaixo da costela”, alerta Fonseca. Então, para saber se a situação é grave, faça check-ups periódicos. “O fígado fabrica a albumina, principal proteína do sangue. Daí a importância de se submeter a exames como o de coagulação. Ao dosar as enzimas hepáticas, veremos se as transaminases estão elevadas. Quando isso acontece, a situação se complica”, complementa. 3. Perca 5 quilos A gordura encontrada na sua barriga saliente pode estar comprimindo os intestinos de tal forma que a qualquer momento você não conseguirá digerir tudo o que come. Assim as bactérias fazem as sobras fermentarem, criando um alambique de fabricação caseira no seu cólon. O resultado é a esteatose – e, o pior, você nem passa pelo prazer de encher a cara. Solução: perca peso e consuma iogurte. Está provado que um copo desse alimento por dia tem efeito antibacteriano e pode minimizar o risco de você desenvolver toxicidades no órgão. 4. Verifique a caixa de remédios Você é daqueles que diante de qualquer mal-estar ou dor de cabeça jogam acetaminofen – analgésico também conhecido como paracetamol – goela abaixo? Saiba que ao fazer isso o organismo libera um subproduto danoso. ”Seu corpo pode lidar com pequenas quantidades dessa substância, porém grandes doses de uma só vez começam a destruir as células do fígado. E nem pense em beber, já que o álcool potencializa esse fenômeno”, ressalta Parise. “O problema do acetaminofen é que o nível da dose tóxica é muito próximo do nível da dose terapêutica”, enfatiza o médico William M. Lee, hepatologista da Universidade do Texas Southwestern (EUA). Para Fonseca, médico do Hospital Albert Einstein, o metabolismo suporta até 3 mil miligramas (quatro comprimidos de 750 miligramas) por dia. ”Uma overdose, que pode vir quando se ultrapassa esse limite, causa insuficiência hepática aguda. E da noite para o dia o transplante se torna a única salvação.” Agora, se você precisar de um analgésico no meio de uma bebedeira, tome dipirona. 5. Fique de olho no que consome Se o acetaminofen pode corroer seu fígado, imagine o poder de um remédio de tarja vermelha ou preta. “Dependendo da droga, seus subprodutos podem ser relativamente inofensivos ou violentamente tóxicos”, afirma Adrian Di Bisceglie, diretor médico da Fundação Americana do Fígado. Então, se você toma algum medicamento há muito tempo, fale com seu médico e peça a ele que faça um teste de função hepática. Fique esperto também com outras substâncias que manda para dentro. Segundo o médico Luís Edmundo Pinto da Fonseca, os anabolizantes e a cocaína também são extremamente tóxicos ao fígado. 6. Lave tudo antes de comer Só existe uma forma de a hepatite A infectar seu fígado: se você comer fezes, literalmente. Além de comida contaminada, o sexo faz com que você corra esse risco. “Trata-se de uma atividade muito íntima, mas que pode desencadear uma exposição à transmissão fecal-oral”, lembra Fonseca. Os frutos do mar, segundo ele, também trazem riscos, uma vez que grande parte deles é cultivada perto de pedras e esgotos. 7. Exija materiais descartáveis Não dê bobeira. Em qualquer lugar onde você for utilizar agulhas e seringas, peça e certifique-se de estar usando peças e afins totalmente novos. Observe se a embalagem é aberta na sua presença. E não aceite agulhas esterilizadas. Pesquisadores da Universidade do Texas Southwestern constataram que freqüentar um estúdio de tatuagem e piercing aumenta em nove vezes a probabilidade de você contrair uma devastadora doença do fígado, a hepatite C. “Para evitar a contaminação, os cuidados devem ser os mesmos em relação ao HIV”, afirma Edison Parise, do Hospital Sírio-Libanês. Ou seja, tome cuidado também durante sessões de acupuntura e não use a lâmina de barbear do colega ou do irmão. O risco não vale a pena, pois a doença é devastadora. NA MEDIDA Tudo na vida tem limite, até a bebida Você não quer encarar uma ressaca nas festas de fim de ano, certo? Antes de perder a conta do número de doses, faça os cálculos para não ultrapassar o limite aceitável de 80 gramas de álcool por dia. É fácil: multiplique o teor alcoólico da bebida, que está no rótulo, pela quantidade de mililitros ingeridos. Veja o exemplo considerando a cerveja: 0,05 x 355 ml = 17,75. Você vai precisar parar na quarta latinha. Aqui nós mostramos o teor de algumas bebidas para facilitar sua vida. • Cerveja – 5% • Vinho tinto – 12% • Saquê – 15,5% • Tequila – 38% • Vodca – 40% • Pinga – 40% • Uísque – 43% Veja o volume das doses: • 1 dose – 100 ml • 1 taça – 100 ml • 1 garrafa – 600 ml • 1 lata – 350 ml • 1 long neck – 355 ml Fonte: Luís Edmundo Pinto da Fonseca POR DENTRO DA HEPATITES Hepatite A Como ataca: inflamação do fígado causada pelo vírus HAV. Rara, a transmissão é fecal-oral (comida contaminada ou sexo). É como uma virose que normalmente não chega à cirrose mas pode produzir inflamação e necrose do fígado. Sintomas: dor na parte direita do abdome e na cabeça, fezes claras, vômitos, urina escura, falta de apetite, febre e amarelamento de pele. Hepatite B Como ataca: inflamação do fígado provocada pelo vírus HBV. Campeã em transmissões, seu contágio é pelo sangue, sêmen ou saliva. Cerca de 6% dos homens que pegam a infecção acabam desenvolvendo doença hepática crônica. E em muitos pacientes o quadro evolui para cirrose. Sintomas: febre, náuseas, dor de cabeça, urina turva e escura, fezes claras e coceiras no corpo. Hepatite C Como ataca: seu vírus (HCV) é transmitido pelo sangue e não gera uma resposta imunológica adequada no organismo, o que pode causar cirrose e câncer. Grande parte das pessoas infectadas se torna portadora de hepatite crônica. Sintomas: na maioria dos casos, os sintomas não se apresentam na fase aguda e, quando ocorrem, são leves e semelhantes a uma gripe. FONTE: MENSHEALTH