Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador BURACO NEGRO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BURACO NEGRO. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de abril de 2017

CONHEÇA ESTRELAS QUE NASCEM ENTRE BURACOS NEGROS SUPERMASSIVOS

Observações feitas com o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) revelaram estrelas se formando dentro de poderosos “vazamentos” de material de buracos negros supermassivos nos núcleos de galáxias. Estas são as primeiras observações confirmadas de estrelas que se formam neste tipo de ambiente extremo. A descoberta tem muitas conseqüências para a compreensão das propriedades e evolução da galáxia. Um grupo britânico de astrônomos usou os instrumentos MUSE e X-shooter no VLT do Observatório Paranal do ESO, no Chile, para estudar uma colisão em curso entre duas galáxias, conhecidas coletivamente como IRAS F23128-5919, que ficam a cerca de 600 milhões de anos-luz da Terra. O grupo observou os ventos colossais de material – ou fluxos de saída – que se originam perto do buraco negro supermassivo no coração da galáxia sul do par, e encontraram a primeira evidência clara de que as estrelas estão nascendo dentro deles. Esses ventos são impulsionados pela enorme produção de energia dos centros ativos e turbulentos das galáxias. Os buracos negros supermassivos se escondem nos núcleos da maioria das galáxias e, quando devoram matéria, também aquecem o gás circundante e expelem-no da galáxia hospedeira em ventos fortes e densos. “Os astrônomos têm acreditado durante algum tempo que as condições dentro destas saídas poderiam ser adequadas para a formação de estrelas, mas ninguém viu isso realmente acontecer, uma vez que é uma observação muito difícil”, comenta o líder da equipe, Roberto Maiolino, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. “Nossos resultados são excitantes porque mostram inequivocamente que as estrelas estão sendo criadas dentro destas saídas de material”, celebra.

Mais quentes e brilhantes

O grupo se propôs a estudar diretamente as estrelas neste vazamento de material, bem como o gás que as rodeia. Usando dois dos principais instrumentos espectroscópicos do VLT, eles puderam realizar um estudo muito detalhado das propriedades da luz emitida para determinar sua fonte. A radiação de estrelas jovens é conhecida por fazer nuvens de gás nas proximidades brilharem de uma forma particular. A extrema sensibilidade do X-shooter permitiu à equipe descartar outras possíveis causas dessa iluminação, incluindo choques de gás ou o núcleo ativo da galáxia. O grupo então fez uma detecção direta inconfundível de uma população infantil estelar. Acredita-se que estas estrelas tenham menos de algumas dezenas de milhões de anos de idade, e a análise preliminar sugere que elas são mais quentes e mais brilhantes do que as estrelas formadas em ambientes menos extremos, como o disco galáctico. Como evidência adicional, os astrônomos também determinaram o movimento e a velocidade dessas estrelas. A luz da maioria das estrelas da região indica que elas estão viajando a velocidades muito grandes para longe do centro da galáxia – como faz sentido para objetos capturados em um fluxo de material em movimento rápido. “As estrelas que se formam no vento perto do centro da galáxia podem diminuir a velocidade e até começar a voltar para dentro, mas as estrelas que se formam no fluxo experimentam menos desaceleração e podem até voar para fora da galáxia completamente”, explica a co-autora Helen Russell, do Instituto de Astronomia de Cambridge, no Reino Unido. A descoberta fornece informações novas e excitantes que poderiam melhorar nossa compreensão da astrofísica, incluindo como determinadas galáxias obtêm suas formas, como o espaço intergaláctico se enriquece com elementos pesados, e até mesmo de onde a inexplicável radiação infravermelha cósmica de fundo pode vir. Maiolino está animado para o futuro: “Se a formação de estrelas está realmente ocorrendo na maioria das saídas galácticas, como algumas teorias preveem, então isso proporcionaria um cenário completamente novo para nossa compreensão da evolução das galáxias”. FONTE:https://phys.org/news/2017-03-stars-born-supermassive-black-holes.amp

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O BURACO NEGRO DA VIA LÁCTEA PODE ESTAR AMPLIANDO O MAGNETISMO DE ESTRELAS

O BURACO NEGRO DA VIA LÁCTEA PODE ESTAR AMPLIANDO O MAGNETISMO DE ESTRELAS
Pela primeira vez, cientistas incluíram os campos magnéticos das estrelas em simulações de computador, para entendermos como as que ficam no centro de nossa galáxia respondem à aproximação do nosso buraco negro supermassivo. Os resultados foram publicados em um artigo no Astrophysical Journal Letters. Sagitário A* é o enorme buraco negro no centro da Via Láctea. No novo estudo, os astrônomos fizeram previsões sobre o que aconteceria com estrelas jovens altamente magnetizadas na vizinhança desse monstro galáctico. Essa é a primeira vez que o campo magnético de uma estrela é incluído em simulações onde um buraco negro destrói uma estrela, o que é chamado de “evento de ruptura de maré”. No passado, foi difícil colocar os campos magnéticos em contexto com outras influências sobre uma estrela, como a pressão do gás e a gravidade. “Os campos magnéticos são um pouco complicados numericamente de simular”, disse James Guillochon, astrofísico do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, ao portal Seeker. As simulações mostraram algo interessante: se uma estrela apenas vislumbra o buraco negro, ela pode sobreviver ao encontro e seu campo magnético amplifica fortemente, por um fator de cerca de 30. Já se ela chega muito perto do buraco negro, a estrela é destruída e o campo magnético mantém sua força.“Um dos impactos imediatos é que podemos ver estrelas altamente magnetizadas nos centros das galáxias, incluindo a nossa”, explica Guillochon. Um evento de ruptura de maré deve teoricamente ser visível em nosso próprio centro galáctico, mas Guillochon afirma que isso só acontece cerca de uma vez a cada 10.000 anos ou mais. O fluxo causado por essa ruptura, no entanto, persiste por séculos. Guillochon coescreveu um artigo alguns anos atrás sobre G2, uma nuvem de gás no nosso centro galáctico que produziu muito menos atividade do que o esperado. G2 poderia ter sido produzida pela ruptura de uma estrela gigante vermelha, sendo que o gás resultante ainda está alimentando o buraco negro hoje. O pesquisador sugere que nuvens parecidas com G2 se formam “aglomerando-se” devido a instabilidades de refrigeração. Quando o material é altamente magnetizado, os campos podem ajudar a estabilizar as nuvens e impedir que se quebrem. Se o padrão for verdadeiro, nuvens altamente magnetizadas continuarão a passar perto do buraco negro nas próximas décadas. Dito isto, o desafio de aprender mais sobre as estrelas que sobrevivem a uma aproximação do buraco negro no centro galáctico é que elas tendem a ser de baixa massa e difíceis de ver. Quantas delas são magnetizadas, e quão fortemente, continua uma questão em aberto. Abaixo, você pode assistir a uma curta animação simulando o campo magnético de uma estrela sendo despedaçado por um buraco negro: FONTE:seeker.com/supermassive-black-hole-stars-magnetism-computer-simulations-2233559927.html

sábado, 25 de fevereiro de 2017

O QUE ACONTECERIA SE UM BURACO NEGRO APARECESSE NO SISTEMA SOLAR?

Os buracos negros formam uma região do Universo onde a matéria se encontra em um estado tão superconcentrado e denso que a sua força da gravidade é tão poderosa que tudo — absolutamente tudo — é sugado para o seu interior. Nada pode fugir de sua atração gravitacional, nem mesmo a luz ou qualquer radiação, pois elas não têm velocidade suficiente para fugir dessa força extrema.E o que aconteceria se algo tão poderoso passasse pelo nosso Sistema Solar? Coisas muito ruins, com certeza! Para começar, só nos daríamos conta de sua aproximação quando os planetas que se encontram mais distantes do Sol começassem a apresentar variações em suas órbitas. Júpiter, o planeta mais massivo do nosso sistema, seria capturado pela força gravitacional do buraco negro, que o consumiria pouco a pouco, sugando todo o seu gás.

Assumindo a premissa

O portal Gizmodo entrevistou o cientista Nick Stone, da Universidade Columbia, nos EUA, para saber se esse filme tem algum fundamento. “Eu diria que dois dos três desastres dessa citação são realmente bastante plausíveis, desde que aceitemos a premissa de um buraco negro perdido passando através do nosso sistema solar”, Stone disse ao Gizmodo por e-mail. Segundo o astrofísico, muitas variáveis podem afetar os efeitos reais de tal fenômeno na Terra, como o tamanho do buraco negro e sua distância do sistema solar. Um buraco negro “supermassivo” seria tão grande que mataria tudo. Um filme sobre isso só poderia mostrar uma “massa estelar”.

Outra possibilidade

Todo esse material — extremamente quente — formaria um disco luminoso que giraria ao redor do buraco negro, permitindo que se tornasse visível. Conforme fosse se aproximando da Terra, os efeitos gravitacionais do buraco negro provavelmente desencadeariam terremotos e erupções vulcânicas sem precedentes, além de alterar a nossa órbita e fazer com que o nosso planeta se aproximasse ou se afastasse do Sol. Ao passar por nós, as mudanças geológicas devido às forças de maré teriam sido tão extremas que toda a superfície ficaria recoberta por magma, destruindo todas as formas de vida do planeta. E, como o Sol é o astro mais massivo do nosso sistema, ele e o buraco negro se atrairiam fortemente, graças às suas forças gravitacionais, sendo que todos os gases da nossa estrela seriam sugados pelo buraco. Por fim, o buraco negro engoliria todo o Sistema Solar, que seria sugado na forma de um redemoinho espiralado, indo parar em seu centro como se fosse água caindo por um ralo! Mas não se preocupe. Todas as galáxias contam com um buraco negro supermassivo em seu centro e é muito — muito — pouco provável que eles decidam sair de passeio por aí, devorando sistemas solares pelo caminho. fonte: http://ahduvido.com.br/buraco-negro-no-sistema-solar

domingo, 7 de agosto de 2016

NASA DESCOBRE UM BURACO NEGRO CRESCENDO NA SUPERFÍCIE DO SOL

A NASA viu um buraco gigante sobre a superfície do sol. Mas, antes que você entre em pânico tentando entender o que isso significa, não é o fim do mundo. O fenômeno astronômico é chamado de buraco coronal, e aparece na atmosfera da nossa estrela de tempos em tempos. O buraco pode durar de semanas a meses de cada vez, e pode tomar até um quarto da superfície do sol. De acordo com a agência espacial norte-americana, esses buracos marcam pontos de baixa densidade onde o campo magnético do sol abre livremente no espaço interplanetário, permitindo que o material quente da corona acelere para fora. Devido a isso, essas áreas têm plasma muito menos quentes do que os seus arredores mais brilhantes, fazendo com que pareçam mais escuras – daí a impressão de que há um “buraco” no astro-rei. Buracos coronais são a fonte de um vento de partículas solares de alta velocidade que flui para fora do sol, cerca de três vezes mais rápido que o vento mais lento em outros lugares. Enquanto eles não sinalizam grandes problemas para nós, pode haver algumas consequências irritantes na Terra. Os ventos solares liberados podem formar tempestades solares, que por sua vez podem perturbar os sistemas de satélite e de comunicação de rádio, por exemplo. FONTE: businessinsider.com/nasa-just-spotted-a-massive-hole-growing-on-the-surface-of-the-sun-2016-7

domingo, 13 de dezembro de 2015

BURACO NEGRO NO CENTRO DA VIA LÁCTEA TEM CAMPOS MAGNÉTICOS OBSERVADOS PELA 1° VEZ

A maioria das pessoas pensa em buracos negros gigantes como enorme aspiradores de pó, sugando tudo o que fica ao seu redor. Mas os buracos negros supermassivos nos centros das galáxias são mais como motores cósmicos, convertendo a energia da matéria que cai neles em radiação intensa que pode ofuscar a luz combinada de todas as estrelas vizinhas. Se o buraco negro está girando, pode gerar jatos fortes que são lançados a milhares de anos-luz e formam galáxias inteiras. Acredita-se que estes motores de buracos negros são alimentados por campos magnéticos; e, pela primeira vez, astrônomos detectaram campos magnéticos fora do horizonte de eventos do buraco negro no centro da Via Láctea. “Entender esses campos magnéticos é fundamental. Ninguém tinha sido capaz de mostrar campos magnéticos perto do horizonte de eventos até agora”, disse o principal autor do estudo, Michael Johnson, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, em entrevista ao site Phys.org. Os resultados aparecem na edição de dezembro da revista “Science”. “Já era previsto que esses campos magnéticos existissem, mas ninguém os tinha visto. Nossos dados colocam décadas de trabalho teórico em terreno observacional sólido”, acrescenta o pesquisador Shep Doeleman, que é diretor adjunto do Observatório Haystack do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Telescópio gigante

Essa façanha foi alcançada usando o Telescópio Event Horizon (EHT) – uma rede global de telescópios de rádio que funcionam como um telescópio gigante do tamanho da Terra. Como telescópios maiores podem fornecer maiores detalhes, o EHT eventualmente vai poder mostrar características tão pequenas quanto 15 micro-segundos de arco (um segundo de arco é 1/3600 de um grau, e 15 micro-segundos de arco é o equivalente angular de ver uma bola de golfe na lua). Essa resolução é necessária porque um buraco negro é o objeto mais compacto no universo. O buraco negro central da Via Láctea, Sgr A* (Sagittarius A-estrela), pesa cerca de 4 milhões de vezes mais do que o nosso sol, mas o seu horizonte de eventos se estende por apenas 13 milhões de quilômetros – menor do que a órbita de Mercúrio. E uma vez que ele está localizado a 25 mil anos-luz de distância, este tamanho corresponde a incrivelmente pequenos 10 micro-segundos de arco de diâmetro. Felizmente, a intensa gravidade do buraco negro distorce a luz e amplia o horizonte de eventos, fazendo com que apareça maior no céu – cerca de 50 micro-segundos de arco, uma região que o EHT pode facilmente alcançar. O telescópio fez observações em um comprimento de onda de 1,3 mm. A equipe mediu como esta luz é polarizada linearmente. Na Terra, a luz solar torna-se polarizada linearmente por reflexões, é por isso que os óculos de sol são polarizados para bloquear a luz e reduzir o brilho. No caso de Sgr A*, a luz polarizada é emitida por eléctrons que se movem em espiral em torno das linhas de campo magnético. Como resultado, essa luz traça diretamente a estrutura do campo magnético. Sgr A* é cercado por um disco de acreção de material na órbita do buraco negro. A equipe descobriu que os campos magnéticos em algumas regiões perto do buraco negro são desordenados, com loops e espirais que se assemelham a fios de espaguete entrelaçados. Em contraste, outras regiões mostraram um padrão muito mais organizado, possivelmente na região onde os jatos seriam gerados. Eles também descobriram que os campos magnéticos oscilam em escalas curtas de tempo de apenas 15 minutos, mais ou menos. “Mais uma vez, o centro da galáxia está provando ser um lugar mais dinâmico do que poderíamos ter imaginado”, diz Johnson. “Esses campos magnéticos estão dançando por todo o lugar”.

Trabalho de equipe

Estas observações astronômicas usaram instalações em três localizações geográficas: o Submillimeter Array e o James Clerk Maxwell Telescope (ambos em Mauna Kea, no Havaí), o telescópio Submillimeter em Mt. Graham, no Arizona, e a Matriz Combinada para a Pesquisa em Astronomia de Milímetro de onda (CARMA, do inglês Combined Array for Research in Millimeter-wave Astronomy), na Califórnia. Como o EHT reúne dados, alcança uma maior resolução com o objetivo de observar diretamente o horizonte de eventos de um buraco negro pela primeira vez. “A única maneira de construir um telescópio que alcance toda Terra é montar uma equipe global de cientistas que trabalham em conjunto. Com este resultado, a equipe do EHT está um passo mais perto de resolver um paradoxo central na astronomia: por que os buracos negros são tão brilhantes?”, aponta Doeleman. fonte: http://phys.org/news/2015-12-event-horizon-telescope-reveals-magnetic.html

domingo, 1 de novembro de 2015

O QUE CAUSA NO BURACO NEGRO SUA SÚBITA EXPLOSÃO GIGANTE DE LUZ?

Telescópios já capturaram buracos negros emitindo luz, mas o que a causa tem sido um mistério. Agora, os cientistas da NASA confirmaram pela primeira vez que luzes de raio-x de um buraco negro supermassivo foram causadas pela ejeção de sua coroa. A conclusão vem de observações feitas pelo Observatório Swift da NASA e o Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR). O Swift observou as explosões de raios gama e raios-x, e ao fazê-lo, viu um grande clarão vindo do buraco negro supermassivo conhecido como Markarian 335, em setembro de 2014. Depois disso, o NuSTAR centrou a sua atenção sobre ele para pegar o final da explosão de luz. Depois de analisar os dados recolhidos pelo Swift e o NuSTAR, os cientistas determinaram que eles tiveram um vislumbre da corona do buraco negro ejetando e colapsando.
Concepção artística de um buraco negro supermassivo, rodeado por um disco giratório de material caindo sobre ele. “Esta é a primeira vez em que fomos capazes de ligar o lançamento da corona à explosão de luz”, disse Dan Wilkins, da Universidade de Saint Mary, em Halifax, no Canadá, e principal autor de um novo artigo sobre os resultados, em um comunicado. “Isso vai nos ajudar a entender como os buracos negros supermassivos alimentam alguns dos objetos mais brilhantes do universo.” Este é um grande passo em frente para compreender mais sobre os buracos negros, mas outros mistérios permanecem: como, o que faz com que um buraco negro ejete sua corona. FONTE: curioso.blog.br/post/causa-buraco-negro-subita-explosao-gigante-luz/

terça-feira, 27 de outubro de 2015

VEJA UMA ESTRELA SENDO DESFIADA POR UM BURACO NEGRO

Os buracos negros têm esse nome porque costumava-se supor que nada poderia escapar deles, nem mesmo a luz. Há alguns desafiadores para essa noção. Stephen Hawking sugeriu décadas atrás que o calor pode irradiar a partir de um buraco negro, e, recentemente, ele sugeriu que informação poderia escapar também. Pode haver alguns métodos quânticos para recuperar informações de um buraco negro. Mas, em sua maioria, aquilo que entra em contato com um buraco negro é consumido no esquecimento – em alguns casos, só leva um pouco de tempo para que o buraco negro absorva tudo. Isso é o que está acontecendo no vídeo abaixo. A NASA criou esta animação com base em observações de um buraco negro supermassivo em uma galáxia a 290 milhões de anos-luz de distância. A animação mostra uma estrela sendo dilacerada pela gravidade do buraco negro.
“O buraco negro rasga a estrela distante e começa a engolir o material muito rapidamente, mas esse não é o fim da história”, disse Jelle Kaastra, co-autor de um estudo de acompanhamento publicado na Nature. “O buraco negro não pode manter esse ritmo, então ele expele um pouco do material para o exterior.”
Esse material é a brilhante ‘nuvem’ que você vê no vídeo. Os pesquisadores descobriram que alguns dos restos dispersos da estrela estão se movendo para longe do buraco negro tal como o vento. Infelizmente para os restos gasosos, eles não estão se movendo rápido o suficiente para escapar. Eventos como este, onde uma estrela está interagindo com um buraco negro, são chamados de interrupções de maré, e eles podem emitir raios-x, observáveis durante anos pelos cientistas. Embora tenham observado interrupções de maré antes, eles ainda estão aprendendo sobre a mecânica de como se formam. Mais observações destas mortes estelares dramáticas poderiam nos dar um maior conhecimento sobre como os buracos negros funcionam, enquanto nos permite manter uma distância segura. 290 milhões de anos-luz está perto o suficiente para um conforto. FONTE: www.curioso.blog.br/post/assista-estrela-desfiada-buraco-negro/

sábado, 24 de outubro de 2015

ASTRONÔMOS CAPTURAM MOMENTO EM QUE BURACO NEGRO DESPEDAÇA ESTRELA

A ilustração mostra um disco de detritos estelares em torno do buraco negro no canto superior esquerdo. A longa cauda de detritos estelares ejetados se estende para a direita, se distanciando do buraco negro. Quando uma estrela chega muito perto de um buraco negro, a intensa gravidade dos buracos negros em resultados forças de maré que podem despedaçar a estrela. Nestes eventos, chamados de perturbações de maré, alguns dos detritos estelares são arremessados ​​para fora a velocidades elevadas, enquanto o restante cai no buraco negro. Isto provoca uma distinta labareda de raio-X que pode durar anos. Uma equipe de astrônomos, incluindo vários da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, tem observado um evento de perturbação de marés em uma galáxia que se encontra cerca de 290 milhões de anos luz da Terra. O evento é a perturbação de maré mais próxima descoberta na última década, e é descrita em um artigo publicado na edição de 22 de outubro de 2015 da revista “Nature”. “Estes resultados suportam algumas das nossas ideias mais recentes sobre a estrutura e evolução de eventos de perturbação de maré”, disse o co-autor Coleman Miller, professor de astronomia na Universidade de Maryland e diretor do Joint Space-Science Institute, ao site Phys.org. “No futuro, as perturbações de maré podem nos fornecer laboratórios para estudar os efeitos de extrema gravidade”.

A descoberta

O All-Sky Automated Survey for Supernovae (ASAS-SN) – um projeto de baixo custo dedicado ao monitoramento fotométrico constante de todo o céu disponível – descobriu originalmente esta perturbação das marés, conhecida como ASASSN-14li, em novembro de 2014. O evento ocorreu perto de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia PGC 043234. Outros estudos, usando o Observatório de Raios-X Chandra da NASA, o satélite Swift da NASA, e o satélite XMM-Newton da Agência Espacial Europeia, forneceram uma imagem mais clara analisando as emissões de raios-X da perturbação da maré. “Temos visto evidências de algumas perturbações das marés ao longo dos anos e temos desenvolvido uma série de ideias sobre o que se passa”, explica o pesquisador líder no estudo, Jon Miller, professor de astronomia na Universidade de Michigan. “Esta é a melhor chance que tivemos até agora para realmente entender o que acontece quando buracos negros despedaçam uma estrela”. Depois que uma estrela é destruída por uma perturbação das marés, as intensas forças gravitacionais do buraco negro atraem a maioria dos restos da estrela. O atrito aquece estes detritos, gerando enormes quantidades de radiação de raios-X. Seguindo essa onda de raios-X, a quantidade de luz diminui à medida que o material estelar cai para além do horizonte do evento do buraco negro – o ponto além do qual nenhuma luz ou outras informações podem escapar. Muitas vezes o gás cai em direção a um buraco negro espiralando para dentro dele e formando um disco. Mas o processo que cria estas estruturas em formato de disco, conhecidas como discos de acreção, permanece um mistério. Ao observar a ASASSN-14li, a equipe de astrônomos conseguiu testemunhar a formação de um disco de acreção no momento em que ela acontecia, observando a luz de raios-X em diferentes comprimentos de onda e acompanhando como essas emissões mudavam ao longo do tempo.

O que acontece

Os pesquisadores determinaram que a maioria dos raios-X são produzidos por materiais que estão extremamente próximos do buraco negro. Na verdade, o material mais brilhante pode ocupar a menor órbita estável possível. Porém, os astrônomos estão igualmente interessados em saber o que acontece com o gás que não é puxado para além do horizonte do evento, mas, em vez disso, é ejetado para longe do buraco negro. “O buraco negro despedaça a estrela e começa a engolir o material muito rapidamente, mas não acaba aí”, conta o co-autor Jelle Kaastra, astrônomo do Instituto de Pesquisas Espaciais, na Holanda. “O buraco negro não pode manter esse ritmo então um pouco daquele material”. Os dados de raios-X também sugerem a presença de um vento se afastando do buraco negro, transportando gás estelar para fora. No entanto, este vento não chega a se mover rápido o suficiente para escapar do alcance gravitacional do buraco negro. Uma possível explicação para a baixa velocidade do vento é que este gás da estrela destruída segue uma órbita elíptica em torno do buraco negro, e viaja mais lentamente quando atinge a maior distância do buraco negro, nos extremos desta órbita elíptica. “Este resultado destaca a importância de observações multi-comprimento de onda”, explica a co-autora Suvi Gezari, professora assistente de astronomia na Universidade de Maryland. “Mesmo que o evento tenha sido descoberto com um telescópio de rastreio óptico, observações de raios-X imediatas foram fundamentais na determinação da temperatura característica e do raio da emissão e na captura das assinaturas de um escoamento”. Os astrônomos esperam encontrar e estudar mais eventos como a ASASSN-14li para que possam continuar a testar modelos teóricos sobre como os buracos negros afetam os ambientes ao seu redor, ao mesmo tempo em que aprendem mais sobre o que os buracos negros fazem para quaisquer estrelas ou outros corpos que passem muito perto deles. fonte:http://phys.org/news/2015-10-astronomers-black-hole-shredding-star.html// nature.com/nature/journal/v526/n7574/full/nature15708.html

domingo, 20 de setembro de 2015

BURACO NEGRO É FLAGRADO ENGOLINDO PLANETA GIGANTE PELA 1° VEZ

Como praticamente todas as galáxias do universo, a galáxia NGC 4845 tem um buraco negro central. Nas últimas décadas, porém, esse buraco negro parecia adormecido, já que não dava sinais de atividade. Isso mudou recentemente, quando os cientistas flagraram o buraco negro no processo de comer um pequeno lanche. Pequeno, neste caso, se refere a um planeta maior que Júpiter. “A observação foi completamente inesperada para uma galáxia que aparentava tranquilidade por pelo menos 20 a 30 anos”, disse o principal autor do estudo, Marek Nikolajuk. Tão inesperada, de fato, que os astrônomos não estavam sequer olhando para a NGC 4845 quando fizeram a descoberta. Eles estavam usando tecnologia da ESA (agência espacial europeia) para observar uma outra galáxia, mas a NGC 4845, a 47 milhões de anos-luz de distância da Terra, estava em seu campo de visão. Então, quando os cientistas notaram chamas de raios-X brilhantes provenientes da galáxia, rapidamente voltaram sua atenção para ela. Dessa maneira, eles foram capazes de registrar este raro evento astronômico. Pesquisadores da Universidade de Genebra (Suíça) analisaram os dados coletados pela equipe e viram o brilho de luz do buraco negro no centro da NGC 4845, que tem uma massa mais de 300.000 vezes maior que o nosso sol. Quando algo é puxado para dentro de um buraco negro, o calor e a pressão de tal evento convertem tudo o que foi “engolido” – estrela ou planeta – em gás de alta energia. À medida que os gases são absorvidos pelo buraco negro, a energia a partir deles é libertada como raios-X. Assim, quando os cientistas observaram as chamas, recorreram ao XMM-Newton da ESA, instrumento utilizado por astrônomos para detectar fontes de raios-X de todo o universo. Eles examinaram o fenômeno e determinaram que a massa do planeta sendo devorado pelo buraco negro era de cerca de 14 a 30 vezes a de Júpiter – o que significa que ou era um gigante gasoso muito grande, ou uma anã marrom (corpo mais volumoso que um planeta, mas não grande o suficiente para iniciar o processo de fusão de uma estrela). O estudo também mostrou que este buraco negro gosta de brincar com a comida: a forma como a emissão se iluminou e decaiu mostra que houve um atraso de dois a três meses entre o objeto ser desintegrado e o aquecimento dos restos desse lanchinho na vizinhança do buraco negro. “Esta é a primeira vez que vimos a desintegração de um objeto subestelar por um buraco negro”, disse o pesquisador Roland Walter. “Estimamos que somente suas camadas externas foram comidas, ou cerca de 10% da massa total do objeto, e que um núcleo denso foi deixado em órbita no buraco negro”. fontes: forbes.com/sites/alexknapp/2013/04/03/scientist-catch-a-black-hole-munching-on-a-giant-planet // abc.net.au/science/articles/2013/04/03/3728673.htm

domingo, 26 de julho de 2015

BURACO NEGRO MONSTRUOSO ACORDA APÓS 26 ANOS

Impressão artística de um buraco negro engolindo matéria de sua estrela companheira em um sistema binário. O satélite Integral da Agência Espacial Europeia (ESA) observou uma explosão excepcional de luz de alta energia produzida por um buraco negro que está devorando material de sua companheira estelar. O que há de excepcional nisso? Esse buraco negro em questão, um dos mais brilhantes do universo, estava “dormindo” há 26 anos.

O monstro acordou

Em 15 de junho de 2015, um conhecido de longa data fez um retorno clássico ao palco cósmico: V404 Cygni, um sistema que compreende um buraco negro e uma estrela que orbitam um ao outro, localizado em nossa galáxia a quase 8.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Cygnus, o Cisne. Neste tipo de sistema binário, material flui da estrela em direção ao buraco negro se aglomera em um disco onde é aquecido, brilhando intensamente em comprimentos de onda ópticos, ultravioletas e raios-X antes de espiralar para dentro do buraco negro. “O comportamento desta fonte de luz é extraordinário, com flashes luminosos repetidos em escalas de tempo mais curtas do que uma hora, algo raramente visto em outros sistemas de buraco negro”, comenta Erik Kuulkers, cientista do projeto Integral da ESA. “Neste momento, é o objeto mais brilhante de raios-X no céu – até cinquenta vezes mais brilhante do que a nebulosa do Caranguejo, normalmente uma das fontes mais brilhantes de alta energia no céu”. V404 Cygni não ficava tão aceso e ativo desse jeito desde 1989, quando foi observado pela primeira com o satélite japonês de raios-X Ginga e instrumentos de alta energia a bordo da estação espacial Mir.

V404 Cygni

A explosão de 1989 foi crucial no estudo dos buracos negros. Até então, os astrônomos conheciam poucos objetos que achavam que poderiam ser buracos negros, e V404 Cygni era um dos candidatos mais convincentes. Cerca de dois anos depois da explosão de 1989, uma vez que a fonte tinha voltado a um estado mais calmo, os astrônomos foram capazes de ver sua estrela companheira, que tinha sido ofuscada pela atividade extrema. Ela possui cerca de metade da massa do sol, e ao estudar o movimento relativo dos dois objetos no sistema binário, foi determinado que seu companheiro deveria ser um buraco negro, cerca de 12 vezes mais massivo que o sol. Na época, os astrônomos também olharam os dados de arquivo de telescópios ópticos ao longo do século XX, encontrando duas explosões anteriores do V404 Cygni, uma em 1938 e outra em 1956. Estes picos de atividade, que ocorrem a cada duas ou três décadas, são provavelmente causados por material lentamente se acumulando no disco em torno do buraco negro, até finalmente chegar a um ponto de inflexão que muda drasticamente a rotina de alimentação do objeto por um curto período.

Oportunidade rara

Como os diferentes componentes de um sistema binário de buraco negro emitem radiação em diferentes comprimentos de onda através do espectro, os astrônomos estão combinando observações de alta energia com outras feitas em comprimentos de onda ópticos e de rádio a fim de obter uma visão completa do que está acontecendo neste objeto único. “Estamos ansiosos para testar a nossa compreensão atual de buracos negros e seus hábitos alimentares com estes dados ricos”, disse Teo Muñoz-Darias, do Instituto de Astrofísica das Canárias, em Tenerife, Espanha.
Estas imagens mostram o pedaço do céu onde o sistema binário V404 Cygni está localizado. Os astrônomos vão explorar as observações de rádio, por exemplo, para investigar os mecanismos que dão origem aos poderosos jatos de partículas se afastando a velocidades próximas à da luz do disco de acreção do buraco negro. Existem poucos sistemas binários de buracos negros sobre os quais tantos dados foram coletados simultaneamente em vários comprimentos de onda como esse. Por isso, a explosão atual de V404 Cygni oferece uma rara oportunidade de reunir observações deste tipo. fonte:

sábado, 4 de julho de 2015

IMAGENS DA NASA MOSTRAM BURACO NEGRO "ARROTANDO" RAIOS X

Um satélite dos Estados Unidos fotografou o que astrônomos descreveram como simplesmente o "arroto" de um buraco negro. O Swift, controlado pela Agência Espacial Americana (Nasa), detectou um pulso de raios-X emitido por um buraco negro batizado de V404 Cygni. Localizado na constelação de Cisne, a 8.000 anos-luz da terra, o corpo celeste já tinha "arrotado" antes, mas a última vez tinha sido em 1989.

Raridade

"Esse tipo de erupção é bastante raro. Quando detectamos um, usamos tudo o que temos para monitorar suas emissões, dos sinais de rádio aos raios gama", explica Neil Gehrels, astrônomo da Nasa. "No momento, V404 Cygni está mostrando uma variação excepcional nas emissões e oferece uma rara chance de observarmos (o fenômeno)". O Swift não é um satélite comum: ele tem a habilidade de girar rapidamente para observar as emissões de raios gama, que normalmente duram menos de um minuto, assim como outras rajadas energéticas, incluindo os raios-X. Emissões deste tipo são brilhantes, mas atingem seu pico de intensidade em apenas alguns dias.
Ocorrem quando gases são atraídos pela gravidade dos buracos negros - apesar do nome, eles são estrelas contraídas e cujo pulso gravitacional é capaz de atrair até a luz. Os buracos negros são extremamente difíceis de serem observados e sua localização normalmente é "denunciada" pelo movimento de corpos celestes próximos. Por isso, a oportunidade apresentada pelo V404 Cygni foi preciosa. Ainda mais porque o buraco negro voltou a "dormir", segundo a Nasa. Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/imagens-da-nasa-mostram-buraco-negro-arrotando-raios-x,e0398eb6877848800ee2f93951a24fd6t16wRCRD.html

domingo, 28 de junho de 2015

CHANDRA ENCONTRA EVIDÊNCIAS DE ERUPÇÕES SUCESSIVAS DE BURACO NEGRO

Composição do grupo de galáxias NGC 5813 no visível e em raios-X. Os astrônomos usaram o Observatório de raios-X Chandra da NASA para mostrar que várias erupções de um buraco negro supermassivo, ao longo de 50 milhões de anos, reorganizou a paisagem cósmica no centro de um grupo de galáxias. Os cientistas descobriram esta história de erupções do buraco negro através do estudo de NGC 5813, um grupo de galáxias a cerca de 105 milhões de anos-luz da Terra. Estas observações do Chandra são as mais longas já obtidas para um grupo de galáxias, com a duração de pouco mais de uma semana. Os dados do Chandra são vistos aqui nesta composição onde os raios-X do Chandra (roxo) foram combinados com dados no visível (vermelho, verde e azul). Os grupos galácticos são como os seus primos maiores, os enxames galácticos, mas em vez de albergarem centenas ou até mesmo milhares de galáxias como os enxames, os grupos são normalmente compostos por 50 galáxias ou menos. Tal como os enxames de galáxias, os grupos de galáxias estão envolvidos em quantidades gigantescas de gás quente que emite raios-X. O buraco negro supermassivo em erupção está localizado na galáxia central de NGC 5813. A rotação do buraco negro, juntamente com o gás que espirala na sua direção, pode produzir uma torre vertical e enrolada de campos magnéticos que arremessam uma grande fração do gás para longe da vizinhança do buraco negro sob a forma de jatos altamente energéticos e velozes. Os investigadores foram capazes de determinar a duração das erupções do buraco negro ao estudar cavidades, ou bolhas gigantes, no gás de NGC 5813 que tem vários milhões de graus. Estas cavidades são esculpidas quando jatos do buraco negro supermassivo geram ondas de choque que empurram o gás para fora e criam enormes buracos. As últimas observações do Chandra revelam um terceiro par de cavidades, além de outros dois que já tinham sido anteriormente descobertos em NGC 5813, representando três erupções distintas do buraco negro central. Este é número mais alto de pares de cavidades já descoberto num grupo ou num enxame de galáxias. Semelhante à forma como uma bolha de ar de baixa densidade sobe para a superfície da água, as cavidades gigantes em NGC 5813 tornam-se "flutuantes" e afastam-se do buraco negro. Para melhor compreender a história das erupções do buraco negro, os investigadores estudaram os detalhes dos três pares de cavidades. Descobriram que a quantidade de energia necessária para produzir o par de cavidades mais próximas do buraco negro é inferior à energia produzida necessária para produzir os outros dois pares mais antigos. No entanto, a taxa de produção energética é aproximadamente a mesma para todos os três pares. Isto indica que a erupção associada com o par interior de cavidades está ainda a ocorrer. Cada um dos três pares de cavidades está associado com uma frente de choque, visível como as arestas nítidas na imagem de raios-X. Estas frentes de choque, parecidas com estrondos sónicos de um avião supersónico, aquecem o gás, impedindo com que a maioria arrefeça e forme um grande número de estrelas novas. O estudo detalhado das frentes de choque revela que são, na realidade, ligeiramente turvos em vez de nítidos. Isto pode ser provocado pela turbulência no gás quente. Assumindo que este é o caso, os autores descobriram uma velocidade turbulenta - isto é, a velocidade média dos movimentos aleatórios do gás - de aproximadamente 258.000 km/h. Isto é consistente com as previsões dos modelos teóricos e estimativas com base em observações de raios-X do gás quente noutros grupos e enxames. O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 1 junho da revista The Astrophysical Journal e está disponível online. Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/12_ngc_5813.htm

BURACOS NEGROS PEQUENOS SÃO MAIS MORTAIS DO QUE PENSÁVAMOS

Cientistas descobriram um buraco negro incrivelmente brilhante e energético em uma galáxia a 22 milhões de anos-luz de distância da Terra. Naturalmente, assumiram que era um buraco negro supermassivo. O estranho que é observações mostram que é na verdade muito pequeno – jogando nossas concepções para fora da janela. Os buracos negros vêm em dois tipos, possivelmente 3 (ou quatro). Temos o tipo supermassivo, encontrado geralmente no núcleo de uma galáxia. Como o próprio nome sugere, esses são absolutamente enormes, pesando cerca de um bilhão de vezes a massa do nosso sol. No outro lado do espectro estão os buracos negros de massa estelar ou pequenos, objetos com uma massa comparável à do nosso sol. Depois, há buracos negros de médio porte, ou buracos negros de massa intermediária (IMBH, na sigla em inglês), com cerca de 10 a 100 vezes a massa do nosso sol. Os astrônomos também acreditam que existem outros buracos negros médios lá fora, pesando algo entre 20.000 a 90.000 vezes a massa do sol. No entanto, mais observações são necessárias para confirmar esta teoria. Pequenos buracos negros são conhecidos por seus raios-X de alta energia, enquanto buracos negros maiores emitem raios-X de baixa energia. Também conhecidos como raios-X duros e moles, essas emissões não são causadas pelo próprio buraco negro, mas pela massa da matéria que gira ao seu redor. Assim, quanto menor a energia de raios-X, maior o buraco negro. O que nos leva para o buraco negro bizarro recentemente encontrado, o M101 ULX-1. Ele parece estar emitindo raios-X de baixa energia e é 100 vezes mais brilhante do que o habitual, designando, assim, o sistema de uma fonte de raios-X ultraluminosa. Buracos negros de massa estelar não podem emitir flashes tão brilhantes – a não ser que estejam consumindo massa a uma taxa inesperadamente superior. Astrônomos pensavam que o M101 ULX-1 era um IMBH, ou seja, um buraco negro intermediário, mas novas observações contam outra história – ele na verdade é um pequeno buraco negro, com cerca de 20 a 30 vezes a massa do sol (e, possivelmente, tão pequeno quanto 5 vezes maior que o nosso sol). Os cientistas determinaram isso depois de confirmar que o sistema consiste de um buraco negro e uma estrela companheira. Como eles foram capazes de ver quantas vezes o buraco negro e a estrela orbitam em torno de si – uma vez a cada 8,2 dias -, também foram capazes de calcular a massa do buraco negro. Uma teoria para explicar a anomalia é que fortes ventos estelares do sistema em que o buraco negro se encontra o alimenta o suficiente para causar essas emissões exageradas. E, de fato, o estudo mostrou que M101 ULX-1 pode capturar mais material de ventos estelares do que os astrônomos tinham antecipado. Mas os cientistas continuam confusos, porque a observação também sugere que IMBHs podem não existir. Se esse for o caso, precisaríamos reformular o que sabemos sobre buracos negros. “Os astrônomos agora terão que se concentrar em outras localidades para as quais tem havido evidências indiretas dessa classe de buracos negros [para ver se realmente existem]”, explicou o membro da equipe de pesquisa Joel Bregman. FONTE: io9.com/small-black-holes-are-deadlier-than-previously-thought-1473180132

O SEGREDO DA MATÉRIA ESCURA PODE ESTAR NOS BURACOS NEGROS

Uma nova simulação de computador da NASA mostra que partículas de matéria escura colidindo na extrema gravidade de um buraco negro pode produzir luz de raios gama forte, potencialmente observável. Detectar esta emissão poderia fornecer aos astrônomos uma nova ferramenta para a compreensão de buracos negros e da natureza da matéria escura. “Ainda não sabemos o que é a matéria escura, mas sabemos que ela interage com o resto do universo através da gravidade, o que significa que deve se acumular em torno de buracos negros supermassivos”, explica Jeremy Schnittman, astrofísico do Goddard Space Flight Center da NASA.

WIMPs

Schnittman desenvolveu uma simulação de computador para seguir as órbitas de centenas de milhões de partículas de matéria escura, bem como os raios gama produzidos quando elas colidem na vizinhança de um buraco negro. Ele descobriu que alguns raios gama escapam dos buracos negros com energias muito superiores do que tinha sido previamente considerado como o limite teórico. Na simulação, a matéria escura toma a forma de “partículas massivas que interagem fracamente”, as chamadas WIMPs, agora amplamente consideradas as principais candidatas do que a matéria escura poderia ser. No modelo, WIMPs que batem em outras WIMPs se aniquilam mutuamente, convertendo-se em raios gama, a forma mais energética de luz.

Evento raro

Estas colisões de energias elevadas são extremamente raras em circunstâncias normais, mas estudos anteriores tentaram simplificar suposições sobre onde elas seriam mais propensas a ocorrer. O que Schnittman fez, então, foi desenvolver um modelo computacional mais completo incluindo essas suposições, que rastreia as posições e propriedades de centenas de milhões de partículas distribuídas aleatoriamente conforme elas colidem e se aniquilam mutuamente perto de um buraco negro. O novo modelo é capaz de revelar processos que produzem raios gama com energias muito mais elevadas do que anteriormente, bem como tem melhor probabilidade de detecção desses raios gama do que jamais se imaginou possível. O astrofísico identificou caminhos anteriormente não reconhecidos onde colisões produzem raios gama com uma energia de pico 14 vezes maior do que o das partículas originais.

Na prática

Usando os resultados deste novo cálculo, Schnittman criou uma imagem simulada do brilho de raios gama conforme seria visto por um observador distante olhando ao longo do equador do buraco negro. A luz de maior energia surge a partir do centro de uma região em forma de crescente no lado do buraco negro que gira em relação a nós. Esta é a região onde os raios gama têm a maior chance de serem detectados por um telescópio. A pesquisa é o início de uma jornada que Schnittman espera culminar com a detecção de um sinal incontestável de aniquilação de matéria escura em torno de um buraco negro supermassivo. “A simulação nos diz que há um sinal interessante que temos o potencial de detectar em um futuro não muito distante, conforme telescópios de raios gama são melhorados”, argumenta. “O próximo passo é criar um cenário em que as observações de raios gama existentes e futuras possam ser usadas para ajustar tanto a física de partículas quanto os modelos de buracos negros”. fonte: phys.org/news/2015-06-nasa-simulation-black-holes-ideal.html

domingo, 31 de maio de 2015

COMO SERIA ORBITAR UM BURACO NEGRO?

Muita gente imagina que um buraco negro pareceria simplesmente um círculo vazio no meio do espaço. Contudo, como mostra o vídeo acima, gerado em computador a partir de cálculos precisos, a visão seria mais impressionante. Em primeiro lugar, um observador poderia enxergar até mesmo as estrelas que estivessem por trás do buraco negro, pois a luz que emana delas seria distorcida pela tremenda força gravitacional do objeto, chegando aos olhos da pessoa. Quanto mais próximo da “borda” do buraco negro, maior seria a distorção – esse fenômeno é conhecido como “anel de Einstein” e foi previsto pelo célebre físico. Como você pode observar no vídeo, orbitar ao redor de um buraco negro também criaria a ilusão de que as estrelas atrás dele estão se movendo em alta velocidade – mais uma consequência de força gravitacional. FONTE: http://apod.nasa.gov/apod/ap130701.html

DESCOBERTO BURACO NEGRO COLOSSAL COM A MASSA DE 12 BILHÕES DE SÓIS

Cientistas descobriram o quasar mais brilhante do início do universo, alimentado pelo buraco negro mais maciço conhecido da época. A equipe internacional liderada por astrônomos da Universidade de Pequim, na China e da Universidade do Arizona, nos EUA, nomeou o quasar SDSS J0100 + 2802. A descoberta é um passo importante na compreensão de como os quasares, os objetos mais poderosos do universo, têm evoluído desde o início do mundo, apenas 900 milhões de anos após o Big Bang.

O mistério do buraco gigante

A descoberta desse quasar desafia teorias científicas atuais de que os buracos negros e suas galáxias hospedeiras cresceram em sintonia em relação ao longo das eras. O buraco negro recém-descoberto tem 12 bilhões de massas solares e uma luminosidade de 420 trilhões de sóis. Ele está a uma distância de 12,8 bilhões de anos-luz da Terra. “O buraco negro contém o equivalente a cerca de 12 bilhões de sóis, mais do que o dobro da massa dos buracos negros encontrados previamente da mesma idade”, disse o pesquisador Bram Venemans, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha. Em comparação, o buraco negro escondido no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 4 a 5 milhões de vezes a massa do sol. Os cientistas não conseguem explicar como esse buraco negro cresceu tão rapidamente. Teoricamente, ele não poderia ter se alimentado de gás circundante tão rápido e o tanto que seria necessário para atingir o seu enorme tamanho sob as leis da física tal como as entendemos. “Como pode um quasar tão luminoso, e um buraco negro tão grande, se formarem tão cedo na história do universo, em uma época logo após as primeiras estrelas e galáxias terem acabado de aparecer?”, questiona Xiaohui Fan, professor da Universidade do Arizona. “Este quasar ultraluminoso e o seu buraco negro supermassivo fornecem um laboratório exclusivo para o estudo da formação da massa em torno dos maiores buracos negros no início do universo”.

O quasar superbrilhante

Descobertos em 1963, os quasares são objetos poderosos que irradiam grandes quantidades de energia através do espaço. Com o avanço das técnicas de detecção, os astrônomos descobriram mais de 200.000 deles desde então, com idades variando de 0,7 bilhões de anos após o Big Bang até hoje. Brilhando o equivalente a 420 trilhões de sóis, o novo quasar é sete vezes mais brilhante que o quasar mais distante conhecido (que está a 13 bilhões de anos de distância). “Este quasar foi descoberto pelo telescópio Lijiang de 2,4 metros em Yunnan, na China, tornando-se o único quasar já descoberto por um telescópio de 2 metros em tal distância, e nós estamos muito orgulhosos disso”, disse Feige Wang, estudante de doutorado da Universidade de Pequim. “A natureza ultraluminosa deste quasar nos permitirá fazer medições sem precedentes das condições de temperatura, estado de ionização e de metal do meio intergaláctico na época da reionização”. Para desvendar ainda mais a natureza deste quasar notável, e para lançar luz sobre os processos físicos que levaram à formação dos primeiros buracos negros supermassivos, a equipe de pesquisa irá fazer novas investigações sobre o objeto espacial usando mais telescópios internacionais, incluindo o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio de Raios-X Chandra. FONTES: phys.org/news/2015-02-monster-black-hole-cosmic-dawn.html // reuters.com/article/2015/02/25/us-space-blackhole-idUSKBN0LT27820150225

VEJA O QUE ACONTECE QUANDO UM BURACO NEGRO ATIRA UMA BALA DE PLASMA EM OUTRA

Há mais de 20 anos, temos usado o Telescópio Espacial Hubble para assistir a um jato de material que sai da galáxia NGC 3862. Mas foi só recentemente, depois de juntar uma série de imagens, que vimos o que realmente está acontecendo. O buraco negro no centro da galáxia NGC 3862 tem atirado jatos enormes de plasma por muito tempo. As ejeções formam pacotes pequenos, como balas incandescentes. Nas últimas duas décadas, o buraco negro ejetou uma “bala” tão rápido que ela bateu na parte de trás da pelota de plasma anterior, fazendo-as brilhar. Confira esse projétil luminoso no vídeo abaixo: Apesar de o telescópio Hubble estar tirando fotos da galáxia por duas décadas, percebemos isso apenas recentemente. Ainda que precisas, as imagens eram estáticas. Foi somente quando um pesquisador do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, que queria estudar o movimento do objeto, resolveu olhar para as fotos em sequência que a colisão se tornou aparente. O vídeo acima é uma montagem transformada em um “filme” para tornar o movimento mais evidente.
Os cientistas não sabem exatamente por que o material lançado por último se moveu mais rápido do que o anterior, mas acreditam que pode ser porque o primeiro jato de plasma limpa um caminho em meio ao material espacial, reduzindo a resistência sentida por feixes posteriores. FONTE: http://io9.com/black-hole-shoots-one-piece-of-matter-into-another-piec-1707277303

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

DESCOBERTO BURACO NEGRO COM MASSA 10 BILHÕES DE VEZES MAIOR QUE A DO SOL

Uma equipe de astrônomos de México, Reino Unido, Chile e Estados Unidos descobriu "o que poderia ser o buraco negro de maior massa no Universo próximo", informou nesta quinta-feira o Instituto de Astrofísica do México. Este buraco supermassivo está na galáxia Holm 15A, e pode ter uma massa mais de dez bilhões de vezes maior que a do sol, e inclusive seria comparável com a de toda nossa galáxia, assinalou a instituição em comunicado. Os buracos negros "são mais comuns do que achávamos", disse Omar López-Cruz, investigador do Instituto Nacional de Astrofísica, Óptica e Eletrônica (INAOE) e líder do projeto. Estes objetos, "muito compactos e maciços", se produzem porque a velocidade de escape é maior que a velocidade da luz o que os torna lugares onde nem a luz pode escapar, explicou. Cada galáxia "poderia ter um buraco negro no centro. A Via Láctea, por exemplo, pode ter um buraco negro de mais ou menos cinco milhões de massas solares", o que segue as "leis de escalonamento", ou seja, quanto maior é a galáxia, maior será seu buraco negro correspondente. A descoberta, que será publicada nos próximos dois meses na revista Astrophysical Journal Letters, tem sua origem na tese de doutorado de López-Cruz, através do qual foi descoberta a galáxia Holm 15A, localizada no cúmulo Abell 85. Então notaram que era "rara", no sentido de que seu centro estava muito plano, "embora naquela época não houvesse com o que compará-la", lembrou o pesquisador. A situação mudou quando outro grupo, de colegas americanos, descobriu em 2012 uma galáxia que qualificaram como "a mais plana vista até o momento". Através de observações a partir de bases de dados e outras com telescópios em rádio, raios X, óptico e infravermelho, López-Cruz constatou que Holm 15A, formada a partir de "comer e devorar outras galáxias", "tem a parte central 18 vezes mais plana e maior que a média", e os indicadores mostram que tem buraco ultramassivo. A equipe está propondo novas observações para comprovar se há dois buracos negros em vez de um, seguindo a teoria de que "as partes planas da galáxia são produzidas por dois buracos negros binários orbitando um ao redor do outro, que começam a dispersar as estrelas próximas e a desviá-las do centro da galáxia". A descoberta reforça os achados astronômicos anteriores, como o que John G. Hoessel apresentou em 1980, e que defendia que esta galáxia era "especial"; um dado que permaneceu como uma mera "curiosidade" até agora. A pesquisa de López-Cruz não acaba aqui, pois adverte que descobriram outra galáxia que "marca a ruptura das leis de escalonamento propostas até agora. fonte: http://zip.net/bppXr4

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

BURACO NEGRO GIGANTE É ENCONTRADO EM GALÁXIA ANÃ

Astrônomos descobriram a galáxia mais pequena conhecida a abrigar um enorme buraco negro supermassivo no seu núcleo. A galáxia anã relativamente próxima pode abrigar um buraco negro supermassivo no seu centro de massa igual a cerca de 21 milhões de sóis. A descoberta sugere que os buracos negros supermassivos podem ser muito mais comuns do que se pensava anteriormente. Buracos negros supermassivos com bilhões de vezes a massa do Sol estão no centro de quase todas as grandes galáxias como a Via Láctea. Estes monstruosamente enormes buracos negros existem desde a infância do universo, cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. Os cientistas não têm certeza se as galáxias anãs também podem abrigar buracos negros supermassivos. "As galáxias anãs geralmente referem-se a qualquer galáxia menor do que cerca de um quinto do brilho da Via Láctea", disse o principal autor do estudo Anil Seth, astrónomo da Universidade de Utah, nos EUA. Estas galáxias abrangem apenas algumas centenas de milhares de anos-luz de diâmetro, sendo muito menores do que o diâmetro da Via Láctea, que é de 100.000 anos-luz. No entanto, elas "são muito mais abundantes do que galáxias como a Via Láctea", disse Seth. Os pesquisadores investigaram um tipo mais raro de galáxia anã conhecida como uma galáxia anã ultra-compacta. Estas galáxias estão entre as coleções mais densas de estrelas no universo. "São encontradas principalmente em aglomerados de galáxias, as cidades do universo", afirma Seth.
Agora, Seth e os seus colegas descobriram que uma galáxia anã ultra-compacta pode possuir um buraco negro supermassivo, o que tornaria a galáxia anã M60-UCD1 a menor galáxia conhecida a conter tal gigante. M60-UCD1 fica a cerca de 54 milhões de anos-luz de distância da Terra e orbita M60, uma das maiores galáxias próximas da Via Láctea, a uma distância de apenas cerca de 22.000 anos-luz do centro da galáxia maior, "mais perto do que o sol está do centro da Via Láctea", disse Seth. Os cientistas calcularam o tamanho do buraco negro supermassivo que pode esconder-se dentro de M60-UCD1 analisando os movimentos das estrelas na galáxia. O buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea tem uma massa de cerca de 4 milhões de sóis. Essa massa ocupa menos de 0,01% da massa total da galáxia, que é de cerca de 50 bilhões de sóis. Já o buraco negro supermassivo de M60-UCD1 é 5 vezes maior do que o da Via Láctea, e também parece compor cerca de 15% da massa da galáxia anã, que é de cerca de 140 milhões de sóis . "Isso é bastante surpreendente, dado que a Via Láctea é 500 vezes maior e mais de 1.000 vezes mais pesado do que a galáxia anã M60-UCD1", disse Seth. Os astrônomos têm debatido a natureza das galáxias anãs ultra compactas há anos. Alguns cientistas acreditam que eram aglomerados extremamente massivos de estrelas que nasceram juntos, enquanto outros acreditam que eram os centros ou núcleos de galáxias grandes cujas camadas exteriores foram arrancadas durante colisões com outros galáxias. Estas novas descobertas sugerem que as galáxias anãs ultra-compactos são os núcleos despojados de galáxias maiores, porque os aglomerados de estrelas não hospedam buracos negros supermassivos. Assim, os pesquisadores sugerem que M60-UCD1 já foi uma grande galáxia.
Com talvez 10 bilhões de estrelas, M60-UCD1 deve ter passado perto do centro de uma galáxia ainda maior, como M60, e nesse processo, todas as estrelas e matéria escura no parte externa da galáxia foi arrancada e inserida em M60. Tal acontecimento astronômico deve ter ocorrido há aproximadamente 10 bilhões de anos. Eventualmente, M60-UCD1 poderá vir a ​​fundir-se com o centro de M60, que tem um buraco negro monstro com 4,5 bilhões de massas solares. "Quando isso acontecer, o buraco negro em M60-UCD1 irá fundir-se com buraco negro monstruoso em M60", diz Seth. Os astrônomos sugerem que a maneira como as estrelas se movem em muitas outras galáxias anãs ultra compactas sugere que ela podem hospedar buracos negros supermassivos. Ao todo, os cientistas sugerem que as galáxias anãs ultra compactas poderia dobrar o número de buracos negros supermassivos conhecidos nas regiões próximas do universo. Os cientistas detalharam as suas descobertas na edição de 18 de setembro da revista Nature. FONTE:Space.com/27179-monster-black-hole-dwarf-galaxy.html

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

BURACO NEGRO É FLAGRADO ENGOLINDO PLANETA GIGANTE

Como praticamente todas as galáxias do universo, a galáxia NGC 4845 tem um buraco negro central. Nas últimas décadas, porém, esse buraco negro parecia adormecido, já que não dava sinais de atividade. Isso mudou recentemente, quando os cientistas flagraram o buraco negro no processo de comer um pequeno lanche. Pequeno, neste caso, se refere a um planeta maior que Júpiter. “A observação foi completamente inesperada para uma galáxia que aparentava tranquilidade por pelo menos 20 a 30 anos”, disse o principal autor do estudo, Marek Nikolajuk. Tão inesperada, de fato, que os astrônomos não estavam sequer olhando para a NGC 4845 quando fizeram a descoberta. Eles estavam usando tecnologia da ESA (agência espacial europeia) para observar uma outra galáxia, mas a NGC 4845, a 47 milhões de anos-luz de distância da Terra, estava em seu campo de visão. Então, quando os cientistas notaram chamas de raios-X brilhantes provenientes da galáxia, rapidamente voltaram sua atenção para ela. Dessa maneira, eles foram capazes de registrar este raro evento astronômico. Pesquisadores da Universidade de Genebra (Suíça) analisaram os dados coletados pela equipe e viram o brilho de luz do buraco negro no centro da NGC 4845, que tem uma massa mais de 300.000 vezes maior que o nosso sol. Quando algo é puxado para dentro de um buraco negro, o calor e a pressão de tal evento convertem tudo o que foi “engolido” – estrela ou planeta – em gás de alta energia. À medida que os gases são absorvidos pelo buraco negro, a energia a partir deles é libertada como raios-X. Assim, quando os cientistas observaram as chamas, recorreram ao XMM-Newton da ESA, instrumento utilizado por astrônomos para detectar fontes de raios-X de todo o universo. Eles examinaram o fenômeno e determinaram que a massa do planeta sendo devorado pelo buraco negro era de cerca de 14 a 30 vezes a de Júpiter – o que significa que ou era um gigante gasoso muito grande, ou uma anã marrom (corpo mais volumoso que um planeta, mas não grande o suficiente para iniciar o processo de fusão de uma estrela). O estudo também mostrou que este buraco negro gosta de brincar com a comida: a forma como a emissão se iluminou e decaiu mostra que houve um atraso de dois a três meses entre o objeto ser desintegrado e o aquecimento dos restos desse lanchinho na vizinhança do buraco negro. “Esta é a primeira vez que vimos a desintegração de um objeto subestelar por um buraco negro”, disse o pesquisador Roland Walter. “Estimamos que somente suas camadas externas foram comidas, ou cerca de 10% da massa total do objeto, e que um núcleo denso foi deixado em órbita no buraco negro”. FONTES:Forbes.com/sites/alexknapp/2013/04/03/scientist-catch-a-black-hole-munching-on-a-giant-planet// ABC.net.au/science/articles/2013/04/03/3728673.htm