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sábado, 27 de maio de 2017

CONHEÇA O ROSTO DE JÚPITER

O maior de todos do Sistema Solar mostra o seu rosto de verdade. Graças à Juno, a sonda que já está há um ano nos arredores do gasoso. Neste momento, a sonda está dando voltas em Júpiter numa trajetória extremamente elíptica: numa hora, ela se afasta bastante do planeta; depois volta como um bumerangue, passando quase que de raspão pelo pólo-sul jupiteriano a cada 53 dias. De raspão mesmo: a sonda chega a apenas 4 mil quilômetros do planeta. Para você ter uma ideia, os nossos satélites de telecomunicações ficam a 35 mil quilômetros da Terra – a Lua, que é logo ali, dez vezes mais do que isso. Bom, o resultado desses raspões da Juno são imagens inéditas e inesperadas, como esta aí em cima. Elas dão uma cara nova a Júpiter, bem diferente daquela mais conhecida, que mostra as listras do plano equatorial do planeta. Uma cara tempestuosa, diga do deus nervosinho que o batizou. O pólo sul de Júpiter é uma coleção de tornados sem fim, feitos de neve misturada com amônia. Os maiores têm 1.400 quilômetros de diâmetro – curiosamente, o mesmo tamanho dos ciclones aqui da Terra, apesar de Júpiter ser 11 vezes maior.
(Nasa/NASA) A maior novidade, porém, não vem dessas imagens. A Juno mediu o campo gravitacional de Júpiter, e atestou que o planeta não é exatamente uma bola de gás com um núcleo sólido minúsculo. Tal núcleo é bem maior do que se pensava: tem algo entre 7 e 25 vezes a do nosso planeta e, calcula-se, ela pode ter 70 mil quilômetros de diâmetro – metade do total do planeta (a Terra tem 12 mil). Depois de tudo isso, ainda fica uma expectativa: em julho a Juno vai sobrevoar de perto a Grande Mancha Vermelha – a “tempestade eterna” do tamanho da Terra que assola Júpiter há mais de 300 anos. Certamente o Papai do Céu trará novas surpresas. FONTE: http://super.abril.com.br/ciencia/o-rosto-de-jupiter/

DESCUBRA COMO AS BALEIAS SE TORNARAM OS MAIORES ANIMAIS DA TERRA

Esqueça os padrões de beleza: nos oceanos, uns (muitos) quilos a mais estão na moda há pelo menos 4,5 milhões de anos. Uma pesquisa publicada na última semana revelou como as baleias – que já foram, ao longo da evolução, mamíferos terrestres de porte médio com patas de dois dedos – desenvolveram nadadeiras, ficaram do tamanho de um ônibus e começaram a dominar os mares. E, é claro, porque foi tão vantajoso se tornar um animal de peso. Acompanhe a história. Caça e poluição à parte – a ação do ser humano moderno, na linha do tempo geológica, é uma fração de segundo – ser uma baleia nos oceanos da Terra nunca foi uma ideia tão boa quanto é hoje em dia. As baleias contemporâneas da ordem Mysticeti (como a baleia-azul, que pesa algo entre 140 mil e 180 mil quilos e tem o tamanho de um ônibus biarticulado) são concorrentes sérias ao título de maior animal que já existiu. Nem os maiores dinossauros conseguiram ultrapassá-la. Isso foi possível por três motivos. O primeiro é o método de alimentação por filtragem. Em vez de dentes, as maiores baleias têm uma espécie de filtro feito de cerdas de queratina. É só abrir a imensa cavidade e nadar em direção a uma colônia de pequenos crustáceos – chamados genericamente de krill – para engolir todos sem esforço, evitar que a sujeira entre junto e garantir a maior refeição da história. As ferramentas necessárias para comer desse jeito se desenvolveram há algo entre 20 milhões e 30 milhões de anos. Nessa época, as ancestrais das baleias atuais não tinham mais quase nada em comum com os mamíferos terrestres que lhes deram origem – do ponto de vista anatômico, já eram bem parecidas com as espécies conhecidas, só que muito, muito menores. “Foi aí que boom! Elas ficaram enormes”, contou ao New York Times Nick Pyenson, curador do museu de história natural do Smithsonian, nos EUA, e um dos autores do estudo. “Elas foram do tamanho de uma minivan a algo maior que dois ônibus escolares.” Por que isso aconteceu? Afinal, um bocão eficiente não tem serventia se não há comida o suficiente para justificar seu uso. Nesse ponto entra o segundo motivo: uma mãozinha das mudanças climáticas. Um período de glaciação começou por volta de 4,5 milhões de anos atrás. Conforme a água virava gelo, o nível do mar caía. Correntes mais frias, que costumavam correr próximas do leito dos oceanos, foram para mais perto da superfície, levando junto muito material orgânico nutritivo. Enormes populações de krill se acumularam em locais mais acessíveis para aproveitar o almoço grátis. Segundo o artigo científico, esses “lençóis” de pequenos crustáceos alcançavam quilômetros de comprimento e tinham até 20 m de altura. Para uma baleia, um quilômetro de crustáceos é o equivalente humano de ganhar um rodízio de pizza. Todo dia, café da manhã, almoço e jantar. Acontece que comer muito não deixa as baleias mais compridas – só mais gordas. Para convencer a evolução de que crescer era o melhor caminho, faltou o terceiro elemento: distância. Ser imenso só é vantagem se você precisa percorrer longas distâncias. Quanto maior o tanque de combustível, ou seja, a gordura corporal, mais fácil é sobreviver a uma longa viagem. Ainda bem que, na época, os ciclos ecológicos que fizeram as grandes populações de krill explodirem foram espaçados e imprevisíveis. Levaram vantagem na sobrevivência as baleias que gostavam de por a nadadeira na estrada – e percorrer milhares de quilômetros atrás da próxima refeição. Uma série de coincidências que levou diversas espécies sem relação entre si aos tamanhos atuais, e que dificilmente se repetiria em outras condições. FONTE: http://super.abril.com.br/ciencia/como-as-baleias-se-tornaram-os-maiores-animais-da-terra/

OS MAIORES MITOS E VERDADES SOBRE MASTURBAÇÃO E VIRGINDADE

1. Masturbação é coisa só de homem

Errou feio. A verdade é que mulheres se masturbam sim, claro. Só que, por muitos motivos – entre eles o machismo –, o prazer “solo” delas não costumava ser tão socialmente aceito quanto o deles. Mas, isso está mudando. Em 1953, uma das pesquisas do famoso sexólogo americano Alfred Kinsey mostrou que 62% delas afirmaram tirar um tempinho para ter prazer consigo mesma. Quase 60 anos depois, em 2008, um estudo britânico revelou um aumento considerável: 92% das mulheres diziam se masturbar regularmente.

2. Masturbação demais dá espinha, pelo na mão e até cegueira

Tudo mito. Primeiro porque esse papo de espinha e cegueira não tem nenhum fundamento científico. Os pelos nas mãos, então, nem se fala. Porém, dependendo da frequência com que você pratica, pode machucar o órgão genital. Se for muito mais de “uma”, pode rolar irritação e ardor na pele e na mucosa dos genitais. Ou seja, sempre com calma, hein!

3. Masturbação é aliada contra dor e insônia?

Verdade! Durante o período menstrual, por exemplo, é comum as mulheres terem muitas dores que podem ser aliviadas com orgasmos. Além disso, por lubrificar bastante a vagina, a masturbação também “expulsa” bactérias indesejadas. E, para ambos os sexos, a masturbação também funciona como um ótimo relaxante, podendo até ajudar na insônia, pois libera dopamina no corpo. Agora você conhece um remédio natural e sem contraindicação para a próxima vez em que não conseguir dormir. Ou já conhecia?

4. Só se perde a virgindade quando rola penetração

Mito! Ou quase isso… Nem sempre você vai ter o primeiro contato sexual com uma genitália alheia e, na “mesma noite”, penetrar ou ser penetrado pelo parceiro. A verdade é que não existe uma definição real oficial universalmente aceita do que é sexo. Apenas masturbar o parceiro, fazer/receber sexo oral ou outras práticas que não incluem penetração, por exemplo, podem sim ser consideradas sexo. Basta que os envolvidos assim as vejam. Beleza?

5. “Dor” na primeira relação é normal nas mulheres

Calma! Há muito mais detalhes sobre o hímen do que supõem os mitos que rolam por aí, e esse é um deles. Anota aí: durante a primeira relação sexual, nem toda mulher vai sangrar e/ou sentir dores. Isso varia de corpo para corpo e de hímen para hímen. Há cinco tipos, e nenhum deles tem células nervosas – que seriam responsáveis por avisar o cérebro que ali está doendo. A dor que rola nas primeiras relações vem dos músculos da vagina, que estão se mexendo pela primeira vez.

6. Masturbação demais pode causar infertilidade masculina

Se fosse assim, já teríamos então o método contraceptivo mais prazeroso do mundo, não é mesmo? Mito esse! Na real, a fertilidade tem a ver com a produção de espermatozoides, que é sempre contínua, mesmo quando não ocorre sexo ou masturbação. Quando um homem ejacula muitas vezes num curto espaço de tempo, o corpo não dá conta de repor aquele “estoque” no mesmo segundo, e isso diminui a concentração dos espermatozoides na ejaculação seguinte. Mas em pouquíssimo tempo o “estoque” é reposto. Ou seja: essa causa para a infertilidade não tem base científica.

7. Depois da primeira relação, o pênis cresce e a vagina fica mais larga

Obviamente, mito. Isso depende de quando foi ou vai ser a sua primeira relação sexual. Se for aos 15 anos, por exemplo, é possível afirmar, com alguma certeza, que seus genitais vão mudar. Mas isso acontece porque o seu corpo ainda está se desenvolvendo; portanto, não tem nada a ver com a sua primeira vez. Normalmente, o pênis se desenvolve até os 18 anos.

8. Qualquer coisa que envolva seus genitais “antes da hora” é pecado

O que é ou não ‘pecado’ varia muito de religião para religião. Mas, para você ter ideia, a mitologia grega fala abertamente sobre masturbação, inclusive feminina, pelo menos desde o século 6 antes de Cristo. Ou seja, conhecer o próprio corpo é uma prática mais antiga que o cristianismo. Os antigos egípcios, também anteriores a Cristo, acreditavam que o mundo surgiu de uma gozada que o deus Rá-Atum deu após se masturbar. Já pensou?

9. Tudo muda depois da primeira vez

Isso é verdade! E tem mais a ver com a sua cabeça do que com seu playground. Depois da primeira vez (que, sério, não vai ser tão ruim, mas também pode não ser incrível), após ter quebrado a barreira do “ai meu deus, eu não sei fazer isso”, você vai ganhando experiência, além de se sentir cada vez mais próximo do seu parceiro – caso esteja namorando. É aquele ditado: a prática é a mãe da habilidade. fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/curiosidades/os-maiores-mitos-e-verdades-sobre-masturbacao-e-virgindade/

QUAIS SÃO AS ALERGIAS MAIS BIZARRAS?

1- Água

Para a maioria das pessoas, H2O é um líquido essencial. Para a britânica Rachel Warwick , é uma fonte de queimaduras, coceiras e vermelhidão. Seu corpo não suporta nem a água em seu suor e lágrimas! Ninguém ainda conseguiu explicar o caso – alguns médicos nem chamam de alergia, já que água faz parte do nosso organismo, ou seja, não é um agente alergênico externo.

2- Sol

Ir à praia pode ser absolutamente insuportável para quem tem esse problema. Geralmente mulheres de pele clara, que já sofrem com outros tipos de alergias e usam tratamentos dermatológicos para acne ou manchas na pele. Para evitar reações, elas só podem ter contato limitado com raios UVA (ultravioleta A) – aqueles que atingem as camadas mais profundas da derme.

3- Sêmen

Sexo é um dos grandes prazeres da vida. Exceto para mulheres que sofrem dessa patologia, uma reação cruzada entre a mucosa que reveste o órgão sexual feminino e proteínas presentes no esperma. O resultado são dores intensas e inflamações vaginais após a relação sem preservativo. Às vezes, até um medicamento ingerido pelo parceiro pode desengatilhar o problema.

4- Comida

Em 2009, os irmãos João Vithor e Nicole Lourenço, de Goiânia (GO), viraram notícia por terem uma doença rara chamada alergia alimentar múltipla. Eles só podiam ingerir carne de rã e um tipo especial de leite cuja lata custava R$ 450 na época. Devido a complicações em seu frágil sistema imunológico, o menino morreu em 2013, aos 8 anos.

5- Celular

Algumas pessoas podem ficar com irritação na pele e sensação de ardência após falarem muito tempo em um celular. O problema não são as ondas de transmissão, mas o níquel presente na carcaça e nos botões. Ele causa uma sensibilização chamada dermatite de contato. “Alérgicos” a bijuteria também sofrem do mesmo problema.

6- Madeira

Isso é que é azar: o britânico Dan Hill se demitiu de seu emprego como bancário para virar carpinteiro… mas descobriu que a nova profissão lhe dava erupções cutâneas. Após muita investigação, descobriu ser supersensível apenas a um tipo específico de madeira, o carvalho africano. Assim, pôde continuar se dedicando a criar móveis.

7- Placenta

A penfigoide gestacional provoca erupções cutâneas, coceira e bolhas em mulheres grávidas ou que acabaram de dar à luz. Mas não é uma “alergia ao próprio filho”, como às vezes é classificada, uma vez que a reação é disparada por uma proteína da placenta que chega ao corpo da mãe pelo cordão umbilical, não pelo bebê em si. CONSULTORIA: Roberto Debski, médico e diretor da clínica Ser Integral. fontes: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai); sites BBC, Daily Mail, Época, G1, Tua Saúde e João e Nicole X Alergia // http://mundoestranho.abril.com.br/saude/quais-sao-as-alergias-mais-bizarras/

domingo, 21 de maio de 2017

QUAL É O ELEMENTO QUÍMICO MAIS PERIGOSO?

A periculosidade dos elementos químicos depende de vários fatores. “Alguns elementos podem ter uma toxicidade alta e oferecer um risco baixo em função das condições da exposição”, diz Elizabeth Nascimento, toxicologista da USP. É o caso do plutônio, considerado pelo Guinness o elemento mais perigoso por poder ser usado em bombas atômicas. Mas ele é raríssimo na natureza – é pouco provável que você o encontre por aí. Outros critérios que influenciam o grau de perigo são dose, concentração, solubilidade, tamanho, forma de contato, tempo e freqüência da exposição e até mesmo a sensibilidade de cada pessoa à substância. Maus elementos Na tabela periódica, até elementos aparentemente inofensivos podem se tornar uma ameaça.

Agentes duplos

Sódio(Na), potássio(K), cálcio(Ca) e magnésio(Mg) são essenciais para o corpo, mas uma só gota de potássio na corrente sanguínea mata em segundos. Ele acaba com a diferença de carga elétrica que existe entre as partes interna e externa das células, fundamental para a transmissão dos impulsos nervosos. Isso impede a contração muscular e o coração pára de bater.

Heavy metal

O grupo dos metais tem venenos como o arsênio(As) e elementos que intoxicam por acumulação. Nosso corpo não consegue excretar sais de mercúrio, cádmio, cromo, manganês e chumbo que ingerimos pela água ou pela respiração. Aí, eles vão se acumulando e podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, renais e até matar.

Ondas fatais

Na turma do fundo da tabela, muitos elementos dos grupos de lantanídeos e actinídeos são radioativos: seu núcleo emite ondas de energia que atravessam nossa pele e atrapalham o funcionamento das células, causando câncer. Nesse grupo se encontram vilões famosos, como o urânio e o plutônio.

Gênios do mal

O grupo dos halogênios inclui flúor e cloro, que, diluídos a menos de 1% na pasta de dentes e na água, nos protegem de bactérias. Mas algumas baforadas de ar com cloro a 0,1% são fatais. No pulmão, os elementos desse grupo reagem com água e formam ácidos fortes, que corroem tudo. O gás mostarda, usado na Primeira Guerra Mundial, era puro gás cloro. fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/qual-e-o-elemento-quimico-mais-perigoso/

SAIBA COMO É UM ATAQUE COM GÁS SARIN

Ele evapora e mata muito rápido e pode ser disseminado por projéteis explosivos ou por pessoas carregando sacos e furando-os para liberar o gás. A substância foi desenvolvida como pesticida pelos alemães em 1938. Transparente e sem gosto em sua forma mais pura, o agente é classificado pelo comitê de segurança da ONU como arma de guerra e causa dano direto ao sistema nervoso.
Investigadores turcos suspeitam que o gás sarin pode ter sido usado no ataque que, na terça-feira, matou pelo menos 86 pessoas e feriu outras mais de 550 na província de Idlib, na Síria. “Segundo os primeiros resultados das análises, foram detectados nos pacientes sintomas que fazem pensar que estiveram expostos a substâncias químicas (sarin)”, detalha o Ministério da Saúde Turco em comunicado. A eficiência está ligada a 3 fatores: quantidade, modo e tempo de exposição. Como a maioria dos artefatos químicos que atacam o sistema nervoso, o sarin impede a ação do sistema de “desligamento” das enzimas que controlam as funções das glândulas e da musculatura. Um dos efeitos genéricos é o cansaço extremo, a ponto de impedir que a respiração continue.

Faces da morte

Portas de entrada do sarin e sintomas causados no corpo são variados.

Último gole

Poucas gotas, se ingeridas, causam a morte em menos de um minuto. Água ou alimentos são os meios de contaminação. Dor abdominal, náusea, vômito e incontinência fecal são os primeiros sintomas. Antídotos como atropina combinada a pralidoxima só funcionam se forem administrados segundos após a ingestão.

À flor da pele

A vítima pode falecer em minutos ou até 18 horas após o contato da pele com sarin líquido. Espasmos musculares, náusea e diarreia são alguns sintomas. A lenta contaminação torna a evolução do quadro mais dramática apresentando convulsões, perda de consciência, paralisia e eliminação de secreções por nariz e boca

Nos olhos dos outros...

Na forma de aerossol, vapor ou líquido, o agente pode matar entre um e dez minutos em contato com os olhos. Os sintomas são irritação na membrana e nas pupilas, dor nos olhos e visão embaçada ou sensação de perda de visão. Sensação de pressão na cabeça, náusea e vômito involuntário também são comuns.

Fôlego da morte

Respirar o gás também pode levar à morte entre um e dez minutos. Contração nas pupilas, estreitamento das vias respiratórias e acúmulo de fluido nos pulmões são as primeiras reações. Espasmos musculares involuntários e convulsões também podem ocorrer. Curiosidade: Uma arma química é aquela cujo agente não se encontra na natureza, diferentemente das armas biológicas. FONTES: Center for Disease Control and Prevention (CDC), Federal Bureau of Investigation (FBI) e BBC News; http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/como-e-um-ataque-com-gas-sarin/

O QUE EXISTIA ANTES DO BIG BANG?

Ninguém sabe. Mas, provavelmente, nada. A Física ainda não consegue explicar os fenômenos que ocorreram no exato momento da “grande explosão”, que dá nome ao modelo sobre a origem do Universo mais aceito hoje em dia. Mas, seguindo essa lógica, o “nada” inclui tudo que existe hoje, só que de uma forma diferente de como o conhecemos. Seria uma situação em que não haveria espaço nem matéria, apenas energia pronta para dar origem às coisas. A ciência tem modelos matemáticos que remontam a frações de segundo após o Big Bang. Segundo os cálculos, após a explosão, um processo de inflação fez as primeiras partículas surgirem do vazio e se expandirem num período de bilionésimos de segundo. Confira um passo-a-passo desses instantes na origem do universo:

1) 10^-43 segundo

No início, o Universo era denso e quente, e as leis da Física como conhecemos não faziam sentido. É a chamada singularidade. Mas em poucos instantes, tudo isso iria mudar. Imagine o número 0,1 com 42 zeros entre a vírgula e o 1. É a partir dessa fração de tempo após o início de tudo, que a Física começa a valer. Esse é o Tempo de Planck. O Universo tinha o tamanho do Comprimento de Planck (fração do centímetro representada por 0,1 com 33 zeros entre a vírgula e o 1). A temperatura era de 10^32°C.

2) 10^-36 a 10^-32 segundo

Nesse período (inflação), o Universo sofre um rápido e gigantesco aumento em seu volume. A causa pode ter sido um processo semelhante ao que os físicos chamam de “transição de fase”, como na transformação de água em gelo, com liberação de energia na mudança do estado líquido para o sólido. O Universo fica menos denso e mais frio.

3) 1 segundo

Já existem prótons (as partículas positiva do átomo), nêutrons (as partículas neutras do átomo) e força eletromagnética. A temperatura cai para 9 bilhões °C. Há espaço para corpos subatômicos, como os neutrinos, se separarem do todo inicial, comportando-se como partículas livres no campo gravitacional do Universo. Isso permitiu a formação, muito depois, de estruturas como as galáxias.

4) 1 minuto

A densidade do conjunto continua a cair. A temperatura é da ordem de 900 milhões °C. Elétrons e pósitrons (as antipartículas dos elétrons) se aniquilam rapidamente. A relação entre nêutrons e prótons é de 24% para 76%, respectivamente. Hoje, essa diferença proporcional ainda se mantém, o que ajuda a provar que o modelo do Big Bang está certo.

5) 3 minutos

Prótons e nêutrons começam a se unir para formar um núcleo atômico (nucleossíntese). Antes essas partículas eram muito energéticas e não ficavam juntas. São formados então o hélio, o lítio e os primeiros deutérios (variação do hidrogênio). De acordo com o modelo do Big Bang, 25% dos elementos leves surgiram desse hélio e 75% do hidrogênio original.

6) 300 mil anos

Elétrons começam a se unir a prótons, formando átomos estáveis de hidrogênio. A matéria já domina o Universo e os núcleos de átomos começam a se aproximar uns dos outros devido à força gravitacional. Outro evento importante é o escape de fótons, que são as partículas elementares da força eletromagnética. Essa radiação de micro-ondas tornou o Universo transparente (antes ele era opaco, ou seja, não observável) e é percebida ainda hoje como a Radiação Cósmica de Fundo. A luz visível, como a entendemos hoje, veio somente com a formação das estrelas, centenas de milhões de anos depois.

7) 13,82 bilhões de anos

Estamos aqui. A temperatura do Universo está em -270 °C. Aparatos como o telescópio são importantes para a observação do Cosmos. Sondas espaciais da Nasa corroboram o Big Bang ao medirem a velocidade de expansão das galáxias e a Radiação Cósmica de Fundo, um tipo de “eco” do Big Bang detectado por acaso em 1964.

8) Qual é o futuro do universo?

Segundo a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, depende da massa total dele. Se for muito grande, fará a expansão parar, dando início a um processo de contração. Se for pequena, o Universo vai expandir para sempre. CONSULTORIA: Thiago Pereira, professor de física da UEL, Elcio Abdalla, físico teórico do Instituto de Física da USP, Ronaldo Marin, físico do Instituto de Artes da Unicamp, e Júlio César Borin, físico graduado pela UEL FONTE: Documentários Buraco Negro: Quem Veio Primeiro? e Galáxias – A Nossa, As Outras, da Univesp TV; O Que Explica a Existência do Buraco Negro?, do Globo Ciência; sites fisica.uel.br/astrofísica e chandra.harvard.edu; livro The 4 Percent Universe: Dark Matter, Dark Energy, and the Race to Discover the Rest of Reality, de Richard Panek; artigos A Origem do Universo, de João Evangelista Steiner, e Teoria Quântica da Gravitação: Cordas e Teoria M, de Élcio Abdalla // http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/o-que-existia-antes-do-big-bang/