Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador VIA LÁCTEA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIA LÁCTEA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O BURACO NEGRO DA VIA LÁCTEA PODE ESTAR AMPLIANDO O MAGNETISMO DE ESTRELAS

O BURACO NEGRO DA VIA LÁCTEA PODE ESTAR AMPLIANDO O MAGNETISMO DE ESTRELAS
Pela primeira vez, cientistas incluíram os campos magnéticos das estrelas em simulações de computador, para entendermos como as que ficam no centro de nossa galáxia respondem à aproximação do nosso buraco negro supermassivo. Os resultados foram publicados em um artigo no Astrophysical Journal Letters. Sagitário A* é o enorme buraco negro no centro da Via Láctea. No novo estudo, os astrônomos fizeram previsões sobre o que aconteceria com estrelas jovens altamente magnetizadas na vizinhança desse monstro galáctico. Essa é a primeira vez que o campo magnético de uma estrela é incluído em simulações onde um buraco negro destrói uma estrela, o que é chamado de “evento de ruptura de maré”. No passado, foi difícil colocar os campos magnéticos em contexto com outras influências sobre uma estrela, como a pressão do gás e a gravidade. “Os campos magnéticos são um pouco complicados numericamente de simular”, disse James Guillochon, astrofísico do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, ao portal Seeker. As simulações mostraram algo interessante: se uma estrela apenas vislumbra o buraco negro, ela pode sobreviver ao encontro e seu campo magnético amplifica fortemente, por um fator de cerca de 30. Já se ela chega muito perto do buraco negro, a estrela é destruída e o campo magnético mantém sua força.“Um dos impactos imediatos é que podemos ver estrelas altamente magnetizadas nos centros das galáxias, incluindo a nossa”, explica Guillochon. Um evento de ruptura de maré deve teoricamente ser visível em nosso próprio centro galáctico, mas Guillochon afirma que isso só acontece cerca de uma vez a cada 10.000 anos ou mais. O fluxo causado por essa ruptura, no entanto, persiste por séculos. Guillochon coescreveu um artigo alguns anos atrás sobre G2, uma nuvem de gás no nosso centro galáctico que produziu muito menos atividade do que o esperado. G2 poderia ter sido produzida pela ruptura de uma estrela gigante vermelha, sendo que o gás resultante ainda está alimentando o buraco negro hoje. O pesquisador sugere que nuvens parecidas com G2 se formam “aglomerando-se” devido a instabilidades de refrigeração. Quando o material é altamente magnetizado, os campos podem ajudar a estabilizar as nuvens e impedir que se quebrem. Se o padrão for verdadeiro, nuvens altamente magnetizadas continuarão a passar perto do buraco negro nas próximas décadas. Dito isto, o desafio de aprender mais sobre as estrelas que sobrevivem a uma aproximação do buraco negro no centro galáctico é que elas tendem a ser de baixa massa e difíceis de ver. Quantas delas são magnetizadas, e quão fortemente, continua uma questão em aberto. Abaixo, você pode assistir a uma curta animação simulando o campo magnético de uma estrela sendo despedaçado por um buraco negro: FONTE:seeker.com/supermassive-black-hole-stars-magnetism-computer-simulations-2233559927.html

sábado, 26 de novembro de 2016

UM DOS MAIORES OBJETOS DO UNIVERSO É DESCOBERTO ATRÁS DA VIA LÁCTEA

Através da névoa espessa de nossa própria galáxia, os astrônomos descobriram algo incrível: uma das maiores estruturas já encontradas no Universo. Chamado de Superaglomerado de Vela, o objeto recentemente descoberto é um grupo maciço de vários conjuntos de galáxias, cada um contendo centenas ou milhares de galáxias. “Eu não podia acreditar que uma estrutura tão grande se estendesse tão proeminente depois de observar aquela região do espaço”, relata Renée Kraan-Korteweg, astrofísica da Universidade de Cape Town, na África do Sul. Kraan-Korteweg e sua equipe publicaram a descoberta do superaglomerado, com o nome da constelação Vela, onde foi encontrado, nas Cartas de Avisos Mensais da Royal Astronomical Society. Pode ser difícil acreditar que um objeto tão grande possa ter passado despercebido, mas faz mais sentido quando você considera onde nós vivemos. A Via Láctea, nossa casa galáctica, hospeda mais de 100 bilhões de estrelas, trilhões de planetas e nuvens coloridas de gás e poeira. Isto faz dela um parque de diversões brilhante para estudar objetos individuais, como buracos negros, a formação de sistemas solares alienígenas ou planetas extrasolares potencialmente habitáveis. Mas se você é um astrônomo tentando olhar além da Via Láctea e observar o Universo mais profundo, tudo isso está no seu caminho: Isto é especialmente verdadeiro para os objetos por trás do Plano Galáctico, que somos nós olhando através do disco de 100.000 anos-luz de largura da Via Láctea de dentro para fora. A parte indicada na imagem é onde está o nosso Sistema Solar. Como você pode ver, tem muita coisa na frente:
Kraan-Korteweg e seus colegas combinaram as observações de vários telescópios: o recém-reformado Grande Telescópio da África do Sul (SALT), perto da Cidade do Cabo, o Telescópio Anglo-Australiano (AAT), perto de Sydney, e os exames de raios-X do Plano Galáctico. Usando esses dados, calcularam quão rápido cada galáxia que viram acima e abaixo do Plano Galáctico estava se afastando da Terra. Os dados revelaram que todas elas pareciam estar se movendo juntas – indicando um monte de galáxias que não podiam ser vistas. “Tornou-se óbvio que estávamos descobrindo uma enorme rede de galáxias, estendendo-se muito mais do que esperávamos”, diz Michelle Cluver, astrofísica da Universidade do Cabo Ocidental, na África do Sul.
Os pesquisadores estimam que o Superaglomerado Vela tem aproximadamente a mesma massa do Superaglomerado Shapley, que contém aproximadamente 8.600 galáxias e está localizado a cerca de 650 milhões de anos-luz de distância. Considerando que uma galáxia típica tem cerca de 100 bilhões de estrelas, os pesquisadores estimam que Vela poderia conter entre 1 e 10 quadrilhões de estrelas. Os cálculos também mostram que Vela está a cerca de 800 milhões de anos-luz de distância e se afasta cada vez mais de nós a uma velocidade de cerca de 18.000 quilômetros por segundo. Apesar dessa distância extra e rapidamente crescente, no entanto, a influência de Vela não pode ser negada. Os pesquisadores estimam que o puxão gravitacional de Vela acelera o Grupo Local de Galáxias, que inclui a Via Láctea, acelerou em cerca de 177.000 km/h, ou 50 km/s. Isso é muito atração, e poderia ajudar a contar a incrível história de como a nossa Via Láctea chegou onde está. fonte:sciencealert.com/astronomers-have-discovered-one-of-the-most-massive-objects-in-the-universe

sábado, 10 de setembro de 2016

ASTRÔNOMOS DESCOBREM RELÍQUIA DA ÉPOCA DA FORMAÇÃO DA VIA LÁCTEA

Terzan 5 é de fato um dos blocos constituintes primordiais do bojo, muito provavelmente uma relíquia dos primórdios da Via Láctea.[Imagem: ESO/F. Ferraro].

Aglomerado Terzan 5

Uma equipe internacional de astrônomos encontrou uma formação que eles acreditam ser um remanescente da Via Láctea primordial, contendo estrelas com idades muito diferentes. Este sistema estelar é parecido com um aglomerado globular, mas diferente dos outros aglomerados já conhecidos por conter estrelas muito similares às estrelas mais antigas da Via Láctea, fazendo uma ponte entre o passado e o presente da nossa Galáxia. Terzan 5, situado a 19 mil anos-luz de distância, na constelação de Sagitário, tem sido classificado como um aglomerado globular há 40 anos, quando foi descoberto, mas uma equipe liderada por astrônomos italianos acaba de descobrir que ele é diferente de todos os outros aglomerados globulares conhecidos. Entre as diferenças está a existência de dois tipos distintos de estrelas, que não diferem apenas nos elementos que contêm, mas também apresentam uma diferença de idades de cerca de 7 bilhões de anos - as duas populações estelares detectadas têm idades de 12 e 4,5 bilhões de anos, respectivamente. As idades das duas populações indicam que o processo de formação estelar em Terzan 5 não se processou de forma contínua, tendo sido dominado por dois períodos distintos de formação estelar. "Esta hipótese requer que o antecessor de Terzan 5 tenha tido enormes quantidades de gás para uma segunda geração de estrelas e tenha sido muito massivo, com pelo menos 100 milhões de vezes a massa do Sol," explica Davide Massari, coautor do estudo.

Fóssil cósmico

As suas propriedades incomuns fazem de Terzan 5 o candidato ideal a um "fóssil vivo" dos primeiros dias da Via Láctea. Teorias atuais de formação galáctica assumem que vastos acúmulos de gás e estrelas interagiram para formar o bojo primordial da Via Láctea, fundindo-se e dissolvendo-se no processo. "Pensamos que alguns restos destes acúmulos gasosos poderão ter permanecido relativamente imperturbados e que continuam existindo em nossa galáxia," explica Francesco Ferraro, autor principal do estudo. "Tais fósseis galácticos permitem aos astrônomos reconstruir uma parte importante da história da nossa Via Láctea." Bibliografia: The age of the young bulge-like population in the stellar system Terzan 5: linking the Galactic bulge to the high-z Universe. F. R. Ferraro, D. Massari, E. Dalessandro, B. Lanzoni, L. Origlia, R. M. Rich, A. Mucciarelli The Astrophysical Journal. Vol.: 828, Number 2. DOI: 10.3847/0004-637X/828/2/75. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=reliquia-epoca-formacao-via-lactea&id=010175160907

domingo, 13 de dezembro de 2015

BURACO NEGRO NO CENTRO DA VIA LÁCTEA TEM CAMPOS MAGNÉTICOS OBSERVADOS PELA 1° VEZ

A maioria das pessoas pensa em buracos negros gigantes como enorme aspiradores de pó, sugando tudo o que fica ao seu redor. Mas os buracos negros supermassivos nos centros das galáxias são mais como motores cósmicos, convertendo a energia da matéria que cai neles em radiação intensa que pode ofuscar a luz combinada de todas as estrelas vizinhas. Se o buraco negro está girando, pode gerar jatos fortes que são lançados a milhares de anos-luz e formam galáxias inteiras. Acredita-se que estes motores de buracos negros são alimentados por campos magnéticos; e, pela primeira vez, astrônomos detectaram campos magnéticos fora do horizonte de eventos do buraco negro no centro da Via Láctea. “Entender esses campos magnéticos é fundamental. Ninguém tinha sido capaz de mostrar campos magnéticos perto do horizonte de eventos até agora”, disse o principal autor do estudo, Michael Johnson, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, em entrevista ao site Phys.org. Os resultados aparecem na edição de dezembro da revista “Science”. “Já era previsto que esses campos magnéticos existissem, mas ninguém os tinha visto. Nossos dados colocam décadas de trabalho teórico em terreno observacional sólido”, acrescenta o pesquisador Shep Doeleman, que é diretor adjunto do Observatório Haystack do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Telescópio gigante

Essa façanha foi alcançada usando o Telescópio Event Horizon (EHT) – uma rede global de telescópios de rádio que funcionam como um telescópio gigante do tamanho da Terra. Como telescópios maiores podem fornecer maiores detalhes, o EHT eventualmente vai poder mostrar características tão pequenas quanto 15 micro-segundos de arco (um segundo de arco é 1/3600 de um grau, e 15 micro-segundos de arco é o equivalente angular de ver uma bola de golfe na lua). Essa resolução é necessária porque um buraco negro é o objeto mais compacto no universo. O buraco negro central da Via Láctea, Sgr A* (Sagittarius A-estrela), pesa cerca de 4 milhões de vezes mais do que o nosso sol, mas o seu horizonte de eventos se estende por apenas 13 milhões de quilômetros – menor do que a órbita de Mercúrio. E uma vez que ele está localizado a 25 mil anos-luz de distância, este tamanho corresponde a incrivelmente pequenos 10 micro-segundos de arco de diâmetro. Felizmente, a intensa gravidade do buraco negro distorce a luz e amplia o horizonte de eventos, fazendo com que apareça maior no céu – cerca de 50 micro-segundos de arco, uma região que o EHT pode facilmente alcançar. O telescópio fez observações em um comprimento de onda de 1,3 mm. A equipe mediu como esta luz é polarizada linearmente. Na Terra, a luz solar torna-se polarizada linearmente por reflexões, é por isso que os óculos de sol são polarizados para bloquear a luz e reduzir o brilho. No caso de Sgr A*, a luz polarizada é emitida por eléctrons que se movem em espiral em torno das linhas de campo magnético. Como resultado, essa luz traça diretamente a estrutura do campo magnético. Sgr A* é cercado por um disco de acreção de material na órbita do buraco negro. A equipe descobriu que os campos magnéticos em algumas regiões perto do buraco negro são desordenados, com loops e espirais que se assemelham a fios de espaguete entrelaçados. Em contraste, outras regiões mostraram um padrão muito mais organizado, possivelmente na região onde os jatos seriam gerados. Eles também descobriram que os campos magnéticos oscilam em escalas curtas de tempo de apenas 15 minutos, mais ou menos. “Mais uma vez, o centro da galáxia está provando ser um lugar mais dinâmico do que poderíamos ter imaginado”, diz Johnson. “Esses campos magnéticos estão dançando por todo o lugar”.

Trabalho de equipe

Estas observações astronômicas usaram instalações em três localizações geográficas: o Submillimeter Array e o James Clerk Maxwell Telescope (ambos em Mauna Kea, no Havaí), o telescópio Submillimeter em Mt. Graham, no Arizona, e a Matriz Combinada para a Pesquisa em Astronomia de Milímetro de onda (CARMA, do inglês Combined Array for Research in Millimeter-wave Astronomy), na Califórnia. Como o EHT reúne dados, alcança uma maior resolução com o objetivo de observar diretamente o horizonte de eventos de um buraco negro pela primeira vez. “A única maneira de construir um telescópio que alcance toda Terra é montar uma equipe global de cientistas que trabalham em conjunto. Com este resultado, a equipe do EHT está um passo mais perto de resolver um paradoxo central na astronomia: por que os buracos negros são tão brilhantes?”, aponta Doeleman. fonte: http://phys.org/news/2015-12-event-horizon-telescope-reveals-magnetic.html

terça-feira, 27 de outubro de 2015

46 BILHÕES DE PIXELS: A MAIOR IMAGEM ASTRONÔMICA DA VIA LÁCTEA

Astrônomos da Ruhr-Universität Bochum, na Alemanha, compilaram a maior imagem astronômica já feita. A imagem da Via Láctea contém 46 bilhões de pixels e, para que seja possível visualizá-la, os pesquisadores liderados pelo professor Rolf Chini, do diretor do departamento de Astrofísica da instituição, criou uma ferramenta online. A imagem contém dados coletados em observações astronômicas durante um período de cinco anos. “Se você quisesse mostrá-la em resolução total em telas de TV Full HD, você precisaria de mais de 22 mil telas”, conta Moritz Hackstein, doutorando que conduziu a pesquisa como parte de sua tese, em entrevista à rede de televisão CBS News. Durante estes cinco anos, os astrônomos do Bochum têm monitorado a nossa galáxia em busca de objetos com brilho variável. Esses objetos podem, por exemplo, incluir estrelas em frente da qual um planeta está passando, ou múltiplos sistemas onde as estrelas orbitam umas às outras e que acabam se obscurecendo de vez em quando. Em sua tese de doutorado, Hackstein está compilando um catálogo de tais objetos variáveis ​​de brilho médio. Por isso, a equipe de Chini tira fotos do céu do sul da noite após noite. Eles utilizam os telescópios no observatório da Universidade de Bochum no deserto de Atacama, no Chile. Mais de 50 mil novos objetos variáveis, que não tinham até então sido registrados em bancos de dados, foram descobertos pelos pesquisadores até agora. A área que os astrônomos observam é tão grande que eles têm de dividi-la em 268 seções. Eles fotografam cada seção em intervalos de vários dias. Comparando as imagens, eles são capazes de identificar os objectos variáveis. A equipe reuniu as imagens individuais das 268 seções em uma fotografia abrangente. Após um período de cálculo de várias semanas, eles criaram um arquivo de 194 GB ao qual imagens tiradas com filtros diferentes foram inseridas. Usando a ferramenta on-line, qualquer pessoa interessada pode ver a faixa completa da Via Láctea de relance, ou dar um zoom e analisar áreas específicas. Uma janela de busca de texto, o qual fornece a posição da seção de imagem visualizada, pode ser usada para procurar objetos específicos. Se o usuário digita “Eta Carinae”, por exemplo, a ferramenta se desloca à estrela respectiva; e o termo de pesquisa “M8” leva à Nebulosa da Lagoa. FONTES: phys.org/news/2015-10-milky-photo-billion-pixels-largest.html//engadget.com/2015/10/23/46-gigapixel-image-is-the-biggest-map-of-space/

domingo, 27 de setembro de 2015

QUAL SERIA A VELOCIDADE NECESSÁRIA PARA SAIR DA VIA LÁCTEA

Se este planeta inteiro, o sistema solar e a galáxia não tiverem empolgação suficiente para você, prepare-se para acelerar muito — cientistas descobriram que você precisa viajar a incríveis 1,9 milhão de km/h para sair da Via Láctea. Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Astrofísica de Leibniz, em Postdam(Alemanha), usou dados do Experimento de Velocidade Radial (RAVE, no original em inglês) para descobrir qual velocidade seria necessária para deixar a nossa galáxia. Analisando o movimento de 90 estrelas de alta velocidade e usando uma série de complexos modelos teóricos da massa calculada da galáxia, eles conseguiram calcular a velocidade com que objetos conseguem sair da Via Láctea. Os resultados sugerem que uma nave precisaria viajar a 537 km/s (ou 1,9 milhão de km/h ou, ainda, 0,2% da velocidade da luz) para escapar da atração gravitacional da nossa galáxia. Para contextualizar, um foguete precisa de 11,2 km/s, ou 40320 km/h, para fugir da gravidade da Terra. Impossível? Embora os foguetes atuais jamais consigam esse feito, o astrônomo Joss Bland-Hawthorn explica à New Scientist que existe uma outra maneira: “Sei que é uma ideia maluca, mas se você tivesse muita matéria e muita antimatéria, seria possível prover energia suficiente para uma nave sair da galáxia.” fonte:gizmodo.uol.com.br/vocep-precisa-atingir-19-milhao-de-kmh-para-sair-da-via-lactea/

domingo, 12 de abril de 2015

VIA LÁCTEA: UMA GALÁXIA COM 40 BILHÕES DE TERRAS

Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora do Sistema Solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos. Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã – ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta. “Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis”, afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. “Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta.” Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida – água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida? Para a Nasa, vida é oficialmente definida como “um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana”. Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca? A descoberta de mundos – A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo. “Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor”, afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. “Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto.” A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo – entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um dos “caçadores de planetas” mais bem-sucedidos da astronomia moderna – o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros). Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia – elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas. “Há pelo menos um século tínhamos ideias sobre os planetas fora do sistema solar e há mais de cinquenta anos desenvolvemos o conceito de zona habitável. Ainda não contávamos, no entanto, com telescópios potentes para fazer os experimentos e ter as confirmações que precisávamos sobre eles. Agora finalmente possuímos essa tecnologia”, afirma Kane. “Nos próximos anos, muitas descobertas devem ser feitas. Só nos dados da missão Kepler há várias, aguardando para serem reveladas.” Missões do futuro – A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores. Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados. Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida – os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida. Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler – que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que “mira” o telescópio, mas continua em atividade – virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre). Possibilidade de vida – Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea – o único tipo conhecido até hoje – mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar. Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico. “Sabemos que para surgir vida é necessária uma complexidade química mínima, ou seja, moléculas orgânicas e razoavelmente complexas, formadas a partir de elementos básicos. Mas sua origem pode exigir algumas condições especiais. Ainda estamos aprendendo como todos esses elementos se juntam para formar um sistema químico autossustentado, capaz de se reproduzir e evoluir”, explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP). Por isso, os cientistas ainda procuram corpos vivos no espaço de uma maneira “Terrocêntrica”, buscando as condições que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui: presença de água líquida ou moléculas orgânicas complexas. “Mesmo a vida que conhecemos tem uma flexibilidade imensa a diferentes situações. Não é impossível imaginar um universo com muitos planetas, alguns mais quentes, outros frios, porém todos com organismos capazes de lidar com essas condições. Talvez em muitos desses planetas que estamos descobrindo as condições sejam extremas demais para atingir a multicelularidade, ou chegar a uma civilização tecnológica como a nossa. Mas, ainda assim, isso mostraria que a Terra não é privilegiada em ter vida”, afirma o cientista. Um cosmo próspero? – Quando se fala da existência de seres animados no espaço, normalmente os cientistas imaginam formas microscópicas, como as primeiras que provavelmente habitaram a Terra em sua origem. “Se houver vida, como ela funciona? Podemos estar próximo a um momento de descobrir sistemas vivos completamente novos, novas biosferas para conhecer e explorar. É quase como se estivéssemos no papel do naturalista inglês Charles Darwin, em 1800, a bordo do navio Beagle explorando novas terras e toda a sua riqueza”, diz Galante. Para a maior parte dos astrônomos envolvidos com a busca de planetas fora do Sistema Solar, é muito improvável que, em um universo tão cheio de constelações, planetas e sistemas estelares com condições próximas a nossa, a Terra seja o único lugar a ter desenvolvido organismos vivos. “Sabemos agora que planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea. Para nosso planeta ser o único com vida na galáxia, isso significa que a vida é algo incrivelmente raro – uma ocorrência em 40 bilhões. Mas, mesmo que a probabilidade seja apenas de 1 em 1 milhão de possibilidades, isso já significaria muita vida só nessa galáxia”, afirma o astrofísico Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Se essas hipóteses forem confirmadas nos próximos anos pelos cientistas, esses alienígenas, que podem estar na iminência de serem encontrados, causariam uma grande revolução científica, semelhante à provocada pelo astrônomo Nicolau Copérnico, quando ele formulou, no século XVI, a teoria de que o Sol é o centro do Sistema Solar. Teríamos de aprender que somos apenas mais um planeta – e minúsculo – cercado de bilhões de outros com seres diferentes. “Uma descoberta como essa teria impactos profundos. Até o momento, o conhecimento que temos parte da hipótese de que a Terra é o único lugar do cosmo onde a vida apareceu e evoluiu. Se for provado que a vida é uma consequência natural da formação de planetas nas zonas habitáveis, assim como foi provado que a formação de planetas é uma consequência natural da formação de estrelas, então isso significa que o universo é, literalmente, fértil em vida”, diz o astrofísico Stephen Kane. “O único desafio que permanecerá depois disso será descobrir como atravessar as vastas distância que nos separam desses outros seres.”
Kepler-438b e Kepler-442b. Candidatos a explonetas mais parecidos com a Terra já descobertos, eles orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a órbita do primeiro é de 35 dias, o Kepler-442b completa uma órbita em sua estrela a cada 112 dias. Com diâmetro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%. FONTE: megaarquivo.com/2015/04/11/11-274-uma-galaxia-com-40-bilhoes-de-terras/

sábado, 21 de março de 2015

A VIA LÁCTEA É MUITO MAIOR DO QUE SE IMAGINAVA

O Anel de Monoceros e as outras regiões de “excesso de densidade” de estrelas na galáxia, que os pesquisadores identificaram como “ondas” que fazem parte do disco galáctico. A Via Láctea é pelo menos 50% maior do que havíamos estimado anteriormente. Novas descobertas revelam que o disco galáctico possui várias ondas concêntricas que estendem seu tamanho total.

A pesquisa

“Em essência, o que descobrimos é que o disco da Via Láctea não é apenas um disco de estrelas plano; é ondulado”, disse Heidi Newberg, professor de física e astronomia e principal autora do estudo internacional, do Instituto Politécnico Rensselaer (EUA). Dados astronômicos do Sloan Digital Sky Survey revelaram, em 2002, a presença de um anel abaulado de estrelas além do plano conhecido da Via Láctea. O Sloan Digital Sky Survey (SDSS) é um “censo” do céu que produziu os mais detalhados mapas tridimensionais do universo já feitos. Depois da descoberta do que foi chamado de “Anel de Monoceros”, um “excesso de densidade” de estrelas nas bordas exteriores da galáxia que “incha” acima do plano galáctico, Newberg notou evidências de outra densidade excessiva de estrelas, entre o anel de Monoceros e o sol.

A verdade

Recentemente, com mais dados do SDSS disponíveis, ela e sua equipe voltaram para o mistério e estabeleceram que as características previamente identificadas como anéis de estrelas eram na verdade parte do disco galáctico, estendendo a largura conhecida da Via Láctea de 100.000 anos-luz de diâmetro para 150.000 anos-luz. “Conforme se irradia a partir do sol, vemos pelo menos quatro ondulações no disco da Via Láctea. Embora só podemos olhar para parte da galáxia com os dados disponíveis, assumimos que este padrão é encontrado em todo o disco”, completa.
Em outras palavras, quando olhamos para nossa galáxia, a partir do sol, o meio-plano do disco é perturbado para baixo, depois para cima, e depois para baixo novamente.

Matéria escura

Os pesquisadores descobriram ainda que as oscilações parecem se alinhar com as localizações dos braços espirais da galáxia. Newberg disse que isso apoia outra pesquisa recente, incluindo uma constatação teórica de que uma galáxia anã ou acúmulo de matéria escura poderiam passar através da Via Láctea e produzir um efeito de ondulação similar. No futuro, essas ondulações podem ser utilizadas para medir a matéria escura em nossa galáxia. fonte: phys.org/news/2015-03-corrugated-galaxy-milky-larger-previously.html

domingo, 12 de outubro de 2014

CIENTISTAS ACREDITAM QUE PODE HAVER UM TÚNEL DO TEMPO NO CENTRO DA VIA LÁCTEA

No centro da Via Láctea existem vários buracos de minhoca e não um buraco negro, dizem os cientistas chineses. Se a sua hipótese for confirmada, isso significaria que há um longo túnel no centro de nossa galáxia. Li Zilong e Cosimo Bambi, da Universidade Fudan, em Xangai(China), afirmam ter detectado no centro da Via Láctea um tipo de energia que pode ser encontrado perto de buracos de minhoca, diz estudo. Os hipotéticos buracos de minhoca criam atalhos através do espaço e do tempo, permitindo um movimento mais rápido do que a luz,foram sugeridas pela primeira vez por Albert Einstein. Em conjunto com Nathan Rosen lhes dá o nome alternativo de "pontes de Einstein-Rosen". Atualmente, o mundo científico está considerando que no centro de nossa galáxia, como em outros, a localização de um buraco negro supermassivo: Sagitário A. No entanto, os pesquisadores chineses afirmam que este evento cósmico está relacionada com a Teoria Geral Einstein e a relatividade está copiando as qualidades do buraco negro, mas tem todas as características de buracos de minhoca, o que significa que eles poderiam ligar as diversas regiões do universo.
Desse modo, a criação destes túneis espaço-tempo ocorreu em sob o Big Bang , os investigadores, que esperam para confirmar sua teoria em um futuro próximo, quando conectado ao telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul (ESO) no Chile.
O dispositivo permite observar o centro da Via Láctea com um alto resolução sem precedentes. maneira, os cientistas terão a oportunidade de analisar a emissão de plasma pode ser detectado em torno do objeto dentro de Sagittarius A. Segundo estimativas de pesquisadores, essas emissões diferem muito se ele é um buraco negro ou um buraco de minhoca e teoria pode ser confirmada. fonte: http://actualidad.rt.com/ciencias/view/129795-tunel-tiempo-centro-galaxia-agujero-gusano

terça-feira, 30 de setembro de 2014

100 MILHÕES DE MUNDOS: QUANTIDADE DE VIDA EXTRATERRESTRE QUE PODE ABRIGAR APENAS NA VIA LÁCTEA

Um grupo de astrônomos e astrobiólogos internacionais publicaram uma nova pesquisa que avalia a possibilidade de vida complexa em outros mundos. Seu cálculo na Via Láctea sozinha é impressionante!É muito, embora talvez um pouco decepcionante quando você considera que: a) há 17 bilhões de mundos do tamanho da Terra em nossa galáxia e, b)esses mundos são provavelmente muito longe de nós (a menos que possamos viajar em velocidade de dobra).Também tenha em mente que, de acordo com os autores, "este estudo não indica que a vida complexa que existe em muitos planetas [...] apenas as condições para apoiar vida [alienígena]".
Mas, mesmo com essas considerações em mente, acho que sua estimativa impressionante. Especialmente quando você considerar que esta é apenas uma galáxia-e há 500 bilhões delas no Universo. Sua pesquisa apoia "a ideia de que a evolução da complexa vida em outros mundos é rara em freqüência, mas grande em número absoluto ", e que contém o primeiro plausível "avaliação do complexo vida do Universo com base em dados empíricos. " É uma avaliação que vem de necessidade. A busca por mundos que podem conter vida é agora o mais importante campo de investigação em astronomia e talvez o mais importante campo da ciência, período. A descoberta de mundos que podem apoiar vida complexa é não só vital para a nossa sobrevivência a longo prazo das espécies, mas também a chave para uma das perguntas mais transcendental que enfrentamos como espécies:

Será que estamos Sozinhos no Universo?

Para fazer seus cálculos, uma equipe liderada por Louis Irwin-do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade do Texas em El Paso-desenvolveram um novo índice, denominado Índice de Complexidade Biológica (BCI), que classifica corpos planetários, incluindo-luas-baseado em as características descobertas pela nossa tecnologia atual. De acordo com o jornal, o índice é "projetado para fornecer uma estimativa quantitativa da probabilidade relativa de que complexos, macro-organísmicas vida formas poderia ter surgido em outros mundos. " Eles acreditam que apenas 11 dos mais de 1.700 planetas até agora descoberto na Via Láctea ter um BCI maior do que a lua Europa de Júpiter. Isso parece nada, mas, quando você leva em consideração a estimativa de mundos em nossa galáxia ", o total desses planetas poderia exceder 100 milhões só na nossa galáxia." O artigo foi publicado em Desafios da Astrobiology por Louis Irwin-do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade do Texas em El Paso-Abel Méndez-do Habitabilidade Planetária Laboratory, da Universidade de Porto Rico em Arecibo-Alberto G. Fairén-do Departamento de Astronomia, Cornell University e Dirk Schulze-Makuch-a partir do Centro de Astronomia e Astrofísica, da Universidade Técnica de Berlim.
Fonte:http://earthweareone.com/scientists-100-million-worlds-may-have-complex-alien-life-in-our-galaxy/

sexta-feira, 27 de junho de 2014

NOSSA GALÁXIA ABRIGA UM TÚNEL DO TEMPO, E NÃO UM BURACO NEGRO, COMO SE SUPUNHA

Pelo menos é essa a conclusão de um trabalho científico recente Um grupo de cientistas chineses assegurou que no centro da Via Láctea existe um buraco de minhoca, e não um buraco negro, como acreditam os astrônomos. Caso a hipótese seja confirmada, o centro de nossa galáxia abrigaria um verdadeiro túnel do tempo. Buracos de minhoca são túneis hipoteticamente existentes através do tempo e do espaço e que alcançam um deslocamento mais rápido que a velocidade da luz. A teoria foi formulada pela primeira vez graças ao trabalho de Albert Einstein e Nathan Rosen, que na época, os batizaram como “Pontes de Einstein-Rosen.” O estudo foi conduzido pela equipe de Zilong Li e Cosimo Bambi, membros da Universidade Fudan, em Shangai, na China. Os investigadores dizem haver encontrado uma emissão específica de energia que poderia ser detectada ao redor de um hipotético buraco de minhoca. Apesar de a teoria mais aceita afirmar a existência de um maciço buraco negro no centro de nossa galáxia, os cientistas chineses discordam e afirmam tratar-se de um buraco de minhoca. O grupo espera conseguir provar sua hipótese prontamente quando o telescópio VLT, do Observatório Europeu Austral no Chile, receber o aparelho Gravity, especialmente desenhado para observar o centro da galáxia com uma definição inexistente até hoje. Com esse novo recurso para análise plasmática do que quer que se encontre no centro da Via Láctea, o mistério será de vez, desvendado. FONTE: megaarquivo.com/2014/06/10/10-269-nossa-galaxia-abriga-um-tunel-do-tempo-e-nao-um-buraco-negro-como-se-supunha/

domingo, 8 de junho de 2014

CONHEÇA 10 REALIDADES FASCINANTES SOBRE A VIA-LÁTEA

10. O braço de Orion
A Via Láctea é o que uma galáxia espiral barrada – tem o formato de uma espiral com uma barra em frente do seu centro. Cerca de dois terços das galáxias no universo conhecido são espirais, e cerca de dois terços das galáxias espirais são barradas, fazendo da Via Láctea um dos tipos mais comuns de galáxias. Espirais como a Via Láctea têm braços que se estendem para fora do centro como raios de uma roda e se enrolam em seu redor. O nosso sistema solar está situado no centro de um desses raios – o braço de Orion. O Braço de Orion já foi considerado um ‘estímulo’, uma saliência menor em comparação com braços principais, como o braço Perseus e o braço Carina-Sagitário. No entanto, tem sido sugerido recentemente que o Orion é realmente um ramo do Braço de Perseu e não se origina no centro da galáxia. O problema é que é difícil realmente obter uma imagem clara da nossa galáxia. 9. Buraco negro supermassivo
O menor buraco negro supermassivo que calculamos tem cerca de 200.000 vezes a massa do nosso sol. Nos últimos 10 anos, os astrônomos têm vindo a acompanhar a atividade de estrelas em órbita ao redor de Sagitário A*, a região densa no meio da espiral da nossa galáxia. Com base na forma como essas estrelas estão a mover-se, eles determinaram que no meio de Sagitário A*, escondido atrás de uma espessa nuvem de poeira e gás, está um buraco negro supermassivo. Quando as estrelas se aproximam do buraco negro supermassivo, elas começam a girar em torno dele a uma velocidade incrível. Uma das estrelas mostradas, S0-2, move-se a 18 milhões de km por hora, com a influência do buraco negro a puxá-lo para perto e a atirá-la para fora do outro lado. E mais recentemente, temos visto uma nuvem de gás a aproximar-se do buraco negro e, em seguida, ser rasgada em pedaços pela enorme força gravitacional do buraco. 8. Géiseres de partículas
Além de um buraco gigante, o centro da Via Láctea é também o local de uma enorme quantidade de atividade de estrelas que estão a morrer e a nascer a um ciclo constante. E, recentemente, temos visto outra coisa a sair do centro galáctico: um fluxo de partículas de alta energia que se estende por 15 mil parsecs através da galáxia. Isso é mais do que a metade de toda a largura da Via Láctea. Eles são invisíveis a olho nu, mas com imagens magnética, os géiseres de partículas podem ser vistos em quase dois terços do nosso céu. O que está a causar esse fenômeno? Cem milhões de anos de formação de estrelas e a sua decadência, alimentando um jato interminável de braços exteriores da galáxia. A energia total no géiser é mais de um milhão de vezes maior que a de uma supernova e as partículas estão a viajar a velocidades supersônicas. 7. Novas estrelas
Então, quão frequente é o nascimento de uma nova estrela na em nossa galáxia? Essa é a pergunta que o Dr. Roland Diehl e a sua equipa de astrônomos têm tentado descobrir há anos. Eles mapearam a presença de alumínio-26, um isótopo de alumínio que é quase sempre encontrado na região onde uma estrela se forma ou morre. Com base na forma como este alumínio tem deteriorado, eles estimam que a Via Láctea dá à luz 7 estrelas por ano. E cerca de duas vezes por século, uma grande estrela explode em supernova. No reino da atividade galáctica, a Via Láctea não é o maior produtor de estrela, mas é saudável. Quando uma estrela morre, ele vomita matéria como hidrogênio e hélio para o espaço. Ao longo de centenas de milhares de anos, essas partículas reunem-se em nuvens moleculares, que eventualmente se tornam tão densas que o seu centro colapsa sob a sua própria força gravitacional e forma uma nova estrela. É como um ecossistema morto que alimenta a vida. As partículas numa determinada estrela eram provavelmente parte de milhares de milhões de outras estrelas em algum ponto. O fato é que a Via Láctea é ativa e impulsiona a sua evolução química levando à formação de novos ambientes e aumentando a probabilidade de planetas semelhantes à Terra surgirem nesse processo. 6. 100 bilhões de planetas
Apesar de todas as mortes e nascimentos de estrelas na Via Láctea, há uma constante total de cerca de 100 mil milhões de planetas. E com base num novo estudo, acredita-se que há pelo menos um planeta por cada estrela a flutuar, e provavelmente mais. Por outras palavras, há algo entre 100 mil e 200 mil milhões de planetas no nosso canto do universo. Os planetas, ao contrário das estrelas, são difíceis de detectar, porque eles não emitem a sua própria luz. A única vez que podemos identificar um planeta com certeza é quando cruza entre a estrela mãe e a Terra, criando uma pequena mancha escura. 5. Milhões de planetas semelhantes à Terra Cem mil milhões de planetas são muitos planetas, mas quantos desses são semelhantes à Terra? Relativamente falando: não muitos. Existem dezenas de diferentes tipos de planetas gigantes de gás, planetas de pulsar, anãs castanhas, e planetas onde chove metal fundido. Até mesmo os feitos de rocha são geralmente demasiado próximos ou longe da sua estrela para suportar qualquer coisa que se assemelhe à vida, como nós a conhecemos. No entanto, os resultados de um estudo recente revelaram que pode haver mais do que se pensava na nossa galáxia – estimando existirem cerca de entre 11 mil e 40 bilhões. Os pesquisadores usaram uma amostra de 42.000 estrelas semelhantes ao nosso sol, para partir em busca de exoplanetas dentro da lendária “Zona habitável”. Eles descobriram 603 exoplanetas em torno dessas estrelas, e 10 deles na zona habitável. Analisando os dados das estrelas permitiu aos cientistas deduzir a existência de milhares de milhões de planetas semelhantes que ainda temos de descobrir oficialmente. Teoricamente, estes planetas podem manter as temperaturas adequadas para a água líquida, o que facilitaria a semente da vida. 4. Galáxia canibal
Não importa quantas vezes uma estrela nasce, não há nenhuma maneira da Via Láctea crescer se não for buscar nova matéria a outro lugar. E a Via Láctea está definitivamente a crescer. Apesar de anteriormente não se ter certeza exatamente de como o crescimento estava a acontecendo, descobertas recentes sugerem que a Via Láctea é um canibal – consumiu outras galáxias no passado e provavelmente continuará a fazê-lo, pelo menos até uma galáxia maior aparecer e puxar a Via Láctea. Usando o Telescópio Espacial Hubble e as informações de cerca de sete anos de fotos, os pesquisadores descobriram estrelas ao longo da borda externa da Via Láctea, que estavam a mover-se de forma tangencial. Em vez de se mover para perto ou para longe do núcleo da Via Láctea, como qualquer outra estrela, apenas ocorria uma espécie de deriva de lado. Acredita-se que esse aglomerado de estrelas seja um remanescente de uma outra galáxia que foi absorvida pela Via Láctea – migalhas que sobraram da sua última grande refeição. Foi uma colisão provavelmente ocorrida há milhares de milhões de anos, e que não será a última a acontecer. No ritmo a que nos estamos a movendo, vamos provavelmente comer a galáxia de Andrômeda daqui a cerca de 4,5 Bilhões de anos. 3. Ondulação da Via Láctea
Embora a Via Láctea seja uma espiral, por definição, não é uma maneira inteiramente correta de pensar sobre isso, uma vez que há realmente uma protuberância no centro da galáxia. A secção deformada é o resultado de moléculas de gás de hidrogênio que se estendem para longe do plano bidimensional da espiral. Os astrônomos foram mistificados pela deformação aparentemente inexplicável. Pela lógica, o gás deve ser puxado em direção ao disco, não para longe dele. Quanto mais eles estudaram, mais profundo o mistério correu – porque as moléculas na urdidura não se estão apenas a afastar, elas estão a vibrar buma frequência própria. O que está a causando isso? Tanto quanto podemos dizer, a matéria escura e um duo de pequenas galáxias conhecidas como as Nuvens de Magalhães. Quando a matéria escura se move por entre as nuvens, cria ondulações que, aparentemente, afetam a sua atração gravitacional sobre a Via Láctea. 2. Galáxia gêmea
Enquanto a Via Láctea pode ser única em muitos aspectos, é seguro dizer que ela não é exatamente rara. Já mencionamos que as galáxias espirais são um dos tipos mais comuns no universo, adicione a isso o fato de que há cerca de 170 mil milhões de galáxias visíveis, e não seria exagero imaginar que poderia haver algumas galáxias lá fora muito semelhante à nossa. Mas existirá alguma que é quase uma réplica exata da nossa? Em 2012, os astrónomos descobriram uma galáxia que partilha uma semelhança com tudo o que sabemos sobre a Via Láctea. Ela até tem duas galáxias pequenas satélite a orbitá-la, perfeitamente correspondente às nossas próprias Nuvens de Magalhães. E isso é raro, apenas 3% das galáxias espirais têm galáxias companheiras assim, e elas não duram muito tempo. As Nuvens de Magalhães, provavelmente dissipam-se em poucos milhares de milhões de anos, uma tarde agradável na escala de tempo cósmica. Para encontrar uma outra espiral barrada com um supermassivo buraco negro no centro que também tem duas galáxias satélites do mesmo tamanho é altamente improvável. Chama-se NGC 1073, e é tão semelhante que os astrónomos estão realmente a usá-la para aprender mais sobre a nossa própria galáxia. Uma vez que estamos muito profundamente enraizados para qualquer tipo de perspectiva sobre a Via Láctea, NGC 1073 dá-nos essa visão top-down que nós sempre precisamos para estudar totalmente a nossa própria vizinhança. 1. Uma órbita de 250 milhões de anos
Na Terra, um ano é determinado pela quantidade de tempo que leva o planeta a orbitar o sol. A cada 365 dias, estamos de volta a onde começamos, de modo geral. Faz sentido, então, que todo o nosso sistema solar esteja em órbita do buraco negro no centro da Via Láctea. Isso só demora um pouco mais de tempo, aproximadamente 250 milhões de anos, para cada rotação. Por outras palavras, nós fizemos cerca de um quarto de uma única órbita desde que os dinossauros morreram. As descrições do sistema solar raramente mencionam que ele está a girar através do espaço, assim como tudo o resto. Na verdade, estamos a viajar a cerca de 792.000 quilômetros por hora em relação ao centro da Via Láctea. Cada vez que o Sol dá a volta à Via Láctea, diz-se tratar-se de um ano galáctico, ou ano cósmico. Estima-se que houve apenas 18 anos galácticos na história do nosso sol. fontes:Listverse/Ciência Online

sexta-feira, 11 de abril de 2014

VIA LÁCTEA PODE TER 17 BILHÕES DE 'TERRAS'

Até uma em cada seis estrelas (sóis) pode abrigar em sua órbita um planeta do tamanho da Terra, segundo uma pesquisa divulgada pela Sociedade Astronômica Americana, na Califórnia-EUA. Com base nesses dados, os autores da pesquisa afirmam que pode haver um total de 17 bilhões desses planetas em toda a nossa galáxia, chamada de VIA LÁCTEA. Desde seu lançamento, em 2009, o telescópio Kepler vem observando uma parte fixa do céu, captando mais de 150 mil estrelas em seu campo de visão. Ele detecta a diminuta redução na luz que chega de uma estrela quando um planeta passa em frente a ele, no que é chamado trânsito. A pesquisa, divulgada no encontro semestral da Sociedade Astronômica Americana, na Califórnia-EUA, foi baseada em análises de possíveis planetas revelados pelo telescópio espacial Kepler. A equipe responsável pelo Kepler também anunciou 461 novos candidatos a planetas, elevando a 2.740 o número total de planetas já identificados. Desde seu lançamento, em 2009, o telescópio Kepler vem observando uma parte fixa do céu, captando mais de 150 mil estrelas em seu campo de visão.
Imagem artística mostra diferentes tipos de planetas na Via Láctea detectados pelo Telescópio Espacial Kepler. Ele detecta a diminuta redução na luz que chega de uma estrela quando um planeta passa em frente a ele, no que é chamado trânsito. Mas essa é uma medida difícil de se fazer, com a luz total mudando apenas frações de porcentagem. Além disso, nem toda redução se deve a uma estrela. ‘Correções‘ O astrônomo François Fressin, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica – que descobriu o primeiro planeta do tamanho da Terra – começou a tentar descobrir não somente quais candidatos detectados pelo Kepler podem não ser planetas, mas também quais planetas podem não ser visíveis ao Kepler. “Temos que corrigir duas coisas. Primeiro, a lista de candidatos do Kepler é incompleta”, disse Fressin à BBC. ”Nós somente vemos os planetas que estão em trânsito pelas suas estrelas hospedeiras, estrelas que por acaso têm um planeta que está bem alinhado para que nós o vejamos. Para cada um deles, há dezenas que não estão nessas condições”, explica.
Concepção artística da nossa Galáxia, a VIA LÁCTEA, que poderia ter cerca de 400 bilhões de estrelas/sóis e incontáveis planetas que abrigariam vida humana. “A segunda grande correção é na lista de candidatos – há alguns que não são planetas verdadeiros transitando sua estrela hospedeira, são outras configurações astrofísicas”, diz. Isso pode incluir, por exemplo, estrelas binárias, nas quais uma estrela orbita outra, bloqueando parte da luz conforme as estrelas “transitam”umas às outras. “Nós simulamos todas as possíveis configurações em que podíamos pensar – e descobrimos que elas poderiam representar apenas 9,5% dos planetas Kepler, e que todo o resto são planetas genuínos”, explicou Fressin. Os resultados sugerem que 17% das estrelas hospedam um planeta com tamanho até 25% superior ao da Terra, com órbitas fechadas que duram apenas 85 dias ou menos – semelhante ao do planeta Mercúrio. Isso significa que a galáxia abrigaria ao menos 17 bilhões de planetas do tamanho da Terra. ZONA HABITÁVEL Busca por planetas semelhantes à Terra tem se intensificado nos últimos anos. O estudo divulgado por Fressin foi complementado pelos resultados de uma pesquisa do astrônomo Christopher Burke, do Seti Institute, que anunciou a descoberta de mais 461 candidatos a planetas.
O cosmos é infinito assim como a possibilidade de vida extraterrestre, em diferentes níveis de evolução rumo à consciência total. Desse montante, uma fração substancial tem o tamanho da Terra ou não são muito maiores – planetas que até agora vinham sendo particularmente difíceis de serem detectados. “O que é particularmente interessante é que quatro desses novos planetas – com menos de duas vezes o tamanho da Terra – estão potencialmente na zona habitável, a localização em torno de uma estrela onde poderia potencialmente haver água líquida para sustentar a vida”, disse Burke à BBC. Um dos quatro planetas, batizado de KOI 172.02, tem apenas uma vez e meia o diâmetro da Terra e orbita uma estrela semelhante ao Sol – no que seria a versão mais próxima já descoberta de uma “gêmea” da Terra. “É muito animador, porque estamos realmente começando a aumentar a sensibilidade a essas coisas na zona habitável – estamos realmente só chegando à fronteira dos planetas que podem potencialmente ter vida”, diz Burke.
William Borucki, um dos líderes da missão do Kepler, se disse “encantado” com os novos resultados. “A coisa mais importante é a estatística – não encontraremos somente uma Terra, mas cem Terras, que é o que veremos com o passar dos anos com a missão Kepler – porque ele foi desenvolvido para encontrar várias Terras”, disse. FONTE:http://thoth3126.com.br/ http://issoeofim.blogspot.com.br/

sábado, 5 de abril de 2014

HÁ 3 VEZES MAIS CHANCES DE ENCONTRAR VIDA NA VIA LÁCTEA

Só na nossa galáxia pode ter cerca de 60 mil milhões de planetas que poderiam abrigar vida, muito mais do que foi estimado anteriormente, de acordo com um estudo recente. Pesquisadores da Universidade de Chicago estudaram a influência que pode ter nuvens no clima de planetas na Via Láctea. Esta influência não foi até agora, incluída nos cálculos da habitabilidade de planetas, mas é um fator muito importante, uma vez que podem contribuir para a formação das condições necessárias para a vida, os autores do estudo, publicado na revista Astrophysical Journal Letters. "As nuvens causam o aquecimento e o resfriamento da Terra", afirmou Nicolas Cowen, um dos autores da pesquisa. As nuvens "refletem a luz solar para as coisas esfriarem e absorvem a radiação infravermelha da superfície para produzir um efeito estufa", diz ele. Que é "parte do que mantém o planeta quente o suficiente para suportar a vida ", disse Cowan. A descoberta significa que a vida poderia existir em muitos mais planetas do que foi estimado anteriormente. Anteriormente, os cientistas Oakland University calcularam cerca de 17 bilhões dos mais de 100 mil planetas na Via Láctea poderiam ser "gêmeos" da nossa Terra. Fonte: RT

A ESTRELA MAIS ANTIGA DESCOBERTA ATÉ AGORA VIVE NA VIA LÁCTEA

Nasceu cerca de 200 milhões de anos após o Big Bang e vive a 6.000 anos-luz de distância da Terra. Os astrônomos australianos anunciaram ter identificado uma estrela nascida há 13,6 bilhões de anos, no alvorecer do Universo, o que faz dela a estrela mais antiga jamais descoberta até hoje. O estudo sobre a origem destas estrela foi publicado na Nature. Se os cálculos daqueles cientistas estiverem correctos, esta estrela formou-se cerca de 200 milhões de anos após o Big Bang. Em termos comparativos, a Terra tem 4,5 bilhões de anos. Há 200 milhões de anos, os dinossauros dominavam o mundo. Até agora, os mais antigos astros identificados tinham 13,2 bilhões de anos. Estes objectos foram descritos em 2007 e 2013 por, respectivamente, equipas europeias e norte-americanas. À escala astronômica, esta antiga estrela está relativamente próxima de nós, sublinha Stefan Keller, do observatório do Monte Stromlo, perto da capital australiana de Canberra. A estrela está situada na Via Láctea, na nossa galáxia, a cerca de 6000 anos-luz da Terra. No catálogo do Universo, a sua identificação é SMSS J0313000.36-670839.3. “O que permite a revelação da idade desta canónica estrela é a ausência total de qualquer nível detectável de ferro no espectro da luz que se liberta dela”, explica Stefan Keller à agência France Press. Após o Big Bang, o Universo estava cheio de hidrogénio, hélio e tinha traços de lítio. Todos os outros elementos que existem hoje foram produzidos nas estrelas durante a reacção nuclear que se dá no seu interior. Depois, novas estrelas com elementos mais complexos foram nascendo a partir de nuvens de gás e pó deixados pelas supernovas – estrelas gigantes que explodem no final das suas vidas. A reciclagem contínua daqueles elementos pode servir aos astrofísicos para avaliar a idade de uma estrela a partir da concentração crescente de ferro. Ou seja, quanto menos ferro tiver uma estrela, mais antiga ela é. “A taxa de ferro no Universo aumenta com o tempo, à medida que se formam e que morrem novas gerações de estrelas”, resume o astrónomo. “Podemos utilizar a quantidade de ferro contido numa estrela como um ‘relógio’ que nos diz quando é que ela se formou.” “No caso da nossa estrela, a quantidade de ferro é menos de um milionésimo do que a do nosso Sol, e 60 vezes menos do que qualquer outra estrela já analisada. O que significa que esta é a estrela mais velha alguma vez descoberta”, afirmou o investigador. A estrela em questão foi descoberta com a ajuda do telescópio SkyMapper da Universidade Nacional da Austrália, que está a conduzir um estudo de cinco anos sobre o céu do Sul. De acordo com o estudo, esta estrela foi produzida a partir dos despojos de uma supernova pouco energética, que teria uma massa 60 vezes a massa do Sol, e foi uma das primeiras estrelas do Universo. Fonte: Publico

terça-feira, 19 de novembro de 2013

BURACO NEGRO É DESCOBERTO NA VIA LÁCTEA

Um novo buraco negro foi descoberto na Via Láctea. Batizado de Swift J1745-26, ele brilhou na faixa do raio-X duas vezes na manhã de 16 de setembro, e mais uma vez no dia seguinte, e foi o suficiente para ser encontrado. No dia 18, o brilho do buraco aumentou, chegando ao pico. Foi equivalente ao da famosa Nebulosa do Caranguejo, considerada uma das mais brilhantes fontes de energia, e usada para calibração de observatórios de alta-energia. Ela continua brilhando, e embora seu brilho tenha diminuído do seu auge, ainda está 30 vezes mais brilhante do que quando foi descoberta. Os disparos de raio-X foram ocasionados por matéria caindo no buraco negro. Pouco antes de atravessar o horizonte de eventos, a matéria estava tão quente que, por instantes, brilhou na faixa do raio-X. Os astrônomos agora querem medir a massa do objeto, e confirmar se é realmente um buraco negro, já que ainda há a possibilidade de ser uma estrela de nêutrons. A origem da matéria é uma estrela vizinha – o buraco negro faz parte de um sistema binário. Ela vai se acumulando em um disco em torno do buraco negro para entrar dentro dele de uma só vez, em vez de cair lentamente com o tempo, produzindo um brilho contínuo de raio-X. Não se sabe ao certo a distância em que se encontra o buraco negro. Estimativas variam de 20.000 a 30.000 anos-luz, e a posição é na constelação Sagitário, a mesma que abriga o buraco negro do centro da nossa galáxia. Na verdade, sua direção é possivelmente poucos graus distante da posição do buraco negro central. A matéria que está brilhando e a estrela vizinha não são visíveis a partir da Terra porque nuvens de gás e poeira escondem a estrela, impedindo que seja vista daqui na faixa da luz visível, embora seja visível no infravermelho e rádio. Provavelmente, a companheira do buraco negro é uma estrela como o nosso sol. FONTE: Science Daily

quarta-feira, 13 de março de 2013

ASTRÔNOMOS SE SURPREENDEM COM BURACO NEGRO GISTANTE

Astrônomos descobriram o maior e mais massivo buraco negro já visto em uma pequena galáxia localizada à 250 milhões de anos-luz da Terra. O buracoO buraco negro supermassivo possui uma massa equivalente à 17 bilhões de vezes à massa do Sol e está localizado no centro da galáxia NGC 1277, na constelação de Perseus. Ele constitui cerca de 14% da massa de sua galáxia. Em comparação um buraco negro “normal”, ele representaria 0,1% da massa de uma galáxia de tamanho médio. O buraco negro localizado no centro da Via Láctea, o Sagittarius A, possui “apenas” 4 bilhões de vezes a massa do Sol. Buracos negros são corpos exóticos que possuem uma força gravitacional muito forte, fazendo qualquer tipo de matéria, até mesmo a luz, ser engolida para uma singularidade que existe ali dentro. Segundo os pesquisadores, essa descoberta contradiz as teorias atuais sobre o crescimento e evolução dos buracos negros. Ele simplesmente não deveria existir em uma galáxia tão pequena – 1/4 do tamanho da Via Láctea. O buraco negro gigante é aproximadamente 11 vezes maior que a largura da órbita ao redor do Sol, segundo os pesquisadores. A massa é tão acima do normal que os cientistas demoraram um ano para divulgarem seus resultados, de acordo com o autor do estudo - Remco van den Bosch. “A primeira vez que eu fiz os cálculos, imaginei que tivesse feito algo errado. Nós tentamos novamente com o mesmo instrumento, e depois com vários outros, mas o resultado era sempre o mesmo”, explicou o astrônomo. Até então, acreditava-se que o tamanho do buraco negro supermassivo localizado no centro de cada galáxia estava relacionado com o tamanho dela. Mas as proporções totalmente foram do comum vistas na galáxia NGC 1277 parecem violar essa teoria. Os pesquisadores estão tentando entender por que e como o buraco negro supermassivo cresceu tanto em um período de tempo relativamente curto. Novas observações da galáxia deverão trazer mais respostas para os cientistas. FONTE: Space

NGC 6872: UMA GALÁXIA MONSTRUOSA

Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos, Brasil e Chile descobriu o que é até agora a maior galáxia espiral barrada conhecida, através de dados do satélite GALEX, da NASA. Medindo-a de ponta-a-ponta, a monstruosa galáxia denominada NGC 6872 abrange mais de 522 mil anos-luz, sendo 5 vezes maior que a nossa Via Láctea. “Sem a capacidade do Galex em detectar a luz ultravioleta das estrelas mais jovens e quentes, nós nunca teríamos reconhecido a extensão dessa intrigante galáxia”, disse o assistente brasileiro de pesquisas da NASA e estudante de doutorado na Universidade Católica de Washington, Rafael Eufrásio. A galáxia de tamanho incomum está interligada com uma galáxia de disco muito menor chamada IC 4970, que possui somente 1/5 da massa de sua companheira. O estranho casal está localizado à 212 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação Pavo. Astrônomos acreditam que grandes galáxias, incluindo a nossa, cresceram por causa de fusões com outras ao longo dos bilhões de anos. Nossa galáxia deve crescer ainda mais, quando se colidir com Andrômeda daqui a alguns bilhões de anos. Veja a simulação abaixo: Analisando a galáxia maior, a equipe notou um padrão distinto de idade estelar ao longo de seu comprimento. As estrelas mais jovens estão localizadas nos extremos dos braços da galáxia, enquanto as mais velhas se localizam nas regiões centrais. Como em todas as espirais barradas, NGC 6872 possui uma barra estelar que une os braços espirais à região central da galáxia. Essa barra possui 26 mil anos-luz de raio, valor duas vezes maior do que os encontrados em galáxias comuns. FONTE: NASA