Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador TEORIA DA RELATIVIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TEORIA DA RELATIVIDADE. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de junho de 2017

UNIVERSO CURVO MINA TEORIA DA RELATIVIDADE

O horizonte de eventos dos buracos negros tem sido alvo de intensos debates entre os físicos.[Imagem: NASA]

Singularidade gravitacional

Físicos demonstraram que as singularidades - que se acredita só serem encontradas no centro dos buracos negros e fora do alcance de qualquer técnica observacional - podem existir em espaços tridimensionais altamente curvos. Esta é a primeira vez que uma singularidade nua - ou singularidade exposta - foi prevista em um espaço tridimensional. Isto é importante porque uma singularidade nua interfere com a Teoria Geral da Relatividade de Einstein, detonando inteiramente com as leis da física que conhecemos - uma singularidade gravitacional é um ponto do espaço-tempo no qual a massa (associada com a densidade) e a curvatura do espaço-tempo (associada com o campo gravitacional) de um corpo são infinitas.

Singularidades nuas

Imagem do espaço (1 + 1)-dimensional anti-de Sitter embutido em um espaço plano (1 + 2)-dimensional. [Imagem: Wikipedia] A Teoria Geral da Relatividade de Einstein nos diz que a matéria deforma o espaço-tempo ao seu redor, e o que chamamos de gravidade é o efeito dessa deformação. Nos 100 anos desde a sua publicação, a Relatividade Geral passou por todos os testes às quais foi submetida, mas a existência de singularidades é considerada uma de suas principais limitações. A Relatividade Geral prevê que as singularidades existem no centro dos buracos negros e que estão cercadas por um horizonte de eventos - o "ponto sem volta", onde a força gravitacional se torna tão forte que a fuga é impossível, o que significa que elas não podem ser observadas a partir do lado de fora. Essa impossibilidade de observação é conhecida como "conjectura da censura cósmica". Se for mesmo verdadeira, a censura cósmica significa que, fora dos buracos negros, as singularidades não teriam qualquer efeito mensurável, e as previsões da Relatividade Geral permaneceriam válidas. Mais recentemente, os físicos vêm usando simulações computacionais para prever a existência de singularidades nuas, ou expostas, ou seja, singularidades que existem fora de um horizonte de eventos. Elas invalidariam a conjectura da censura cósmica e, por extensão, a capacidade da Relatividade Geral de explicar o universo como uma teoria autônoma. No entanto, todas essas previsões até agora vinham sendo modeladas em universos que existem em muitas dimensões - cinco ou mais.

Novas teorias sobre o Universo

As teorias dos multi-universos e do holograma cósmico usam os espaços anti-de Sitter em suas simulações - algumas delas já concluíram pelo surgimento do Universo sem um Big Bang. [Imagem: Univ.Florida] Toby Crisford e Jorge Santos, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, previram agora pela primeira vez a existência de uma singularidade nua em um universo de quatro dimensões - três dimensões espaciais, mais o tempo. Os cálculos mostram que uma singularidade nua pode se formar em um tipo especial de espaço curvo conhecido como "espaço anti-de Sitter", no qual o universo tem a forma de uma sela de montaria. De acordo com a Relatividade Geral, os universos podem ter várias formas, e o espaço anti-de Sitter é uma dessas formas possíveis - os físicos acreditam que o nosso Universo é plano. Embora os resultados não sejam diretamente aplicáveis ao nosso Universo, já que "forçar" uma singularidade não é um procedimento que se possa simular em um espaço plano, eles abrem novas oportunidades para estudar outras teorias para entender o universo. Uma dessas teorias poderia envolver a gravidade quântica, que fornece novas equações próximas de uma singularidade. "A singularidade nua que vimos provavelmente iria desaparecer se incluíssemos partículas carregadas em nossa simulação - isso é algo que estamos investigando atualmente," disse Jorge Santos. "Se verdadeira, ela poderá implicar em uma conexão entre a conjectura da censura cósmica e a conjectura da gravidade fraca, que diz que qualquer teoria consistente da gravidade quântica deve conter partículas suficientemente carregadas. Em um espaço anti-de Sitter, a conjectura da censura cósmica poderia ser salva pela conjectura da gravidade fraca." Bibliografia: Violating the Weak Cosmic Censorship Conjecture in Four-Dimensional Anti-de Sitter Space - Toby Crisford, Jorge E. Santos Physical Review Letters. Vol.: 118, 181101. DOI: 10.1103/PhysRevLett.118.181101. FONTE: http://inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=singularidade-prevista-universo-tridimensional&id=010130170602

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

TEORIA DA RELATIVIDADE: VC SABE O QUE É?

É a idéia mais brilhante de todos os tempos - e certamente também uma das menos compreendidas. Em 1905, o genial físico alemão Albert Einstein afirmou que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados. Parece complicado? Bem, a idéia é sofisticada, mas, ao contrário do que se pensa, a relatividade não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. A principal sacada é enxergar o tempo como uma espécie de lugar onde a gente caminha. Mesmo que agora você esteja parado lendo a Mundo Estranho, você está se movendo - pelo menos, na dimensão do tempo. Afinal, os segundos estão passando, e isso significa que você se desloca pelo tempo como se estivesse em um trem que corre para o futuro em um ritmo constante. Até aí, nenhuma novidade bombástica. Mas Einstein também descobriu algo surreal ao constatar que esse "trem do tempo" pode ser acelerado ou freado. Ou seja, o tempo pode passar mais rápido para uns e mais devagar para outros. Quando um corpo está em movimento, o tempo passa mais lentamente para ele. Se você estiver andando, por exemplo, as horas vão ser mais vagarosas para você do que para alguém que esteja parado. Mas, como as velocidades que vivenciamos no dia-a-dia são muito pequenas, a diferença na passagem do tempo é ínfima. Entretanto, se fosse possível passar um ano dentro de uma espaçonave que se desloca a 1,07 bilhão de km/h e depois retornar para a Terra, as pessoas que ficaram por aqui estariam dez anos mais velhas! Como elas estavam praticamente paradas em relação ao movimento da nave, o tempo passou dez vezes mais rápido para elas - mas isso do seu ponto de vista. Para os outros terráqueos, foi você quem teve a experiência de sentir o tempo passar mais devagar. Dessa forma, o tempo deixa de ser um valor universal e passa a ser relativo ao ponto de vista de cada um - daí vem o nome "Relatividade". Ainda de acordo com os estudos de Einstein, o tempo vai passando cada vez mais devagar até que se atinja a velocidade da luz, de 1,08 bilhão de km/h, o valor máximo possível no Universo. A essa velocidade, ocorre o mais espantoso: o tempo simplesmente deixa de passar! É como se a velocidade do espaço (aquela do velocímetro da nave) retirasse tudo o que fosse possível da velocidade do tempo. No outro extremo, para quem está parado, a velocidade está toda concentrada na dimensão do tempo. "Einstein postulou isso baseado em experiências de outros físicos e trabalhou com as maravilhosas conseqüências desse fato", diz o físico Brian Greene, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, autor do livro O Universo Elegante, um best seller que explica em linguagem simples as idéias do físico alemão. Mas as descobertas da Relatividade não param por aí. Ainda em 1905, Einstein concluiu que matéria e energia estavam tão entrelaçadas quanto espaço e tempo. Daí surgiu a célebre equação E = mc2 (energia = massa x a velocidade da luz ao quadrado), que revela que uma migalha de matéria pode gerar uma quantidade absurda de energia. Por fim, em 1916, Einstein examinou a influência do espaço e do tempo na atração entre os corpos e redefiniu a gravidade - até então, a inquestionável física clássica de Isaac Newton (1642-1727) considerava apenas a ação da massa dos corpos. Sua Teoria da Relatividade, definida em uma frase dele mesmo, nos deixou mais próximos de "entender a mente de Deus". UMA DESCOBERTA GENIAL Einstein mostrou que espaço, tempo, massa e gravidade estão intimamente ligados 1 - Segundo o físico alemão Albert Einstein, tudo no Universo se move a uma velocidade distribuída entre as dimensões de tempo e espaço. Para um corpo parado, o tempo corre com velocidade máxima. Mas quando o corpo começa a se movimentar e ganha velocidade na dimensão do espaço, a velocidade do tempo diminui para ele, passando mais devagar. A 180 km/h, 30 segundos passam em 29,99999999999952 segundos. A 1,08 bilhão de km/h (a velocidade da luz), o tempo simplesmente não passa. 2 - Uma conseqüência dessa alteração da velocidade do tempo é a contração no comprimento dos corpos. Segundo a Teoria da Relatividade Especial - a primeira parte da teoria de Einstein, elaborada em 1905 -, quanto mais veloz alguma coisa está, mais curta ela fica. Por exemplo: quem visse um carro se mover a 98% da velocidade da luz o enxergaria 80% mais curto do que se o observasse parado 3 - Na chamada Teoria Geral da Relatividade (a segunda parte do estudo, publicada em 1916), Einstein usou a constatação anterior para redefinir a gravidade. Isso pode ser demonstrado com um exemplo simples: em alguns tipos de brinquedo comum em parques de diversões, a rotação da máquina mantém as pessoas grudadas na parede pela força centrífuga, como se houvesse uma "gravidade artificial". 4 - A gravidade real também funciona assim. O Sol curva tanto o espaço ao seu redor que mantém a Terra em sua órbita - como se ela estivesse "grudada na parede", lembrando o exemplo do brinquedo. Já a força que prende as pessoas ao chão é a curvatura criada pela Terra no espaço ao seu redor. Einstein também descobriu que, quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo. Por isso, ele chamou essa força de "curvatura no tecido espaço-tempo". 5 - Uma aplicação prática da Relatividade é a calibragem dos satélites do GPS, que orientam aviões e navios. Pela Relatividade Especial, sabe-se que a velocidade de 14 mil km/h dos satélites faz seus relógios internos atrasarem 7 milionésimos de segundo por dia em relação aos relógios da Terra. Mas, segundo a Relatividade Geral, eles sentem menos a gravidade (pois estão a 20 mil km de altitude) e adiantam 45 milionésimos de segundo por dia. Somando as duas variáveis, dá um adiantamento de 38 milionésimos por dia, que precisa ser acertado no relógio do satélite. Portanto, se não fosse pela teoria de Einstein, o sistema acumularia um erro de localização de cerca de 10 quilômetros por dia. FONTE: MUNDOESTRANHO