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domingo, 11 de junho de 2017

ASTRÔNOMOS DESCOBREM PLANETA QUASE TÃO QUENTE QUANTO O SOL

Cientistas encontraram um planeta cuja superfície tem uma temperatura que supera os 4.000 graus Celsius - ou seja, é quase tão quente quanto o Sol. Chamado pelos astrônomos de KELT-9b, ele orbita uma estrela muito quente e, além disso, fica muito perto dela, o que explica sua altíssima temperatura. Prova dessa proximidade é que o planeta completa uma órbita ao redor da estrela em apenas dois dias - para comparação, a Terra leva um ano para dar a volta em torno do Sol. Estar perto assim da estrela significa que o KELT-9b não conseguirá existir por muito tempo - os gases em sua atmosfera estão explodindo o tempo todo com a radiação, se perdendo no espaço. Pesquisadores afirmam que o planeta se assemelha a um cometa, pois circula a estrela de um polo a outro - mais um aspecto estranho da descoberta. As novidades foram divulgadas na publicação científica Nature.

'Estranho e raro'

As características e propriedades raras do KELT-9b também foram apresentadas nesta segunda-feira na reunião de primavera da Sociedade Americana de Astronomia, realizada em Austin, no Texas. "Nós descobrimos o KELT-9b ainda em 2014. E levou todo esse tempo para que finalmente nos convencêssemos de que esse mundo completamente estranho e raro era realmente um planeta orbitando outra estrela", disse à BBC Scott Gaudi, professor da Universidade Estadual de Ohio. "Nós sabemos o tamanho do planeta e o quão maciço ele é: cerca de 3 vezes a massa de Júpiter e 2 vezes o tamanho de Júpiter", contou. "Também conhecemos as propriedades da estrela: ela tem uma massa 2 vezes e meia maior que a do Sol e é quase 2 vezes mais quente que ele. E está girando muito rápido, então pareceria muito achatada aos nossos olhos."
O movimento do planeta está, de certa forma, bloqueado pela estrela - ele mantém a mesma face virada para ela. Assim como a nossa Lua faz - ela nunca mostra à Terra seu lado oposto. Essa característica faz a temperatura do "lado diurno" do KELT-9b chegar a 4.300 graus Celsius - mais quente do que a média registrada na superfície de uma anã vermelha, o tipo de estrela mais comum na Via Láctea.

Destruição à vista

A estrela principal, conhecida como KELT-9, irradia tanta luz ultravioleta que pode corroer completamente a atmosfera do planeta. A equipe de Gaudi calcula que, com isso, cerca de 10.000 ou até 10 milhões de toneladas de material podem estar sendo perdidas por segundo. Se o KELT-9b possuir um núcleo rochoso, ele poderá ficar completamente exposto em algum momento, mas o cenário mais provável é que o planeta acabe "engolido" pela estrela. A KELT-9 é classificada como uma estrela do tipo A, o que significa que ela brilha bastante e terá uma vida breve. Os exemplares dessa classe existem apenas por milhões de anos, em vez dos bilhões de anos estimados para a vida do nosso Sol, por exemplo. Por causa disso, pode não demorar para que a KELT-9 inche, conforme seu combustível se esgote, e "engula" o planeta. A descoberta foi feita usando um sistema telescópico avançado, optimizado para registrar estrelas brilhantes. A Universidade Estadual de Ohio opera o sistema em dois lugares - um no Hemisfério Norte e outro no Sul. O trabalho é feito em parceria com as universidades Vanderbilt e Lehigh e o Observatório Astronômico Sul-Africano. FONTE:http://www.bbc.com/portuguese/geral-40127067

sábado, 3 de junho de 2017

COMO SERÁ A 1° MISSÃO ESPACIAL AO SOL, ANUNCIADA PELA NASA

A agência espacial americana (Nasa) lançará em meados do ano que vem uma sonda para se aproximar da superfície do Sol. Este será o objeto feito pelo homem que poderá chegar mais perto do astro celeste, a uma distância de seis milhões de quilômetros. Isto é cerca de sete vezes mais perto do que o último recorde, da espaçonave Helios, lançada em 1976 e que chegou a 44 milhões de quilômetros da superfície solar. O grande desafio é produzir um equipamento capaz de suportar as temperaturas da região, que chegam a cerca de 2.500°C. A nave da Nasa será protegida por um escudo térmico composto de carbono especialmente desenvolvido para a missão. Além disso, a proteção térmica será constantemente resfriada por sistemas de radiadores. "Gosto de chamar esta de a missão mais quente sob o Sol", comentou a cientista da Nasa, Nicola Fox. A sonda de 3 metros de comprimento vai orbitar 24 vezes o Sol, e a máxima aproximação é esperada para dezembro de 2024. Ela irá se locomover a uma velocidade de 725.000 km por hora – 200 km por segundo. A missão custará cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 4,8 bilhões) e espera coletar dados para ajudar astrônomos a prever eventos solares que impactam a vida na Terra e a explicar alguns dos mistérios que cercam nossa fonte de luz e calor. Um dos enigmas é por que a temperatura da superfície do Sol é muito mais quente que a da sua corona – a atmosfera. Ou seja, enquanto a superfície tem em torno de 5.700°C, a atmosfera é 300 vezes mais quente. Em geral, seria esperado o oposto: a superfície, por estar mais próxima da fonte de calor, seria mais quente. Outro mistério a ser estudado será o que acelera o chamado “vento solar” – a emissão de partículas a partir do Sol que afeta a Terra e o sistema solar. O astrofísico Eugene Parker, de 89 anos, foi pioneiro na pesquisa desse fenômeno e será homenageado pela Nasa, que anunciou nesta semana que o cientista dará nome à sonda, batizada Parker Solar Probe. Segundo a Nasa, o trabalho de Parker é a base de grande parte da compreensão sobre como as estrelas interagem com os objetos que os orbitam. É a primeira vez que a agência americana nomeou uma nave especial com um indivíduo vivo. “A resposta a estas questões podem ser obtidas apenas através de medições no local do vento solar”, disse num comunicado Nicky Fox, cientista que trabalha no projeto. A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) também planeja lançar sua própria missão ao Sol em fevereiro de 2019. FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40138403

domingo, 7 de agosto de 2016

NASA DESCOBRE UM BURACO NEGRO CRESCENDO NA SUPERFÍCIE DO SOL

A NASA viu um buraco gigante sobre a superfície do sol. Mas, antes que você entre em pânico tentando entender o que isso significa, não é o fim do mundo. O fenômeno astronômico é chamado de buraco coronal, e aparece na atmosfera da nossa estrela de tempos em tempos. O buraco pode durar de semanas a meses de cada vez, e pode tomar até um quarto da superfície do sol. De acordo com a agência espacial norte-americana, esses buracos marcam pontos de baixa densidade onde o campo magnético do sol abre livremente no espaço interplanetário, permitindo que o material quente da corona acelere para fora. Devido a isso, essas áreas têm plasma muito menos quentes do que os seus arredores mais brilhantes, fazendo com que pareçam mais escuras – daí a impressão de que há um “buraco” no astro-rei. Buracos coronais são a fonte de um vento de partículas solares de alta velocidade que flui para fora do sol, cerca de três vezes mais rápido que o vento mais lento em outros lugares. Enquanto eles não sinalizam grandes problemas para nós, pode haver algumas consequências irritantes na Terra. Os ventos solares liberados podem formar tempestades solares, que por sua vez podem perturbar os sistemas de satélite e de comunicação de rádio, por exemplo. FONTE: businessinsider.com/nasa-just-spotted-a-massive-hole-growing-on-the-surface-of-the-sun-2016-7

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ESTUDO MOSTRA QUE O SOL É A ESFERA MAIS PERFEITA DA NATUREZA

Que o Sol é uma bola redonda, todo mundo sabe. No entanto, por girar muito rápidamente deveria ter o diâmetro equatorial maior que o polar, mas um novo estudo mostra que isso não acontece, o que torna o nosso Sol o objeto mais esférico já observado na natureza. Por ser uma bola de gás em movimento de rotação muito forte, a região mais próxima do equador solar deveria ser mais alongada que nos polos, similar ao que acontece em Júpiter onde a alta taxa rotação (uma a cada 10 horas) faz o gigante gasoso ser quase 7% maior no equador do que nos polos. Após diversos anos realizando medições do disco solar uma equipe de pesquisadores estadunidenses realizou uma medição extremamente precisa da suposta protuberância equatorial e os resultados foram inesperados. De acordo com os resultados, o Sol não gera a protuberância esperada e a diferença entre o diâmetro polar e equatorial é de apenas 10 km. Nossa estrela tem 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro e se redimensionarmos suas medidas para o tamanho de uma bola de praia essa diferença não chegaria nem à largura de um fio de cabelo humano. "Nós ficamos chocados", disse o astrofísico Jeffrey Kuhn, ligado à Universidade do Havaí e autor do estudo publicado na revista Science. Para termos uma ideia do que isso significa, apenas uma esfera artificial de silício criada especialmente como padrão de pesos é conhecido por ser a mais perfeita.

Anos de tentativas

Os resultados do trabalho é a culminação de mais de 50 anos de tentativas de medir o Sol com precisão, quase sempre prejudicadas pela presença da atmosfera da Terra, que distorcia as imagens. "Finalmente, conseguimos fazê-lo a partir do espaço", diz Kuhn. Para realizar as medições a equipe de utilizou dados do satélite SDO, Laboratório de Dinâmica Solar, da Nasa, que precisou ser reorientado diversas vezes para registrar as mínimas variações da superfície da estrela. As observações são fundamentais para a compreensão do interior do sol, que gira em velocidades diferentes da mesma forma que o tráfego em uma autoestrada. Esta distribuição assíncrona de velocidade pode ser inferida a partir das medições do formato da estrela e também do modo como ela oscila. A nova medição mostra que as camadas exteriores do Sol se movem mais lentamente do que o esperado, o que segundo Kuhn pode ser causado pela turbulência abaixo da superfície. A equipe também procurou por mudanças na largura do Sol ao longo de um período de dois e que pudesse estar relacionada ao ciclo solar de 11 anos, mas descobriram que se essas variações estão lá, são muito pequenas para serem detectadas. Kuhn avisa que novas surpresas podem estar escondidas, já que Sol muitas vezes confunde aqueles que tentam prever o seu comportamento. "Cada vez que observamos o Sol sentimos que fomos enganados. E isso é maravilhoso!", afirma Kuhn. Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Estudo_mostra_que_o_Sol_e_esfera_mais_perfeita_da_natureza&posic=dat_20120817-112238.inc

sábado, 24 de outubro de 2015

UM BURACO ENORME APARECE NO SOL

Um enorme buraco coronal foi recentemente descoberto no sol pelo Solar Dynamics Observatory da NASA. A região é do tamanho de 50 Terras e está expelindo material para o espaço em velocidades tremendas. Pode parecer terrível, mas os astrônomos dizem que não há nada para se preocupar. A NASA diz que estes buracos são áreas magneticamente expostas que geram ventos solares de alta velocidade. Estas regiões escuras e de baixa densidade – na camada mais externa do sol – contêm pouco material solar, têm temperaturas mais baixas e, portanto, parecem muito mais escuras do que os seus arredores. Buracos coronais são normais, aparecendo em diferentes lugares e com mais frequência em momentos diferentes durante o ciclo de atividade do sol. À luz do fenômeno, o NOAA – Centro de Previsão do Clima Espacial – previu uma tempestade “G1-Menor” de 14 a 16 de outubro. Este tipo de tempestade é relativamente inofensiva, apesar de poder perturbar as comunicações entre satélites e transmissões de rádio de alta altitude. O buraco coronal produziu uma tempestade geomagnética perto da Terra que resultou em várias noites de aurora. FONTE: gizmodo.com/a-huge-gash-just-appeared-on-the-sun-1736960937

sábado, 16 de maio de 2015

CÂMERA SOHO CAPTURA UFOS GIGANTES EM TORNO DO SOL

Parece que há um monte de atividade UFO em torno do Sol Desde 08 de maio de 2015 vários UFOs enormes de diferentes tamanhos, diferentes estruturas e formas são vistos perto do Sol. O último avistamento, captado pelo satélite SOHO da NASA em 15 de maio de 2015, mostra dois enormes UFOs como objetos com estruturas sólidas. Podemos sim chegar a conclusão que o nosso Sol é um Gigantesco portal estelar. Fontes: ufosightingshotspot // http://ufosonline.blogspot.com.br/2015/05/ufos-trafego-intenso-em-torno-do-sol.html

sábado, 21 de março de 2015

ACREDITE: EXISTE ALGO MAIOR QUE O SOL EM NOSSO SISTEMA SOLAR

O sol é uma estrela, por isso, é muito maior até mesmo do que Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar. Mas ele não é a maior coisa no sistema que gira em torno dele. É algo feito do próprio astro-rei, mas que é quase invisível aos nossos olhos. A atmosfera exterior do sol gera uma bolha magnética enorme, chamada de heliosfera, que é a maior estrutura contínua do sistema solar. Júpiter é grande o suficiente para comportar 1.000 Terras. No entanto, 1.000 Júpiteres cabem dentro do sol. E o tamanho da heliosfera? Puff… Várias explosões nucleares acontecem dentro do sol. Esta bola de gás e plasma é grande o suficiente para ter o tipo de pressão interna que obriga o hidrogênio a transformar-se em hélio através da fusão nuclear. Lá no fundo da nossa estrela, onde milhões de toneladas de hidrogênio se fundem em hélio a cada segundo, o calor resultante, ao lado de outros tipos de energia, move-se em direção à superfície, trazendo junto um monte de partículas carregadas. Um inferno nuclear como este também bagunça o campo magnético solar. Eventualmente, tudo atinge a superfície do sol, onde as coisas ficam violentas. Não há nada lá para parar a luz solar, as partículas carregadas e o campo magnético de viajar para o espaço. Buracos nas camadas superiores da atmosfera do sol vazam continuamente um vento de partículas carregadas. A estrela, por vezes, tem episódios onde rajadas de campos magnéticos e até 1 bilhão de toneladas de matéria carregada são atiradas da sua superfície a milhões de quilômetros por hora. Os cientistas chamam essa explosão toda de heliosfera. O campo magnético da Terra e sua atmosfera densa nos protegem de seus piores efeitos. Esta corrente de partículas carregadas e campos magnéticos flui principalmente em torno de nós e segue viajando até Júpiter e mesmo muito além de Plutão. A heliosfera começa a perder energia depois que sai do sol, por isso tem que terminar em algum lugar. Ninguém sabe ao certo onde, no entanto. Mas esta bolha magnética solar deve ficar, em algum ponto, demasiada fraca para empurrar para trás o vento interestelar. A única coisa que temos certeza é que a heliosfera envolve todo o sistema solar, incluindo o sol. É definitivamente a maior estrutura contínua na nossa região do universo. FONTE: knowledgenuts.com/2014/12/06/the-sun-is-not-the-biggest-thing-in-our-solar-system

sábado, 7 de março de 2015

CONHEÇA A REFRIGERAÇÃO TERMOSSOLAR TRANSFORMA O CALOR DO SOL EM FRIO

Geladeira solar

A engenheira mexicana Susana Flores, da Universidade de Puebla, criou um sistema de refrigeração solar que pode funcionar não apenas como geladeira, mas também como condicionador de ar. Em vez de usar um painel solar para gerar eletricidade para alimentar um compressor tradicional, a professora Susana criou um sistema de refrigeração termossolar, que transforma o calor do Sol em frio sem passar pela energia elétrica. O protótipo consegue manter a água a 9°C durante todo o dia, o que é suficiente para conservar alimentos ou fazer funcionar um sistema de ar-condicionado. "Com essa temperatura é possível conservar alimentos, mas nosso objetivo é chegar a 5°C, o que tornará possível conservar pescado sem desnaturar as proteínas do peixe," disse Susana. Segundo a engenheira, a conservação de medicamentos e vacinas em localizações remotas é outra possibilidade de uso promissor para a tecnologia de geladeira termossolar.

Refrigeração termossolar

O sistema faz o resfriamento aproveitando o calor do Sol por meio de um ciclo termodinâmico de adsorção-deadsorção que dura 24 horas. Como refrigerante é usado metanol e, como adsorvente, são usadas zeólitas, um mineral altamente poroso. Durante o dia "se produz o aquecimento, a deadsorção e o período de condensação. A energia solar aquece a zeólita e aumenta a pressão de vapor do metanol. Este refrigerante se condensa e é conservado em um tanque que alimenta o evaporador," explica a engenheira. Durante a noite o processo se inverte, tendo lugar a evaporação, adsorção e o resfriamento. "A temperatura da cama adsorvente diminui depois do pôr-do-sol, por isso a pressão do refrigerante se reduz e ocorre a evaporação, enquanto o adsorvente é esfriado. Durante este período o refrigerante começa a evaporar e é novamente adsorvido pela zeólita, gerando o esfriamento. O processo de adsorção continua toda a noite, até a manhã seguinte," completa a pesquisadora. A quantidade de água que é resfriada depende da quantidade de zeólita utilizada, e o resfriamento obtido pelo protótipo, ainda sem otimização, foi de 11º C em relação à temperatura ambiente, mas isto pode variar dependendo da incidência solar de cada região e a cada estação. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=refrigeracao-termossolar&id=010170150302

sábado, 10 de janeiro de 2015

TELESCÓPIO REVELA MISTÉRIOS DO SOL EM RAIOS-X

Raio X do Sol

O telescópio de raios X Nustar foi projetado para observar galáxias distantes e buracos negros. Mas os astrônomos ficaram impressionados com os resultados quando resolveram usar o Nustar para fotografar o Sol - agora eles acreditam que o Nustar pode ajudá-los a resolver uma série de questões relativas à física solar. Colocado em órbita em 2012 pela NASA, o telescópio Nustar consegue observar regiões distantes do universo ao captar raios X de alta energia - recentemente, por exemplo, ele foi usado para medir a velocidade de rotação de buracos negros. "O Nustar nos dará uma visão única do Sol - desde suas partes mais profundas até as altas camadas de sua atmosfera," justificou David Smith, pesquisador especializado em física solar da Universidade da Califórnia. Segundo ele, isso será possível porque, nos raios X de alta energia que o Nustar consegue captar, o Sol não brilha tanto como em outros comprimentos de onda. É isso que impede outros telescópios de raio X, como o Chandra, façam boas imagens do astro.

Nanoemissões solares

Entre os mistérios que os pesquisadores esperam poder solucionar com ajuda do Nustar está a existência - ou não - das nanoemissões solares. Alguns especialistas acreditam que são essas emissões muito pequenas explicariam por que a atmosfera solar é muito mais quente do que a superfície da estrela. Inicialmente, a missão do Nustar estava prevista para terminar em 2014, mas ela foi estendida em dois anos. Além de observar o Sol, os pesquisadores esperam usar esse tempo extra para continuar estudando os buracos negros e as supernovas - corpos celestes que resultam da explosão de estrelas. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=telescopio-revela-misterios-sol-raios-x&id=010175141228

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

DESCOBERTO BURACO NEGRO COM MASSA 10 BILHÕES DE VEZES MAIOR QUE A DO SOL

Uma equipe de astrônomos de México, Reino Unido, Chile e Estados Unidos descobriu "o que poderia ser o buraco negro de maior massa no Universo próximo", informou nesta quinta-feira o Instituto de Astrofísica do México. Este buraco supermassivo está na galáxia Holm 15A, e pode ter uma massa mais de dez bilhões de vezes maior que a do sol, e inclusive seria comparável com a de toda nossa galáxia, assinalou a instituição em comunicado. Os buracos negros "são mais comuns do que achávamos", disse Omar López-Cruz, investigador do Instituto Nacional de Astrofísica, Óptica e Eletrônica (INAOE) e líder do projeto. Estes objetos, "muito compactos e maciços", se produzem porque a velocidade de escape é maior que a velocidade da luz o que os torna lugares onde nem a luz pode escapar, explicou. Cada galáxia "poderia ter um buraco negro no centro. A Via Láctea, por exemplo, pode ter um buraco negro de mais ou menos cinco milhões de massas solares", o que segue as "leis de escalonamento", ou seja, quanto maior é a galáxia, maior será seu buraco negro correspondente. A descoberta, que será publicada nos próximos dois meses na revista Astrophysical Journal Letters, tem sua origem na tese de doutorado de López-Cruz, através do qual foi descoberta a galáxia Holm 15A, localizada no cúmulo Abell 85. Então notaram que era "rara", no sentido de que seu centro estava muito plano, "embora naquela época não houvesse com o que compará-la", lembrou o pesquisador. A situação mudou quando outro grupo, de colegas americanos, descobriu em 2012 uma galáxia que qualificaram como "a mais plana vista até o momento". Através de observações a partir de bases de dados e outras com telescópios em rádio, raios X, óptico e infravermelho, López-Cruz constatou que Holm 15A, formada a partir de "comer e devorar outras galáxias", "tem a parte central 18 vezes mais plana e maior que a média", e os indicadores mostram que tem buraco ultramassivo. A equipe está propondo novas observações para comprovar se há dois buracos negros em vez de um, seguindo a teoria de que "as partes planas da galáxia são produzidas por dois buracos negros binários orbitando um ao redor do outro, que começam a dispersar as estrelas próximas e a desviá-las do centro da galáxia". A descoberta reforça os achados astronômicos anteriores, como o que John G. Hoessel apresentou em 1980, e que defendia que esta galáxia era "especial"; um dado que permaneceu como uma mera "curiosidade" até agora. A pesquisa de López-Cruz não acaba aqui, pois adverte que descobriram outra galáxia que "marca a ruptura das leis de escalonamento propostas até agora. fonte: http://zip.net/bppXr4

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ESTUDO SUPÕE QUE METADE DA ÁGUA DO PLANETA SEJA MAIS ANTIGA QUE O SOL

Via Láctea: possibilidade de vida em outros planetas é indicada pela água. Um estudo apresentado nesta quinta-feira (25) indica que metade da água do planeta talvez seja mais antiga do que o Sistema Solar, o que aumenta a possibilidade de existir vida fora de nossa galáxia, a Via Láctea. Utilizando um sofisticado modelo que permite simular as fórmulas químicas entre as moléculas de água formadas no Sistema Solar e as que existiam antes, os pesquisadores da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, descobriram que entre 30 e 50% da água consumida hoje em dia é cerca de um milhão de anos mais antiga do que o Sol. O trabalho, divulgado na revista americana Science, vai alimentar o debate sobre se as moléculas de gelo de água nos cometas e nos oceanos se formaram no disco de gás e poeira ao redor do jovem Sol há 4,6 bilhões de anos, ou se provêm de uma nuvem interestelar mais antiga. "Determinando agora a parte antiga da procedência da água na Terra, podemos ver que o processo de formação de nosso Sistema Solar não foi único e que, portanto, os exoplanetas podem se formar nesses ambientes onde a água é abundante", explicou Tim Harries, do Departamento de Física e Astronomia da universidade britânica e um dos autores da pesquisa. Levando-se em consideração que a água é um elemento crucial para o desenvolvimento da vida na Terra, os resultados deste estudo podem sugerir que a vida existe em outro lugar mais além da nossa galáxia, ressaltaram os cientistas. "Trata-se de um passo importante em nossa busca para saber se a vida existe em outros planetas", afirmou Harries. Os resultados "aumentam a possibilidade de que alguns planetas fora de nosso Sistema Solar (exoplanetas) contem com as condições propícias e recursos de água que permitam a existência de vida e sua evolução", afirmou. FONTE: http://zip.net/bwpFVg

domingo, 6 de julho de 2014

O QUE SÃO CHUVAS CORONAIS?

Assim como na Terra, o Sol tem períodos de mau tempo, com ventos fortes e chuva intensa. Entretanto, ao contrário das tempestades encontradas em diversos lugares do mundo, a chuva no Sol é feita de gases eletricamente carregados, denominados plasmas, e caem com velocidades de 200.000 km/h. Elas são encontradas na atmosfera solar exterior, chamada de coroa, por isso, esse fenômeno recebe o nome de “chuvas coronais”. Agora, uma equipe de físicos solares, liderados pelo Dr. Eamon Scullion, do Trinity College Dublin, tem tentado montar uma explicação para esse fenômeno intrigante, que tem aparência de “cascata” na atmosfera solar. Descoberto há quase 40 anos, os físicos solares são agora capazes de estudar chuva coronal em grande detalhe graças a satélites precisos, como o Observatório Solar Dynamics da NASA (SDO) e observatórios terrestres, como o Swedish 1-m Solar Telescope (SST). Os cientistas podem ver regularmente as mudanças maciças no “clima” do Sol, mas, apesar de décadas de pesquisa, eles foram incapazes de compreender a física da chuva coronal. O fato é que o processo pelo qual a chuva acontece em um ambiente tão quente como o Sol é surpreendentemente similar ao ciclo terrestre. Se as condições da atmosfera são ideais, há a formação de nuvens de calor e o plasma denso pode naturalmente resfriar e condensar. Eventualmente, ele cairá de volta na superfície do Sol, só que em forma de chuva coronal. Em outro paralelo com o clima terrestre, o material que compõe as nuvens de chuva atinge a coroa solar por meio de um processo de evaporação rápida. Entretanto, nesse caso, a evaporação é causada por erupções solares, as explosões mais poderosas do sistema solar, que é o que provavelmente mantém o calor intenso nessa atmosfera exterior do Sol. As tempestades de chuva torrencial, impulsionadas pelas erupções, podem desempenhar um papel importante no controle da massa da atmosfera e agem como uma espécie de termostato “em escala solar” na regulação da temperatura da coroa. As origens do aquecimento coronal continuam sendo um dos maiores questionamentos sem resposta da física solar. Dr. Scullion e sua equipe têm desenvolvido agora uma nova visão sobre as formas de chuva coronais. Juntamente com colaboradores no Trinity College de Dublin e da Universidade de Oslo, na Noruega, eles sugerem um modelo de “resfriamento catastrófico”, onde uma queda excepcionalmente rápida na temperatura poderia fazer com que o material na coroa mudasse repentinamente de gás rarefeito para chuva.
A equipe usou imagens do Telescópio Solar Sueco com base em La Palma, nas Ilhas Canárias. Este telescópio é capaz de produzir algumas das imagens mais nítidas que temos disponíveis do Sol. Em junho de 2012, eles observaram uma gigante “cascata” de material solar caindo da atmosfera externa do Sol e uma mancha escura em sua superfície. ASSISTA O VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=iiXCVmApTdo FONTE:Jornal Ciência

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O QUE É ISSO: UFO OU BURACO NEGRO GIGANTE SUGANDO ENERGIA DO SOL?

Em 11 de março, apareceu no YouTube um estranho vídeo, que poderia ser de uma misteriosa e gigantesca esfera negra “conectada” ao sol através de uma série de filamentos escuros. A área NEGRA CIRCULAR ficou visível durante quase 80 horas, de 9 a 12 de Março, quando então ela desapareceu abruptamente e deixou para trás uma série de erupções solares que não se acalmou até quase seis horas mais tarde. A fonte DE ONDE foi obtida essas imagens espetaculares não deixaram dúvidas sobre a sua autenticidade, pois foi nem mais nem menos do que o satélite Observatório Solar Dinâmico [(Solar Dynamics Observatory (SDO] da NASA, talvez o mais sofisticado de todos os satélites de estudos solares com que a ciência/NASA recentemente passou a analisar o comportamento do nosso SOL (lançado há cerca de dois anos apenas).
Imagem do SDO-Solar Dynamics Observatory, da NASA: Esta imagem com uma esfera ligada ao sol e aparentemente sugando sua energia deu a volta ao mundo. Claro, a notícia logo se espalhou pela web apenas um par de dias depois, centenas de páginas descaradamente começaram a comentar sobre o estranho objeto que estaria “sugando a energia do SOL”, de nossa estrela particular. Algumas dessas páginas, e até mesmo um programa de TV ocasional, lançando em vídeo e falando sobre “um objeto, um UFO gigantesco maior do que a Terra e extraindo energia diretamente do sol.” A esfera, que é verdadeira, era enorme, e muito maior do que Júpiter, o planeta gigante no sistema solar, o que multiplica por 317 a massa da Terra e sua circunferência por 11. Não há dúvida de que a face negra era algo realmente espetacular. Em breve, outras “teorias” começaram a inundar a rede, e ao lado da do UFO gigante, um prelúdio inconfundível de uma invasão iminente da Terra, havia outras interpretações de uma forma mais “científica”. Entre estas, estava a de que um buraco negro começava a devorar o sol , ou um grande planeta errante que havia passado roçando o SOL. Intrigado com o vídeo, eu decidi ir direto à fonte de onde ele veio e ver por mim mesmo se a esfera era real ou se, pelo contrário, foi uma piada engraçada. Então eu usei vários sites oficiais de astronomia para verificar os dados e imagens do Sol obtidas durante estes dias (com filtros diferentes, para não deixar dúvidas) pelo SDO-Solar Dynamics Observatory. E pude ver que a esfera, ou o que parecia ser uma gigantesca esfera de cor negra, estava realmente lá. A imagem é perturbadora, mas a simples aproximação de um pretenso UFO desse tamanho já desestabilizaria todas as órbitas de todos os planetas do sitema solar devido à sua enorme massa e nós aqui da Terra perceberíamos esses efeitos de uma maneira apocalíptica. NÃO RESTARIA NADA VIVO EM NOSSO PLANETA em muito pouco tempo. Uma Esfera real: O passo seguinte foi verificar se algum outro satélite de observação solar foi capaz de capturar o objeto estranho. Fui para o SOHO e STEREO, duas sofisticados satélites de observação solar da NASA, e descobri que ambos os satélites haviam fotografado o “objeto” de outros ângulos e fizeram maisimagens e vídeos do estranho fenômeno. Provado sem dúvida a autenticidade e realidade da gigantesca esfera negra, o próximo passo era descobrir o que ela poderia ser, e, incidentalmente, a razão pela qual a NASA não tinha tornado pública ainda qualquer informação ou declaração a este respeito. A resposta veio, novamente, através do satélite SDO sim. Pedi uma análise dos dados obtidos pelo satélite entre 11 e 12 de março e se constatou que, apenas no ponto onde a bola tinha aparecido, o instrumento AIA (Atmospheric imagem Assembly) havia detectado o aparecimento de um “buraco coronal no SOL”, isto é, uma área em que a coroa (a camada externa do Sol) é mais escura e fria de plasma é menos densa do que o resto de sua superfície. Então era isso … Cientistas que estudam o Sol conhecem muito bem esse fenômeno que está bem documentado. Este é um escoadouro de plasma transiente de energia solar, que esta ligado à superfície do SOL por meio de um filamento de vórtice e, além disso, está muitas vezes associada com ejecção de massa coronal (CME), estas nuvens de plasma quente e energizado que o SOL ejeta durante os períodos de pico de sua atividade e, quando chegam à Terra, podem causar problemas com satélites e sistemas elétricos e de comunicações. Buracos coronais também podem ser produzidos pouco antes de uma tempestade solar e, quando formada na borda da coroa, são visíveis, assim como o seu perfil se destaca contra o fundo negro do espaço. Nesta página você pode ver imagens de vários buracos coronais, muito parecido com que ocorreu em 12 de março. Não surpreende, então, de que a NASA não fez qualquer declaração sobre um fenômeno que ocorre e tantas vezes … Link para explicação da NASA: http://www.youtube.com/watch?v=82l46fpd-ic
Outra imagem do fenômeno solar de 12 de março. Solar Flare Neste ponto, eu fui deixado sozinho para determinar se, de fato, em 12 de março havia ocorrido naquele momento uma explosão solar. E de fato isso aconteceu. Foi também uma das tempestades que causaram a CME-Coronal Mass Ejection (Emissão de Massa Coronal) que durante um par de semanas fez correr muita tinta em todo o mundo, e que causou alguns dos problemas causados em alguns sistemas elétricos na Ásia. E neste vídeo você pode ver em detalhes a última explosão solar do dia 12. E como ele surge exatamente no mesmo lugar onde estava o então “misterioso” círculo negro. ASSISTA O VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=82l46fpd-ic Portanto, não houve nenhum episódio envolvendo UFO gigantesco, buraco negro ou de um planeta errante, foi apenas um fenômeno natural que, apesar de ser comum entre os cientistas, era pouco conhecido do público em geral, até o presente momento. Tenha em mente que o satélite SDO é relativamente novo (foi lançado há somente dois anos) e o nível de detalhes que ele pode alcançar com seus instrumentos pode confundir observadores não experientes. Talvez seja precisamente essa a razão do por que ultimamente estão se multiplicando vídeos na internert sobre “objetos estranhos em torno do Sol”. Na verdade, a maioria deles vêm dos mesmos dados obtidos através do satélite SDO. FONTES: THOTH3126 /http://www.abc.es/

SOL: REGIÃO ATIVA SURGE E EMITE PODEROSO FLARE DE RAIO-X

Nosso Sol andava muito calmo até que resolveu dar uma demonstração de sua força. Em menos de 12 horas a estrela emitiu duas poderosas emissões de raios-x que fizeram saltar os sensores a bordo dos satélites. Preparem-se, pois outros flares deverão ocorrer!
Atualmente, existem diversas regiões ativas (grupos de manchas) na superfície do Sol, algumas com características capazes de produzir flares de raios-x e ejeções de massa coronal de grande intensidade. Entre elas as Regiões Ativas AR 2080, AR 2085 e a novíssima AR 2087, responsável pelas fortes emissões observadas hoje. Todas as regiões citadas possuem configuração magnética do tipo Beta-Gama-Delta, uma disposição tão complexa que é impossível traçar uma linha contínua entre os pontos de polaridades opostas entre as manchas do grupo. Esse tipo de configuração é responsável pelas maiores explosões observadas na superfície solar. Nas últimas 12 horas foram observados diversos flares de raios-x, dois deles de muito alta intensidade e que chegaram a atingir a classe X2.2 e X1.5. A localização exata dessas emissões é a nova região ativa AR 2087, que acaba de surgir no limbo leste do Sol e deverá permanecer por alguns dias de frente para a Terra. Além da AR 2087, as regiões ativas AR 2080 e AR 2085 também têm características magnéticas similares e poderão causar surpresas nas próximas horas. A AR 2085 é uma mancha bastante grande, que cobre 840 milionésimos da superfície solar, cerca de 2.6 bilhões de quilômetros quadrados e já pode ser vista da Terra sem necessidade de telescópios ou binóculos. Fonte: Apolo11.com

sábado, 31 de maio de 2014

ESTRANHO FENÔMENO ASTRONÔMICO LIBERA TANTA ENERGIA COMO O SOL EM 300.000 ANOS

Os astrônomos de Nova Gales do Sul, na Austrália, que estão a cargo da operação do radiotelescópio Parkes, acharam uma curiosa e até agora inédita forma de energia no espaço exterior e deram conta dela em um artigo da revista Science. O fenômeno foi registrado em quatro ocasiões entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012, e afirmam que, seja o que for que tenha acontecido, foi algo tão veloz que não tem suficiente informação para analisar a sua procedência. Os astrônomos registraram um poderoso sinal durante poucos milisegundos: quatro flashes de energia provenientes de diferentes pontos da galáxia, mas os cientistas apressam-se em esclarecer que sua procedência não pôde ser localizada em nenhum ponto dentro de nossa Via Láctea nem em nenhuma galáxia próxima. Segundo o relatório, durante os milisegundos de duração do resplendor, cada um dos sinais liberou tanta energia como nosso sol é capaz de emitir durante 300 mil anos. - "Viajou desde um lugar tão longínquo que para o tempo em que atingem a Terra o telescópio Parkes teria que operar durante um milhão de anos para coletar suficiente informação como para ter o equivalente energético de um mosquito em pleno vôo", escreve Dan Thornton da Universidade de Manchester, explicando a magnitude do fenômeno para o Discovery News. James Cordes da Universidade de Cornell, por sua vez, afirma que este fenômeno poderia tratar de um tipo de evento astrofísico de alta energia completamente inédito na história da observação do universo: - "Ainda é muito cedo para identificar as origens astrofísicas de eventos tão comuns, mas (até agora) tão raramente detectados". Algumas possíveis hipóteses da origem deste fenômeno ainda dividem os estudiosos: choque de estrelas de nêutrons com campos magnéticos super poderosos, buracos negros evaporando-se, emanações de raios gama provenientes de uma super nova? A resposta ainda está longe de ser esclarecida. FONTE: NBCNews

quarta-feira, 21 de maio de 2014

CAMPO MAGNÉTICO DO SOL ESTÁ MAIS FRACO E SE INVERTENDO

Dados gerados pelo Laboratório Solar de Wilcox, indicam que o aguardado processo de reversão do campo magnético solar está em andamento e também revelam que a intensidade do fluxo magnético recente é quase a metade ao do século passado. Clique para ampliar Observações feitas por cientistas estadunidenses em 2013 indicavam que o campo magnético do Sol se inverteria totalmente até o final daquele ano, com possíveis efeitos em cascata em todo o Sistema Solar. A afirmação estava baseada em dados coletados desde janeiro de 1976 nas regiões polares do Sol. Agora, passados cinco meses desde o início de 2014, os dados coletados pelo Laboratório Solar de Wilcox, WSO, mostram que esse processo de reversão magnética ainda está em andamento e deve se concretizar nos próximos meses. Em entrevista concedida por e-mail ao Apolo11, o físico solar Todd Hoeksema, ligado á Universidade de Stanford, nos EUA e diretor do WSO, informou que o processo não ocorre de forma abrupta. Segundo ele, os novos campos magnéticos que se deslocam das latitudes baixas em direção aos polos se misturam com os campos antigos. Isso faz com que a polaridade nas regiões limítrofes equatoriais se invertam antes das regiões polares. "Algumas vezes o campo magnético polar se inverte mais de uma vez e isso parece estar acontecendo neste momento no hemisfério norte. Isso foi observado na metade de 2012 e parece estar ocorrendo outra vez em 2014", disse Hoeksema. O pesquisador também explicou que devido à inclinação da orbita solar não é possível coletar dados sempre da mesma região e isso se reflete nas grandes variações anuais observadas nas plotagens dos gráficos. "Se você observar apenas a plotagem referente à região norte verá inversões temporárias por volta do ano de 2010, mas a média de longo prazo não se inverteu até o verão de 2012. Ao que parece o polo sul se inverteu em junho passado, mas essa reversão ainda não está totalmente caracterizada", explicou o cientista. Essas conclusões podem ser observadas no gráfico acima, onde a linha negra mais sólida representa a média suavizada dos hemisférios solares norte e sul. Consequências À medida que o Sol gira, seu campo magnético induz uma corrente elétrica de alguns bilionésimos de amperes por metro quadrado que se estende por uma extensa área projetada a partir do equador solar chamada "esteira de corrente". Apesar da intensidade ser pequena, a corrente flui através de uma região de 10 mil km de espessura e milhares de quilômetros de largura. Durante a inversão de campo magnético, a esteira se torna muito ondulada e na medida em que a Terra orbita o Sol, todo o planeta mergulha para dentro e para fora dessa estrutura, o que pode provocar poderosas tempestades geomagnéticas na Terra. Diminuição do Campo Magnético Embora não tenha sido comentado pelo pesquisador, os dados observados e fornecidos pelo WSO mostram que entre dezembro de 2000 até dezembro de 2013, a intensidade do fluxo magnético solar durante os momentos máximos é praticamente a metade daquele observado entre 1976 e 2000. Enquanto no século passado os picos atingiram diversas vezes entre 1.5 e 2.0 Gauss, nos últimos 14 anos raramente ultrapassaram 0.8. Como as medições começaram apenas em 1976 isso não deve ser visto como uma tendência de enfraquecimento do fluxo magnético até que mais dados sejam coletados nos próximos anos. Artes: No topo, Sol registrado na manhã de 16 de maio de 2014 na cidade de São Paulo. na Sequência, gráfico elaborado pelo Laboratório Solar de Wilcox mostra o comportamento do campo magnético solar. A linha pontilhada vermelha representa o fluxo do hemisfério sul solar enquanto a linha fina cinza, o hemisfério norte. A linha azul mostra a média entre os dois hemisférios e a linha solida a média suavizada. Acima, explicação mais detalhada sobre o processo da reversão. Fonte: apolo11.com

ESTUDO DE NEBULOSAS MOSTRA COMO O SOL VAI MORRER

O registro do Chandra (em rosa, no centro da nebulosa) é combinado a uma observação de um telescópio óptico. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Rochester, em Nova York, divulgaram uma série de imagens de nebulosas planetárias feitas pelo telescópio Chandra. Os registros fazem parte de um estudo desse tipo de objeto - que pode representar o futuro do Sistema Solar. O equipamento é administrado pela Nasa e pelo Observatório Smithsonian, da Universidade de Harvard. O estudo foi publicado no The Astronomical Journal. Os cientistas acreditam que o Sol - daqui a bilhões de anos - vai esgotar o hidrogênio de seu núcleo e, por causa disso, vai inchar e se tornar em uma estrela vermelha. As camadas mais externas da estrela começarão a emitir material até que no final sobrará apenas o núcleo - uma anã branca. O forte vento solar vai empurrar esse material e formará uma nebulosa planetária. Para entender melhor esse processo, os pesquisadores registraram 21 dessas estruturas com até 5 mil anos-luz de distância da Terra. Além disso, a pesquisa incluiu observações de outras 14 nebulosas que já haviam sido registradas pelo Chandra. O equipamento registra raios-X que, nos casos dessas nebulosas, os cientistas acreditam ser causado por ondas de choque dos rápidos ventos solares que colidem com o material ejetado. Ao comparar essas imagens com registros ópticos, os astrônomos afirmam ter encontrado conchas compactas que foram criadas por fortes ondas de choque. Segundo eles, essas conchas não têm mais que 5 mil anos, o que indica a frequência com que as ondas ocorrem. Cerca de metade das nebulosas estudadas tinham fontes de raios-X pontuais no centro, onde fica a anã branca, o que indica que essa estrela tem outra companheira nesses casos. Os cientistas afirmam que novos estudos serão necessários para entender o papel de uma estrela companheira na formação da estrutura de uma nebulosa planetária. O nome "nebulosa planetária" na verdade nada tem a ver com planetas. Quando esses objetos começaram a ser vistos, os astrônomos os acharam parecidos com os planetas Urano e Netuno nos fracos telescópios da época. O termo foi cunhado por William Herschel no século 18. Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6220338-EI301,00-Estudo+de+nebulosas+mostra+como+o+Sol+vai+morrer.html

quinta-feira, 1 de maio de 2014

QUÃO QUENTE É O SOL?

O sol, uma fonte de propulsão nuclear maciça de energia no centro do sistema solar, gera o calor e a luz que sustentam a vida na Terra. Mas quão quente está o sol? A resposta é diferente para cada parte do Sol. Disposto em camadas, o sol varia de temperatura: é mais quente no seu centro e mais frio em suas camadas exteriores. Estranhamente, reaquece à margem da sua atmosfera. No núcleo do sol, a gravidade faz com que uma intensa pressão provoque temperaturas de até 15 milhões de graus Celsius. Isso gera a fusão nuclear responsável pela energia da estrela. Essa energia, em seguida, irradia para fora na zona de radiação interior do sol, que não tem o calor e a pressão para causar fusão. Nessa zona, as temperaturas caem entre 7 e 2 milhões de graus Celsius. Na zona seguinte, chamada de zona convectiva, bolhas de plasma transportam o calor para a superfície. Esta zona atinge cerca de 2 milhões de graus Celsius. Em seguida, a energia atinge a superfície do sol, ou fotosfera, produzindo a luz visível da Terra. Nessa zona as temperaturas caem abruptamente para uns míseros 5500 graus Celsius. Por razões desconhecidas, no entanto, as temperaturas sobem novamente na atmosfera do sol, atingindo até 2 milhões de graus Celsius na corona mais externa da estrela. FONTE: Livescience

segunda-feira, 28 de abril de 2014

COMO CALCULAR A MASSA DA TERRA, DO SOL OU DE UM PLANETA?

A distância da Terra ao Sol pode ser determinada astronomicamente e podemos assim determinar a velocidade da Terra em volta do Sol. De posse do valor da velocidade da Terra, podemos calcular a força centrípeta necessária para manter a Terra na sua órbita em volta do Sol (A massa da Terra pode ser calculada através do peso de um objecto na superfície da Terra, ou seja, através da força gravitacional agindo sobre um objecto, usando a Lei da Gravitação Universal). Como a força centrípeta tem que ser igual à força de atração gravítica entre a Terra e o Sol podemos então usar a Lei da Gravitação Universal para calcular massa do Sol. De posse da massa do Sol, podemos pelo mesmo método determinar a massa de qualquer planeta desde que determinemos astronomicamente o raio orbital da sua órbita e o seu período de rotação. Então calculamos a força centrípeta requerida e igualamo-la à força predita pela Lei da Gravitação Universal, usando a massa do Sol. Se o planeta tem uma lua, se observarmos o tempo que ela o leva a orbitar e soubermos a sua distância ao planeta podemos usar o mesmo método para determinar a massa desse planeta. Embora Mercúrio e Vénus não tenham planetas, exercem uma certa força um no outro e nos outros planetas do sistema solar. Como resultado disso, os planetas seguem trajectórias ligeiramente diferentes das que seguiriam sem esse efeito perturbador. Desses desvios podem-se determinar com mais rigor a massa dos planetas sem satélites naturais. No caso dos asteróides, a forças gravíticas que eles exercem noutros corpos é mínima e só podemos fazer estimativas baseadas no seu tamanho e possível composição mineral. Contudo, agora, com base na trajectória de satélites artificiais que passam perto desses corpos podemos determinar as suas massas mais correctamente seguindo cuidadosamente a sua trajectória e usando medidas Doppler via radio da Terra. A massa do asteróide Matilde foi recentemente determinada com rigor quando o satélite NEAR passou perto dele. É consideravelmente menor do que se pensava. Cálculo da massa da Terra: A Lei da Gravitação Universal de Issac Newton diz-nos que a força de atracção entre dois objectos é proporcional ao produto das suas massas dividido pelo quadrado da distância entre os seus centros de massa, ou seja F=G (m1*m2)/d2. A constante de proporcionalidade é G, igual a 6,67 x 10-11 (kg -1·m3·s-2). (Cavendish determinou esta constante medindo com precisão a força horizontal entre duas esferas de metal numa experiência referida por vezes como «o pesar da Terra»). Se assumirmos que o centro de massa da Terra está no seu centro geográfico e dado que conhecemos o raio da Terra podemos usar a Lei da Gravitação Universal para calcular a massa da Terra: MT= F* rT2/(G*MO) =5,972*1024 Kg, em que F é o peso do objeto, isto é, a força gravitacional agindo sobre o objecto, de massa MO, na superfície da Terra, e em que a distância entre os centros de massa tem um valor igual ao raio da Terra (rT =6378,15 km) . Mas o que é a gravidade? Sabemos, desde Newton, como é que a força da gravidade afecta o movimento dos objectos mas não sabemos porque é que ela age do modo que age. A ciência opta por uma visão instrumentalista do problema: explicar o «como» e não o «porquê». Depois de Newton, o universo passou a parecer-nos uma máquina perfeita, baseada na matemática. Alguém a pôs em movimento? E porquê? Cálculo da massa do Sol: A distância da Terra ao Sol ,d=149,600,000 km, pode ser determinada astronomicamente e podemos assim determinar a velocidade da Terra em volta do Sol: vT =2p *1,496*1011 m/ano = 2,98*104 m/s De posse do valor da velocidade da Terra, podemos calcular a força centrípeta necessária para manter a Terra na sua órbita em volta do Sol. Fc=MT*vT2)d = 5.972*1024 *(2,98*104)2 / 1,496*1011 =35,4*1021 N Como a força centrípeta tem que ser igual à força de atracção gravítica entre a Terra e o Sol, podemos então calcular massa do Sol usando a Lei da Gravitação Universal: MS=F* d2 G*MT= 35,4*1021 *(1,496*1011)2 / (6,67*10-11*5.972*1024)= 1,989*1030Kg Note no entanto que se igualarmos a expressão da força centrípeta com a da força de atracção gravítica, podemos eliminar a massa da Terra do cálculo ficando então: G *MS/d2=vT2/d e MS=vT2*dG = (2,98*104)2 * 1,496*1011/ 6,67*10-11= 1,989*1030Kg O que isto quer dizer, basicamente, é que é a igualdade da aceleração gravítica com a aceleração centrípeta que é relevante. Se rescrevermos a mesma fórmula como v2=G* MS /d, vemos que a velocidade orbital de um corpo no nosso sistema solar é apenas função da massa do Sol e da distância a que ele está do Sol (desprezando outras influências gravíticas menores, claro). A massa do corpo não é relevante. Suponhamos que há um objeto em órbita em volta da Terra à distância a que está a Lua, dL =3,84404*108m. Teríamos então que v2=G* MT / dL = 6,67*10-11*5.972*1024 / 3,84404*108= 1,0362*106 e v=3664,64 km/h. E quanto tempo duraria a descrever uma órbita? Seria: P= 2*pi *3,84404*108 /3664,64*103 = 659,0774 horas = 27,46 dias. Obtemos sensivelmente a velocidade orbital e o período sideral da Lua! Mas note que, quer fosse a Lua quer fosse uma maçã, teria sensivelmente a mesma órbita! Cálculo da massa dos outros planetas De posse da massa do Sol, podemos pelo mesmo método determinar a massa de qualquer planeta desde que determinemos astronomicamente o raio orbital da sua órbita e o seu período de rotação. Então calculamos a força centrípeta requerida e igualamo-la à força predita pela Lei da Gravitação Universal, usando a massa do Sol. Se o planeta tem uma lua, se observarmos o tempo que ela o leva a orbitar e soubermos a sua distância ao planeta podemos determinar a massa desse planeta usando a equação: MP=(vS2*dS ) /G FONTE:http://to-campos.planetaclix.pt/astron/massas/massas.htm

sábado, 26 de abril de 2014

NEUTRINOS PODEM NOS AJUDAR A ENTENDER O SOL

O mundo já tomou conhecimento dos experimentos no laboratório italiano de Gran Sasso, que estuda a fundo o funcionamento dos neutrinos. São partículas subatômicas efêmeras, e o sol lança bilhões delas sobre a Terra a cada instante. Os cientistas se convencem cada vez mais que a compreensão dos neutrinos pode dar muitas informações sobre o funcionamento do sol e de outras estrelas. No último mês, ficou notória a pesquisa do laboratório de Gran Sasso que afirma ter colocado os neutrinos para viajar em uma velocidade superior à da luz, algo que ainda não é aceito por toda a comunidade científica internacional. Este novo experimento, feito no mesmo local, teve como foco a interação entre nós e os neutrinos provenientes do sol. Os neutrinos, que não têm carga elétrica e raramente interagem com a matéria, são gerados a partir de mecanismos radioativos que, na superfície de nosso astro luminoso, acontecem de forma natural. A cada segundo, 65 bilhões de neutrinos por centímetro quadrado incidem sobre a Terra. Recentemente, um potente e sensível detector de neutrinos, que usa mais de 2.200 sensores, descobriu que essas partículas têm massa, algo que era negado há até pouco tempo. Os cientistas notaram que o neutrino proveniente do sol é gerado, em grande parte, pelo decaimento de átomos de berílio-7, um elemento instável que se encontra em rochas minerais na Terra. Conforme investigação dos pesquisadores, essa liberação constante de bilhões de neutrinos representa 10% da massa que se esvai constantemente do sol. E a massa dos neutrinos ainda varia conforme mais uma variável: os seus “sabores”. Existem neutrinos de elétrons, de múon e de tau, sendo essas três partículas de carga negativa. Neutrinos de elétron só interagem em ocorrências onde haja outros neutrinos de elétrons, e o mesmo vale para os outros dois tipos. Os cientistas descobriram que um neutrino pode oscilar de um sabor a outro durante sua viagem ao sol, embora ainda sejam necessários estudos mais profundos para que isso se confirme. Mas isso é apenas a ponta do iceberg. No futuro, os cientistas esperam detectar exatamente que tipo de partículas o sol emite para nós, com seus respectivos motivos. FONTE:LiveScience