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domingo, 31 de agosto de 2014

COMO EVITAR PROBLEMAS DE SAÚDE EM VIAGENS DE LONGA DURAÇÃO

Alguns dos inconvenientes em uma viagem de longa distância podem ser decorrentes dos meios de transporte utilizados. As viagens aéreas de longa duração, com o viajante sentado em uma poltrona estreita com pouco espaço para se movimentar, propiciam uma série de doenças como a trombose venosa profunda e o tromboembolismo pulmonar, além das infecções de vias aéreas superiores como a sinusite. PROBLEMAS DECORRENTES DA IMOBILIZAÇÃO NAS VIAGENS DE LONGA DURAÇÃO As viagens internacionais de longa duração fazem com que o viajante permaneça sentado por várias horas. Isto pode ter conseqüências muito importantes em termos de saúde. A imobilização das pernas faz com que o sangue que retorna ao coração pelo sistema venoso tenha uma dificuldade maior para vencer a gravidade já que a pessoa viaja na maior parte do tempo sentada. Em algumas pessoas, o acúmulo de sangue nas pernas faz com que se formem coágulos que podem se despregar da parede das veias das pernas, seguindo junto com o sangue para o coração. No coração, esses coágulos passam pelo átrio direito, pelo ventrículo direito e saem para o pulmão pela artéria pulmonar. À medida que a circulação pulmonar se ramifica, esses pequenos coágulos podem bloquear os capilares, impedindo que o sangue que corre por esse capilar capte oxigênio. Dependendo do tamanho dos vasos que ficam obstruídos a pessoa ter uma insuficiência respiratória, porque o sangue que vai para o pulmão não consegue descarregar o CO2 e capturar mais oxigênio. A formação de coágulos nas pernas (membros inferiores) recebe o nome de trombose venosa profunda. A trombose venosa profunda às vezes é de fácil diagnóstico porque as pernas ficam muito inchadas e com uma coloração arroxeada pelo acúmulo de sangue. Quando um pedaço de coágulo formado na perna se desprende e vai para o pulmão impedindo a troca de oxigênio e gás carbônico recebe o nome de embolia de pulmão ou tromboembolismo pulmonar. A embolia de pulmão é uma doença grave com alto índice de mortalidade mesmo quando tratada no início. Esse assunto tem ficado tão comum que vários cientistas começaram a estudar o problema. Dois artigos de revisão foram publicados tentando mostrar que o risco de trombose associado às viagens de longa duração é realmente muito elevado, e quais seriam as pessoas com alto risco para essas complicações tromboembólicas. Uma revisão de todos os estudos realizados até o momento mostrou um risco aproximadamente 3 vezes maior de apresentar uma trombose nos membros inferiores em pessoas que viajaram de avião em relação às que não viajaram. Esse risco aumenta quando a pessoa que viaja preenche algumas condições como idade elevada, presença de varizes e outros sinais de insuficiência venosa, como inchaço de membros inferiores, história de trombose venosa prévia, pessoas com doenças do sistema de coagulação que favoreçam o aparecimento de tromboses, grávidas ou mulheres nos primeiros dois meses após o parto e pessoas obesas ou que estiveram em extenso repouso no período prévio à viagem. Os estudos mostram que o risco também aumenta nas viagens muito longas, com mais de 10 mil km ou duração maior do que 6 a 8 horas. Um outro fator é que o ambiente dentro do avião, muito seco pelo uso do ar condicionado e com pressão na cabine inferior à que existe normalmente no meio ambiente ao nível do mar, diminui a quantidade de oxigênio no ar e favorece a desidratação, o que aumenta o risco de trombose. Embora o número de casos de tromboembolismo pulmonar típico seja muito pequeno, em torno de 1,5 caso por 1 milhão de pessoas, quando o número de horas de viagem se eleva para mais de 8 horas, o número de casos aumenta para 2,6 por 1 milhão de pessoas. Entretanto, um estudo que analisou a presença de tromboses em pessoas que viajaram por muitas horas fazendo um Doppler (exame que vê o fluxo de sangue nas veias a perna) de membros inferiores depois da viagem mostrou que a freqüência de algum tipo de trombose - mesmo que muito pequena e assintomática - nos viajantes era muito mais elevada, sendo em torno de 1,6% em pessoas sem nenhum fator de risco, mas em torno de 5% nas pessoas com algum fator de risco para trombose. Vários estudos ainda mostraram que o uso de meias elásticas de baixa e média compressão diminuiu consideravelmente a formação de algum tipo de trombo em membros inferiores. O uso de medicamentos anticoagulantes, como aspirina, e o uso de heparina não foram tão eficazes quanto o uso das meias elásticas. O QUE FAZER PARA EVITAR O RISCO DE TROMBOSE? Em primeiro lugar, cuidado com as viagens muito longas - com mais de 6 horas. Outra opção é o uso de meias elásticas, que não são muito confortáveis, mas protegem você do risco de trombose. Outra opção é se exercitar o tempo todo, mesmo sem se levantar da poltrona. Alguns tipos de exercícios nos membros inferiores podem ajudar você a se proteger das tromboses. Ao programar as suas viagens, escolha companhias que deixam um intervalo maior entre as fileiras de poltronas. Escolha a poltrona do corredor, o que facilita que você dê pequenas caminhadas pelo corredor. Fazer o check-in mais cedo ou pela internet faz com que você garanta um lugar melhor - por exemplo, na primeira fila, em que você tem mais espaço para esticar as pernas. Tome bastante água ou líquidos durante a viagem, o que diminui o risco de desidratação.
Além disso, es­colha roupas confortáveis para viajar e sapatos cômodos, como, por exemplo, um par de tênis. Para você ter um espaço maior para as suas pernas, não coloque nenhuma bagagem no espaço para os seus pés. Isso facilitará fazer alguns exercícios com as suas pernas. Algumas pessoas usam calmantes ou remédios que dão sono para que a viagem passe mais rápido. O mesmo acontece com pessoas que têm medo de viajar. Mas o uso de calmantes faz com que você tome menos líquidos durante a viagem e isso aumenta o risco de trombose. O mesmo acontece com as bebidas alcoólicas, que podem dar sono e diminuir a ingestão de líquido. ALGUNS EXERCÍCIOS QUE VOCÊ PODE FAZER DURANTE O VOO
Repita esses exercícios a cada meia hora. Embora esses cuidados tenham sido descritos para viagens longas de avião, os mesmos conselhos valem para viagens de carro ou ônibus. A vantagem nas viagens de carro é que você pode programar uma parada para uma pequena caminhada a intervalos constantes. Se você viajar de ônibus, sempre que o ônibus parar, desça e ande um pouco, mesmo que você não queira comer ou beber nada nem mesmo ir ao banheiro. O importante é que você se exercite a intervalos constantes, porque isso diminui o risco de trombose e também de chegar no local planejado com as pernas inchadas, o que pode trazer muitos problemas e desconforto. ALTERAÇÕES NO OUVIDO As viagens de avião ocorrem em grandes altitudes, em geral em torno de 10.000 m de altura. É importante lembrar que à medida que a altitude aumenta, a pressão do ar diminui e fica muito mais baixa do que, por exemplo, se você estivesse em uma cidade à beira do mar. Para evitar que você se sinta mal e falte oxigênio, as cabinas dos aviões são pressurizadas como se você estivesse a uma altitude em torno de 2.000 m acima do nível do mar. Portanto, é um pouco diferente do normal. Por causa da queda na pressão, o oxigênio no ar respirado diminui e os gases dentro do nosso corpo aumentam de volume. Em geral, as pessoas conseguem suportar bem essa mudança de pressão, mas podem acontecer problemas no ouvido. Dentro do ouvido médio, a pressão normalmente é igual a de fora do nosso corpo. Quando a pressão na cabina do avião cai, cria-se uma diferença de pressão entre o ouvido médio e o ambiente da cabina. Isso pode provocar uma complicação chamada de barotrauma. Quando isso acontece, a pessoa sente uma pressão forte dentro do ouvido e, às vezes, dor. COMO FUNCIONA O EQUILÍBRIO DAS PRESSÕES DENTRO DO OUVIDO? O ouvido médio fica separado do meio ambiente por uma membrana chamada de tímpano; por outro lado ele se comunica com o meio ambiente por uma abertura chamada de trompa de Eustáquio, que se abre dentro da porção nasal da faringe. Quando aumenta a pressão dentro do ouvido médio, esse aumento de pressão é equilibrado com a pressão do meio ambiente pela trompa de Eustáquio. Quando o avião ganha altitude, a pressão atmosférica reduzida dentro da cabina do avião faz com que os gases dentro do ouvido médio se expandam. Esse aumento da pressão é drenado para o ambiente pela trompa de Eustáquio. Quando o avião vai perdendo altitude próximo da aterrissagem, há uma contração do volume dos gases dentro do ouvido médio. A trompa de Eustáquio não permite que o ar do meio ambiente entre no ouvido médio. Para fazer isso, você precisa comandar a abertura da trompa de Eustáquio para que ela permita que o ar entre dentro do ouvido médio. O barotrauma em geral acontece nesses casos. Para evitar o barotrauma, você tem que realizar movimentos como se você estivesse mastigando, ou de fato mascar um chiclete. Esse tipo de movimento faz com que o ar entre na trompa de Eustáquio e reequilibre as pressões dentro e fora do ouvido médio. O risco de barotrauma é maior em crianças, que têm uma trompa de Eustáquio mais estreita, e em pessoas resfriadas ou com rinite alérgica, são situações em que a trompa de Eustáquio entupida tem mais dificuldade em equilibrar as pressões. Outro jeito de equilibrar as pressões é expirando o ar do pulmão com a boca fechada e o nariz tapado. Faça isso delicadamente. Isso se chama manobra de Valsalva. Nas crianças, o jeito mais fácil é fazer com que elas bebam líquidos na aterrissagem ou na decolagem. Nos bebês muito pequenos, a possibilitar é amamentar ou dar mamadeira nesses períodos. O risco de barotrauma (trauma causado por pressão) costuma ser maior na aterrissagem do que na decolagem. De qualquer maneira, uma atitude que evita problemas é estar acordado durante a decolagem e a aterrissagem porque aí você, ativamente, pode realizar as manobras que ajudam a equilibrar a pressão no ouvido médio com a do meio ambiente. Por isso, também é importante que você não use calmantes ou remédios que dão sono ao viajar. Além da dor, e da sensação de pressão dentro do ouvido, pode ocorrer uma diminuição da audição. Nos casos mais graves pode ocorrer ruptura da membrana do tímpano, com surdez temporária. Como o ouvido também é um os mecanismos de controle do equilíbrio, junto com esses sintomas pode ocorrer sensação de tontura ou vertigem. Todos esses sintomas costumam passar algumas horas depois da aterrissagem. Na persistência dos sintomas, recomenda-se procurar auxílio médico. DIMINUIÇÃO DOS OXIGÊNIO E OUTROS PROBLEMAS Como a cabine do avião está menos pressurizada, é como se você estivesse no alto de uma montanha a 2.000 m. Essa quantidade de oxigênio é suficiente para uma pessoa saudável não sentir falta de ar durante o voo. Mas, pessoas com doenças cardiovasculares ou pulmonares podem se sentir desconfortáveis. A expansão dos gases dentro do corpo com a pressão ambiente menor também atinge o ar dentro do trato digestivo, podendo dar uma sensação de empaxamento no abdome. A umidade dentro do avião é baixa pelo ar condicionado. Por isso, pessoas que viajam com um resfriado ou sinusite podem se sentir muito mal no durante o voo. Nessas doenças, a trompa de Eustáquio entupida causa uma dificuldade no equilíbrio das pressões dentro do ouvido médio e o meio ambiente, o que torna a viagem muito desconfortável. Durante a viagem, é muito importante que você beba bastante líquidos, mas sem bebidas alcoólicas. O álcool deixa você sonolento e aumenta a eliminação de urina, podendo aumentar a desidratação causada pelo ambiente seco da cabine. As bebidas gasosas também podem aumentar a sensação de empaxamento no abdome (como se ele estivesse cheio de ar). NÁUSEAS As náuseas acompanhadas ou não de vômitos não são muito freqüentes, mas podem acontecer em mudanças rápidas de altitude. Pessoas com esse tipo de problema podem procurar orientação médica sobre tipos de medicamentos que podem ser usados de forma profilática. As náuseas e a tontura podem ser freqüentes em viagens de navio. O uso de emplastros com medicamentos podem melhorar aliviar o mal-estar durante a viagem, principalmente em navios. Os emplastros de escopolamina devem ser colocados atrás da orelha. JET LAG
O jet lag é a alteração dos padrões de sono após uma viagem longa para um local com fuso horário muito diferente daquele em que você mora. Todos os ritmos biológicos do corpo ficam alterados, especialmente nas viagens oeste-leste ou leste-oeste. Os efeitos adversos do jet lag são geralmente causados pelo cansaço, pela posição sentada na poltrona do avião sem conseguir dormir, pela desidratação e muitas vezes pelo próprio estresse ou ansiedade antes da viagem. Alguns cuidados podem ajudar você a superar ou pelo menos diminuir o impacto do jet lag: beber muita água ou sucos de frutas durante a viagem, sem bebidas alcoólicas ou com gás, nunca comer muito (você pode agendar uma refeição mais leve para a viagem, bastando acertar com antecedência na companhia aérea) e tentar se adaptar aos novos horários assim que chegar no seu local de destino. Às vezes, se você está muito cansado, a melhor opção é descansar um pouco antes de sair no seu local de partida porque ninguém é de ferro. TRANSMISSÃO DE DOENÇAS O ar que se respira dentro de um avião é trocado mais de 20 vezes por hora, sendo de melhor qualidade que em muitos edifícios mal ventilados. Aviões modernos permitem a recirculação do ar na cabina em até 50%, utilizando filtros HEPA (high-efficiency particulate air), que captam as partículas de material, bactérias, fungos e a maioria dos vírus, retirando-os da circulação; conseqüentemente, o ar em recirculação na cabina é muito puro. É pouco provável a transmissão de agentes infecciosos por via aérea entre passageiros, mas pode ocasionalmente ocorrer quando eles se encontram muito próximos. O vírus influenza (da gripe) pode ser transmitido entre passageiros sentados perto uns dos outros. A transmissão deste vírus é mais provável a bordo da aeronave quando esta permanece em terra por um longo período com os sistemas de ventilação desligados. Outra situação é a tuberculose. Em alguns casos muito raros, o bacilo da tuberculose foi transmitido a passageiros sentados na proximidade de um indivíduo com esta doença. Os indivíduos com doenças contagiosas devem evitar realizar viagens aéreas, seja por razões de saúde pessoal, seja pelo risco de infectarem outros indivíduos ou de transmitirem a doença de um país para outro. Recentemente, houve alguns casos de sarampo no Brasil em pessoas jovens. Na época da Copa do Mundo em 2006, a Anvisa fez junto com a Anac uma campanha nos vôos da Europa para o Brasil porque no Brasil não temos caso de sarampo autóctone desde 2000, mas na Europa mais de mil casos foram detectados no norte da Alemanha no mesmo período. Uma pessoa infectada pode transmitir a doença para outras pessoas durante o voo. Como os adultos mais velhos já tiveram sarampo, e as crianças são vacinadas, o grupo de risco são adultos e jovens que nem tiveram a doença e nem foram vacinados. PROBLEMAS DE SAÚDE DURANTE O VOO Os aviões com um número elevado de passageiros têm alguns equipamentos de emergência: estojos de primeiros socorros, para serem utilizados pela tripulação, estojo médico, para ser utilizado por um médico ou outra pessoa qualificada para o tratamento de emergências durante o voo, e um desfibrilhador externo automático, para ser utilizado pela tripulação em caso de emergências cardíacas. A tripulação do avião recebe formação para utilizar os materiais de primeiros socorros e situações de emergência. Entretanto, a melhor opção é você levar seus próprios remédios para dor e outros sintomas. Não são indicadas as viagens de avião para recém-nascidos com menos de um mês, mulheres grávidas nas últimas 4 semanas de gestação e no puerpério, pessoas com doença cardíaca descompensada, pessoas com doenças infecciosas, pessoas com doenças que entopem a trompa de Eustáquio (sinusite, resfriado e outras infecções de vias aéreas superiores), pessoas com doença da descompressão após mergulho, pessoas com aumento da pressão intracraniana, por hemorragia, traumatismo ou infecção; portadores de anemia falciforme (a tensão de oxigênio diminuída durante o voo pode desencadear uma crise de falcização), cirurgia recente, com eventual presença de ar ou gás dentro da cavidade abdominal, do crânio ou cirurgias oculares, doenças pulmonares graves ou descompensadas (doença pulmonar obstrutiva crônica grave, por exemplo). FONTE: http://viagem.hsw.uol.com.br/problemas-de-saude-viagens-longas.htm

QUAL É O LUGAR MAIS PERIGOSO DA TERRA?

O lugar mais perigoso da Terra. Parece o título de um filme de aventura. E ele traz à tona todos os tipos de imagens - guerra, terremotos, plantas selvagens venenosas, animais assassinos, doenças, terroristas e crimes violentos a cada esquina. Claro que o perigo está à espreita em qualquer lugar. Mas alguns lugares são definitivamente mais perigosos que outros. Como nós sabemos que lugar é o mais perigoso? Estatísticos e especialistas consideram muitos fatores quando nomeiam um lugar entre os mais perigosos do mundo. Esses fatores incluem segurança, guerra, terrorismo, crime violento, atividade insurgente, doença, problemas humanitários e agitação civil. Como você pode ver, os lugares mais perigosos do mundo são geralmente perigosos devido à atividade humana. Embora fatores como animais perigosos e clima hostil também sejam considerações, eles não são realmente levados em conta quando pesquisadores compilam dados desse assunto. Um lugar como a Antártica, por exemplo, é extremamente perigoso - seu ambiente de frio congelante não suporta a vida naturalmente. Contudo, pessoas podem e vivem na Antártica por períodos temporários porque estações de pesquisa foram construídas para protegê-las de elementos e fornecem alimento. A Antártica também é uma zona livre de guerra, por isso não há preocupação com agitações civis ou violência. As estatísticas mais recentes e confiáveis sobre os países mais perigosos do mundo vêm de um relatório chamado Global Peace Index. Esse relatório é feito anualmente e classifica países em ordem ascendente, do mais pacífico ao menos pacífico (ou mais perigoso). De acordo com o relatório, há 23 indicadores para definir a paz ou a ausência de paz em um país. Esses indicadores incluem: - Número de conflitos internos e externos lutados; - Número de mortes em conflitos organizados; - Relações com os países vizinhos; - Número de pessoas deslocadas em guerra enquanto percentual da população; - Instabilidade política; - Nível de desrespeito aos direitos humanos; - Potencial para atos terroristas; - Nível de crimes violentos; - Capacidade/Sofisticação das forças armadas. Um painel de especialistas revê e discute esses e outros fatores com o objetivo de compilar uma lista final. Eles também levam em conta dados demográficos, como educação, cultura e bem-estar material. O Global Peace Index classifica 144 países. O Brasil ocupa a 85ª posição no ranking, com uma pontuação de 2.022. Os países que se classificam nas últimas posições do Global Peace Index (GPI, ou Índice Global da Paz) são os menos pacíficos - incluem Sudão, Israel, Somália, Afeganistão e República do Congo. Vamos ver o que exatamente faz desses países tão perigosos. Localizado no nordeste da África, o Sudão está no centro de uma crise humanitária e de disputas internas. A maioria dos conflitos ocorre em Darfur, onde há pouca segurança e proteção. Por causa da violência, o acesso à água e à eletricidade é esporádico. Esse conflito deslocou aproximadamente 2,7 milhões de pessoas e contribuiu para mais de 30 mil mortes - muitas das mortes declaradas são resultado de genocídio [fonte: Radia]. O departamento de Estados dos EUA alerta aos viajantes americanos a evitar qualquer viagem ao Sudão devido às condições incertas de segurança e à possibilidade de violência e assédio a ocidentais.
Vista panorâmica da velha Jerusalém, em Israel, um dos lugares mais perigosos do mundo. Em Israel, violência e homicídios são relativamente baixas dentro da população geral, mas o risco de atos terroristas é alto. Turistas americanos são orientados a evitar a Faixa de Gaza completamente e a permanecer atentos às medidas de segurança quando viajarem para qualquer lugar de Israel. A Somália, na costa oeste da África, viu seu governo colapsar em 1991. Desde então, o país vem sendo atormentado pela violência e pela instabilidade. Conflitos internos deslocaram 8,5 milhões de pessoas, Mais de 100 ataques piratas e ocorreram na costa em 2008, continuando em 2009. Ataques terroristas e sequestros são comuns. O Afeganistão está em conflito nos últimos 20 anos. Mais recentemente, insurgência apoiada pelo Talibã contribuiu ainda mais para a violência e ataques terroristas dentro do país. Níveis de crimes violentos e demonstrações violentas estão também subindo, e as relações com os países vizinhos permanecem tensas. A pontuação do Afeganistão em "respeito aos direitos humanos" é a mais baixa do GPI. Viajantes devem evitar qualquer viagem ao Afeganistão devido ao alto risco de sequestro, assassinato e ataques terroristas.
Com as piores pontuações em segurança e proteção na sociedade, nível de confiança em outros cidadãos, taxa de homicídio, nível de crimes violentos e potencial para atos terroristas, o Iraque é, pelos padrões do Índice Global da Paz, o país mais perigoso do mundo. O GPI usa uma escala ponderada com notas de 1 a 5 para medir o nível de paz de um país. O Iraque figura com a pontuação mais alta dos 144 países pesquisados, com uma média de 3.341. O Iraque sempre foi assim tão perigoso? Vamos dar uma olhada rápida em sua história. O MENOS PERIGOSO
Se o Iraque é o lugar mais perigoso do mundo, a Nova Zelândia é o menos. O país, que mantém relações diplomáticas com seus vizinhos e ostenta a mais alta taxa de estabilidade política, ocupa a posição nº 1 do ranking do Global Peace Index, com 1.202 pontos. As taxas de homicídio e de violações aos direitos humanos são baixíssimas. Para o turismo, a Nova Zelândia é um dos destinos mais diversificados. Ilha de clima temperado localizada no Pacífico Sul, possui atrações que combinam paisagens urbanas com praias, montanhas e alpes. Turistas podem fazer passeios tranquilos de bicicleta ou a pé ou se aventurar em qualquer um dos esportes radicais que as agências especializadas oferecem. A línguas oficiais do país são o inglês, o maori e a linguagem de sinais. FONTE:http://viagem.hsw.uol.com.br/lugar-mais-perigoso-da-terra.htm

O QUE ACONTECE QUANDO MULHERES GRÁVIDAS FUMAM?

A esta altura, a maioria das pessoas concorda que fumar não é bom para ninguém. É muito fácil elaborar uma lista de todos os problemas de saúde que podem afetar as pessoas que fumam: - problemas nos seios da face; - dificuldade respiratória e, eventualmente, enfisema; - câncer; - aumento no risco de infarto e acidente vascular cerebral. A maioria dos danos causados pelo cigarro não aparece por anos ou décadas, sendo difícil convencer os fumantes a desistirem de seu hábito. De qualquer forma, quando uma mulher grávida fuma, a nicotina e outros componentes encontrados no tabaco trazem ameaças imediatas e de longo prazo para a saúde da criança em desenvolvimento. Os perigos incluem: - aumento do risco de aborto espontâneo; - aumento do risco de Síndrome da Morte Súbita Infantil(SMSI); - nascimento prematuro; - baixo peso no nascimento; - problemas comportamentais (como hiperatividade); - déficit nas áreas cognitivas relacionadas à expressão verbal e à matemática. Ironicamente, o tabagismo, em primeiro lugar, reduz a chance de uma mulher engravidar. Como o tabagismo pode acarretar tantos problemas? O TEMPO DE EXPOSIÇÃO Algumas incríveis mudanças acontecem durante os nove meses de gravidez. Uma única célula recém-fertilizada se transforma em um organismo auto-consciente, complexo e especializado. As células não têm que se multiplicar somente em número. Elas também mudam sua aparência e na maneira como trabalham para formar todos os diferentes tecidos e órgãos que compõem o corpo humano. O processo total é extremamente regrado. As mudanças devem acontecer na hora certa e no lugar certo. Em algumas áreas do cérebro em desenvolvimento, a exposição à nicotina perturba essa progressão ordenada. Como pode a nicotina de alguns poucos cigarros ter um efeito tão profundo? A resposta permanece em aberto. Durante o desenvolvimento do cérebro, cada neurotransmissor, agindo através de seu próprio receptor, pode dizer a um neurônio para iniciar ou parar a divisão, para diferenciar, para formar conexões com outras células e até para morrer. A forma como o neurônio interpreta o estímulo dado pelo neurotransmissor depende do contexto em que isso acontece. Um sinal na hora errada pode prejudicar regiões inteiras do cérebro. Como a nicotina se liga a receptores colinérgicos, ela pode estimulá-los exatamente como a acetilcolina. Mas diferentemente da acetilcolina, a nicotina não é regulada internamente. Os neurônios a encontram toda vez que a mãe fuma outro cigarro. Dependendo do momento do estágio do desenvolvimento do cérebro que a exposição ocorre, a nicotina pode reduzir o número de neurônios em uma região do cérebro ou muda a maneira como os neurônios sinalizam. Nenhuma dessas opções é particularmente atraente quando você pensa a respeito delas. COMO FUNCIONA A GRAVIDEZ Uma criança em desenvolvimento é também totalmente dependente do corpo de sua mãe para: - fornecer nutrientes; - fornecer oxigênio; - remover substâncias nocivas como o dióxido de carbono(CO2. Por causa dessa relação, as mudanças na forma como funciona o corpo da mãe tem conseqüências para o feto. Se você leu Como funciona a nicotina, você sabe que só a nicotina dos cigarros altera a pressão arterial do fumante, a freqüência cardíaca e até seu metabolismo. Os outros componentes do cigarro, como o monóxido de carbono (CO), podem também mudar ou interromper processos psicológicos básicos. O CO é um gás sem odor e sem cor produzido pela queima de componentes que contêm carbono. O combustível em um motor de carro, por exemplo, produz muito monóxido de carbono. O CO desloca o oxigênio da molécula que normalmente o transporta pela corrente sanguínea até seus órgãos e tecidos. Altos níveis de CO podem ser fatais. Você simplesmente não fornece oxigênio suficiente para manter os processos celulares no corpo (é por isso que você não deve ficar sentado em um carro fechado por muito tempo). Quando uma mulher grávida fuma, a quantidade de CO que ela inala significa que menos oxigênio será levado a seus tecidos e a seu feto. O incrível número de produtos químicos na fumaça do tabaco. Existem mais de 4 mil componentes no seu cigarro. Alguns deles existem naturalmente na planta do tabaco, enquanto outros são acrescentados durante o processo de fabricação para adicionar sabor ou como conservantes. Há também uma enorme quantidade de substâncias químicas criadas pela combustão depois que você acende um cigarro. Muitas substâncias químicas, inclusive a nicotina, podem se mover rapidamente da corrente sanguínea da mãe até o feto (é por isso que os médicos são tão cautelosos com os medicamentos que as mulheres tomam quando estão esperando um bebê). Saiba a seguir o que uma mulher grávida que fuma e seu bebê inalam. Nicotina:­ com a mãe fumando, a criança será exposta a quase o mesmo nível de nicotina. Isso significa que, uma vez que o bebê tenha nascido e não esteja mais recebendo nicotina via sangue, os sintomas da abstinência da nicotina irão se manifestar. Cianureto: os mais velhos lembrarão do pânico que aconteceu depois que alguém trouxe de volta o Tylenol com cianureto nos anos 80. O cianureto impede que as células usem oxigênio para vários processos metabólicos e é um dos venenos mais mortíferos do mundo. Cádmio: encontrado em baterias recarregáveis, esse metal pesado danifica os rins. Sem a filtragem e a excreção adequadas pelos rins, as substâncias nocivas de diferentes processos celulares aumentam no sangue. Arsênico: outro metal pesado que interfere na conversão de alimento (glicose) em combustível (ATP) dentro das células. Formaldeído: junta as proteínas em uma formação rígida (para maiores informações sobre o formaldeído, leia O aspartame me deixará cego? Com exceção da nicotina, as outras substâncias não estão presentes em quantidade suficiente no cigarro para causar danos graves à fumante nem ao bebê. É mais provável que todos esses componentes combinados tenham o efeito de reduzir o conjunto de nutrientes e outros recursos que o feto precisa para crescer. Essa pode ser uma razão pela qual os bebês nascidos de fumantes são menores que a média. fonte:http://saude.hsw.uol.com.br/gravidez-e-cigarro1.htm

POR QUE O MONÓXIDO DE CARBONO (CO) É VENENOSO?

Todo veneno tem uma característica específica que o torna venenoso. No caso do monóxido de carbono, a característica tem a ver com a hemoglobina no sangue. A hemoglobina é formada por proteínas complexas que se unem aos átomos de ferro. A estrutura da proteína e do seu átomo de ferro faz com que o oxigênio se una ao átomo de ferro de maneira bastante superficial. Quando o sangue passa pelos pulmões, os átomos de ferro na hemoglobina se unem a átomos de oxigênio. Quando o sangue flui por áreas do corpo com pouco oxigênio, os átomos de ferro liberam o oxigênio deles. A diferença na pressão do oxigênio nos pulmões e nas partes do corpo que precisam de oxigênio é muito pequena. A hemoglobina é bastante sintonizada para absorver e liberar oxigênio apenas nas horas certas. O monóxido de carbono, pelo contrário, se une com bastante força ao ferro na hemoglobina. Quando o monóxido de carbono se prende, é bem difícil de soltar. Então, se você inala monóxido de carbono, ele gruda em sua hemoglobina e ocupa todas as áreas de ligação de oxigênio. Com o tempo, seu sangue perde toda a capacidade de transportar oxigênio e você sufoca. Como o monóxido de carbono se une com muita força à hemoglobina, você pode ser envenenado por monóxido de carbono - até mesmo em concentrações bem baixas - se estiver exposto por um longo período. Concentrações baixas de 20 ou 30 partes por milhão (PPM) podem ser prejudiciais se você ficar exposto por várias horas. Uma exposição a 2 mil PPM por uma hora resultará em perda de consciência. Muitas coisas comuns produzem monóxido de carbono, inclusive carros, equipamentos a gás, fornos a lenha e cigarros. FONTE:http://ciencia.hsw.uol.com.br/questao190.htm

VC SABE QUAL É A PORCENTAGEM DA POLUIÇÃO DO AR É DEVIDA AOS CARROS?

Os motores dos veículos emitem uma série de poluentes. Talvez o mais prejudicial seja a combinação de material orgânico e substâncias inorgânicas. Poeira, terra, ácidos, metais e químicos orgânicos são alguns dos componentes dessas partículas que ficam suspensas. A maioria dessas coisas é realmente pequena, e quanto menor a partícula, mais prejudicial ela é; partículas cujos diâmetros são menores do que 10 micrômetros são capazes de entrar nos pulmões. Uma vez nos pulmões, essas partículas em suspensão também podem causar sérios problemas para o coração. O dióxido de nitrogênio, produzido quando o combustível é queimado em altas temperaturas, também pode trazer problemas – em altas concentrações ele pode danificar seus pulmões e causar dores no peito. Compostos orgânicos voláteis (mais conhecidos como COVs) também são encontrados na poluição do ar, e eles são tão perigosos como o nome sugere. Ao contrário das partículas em suspensão e alguns outros poluentes conhecidos, os COVs não têm gosto, cheiro ou cor. Eles são conhecidos como “voláteis” porque evaporam facilmente em temperatura ambiente. Alguns COVs como o benzeno são cancerígenos conhecidos. Embora esses compostos sejam produzidos principalmente através de meios industriais, os veículos os liberam quando queimam o combustível. E há liberação de compostos orgânicos voláteis até mesmo no interior dos veículos. Mas quanta poluição os carros produzem? A resposta é mais complicada do que você possa imaginar. Para começo de conversa, a poluição do ar não é igual ao redor do mundo ou até mesmo ao redor do país. Áreas densas em populações – ou, mais especificamente, áreas onde são queimadas grandes quantidades de combustíveis fósseis – têm níveis mais altos de poluição do ar do que áreas pouco ocupadas. Cidades populosas como Los Angeles, Cidade do México, Pequim e São Paulo são famosas por terem o ar poluído. As condições do tempo também impactam a qualidade do ar, resultando em flutuações diárias na respirabilidade do ar. Dessa forma, os níveis de poluição não variam apenas de uma área geográfica à outra, mas também variam de um dia para outro. Os motores dos veículos emitem uma série de poluentes. Talvez o mais prejudicial seja a combinação de material orgânico e substâncias inorgânicas. Poeira, terra, ácidos, metais e químicos orgânicos são alguns dos componentes dessas partículas que ficam suspensas. A maioria dessas coisas é realmente pequena, e quanto menor a partícula, mais prejudicial ela é; partículas cujos diâmetros são menores do que 10 micrômetros são capazes de entrar nos pulmões. Uma vez nos pulmões, essas partículas em suspensão também podem causar sérios problemas para o coração. O dióxido de nitrogênio, produzido quando o combustível é queimado em altas temperaturas, também pode trazer problemas – em altas concentrações ele pode danificar seus pulmões e causar dores no peito. Compostos orgânicos voláteis (mais conhecidos como COVs) também são encontrados na poluição do ar, e eles são tão perigosos como o nome sugere. Ao contrário das partículas em suspensão e alguns outros poluentes conhecidos, os COVs não têm gosto, cheiro ou cor. Eles são conhecidos como “voláteis” porque evaporam facilmente em temperatura ambiente. Alguns COVs como o benzeno são cancerígenos conhecidos. Embora esses compostos sejam produzidos principalmente através de meios industriais, os veículos os liberam quando queimam o combustível. E há liberação de compostos orgânicos voláteis até mesmo no interior dos veículos. Mas quanta poluição os carros produzem? A resposta é mais complicada do que você possa imaginar. Para começo de conversa, a poluição do ar não é igual ao redor do mundo ou até mesmo ao redor do país. Áreas densas em populações – ou, mais especificamente, áreas onde são queimadas grandes quantidades de combustíveis fósseis – têm níveis mais altos de poluição do ar do que áreas pouco ocupadas. Cidades populosas como Los Angeles, Cidade do México, Pequim e São Paulo são famosas por terem o ar poluído. As condições do tempo também impactam a qualidade do ar, resultando em flutuações diárias na respirabilidade do ar. Dessa forma, os níveis de poluição não variam apenas de uma área geográfica à outra, mas também variam de um dia para outro. E ainda com todas essas variáveis, os cientistas ainda podem nos dar uma porcentagem aproximada da poluição do ar produzida pelos carros nos Estados Unidos. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental, os motores dos veículos produzem cerca de metade dos poluentes como os compostos orgânicos voláteis, óxido de nitrogênio e partículas em suspensão. 75% das emissões de monóxido de carbono vêm dos automóveis. Em áreas urbanas, as emissões nocivas dos automóveis são responsáveis por algo entre 50 e 90% da poluição do ar. Isso quer dizer então, que grande parte da poluição do ar vem de nossos veículos. Porque muitas pessoas relutam em abandonar seus carros ou reduzir o número de horas que passam nas ruas, a indústria automotiva tem feito mudanças importantes ao longo dos anos para ajudar a reduzir essa emissão nociva produzida pelos veículos. Os catalisadores foram desenvolvidos na década de 1970 como uma forma de converter poluentes em emissões não tão prejudiciais. Mais recentemente, os carros híbridos e elétricos estão se tornando cada vez mais populares entre aqueles que se preocupam com o meio ambiente. Mas, mesmo com esses avanços, a poluição do ar continua a ser uma grande preocupação. Enquanto o debate sobre combustíveis fósseis e meio ambiente continuar, os motores dos veículos continuarão a representar o maior desafio no caminho para a limpeza do ar. FONTE: http://ambiente.hsw.uol.com.br/poluicao-ar-carros.htm

COMO FUNCIONAM OS ANTIDEPRESSIVOS

Os antidepressivos são a primeira linha no tratamento contra a depressão. As vendas anuais de antidepressivos são de aproximadamente 50 bilhões de dólares, tornando essa classe de medic­amentos uma das mais prescritas atualmente. Muitas empresas farmacêuticas se dedicam ao marketing de antidepressivos direto ao consumidor por meio da televisão e de meios impressos. Assim, os pacientes têm uma grande influência nos padrões de prescrição de profissionais da saúde quando se trata de desse tipo de medicamento. Os antidepressivos são prescritos com freqüência, mas, afinal, o que são exatamente antidepressivos? Como eles funcionam? São eficazes? A depressão ou transtorno depressivo maior - TDM, também chamado de depressão unipolar ou depressão clínica - ocorre em cerca de 15 milhões de americanos por ano. Pode ocorrer em qualquer idade (incluindo crianças menores de 5 anos), mas afeta com mais freqüência pessoas entre 25 a 44 anos. O TDM atinge aproximadamente 20% das mulheres e 10% dos homens [fonte: HealthyPlace.com ]. O TDM leva à perda de produtividade no trabalho e na escola. E o mais importante, é a principal causa de suicídio. O TDM, diferente dos curtos períodos de "melancolia", é uma mudança persistente de humor que pode interferir na família, nos relacionamentos e na auto-estima. Episódios recorrentes podem durar dias, meses ou anos. O TDM possui sintomas físicos e mentais, que incluem: - humor depressivo (tristeza); - perda de interesse ou prazer; - interrupção do sono; - cansaço; - sentimentos de inutilidade, desânimo, desesperança e desamparo; - mudanças de apetite, perda ou ganho de peso; - perda do interesse sexual; - incapacidade de pensar, concentrar-se ou tomar decisões. Para se ter um diagnóstico clínico do TDM, esses sintomas devem ocorrer com freqüência por um período mínimo de duas semanas. Esses sintomas também podem ser resultado de outras doenças como hipertensão, diabetes, doença cardíaca e epilepsia. Então, é possível que o episódio depressivo seja um sintoma secundário de outra doença. Como não existe teste laboratorial para a depressão, os médicos podem realizar vários testes para descartar essas outras possíveis doenças. Se todas elas forem excluídas, permanece o TDM. CAUSAS DA DEPRESSÃO Afinal, o que causa o TDM? A causa exata é desconhecida, mas uma pesquisa feita deu ênfase ao equilíbrio de certas substâncias químicas chamadas neurotransmissores, especialmente a serotonina, a norepinefrina (também chamada de noradrenalina) e a dopamina. Esses neurotransmissores, particularmente a serotonina, são predominantes nas áreas do cérebro (sistema límbico, tronco cerebral) que controlam o humor e as emoções.
Observação: Muitas drogas que causam dependência como cocaína, metanfetaminas, LSD, heroína e maconha afetam as mesmas vias e neurotransmissores que o TDM.
A pesquisa indica que os pacientes com TDM não possuem serotonina nem norepinefrina suficiente nessas áreas do cérebro ou têm um desequilíbrio entre os dois tipos de neurotransmissores. Os antidepressivos foram desenvolvidos para aumentar os níveis desses neurotransmissores no sistema límbico. Assim, para compreender como funcionam os antidepressivos, devemos observar o processo da neurotransmissão. O cérebro e o sistema nervoso são feitos de células nervosas, ou neurônios. Assim como os fios no sistema elétrico de sua casa, as células nervosas se conectam em circuitos chamados vias neurais. Ao contrário dos fios na sua casa, as células nervosas não se tocam, mas ficam próximas em sinapses. Na sinapse, as duas células nervosas são separadas por um vão minúsculo, ou fenda sináptica. O neurônio que envia é chamado de célula pré-sináptica, enquanto o que recebe é chamado de célula pós-sináptica. As células nervosas enviam mensagens químicas chamadas de neurotransmissores em uma única direção pela sinapse, da célula pré-sináptica à célula pós-sináptica.
COMUNICAÇÃO NERVOSA
A célula pré-sináptica (célula que envia) fabrica a serotonina (5-hidroxitriptamina, 5HT) a partir do aminoácido triptofano e a embala em vesículas nos seus terminais. Um sinal nervoso eletroquímico passa pela célula pré-sináptica até seus terminais. O sinal nervoso estimula as vesículas que contêm a serotonina para fundir com a membrana celular e lançar a serotonina na fenda sináptica. A serotonina passa através da fenda sináptica, liga-se a proteínas especiais chamadas de receptores na membrana da célula pós-sináptica (célula que recebe) e forma um novo sinal eletroquímico nessa célula (o sinal pode estimular ou inibir a célula pós-sináptica). A serotonina se encaixa em seu receptor assim como uma fechadura e uma chave. As moléculas de serotonina restantes na fenda e as liberadas pelos receptores após o uso são destruídas pelas enzimas monoamino-oxidase e catecol-o-metiltransferase na fenda. Algumas são absorvidas por transportadores específicos na célula pré-sináptica (recaptação). Na célula pré-sináptica, as moléculas de serotonina absorvidas são destruídas pela MAO e pela COMT. Isso permite que o sinal nervoso se torne "desligado". Ocorre um processo semelhante para a norepinefrina, que também está envolvida na gênese dos transtornos do humor, das emoções e do TDM. A serotonina, a norepinefrina e a dopamina são quimicamente semelhantes e pertencem a uma classe de neurotransmissores chamados de neurotransmissores da monoamina. Como são substâncias químicas estruturalmente semelhantes, elas são reconhecidas pelas enzimas MAO e COMT. Todos os medicamentos antidepressivos são disponibilizados somente sob prescrição médica. Somente profissionais de saúde, como médicos e psiquiatras podem prescrever antidepressivos. Agora, vamos ver como funcionam os antidepressivos. Os antidepressivos foram desenvolvidos para bloquear vários aspectos do processo de transmissão sináptica nos neurônios que contêm serotonina, norepinefrina e dopamina no cérebro e, por isso, aumentam os níveis desses neurotransmissores. Com o aumento dos níveis dos neurotransmissores, o humor e as emoções devem se estabilizar e, talvez, voltar ao normal. Entretanto, como alguns desses neurotransmissores (como a norepinefrina) estão contidos nas vias neurais, em outras partes do cérebro e do sistema nervoso, alguns antidepressivos podem ter efeitos colaterais como mudança na pressão arterial e na produção de saliva. Além disso, como as vias envolvidas no TDM estão na parte inferior do cérebro e no tronco cerebral, os antidepressivos podem interferir em outras funções, como apetite, sono e função sexual. Os antidepressivos são classificados de acordo com os neurotransmissores que afetam e a forma como afetam. Vamos analisar os diferentes tipos de antidepressivos: 1. INIBIDORES SELETIVOS DE RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA (ISRS): Os ISRSs, antidepressivos prescritos com mais freqüência, foram introduzidos em meados da década de 80. Os ISRSs bloqueiam o transporte da serotonina de volta à célula pré-sináptica. Essa ação aumenta a concentração de serotonina na fenda sináptica, elevando o estímulo das células pós-sinápticas. Os ISRSs incluem os seguintes medicamentos: - fluoxetina (ProzacTM); - paroxetina (PaxilTM); - sertralina (ZoloftTM); - fluvoxamina (LuvoxTM); - citalopram (CelexaTM); - escitalopram (LexaproTM). Os diversos ISRSs são igualmente eficazes e tolerados pelos pacientes. Entretanto, ninguém reage da mesma forma, por isso, alguns pacientes podem sofrer mais efeitos colaterais com um tipo de ISRS do que com outro. A maioria dos antidepressivos é administrada mais de uma vez por dia. Mas a forma ativa da fluoxetina no corpo possui meia-vida longa (permanece por mais tempo) e, por esse motivo, os pacientes podem tomá-la uma vez por dia - minimizando a risco de esquecer uma dose. Em doses altas, a paroxetina e a sertralina interferirão na neurotransmissão da dopamina e da serotonina. Para diminuir os efeitos colaterais que podem fazer com que o paciente interrompa o uso do medicamento, os médicos geralmente iniciam os ISRSs com doses baixas e, lentamente, aumentam até a dose desejada. Os efeitos colaterais incluem náusea, tontura, vertigem, vômito, insônia, anorexia (em inglês), ansiedade e disfunção sexual. 2. ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS E INIBIDORES SELETIVOS DE RECAPTAÇÃO DE NORAEPINEFRINA: Os antidepressivos tricíclicos foram introduzidos no final da década de 50 e início da de 60. Como os ISRSs, esses compostos bloqueiam a recaptação da norepinefrina pela célula pré-sináptica, aumentando, assim, sua concentração na fenda sináptica. Os antidepressivos tricíclicos incluem: - nortriptilina (PamelorTM); - maprotilina (LudiomilTM); - desipramina (NorpramineTM); - amitriptilina (ElavilTM); - clomipramina (AnafranilTM); - imipramina (TofranilTM). Os antidepressivos tricíclicos afetam os batimentos cardíacos e a pressão arterial, pois a norepinefrina também é um neurotransmissor utilizado pelo sistema nervoso autônomo que controla a pressão arterial e a freqüência cardíaca. Seus efeitos colaterais incluem hipotensão postural (pressão sangüínea abaixo do normal), taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), boca seca, retenção urinária e visão turva. Os antidepressivos tricíclicos não são usados com freqüência por apresentarem muitos efeitos colaterais. Entretanto, para os pacientes que não toleram os ISRSs ou outros antidepressivos, os tricíclicos são eficazes. Os médicos devem observar o paciente de perto para monitorar o aparecimento de efeitos colaterais graves. Os antidepressivos tricíclicos são inibidores não-seletivos da recaptação de norepinefrina, pois suas estruturas químicas se assemelham à norepinefrina. A reboxetina (EdronaxTM­) é um inibidor de recaptação mais específico, pois se fixa melhor no transportador da recaptação, mas não existe nos Estados Unidos. 3. INIBIDORES DE RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA E NOREPINEFRINA (IRSN): Esses medicamentos foram introduzidos em meados da década de 90 e bloqueiam a recaptação da serotonina e da norepinefrina ligando-se aos transportadores desses neurotransmissores na célula pré-sináptica. Os IRSNs incluem: - bupropiona (WellbutrinTM) - bloqueia a recaptação da dopamina e da norepinefrina; - duloxetina (CymbaltaTM); - venlafaxina (EffexorTM). Os efeitos colaterais desses medicamentos são semelhantes aos dos ISRSs, porém mais fracos. A bupropiona e a duloxetina, em particular, têm efeitos colaterais mínimos nas áreas de disfunção sexual e em relação a aumento de peso.
4.INIBIDORES DA MONOAMINO-OXIDASE(IMAO): Uma enzima chamada de monoamino-oxidase pode degradar a serotonina e a norepinefrina na fenda sináptica e na célula pré-sináptica. Os IMAOs bloqueiam essa degradação, aumentando a concentração dos neurotransmissores. As IMAOs incluem: - fenelzina (NardilTM); - tranilcipromina (ParnateTM); - selegilina (EldeprylTM); - isocarboxazid (MarplanTM); - moclobemida (ManerixTM). Em virtude de esses medicamentos poderem interferir na norepinefrina, podem apresentar efeitos colaterais cardiovasculares. Mais freqüentemente, os pacientes devem limitar o consumo de alimentos que contêm tiramina, pois os medicamentos interagem com a tiramina para causar a crise hipertensiva (em inglês). A tiramina pode ser encontrada em alimentos como molho de soja, chucrute, fígado de galinha e de boi, queijo envelhecido, lingüiça, carne e peixe defumados, iogurte, uva-passa, figo e creme de leite. Os pacientes também devem evitar o consumo de álcool enquanto estiverem tomando esses antidepressivos. Devido a essas interações, os médicos não prescrevem essa classe de antidepressivos com tanta freqüência como outras. 5. INIBIDORES DE RECAPTURA/ANTAGONISTAS DA SEROTONINA-2(IRAS): Alguns desses compostos foram introduzidos em meados da década de 80, e outros ainda mais recentemente. Os IRAS bloqueiam os efeitos negativos na secreção da norepinefrina e da serotonina pela célula pré-sináptica. Essa ação aumenta as concentrações desses neurotransmissores na fenda sináptica. Eles também bloqueiam alguns receptores de serotonina na célula pós-sináptica, o que melhora a neurotransmissão da serotonina. Esses compostos incluem: - mirtazipina (RemeronTM); - trazodona (DesyrelTM); - nefazodona (SerzoneTM); - mianserina (BolvidionTM.) Os efeitos colaterais mais comuns são sonolência, boca seca, aumento de apetite e de peso. Lembre-se de que os antidepressivos disponíveis têm praticamente a mesma eficácia no tratamento do TDM. Então, as escolhas são feitas com base na idade do paciente, histórico familiar, tolerância ao medicamento, efeitos colaterais e respostas anteriores a antidepressivos. CONTROLE DO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO Não há cura para o TDM , por isso, os médicos devem cuidar de seus pacientes com o objetivo de diminuir os sintomas, melhorar a qualidade de vida e minimizar quaisquer riscos de suicídio. O ideal é que o tratamento seja uma combinação de psicoterapia, medicamentos e conhecimento sobre o histórico do paciente. O tratamento do TDM foi dividido em 3 fases: aguda, continuação e manutenção [fonte: Mann]. FASE AGUDA Aqui, o objetivo é levar o paciente à remissão (estado com sintomas mínimos). Isso geralmente implica em terapia com antidepressivos. Normalmente, os ISRSs são os escolhidos, especialmente para crianças e pacientes de idade, pois podem ser utilizados em dosagens mais baixas e apresentam menos efeitos colaterais. Leva aproximadamente de quatro a seis semanas para qualquer antidepressivo fazer efeito. O médico e o paciente começam classificando a gravidade dos sintomas não tratados para estabelecer uma linha de base. Durante as primeiras quatro a seis semanas usando antidepressivos, os pacientes podem se submeter à psicoterapia e ao monitoramento de efeitos colaterais. O médico reavalia a gravidade dos sintomas e os compara à linha de base. Se, após oito semanas, a diminuição da gravidade for inferior a 25%, considera-se que esse antidepressivo não oferece melhora. Os médicos podem preferir mudar a dosagem ou a classe do medicamento, complementar o medicamento ou combinar classes de antidepressivos. Se houver sucesso, a fase aguda do tratamento pode durar de seis a dez semanas.
COMPLEMENTANDO OS ANTIDEPRESSIVOS Às vezes, os pacientes com TDM apresentam outros sintomas (mudanças de humor, delírios, alucinações), em parte, devido aos efeitos colaterais do antidepressivo ou de outros tipos de depressão (como transtorno bipolar - períodos de felicidade intercalados com períodos de forte depressão). Então, os médicos podem acrescentar outros medicamentos à terapia com antidepressivos. Estabilizadores de humor: lítio, lamotrigina (LamictalTM), ácido valpróico (DepakeneTM, DepakoteTM) Agentes antipsicóticos: clorpromazina (ThorazineTM) ou haloperidol (HaldolTM).
FASE DE CONTINUAÇÃO Após o início da remissão, os médicos tentam eliminar os sintomas restantes, fazer o paciente voltar a seu nível normal de atividade antes do episódio do TDM, além de evitar a recorrência desses episódios. Durante esse período, são mantidos os níveis de terapia com antidepressivo e psicoterapia para se chegar à remissão. Se após seis meses não houver reincidência, o medicamento poderá ser suspenso gradualmente durante algumas semanas. A fase de continuação do tratamento pode durar de seis a doze meses. FASE DE MANUTENÇÃO Essa fase é a mais importante para os pacientes com episódios anuais de depressão. Nesse período, os pacientes devem ser monitorados regularmente. Às vezes, a terapia com antidepressivo precisa ser reiniciada. A psicoterapia e o conhecimento do paciente são especialmente importantes. A fase de manutenção pode durar de um a três anos. GRUPOS ESPECIAIS E TERAPIA PARA DEPRESSÃO Ao optar pela terapia, alguns pacientes clinicamente deprimidos exigem considerações especiais: - transtorno bipolar: esses pacientes sofrem mudanças extremas de humor (períodos de felicidade excessiva seguidos de episódios de forte depressão). Normalmente, os antidepressivos são complementados com estabilizadores de humor. - crianças/adolescentes: a fluoxetina do ISRS é o único antidepressivo eficaz (e aprovado) para essa faixa etária. Existem relatórios que afirmam que crianças que usam antidepressivos têm mais chance de cometerem suicídio do que as que não utilizam esses medicamentos; embora alguns dados sugiram que isso possa ser verdade, não há provas conclusivas. Os médicos precisam pesar os riscos da terapia com antidepressivos e da depressão não tratada. Mais freqüentemente, o tratamento se associa a um menor risco de suicídio. - gestantes/mulheres pós-parto: a depressão pode ser um sintoma comum durante a gravidez e o pós-parto e geralmente, desaparece sozinha, mas, às vezes, a depressão grave deve ser tratada (em cerca de 10% das gestantes/mulheres pós-parto). Os antidepressivos podem passar para o feto e também para o recém-nascido através do leite materno. Os efeitos dos antidepressivos no feto em desenvolvimento e nos recém-nascidos não são muito conhecidos. Por esse motivo, os médicos devem considerar com cuidado os riscos e os benefícios do tratamento. O tratamento para a depressão não é um processo a curto prazo, mas um projeto a longo prazo com metas específicas de remissão e manutenção. Várias abordagens de medicamentos, psicoterapia e conhecimento do paciente são mais eficazes no tratamento do TDM. Uma consulta com um médico e/ou psiquiatra pode indicar as melhores opções de tratamento. FONTE: http://saude.hsw.uol.com.br/antidepressivos.htm

COMO FUNCIONA O CÉREBRO

O cérebro realiza várias tarefas incríveis: - controla a temperatura corpórea, a pressão arterial, a freqüência cardíaca e a respiração; - aceita milhares de informações vindas dos nossos vários sentidos (visão, audição, olfato); - controla nossos movimentos físicos ao andarmos, falarmos, ficarmos em pé ou sentarmos nos deixa pensar, sonhar, raciocinar e sentir emoções. Todas essas tarefas são coordenadas, controladas e reguladas por um órgão que tem mais ou menos o tamanho de uma pequena couve-flor: o CÉREBRO. Nosso cérebro, medula espinhal e nervos periféricos compõem um sistema de controle e processamento integrado de informações. O estudo científico do cérebro e do sistema nervoso é chamado de neurociência ou neurobiologia. Como o campo da neurociência é tão vasto e o cérebro e o sistema nervoso, tão complexos, este artigo vai começar dando uma visão geral sobre esse órgão. Vamos examinar aqui as estruturas do cérebro e o que cada uma delas faz. Após essa explicação geral sobre o cérebro, você vai poder entender conceitos como controle motor, processamento visual, processamento auditivo, sensações, aprendizagem, memória e emoções. ESTRUTURA DOS NEURÔNIOS Nosso cérebro é composto por aproximadamente 100 bilhões de células nervosas, chamadas de neurônios. Os neurônios têm a incrível habilidade de juntar e transmitir sinais eletroquímicos, como se fossem entradas, saídas e fios de um computador. Os neurônios compartilham as mesmas características e têm as mesmas partes que as outras células, mas o aspecto eletroquímico os deixa transmitir sinais por longas distâncias e passar mensagens de um para o outro. Os neurônios possuem três partes básicas: corpo celular, axônio e dendritos. CORPO CELULAR: essa parte principal contém todos os componentes necessários da célula, como o núcleo (que contém DNA), retículo endoplasmático e ribossomos (para construir proteínas) e mitocôndria (para produzir energia). Se o corpo celular morrer, o neurônio morre. AXÔNIO: essa projeção da célula, longa e semelhante a um cabo, transporta a mensagem eletroquímica (impulso nervoso ou potencial de ação) pela extensão da célula; dependendo do tipo do neurônio, os axônios podem ser cobertos por uma fina camada de mielina, como um fio elétrico com isolamento. A mielina é feita de gordura e ajuda a acelerar a transmissão de um impulso nervoso através de um axônio longo. Os neurônios com mielina costumam ser encontrados nos nervos periféricos (neurônios sensoriais e motores), ao passo que os neurônios sem mielina são encontrados no cérebro e na medula espinhal. DENTRITOS OU TERMINAÇÕES NERVOSAS: essas projeções pequenas e semelhantes a galhos realizam as conexões com outras células e permitem que o neurônio se comunique com outras células ou perceba o ambiente a seu redor. Os dendritos podem se localizar em uma ou nas duas terminações da célula.
TIPOS DE NEURÔNIOS BÁSICOS Existem neurônios de vários tamanhos. Por exemplo, um único neurônio sensorial da ponta do nosso dedo tem um axônio que se estende por todo o comprimento do nosso braço, ao passo que os neurônios dentro do cérebro podem se estender por somente alguns poucos milímetros. Os neurônios possuem formatos diferentes, dependendo de sua função. Os neurônios motores, que controlam as contrações dos músculos, possuem um corpo celular em uma ponta, um axônio longo no meio e dendritos na outra ponta. Já os neurônios sensoriais têm dendritos nas duas pontas, conectados por um longo axônio com um corpo celular no meio.
Alguns tipos de neurônios: motoneurônio (a), neurônio sensorial (b), célula piramidal (c). Os neurônios também variam no que diz respeito a suas funções: - neurônios sensoriais transportam sinais das extremidades do nosso corpo (periferias) para o sistema nervoso central; - neurônios motores (motoneurônios) transportam sinais do sistema nervoso central para as extremidades (músculos, pele, glândulas) do nosso corpo; - receptores percebem o ambiente (químicos, luz, som, toque) e codificam essas informações em mensagens eletroquímicas, que são transmitidas pelos neurônios sensoriais; - interneurônios conectam vários neurônios dentro do cérebro e da medula espinhal. O tipo mais simples de via neural é um arco reflexo monossináptico (conexão simples), como o reflexo patelar. Quando o médico bate no ponto certo do nosso joelho com um martelo de borracha, os receptores enviam um sinal para a medula espinhal através de um neurônio sensorial. Esse neurônio passa a mensagem para um neurônio motor, que controla os músculos da nossa perna. Os impulsos nervosos viajam pelo neurônio motor e estimulam o músculo específico a se contrair. A resposta é um movimento muscular que acontece rapidamente e não envolve nosso cérebro. Os seres humanos possuem vários reflexos desse tipo, mas, conforme as tarefas vão ficando mais complexas, o "circuito" também fica mais complicado e o cérebro se integra nele. AS PARTES DO CÉREBRO Os seres mais simples têm os mais simples sistemas nervosos constituídos por arcos reflexos. Por exemplo, vermes achatados e invertebrados não possuem um cérebro centralizado. Eles têm associações separadas de neurônios, organizadas em arcos reflexos simples. Os vermes achatados possuem redes neurais, neurônios individuais conectados que formam uma rede ao redor do animal. A maioria dos invertebrados tem cérebro simples que consistem em grupos localizados de corpos celulares neurais chamados de gânglios. Cada gânglio controla funções sensoriais e motoras em seu segmento através de um arco reflexo e os gânglios são conectados para formar um sistema nervoso simples. Conforme o sistema nervoso evoluiu, as cadeias de gânglios evoluíram para cérebros simples mais centralizados.
PRINCIPAIS DIVISÕES DO CÉREBRO Medula espinhal Tronco encefálico Cerebelo Cérebro anterior Diencéfalo - tálamo, hipotálamo Córtex cerebral.
O cérebro evoluiu a partir dos gânglios dos invertebrados. Não importa o animal, um cérebro tem as seguintes partes: - tronco encefálico: o tronco encefálico consiste em bulbo, ponte e mesencéfalo; o tronco encefálico controla os reflexos e funções automáticas (freqüência cardíaca, pressão arterial), movimentos dos membros e funções viscerais (digestão, micção); - cerebelo: integra informações do sistema vestibular que indicam posição e movimento e utiliza essas informações para coordenar os movimentos dos membros; - hipotálamo e glândula pituitária: controlam as funções viscerais, temperatura corporal e respostas de comportamento, como alimentar-se, beber, respostas sexuais, agressão e prazer; - cérebro superior, também chamado de córtex cerebral ou apenas córtex: o cérebro consiste no córtex, grandes tratos fibrosos (corpo caloso) e algumas estruturas mais profundas (gânglio basal, amígdala, hipocampo); integra informações de todos os órgãos dos sentidos, inicia as funções motoras, controla as emoções e realiza os processos da memória e do pensamento, expressão de emoções e pensamentos são mais predominantes em mamíferos superiores.
Dos peixes aos humanos é possível ver que o córtex fica maior, ocupa uma porção maior da área total do cérebro e se dobra. O córtex aumentado assume funções superiores adicionais, como processamento de informações, fala, pensamento e memória. Além disso, a parte do cérebro chamada de tálamo evoluiu para ajudar a transmitir informações do tronco encefálico e da medula espinhal para o córtex cerebral. CÉREBRO DE PEIXE Animais inferiores (peixes, anfíbios, répteis e pássaros) não "pensam" tanto: eles se preocupam com as atividades diárias de juntar comida, alimentar-se, beber, dormir, reproduzir-se e se defender. Por isso, seus cérebros refletem os principais centros que controlam essas funções. Nós também desempenhamos essas funções, o que nos faz ter um cérebro "de réptil" dentro de nós.
Parte inferior do cérebro, exibindo tronco encefálico e os nervos cranianos. CÉREBRO INFERIOR A parte inferior do cérebro consiste na medula espinhal, no tronco encefálico e no diencéfalo; o cerebelo e o córtex cerebral também estão presentes, mas serão discutidos mais adiante. Dentro de cada uma dessas estruturas estão os centros das células neurais, chamados de núcleos, especializados em determinadas funções, respiração, regulação da freqüência cardíaca, sono: MEDULA ESPINHAL A medula espinhal pode ser vista como um órgão separado do cérebro ou simplesmente como uma extensão inferior do tronco encefálico. Ela contém vias sensoriais e motoras do corpo, assim como vias aferentes e eferentes do cérebro. E ainda possui arcos reflexos que reagem independentemente do cérebro, como o reflexo patelar. - bulbo: contém núcleos para regular a pressão arterial e a respiração, assim como núcleos para transmitir informações dos órgãos dos sentidos que vêm dos nervos cranianos; - ponte: contém núcleos que transmitem informações sobre movimento e posição do cerebelo para o córtex. Além de também conter núcleos que estão envolvidos na respiração, no paladar e no sono; - mesencéfalo: contém núcleos que ligam as várias seções do cérebro envolvidas nas funções motoras (cerebelo, gânglio basal, córtex cerebral), movimentos oculares e controle auditivo. Uma parte, chamada de substância negra, está envolvida nos movimentos voluntários; quando não funciona, aparecem os tremores característicos do mal de Parkinson; - tálamo: conecta vias sensoriais aferentes até as áreas apropriadas do córtex, determina que informações sensoriais realmente chegam à consciência e participa da troca de informações motoras entre o cerebelo, o gânglio basal e o córtex; - hipotálamo: contém núcleos que controlam secreções hormonais da glândula pituitária. Esse centro governa a reprodução sexual, a alimentação, a ingestão de líquidos, o crescimento e o comportamento materno, como a lactação, produção de leite em mamíferos. O hipotálamo também está envolvido em quase todos os aspectos do comportamento, incluindo nosso "relógio" biológico, que é ligado ao ciclo diário da luz e escuridão (ritmo circadiano).
CÉREBRO: ATO DE EQUILÍBRIO
O SISTEMA VESTIBULAR O sistema vestibular é responsável pela manutenção da postura, do equilíbrio e da orientação espacial. Parte desse sistema é localizada no ouvido interno. E ele também inclui o nervo vestibulococlear (o oitavo nervo craniano) e certas partes do cérebro, que interpretam as informações que o nervo vestibulococlear recebe.
O cerebelo é dobrado em muitos lobos e fica acima e atrás da ponte. Ele recebe informações sensoriais da medula espinhal, informações motoras do córtex e gânglios basais, além de informações sobre a posição vindas do sistema vestibular. Então ele integra essas informações e influencia as vias motoras do cérebro para coordenar os movimentos. Para confirmar isso, é só esticarmos o braço e tocarmos um ponto à nossa frente, como o monitor do computador. Nossa mão vai fazer um movimento suave. Se tivéssemos algum dano no cerebelo, o mesmo movimento seria cheio de solavancos por causa da série de pequenas contrações musculares que nosso córtex iniciaria até chegar ao ponto de destino. O cerebelo também pode estar envolvido na linguagem, precisas contrações musculares dos lábios e da laringe e em outras funções cognitivas.
PARTE SUPERIOR DO CÉREBRO
MASSA CINZENTA O cérebro contém massa cinzenta (neurônios sem mielina) e massa branca (neurônios com mielina, que entram e saem do córtex).
O cérebro é a maior parte do encéfalo humano. O córtex contém todos os centros que recebem e interpretam informações sensoriais, iniciam movimentos, analisam informações, raciocinam e sentem emoções. Os centros dessas tarefas estão localizados em diferentes partes do córtex. Mas antes de falarmos sobre o que cada parte faz, vamos dar uma olhada nas partes do cérebro. PARTES PRINCIPAIS DO CÓRTEX CEREBRAL O córtex predomina na superfície exterior do cérebro. A área de superfície do cérebro tem cerca de 1.500 cm2 a 2.000 cm2, que é mais ou menos o tamanho de uma a duas páginas de um jornal. Para fazer essa área caber dentro do crânio, o córtex é dobrado, formando pregas (giros) e sulcos. Vários grandes sulcos dividem o córtex em diferentes lobos: o lobo frontal, o lobo parietal, o lobo occipital e o lobo temporal. Cada lobo tem uma função diferente. Quando visto de cima, um grande sulco (fissura inter-hemisférica) separa o cérebro em duas metades: direita e esquerda. Essas metades se comunicam por meio de um sistema de fibras de matéria branca chamadas de corpo caloso. Além disso, os lobos temporais direito e esquerdo se comunicam por meio de outro trato de fibras próximo à parte de trás do cérebro chamada comissura anterior. Se você tiver uma vista segmentada do cérebro, será possível ver que a área cortical acima do corpo caloso é dividida por um sulco. Esse sulco é chamado de sulco cingulado. A área entre esse sulco e o corpo caloso tem o nome de giro cingulado, também conhecido como sistema límbico ou lobo límbico. Em uma área mais profunda dentro do cérebro encontram-se o gânglio basal, a amígdala e o hipocampo. AS CONEXÕES FÍSICAS DO CÉREBRO O cérebro possui várias conexões físicas, assim como um prédio ou um avião tem suas partes interligadas por fiação elétrica. No caso do cérebro, as conexões são feitas por neurônios que conectam as entradas sensoriais e as saídas motoras com os centros nos vários lobos do córtex. Também há conexões entre esses centros corticais e outras partes do cérebro. Diferentes áreas do cérebro superior possuem funções específicas. - Lobo parietal: recebe e processa todas as entradas somatossensoriais do corpo (toque, dor); as fibras da medula espinhal se distribuem pelo tálamo para várias partes do lobo parietal. E essas conexões formam um "mapa" da superfície do corpo no lobo parietal. Esse mapa é chamado de homúnculo. O homúnculo tem uma aparência bem estranha, porque a representação de cada área está relacionada ao número de conexões sensoriais de neurônios em vez de ao tamanho físico da área. A parte traseira do lobo parietal (próxima ao lobo temporal) tem uma seção chamada de área de Wernicke, muito importante para compreender as informações sensoriais (visuais e auditivas) associadas à linguagem. Danos a essa área do cérebro produzem o que se conhece como "afasia sensorial", na qual os pacientes não conseguem entender a linguagem mas ainda são capazes de produzir sons. - Lobo frontal: está envolvido nas habilidades motoras (incluindo a fala) e nas funções cognitivas. O centro motor do cérebro (giro pré-central) localiza-se na parte de trás do lobo frontal, logo na frente do lobo parietal. Ele recebe conexões da parte somatossensorial do lobo parietal e processa e inicia as funções motoras. Assim como o homúnculo no lobo parietal, o giro pré-central possui um mapa motor do cérebro. Uma área no lado esquerdo do lobo frontal, chamada de área de Broca, processa a linguagem por meio do controle dos músculos que criam os sons (boca, lábios e laringe). Danos a essa área resultam na "afasia motora," problema no qual os pacientes conseguem entender a linguagem mas não podem produzir sons corretos ou com qualquer significado. As áreas restantes do lobo frontal realizam processos associativos (pensamento, aprendizado e memória). - Lobo occipital: recebe e processa informações visuais diretamente dos olhos e relaciona essas informações com o lobo parietal (área de Wernicke) e com o córtex motor (lobo frontal). Uma das coisas que ele deve fazer é interpretar as imagens invertidas que são projetadas na retina pelo cristalino do olho. - Lobo temporal: processa informações auditivas a partir dos ouvidos e as relaciona com a área de Wernicke do lobo parietal e com o córtex motor do lobo frontal. - Ínsula: influencia funções automáticas do tronco encefálico. Por exemplo, quando você prende a respiração, os impulsos da ínsula suprimem os centros de respiração do bulbo. A ínsula também processa informações sobre o paladar. - Hipocampo: localiza-se dentro do lobo temporal e é importante para a memória de curto prazo. - Amígdala: ela se localiza dentro do lobo temporal e controla o comportamento sexual e social e outras emoções. Gânglios basais : trabalham junto ao cerebelo para coordenar movimentos precisos, como movimentos da ponta dos dedos. - Sistema límbico: esse sistema é importante no comportamento emocional e no controle dos movimentos dos músculos das vísceras (músculos do aparelho digestivo e cavidades do corpo). ÁGUA NO CÉREBRO Nosso cérebro e medula espinhal são cobertos por uma série de membranas resistentes chamadas de meninges, cuja função é proteger esses órgãos do atrito com os ossos do crânio e da coluna. Para uma proteção ainda maior, o cérebro e a medula espinhal flutuam em um mar de líquido céfalo-raquidiano dentro do crânio e da coluna. Esse líquido de amortecimento é produzido pelo plexo coróide, localizado dentro do cérebro, e flui por uma série de cavidades (ventrículos) para fora do cérebro e dentro da medula espinhal. Esse líquido mantém-se separado do sangue pela barreira hemato-encefálica.
Sistema ventricular cerebral FONTE: http://saude.hsw.uol.com.br/cerebro.htm

ENTENDA COMO FUNCIONA A DOR

O que acontece na hora em que você está fatiando um pão e corta sua mão com a faca? Além de todo o sangue, provavelmente você irá sentir uma dor aguda imediatamente, seguida por uma dor prolongada e menos intensa. Eventualmente, ambas as dores irão embora. Mas o que é dor afinal? Como você a sente? O que faz ela desaparecer? Neste artigo, examinaremos a neurobiologia da dor, os vários tipos de dor e como a dor pode ser tratada ou controlada. A DOR é o motivo mais comum que faz com que as pessoas procurem atendimento médico. Mas a dor é, na verdade, algo difícil de definir porque trata-se de uma sensação subjetiva. A Associação Internacional para o Estudo da Dor (International Association for the Study of Pain) define-a como uma "experiência sensória e emocional desagradável associada com um dano potencial ou real de algum tecido, ou descrita em termos de dano". Obviamente, esta definição é muito vaga. Um médico chega a chamar a atenção para o fato de que a dor é o que o paciente diz que é. Então, diremos somente que a dor é uma sensação de advertência ao seu cérebro, dizendo a ele que alguns tipos de estímulos causam ou podem causar danos, e que você provavelmente deve fazer algo a respeito. A percepção da dor, ou nocicepção (da palavra latina para "dor"), é o processo pelo qual um estímulo doloroso é transmitido do local de excitação para o sistema nervoso central. A nocicepção requer vários componentes: - ESTÍMULO: pressão, perfurações e cortes (mecânicos) ou queimaduras (provocadas pelo calor ou por produtos químicos). - RECEPÇÃO: um terminal do nervo recebe a sensação do estímulo. - TRANSMISSÃO: um nervo envia o sinal ao sistema nervoso central. A transmissão da informação normalmente envolve uma série de neurônios no interior do sistema nervoso central. - CENTRO DA(S)DOR(ES): áreas do cérebro recebem a informação para uma ação e/ou processamento posterior. A nocicepção usa caminhos neurais diferentes da percepção normal (como toque suave, pressão e temperatura). Na estimulação não-dolorosa, o primeiro grupo de neurônios a serem disparados são os receptores somáticos normais. Quando algo provoca dor, nociceptores entram em ação primeiramente. TIPOS DE DOR Os médicos e neurocientistas geralmente classificam a dor da seguinte maneira: - DOR AGUDA: é causada por um ferimento no corpo. Ela adverte sobre o dano potencial que requer ação do cérebro e ela pode se desenvolver lentamente ou depressa. Ela pode durar de poucos minutos a seis meses e pode ir embora quando o dano curar. - DOR CRÔNICA: persiste muito tempo depois da cura de um trauma (e em alguns casos, acontece na ausência de qualquer trauma). A dor crônica não procura uma resposta do corpo e normalmente dura muito mais que seis meses. - DOR DE CÂNCER(OU MALIGNA): é associada com tumores malignos. Os tumores invadem tecidos saudáveis e pressionam nervos ou vasos sanguíneos, causando a dor. A dor do câncer pode também estar associada a tratamentos ou procedimentos invasivos. Alguns médicos classificam a dor de câncer como dor crônica. RECEPÇÃO DO SINAL DA DOR Tal como os neurônios sensoriais normais, os neurônios nociceptores atravessam os nervos sensoriais periféricos. Seus corpos celulares se ligam aos gânglios da raiz dorsal dos nervos periféricos no interior da espinha. Como mencionamos, os nociceptores sentem a dor através dos terminais nervosos livres melhor do que os terminais especializados como, por exemplo, dos neurônios que sentem o toque ou pressão. Entretanto, enquanto os neurônios sensitivos normais são mielinizados (insulados) e conduzem rapidamente, os neurônios nociceptores são mais leves e mais lentos ou não-mielinizados. Nós podemos dividir os nociceptores em três classes: - RECEPTORES MECANOSENSITIVOS: levemente mielinizados, neurônios de condução mais rápida que respondem a estímulos mecânicos (pressão, toque). - RECEPTORES MECANOTÉRMICOS: levemente mielinizados, neurônios de condução mais rápida que respondem a estímulos mecânicos (pressão, toque) e ao calor. - RECEPTORES POLIMODAIS(FIBRAS C): não-mielinizados, neurônios de condução mais lenta que respondem a uma variedade de estímulos.
Suponha que você corte sua mão. Inúmeros fatores contribuem para a recepção da dor: 1°)Estimulação mecânica com um objeto afiado. 2°)Liberação de potássio do interior das células danificadas. 3°)Prostaglandinas, histaminas e bradicina de células imunes que invadem a área durante a inflamação. 4°)Substância P de fibras de nervo próximos. Essas substâncias potencializam a ação nos neurônios nociceptores. A primeira coisa que você provavelmente sente ao cortar sua mão é uma dor intensa no momento do ferimento. O sinal desta dor é conduzido rapidamente pelos nociceptores tipo A. A dor é seguida por uma dor menos intensa, lenta e prolongada, que por sua vez é conduzida pelas fibras C, mais lentas. Com a utilização de anestésicos químicos, os cientistas podem bloquear um tipo de neurônio e separar os dois tipos de dor. TRANSMISSÃO DO SINAL DE DOR Os sinais de seu corte na mão viajam na espinha dorsal através da raízes dorsais. Lá, elas fazem sinapses nos neurônios dentro do chifre dorsal (a metade superior da matéria cinzenta em forma de borboleta). Eles fazem sinapses nos neurônios no segmento da espinha dorsal em que entraram e também nos neurônios um ou dois segmentos acima e abaixo dos segmentos de entrada. Essas múltiplas conexões relacionadas à parte mais larga do corpo - isto explica porque algumas vezes é difícil determinar o local exato da dor, especialmente uma dor interna.
Os neurônios secundários enviam seus sinais para cima através de uma área na matéria branca da espinha dorsal chamada de trato espino-talâmico. Esta área funciona como uma via expressa onde traficam todos os segmentos mais baixos em direção ao topo da espinha dorsal. Os sinais do trato espino-talâmico viajam em direção à parte superior da espinha dorsal através da medula (tronco do cérebro) e fazem sinapse nos neurônios no interior do tálamo, o relé central do cérebro. Alguns neurônios também fazem sinapse na formação reticular da medula, que por sua vez controla os movimentos físicos. Os nervos do tálamo então retransmitem o sinal a várias áreas do córtex somato-sensório do cérebro - não existe um centro de dor único no cérebro. Os sinais de dor viajam ao longo dos caminhos através do corpo. Na próxima página, falaremos sobre eles.
INFORMAÇÕES SOBRE AS DORES NO ROSTO Seu rosto tem sua própria espinha dorsal em miniatura, chamada de nervo trigeminal. Os nervos somato-sensórios (e receptores de dor por toda cabeça e rosto) viajam do interior do sistema nervoso central até o nervo trigeminal. Eles fazem sinapses no núcleo trigeminal (grupo de neurônios) dentro da parte média da medula e também nos neurônios da parte mais baixa. Então esses neurônios enviam os sinais através do trato talâmico trigeminal no interior do mesencéfalo em direção ao tálamo. Os neurônios no tálamo retransmitem os sinais para o córtex somato-sensório e para o sistema límbico.
O CAMINHO DA DOR Uma vez que a informação sobre a dor se encontra no cérebro, não estamos seguros sobre como ela se processa. Obviamente, alguns sinais vão para o córtex motor, então seguem para a espinha dorsal e para os nervos motores. Esses impulsos irão provocar contrações no músculo para tirar sua mão do caminho do que quer que esteja provocando a dor. Porém, muitas observações levam os cientistas a pensar que o cérebro pode influenciar a percepção da dor. A dor do corte em sua mão diminui eventualmente ou se reduz...Se você conscientemente se distrai, não pensa na dor e ela incomoda menos. Pessoas que recebem placebos para o controle da dor freqüentemente relatam que a dor cessa ou diminui. Isto indica que a influência da dor nos caminhos neurais deve existir do cérebro para baixo.
Esses caminhos descendentes se originam no córtex somato-sensório (que retransmite ao tálamo) e o hipotálamo. Os neurônios talâmicos descem para o mesencéfalo. Lá, eles fazem sinapses nos caminhos ascendentes da medula e da espinha dorsal e inibem os sinais dos nervos ascendentes. Isto produz alívio da dor (analgesia). Um pouco desse alívio vem da estimulação dos neurotransmissores narcóticos naturais de alívio da dor chamados de endorfina, dinorfina e encefalina. Os sinais de dor podem disparar os caminhos no sistema nervoso autônomo quando passam através da medula, provocando aumento do batimento cardíaco, respiração ofegante e transpiração. A extensão dessas reações depende muito da intensidade da dor, e elas podem ser atenuadas pelos centros cerebrais no córtex através de vários caminhos descendentes. Como os caminhos ascendentes da dor viajam pela espinha dorsal e medula, eles também podem ser disparados pela dor neuropática - danos aos nervos periféricos, espinha dorsal e o próprio cérebro. Contudo, a extensão do dano pode limitar a reação dos caminhos descendentes do cérebro. A influência dos caminhos descendentes também pode ser responsável pela dor psicogênica (percepção da dor sem uma causa física óbvia). Pensamentos, emoções e "circuição" podem afetar ambos os caminhos -ascendente e descendente - da dor. Assim, inúmeros fatores, psicológicos e fisiológicos, podem influenciar a percepção da dor: - Idade: o circuito cerebral geralmente degenera com a idade, assim, as pessoas mais velhas têm limiares de dor inferiores e têm mais problemas em lidar com ela. - Gênero: pesquisas mostram que as mulheres têm mais sensibilidade à dor do que os homens. Isto poderia ser causado por causa da ligação sexual dos traços genéticos e das mudanças hormonais que podem alterar o sistema de percepção da dor. Fatores psicossociais poderiam afetar também - espera-se que os homens não demonstrem ou falem sobre suas dores. - Fadiga: freqüentemente experimentamos mais dor quando nosso corpo fica estressado pela falta de sono. - Memória: o modo como experimentamos a dor no passado pode influenciar as respostas neurais (a memória vem do sistema límbico). TEORIA DO PORTÃO PARA O CONTROLE DA DOR Para explicar por que os pensamentos e emoções influenciam a percepção da dor, Ronald Melzack e Patrick Wall propuseram que o mecanismo de "gating" existe no interior do chifre da espinha dorsal. Fibras nervosas pequenas (receptores de dor) e grandes fibras nervosas (receptores "normais") fazem sinapse nos prolongamentos das células (P), que vão do trato espino-talâmico para o cérebro e os inibidores interneuronais (I) no interior do chifre dorsal.
A interação entre estas conexões determina quando os estímulos dolorosos vão para o cérebro: Quando não há "input", o neurônio inibitório impede o neurônio excitatório de enviar sinais ao cérebro (o portão se fecha). A entrada somato-sensória normal acontece quando há mais estimulação da fibra maior (ou somente estimulação da fibra maior). Tanto o neurônio inibitório quanto o neurônio excitatório são estimulados, mas o neurônio inibitório impede o neurônio excitatório de enviar sinais ao cérebro (a porta se fecha). A nocicepção (recepção da dor) acontece quando há mais estimulação de mais fibras pequenas ou somente estimulação de mais fibras pequenas. Isto desativa o neurônio inibitório, e o neurônio excitatório envia sinais ao cérebro informando-o sobre a dor (a porta se abre). Os caminhos descendentes do cérebro fecham a porta inibindo os neurônios excitatórios e reduzindo a percepção da dor. Esta teoria não nos diz tudo sobre a percepção da dor, mas ela explica algumas coisas. Se você esfrega ou dá um aperto de mão depois de ter batido o dedo, você estimula o "input" normal no somato-sensório para os neurônios excitatórios. Isto abre a porta e reduz a percepção da dor.
ANALGESIA CONGÊNITA Analgesia congênita é uma desordem genética rara onde o indivíduo não pode sentir dor. Você pode pensar que isto soa como uma coisa boa, mas na verdade é uma condição mortal. A dor serve como uma advertência contra algum dano, assim, as pessoas que não a sentem podem se machucar seriamente por coisas que a maioria de nós reagiria com rapidez. Por exemplo, Ronald Melzack e Patrick Wall descrevem uma garota que sofreu queimaduras de terceiro grau em seus joelhos subindo em um radiador. Não havia sinal para ela parar. Os pesquisadores estão tentando reproduzir esta condição alterando ratos geneticamente de forma que eles possam estudar as contribuições genéticas para a percepção da dor.
O CONTROLE DA DOR Os médicos tratam a dor de várias maneiras. O controle da dor pode incluir medicamentos, cirurgia, tratamentos alternativos (como hipnose, acupuntura, massoterapia e "biofeedback") ou uma combinação desses procedimentos. Tipos diferentes de medicamentos para a dor agem em lugares diferentes nos caminhos da dor. O tipo de medicamento depende muito da origem da dor, do nível de desconforto e dos possíveis efeitos colaterais. - ANALGÉSICOS NÃO-OPIÁCEOS: - como aspirina, acetaminofeno, ibuprofeno e naproxen - atuam no local da dor. O tecido danificado libera enzimas que estimulam os receptores locais de dor. Os analgésicos não opiáceos interferem com enzimas e reduzem inflamações e dores. Eles podem ter um pouco de efeitos adversos no fígado e rins e podem causar desconforto gastrointestinal e sangramento com o uso prolongado. - ANALGÉSICOS OPIÁCEOS: atuam no transmissor sináptico em várias partes do sistema nervoso central ligando-se aos receptores opiáceos naturais. Eles inibem os caminhos ascendentes da percepção da dor e ativam os caminhos descendentes. Os analgésicos opiáceos para alívio de dores muito grandes - eles incluem morfina, meripidina, proproxifeno, fentanil, oxicodona e codeína. Eles podem causar overdose rapidamente e provocar dependência. - ANALGÉSICOS COADJUVANTES(co-analgésicos): são usados principalmente para tratar alguma outra condição, mas eles também aliviam a dor. Esses remédios são úteis no tratamento de dores neuropáticas (dor crônica que vem de danos no sistema nervoso central). Eles incluem: - as drogas anti-epiléticas reduzem a excitabilidade da membrana e potencial condução de ação nos neurônios do sistema nervoso central; - os antidepressivos tricíclicos afetam a transmissão sináptica da serotonina e da norepinefrina nos neurônios do sistema nervoso central, afetando doravante os caminhos de modulação da dor; - os anestésicos bloqueiam a potencial transmissão de ação interferindo com canais de sódio e potássio nas membranas celulares do nervo. Exemplos incluem a lidocaína, novocaína e benzocaína. AVALIAÇÃO DA DOR Não existe medida absoluta para os graus da dor. Como vimos no início, a dor é subjetiva. Avaliações numéricas pedem aos pacientes para julgar a intensidade da dor em uma escala de zero (nenhuma dor) a 10 (dor inimaginável). Os médicos freqüentemente usam escalas com imagens de crianças - elas mostram rostos com vários graus de expressão de dor. Os médicos também consideram a história de dor do paciente em suas avaliações. CIRURGIA Em casos extremos, os cirurgiões podem ter que cortar os caminhos alterando áreas do cérebro associadas com a percepção da dor - ou executando uma rizotomia (que destrói porções dos nervos periféricos) ou cordotomia (destrói os tratos ascendentes na espinha dorsal). Estas cirurgias normalmente são o último recurso. Podem ser recomendadas intervenções cirúrgicas para erradicar a fonte da dor. Por exemplo, muitas pessoas sofrem de dores nas costas por causa de hérnias de disco entre as vértebras. Um disco inflamado pode comprimir um nervo e causar uma dor neuropática. Se o paciente não responde à medicação, uma cirurgia pode tentar remover ao menos parte do disco e aliviar a pressão no nervo. TERAPIA ALTERNATIVA Estas abordagens não envolvem drogas ou cirurgias. A quiropraxia manipula as juntas para aliviar a compressão dos nervos. As massagens estimulam o fluxo sanguíneo, relaxam os espasmos musculares e aumentam a informação somato-sensória, que pode aliviar a dor através da teoria do controle do portão (veja a página anterior). Aplicações de calor aumentam o fluxo sanguíneo e aplicações de frio reduzem as inflamações que contribuem para a dor. A estimulação da pele com pequenos eletrodos pode fechar o portão para a dor. A acupuntura pode estimular as células nervosas e liberar endorfina. O aumento da estimulação também pode fechar o portão para a dor. Técnicas de controle mental confiam na habilidade da mente e das emoções para controlar e aliviar a dor através dos caminhos neurais descendentes. Elas incluem técnicas de relaxamento, hipnose, "biofeedback" e técnicas de distração. As estratégias de controle da dor envolvem a participação de médicos, pacientes, membros da família e outros profissionais de saúde. Tal como qualquer tratamento médico, a origem da dor, a tolerância à dor e os riscos e benefícios potenciais do tratamento devem ser considerados FONTE: http://saude.hsw.uol.com.br/dor.htm

O PESSIMISMO PODE IMPEDIR A EFICÁCIA DE REMÉDIOS

Pesquisadores descobriram que se o paciente acreditar que o remédio não vai funcionar, a profecia pode se realizar. Os benefícios dos analgésicos podem ser potencializados ou completamente neutralizados dependendo da expectativa do paciente. O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, também identifica quais áreas do cérebro são afetadas pelo pensamento positivo ou negativo. Durante o estudo, os especialistas aplicaram calor nas pernas de 22 pacientes, que depois descreveram o nível de dor em uma escalas de 1 a 100. Eles estavam presos a um suporte intravenoso para que os médicos pudessem aplicar remédios secretamente. A média inicial do nível de dor foi registrada como 66. Depois os médicos aplicaram um analgésico potente, remifentanil, sem que os pacientes soubessem, e o nível de dor baixou para 55. Quando os pacientes souberam que estavam sob efeito do remifentanil, a média baixou mais ainda para 39. Depois, sem que a dose fosse modificada, os médicos disseram que o analgésico havia sido suspenso e que eles deveriam esperar dor, e então a média subiu para 64. Então, mesmo que os pacientes ainda estivessem recebendo o remifentanil, disseram sentir o mesmo nível de dor de quando estavam sem analgésico nenhum. Irene Tracey, da Universidade de Oxford, disse à BBC: "É fenomenal. É um dos melhores analgésicos que temos e a influência do cérebro pode aumentar vastamente seu efeito ou neutralizá-lo completamente". O estudo foi conduzido com pessoas saudáveis, sujeitas a dor por um período curto. Pessoas com doenças crônicas que já tentaram outros remédios por anos podem ter uma experiência muito mais negativa. Analisando as imagens dos cérebros dos pacientes, os cientistas descobriram que a expectativa do tratamento positivo foi associada com atividades nas áreas cingulo-frontal e subcortical do cérebro, enquanto as expectativas negativas levaram a uma atividade maior no hipocampo e no córtex frontal medial. Os pesquisadores também dizem que esse estudo pode acabar com os experimentos médicos aleatórios que avaliam a eficácia de novos remédios, já que eles não levam em conta a expectativa dos pacientes. "É mais uma evidência de que nós só conseguimos o que esperamos da vida", diz George Lewith, da Universidade de Southampton. FONTE:http://saude.hsw.uol.com.br/pessimismo-remedios.htm