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domingo, 30 de abril de 2017

A MAIORIA DOS PLANETAS HABITÁVEIS PARECIDOS COM A TERRA PODE SER DE MUNDOS AQUÁTICOS

Mais de 70% do nosso planeta é coberto de água, e nós costumamos achar que isso é muito. Um novo estudo sugere que o nosso mundo é especial nesse sentido e que a maioria dos planetas habitáveis é dominada por oceanos que consomem mais de 90% de sua área de superfície. Isso pode ser bom para a vida marinha primitiva, mas não tanto para a formação de civilizações. Um novo estudo publicado no The Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere que a maioria dos planetas habitáveis são molhados. Tipo, extremamente molhados. Usando modelos de computador, o astrônomo Fergus Simpson, do Instituto de Ciência Cosmos, da Universidade de Barcelona, descobriu que exoplanetas habitáveis, ao menos os simulados, tendem a ser cobertos de água, na maioria dos casos com 90% ou mais de área de superfície total. Esses estudos sugerem que o nosso planeta, com suas vastas extensões de terra, é único no esquema cosmológico das coisas e que o nosso gêmeo planetário pode ser mais difícil de encontrar do que imaginávamos. Ainda mais, pode até explicar por que nunca fizemos contato com uma inteligência extraterrestre, uma conclusão que se alimenta da Hipótese da Terra Rara, a ideia de que planetas similares à Terra são excepcionalmente raros no universo.
Esta imagem do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mostra o tamanho da esfera que conteria toda a água da Terra em comparação com o tamanho da Terra. Pode não parecer muito, mas o nosso planeta é relativamente plano, então pouca água cobre muita superfície. (Imagem: USGS) Como Simpson repara nesse novo estudo, um planeta precisa atingir certo equilíbrio se for sustentar tanto grandes massas de terra quanto grandes oceanos. Fatores controlando esse equilíbrio incluem a quantidade de água na superfície do planeta, o espaço disponível para armazená-la e a presença de características topográficas dinâmicas, de vastas bacias oceânicas a cordilheiras. Se os oceanos forem relativamente raros e as altitudes terrestres, baixas, a água vai cobrir a grande maioria da superfície do planeta. Aqui na Terra, a topografia global permite que aproximadamente 29% da superfície do planeta se mantenha acima da água. Ao longo das eras, essa relação permaneceu relativamente estável, permitindo o surgimento de animais terrestres complexos como nós. O novo estudo de Simpson sugere que a Terra seja um caso específico nesse sentido e que a maioria dos planetas terrestres nas zonas habitáveis de suas estrelas (aquele espaço confortável onde é possível a existência de água líquida) seja de planetas aquáticos. Mas se olharmos mais atentamente para o nosso planeta, não estamos tão longe de sermos completamente encharcados também. Como a animação abaixo mostra, apenas uma pequena janela existe em que grandes áreas de tanto terra quanto água estejam presentes. Consequentemente, e como Simpson aponta em seu novo estudo, exoplanetas habitáveis tendem a ser dominados por água ou por terra. Ao menos em teoria. Os modelos de Simpson não são baseados em observações feitas de exoplanetas reais; são apenas formações planetárias projetadas sobre quanta água devemos esperar encontrar nesses mundos hipotéticos. “Estou um pouco intrigado por essa pesquisa”, disse o astrofísico Sean N. Raymond, que não esteve envolvido no estudo, em entrevista ao Gizmodo. “Considero os estudos que extrapolam de N=1 interessantes, mas difíceis de interpretar. Nesse caso, existem muitas perguntas não respondidas mas relevantes.” A maioria da água da Terra veio por meio de asteroides e cometas. (Imagem: Mark A. Garlick/space-art.co.uk/University of Warwick/University of Cambridge). De fato, a pergunta sobre como os planetas conseguem sua água ainda é alvo de controvérsia. A teoria mais aceita é a de que a maioria da água da Terra foi entregue via asteroides e cometas. Se esse for o caso, então é quase impossível prever a quantidade de água em qualquer planeta. Para termos certeza, precisamos saber a quantidade média de água entregue a um planeta do nosso tamanho e localização. Mas cada sistema solar é diferente, apresentando quantidades variadas de asteroides, cometas e água, sem mencionar os planetas vizinhos, que também estão chupando a água espacial. “No ‘modelo clássico’ da formação terrestre, a água entregue à Terra é muito aleatória, então é razoável imaginar uma Terra alternativa com dez vezes mais água”, disse Raymond. “No entanto, nos nossos modelos mais novos, muito menos água é entregue, mas a entrega é mais consistente.” O que Raymond está comentando é a observação de que o sistema solar interno é pobre em água, enquanto o sistema externo é rico em água. “Planetas aquáticos são sempre cheios do que chamamos de ‘linha da neve’”, Adam Sarafian, estudante de pós-graduação do departamento Earth, Atmospheric, and Planetary Sciences, do MIT, disse ao Gizmodo. “A linha de neve existia em um sistema solar jovem antes dos planetas se formarem. Além da linha, a água pode condensar como gelo, então os corpos no sistema solar externo são ricos em água, e os corpos do sistema solar interno, pobres em água. Então, esperaríamos que planetas aquáticos existissem na área externa do sistema solar e que planetas relativamente secos, na parte interna”. Sarafian, que não esteve envolvido no estudo, está atualmente tentando entender por que a Terra tem tanta água e como ela chegou aqui. “Provas recentes sugerem que o sistema solar interno provavelmente foi inseminado com muita água bem cedo, tanto que Marte pode ter parecido com a Terra (parcialmente molhada) logo depois de sua formação”, Sarafian afirmou. “Uma vantagem de observar planetas próximos ao Sol, que não poderiam ser planetas aquáticos (por causa da linha de neve), é que o Sol fornece muita energia para a vida e permitiria água líquida na superfície, ao invés de gelo.” Sarafian acredita que o novo estudo de Simpson é parte de uma conversa muito maior, que é basicamente especulação sobre os melhores lugares para procurar vida. Porém, existem outros fatores a serem considerados sobre como a Terra conseguiu sua água, como as interações entre o oceano profundo e o manto terrestre. Por exemplo, a Terra pode ser única, já que apresenta bacias de água incomumente profundas. Mais pesquisas seriam necessárias para determinar se esse é o caso. Simpson, particularmente, levou em conta alguns desses efeitos e tinha em seus modelos de teste os ciclos de água profunda, erosão e processos de depósito (o processo no qual sedimentos, solo e rochas são acrescentados à massa de terra). Apesar disso, ele compreendeu que a água ainda era uma característica predominante na superfície na maioria dos casos. Interessantemente, ele descobriu que planetas com pequenos oceanos apresentavam massas de terra dominadas por desertos. Também, grandes planetas parecidos com a Terra quase garantidamente seriam planetas aquáticos. “Imagina-se que planetas maiores tenham maior tendência em alagar por dois motivos”, Simpson contou ao Gizmodo. “Um é que, se eles têm a mesma composição (porcentagem de água por massa), então seus oceanos são mais profundos. O segundo é que, quanto maior a gravidade de superfície, mais difícil é ter grandes perturbações de superfície [características topológicas dinâmicas].” Se as conclusões de Simpson forem válidas, então isso significa que o nosso planeta acertou um equilíbrio raro entre terra e oceano, uma observação que pode ajudar a explicar por que a nossa civilização surgiu na Terra (apesar de alguns poderem defender que é altamente improvável que uma civilização de alta tecnologia e escala industrial possa se desenvolver em um mundo coberto de água). Na verdade, Simpson disse que os efeitos da seleção antrópica estão trabalhando. Esse é um jeito mais complicado de dizer que a Terra é um planeta esquisito, porque, se ela não fosse esquisita, nós não estaríamos aqui. O problema do Princípio Antrópico, é claro, é que ele não é testável. Mas esperamos que essa nova teoria do mundo aquático seja. “O aspecto empolgante é que podemos não estar distantes demais de medir a composição atmosférica de exoplanetas terrestres”, disse Simpson. De fato, com a próxima geração de telescópios, incluindo aqueles que estão no espaço, seremos capazes de escanear as atmosferas de exoplanetas para determinar quanta água pode existir na superfície. Além disso, cientistas vão precisar descobrir as diversas formas como o nosso planeta é fora da curva e por que. Até lá, comemoremos o fato de que a Terra é um esquisitão na Via Láctea. FONTES: https://academic.oup.com/mnras/article-abstract/468/3/2803/3059153/Bayesian-evidence-for-the-prevalence-of // http://gizmodo.uol.com.br/planetas-habitaveis-mundos-aquaticos/

sábado, 29 de abril de 2017

FENÔMENO DA COLUNA DE LUZ VIOLETA É FLAGRADO PELA 1° VEZ NOS CÉUS DO CANADÁ

Um grupo de cientistas amadores fãs de auroras boreais descobriu um novo fenômeno atmosférico nos céus do norte do Canadá. Eric Donovan, professor da Universidade de Calgary, identificou a coluna de luz violeta em uma série de fotos compartilhadas no Facebook. A princípio, foi definido como um arco de prótons. Mas Donovan descartou a hipótese ao avaliar que não seria possível ver isso a olho nu. Diante do mistério, Donovan e seus colegas recorreram a um conjunto de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) que estuda o campo magnético da Terra para obter mais informações. Assim, descobriram que a coluna de luz é uma corrente de gás que flui em grande velocidade nas partes mais elevadas da atmosfera terrestre.

Uma luz chamada Steve

Cientistas analisaram o fenômeno usando satélites localizados a uma altitude de 300 km e notaram que o ar dentro da coluna era 3.000 °C mais quente e circulava a uma velocidade 600 vezes maior do que o ar do entorno. Pouco se sabe, além disso, sobre a enorme linha de luz violeta. Acredita-se que não seja uma aurora boreal, porque não resulta da característica interação de partículas solares com o campo magnético da Terra. O novo fenômeno foi batizado de "Steve", em referência à animação Os Sem-Floresta (2006), em que os personagens usam esse nome para falar de uma criatura que nunca tinham visto antes. "É um fenômeno natural lindo, observado primeiro por cientistas amadores e que despertou o interesse de cientistas profissionais", destaca Roger Haagmans, pesquisador da ESA. "No final das contas, é bastante comum, mas ainda não o havíamos notado. Isso só foi possível graças a uma soma de esforços." fonte: bbc.com/portuguese/internacional-39703373

UM TESOURO EM MINERAIS RAROS É ENCONTRADO EM MONTANHA SUBMARINA, NO OCEANO ATLÂNTICO

Em uma montanha submarina, nas águas do Oceano Atlântico, está um tesouro de raros minerais. Uma equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC, na sigla em inglês) do Reino Unido identificou um crosta de rochas extremamente rica em minerais raros nas paredes desse monte, a 500 quilômetros das Ilhas Canárias. Amostras trazidas à superfície detectaram a presença de uma substância rara conhecida como telúrio em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar. A montanha também contêm minerais e terras-raras usados na fabricação de turbinas eólicas e em dispositivos eletrônicos. A descoberta levanta uma questão delicada: se a busca por recursos alternativos de energia pode impulsionar a exploração mineral no fundo do mar.

Controvérsia

O monte submarino, cujo nome é Tropic, tem 3 km de altura e seu cume fica a 1 km metros da superfície. Os pesquisadores do Centro Oceanográfico Nacional (NOC na sigla inglesa) do Reino Unido usaram robôs submarinos para investigar a crosta de grãos finos que cobre toda a superfície da montanha e tem espessura de quatro centímetros. Bram Murton, líder da expedição que explora a Tropic, contou à BBC que esperava encontrar minerais em abundância no local, mas jamais imaginou que as concentrações dos mesmos seriam tão elevadas. "Esta crosta é incrivelmente rica e é isso que faz com que essas rochas sejam incrivelmente especiais e valiosas do ponto de vista de recursos", explicou. Murton calcula que as 2.670 toneladas de telúrio da montanha equivalem a um duodécimo de todo o consumo mundial. O pesquisador deixou claro que não está defendendo a prática da mineração no mar. A atividade foi recentemente regulamentada pela ONU, mas já provoca controvérsia pelos danos potenciais que pode causar ao meio ambiente marinho. Ainda assim, Burton quer que a descoberta da equipe dele - parte de um projeto mais amplo chamado MarineE-Tech - provoque um debate sobre de onde devem vir os recursos vitais. "Se precisamos de energia verde, precisamos de materiais para construir dispositivos capazes de gerar esse tipo de energia [limpa]. E esses materiais têm de vir de algum lugar", disse. "Ou os tiramos da terra e fazemos um buraco lá. Ou os tiramos do fundo do mar e fazemos ali um buraco comparativamente menor", afirmou Murton, que acredita que esse é um dilema que precisa ser enfrentado por toda a sociedade. "Tudo o que fazemos tem um custo". Pesquisadores têm pesquisado benefícios e riscos da mineração em terra e no mar.

Vantagens e desvantagens

De forma geral, a mineração em terra implica em desmatar, remanejar povoados e construir vias de acesso para remover rochas com concentrações relativamente baixas de minerais (ou de minério). No mar, por sua vez, os minérios são muito mais ricos, ocupam uma área menor e o impacto imediato sobre populações é bem menor. A desvantagem é que a vida marinha nas áreas de extração praticamente morre, e esse efeito devastador pode se estender rapidamente e, potencialmente, comprometer uma grande área. Uma das principais preocupações é o efeito da poeira produzida ao se cavar o fundo do mar, que pode viajar longas distâncias e afetar organismos vivos pelo caminho. Para entender as possíveis implicações, a expedição britânica realizou um experimento no qual tentou reproduzir os efeitos da mineração para medir a quantidade de pó produzido. Os resultados preliminares, disse Murton, mostram que a poeira não é facilmente detectada a um quilômetro de distância além da fonte. Isso indica que o impacto da mineração submarina poderia ser mais localizado do que o inicialmente previsto.

Rico como a floresta tropical

Outro estudo, conduzido pelo mesmo grupo, avaliou evidências fornecida pela exploração do fundo do mar em curso e concluiu que muitas criaturas marítimas afetadas se recuperariam em um ano. Poucas, entretanto, voltariam a alcançar seus níveis anteriores, mesmo depois de duas décadas. Uma pesquisa focou em organismos minúsculos no leito do Oceano Pacífico, na região conhecida como Zona Clarion-Clipperton, ao sul do Havaí. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) - uma organização ligada às Nações Unidas - autorizou empresas de 12 países a buscar minerais nas rochas do fundo do mar dessa região. De acordo com Andy Gooday, professor do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, as rochas do fundo do mar têm uma variedade de organismos unicelulares do tipo xenophyophorea muito maior do que se esperava. Esses organismos estão nos degraus mais inferiores da cadeia alimentar marinha. Também desempenham um papel importante na formação de estruturas sólidas - como se fossem recifes de coral em miniatura - e fornecem habitats para outras criaturas marinhas. Para Gooday, a vida identificada nos sedimentos do oceano profundo é comparável à que existe em uma floresta tropical e "é muito mais dinâmica" do que imaginava. "Se você remover os organismos unicelulares, que são muito frágeis e certamente serão eliminados pela mineração, outros organismos também serão destruídos", disse. "É difícil de prever e, como todo o oceano está conectado aos efeitos da mineração, precisamos aprender mais. Nós ainda sabemos muito pouco sobre o que está acontecendo lá em baixo", completou. fonte: bbc.com/portuguese/curiosidades-39652072

EXAME DE SANGUE DETECTA RESSURGIMENTO DE CÂNCER COM 1 ANO DE ANTECEDÊNCIA

Médicos britânicos conseguiram identificar o retorno de um câncer um ano antes dos exames tradicionais, em uma descoberta animadora para o combate à doença. A equipe conseguiu rastrear no sangue sinais de câncer quando este era apenas um pequeno amontoado de células invisíveis a raio-X e tomografia. Isso deve permitir aos médicos tratar o tumor mais cedo, o que também aumentaria as chances de curá-lo. O estudo também pode levar a novas ideias para remédios contra câncer, após notar como DNA instável permite a rápida evolução do tumor. A pesquisa focou em câncer de pulmão, mas os processos estudados são tão básicos que as descobertas devem poder ser aplicadas a outros tipos de câncer. O câncer de pulmão é o que mais mata no mundo, e o principal objetivo do estudo era acompanhar o seu desenvolvimento - a ponto de se espalhar por todo o corpo.

Exame de sangue

Para verificar se um câncer pode estar voltando, os médicos precisam saber o quê exatamente têm de rastrear. Por isso, partiram de amostras de tumores de pulmões removidos durante cirurgias. Uma equipe no Instituto Francis Crick, em Londres, analisou, então, o DNA defeituoso dos tumores para obter um "mapa genético" do câncer de cada paciente. A cada 3 meses, eram realizados exames de sangue para verificar se pequenos vestígios do DNA do câncer teriam reaparecido. Os resultados, divulgados na publicação científica Nature, mostraram que a recorrência do câncer pode ser identificada cerca de um ano antes do prazo normal de métodos atuais disponíveis na medicina. Os tumores costumam ter, em geral, um volume de cerca de 0,3 milímetros cúbicos quando são detectados por exames de sangue convencionais.

Esperança

Para Cristopher Abbosh, do Instituto de Câncer UCL, a descoberta é significativa. "Nós podemos identificar pacientes para fazerem o tratamento mesmo quando eles ainda não têm qualquer sinal clínico da doença e também monitorar como as terapias estão evoluindo." "Isso representa uma nova esperança para combater o retorno do câncer de pulmão após a cirurgia, algo que acontece em cerca de metade dos pacientes", afirmou. Por enquanto, esse novo método tem sido eficiente ao alertar sobre a volta do câncer para 13 dos 14 pacientes que apresentaram reincidência da doença. E a descoberta ajudou também a identificar quem estava livre, sem indícios da doença. Em teoria, seria mais fácil curar um câncer que ainda está muito pequeno, no início, do que fazê-lo quando ele já está grande e visível de novo. No entanto, são necessários mais testes para confirmar a eficácia do método. Chales Swanton, do Instituto Francis Crick, disse à BBC: "Nós podemos agora organizar testes clínicos para responder à questão fundamental - se você tratar a doença das pessoas quando não há evidências de câncer em uma tomografia ou em um raio-X, você terá mais chances de conseguir curá-la?" "Nós esperamos que seja isso. Que se nós começarmos a tratar a doença quando existem apenas algumas poucas células cancerígenas no corpo, nós aumentaremos a chance de curar um paciente", completou. Janet Maitland, de 65 anos, é uma dos pacientes participando dos testes. Ela viu o câncer de pulmão tirar a vida de seu marido e acabou diagnosticada com a doença no ano passado. "Era meu pior pesadelo, o câncer de pulmão, então foi como se o meu pior pesadelo se tornasse realidade. Fiquei aterrorizada e devastada." Ela passou por cirurgia e teve seu tumor retirado - agora os médicos dizem que ela tem 75% de chance de ficar livre da doença pelos próximos cinco anos. "Eu pensava que nunca mais iria melhorar e agora sinto como se estivesse vivendo um milagre", afirmou.

Evolução

O exame de sangue é, na realidade, a segunda grande descoberta feita pelos cientistas envolvidos em um vasto projeto que pesquisa o câncer. A primeira descoberta, considerada chave nas pesquisas, foi sobre o papel da instabilidade do DNA na reincidência do câncer. Diversas amostras de 100 pacientes contendo 4,5 trilhões de pares de bases de DNA foram analisadas. O DNA é "empacotado" em conjuntos de cromossomos que contêm milhares de instruções genéticas. A equipe no Instituto Francis Crick mostrou que os tumores que apresentavam "caos cromossômico" maior - a capacidade de remodelar facilmente grandes quantidades de DNA para alterar milhares de instruções genéticas - tinham mais chances de voltar. Charles Swanton, um dos pesquisadores, disse à BBC: "Você tem um sistema ali em que uma célula cancerígena pode alterar seu comportamento rapidamente ganhando ou perdendo cromossomos ou partes de cromossomos." "É a evolução 'bombada'". Isso permite que o tumor desenvolva resistência a remédios, a capacidade de se esconder do sistema imunológico e de se deslocar para outros tecidos do corpo.

'Animador'

A primeira implicação da pesquisa será para o desenvolvimento de remédios - entendendo o papel-chave da instabilidade cromossômica, cientistas poderão achar formas de contê-la. "Espero que sejamos capazes de desenvolver novas formas de limitar isso e que possamos reduzir a capacidade de evolução de tumores - e quem sabe até fazer com que eles parem de 'se adaptar'", observou Swanton. Os cientistas dizem que só estão começando a entender as descobertas que serão possíveis por meio da análise do DNA de cânceres. fonte: bbc.com/portuguese/geral-39712502

QUAIS AS CHANCES DE SOFRER UM ACIDENTE AÉREO E SOBREVIVER A ELE?

Além de comover, grandes tragédias na aviação costumam alimentar outro sentimento nas pessoas: o receio de voar.Mas o fato é que morrer em uma catástrofe aérea é algo bastante raro. Atualmente, para cada um milhão de aviões que decolam, menos de dois (1,6) apresentarão problemas no percurso, revelam dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês). Essa probabilidade inclui imprevistos de todos os tipos, não apenas os grandes infortúnios. Se consideradas somente situações com mortes, a proporção é ainda menor: apenas 10 incidentes fatais ocorrem a cada 40 milhões de voos. "A chance de um indivíduo sobreviver um acidente que ameaça a vida é boa, quase 56%. Se excluirmos acidentes onde todos os passageiros morreram e considerarmos apenas os que são "tecnicamente sobrevivíeis", então, a média de sobrevivência sobe para 71,1%", explica o professor da Universidade de Greenwich Edwin Galea, que é matemático, especialista em engenharia de segurança e desenvolvedor de simulações. Essa afirmação é baseada em estudos feitos por ele, independentemente da IATA, e que estão disponíveis no site da universidade. "Acidentes que ameaçam a vida (inclusive aqueles que não têm sobreviventes) são muito raros. Um evento desses só ocorre a cada 5,7 milhões de partidas", afirma. "Digamos que se uma pessoa voasse todos os dias, experimentaria um acidente catastrófico em algum momento dentro dos próximos 2,7 mil anos", afirmou à BBC Brasil meses atrás Perry Flint, o porta-voz da IATA, ao comentar o desastre com o avião da Chapecoense, que caiu na Colômbia, matando 71 das 77 pessoas a bordo.

Acidentes substanciais

A edição mais recente do anuário da associação - publicada semanas atrás com dados de 2016 - registrou um total de 65 infortúnios para mais de 40 milhões de voos. Destes, 10 envolveram vítimas fatais, totalizando a perda de 268 vidas. No ano anterior, em 2015, o número total de imprevistos foi de 68 em um universo de cerca de 38 milhões de decolagens. Desses, quatro quedas fatais resultaram na morte de 136 pessoas. As estatísticas excluíram dois voos: um derrubado por um piloto suicida e outro explodido por terroristas, uma vez que as causas das quedas não foram erro humano, falha técnica ou mau tempo. Para a IATA, o conceito de "perda de casco" é a referência para se julgar quando um acidente dificilmente será "sobrevivível". Nesses episódios, a destruição da fuselagem do avião é irreversível, ou o dano é tão extenso que a companhia aérea declara perda da aeronave. Em 2016, foram registrados 21 "perdas de casco", 13 de aviões de turbinas e 8 de hélices. No período anterior, ocorreram 18 situações semelhantes (10 turbinas e 8 hélices). Por exemplo, se no último ano ocorreram 65 tragédias , das quais dez foram fatais, isso significa que 15,3% dos sinistros aéreos envolveram mortes. Repetindo essa relação acidente-morte para as 21 "perdas de casco" - ou seja, levando-se em conta somente casos nos quais a sobrevivência é mais difícil -, a porcentagem de óbitos sobe para 47,6%. "A maioria dos acidentes não resulta em perda de vida, mas mesmo se tivermos apenas uma perda, isso já é muito", afirmou Perry, da IATA.

Acidentes sobrevivíeis

A sorte, ou azar, do viajante está justamente na chance de o impacto não ser substancial. "É extremamente improvável sobreviver a um acidente. As pessoas que conseguiram, no caso do Chapecoense, possivelmente devem isso também ao fato de a aeronave ter atingido as árvores na montanha, o que absorveu muita energia", avaliou em conversa com a BBC Brasil o consultor aeronáutico Heinrich Grossbongardt, em novembro. O especialista destacou que, mesmo em situações de "acidentes sobrevivíeis", a violência do impacto ainda é muito grande. "Uma aeronave a 200 km/h é como se fosse um carro a 20 quilômetros por hora. É um choque em velocidade relativamente baixa, mas as forças envolvidas são enormemente superiores ao suportável pelo corpo humano." Nesses poucos desastres em que há a possibilidade de tentar se driblar o fim, a adoção de algumas medidas ajudaria a melhorar as chances de se dar bem.

Brace

Uma recomendação é adotar a postura conhecida como brace, em que o passageiro permanece sentado com o cinto de segurança afivelado, as pernas em ângulo de 90 graus, com os joelhos juntos, os dois pés no chão e o peito apoiado sobre as coxas. A princípio, os braços devem ficar cruzados, protegendo a cabeça, mas também pode-se abraçar as pernas ou, alternativamente, apoiar o antebraço contra o assento da frente. Todas essas versões estão corretas, mas pode existir uma mais adequada dependendo do avião. Por isso, "sempre preste atenção na apresentação de segurança", recomenda o professor Galea - é nesse momento que a tripulação recomenda a "brace" mais apropriada. Fundamental é que as pernas não fiquem dobradas nem por baixo do próprio assento, nem esticadas sob o assento da frente, para evitar traumas que impeçam o passageiro de se movimentar. "Assim, você consegue ter as melhores possibilidades de escapar, porque reduz as chances de desmaiar, ficar inconsciente ou sofrer ferimentos que possam dificultar a fuga", aconselha Galea. Segundo o médico ortopedista Victor Rangel, a posição de brace "é a que melhor ajuda a reduzir as chances de um trauma que ponha a vida em risco". A postura ainda protege contra outras lesões como o estiramento do pescoço, causado pelo efeito chicote resultante do forte impacto frontal repentino.

Planejamento

Os especialistas também aconselham que passageiros conheçam a "geografia" do avião, sabendo onde fica a saída de emergência mais próxima em ambos os lados. Decorar o número de assentos até a porta possibilita um escape mesmo no escuro, ou em meio à fumaça. Sapatos devem ter sola lisa e baixa. Eles precisam ser vestidos durante a decolagem e aterrissagem, pois é nesses dois momentos que a maioria dos imprevistos ocorre. Os pés necessitam de proteção contra estilhaços. Atenção: os saltos finos são proibidos, pois podem estourar as rampas infláveis de evacuação.
Nas viagens em família, recomenda-se determinar a responsabilidade de cada adulto para cada criança. O ideal é escapar em duplas e pré-acordar que todos se encontrarão somente do lado de fora, para não atrapalhar o fluxo de saída. Não se deve levar mais que 90 segundos para fugir, pois há sempre o perigo de incêndio e explosão. Em caso de pouso forçado na água, os passageiros precisam vestir coletes salva-vidas, que só devem ser inflados fora do avião. "Inflar um colete dentro vai fazer você ficar entalado no corredor lotado, além disso, se estiver afundando, você vai boiar dentro da aeronave", avisa Galea. fonte: bbc.com/portuguese/internacional-38176381

sábado, 22 de abril de 2017

CONHEÇA 5 MITOS SOBRE O SEXO ORAL RELACIONADOS COM DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Muitas pessoas acreditam que o sexo oral seja uma prática sexual segura, pela ausência de chance de gravidez e suposto menor risco de contrair doenças. Mas essa crença é errada, alertam profissionais de saúde pública. Para eles, está claro que sexo oral sem segurança pode trazer consequências à saúde: é possível contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com dois especialistas em saúde sexual para discutir cinco mitos populares sobre o sexo oral.

1. A boca não é meio de contrair doenças de transmissão sexual

Trata-se de um dos mitos mais recorrentes sobre o sexo oral. "A afirmação é falsa, já que se pode contrair DSTs via sexo oral", afirmou Mariano Roselló Gayá, médico do Instituto de Medicina Sexual de Madri.
Gayá cita como exemplos o vírus do papiloma humano (HPV), herpes genital e gonorreia. "É preciso educar principalmente a população jovem sobre esse aspecto", afirma. "A prevenção em forma de educação sexual deve prevalecer."

2. É melhor não escovar os dentes antes do sexo oral

Há quem acredite que seja recomendável não escovar os dentes antes do sexo oral, para que eventualmente não se produzam feridas na boca, reduzindo risco de contágio de DSTs. Mas é outra afirmação sem fundamento. "É importante manter uma boa saúde bucal, tanto visando o sexo oral como para a saúde em geral", afirmou Gayá. O que é, sim, recomendável é evitar sexo oral em caso que algum tipo de sangramento ou queimadura na boca, o que poderia facilitar eventual contágio.

3. Não é necessário usar proteção no sexo oral

Essa é outra noção errada. "Se os parceiros não tiverem se submetido a um exame completo para descartar a presença de DSTs, sempre se deve tomar precauções de método de barreira (não apenas anticoncepcional)", afirmou o especialista do Instituto de Medicina Sexual de Madri. O médico recomenda que, ao receber sexo oral, tanto o homem quanto a mulher usem camisinha (ou folhas de látex), já que as mucosas são porta de entrada para infecções.

4. Se o pênis é retirado antes da ejaculação não há risco de contágio

Não é verdade, diz Gayá. Ainda que seja mais baixo, há risco, pois o líquido pré-ejaculatório, que lubrifica o canal da urina para passagem do esperma, também tem potencial de contágio. "A prevenção contra DSTs deve ser através de métodos de barreira (camisinha desde o início do contato, ou protetores de látex) e da realização de exames médicos para descartar eventual presença de DSTs que não tenham se manifestado", afirma o médico.

5. O único perigo do sexo oral são as DSTs

A afirmação não está totalmente certa, afirmou Francisca Molero Rodríguez, codiretora do Instituto de Sexologia de Barcelona e presidente da Federação Espanhola de Sociedades de Sexologia. Embora uma das causas mais frequentes de câncer bucal seja o tabagismo, alguns tumores foram associados à infecção por HPV, o mesmo responsável pela aparição de determinados tipos de verrugas genitais. Roselló Gayá acrescenta que esse vírus pode ser transmitido pelo sexo oral e, portanto, provocar câncer bucal. Os riscos, porém, não devem impedir essa prática sexual. "O sexo oral é uma prática cada vez mais generalizada e que pode ser muito gratificante", afirma Rodriguez. "Embora o risco (de contrair doenças) seja menor do que no sexo anal ou vaginal, sempre é recomendável usar proteção", acrescenta. "Preservativos e lubrificantes com sabores podem favorecer esse tipo de prática. Há muitas variações no sexo oral: cada pessoa deve decidir a forma ou as formas que mais aprecia. Homens e mulheres gostam quando o sexo oral é feito com habilidade e erotismo", diz. FONTE: bbc.com/portuguese/geral-39549220

CIENTISTAS CRIAM OBJETO COM 'MASSA NEGATIVA',QUE DESAFIA AS LEIS DA FÍSICA

Físicos criaram um fluido com "massa negativa", que acelera em direção a você quando empurrado. A descoberta desafia a Segunda Lei de Newton, conhecida como o Princípio Fundamental da Dinâmica, segundo a qual, quando empurrado, o objeto se acelera na mesma direção que a força aplicada nele. Mas, em teoria, a matéria pode ter massa negativa, da mesma forma que uma carga elétrica pode ser positiva ou negativa. O fenômeno foi descrito na publicação científica Physical Review Letters. Uma equipe de cientistas, liderada por Peter Engels, da Washington State University (WSU), esfriou átomos de rubídio a uma temperatura pouco acima do zero absoluto (perto de -273°C), gerando o que é conhecido como Condensado de Bose-Einstein. Nesse estado da matéria, as partículas se comportam como ondas, se movem de forma extremamente lenta, conforme previsto pela mecânica quântica. Elas também se sincronizam e se movimentam juntas no que é conhecido como superfluido, que flui sem perder energia.
Para criar as condições para a massa negativa, os pesquisadores usaram lasers para capturar os átomos de rubídio e empurrá-los para frente e para trás, mudando a forma como eles giram. Quando os átomos foram liberados da "armadilha do laser", eles se expandiram, revelando massa negativa. "Com massa negativa, se você empurrar alguma coisa, ela acelera em sua direção", disse o coautor Michael Forbes, professor-assistente de Física da WSU. "Parece que o rubídio se choca contra uma parede invisível".
A técnica poderia ser usada para entender melhor o fenômeno, dizem os pesquisadores. "Primeiramente, nos chamou atenção o controle que temos sobre a natureza da massa negativa, sem quaisquer complicações", diz Forbes. Esse controle também fornece aos pesquisadores uma ferramenta para explorar as possíveis relações entre massa negativa e fenômenos observados no cosmos, como estrelas de nêutrons, buracos negros e energia escura. FONTE: bbc.com/portuguese/geral-39652571

USO EXCESSIVO DE SMARTPHONE PODE PREJUDICAR A VISTA

Pessoas que passam muito tempo "vidradas" em seus smartphones podem estar aumentando os riscos de danos aos olhos, advertem oftalmologistas britânicos. O alerta diz respeito também ao uso excessivo de outros dispositivos como computadores, tablets e TVs de tela plana, que pode provocar danos de longo prazo. A advertência deriva de uma pesquisa britânica feita com 2 mil participantes, que indica que pessoas com menos de 25 anos checam seus telefones 32 vezes por dia. "A luz azul violeta que brilha na tela dos smartphones é potencialmente perigosa e tóxica à parte de trás de seus olhos", diz o oftalmologista Andy Hepworth. "Por isso, uma longa exposição pode, potencialmente, causar danos aos olhos." Segundo ele, testes mostraram que exposição à luz azul violeta em excesso pode nos colocar em maior risco de degeneração macular, uma das principais causas de cegueira.

Olhos fixos na tela

Oftalmologistas afirmam também que, apesar da "boa" luz azul (azul turquesa) ser necessária para ajudar a regular o relógio biológico, acredita-se também que uma longa exposição à luz azul violeta pode afetar os padrões de sono e o humor. "Embora não tenhamos certeza se há uma ligação direta entre essa exposição e problemas oculares, há fortes evidências de laboratório que podem, potencialmente, provar isso", acrescentou Hepworth. "É a combinação de não piscar o suficiente e colocar o dispositivo a uma distância menor do que você normalmente colocaria outros objetos. Isso força a vista." O levantamento, encomendado por um grupo de oftalmologistas independentes, descobriu que, em média, um adulto passa cerca de 7 horas por dia com os olhos fixos em uma tela, e quase metade deles se sente ansioso quando está longe de seu telefone. Estatísticas também sugerem que 43% das pessoas com menos de 25 anos sentem uma verdadeira irritação, ou ansiedade, quando não podem checar seu telefone quando desejam.

Dores de cabeça

Alana Chinery, de 18 anos, nunca está longe de seu smartphone. "Percebi que minha visão está ficando pior após longos períodos olhando para as telas do celular e do computador", disse. "Eu estou tendo mais dores de cabeça." Amanda Saint, que também é oftalmologista, diz que o conselho é simples. "Faça testes de vista regularmente, e faça pausas regulares quando estiver usando seu computador e dispositivos móveis." fonte: bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140401_uso_excessivo_smatphone_prejudica_vista_an

O QUE AS MULHERES BUSCAM EM SITES ERÓTICOS?

Uma análise feita pelos dois maiores sites de pornografia da internet tentou identificar o que atrai um público cada vez maior de mulheres para sites pornográficos. Utilizando o que chamam de um "software analítico", as empresas fizeram uma atualização de uma pesquisa sobre as preferências femininas intitulada: "O que as mulheres querem". A resposta, segundo a pesquisa, seriam cenas lésbicas, sexo a três e uma categoria chamada "squirt" (ejaculação feminina). Elas também se interessam em ver sexo entre homens gays. Estes foram os termos usados em buscas por conteúdo mais populares entre as mulheres no último ano, segundo as empresas. Outros termos procurados são sexo oral, massagens e vídeos de celebridades. A conclusão é que o número de mulheres que entram nos sites triplo X aumentou e o que elas mais buscam nesses ambientes são situações que reflitam o prazer feminino.

Audiência em alta

O tempo médio em que o usuário de cada sexo permanece nos sites também foi medido. A média mundial é de 10 minutos e 10 segundos para as mulheres, e 9 minutos e 22 segundos para os homens. A pesquisa afirma também que o Brasil e as Filipinas estão em primeiro lugar em uma lista de consumo de conteúdo erótico pelo público feminino. Nos dois países, 35% do consumo de pornografia é realizado por mulheres e 65% pelos homens segundo o Pornhub e o Redtube. A Argentina ficou em quarto lugar, com 30% e o México em oitavo, com 28%.Esses países superaram a média mundial para mulheres, de 24%.

Preferências

Ainda que vários setores desta indústria concordem que o consumo de pornografia entre as mulheres aumentou, alguns produtores do ramo, como Erika Lust Film, dizem que a sondagem dos concorrentes Pornhub e do Redtube não é científica e questionam os resultados. O Pornhub e o Redtube são dois sites de internet que oferecem conteúdo pornô grátis – apesar de terem conteúdo "premium" por meio de assinaturas. Eles atraem um tráfego de 40 milhões de usuários únicos por mês. "Com certeza há um crescimento entre as mulheres, porque as mulheres assistem pornografia, e toda a população mundial consome mais", disse à BBC Mundo Pablo Dobner, diretor executivo e cofundador do Erika Lust Films, uma empresa baseada em Barcelona que produz conteúdo adulto sob uma perspectiva feminina. "Há uma demanda, mas a maioria das mulheres quere algo muito mais sincero, limpo e sexualmente inteligente em relação ao que é possível encontrar na maioria dos outros portais", afirmou. Ele chama de outros portais justamente sites como Pornhub e Redtube, seus concorrentes diretos, que oferecem conteúdo gratuito. O Erika Lust Films cobra pelo produto e estuda entrar em uma disputa judicial com seus concorrentes.

Medição

Mencionada a possível disputa judicial, Dobner argumenta que seus concorrentes não teriam como medir de forma precisa a quantidade de pessoas que acessam seu site segundo o gênero do usuário. Isso porque não é preciso escrever nome de usuário nem criar uma senha. Segundo ele, mesmo se isso fosse necessário, ainda assim não é possível ter certeza sobre o gênero do consumidor. "Por isso, sua estimativa de quantos são mulheres e quantos são homens no tráfego maciço que eles têm não está comprovada", questionou. Também há uma polêmica relacionada ao tipo de conteúdo que as mulheres preferem ver. Mas Dobner reconhece que as cenas de sexo entre lésbicas são materiais com os quais elas podem se sentir mais confortáveis – porque essas cenas mostram exclusivamente mulheres tendo prazer. "As mulheres estão buscando mais prazer feminino e reivindicando que o homem não é o único que tem de desfrutar do sexo e que elas também querem sua parte do sexo recreativo, que esteve proibido para elas por tanto tempo".

Comida junk x gourmet

A empresa Erika Lust Films também não tem uma base técnica para saber do que as mulheres gostam. A maioria das produções é pornô heterossexual, e o site contabiliza 10 mil visitas por dia. Dobner afirmou que a intenção de sua empresa é criar um nicho de entretenimento adulto com um produto mais assessível para mulheres e casais. Ele compara o produto com o dos concorrentes em termos gastronômicos. Segundo ele, tanto em uma lanchonete como em um restaurante de luxo "você come a comida pela boca". "Mas a experiência é outra. São coisas concebidas de maneira distinta". A ideia, no entanto, de que mulheres e homens devem ter gostos diferentes quando o assunto é pornografia é contestada por uma leitora da BBC Mundo, site em espanhol da BBC, pelo Facebook: "Na minha opinião, essa ideia de que nós não gostamos do mesmo tipo de pornô que os homens e que precisamos de boa iluminação e de atores que se beijem muito é um mito associado ao preconceito de que nós mulheres não entendemos o sexo sem romantismo". FONTE: bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150804_porno_mulheres_lk

CONSUMO DIÁRIO DE REFRIGERANTE DIET AUMENTA RISCO DE DERRAME E DEMÊNCIA

Bebidas adoçadas artificialmente, como refrigerante diet, podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral e demência. É o que mostra uma pesquisa da Universidade de Boston, publicada na revista científica americana Stroke. De acordo com o estudo, tomar pelo menos uma lata de refrigerante diet por dia está associado a um risco quase 3 vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral ou desenvolver demência. O estudo ressalta, no entanto, que a versão "normal" das bebidas, adoçadas com açúcar, não está associada ao risco de desenvolver qualquer uma dessas condições, contrariando algumas pesquisas já realizadas anteriormente. "Não foi surpresa descobrir que a ingestão de refrigerante diet está associada com acidente vascular cerebral e demência. O que me surpreendeu foi que a ingestão de bebidas adoçadas com açúcar não está associada a esses riscos, porque as bebidas com açúcar são conhecidas por não serem saudáveis", disse Matthew Pase, que coordenou a pesquisa, em entrevista à CNN. Os pesquisadores admitem, no entanto, que não conseguiram provar uma relação direta de causa e efeito entre a ingestão de bebidas adoçadas artificialmente e o aumento do risco de derrame e demência. Segundo eles, trata-se de uma associação, já que o estudo se baseia em observações e dados fornecidos por meio de um questionário sobre hábitos alimentares.

A pesquisa

Cerca de 4 mil pessoas participaram da pesquisa, que organizou dois grupos de estudo por faixa etária: 2.888 adultos com mais de 45 anos (para analisar a incidência de derrame) e 1.484 com mais de 60 anos (para avaliar os casos demência). Os dados, coletados por meio de questionários, foram cedido pelo Framingham Heart Study, extenso projeto da Universidade de Boston sobre doença cardiovasculares. Os pesquisadores analisaram a quantidade de bebidas e refrigerantes diet e normal ingerida por cada participante, em diferentes momentos, entre 1991 e 2001. Em seguida, compararam com o número de pessoas foram vítimas de derrame ou demência num prazo de 10 anos. No período, foram observados 97 casos de acidente vascular cerebral (82 isquêmicos, causado por vasos sanguíneos bloqueados) e 81 de demência (63 compatíveis com Alzheimer). "Após fazer ajustes por idade, sexo, educação (para análise da demência), ingestão calórica, qualidade da dieta, atividade física e tabagismo, maior consumo recente e maior de refrigerantes adoçados artificialmente foram associados a um risco maior de AVC isquêmico e demência, como a doença de Alzheimer", diz o estudo. De acordo com a pesquisa, aqueles que consumiam pelo menos uma lata de bebida diet diariamente eram 2,96 vezes mais propensos a sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico e tinham 2,89 vezes mais tendência a desenvolver o mal de Alzheimer do que aqueles que bebiam menos de uma vez por semana.

Outros estudos

Essa não é a primeira vez que bebidas diet são associadas ao desenvolvimento de problemas de saúde. A pesquisa cita o estudo Northern Manhattan, que teria revelado que "o consumo diário de refrigerante adoçado artificialmente estava ligado a um risco maior de incidentes vasculares, mas não de acidente vascular cerebral". Outro exemplo mencionado é o Nurses Health Study and Health Professionals, que mostrou que "o alto consumo de açúcar e refrigerantes adoçados artificialmente foi associado a um risco maior de derrame". FONTE: bbc.com/portuguese/geral-39665431

CIENTISTAS DESCOBREM O SEGREDO DO ANIMAL MAIS RESISTENTE DO MUNDO

Pesquisadores descobriram o segredo genético do animal mais resistente do mundo, uma estranha e microscópica criatura que se assemelha a um urso aquático e é chamada de tardígrado. Um gene específico os ajuda a sobreviver a situações de ebulição, congelamento e radiação. No futuro, acreditam cientistas, ele poderia ser usado para proteger as células humanas. Já se sabia que tardígrados eram capazes de sobreviver a condições extremas, "murchando" a ponto de se tornarem bolinhas desidratadas. Agora, o time que comandou a pesquisa, na Universidade de Tóquio, identificou uma proteína que protege o seu DNA - "embrulhando-o" como se fosse uma espécie de cobertor. Os cientistas, que publicaram suas descobertas na revista científica Nature Communications, depois desenvolveram em laboratório células humanas que produziram a mesma proteína, e descobriram que ela também protegia as células, em especial de radiação. A partir dessa descoberta, cientistas sugerem que os genes desses seres capazes de resistir a condições extremas poderiam, um dia, proteger seres vivos de raios-X ou de raios nocivos do sol. "Estes resultados indicam a relevância das proteínas únicas do tardígrado que podem ser uma fonte abundante de novos genes e de mecanismos de proteção", diz o estudo. Antes do estudo, acreditava-se que os tardígrados, também conhecidos como "ursos-d'água", sobreviviam a radiação por conseguirem recuperar danos causados ​​ao seu DNA. Mas o professor Takekazu Kunieda, da Universidade de Tóquio, e seus colegas passaram oito anos estudando o genoma da microcriatura até identificar a fonte de sua notável capacidade de resistência.

Arma secreta

Para identificar essa "arma secreta" que explica a resistência dos tardígrados, pesquisadores analisaram o genoma de uma espécie específica - Ramazzottius varieornatus - à procura de proteínas que estivessem diretamente ligadas ao DNA e que poderiam ter um mecanismo de proteção. Eles descobriram uma e a batizaram de "DSUP" (abreviação em inglês de "supressora de danos"). Em seguida, a equipe inseriu a DSUP no DNA de células humanas e expôs essas células modificadas a raios-X. Elas sofreram menos danos que as células não tratadas. O professor Mark Blaxter, da Universidade de Edimburgo, classificou o estudo como "inovador". "Esta é a primeira vez que uma proteína individual, identificada a partir do tardígrado, se mostra ativa na protecção contra radiações", observa. "Radiação é uma das coisas que certamente pode nos matar". Ao sequenciar e analisar o genoma do tardígrado, o estudo também parece ter resolvido uma polêmica sobre a estrutura genética dessas criaturas. Um pesquisa publicada em 2015 sobre uma espécie diferente de tardígrado concluiu que ele tinha "adquirido" uma parte do seu DNA de bactérias por meio de um processo chamado de transferência horizontal de genes. Os achados desse estudo sugeriam que a impermeabilidade notória desses animais viria da transferência do código genético bacteriano. O estudo de agora, conduzido no Japão, não encontrou nenhuma evidência dessa transferência de genes.

Ursos d'água e do espaço

Em 2007, um satélite da Agência Espacial Europeia lançou milhares de tardígrados do espaço. O projeto ficou conhecido como Tardis - tardígrados no espaço - e indicou que os animais foram capazes não só de sobreviver mas também de reproduzir ao retornar à Terra. Estima-se que haja mais de 800 espécies de tardígrados, mas há milhares ainda não nomeadas. Eles vivem em todos os lugares onde há água. Estão, por exemplo, no parque local, no fundo do mar ou até mesmo nas geleiras da Antártica. Qualquer microscópio de luz normalmente permite visualizar essas criaturas. Para encontrá-las, basta, por exemplo, adicionar água num musgo e, em seguida, espremê-lo. Uma análise dessa água pode permitir visualizar, num microscópio, esses minúsculos animais.

Mais pesquisa

O resultado da pesquisa conduzida em Tóquio indicou que os tardígrados se mostraram muito mais resistentes a raios-X do que as células humanas manipuladas pelos cientistas. "[Então] tardígrados têm outros truques na manga, que ainda temos de identificar", disse o professor Matthew Cobb, da Universidade de Manchester. Com mais pesquisas, os cientistas acreditam que genes como o DSUP podem permitir o armazenamento e transporte mais seguro e fácil de células humanas - protegendo, por exemplo, delicados enxertos de pele humana de qualquer dano. O professor Kunieda e seu co-autor do estudo, Takuma Hashimoto, deram início ao registro da patente do gene DSUP em 2015. O professor Matthew Cobb, da Universidade de Manchester, observa que, em princípio, "estes genes poderiam até mesmo ajudar humanos a sobreviver em ambientes extremamente hostis, como na superfície de Marte, como parte de um projeto de terraformação para tornar o planeta mais 'hospitaleiro' para seres humanos". O professor Blaxter, da Universidade de Edimburgo, disse que a pesquisa japonesa pode até mesmo ajudar a explicar como radiação danifica o DNA, e como podemos prevenir danos no DNA de outras fontes. O autor do estudo, o professor Takekazu Kunieda, disse à BBC esperar que mais pesquisadores se juntem à "comunidade tardígrada", porque acreditar haver ali "um monte de tesouros". FONTE: bbc.com/portuguese/internacional-37437946

CONHEÇA O ESTRANHO MAMÍFERO QUE É CAPAZ DE VIVER 18 MINUTOS SEM OXIGÊNIO

De sangue frio, ele não tem olfato e é imune ao câncer. O rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber) é um dos mamíferos mais estranhos do mundo, mas também é repleto de características raras. Este roedor oriundo do leste da África corre para trás com a mesma facilidade com que vai para frente. Também come seus próprios excrementos. Agora, cientistas descobriram mais uma habilidade que torna esse animais ainda mais excepcionais: ele são capazes de sobreviver por até 18 minutos sem oxigênio, uma circunstância que leva à morte outros mamíferos. Como faz isso? Colocando em ação um sistema metabólico que só é encontrado em outra espécie completamente diferente de seres vivos: as plantas. Quando o oxigênio se esgota, explicam os autores do estudo publicado na revista Science, eles deixam de queimar a glucose como fonte de energia e usam a frutose. Sem danos O ar que respiramos tem normalmente cerca de 21% de oxigênio. Se nos submetermos a um processo de adaptação, podemos sobreviver com um nível de cerca de 10%. Abaixo disso, o corpo deixa de funcionar bem. Com 5%, nosso organismo para. Thomas Park, professor da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos e coautor do estudo, colocou um grupo destes animais em um ambiente com 5% de oxigênio. Depois de 5 horas, não demonstravam qualquer sinal de problema.
O nível foi reduzido então a zero. Para surpresa dos cientistas, este roedores entraram em um estado de animação suspensa por pouco mais de 18 minutos "sem nenhum dano neurológico", como explica Jane Reznick, bióloga do Centro de Medicina Molecular Max Delbrück em Berlim, na Alemanha, coautora da pesquisa. Capacidade latente Ainda que os cientistas soubessem que esses mamíferos vivem em colônias subterrâneas onde o oxigênio é escasso, nunca antes haviam sido testado o limite de sobrevivência deste roedor. Nos experimentos, diante da redução do nível de oxigênio, os animais fecharam os olhos, pararam de se mover e diminuíram suas pulsações e ritmo respiratório de forma drástica. Para sobreviver, desligaram um sistema metabólico, baseado em glucose, e ativaram outro, que usa a frutose e dispensa o oxigênio para funcionar. Não se trata de um método muito eficiente, mas permite produzir energia de uma forma estável. Os pesquisadores acreditam que estes animais desenvolveram uma estratégia singular para se adapatar ao estilo de vida nas colônias subterrâneas que habitam. Entender como ocorre essa troca metabólica pode ajudar a criar tratamentos para pacientes que sofrem com uma crise de falta de oxigênio, como em ataques cardíacos ou problemas cerebrais. O próximo passo da pesquisa será averiguar se os seres humanos têm uma capacidade latente de fazer o mesmo. FONTE: bbc.com/portuguese/geral-39678453

DARPA CONTINUA EXPERIÊNCIAS COM HUMANOS PARA CRIAR SUPER SOLDADOS

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) tem um orçamento anual de US$ 2 bilhões para pesquisa sobre a criação de um super soldado, além de desenvolver uma força policial sintética. Trabalhando com o genoma humano, a DARPA espera manipular certas expressões genéticas. Na experimentação, o DARPA e o complexo farmacêutico militar industrial estão usando habilidades naturais que são aprimoradas por meio da engenharia genética. Algumas das proezas médicas que a DARPA gostaria de realçar são a capacidade dos soldados militares de regenerar membros destruídos em batalha. Ao eliminar a empatia, o Departamento de Defesa (DoD) espera "melhorar" a capacidade de um soldado "matar sem cuidados ou remorso, não mostra medo, pode lutar batalha após batalha sem fadiga e geralmente se comportam mais como uma máquina do que um homem". Os cientistas estão pesquisando a construção de soldados que não sentem dor, terror e não sofrem de fadiga como testes sobre a fiação do cérebro humano são promovidos por Jonathan Moreno, professor de bioética na Pennsylvania State University. Moreno está trabalhando com o DoD na compreensão da neurociência. O Pentágono destinou US $ 400 milhões para esta pesquisa. Estudo mais aprofundado poderia ser passado para o público em geral, a fim de maximizar os lucros, bem como aumentar a eficácia da droga. De acordo com Joel Garreau, professor da Universidade do Arizona, o DARPA está aprendendo a modificar geneticamente a gordura humana em energia pura, reconectando o interruptor metabólico que criaria soldados que requerem menos alimento. Usando terapia genética e combinando melhorias para alterar a cor do olho humano é uma mistura de mutações que não têm nenhuma base no mundo natural. Em 2011, a Academia Britânica de Ciências Médicas publicou um documento explicando a necessidade de "novas regras para evitar erros éticos." Especificar a injeção de células cerebrais humanas em animais que podem dar animais memórias humanas ou pensamento consciência como o objetivo deve ser tratada Diferente de um animal não modificado. Os embriões humanos podem fortalecer ou deteriorar o assunto do teste animal que incitou o Senator Sam Brownback para empurrar a entrada da proibição da quimera humana de 2005. Brownback expressou a necessidade para a prevenção de experimentos closed-door que "borrão as linhas entre o ser humano eo animal, E a criança, e um indivíduo e outro indivíduo. "O aspecto ético poderia ser definido por dois mandatos de consideração: 1. Eles poderiam alvejar os cientistas hipotéticos criando monstros em pratos de Petri. 2. Eles poderiam dar uma olhada na ciência que está realmente acontecendo em laboratórios ao redor do mundo. Além de modificar geneticamente o genoma humano, a Elite global está obcecada com o homem e a máquina em fusão, transhumanismo e imortalidade. Baseando-se nos avanços na pesquisa científica, o Programa 2045 criará "uma nova visão de desenvolvimento humano que atenda aos desafios globais que a humanidade enfrenta hoje, a realização da possibilidade de uma extensão radical da vida humana por meio da tecnologia cibernética, bem como a formação de um Nova cultura associada a essas tecnologias ". Os globalistas no Programa 2045 afirmam que a humanidade "necessita de uma nova estratégia evolutiva" que consiste em um equilíbrio entre a complexidade dos avanços tecnológicos e os accelerati Sobre os processos informacionais para expandir o "humano limitado, primitivo" em uma "altamente auto-organizado" e tecnologicamente "inteligência superior". O Projeto para o Novo Século Americano (PNAC) publicou um documento intitulado Reconstruindo as Defesas dos Estados Unidos em 2000 que enquadra uma estratégia para a hegemonia americana no futuro próximo, identificando "áreas problemáticas" do mundo e aconselhando a mudança de regime de governos desfavoráveis ​​para que, As nações do mundo serão unificadas sob a bandeira da democracia americana. A revelação do "eixo do mal" do ex-presidente norte-americano George Bush definiu a política americana sob as diretrizes do PNAC com a identificação do Irã, Iraque e Coréia do Norte, que é literalmente mencionada no PNAC como governos que exigem uma mudança de regime. No PNAC, os globalistas descreveram o uso de aprimoramento científico e ensaios clínicos transformando as forças armadas dos EUA em suínos gueinia para o avanço de um super soldado. Enquanto Roger Pitman , professor de psiquiatria na Universidade de Harvard está experimentando com propranolol, que é um bloqueador beta que se acredita para apagar "memórias terríveis", os soldados são submetidos a mais pesquisas, enquanto servindo para aliviar os efeitos psicológicos da guerra. Moreno explica: "O problema é: o que mais eles estão bloqueando quando fazem isso? Queremos uma geração de veteranos que voltem sem culpa? " Allan Snyder, professor de neurociência na Austrália, vem trabalhando para entender como a estimulação magnética transcraniana (TMS) pode afetar processamento mental superior com o uso de campos magnéticos para promover o raciocínio sem restrições. A Academia de Ciências dos EUA informou em 2009 que eles esperavam ser bem sucedidos em usar TMS contra soldados para "melhorar [suas] capacidades de combate". Moreno revela que capacetes TMS poderia ser usado em campos de batalha para expandir a perícia técnica de um soldado e se tornar um proficiente Atirador e mestre eletrônico usado em exercícios de treinamento. FONTE: www.occupycorporatism.com/darpa-continues-human-experiments-to-create-military-super-soldiers/

VEJA AS 1° IMAGENS ENVIADAS PELO SATÉLITE METEOROLÓGICO MAIS PODEROSO DO MUNDO

Seu novo papel de parede do celular chegou, cortesia do satélite meteorológico mais poderoso do mundo, o GOES-16 (antes chamado de GOES-R). Lançado em novembro de 2016, o satélite da NOAA consegue tirar fotos em alta definição da Terra a cada 15 minutos e uma foto de todo o território dos Estados Unidos a cada cinco minutos, segundo um comunicado. Ele combina velocidade e resolução e irá ajudar cientistas a fazer previsões mais precisas, permitindo detectar imprevistos com antecedência. Porém, a parte mais legal obviamente são as belíssimas imagens que iremos ver a partir de agora. Hoje, a NOAA liberou as primeiras fotos vindas do GOES-16, e nem preciso dizer que elas são espetaculares.
Esse painel de 16 imagens das frequências visíveis e infravermelhas do Hemisfério Norte parecem pop art. Andy Warhol ficaria com inveja.
Atualmente, o GOES-16 está em órbita estacionária a quase 36 mil quilômetros acima da Terra. Em maio deste ano, a NOAA irá revelar a localização planejada para o satélite – depois disso, irá lançar o GOES-S, o segundo satélite de uma série de quatro equipamentos que serão enviados para observar nosso planeta e expandir as capacidades da agência meteorológica dos EUA, até a década de 2030. A data exata do lançamento do GOES-S ainda será confirmada. Por enquanto, os cientistas do NOAA estão comemorando o primeiro passo da era em alta definição da meteorologia. “Um dos cientistas do GOES-16 comparou as imagens com a sensação de ver as primeiras fotos de um bebê recém nascido – isso é animador pra gente”, disse Stephen Volz, diretor dos Serviços de Informações e Satélites da NOAA, em um comunicado. “Essas imagens vêm da mais sofisticada tecnologia já enviada para o espaço para prever as condições climáticas severas da Terra”, continuou. “As imagens extremamente ricas nos provê a primeira amostra do impacto que o GOES-16 terá no desenvolvimento de previsão de tempo que pode salvar vidas”. Imagens: NOAA/NASA. FONTE: http://gizmodo.uol.com.br/goes-16-primeiras-imagens/

OS OCEANOS ESTÃO ESQUENTANDO MAIS RÁPIDO DO QUE IMAGINÁMOS

Estamos melhorando a maneira como medimos as mudanças de temperatura do oceano. Mas, infelizmente, os dados mostram que eles estão ficando quentes mais rápido do que os pesquisadores imaginavam. Um estudo publicado na Scientific Advances reuniu os dados que temos sobre o aquecimento do oceano de 1960 a 2015. Eles oferecem o que se pensa ser o relatório mais preciso sobre as mudanças que as águas experimentaram durante esses 45 anos. Entre as descobertas dos autores: os oceanos estão esquentando 13% mais rápido do que se acreditava. Um dos motivos pelos quais as estimativas prévias estavam erradas era a dificuldade de reconciliar os dados pré e pós 2005 – data em que os cientistas começaram a utilizar o sistema de boias Argo para fazer as medições. Capaz de alcançar 600 metros de profundidade, o sistema Argo é superior ao batitermógrafo, que era utilizado amplamente antes. Em vez de ter grandes sensores dispostos em companhias marítimas e principalmente no hemisfério norte, agora temos cerca de 3500 boias espalhadas pelo mundo. Essas boias conseguem mergulhar e subir por conta própria e nos dão dados mais completos e precisos. John Abraham, professor de ciências termais e fluidos na Escola de Engenharia da University of St. Thomas e co-autor do estudo, explica ao Guardian:
Primeiro, nós corrigimos dados passados pelos vieses conhecidos nas medições. Depois, relacionamos as medições de temperaturas aos resultados calculados a partir de modelos climáticos computacionais. Então, aplicamos os conhecimentos de temperatura a áreas maiores para que uma única medição representasse um espaço maior ao redor do local da medição. Por último, utilizamos nosso conhecimento de observações recentes e bem feitas para mostrar que o método produziu excelentes resultados. Conseguiremos estender nossas técnicas até o final dos anos 1950 e mostrar que a taxa de aquecimento global mudou significativamente nos últimos 60 anos. Uma das principais conclusões do estudo foi a demonstração de que o aquecimento está acontecendo cerca de 13% mais rápido do que pensávamos. Não apenas isso, mas o aquecimento acelerou. A taxa de aquecimento de 1992 é quase duas vezes maior do que a taxa de 1960. Além disso, somente desde aproximadamente 1990 que o aquecimento penetrou às profundidades abaixo de 700 metros.
Isso é muito importante dentro do campo da mudança climática. Mais de 90% do calor extra gerado pelo dióxido de carbono vai para o oceano no final das contas. O que faz as águas serem um ótimo lugar para analisar o crescimento da temperatura. É algo extremamente preocupante também, porque se as temperaturas continuarem a crescer, e o gelo, a derreter, algumas áreas do mundo podem ter um aumento no nível do oceano de 60 metros. Algo que também é interessante nesse estudo (e meio que poético) é que a equipe indica que os oceanos contêm “a memória da mudança climática”. Basicamente, o que eles querem dizer é que o aumento da temperatura está se espalhando para locais mais profundos nos mares. Apesar da mudança dos padrões climáticos, que mostra detalhes que poderiam indicar resfriamento em certas áreas, a atmosfera em geral está mais quente e mais úmida nos últimos anos. Há um entendimento de que é por isso que estão acontecendo chuvas e tempestades mais intensas no mundo. Sem mencionar as ondas de calor, estiagens, incêndios florestais e outras consequências que chegam com a mudança climática. Conforme os dados se tornam mais precisos e são reconciliados com informações mais antigas, eles parecem indicar que as coisas estão piores do que achávamos. Parece que estamos chegando cada vez mais perto de um ponto em que não poderemos fazer mais nada para evitar tudo isso. FONTE: theguardian.com/environment/climate-consensus-97-per-cent/2017/mar/10/earths-oceans-are-warming-13-faster-than-thought-and-accelerating

ANTÁRTIDA ESTÁ COBERTA DE RIOS

Em 1908, o lendário timo Nimrod, de Ernest Shackleton, estava a caminho do Polo Sul quando os homens foram surpresos por algo inesperado: o som de água líquida, rugindo através da paisagem congelada em direção ao mar. Cento e nove anos depois, cientistas confirmaram que esse som, descrito por um dos primeiros exploradores como “estranho, após o normal silêncio antártico”, não era uma invenção da imaginação dos homens, nem era um acaso. Centenas de canais individuais fluem através do continente de gelo do nosso planeta durante o verão, e eles têm feito esse caminho há décadas. Uma nova análise comandada por cientistas do Observatório Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia, foi o primeiro a revelar uma vasta rede de bacias de drenagem, incluindo riachos, canais, lagos e até cachoeiras, espalhadas através do continente da Antártica. Apesar de bacias individuais de drenagem terem sido documentadas na Antártica há anos e várias delas terem sido estudadas em detalhe, essa primeira pesquisa em grande escala mostra a profusão com a qual o continente congelado da Terra sangra até o mar durante o verão. “Existiam algumas dicas de riachos aqui e ali, mas nós não tínhamos ideia de que eram tão espalhados, ou tão grandes, ou que permaneciam por tanto tempo”, Jonathan Kingslake, glaciologista da Universidade de Columbia e autor principal do estudo publicado na Nature, disse ao Gizmodo. “A grande pergunta para mim é: dadas as predições de como a Antártica irá aquecer, a quantidade de água derretida vai dobrar nesse século. Se isso acontecer, esses sistemas de drenagem conseguiriam entregar água a lugares sem causar que o gelo desmorone?” Essa é uma preocupação séria, mas não a única possibilidade levantada pelo novo trabalho. Em um estudo de acompanhamento também publicado na Nature, a glaciologista Robin Bell, junto com Kingslake e outros, explorou como as redes de drenagem podem na verdade ajudar a Plataforma de Gelo Nansen; um local atravessado pela expedição Nimrod de Shackleton, e alguns anos depois pelo time Northern Party, do capitão Robert Falcon Scott, na expedição Britânica Antártica, a se suportar. Nessa plataforma, rios e uma cachoeira de 120 metros de extensão expelem água em excesso da plataforma de gelo até o oceano. “Modelos de gelo Antártico agora só levam em consideração lagoas e danos às plataformas de gelo”, Bell disse ao Gizmodo. “Nós mostramos que a água pode se mover”, talvez, para longe do perigo. A complexa física por trás do fluxo de gelo e água da Antártica pode parecer hermética, mas tem grandes consequências quando se trata do continente inteiro ter água congelada o bastante para aumentar os níveis do mar mundial em até 60 metros, deixando cidades costais como Miami e Nova York bem abaixo do nível do mar. Mas antes de prevermos como a água do degelo vai impactar a calota polar em um mundo em aquecimento, nós precisamos de mais dados sobre o quão comum é o fenômeno no continente hoje. Para isso, Kingslake e seus colegas se voltaram para os dados do satélite Landsat e fotografias aéreas, usando esses dois bancos de dados para construir o primeiro registro das redes de drenagem do continente, indo até o ano de 1947. Sua análise revelou amplos sistemas de riachos, rios e lagos, aproximadamente 700, em sua maioria nas bordas da calota antártica, mas, em alguns casos, se estendendo profundamente até seu interior. Por mais que esses fenômenos sejam efêmeros, se espalhando como mato nos meses quentes do verão, parece que eles existem intermitentemente há quase um século. Cientistas descobriram que rios sazonalmente fluem nas bordas da maioria do gelo antártico. Cada X vermelho representa um dreno separado. Imagem: Kingslake et al. 2017 “Impressionantemente, nós vimos fenômenos em fotografias aéreas dos anos 1940 bem parecidas com as que observamos em imagens de satélites”, Kingslake disse. “Eu acho notável que, dois anos após a Segunda Guerra Mundial, as pessoas estavam voando ao longo da Antártica tirando fotos desses fenômenos.” Mas os pilotos da Segunda Guerra Mundial não foram os primeiros humanos a notar os misteriosos rios gelados da Antártica. Como Bell descobriu quando ela estava compilando os registros de estudo da plataforma de gelo Nansen, os primeiros exploradores antárticos já estavam cientes do fenômeno. “Eu estava tentando determinar se existiam provas para alguma mudança e percebi que ambos os grupos Nimrod e o Norther Party tinham atravessado a Nansen [no começo do séc XX]”, Bell disse ao Gizmodo, explicando como ela viajou ao Scott Polar Research Institute, na Inglaterra, para ler os registros de diário do Northern Party. “Foi impressionante segurar aqueles escritos feitos à mão de cientistas que estudaram a Nansen mais de 100 anos atrás”, ela disse. Agora que nós sabemos como a rede de drenagem antártica é tão antiga quanto ampla, a maior pergunta na mente de todos é o quão rapidamente ela pode se expandir causada pela mudança climática e como isso vai impactar a calota de gelo conforme o planeta aquece. Nós já sabemos que as lagoas de água de degelo podem acelerar o colapso da calota, ao acrescentar tensão extra ao gelo, ou penetrar nas rachaduras causando suas expansões. Cientistas observaram esses processos acontecendo na plataforma de gelo Larsen B em 2002, quando mais de dois mil lagos efêmeros drenaram através da plataforma até o oceano abaixo em alguns dias, um evento que coincidiu com a repentina desintegração da calota de gelo. Se piscinas estanques de água forem mais frequentes em um mundo mais quente, isso pode acontecer com mais frequência. Mas o trabalho de Bell na plataforma de gelo Nansen aponta para uma função distintamente diferente para a água de superfície, em certas situações. Lá, uma grande rede de rios, combinada com canais de cachoeiras na borda das geleiras, canaliza a água líquida rapidamente até o oceano, prevenindo o acúmulo de lagoas que quebrariam o gelo. “No caso da Nansen, existe uma situação extrema em que a água é drenada até o oceano”, Kingslake disse. “Nós achamos que isso reduz o impacto do degelo na plataforma.” Alison Banwell, glaciologista do Scott Polar Research Institute, da Universidade de Cambridge, e que não estava envolvida em nenhum dos estudos, disse ao Gizmodo que estudos futuros devem focar em como muitas outras plataformas de gelo têm grandes redes de rios que transportam a água de degelo eficientemente até o oceano. “Atualmente, nós só estamos cientes do sistema do rio e cachoeira de Nansen”, contou. Bell acrescentou que a água de degelo de superfície não é o único processo que preocupa os glaciologistas e que pode acelerar o colapso da calota de gelo. “Outra grande influência que contribui para o derretimento do gelo antártico, e consequentemente o afinamento da calota, é o derretimento sob a superfície”, ela disse. “Esse processo pode ser tão ou mais significativo do que o degelo de superfície. Mais pesquisa é necessária.” No momento, cientistas têm mais perguntas do que respostas sobre os sistemas efêmeros de drenagem antártica. O aspecto mais destacado do trabalho pode, no entanto, ser o lembrete que ele oferece de que o conhecimento antigo não é inútil. Em 1909, quando o membro do time Nimrod, T.W.A. David, anotou em seu caderno que um “rio de água descongelada pode ser ouvido rugindo” à distância sobre a plataforma de gelo Nansen, ele certamente não saberia que peso suas palavras teriam um século depois. Nós precisamos do passado para conseguir entender o futuro. fontes: nature.com/nature/journal/v544/n7650/full/nature22048.html //nature.com/nature/journal/v544/n7650/full/nature22049.html

sexta-feira, 21 de abril de 2017

OS HUMANOS PRECISARÃO MODIFICAR SEUS CORPOS PARA SOBREVIVER EM MARTE?

Viver no espaço – particularmente em Marte – é algo que fascina a nossa espécie há décadas. Recentemente, o fundador da SpaceX, Elon Musk, decidiu que iria colocar muita grana num plano para colonizar o Planeta Vermelho. A NASA também tem planos com sua “Jornada a Marte” em 2030. Há muitas outras iniciativas e planos mais obscuros para colonizar Marte, liderados por celebridades, bilionários e até mesmo os Emirados Árabes. Mas existe uma grande diferença entre colocar os pés em Marte e construir uma base de longo prazo num outro planeta. Em relação à colonização humana de Marte, há uma série de preocupações – em particular, como os humanos iriam lidar, tanto fisicamente quanto psicologicamente, com um ambiente tão severo? Num estudo publicado recentemente no periódico Space Policy, Konrad Szocik, cientista de cognição da Universidade de Tecnologia da Informação e Gerenciamento em Rzeszow, na Polônia, aponta que mandar astronautas para viver um tempo na Estação Espacial Internacional não é o treinamento adequado para preparar a habitação em Marte. Na verdade, Szocik depreende que os humanos precisarão alterar seus corpos de uma maneira bem extrema para conseguir se sustentarem numa colônia marciana. Outros entusiastas dessa ideia, incluindo Elon Musk, discordam. “Minha ideia é que o corpo e a mente humana são adaptadas para viver num ambiente terrestre. Consequentemente, alguns desafios fisiológicos e psicológicos durante a jornada e depois, durante o cotidiano em Marte, provavelmente serão muito difíceis para que os humanos sobrevivam. Por exemplo, nós deveríamos levar em conta o alto risco de problemas de saúde durante uma missão dessas e a falta de ajuda e cuidados médicos profissionais diretos”, disse Szocik ao Gizmodo por email. No seu artigo, Szocik explora alguns dos tratamentos preventivos que outros pesquisadores sugeriram para astronautas, antes que fossem para Marte. Ele nota que alguns sugeriram “deixar a tripulação em coma antes da jornada”, o que reduziria as necessidades de energia, preveniria atrofia dos músculos e proveria uma proteção extra à radiação do espaço profundo, e até “remover o apêndice para evitar grandes perigos”. De fato, em 2012, pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) enumeraram os riscos potenciais e as vantagens de se realizar apendicectomia e colecistectomia – remoção do apêndice e da vesícula biliar, respectivamente – antes de enviar astronautas a longas viagens espaciais. A lógica é bem simples: se o apêndice ou a vesícula biliar de alguém estourarem no espaço, uma cirurgia seria mais do que desagradável – seria impossível. Szocik argumenta também que as primeiras missões tripuladas para Marte poderiam ter uma carga psicológica muito pesada. Mesmo que os primeiros colonizadores passem por um preparo mental forte, a pressão do isolamento num ambiente de alto risco é assustadora. No entanto, os primeiros resultados do experimento HI-SEAS da NASA, que imita esse isolamento ao manter pequenas equipes num domo perto do vulcão Mauna Loa no Havaí, são promissores. Recentemente, uma equipe passou um ano num ambiente parecido com o de Marte, e seus membros voltaram do confinamento bem positivos e animados. “Realmente, os problemas psicológicos (“saúde comportamental” na terminologia da NASA) serão uma grande preocupação”, disse Mark Shelhamer, ex-cientista chefe do programa de pesquisa humana da NASA, ao Gizmodo. “Nesse sentido, a EEI não é o melhor local para simular uma missão para Marte. A EEI é isolada e confinada (embora não tanto quanto uma nave espacial para Marte será). No entanto, as equipes se revezam para que sejam enviadas novas pessoas a cada três meses, e existe uma estrutura bem robusta e efetiva de apoio psicológico (os astronautas podem falar com amigos, família, físicos e psicólogos na Terra a qualquer momento, sem nenhum atraso de comunicação)”. No geral, Szocik diz que nenhuma preparação na Terra conseguirá dar, necessariamente, tudo o que uma pessoa precisa para sobreviver em Marte a longo prazo. “Acho que a medicina pode ser insuficiente e que serão necessárias algumas soluções permanentes, como modificações genéticas e/ou cirúrgicas”, disse ele, acrescentando que deveríamos usar a ideia de trans-humanismo – segundo a qual, aproveitando a ciência e a tecnologia, podemos melhorar nossos corpos e mentes para sobreviver em ambientes muito diferentes – para nos prepararmos. Esse conceito não é exatamente novo: futuristas propõem há muito tempo que a humanidade precisará usar a biologia, nanotecnologia, tecnologia da informação e ciência cognitiva para se tornar mais equipada para a vida no espaço. E, embora a ideia de acelerar nossa evolução biológica para aumentar as chances de sobrevivência em Marte soe interessante, não são todos que acreditam que essa seja uma ideia viável, ética ou necessária. “Pessoas já sugeriram selecionar astronautas com base em predisposições genéticas para coisas como resistência à radiação. É claro que essa ideia está repleta de problemas. Primeiro, é ilegal escolher candidatos de emprego com base em informações genéticas. Depois, existem consequências não intencionais ao fazer manipulações como essa, e quem é que sabe o que pode piorar se escolhermos e selecionarmos o que achamos que deve ser feito melhor?”, disse Shelhamer. Embora Shelhamer admita que as ideias de Szocik sejam interessantes, ele sente que elas são, no final das contas, desnecessárias. “Acho que podemos dar aos astronautas as ferramentas – físicas, mentais e operacionais – para que eles sejam, individualmente e como um grupo, resilientes diante do desconhecido. É nisso que estou trabalhando agora, mas ainda está nos primeiros estágios. Que tipo de pessoa prospera em ambientes extremos? Que tipo de estruturas missionárias existem para ajudar essa pessoa? É isso o que precisa ser examinado sistematicamente”, disse. O futuro presidente de Marte, Elon Musk, foi mais direto quando pedimos para que comentasse a ideia de que humanos precisariam alterar sua biologia para sobreviver em Marte, dizendo que toda a premissa era “ridícula”. “Estar no espaço profundo ou na órbita da Terra por longos períodos é muito pior do que estar em Marte. Buzz Aldrin ainda está bem, assim como outros astronautas”, disse Musk ao Gizmodo, via DM no Twitter. Mesmo que os mais otimistas estejam certos, e nós não tenhamos que nos modificar para viver de forma saudável em Marte, uma grande questão permanece ao pensar na colonização: como iremos nos reproduzir? Embora não seja tão ruim quanto o espaço profundo, a superfície de Marte sofre de intensa radiação, devido ao fato da sua atmosfera ser muito mais fina do que a da Terra e não possuir um campo magnético para desviar partículas energéticas. Isso é particularmente preocupante para as mulheres que gostariam de engravidar, já que pequenas doses de radiação ionizante podem ter graves consequências para a saúde dos fetos. Com toda a probabilidade, assentamentos de longo prazo teriam que ser construídos sob a superfície do planeta para proteger as pessoas, especialmente os jovens, idosos, doentes e grávidas, das partículas energéticas solares e dos raios cósmicos galácticos. “Não sabemos como a gravidade reduzida e a radiação irão afetar o processo de reprodução humana. Podemos supor que esse impacto será prejudicial”, disse Szocik. Szocik acrescentou que, para manter uma colônia capaz de sustentar a si mesma sem realizar cruzamentos consanguíneos, teríamos que enviar um monte de gene para Marte, o que poderia ser difícil. Dessa forma, ele sugere “levar em consideração uma oportunidade de clonar humanos ou outros métodos similares”, para manter a colônia. Levar a humanidade para vários planetas soa emocionante. Também soa terrível! Esperemos que as próximas missões como Rover 2020 da NASA nos deem mais informações sobre como poderíamos viver (e transar) em um planeta frio e insensível. FONTE: http://gizmodo.uol.com.br/humanos-modificar-corpos-marte/

A CIÊNCIA DA GORDURA:COMO ELA É ARMAZENADA NO CORPO - E COMO QUEIMÁ-LA

Segundo o Ministério da Saúde, 51% da população brasileira com mais de 18 anos está acima do peso ideal. Se você está nesse grupo de pessoas, então tem alguns quilinhos de gordura para perder. E talvez você fique mais motivado ao ver meio quilo de gordura humana – você precisa eliminá-la do seu corpo agora mesmo. No entanto, ainda há muitas concepções incorretas sobre a gordura — e alguns desses enganos podem atrapalhar seu esforço para perder peso. Então vamos nos livrar dessa desinformação ingerindo um pouco de conhecimento.

O que é a gordura corporal?

Vamos começar pelo lado bom: pense na gordura corporal como “energia potencial”. As calorias presentes na comida que você ingere são um combustível. Depois que as calorias entram na sua corrente sanguínea, este combustível é queimado em vários processos metabólicos. Isso inclui sua atividade muscular, digestão, respiração, funções cerebrais, crescimento dos cabelos etc. O básico da sobrevivência, para resumir. Porém, algumas vezes nós consumimos mais calorias do que o corpo consegue queimar. Quando isso acontece, nosso corpo pensa: “ué, eu não preciso de toda essa energia agora. Melhor guardar, vai que eu preciso mais tarde, né?” E aí começa o milagre da gordura. Seu corpo pega essas calorias que sobraram e guarda nas células de gordura (ou células adiposas). Elas se expandem à medida que coletam mais combustível, e encolhem quando você usa um pouco dessa energia. Mas preste atenção, esta é uma explicação muito superficial. É importante notar que, quando a energia potencial é estocada dentro das células adiposas, ela não está pronta para ser usada como antes, quando circulava pela corrente sanguínea. Ela passa por uma conversão química que guarda a energia de maneira mais eficiente. É mais ou menos um arquivo .zip: isso deixa a energia mais compacta e fácil de armazenar, mas o conteúdo em si tem seu acesso dificultado. Quando chega a hora de tirar a energia dessas células, outra conversão química se inicia para deixá-la pronta para uso.

Como é queimada a gordura?

Então, quando você perde gordura, para onde ela vai? A maioria das pessoas não sabe. Se você se lembra do princípio da conservação da massa, lá das aulas de química do colégio, sabe que a matéria não pode simplesmente aparecer ou desaparecer — ao invés disso, ela passa por reações químicas e muda de estado. As mitocôndrias são o centro de energia da célula. Nos seus músculos ou fígado, elas tiram um pouco de gordura (estocada como triglicérides) das suas células adiposas e a colocam num processo metabólico que a transforma em calor, dióxido de carbono, água e ATP (trifosfato de adenosina). Vamos explicar um por um. Calor: A energia térmica tem uma importância crucial na manutenção da sua vida. Sabe como você, um mamífero de sangue quente, mantém sua temperatura em cerca de 37°C? Sim, queimando calorias! Quando você está com frio, queima bem mais calorias para permanecer quente. E, caso você esteja se perguntando quanta energia térmica pode ser armazenada na gordura, faça o seguinte: frite um bacon, tire o excesso de gordura, ponha numa lata e coloque um pavio. Você ficará chocado com o tempo que esta vela improvisada ficará acesa. ATP: nós precisamos de ATP para fazer os músculos funcionarem. Nossa principal fonte imediata de energia é produzida quando quebramos uma molécula de fosfato do ATP, o que fornece uma pequena explosão de energia nos músculos. O ATP se torna, então, ADP, e não pode ser usado novamente até que ele pegue outra molécula de fosfato. É o ciclo de Krebs, cara: ele leva combustível para seus músculos. Dióxido de carbono(CO2): Sempre que você queima alguma coisa (veja o calor mencionado acima), isto reage e forma dióxido de carbono. Vale para a gasolina, vale para a gordura corporal. O dióxido de carbono irá viajar por sua corrente sanguínea até os pulmões, onde eles serão expelidos. Água: A gordura, geralmente, parece meio molhada, né? É porque tem água nela. Você vai urinar a água formada no processo. Então, é para aí que vai o peso que você perde. Células adiposas são eternas Eis um dos erros mais comuns sobre a gordura: quando você perde peso, você não perde nenhuma célula de gordura. Não, nem sequer umazinha. O corpo humano possui, em média, entre 10 bilhões e 30 bilhões de células adiposas, e elas serão para sempre suas. Ah, mas sabe o que é pior? Se você ganhar mais peso, pode produzir mais células adiposas (pessoas obesas chegam a ter cerca de 100 bilhões), e de novo, você não pode perdê-las (a única exceção é a lipoaspiração, que remove fisicamente as células). Então como é que a gente perde peso?! As células de gordura agem mais ou menos como balões. Quando você perde peso, você retira algo desses balões inflados, ou seja, faz encolher as células adiposas. Você pode reduzi-las até que estejam praticamente vazias, mas elas sempre estarão lá — esperando para ser reabastecidas, atormentando seus pesadelos rechonchudos. E más notícias: a gordura adora andar com mais gordura. Como ela e os músculos são basicamente inimigos (nós chegaremos lá ainda), suas células adiposas tentam erodir suas células musculares. O pior é que, enquanto a maioria da gordura fica debaixo da sua pele, a mais perigosa se acumula ao redor dos seus órgãos internos – é por isso que a gordura abdominal é mais problemática do que nas outras áreas do corpo. Esta gordura, chamada de gordura visceral, é metabolicamente ativa, e expele produtos bioquímicos que aumentam o risco de ataque cardíaco, derrame, insuficiência hepática, diabetes e pressão alta. Além disso, a gordura visceral inibe a produção de um hormônio muito importante, chamado adiponectina, que regula o metabolismo do seu corpo. Em outras palavras, quando mais gordura visceral você acumula, mais lentamente seu metabolismo irá funcionar – ou seja, mais fácil você armazenará gordura. É um ciclo difícil de quebrar.

Como são queimadas as calorias

Como a gordura corporal é composta basicamente por calorias estocadas, o jeito mais conhecido para perder peso é queimar mais calorias do que você está ingerindo. Faça isso e seu corpo irá começar a retirar as calorias que faltam das suas reservas de gordura. Há mais nuances que isso, claro, mas para a maioria dos casos, isso vale. Mas como exatamente estas calorias são queimadas? Se você já fez algum exercício programado numa esteira ou numa bicicleta ergométrica, provavelmente já viu coisas como “cardio zone” ou “fat-burning zone”. Nós chegaremos lá daqui a pouco, mas por enquanto, tudo que você precisa saber é isso: o exercício físico é só um pedacinho da queima de gordura. Há um excelente artigo (em inglês) na Active.com detalhando minuciosamente estes processos, mas aqui vai uma explicação resumida. Há três categorias de processos responsáveis pela queima metabólica. Entre 60% e 70% das calorias queimadas por dia são processadas apenas por você estar vivo. Isto não tem nada a ver com se mexer. Nada. É a chamada taxa metabólica basal. Outros 10% a 15% são queimados pelo simples ato de digerir o que você come, o chamado metabolismo digestivo (ou efeito térmico do alimento). Como diz a Active, estes dois representam entre 70% e 85% — tudo isso mal tendo que mover um dedo. Os últimos 15% a 30% vêm da atividade física, seja na forma de malhação (termogênese associada a exercícios, ou EAT) ou apenas por andar pelo seu apartamento (termogênese de atividades que não são exercício, ou NEAT).

Botando pra queimar

Bem, se entre 60% e 70% da queima de calorias está ligada ao seu metabolismo em estado de repouso, não faz mais sentido começar por aí? Sim! Vamos voltar à nossa vela de gordura do início do texto para fazer uma analogia. Veja o vídeo acima e perceba que, com o pavio curto, a gordura queima lentamente. Em cerca de 1:50, o pavio fica maior, o que faz a chama crescer. Com mais fogo, a gordura começa a queimar bem mais rápido. Então, como nós podemos aumentar o fogo do nosso metabolismo interno? A resposta mais simples é acrescentar músculos. O tecido muscular, em repouso, queima de duas a três vezes mais calorias que o tecido adiposo. Exercícios aeróbicos são importantes para sua saúde e condicionamento físico, não se engane. Mas se sua meta é queimar gordura, concentre-se um pouco mais em musculação e em exercícios calistênicos – que usam o próprio peso do corpo como resistência. Isto provavelmente trará resultados melhores e mais rápidos. Não porque isto queime mais calorias enquanto você os pratica, mas porque isto aumenta sua chama metabólica, o que queima mais calorias o tempo todo. Depois disso, vamos ver a alimentação. Lembre-se, entre 10% e 15% da sua queima metabólica vem da simples digestão da comida. Se você quer aumentar isso, pode adicionar mais proteínas magras ao que você come. A digestão de proteínas queima entre duas a três vezes mais calorias do que a dos carboidratos ou da gordura. Além disso, mesmo que toda caloria consumida (seja ela tirada de proteína, carboidrato ou gordura) possa ser estocada como gordura, o corpo estoca mais prontamente a energia obtida da gordura consumida. Dito isso, uma dieta equilibrada é extremamente importante para se manter saudável, e mais uma vez: se você quer perder gordura, deve consumir menos calorias do que gasta. Por fim, o componente dos exercícios (entre 15% e 30% do seu metabolismo). Então, sabe aquilo lá de “fat-burning zone”, zona aeróbica, tudo aquilo que aparece na sua esteira? Tecnicamente, isso não está errado. Quando você se exercita numa intensidade menor, está queimando mais calorias que são obtidas da gordura; por outro lado, em exercícios de mais intensidade, a maioria das calorias queimadas vem dos carboidratos mais prontamente disponíveis, que são os que você consumiu recentemente. PORÉM, tem uma coisinha. Dois terços das calorias que você queima não têm nada a ver com exercícios; mas isso só acontece se você consegue criar um déficit calórico. E você consegue isso muito mais facilmente com exercícios de alta intensidade e intercalados. Isso simplesmente queima muito mais calorias, então você tem um impacto (perda de gordura) muito maior. Dizendo de outra forma: mesmo que os exercícios mais lentos, da “fat-burning zone”, tecnicamente retirem mais calorias da gordura durante o exercício, os exercícios de alta intensidade vão queimar mais calorias no total, o que resulta em mais calorias retiradas da suas reservas de gordura com o tempo, o que vai reduzi-las mais. Além disso, exercícios de alta intensidade tonificam mais os seus músculos — veja e compare os maratonistas com os velocistas. E, novamente, mais músculo resulta em um metabolismo mais ativo, e isso acaba queimando gordura mais rápido. Para ser sincero, isto tudo é bem superficial. Este artigo tinha como objetivo ser uma visão geral e, por isso, há muitas coisas que não puderam ser incluídas. Os artigos que linkamos têm mais detalhes técnicos e, para aqueles que se interessarem, recomendamos consultá-los. Mas, para todo mundo, nós esperamos que este texto tenha esclarecido um pouco melhor sobre como perder a barriguinha. fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/fat-man-front-fitter-one-89698915?src=95cebb742699efd9845225dab7f49153-1-11 // http://gizmodo.uol.com.br/a-ciencia-da-gordura/?cmpid=native-calhau