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sábado, 22 de julho de 2017

CONHEÇA 9 FATORES SOCIAIS QUE AUMENTAM RISCO DE DEMÊNCIA, SEGUNDO ESTUDO

[GETTY IMAGES] Um em cada 3 casos de demência poderia ser evitado se mais pessoas cuidassem da saúde do cérebro ao longo da vida, segundo um estudo internacional publicado no periódico científico Lancet. A pesquisa, apresentada na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer, que termina nesta quarta em Londres, lista 9 importantes fatores de risco para a condição, incluindo perda de audição, isolamento social, fumo e sedentarismo. Estima-se que 47 milhões de pessoas sofram da doença no mundo; a expectativa é de que os casos cheguem a 131 milhões em 2050. "Embora a demência seja diagnosticada mais tarde na vida, as mudanças no cérebro geralmente começam a se desenvolver anos antes", disse o autor principal do estudo, Gill Livingston, da University College London. "Agir agora irá melhorar bastante a vida de pessoas com demência e de seus familiares e, ao se fazer isso, irá transformar o futuro da sociedade", acrescentou. O estudo, que combina o trabalho de 24 especialistas internacionais, diz que o estilo de vida tem um papel importante sobre o risco de demência. O quanto certos fatores contribuem para o risco de demência: - perda de audição na meia-idade - 9%; - não conclusão do ensino médio - 8%; - fumo - 5%; - depressão - 4%; - sedentarismo - 3%; - isolamento social - 2%; - pressão alta - 2%; - obesidade - 1%; - diabetes tipo 2 - 1%. Esses são entendidos como fatores de risco evitáveis e representam 35% do total. Os outros 65% dos riscos de demência vêm de fatores que não podem ser controlados pelo indivíduo. Fonte: Comissão do Lancet em prevenção, intervenção e cuidados de demência O estudo examina os benefícios de se construir uma "reserva cognitiva", ou seja, fortalecer a rede neural no cérebro para que ela continue a funcionar bem na terceira idade. O aprendizado contínuo, por exemplo, estimula o desenvolvimento dessas redes, e é por isso que especialistas identificaram a desistência de completar o ensino médio como um dos maiores fatores de risco. Outro fator de risco é a perda de audição na meia idade. Os pesquisadores dizem que isto impede indivíduos de fazer parte de um ambiente cognitivamente rico, levando ao isolamento social e à depressão. Uma das principais mensagens do documento é que o que faz bem para o coração também faz para o cérebro. Não fumar, fazer exercício, manter o peso saudável, cuidar da pressão arterial e do diabetes podem reduzir o risco de demência da mesma forma como reduz o de doenças cardiovasculares e câncer. Os pesquisadores não tinham dados suficientes para incluir fatores de alimentação ou consumo de álcool nos cálculos, mas eles acreditam que ambos também sejam importantes. "Embora não seja inevitável, a demência pode se tornar a principal causa de morte do século 21. Precisamos estar conscientes dos riscos e começar a fazer mudanças positivas no estilo de vida", comentou Doug Brown, diretor de pesquisa na Sociedade de Alzheimer. fonte:http://www.bbc.com/portuguese/geral-40666663

SUBSTÂNCIA DA PICADA DA FORMIGA É TRANSFORMADA EM COMBUSTÍVEL PARA ÔNIBUS

Formigas usam o ácido para se defender.[GettyImages] Um grupo de estudantes na Holanda desenvolveu uma forma de armazenar energia que pode ser mais barata, mais prática e mais sustentável que os combustíveis renováveis existentes. O ácido fórmico, encontrado na natureza em formigas e outros insetos, que o usam em suas picadas. Ou por plantas como a urtiga. "Criamos o primeiro ônibus no mundo que usa o ácido fórmico[H-COOH] como combustível - uma solução muito mais barata do que o hidrogênio gasoso e que traz os mesmos benefícios ambientais", afirmou Lucas van Cappellen, da Team Fast, empresa derivada da Universidade de Tecnologia de Eindhoven. "Estamos construindo um novo futuro". Cerca de 40 de estudantes trabalham no projeto de um novo meio de transporte que reduza emissões de carbono e ajude no combate ao ao aquecimento global. O ácido já é usado em processamentos têxteis e de couro, em conservantes de alimentos para animais e em removedores domésticos. Mas a Team Fast encontrou agora uma forma de fazer o ácido transportar de maneira eficiente os ingredientes necessários para células de combustível usadas para alimentar veículos elétricos. O combustível, que a equipe chamou de hidrozina (não confundir com hidrazina), é um líquido, o que o tornaria de fácil transporte e abastecimento, como os combustíveis tradicionais. A diferença é que ele é muito mais limpo. "As emissões do escapamento são apenas CO2 e água", explica Van Cappellen. "Não são emitidos outros gases nocivos como óxido nítrico, fuligem ou óxidos sulfúricos". Para testar o conceito no mundo real, um ônibus elétrico abastecido com esse tipo de combustível sairá às ruas da Holanda ainda neste ano, fazendo rotas tradicionais e aparecendo em feiras e eventos tradicionais da indústria. O ônibus tem um sistema elétrico de direção, desenvolvido pela fabricante de ônibus VDL, que recebe energia adicional do sistema de células de combustível de ácido fórmico montado em uma extensão na parte de trás do veículo. "Nosso tanque tem cerca de 300 litros, então vamos estender a capacidade de rodagem do ônibus em 200 km. E é claro que a gente poderia fazer um tanque maior muito facilmente", explicou Van Cappellen. As células de combustível de hidrogênio que existem hoje em dia têm uma capacidade de rodagem de 400 km.

Mas por que desenvolver um ônibus em vez de um carro?

"Se construíssemos um carro, iríamos competir com carros elétricos. Mas acreditem, carros movidos a bateria são uma ótima solução para muitas pessoas", disse Van Cappellen. "Mas se nós provarmos que podemos fazer um ônibus que supre todas as necessidades das empresas de ônibus, com capacidade de rodar centenas de quilômetros, e de rápido abastecimento, nós mostraremos o potencial da hidrozina em um segmento em que não há nenhuma opção sustentável na concorrência." A hidrozina é criada por meio de uma reação química entre água (H2O) e dióxido de carbono (CO2). "Em um reator, água e CO2 são ligados usando uma eletricidade sustentável. Isso é um processo eletroquímico direto e sustentável", explica o estudante. A hidrozina é, então, quebrada por um catalisador em hidrogênio e dióxido de carbono dentro de um aparelho kit chamado reformador - que o Team Fast está tentando patentear. O reformador recém-projetado é um décimo do tamanho dos aparelhos deste tipo existentes, e por isso agora é aplicável em equipamentos de transporte pela primeira vez, segundo os estudantes. O hidrogênio é, então, colocado em uma célula de combustível onde reage com o oxigênio para gerar a eletricidade que ativa o motor elétrico. "Nós estamos constantemente buscando novas tecnologias que possam conseguir o objetivo de emissões zero de uma forma mais simples", disse Menno Kleingeld, diretor administrativo da VDL Enabling Transport Solutions. "A decomposição do ácido fórmico em gás hidrogênio é uma dessas novas e promissoras tecnologias." Mas isso realmente seria uma oportunidade de encontrar uma solução comercialmente viável? "Custa cerca de 35.000 euros (R$ 127 mil) para converter um posto de petróleo tradicional em um posto de abastecimento de hidrozina, um procedimento que envolve essencialmente substituir os tubos e revestir os tanques", disse Van Cappellen. Sendo assim, seria "100 vezes mais barato" lançar uma rede de abastecimento de hidrozina do que para fazer o mesmo com hidrogênio gasoso, ele garante. "A hidrozina é atualmente mais barata que o petróleo e mais cara que o diesel na Holanda, mas no futuro ficará mais barata do que os dois", acrescentou. Apesar de o ônibus ainda emitir CO2, a Team Fast argumenta que o CO2 original usado para criar a hidrozina é tirado de fontes já existentes, como fumaça de escape, para que nenhum dióxido de carbono adicional seja produzido - seria um ciclo de carbono fechado, no jargão. Alguns especialistas acreditam que a tecnologia é promissora. "A Team Fast tem um projeto muito bom", disse Richard van de Sanden, chefe do Instituto Holandês de Pesquisa Energética Fundamental. "Eles trabalham em uma questão bastante importante: o armazenamento de energia renovável em uma forma que ela realmente pode ser usada." Muitas empresas estão apoiando o projeto. "O que nós estamos trabalhando juntos é uma versão de energia renovável que pode combinar energia renovável com a captura de CO2", disse Martiijn de Graaf, gerente de desenvolvimento de negócios na TNO Industry. "Se conseguirmos, isso vai nos dar um futuro mais estável." O próprio compromisso dos alunos é impressionante, com 15 dos 40 trabalhando em tempo integral no projeto, e o resto contribuindo pelo menos 20-25 horas por semana. "Nós não recebemos nota mais alta por isso, mas você pode aprender muito na universidade sobre a experiência prática das coisas", diz Van Cappellen. fonte:http://www.bbc.com/portuguese/geral-40687007

SAIBA COMO A INTERNET INFLUENCIA SECRETAMENTE NOSSAS ESCOLHAS

Em uma época na qual softwares nos dizem no que devemos pensar, uma prática um pouco mais antiquada tem ganhado destaque no noticiário: o trabalho de um seleto grupo de enigmáticos indivíduos que decidem o que é e o que não é notícia. Recentemente foi divulgado que o Facebook usa pessoas para selecionar quais assuntos são ou não vistos por seus usuários. Ironicamente, o problema da rede social é a falta de um algoritmo específico. A argumentação mais polêmica que surgiu com a notícia foi a de que a seleção de "trending topics" do site teria um viés anticonservador. Ou seja, o Facebook esconderia notícias e opiniões mais conservadoras de maneira desproporcional, algo que a empresa negou veementemente. Mas, segundo o site de tecnologia Gizmodo, o primeiro a noticiar o fato, o Facebook teria dois motivos para se envergonhar. O primeiro é a presença de funcionários de carne e osso, o que prejudicaria a "ilusão de um processo de seleção de notícias mais isento"; o segundo é o fato de esses "curadores de notícias" aparentemente serem tratados como se fossem um software, operando fora de qualquer parâmetro editorial mais rigoroso e trabalhando para atingir metas quantitativas.

O 'empurrãozinho'

Questão ética à parte, a verdade é que a plataforma de compartilhamento de informações mais poderosa do mundo ainda não é capaz de selecionar, sem humanos, o que é visto por seus usuários. Meios como o Facebook estão selecionando as notícias e as informações que consumimos sob títulos chamativos como "trending topics" ou critérios como "relevância". Mas nós praticamente não sabemos como isso tudo é filtrado. Isso é importante porque mudanças sutis nas informações às quais somos expostos podem transformar nosso comportamento. Leia também: Jovem de 25 anos documenta no Instagram perda de 88 kg e efeitos sobre o corpo Para entender isso, pense nesse insight vindo da ciência comportamental e que tem sido amplamente adotado por governos e outras autoridades em todo o mundo: o "empurrãozinho". Isso consiste em usar táticas discretas para nos incentivar a adotar um certo comportamento. Um exemplo conhecido é fazer da doação de órgãos algo obrigatório, a não ser que o indivíduo se manifeste contrariamente. O resultado é que mais pessoas acabam doando. Críticos dessa abordagem argumentam que esse "empurrãozinho" está acabando com a decisão informada. "Em vez de explicar a questão e ajustar a política para o desejo da população, o 'empurrão' ajusta a vontade da população à política que se quer implantar", explica o escritor britânico Nick Harkaway em um artigo para o Instituto de Arte e Ideias. "A escolha é uma habilidade, um hábito que precisa ser praticado para funcionar melhor."

O fim da 'decisão informada'?

E como esses "empurrõezinhos" se aplicam no mundo digital? Quando navegamos na internet, enfrentamos escolhas continuamente - do que comprar ao que acreditar - e engenheiros e designers também podem sutilmente manejar nossas decisões nesse ponto. Afinal, não é só o Facebook que está no jogo das seleções de informações. Sistemas de recomendação cada vez mais afiados estão na dianteira do atual boom da inteligência artificial, da tecnologia "vestível"e da chamada internet das coisas. Do Google à Apple e à Amazon, o truque está em entregar ao usuário informações perfeitamente personalizadas. No entanto, o que está em jogo não é tanto a questão "homem X máquina", mas sim a disputa "decisão informada X obediência influenciada". Quanto mais informações relevantes tivermos nas pontas dos dedos, melhor equipados estamos para tomar decisões. Isso é um dos princípios fundamentais da tecnologia da informação quando vista como uma força positiva. O filósofo especializado em tecnologia Luciano Floridi, autor do livro The Fourth Revolution ("A Quarta Revolução"), usa a expressão "design pró-ético" para descrever esse processo: uma apresentação equilibrada de informações claras que nos impele a abordar conscientemente uma decisão importante, e nos responsabilizarmos por ela. Para Floridi, os sistemas de informação deveriam expandir - e não contrair - nosso engajamento ético, tentando resistir à tentação de nos influenciar.

'Cutucadas' invisíveis

Isso, no entanto, gera algumas tensões fundamentais: entre a conveniência e a deliberação; entre o que o usuário deseja e o que é melhor para ele; entre a transparência e o lado comercial. Quanto mais os "sistemas" souberem sobre você em comparação ao que você sabe sobre eles, há mais riscos de suas escolhas se tornarem apenas uma série de reações a "cutucadas" invisíveis. E o equilíbrio entre o que está acontecendo no mundo e o que o usuário fica sabendo está cada dia mais pendendo para o lado da ignorância individual. Não há um simples antídoto para essa situação, assim como nenhuma grande conspiração. De fato, a combinação bem realizada do uso de softwares com a curadoria humana está se tornado o único caminho pelo qual esperamos poder navegar os exabytes de dados que se acumulam pelo mundo. Mas vale a pena lembrarmos que aqueles que projetam a tecnologia que utilizamos têm objetivos diferentes dos nossos - e que navegar com sucesso significa deixar de acreditar que existe uma saída para a parcialidade humana. fonte: http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-36410030

SUPER WI-FI: COMO AS FREQUÊNCIAS NÃO USADAS PELA TV PODEM LEVAR A INTERNET A LUGARES REMOTOS

Mais da metade da população mundial não tem acesso à internet - no Brasil, são mais de 70 milhões sem conexão à rede, segundo dados da União Internacional de Telecomunicações, das Nações Unidas. E, por mais surpreendente que possa parecer, a solução pode estar em uma tecnologia que chegou muito antes da revolução digital: a televisão analógica. A ideia é usar os chamados "espaços em branco" dos canais de televisão para levar a rede a esses 57% do globo que não têm internet (mais de 4 bilhões de pessoas). O nome oficial da tecnologia será Rede de Área Regional Sem Fio (WRAN, na sigla em inglês), mas ela já é informalmente conhecida como "super wi-fi". Basicamente, prevê ocupar as redes de televisão não utilizadas com um tipo de conexão wi-fi que conseguiria alcançar distâncias muito grandes. Essa não é a única iniciativa em curso para tentar mudar a situação de quem vive nas zonas mais rurais: o Google faz isso com o Projeto Loon, que coloca nos céus uma rede de balões, e o Facebook usa drones. Mas agora a Microsoft quer tomar a dianteira com o super wi-fi. Desde 2008, a companhia e outras empresas tentavam gerar o acesso à rede por meio dessa tecnologia, que é mais potente do que os sinais de celulares, já que pode "atravessar" melhor as paredes de cimento e outros obstáculos físicos.

Preencher os espaços em branco

A Microsoft anunciou no início de julho que usará os chamados "espaços em branco" dos canais para conectar as zonas mais remotas dos Estados Unidos à internet. A empresa é uma das primeiras a implementar essa tecnologia. Por enquanto, ela quer testá-la em solo americano e, caso se mostre eficaz, a exportá-la para outros lugares do mundo. O plano é explorar as bandas de frequência UHF que não são utilizadas para "acabar com a brecha tecnológica e estabelecer uma rede em áreas subdesenvolvidas", explicou a empresa de Seattle. "A Microsoft está trabalhando com sócios de todo o mundo para desenvolver tecnologias e modelos de negócio que facilitarão o acesso à internet para milhões de pessoas", declarou Paul Garnett, diretor de Iniciativas de Acesso a Preços Acessíveis da companhia. Mas não foi a Microsoft que inventou isso. Engenheiros da Universidade de Rice, em Houston (EUA) haviam testado a ideia pela primeira vez em 2015. "Devido à popularidade da televisão a cabo, satélite e internet, o UHF é uma das parte mais subutilizadas do espectro sem fio nos Estados Unidos", explicou o pesquisador principal da universidade à época, Edward Knightly. Agora, a empresa quer aproveitar essa possibilidade em 12 Estados do país - entre eles Arizona, Kansas, Nova York e Virgínia. Em entrevista ao jornal The New York Tumes, seu presidente, Brad Smith, classificou os espaços em branco como "a melhor solução para chegar aos 80% da população americana rural que não tem banda larga hoje em dia".

Vantagens

Mas o que a Microsoft e outras empresas que têm investido nessa causa ganham ao promover esse tipo de ação? Em primeiro lugar, mais de 24 milhões de "clientes em potencial" que poderão usar, uma vez conectados, seus serviços de nuvem, aplicativos e outras ferramentas digitais. E, além disso, elas podem ganhar prestígio de marca e popularidade. Para apoiar seu plano, a Microsoft começou negociações com reguladoras estatais para que elas possam garantir o uso dos canais de televisão para este fim e para que invistam na extensão da tecnologia em áreas rurais. Mas há ainda alguns obstáculos pelo caminho. Poucos fabricantes estão criando dispositivos compatíveis com essa tecnologia e alguns dos que podem ser usados custam pelo menos US$ 1 mil por unidade. A Associação Nacional de Radiodifusores dos Estados Unidos (NAB, na sigla em inglês) diz que há apenas 800 dispositivos compatíveis com o super wi-fi registrados pelos reguladores. "Os espaços em branco supõem uma oportunidade tremenda para ajudar na cobertura de radiodifusão nas áreas rurais e isso justifica o custo inicial dos fabricantes", disse Doug Brake, analista da Information Technology & Innovation Foundation (ITIF), uma organização sem fins lucrativos nos Estados Unidos. Outro desafio é a batalha interminável com emissoras de televisão, que garantem que o super wi-fi poderia prejudicar o funcionamento dos outros canais. "A Microsoft está há mais de uma década fazendo promessas sobre a tecnologia dos espaços em branco. Em que momento podemos finalmente concluir que ela é um fracasso?", escreveu Patrick McFadden, do Conselho Geral da NAB. Enquanto isso, a gigante garante que seu objetivo não é se tornar uma empresa de telecomunicações, mas que quer apenas conseguir que os dispositivos para usar essa tecnologia sejam mais acessíveis. Várias universidades americanas se mostraram favoráveis, mas falta muito para que o super wi-fi seja um padrão de mercado. Alguns de seus críticos a comparam com a falida WiMAX, que foi apresentada como a principal estratégia para alcançar as zonas rurais, mas depois se mostrou um fracasso. fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40650487

CONTRA SUPERBACTÉRIAS, HOSPITAIS TENTAM CONTER ABUSO NA PRESCRIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS

No final de janeiro, a estudante macapaense Adrielly Gadelha Montoril, de 23 anos, se preparava para um final de semana tranquilo após sua rotina de hemodiálise. Três vezes por semana, ela era submetida à transfusão de sangue por meio de uma fístula arteriovenosa - ligação entre uma artéria e uma pequena veia feita em seu antebraço. A doença renal crônica que a acometia estava sob controle, e nada no horizonte indicava que ela precisaria de intervenções médicas emergenciais. Mas uma dor insuportável em seu braço, iniciada numa sexta-feira, deu o sinal de que algo poderia estar errado. "Eu peguei uma bactéria na fístula - não sabemos como. Fiquei em casa no final de semana chorando de dor, pedindo ajuda para meu pai. Meu braço queimava. Fiquei três dias tomando antibiótico, e ela só foi progredindo. Crescia. A gente pensava que ela estava morrendo. Eu tinha febre, aquela agonia no meu braço. Mas a gente não sabia o que era aquela bactéria", relembra. Na segunda-feira seguinte, quando Adrielly chegou ao hospital para uma nova sessão de hemodiálise, havia uma bolha negra em seu braço. "Os médicos se assustaram. Tiraram foto porque nunca tinham visto aquilo. Fui levada com urgência para a sala de cirurgia", relembra. "Meus pais não queriam acreditar. A fístula é um canal para o coração. Foi um milagre eu ter sobrevivido." Adrielly foi vítima de uma infecção por uma versão resistente da bactéria Staphylococcus aureus. Além de ter que se submeter a uma cirurgia para limpeza da área, a estudante perdeu a chance de continuar com as transfusões. Diante disso, a estudante teve que entrar de emergência na fila de transplante. Ela recebeu um novo órgão em abril. Após idas e vindas, teve alta definitiva na última terça-feira, mais de seis meses depois da infecção bacteriana. Assim como Adrielly, casos de pacientes infectados por bactérias resistentes vêm crescendo no Brasil e já causam ao menos 23.000 mortes por ano, estimam especialistas. Uma das principais causas da resistência bacteriana é o uso excessivo de antibióticos, inclusive dentro do ambiente hospitalar. Por esse motivo, hospitais brasileiros vêm implantando um novo sistema para controlar o consumo desses medicamentos e evitar abusos. "Há uma dificuldade estrutural para enfrentar a resistência antimicrobiana, mas hoje sabemos que é preciso implementar regras básicas para diminuir o uso de antimicrobianos. O paciente chega com um problema e o médico já prescreve o antibiótico," afirma Sylvia Lemos Hinrichsen, médica infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desde o ano passado, Sylvia vem treinando hospitais brasileiros a racionalizar o uso de antibióticos, após estudar programas de gestão de uso desses medicamentos no Reino Unido. Gestão racionalClostridium difficile, que é associada ao uso de antibióticos. "Conseguimos praticamente tudo: redução dos índices de resistência, de custo com antibióticos e de efeito adverso para os pacientes", enumera Mathiasi.

A passos lentos

O HCor faz parte de uma rede de 220 hospitais nacionais que têm sido treinados dentro de um programa internacional da empresa farmacêutica MSD. A companhia diz que já levou a iniciativa a 26 países. Oferecido gratuitamente, o programa faz parte dos esforços da companhia para que seus antibióticos durem mais. Com a capacidade de bactérias de se adaptar rapidamente aos medicamentos desenvolvidos para eliminá-las, remédios às vezes podem se tornar inúteis em poucos anos, gerando perdas às farmacêuticas. A ideia é elogiada por especialistas, mas ainda está longe de representar a realidade brasileira. "Não estamos onde deveríamos estar," resume Ana Gales, coordenadora do Comitê de Resistência Antimicrobiana da Sociedade Brasileira de Infectologia. "Um programa como esse deveria estar em todos os hospitais brasileiros. Mas, como país subdesenvolvido, temos instituições onde isso está completamente implantado, mas outras que ainda nem começaram", diz. Parte dos entraves é estrutural. O Brasil tem cerca de 6.200 hospitais, e nem todos possuem laboratórios de microbiologia, o que dificulta tratamentos precisos. Um levantamento preliminar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015 indicou que o país tinha 660 laboratórios do gênero cadastrados em seu sistema - praticamente um para cada dez hospitais. A agência diz que abriu nova chamada para cadastrar essas instituições. Também não há ainda um guia nacional para as instituições hospitalares. Aqueles que adotaram tais iniciativas recorreram a publicações internacionais, como a da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA, na sigla em inglês). Em nota, a Anvisa informou que trabalha desde novembro em uma diretriz nacional para hospitais e que irá publicá-la até o final do ano. "Um modelo nacional vai sem dúvida estimular os hospitais a adotar o modelo", avalia Alcântara Neto, do Hospital Walter Cantídio. "Você imagina, vários hospitais do Ceará, trabalhando com uma mesma metodologia. Tem chance de dar resultados melhores."

Lucro

Outro entrave é comercial. Ainda perdura em muitos hospitais, principalmente privados, a visão de que usar antibióticos é uma prática lucrativa. As instituições, ao medicar pacientes, cobram dos convênios o uso desse medicamento, num modelo de revenda, no qual garantem margem de lucro. Mas especialistas dizem que a prática está cada vez mais em declínio. "A gente já identifica que esse pagamento por serviço de antibiótico está morrendo. Poucos hospitais ainda sobrevivem disso", diz Mathiasi, do HCor. Sylvia Hinrichsen, da UFPE, acredita que a mentalidade econômica do uso de antibióticos e a cultura de usar o medicamento em excesso precisam mudar por inteiro - e que o paciente também faz parte dessa mudança. "Essa cultura vai precisar mudar porque a própria população vai começar a entender que não é para tomar antibiótico por 21 dias, não é para tomar quatro tipos de antibióticos numa tacada só", diz. "Vai ser igual a quando começamos a usar cinto de segurança - vamos entender que o risco de não utilizar corretamente pode ser fatal." fonte:http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40686894

domingo, 16 de julho de 2017

AQUECIMENTO GLOBAL PODERÁ TRAZER O CAOS AOS AEROPORTOS NOS PRÓXIMOS ANOS

Quando o assunto são as consequências do aquecimento global, o normal é que as discussões girem em torno do aumento do nível dos mares, das variações dos padrões climáticos e de como tudo isso poderá afetar a flora e a fauna do planeta, as pessoas que habitam próximo à costa e a produção de alimentos. No entanto, segundo Jenna Gallegos, do The Washington Post, um estudo recente apontou mais um problema relacionado com o aumento das temperaturas. De acordo com Jenna, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA, concluíram que o aquecimento global poderá trazer o caos a aeroportos de várias partes do mundo — incluindo alguns da Europa e das Américas que estão entre os mais movimentados do planeta. Conforme explicaram, com o aumento das temperaturas, a ocorrência de ondas de calor se torna mais frequente — e, com elas, as manobras de decolagem se tornam bem mais complicadas.

Questão de aerodinâmica

Segundo Jenna, o que acontece é que, basicamente, quando a temperatura do ar aumenta, sua densidade diminuiu e, com isso, o avião não consegue gerar “empuxo” suficiente para decolar. Com isso, os comandantes precisam levar uma série de aspectos em consideração antes de decolar para garantir que a manobra ocorra sem riscos, como a extensão da pista, o tipo da aeronave que estão pilotando e o peso que estão transportando. No caso do peso especificamente, para contornar o problema, a solução seria se livrar do excesso dele — o que significa que os pilotos teriam que voar com menos combustível e remover bagagens e até passageiros para tornar as aeronaves mais leves. Pois o estudo realizado pelos pesquisadores de Columbia apontou que, se as temperaturas continuarem subindo, entre 10 e 30% dos aviões (totalmente carregados) serão incapazes de decolar durante os períodos mais quentes do dia. Isso acabaria forçando as companhias aéreas a tomar as medidas que mencionamos acima — e que não agradariam nadinha aos passageiros. Outra opção seria esperar até as temperaturas voltarem a cair à noite ou de madrugada, mas isso poderia gerar atrasos, desconfortos e mais infelicidade entre os viajantes.

Calor e caos

No estudo, os pesquisadores explicaram que, desde 1980, a média das temperaturas no planeta aumentou em quase um grau Célsius, mas até o ano de 2100, se nenhuma medida for tomada para frear o aquecimento global, a previsão é que elas subam em mais 3 graus. Acontece que, como comentamos no início da matéria, o aumento das temperaturas tornam as ondas de calor mais frequentes e, com elas, as temperaturas nos aeroportos em todo o mundo poderiam subir entre quatro e 8 graus durante esses eventos. Com isso, os pesquisadores estimaram que, até 2080, o número de dias nos quais as restrições de peso para viajar passariam a ser aplicáveis ficaria entre 10 e 50 dias por ano. Os aeroportos com as pistas mais curtas, situados em cidades mais altas e em regiões do mundo mais cálidas seriam os mais prejudicados, e entre eles estariam os de Bangkok, Dubai, Miami, Los Angeles, Phoenix, Denver, Washington, e La Guardia, em Nova York. Aeroportos situados em cidades menos quentes e cujas pistas são mais longas — como é o caso de Heathrow, em Londres, e Charles de Gaulle, em Paris —, teriam menos problemas, mas, mesmo assim, os pesquisadores previram que as restrições poderiam aumentar em até 50% em todos os aeroportos. Na verdade, esse problema já foi observado anteriormente, como foi um caso que aconteceu em junho deste ano, no aeroporto de Phoenix, no Arizona, quando mais de 40 voos tiveram que ser cancelados — o que, por sua vez, gerou uma série de problemas e atrasos — depois que as temperaturas chegaram a escaldantes 49 °C. O problema é que, segundo o estudo apresentado agora, esses eventos passarão a ser muito mais frequentes nas próximas décadas. fontes: washingtonpost.com/news/energy-environment/wp/2017/07/13/climate-change-could-make-flying-even-more-hellish/?utm_term=.d571fa04f861 // bbc.com/news/world-us-canada-40339730

CIENTISTAS CAPTAM SINAIS ESTRANHOS DE ESTRELA PRÓXIMA AO NOSSO SISTEMA

Sinais de rádio supostamente vindos da estrela Ross 128, uma das mais próximas do nosso sistema, estão intrigando os cientistas. Agora, o maior telescópio de rádio em operação na atualidade – localizado no Observatório de Arecibo, em Porto Rico – está sendo virado em direção a ela para captar com mais precisão essas ondas e, quem sabe, ajudar a decifrar do que se tratam. A Ross 128 é a décima segunda estrela mais próxima do nosso Sol, a aproximadamente 11 anos-luz de distância, e é a fonte mais provável dos sinais enigmáticos que Abel Mendez, professor da Universidade de Porto Rico, descreveu como “pulsos não polarizados quase periódicos de banda larga com características muito fortes que se assemelham a dispersões”. Uma das suspeitas de Mendez é que os sinais sejam resultado de erupções solares da Ross ou por algo fora do campo de visão atual ou até mesmo por um satélite em uma órbita mais alta. “Caso você esteja se perguntando, a hipótese de alienígenas está abaixo de muitas outras explicações melhores”, disse o professor. O problema com as 3 teses levantadas pelos cientistas é que as frequências dos sinais não são compatíveis com erupções e com as dispersões identificadas, além de o fato de terem poucos objetos próximos no campo de visão e que satélites não costumam emitir pulsos semelhantes aos captados. Agora, resta aos cientistas recorrer ao telescópio de Arecibo para tentar entender melhor do que se trata. Outra estrela, a Barnard, que também é uma anã vermelha, também está no escopo e na mira dos “ouvidos” do observatório. fonte: cnet.com/news/ross-128-arecibo-radio-telescope-signals-space-aliens/#ftag=CAD590a51e

CONHEÇA 13 QUALIDADES DE QUEM É EMOCIONALMENTE INTELIGENTE

Inteligência emocional é a capacidade que algumas pessoas têm, mas que todas deveriam ter, de interpretar os acontecimentos da vida e tomar atitudes saudáveis diante deles. Parece fácil, mas não é tão simples assim, e, se você quer saber um pouco mais sobre o assunto, confira a seguir algumas características presentes em quem tem um bom nível de inteligência emocional:

1 – Elas têm um bom vocabulário emocional

Todas as pessoas sentem emoções, mas poucas sabem reconhecer exatamente que tipo de emoção estão sentindo. Quem tem uma boa inteligência emocional não costuma falar apenas que está se sentindo bem ou mal, mas nomeia sentimentos como ansiedade, irritação, frustração, desânimo e por aí vai.

2 – Demonstram curiosidade pelas outras pessoas

Quanto mais você se importa com as outras pessoas e demonstra empatia, mais emocionalmente inteligente você é.

3 – Não se assustam com mudanças

São pessoas flexíveis e que se adaptam constantemente às novidades. Elas sabem que o medo da mudança é paralisante e geralmente nos impede de ter sucesso.

4 – Reconhecem suas fraquezas e seus pontos fortes

Autoconhecimento é uma coisa que essas pessoas dominam bem. Como estão sempre em busca de aperfeiçoamento, conseguem administrar bem as próprias qualidades e também os defeitos.

5 – São boas em julgar caráter

Conseguem interpretar ações, gestos e olhares das outras pessoas e não são enganadas com facilidade.

6 – Se ofendem com pouca frequência

Como se conhecem bem, não se ofendem com o que outra pessoa possa dizer sobre elas. São pessoas confiantes e de mente aberta.

7 – Sabem dizer não

Não são pessoas muito impulsivas e costumam colocar a saúde mental como prioridade, por isso sabem dizer não. Aliás, quem não consegue dizer não é geralmente quem mais sofre com stress, esgotamento e depressão.

8 – Aprendem com os erros

Elas também erram, é claro, mas não ficam remoendo aquilo que não saiu como o planejado e, inclusive, aproveitam o erro para aprender com ele.

9 – São solícitas e não esperam retorno

Pessoas emocionalmente inteligentes costumam dar pequenos mimos, bilhetinhos e demonstrar que se importam com os outros. Como não esperam nada em troca, acabam construindo bons relacionamentos.

10 – Não guardam rancor

Elas sabem que emoções negativas, quando acumuladas, só nos fazem mal. Quando alguém pisa na bola, conversam e geralmente perdoam – dependendo da gravidade do problema, é claro. Agora jogar na cara da amiga aquela briga de 10 anos atrás? Jamais.

11 – Não esperam a perfeição

Nada é perfeito, então não adianta teimar. Fazer o seu melhor, sim. Querer ser perfeito, não.

12 – Elas ficam sozinhas de vez em quando

Elas trabalham, lidam com amigos e familiares, cumprem tarefas domésticas e, frequentemente, gostam de ficar sozinhas, desconectadas das outras pessoas e do mundo. Dessa forma, ficam menos estressadas, meditam e exercitam a criatividade.

13 – Elas não dão importância à opinião de qualquer um

Guiar escolhas com base no medo do que pessoas que nem são próximas da sua vida podem dizer é, racionalmente pensando, bem esquisito. Ainda assim, muita gente faz isso – não os emocionalmente inteligentes, é claro. Eles sabem que a vida é curta demais para se preocupar com a opinião daquele cara mala do escritório sobre a foto que você postou no Instagram. fonte:http://motto.time.com/4117921/emotional-intelligence-signs/

sábado, 15 de julho de 2017

CONHEÇA AS PRINCIPAIS PARTÍCULAS HIPOTÉTICAS CANDIDATAS A MATÉRIA ESCURA

Segundo explicamos, ela é incrivelmente difícil de se detectar por não absorver ou refletir a luz e, portanto, por ser invisível. Por outro lado, a sua existência é real, já que a força gravitacional que ela exerce e sua interação com a matéria comum do Universo podem ser medidas — e os astrônomos acreditam que mais de 25% do cosmos são compostos por ela. Isso significa que, de acordo com Johar Ashfaque, um pesquisador da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, quando olhamos para o espaço, mesmo quando fazemos isso através dos equipamentos mais sensíveis e poderosos de que dispomos, só conseguimos ver uma pequena fração do que existe por aí. Segundo Johar, na verdade, para cada grama de átomos que existe no Universo, temos cinco vezes mais matéria escura — e, apesar de ela ser tão abundante, há décadas os cientistas tentam detectá-la. No entanto, embora a Ciência siga se esforçando para desvendar o mistério sobre o que, afinal, é a matéria escura, algumas partículas hipotéticas são consideradas fortes candidatas. Veja:

1. WIMPs

O nome WIMPs vem de Weakly Interacting Massive Particles (ou “Partículas Massivas que Interagem Fracamente” em tradução livre) e se refere a uma partícula hipotética que se comporta diferente da matéria como nós conhecemos. Modelos matemáticos apontaram que, se essa partícula existe, ela seria cinco vezes mais abundante do que a matéria comum — coincidindo com a quantidade de matéria escura presente no Universo. Segundo Johar, a WIMPs interagiria com a matéria comum através de sua força eletromagnética, o que permitiria explicar o motivo de a matéria escura ser invisível. Conforme explicou, cerca de 10 mil dessas partículas atravessariam cada centímetro quadrado do nosso planeta por segundo e apenas interagiriam por meio da gravidade e exercendo uma pequena força. Sendo assim, se algum dia os pesquisadores confirmarem a existência das WIMPs, suas características indicam que elas poderiam ser detectadas através de suas colisões — que afetariam as partículas carregadas aqui no nosso planeta, fazendo com que elas produzissem luz.

2. Áxions

De acordo com Johar, os áxions seriam partículas hipotéticas que se movem lentamente, possuem pouca massa, não contam com carga e apenas interagem fracamente com a matéria comum — o que significa que elas não seriam muito fáceis de se detectar. No entanto, os físicos acreditam que, se sua existência for confirmada, os áxions com uma massa específica poderiam explicar a natureza invisível da matéria escura, pois, se eles fossem um tiquinho mais leves ou mais pesados, nós poderíamos detectá-los. Além disso, se essas partículas existirem mesmo, elas seriam capazes de se degradar em pares de fótons, e os físicos poderiam focar sua busca nesses pares de partículas de luz para confirmar sua presença.

3. MACHO

Vai dizer que você não achou o nome “MACHO” divertido? Na verdade, ele é o acrônimo de Massive Compact Halo Object (ou “Objeto com Halo Compacto e Grande Massa” em tradução livre) e se refere a uma partícula hipotética que está entre as mais fortes candidatas a explicar a existência e a origem da matéria escura. Conforme explicou Johar, assim como acontece com as anãs marrons e brancas e as estrelas de nêutrons, as MACHOs (fala sério... o nome é ótimo!) também seriam compostas por matéria comum. Entretanto, o que torna essas partículas invisíveis é o fato de elas emitirem pouquíssima ou quase nenhuma luz. Uma forma de detectá-las seria através do monitoramento do brilho de estrelas distantes por meio de um fenômeno conhecido como “lente gravitacional”. Esse efeito é observado quando a luz emitida pelas estrelas desvia ao passar por objetos celestes massivos— como as galáxias, por exemplo — que desviam a luz de objetos que se situam atrás deles com relação aos observadores aqui na Terra.
Pois esse fenômeno visual pode fazer com que a luz emitida pelo objeto mais distante “entre em foco” graças à interferência do objeto mais próximo, intensificando o brilho do corpo que se encontra mais longe — o que permitiria aos pesquisadores estimar a quantidade de matéria escondida por ali. A dificuldade é que o efeito depende da quantidade de matéria — comum e escura — que existe em uma galáxia, e Johar disse que os cientistas acham pouco provável que uma quantidade suficiente desses corpos escuros possa se acumular de forma a justificar a abundância de matéria escura que existe no Universo.

4. Partícula de Kaluza-Klein

A teoria de Kaluza-Klein se baseia na existência de uma 5° dimensão invisível — além do tempo e das outras 3 dimensões do espaço, ou seja, altura, largura e profundidade. Essa teoria também prediz uma partícula que teria massa equivalente à de 550 a 650 prótons e que poderia explicar a existência da matéria escura. Segundo Johar, a partícula prevista por Kaluza-Klein poderia interagir com a matéria através do eletromagnetismo e da gravidade. Contudo, como ela estaria em uma dimensão que nós não conseguimos “ver”, isso explicaria o motivo de não sermos capazes de encontrá-la ao simplesmente apontar os telescópios para o céu. Por outro lado, como a partícula de Kaluza-Klein deveria se degradar na forma de partículas que podem ser medidas — como os fótons e os neutrinos —, os físicos estão tentando detectá-la através de experimentos com o Grande Colisor de Hádrons.

5. Gravitino

De acordo com Johar, a existência do gravitino foi prevista graças à combinação da teoria da supersimetria e da teoria geral da relatividade, ou seja, pelas teorias de supergravitação. A primeira delas — a da supersimetria — estabelece que todos os bósons (partículas que contam com spin inteiro, como é o caso dos fótons) possuem um supercompanheiro hipotético conhecido como “fotino” que, por sua vez, conta com um spin semi-inteiro. Basicamente, o gravitino seria o supercompanheiro do (também hipotético) gráviton — que seria a partícula responsável por transmitir a força da gravidade. Assim, em determinados modelos da supergravitação nos quais o gravitino tem pouca massa, ele poderia explicar a presença da matéria escura. fontes: https://theconversation.com/from-machos-to-wimps-meet-the-top-five-candidates-for-dark-matter-51516 // http://news.sciencemag.org/physics/2014/10/dark-matter-out-wimps-simps // http://beyondearthlyskies.blogspot.com.br/2015_07_01_archive.html // http://beyondearthlyskies.blogspot.com.br/2015_07_01_archive.html // http://holographicarchetypes.weebly.com/21st-century-god.html // http://www.homepages.ucl.ac.uk/~zcapjgs/neutrino.html // zmescience.com/space/astrophysics-space/dark-energy-dark-matter-11032014/

CONHEÇA 5 COISAS QUE SEU CORPO PODE FAZER PARA MELHORAR A SUA VIDA

Às vezes, buscamos formas de resolver algum incômodo profissional ou algum tipo de dor sem nem imaginarmos que nosso corpo pode nos ajudar a dar conta o recado. O Cracked reuniu uma série de dicas que podem ajudar você nos momentos de aperto, e elas são tão incríveis que não poderíamos deixar de compartilhar. Confira:

1. Gelo

Os orientais sempre tiveram uma preocupação com a saúde, e algumas técnicas bem antigas dessa cultura ainda são reproduzidas até hoje. A acupuntura, por exemplo, é uma prática bastante antiga, que estimula pontos hipersensíveis do corpo com a finalidade de diminuir a dor ou os sintomas de alguma doença – essa dor é geralmente em um ponto diferente da região que é pressionada. Um desses pontos de cura é chamado de Hoku e fica entre o dedo indicador e o polegar, como você pode ver na imagem abaixo. Para os orientais, o Hoku é um ponto poderoso, capaz de aliviar dores causadas por inflamação, por exemplo. Pesquisas recentes já comprovaram que uma massagem leve na região com um cubinho de gelo é, realmente, uma espécie de analgésico natural: consegue mesmo acabar com a dor. Só para você ter ideia, esses estudos mostraram que a mesma técnica é eficiente para aliviar até as dores do parto e, inclusive, as dores pós-parto. Se você está se perguntando se só funciona com gelo, a resposta é: sim. Outro estudo, focado em dores de dente, avaliou os efeitos de três formas de realizar a técnica de Hoku: massagem com gelo; massagem normal; e massagem normal de modo que os voluntários recebiam a informação de que só ela, sem o gelo, era capaz de curar dores de dente (a intenção aqui era testar um possível efeito placebo). O resultado? A massagem com o gelo se mostrou muito mais eficiente, capaz de acabar com a dor de dente de mais da metade dos participantes.

2. Cochilo poderoso

A humanidade já conseguiu ir até a Lua, já criou drogas poderosas para combater doenças graves, já desenvolveu tecidos impermeáveis, está planejando colonizar Marte, mas, mesmo assim, ainda não aprendeu a parar de deixar tudo para a última hora. Procrastinadores quase que por essência, insistimos em estudar para a prova de segunda-feira de manhã às 11h da noite de domingo. E achamos que nosso cérebro vai se lembrar de tudo o que lemos de um dia para o outro, sem descanso, funcionando à base do energético. Muito sensato. A boa notícia é que, enquanto não aprendermos a fazer as coisas com antecedência, parece que há uma forma de estimular nossa memória a funcionar melhor depois de maratonas de estudos – anote a receita agora, não vá deixar para depois. Na verdade, para se lembrar do que você estudou naquela noite em claro, você só precisa... dormir! A verdade é que já é cientificamente comprovado que, em vez de estudar a noite inteira sem parar, o melhor mesmo é tirar um bom cochilo durante a madrugada infernal. Então, antes de tomar litros de café como se não houvesse amanhã, poupe seu sistema digestório dessa overdose, diminua a quantidade de café e faça o esforço de tirar um cochilo no meio da sua maratona. Não é de hoje que sabemos que uma boa noite de sono nos ajuda a memorizar alguns assuntos e a consolidar novos aprendizados. A novidade é que dormir por 45 minutos no meio daquela noite que tem tudo para ser interminável pode ter o mesmo efeito restaurador do que uma noite inteira de sono – obviamente, isso serve apenas para aquelas noites em que você PRECISA ficar acordado. Um estudo alemão publicado em 2015 revelou que dormir entre 45 e 60 minutos em meio a uma maratona de estudos à noite pode melhorar em até cinco vezes a nossa memória. Isso acontece porque o cochilo longo melhora o desempenho do hipocampo, a região cerebral relacionada com a memória e a absorção de novos aprendizados. É ou não é uma boa notícia para quem de vez em quando se vê obrigado a passar a noite em claro?

3. Precisa de foco?

Às vezes é difícil conseguir se concentrar e, para auxiliar você a resolver esse problema, nada melhor do que a boa e velha natureza. Não que você precise de um motivo para passar algum tempinho admirando um jardim bonito, uma árvore carregada de frutas ou um canteiro de morangos, mas se é motivo que você procura, aqui está: a natureza pode ajudar você a se concentrar melhor. Nossa vida tem tanta informação que podemos dizer que nosso cérebro é uma árvore cheia de galhos, e nossos pensamentos, passarinhos saltitantes que pulam de um lado para o outro. Nesse sentido de descobrir o que faz com que uma pessoa consiga se concentrar, olhar para paredes brancas definitivamente não funciona. Admirar uma paisagem natural, no entanto, parece dar certo. E antes que você diga que não tem como visitar um parque todos os dias, fique tranquilo: funciona também se você olhar para alguma foto de natureza. Ufa! Pesquisadores da Universidade de Melbourne estudaram a fundo a questão da concentração em 150 voluntários, que tiveram que realizar tarefas consideradas estafantes e cansativas. Na primeira rodada, todos tiveram um papel semelhante. Depois, no entanto, os participantes tiveram um pequeno intervalo e viram algumas imagens. Os que observaram imagens de natureza, ainda que por apenas 40 segundos, conseguiram ter mais foco e, como se não bastasse, erraram menos na hora de realizar as tarefas.

4. A relação entre seu estômago e sua conta bancária

Pode parecer absurdo demais, mas a fome afeta nossa percepção visual, sabia? Isso acontece porque, quando nosso corpo sente que está na hora de fazer uma refeição, conseguimos ver os itens à nossa volta de maneira mais clara, como se eles estivessem ampliados. A lógica é simples: da mesma forma que conseguimos correr mais rapidamente quando estamos com medo, conseguimos raciocinar melhor quando estamos com fome. Estudos recentes sugerem que decisões financeiras devem ser tomadas quando estamos em jejum há algum tempo. A sugestão tem a ver com o fato de que a fome muda a maneira como percebemos situações de risco e de recompensa, de modo que passamos a ser mais sensatos. Um estudo realizado na Holanda em 2014 separou dois grupos de voluntários que participariam de um jogo de aposta – as pessoas de um dos grupos ficaram sem comer por 10 horas antes de se envolver nas atividades. O resultado? As pessoas que estavam com fome foram as que fizeram os melhores investimentos no jogo, pensando melhor em questões em longo prazo.

5. É bom chorar durante negociações

Quando pensamos em negociações financeiras, por exemplo, imaginamos que a pessoa que se dá melhor é aquela séria, compenetrada, confiante e que demonstra ter poder. A ciência, no entanto, diz outra coisa: bom mesmo é chorar. Em um experimento, 200 voluntários precisaram participar de um jogo de negociação, tentando técnicas de emoção diferentes cada vez. O ganhador? Aquele que parecia estar profundamente triste. O experimento foi repetido três vezes, e o vencedor era sempre aquele que chorava. O motivo? Bem... Mesmo os negociadores mais durões são humanos e capazes de sentir compaixão e simpatia. Antes que você já se prepare para chorar na próxima reunião de trabalho, o alerta: não é em toda situação que o chororô funciona. Para dar certo, a pessoa que chora precisa estar em uma posição hierárquica de poder inferior à do negociador. Outro fator que ajuda nesse sentido é fazer com que o negociador sinta que, por ajudar a pessoa com quem está negociando, poderá contar com ela no futuro. fonte: cracked.com/article_22988_5-surprisingly-easy-ways-to-trick-your-body-into-awesomeness.html

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM OSSOS DE "GIGANTES" NA CHINA

Se você leu o título acima e foi logo imaginando que finalmente encontraram provas de que uma civilização de seres imensos, com vários metros de altura, viveram um dia aqui no nosso planeta, deixe a gente explicar desde já que, por “gigantes” — entre aspas! — os pesquisadores responsáveis pela descoberta se referem a humanos muito altos, medindo bem, bem acima da média esperada. Tendo esclarecido essa questão, vamos aos detalhes!
De acordo com Peter Dockrill, do site Science Alert, arqueólogos chineses escavando um sítio situado na Província de Shandong, situada no sudoeste do país, se depararam com ossos humanos de indivíduos que, em vida, teriam medido entre 1,8 e 1,9 metro de altura ou mais. Segundo os cientistas, essas pessoas foram sepultadas há cerca de 5 mil anos, durante o neolítico — e certamente teriam sido consideradas “gigantes” na época. Conforme explicou um dos arqueólogos envolvidos na descoberta, Fang Hui, chefe do Departamento de História e Cultura da Universidade de Shandong, no caso do indivíduo de 1,9 metro de altura, a estimativa foi feita com base apenas na estrutura óssea do sujeito, o que significa que, em vida, ele provavelmente mediria vários centímetros a mais.
Local onde as escavações estão sendo conduzidas (Science Alert/Universidade de Shandong). Para você entender melhor a razão de os arqueólogos terem chamado os indivíduos descobertos de “gigantes”, em 2015, a altura média de homens com 18 anos de idade que vivem na região de Shandong foi estimada em 1,75 metro, enquanto que a média na China não passou de 1,72 metro no mesmo ano. Os cientistas não sabem dizer qual era, exatamente, a média de altura há 5 mil anos no país, mas, a título de comparação, na Europa, os homens do mesmo período não mediam mais de 1,65 metro. Considerando ainda que a população chinesa atual provavelmente tem mais acesso a uma maior variedade de alimentos e a informações nutricionais, fica evidente que os indivíduos descobertos eram mesmo “gigantes” para a época.

Quem eram os gigantes?

As sepulturas foram encontradas em um sítio arqueológico situado no vilarejo de Jiaojia, anexo à cidade de Jinan, que vem sendo escavado desde o ano passado. Segundo Peter, até o momento, os pesquisadores encontraram as ruínas de 205 túmulos e 20 poços que serviam para sacrifícios nas proximidades de 104 residências, e eles acreditam que os indivíduos pertenciam à cultura Longshan. Veja mais algumas imagens no vídeo a seguir: Com relação à grande estatura dos exemplares descobertos, os arqueólogos argumentam que as pessoas da região já tinham desenvolvido a agricultura e provavelmente tinham acesso a uma rica e variada seleção de alimentos — e que essa abundância nutricional deve ter afetado a altura dos indivíduos. Outra coisa que os arqueólogos descobriram é que os indivíduos mais altos — entre os que foram encontrados — estavam em tumbas maiores e mais elaboradas, sugerindo que eles deviam ser considerados importantes na comunidade e ter um status mais elevado — e, provavelmente, mais acesso a alimentos de melhor qualidade. Cerâmicas e outros objetos encontrados nas sepulturas (Science Alert/Universidade de Shandong). Os arqueólogos também encontraram indicações de que essas pessoas viviam em casas com quartos e cozinhas separadas dos demais cômodos, mostrando o nível de avanço e prosperidade com o qual a população dispunha há 5 mil anos. Durante as escavações, os cientistas ainda recuperaram uma variedade de objetos de jade e cerâmica, assim como ossos de animais que, aparentemente, eram criados no vilarejo. O legal é que, segundo Peter, essas descobertas são preliminares e representam o trabalho realizado em 2 mil metros quadrados de uma área de um quilômetro quadrado que ainda deverá ser escavada. Portanto, é bastante possível que muitas outras coisas interessantes sejam encontradas — e muitos outros mistérios sobre esses intrigantes “gigantes” sejam desvendados. fonte: sciencealert.com/archaeologists-discover-the-ancient-remains-of-5-000-year-old-giants-in-china

CONHEÇA 7 LUGARES QUE VOCÊ NÃO PODE VISITAR

1 . Fort Knox (EUA)

Coordenadas: 37° 52′ 59.52″ N, 85° 57′ 54.9″ W. Conhecido pelo nome oficial de “United States Bullion Depository” — ou “Depósito de Ouro dos Estados Unidos” —, o Fort Knox foi construído em meados da década de 30 para guardar as reservas de ouro dos EUA. O edifício também já chegou a abrigar a Declaração de Independência dos Estados Unidos, a Constituição, uma cópia da Magna Carta e várias joias, reservas e documentos históricos de países europeus durante a Segunda Guerra Mundial. O Fort Knox conta com dois andares, e a entrada ao cofre é guardada por uma porta com mais de meio metro de espessura pesando 20 toneladas. Além disso, originalmente, a estrutura foi construída com 750 toneladas de aço reforçado, 670 toneladas de cantoneiras também de aço, mais de 450 metros cúbicos de granito e quase 3.200 metros cúbicos de concreto. O forte é guardado por câmeras de segurança, alarmes, arame farpado, cercas elétricas, minas terrestres, guardas fortemente armados, microfones e por batalhões que formam parte das unidades do exército que montam acampamento na área. O motivo? Atualmente, o Fort Knox guarda um total de aproximadamente 4,2 milhões de quilos de ouro — apenas! —, e o acesso ao interior do cofre, obviamente, é terminantemente proibido.

2. Arquivos Secretos do Vaticano (Cidade do Vaticano)

Além de ser o local que guarda todos os atos já promulgados pela Santa Sé, assim como todo tipo de documento papal acumulado ao longo dos séculos, estima-se que Arquivos Secretos do Vaticano contam com quase 84 quilômetros de prateleiras repletas de materiais, e que eles contam com 35 mil volumes apenas no “catálogo seletivo”. Na verdade, os documentos guardados no local não são tão secretos assim e podem ser consultados publicamente — contanto que eles tenham mais de 75 anos. Além disso, existem índices disponíveis para quem quiser conferir quais são os textos e obras que constam no acervo geral. Contudo, o acesso físico aos Arquivos Secretos do Vaticano é terminantemente proibido, e, se você quiser verificar algum texto, primeiro é necessário enviar um pedido solicitando o documento específico que você deseja consultar.

3. Mezhgorye (Rússia)

Coordenadas: 54° 15′ 18″ N, 58° 6′ 7.2″ E. Mezhgorye é o nome de uma cidade militar fechada localizada próximo ao Monte Yamantaw, nos Montes Urais, na Rússia. A localidade foi fundada a partir da fusão das guarnições militares Beloretsk-15 e Beloretsk-16 — e possivelmente de uma terceira chamada Alkino-2 — em 1995 e ficou conhecida no resto do mundo após ser descoberta por satélites espiões norte-americanos no final dos anos 90. Segundo a estimativa de especialistas, Mezhgorye — que ainda está em construção — ocupa uma área de mais de 980 quilômetros quadrados e tem capacidade para abrigar uma população de 60 mil pessoas. Além disso, militares norte-americanos observaram vários projetos de escavação no local ao longo dos anos, o que levantou fortes suspeitas de que a cidade abrigaria uma instalação nuclear secreta e possivelmente um bunker. Os russos já apresentaram várias explicações a respeito da movimentação em Mezhgorye, alegando que a cidade não oferece qualquer risco aos EUA. Segundo disseram, o local funcionaria como um centro para trabalhos de mineração, que lá existiria um enorme cofre que guarda tesouros russos, um abrigo nuclear e um armazém para alimentos. No entanto, nenhuma dessas justificativas convenceu os norte-americanos completamente.

4. Bohemian Grove (EUA)

Localizado em Monte Rio, em São Francisco, mais precisamente na Bohemian Avenue 20.601, o Bohemian Grove é um clube extremamente exclusivo composto apenas por homens. A organização foi fundada no finalzinho do século 19, e os integrantes — membros da elite econômica, política e artística dos EUA — se reúnem anualmente durante duas semanas em um acampamento. Alguns dos membros mais ilustres do clube incluem ex-presidentes norte-americanos — como Eisenhower, Nixon, Ford, Reagan e o Bush pai e filho —, assim como figurões famosos como Mark Twain, William Hearst, Clint Eastwood e integrantes da família Rockefeller. Segundo os rumores, nesses retiros os sócios participam de uma série de cerimônias carregadas de simbolismos e rituais. A lista de espera para entrar no Bohemian Grove é de 15 a 20 anos, e é necessário que o aspirante seja convidado por dois membros do clube. Além disso, o candidato deve provar que frequentou alguma universidade de elite e que é muito bem relacionado. Uma vez aceito, o novo integrante precisa pagar uma taxa de iniciação de US$ 25 mil — além de taxas anuais de sócio no valor de US$ 5 mil.

5. Igreja de Santa Maria de Sião (Etiópia)

Coordenadas: 14° 7′ 49″ N, 38° 43′ 10″ E. Na verdade, não é a Igreja de Santa Maria de Sião que tem a entrada proibida, mas sim a Capela das Tábuas, que faz parte do mesmo complexo. E o motivo da restrição é o fato de o local supostamente guardar nada menos do que a Arca da Aliança, que teria sido levada de Jerusalém à Etiópia pela Rainha de Sabá e o filho do Rei Salomão. Segundo a tradição, a capela é guardada por um monge guardião que é escolhido para passar a vida inteira confinado no local — rezando e fazendo oferendas diante da relíquia. Antes de morrer, o guardião deve nomear quem será seu sucessor, e, no caso de que ele faleça antes de fazer isso, os membros do mosteiro de Santa Maria de Sião então devem se reunir e realizar uma votação para eleger o novo defensor da Arca. Muitos historiadores duvidam das alegações de que a verdadeira Arca da Aliança realmente se encontra no interior da Capela das Tábuas. Mas, como ninguém além do guardião pode ter acesso à relíquia, é impossível provar se o artefato é autêntico ou não.

6. Área 51 (Nevada - EUA)

A Área 51 possui vários usos oficialmente documentados. É uma parte da instalação da Força Aérea dos EUA em Nevada, é anexada à Base da Força Aérea de Edwards na Califórnia, é até um centro de desenvolvimento e teste de aeronaves e armas. Dotado com um grande hangar, pistas de aterrissagem, antenas de radar e edifícios administrativos, de alojamento e de restauração menores, parece corresponder ao seu papel suposto como instalação de testes e treinamento para novas tecnologias e sistemas de defesa. Mas este complexo de 90 mil hectares é considerado o lar de muito mais. Em 1947, em Roswell, depois dos avistamentos de um objeto semelhante a um disco nos céus, o Campo Aéreo do Exército em Roswell lançou um comunicado de imprensa dizendo que havia recuperado um objeto voador não identificado; Apenas para retrair totalmente a declaração pouco tempo depois. A lenda cresceu quando, supostamente, os ex-funcionários da base alegaram ter visto evidências de nave espacial alienígena. Os ufologistas ardentes afirmam que a Área 51 contém um complexo de túneis subterrâneos e armazéns que armazenam evidências de atividade extraterrestre. Estas afirmações são impossíveis de provar ou refutar, uma vez que a área é tratada como estritamente fora dos limites. O tráfego aéreo civil e militar é proibido a partir do espaço aéreo. É uma ofensa da corte marcial para um avião militar violar a zona de exclusão. A área 51 também não aparece em mapas produzidos pelo governo. O site está coberto com sinais que alertam os intrusos que o uso de força mortal é autorizado. Equipes de guardas de segurança imponentes vigilam atentamente as esgrimas perimetrais, que são liberadas com sensores de movimento.

7. RAF Menwith Hill (Inglaterra)

Enquanto esta estação de monitoramento eletrônico pertence ao Ministério da Defesa do Reino Unido, é administrada pelo Departamento de Defesa dos EUA. Oficialmente, uma parte da rede global de comunicação de defesa da América, a missão de Menwith é fornecer suporte de inteligência para os Estados Unidos, o Reino Unido e seus interesses aliados. Originalmente chamada Estação de Menwith Hill, em 1966, a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) assumiu a administração. Hoje, a base serve principalmente como uma estação de campo NSA. O site é pontilhado com uma grande quantidade de radomas, usado para interceptar e monitorar comunicações. Acredita-se que a Menwith Hill seja um centro central para a rede ECHELON (America's Secret Global Surveillance Network). Controlando tudo de e-mails para conversas telefônicas, ECHELON é usado para "espionar" globalmente. Enquanto a rede é dita operar sob o FVEY, o acordo por governos da Grã-Bretanha, EUA, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, nunca houve confirmação oficial de ECHELON realmente existente. A natureza clandestina e o fato de que existe uma forte presença americana em solo britânico levaram à implantação de uma forte força de segurança no solo para proteger o site. Além da cerca perimetralada com torres de vigia, o site é patrulhado por guardas armados e cães treinados. fontes: cntraveler.com/galleries/2014-05-21/off-limits-areas-at-famous-landmarks-around-the-world // oddee.com/item_98792.aspx // http://listverse.com/2010/01/06/top-10-places-you-cant-go// usmint.gov/about/about?action=fun_facts13 //therichest.com/rich-list/10-off-limits-places-you-have-zero-chance-of-visiting/

CONHEÇA 6 FATOS SOBRE MERCÚRIO

1. Alguns números

O menor planeta do Sistema Solar tem apenas 4.878,5 Km de diâmetro (a Terra tem 12.742 Km) e a gravidade lá funciona de maneira diferente. Sobre a variação de massa, uma pessoa que pesa 68 Kg aqui na Terra, pesaria apenas 25 Kg em Mercúrio. Um dia em Mercúrio dura o equivalente a 59 dias da Terra e um ano, o equivalente a 88 anos nossos. Lá, a variação térmica é gigantesca, e a temperatura alcança assustadores 426°C durante o dia e a bizarros -137°C à noite.

2. Acredite ou não, Mercúrio não é o planeta mais quente

Por estar mais próximo ao Sol, tendemos a pensar em Mercúrio como o planeta mais quente do Sistema Solar, mas a superfície planetária mais quente é a de Vênus, que chega a 462°C. Só para você ter ideia, em Vênus um pedaço de chumbo derreteria da mesma forma que um cubo de gelo derrete fora da geladeira aqui na Terra.
Tá vendo aquele pontinho preto ali no cantinho inferior esquerdo da imagem? É mercúrio passando pelo Sol.

3. Um pouco de química

Ainda não temos um modelo perfeito da formação química de Mercúrio, mas sabemos que ele é rico em ferro e que, ao contrário do que podemos deduzir, as altas temperaturas não acabam com os elementos químicos – na verdade, alguns deles são muito mais abundantes em Mercúrio do que na Terra. A formação tectônica de Mercúrio é bastante diferente da Terra, até mesmo porque o planeta tem uma atmosfera nada parecida com a nossa, e a ciência ainda busca estipular parâmetros de comparação no que diz respeito à formação dos planetas.

4. Mercúrio encolhe

Algumas falhas na superfície do planeta indicam que ele está encurtando. Essas informações foram coleadas pela Mariner 10, uma sonda espacial lançada pela NASA em 1973. De acordo com os especialistas que analisam as imagens enviadas pela sonda, esse encurtamento acontece em decorrência do resfriamento interior de Mercúrio, que continua a esfriar e a contrair. Isso tem provocado uma série de cataclismos no planeta.

5. Água

Mercúrio tem crateras em seus polos, e essas fendas impedem a chegada de luz solar no planeta, independente da sua posição rotacional. Nessas aberturas, há condições favoráveis para a formação de gelo, o que já foi confirmado pelas imagens feitas pela Mariner 10.

6. Exploração difícil

O Trânsito de Mercúrio, que é quando o planeta passa diretamente entre Sol e Terra, acontece 13 vezes a cada 100 anos. Apenas duas missões foram realizadas para explorar o planeta: a sonda Mariner 10, de 1973, e a MESSENGER, de 2011. O ambiente onde Mercúrio está localizado não é favorável – a luz solar lá é 11 vezes mais brilhante do que a que temos aqui na Terra, e a temperatura do planeta durante o dia é realmente muito quente. Além disso, a radiação é alta demais. A Mariner 10 realizou apenas 3 aproximações rápidas no planeta, e as informações coletadas pela sonda serviram de base para três décadas de pesquisas, o que foi fundamental para o desenvolvimento do MESSENGER. Ter colocado uma nave espacial na órbita de Mercúrio foi, sem dúvida, uma das grandes conquistas da NASA – só para você ter ideia, a trajetória do MESSENGER teve que ser calculada com base em diversos pontos de partida, saindo da terra, ao redor do Sol e de volta à Terra; depois, ao redor do Sol e de Vênus duas vezes; e ao redor do Sol mais quatro vezes até que, finalmente, conseguisse entrar na órbita de Mercúrio – tudo isso por causa da atmosfera do planeta, que não permite a manobra ideal para entrar em órbita. Foi como se o MESSENGER tivesse emprestado gravidade de outros planetas para compensar a baixa gravidade de Mercúrio. Por causa de toda essa manobra, MESSENGER viajou 8 bilhões de Km ao longo de 6 anos e meio até chegar à órbita do planeta, que está a 100 milhões de Km de distância da Terra. A trabalheira continuou quando o MESSENGER finalmente conseguiu entrar na órbita de Mercúrio, para que o calor não estragasse todo o equipamento e, claro, para que o frio extremo típico da noite de Mercúrio não congelasse tudo. A nave foi feita com um complexo sistema de aquecimento e refrigeração e, por isso, não foi destruída. Em 2018, mais uma missão será enviada a Mercúrio. O BepiColombo, elaborado por agências espaciais europeias e japonesas, colocará 2 satélites na órbita de Mercúrio, com a intenção de conseguir mais informações sobre a composição do planeta, sua atmosfera e magnetosfera. A estimativa é de que o BepiColombo atinja seu destino em dezembro de 2025. Viagem longa, hein! fonte:http://mentalfloss.com/article/501976/7-hot-facts-about-mercury

SONDA DA NASA CAPTURA FOTOS INÉDITAS DA MAIOR TEMPESTADE DO SISTEMA SOLAR

Se você acompanha de perto notícias relacionadas com astronomia, então deve estar por dentro das andanças da sonda espacial Juno da NASA. A pequena nave não-tripulada tem como missão levantar informações sobre Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar e, para isso, ela percorreu quase três bilhões de quilômetros — ao longo de mais ou menos cinco anos — até chegar ao gigante gasoso, em meados do ano passado. Desde então, a Juno vem conduzindo sua missão direitinho e ajudando os cientistas a desvendar uma porção de mistérios sobre Júpiter. Ela também tem enviado imagens espetaculares do planeta — e a última seleção foi registrada sobre a “Grande Mancha Vermelha”, a feição mais marcante da atmosfera jupiteriana.

Tempestade descomunal

De acordo com Ben Panko, do site Smithsonian.com, atualmente, a sonda espacial leva 53 dias para percorrer de um polo a outro de Júpiter, e no início desta semana, Juno fez a maior aproximação da Grande Mancha Vermelha já realizada por um dispositivo terráqueo até agora. As melhores imagens que existiam dessa imensa estrutura eram as que foram capturadas pelas sondas espaciais Voyager quando elas passaram por Júpiter em 1979. Essa turbulenta feição jupiteriana se encontra em atividade há mais de 300 anos e é um imenso ciclone com mais de 16.000 quilômetros de diâmetro — o que significa que o nosso planeta caberia com folga em seu interior! —, ventos que atingem mais de 600 km/h e cujas temperaturas podem passar dos 1.300 graus Célsius. Então, não é à toa que a Grande Mancha Vermelha é considerada a maior tempestade do Sistema Solar. Segundo Mark Kaufman, do site Inverse, a Juno sobrevoou essa descomunal formação a cerca de 9.000 quilômetros de altitude e aproveitou para registrar uma porção de imagens da tempestade. O sobrevoo durou 12 minutos e capturou panorâmicas com sua impressionante câmera — que conta com uma resolução de aproximadamente 3 quilômetros por pixel. Confira alguns dos cliques que já foram processados na galeria a seguir:
(NASA/ NASA/SwRI/MSSS/Juan Carlos Munoz © CC NC AS)(JPL NASA/Swri/MSSS/JunoCam/Carlos Galeano - Cosmonautika © PUBLIC DOMAIN)(NASA/ TiagoPanserini)(NASA/ Luigi Gallo © CC BY) Só a título de curiosidade, durante o século 19, os astrônomos estimaram que a Grande Mancha Vermelha media 40.000 quilômetros de diâmetro e, em 2015, o pessoal da NASA divulgou a informação de que ela parece estar diminuindo de tamanho — a uma taxa de mais ou menos 930 km/ano. Os pesquisadores não sabem dizer a razão do “encolhimento”, mas, quem sabe as leituras conduzidas pela Juno não os ajudam a descobrir! fonte: smithsonianmag.com/smart-news/peering-great-red-spot-180964037/

MENOR ESTRELA JÁ DESCOBERTA FICA A 600 ANOS-LUZ DA TERRA

Comparação feita pela Universidade de Cambridge sobre o tamanho da estrelinha comparada a Saturno. Quando você pensa em estrelas, qual a primeira imagem que vem à sua cabeça? Astros luminosos e gigantescos? Bem, essa pode até ser uma verdade, mas nem todas as estrelas possuem um tamanho tão grande. Recentemente, astrônomos divulgaram a descoberta da menor estrela de todas, com tamanho quase igual ao de Saturno! O objeto celeste foi nomeado como EBLM J0555-57Ab e está localizado a 600 anos-luz da Terra. Essa estrelinha, inclusive, orbita outra estrela bem maior. Ela possui uma massa 85 vezes maior do que Júpiter, ficando bem perto do limite do que é considerado uma estrela, que é ter, no mínimo, 70 vezes a massa do maior planeta do Sistema Solar – menor do que isso, ela é chamada de estrela fracassada ou anã marrom. “Nossa descoberta revela o quão pequenas as estrelas podem ser”, disse Alexander von Boetticher, um dos astrônomos por trás dessa descoberta. Segundo ele, se a massa dessa estrela fosse só um pouco menor, as reações de fusão do hidrogênio em seu núcleo não se sustentariam, transformando-a em uma anã marrom. Outra curiosidade é que a estrelinha deve ter uma temperatura menor do que muitos exoplanetas gigantes feitos de gás. E ela é tão pequena que tem apenas 8% da massa do Sol, por exemplo, e foi descoberta por uma equipe que está em busca de planetas semelhantes à Terra espalhados pelo espaço sideral. De acordo com esse pessoal, as estrelas menores têm mais chance de abrigar planetas que possam ter as mesmas condições propícias à vida que a nossa “casa”. fonte: iflscience.com/space/astronomers-have-discovered-the-smallest-star-yet/

SÍNDROME DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO: POR QUE ACONTECE E COMO SUPERAR

Imagem: Shutterstock. Você já deve ter ouvido alguma coisa sobre a chamada síndrome do estresse pós-traumático, mas talvez ainda não saiba ao certo do que se trata. Infelizmente, estamos todos sujeitos a sofrer traumas psicológicos, que podem ser provocados por assaltos, acidentes, perdas, violência sexual, rompimentos de relacionamentos, demissões e por aí vai. Humanos que somos, a lista do que pode nos prejudicar emocionalmente é realmente grande. Quando uma experiência negativa desencadeia um estresse emocional muito intenso, é possível que, mesmo depois de essa experiência acabar, ainda tenhamos os sintomas desse estresse. Normalmente, depois de um assalto à mão armada, por exemplo, é natural que a vítima passe alguns dias com medo de sair de casa, de ir ao banco, de andar na rua sem companhia. Depois de alguns dias ou semanas, a tendência é de que esse medo seja superado.

E quando o medo persiste?

O fato é que não é isso o que acontece com todo mundo, e muitas vezes, depois de um trauma psicológico intenso, a pessoa simplesmente não consegue voltar ao seu estado psicológico habitual. Entre os fatores que podem dificultar esse processo de recuperação psicológica estão a idade, a intensidade e o tempo de duração da experiência, a sensação de impotência que a pessoa sentiu, o significado que essa experiência teve na história de vida dessa pessoa e, claro, os sentimentos que o evento provocou: medo, pavor, raiva, angústia, nojo. Quando falamos em traumas psicológicos, é preciso sempre levar em conta que cada pessoa reage de uma forma diferente tanto diante de experiências positivas quanto de negativas, e é por isso que tem gente que é assaltado, por exemplo, e fica traumatizado por muito tempo, enquanto algumas pessoas superam o evento em questão de horas ou dias. A questão é que determinadas situações ruins despertam em nós as lembranças de ocasiões igualmente ruins, que aconteceram no passado. Dependendo de quais experiências passadas são despertadas em nossa mente, podemos seguir a vida normalmente depois de um tempo ou começar a apresentar sintomas de ansiedade, ter crises de pânico, depressão. O estresse pós-traumático em si é desenvolvido por uma parcela pequena de pessoas que sofrem grandes traumas. Sintomas As crises de estresse pós-traumático geralmente se manifestam com sintomas que deixam os pacientes assustados, pois são uma série de sensações angustiantes. Entre elas, destacam-se o sentimento de que a pessoa está em um momento irreal, que passa em câmera lenta, que se parece com um pesadelo. Há quem afirme ter experimentado sensações de pânico, dor intensa, aperto no peito e a sensação de que o tempo está passando de maneira mais acelerada ou mais lenta. Depois da crise, é comum que a pessoa se sinta anestesiada emocionalmente, sem energia e até mesmo fisicamente fraca. Com o passar do tempo, essas ocorrências podem se tornar mais frequentes, especialmente se não tratadas – em alguns casos, a pessoa pode entrar em um estado depressivo, sentindo-se constantemente desmotivada, sem interesses ou ânimo para nada. Outra possibilidade é de que a pessoa desenvolva um padrão de fluxo de pensamento ansioso, pois vive com medo de que a situação se repita, o que acaba fazendo com que ela pense tanto na situação traumática em si quanto no episódio de crise de estresse pós-traumático com uma grande frequência.

Novos padrões de comportamento

É muito comum também que o trauma desencadeie novos comportamentos como não ir ao banco, não sair de casa sem companhia, não ir a lugares específicos ou não passar mais por alguma região determinada. As crises podem ser provocadas também por estímulos que tragam à tona lembranças do trauma: sons, músicas, cheiros, gostos, olhares. Todas essas experiências obviamente podem afetar o humor da pessoa, que geralmente fica irritada, triste e em estado de alerta. Em termos clínicos, quando a experiência de trauma gera esses sintomas por um período de até 1 mês, a pessoa experimenta o chamado “estresse agudo”; porém, quando os sintomas duram meses ou até anos, a classificação passa a ser de “estresse pós-traumático”. Em alguns casos, ouvimos “distresse pós-traumático”, afinal a sensação de estresse constante passa a ser chamada de distresse para alguns especialistas, já que, por definição, estresse é algo que dura pouco tempo, e não longos períodos.

Tratamento

Ainda que tudo isso pareça – e seja – realmente assustador, conhecer um pouco mais sobre o assunto é fundamental. Primeiro, porque nos ajuda a entender que situações de violência, de qualquer tipo, têm efeitos negativos em toda pessoa e que, dependendo da intensidade do trauma, esses efeitos podem desencadear o estresse pós-traumático. Em segundo lugar, ter noção de que esse tipo de síndrome existe pode ajudar quem eventualmente experimenta esses sintomas, mas ainda não sabe por quê. Felizmente, é possível tratar o estresse pós-traumático, tanto com medicamentos quanto com terapia psicológica, e em ambos os casos as chances de bons resultados são altas. Durante o tratamento, é fundamental que a pessoa tenha o suporte de amigos, familiares e pessoas próximas, com quem possa contar em casos de emergência e também com quem possa desabafar quando sentir que precisa. É fundamental não tratar uma vítima de trauma psicológico como se ela estivesse tentando chamar atenção ou “fazendo drama”. A mente humana é muito mais complexa do que podemos imaginar, e não devemos ter medo de pedir ajuda quando algo não vai bem, afinal todas as pessoas, sem exceção, passam por momentos difíceis ao longo da vida. Se você sente que precisa de ajuda, se viveu algum tipo de trauma, não deixe de procurar apoio e tenha em mente que as coisas podem sempre melhorar. fontes: adaa.org/understanding-anxiety/posttraumatic-stress-disorder-ptsd/symptoms // mind.org.uk/information-support/types-of-mental-health-problems/post-traumatic-stress-disorder-ptsd/#.V2KhlCgrKUl //psicoterapia.psc.br/scarpato/t_stresstr.html