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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

BACTÉRIA DE 4 MILHÕES DE ANOS FOI ENCONTRADA NA MAIS PROFUNDA CAVERNA DO MUNDO

Os cientistas descobriram uma antiga cepa de bactérias chamada Paenibacillus em uma das cavernas mais profundas do mundo. Sombriamente, ela parece ser resistente a todos os antibióticos que a medicina moderna já conseguiu criar.

Caverna Lechuguilla

As bactérias ficaram escondidas por mais de 4 milhões de anos, o que sugere que existem outras igualmente poderosas que podem desenvolver resistência a certos tipos de antibióticos sem a influência dos seres humanos e dos nossos medicamentos. Uma teoria é de que elas desenvolveram tal resistência através da exposição a “antibióticos naturais” no ambiente subterrâneo. A cepa foi descoberta cerca de 305 metros no subsolo da caverna Lechuguilla, no Novo México(EUA), um ambiente cientificamente importante ao qual somente algumas equipes de pesquisa têm acesso. Cientistas da Universidade de Akron, nos EUA, e da Universidade McMaster, no Canadá, usaram amostras da caverna para identificar 5 formas pelas quais a Paenibacillus bloqueia antibióticos, com o objetivo de ajudar a descobrir como vencer essa resistência no futuro. Os antibióticos funcionam bloqueando os mecanismos que as bactérias prejudiciais usam para nos infectar, mas o problema é que esses patógenos estão evoluindo rapidamente e encontrando novos mecanismos para substituir os bloqueados mais rápido do que podemos entendê-los. Além desse problema, temos o fato de que nosso aumento no uso de antibióticos em hospitais e outras indústrias, como a agricultura, parece estar ajudando a resistência a antibióticos a evoluir ainda mais rapidamente. “Identificamos alguns mecanismos únicos de resistência que nem sequer emergiram em bactérias que nos deixam doentes, o que é emocionante, porque isso significa que temos tempo”, explica a pesquisadora Hazel Barton, da Universidade de Akron. Isso é parte da razão pela qual esta estirpe de bactérias antigas é de tanto interesse. Ela existia mesmo antes dos seres humanos aparecerem, então sua resistência independente parece vir de algum outro tipo de pressão ambiental, ainda desconhecido.

Testes

Os testes mostraram que as bactérias eram resistentes a 18 antibióticos diferentes, incluindo a daptomicina, que é usada como uma “droga de último recurso”, quando todas as outras já falharam. A principal defesa usada pela Paenibacillus é produzir mutações em células individuais que são passadas para a próxima geração. Nesta fase, esta bactéria resistente não torna seres humanos doentes, mas se evoluir para se tornar patogênica – o que pode acontecer com ou sem intervenção humana -, a equipe espera já ter encontrado uma maneira de derrotá-la. Bem como a caverna Lechuguilla abriga bactérias antigas resistentes a medicamentos, também pode conter os ingredientes para novos antibióticos. “Esse é o próximo passo deste estudo”, disse um dos membros da equipe, Gerry Wright, da Universidade McMaster. A menos que possamos ficar um passo à frente desses patógenos, a resistência antimicrobiana se tornará um grande problema no futuro, tornando as curas para certas doenças tão arriscadas quanto as próprias doenças. fonte:sciencealert.com/scientists-find-4-million-year-old-bacteria-that-antibiotics-can-t-touch

sábado, 13 de agosto de 2016

ENCONTRADA BACTÉRIA QUE SE ALIMENTA DE PLÁSTICO

A natureza nos venceu mais uma vez. Levou apenas 70 anos para que a evolução nos desse uma bactéria capaz de quebrar e consumir PET (polietileno tereftalato), um dos poluentes plásticos mais problemáticas do mundo. Pesquisadores japoneses descobriram e batizaram a espécie, Ideonella sakaiensis, através da análise de micróbios que vivem em restos de PET que eles recolheram a partir do solo e de águas residuais. A bactéria parece se alimentar exclusivamente de plástico, quebrando-o em apenas duas enzimas. Essa capacidade provavelmente é uma evolução, já que os plásticos só foram inventadas na década de 1940. A equipe espera que a descoberta leve a novas formas de quebrar o plástico, usando as próprias bactérias, ou as duas enzimas que elas obtêm com a tarefa. Novas formas de quebrar PET são extremamente necessárias – um grande número de descartes entopem aterros e ambientes naturais em todo o mundo. Em 2013, 56 milhões de toneladas de PET foram fabricados – cerca de um quarto de todos os plásticos produzidos naquele ano, mas apenas 2,2 milhões de toneladas foram reciclados, diz a equipe.
“Grandes quantidades de PET têm se acumulado em ambientes em todo o mundo”, diz Kohei Oda, do Instituto de Tecnologia de Kyoto, no Japão, cuja equipe fez a descoberta. “Então, para resolver este problema, os micróbios que o quebram poderiam ser úteis.”

Lenta e constante

Então como é que as bactérias fazem isso? Eles se ligam ao PET com fios tipo espirais. Então, usam duas enzimas sequencialmente para quebrar o PET em ácido tereftálico e etileno glicol, as duas substâncias a partir das quais é fabricado e que não são prejudiciais ao meio ambiente. As bactérias, em seguida digerem ambas as substâncias. Isto poderia significa que elas seriam úteis para nos livrarmos de plásticos poluentes no meio ambiente. A sua capacidade para reconstituir os materiais de partida também lhes tornam úteis a estratégias de reciclagem. Mas, o processo demora muito tempo – cerca de 6 semanas a 30° C para se degradar completamente uma peça do tamanho de um prego de PET. “Temos que melhorar a bactéria para torná-lo mais poderosa, e a engenharia genética pode ser aplicável aqui”, diz Oda, cuja equipe já está experimentando isso. Uma forma de acelerar as coisas seria transferir os genes que produzem as duas enzimas para uma bactéria de crescimento mais rápido, como a Escherichia coli, diz Uwe Bornscheuer, da Universidade de Greifswald, na Alemanha. Dado que a E. coli segrega o primeiro produto da decomposição – ácido tereftálico – em vez de consumi-lo, isso também tornaria a perspectiva mais prática para a reciclagem, diz ele. Bornscheuer diz que é encorajador que a natureza tenha desenvolvido um consumidor natural do PET, apenas 70 anos após o plástico começar a se acumular no meio ambiente. Até agora, apenas algumas espécies fúngicas têm sido relatadas como biodegradadoras de PET. “Eu tenho certeza que vamos encontrar mais micróbios na natureza que evoluíram para degradar outros plásticos”, diz ele. “É apenas uma questão de pesquisar corretamente e ter paciência como o grupo japonês, para restringir a pesquisa a uma única bactéria.” FONTE:curioso.blog.br/post/encontrada-bacteria-alimenta-plastico/

sábado, 21 de junho de 2014

CIENTISTAS DESCOBREM BACTÉRIA QUE SE ALIMENTA DE ELETRICIDADE

A recente pesquisa feita por um grupo de cientistas da Universidade de Harvard revelou a insólita dieta alimentar da Rhodopseudomonas palustres, uma bactéria bastante comum: ela se alimenta de eletricidade. Se fosse em um corpo humano regular, o fato seria bastante insólito e digno de uma história de ficção científica mas, em um pequeno organismo, utilizar elétrons para diversas atividades regulares é bastante compreensível. Segundo o artigo publicado pela revista Nature, o caso da bactéria ocorre através de um processo chamado transferência extracelular de elétrons, ou seja, a movimentação da eletricidade para dentro e fora das células. A Rhodopseudomonas palustres absorve a eletricidade e incorpora a seu metabolismo de forma direta. Para isso, extrai elétrons dos minerais encontrados do subsolo, absorvendo o calor da luz solar para produzir energia.
(a) micrografias de fluorescência de uma R. palustris biofilme; (b) micrografia eletrônica de varredura de um biofilme WT-iluminado. Segundo Peter Girguis, diretor do estudo, essas bactérias utilizam o ferro para obtenção dos elétrons com os quais produzem energia, atuando como uma espécie de carregador. Há tempos se sabe que os ecossistemas aeróbicos e anaeróbicos interagem através da difusão de elementos químicos, tanto dentro como fora de seus ambientes. A novidade da descoberta está na forma como ambos os mundos se relacionam. Além disso, os cientistas conseguiram isolar o gene que capacita o pequeno organismo para “comer” eletricidade, um feito importante já que pode ser utilizado em experiências futuras em outros organismos vivos. FONTE:noticias.seuHistory.com

quarta-feira, 30 de abril de 2014

PARA OMS, A RESISTÊNCIA DE BACTÉRIAS A ANTIBIÓTICOS É 'AMEÇA GLOBAL'

A resistência a antibióticos é uma "ameaça global" à saúde publica, segundo um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão analisou dados de 114 países e afirmou que essa resistência está ocorrendo "em todas as regiões do mundo". A OMS disse que caminhamos rumo a uma "era pós-antibiótico", em que pessoas morrem de infecções simples que são tratáveis há décadas. Ainda acrescentou que provavelmente haverão consequências "devastadoras" a não ser que medidas sejam tomadas com urgência. Doenças comuns O relatório trata de sete bactérias que causam doenças comuns, ainda assim sérias, como pneumonia, diarreia e infecções sanguíneas. O documento indica que dois antibióticos-chave não funcionam em mais da metade dos pacientes, em vários países. Um deles, o carbapedem, é usado como um "último recurso" para tratar infecções potencialmente mortais, como pneumonia, infecções sanguíneas e infecções em recém-nascidos, causadas pela bactéria K.pneumoniae. Bactérias normalmente sofrem mutações até se tornarem imunes a antibióticos, mas o mal uso desses medicamentos - como sua prescrição desnecessária por médicos ou pacientes que não terminam seus tratamentos - faz com que isso ocorra mais rápido. Novos antibióticos A OMS diz que novos antibióticos devem ser desenvolvidos, enquanto governos e indivíduos devem tomar medidas para retardar o processo de resistência das bactérias. No relatório, o órgão diz que a resistência a antibióticos como o usado para combater a bactéria E.coli em infecções urinárias aumentou de "praticamente zero" nos anos 1980 para mais da metade dos casos atuais. Em alguns países, o antibiótico usado para tratar essa infecção não funcionaria em "mais da metade das pessoas tratadas com o medicamento". "Sem uma ação urgente e coordenada entre as diferentes partes envolvidas nessa questão, o mundo caminha rumo a uma era pós-antibiótico, em que infecções comuns e ferimentos simples que são tratáveis há décadas podem matar novamente", afirma Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS. Fukuda diz que os antibióticos têm sido um dos "pilares" que levaram as pessoas a viver por mais tempo e de forma mais saudável. "A não ser que medidas sejam tomadas para melhorar os esforços de prevenir infecções e mudar a forma como produzimos, prescrevemos e usamos antibióticos, o mundo perderá uma das armas da saúde pública", afirma Fukuda. "As implicações disso serão devastadoras." Falha O relatório também identificou que um tratamento usado como último recurso para combater a gonorréia, infecção transmitida sexualmente e que pode levar à infertilidade, "havia falhado" no Reino Unido, na Áustria, na Austrália, no Canadá, na França, no Japão, na Noruega, na África do Sul, na Eslovênia e na Suécia. Mais de um milhão de pessoas no mundo contraem gonorréia diariamente, segundo a OMS. O relatório lista medidas como melhores práticas de higiene, acesso a água limpa, controle de infecções em centros de saúde e vacinação como formas de reduzir a necessidade de antibióticos. "Nós encontramos taxas altíssimas de resistência a antibióticos em nossas operações de campo", diz a Jennifer Cohn, diretora médica da organização Médicos Sem Fronteiras, para quem o relatório da OMS deve servir como um alerta. "Governos devem incentivar o desenvolvimento de novos antibióticos de baixo custo que não dependam de patentes e que sejam adaptados às necessidades de países em desenvolvimento." Plano global Cohn acrescenta que um plano de ação global deve ser criado para o "uso racional de antibióticos" e para que "medicamentos de qualidade cheguem a quem precisa deles, mas sem serem usados em demasia ou vendidos a um preço que os tornem inviáveis". Nigel Brown, presidente da Sociedade de Microbiologia Geral do Reino Unido, diz ser vital que microbiológos e outros pesquisadores trabalhem juntos para desenvolver novas abordagens para lidar com essa resistência de bactérias. "Isso inclui novos antibióticos, mas também estudos que levem à criação de formas mais ágeis de diagnóstico, que ajudem a entendem como os micróbios se tornam resistentes a medicamentos e sobre como o comportamento humano influencia essa resistência." FONTE:http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/

quinta-feira, 10 de abril de 2014

DESCOBERTO BACTÉRIA QUE "PRODUZ" OURO

Uma descoberta canadense mostrou que a bactéria Delftia acidovorans é capaz de “produzir” ouro a partir de partículas minúsculas do metal e criar estruturas sólidas complexas similares a pepitas. Os estudiosos divulgaram os resultados na revista “Nature Chemical Biology”. A bactéria em questão solidifica o ouro solúvel em seu exterior quando está em uma solução em que há partículas do metal, ou seja, o que o micro-organismo faz é transformar essas substâncias em uma massa de ouro bastante similar às verdadeiras.
Delftia acidovorans Os cientistas responsáveis pelo projeto são da Universidade mcMaster de Hamilton, em Ontário, no Canadá. Um dos autores, o pesquisador Nathan Magarvey, explicou que, ao analisarem a bactéria, eles constataram que ela expele uma molécula (a delftibactina) que é capaz de fazer precipitar os íons do ouro em suspensão na água para criar estruturas sólidas. Este processo ocorre em alguns segundos, basta que a temperatura seja ambiente e haja condições de acidez neutra. A molécula expelida pela bactéria é muito mais eficiente do que os produtos utilizados na indústria para produzir nanopartículas de ouro, de acordo com os cientistas. A Delftia acidovorans é encontrada junto a Cupriavidus metallidurans, outra bactéria que acumula pequenas partículas de ouro no seu interior. Os estudiosos afirmam que as bactérias desempenham uma função importante no acúmulo e no depósito do ouro na origem das pepitas. FONTE:Ciclo Vivo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CIENTISTAS CRIAM BACTÉRIA QUE COME CO2 DO AR

Micro-organismo criado em laboratório pode frear o aquecimento global - ou mergulhar a humanidade numa era glacial Ironicamente, a solução para o aquecimento global pode estar numa criatura que adora calor: a bactéria Pyrococcus furiosus, que vive dentro de vulcões submarinos onde a temperatura chega a 100 graus. Numa experiência feita pela Universidade da Geórgia, nos EUA, esse micróbio recebeu cinco genes de outra bactéria subaquática, a Metallosphaera sedula. E dessa mistura saiu uma criatura capaz de algo muito útil: alimentar-se de CO2. Exatamente como as plantas (que absorvem luz e CO2), mas com uma vantagem: a bactéria é mais eficiente, ou seja, se multiplica mais rápido e absorve mais CO2 do ar. "Agora podemos retirar o gás diretamente da atmosfera, sem ter de esperar as plantas crescerem", diz o bioquímico Michael Adams, autor do estudo. Seria possível criar usinas de absorção de CO2, que cultivariam o micróbio em grande escala, para frear o aquecimento global. Depois de comer o gás, ele excreta ácido 3-hidroxipropiônico - que serve para fazer acrílico e é um dos compostos mais usados na indústria química. Se a bactéria transgênica escapar e se reproduzir de forma descontrolada, poderia consumir CO2 em excesso e esfriar demais a atmosfera. Existe um mecanismo de segurança natural contra isso: ela só consegue comer o gás se a temperatura for de 70 graus (que seria mantida artificialmente nas usinas). Mas sempre existe a possibilidade de que a bactéria sofra uma mutação, supere esse bloqueio - e mergulhe a Terra numa nova era glacial. Talvez seja melhor deixar as plantas cuidando do CO2. FONTE: Superinteressante