Postagens populares
-
Desde a adolescência até a meia-idade ou um pouco mais somos capazes de nos reproduzir. O sexo tem um papel importante em nossa cultura; nós...
-
Da adolescência à menopausa, a menstruação faz parte da vida de toda mulher. É sinal de saúde na fase reprodutiva. Sua ocorrência é resultad...
-
Há algum tempo, a revista “Super Interessante” publicou uma matéria a respeito das piores dores do mundo. O método para medir a intensidade ...
-
Os tubarões são, talvez, as criaturas que mais aterrorizam as pessoas em todo o mundo. Sua temível aparência, tamanho grande e seu ambiente ...
-
De acordo com especialistas, cerca de 75% das mulheres terão pelo menos uma vez a infecção ao longo da vida. A doença é causada por um fungo...
-
As tempestades elétricas Numa tempestade elétrica, as nuvens de tempestade estão carregadas como capacitores gigantes no céu. A parte superi...
-
Segundo os médicos, ela não é tão preocupante quanto a bacteriana. Consiste numa inflamação da membrana chamada meninge, que reveste o siste...
-
O que a maioria das pessoas sabe sobre esteróides é que eles fazem os músculos crescerem e que eles fazem mal à saúde. Tanto que as ligas es...
-
Nós não somos os primeiros habitantes da Europa. Quase tudo o que nos ensinaram sobre a história antiga está (deliberadamente) errado. Ass...
-
Quem nunca sonhou em ser astronauta para um dia poder fazer uma viagem espacial? Até hoje, as imagens do homem chegando à Lua encantam inúme...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Bactéria faz metais radioativos ficarem inertes
Contaminação duradoura
Materiais radioativos, ainda que na forma de resíduos de baixíssima concentração, continuam poluindo o meio ambiente mesmo muito tempo depois que as instalações onde eram manipulados, ou as minas de onde eram extraídos, já encerraram suas atividades. A descontaminação dessas áreas é uma tarefa extremamente cara, sendo feita apenas em casos muito graves. Na maioria das vezes, o local é simplesmente fechado e interditado ao trânsito de pessoas.
Bactérias antirradiação
Essa situação agora pode começar a mudar, graças ao trabalho da bioquímica Judy Wall, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos. Trabalhando na mina Órfão Perdido, na região do Grand Canyon, a Dra. Wall está utilizando bactérias redutoras de sulfato para converter os metais radioativos tóxicos em substâncias inertes. O processo, quando totalmente desenvolvido, será muito mais barato, seguro e confiável do que as opções atuais. As bactérias caçadoras de radioatividade são biocorrosivas, sendo capazes de alterar a solubilidade dos metais pesados. Os microrganismos são capazes de pegar o urânio e convertê-lo em uraninita, uma substância praticamente insolúvel que afunda nos lagos de rejeitos das minas ou mesmo em cursos d'água.
Genética básica
A pesquisadora agora está investigando a genética básica da bactéria na tentativa de produzir uma linhagem que efetue esse processamento dos metais pesados com maior produtividade, para que ela possa ser utilizada em um sistema de tratamento industrial. Outro melhoramento a ser feito é o controle do tipo de metal que as bactérias atacam, para que sua aplicação não precise ficar limitada a barragens de rejeitos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bacteria-faz-metais-radioativos-ficarem-inertes&id=010125090930
O crânio de Starchild: O menino das estrelas

História do crânio de Starchild – Há 65 anos, em uma gruta de um povoado rural localizado a 150 km ao sul do estado mexicano de Chihuahua, uma adolescente encontrou dois esqueletos completos, um muito estranho e de pequena estatura e outro de tamanho e aspecto normal. A jovem guardou estes crânios durante toda sua vida e, depois de sua morte, foram entregues a um casal norte-americano, para finalmente, passar as mãos dos pesquisadores norte-americanos Lloyd Pye e Mark Bean, que com a colaboração de empresas especializadas em genética e com o apoio do geneticista Dr. Kem Paid junto a vários outros especialistas chegaram a conclusão de que existe uma probabilidade próxima a 90% de que o estranho crânio é de um ser híbrido de mãe humana e de pai de uma raça não conhecida.
O projeto Starchild – O fenômeno despertou semelhante interesse científico e atualmente o Starchild Project conta com famosos pesquisadores de todo mundo, com o único objetivo de dar resposta a este incrível mistério. O diretor da equipe de pesquisadores, Lloyd Pye, afirma que, a existência de seres extraterrestres em nosso planeta poderia ficar demonstrada graças a esta extraordinária descoberta.

Fotos de ambos os crânios
Os cientistas explicam que a análise dos crânios permite chegar as seguintes conclusões: um é totalmente normal e pertenceu a uma mulher jovem, entre 20 e 30 anos; o outro (o crânio StarChild) é de uma criança de aproximadamente cinco anos e mostra uma série de alterações que não parecem próprias de um ser humano. Sua morfologia é muito estranha, com as laterais dos olhos avolumadas e com a parte posterior alongada e esmagada. Ademais, as concavidades oculares são muito superficiais, pelo que se supõe que a criatura carecia de mobilidade nos olhos. Por outra parte, o denominado foramen magnum, o buraco que se encontra na base do crânio e que o une à coluna vertical, se encontra adiantado, quase no centro da base. Os testes do carbono 14 e DNA, realizadas pelo Dr. David Sweet da University of British Columbia de Vancouver (Canadá), deram como resultado uma antiguidade de 900 anos.

Radiografias dos crânios
Por sua vez, a equipe que analisou os crânios descartou a possibilidade de que todas essas "peculiaridades" sejam apenas más formações congênitas, o que permite a vasta gama de suposições de que estamos diante de uma espécie alienígena. Esta possibilidade ganha muita força já que nas análises das amostras de DNA realizadas no crânio não foram encontradas até o momento em nenhuma espécie vivente conhecida que coincida com o DNA do suposto pai.
A lenda do menino das estrelas – Quanto à origem híbrida desta criança, os indígenas que habitam a região onde os crânios foram encontrados contam uma antiga lenda sobre as crianças das estrelas. Segundo estes relatos, que remontam no mínimo a dois séculos atrás, seres procedentes das estrelas deixavam grávidas várias mulheres que viviam nas aldeias mais isoladas da região. Após dar à luz a estas crianças das estrelas, criavam-nas durante vários anos, até que seus pais regressavam do céu para levá-las.
Psicografia de Parravicini:"La teoría de Darwin dejará de ser porque se sabrá que el hombre bajó de los planetas."
A profecia – Benjamin Solari Parravicini, um famoso sensitivo argentino, profetizou em 1938, através de uma de suas psicografias, que "a teoria de Darwin está equivocada. O homem veio das estrelas."
Outra frase interessante: "Delante las constantes visitas de extraterrestres la ciencia negará, luego dudará y por fin dirá ¡ES verdad!. (...) Hace siglos nos vigilan y contemplan!" "Diante as constantes visitas de extraterrestres a ciência negará, logo duvidará e por fim dirá É verdade!. (...) Há séculos nos vigiam e contemplam!"
Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=7898
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
COMO FUNCIONAM OS ATAQUES DE TUBARÃO

Foto cedida Carl Roessler
Um grande tubarão-branco
Neste artigo, descobriremos por que os tubarões atacam, como atacam e que tipos de tubarão atacam pessoas com mais freqüência. Também veremos algumas maneiras de evitar ataques de tubarão.
Por que os tubarões atacam
Em 90% dos incidentes com tubarões, o que ocorre é um erro. Os tubarões acham que somos alguma coisa que não somos. - Gary Adkison, mergulhador ("Sharkbite! - "Mordida de tubarão! Sobrevivendo ao grande branco")
Ainda que os ataques de tubarão possam parecer cruéis e brutais, é importante lembrar que eles não são criaturas do mal que caçam humanos constantemente. Eles são animais que obedecem seus instintos, como todos os outros. Como predadores no topo da cadeira alimentar do oceano, os tubarões são projetados para caçar e comer grandes quantidades de carne. A dieta de um tubarão consiste em outras criaturas do mar, principalmente peixes, tartarugas marinhas, baleias, leões-marinhos e focas. Os seres humanos não estão no cardápio dos tubarões. De fato, os humanos não fornecem carne com gordura suficiente para os tubarões, que precisam de muita energia para movimentar seus corpos grandes e musculosos.
Se os tubarões não têm interesse em comer os humanos, por que eles nos atacam? A primeira dica vem de um padrão que a maioria dos tubarões segue. Na maioria dos ataques registrados, o tubarão morde a vítima, pára por alguns segundos (possivelmente arrastando a vítima pela água e sob a superfície), e depois a solta. É muito raro um tubarão fazer repetidos ataques e realmente comer uma vítima humana. O que acontece é que o tubarão confunde um ser humano com alguma coisa que ele geralmente come. Depois que ele sente o gosto, percebe que aquela não é a comida com a qual está acostumado e solta a pessoa.

Para um tubarão, um surfista batendo os braços sobre uma prancha de surfe
pode parecer muito com uma presa usual
A confusão do tubarão é mais fácil de compreender se enxergarmos as coisas sob o ponto de vista do animal. Muitas vítimas de ataque são surfistas ou pessoas andando de boogie boards. Um tubarão nadando embaixo d`água vê grosseiramente um formato oval com braços e pernas pendentes remando ao longo da superfície. Isto cria uma grande semelhança com um leão-marinho (a principal presa dos grandes tubarões-brancos) ou uma tartaruga marinha (uma comida comum para os tubarões-tigres).
Os ataques também ocorreram com freqüência quando humanos pescavam com arpões em águas oceânicas. Os tubarões são atraídos por sinais enviados por peixes mortos: o cheiro do sangue na água e os impulsos elétricos emitidos à medida que o peixe luta. Os tubarões detectam estes sinais com suas ampolas de Lorenzini, um conjunto de "detectores" sob a pele no nariz do tubarão. As ampolas são células eletricamente sensíveis que se conectam à superfície da pele por meio de pequenos tubos. Assim que o tubarão chega ao local, ele pode se tornar agitado e agressivo na presença de tanta comida. Um tubarão faminto e excitado pode facilmente confundir um ser humano com sua presa usual.
Mito número 1 sobre os tubarões:
eles são assassinos
Filmes como "Tubarão" e relatos históricos sobre ataques (como aqueles em Nova Jersey em 1916) deram vazão ao mito do tubarão assassino. Este é aquele que decide se realmente gosta de comer seres humanos. Ele exibe um comportamento atípico, aparece fora de sua região habitual e faz ataques adicionais na mesma área durante vários dias.
É impossível afirmar que não existe absolutamente nenhum tubarão assassino: tubarões individuais podem exibir comportamentos estranhos, possivelmente porque estão doentes ou machucados. Diferentes condições do oceano podem enviar tubarões para além de seu alcance enquanto eles perseguem espécies que são suas presas.
Porém, não há nenhuma evidência que indique que os tubarões jamais "desenvolveram um gosto por carne humana". Mesmo se uma série de ataques ocorre em uma área, provavelmente diferentes tubarões são responsáveis por isso, porque eles tendem a viajar grandes distâncias em um único dia. Isto significa que o tubarão que fez o primeiro ataque provavelmente está a centenas de quilômetros de distância do local onde o segundo ataque ocorreu. Varrendo a área com barcos de pesca e matando tubarões horas depois de um ataque, é pouco provável conseguir capturar o tubarão específico responsável pelo ataque.
Existem casos nos quais os tubarões parecem atacar motivados pela agressão e não pela fome. Sabe-se muito pouco sobre o comportamento dos tubarões, mas acredita-se que algumas espécies, incluindo os grandes tubarões-brancos, exibem comportamento dominante sobre outros tubarões. Este comportamento pode assumir a forma de "socos" com o nariz, ou mordidas que não ferem muito a resistente pele de um tubarão.
Às vezes, o tubarão ataca porque está respondendo a uma agressão humana. Os tubarões-dormedores, por exemplo, geralmente são peixes calmos que permanecem parados no fundo do oceano. Por alguma razão, isto faz com que alguns mergulhadores achem uma boa idéia puxar suas caudas. Tubarões-dormedores irritados ensinaram muitos mergulhadores a não tocá-los. Por esta razão, as estatísticas de ataques de tubarão são divididas entre ataques provocados e não-provocados.
Anatomia de um ataque de tubarão
Uma característica dos tubarões é que eles têm olhos sem vida, olhos negros como os de uma boneca. Quando ele se aproxima de você, nem parece estar vivo, até ele te morder e aqueles olhos negros se revirarem e ficarem brancos... - Quint, "Jaws" ("Mandíbulas")
Raramente há algum aviso. O surfista ou nadador movimenta os braços sem ter idéia do que está prestes a acontecer. O primeiro sinal é um impacto enorme e súbito, quando o tubarão se lança em direção à vítima. Os grandes tubarões-brancos são conhecidos por atacar leões-marinhos ao ponto de saltarem completamente para fora d`água com a presa em suas mandíbulas. No livro "Shark Attacks" ("Ataques de tubarão"), a salva-vidas grávida Dawn Schaumann relembra quando foi atacada, a cerca de 100 metros da costa da Flórida, em 1993: "Um tubarão me mordeu com tanta força que pareceu um enorme caminhão", disse ela. "Meu primeiro pensamento foi: minha hora chegou".
O surfista Kenny Doudt foi atacado por um tubarão branco na costa de Oregon, em 1979. Ele descreve o ataque em seu livro, "Surfing With the Great White Shark" ("Surfando com o grande tubarão-branco"): "Eu ouvi um ronco abafado quando as imensas mandíbulas do tubarão se cravaram em minhas costas, pressionando a prancha contra o meu peito. O tubarão me puxou um metro sob a água, mas não conseguiu me manter lá embaixo devido à flutuação da prancha de surfe. Senti uma enorme pressão no meu peito e ouvi as costelas se quebrando e a parte interna da prancha sendo mastigada".

Foto cedida Carl Roessler
Um grande tubarão-branco tentou fazer uma refeição com
Kenny Doudt e sua prancha de surfe
O ataque aconteceu como se o tubarão estivesse se alimentando normalmente. Os tubarões brancos atacam os leões-marinhos por baixo, com uma única mordida potente, arrastando a presa para dentro da água. Depois, eles permitem que a presa debilitada flutue na água e sangre até morrer para depois de alguns minutos retornarem para terminar sua refeição. No caso de Doudt, o tubarão não conseguiu realizar sua mordida inicial por causa da prancha, mas continuou tentando por cerca de 20 segundos. "Eu me senti completamente indefeso, quando o meu corpo inteiro foi erguido bem acima da água, depois jogado de volta para baixo da superfície", ele recorda.
Posteriormente, o tubarão soltou Doudt. Apesar de ter temido um ataque subseqüente enquanto nadava na costa, o tubarão se afastou e não atacou novamente. O tubarão deve ter percebido que um surfista e uma prancha não seriam uma boa refeição. Os tubarões-brancos são muito exigentes com o que comem: se recusam a comer coisas que não sejam suas presas usuais depois de uma mordida inicial.
Porém, existem muitas espécies de tubarão e cada uma tem suas características específicas. Os ataques de tubarão em águas marinhas profundas geralmente não são ataques do tipo atacar-e-correr. Nos casos em que as as vítimas freqüentemente são sobreviventes de navios afundados ou quedas de avião, os tubarões circulam o cenário. Eles então golpeiam as vítimas das extremidades do grupo ou aqueles que já estão feridos, antes de atacarem com mordidas.
Um dos mais famosos ataques de tubarão foi o ocorrido com o USS Indianapolis, afundado por torpedos japoneses no Oceano Pacífico, em 1945. Foram necessários muitos dias para que as equipes de resgate chegassem até o navio. Quando a equipe de resgate da Marinha chegou, somente 317, dos mais de quase mil sobreviventes do naufrágio inicial, ainda estavam vivos. Os tubarões-tigres foram responsáveis pela maioria das mortes.

Foto cedida Carl Roessler
Um tubarão-tigre
O tubarão-touro também é conhecido por seu atípico comportamento de ataque. Ele tem esse nome em parte devido à persistência de seu ataque circulando-o, atacando-o novamente e repetindo o padrão. Uma garota de 14 anos que recentemente foi atacada por um tubarão na costa da Flórida foi vítima de um tubarão-touro que não soltou sua perna mesmo quando alguém chegou para ajudá-la. Ele continuou circulando e atacando, e até avançou na pessoa do resgate.
Mito número 2 sobre os tubarões:
eles são violentas máquinas comedoras
Os filmes de Hollywood e as notícias de jornal deram aos tubarões uma reputação de criaturas violentas, sem cérebro, que agem como mísseis aquáticos: eles simplesmente nadam até atacar um alvo e depois comê-lo. Existem duas razões para este mito:
1. os tubarões-tigres parecem comer de tudo e há várias histórias sobre objetos estranhos encontrados em seus estômagos;
2. na verdade, não sabemos muito sobre os tubarões. Eles são extremamente difíceis de serem estudados e freqüentemente os únicos comportamentos que testemunhamos são suas refeições na superfície.
Simplesmente porque não conhecemos os complexos comportamentos dos tubarões, não significa que eles não existam. Por exemplo, sabemos que algumas espécies têm hierarquias sociais complexas, que eles diferenciam presas de não presas e também usam diferentes estratégias de ataque para cada tipo de presa.
Um ataque de tubarão pode ter conseqüências trágicas em uma pessoa. Em alguns casos, a mordida inicial é poderosa o suficiente para arrancar um membro completamente. O cirurgião que operou um surfista adolescente na Austrália descreveu a perda da perna do rapaz como se tivesse sido "cortada com guilhotina". Os tubarões podem gerar mais de 40 toneladas de pressão por centímetro quadrado, medida na ponta de um dente. As espécies grandes podem ter mandíbulas muito mais potentes.
A mordida de um grande tubarão-branco fez um corte que vai do ombro até o quadril no pescador Rodney Fox que, na oportunidade, estava com um arpão. O ataque ocorreu em 1963, perto de Adelaide, Austrália. Fox sobreviveu, apesar de ter levado 462 pontos e ter sido submetido a uma cirurgia reparadora com duração de quatro horas.
Porém, as vítimas de ataque de tubarão não morrem do súbito ferimento traumático. Elas geralmente sangram até morrer. Até a vítima ser levada à praia, passam-se alguns minutos e até a equipe de emergência chegar, perde-se mais tempo. A diferença entre a vida e a morte geralmente é ter alguém no local que saiba como deter a perda de sangue, e nessa hora, cada segundo é importante. No caso de um garoto que foi atacado, em 2005, na costa de Cape San Blas, Flórida, um médico e uma enfermeira em férias pressionaram uma artéria em sua perna, o que o ajudou a sobreviver.
Estranhamente, um dos perigos potenciais de se nadar no oceano também pode ajudar as vítimas de ataque de tubarão a sobreviver. Quando alguém é atacado em águas frias, a temperatura de seu corpo pode baixar muito. Essa queda na temperatura diminui as funções do corpo, incluindo a perda de sangue. Isto pode ajudar a vítima a sobreviver por períodos mais longos.
Depois que a vítima recebe o atendimento de emergência, há um outro perigo: a infecção. As bocas dos tubarões e a água do oceano não são limpas. Uma mordida de tubarão inevitavelmente deixa bactérias nocivas na ferida, o que pode ser tão mortal quanto a própria mordida. Felizmente, os antibióticos modernos ajudam a proteger as vítimas dessas infecções.
Águas perigosas
Considera-se que o maior perigo quanto aos tubarões sejam os mares tropicais quentes, [porém] existem registros de ataques de tubarão a pessoas em mares de águas frias, em altas altitudes, como o do pescador em Wick, ao norte da Escócia, que foi mordido no braço. - Rodney Steel, "Sharks of the World" ("Tubarões do mundo")
Já mencionamos as três espécies de tubarão mais perigosas e agressivas: os grandes tubarões-brancos, os tubarões-tigres e os tubarões-touros. Estas espécies são as mais mortais por várias razões:
* são grandes o suficiente para que os serem humanos lhes pareçam presas;
* são tão poderosos que a sua mordida inicial pode causar um ferimento fatal;
* estão no topo da cadeia alimentar, o que significa que eles instintivamente não têm medo de nada.
Porém, outras espécies de tubarão não são completamente inocentes. Os tubarões-areias, os tubarões-martelos, e os tubarões-makos também são responsáveis por alguns ataques, enquanto 1/3 dos ataques de tubarão ocorre com espécies menos conhecidas, como os tubarões-de-pontas-negras, os tubarões-dormentes e vários tubarões de recife. No geral, o tubarão-touro pode ser a espécie mais perigosa devido aos seus padrões agressivos de ataque e ao seu hábitat preferido: águas costeiras rasas.
Estatisticamente, existem entre 30 e 50 ataques de tubarão não provocados relatados no mundo todo anualmente, dos quais 5 a 10 são fatais. A Flórida é a região dos Estados Unidos onde acontecem mais ataques. Desde 1990, os números variam de 10 a 37 por ano. Os Estados Unidos lideram a lista de ataques no mundo inteiro [ref - em inglês].
Fonte: International Shark Attack File
(Arquivo internacional de ataques de tubarão) Museu de História Natural da Flórida
A grande maioria dos ataques ocorre a poucos metros da costa porque é aí que a maioria das pessoas fica no oceano. O número de ataques no mundo inteiro tem crescido nos últimos anos por um motivo similar: mais pessoas estão passando suas férias em praias e participando de atividades no mar. Não há indicação de que os tubarões estejam se tornando mais agressivos.
A proteção governamental de mamíferos aquáticos promoveu o aumento das populações de focas, leões-marinhos e lontras-marinhas na costa oeste dos Estados Unidos. Todos esses animais são presas para os grandes tubarões-brancos. Como resultado, as áreas costeiras próximas a São Francisco têm maior número de grandes tubarões-brancos. Não houve um aumento em ataques destes tubarões nessas áreas porque geralmente as pessoas não nadam quando sabem que eles estão por perto.
Os ataques de 1916, em Nova Jersey
Em 1916, uma série de cinco ataques de tubarão começou na costa de Nova Jersey. O primeiro ataque foi subestimado pelos locais e pela mídia como um acidente. Alguns dias depois, um segundo ataque chamou a atenção do país inteiro e acabou com a indústria de turismo local. Mas os ataques mais chocantes ainda estavam por vir.
Pouco depois do segundo ataque, um enorme tubarão foi visto nadando contra a correnteza no canal Matawan, seguindo em direção ao oceano através da água escura da maré. O relato foi recebido com ceticismo até que um grupo de garotos que estava nadando no riacho, a 18 km do oceano, foi atacado. Um dos garotos foi parcialmente comido e um adulto que mergulhou para tentar resgatá-lo também foi morto, outro garoto perdeu a perna em um ataque quando o tubarão retornou correnteza abaixo.
Na subseqüente onda antitubarão, centenas de tubarões foram caçados e mortos. Posteriormente, um tubarão declarado como um grande tubarão-branco foi pego com restos humanos em seu estômago. Porém, este relato foi contestado. Os ataques no canal de Matawan têm mais probabilidade de terem sido cometidos por um tubarão-touro. Este foi um caso verdadeiro de tubarão assassino? Possivelmente. Porém, é igualmente possível que os ataques no oceano tenham sido cometidos por um tubarão diferente do tubarão do canal de Matawan e que a cronologia dos cinco ataques tenha sido uma coincidência.
Ainda que os ataques de tubarão geralmente se concentrem em determinadas áreas, os tubarões viajam grandes distâncias e freqüentemente extrapolam seus alcances habituais. Particularmente, os grandes tubarões-brancos não têm problemas com água fria, mas os tubarões são reconhecidos por sua habilidade de tolerar água doce e já foram encontrados nadando em rios a centenas de quilômetros do oceano. Porém, eles geralmente preferem um clima tropical.
Como evitar ataques de tubarão
Não é comum um tubarão entrar em uma área costeira repleta de pessoas para selecionar uma vítima. Por outro lado, com freqüência a vítima é a pessoa que foi subitamente deixada sozinha e mais afastada da praia que os outros.
- David H. Baldridge, "Shark Attack" ("Ataque de tubarão")
Todo verão, a cobertura da mídia norte-americana chama muita atenção para os ataques de tubarão. Um resultado de toda esta atenção é que tendemos a perceber a ameaça maior do que ela realmente é. A mesma coisa acontece com os acidentes de avião. Estatisticamente, dirigir um carro é muito mais fatal do que voar. Entretanto, os acidentes de avião são relativamente pouco freqüentes e terrivelmente catastróficos. Eles acabam em todos os noticiários e as imagens permanecem em nossas mentes por um longo tempo. Como resultado, tendemos a superestimar os perigos de voar.
Quando os noticiários e os cientistas oferecem estatísticas reais, elas às vezes podem estar equiivocadas. Por exemplo, freqüentemente ouvimos a notícia de que você tem muito mais chances de ser atingido por um raio do que de ser atacado por um tubarão. Esta estatística se baseia no número de incidentes por ano. Porém, qualquer pessoa pode ser atingida por um raio quando uma tempestade se aproxima. Suas chances de ser atacado por um tubarão são zero se você mora no Kansas e não passa as férias na praia. Se você surfa todos os dias na costa da Flórida, a probabilidade de um tubarão atacar você é muito maior.
Isto não quer dizer que qualquer um que entre na água deva ficar aterrorizado com os tubarões, mas as pessoas que nadam e surfam no oceano precisam conhecer os perigos que os animais selvagens podem representar. Conhecer os fatores de risco para ataques de tubarões pode ajudá-lo a reduzir bastante as suas chances de se tornar uma vítima.
Aqui estão algumas diretrizes gerais:
* não nade ao amanhecer ou ao anoitecer: os tubarões estão se alimentando ativamente nestes períodos. A visibilidade na água é menor, o que pode levar a mordidas equivocadas;
* não nade em água turva: novamente, a pouca visibilidade aumenta as chances de um tubarão confundir você com uma presa;
* não nade com cortes abertos: mesmo uma pequena quantidade de sangue na água pode atrair tubarões a quilômetros de distância. Alguns especialistas recomendam que mulheres menstruadas também evitem nadar no oceano;
* evite bancos de areia, montes marinhos e declives: a vida selvagem marinha tende a se reunir nestas áreas, incluindo muitos peixes que são presas naturais do tubarão. Geralmente os tubarões não estão muito longe;
* não vista cores contrastantes: trajes de banho com cores contrastantes ou brilhantes podem confundir os tubarões. Mesmo marcas de bronzeado contrastantes são consideradas estimulantes para mordidas equivocadas;
* não use jóias brilhantes: o sol refletido em um relógio ou colar pode chamar a atenção de um tubarão;
* não nade quando uma presa natural do tubarão estiver presente em grande número: se você estiver nadando perto de mamíferos marinhos ou outras espécies que são presas de tubarão;
* não se debata na água: faça movimentos suaves e calmos. Bater braços e pernas de maneira agitada lembra um peixe ferido para um tubarão. O nado "cachorrinho" também pode atrair tubarões;
* não pense que você está seguro simplesmente porque a água é rasa: os ataques de tubarão podem ocorrer em águas com menos de 1 metro. Apesar de normalmente a atividade dos tubarões ser maior a algumas centenas de metros da costa, fique alerta se você estiver em águas rasas;
* não deixe iscas de tubarão na água: grandes quantidades de peixe ou sangue de animal atrairão tubarões famintos. Se você estiver pescando enquanto permanece no oceano, mantenha sua isca fora da água até usá-la e não pare em um local por muito tempo;
* não nade se houver tubarões na água: esta é a maneira mais óbvia de evitar tubarões. Se souber que eles estão por perto, fique fora da água.
Estas dicas não são infalíveis. Existem inúmeras circunstâncias nas quais os tubarões atacaram desafiando todos os padrões de ataque. A melhor dica é estar alerta e sempre nadar, mergulhar ou surfar com um parceiro. Alguns ataques não podem ser evitados, mas ter alguém por perto para pedir ajuda pode salvar a sua vida.
Se o pior acontecer e você se vir sendo atacado por um tubarão, o que deve fazer? Se possível, lute. Apesar de sua ferocidade, os tubarões tendem a ser covardes. Eles não gostam de presas que possam machucá-los. Esmurrar, chutar, esfaquiar e até mesmo dar cabeçadas são todas maneiras pelas quais vítimas de ataque conseguiram se livrar dos tubarões. Os olhos são particularmente sensíveis. Este tipo de resposta parece ajudar o tubarão a perceber que o que ele acabou de morder não é sua presa habitual. Fonte:www.howstuffworks.com
COMO FUNCIONA O RELÂMPAGO
Numa tempestade elétrica, as nuvens de tempestade estão carregadas como capacitores gigantes no céu. A parte superior da nuvem é positiva e a inferior negativa. Ainda não se entrou num acordo na comunidade científica sobre como a nuvem adquire essa carga, mas a descrição seguinte oferece uma explicação plausível.

Capacitores
Um capacitor é um dispositivo elétrico que consiste de duas superfícies condutivas separadas por um meio isolante (dielétrico). Quando se aplica uma voltagem às superfícies, a energia é armazenada no campo elétrico resultante da separação de cargas das superfícies.
Você pode criar um simples capacitor separando duas folhas de papel alumínio com um filme plástico. A qualidade do capacitor é controlada pelo tamanho das duas folhas, pela qualidade de isolamento do plástico e por sua grossura: quanto mais próximas as duas folhas de alumínio estão, melhor é o capacitor. Um bom e grande capacitor pode facilmente armazenar eletricidade o bastante para derreter uma chave de fenda.
A nuvem funciona como um capacitor enorme. A parte superior e a parte inferior da nuvem são como as duas folhas de alumínio. Enormes quantidades de eletricidade podem ser armazenadas dentro desse capacitor.
No processo do ciclo da água, a umidade pode se acumular na atmosfera. Esse acúmulo é o que vemos como nuvem. As nuvens podem conter milhões e milhões de gotículas d'água e gelo suspensos no ar. Como o processo de evaporação e condensação continua, essas gotículas enfrentam muitas colisões com a umidade que está no processo de condensação, enquanto sobe. Além disso, a umidade que sobe pode se chocar com o gelo ou com a neve que está caindo em direção à terra ou que está na parte inferior da nuvem. A importância desses choques é que eles retiram os elétrons da umidade que está subindo, criando, assim, uma separação de carga.
Os elétrons recém arrancados se unem na parte inferior da nuvem, dando a ela a carga negativa. A umidade que está subindo e que acabou de perder um elétron carrega uma carga positiva para a parte superior da nuvem. Além dos choques, o resfriamento tem um papel importante. Quando a umidade que está subindo depara com temperaturas mais baixas na parte superior da nuvem e começa a gelar, a parte resfriada fica negativamente carregada e as gotículas que não estão congeladas se tornam positivamente carregadas. Nesse ponto, as correntes de ar ascendentes têm a capacidade de remover as gotículas positivamente carregadas do gelo e carregá-las para a parte superior da nuvem. A parte congelada restante normalmente desceria para a parte inferior da nuvem ou continuaria descendo até o chão. Combinando os choques com o resfriamento, podemos começar a entender como uma nuvem pode adquirir a separação extrema de carga que é necessária para que um relâmpago ocorra.
O campo elétrico

Onde houver uma separação de carga em uma nuvem, também haverá um campo elétrico associado. Assim como a nuvem, esse campo é negativo em sua região inferior e positivo na superior.
A força ou intensidade do campo elétrico está diretamente relacionada à quantidade de carga reunida na nuvem. Como os choques e resfriamentos continuam acontecendo e as cargas da parte inferior e superior da nuvem aumentam, o campo elétrico fica cada vez mais intenso: tão intenso, na verdade, que os elétrons da superfície da Terra são afastados para o interior dela pela forte carga negativa da parte inferior da nuvem. Essa repulsão de elétrons faz com que a superfície da Terra adquira uma forte carga positiva.
Tudo que se precisa agora é de um caminho condutivo para que o inferior negativo da nuvem entre em contato com a superfície positiva da Terra. O forte campo magnético, sendo, de alguma forma, auto-suficiente, cria esse caminho.
A ionização do ar
A descrição que segue também é exatamente o que acontece quando usamos um gerador Van de Graaff. Se você gosta muito de brincar com relâmpagos, um VDG (gerador Van de Graaff) definitivamente é a forma mais segura para isso e pode proporcionar horas de diversão.
O forte campo elétrico "quebra" o ar ao redor da nuvem, permitindo que a corrente flua numa tentativa de neutralizar a separação de carga. A "quebra" do ar cria um caminho que provoca um curto-circuito na nuvem/terra como se houvesse uma longa vara de metal conectando-as. Veja como a "quebra" funciona.
Quando o campo elétrico se torna muito forte (na casa das dezenas de milhares de volts por centímetro), as condições são perfeitas para o início da "quebra" do ar. O campo elétrico faz com que o ar ao seu redor se separe em íons positivos e elétrons, assim o ar fica ionizado. Tenha em mente que a ionização não significa que há mais carga negativa (elétrons) ou positiva (núcleos atômicos positivos/íons positivos) do que antes. Essa ionização só significa que os elétrons e os íons positivos estão mais afastados do que estavam em sua estrutura molecular ou atômica original. Essencialmente, os elétrons foram retirados da estrutura molecular do ar não ionizado.

A importância dessa separação/retirada é que os elétrons agora estão livres para se mover muito mais facilmente do que podiam antes da separação; então, esse ar ionizado (também conhecido como plasma) é muito mais condutivo do que o ar (anteriormente) não ionizado. A capacidade ou liberdade de movimentação dos elétrons é o que faz que qualquer material seja um bom condutor de eletricidade. Muitas vezes os metais são citados como núcleos atômicos positivos cercados por uma nuvem de elétrons, o que faz de muitos deles bons condutores de eletricidade.
Esses elétrons têm uma mobilidade excelente, o que permite que a corrente elétrica flua. A ionização do ar ou do gás cria plasma com propriedades condutivas parecidas com as dos metais. O plasma é a ferramenta que a natureza tem para neutralizar a separação da carga em um campo elétrico. Os leitores familiarizados com a reação química do fogo se lembrarão de que a oxidação tem um importante papel.
A oxidação é o processo pelo qual um átomo ou uma mólecula perde um elétron ao se unir com o oxigênio. Resumindo, o átomo ou a molécula é modificado de um potencial positivo mais baixo para um mais alto. Bastante interessante, o processo de ionização (que cria o plasma) também acontece por meio da perda de elétrons. Com essa comparação, podemos ver o processo de ionização como a "marcação de um caminho" através do ar para que o relâmpago siga, parecido com cavar um túnel dentro de uma montanha para que um trem passe.
Depois do processo de ionização, o caminho entre a nuvem e o solo começa a se formar. A seguir, aprenda sobre "líderes escalonados", ou seja, canais (caminhos) de ar ionizado.
Líderes escalonados
Uma vez iniciado o processo de ionização o plasma se forma e o caminho não é criado instantaneamente. Na realidade, há muitos caminhos separados de ar ionizado se originando na nuvem. Eles são chamados de "líderes escalonados".

Foto da NASA
Os líderes escalonados se propagam em direção à Terra em etapas, que não têm que resultar numa linha reta. O ar pode não se ionizar igualmente em todas as direções. Poeira ou impurezas (qualquer objeto) no ar podem fazer com que o ar se "quebre" mais facilmente em uma direção, dando melhores condições para o líder escalonado alcançar a Terra mais rapidamente naquela direção. O formato do campo elétrico também pode afetar muito o caminho de ionização. Esse formato depende da localização das partículas carregadas, que, nesse caso, estão localizadas na parte inferior da nuvem e na superfície do solo. Se a nuvem for paralela à superfície da Terra e a área for pequena o bastante para que a curvatura da Terra seja insignificante, as posições das duas cargas se comportarão como duas placas paralelas carregadas. As linhas de força (fluxo elétrico) geradas pela separação de cargas serão perpendiculares à nuvem e à Terra.
Linhas de fluxo sempre irradiam perpendicularmente da superfície da carga antes de se movimentar em direção a seu destino (localização da carga oposta). Sabendo disso, podemos dizer que, se a superfície inferior da nuvem não for reta, as linhas de fluxo não serão uniformes. Tente o seguinte: desenhe dois pontos nas extremidades opostas de uma bola de basquete. Em seguida, desenhe, na bola, uma linha que conecte os dois pontos. A curvatura da linha é parecida com as linhas de fluxo de um campo elétrico não uniforme. A falta da força uniforme pode fazer com que os líderes escalonados sigam um caminho que não seja uma linha reta até o solo.
Considerando essas possibilidades, fica óbvio que existem vários fatores que afetam a direção do líder escalonado. Ensinaram-nos que a menor distância entre dois pontos é uma linha reta, mas, no caso dos campos elétricos, as linhas de força (linhas de fluxo) podem não seguir a distância mais curta, uma vez que a distância mais curta nem sempre representa o caminho de menor resistência.
Agora temos uma nuvem eletricamente carregada com líderes escalonados sempre crescendo, que se esticam, em estágios, em direção à Terra. Eles são fracamente iluminados por um brilho púrpuro, e podem surgir outros líderes em áreas onde os líderes originais se dobram ou viram. Uma vez iniciado, o líder continuará até que a corrente flua, não interessando se o líder original vai chegar antes no chão ou não. O líder tem, basicamente, duas possibilidades: continuar crescendo em etapas de plasma crescente ou esperar pacientemente em sua atual condição de plasma até que outro líder atinja um alvo.
O líder que atingir o solo primeiro colhe as recompensas da jornada, formando um caminho condutivo entre a nuvem e o solo. Esse líder não é a descarga do relâmpago; ele apenas mapeia o caminho que aquela descarga seguirá. A descarga é o fluxo da corrente elétrica bem forte e repentino, que se move da nuvem para o solo.
As descargas conectantes positivas e a explosão do ar

Conforme os outros líderes se aproximam da Terra, os objetos da superfície começam a responder ao forte campo elétrico. Eles alcançam as nuvens "desenvolvendo" descargas conectantes positivas. Essas descargas conectantes também têm uma cor púrpura e parecem ser mais intensas nas extremidades pontiagudas. O corpo humano produz essas descargas conectantes quando está sujeito a um forte campo elétrico como o de uma nuvem de tempestade. De fato, qualquer coisa na superfície da Terra tem potencial para enviar uma descarga conectante. Uma vez produzidas, elas não continuam crescendo em direção às nuvens. Unir esse espaço é trabalho dos líderes escalonados em sua queda. As descargas conectantes esperam pacientemente, esticando-se para cima conforme os líderes escalonados se aproximam.
O que está prestes a acontecer é o real encontro de um líder escalonado com uma descarga conectante. Conforme discutido anteriormente, a descarga conectante que o líder escalonado atinge não é necessariamente a que está mais perto da nuvem. É muito comum que os raios atinjam o solo mesmo que haja uma árvore, um poste de luz ou qualquer outro objeto por perto. O fato de o líder escalonado não fazer um caminho reto permite que isso aconteça.
Após o encontro, o ar ionizado (plasma) completou sua jornada até o solo, deixando um caminho condutor da nuvem ao solo. Com esse caminho completo, a corrente flui entre o solo e a nuvem. Essa descarga de corrente é a forma de a natureza tentar neutralizar a separação de cargas. A luz que vemos quando essa descarga acontece não é a descarga do relâmpago, mas sim seus efeitos locais.
Tipos de raios
Sempre que há uma corrente elétrica, há calor associado a essa corrente. Desde que a quantidade de corrente elétrica em uma descarga de relâmpago seja enorme, também será enorme a quantidade de calor. Na verdade, o raio de um relâmpago é mais quente do que a superfície do Sol. Esse calor é a real causa do brilho branco-azulado que vemos.
Quando o líder e a descarga conectante se encontram, deixando fluir a corrente (a descarga do relâmpago), o ar ao redor dela fica extremamente quente, tão quente que realmente explode, porque o calor faz que o ar se expanda muito rapidamente. A explosão é seguida pelo que conhecemos como trovão.
O trovão é a onda de choque irradiando ao longo do caminho da descarga. Quando o ar esquenta, ele se expande rapidamente, criando uma onda de compressão que se propaga pelo ar ao redor. Essa onda de compressão se manifesta na forma de uma onda sonora, o que não significa que o trovão seja inofensivo. Pelo contrário, se você estiver perto o bastante, conseguirá sentir a onda de choque, uma vez que ela sacode as redondezas. Saiba que, quando acontece uma explosão nuclear, normalmente a maior parte da destruição é causada pela energia da onda de choque, que se move rapidamente. Na verdade, a onda de choque que produz o trovão de uma descarga do relâmpago pode causar danos à população e às estruturas. Esse perigo é maior quando você está perto da descarga do relâmpago, porque a onda de choque é mais intensa ali, depois diminuindo com a distância. A física nos ensina que o som viaja bem mais devagar do que a luz: por isso, vemos a luz antes de ouvirmos o trovão. No ar, o som viaja 1,6 km a cada 4,5 segundos e a luz viaja a 300 mil quilômetros por segundo.
Descargas múltiplas
Você está sentado em seu carro e vê o brilho de uma descarga do relâmpago. A primeira coisa que você percebe são muitas outras ramificações que brilham ao mesmo tempo que a descarga principal. Em seguida, você nota que a descarga principal pisca ou se turva algumas vezes mais. Os ramificações que você viu eram, na verdade, os líderes escalonados que estavam conectados ao líder que atingiu o alvo.

Foto cedida Biblioteca de fotos NOAA, Biblioteca Central NOAA; OAR/ERL/National Severe Storms Laboratory (NSSL)
Múltiplas descargas de relâmpagos de nuvens para o solo e de nuvens para nuvens
Quando ocorre a primeira descarga, a corrente flui na tentativa de neutralizar a separação de cargas, o que exige que a corrente, associada à energia dos líderes escalonados, também flua para o solo. Os elétrons dos outros líderes escalonados, estando livres para se mover, fluem por meio do líder pelo caminho da descarga. Então, quando ocorre uma descarga, os líderes escalonados estão fornecendo corrente e exibindo as mesmas características de calor do real caminho da descarga. Depois da descarga original, é normal que ocorra uma série de descargas secundárias, que apenas seguem o caminho da descarga principal; os outros líderes escalonados não participam dessa descarga.
Na natureza, o que vemos normalmente não é o que acontece, e esse é definitivamente o caso das descargas secundárias. É bem possível que a descarga principal seja seguida por 30 a 40 descargas secundárias. Dependendo do intervalo de tempo entre elas, vai parecer que estamos vendo uma descarga principal de longa duração ou uma descarga principal seguida de outras luzes ao longo do caminho da descarga principal. Essas condições são facilmente compreensíveis se nos dermos conta de que as descargas secundárias podem acontecer enquanto ainda podemos ver o brilho da descarga principal, o que daria a impressão de que o brilho do relâmpago principal durou mais do que realmente durou. As descargas secundárias também podem acontecer depois do brilho da descarga principal terminar, dando a impressão de que ela está piscando.
Agora você conhece a mecânica da descarga de um relâmpago. É incrível pensar que toda a atividade, desde o início da ionização até a ocorrência da descarga, acontece em uma fração de segundo. As câmeras de alta velocidade usadas para tirar fotos de relâmpagos têm captado as descargas conectivas positivas. Se você quiser observar esse fenômeno em um ambiente seguro, construa um gerador Van de Graaff e o faça funcionar em uma sala escura. Quando você se aproximar do gerador, as pontas de seus dedos começarão a brilhar em cores púrpuras como a do líder escalonado ou da descarga conectante.
Tipos de descargas e relâmpagos
* Da nuvem para o solo: já apresentado

Foto cedida Biblioteca de fotos NOAA, Biblioteca Central NOAA; OAR/ERL/National Severe Storms Laboratory (NSSL)
Relâmpago da nuvem para o solo
* Do solo para a nuvem: o mesmo que o tipo anterior, exceto que normalmente um objeto alto e preso à terra inicia a descarga em direção à nuvem.

Foto cedida NASA
Relâmpago do solo para a nuvem
* De nuvem para nuvem: também segue os mesmos mecanismos já apresentados, exceto que a descarga viaja de uma nuvem para outra.

Foto cedida Biblioteca de fotos NOAA, Biblioteca Central NOAA; OAR/ERL/National Severe Storms Laboratory (NSSL)
Relâmpago de nuvem para nuvem
Tipos de relâmpago
* Relâmpago normal: já apresentado.
* Relâmpago difuso: um relâmpago normal que é refletido nas nuvens.
* Relâmpago de calor: um relâmpago normal próximo ao horizonte, que é refletido por nuvens altas.
* Relâmpago bola: um fenômeno no qual o relâmpago forma uma bola, que se move lentamente e pode queimar objetos em seu caminho antes de explodir ou apagar.
* Red sprite: uma explosão vermelha que acontece acima das nuvens de tempestade, atingindo alguns quilômetros de comprimento (em direção à estratosfera).
* Blue jet: uma explosão azul, em forma de cone, que acontece acima do centro de uma nuvem de tempestade e se movimenta para cima (em direção à estratosfera) em alta velocidade.
Pára-raios
Os pára-raios foram originalmente desenvolvidos por Benjamin Franklin. Um pára-raios é muito simples: é uma vara de metal pontuda, colocada no teto de uma construção (geralmente com 2 cm de diâmetro) e é conectada a um enorme fio de cobre ou de alumínio de mesma espessura. Esse fio, por sua vez, é conectado a uma rede condutiva enterrada no solo.
O objetivo dos pára-raios normalmente é mal compreendido. Muitas pessoas acreditam que eles "atraem" os relâmpagos, ao passo que é melhor dizer que eles fornecem um caminho de menor resistência até o solo, que pode ser usado para conduzir as enormes correntes elétricas quando ocorrem as descargas dos relâmpagos. Se cai um raio, o sistema tenta tirar a corrente elétrica perigosa da estrutura e levá-la seguramente para o solo. O sistema tem a capacidade de lidar com enormes correntes elétricas. Se a descarga do relâmpago atingir um material que não é bom condutor, esse material sofrerá um grande dano por causa do calor. O sistema de pára-raios é um excelente condutor e, por isso, permite que a corrente flua para o solo sem causar nenhum dano por causa do calor.
O relâmpago pode "pular". Esse "pulo" está associado ao potencial elétrico do alvo da descarga do relâmpago em relação ao potencial da Terra. O relâmpago pode ocorrer e então "procurar" um caminho de menor resistência, pulando para objetos ao redor que forneçam melhores caminhos para o solo. Se o relâmpago acontecer perto do pára-raios, o sistema terá um caminho de resistência muito baixa e poderá então receber um "pulo", desviando a corrente da descarga para o solo antes que ele cause ainda mais danos.
Como você pode ver, o objetivo do pára-raios não é atrair os raios, mas sim fornecer uma opção segura para eles. Isso pode parecer meio chato, mas não será se você levar em conta que os pára-raios só se tornam importantes no momento em que um raio cai ou imediatamente após. Independentemente da existência ou não de um pára-raios, a descarga do relâmpago ainda acontecerá.
Se a estrutura que você está tentando proteger estiver ao ar livre, numa área plana, normalmente você usará um sistema de proteção contra relâmpagos que tenha um pára-raios bastante alto, mais alto do que a estrutura a ser protegida. Se a área estiver em um forte campo elétrico, o pára-raios alto pode começar a enviar descargas conectantes positivas, na tentativa de dissipar o campo elétrico. Embora não se possa garantir que o pára-raios sempre vá conduzir o relâmpago que foi descarregado numa área próxima, a probabilidade é grande. Novamente, o objetivo é fornecer um caminho de baixa resistência até o solo numa área que tenha a possibilidade de receber a descarga de um relâmpago. Essa possibilidade vem da força do campo elétrico gerado pelas nuvens de tempestade.
Segurança numa tempestade
Mais de mil pessoas são atingidas por raios todos os anos nos Estados Unidos e, delas, mais de 100 morrem em decorrência do acidente. O relâmpago não é coisa com a qual se brinque.
Se você estiver ao ar livre durante uma tempestade, procure sempre um abrigo adequado. Não corra riscos: o relâmpago pode usar você como caminho para a Terra com a mesma facilidade que usa qualquer outro objeto. Um carro ou uma construção seriam abrigos apropriados. Se você não tiver para onde ir, deve evitar se abrigar embaixo de árvores, pois elas atraem raios. Deixe seus pés o mais unidos possível e se abaixe com a cabeça o mais baixo que puder, sem tocar no chão.
Nunca deite no chão. Depois da descarga de um relâmpago atingir o chão, há um potencial elétrico que irradia a partir do ponto de contato. Se seu corpo estiver nessa área, a corrente pode passar por você - e isso é uma coisa que você nunca vai querer. Isso poderia causar uma parada cardíaca, sem falar nos danos e queimaduras em outros órgãos. Deixando seu corpo o mais baixo possível e minimizando o contato com o chão, você pode diminuir a possibilidade de se machucar por causa de um relâmpago. Se uma descarga de relâmpago ocorrer próximo a você, a corrente teria uma dificuldade muito maior para atravessar seu corpo nessa posição.
Se você estiver dentro de casa, não fale ao telefone. Se você precisar ligar para alguém, use um telefone sem fio ou um telefone celular. Se o raio atingir a linha do telefone, a descagra elétrica viajará para todos os telefones da linha; se você estiver segurando o aparelho, o raio poderá atingi-lo.
Fique longe de tubulações (banheira, chuveiro). Um raio consegue atingir uma casa ou um local próximo a ela e transmitir uma descarga elétrica aos canos de metais utilizados no encanamento. Já não é mais tão perigoso quanto antigamente, porque hoje, geralmente, os encanamentos são feitos de PVC (cloreto de polivinil). Se não souber de que material seu encanamento é feito, espere até a tempestade passar.
Verdadeiro x falso
* Ben Franklin foi atingido por um raio
De jeito nenhum! Ao contrário do que às vezes dizem os livros escolares, o Sr. Franklin foi muito sortudo de ter sobrevivido a sua experiência. A faísca que ele viu ocorreu pelo fato do sistema pipa/chave estar em um forte campo elétrico. Se o sistema tivesse sido atingido, o Sr. Franklin certamente teria morrido. Como todos sabemos, sua experiência foi extremamente perigosa e não pode ser repetida.
* A borracha dos pneus o mantêm seguro dentro do carro porque ela não conduz eletricidade
Não! Em fortes campos elétricos, os pneus de borracha na realidade se tornam mais condutivos do que isolantes. O motivo pelo qual você está seguro num carro é que o raio viajará pela superfície do veículo e então irá para o solo, pois o veículo age como uma gaiola de Faraday (em inglês). Michael Faraday, físico britânico, descobriu que uma gaiola de metal protegeria os objetos que estivessem dentro dela se fosse atingida por uma descarga de alta voltagem. O metal, sendo um bom condutor, direcionaria a corrente ao redor dos objetos e a descarregaria seguramente no solo. Esse processo de proteção é amplamente usado atualmente para proteger os circuitos integrados eletrostaticamente sensíveis do mundo eletrônico.
* Os objetos mais altos sempre são os atingidos pelos raios
É verdade que os objetos mais altos estão mais perto das nuvens, mas, como já foi apresentado, o raio pode atingir o solo perto de um objeto alto. Objetos altos podem ter maior probabilidade de serem atingidos, mas, quando o assunto é relâmpago, não podemos prever nada.
* Protetores de oscilação de voltagem irão salvar seus produtos eletrônicos (TV, VCR, PC) se um raio atingir sua linha de força
De jeito nenhum! Os protetores de oscilação de voltagem atuam contra oscilações de voltagem na linha da companhia de eletricidade, mas não contra raios. Para realmente se proteger contra danos causados por raios, você precisa de um descarregador. Ele usa um espaço cheio de gás, que funciona como um circuito aberto para baixas voltagens, mas o gás fica ionizado e conduz em altas voltagens. Se o raio atingir a linha que você estiver protegendo, o buraco cheio de gás conduzirá a corrente de forma segura para o solo.
Fonte: www.howstuffworks.com
COMO FUNCIONA A REPRODUÇÃO HUMANA
Do ponto de vista biológico, o objetivo do sexo é fundir dois grupos de informações genéticas, um da mãe e outro do pai, para formar um bebê que seja geneticamente diferente de seus pais.
Por dentro da fecundação
O principal objetivo do sexo é unir o espermatozóide e o óvulo (é a fertilização) para formar um bebê. Em muitos seres vivos, a fecundação ocorre fora do corpo. Por exemplo, na maioria dos peixes e anfíbios, as fêmeas colocam os óvulos em algum lugar (normalmente no mar/leito do rio), o macho se aproxima e solta os espermatozóides - desta forma ocorre a fecundação externa.
Em répteis e mamíferos (inclusive seres humanos), a fecundação ocorre dentro do corpo da fêmea (fecundação interna). Esta técnica aumenta as chances de sucesso na reprodução. Pelo fato de usarmos fecundação interna, nossos órgãos sexuais são específicos para este fim. Vamos dar uma olhada com mais detalhes nos órgãos sexuais masculinos e femininos.
Os órgãos sexuais masculinos
Olhando de fora, o homem tem dois órgãos sexuais perceptíveis, os testículos e o pênis. Os testículos são os principais órgãos sexuais masculinos - e eles produzem espermatozóides e testosterona. O espermatozóide é a célula sexual masculina (gameta). Testosterona é o hormônio responsável pelas características sexuais secundárias masculinas, como pêlos faciais e pubianos, cordas vocais grossas e músculos desenvolvidos.
Os testículos ficam na parte externa da região principal do corpo masculino, em uma bolsa chamada de escroto. Esta localização é importante, porque para os espermatozóides se desenvolverem corretamente eles devem ficar a uma temperatura um pouco mais baixa (entre 35 e 36º C) do que a temperatura normal do corpo (36,5º C).
O espermatozóide imaturo vai dos testículos até um tubo em espiral na superfície externa de cada um, chamado de epidídimo, onde amadurece em aproximadamente 20 dias. Ele sai do corpo através do pênis.
O pênis é feito de tecido macio e esponjoso (veja Como funciona o Viagra para mais detalhes). Quando cheio de sangue durante a excitação e relação sexual, o tecido esponjoso endurece e faz com ele fique ereto, o que é importante para sua principal função: colocar o espermatozóide dentro da mulher.

órgãos sexuais masculinos
Liberação de espermatozóides
Conforme dito antes, os espermatozóides são produzidos nos testículos. Durante a relação sexual, músculos lisos se contraem e lançam espermatozóides maduros da extremidade do epidídimo através de um tubo longo (canal ou duto deferente) localizado dentro do corpo, bem embaixo da bexiga. A partir daí, os espermatozóides se misturam aos fluidos cheios de nutrientes da vesícula seminal e a uma secreção leitosa da próstata. A combinação de espermatozóides e fluidos é chamada de sêmen. O sêmen faz três coisas:
* proporciona um ambiente aquoso no qual os espermatozóides podem nadar quando saem do corpo
* fornece nutrientes para os espermatozóides (frutose, aminoácidos, vitamina C)
* protege os espermatozóides, neutralizando os ácidos presentes nos órgãos sexuais femininos
Uma vez que o sêmen é produzido, ele passa por outro tubo (uretra) dentro do pênis, saindo do corpo através da abertura do pênis.
Um último órgão masculino é um conjunto bem pequeno de glândulas, do tamanho de ervilhas, localizadas dentro do corpo, na base do pênis, chamadas de glândulas bulbouretrais ou glândulas de Cowper. Durante a excitação sexual, um pouquinho antes da ejeção do esperma (ejaculação), as glândulas de Cowper liberam uma quantidade minúscula de líquido que neutraliza qualquer sinal de acidez provocada pela urina que possa ter ficado na uretra. Acredita-se também que estas secreções servem para lubrificar o pênis e os órgãos sexuais femininos durante a relação sexual.
Os órgãos sexuais femininos
Todos os órgãos sexuais femininos - exceto a vulva - estão localizados dentro do corpo. A vulva consiste de dois conjuntos de pele dobrada (grandes lábios, pequenos lábios) que cobrem a abertura dos órgãos sexuais femininos e uma pequena saliência de tecido sensível e erétil (clitóris), que é o que restou do pênis fetal (leia na próxima página).
Os dois ovários são os maiores órgãos sexuais femininos, o equivalente aos testículos. Os ovários produzem os óvulos, ou ovócitos, que são os gametas femininos e produzem estrogênio, o hormônio sexual feminino. O estrogênio é responsável pelas características sexuais secundárias femininas, como pêlos pubianos, desenvolvimento dos seios, alargamento da bacia e depósito de gordura nos quadris e coxas. Os óvários estão localizados no abdômen.

órgãos sexuais femininos
Os óvulos se desenvolvem dentro do ovário e são liberados pela ovulação dentro de uma espécie de tubo (o oviduto ou trompas de Falópio) revestido de projeções parecidas com dedos. Os óvulos passam pelas trompas de Falópio, onde ocorre a fecundação, indo para uma câmara de músculos chamada de útero.
Reprodução limitada?
Estudo em camundongos questiona um dos dogmas da vida reprodutiva: fêmeas de mamíferos já nascem com um número pré-determinado de óvulos e que não produzem novos após o nascimento.
Leia mais em VEJA.com
O útero é onde o bebê se desenvolve. É composto por uma musculatura lisa e é, normalmente, do tamanho e formato de uma pêra pequena de ponta cabeça. Durante a gravidez, ele estica até o tamanho de uma bola de basquete para alojar o bebê em desenvolvimento. A base do útero (pescoço da pêra) é uma parede muscular chamada de cérvix ou colo do útero. Na cérvix, há uma minúscula abertura, mais ou menos do tamanho de uma cabeça de alfinete, chamada de orifício externo. O orifício externo é cheio de proteína (muco) que serve como barreira na entrada do útero. A cérvix leva a um outro tubo muscular de músculo liso chamado de vagina, ou canal vaginal.
A vagina conecta o útero ao exterior do corpo, e sua abertura é coberta pelos grandes lábios. Recebe o pênis durante a relação sexual e é por onde sai o bebê durante o nascimento. É normalmente estreita (exceto ao redor do cérvix), mas pode esticar durante a relação sexual e o parto.
Finalmente, dois conjuntos de glândulas, a glândula vestibular maior (glândula de Bartholin) e a glândula vestibular menor, estão localizadas em ambos os lados da vagina e drenam sua secreção nos grandes lábios. As secreções destas glândulas lubrificam as dobras labiais durante a excitação e a relação sexual.
Desenvolvimento dos órgãos sexuais
Assim que começamos a nos desenvolver, temos dois conjuntos de órgãos: um que pode se desenvolver e dar origem aos órgãos sexuais femininos (dutos de Müller) e um que pode se desenvolver e dar origem aos órgãos sexuais masculinos (dutos de Wolff). O tipo de órgão sexual a ser desenvolvido depende da presença do hormônio masculino testosterona (em seres humanos, o sexo padrão é o feminino):
* se o embrião for masculino (cromossomos XY), a testosterona estimula o duto de Wolff a desenvolver os órgãos sexuais masculinos e o duto mülleriano desaparece;
* se o embrião for feminino (XX), não há produção de testosterona. O duto de Wolff desaparece, e o duto de Müller se transforma em órgãos sexuais femininos. O clitóris é o que restou do duto de Wolff.
* se o embrião for masculino (XY), mas houver algum defeito que não permita a produção de testosterona, o duto de Wolff desaparece, e o duto de Müller se transforma em órgãos sexuais femininos inativos. Neste caso, tem-se o intersexo, ou sexo intermediário. São muitos os tipos de intersexo, e são subdivididos de acordo com o genótipo e o fenótipo que apresentam, e o funcionamento ou não da glândula sexual (hermafroditismo verdadeiro, pseudohermafroditismo masculino, pseudohermafroditismo feminino, Síndrome de Turner, Síndrome de Kleinefelter e outros).
O desenvolvimento dos órgãos sexuais ocorre até o terceiro mês de desenvolvimento.
Agora, vamos dar uma olhada em alguns outros órgãos importantes para o funcionamento sexual dos seres humanos.
Outros órgãos relacionados ao sexo
Embora não estejam localizados nos aparelhos reprodutores, dois outros órgãos são importantes para as funções sexuais em homens e mulheres:
* o hipotálamo, no cérebro - o hipotálamo tem células nervosas que liberam um hormônio chamado de hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) nos vasos sangüíneos que levam à glândula hipófise;
* a glândula hipófise fica logo abaixo do cérebro - o hormônio liberador de gonadotrofina faz com que as células pituitárias liberem dois hormônios, hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo-estimulante (FSH), na circulação sangüínea. LH e FSH agem nos testículos/ovários para estimular a produção e o amadurecimento das células sexuais e a produção de hormônios sexuais (testosterona, estrogênio, progesterona).
A cada 90 minutos, as células nervosas liberam pequenas quantidades de GnRH, fazendo com que a hipófise libere pequenas quantidades de LH e FSH. Os hormônios sexuais dos testículos/ovários se comunicam com o hipotálamo e a glândula hipófise para regular a secreção de GnRH, LH e FSH. Esta interação é chamada de sistema de retroalimentação negativa (feedback negativo). A interação química entre o hipotálamo, a glândula hipófise e os testículos/ovários é importante para o desenvolvimento sexual, mantendo o funcionamento sexual e a reprodução. Um erro nesta interação química pode ser a causa da infertilidade.
Produção de células sexuais
A partir da puberdade, o homem produz células sexuais (na forma de espermatozóides) continuamente. Em contrapartida, assim que uma mulher nasce, ela já produziu todos os óvulos que deveria produzir por toda a vida. Quando chega na puberdade, os óvulos começam a se desenvolver e são liberados. Este processo continua até a menopausa. Em homens e mulheres, a produção de células sexuais envolve meiose, um tipo de divisão celular onde nossos dois grupos de instruções genéticas são reduzidos a um único grupo para a célula sexual.

Imagem cedida por U.S. DOE, Human Genome Project (Projeto Genoma Humano, esforço de pesquisa internacional para identificar e mapear todos os genes do DNA humano, iniciado em 1990)
Cada célula em nosso corpo contém um conjunto de cromossomos de nossa mãe (seu óvulo) e de nosso pai (seu espermatozóide). Quando o corpo produz células sexuais (espermatozóides ou óvulos), ele deve reduzir o número de cromossomos pela metade para entrar nas células sexuais. Para fazer isso, ele combina aleatoriamente cromossomos de ambos os grupos em uma divisão celular e os reduz à metade em outra. Portanto, cada espermatozóide ou óvulo que nosso corpo produz é único e diferente, com uma combinação diferente dos genes de nossos pais. É por isso que dois irmãos na mesma família podem parecer e agir de forma totalmente diferente um do outro, mesmo vindo dos mesmos pais - tudo depende de quais genes (cromossomos) foram escolhidos na produção das células sexuais da mãe e do pai.
Ciclos: o momento é tudo
Lembre-se que, biologicamente, o principal objetivo da reprodução é combinar o espermatozóide com o óvulo para fazer um bebê. Com relação ao homem, a idade não é tão importante. Os homens produzem espermatozóides que podem fecundar um óvulo o tempo todo, desde o início da puberdade até a morte (há muitos casos de homens na casa dos 70 e 80 anos de idade que engravidam mulheres mais jovens). Em contrapartida, as mulheres liberam óvulos férteis desde a puberdade até os 40 ou ínício dos 50 anos de idade. Depois disso, seus ovários param de liberar óvulos e ocorrem várias mudanças bioquímicas e psicológicas que chamamos de menopausa.
Embora as mulheres possam gerar um bebê desde a puberdade até a menopausa, o momento da relação sexual é crucial para o sucesso da reprodução. As mulheres têm um ciclo de ovulação, ou ciclo menstrual, composto por mudanças hormonais e psicológicas complexas relacionadas ao momento da reprodução.
Na primeira fase do ciclo menstrual, um folículo (o complexo celular que rodeia e alimenta o óvulo) cresce no ovário, enquanto o revestimento interno do útero se constitui para receber o óvulo fecundado. No meio do ciclo, quando o óvulo está pronto, é liberado pelo ovário. Esta etapa é chamada de ovulação - é aí que a fecundação pode acontecer. O óvulo entra nas trompas de Falópio a caminho do útero. Na fase final do ciclo menstrual, uma das duas coisas pode ocorrer: se o óvulo for fecundado, ele continua no útero, se implanta na sua parede interna e a gravidez se inicia. Caso contrário, o útero descama sua parede, o óvulo cessa suas atividades (morre) e assim inicia-se a menstruação e ocorre outro ciclo.
A hora H
Quando um homem e uma mulher têm uma relação sexual, ambos se excitam. Em ambos, impulsos nervosos vindos do cérebro aumentam sua freqüência cardíaca e dilatam os vasos sangüíneos periféricos. Eles sentem calor e começam a suar. As glândulas de Cowper, no homem, e as glândulas vestibulares, na mulher, liberam um líquido que lubrifica a uretra no homem e a área dos lábios e da vagina na mulher.
O cérebro do homem envia um impulso nervoso para os vasos sangüíneos em seu pênis e pede para as arteríolas se dilatarem e as vênulas se contraírem. O fluxo sangüíneo inunda o tecido esponjoso do pênis, fazendo com que ele fique ereto. Quando um casal tem uma relação sexual, o homem coloca seu pênis ereto dentro da vagina da mulher. Conforme a relação continua, o homem atinge um ponto em que contrações musculares no epidídimo, próstata e vesícula seminal lançam sêmen do pênis dentro da vagina (ejaculação), na base da cérvix uterina. Contrações musculares periódicas no corpo da mulher levam o sêmen até sua cérvix.
Uma vez que o sêmen é depositado na base do útero, os espermatozóides começam sua jornada para fertilizar o óvulo.
Fecundação
A longa jornada até a fecundação pode durar de 12 a 48 horas, antes que os espermatozóides morram. Eles têm que atravessar a barreira da cérvix, que vai estar fluida e aquosa se a mulher tiver acabado de ovular (consideraremos que a relação ocorreu algumas horas após a ovulação).
Uma vez que os espermatozóides atravessaram o muco cervical, eles sobem pela superfície interna do útero até as trompas de Falópio (apenas uma das trompas contém um óvulo - muitos espermatozóides vão para o lugar errado). Menos de mil espermatozóides, entre milhões, conseguem chegar até as trompas.
Muitos espermatozóides ficam ao redor do óvulo na trompa. A cabeça de cada espermatozóide (acrossomo) libera enzimas que começam a quebrar a camada gelatinosa externa da membrana do óvulo, tentando penetrar nele. Assim que um único espermatozóide penetra, a membrana muda suas características elétricas (despolariza-se). Esse sinal elétrico faz com que pequenas bolsas logo abaixo da membrana (grânulos corticais) joguem seu conteúdo no espaço que rodeia o óvulo. Este conteúdo incha, empurrando os outros espermatozóides para longe do óvulo (reação cortical). Os outros espermatozóides morrem em 48 horas. A reação cortical assegura que apenas um espermatozóide fecunde o óvulo.
O ovo fecundado é agora chamado de zigoto. A despolarização causada pela penetração do espermatozóide resulta em um último ciclo de divisão no núcleo do óvulo, formando um pró-núcleo contendo apenas um grupo de informação genética. Os pró-núcleos de um óvulo se misturam com o núcleo de um espermatozóide. Assim que dois pró-núcleos se unem, a divisão celular se inicia.
O zigoto em divisão é empurrado pela trompa de Falópio. Até mais ou menos quatro dias após a fecundação, o zigoto tem aproximadamente 100 células e é chamado de blástula ou blastocisto. Quando a blástula chega à parede interna do útero, flutua por uns dois dias e finalmente implanta-se na parede uterina até o sexto dia após a fecundação. Agora que está nesta posição, ele libera gonadotrofina coriônica, que sinaliza que uma gravidez se inicia.
A blástula continua a se desenvolver no útero por nove meses. Conforme o bebê vai crescendo, o útero estica até o tamanho de uma bola de basquete.
Contracepção e DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)
Como podemos ver pelo processo de reprodução, existem várias formas de evitar a união do espermatozóide e do óvulo. Esses métodos de contracepção se encaixam nas seguintes categorias:
-Não ter relações sexuais - abstinência
- Evitar que um folículo se desenvolva - pílula anticoncepcional
- Colocar um obstáculo entre o espermatozóide e o óvulo - camisinha (masculina/feminina), DIU (dispositivo intra-uterino), diafragma
- Matar o espermatozóide - espermicidas
- Cirurgia - bloquear o espermatozóide ou óvulo com procedimentos cirúrgicos como ligadura das trompas (em mulheres) ou vasectomia (em homens)
-Tabelinha - evitar relações sexuais durante o período de máxima fertilidade
A atividade sexual oferece certos riscos de doenças causadas por:
- Bactérias (gonorréia, sífilis, clamídia)
- Protozoários (tricomoníase)
- Vírus (herpes genital, HIV/AIDS)
Fonte:www.howstuffworks.com
COMO FUNCIONAM OS ALIENÍGENAS
Há outras formas de vida no universo? A pesquisa científica da vida extraterrestre tem sido impulsionada por duas descobertas recentes. Primeiro, a descoberta de formas de vida em ambientes exóticos da Terra indica que a vida é muito forte e pode adaptar-se aos ambientes mais estranhos e hostis. Segundo, os astrônomos encontraram planetas orbitando outras estrelas além do nosso Sol: foram descobertos mais de 50 planetas extra-solares desde 2001. Há formas de vida alienígenas em algum desses planetas?
Imagem cedida por NOAA/U.S. Dept. of Commerce Vermes tubulares das fontes hidrotermais |
As especulações sobre os alienígenas têm sido deixadas para autores e leitores de ficção científica e diretores de Hollywood. Neste artigo examinaremos a astrobiologia, a pesquisa científica a respeito da vida extraterrestre. Aplicaremos o que temos aprendido sobre a vida na Terra para especular sobre como poderiam ser as formas de vida alienígenas.
Astrobiologia é o estudo científico da vida no universo. Os astrobiologistas buscam compreender, entre outras coisas, como a vida surgiu e se desenvolveu na Terra, o que governa, o modo como a vida é organizada e o que torna a Terra um planeta habitável.
A astrobiologia combina a biologia, a química, a física, a geologia e a astronomia. Freqüentemente, os astrobiologistas precisam usar as informações sobre a vida na Terra para guiar o estudo sobre a vida em outros lugares. Vamos examinar o que aprendemos sobre a vida na Terra.O que é vida
Apesar de ser difícil atribuir uma definição clara de "vida", a maioria dos biólogos concorda que há muitas características em comum entre as "coisas vivas". Se um objeto possui as características abaixo é considerado vivo.- Organizado - os seres vivos são feitos de átomos e moléculas organizados em células. As células de um organismo podem ser uniformes ou especializadas em diferentes funções. Elas podem ainda ser organizadas em tecidos, órgãos e sistemas. Os seres vivos da Terra são bastante diversos quanto a sua organização e complexidade.
- Homeostático - os seres vivos desempenham funções que os mantém em um estado constante, relativamente sem modificações, chamado de homeostase. Seu corpo, por exemplo, tem sistemas que mantém sua temperatura constante. Você treme se está frio e transpira se está calor.
- Reprodução - os seres vivos fazem cópias deles mesmos, sejam cópias exatas (clones) através da reprodução assexuada ou cópias similares através da reprodução sexuada.
- Cresce/ desenvolve - os seres vivos crescem e se desenvolvem a partir de formas menores e/ou mais simples. Um ser humano, por exemplo, começa a vida como um ovo fertilizado, desenvolve-se em embrião, feto e então em bebê. Em seguida, o bebê cresce e vira uma criança, adolescente e adulto.
- Toma energia do ambiente - permanecer em um estado organizado, relativamente constante, viola a segunda lei da termodinâmica, que afirma que o grau de desordem (entropia) de todos os objetos aumenta. Para um organismo vivo manter a organização, precisa tomar, processar e gastar energia. O modo como os humanos e outros animais fazem isso é ingerindo alimento e extraindo energia dele.
- Responde a estímulos - os seres vivos respondem a mudanças no seu ambiente. Se um estímulo provoca dor, você responde afastando-se daquele objeto. Se colocarmos uma planta perto de uma janela bem iluminada, os ramos ou brotos crescerão em direção à luz (fototropismo). Para se proteger, alguns animais mudam de cor para se misturarem com o meio (camuflagem).
- É adaptado ao seu ambiente - as características de um ser vivo tendem a ser adequadas ao seu ambiente. As nadadeiras de um golfinho, por exemplo, são chatas e adaptadas para nadar. A asa de um morcego tem a mesma estrutura básica dos ossos da nadadeira do golfinho, mas com uma membrana fina que o permite voar.
Imagem cedida por NOAA/U.S. Dept. of Commerce Estromatólitos, estruturas em forma de taco encontradas em micróbios subaquáticos |
- organismos similares reproduzem organismos similares. Um cachorro reproduz um cachorro, um dente-de-leão reproduz dentes-de-leão e um peixe reproduz um peixe;
- geralmente, o número de descendentes é excessivo e o número que sobrevive é menor do que o número reproduzido;
- em qualquer população, os indivíduos variam com respeito a um determinado traço, como a altura, cor da pele, cor dos pêlos ou forma dos bicos e essas variações podem ser passadas para a próxima geração;
- algumas variações são favoráveis, já que tornam esses indivíduos mais adequados para seu ambiente. Os organismos com variações favoráveis sobreviverão e passarão esses traços para seus descendentes; os indivíduos com variações desfavoráveis morrerão e não passarão suas características: isso é a seleção natural;
- se tiver tempo suficiente, a seleção natural acumulará esses traços favoráveis. As espécies evoluirão.
A vida nos extremos
Imagem cedida por NOAA/U.S. Dept. of Commerce Fonte hidrotermal no solo oceânico |
Essas idéias se modificaram quando os oceanógrafos exploraram as fontes hidrotermais, aberturas no assoalho do oceano onde uma água extremamente quente, rica em minerais, brota da crosta. As fontes hidrotermais estão localizadas várias milhas abaixo da superfície, no assoalho do oceano, onde a água ao redor está quase congelando ou congelada, é absolutamente escuro e a pressão é alta. Em comunidades organizadas em torno das bases dessas fontes, chamadas de chaminés negras, os cientistas encontraram moluscos, caranguejos e vermes tubulares gigantes, medindo 2 metros de comprimento. A água que sai dessas aberturas está entre 110º e 350º Celsius (230º a 662º Fahrenheit).
Como esses animais podem sobreviver tão afastados da luz solar, em condições tão extremas? Os cientistas encontraram espécies de bactérias que quebram sulfeto de hidrogênio da água para obter energia para fazer compostos orgânicos (quimiossíntese). Os vermes tubulares têm bactérias nos seus tecidos que os ajudam a derivar energia da água. Os moluscos alimentam-se das bactérias e os caranguejos alimentam-se dos vermes tubulares.
A descoberta de comunidades nas fontes hidrotermais mostrou que é possível que a vida se desenvolva em lugares sem a luz do Sol e em outros lugares sem luz proveniente da estrela mãe. Nesse contexto, pode ser possível que exista vida em Europa, uma lua congelada de Júpiter, onde os cientistas acreditam que haja um oceano embaixo de sua crosta de gelo.
Imagem cedida por NOAA/U.S. Dept. of Commerce Vermes tubulares em torno de uma fonte hidrotermal |
A vida também tem sido encontrada em outros ambientes extremos. Os cientistas descobriram microcolônias de líquens chamadas criptoendolitos em amostras de rocha do deserto Antártico, onde as temperaturas caem para 100 graus abaixo de zero com freqüência e onde há pouca ou nenhuma água líquida. Por outro lado foram encontradas bactérias termofílicas (que gostam de calor) em fontes termais onde as temperaturas excedem o ponto de ebulição da água.
Imagens cedidas pela NASA Criptoendolitos vivos (linhas verdes, pretas e verde-azuladas) em uma amostra de rocha da Antártica (esquerda) e uma bactéria termofílica em forma de bastão com cerca de 1 mícron de comprimento de uma fonte termal em Yellostone National Park (direita) |
Se a vida pode se desenvolver em ambientes extremos da Terra, é possível que possa existir em ambientes extremos de outros lugares, tais como Marte.
A equação de Drake, desenvolvida pela astrônomo Frank Drake e divulgada por Carl Sagan, é usada para estimar o número de civilizações inteligentes no universo. Em contraste, o geólogo Peter Ward e o astrônomo Donald Brownlee, da Universidade de Washington, propuseram uma hipótese: a Hipótese da Terra Rara, de que a vida na Terra é única. Esta hipótese afirma que uma série de eventos ou situações do acaso, como viver na zona habitável do Sol, ter um planeta como Júpiter para remover os resíduos provenientes de cometas e asteróides e ter poucas extinções em massa, tem permitido que a vida se desenvolva na Terra, algo improvável que aconteça em outros lugares.
Algumas regras básicas para a vida alienígena
Imagem cedida por NOAA/U.S. Dept. of Commerce Peixe-morcego |
- A vida alienígena seria governada por leis da física e da química.
- A vida alienígena seria baseada em algum tipo de química, eliminando o conceito da ficção científica de seres feitos de energia pura.
- Solvente - na Terra, o solvente para todas as nossas substâncias bioquímicas é a água líquida. Outras substâncias também poderiam ser solventes, como a amônia, metano, sulfeto de hidrogênio ou fluoreto de hidrogênio.
- Temperatura - a vida alienígena poderia exigir temperaturas onde seu solvente permanecesse líquido.
- Pressão - a vida alienígena poderia exigir pressões ambientais e temperaturas que permitissem aos solventes existirem nos três estados de matéria: sólido, líquido e gasoso.
- Fonte de energia - os seres vivos exigem energia para permanecerem organizados. Essa energia pode vir de uma estrela ou de energia química ou geotérmica, como nas fontes hidrotermais e termais. Em qualquer mundo alienígena, deveria ter alguma fonte de energia para sustentar a vida.
- Moléculas complexas - os seres vivos na Terra são organizados e feitos de moléculas complexas, essencialmente de carbono, que desempenham funções bioquímicas. O carbono é um átomo versátil que pode formar ligações com até quatro outros átomos, com várias formas, para constituir moléculas. Embora não seja tão versátil quanto o carbono, o silício também pode formar até quatro ligações com outros átomos e tem sido proposto como uma base para moléculas de vida alienígena, assim como moléculas híbridas de silício-carbono. É provável que as formas de vida alienígena pudessem ter algum tipo de molécula complexa para desempenhar funções similares.
- Molécula de informação - nos organismos terrestres, o ácido desoxiribonucléico (DNA) é uma molécula complexa que transporta informação genética e dirige a formação de outras moléculas para que a vida se reproduza e funcione. Uma das características da vida é que ela se reproduz. Parece provável que as formas de vida alienígena também deveriam ter algum tipo de molécula de informação.
- Seres alienígenas maiores do que os micróbios precisariam ter algo equivalente a células. À medida que um organismo se torna maior, seu volume interno (função cúbica) cresce mais rápido que sua área de superfície (função quadrada). Isso impõe um limite ao tamanho do organismo, pois substâncias de fora do organismo precisam entrar no organismo por difusão, algo que depende de áreas de superfície maiores, distâncias curtas e diferenças de concentração. Conforme um organismo aumenta de tamanho, a distância até seu centro fica maior e a difusão torna-se mais lenta. Para manter distâncias de difusão funcionais, um organismo precisa ter muitas células pequenas ao invés de apenas uma célula grande. Assim, um alienígena precisaria ser multicelular, caso fosse maior do que um micróbio. Não esperamos encontrar um organismo unicelular com anos-luz de largura, como aquele representado no episódio original de Jornada nas Estrelas, "A Síndrome de Imunidade".
- A vida alienígena poderia desenvolver-se e adaptar-se ao meio através da teoria da evolução, conforme já explicamos.
- A constituição fisiológica de um alienígena multicelular seria mais adequada ao seu ambiente. Os sistemas de órgãos seriam adaptados a condições ambientais como temperatura, umidade e gravidade.
- Um alienígena teria algum meio de colocar sólidos, líquidos e gases dentro do seu corpo, distribuindo-os para cada célula e removendo os resíduos - os equivalentes ao coração, vasos sangüíneos e rins, por exemplo.
- Um alienígena precisaria ser capaz de pegar energia do ambiente, extrair essa energia e eliminar os resíduos.
- O alienígena teria sentidos como visão, audição e tato para obter informações do meio e responder aos estímulos. Enquanto nós usamos a visão como sentido primário, com os alienígenas poderia ser diferente. Eles também teriam algum tipo de cérebro ou sistema nervoso para processar as informações.
- O alienígena teria algum meio de reprodução, sexuada ou assexuada.
- Os organismos alienígenas provavelmente teriam estruturas ecológicas similares às da vida na Terra.
- O tamanho das populações seria limitado com base na predominância de alimento, predadores, doenças e outros fatores ambientais.
- As formas de vida alienígenas existiriam em cadeias alimentares e teias alimentares dentro do seu ambiente nativo, como a vida na Terra. Os produtores fazem comida, os consumidores comem os produtores e/ou outros consumidores e os decompositores reciclam os átomos e as moléculas dos organismos mortos, retornando-os para o ambiente.
- As formas de vida alienígena seriam integradas aos seus habitats e ecossistemas, como a vida na Terra.
Especulação: com o que os alienígenas se pareceriam?
Com essas regras básicas em mente e como nenhuma forma de vida extraterrestre foi conclusivamente descoberta, a fisiologia dos alienígenas encontra-se no domínio da nossa imaginação. Autores de ficção científica, especialmente aqueles "inflexíveis", que tentam seguir estritamente a ciência real, têm feito isso há anos. Eles primeiro elaboram ou constroem um mundo, trabalhando cuidadosamente nas características físicas, astronômicas e ecológicas. Em seguida, trabalham no tipo de alienígena que poderia existir naquele mundo. Um exemplo de exercício de construção de mundo como esse pode ser encontrado no Projeto Epona, no qual vários escritores de ficção científica se uniram para criar um mundo chamado Epona, completo com dados planetários, geológicos e ecológicos. Um artista, Steven Hanly, desenvolveu criaturas de Epona.Para seu romance "Mission of Gravity", Hal Clement criou um mundo chamado de Mesklin que orbita em torno de uma estrela dupla. Cada rotação de Mesklin leva 18 minutos e tem uma forma achatada causada por sua rotação. Mesklin tem uma atmosfera de hidrogênio e oceanos de metano. Mesklinitas, uma das formas de vida do planeta, são criaturas pequenas parecidas com centopéias feitas de uma proteína encontrada no esqueleto dos insetos, chamada de quitina. Elas têm 18 pares de pernas que terminam em pés parecidos com ventosas, pinças anteriores para agarrar, um forte sistema circulatório e absorvem hidrogênio através de suas conchas. São imensamente fortes, pois vivem em um mundo com alta gravidade, porém têm medo de ser apanhadas porque a queda de uma pequena altura poderia ser fatal em uma gravidade tão alta .
No nosso mundo o planeta orbita em torno de uma estrela brilhante. Somente 10% do mundo é coberto por uma superfície de água, mas distribuídas pelas massas de terra há bolsas de água que se acumulam sob as areias, provenientes das chuvas esporádicas. O ambiente é quente e árido, e a luz do sol é brilhante. O planeta é grande e tem uma gravidade 100 vezes mais forte que a da Terra. A atmosfera é uma mistura de ar parecida com a da Terra, contendo hélio, oxigênio e dióxido de carbono.
As duas formas de vida alienígena que imaginamos para esse mundo são animais, predadores móveis que vivem em torno dos poucos e pequenos locais de água superficial. Os dois tipos de alienígenas são baixos, com cerca de 30 centímetros de altura, e têm membros grossos para suportar seu peso contra a imensa gravidade. Ambos têm coberturas grossas ou peles para minimizar a evaporação e conservar água. Para obter informações, uma das formas depende primariamente da visão, enquanto a outra usa sentidos químicos (paladar e olfato).
O Lashlarm é nosso primeiro alien predador. Parece um vaso sanitário ambulante. A parte da boca é suportada por três pernas com talo comprido conectadas a um pedestal achatado. Embaixo do pedestal há muitas escamas, de modo que o pedestal desliza na superfície da areia como uma cobra se move pelo chão. Tem vários apêndices sensoriais que permitem a ele localizar a presa através de meios químicos. Ele caça perto de pequenos reservatórios de água superficial, sentindo a margem da água e experimentando a areia e a água em busca de outros animais. Após localizar a presa, o Lashlarm se agacha e desliza em direção a ela. O Lashlarm então abre sua grande boca e salta sobre a presa, engolindo-a inteira.
O Nirba é um pouco maior do que o Lashlarm. Ele vive na água, perto da margem, mais ou menos como um crocodilo ou jacaré, porém não é totalmente aquático. O Nirba sai para caçar outros animais que se aproximam da água, particularmente o Lashlarm. Tem uma cabeça grande com as narinas localizadas na parte de cima do nariz para conseguir respirar estando submerso. O Nirba tem pele grossa, para evitar a desidratação enquanto está fora da água sob o sol quente e pernas dianteiras grandes e musculosas, com grandes garras para matar sua presa. Uma cauda longa ajuda a nadar e a ponta em forma de seta ajuda a caçar e a defender o território.
Fonte: Howstuffworks.com