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sábado, 31 de maio de 2014

AS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE NO MUNDO, SEGUNDO OMS

Não é nada legal calcular os riscos e as causas que mais mortes produzem no mundo, mas afinal elas continuam acontecendo e as estatísticas estão ai para todo mundo ver (ou não). Exatamente como a lista atualizada da Organização Mundial da Saúde (OMS) com as principais causas de morte no mundo, e ao revisá-la podemos ter algumas surpresas. Segundo os dados apresentados, as doenças hereditárias são as responsáveis pela maior parte das mortes no mundo, entre as quais cabe destacar as doenças cardiovasculares, o câncer, a diabetes (recém incorporada à lista) e as doenças pulmonares crônicas. A tuberculose, no entanto, abandona o ranking das dez principais ainda que mantém-se no das quinze, já que continua matando um milhão de pessoas ao ano. Confira: 1°- Isquemias no coração: 7 milhões de pessoas; 2°- Derrames cerebrais: 6,2 milhões de pessoas; 3°- Infecções respiratórias: 3,2 milhões de pessoas; 4°- Doenças pulmonares: 3 milhões de pessoas; 5°- Diarreia: 1,9 milhões de pessoas; 6°- AIDS: 1,6 milhões de pessoas; 7°- Câncer de traquéia, brônquios e pulmão: 1,5 milhões de pessoas; 8°- Diabetes: 1,4 milhões de pessoas; 9°- Acidentes de trânsito: 1,3 milhões de pessoas; 10°- Prematuridade e baixo peso no nascimento: 1,2 milhões de pessoas. FONTE: ElMundo.es/elmundosalud/2013/07/22/noticias/1374508826.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

OMS ALERTA: A ERA PÓS-ANTIBIÓTICOS ESTÁ PRÓXIMA

Um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde alerta: estamos nos aproximando de uma era perigosa para a humanidade, em que doenças e infecções que sempre foram tratadas de maneira eficiente com antibióticos voltarão a ser letais. O motivo: as bactérias estão cada vez mais resistentes a agentes antibióticos. A OMS até sugere um sistema de vigilância para monitorar o crescimento da imunidade de certas bactérias a antibióticos. O relatório mostra que dados de 129 países indicam que essa resistência tem crescido no mundo todo, principalmente por causa do uso excessivo de antibióticos na agricultura e em hospitais, que está criando bactérias super resistentes através da seleção natural. Keiji Fukuda, diretor-assistente de segurança da saúde da OMS, diz que a era pós-antibiótica é uma possibilidade muito real ainda para o século 21. O mais surpreendente é que o relatório descobriu um crescimento na resistência a um antibiótico de último caso, usado quando mais nenhum funciona: os carbapenêmicos. Quase não há alternativas para esse antibiótico sendo desenvolvidas. Outra preocupação é que não há nenhum orgão ou força-tarefa monitorando o crescimento de micróbios resistentes, ou seja, falta organização para identificar o problema – que é mundial, e não se limita a um ou outro país – e pensar em estratégias para evitar o pior. “Precisamos escutar, disseminar e atuar sobre a mensagem deste relatório, que demonstra que se não atuarmos, entraremos uma era na qual os antibióticos que usamos durante décadas para tratar e curar infecções comuns deixarão de funcionar”, disse a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde, Carissa Etienne. O relatório recomendou que os pacientes usem antibióticos somente quando forem receitados por um médico, que façam todo o tratamento prescrito mesmo quanto já se sentirem melhor, e não deem a outras pessoas seus antibióticos nem utilizem as sobras de receitas anteriores. FONTE:Galileu

quarta-feira, 30 de abril de 2014

PARA OMS, A RESISTÊNCIA DE BACTÉRIAS A ANTIBIÓTICOS É 'AMEÇA GLOBAL'

A resistência a antibióticos é uma "ameaça global" à saúde publica, segundo um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão analisou dados de 114 países e afirmou que essa resistência está ocorrendo "em todas as regiões do mundo". A OMS disse que caminhamos rumo a uma "era pós-antibiótico", em que pessoas morrem de infecções simples que são tratáveis há décadas. Ainda acrescentou que provavelmente haverão consequências "devastadoras" a não ser que medidas sejam tomadas com urgência. Doenças comuns O relatório trata de sete bactérias que causam doenças comuns, ainda assim sérias, como pneumonia, diarreia e infecções sanguíneas. O documento indica que dois antibióticos-chave não funcionam em mais da metade dos pacientes, em vários países. Um deles, o carbapedem, é usado como um "último recurso" para tratar infecções potencialmente mortais, como pneumonia, infecções sanguíneas e infecções em recém-nascidos, causadas pela bactéria K.pneumoniae. Bactérias normalmente sofrem mutações até se tornarem imunes a antibióticos, mas o mal uso desses medicamentos - como sua prescrição desnecessária por médicos ou pacientes que não terminam seus tratamentos - faz com que isso ocorra mais rápido. Novos antibióticos A OMS diz que novos antibióticos devem ser desenvolvidos, enquanto governos e indivíduos devem tomar medidas para retardar o processo de resistência das bactérias. No relatório, o órgão diz que a resistência a antibióticos como o usado para combater a bactéria E.coli em infecções urinárias aumentou de "praticamente zero" nos anos 1980 para mais da metade dos casos atuais. Em alguns países, o antibiótico usado para tratar essa infecção não funcionaria em "mais da metade das pessoas tratadas com o medicamento". "Sem uma ação urgente e coordenada entre as diferentes partes envolvidas nessa questão, o mundo caminha rumo a uma era pós-antibiótico, em que infecções comuns e ferimentos simples que são tratáveis há décadas podem matar novamente", afirma Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS. Fukuda diz que os antibióticos têm sido um dos "pilares" que levaram as pessoas a viver por mais tempo e de forma mais saudável. "A não ser que medidas sejam tomadas para melhorar os esforços de prevenir infecções e mudar a forma como produzimos, prescrevemos e usamos antibióticos, o mundo perderá uma das armas da saúde pública", afirma Fukuda. "As implicações disso serão devastadoras." Falha O relatório também identificou que um tratamento usado como último recurso para combater a gonorréia, infecção transmitida sexualmente e que pode levar à infertilidade, "havia falhado" no Reino Unido, na Áustria, na Austrália, no Canadá, na França, no Japão, na Noruega, na África do Sul, na Eslovênia e na Suécia. Mais de um milhão de pessoas no mundo contraem gonorréia diariamente, segundo a OMS. O relatório lista medidas como melhores práticas de higiene, acesso a água limpa, controle de infecções em centros de saúde e vacinação como formas de reduzir a necessidade de antibióticos. "Nós encontramos taxas altíssimas de resistência a antibióticos em nossas operações de campo", diz a Jennifer Cohn, diretora médica da organização Médicos Sem Fronteiras, para quem o relatório da OMS deve servir como um alerta. "Governos devem incentivar o desenvolvimento de novos antibióticos de baixo custo que não dependam de patentes e que sejam adaptados às necessidades de países em desenvolvimento." Plano global Cohn acrescenta que um plano de ação global deve ser criado para o "uso racional de antibióticos" e para que "medicamentos de qualidade cheguem a quem precisa deles, mas sem serem usados em demasia ou vendidos a um preço que os tornem inviáveis". Nigel Brown, presidente da Sociedade de Microbiologia Geral do Reino Unido, diz ser vital que microbiológos e outros pesquisadores trabalhem juntos para desenvolver novas abordagens para lidar com essa resistência de bactérias. "Isso inclui novos antibióticos, mas também estudos que levem à criação de formas mais ágeis de diagnóstico, que ajudem a entendem como os micróbios se tornam resistentes a medicamentos e sobre como o comportamento humano influencia essa resistência." FONTE:http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/