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domingo, 9 de fevereiro de 2014
CIBERAMEAÇA: UM CLIQUE ANTES DO COLAPSO
Em 2013 será registrado um brusco aumento de ataques informáticos no mundo inteiro. Pelos vistos, se trata quer de ataques isolados, quer de eventuais campanhas de larga escala por encomenda de diversas entidades públicas.
A esta conclusão chegaram peritos da corporação antivírus russa Kaspersky Lab. Os serviços secretos dos EUA predizem que, daqui a 20 anos, terá lugar uma confrontação global no espaço cibernético tanto entre os Estados, como entre os governos e comunidades civis.
Segundo a mesma fonte, no próximo ano, serão mais freqüentes os casos de desvio de informações secretas junto das instituições governamentais e de companhias privadas. Os ataques terão como alvo as instalações residenciais, abrangidas pelos serviços municipalizados ou as redes de transportes.
O Conselho Nacional de Inteligência dos EUA, num relatório intitulado Tendências Globais 2030: Mundo Alternativo, afirma que os magnatas informáticos poderão acumular tamanhas informações que superarão as bases de dados de qualquer governo. As redes sociais como o Google e o Facebook estarão em condições de controlar enorme quantidade de informações em regime do tempo real. Em simultâneo, devido aos vertiginosos ritmos de desenvolvimento das tecnologias de comunicação, os governos nacionais passarão a ter a possibilidade ilimitada de monitorizar os cidadãos que, claro, não tardarão a reagir, respondendo na medida do possível, aos desafios lançados.
A esfera de tecnologias informativas encerra perigo para o futuro desenvolvimento da sociedade e do setor informático, em particular, disse em entrevista à emissora Voz da Rússia, o presidente da Associação da Proteção das Informações, Guennadi Emelianov.
"A sociedade informática está correndo sérios riscos. Se não forem elaboradas medidas de proteção adequadas, seremos vítimas de um grande colapso. Quando tomarmos gosto pelas tecnologias informativas, estas, se deixarem de funcionar, poderão suscitar um verdadeiro colapso. Basta traçar analogias com um apagão ou um corte de eletricidade. Ataques do gênero podem ser organizados com muita facilidade do ponto de vista financeiro e econômico. Em situações extremas, até absurdas, uma única pessoa será capaz de causar enormes prejuízos ao espaço cibernético comum."
Todavia, a realidade não contraria muito as previsões de peritos. Os serviços secretos norte-americanos enviaram já ao Conselho Nacional acima mencionado uma resenha de ameaças cibernéticas dirigidas contra os EUA. O maior sujeito no espaço cibernético é a China, constata o jornal "The Los Angeles Times". A Rússia, França, Israel e outros países também se ocupam da recolha de informações de caráter cibernético, mas não o fazem de forma tão virulenta, pérfida e astuciosa como a República Popular da China. Em todo o caso, a Rússia não costuma desviar os segredos comerciais das companhias dos EUA em benefício dos seus empresários.
Entretanto, os participantes do Fórum Internacional Cyber Security Asia 2012, decorrido na primeira quinzena de dezembro, foram unânimes na opinião de que o problema fundamental na esfera de tecnologias de informação consiste em que os Estados não conseguem entender-se, sendo essa maior confusão que gera o ciberterrorismo. É que a elaboração de programas nocivos mais eficientes tem sido patrocinada por governos nacionais para a condução de ciberguerras.
Por outro lado, ninguém poderá garantir que tais projeções não fiquem à disposição de terroristas, dispostos a modificar o vírus, utilizando-o para os seus próprios objetivos. Por exemplo, o vírus Stuxnet, inventado em 2010 por especialistas de Israel e dos EUA, sofreu uma série de transformações. Por isso, cedo ou tarde, os Estados terão que enquadrar os sinais de ciberguerra ou ciberterrorismo em determinadas bases jurídicas. Hoje em dia, não é difícil os países perderem-se em redes cibernéticas próprias, podendo "desligar" a civilização humana com um clique desajeitado.
FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/
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