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sábado, 13 de agosto de 2016

O AUMENTO DAS TEMPERATURAS MARINHAS ESTÁ DESTRUINDO FLORESTAS DE ALGAS AUSTRALIANAS RAPIDAMENTE

O aumento das temperaturas do mar ao longo da costa da Austrália levou a enorme deterioração das florestas de algas marinhas, segundo a New Scientist. Em um estudo publicado na Science desta semana, pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental em Perth encontraram uma correlação entre o aumento das temperaturas no Oceano Índico e as mudanças nas populações de algas. No ano passado, os pesquisadores não encontraram sinais de recuperação de algas marinhas na área após a onda de calor recorde de 2011. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a alga marinha requer temperaturas entre 5 e 20 graus Celsius para sobreviver. Em 2011, as temperaturas ao nível da superfície do mar ao largo da costa da Austrália Ocidental atingiu mais de 2 graus Celsius acima da média. Cerca de 90% das florestas de algas da Austrália foram destruídas entre 2010 e 2013, de acordo com o The Guardian. Como o New Scientist destaca, é a maior e mais rápida perda de grande parte das florestas de algas já documentada. Essas florestas fornecem oxigênio e um habitat para a vida marinha, e conforme as temperaturas sobem, as algas continuarão a recuarem para o sul. Peixes tropicais e recifes de coral que se saem melhor em águas mais quentes vão assumir os locais antigos das florestas de algas marinhas, relata o New Scientist. “Foi um choque ao voltar a esses locais de mergulho e, de repente perceber, ‘Wow – isso está completamente diferente'”, r disse o pesquisador-chefe Thomas Wernberg ao New Scientist . “Quando fomos até as regiões do norte e vimos que tudo estava acabado, isso foi devastador.” FONTE: curioso.blog.br/post/aumento-temperaturas-marinhas-destruindo-florestas-algas-australianas-rapidamente/

domingo, 11 de janeiro de 2015

TEMPERATURAS E DEGELO AUMENTAM NO ÁRTICO À MEDIDA QUE PLANETA ESQUENTA

Temperaturas recorde no Alasca, cobertura de neve abaixo da média no Ártico e degelo excessivo no verão da Groenlândia foram observados este ano por cientistas, despertando novas preocupações sobre o aquecimento global. O Arctic Report Card, desenvolvido por 63 cientistas em 13 países e atualizado a cada ano desde 2006, foi na reunião da União Geofísica Americana, em São Francisco (Califórnia, EUA). O relatório constatou que o Ártico continua esquentando numa taxa duas vezes maior do que em baixas altitudes, indicando a permanência de uma tendência conhecida como Arctic Amplification. “Não podemos esperar recordes todos os anos. As constantes mudanças na região não precisam ser espetaculares, disse o autor principal Martin Jeffries, consultor científico do Ártico e oficial do programa pelo Arctic and Global Prediction no escritório de Pesquisa Naval no Condado de Arlington, na Virgínia, Estados Unidos. A temperatura do ar continua esquentando em comparação à média dos últimos 30 anos, o que é importante porque essas temperaturas agem como indicadores e responsáveis pelas mudanças regionais e globais, alterando os habitats de ursos polares que lutam pela sobrevivência com o gradativo desaparecimento de oceanos congelados. “A mudança climática está causando um efeito desproporcional no Ártico. Nos últimos 30 anos, a região vem se tornando mais verde, quente e acessível a embarcações, extração energética e pesca”, disse Craig McLean, administrador assistente no National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA, na sigla em inglês). “Essas transformações, causadas pelas emissões de gases do efeito estufa, estão trazendo enormes desafios”, prosseguiu. Variáveis naturais - Houve algumas melhoras significativas, inclusive um ligeiro espessamento do gelo no Ártico e o registro de apenas a sexta menor quantidade de mares congelados desde as observações de satélite iniciadas em 1979. No entanto, cientistas informaram que estudos em curso verificaram que as diferenças regionais das temperaturas do ar ao longo do tempo ocorrem muitas vezes “devido a variáveis aleatórias naturais”. O relatório abrange um período entre outubro de 2013 e setembro de 2014. Nesse intervalo de tempo, houve temperaturas extremas de frio no leste da América do Norte e região central da Rússia, juntamente com o ar excepcionalmente quente no Alasca e norte da Europa. “O Alasca registrou anomalias em sua temperatura, que foi 10º C mais alta do que a média de janeiro”, afirma. A cobertura de neve no Ártico durante a primavera foi abaixo das médias entre 1981 e 2010, e novos mínimos históricos foram observados em abril na Eurásia. Já na América do Norte, a cobertura em junho foi a terceira mais baixa registrada, quando “a neve desapareceu três ou quatro semanas antes que o normal na Rússia Ocidental, Escandinávia, sub-ártico canadense e Alasca Ocidental devido a um acúmulo abaixo da média e acima das temperaturas normais da primavera”. Apesar de um sutil aumento na espessura do gelo no Ártico em comparação com 2013, ainda “há uma quantidade muito menor do gelo mais antigo, mais espesso (com mais de 4 metros) e mais resiliente do que 1988″. Naquela época, o gelo mais antigo compunha até 26% do bloco de gelo; agora, compõe apenas 10%. As temperaturas da superfície do mar em todo o Ártico aumentaram especialmente no Mar de Chukchi, a noroeste do Alasca, onde as temperaturas estão aumentando a um ritmo de 0,5° C por década. Na maior parte do verão, o derretimento da camada de gelo ao longo da Groenlândia foi acima da média, embora sua massa total tenha permanecido inalterada entre 2013 e 2014. Conforme o gelo derrete, a sua capacidade de refletir a luz solar enfraquece, o que leva a uma perda ainda maior de gelo. O gelo na Groenlândia neste verão foi o segundo mais escuro desde o ano 2000 e agosto estabeleceu uma nova baixa de reflexibilidade. Fonte: http://zip.net/bdqtG0

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

COMO É CALCULADO A SENSAÇÃO TÉRMICA?

O cálculo da sensação térmica, que é a temperatura que realmente sentimos em uma determinada situação, deve levar em conta dois fatores: velocidade do vento e umidade relativa do ar. A tabela disponibilizada no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calcula que a sensação térmica diminui aproximadamente 1 °C a cada vez que os ventos chegam a 7 km/h - quanto maior a velocidade do vento, maior o calor retirado da superfície da pele, e, portanto, maior a sensação de frio.
Por exemplo, em um local com temperatura ambiente de 10 °C e ventos de 7 km/h, a sensação térmica é de 9 °C. Para ter uma idéia, um vento de 7 km/h está longe de ser um furacão, que tem ventos de no mínimo 118 km/h de velocidade. O problema é que as fórmulas usadas pelos institutos de meteorologia no Brasil consideram apenas a velocidade do vento, e não levam em conta a umidade do ar. "Numa temperatura X, com ar seco, sentimos um certo frio. Já, se ocorrer a mesma temperatura com chuva, a tendência é sentirmos ainda mais frio. O frio seco é menos sentido que o frio úmido", diz André Madeira, meteorologista da Climatempo. FONTE:mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-calculada-a-sensacao-termica

quinta-feira, 1 de maio de 2014

QUÃO QUENTE É O SOL?

O sol, uma fonte de propulsão nuclear maciça de energia no centro do sistema solar, gera o calor e a luz que sustentam a vida na Terra. Mas quão quente está o sol? A resposta é diferente para cada parte do Sol. Disposto em camadas, o sol varia de temperatura: é mais quente no seu centro e mais frio em suas camadas exteriores. Estranhamente, reaquece à margem da sua atmosfera. No núcleo do sol, a gravidade faz com que uma intensa pressão provoque temperaturas de até 15 milhões de graus Celsius. Isso gera a fusão nuclear responsável pela energia da estrela. Essa energia, em seguida, irradia para fora na zona de radiação interior do sol, que não tem o calor e a pressão para causar fusão. Nessa zona, as temperaturas caem entre 7 e 2 milhões de graus Celsius. Na zona seguinte, chamada de zona convectiva, bolhas de plasma transportam o calor para a superfície. Esta zona atinge cerca de 2 milhões de graus Celsius. Em seguida, a energia atinge a superfície do sol, ou fotosfera, produzindo a luz visível da Terra. Nessa zona as temperaturas caem abruptamente para uns míseros 5500 graus Celsius. Por razões desconhecidas, no entanto, as temperaturas sobem novamente na atmosfera do sol, atingindo até 2 milhões de graus Celsius na corona mais externa da estrela. FONTE: Livescience

quinta-feira, 10 de abril de 2014

QUAL É A TEMPERATURA MAIS ALTA QUE A CIÊNCIA JÁ CONSEGUIU PRODUZIR?

Os físicos que trabalham no LHC – Grande Colisor de Hádrons – realizaram nova façanha. Após revelar ao mundo a possível descoberta do bóson de Higgs, também denominada “partícula de Deus”, os físicos quebraram um recorde de temperatura. O experimento foi realizado utilizando colisões de íons pesados como o chumbo, criando em uma fração de segundos um plasma de quark-glúon com a temperatura de 5,49 trilhões Kelvin. Na verdade, a confirmação do recorde ainda é um pouco incerta. A equipe de físicos apresentou o trabalho científico em uma conferência que aconteceu em Washington, EUA, anunciando a quebra do próprio recorde, anteriormente de 4 trilhões Kelvin. Segundo os cientistas, os dados só foram divulgados agora por medida cautelar, pois é muito delicado fazer medições em temperaturas tão elevadas. O plasma de quark-glúon foi descoberto em 2000 e são muito interessantes pelo fato de replicarem as condições que possivelmente ocorreram microssegundos após o evento do Big Bang. Esses plasmas só existem quando a temperatura e a densidade são extremamente altas, permitindo que os componentes básicos da matéria, os quarks e os glúons, fiquem livres. A equipe do CERN compete sobre os registros de altíssimas temperaturas com o Relativistic Heavy Ion Collider, do Laboratório Nacional de Brookhaven, em Nova York, há muitos anos. Em 2005, os pesquisadores americanos descobriram um tipo de plasma que se comporta como um líquido sem atrito e até já publicaram dados relativos à forma como esse plasma se transforma em uma matéria regular. Segundo Steven Vignor, pesquisador do Brookhaven, “há fortes indícios de que os experimentos têm sido capazes de atravessar fronteiras inimagináveis, mas eles são cautelosos, buscando dados convincentes para fazer uma declaração oficial”, de acordo com a Wired UK. FONTE:Jornal Ciência

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

NOVO ESTUDO APONTA QUE OS NÍVEIS DE CO2 CONTROLAM A TEMPERATURA DA TERRA

Através da utilização de um novo modelo de análise do clima, pesquisadores do Instituto de Estudos Espaciais da Nasa concluíram, que o dióxido de carbono manipula a temperatura da Terra. Apenas o vapor d’água e as nuvens não podem sustentar o efeito estufa sozinhos. Andrew Lacis, do Instituto, juntamente com David Rind e outros colegas, estudaram o efeito estufa do planeta, e concluiram que os gases de efeito estufa não-condensados, como o dióxido de carbono, ozônio, os clorofluorocarbonetos, óxido nitroso e metano, desempenham um papel central no efeito estufa. Enquanto o vapor de água e as nuvens são os principais agentes quando se trata de efeito estufa do planeta, Lacis e seus colegas descobriram que o vapor de água e as nuvens por si só não poderia prever “mecanismos de feedback” que ajudam a absorver a radiação infravermelha de saída sem a ajuda dos gases. Os pesquisadores chegaram à conclusão do seguinte modo: eles aceleraram o modelo climático atual, só que sem aerossois ou gases de efeito estufa sem condensação. O resultado foi que o efeito estufa do planeta “desmoronou”. Isso aconteceu porque o vapor d’água precipitou-se rápido demais da atmosfera. Lacis concluiu que o vapor de água funciona como um processo de feedback que contribui com 50% do efeito estufa, mas não pode sustentar o fenômeno sozinho. “Nossa simulação de modelagem climática deve ser encarada como uma experiência em física atmosférica, o que ilustra um problema de causa e efeito. Isso nos permitiu obter uma melhor compreensão da mecânica do trabalho de efeito estufa do planeta e nos permitiu demonstrar a relação direta que existe entre a crescente dióxido de carbono atmosférico e aumento da temperatura global “, explica Lacis. Segundo o estudo, essa informação está diretamente relacionada ao registro geológico, que mostra que os níveis de dióxido de carbono se deslocaram entre 180 partes por milhão durante idades de gelo para cerca de 280 partes por milhão durante períodos interglaciais quentes. Ao longo do século passado, tem havido aumento de um grau Celsius na temperatura global, o que significa que a diferença de temperatura média entre a idade do gelo e os períodos interglaciais é apenas cerca de 5 graus Celsius. Rind explica ainda que o enquanto o nível de dióxido de carbono aumenta, o vapor d’água volta à atmosfera em quantidades maiores. “Foi isso que derreteu as geleiras que uma vez cobriram a cidade de Nova York”, exemplifica. Segundo ele, estamos em “território desconhecido” hoje, como os níveis de dióxido de carbono quase 390 partes por milhão nesse período “superinterglacial”. “O resumo da ópera é que o dióxido de carbono atmosférico atua como um termostato para regular a temperatura da Terra”, pontua Lacis. “O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas documentou corretamente o fato de que a atividade industrial é responsável pela rápida expansão dos níveis de dióxido de carbono e outros gases estufa. Não é, pois, de se estranhar que o aquecimento global pode estar ligado diretamente ao aumento observado de dióxido de carbono na atmosfera e à atividade industrial humana em geral”, completa. FONTE:Daily Tech

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

QUAL É A TEMPERATURA DO ESPAÇO?

Depende de que parte do espaço estamos falando. Em geral, funciona assim: quanto mais próximo dos astros, maior a temperatura. Outro fator que pesa é a presença de matéria: o calor pode ser retido por ela. À medida que o espaço vai ficando vazio, a temperatura cai. No vácuo total (ausência de matéria), a temperatura despenca para até 272 ºC negativos, 1 grau acima do zero absoluto. "É como medir a temperatura mínima do espaço. Não há local mais frio que esse. São regiões vazias e afastadas de corpos aquecidos", diz o astrônomo Enos Picazzio, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. Para ter uma idéia da friaca, a menor temperatura já registrada na Terra foi de 89,2 ºC negativos, na Antártida. Já no espaço interestelar, em que não chega a reinar o vazio absoluto (há gases, grãos e poeira), a temperatura varia. No topo da atmosfera terrestre, por exemplo, a temperatura é algo em torno de 27 ºC. "Mas isso não significa que o espaço acima da atmosfera esteja nessa temperatura. Na verdade, ele é frio, mas um corpo nessa região que seja iluminado pelo Sol pode atingir essa temperatura. Na escuridão, a temperatura cairia muito", afirma Picazzio. Já na Lua, que não tem atmosfera, as temperaturas variam muito: com o Sol a pino, a superfície do satélite passa os 100 ºC e cai, durante a noite, para -150 ºC. ENTRANDO NUMA FRIA Distância das estrelas e presença de matéria influem na temperatura média dos planetas. SOL A temperatura da parte do Sol que é visível da Terra, a fotosfera (uma camada fina, brilhante e bem definida, considerada sua superfície), é de 5 500 ºC, mas algumas estrelas podem passar de 50 000 ºC. No interior do Sol, no entanto, a coisa esquenta: o calor chega a 15 milhões de graus! PLANETAS SÓLIDOS Nossa querida Terra é mantida aquecida graças à atmosfera e suas cinco camadas. A radiação solar e sua interação com o solo terrestre definem o calor que faz por aqui. Cerca de 47% do calor emitido pelo Sol é absorvido pela Terra. Os outros planetas sólidos do sistema solar são Mercúrio, Vênus e Marte. ESPAÇO INTERPLANETÁRIO No espaço entre os planetas ou entre as estrelas, há pouca matéria, composta sobretudo de gases e poeira espacial. O ar é rarefeito e, apesar de a temperatura poder chegar a cerca de 27 ºC no espaço entre a Terra e a Lua, por exemplo, a sensação que teríamos lá (sem vestimenta especial) seria de frio, porque as poucas moléculas ali existentes não são suficientes para transferir uma quantidade significante de calor à nossa pele ou às naves que circulam no espaço PLANETAS GASOSOS Sem superfície sólida, o material gasoso simplesmente fica mais denso de acordo com a profundidade, podendo chegar ao estado líquido. Compostos sobretudo de hidrogênio e hélio, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, além de não terem matéria sólida, estão mais distantes do Sol, o que faz o calor ser coisa rara por lá. Só nas camadas mais profundas eles são quentes FRIO ABSOLUTO Formada por uma nuvem de gás e poeira, a nebulosa de Bumerangue registra temperatura de 272 ºC negativos (1 kelvin), só 1 grau acima do zero absoluto. Ao que parece, ela é o lugar mais frio do Universo, mas o mistério ainda não foi totalmente desvendado. A nebulosa fica em Centauro, uma das constelações da Via Láctea, no hemisfério sudeste celestial, a 5 000 anos-luz da Terra. FONTE: MUNDOESTRANHO