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sábado, 1 de agosto de 2009

ENDOMETRIOSE



Doença pode ser diagnosticada com o exame de toque
Fortes dores antes e durante a menstruação, desconforto abdominal, dores durante após as relações sexuais. Estes são alguns dos sintomas da endometriose, uma doença que - apesar de afetar de 10 a 15% das mulheres em idade fértil - ainda não tem sua causa completamente conhecida.
O endométrio é o tecido que reveste a parte interior do útero e cresce a cada mês, sendo eliminado no período menstrual. A endometriose caracteriza-se pelo aparecimento deste tecido fora do útero. Uma das teorias sugere que pequenos fragmentos de tecido endometrial passem para o interior do corpo através das trompas de falópio, alojando-se e crescendo no abdômen. Os locais mais comuns ao aparecimento dos focos de tecidos do endométrio são os ovários e os ligamentos que sustentam o útero. Eles podem também aderir à superfície externa dos intestinos delgado e grosso, dos ureteres (tubos que ligam os rins à bexiga), da vagina, da bexiga e a cicatrizes cirúrgicas abdominais ou ao revestimento da cavidade torácica.
Alguns cientistas acreditam que o refluxo do tecido menstrual seja comum a todas as mulheres. Porém, é um problema no sistema imunológico ou por questões hormonais podem permitir que o tecido se estabeleça e cresça nas mulheres, que desenvolvem a endometriose.
Outra teoria levanta a possibilidade de que o sistema linfático ou sanguíneo seja o responsável pela distribuição do tecido endometrial por outras partes do corpo. Fatores genéticos e imunológicos podem ser apontados como a possível causa da doença. Mulheres que engravidam após os 30 anos de idade apresentam maior propensão de desenvolver essa enfermidade.
Pode-se dizer que a endometriose é um mal recente. Antigamente, quando as mulheres engravidavam mais cedo e tinham mais filhos, o fato de menstruarem menos fazia com que corressem menor risco de apresentar a doença. Especialistas afirmam que as mulheres antigas menstruavam em média 60 vezes durante a vida fértil. Hoje, esse número subiu para 600, aumentando em muito a quantidade de sangramentos.
A dor e a infertilidade são apontados como os principais da endometriose. A infertilidade acontece por fatores imunológicos que impedem o encontro do espermatozóide com o óvulo ou por obstrução das trompas.
Ao contrário do que se pensa, cólicas menstruais fortes não são normais. Logo toda mulher que sentir cólica intensas durante a menstruação deve ser examinada por um ginecologista. Embora a endometriose não tem cura, é possível aliviar seus sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida a quem sofre desse mal.
Para as mulheres mais jovens, os métodos anticoncepcionais são o tratamento mais indicado. Apesar de a maioria ser contrária à idéia por não querer evitar a gravidez, os anticoncepcionais oferecem menos efeitos colaterais que os outros tratamentos. Estes métodos inibem a menstruação,evitando assim a formação do tecido endometrial.
As mulheres acima de 35 anos, que sofrem de endometriose e desejam ter filhos, devem ser encaminhadas a centros de reprodução para fertilização em vitro, pois a probabilidade de engravidarem naturalmente é mínima. Apenas nos casos em que a doença se encontra em estágio avançado, é recomendado a remoção cirúrgica dos tecidos endometriais. Entretanto, esse procedimento não garante o desaparecimento completo da enfermidade. Os tecidos visíveis são removidos, mas a doença continua. Pois nem sempre é possível atingir todos os focos.
A causa da doença não é a menstruação, mas sim os hormônios que provocam ela. Enquanto esses hormônios forem produzidos, sempre haverá a chance do problema aparecer.