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domingo, 27 de novembro de 2016

CRIADO O 1° CRISTAL DO TEMPO

O cristal do tempo é formado por uma fileira de átomos de itérbio, que começam a oscilar por conta própria.[Imagem: J. Zhang et al. (2016)]

Cristal espaço-temporal

Os cristais do tempo, capazes de sobreviver até ao fim do Universo, causaram uma celeuma entre os físicos desde que sua existência foi prevista por Frank Wilczek, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2004. Embora vários artigos tenham sido publicados desde então tentando demonstrar a "impossibilidade" desses cristais do tempo, a equipe do professor Chris Monroe, da Universidade de Maryland, nos EUA, não se importou com o ceticismo e anunciou agora ter criado o primeiro cristal do tempo na prática. A ideia básica do cristal espaço-temporal é que o cristal gire de forma persistente, em um nível muito baixo de energia - sem precisar de energia externa -, permitindo quebrar tanto a simetria espacial quanto a simetria temporal. Mesmo se não houver muita gente interessada em deixar mensagens para quem possa surgir depois do fim do Universo, esses cristais podem ser usados como memórias quânticas muito robustas e confiáveis.

Cristal quântico

Ao contrário de um bonito cristal brilhante, os pesquisadores trabalharam com sistemas quânticos que não estão em equilíbrio, mais especificamente com uma fileira de íons do elemento químico itérbio, com spins que interagem uns com os outros. O spin dos íons pode ser ajustado para cima ou para baixo com a ajuda de um laser. Como eles estão acoplados, quando o spin do primeiro íon é invertido o próximo íon o acompanha, e assim por diante, até o final da fileira.
O grande interesse prático nos cristais do tempo está na criação de memórias quânticas robustas, que sobrevivam à decoerência. [Imagem: Stef Simmons/CC BY] Estes spins derivados oscilam a uma velocidade que depende da regularidade com que o laser inverte o spin do primeiro íon, o que significa que a frequência original determina a taxa de oscilação do conjunto. Contudo, quando se permite que o sistema "evolua", as interações passam a ocorrer a uma taxa que é o dobro da frequência original, o que somente pode ser explicado pela quebra da simetria do tempo, permitindo assim estes períodos mais longos.

Memória do Universo

Para checar tudo, a equipe mediu as propriedades do cristal do tempo, confirmando que alterações na frequência original - a frequência do laser que altera o primeiro spin - não conseguem mais alterar a frequência do cristal do tempo. Ele passa a funcionar de forma estável em seu próprio ritmo. Embora todo o aparato para o funcionamento do cristal do tempo não permita devaneios quando a começar a escrever a história do Universo para uma posteridade pós-Universo, o esquema pode funcionar como uma memória quântica extremamente robusta, que exigirá a injeção externa de energia para que o registro inicial seja apagado - ao contrário das memórias quânticas atuais, que sofrem com a perda de dados devido ao fenômeno quântico da decoerência. Bibliografia: Observation of a Discrete Time Crystal J. Zhang, P. W. Hess, A. Kyprianidis, P. Becker, A. Lee, J. Smith, G. Pagano, I.-D. Potirniche, A. C. Potter, A. Vishwanath, N. Y. Yao, C. Monroe arXiv http://arxiv.org/abs/1609.08684 FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=criado-primeiro-cristal-do-tempo&id=010130161018

ESTRELA É O OBJETO MAIS REDONDO JÁ OBSERVADO NA NATUREZA

A estrela Kepler 11145123 é o objeto natural mais redondo já encontrado no Universo.[Imagem: Mark A. Garlick]

Estrela mais redonda

Astrônomos do Instituto Max Planck e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, identificaram o corpo celeste mais redondo que se conhece. Eles mediram o achatamento polar de uma estrela com uma precisão sem precedentes usando uma técnica chamado asterossismologia, que estuda as oscilações das estrelas. A diferença entre os raios equatorial e polar da estrela é de apenas 3 quilômetros - um número surpreendentemente pequeno em relação ao raio médio da estrela, de 1,5 milhão de quilômetros. Ou seja, a estrela é surpreendentemente redonda. Ao girar, as estrelas são achatadas pela força centrífuga. Quanto mais rápida a rotação, mais oblata - achatada nos polos - a estrela se torna. Nosso Sol, por exemplo, gira com um período de 27 dias e tem um raio equatorial 10 km maior do que seu raio polar; para a Terra, essa diferença é de 21 km. A Kepler 11145123 é uma estrela quente e luminosa, a 5.000 anos-luz de distância da Terra. Ela tem mais de duas vezes o tamanho do Sol, mas gira três vezes mais lentamente que nossa estrela.

Asterossismologia

Assim como a heliossismologia é usada para estudar o campo magnético do Sol, a asterossismologia - ou sismologia estelar, ou astrossismologia - pode ser usada para estudar o magnetismo de estrelas distantes. Mas campos magnéticos estelares, especialmente campos magnéticos fracos, são notoriamente difíceis de observar diretamente em estrelas distantes. O telescópio Kepler observou essa estrela super redonda durante mais de quatro anos. Ocorre que, embora em intensidade menor do que a rotação, o campo magnético também influi no formato da estrela. E os astrônomos levantam a hipótese de que o seu campo magnético extremamente fraco pode ser responsável pela incrível esfericidade da estrela. E a Kepler 11145123 não é a única estrela com medições disponíveis com a precisão adequada a estudos desse tipo. "Pretendemos aplicar este método a outras estrelas observadas pelo Kepler e pelas próximas missões espaciais TESS e PLATO. Será particularmente interessante ver como uma rotação mais rápida e um campo magnético mais forte podem mudar a forma de uma estrela. Um importante campo teórico da astrofísica está se tornando observacional," disse Laurent Gizon, principal autor do trabalho. Bibliografia: Shape of a slowly rotating star measured by asteroseismology. Laurent Gizon, Takashi Sekii, Masao Takata, Donald W. Kurtz, Hiromoto Shibahashi, Michael Bazot, Othman Benomar, Aaron C. Birch, Katepalli R. Sreenivasan. Science Advances. Vol.: 2, no. 11, e1601777. DOI: 10.1126/sciadv.1601777. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=estrela-objeto-mais-redondo-ja-observado-natureza&id=020130161118

ÍMÃS DE ALTO DESEMPENHO SÃO FABRICADOS POR IMPRESSÃO 3D

Uma das grandes vantagens da impressão 3D é que os ímãs de neodímio podem ser fabricados em qualquer formato. [Imagem: ORNL]

Ímãs permanentes impressos

Se faltava alguma coisa para a impressão 3D provar o seu valor, agora não falta mais.Além de fabricarem ímãs permanentes pela técnica de fabricação aditiva, duas equipes trabalhando independentemente, uma na Áustria e outra nos EUA, mostraram que os ímãs impressos podem superar o desempenho dos ímãs fabricados pelas técnicas tradicionais, além de evitar o desperdício de matérias-primas críticas. As duas equipes fabricaram nada menos do que ímãs permanentes de neodímio-ferro-boro (NdFeB), similares aos usados nas aplicações mais avançadas, como motores para carros elétricos, discos rígidos e turbinas eólicas. O processo de fabricação aditiva parte de compostos com quantidades variáveis de material magnético e de polímeros. A equipe norte-americana trabalhou com 65% de NdFeB isotrópico e 35% de poliamida, um polímero disponível comercialmente, enquanto a equipe austríaca chegou aos 90% de material magnético e 10% de polímero. Os grânulos são fundidos, misturados e extrudados camada por camada já nas formas desejadas.

Ímãs de formatos especiais

Os ímãs impressos pelas duas equipes apresentaram propriedades magnéticas, mecânicas e microestruturais comparáveis ou até melhores do que os ímãs com a mesma composição fabricados por moldagem por injeção, sem contar a possibilidade de fazer peças de qualquer formato. "A força do campo magnético não é o único fator envolvido. Muitas vezes precisamos de campos magnéticos especiais, com linhas de campo dispostas de forma muito específica - como um campo magnético que é relativamente constante em uma direção, mas que varia em força em outra direção," exemplificou Dieter Suss, coordenador da equipe da Universidade de Viena.
Fios magnéticos intermediários, usados pela equipe da Universidade de Viena, que chegou a 90% de material magnético nos ímãs impressos. [Imagem: TU Wien]

Ímãs de terras raras

Enquanto a fabricação convencional de ímãs sinterizados pode resultar em desperdícios de material entre 30 e 50% do volume inicial da matéria-prima, a fabricação por impressão 3D pode reutilizar integralmente esses materiais, com um desperdício quase zero. Um processo industrial que conserve material é especialmente importante na fabricação de ímãs permanentes feitos com neodímio e disprósio, elementos de terras raras que vêm sofrendo com preços cada vez mais elevados. Os ímãs de NdFeB estão entre os mais poderosos que se conhece, sendo usados em aplicações que vão dos discos rígidos de computador e fones de ouvido até tecnologias de energia limpa, como veículos elétricos e geradores para turbinas eólicas. A equipe pretende agora tentar imprimir ímãs anisotrópicos - ou direcionais - que são mais fortes do que os ímãs isotrópicos fabricados até agora, que não têm uma direção preferencial de magnetização. "A capacidade de imprimir ímãs super fortes em formatos complexos vira o jogo no projeto de motores elétricos e geradores eficientes. Isto remove muitas das restrições impostas pelos métodos de fabricação atuais," disse o professor Alex King, do Laboratório Nacional Oak Ridge. Bibliografia: Big Area Additive Manufacturing of High Performance Bonded NdFeB Magnets. Ling Li, Angelica Tirado, I. C. Nlebedim, Orlando Rios, Brian Post, Vlastimil Kunc, R. R. Lowden, Edgar Lara-Curzio, Robert Fredette, John Ormerod, Thomas A. Lograsso, M. Parans. Nature Scientific Reports. Vol.: 6, Article number: 36212. DOI: 10.1038/srep36212 // 3D print of polymer bonded rare-earth magnets, and 3D magnetic field scanning with an end-user 3D printer C. Huber, C. Abert, F. Bruckner, M. Groenefeld, O. Muthsam, S. Schuschnigg, K. Sirak, R. Thanhoffer, I. Teliban, C. Vogler, R. Windl, D. Suess. Applied Physics Letters. Vol.: 109, 162401. DOI: 10.1063/1.4964856. FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=imas-alto-desempenho-fabricados-impressao-3d&id=010170161121

TÉCNICA SUPERSÔNICA GERA FILME DE METAL TRANSPARENTE

A técnica de fabricação supersônica é incrivelmente barata e simples.[Imagem: S.K. Yoon, Korea University]

Metálico e esticável

Esse filme ultrafino - tão transparente que mal dá para vê-lo na foto - pode até parecer com os filmes plásticos tão comuns em nosso dia a dia. De fato, ele possui várias semelhanças com os filmes poliméricos, como poder ser esticado como uma borracha, ou dobrado e enrolado sem perder suas características estruturais. Contudo, ele possui uma diferença substancial: é um filme metálico, feito por nanofios de prata fundidos por meio de um processo produtivo surpreendentemente simples e barato. Sendo metálico, esse filme condutor de eletricidade promete fazer a diferença na fabricação de células solares flexíveis, redes multissensoriais, mais conhecidas como peles eletrônicas, tecidos inteligentes e aparelhos de vestir e até telas que possam ser enroladas.

Fabricação supersônica

O filme metálico foi fabricado aspergindo nanofios de prata dispersos em água através de um bocal muito fino, de onde as partículas saem em velocidade supersônica. "O nanofio de prata é uma partícula, mas muito longa e fina. Os nanofios medem cerca de 20 micrômetros de comprimento, de forma que quatro deles postos enfileirados terão a largura de um fio de cabelo humano. Mas seu diâmetro é mil vezes menor - e significativamente menor do que o comprimento de onda da luz visível," explica o professor Alexander Yarin, da Universidade de Illinois, nos EUA. Ao sair em velocidade supersônica do bocal - a cerca de 400 metros por segundo - a solução é atomizada, de forma que a água evapora durante o voo. Quando os nanofios atingem a superfície sobre a qual estão sendo aplicados, eles se fundem conforme sua energia cinética é convertida em calor. Então, basta puxar o filme da superfície de apoio e ele está pronto para ser usado. A equipe espera que a alta flexibilidade - ele pode ser esticada até sete vezes seu tamanho original sem se romper - e a facilidade de fabricação tornem a película de metal transparente e ultrafina uma alternativa para a eletrônica flexível, sobretudo para as telas de enrolar, que possam justificar o custo um tanto elevado da prata. A equipe planeja agora testar a fabricação de filmes de metais mais baratos e testar suas características e funcionalidades. Bibliografia: Production of Flexible Transparent Conducting Films of Self-Fused Nanowires via One-Step Supersonic Spraying Jong-Gun Lee, Do-Yeon Kim, Jong-Hyuk Lee, Suman Sinha-Ray, Alexander L. Yarin, Mark T. Swihart, Donghwan Kim, Sam S. Yoon. Advanced Functional Materials. DOI: 10.1002/adfm.201602548. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnica-supersonica-filme-metal-transparente&id=010160161124

PREPARE-SE PARA O AVANÇO DA MEDICINA NOS PRÓXIMOS 10 ANOS

A convergência de tecnologias – como a computação, a inteligência artificial, a impressão 3D e o sequenciamento genômico – fará com que na próxima década, tenhamos avanços médicos surpreendentes. Isso significa que você poderá se prevenir de inúmeras doenças e ter a cura de muitas outras. Veja apenas algumas iniciativas, para ter uma dimensão dos esforços… Mark Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, prometeram esse ano investir mais de 3 bilhões de dólares em um plano (inspirados na filhinha deles) para “curar, prevenir ou tratar todas as doenças dentro do tempo de vida de nossos filhos“… Os investimentos do casal incluirão um centro de pesquisas de biociências, chamado Biohub, e um chip para diagnosticar doenças. No início deste ano, Sean Parker, fundador do Napster, doou US$ 250 milhões para potencializar o trabalho colaborativo entre pesquisadores no desenvolvimento de terapias imunológicas contra o câncer… O Google está desenvolvendo lentes de contato para diabéticos que monitoram os níveis de açúcar no sangue… E, por falar em monitores, já temos dispositivos como o Fitbit e o Apple Watch que monitoram as atividades físicas, os ciclos do sono, os níveis de estresse e de energia, e enviam esses dados para servidores via smartphones. Os próprios smartphones já possuem inúmeras aplicações para o controle de sinais vitais e avaliação de estados emocionais e psicológicos.
Cientistas da Washington State University anunciaram semana passada (23/10/16), que criaram um laboratório móvel com o iPhone, o qual pode diagnosticar o câncer com uma precisão de 99%. (Fonte: ExtremeTech) Outro grande passo foi o sequenciamento do genoma humano, concluído em 2001, a um custo aproximado de US$ 3 bilhões. Hoje, é possível sequenciar por cerca de US$ 1.000, e com os custos caindo rapidamente, em 2022, poderá ser mais barato do que um exame de sangue… Quando finalmente o sequenciamento do genoma estiver disponível para a maioria das pessoas, todo o conceito de prescrição de medicamentos mudará. E há também a inteligência artificial. Computadores cognitivos como o Watson, da IBM, têm sido usados para a análise de grandes dados (big data), não só na pesquisa genômica, mas também na biotecnologia. Esses super computadores possibilitam que cientistas compreendam melhor como os genes afetam a nossa saúde, e de como o meio ambiente, os alimentos e os remédios afetam a complexa interação entre os nossos genes e os nossos organismos.

A Próxima Fronteira Médica

O microbioma, ou seja, as populações bacterianas que vivem dentro de nós, representam a próxima grande fronteira médica. O nosso corpo tem 10 vezes mais micróbios do que células. Por isso, as pesquisas nesta área abrangem possibilidades surpreendentes de tratamento para doenças modernas como diabetes, câncer e obesidade. O microbioma é um campo tão cobiçado justamente porque pode ser o elo perdido entre meio ambiente, a genômica e a nossa saúde.
Por exemplo, algumas crianças nascem com uma predisposição genética ao diabetes tipo 1. Pesquisadores acompanharam o que acontece com as bactérias estomacais de crianças desde o nascimento até o terceiro ano de vida e descobriram que aquelas que tornaram-se diabéticas tiveram uma redução de 25% na diversidade das bactérias intestinais (possivelmente causada por antibióticos). Os cientistas também estão encontrando uma correlação entre o microbioma e a obesidade. Ou seja, bactérias podem causar muito mais a obesidade do que os alimentos. Em relação à alimentação, os microbiologistas das maiores empresas de alimentos do mundo estão trabalhando em pesquisas e desenvolvimentos de alimentos especiais… Como diz Jeff Leach, fundador do Human Food Project, “nos próximos anos, você irá encontrar quilômetros de prateleiras de supermercados com produtos que promovem nosso microbioma.”

Design de Super Humanos

A mais surpreendente tecnologia genética de todas – que também é assustadora – é o CRISPR. Graças à ela, editar o DNA tornou-se tão fácil para os geneticistas quanto editar um texto no Word. Essa técnica permite que cientistas modifiquem genomas com uma imensa precisão. Isso tem o potencial de eliminar algumas doenças debilitantes e criar super humanos.
Mas, o CRISPR/Cas9 tem um lado preocupante… Em abril de 2015, cientistas chineses anunciaram que aplicaram a CRISPR em embriões humanos. Eles editaram um gene específico para neutralizar – antes do nascimento – a ameaça de uma doença fatal. Só que, dos 86 embriões utilizados no experimento, apenas 28 tiveram seu DNA editado com sucesso, e somente 7 deles perderam o gene nocivo. Em alguns embriões, a técnica errou o alvo e atingiu o DNA em outras partes – o que poderia causar novas doenças, em vez de evitá-las. Mesmo que haja riscos, a CRISPR é tão acessível e fácil de usar que centenas de laboratórios em todo o mundo estão experimentando essa técnica.

Imprimindo qualquer coisa em 3D

Hoje, com a impressão 3D, é possível fabricar próteses médicas, equipamentos e produtos farmacêuticos. Um grupo escocês vem trabalhado na impressão 3D de medicamentos. O primeiro já foi aprovada pela FDA em 2015… Agora, imagine você ter um medicamento personalizado em uma dose personalizada de acordo com a sua genômica e que uma farmácia local pudesse imprimi-lo para você, isso tudo sem envolver as grandes indústrias farmacêuticas.
A impressão 3D terá uma influência muito forte sobre a indústria de cuidados da saúde. (Cortesia da imagem: Star Infranet) Há também avanços em próteses impressas em 3D. A empresa UNYQ, por exemplo, está “imprimindo” membros para pessoas com deficiência… A Ekso Bionics desenvolve exoesqueletos robóticos para ajudar pessoas com paralisia a caminhar novamente… A Second Sight criou uma prótese de retina artificial, aprovada pela FDA, a Argus II, que possibilita uma visão limitada, porém funcional, para aquelas pessoas que perderam a visão devido à retinite pigmentosa. Até 2030, é esperado que tenhamos tecnologias que nos deem uma perfeita visão, audição e força, como naquela série “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, exibida nos anos 1970.

A Democratização das Tecnologias

Levará algum tempo para que novas tecnologias e técnicas estejam acessíveis para pessoas comuns… Mas, não haverá de demorar tanto: como diz Vivek Wadhwa, a forma como a indústria tecnológica constrói valor é democratizando a tecnologia e reduzindo custos para permitir o acesso a bilhões de pessoas. Dentro de alguns anos, o nosso genoma, o nosso microbioma, o nosso comportamento e o meio ambiente serão mapeados e medidos… É por isso, que pra nós seja muito bom que empresas como a IBM, o Facebook e o Google estejam investindo pesado nos cuidados de saúde… é claro que essas empresas têm uma motivação para nos manter saudáveis: para que baixemos mais aplicativos em vez de ficarmos limitados aos medicamentos prescritos. FONTE: http://ofuturodascoisas.com/prepare-se-para-o-avanco-da-medicina-nos-proximos-10-anos/

CONHEÇA OS MELHORES REMÉDIOS PARA DIFERENTES TIPOS DE DOR

A dor é um sintoma tão comum, que é a principal queixa que leva os pacientes a procurar atendimento médico, sendo também uma frequente causa de debilitação ou até mesmo incapacitação, dependendo da sua intensidade e frequência. Existem dezenas de situações no nosso organismo que podem causar dor, entre elas, podemos citar: lesões traumáticas, inflamações, infecções, distensão de órgãos ocos, lesão de nervos e até mesmo dor de origem psicogênica. Cada dor tem suas próprias características, o que faz com que o tratamento não seja necessariamente o mesmo para todo o tipo de dor. Uma dor de cabeça não é tratada da mesma forma que uma dor garganta, assim como uma dor por neuropatia diabética tem tratamento distinto ao de uma dor de cólica menstrual.

O que é dor

A dor é um sintoma que nos acompanha desde os primeiros momentos da nossa existência. Ela está tão presente nas nossas vidas, que nenhum de nós tem dificuldade de reconhecer o que é uma dor. Porém, se reconhecer uma dor é fácil, reproduzir o seu significado em palavras já não é uma tarefa tão simples. Uma definição de dor usualmente aceita é a da Associação Internacional para o Estudo da Dor, que diz o seguinte, em uma tradução livre: dor é uma desagradável experiência sensorial e emocional, que é desencadeada por um real ou potencial dano de algum tecido, ou por alguma situação que seja interpretada como dano tecidual. De forma mais simples, podemos dizer que a dor surge quando há uma lesão de algum tecido (um trauma, por exemplo), quando há algum estímulo que possa vir a causar dano tecidual se não for interrompido (como quando temos dor após ficarmos em uma mesma posição durante muito tempo) ou quando algum estimulo não necessariamente danoso é interpretado como tal (como na enxaqueca, que é uma dor de cabeça que surge sem que haja qualquer lesão na cabeça).

Tipos de dor

Os tipos de dor costumam ser classificadas de acordo com as suas duas principais características: duração e origem.

1-Classificação de acordo com a duração da dor

A dor pode ser classificada como dor aguda ou dor crônica. Chamamos de dor aguda aquela dor de curta ou média duração, que persiste enquanto não houver cura da lesão ou enquanto o agente agressor não for eliminado. A dor aguda pode durar de poucas horas até várias semanas. Alguns exemplos de dor aguda são: - Dor do parto; - Dor no pós-operatório; - Traumas; - Dor de garganta provocada por uma infecção; - Dor de dente provocada por alguma inflamação; - Queimaduras. Já a dor crônica, também chamada de dor persistente, é aquela que prolonga-se por mais tempo do que o necessário para que uma lesão tecidual se cure. A dor crônica costuma durar semanas, meses ou até anos. Alguns exemplos de dor crônica são: - Neuropatia diabética; - Neuralgia pós-herpética; - Enxaqueca; - Hérnia de disco; - Osteoartrose.

2-Classificação de acordo com a origem da dor

A dor também pode ser classificada de acordo com a sua origem fisiopatológica. Neste caso, ela pode ser dividida de 3 formas: 1- Dor nociceptiva Um nociceptor é uma fibra nervosa especializada em sentir estímulos nocivos ou estímulos que podem se tornar nocivos, caso ele se prolongue. A dor nociceptiva é aquela que surge quando há realmente alguma lesão em tecidos ou órgãos. Os nocireceptores conseguem distiguir 3 categorias de dano tecidual: térmico (como queimaduras por calor ou frio), mecânico (como impactos, cortes, lacerações ou esmagamento) ou químico (como lesão por substâncias abrasivas ou quando há contato de álcool com pele ferida). A dor nociceptiva também pode ser dividida em visceral, somática profunda ou somática superficial: A dor visceral é aquela que ocorre por dano nas estruturas viscerais, ou seja, nos órgãos internos. Situações que habitualmente provocam dor visceral são a distensão ou contração, isquemia (falta de aporte sanguíneo adequado) ou inflamação. A dor visceral costuma ser difusa e mal localizada, motivo pelo qual uma dor no coração pode ser sentida no braço ou uma dor no estômago pode se apresentar como dor em toda a barriga. A dor visceral é frequentemente acompanhada de mal-estar, náuseas e vômitos. A dor somática profunda é aquela iniciada pela estimulação dos nociceptores presentes em estruturas mais profundas que a pele, como ligamentos, tendões, ossos e músculos. Ela também é uma dor difusa ao redor da região acometida, mas um pouco mais bem localizada que a dor visceral. Já a dor somática superficial é aquela que surge por ativação de nociceptores na pele. Esse tipo de dor é bem localizada e fácil de ser definida. 2- Dor neuropática A dor neuropática é uma dor provocada por uma ativação anormal do sistema nervoso central ou periférico. Não há necessariamente uma lesão de um tecido ou órgão, mas sim uma lesão ou disfunção dos nervos responsáveis pela identificação da dor. Esse é o tipo de dor que surge em pacientes com neuropatia diabética, herpes zoster, hérnia de disco ou lesões do nervo trigêmeo. Apenas como curiosidade, os pacientes amputados podem sentir dor no membro que já não existe mais. O paciente pode não ter uma perna, mas por uma ativação inapropriada de certas fibras nervosas, ele pode sentir dor no pé esquerdo, apesar deste já ter sido amputado há muito tempo. Essa dor é chamada de dor do membro fantasma, que é também um tipo de dor neuropática. 3- Dor psicogênica: É a dor de origem emocional, que apesar de não ter origem em nenhum dano tecidual ou problema do sistema nervoso, pode ser incapacitante e de difícil tratamento.

Medicamentos mais utilizados para tratar a dor

Existem dezenas de medicamentos diferentes que podem utilizados para tratar quadros de dor aguda ou crônica, que vão desde analgésicos simples e anti-inflamatórios até medicamentos que agem no sistema nervosos central, com antidepressivos ou anticonvulsivantes. A seguir, vamos mostrar as principais classes farmacológicas que podem ser utilizadas no tratamento dos diferentes tipos de dor.

1- Analgésicos não opioides

Os analgésicos não opioides, também chamados de analgésicos comuns, costumam ser a primeira linha de combate à dor leve a moderada de origem somática. São medicamentos, que se administrados nas doses recomendadas, têm pouquíssimos efeitos colaterais. Por outro lado, são também fármacos com potencial analgésico limitado e não têm ação inflamatória. Os dois analgésicos não opioides presentes no mercado são o paracetamol e a dipirona (metamizol). Como ambos também têm ação antipirética, eles são muito utilizados nos casos em que o paciente tem dor e febre, como nas gripes e nos resfriados. Situações nas quais a dipirona e o paracetamol podem ser indicados nos seguintes casos de dor leve a moderada: - Dor de dente sem inflamação relevante; - Dor muscular; - Cólicas menstruais (dipirona funciona melhor que paracetamol neste caso); - Dor de cabeça; - Dor de garganta sem inflamação relevante; - Quadro de dor associado à febre. Apesar dos analgésicos não opioides serem pouco eficazes contra quadros de dor intensa quando administrados isoladamente, eles podem ser usados como terapia adjuvante, de forma a aumentar a potência analgésica de fármacos mais potentes. Não é incomum encontrarmos remédios que associam a dipirona ou o paracetamol a outros analgésicos mais potentes, como o tramadol, por exemplo. Os analgésicos comuns também podem ser usados como tratamento adjuvante da dor neuropática. Eles sozinhos, porém, têm pouca eficácia nesse tipo de dor.

2- Anti-inflamatórios não-esteroidais(AINES)

Os anti-inflamatórios também são indicados para as dores somáticas de leve a moderada intensidade. Todavia, essa classe é mais eficaz no tratamento da dor que os analgésicos comuns, principalmente se houver algum processo anti-inflamatório na sua origem. Assim como os analgésicos, os AINES também têm ação antipirética. Apesar de serem mais fortes que os analgésicos, principalmente nas dores somáticas profundas, os AINES apresentam um perfil de efeitos colaterais pior e uma lista de contra-indicações mais abrangente. Exemplos de anti-inflamatórios: – Diclofenaco; – Ibuprofeno; – Naproxeno; – Nimesulida; – Indometacina – Cetoprofeno – Ácido mefenâmico – Piroxican – Colecoxib – AAS (ácido acetilsalicílico). Entre as situações que o anti-inflamatórios costumam estar indicados podemos citar: - Inflamações dentárias; - Lesões de tendões, ligamentos, articulações, ossos ou músculos; - Doenças reumatológicas; - Dor de cabeça; - Cólica renal; - Dor de garganta com intensa inflamação; - Cólica menstrual (ácido mefenâmico é o melhor); - Quadro de dor associado à febre. Os anti-inflamatórios de ação tópica, sejam em gel, pomada ou spray, têm ação limitada, mas podem ser uma boa opção nos casos de dor muscular ou articular aguda e de pequena intensidade, pois provocam bem menos efeitos colaterais que os medicamentos por via oral.

3- Antiespasmódicos

Os antiespasmódicos, conforme o próprio nome sugere, são fármacos que agem inibindo o espasmo muscular de alguns órgãos ocos, tais como intestinos, estômago, ureteres, vesícula biliar ou útero. O espasmo, que é uma contração muscular intensa e involuntária, se manifesta habitualmente como um quadro de dor tipo cólica. Os antiespasmódicos são, portanto, um grupo de medicamentos que podem utilizados para o tratamento da cólica, que é uma forma de dor nociceptiva de origem visceral. Os antiespasmódicos não servem para o tratamento da dor somática ou de qualquer outra dor visceral, que não seja do tipo cólica. Exemplos de fármacos com ação antiespasmódica: - Butilescopolamina (mais conhecido como Buscopan); - Papaverina (mais conhecido como Atroveran); - Pinavério (mais conhecido como Dicetel). Entre os quadros de dor que podem ser tratados antiespasmódicos podemos citar: - Cólicas intestinais; - Cólicas menstruais; - Síndrome do intestino irritável; - Cólica renal; - Cólica biliar.

4- Analgésicos opioides

Os opioides (ou opiáceos) são fármacos com potente ação analgésica, que agem em receptores do sistema nervoso central, impedindo que os estímulos dolorosos captados pelos nervos sejam reconhecidos pelo cérebro. Os opioides recebem esse nome por serem derivado do ópio, substância extraída das papoulas (o mesmo que dá origem ao narcótico heroína). Entre os medicamentos que pertencem à classe dos analgésicos opioides podemos citar: - Morfina; - Codeína; - Meperidina; - Fentanil; - Oxicodona; - Propoxifeno; - Hidrocodona; - Tramadol. Os opioides costumam ficar reservados aos quadros de dor intensa, que não respondem a outros medicamentos ou nos pacientes com dor de origem oncológica. Grandes queimados, politraumatizados, crises de dor ciática ou intensa dor no pós-operatório são algumas das indicações para o uso de opiodes. Entre os efeitos colaterais mais comuns dos opioides estão a sedação, náuseas, vômitos, retenção urinária, constipação intestinal e depressão respiratória. Apesar de ser uma classe de analgésicos eficaz contra todos os tipos de dor (somática, visceral ou neuropática), o seu uso prolongado deve ser evitado, pois além de causar dependência, o paciente pode desenvolver tolerância, precisando de doses cada vez mais altas com o passar com o tempo. O uso de opioides por mais de 30 dias deve ser evitado, a não ser em situações específicas, como em pacientes com câncer. Dentre todas as opções de analgésicos opioides, o tramadol é aquele que possui menor risco de dependência e um perfil de efeitos colaterais mais benigno.

5- Anticonvulsivantes

Medicamentos usados no tratamento da epilepsia podem ser usados para tratar dor neuropática, principalmente aquelas provocadas pelas seguintes doenças: - Neuropatia pós-herpética; - Neuropatia diabética; - Neuropatia do trigêmeo; - Dor neuropática associada à lesão da medula espinhal, como hérnia de disco ou ciatalgia; - Fibromialgia. Entre os anticonvulsivantes usados no tratamento da dor neuropática, três se destacam: gabapentina, pregabalina e carbamazepina.

6- Antidepressivos

Os antidepressivos, principalmente aqueles da família dos antidepressivos tricíclicos (imipramina, nortriptilina e amitriptilina) e os inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (venlafaxina e duloxetina), também podem ser usados no tratamento da dor neuropática, tendo o paciente depressão ou não. Os antidepressivos são eficazes contra a dor de origem psicogênica. A duloxetina, especificamente, também parece ser eficaz como tratamento adjuvante da dor lombar crônica e da osteoartrose. fonte: mdsaude.com/2016/10/remedios-para-dor.html

sábado, 26 de novembro de 2016

UM DOS MAIORES OBJETOS DO UNIVERSO É DESCOBERTO ATRÁS DA VIA LÁCTEA

Através da névoa espessa de nossa própria galáxia, os astrônomos descobriram algo incrível: uma das maiores estruturas já encontradas no Universo. Chamado de Superaglomerado de Vela, o objeto recentemente descoberto é um grupo maciço de vários conjuntos de galáxias, cada um contendo centenas ou milhares de galáxias. “Eu não podia acreditar que uma estrutura tão grande se estendesse tão proeminente depois de observar aquela região do espaço”, relata Renée Kraan-Korteweg, astrofísica da Universidade de Cape Town, na África do Sul. Kraan-Korteweg e sua equipe publicaram a descoberta do superaglomerado, com o nome da constelação Vela, onde foi encontrado, nas Cartas de Avisos Mensais da Royal Astronomical Society. Pode ser difícil acreditar que um objeto tão grande possa ter passado despercebido, mas faz mais sentido quando você considera onde nós vivemos. A Via Láctea, nossa casa galáctica, hospeda mais de 100 bilhões de estrelas, trilhões de planetas e nuvens coloridas de gás e poeira. Isto faz dela um parque de diversões brilhante para estudar objetos individuais, como buracos negros, a formação de sistemas solares alienígenas ou planetas extrasolares potencialmente habitáveis. Mas se você é um astrônomo tentando olhar além da Via Láctea e observar o Universo mais profundo, tudo isso está no seu caminho: Isto é especialmente verdadeiro para os objetos por trás do Plano Galáctico, que somos nós olhando através do disco de 100.000 anos-luz de largura da Via Láctea de dentro para fora. A parte indicada na imagem é onde está o nosso Sistema Solar. Como você pode ver, tem muita coisa na frente:
Kraan-Korteweg e seus colegas combinaram as observações de vários telescópios: o recém-reformado Grande Telescópio da África do Sul (SALT), perto da Cidade do Cabo, o Telescópio Anglo-Australiano (AAT), perto de Sydney, e os exames de raios-X do Plano Galáctico. Usando esses dados, calcularam quão rápido cada galáxia que viram acima e abaixo do Plano Galáctico estava se afastando da Terra. Os dados revelaram que todas elas pareciam estar se movendo juntas – indicando um monte de galáxias que não podiam ser vistas. “Tornou-se óbvio que estávamos descobrindo uma enorme rede de galáxias, estendendo-se muito mais do que esperávamos”, diz Michelle Cluver, astrofísica da Universidade do Cabo Ocidental, na África do Sul.
Os pesquisadores estimam que o Superaglomerado Vela tem aproximadamente a mesma massa do Superaglomerado Shapley, que contém aproximadamente 8.600 galáxias e está localizado a cerca de 650 milhões de anos-luz de distância. Considerando que uma galáxia típica tem cerca de 100 bilhões de estrelas, os pesquisadores estimam que Vela poderia conter entre 1 e 10 quadrilhões de estrelas. Os cálculos também mostram que Vela está a cerca de 800 milhões de anos-luz de distância e se afasta cada vez mais de nós a uma velocidade de cerca de 18.000 quilômetros por segundo. Apesar dessa distância extra e rapidamente crescente, no entanto, a influência de Vela não pode ser negada. Os pesquisadores estimam que o puxão gravitacional de Vela acelera o Grupo Local de Galáxias, que inclui a Via Láctea, acelerou em cerca de 177.000 km/h, ou 50 km/s. Isso é muito atração, e poderia ajudar a contar a incrível história de como a nossa Via Láctea chegou onde está. fonte:sciencealert.com/astronomers-have-discovered-one-of-the-most-massive-objects-in-the-universe

PELA PRIMEIRA VEZ CÉLULAS VIVAS FAZEM LIGAÇÕES CARBONO-SILÍCIO

Os cientistas conseguiram fazer com que células vivas formassem ligações de carbono-silício, demonstrando pela primeira vez que a natureza pode incorporar silício, um dos elementos mais abundantes na Terra, nos blocos de construção da vida.A pesquisa foi publicada na revista Science. Depois do oxigênio, o silício é o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre, e mesmo assim não parece ter nada a ver com a vida biológica. Enquanto os químicos já haviam conseguido fazer em laboratório ligações de carbono-silício antes, até agora tais ligações nunca foram encontradas na natureza. Essas novas células poderiam nos ajudar a entender mais sobre a possibilidade de vida baseada em silício em outras partes do universo. Não só o carbono e o silício são extremamente abundantes na crosta terrestre, como também são muito semelhantes em sua composição química. Uma das características mais importantes de ambos é a capacidade de formar ligações com quatro átomos ao mesmo tempo. Isso significa que são capazes de unir as longas cadeias de moléculas necessárias para formar a base da vida como a conhecemos – proteínas e DNA. No entanto, formas de vida baseadas em silício não existem fora do universo Star Trek, até onde sabemos. A pesquisadora Jennifer Kan, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, nos EUA) e sua equipe conseguiram fazer com que células vivas formassem ligações de carbono-silício, algo que elas não poderiam ter feito facilmente por conta própria. Mas a experiência é a prova de que esses laços podem ser formados na natureza – contanto que você tenha as condições certas. Os cientistas começaram isolando uma proteína que ocorre naturalmente na bactéria Rhodothermus marinus, que prospera nas fontes termais da Islândia. Eles gostaram dessa proteína, chamada enzima citocromo c, porque, embora seu papel principal seja o transporte de elétrons através das células, testes de laboratório revelaram que poderia facilitar os tipos de ligações que poderiam anexar átomos de silício ao carbono. Depois de isolar a proteína, eles inseriram o gene para ela em algumas bactérias E. coli para fazer se facilitava a produção de ligações carbono-silício dentro das células vivas. A equipe continuou a mutar o gene da proteína dentro de uma região específica do genoma do E. coli até que o esperado acontecesse. Após três rodadas de mutações, a proteína pode ligar o silício ao carbono 15 vezes mais eficiente do que qualquer catalisador sintético. O fato de que esta bactéria foi projetada para produzir ligações de carbono-silício mais eficientemente do que os químicos podem no laboratório é muito interessante. Primeiro, porque oferece uma maneira melhor de produzir as ligações que precisamos para fazer coisas como produtos farmacêuticos, produtos químicos agrícolas e combustíveis. E depois porque significa que uma forma de vida poderia, pelo menos parcialmente, ser baseada em silício. Se os pesquisadores continuarem a cultivar esses tipos de bactérias, poderíamos obter uma melhor compreensão de como essa vida poderia se parecer. FONTE:sciencealert.com/for-the-first-time-living-cells-have-formed-carbon-silicon-bonds

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE INAUGURAR NOVAS AMEAÇAS PARA A CIBERSEGURANÇA

Pode levar vários anos ou até mesmo décadas, mas hackers não serão sempre humanos. A Inteligência artificial, tecnologia que também promete revolucionar a cibersegurança, poderia um dia se tornar uma ferramenta para hacking. Organizadores do Cyber Grand Challange, uma competição patrocinada pela agência de defesa dos Estados Unidos, deram uma ideia do poder da IA durante o evento realizado em agosto. Sete supercomputadores competiram entre si para mostrar como máquinas conseguem de fato encontrar e reparar vulnerabilidades de software. Teoricamente, a tecnologia consegue ser usada para aperfeiçoar qualquer código, livrando de falhas que podem ser exploradas. Mas e se todo esse poder puder ser usado para propósitos maliciosos? O futuro da cibersegurança pode também pavimentar um caminho para uma nova era de ciberameaças.

Os possíveis perigos

Por exemplo, cibercriminosos podem usar essas capacidades para escanear um software para prever vulnerabilidades desconhecidas e então explorá-las por “vontade” própria. Entretanto, diferente de um humano, uma Inteligência da Artificial pode fazer isso com eficiência de máquina, claro. Hacks que consomem tempo para serem desenvolvidos podem se tornar commodities baratas nesse cenário catastrófico. É um risco que especialistas em cibersegurança já reconhecem, em uma época quando a indústria de tecnologia já está desenvolvendo carros autônomos, mais que robôs avançados e outras formas de automação. “Tecnologia sempre é assustadora”, disse David Melski, vice-presidente de pesquisa para a GrammaTech. A companhia de Melski estava entre as empresas que construíram um supercomputador para participar no Cyber Grand Challenge. Sua empresa agora está considerando usar essa tecnologia para ajudar vendedores a prevenirem falhas em seus dispositivos de Internet das Coisas ou tornar browsers mais seguros. “Entretanto, descobrir vulnerabilidades é uma faca de dois gumes”, ele disse. “Nós também estamos aumentando a automação de tudo”. Então não é difícil para especialistas em segurança imaginarem um potencial lado obscuro - um onde inteligências artificiais conseguem construir e controlar ciberarmas poderosas. Melski apontou o caso do Stuxnet, um worm malicioso desenhado para invadir um programa nuclear iraniano. “Quando você pensa em algo como o Stuxnet sendo automatizado, isso é alarmante”, disse.

Destacando o potencial

“Eu não quero dar ideias a ninguém”, disse Tomer Weingarten, CEO da empresa de segurança SentinelOne. Mas tecnologias direcionadas pela IA e que se rastejam pela internet, buscando vulnerabilidades, podem estar entre as futuras realidades, disse. Entretanto, companhias de tecnologia ainda não criaram uma inteligência artificial de verdade. A indústria, ao invés disso, desenvolveu tecnologias que conseguem jogar games melhor que humanos, atuar como assistentes digitais ou mesmo diagnosticar doenças raras. Empresas de cibersegurança como a chamada Cylance também tem usado uma espécie de inteligência artificial para impedir malware. Isso envolveu construção de modelos matemáticos baseados em amostras de malware que conseguem medir se certa atividade em um computador é normal ou não. “No final, você acaba com uma probabilidade estatística que diz se um arquivo é bom ou ruim”, disse Jon Miller, chefe de pesquisa na empresa de segurança. Mais de 99% das vezes o aprendizado de máquina aprende a detectar o malware. “Nós estamos continuamente acrescentando novos dados (amostras de malware) dentro do modelo”, disse Miller. “Quanto mais dados você tiver, mais acurado você poderá ser”.

Escalação

A desvantagem é que usar aprendizado de máquina pode ser caro. “Nós gastamos mais de um milhão de dólares por mês em modelos computacionais”, disse. O dinheiro é gasto em serviços para nuvem para rodar os modelos. Qualquer pessoa que usa tecnologias de IA para fins maliciosos pode encarar a mesma barreira para entrada. Além disso, elas também precisarão assegurar talentos para desenvolver a programação. Mas com o tempo, os custos de poder computacional vão cair inevitavelmente, disse Miller. Ainda assim, o dia quando hackers recorrerem ao uso de IA pode estar longe. “Por que isso ainda não foi feito? Por que não é necessário”, ele diz. “Se você quiser hackear alguém, já há falhas o suficiente conhecidas”. Atualmente, muitos hacks acontecem depois de um e-mail com phishing contendo malware é aberto pelo alvo. Em outras instâncias, vítimas colocam senhas fracas ou esquecem de atualizar seu software com o último patch, tornando-se alvos fáceis. Tecnologias como aprendizado de máquina têm mostrado o potencial para resolver alguns desses problemas, pontuou Justin Fier, diretor de ciberinteligência em segurança na Darktrace. Mas pode ser só uma questão de tempo antes que hackers eventualmente atualizem o seu arsenal. FONTE: http://idgnow.com.br/internet/2016/11/25/inteligencia-artificial-pode-inaugurar-novas-ameacas-para-a-ciberseguranca/

CONHEÇA 10 TENDÊNCIAS DE SMARTPHONES PARA FICAR DE OLHO EM 2017

Os usuários de smartphones terão muita coisa para ficar de olho em 2017. Os aparelhos ficarão mais rápidos, finos e talvez um pouco mais inteligentes do que você gostaria. A realidade virtual vai se espalhar pelos smartphones mais baratos, que também terão placas gráficas melhores, telas de maior resolução e mais armazenamento. Mais do que nunca, você vai usar seu smartphone para pagar por produtos e fazer login em sites. O deep learning poderia ajudar os smartphones a conhecerem melhor o comportamento dos usuários e melhorar a experiência mobile. Também poderemos ver um renascimento quanto aos designs dos smartphones, e o áudio sem fio pode substituir os conectores de fone de ouvido em mais dispositivos. E o padrão USB-C substituirá conectores e cabos de recarga mais antigos. Confira abaixo 10 tendências de smartphones para ficar de olho em 2017.

1-Novos designs

Os rumores estão cheios de novos desenhos de smartphones. Os principais deles incluem a Apple repaginar o iPhone e a Samsung apresentar um aparelho dobrável. Não há nenhuma certeza de que esses aparelhos chegarão ao mercado, mas, como em todo outro ano, espere por algo novo. Neste ano, a tendência mais quente eram os smartphones customizáveis como o Moto Z e o LG G5, que foram parcialmente inspirados pelo agora falecido Project Ara, do Google. Algumas inovações foram apresentadas neste ano, como o Lenovo CPlus, um protótipo de um smartphone dobrável que pode ser usado como um relógio. A LG e a Samsung também já falaram sobre celulares com telas dobráveis.

2-Chips mais rápidos

Os gráficos serão mais suaves, e as aplicações vão rodar de forma muito mais rápida nos smartphones do ano que vem. A Qualcomm já anunciou o Snapdragon 835, que poderá ser instalado em alguns smartphones Android premium de fabricantes conhecidas. Alguns deles podem optar pelo Mediatek Helio X30, que possui 10 núcleos, o maior número entre processadores mobile. Isso é um poder de processamento e tanto, e os aparelhos ficarão mais próximos dos PCs em desempenho geral.

3-Realidade Virtual

Um dos pontos de deixar os aparelhos mobile mais rápidos é permitir que eles rodem aplicações como realidade virtual, que exigem recursos pesados. Será possível conectar aparelhos ao óculos Google DayDream View VR para assistir a filmes, jogar games e passear por mundos virtuais. A realidade virtual atualmente ainda é limitada a alguns aparelhos top de linha, como o Samsung Galaxy S7, mas chegará a mais aparelhos intermediários no próximo ano. Os smartphones preparados para VR precisarão ter telas de alta resolução para entregar uma experiência visual impressionante.

4-LTE mais rápido

As velocidades de LTE vão ganhar um impulso e tanto com novas tecnologias de modem. Aparelhos como o Galaxy S7 e o iPhone 7 podem baixar dados em redes LTE (4G) com uma velocidade máxima de 600Mbps, e fazer upload a 150Mbps. As velocidades de download podem chegar perto de 1Gbps com o novo modem Snapdragon X16, da Qualcomm, que deve chegar aos aparelhos na segunda metade do próximo ano - é óbvio que alcançar essa velocidade também depende da capacidade da rede.

5-USB-C

2017 é o ano em que o padrão USB-C substituirá as já antigas entradas USB 2.0 nos aparelhos Android. O USB-C é extremamente versátil, já que pode ser usado para recarregar o aparelho, mas também para conectar dispositivos a monitores HD, headphones, flash drives e HDs externos.

6-Áudio wireless

Há uma boa chance de que a maioria dos smartphones ainda terão conectores para fone de ouvido. Mas, como a Apple e a Lenovo, alguns aparelhos poderão ganhar coragem para removê-lo. Esses celulares vão mudar para fones com conector USB-C e/ou fones Bluetooth. O que pode significar a dor de cabeça extra de precisar carregar um adaptador por aí ou ter de comprar um fone Bluetooth.

7-Recarga mais rápida

Os smartphones serão recarregados muito mais rapidamente com os cabos USB-C, que podem carregar mais energia para uma bateria. Também há tecnologias como a Quick Charge 4, Qualcomm, que chega em 2017 e ajudará os smartphones a recarregar a bateria para 5 horas em apenas 5 minutos.

8-Aparelhos inteligentes

Os smartphones de realidade aumentada Phab 2 Pro, da Lenovo, conseguem reconhecer objetos, mapear cômodos, e apresentar informações relevantes sobre objetos à vista na tela do aparelho. Esse é um bom exemplo de como os smartphones vão evoluir para enriquecer a experiência de usuário. As técnicas de deep-learning em smartphones também podem contribuir para tornar os smartphones mais amigáveis. Por exemplo, um aparelho pode aprender como o hardware está sendo usado por um aplicativo específico, e, com o tempo, modular melhor o uso de energia para aumentar a duração da bateria. Os smartphones já conseguem reconhecer imagens e vozes por meio de serviços online, mas melhorias de deep-learning podem permitir que essas habilidades estejam disponíveis também offline.

9-Bluetooth 5

Os aparelhos poderão receber em breve a nova especificação Bluetooth 5, que terá o dobro da velocidade e quatro vezes o alcance do seu antecessor, o Bluetooth 4.2. Uma conexão Bluetooth 5 pode se estender para até 400 metros em uma linha clara de visão, mas um alcance de 120 metros para locais com obstáculos é considerada mais realista por analistas. Com isso, você poderá usar um aparelho mobile para usar um alto-falante Bluetooth ou destrancar um carro a partir de uma distância maior.

10-Armazenamento

Espaço extra para armazenamento nunca é algo ruim em um smartphone, seja para guardar vídeos, fotos, apps ou games. Atualmente, o armazenamento interno pode alcançar 256GB e o armazenamento via micro SD chega a 512GB. Mas a SanDIsk mostrou recentemente um protótipo de um SD de 1TB. A empresa não forneceu uma data de lançamento para o produto, mas o importante é que cartões SD com mais capacidade estão a caminho. FONTE: http://idgnow.com.br/mobilidade/2016/11/24/especial-10-tendencias-de-smartphones-para-ficar-de-olho-em-2017/

NÓS SERIAMOS ASSIM SE PUDÉSSEMOS SUPORTAR ACIDENTES DE CARRO

Há algo que lembra um gafanhoto em Graham. Esta escultura do tamanho de um homem ostenta uma cabeça que se funde em seu torso, que é apoiado por um par de pernas fortes, elásticas. Mas o corpo carnudo de Graham, mesmo que estranhamente proporcionado, é definitivamente humano. Ele só está melhor adaptado à vida nas estradas do que o resto de nós. Graham foi idealizado pela Comissão de Acidentes de Transporte do governo australiano, e projetado pela artista de Melbourne Patricia Piccinini, para destacar como os seres humanos são mal equipados para sobreviverem a um acidente de carro.
“Eu aprendi muito sobre o que quebra quando as pessoas estão envolvidas em acidentes de carro”, disse ela em um e-mail para a revista Popular Science. “Nós evoluímos para sobreviver a quedas caminhando ou correndo, mas não às típicas velocidades no mundo dos carros.”
Para conceber um ser humano que está realmente adaptado para sobreviver à colisões de baixa velocidade, Piccinini consultou um cirurgião de trauma e um engenheiro de segurança rodoviária. “Eu estava sempre perguntando: o que é o mínimo que posso fazer ou alterar para proteger estas áreas vitais”, diz ela.” Quais estruturas já existem e como elas podem ser construídas em cima para que Graham permaneça sempre, obviamente, um ser humano?” Após esboçar Graham e desenvolver um modelo em 3D de computador, Piccinini e seus técnicos criaram um modelo em grande escala na plasticina e o usaram para criar um molde. “A partir daí um modelo é feito em silicone, que é pintada e tem o cabelo colocado nele”, diz ela. “É um processo de produção relativamente com padrão de efeitos especiais.”
Ao contrário de uma pessoa média, Graham tem uma caixa torácica cheia de airbags para absorver impacto e proteger seus órgãos. Embalando essas bolsas está um grande peito com costelas fortes. Seu crânio é destinado a absorver impacto também, e é grosso como um capacete. Tem zonas com dobras também, para retardar a cabeça conforme ela balança para frente em um acidente. Líquido cefalorraquidiano extra amortece seu cérebro, enquanto a gordura facial oferece estofamento em torno de suas orelhas e nariz (que é plano, para não quebrar). Graham também não está em perigo de sofrer o efeito chicote ou ter o pescoço quebrado, porque ele não tem um. Mesmo sua pele é mais resistente do que a nossa. E quando Graham é um pedestre, pernas fortes e muitas unida permitem-lhe saltar com segurança. Se um carro atingir Graham, os joelhos são garantidos por tendões adicionais que lhes permitem dobrar em todas as direções e evitar fracturas.
“Estamos visando atingir zero mortes e ferimentos graves nas nossas estradas, o que significa que todos na comunidade entendam por que eles precisam estar em carros mais seguros, dirigindo em estradas mais seguras e em velocidades mais seguras”, disse Emily Bogue, Gerente de Comunicações e Mídia da Comissão de Acidentes de Transporte. “Assim, com a nossa agência Clemenger, nós tivemos essa ideia de mostrar como nós teríamos que parecer se não estivéssemos tão vulneráveis.”
Graham vai ser exposto no lado de fora da Biblioteca Estadual de Victoria, até 08 de agosto, antes de viajar para outras galerias no estado de Victoria. Seus fãs podem usar a tecnologia de realidade aumentada do Google, o Projeto Tango, para ficar sob a sua pele para um olhar mais atento em suas adaptações. “A parte mais desafiadora e importante é ter certeza de que o projeto continua a ser uma obra de arte com o peso emocional de um diagrama de ideias científicas”, diz Piccinini. Seu recurso favorito de Graham é os olhos com alma. Graham pode inspirar algumas pessoas a refletirem sobre a nossa própria fragilidade, e outros a se embasbacarem com suas características pouco usuais. Piccinini diz que ela espera uma mistura. “No entanto, qualquer um que olha para o trabalho e se pergunta o que é, porque parece que ele faz pensar um pouco sobre a segurança rodoviária.” FONTE: https://www.curioso.blog.br/post/seriamos-pudessemos-suportar-acidentes-carro/

COMO VIVEM OS POVOS MAIS ISOLADO DO MUNDO

O mundo é um lugar gigantesco e quase infinito aos olhos de alguns. Por causa disso, não é surpresa nenhuma saber que há lugares nessa Terra em que pouquíssimas pessoas já tiveram a oportunidade de colocar seus pés. São os vilarejos mais isolados do resto do globo, com condições de sobrevivência praticamente nulas ou acesso limitado. Se alguma vez você já teve curiosidade de conhecer esses lugares, você está no lugar certo. Não é como se eu fosse te dar uma passagem de ida e volta para um local desses, mas irei apresentar os vilarejos mais isolados que você teria a oportunidade de conhecer. Depois de ler ao texto, quem sabe a vontade não é tão grande que você vai correndo arrumar as malas para visitar esses lugares?

1. Ilha de Páscoa

O primeiro local com um vilarejo da nossa lista é a Ilha de Páscoa, um lugar que realmente recebe certa quantidade de visitantes todos os anos. Isso acontece especialmente por conta das curiosas esculturas de pedras que estão presentes por ali. A ilha, uma das mais isoladas do mundo, possui uma vila com cerca de 4 mil habitantes. O local mais próximo da Ilha de Páscoa é outro monte de terra inabitado que fica a 1.931 km de distância. Depois disso temos o Chile, que fica a impressionantes 3.508 km. Por conta dessas distâncias gigantescas, o que dificulta qualquer ligação com o continente, o povo da região vive basicamente da agricultura e atividades ligadas ao turismo. O curioso é que a Ilha de Páscoa é um patrimônio territorial da Unesco, embora seja pertencente ao Chile.

2. Tristão da Cunha

O nome desse arquipélago é bastante peculiar, mas guarda uma história muito interessante. Descobertas pelo português Tristão da Cunha em 1506 – o que deu nome ao local –, as ilhas ficam localizadas ao sul do Oceano Atlântico, a quase 3 km da África do Sul. Apesar disso, o local só passou a ser habitado a partir de 1810, quando o norte-americano Jonathan Lambert chegou a e se declarou o dono daquelas terras. Porém, o reinado de Lambert não durou muito. Dois anos depois, o americano morreu em um acidente de barco. Depois disso, as ilhas foram dominadas pelo Reino Unido, permanecendo até hoje como território britânico. Em Tristão da Cunha vivem cerca de 300 habitantes, a maioria trabalhadores do governo que sobrevivem à base da agricultura.

3. Costa dos Esqueletos

Aqui está um lugar onde você provavelmente não gostaria de visitar. Localizado na costa do Oceano Atlântico da Namíbia, a Costa dos Esqueletos é um lugar verdadeiramente assustador. Trata-se basicamente de um deserto: inabitado, seco, quente (ao menos durante o dia) e totalmente isolado. Porém, alguns vilarejos conseguem sobreviver a esse território desafiador. Por lá, os seminômades da tribo Himba vivem de atividades bastante primitivas, como a caça e a coleta. Infelizmente, não há estimativas corretas de quantas pessoas vivem por ali, mas com certeza não estamos falando de números muito expressivos. Afinal, esse é um dos lugares mais perigosos para se viver em toda a Terra.

4. Oymyakon

Não é surpresa nenhuma saber que o vilarejo de Oymyakon é um dos mais isolados do mundo. A região, localizada na parte leste da Rússia, é considerada a porção de terra habitada mais fria do Mundo. Por lá, registra-se facilmente temperaturas abaixo dos -50 °C. A Rússia já é bastante conhecida por conta de seus invernos rigorosos, mas o vilarejo de Oymyakon praticamente extrapola esses limites. A vila local tem cerca de 500 habitantes, que vivem basicamente da pesca e caça de animais da região. Em 1933, a menor temperatura já registrada no local assusta de tão baixa: -67,7 °C. Chega a dar frio só de pensar em uma coisa dessas.

5. Vestmannaeyjar

O grupo de ilhas na Islândia com o nome praticamente impronunciável de Vestmannaeyjar é um dos mais icônicos da lista. Isso porque uma das imagens que retratam o arquipélago frequentemente é usada para descrever a solidão e o isolamento. Apesar disso, cerca de 4 mil pessoas sobrevivem nesse local, que se sustenta com base na agricultura e pesca. O conjunto de ilhas fica localizado ao sul da Islândia. Ele é considerado por muitos um verdadeiro paraíso para quem quer se isolar. Se for analisar bem a imagem abaixo, não há como duvidar que esse é um dos vilarejos mais isolados do mundo.

6. Ilha de Foula

Se você estava esperando encontrar um lugar praticamente inabitado nesta lista dos vilarejos mais isolados do mundo, pode parar de procurar. Na Ilha de Foula, região localizada no Oceano Atlântico e pertencente à Escócia, vivem cerca de 40 pessoas que sobrevivem com base na pesca, pastoreio e, recentemente, do turismo. Porém, os visitantes não podem chegar de barco à ilha, já que não há um porto. A sorte é que há um grande espaço onde pequenos aviões podem pousar, permitindo o embarque e desembarque de passageiros. O vilarejo em si possui nada menos do que 13 m², o que é bem menor do que um quarteirão em uma grande cidade brasileira. Por lá, os avanços tecnológicos praticamente nem chegaram e a população vive alheia a tudo o que ocorre em outras partes do mundo.

7. Estação McMurdo

Embora não seja tão frio quanto Oymyakon, na Rússia, a estação norte-americana localizada na Antártica também merece destaque entre os vilarejos mais isolados do mundo. O local, batizado de Estação McMurdo, abriga aproximadamente 1.300 moradores. Porém, esse número diminui drasticamente durante o inverno. Nesse período, as temperaturas mais altas chegam a -10 °C. Porém, os moradores por lá não podem reclamar. Já que o local foi construído para ser um centro de pesquisa, há conexão com a internet e vários lugares climatizados. Tudo isso para possibilitar o estudo e desenvolvimento de novas tecnologias. Resta saber se dá para pensar em alguma coisa passando tanto frio assim. FONTE:http://ahduvido.com.br/vilarejos-mais-isolados-mundo

CONHEÇA AS 5 CIDADES PERDIDAS MAIS PROCURADAS DA HISTÓRIA

A busca por cidades perdidas é um assunto que desperta muita curiosidade e atenção dos duvidadores de plantão. Afinal, como comprovar a existência de um local que nunca foi encontrado? Como saber se não estamos diante de uma lenda ou um conto para entreter e enganar as pessoas? Se você já teve a oportunidade de visitar as ruínas de Machu Picchu, no Peru, vai entender o que estamos falando. O antigo povo inca que viveu ali deixou provas concretas de que não estamos diante de uma fábula qualquer. Embora extintos, sabemos que eles existiram. Porém, mesmo diante desse panorama nebuloso, a humanidade ainda não desistiu de procurar por esses locais. Neste artigo, reunimos as cinco cidades perdidas mais procuradas da história. Prepare-se para mergulhar em culturas e épocas que até hoje movem e despertam a curiosidade de milhares de pessoas.

1. Atlântida

A lista não poderia começar com outra cidade perdida que não fosse Atlântida. Estamos falando de uma ilha lendária que ficou bastante conhecida por causa das menções feitas por Platão em sua literatura – além de um filme da Disney de 2001. E não estamos falando de um punhado de terra do tamanho de Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco. De acordo com algumas correntes teóricas, Atlântida era tão grande quanto o continente australiano e estaria inserido no meio do Oceano Atlântico – daí o seu nome. A cidade ou ilha supostamente teria desaparecido há cerca de 10 mil anos devido a uma série de terremotos e inundações. Segundo os registros de Platão, Atlântida era uma cidade governada por dez reis que levaram a civilização a conquistar grandes feitos quando comparado a seus contemporâneos em outros continentes. A capacidade tecnológica desse povo teria sido capaz de prever as catástrofes que chegariam, forçando-os a migrar para a África. Embora controverso, há estudiosos que defendem com fervor a existência de Atlântida. Há até mesmo pessoas que se dizem descendentes do povo que vivia nessa cidade perdida. Inúmeras expedições já alegaram ter encontrado vestígios dessa civilização, mas nada ainda foi comprovado.

2. Avalon

A cidade perdida de Avalon é bastante conhecida – e procurada por aventureiros – por estar intimamente ligada à história do Rei Arthur. De acordo com a lenda, foi lá que a famosa espada Excalibur foi forjada, arma que somente uma pessoa com espírito nobre e direito ao trono da Bretanha poderia empunhar. Quem é gamer sabe a quantidade de jogos que brincam com esse nome para batizar a arma mais poderosa em muitas histórias. Porém, a cidade de Avalon também foi o lugar para onde supostamente o Rei Arthur foi levado após ter recebido uma ferida mortal durante a Batalha de Camlann. E é aqui que a história começa a ficar ainda mais interessante: a lenda conta que os cuidados que o rei recebeu por lá teriam feito com que ele se tornasse imortal. Ainda há aqueles que acreditam na tradição de que o Rei Arthur vai voltar para conduzir seu povo mais uma vez para a vitória (contra o quê nós ainda não sabemos). As histórias mais recentes sobre Avalon mencionam a cidade de Glastonbury, na Inglaterra, como o local onde seria localizada essa cidade perdida. Em 1191, alguns monges alegaram ter encontrado os túmulos e restos mortais do Rei Arthur e sua esposa, o que confirmaria a morte deste mito e acabaria com toda a graça que envolve esse misterioso local.

3. Lemúria

A cidade perdida de Lemúria surpreende pelo seu suposto tamanho e a influência que teve em um MMORPG bastante conhecido. De acordo com a lenda, esse local seria tão grande quanto a América do Sul e estaria localizado próximo à Austrália, no Oceano Índico ou Pacífico. Também chamado de “Continente Perdido de Mu”, a história desse local teve origem no século XIX por conta da teoria geológica do Catastrofismo. De acordo com estudiosos, o surgimento – bem como o desaparecimento – dessa ilha se deu por conta de sucessivas inundações e terremotos. Mas e a população que vivia na Lemúria? É aí que as coisas começam a ficar ainda mais estranhas. Teósofos (aqueles que estudam os “conhecimentos de Deus”) acreditam que a ilha era povoada por seres parecidos com macacos gigantes, mas com intelecto muito superior ao nosso. Aqueles que acreditam nessa ilha dizem que ela foi contemporânea de Atlântida, a primeira cidade perdida da qual falamos. Alguns nerds acreditam que o game MU Online foi inspirado na história de Lemúria, mas os criadores do jogo infelizmente nunca confirmaram essa informação.

4. Irã dos Pilares

Conhecida como “Atlântida das Areias”, Irã dos Pilares é outra cidade perdida que desperta a curiosidade de estudiosos, historiadores e duvidadores mundo afora. Isso porque ninguém jamais conseguiu provar a existência dessa que é a versão muçulmana da cidade perdida de Atlântida. De acordo com o Alcorão, o livro sagrada do Islã, Irã dos Pilares está localizada na região do sul do deserto da Arábia. Essa cidade supostamente teria sido destruída como punição por Deus. A sua civilização, composta por um povo conhecido como “Ad”, teria rejeitado um profeta enviado por Alá. O resultado foi uma tempestade de areia que perdurou por oito dias e sete noites, e tudo o que sobrou depois foi areia. No começo dos anos 1990, arqueólogos anunciaram ter finalmente encontrado os restos da cidade perdida do Irã dos Pilares por meio de antigas rotas de camelos e pontos de conversão. O local é conhecido como Ubar e tem despertado a atenção dos historiadores que querem definitivamente encontrar esse local que foi punido pela ira de Alá.

5. Jardim do Éden

Essa história todo mundo já conhece: no sexto dia da criação, em um lugar chamado de Jardim do Éden, Deus criou o homem. Porém, por causa do pecado cometido por Adão e Eva, eles foram obrigados a deixar o Paraíso e buscarem refúgio em outras partes desse mundo caído. Desde que os primeiros seres humanos foram expulsos do Jardim do Éden na crença criacionista e cristã, algumas pessoas ainda acreditam que o Paraíso existe nesta Terra. Até há uma região onde supostamente poderíamos encontrar vestígios desse lugar. O Golfo Pérsico, uma área de profundidade média de 50 metros e máxima de 90 metros, guarda características que se assemelham muito ao que está descrito na Bíblia. FONTE:http://ahduvido.com.br/top-5-as-cidades-perdidas-mais-procuradas

CONHEÇA AS 6 ARMAS MAIS LETAIS CRIADAS POR LEONARDO DA VINCI

Leonardo da Vinci era uma pessoa de talentos múltiplos. Além de pintor, cientista, arquiteto, matemático, músico e poeta, o artista renascentista se destacou por conta de uma habilidade bastante prezada em qualquer época da nossa história: a de inventor. Diversas criações desse sábio inspiraram o surgimento de máquinas e vários artefatos que hoje são encarados como “modernos”. Na realidade, o maior nome do Renascimento já havia criado vários conceitos que hoje são considerados banais para o ser humano. O tradicional equipamento de mergulho de profundidade (escafandro), o paraquedas, a asa-delta e até mesmo a bicicleta são creditadas à Leonardo da Vinci. Porém, outra categoria de produtos também parece fazer parte do portfólio do inventor. Dentro da sua mente, diversas armas de guerras foram criadas e muitas delas ganharam vida graças a tecnologia. O tanque de guerra, metralhadoras, canhões, helicópteros e carros de assalto são apenas alguns exemplos de como as invenções de Leonardo da Vinci também tinham um propósito sombrio. Não que o próprio artista tivesse o instinto para criar armas, mas seu contexto acabou forçando algo do tipo. Neste artigo, vamos conhecer as máquinas de guerra de Leonardo da Vinci e entender como algumas delas funcionavam. Antes de partirmos para essa lista da morte, vamos tentar entender o que motivava o cientista a criar essas máquinas de guerra. Leonardo di Ser Peiro da Vinci viveu entre os anos 1452 e 1519 na Europa antiga, permanecendo majoritariamente entre a França e a Itália. Durante essa época, o continente passava por diversas instabilidades e conflitos. Talvez por instinto de sobrevivência, e para garantir o seu sustento em um período tão conturbado, Leonardo da Vinci acabou colocando seus serviços à disposição dos senhores de guerra, nobres poderosos que poderiam financiar a criação de seus inventos. Dessa forma, o artista renascentista mundialmente reconhecido por obras como Mona Lisa e A Última Ceia, também ficou conhecido por conta das máquinas de guerra que criou para os nobres da época. É verdade que muitas delas nem chegaram a ver a luz do dia. Porém, elas mostravam a competência e genialidade de Leonardo da Vinci, o que provavelmente garantiu sua longevidade em uma época de mortes prematuras.

1. Tanque blindado

Uma das invenções relacionadas à guerra mais atribuídas a Leonardo da Vinci é o tanque blindado. Trata-se de um veículo fortemente armado, mas que também conta com uma proteção para aqueles que estão em seu interior. O inventor criou essa máquina para o Duque de Milão, mas nunca foi de fato construída por causa das limitações tecnológicas da época. Esse tanque blindado, também associado a um carro de assalto, possuía uma cobertura extremamente resistente para proteger aqueles que estivessem em seu interior. Na parte de dentro, vários canhões, dispostos em formato circular, desempenhariam a função de ataque dessa máquina de guerra. É muito fácil ver a inspiração dessa obra nos dias de hoje. O próprio tanque de guerra, utilizado por várias nações no globo, utilizam o conceito de proteção que foi criado por essa invenção. Historiadores também acreditam que os projéteis dessa máquina, balas que se desintegrariam antes do impacto para aumentar o estrago, inspiraram para a criação de algumas munições atuais.

2. Besta gigante

Uma das coisas que Leonardo da Vinci entendeu mais que seus contemporâneos foi o conceito de medo de guerra. É por isso que algumas de suas criações são mais assustadoras do que realmente eficazes para o combate. Um bom exemplo é a besta gigante. Esse é uma espécia de arco com dimensões desproporcionais que lançaria pedras igualmente grandes em direção aos inimigos. A construção teria 24 metros de comprimento e se movimentaria graças a três pares de rodas nas laterais. Além das dimensões, outro aspecto que manteria o medo das tropas seria a capacidade de lançar projéteis flamejantes em direção aos inimigos. Quão aterrorizante não seria ver uma bola de fogo gigantesca vindo em sua direção durante a guerra?

3. Metralhadora de canhão

O conceito de uma metralhadora talvez tenha sido uma das primeiras armas que Leonardo da Vinci criou. O artista provavelmente percebeu o efeito positivo que disparar vários projéteis de forma sequencial teria para uma guerra. Por isso, criar uma metralhadora de canhão montada sobre uma estrutura móvel fazia todo sentido para uma batalha. O projeto inicial de Leonardo era uma estrutura com 12 bocas dispostas em forma de leque. Esse formato serviria para aumentar o alcance da arma. Essa disposição também favorecia o carregamento, já que as outras extremidades do canhão estavam concentradas em apenas um lado. Porém, da mesma forma que o tanque blindado, essa é outra arma que não ganhou vida por conta das limitações tecnológicas do século XV.

4. Barco encouraçado

O conceito de barco encouraçado parece se inspirada na ideia do tanque blindado em alguns sentidos. A ideia é que a estrutura externa protegeria todo o interior, mas o diferencial é que tudo poderia se abrir para revelar um poderoso canhão para destruição. Enquanto estivesse fechado, esse navio seria usado para avançar e dizimar pequenos barcos que estivem pelo caminho. Porém, observando o desenho do barco, não se sabe como Leonardo da Vinci imaginou a propulsão dessa estrutura. Portanto, essa foi mais uma invenção do gênio que infelizmente não foi concretizada por conta da falta de tecnologia da época.

5. Catapulta

Embora o projeto de uma máquina para lançar objetos em direção às tropas inimigas não seja uma novidade para a época – como a besta gigante já mostrou –, a ideia da catapulta de Leonardo da Vinci se destaca por conta da engenhosidade e simplicidade. A arma usaria elásticos poderosos para disparar com força pedras gigantes em castelos e outras estruturas. Uma das vantagens era a facilidade de rearmar novamente a catapulta. Homens simples poderiam ser instruídos a fazer isso, o que dispensava engenheiros e presença de guerreiros com grande conhecimento técnico. Historiadores acreditam que essa catapulta tenha sido utilizada durante alguns confrontos, tendo desempenhado um papel importante em algumas vitórias.

6. Carro-ceifador

Essa é provavelmente uma das armas mais assustadoras já concebidas por Leonardo da Vinci. A sua simplicidade assusta tanto quanto o seu poder. O carro-ceifador seria uma carroça puxada por cavalos que levaria à frente um mecanismo de lâminas rotativas. O objetivo era avança em direção às tropas inimigas cortando as pernas dos soldados e cavalos que estivessem pelo caminho. Até mesmo o gênio inventor reconheceu a crueldade dessa arma. Além de extremamente assustador, esse invento trazia como desvantagem o fato de não fazer discernimento entre inimigos e aliados. Qualquer um que estivesse no caminho seria dilacerado pelas lâminas giratórios dessa máquina de guerra. Um perfeito horror que teria causado estragos inimagináveis se tivesse ganhado vida na época. FONTE: http://ahduvido.com.br/maquinas-de-guerra-leonardo-da-vinci

VOCÊ SABE POR QUE O CÉU É AZUL E O PÔR DO SOL É VERMELHO?

Se você mora aqui na Terra, já deve ter olhado para o céu em um dia ensolarado. Isso pode parecer papo de louco, mas levanta um questionamento bastante interessante. Por acaso você já se perguntou por que o céu possui uma cor azul nessas condições? Por que não vemos a cor verde, amarela ou preta? E o por do sol? Já percebeu que do azul o céu passa a demonstrar uma tonalidade meio avermelhada? O ser humano já tentou encontrar diversas explicações para isso. Há aqueles que simplesmente se contentam com a explicação de que “Deus quis assim”. Outros, porém, acham que o céu é dessa cor por causa da reflexão da água do mar, que domina a maior parte da superfície terrestre. No entanto, há aqueles mais conspiradores que acreditam que estamos vivendo em uma redoma que simplesmente foi pintada da cor azul. Exatamente como no filme “O Show de Thruman”.

Afinal, por que o céu é azul?

Não, o céu não é azul porque alguém decidiu pintá-lo dessa cor. E ele também não está refletindo a cor dos oceanos. Para entender o motivo que leva o “teto do nosso mundo” a apresentar essa cor é preciso compreender como funciona a luz emitida pelo sol. A nossa estrela incandescente emite uma luz branca para o planeta Terra. Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, esses raios não são simplesmente transparentes. Uma prova disso é o fato de a luz se decompor quando incide em um prisma, um comportamento típico da luz branca. Porém, esse raio, na verdade, também não é branco, mas composto por uma mistura de cores. As sete cores principais são: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Os mais espertos já perceberam que são exatamente as mesmas cores do maravilho arco-íris que geralmente aparece em dias ensolarados e chuvosos. Mas essa ainda não é a explicação definitiva do por que o céu é azul.

Uma questão de comprimento de onda

Cada uma das cores do arco-íris é feita de ondas eletromagnéticas. Imagine uma corda presa em uma das pontas e sendo chacoalhada na outra. A gente enxerga tons diferentes porque cada uma dessas ondas possui um comprimento diferente. Isso significa que a distância entre cada uma das “barrigas da corda” está em uma distância diferente em cada cor. Tá, mas nós ainda não entendemos o que tudo isso tem a ver com o fato de o céu ser azul. Quando a luz solar chega aqui na Terra, ela também encontra um prisma antes de atingir o solo. Trata-se da atmosfera, uma camada composta por basicamente dois gases: oxigênio e nitrogênio. Essa porção funciona como um mecanismo que espalha e decompõe a luz. Esse fenômeno é cientificamente conhecido como Efeito Rayleigh. Como as ondas de luz azul se comportam de uma maneira semelhante ao dos gases na atmosfera, elas acabam se dispersando com mais facilidade. O resultado é o céu azul como o conhecemos, embora as outras cores também estejam presentes ali, mas em menor quantidade.

E o céu avermelhado ao por do sol?

Quando o sol está se pondo ou até nascendo, existe uma quantidade maior de ar na atmosfera entre a luz do sol e a superfície. Isso significa que as ondas precisam percorrer um caminho muito mais longo para chegar até os nossos olhos. Dentre todos os raios de luz, o único que consegue vencer toda essa barreira é a cor vermelha. Isso acontece porque ela possui um comprimento de onda maior que suas cores irmãs. É por isso que no nascer e por do sol enxergamos o céu um pouco avermelhado. Á medida que o sol vai subindo, o fenômeno de dispersão da luz azul vai acontecendo. O resultado é o céu parecido com um belíssimo “mar azul”. Ao se por, vemos novamente a cor vermelha predominar, até que luz nenhuma chegue até a superfície por causa da rotação da Terra. E antes que você pergunte, a gente responde o que acontece com as nuvens e por que elas são brancas. Elas são, na verdade, feitas por inúmeras gotículas de água e outros elementos. Já que elas possuem um comprimento de onda muito maior que o das ondas de luz, as cores acabam se dispersando pela nuvem, unindo-se e mostrando novamente a cor branca. Comente aqui se por acaso você já conhecia essas explicações? fonte:http://ahduvido.com.br/ceu-e-azul-por-do-sol-vermelho

CONHEÇA A FOSSA DAS MARIANAS, O LUGAR MAIS PROFUNDO DOS MARES

Se você costuma mergulhar e explorar as profundezas do mar através de excursões, vai se surpreender ao conhecer o lugar que vamos apresentar. Trata-se do ponto mais profundo dos oceanos. Um local onde poucos seres humanos já tiveram a oportunidade de visitar e somente o fizerem por conta de veículos especiais para suportar a alta pressão das águas. Estamos falando da Fossa das Marianas. Um local tão, mas tão profundo que é difícil explicar usando exemplos da nossa realidade. Imagine o Monte Everest, por exemplo. Trata-se do ponto mais alto do mundo, com impressionantes 8.848 metros de altitude. Porém, mesmo se invertêssemos essa gigantesca estrutura, ela ainda não chegaria perto do ponto mais profundo dos oceanos.

A Fossa das Marianas

Esse local, localizado próximo as Ilhas Marianas – o que lhe rendeu o nome –, está situado na parte norte ocidental do Oceano Pacífico. A Fossa das Marianas possui 11.034 metros de profundidade, contando ainda com 2.500 km de extensão e 70 km de espessura. Porém, o local é extremamente acidentado, o que dificulta bastante a locomoção por lá. De acordo com estudos, essa trincheira foi formada entre 6 e 9 milhões de anos atrás. Ou seja, uma estrutura extremamente antiga. A Fossa das Marianas está localizada entre duas placas tectônicas – do Pacífico e das Filipinas –, as prováveis responsáveis por sua formação. Praticamente não há vida nesse local. Apenas alguns peixes bastante simples conseguem sobreviver ali. A Fossa das Marianas é considerada até hoje um dos lugares menos explorados pelo ser humano. Estudiosos defendem que o local é tão fundo que até foi utilizado como depósito de materiais radioativos. O argumento dos que queriam enterrar esse lixo era de que a pressão do mar empurraria toda a substância para o manto da Terra. Contudo, o Direito Internacional proíbe o despejo de lixo nuclear nos oceanos, ação que nunca foi comprovada.

Os visitantes do ponto mais profundo dos oceanos

Embora seja extremamente profunda, a Fossa das Marianas já recebeu visitas do ser humano. O local foi inicialmente descoberto em 1951, recebendo o nome de batismo como “Depressão Challenger”. Em 1960, o homem finalmente conseguiu alcançar esse ponto profundo dos oceanos. A viagem aconteceu através de um batiscafo, um veículo em formato bastante singular que serve para aguentar toda a pressão da água. Apenas dois mergulhadores fizeram esse passeio nos anos 60, Jacques Piccard e Don Walsh. O perigo de permanecer na Fossa das Marianas era tão grande que eles passaram apenas 20 minutos por lá. A viagem até o local demorou cerca de 5 horas! Durante anos, o local ficou praticamente esquecido. Entretanto, no dia 25 de março de 2012, o premiado cineasta e então cinegrafista da National Geographic, James Cameron, resolveu fazer uma visita à Forra das Marianas. Caso você não esteja reconhecendo pelo nome, Cameron foi o responsável por sucessos de bilheteria, como Segredo do Abismo, Titanic, Avatar e o Exterminador do Futuro.

A viagem de James Cameron

A viagem ao ponto mais profundo dos oceanos, dessa vez, foi toda registrada pelo canal National Geographic no vídeo acima. Nele podemos ver James Cameron se preparando para uma descida que levaria 2,5 horas, metade do tempo que levou a primeira visita ao local. Quando Cameron chegou a profundidade de 10.848 metros, ele não resistiu e postou a seguinte mensagem no Twitter: “Acabei de chegar ao ponto mais fundo do oceano. Chegar ao ponto mais baixo nunca foi tão bom. Mal posso esperar para dividir o que estou vendo com vocês”. Como os pesquisadores conseguiram fazer a internet funcionar lá embaixo ainda permanece um mistério. O famoso cineasta passou cerca de três horas na Fossa das Marianas. Lá, ele registrou diversos aspectos do local usando as diversas câmeras 3D instaladas no submarino. Embora o veículo fosse bem grande, Cameron ficou dentro de uma bola de aço bem pequena: apenas 109 centímetros de diâmetro. Tudo isso para protegê-lo da perigosa ação da pressão aquática que poderia facilmente matar qualquer um.

Há vida na Fossa das Marianas?

Sabe aqueles peixes horripilantes que vemos em algumas imagens na web? Nem mesmo eles são capazes de sobreviver no ponto mais profundo dos oceanos. O lugar é tão, mas tão fundo que a intensa pressão praticamente impede a existência de qualquer forma de vida. Somente alguns peixes bem simples conseguem sobreviver nesse local. Caso eles fossem levados para a superfície, explodiriam por causa da falta de pressão que há aqui na atmosfera. As criaturas abissais, como aqueles peixes horrorosos que vemos em filmes, geralmente são encontrados entre 1.000 e 5.000 metros de profundidade.

O desespero do fundo do mar

Você já se perguntou como seria viver em um lugar tão profundo como a Fossa das Marianas? Nem é preciso dizer que ser humano algum conseguiria sobreviver por conta da pressão das águas sobre ele. Na verdade, o homem não tem a capacidade de aguentar muitos metros de profundidade ao fazer mergulhos no mar. O vídeo acima, com certeza um dos mais angustiantes que você vai assistir em sua vida, mostra um mergulhador morrendo devido a alta pressão e a falta de oxigênio. Trata-se do russo Yuri Lipski, que morreu depois de atingir a profundidade de 91,6 metros no chamado Buraco Azul, um lugar bastante visitado por turistas no Egito. Toda a cena foi gravada pela própria câmera do mergulhador, o que torna tudo ainda mais horripilante. Com essa história, fica uma lição muito importante para a humanidade: jamais devemos subestimar os oceanos. Não importa se estamos falando do lugar mais profundo dos mares, como a Fossa das Marianas, ou um simples lago usado para mergulho. Devemos ter muito cuidado e jamais desdenhar os perigos oferecidos pelas águas traiçoeiras. fonte:http://ahduvido.com.br/qual-o-ponto-mais-profundo-dos-oceanos