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domingo, 2 de abril de 2017

ÁRTICO ESTÁ FICANDO VERDE A UMA VELOCIDADE ALARMANTE E OS CIENTISTAS DESCOBRIRAM A CAUSA

O gelo marinho do Ártico está se tornando progressivamente mais verde. Por muitos anos, os cientistas não sabiam exatamente por quê. Eles calculavam que o verde tinha que vir de plantas marinhas microscópicas, chamadas fitoplâncton, crescendo sob o gelo. Mas isso não fazia sentido – o fitoplâncton precisa de luz para a fotossíntese, e o Ártico é supostamente escuro demais para que ele sobreviva. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores solucionou o quebra-cabeça: o recorde de baixos níveis de gelo marinho na região quebrou a barreira para a luz solar. Em vez de ser refletida, a luz está sendo absorvida por piscinas de gelo derretido. A pesquisa foi publicada em Science Advances.

Espessura

Como os satélites não conseguem olhar através do gelo para ver as condições abaixo dele, o pesquisador Chris Horvat, da Universidade de Harvard (EUA), e seus colegas tiveram que encontrar outra maneira de obter respostas. Eles construíram uma simulação computacional das condições do gelo do mar de 1986 até 2015, e confirmaram que não só a espessura do gelo estava diminuindo, como as piscinas de gelo derretido estavam aumentando. Em outras palavras, o gelo que permanece no Ártico está agora mais fino do que nunca. E, logo abaixo dele, colônias de fitoplâncton estão crescendo à medida que a luz penetra no oceano.

Mudança

À medida que a escuridão absorve mais luz do que o gelo marinho não derretido – que é brilhante e reflexivo em sua forma intocada -, a proliferação dessas piscinas de derretimento permitiu níveis sem precedentes de luz solar permeando o gelo. A simulação da equipe revelou que há 20 anos, apenas 3 ou 4% do gelo marinho do Ártico era suficientemente fino para permitir grandes colônias de plâncton.Já em 2015, quase 30% do gelo marinho do Ártico era frágil o suficiente para consentir o florescimento de fitoplâncton nos meses de verão.A tendência não deve mudar, visto que o derretimento continua a atingir níveis recordes até hoje.

Dominó

A preocupação agora é que essa explosão verde não seja apenas um efeito colateral inofensivo do gelo marinho derretido – ela pode trazer um conjunto de problemas completamente diferentes. Se as condições no Ártico começarem a ficar muito hospitaleiras para o fitoplâncton, eles vão continuar a mostrar uma preferência por elas, como aparentemente têm feito nos últimos anos. Logo, se tornarão indisponíveis para as criaturas marinhas maiores que dependem deles como fonte de alimento em outros lugares. A base da rede alimentar do Ártico vai crescer, enquanto a de outros lugares vai diminuir.Ou seja, a mudança não terá consequências somente para a própria região. Na verdade, temos que nos preocupar mais com outras aéreas. “O que acontece no Ártico não fica no Ártico”, disse a cientista Katharine Hayhoe, da Universidade de Tecnologia do Texas, em um comunicado de imprensa. “Todo este planeta está interconectado”. FONTE: sciencealert.com/the-arctic-is-turning-green-at-an-alarming-rate-and-scientists-finally-know-why

domingo, 11 de janeiro de 2015

TEMPERATURAS E DEGELO AUMENTAM NO ÁRTICO À MEDIDA QUE PLANETA ESQUENTA

Temperaturas recorde no Alasca, cobertura de neve abaixo da média no Ártico e degelo excessivo no verão da Groenlândia foram observados este ano por cientistas, despertando novas preocupações sobre o aquecimento global. O Arctic Report Card, desenvolvido por 63 cientistas em 13 países e atualizado a cada ano desde 2006, foi na reunião da União Geofísica Americana, em São Francisco (Califórnia, EUA). O relatório constatou que o Ártico continua esquentando numa taxa duas vezes maior do que em baixas altitudes, indicando a permanência de uma tendência conhecida como Arctic Amplification. “Não podemos esperar recordes todos os anos. As constantes mudanças na região não precisam ser espetaculares, disse o autor principal Martin Jeffries, consultor científico do Ártico e oficial do programa pelo Arctic and Global Prediction no escritório de Pesquisa Naval no Condado de Arlington, na Virgínia, Estados Unidos. A temperatura do ar continua esquentando em comparação à média dos últimos 30 anos, o que é importante porque essas temperaturas agem como indicadores e responsáveis pelas mudanças regionais e globais, alterando os habitats de ursos polares que lutam pela sobrevivência com o gradativo desaparecimento de oceanos congelados. “A mudança climática está causando um efeito desproporcional no Ártico. Nos últimos 30 anos, a região vem se tornando mais verde, quente e acessível a embarcações, extração energética e pesca”, disse Craig McLean, administrador assistente no National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA, na sigla em inglês). “Essas transformações, causadas pelas emissões de gases do efeito estufa, estão trazendo enormes desafios”, prosseguiu. Variáveis naturais - Houve algumas melhoras significativas, inclusive um ligeiro espessamento do gelo no Ártico e o registro de apenas a sexta menor quantidade de mares congelados desde as observações de satélite iniciadas em 1979. No entanto, cientistas informaram que estudos em curso verificaram que as diferenças regionais das temperaturas do ar ao longo do tempo ocorrem muitas vezes “devido a variáveis aleatórias naturais”. O relatório abrange um período entre outubro de 2013 e setembro de 2014. Nesse intervalo de tempo, houve temperaturas extremas de frio no leste da América do Norte e região central da Rússia, juntamente com o ar excepcionalmente quente no Alasca e norte da Europa. “O Alasca registrou anomalias em sua temperatura, que foi 10º C mais alta do que a média de janeiro”, afirma. A cobertura de neve no Ártico durante a primavera foi abaixo das médias entre 1981 e 2010, e novos mínimos históricos foram observados em abril na Eurásia. Já na América do Norte, a cobertura em junho foi a terceira mais baixa registrada, quando “a neve desapareceu três ou quatro semanas antes que o normal na Rússia Ocidental, Escandinávia, sub-ártico canadense e Alasca Ocidental devido a um acúmulo abaixo da média e acima das temperaturas normais da primavera”. Apesar de um sutil aumento na espessura do gelo no Ártico em comparação com 2013, ainda “há uma quantidade muito menor do gelo mais antigo, mais espesso (com mais de 4 metros) e mais resiliente do que 1988″. Naquela época, o gelo mais antigo compunha até 26% do bloco de gelo; agora, compõe apenas 10%. As temperaturas da superfície do mar em todo o Ártico aumentaram especialmente no Mar de Chukchi, a noroeste do Alasca, onde as temperaturas estão aumentando a um ritmo de 0,5° C por década. Na maior parte do verão, o derretimento da camada de gelo ao longo da Groenlândia foi acima da média, embora sua massa total tenha permanecido inalterada entre 2013 e 2014. Conforme o gelo derrete, a sua capacidade de refletir a luz solar enfraquece, o que leva a uma perda ainda maior de gelo. O gelo na Groenlândia neste verão foi o segundo mais escuro desde o ano 2000 e agosto estabeleceu uma nova baixa de reflexibilidade. Fonte: http://zip.net/bdqtG0

sexta-feira, 16 de maio de 2014

GENES DE BACTÉRIAS DO ÁRTICO SÃO ESPERANÇA PARA NOVAS VACINAS

Genes emprestados de bactérias do Ártico podem ser o ingrediente principal de vacinas mais seguras contra doenças como a tuberculose. Os genes capacitam os pesquisadores a criar bactérias sensíveis à temperatura que são reconhecidas pelo sistema imunológico antes de morrer, mas não causam nenhuma doença. Os pesquisadores substituíram genes nas bactérias Francisella tularensi com outros de diferentes espécies de bactérias encontradas no Ártico. Esses genes evoluíram em baixas temperaturas e pararam de funcionar a temperaturas mais elevadas, por exemplo, no interior de animais. Ratos foram vacinados com êxito contra doses normalmente fatais de Francisella tularensis. As versões sensíveis à temperatura foram injetadas na cauda dos ratos. As bactérias conseguiram sobreviver dentro de temperaturas mais baixas da pele, permitindo que o sistema imunológico as reconhecessem, mas não estavam presentes nos órgãos internos, por isso não representavam nenhuma ameaça. FONTE:NewScientist

sábado, 22 de março de 2014

GRANDE DEGELO DO ÁRTICO ABRE CAMINHO A PERIGOSA MIGRAÇÃO MICROBIANA

O acelerado degelo do Ártico, em consequência do aquecimento global, abre caminho a inéditos movimentos migratórios de agentes patogênicos, que representam um risco para os mamíferos marinhos e, potencialmente também, para os seres humanos, alertaram os cientistas. "Com as mudanças climáticas, percebemos que existe uma possibilidade sem precedentes de que os agentes patogênicos migrem para novos ambientes e causem doenças", disse Michael Grigg, parasitólogo do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. "O gelo é uma enorme barreira ecológica para os patógenos, que ao aumentar as temperaturas no Ártico conseguem sobreviver e acessar novos anfitriões vulneráveis que não desenvolveram imunidade contra estes micróbios e parasitas por não ter ficado expostos anteriormente", disse nesta quinta-feira, durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), celebrada em Chicago entre 13 e 17 de fevereiro. Uma nova cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu recentemente causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos ameaçados no Ártico, como leões marinhos, morsas, ursos polares e ursos pardos no Alasca e até no sul da província canadense da Columbia Britânica. Outro parasita que está comumente nos gatos, chamado "Toxoplasma gondii", foi encontrado em baleias brancas (belugas) em águas do Ártico, algo nunca visto, disse o cientista. A descoberta, há alguns anos, provocou um alerta sanitário nas populações de esquimós que tradicionalmente comem a carne destas baleias, acrescentou. "Trata-se de um novo patógeno endêmico no Ártico que matou 406 focas cinzas em bom estado físico no Atlântico Norte em 2012", disse Grigg, indicando que este parasita é inofensivo para os humanos. Este é o primeiro exemplo de um parasita que migra do norte para o sul, segundo o especialista, que fez uma comparação com a peste negra na Europa da Idade Média, que matou um terço da população que nunca tinha estado exposta ao patógeno. A toxoplasmose, a infecção causada pelo "Toxoplasma gondii" é a principal causa de cegueira infecciosa em humanos e pode ser fatal para o feto, assim como para as pessoas e animais com um sistema imunológico debilitado. Este parasita é transmitida principalmente pelo consumo de carne mal cozida ou de água que esteve em contato com solos contaminados com fezes de gato. "Os mamíferos marinhos podem ser bons sentinelas do ecossistema no Ártico", afirmou Sue Moore, bióloga oceanógrafa da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), na conferência da AAAS. "Estes animais emitem sinais do que está acontecendo e temos que melhorar a nossa interpretação", disse, destacando que o Ártico perdeu cerca de 75% de seu gelo permanente nos últimos anos. "Sabemos muito pouco sobre a capacidade das plantas, animais e humanos para responder ao ritmo incrivelmente rápido do aquecimento global", disse Christopher Field, professor de biologia da Universidade de Stanford (Califórnia, oeste). Segundo o especialista, a velocidade desse ritmo é incomensurável com relação à da maior mudança climática precedente, o esfriamento do planeta registrado há mais de 50 milhões de anos. http://br.noticias.yahoo.com/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

AQUECIMENTO NO ÁRTICO PODE ALTERAR CLIMA DA EUROPA E AMÉRICA DO NORTE

Corrente de jato está perdendo força e pode sair da trajetória, diz estudo. Para cientista, situação vai se repetir com mais frequência. O aquecimento do Ártico pode afetar de forma prolongada a "corrente de jato" (jet stream) polar, um elemento chave para o clima na América do Norte e na Europa, afirmam cientistas americanos. Em um estudo, os pesquisadores indicam que a corrente de jato - composta de ventos que sopram de oeste para leste a grandes altitudes - está perdendo força e tende a se prolongar e se desviar mais facilmente de sua trajetória, segundo Jennifer Francis, professora de climatologia na Universidade Rutgers de Nova Jersey. "Quando a corrente de jato perde força - o que tem ocorrido nas duas últimas décadas -, os fenômenos meteorológicos tendem a durar mais", explicou Francis, autora principal desta pesquisa apresentada no fim de semana na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), celebrada este fim de semana em Chicago (norte). "Isso parece sugerir que as características do tempo mudam", afirmou a cientista, para quem esta situação ocorrerá cada vez com maior frequência. É por essa razão que os Estados Unidos vivem neste ano um inverno particularmente frio e com tempestades de neve sucessivas do centro até o sul, algo pouco habitual. Ao contrário, zonas nórdicas como o Alasca desfrutam de um inverno incomumente clemente. Este fenômeno pode derivar do aquecimento que o Ártico sofreu nas últimas décadas, quando as temperaturas aumentaram de duas a três vezes mais rápido do que no resto da Terra, revelou James Overland, cientista da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), que participou da apresentação do estudo. A mudança da corrente de jato ocorre em parte devido à diferença entre a temperatura do Ártico e as latitudes médias, explicou. Se essa diferença for grande, a velocidade da corrente se acelera; se acontecer o contrário acontece, perde força. Levando em conta os fenômenos meteorológicos extremos registrados nos últimos anos nos Estados Unidos - recordes de temperaturas alta ou seca - e em outras partes do mundo - como o forte calor que castiga atualmente a Austrália -, os cientistas tentam agora descobrir se se trata de uma simples variação natural do clima ou um aquecimento do planeta, relacionado às atividades humanas. MAIOR IMPACTO NA AGRICULTURA Francis considera esta conclusão prematura, porque "os dados sobre este fenômeno e seus efeitos abrangem um período muito curto que torna difícil fazer uma interpretação clara". "Quando tivermos mais índices, acredito que poderemos começar a distinguir a influência das mudanças climáticas", afirmou. Mark Serreze, diretor do Centro Nacional Americano sobre o estudo da Neve e do Gelo, afirmou durante a conferência da AAAS que as mudanças no Ártico e o impacto das mudanças climáticas nas latitudes médias "são um novo campo de pesquisa controverso com argumentos contra e a favor". "O forte aquecimento que poderia ser responsável por este fenômeno está relacionado com o degelo no oceano ártico que constatamos desde estes últimos anos", acrescentou. "A calota polar atua como uma cobertura que separa o oceano da atmosfera e, se essa tampa é retirada, o calor que a água contém se espalha pela atmosfera", o que explica estes desajustes atmosféricos, detalhou o cientista. O impacto na agricultura é uma das principais consequências deste fenômeno nas latitudes médias dos Estados Unidos. "Veremos mudanças nas precipitações e nas temperaturas que poderiam estar relacionadas com o que acontece no norte", previu Serreze, para quem "as mudanças do Ártico afetam todo o clima do planeta". Jerry Hatfield, diretor do Laboratório Nacional para a Agricultura e o Meio Ambiente em Iowa (centro), lembrou que os Estados Unidos não são o único país afetado. "No mundo produzimos a maior parte das colheitas nestas latitudes medianas e as temperaturas têm um grande impacto nos cultivos como na pecuária e na produção de carne", destacou. fonte:http://g1.globo.com