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sábado, 22 de abril de 2017

CONHEÇA O ESTRANHO MAMÍFERO QUE É CAPAZ DE VIVER 18 MINUTOS SEM OXIGÊNIO

De sangue frio, ele não tem olfato e é imune ao câncer. O rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber) é um dos mamíferos mais estranhos do mundo, mas também é repleto de características raras. Este roedor oriundo do leste da África corre para trás com a mesma facilidade com que vai para frente. Também come seus próprios excrementos. Agora, cientistas descobriram mais uma habilidade que torna esse animais ainda mais excepcionais: ele são capazes de sobreviver por até 18 minutos sem oxigênio, uma circunstância que leva à morte outros mamíferos. Como faz isso? Colocando em ação um sistema metabólico que só é encontrado em outra espécie completamente diferente de seres vivos: as plantas. Quando o oxigênio se esgota, explicam os autores do estudo publicado na revista Science, eles deixam de queimar a glucose como fonte de energia e usam a frutose. Sem danos O ar que respiramos tem normalmente cerca de 21% de oxigênio. Se nos submetermos a um processo de adaptação, podemos sobreviver com um nível de cerca de 10%. Abaixo disso, o corpo deixa de funcionar bem. Com 5%, nosso organismo para. Thomas Park, professor da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos e coautor do estudo, colocou um grupo destes animais em um ambiente com 5% de oxigênio. Depois de 5 horas, não demonstravam qualquer sinal de problema.
O nível foi reduzido então a zero. Para surpresa dos cientistas, este roedores entraram em um estado de animação suspensa por pouco mais de 18 minutos "sem nenhum dano neurológico", como explica Jane Reznick, bióloga do Centro de Medicina Molecular Max Delbrück em Berlim, na Alemanha, coautora da pesquisa. Capacidade latente Ainda que os cientistas soubessem que esses mamíferos vivem em colônias subterrâneas onde o oxigênio é escasso, nunca antes haviam sido testado o limite de sobrevivência deste roedor. Nos experimentos, diante da redução do nível de oxigênio, os animais fecharam os olhos, pararam de se mover e diminuíram suas pulsações e ritmo respiratório de forma drástica. Para sobreviver, desligaram um sistema metabólico, baseado em glucose, e ativaram outro, que usa a frutose e dispensa o oxigênio para funcionar. Não se trata de um método muito eficiente, mas permite produzir energia de uma forma estável. Os pesquisadores acreditam que estes animais desenvolveram uma estratégia singular para se adapatar ao estilo de vida nas colônias subterrâneas que habitam. Entender como ocorre essa troca metabólica pode ajudar a criar tratamentos para pacientes que sofrem com uma crise de falta de oxigênio, como em ataques cardíacos ou problemas cerebrais. O próximo passo da pesquisa será averiguar se os seres humanos têm uma capacidade latente de fazer o mesmo. FONTE: bbc.com/portuguese/geral-39678453

sábado, 15 de abril de 2017

AÇO QUE IMITA OSSO RESISTE 100 VEZES MAIS À FADIGA

É difícil imitar com precisão a estrutura dos ossos, mas os metalurgistas estão chegando lá. [Imagem: Motomichi Koyama et al. - 10.1126/science.aal2766]

Aço imune à fadiga

Introduzir no aço uma nanoestrutura laminada, similar à encontrada nos ossos, torna o metal muito mais resistente às rachaduras em micro e macro escalas que surgem a partir do estresse repetitivo. O desenvolvimento, não apenas de novos tipos de aço, mas também de outras ligas metálicas com esta estrutura, tem potencial para melhorar a segurança de todas as estruturas metálicas - de máquinas e veículos a edifícios - que devem suportar cargas cíclicas. A questão chave é que o aço torna-se suscetível a trincas e rachaduras quando é submetido repetidamente a cargas - pense em uma ponte metálica, por onde passam veículos e caminhões; após a passagem de cada veículo, o aço da ponte retorna ao estado de "repouso", sem carga. Isto resulta na chamada "fadiga" do material. Motomichi Koyama e seus colegas da Universidade Kyushu, no Japão, foram buscar inspiração nos ossos, que também são submetidos a essa ciclagem constante, mas possuem uma resistência superior à do aço devido à sua subestrutura hierárquica e laminada.

Aço nanoestruturado

Para começar a trabalhar, a equipe procurou por tipos de aço cujas estruturas já são naturalmente comparáveis à do tecido ósseo. Eles identificaram dois: o aço perlítico ferrita-cementita e o aço de plasticidade induzida de martensita-austenita. Partindo da estrutura original, os pesquisadores fizeram melhorias adicionais em ambos os tipos de aço, de modo que eles passassem a apresentar características as mais próximas possíveis daquelas dos ossos, que tipicamente resistem muito bem à propagação de rachaduras. As melhorias deram resultado, com os 2 aços otimizados mostrando-se significativamente mais resistentes à fadiga do que qualquer tipo de aço industrial. A equipe submeteu seu aço nanolaminado a ciclos repetidos de estresse, verificando que o desenvolvimento das fissuras microscópicas foi adiada em 107 ciclos em relação aos dois tipos de aço originais. A equipe agora pretende otimizar ainda mais as melhorias, para que o aço torne-se resistente a amplitudes maiores de estresse. Em seu artigo, eles já propõem vários mecanismos que pretendem testar para obter essa melhoria adicional. Também será necessário estudar como passar o método usado em laboratório para a escala industrial. Bibliografia: Bone-like crack resistance in hierarchical metastable nanolaminate steels. Motomichi Koyama, Zhao Zhang, Meimei Wang, Dirk Ponge, Dierk Raabe, Kaneaki Tsuzaki, Hiroshi Noguchi, Cemal Cem Tasan. Science. Vol.: 355 Issue 6329 1055-1057. DOI: 10.1126/science.aal2766. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=aco-imita-osso-resiste-100-vezes-mais-fadiga&id=010170170310

sábado, 26 de novembro de 2016

NÓS SERIAMOS ASSIM SE PUDÉSSEMOS SUPORTAR ACIDENTES DE CARRO

Há algo que lembra um gafanhoto em Graham. Esta escultura do tamanho de um homem ostenta uma cabeça que se funde em seu torso, que é apoiado por um par de pernas fortes, elásticas. Mas o corpo carnudo de Graham, mesmo que estranhamente proporcionado, é definitivamente humano. Ele só está melhor adaptado à vida nas estradas do que o resto de nós. Graham foi idealizado pela Comissão de Acidentes de Transporte do governo australiano, e projetado pela artista de Melbourne Patricia Piccinini, para destacar como os seres humanos são mal equipados para sobreviverem a um acidente de carro.
“Eu aprendi muito sobre o que quebra quando as pessoas estão envolvidas em acidentes de carro”, disse ela em um e-mail para a revista Popular Science. “Nós evoluímos para sobreviver a quedas caminhando ou correndo, mas não às típicas velocidades no mundo dos carros.”
Para conceber um ser humano que está realmente adaptado para sobreviver à colisões de baixa velocidade, Piccinini consultou um cirurgião de trauma e um engenheiro de segurança rodoviária. “Eu estava sempre perguntando: o que é o mínimo que posso fazer ou alterar para proteger estas áreas vitais”, diz ela.” Quais estruturas já existem e como elas podem ser construídas em cima para que Graham permaneça sempre, obviamente, um ser humano?” Após esboçar Graham e desenvolver um modelo em 3D de computador, Piccinini e seus técnicos criaram um modelo em grande escala na plasticina e o usaram para criar um molde. “A partir daí um modelo é feito em silicone, que é pintada e tem o cabelo colocado nele”, diz ela. “É um processo de produção relativamente com padrão de efeitos especiais.”
Ao contrário de uma pessoa média, Graham tem uma caixa torácica cheia de airbags para absorver impacto e proteger seus órgãos. Embalando essas bolsas está um grande peito com costelas fortes. Seu crânio é destinado a absorver impacto também, e é grosso como um capacete. Tem zonas com dobras também, para retardar a cabeça conforme ela balança para frente em um acidente. Líquido cefalorraquidiano extra amortece seu cérebro, enquanto a gordura facial oferece estofamento em torno de suas orelhas e nariz (que é plano, para não quebrar). Graham também não está em perigo de sofrer o efeito chicote ou ter o pescoço quebrado, porque ele não tem um. Mesmo sua pele é mais resistente do que a nossa. E quando Graham é um pedestre, pernas fortes e muitas unida permitem-lhe saltar com segurança. Se um carro atingir Graham, os joelhos são garantidos por tendões adicionais que lhes permitem dobrar em todas as direções e evitar fracturas.
“Estamos visando atingir zero mortes e ferimentos graves nas nossas estradas, o que significa que todos na comunidade entendam por que eles precisam estar em carros mais seguros, dirigindo em estradas mais seguras e em velocidades mais seguras”, disse Emily Bogue, Gerente de Comunicações e Mídia da Comissão de Acidentes de Transporte. “Assim, com a nossa agência Clemenger, nós tivemos essa ideia de mostrar como nós teríamos que parecer se não estivéssemos tão vulneráveis.”
Graham vai ser exposto no lado de fora da Biblioteca Estadual de Victoria, até 08 de agosto, antes de viajar para outras galerias no estado de Victoria. Seus fãs podem usar a tecnologia de realidade aumentada do Google, o Projeto Tango, para ficar sob a sua pele para um olhar mais atento em suas adaptações. “A parte mais desafiadora e importante é ter certeza de que o projeto continua a ser uma obra de arte com o peso emocional de um diagrama de ideias científicas”, diz Piccinini. Seu recurso favorito de Graham é os olhos com alma. Graham pode inspirar algumas pessoas a refletirem sobre a nossa própria fragilidade, e outros a se embasbacarem com suas características pouco usuais. Piccinini diz que ela espera uma mistura. “No entanto, qualquer um que olha para o trabalho e se pergunta o que é, porque parece que ele faz pensar um pouco sobre a segurança rodoviária.” FONTE: https://www.curioso.blog.br/post/seriamos-pudessemos-suportar-acidentes-carro/

sábado, 17 de setembro de 2016

ASSISTA COMO AS BACTÉRIAS GANHAM RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS DIANTE DOS SEUS OLHOS

Pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) e do Instituto de Tecnologia Technion-Israel (Israel) produziram um vídeo de cair o queixo que mostra bactérias conforme elas sofrem mutações para se tornar resistentes a antibióticos. O novo estudo, publicado na conceituada revista científica Science, é a primeira demonstração de grande escala de como as bactérias reagem a doses cada vez maiores de remédio, e como exploram a seleção natural darwiniana para se adaptar e até mesmo prosperar dentro dos medicamentos destinados a matá-las. “O que mais me surpreendeu é que pudemos ver a evolução acontecendo na nossa frente”, disse um dos coautores da pesquisa, Michael Baym, pós-doutorando na Universidade de Harvard, ao portal Gizmodo.

O problema

A cada ano, cerca de 700.000 pessoas morrem em todo o mundo por conta de infecções bacterianas incuráveis. Superbactérias resistentes a antibióticos podem matar mais de 10 milhões de pessoas até meados do século 21, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Por causa desse grave problema que enfrentamos atualmente, os cientistas queriam analisar melhor como as mutações acontecem para as bactérias se tornarem resistentes aos remédios. Para isso, eles usaram uma placa de Petri gigante, apelidada de “Microbial Evolution and Growth Arena” (em português, “Arena de Crescimento e Evolução Microbial”), ou MEGA. É uma plataforma retangular com 60 centímetros de largura e 1,20 metro de comprimento, cheia de ágar, uma substância derivada de algas usada para facilitar o crescimento microbiano. A bactéria usada no estudo foi a Escherichia coli.

O método

A placa MEGA foi dividida em várias seções, cada uma das quais saturada com diferentes doses de antibióticos. As extremidades da plataforma não continham antibióticos, permitindo que as bactérias se desenvolvessem; essas áreas representaram a linha de partida. As seções interiores adjacentes continham uma pequena quantidade de antibiótico, apenas o suficiente para matar a E. coli. Mais para dentro da placa, cada seção posterior tinha um aumento de dez vezes na dose. No cerne do prato, havia 1.000 vezes mais antibióticos em comparação com as áreas de menor dose. Pelas próximas duas semanas, os pesquisadores observaram e filmaram as bactérias, enquanto umas morriam e outras se adaptavam às condições cada vez mais venenosas localizadas nas fronteiras de seus perímetros imediatos. O vídeo resultante mostra literalmente o processo darwiniano em trabalho, um fenômeno normalmente invisível para o olho humano. Com o tempo, as bactérias se espalharam até chegarem a uma concentração potente de antibióticos para além da qual não podiam crescer – até que mutantes armadas com o conjunto específico de características necessárias para combater o veneno finalmente emergiram. Isso em muitos casos não demorou muito. Em cada nível de concentração do antibiótico, um pequeno segmento de bactérias se adaptava às condições hostis, como resultado de sucessivas alterações genéticas acumuladas. Uma vez instaladas na nova seção da MEGA, essas populações minúsculas mutantes resistentes eram capazes de crescer. Quando chegavam a próxima seção da placa, o padrão se repetia. Os descendentes deste primeiro grupo de mutantes eram capazes de mover-se para áreas preenchidas com concentrações mais elevadas de antibióticos. Eventualmente, várias linhagens de mutantes passaram a competir pelo mesmo espaço, com cepas vencedoras se movendo para áreas com doses mais elevadas de drogas. No 11° dia, as bactérias tinham migrado todo o caminho para a mais elevada concentração de droga, no centro da MEGA. Estas mutantes resistentes foram capazes de sobreviver a um antibiótico conhecido como trimetoprim a uma dose 1.000 vezes maior do que a que matou seus ancestrais. Algumas bactérias adquiriram uma capacidade 100.000 vezes maior de afastar ciprofloxacina, um outro antibiótico comum. “Foram capazes de evoluir mais de mil vezes a resistência ao trimetoprim em 11 dias – que é quase o limite de saturação da droga”, disse Baym. “Simplificando, não havia nenhuma maneira de dissolver droga suficiente para matar essas bactérias”. É importante ressaltar que todas as bactérias mutantes foram contidas e todos os materiais descontaminados após o uso. As observações do estudo mostraram que mutações iniciais levaram a um crescimento mais lento nas bactérias. Isso sugere que elas não são capazes de crescer a velocidades ideais enquanto estão se adaptando. Mas, uma vez que se depararam com uma imunidade fortuita, o processo de crescimento retornou a taxas normais. Além disso, as mutantes mais aptas nem sempre eram as mais rápidas. As bactérias mais bem sucedidas ficaram para trás enquanto as estirpes mais fracas eram forçadas a lidar com as doses de drogas intensas nas linhas de frente. “Graças a necessidade de migrar para sobreviver, vimos uma dinâmica surpreendente pela qual o mais forte não necessariamente ganhava, em vez daqueles que eram bons o suficiente e próximos o suficiente da nova área para superar mutantes nominalmente superiores apenas por serem mais rápidos”, disse Baym. “No entanto, em todos os casos, vimos que esta acumulação sucessiva de mutações foi capaz de evoluir a níveis extremamente altos de resistência a antibióticos em um tempo relativamente curto”. No futuro, os pesquisadores querem utilizar a placa MEGA para estudar patógenos específicos e ajudar médicos a descobrir como eles desenvolvem resistência a quais antibióticos. fonte: gizmodo.com/watch-as-bacteria-evolve-antibiotic-resistance-in-a-gig-1786389688

sábado, 10 de setembro de 2016

CONHEÇA A SUPERCERÂMICA QUE RESISTE A TEMPERATURAS EXTREMAS

Microfotografia da estrutura da supercerâmica. [Imagem: S. Buyakova et al. - 10.1088/1757-899X/140/1/012006].

Cerâmica multicamada

Um novo tipo de cerâmica, capaz de resistir a temperaturas extremas - acima de 3.000° C -, deverá ter um impacto importante na indústria aeroespacial, sobretudo em motores de foguetes e de aviões e em sistemas de proteção à reentrada na atmosfera. "Para um metal típico, o limite de temperatura é de 1.200 °C, e existem ligas que podem suportar até 2.000 graus. Conseguimos criar um novo material cerâmico de múltiplas camadas com uma resistência ao calor da camada superior de mais de 3.000 °C," explica o professor Sergey Kulkov, da Universidade Estadual de Tomsk, na Rússia. Cerâmicas multicamadas são criadas superpondo diferentes tipos de materiais, neste caso principalmente carboneto de háfnio, diboreto de zircônio e outros óxidos.

Naves e aviões hipersônicos

Além de permitir aumentar a temperatura na câmara de combustão de motores a jato, a nova cerâmica poderá fornecer maior proteção a naves durante a reentrada na atmosfera. Por isso a pesquisa já chamou a atenção da agência espacial russa, a Roscosmos, que irá testar amostras da supercerâmica em uma instalação especial que está desenvolvendo tecnologias para aviões hipersônicos, cuja fuselagem fica sujeita a temperaturas extremas devido ao atrito com o ar atmosférico. O critério estabelecido pela agência é que a cerâmica consiga manter estável a temperatura por pelo menos 20 segundos em um dos seus lados, enquanto o outro lado é exposto a chamas a 2.200 °C. A equipe disse estar confiante, uma vez que, em seu laboratório, o material foi sujeito a testes mais rigorosos, embora em menor escala. Bibliografia: The influence of ZrB2-SiC powders mechanical treatment on the structure of sintered ceramic composites. S. Buyakova, A. Burlachenko, Yu Mirovoi, I. Sevostiyanova, S. Kulkov. IOP Conference Series: Materials Science and Engineering (2016). Vol.: 140: 012006. DOI: 10.1088/1757-899X/140/1/012006. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=super-ceramica-resiste-temperaturas-extremas&id=010170160824

sábado, 5 de dezembro de 2015

POR QUE O TARDIGRADO É O ÚNICO ANIMAL DA TERRA CAPAZ DE VIVER NO ESPAÇO?

Os tardigrados (ou ursos-d’água) são os únicos organismos multicelulares do planeta Terra que seriam capazes de viver e se reproduzir no espaço, em condições de ausência de gravidade e de alimento e de água. Mas como eles desenvolveram essa incrível capacidade? Segundo uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos EUA, a razão dessa capacidade está no fato de que 18% do seu DNA foram adquiridos de outros organismos. O artigo, publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences, explica que o estudo e a análise do genoma desses pequenos invertebrados permitiram observar que mais de 6.500 regiões do DNA de 38.000 genes foram adquiridos de outros organismos, como arqueias, bactérias, plantas e fungos. Graças a essa característica, os ursos-d’água conseguem suportar formas extremas de desidratação, quando seu corpo se seca e o DNA se desfaz. Depois, proteínas especiais reorganizam seu corpo, momento em que são introduzidos em suas células fragmentos de DNA externos. E é precisamente devido a esses genes emprestados que os ursos-d’água adquiriram a capacidade de regenerar seu DNA, possuindo resistência a condições extremas. fonte: megaarquivo.com/2015/12/05/12-053-por-que-o-urso-dagua-e-o-unico-animal-da-terra-capaz-de-viver-no-espaco/

domingo, 21 de dezembro de 2014

NOVA LIGA METÁLICA É LEVE COMO ALUMÍNIO E FORTE COMO TITÂNIO

O escândio compõe 20% da liga, mesma proporção de lítio, magnésio, titânio e alumínio.

Liga de alta entropia

Uma nova liga metálica de alta entropia alcançou uma relação resistência/peso maior do que qualquer outro material metálico conhecido. Ligas metálicas de alta entropia são materiais que consistem de 5 ou mais metais em quantidades aproximadamente iguais. Estas ligas são atualmente foco de atenção significativa em ciência e engenharia de materiais porque apresentam propriedades de grande interesse na indústria. Khaled Youssef e seus colegas combinaram lítio, magnésio, titânio, alumínio e escândio para fazer uma liga nanocristalina de alta entropia que tem uma baixa densidade, mas uma resistência muito elevada. "A densidade é comparável à do alumínio, mas ela é mais forte do que as ligas de titânio," garante o professor Carl Koch, da Universidade da Carolina do Norte, que coordenou a equipe juntamente com pesquisadores da Universidade do Qatar. "A liga tem uma combinação de alta resistência e baixa densidade que é, tanto quanto podemos dizer, inigualável para qualquer outro material metálico. A relação resistência/peso é comparável a algumas cerâmicas, mas é mais resistente - menos quebradiça - do que a cerâmica," acrescentou Koch.

Escândio

A equipe afirma que a nova liga possui uma vasta gama de utilizações possíveis, em veículos, aviões ou dispositivos protéticos. Contudo, com vistas ao uso prático, a liga metálica ainda tem um problema: ela é composta por 20% de escândio, um metal raro e extremamente caro. "Nós ainda temos um monte de trabalho para fazer para caracterizar completamente este material e explorar os melhores métodos de processamento para ele," disse Koch. "Uma coisa que nós estaremos olhando é se escândio pode ser substituído ou eliminado da liga." fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=liga-metalica-leve-como-aluminio-forte-como-titanio&id=010170141216

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

CONHEÇA O INCRÍVEL TECIDO QUE RESISTE A ALUMÍNIO FUNDIDO E PERMANECE INTACTO

Com a evolução da tecnologia, podemos perceber que diversas coisas que nós acreditávamos existir só em livros e filmes de ficção científica se tornam completamente reais. A novidade da vez é um tecido que foi desenvolvido para suportar altas temperaturas sem sofrer danos e absorver o calor sem grandes dificuldades. O programa Showdown of The Unbeatables, recentemente estreado no canal National Geographic, realizou diversos testes para comprovar que este produto mágico realmente funciona. Entre eles, o que mais chamou a atenção foi a experiência realizada com uma porção considerável de alumínio aquecido a aproximadamente 1.500 graus Fahrenheit (aproximadamente 815 ºC). O resultado foi impressionante, fazendo com que o material de metal fundido fosse derramado sobre uma superfície protegida pelo tecido sem sofrer qualquer tipo de deformação. Provavelmente você está se perguntando qual que é o segredo que está por trás deste tecido tecnológico. Trata-se de um produto chamado CarbonX. Ele é vendido por uma empresa chamada Tex Tech Industries, que por sua vez trabalha no ramo de fabricação de tecidos especiais para aviões, equipamentos de segurança, bolas de tênis e até mesmo para fins militares. COMO FUNCIONA? O truque deste material consiste em utilizar fibras de acrílico que são incineradas para realizar um processo parcial de carbonização. Este processo garante que o tecido não derreta ou queime graças ao núcleo que é queimado por completo no momento do contato com o calor intenso, fazendo com que a energia térmica seja absorvida. O tecido CarbonX é muito fino e flexível, tornando-o ideal para motoristas de carro, dublês de filmes de ação (principalmente os do Michael Bay) e bombeiros. E, por mais que ele seja completamente explicado pela ciência, eu ainda acredito que esse tecido deve ser feito da pele do Chuck Norris. FONTE:Tecmundo

domingo, 13 de julho de 2014

CONHEÇA A TECNOLOGIA DO FUTURO DE RESISTÊNCIA A EXPLOSÕES

Existem várias tecnologias novas, e outras que estão surgindo, no campo da desativação de artefatos explosivos (DAE). Vamos ver algumas delas: PLACAS MODELADAS - o Exército dos Estados Unidos está realizando testes avançados em coletes de segurança, e espera distribuir aos soldados por volta de 2012. Esses coletes possuem 6 placas balísticas, em contraste com as duas que existem hoje. Além disso, as placas são especialmente moldadas - um design que deixa menos espaços desprotegidos entre as placas oferecendo mais proteção à coluna [fonte: Schogol]. ZETIX - material fabricado pela empresa Auxetics Technologies Ltd. Ele realmente engrossa quando é esticado. Imagine uma corda de bungee jump. Se você esticá-la, ela ficará mais fina. No entanto, se você enrolar um fio em torno da corda e puxá-lo com firmeza, o tecido realmente fica mais grosso. Essa é a ideia por trás da auxética. Ao unir as fibras auxéticas e ao serem esticados, os feixes também ficam mais grossos. Como tecido, poderia ser usado em diferentes produtos resistentes a explosões. Se fosse utilizado para construir uma cortina blindada, por exemplo, as estruturas em forma de espiral poderiam ser feitas de aço, de titânio ou de fibra de carbono. Poderia permitir que a força da explosão passasse pelo tecido, enquanto este engrossaria, evitando rasgos na cortina, e protegendo contra a fragmentação.
ARMADURA LÍQUIDA - a armadura líquida não é exatamente líquida, ela consiste em placas de Kevlar mergulhadas em um fluido de espessamento. Quando é aplicada uma força a essa substância, ela endurece e se liquefaz novamente em questão de frações de segundo. Quando o Kevlar é mergulhado nessa substância, ele fica muito mais resistente. NANOTUBOS - o carbono pode ser ligado de diversas maneiras, de modo a criar propriedades totalmente novas. Os nanotubos são tubos cilíndricos de moléculas de carbono que podem ser tão pequenas quanto a bilionésima parte de um metro - e até 60 vezes mais fortes do que o aço. Roupas de nanotubo podem oferecer uma blindagem incrivelmente eficiente - mais resistente a projéteis que o aço, e leves o suficiente para proteger o corpo inteiro [fonte: Neff]. De volta ao começo As técnicas de desativação de bombas progrediram em um ritmo quase igual ao do avanço da própria bomba. Na 1° Guerra Mundial, o aumento da fabricação e do uso de bombas de artilharia levou a muitos "fracassos" - artefatos não detonados (AND). Essas bombas que não explodiram tiveram que ser removidas com cuidado dos campos de batalha e das áreas civis. Na verdade, foi necessária a chegada de unidades de desativação de bomba. No início, o treinamento era feito principalmente no trabalho: o desarmamento do artefato era uma tarefa nova e extremamente perigosa. Na 2° Guerra Mundial, os nazistas criaram novos problemas quando desenvolveram bombas que se comportavam como se tivessem falhado, mas que, na verdade, eram programadas com um tempo mais longo ou projetadas para explodir quando o invólucro fosse aberto por um membro especializado em AND. As equipes de desativação de bomba se tornaram o alvo delas. Isso levou a uma competição letal entre os fabricantes de bomba e os técnicos de AND. Desde então, os avanços e os métodos de desativação de bomba estão sendo mantidos em total sigilo para que os fabricantes de bombas tenham ainda mais dificuldade para burlar os esforços das equipes de AND. FONTE: hsw.uol.com.br/roupas-anti-explosao4.htm

CONHEÇA AS ROUPAS RESISTENTES A EXPLOSÕES

Uma roupa resistente a explosões oferece a proteção mais completa aos técnicos especializados em desativação de artefatos explosivos. Quando uma bomba atinge uma roupa dessas, a força é reduzida pelas fibras que foram tecidas firmemente. Tais fibras dispersam a força da bomba pela roupa toda. As placas balísticas ajudam a dissipar a força e a repelir os estilhaços e a fragmentação secundária. O calor e as chamas produzidas por uma bomba são neutralizados pela qualidade da roupa de resistência ao fogo (você pode ler Como funciona o colete à prova de balas e Como funciona a armadura líquida para obter outras informações). Veremos agora os materiais e componentes que fazem a difusão.
As roupas anti-bomba são feitas de Kevlar ou de algum outro produto à base de aramida. A aramida (nome genérico para Kevlar) consiste em fibras sintéticas derivadas de polímeros - grandes moléculas feitas de filamentos de moléculas menores chamadas de monômeros. A excelente relação resistência-peso da aramida faz dela o tecido ideal para roupas à prova de balas e roupas resistentes a explosões. Pode ser adicionada à roupa uma quantidade extra de espuma ou de outro tipo de enchimento. Isso oferece proteção ao usuário não apenas contra fragmentos, mas também contra a força do impacto que ocorre quando o usuário é jogado no chão. O traje possui bolsos internos de tecido e velcro onde as placas balísticas podem ser inseridas. Essas placas são feitas de aço, aramida ou cerâmica revestida e foram criadas para proteger o usuário contra a fragmentação. As roupas anti-bomba também incluem outros componentes protetores. Confira a seguir: - Um capacete resistente a explosões pode ser construído com um núcleo em aramida, algum tipo de camada externa protetora moldada e um cinto de suspensão para proporcionar mais conforto. Os capacetes têm um visor claro e anti-balístico, e alguns possuem fones e microfone embutidos, com a capacidade de transmitir sinais. Esses capacetes podem ter um sistema de ventilação interna que refresca o usuário e desembaça o visor. Também pode haver suportes onde o técnico pode montar uma câmera de vídeo ou colocar uma luz. - Um colarinho alto protege o pescoço e se estende até o capacete. - As galochas normalmente são presas à roupa e se encaixam sobre o calçado do técnico. Geralmente distribuídas para proteger as regiões do pescoço, do peito e da virilha, as placas também podem ser colocadas dentro dos bolsos internos na frente dos braços, das pernas e das costelas. A roupa resistente a explosões normalmente inclui tiras que soltam facilmente para que o traje possa ser retirado caso o técnico esteja ferido e precise ser transportado ou receber atendimento médico. Como o calor dentro da roupa pode ser insuportável, alguns modelos possuem mecanismos de resfriamento interno. Esses dispositivos circulam a água coletada de uma bolsa de gelo, através de uma rede de tubos presos à roupa ou de um colete usado embaixo do traje. Bombas e mãos expostas Muitas roupas são feitas sem proteção para as mãos. E isso é feito propositadamente: o técnico provavelmente terá que ter as mãos livres para desativar a bomba. Embora estejam sendo feitos grandes avanços nas roupas resistentes a explosões, existem limites quanto ao nível de proteção que esses materiais podem proporcionar. Se uma bomba for muito grande e você estiver muito próximo dela, é possível que não haja nada que possa impedir os danos que a explosão, a fragmentação e as ondas de choque podem causar. Nenhum material ou estrutura é totalmente à prova de bombas. Para algumas profissões, não é nada prático usar uma roupa resistente a explosões completa todo dia no trabalho, mas é necessário estar protegido contra bombas e artefatos não detonados. FONTE:hsw.uol.com.br/roupas-anti-explosao2.htm

quarta-feira, 9 de julho de 2014

10 DICAS PARA FORTALECER SUA IMUNIDADE E RESISTÊNCIA

Com o inverno chegando aparecem também aquelas doenças e sintomas típicas da estação: sinusite, resfriados e gripes normalmente seguidos de febre, indisposição e dores. Muitos desses males são combatidos quando se tem uma boa imunidade. O sistema imune do nosso corpo é responsável por nos proteger de diversas infecções provenientes das mais diferentes fontes. Ter uma imunidade fortalecida não é só importante no inverno, mas também durante todo ano e ao longo da vida. Veja essas nossas dicas que te ajudarão a ser mais resistente: 1. Alimente-se bem. O sistema imune é composto por células e anticorpos que estão em constante renovação e as proteínas, carboidratos e lipídeos são fundamentais para a formação desses componentes. Tenha uma dieta balanceada que englobe os diversos nutrientes. Tente ingerir uma média de 5 porções de frutas, verduras e legumes por dia. Se possível, inclua o gengibre em suas refeições ou tome na forma de chás. Essa raiz tem demonstrado ser eficaz no combate a infecções. 2. Dê valor ao zinco: Este mineral é fundamental na imunidade. O zinco é encontrado em carnes vermelhas, ostras, cogumelos e grãos. O cálcio é outro mineral muito importante e é encontrado em derivados do leite e vegetais de folhas verde escuras. 3. Evite o estresse: Ficar nervoso e ansioso faz com que nosso organismo libere hormônios, os corticosteróides, que são conhecidos por sua atividade imunossupressora. Tente relaxar e encarar as situações difíceis de uma forma menos estressante. Exercícios físicos ajudam a reduzir os níveis de estresse e melhoram a saúde global do organismo. 4. Durma bem: O sono é um dos fatores mais importantes para a saúde do organismo. Noites mal dormidas ou poucas horas de sono normalmente aumentam o nível de estresse do organismo e reduzem a imunidade. Tente dormir de 7 a 8 horas por noite. Se você tem problemas para dormir, veja nossas dicas para combater a insônia. 5. Consuma vitaminas: Algumas delas são essenciais para o fortalecimento da imunidade, como a vitamina C (encontrada em laranjas e frutas cítricas), vitamina A (encontrada em cenouras e abóbora) e vitamina E (encontrada em grãos, milho e canola). 6. Ingira quantidades adequadas de ômega 3: Esse ácido graxo essencial é um forte aliado do sistema imune e ajuda a prevenir diversas doenças, como doenças cardíacas e até alguns tipos de câncer. O ômega 3 é encontrado em peixes (como o salmão) e em azeite e azeitonas. 7. Beba muita água: Além dela ajudar na renovação celular, a água lubrifica as vias aéreas e evita que infecções e alergias atinjam o corpo. Tente consumir pelo menos 2 litros de água por dia. 8. Mantenha bons hábitos de higiene: Lave sempre as mãos antes das refeições ou após o uso do banheiro, escove sempre os dentes e tome banhos regularmente. Estar sempre limpo afasta diversas doenças e infecções. 9. Evite exageros de qualquer forma: Isso inclui exageros alimentares (consumo excessivo de gordura, etc), consumo de álcool, drogas, cigarro, exercícios físicos extenuantes ou noites sem dormir. Exageros são prejudiciais para o corpo humano e faz com que a imunidade seja reduzida. 10. Evite uso desnecessário de medicamentos: Muitos medicamentos, como os corticosteroides, são imunossupressores e reduzem a produção de células do sistema imune e também de anticorpos. O uso de antibióticos sem necessidade também é prejudicial por pode aumentar a resistência de bactérias. Muitas das dicas para melhorar a imunidade estão relacionadas com hábitos de vida e alimentação. Melhorar a sua imunidade e resistência à doenças depende só de você. FONTE:http://www.criasaude.com.br/N13543/10-dicas-para-fortalecer-sua-imunidade-e-resistencia.html

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O AÇO TORCIDO FICA MAIS FORTE E RESISTENTE

Todo o segredo para fazer um aço duro e resistente está na organização de seus grânulos. Resistência e ductilidade A imagem do ferreiro é tradicional: ele coloca o aço na fornalha e, a seguir, martela-o seguidamente para fabricar as peças mais resistentes. Por mais que o processo industrial possa ter ganho em tecnologia e escala, ele não se distancia muito desse quadro: tudo consiste em forçar os grânulos do aço a se tornarem menores e se "encaixarem" melhor uns nos outros. Assim, não deixa de ser surpreendente que uma equipe de engenheiros tenha descoberto que é possível fazer um aço ainda melhor. Yujie Wei e seus colegas da China e EUA descobriram uma forma de tornar o aço mais forte sem comprometer sua ductilidade. Resistência e ductilidade são ambas propriedades cruciais do aço, especialmente em materiais utilizados em aplicações estruturais - a resistência é uma medida de quanta força é necessária para fazer com que um material se dobre ou deforme, e a ductilidade é uma medida de quanto um material pode se distender sem quebrar. Um material que não tenha resistência tende à fadiga, quebrando-se lentamente ao longo do tempo. Um material com baixa ductilidade pode quebrar-se repentinamente, causando um falha súbita e catastrófica. O aço é um dos raros materiais que é simultaneamente forte e dúctil - o problema é que as técnicas para fazer aços mais fortes tendem a sacrificar a ductilidade, e vice-versa.
A superfície do cilindro de aço torna-se mais resistente às fraturas, enquanto o interior retém a ductilidade original. Têmpera por torção Yujie Wei pensou além das tradicionais marteladas, e decidiu deformar o aço em seu processo final de fabricação torcendo-o. Como o movimento de torção deforma a parte externa do metal mais do que a parte interna ocorre uma deformação apenas superficial - imagine os corredores em uma pista: aqueles que ficam nas faixas interiores têm que percorrer uma distância menor. O resultado é um cilindro de aço com o melhor de dois mundos: a superfície se torna mais resistente às fraturas, porque foi mais trabalhada, enquanto o interior retém a ductilidade original, permitindo que o material dobre-se sem fraturar. O processo foi feito em laboratório, usando cilindros de alguns centímetros de diâmetro, mas os pesquisadores afirmam que nada indica que o processo não possa ser escalonado para cilindros maiores - só a força para torcê-los é que terá que aumentar proporcionalmente. Bibliografia: Evading the strength-ductility trade-off dilemma in steel through gradient hierarchical nanotwins Yujie Wei, Yongqiang Li, Lianchun Zhu, Yao Liu, Xianqi Lei, Gang Wang, Yanxin Wu, Zhenli Mi, Jiabin Liu, Hongtao Wang, Huajian Gao Nature Communications Vol.: 5, Article number: 3580 DOI: 10.1038/ncomms4580 FONTE:INOVACAOTECNOLOGICA

quarta-feira, 28 de maio de 2014

QUAL O ANIMAL MAIS RESISTENTE DO MUNDO?

Você provavelmente já ouviu falar que a barata é um animal tão resistente que é capaz de sobreviver até a um ataque nuclear. Pois esclareça esse mito de uma vez por todas: a criatura repugnante pode teimar em morrer quando você a golpeia com o chinelo, mas ela sucumbiria à bomba atômica, assim como nós. “As baratas não são resistentes à radiação e não sobreviveriam ao impacto da explosão. Por estarem em galerias subterrâneas não sofreriam os efeitos imediatos, porém, ao subirem à superfície, sofreriam, sim, os efeitos da exposição”, garante Marcos Roberto Potenza, diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento de proteção ambiental do Instituto Biológico de São Paulo. Não se sabe ao certo a origem do mito das baratas e sua resistência à radioatividade, mas parece que o boato surgiu após as bombas de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Se esses insetos cascudos não seriam os únicos sobreviventes após uma guerra nuclear, será que algum outro organismo seria? É difícil determinar qual o animal mais resistente do mundo, já que para isso são necessárias pesquisas em quantidade proporcional ao número de criaturas existentes na face da Terra. Mas alguns desses estudos foram feitos, e há candidatos que podem muito bem liderar a lista, enquanto outras pesquisas não são feitas. A primeira dica sobre eles é que, assim como as baratas, eles são pequenos. Na verdade, bem menores que os insetos – afinal, se animal grande fosse mais resistente, os dinossauros não teriam sido extintos, né? E o troféu vai para… O campeão da lista é a bactéria Deinococcus radiodurans. Segundo estudo publicado na revista Science, em 2009, ela é capaz de aguentar até 1,5 milhão de rads (sigla, em inglês, para “dose absorvida de radiação”). Ou seja, ela é três mil vezes mais resistente que o ser humano.
A vantagem da Deinococcus é que seu DNA fica protegido por uma espécie de anel – tanto que os pesquisadores do departamento de química orgânica do Instituto Weizmann apelidaram o micro-organismo carinhosamente de “Senhor dos Anéis”. A radiação tem o poder de destruir o genoma em pedaços, e o formato circular os manteria unidos, facilitando o reparo. Enquanto outros micróbios conseguem recuperar até cinco quebras de DNA, a Deinococcus repara mais de duzentos. Nada mal, não é? Além disso, a bactéria ainda é capaz de sobreviver à desidratação e a altas temperaturas, fatores essenciais para ganhar a fama de “super-resistente”, segundo especialistas.
Para fugir do plano de bactérias e vírus, reconhecidamente teimosos em sobreviver, há uma outra criatura capaz de ser premiada com a medalha de prata: o tardígrado, um invertebrado de aparência tão estranha quanto seu nome. Com menos de um milímetro e meio de comprimento, esses organismos permanecem quietinhos quando desidratados, sobrevivendo a longos períodos de seca, e voltam à ativa quando o ambiente se torna mais propício. Nesse período, o açúcar faz o papel da água, em um processo conhecido como anidrobiose.
Essa característica levou os pesquisadores a submeterem os tardígrados a uma prova ainda mais difícil: sobreviver ao espaço. Em 2007, uma equipe liderada pelo cientista Ingemar Jönsson, da Universidade de Kristianstad, na Suécia, colocou esses invertebrados para viajar em uma cápsula da Agência Espacial Europeia. Certas amostras foram deixadas “peladas”, em órbita, sob níveis de radiação ultravioleta mil vezes maiores que a da Terra. Depois que as amostras foram coletadas com a queda da cápsula no Cazaquistão, os pesquisadores ficaram impressionados: três tardígrados sobreviveram, apesar de terem perdido a capacidade de se reproduzir. Já os organismos que foram submetidos somente ao vácuo não só permaneceram vivos, como geraram semelhantes. FONTES:UOL / curioso.blog.br

quarta-feira, 30 de abril de 2014

PARA OMS, A RESISTÊNCIA DE BACTÉRIAS A ANTIBIÓTICOS É 'AMEÇA GLOBAL'

A resistência a antibióticos é uma "ameaça global" à saúde publica, segundo um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão analisou dados de 114 países e afirmou que essa resistência está ocorrendo "em todas as regiões do mundo". A OMS disse que caminhamos rumo a uma "era pós-antibiótico", em que pessoas morrem de infecções simples que são tratáveis há décadas. Ainda acrescentou que provavelmente haverão consequências "devastadoras" a não ser que medidas sejam tomadas com urgência. Doenças comuns O relatório trata de sete bactérias que causam doenças comuns, ainda assim sérias, como pneumonia, diarreia e infecções sanguíneas. O documento indica que dois antibióticos-chave não funcionam em mais da metade dos pacientes, em vários países. Um deles, o carbapedem, é usado como um "último recurso" para tratar infecções potencialmente mortais, como pneumonia, infecções sanguíneas e infecções em recém-nascidos, causadas pela bactéria K.pneumoniae. Bactérias normalmente sofrem mutações até se tornarem imunes a antibióticos, mas o mal uso desses medicamentos - como sua prescrição desnecessária por médicos ou pacientes que não terminam seus tratamentos - faz com que isso ocorra mais rápido. Novos antibióticos A OMS diz que novos antibióticos devem ser desenvolvidos, enquanto governos e indivíduos devem tomar medidas para retardar o processo de resistência das bactérias. No relatório, o órgão diz que a resistência a antibióticos como o usado para combater a bactéria E.coli em infecções urinárias aumentou de "praticamente zero" nos anos 1980 para mais da metade dos casos atuais. Em alguns países, o antibiótico usado para tratar essa infecção não funcionaria em "mais da metade das pessoas tratadas com o medicamento". "Sem uma ação urgente e coordenada entre as diferentes partes envolvidas nessa questão, o mundo caminha rumo a uma era pós-antibiótico, em que infecções comuns e ferimentos simples que são tratáveis há décadas podem matar novamente", afirma Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS. Fukuda diz que os antibióticos têm sido um dos "pilares" que levaram as pessoas a viver por mais tempo e de forma mais saudável. "A não ser que medidas sejam tomadas para melhorar os esforços de prevenir infecções e mudar a forma como produzimos, prescrevemos e usamos antibióticos, o mundo perderá uma das armas da saúde pública", afirma Fukuda. "As implicações disso serão devastadoras." Falha O relatório também identificou que um tratamento usado como último recurso para combater a gonorréia, infecção transmitida sexualmente e que pode levar à infertilidade, "havia falhado" no Reino Unido, na Áustria, na Austrália, no Canadá, na França, no Japão, na Noruega, na África do Sul, na Eslovênia e na Suécia. Mais de um milhão de pessoas no mundo contraem gonorréia diariamente, segundo a OMS. O relatório lista medidas como melhores práticas de higiene, acesso a água limpa, controle de infecções em centros de saúde e vacinação como formas de reduzir a necessidade de antibióticos. "Nós encontramos taxas altíssimas de resistência a antibióticos em nossas operações de campo", diz a Jennifer Cohn, diretora médica da organização Médicos Sem Fronteiras, para quem o relatório da OMS deve servir como um alerta. "Governos devem incentivar o desenvolvimento de novos antibióticos de baixo custo que não dependam de patentes e que sejam adaptados às necessidades de países em desenvolvimento." Plano global Cohn acrescenta que um plano de ação global deve ser criado para o "uso racional de antibióticos" e para que "medicamentos de qualidade cheguem a quem precisa deles, mas sem serem usados em demasia ou vendidos a um preço que os tornem inviáveis". Nigel Brown, presidente da Sociedade de Microbiologia Geral do Reino Unido, diz ser vital que microbiológos e outros pesquisadores trabalhem juntos para desenvolver novas abordagens para lidar com essa resistência de bactérias. "Isso inclui novos antibióticos, mas também estudos que levem à criação de formas mais ágeis de diagnóstico, que ajudem a entendem como os micróbios se tornam resistentes a medicamentos e sobre como o comportamento humano influencia essa resistência." FONTE:http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/

terça-feira, 1 de abril de 2014

COCAÍNA DIMINUI RESISTÊNCIA AO VÍRUS HIV

Os usuários de cocaína podem ter maior susceptibilidade em contrair o vírus do HIV, sugere uma nova pesquisa. O estudo, elaborado pela Universidade da Califórnia, permitiu aos pesquisadores identificar um tipo de célula do sistema imunológico que fica mais sensível ao vírus após a ingestão da cocaína. "Os nossos estudos concentraram-se numa única população de células imunes, os linfócitos T CD4, que podem ser alvo do HIV, mas são resistentes ao vírus", disse o Dimitrios Vatakis, autor da investigação, entrevistado pelo The Huffington Post. "Mostramos que a exposição à cocaína sensibiliza essas células e aumenta as suas chances de infecção", acrescentou o investigador da Universidade da Califórnia que publicou os resultados do seu estudo no Journal of Leukocyte Biology. Os testes foram feitos com linfócitos de dadores saudáveis, tendo sido comparados a amostras expostas a cocaína durante três dias. As células expostas mostraram uma menor resistência ao vírus HIV, sugerindo que, além de ficarem mais frágeis, elas também podem facilitar ao vírus espalhar-se pelas células. FONTE: ciencia-online

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS PODE CAUSAR DESASTRE APOCALÍPTICO

O aumento de bactérias resistentes a antibióticos não é nenhuma novidade – só no ano passado, diversos alertas foram feitos por médicos e especialistas, e até pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sobre a iminente crise de infecções resistentes a drogas que pode acabar com a medicina moderna. Agora, a diretora-médica da Inglaterra, Dame Sally Davies, afirmou que essa crise é comparável à ameaça do aquecimento global para nossa sociedade. Como existem poucos antibióticos para substituir os remédios que estão ficando comprometidos, no futuro, uma cirurgia de rotina pode se tornar mortal devido à ameaça de infecção. Segundo os especialistas, este é um problema global que precisa de muito mais atenção. Os antibióticos têm sido uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são inimigos fácil e rapidamente adaptáveis que encontram novas maneiras de burlar as drogas. Há crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia nas enfermarias de hospitais de todo o mundo. Hoje em dia, só há um antibiótico útil para tratar a gonorreia. “Podemos nunca ver o aquecimento global – o cenário apocalíptico atual é que, quando eu precisar de um novo quadril daqui 20 anos, morrerei de uma infecção de rotina porque nós não temos mais antibióticos funcionais”, argumenta Sally Davies. “Não há um mercado para fazer novos antibióticos, de modo que, conforme essas bactérias se tornam resistentes, o que fariam naturalmente, mas que estamos acelerando por causa da forma como os antibióticos são usados, não haverá novos remédios”, explica. MEDIDAS URGENTES Se ninguém fizer nada, a Organização Mundial de Saúde prevê que o mundo caminhará para uma “era pós-antibióticos”, no qual “muitas infecções comuns não terão mais uma cura e, mais uma vez, matarão”. “Esse é um assunto muito sério. Precisamos prestar mais atenção a ele. Precisamos de recursos para a vigilância, recursos para lidar com o problema e para obter informações públicas”, afirma Hugh Pennington, microbiologista da Universidade de Aberdeen (Escócia). As empresas farmacêuticas estão ficando sem opções. “Temos de estar cientes de que não vamos ter novos remédios milagrosos, porque simplesmente não há nenhum”, alerta. Enquanto os cientistas não descobrem uma solução para esse problema, as pessoas podem fazer a parte delas especialmente não tomando antibióticos sem ser absolutamente necessário. O uso desses medicamentos em casos desnecessários faz com que diversas variedades de bactérias se tornem resistentes aos antibióticos modernos. FONTE:BBC

domingo, 21 de agosto de 2011

PESQUISADORES ENCONTRAM VARIANTE DE GONORREIA RESISTENTE A ANTIBIÓTICOS


Pesquisadores suecos descobriram uma nova variante da bactéria causadora da gonorreia que é resistente a antibióticos.

Os cientistas do Laboratório de Referência Sueco afirmaram que análises descobriram uma variante da bactéria muito bem sucedida em suas mutações e que pode, segundo os especialistas, transformar-se em uma ameaça à saúde pública global.

A primeira infecção com a nova variante da Neisseria gonohhoeae, chamada H041, foi registrada no Japão.

Ao analisar a bactéria, os pesquisadores identificaram as mutações genéticas responsáveis por sua resistência a todos os antibióticos especializados para o tratamento da gonorreia .

Apesar de ser uma descoberta alarmante, esta nova variante foi uma descoberta previsível, segundo Magnus Unemo, do Laboratório Sueco de Pesquisa para a Neisseria Patogênica.

"Desde que os antibióticos se transformaram no tratamento padrão para a gonorreia nos anos 1940, esta bactéria mostrou uma marcante capacidade para desenvolver mecanismos de resistência a todos os medicamentos introduzidos para seu controle", afirmou.

"Enquanto ainda é muito cedo para avaliar se esta nova variante se espalhou, a história de nova resistência na bactéria sugere que poderá se espalhar rapidamente, a não ser que novos medicamentos e tratamentos eficazes sejam desenvolvidos", disse.

A pesquisa será apresentada na conferência da Sociedade Internacional para Pesquisa de Doenças Sexualmente Transmissíveis, no Canadá.

Prevenção

A gonorreia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo e, se não for tratada, pode levar a problemas graves de saúde entre homens e mulheres.

Rebecca Findlay, da associação britânica Family Planning Association, afirmou que a descoberta desta nova variante é preocupante.

"A prevenção fica ainda mais importante, pois sabemos que os antibióticos nem sempre vão funcionar. A gonorreia pode afetar pessoas de todas as idades e todos agora devem se concentrar em cuidar da própria saúde sexual", disse.

David Livermore, diretor do laboratório que monitora a resistência a antibióticos para a Agência de Proteção à Saúde do governo britânico, disse que os antibióticos usados usados na Grã-Bretanha, as cefalosporinas, são eficazes, mas, ainda assim, é preciso tomar cuidado.

"Nossos testes de laboratório mostram que a bactéria está ficando menos sensível a estas cefalosporinas, com relatos de alguns fracassos em tratamentos. Isto significa que temos que mudar o tipo de cefalosporinas usada e aumentar a dosagem."

"A prevenção é melhor que a cura, especialmente quando a cura fica mais difícil. E a forma mais confiável de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a forma resistente da gonorreia, é usar preservativos", afirmou.

Fonte: BBCNEWS