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domingo, 18 de setembro de 2016

HP LANÇA MENOR IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL DO MERCADO

A HP Inc. anunciou nesta quinta-feira, 15/09, o lançamento no Brasil da menor impressora multifuncional do mercado. Chamado de HP DeskJet Ink Advantage 3776, o novo produto da fabricante se destaca logo de cara pelas dimensões reduzidas, que incluem medidas de 40cm x 17cm x 14cm e peso de pouco mais de 3kg, e o visual mais “descolado” – por enquanto, apenas a versão branca e azul estará disponível no país. Além disso, a nova impressora “3 em 1” traz configurações simples para o uso via Wi-Fi em smartphones e tablets, tudo por meio de um aplicativo chamado All in One Remote. Para quem preferir usar diretamente pelo computador, é possível conectar o PC à impressora tanto pelo “bom e velho” cabo USB quanto via Wi-Fi, por meio do mesmo app citado acima, que possui uma versão desktop.
Uma das razões para a 3776 possuir dimensões tão reduzidas é o fato de não trazer um scanner deitado. Em vez disso, a digitalização dos documentos é feita inserindo o papel diretamente em uma entrada na parte frontal da impressora. Para quem quiser fazer isso com um livro, ou mesmo preferir outra forma, a saída é tirar uma foto com o smartphone e fazer a edição do documento de forma mais rápida e prática pelo aplicativo da HP. Vale notar ainda que, apesar de ser a menor multifuncional do mercado, a 3776 utiliza os mesmos cartuchos de tinta usados em outras impressoras da HP, da linha 664 – que podem ser encontrados facilmente em qualquer loja. Gostou? Pois bem, a HP DeskJet Ink Advantage 3776 já está disponível no Brasil, tanto na loja on-line da HP quanto em revendas parceiras, e possui preço sugerido de 600 reais. FONTE:idgnow.com.br/ti-pessoal/2016/09/15/hp-lanca-menor-impressora-multifuncional-do-mercado-por-r-600-no-brasil/

NOVA LÂMPADA INTELIGENTE TRANSFORMA SUPERFÍCIES EM TELAS INTERATIVAS

A Lampix pode parecer comum, mas não julgue essa lâmpada pela sombra. O aparelho pode levar realidade aumentada para a sua sala de estar graças a alguns componentes especiais embutidos, como um Raspberry Pi, uma câmera de 8MP e um projetor de 400 lumens. Por meio de uma conexão Wi-Fi, o usuário pode enviar qualquer coisa do seu smartphone ou computador para a lâmpada para projeção em uma superfície planada de sua escolha. A câmera embutida da Lampix pode rastrear objetos e partes do corpo e inferir as suas interações com a surperfície. No jogo Tower Defense, por exemplo, os usuários podem colocar cápsulas de Nespresso no caminho de um rastro de cubos em movimento. E as cápsulas de Nespresso, que aqui representam torres no jogo, podem então atirar nos cubos. Além de games, a empresa espera levar essa função para outras áreas. Já fechou uma parceria com a Nespresso para permitir que os clientes acionem a descrição sobre o sabor de uma cápsula em particular quando ela é colocada no local indicado. O cofundador e CEO da Lampix, George Popescu, disse que foi importante criar um produto que pudesse melhorar a experiência de compra sem ser intrusivo. Por exemplo, uma loja poderia colocar uma Lampix sobre um produto e mostrar reviews desse produto no balcão ou na parede atrás dele. Mas os usuários podem fazer esse review desaparecer ao mexer as mãos. Talvez o recurso mais interessante da Lampix seja permitir que os usuários mexam com pedaços de papel como se eles fossem documentos digitais. Assim, os usuários podem copiar, colar e fazer upload de conteúdos do papel, e até mesmo buscar por termos nele. Eles também podem colaborar com outra pessoa no mesmo projeto, uma vez que a Lampix mantém registro das mudanças em tempo real. Obviamente que usar um projetor possui as suas desvantagens. A Lampix não funciona bem em ambientes com muita luz, em superfícies muito brilhantes ou em vidro. A empresa afirma que planeja lançar um modelo mais caro do produto com um projetor mais poderoso que permitirá que a Lampix funcione em ambientes de luz brilhante. De acordo com a fabricante, a Lampix deve chegar no último trimestre de 2017 com preço em torno de 300 dólares. O produto virá com alguns aplicativos e uma API para que os desenvolvedores possam usar a Lampix nos seus próprios apps. FONTE: idgnow.com.br/ti-pessoal/2016/09/15/nova-lampada-inteligente-transforma-superficies-em-telas-interativas/

SINAIS DE CELULARES A RADAR SÃO BLOQUEADOS POR NANOMATERIAL

As camadas do nanomaterial - que é uma espécie de nanoargila - bloqueiam uma larga faixa de frequências de ondas de rádio. [Imagem: Drexel University]

MXenos

A radiação eletromagnética está em toda parte. Tem sido assim desde o início do Universo, mas a proliferação de produtos eletrônicos nas últimas décadas tem contribuído para aumentar de forma notável o volume de radiação gerada em nosso planeta, a ponto de se transformar em uma fonte de poluição e em uma alegada marca do Antropoceno. Embora as alegações de que esse mar de ondas eletromagnéticas possa causar problemas de saúde permaneçam controversas, a interferência eletromagnética pode ser sentida em aparelhos com ruídos, quedas de sinal e diminuição da velocidade nominal de transferência de dados, entre várias outras possibilidades. A boa notícia é que é possível construir um escudo contra essas interferências em cada aparelho e, eventualmente, até mesmo em casas e prédios. Um grupo de pesquisadores dos EUA e da Coreia do Sul conseguiram "limpar" a poluição eletromagnética usando uma finíssima camada de um nanomaterial conhecido como MXeno, descoberto há menos de 2 anos.

Blindagem contra interferência eletromagnética

A blindagem contra a interferência eletromagnética hoje envolve o uso de um invólucro de metal, como cobre ou alumínio, ou um revestimento de tinta metálica. Vem funcionando razoavelmente bem, mas ao custo de aumentar o tamanho e o peso dos aparelhos e de oferecer limitações ao projeto desses aparelhos. Um efeito melhor pode ser obtido com uma película de poucos átomos de espessura de carbeto de titânio, um dos cerca de 20 materiais bidimensionais que compõem a família dos MXenos. Além de ser mais eficaz no bloqueio e na contenção da radiação eletromagnética, a película é extremamente fina e pode ser aplicada por aspersão em qualquer superfície - como a pintura. Para substituir as películas de alumínio e cobre, a equipe constatou que basta uma camada de MXeno de 8 micrômetros, que alcança 99,9999% no bloqueio da radiação eletromagnética nas frequências que cobrem toda a faixa dos telefones celulares até os radares. O material superou até mesmo outros materiais sintéticos, como as fibras de carbono e o grafeno, que vêm sendo avaliados com o mesmo objetivo. O próximo passo é escalonar o método de deposição do nanomaterial para aplicação industrial, para que ele chegue ao mercado. Bibliografia: Electromagnetic interference shielding with 2D transition metal carbides (MXenes) Faisal Shahzad, Mohamed Alhabeb, Christine B. Hatter, Babak Anasori, Soon Man Hong, Chong Min Koo, Yury Gogotsi. Small. Vol.: 353, Issue 6304, pp. 1137-1140. DOI: 10.1126/science.aag2421. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanomaterial-bloqueia-poluicao-eletromagnetica&id=010125160914

RAIOS T PERMITEM LER LIVROS FECHADOS

À medida que o livro é deslocado, a câmera captura imagens de diferentes profundidades. Um algoritmo desembaralha os dados, mostrando as letras pertencentes a cada página. [Imagem: Albert Redo-Sanchez et al. - 10.1038/ncomms12665].

Óculos de raios T

Hoje parece divertido, mas quando o físico alemão Wilhelm Rontgen descobriu os raios X houve tanto boato e promessas infundadas de novas aplicações que até leis foram feitas para proibir a fabricação de "óculos de raios X" que pudessem ser usados para ver através das roupas dos outros. Talvez esses temores possam voltar à tona com o desenvolvimento dos tão esperados "raios T". Ao contrário dos raios X, a radiação terahertz não é ionizante, o que significa que ele não causa danos aos tecidos biológicos. Albert Sanchez e seus colegas do MIT, nos EUA, acabam de construir um protótipo de "óculos de raios T" - na verdade uma câmera de raios T, que permite nada menos do que ler livros fechados, enxergando o texto de até 20 páginas de "profundidade".

Ler livros fechados

Por enquanto a leitura é garantida para as primeiras nove páginas superpostas, mas a equipe já está aprimorando seu algoritmo que anula os ruídos das imagens para ler ainda mais fundo. "O Museu Metropolitano de Nova Iorque demonstrou um grande interesse nesta tecnologia porque eles gostariam, por exemplo, de olhar no interior de livros antigos que eles não gostariam nem mesmo de tocar," explicou o professor Barmak Heshmat. Segundo ele, as aplicações da "visão terahertz" não se restringem a livros, com a tecnologia podendo ser utilizada em quaisquer estruturas em camadas, como revestimentos de máquinas e produtos, no interior de embalagens, dentro de cápsulas de medicamentos e, claro, em exames médicos de melhor qualidade e sem riscos.
Visão lateral (esquerda) e frontal (direita) das páginas internas.[Imagem: Albert Redo-Sanchez et al. - 10.1038/ncomms12665].

Radiação terahertz

A radiação terahertz é a faixa do espectro eletromagnético entre as micro-ondas e a luz infravermelha. Ela possui várias vantagens sobre outros tipos de ondas que podem penetrar os materiais, como raios X ou ondas sonoras (ultrassons). Embora os equipamentos para sua exploração plena ainda estejam sendo desenvolvidos, a radiação terahertz tem sido largamente pesquisada para aplicações industriais e de segurança, já que cada composto químico absorve as várias frequências dos raios T de forma diferente, o que produz uma assinatura para cada material. Além disso, os raios T podem ser emitidos em rajadas curtas, permitindo calcular distâncias por meio da medição do tempo desde sua emissão até o retorno de sua reflexão, oferecendo uma resolução de profundidade muito melhor do que o ultrassom. No caso deste experimento, os raios T conseguem distinguir entre a tinta e o papel, algo que os raios X não conseguem. Para ler em várias camadas de profundidade, o aparelho explora o fato de haver minúsculas bolsas de ar entre as páginas de um livro. Essas bolsas têm apenas cerca de 20 micrômetros de profundidade, mas a diferença de índice de refração entre o ar e o papel significa que a fronteira entre os dois irá aparecer claramente nas medições, permitindo saber onde é a superfície de cada página. Assim, é só separar o que é tinta do que é papel e reproduzir o que está escrito em cada página superposta do livro fechado. Bibliografia: Terahertz time-gated spectral imaging for content extraction through layered structures Albert Redo-Sanchez, Barmak Heshmat, Alireza Aghasi, Salman Naqvi, Mingjie Zhang, Justin Romberg, Ramesh Raskar. Nature Communications. Vol.: 7, Article number: 12665. DOI: 10.1038/ncomms12665. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=raios-t-ler-livros-fechados&id=010150160915

SOLDA SEM CALOR UNE METAIS A TEMPERATURA AMBIENTE

Solda a frio suspensa em etanol (no frasco) e após aplicação manual. [Imagem: Photo by Christopher Gannon/Iowa State University]

Solda sem calor

Químicos da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, criaram um novo tipo de solda que une componentes metálicos sem a necessidade de calor. A expectativa da equipe é que sua inovação seja tão importante para a indústria quanto a solda sem chumbo. A tecnologia é diferente da "cola metálica" lançada por outra equipe no início deste ano. Sobrefusão A soldagem a frio é possível graças a minúsculas partículas de metal líquido cuidadosamente encapsuladas para "liberar seus poderes" apenas no momento da junção dos componentes. "Nós queríamos ter certeza que os metais líquidos não se transformariam em sólidos. Então projetamos a superfície das partículas de modo que não há rota para que o metal líquido se solidifique. Nós as aprisionamos em um estado no qual elas não gostam de ficar," explica o professor Martin Thuo, coordenador da equipe. O truque consiste em manter as partículas de metal líquido em uma condição conhecida como "super-resfriamento", ou sobrefusão, na qual o material é resfriado abaixo de sua temperatura de fusão sem que ele consiga passar para o estado sólido. Para isso, as gotículas são injetadas em alta velocidade dentro de um líquido ácido e, a seguir, expostas ao oxigênio, formando uma camada de oxidação que recobre todas as partículas. Essa camada é posteriormente polida por abrasão entre as próprias partículas - agitando-as dentro de um recipiente - para que se torne fina e lisa.

Solda a frio

Cada partícula resultante tem cerca de 10 micrômetros de diâmetro, o que significa que a "solda a frio" tem a consistência de um pó. Para aplicá-la, basta pressionar os materiais a serem soldados, o que faz romper a camada superficial das partículas, deixando o metal líquido se solidificar. A solda é baseada em um material conhecido como metal de Field, uma liga de bismuto, índio e estanho. Pelo seu custo elevado e pelas temperaturas que o material suporta sem que a solda se rompa, a aplicação da soldagem a frio deverá se concentrar na indústria eletrônica. Bibliografia: Mechanical Fracturing of Core-Shell Undercooled Metal Particles for Heat-Free Soldering. Simge Çinar, Ian D. Tevis, Jiahao Chen, Martin Thuo. Nature Scientific Reports. Vol.: 6, Article number: 21864. DOI: 10.1038/srep21864. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=solda-sem-calor&id=010170160428

TECNOLOGIA COLA METAIS COM QUALQUER OUTRO MATERIAL

Os nanoentalhes feitos em uma barra de zinco, vistas com um aumento de 10.000 vezes (esquerda), e o material sendo unido em laboratório (direita). [Imagem: Melike Baytekin-Gerngross]

Entalhe em nanoescala

Em busca de veículos e máquinas mais leves e mais baratos tem havido uma verdadeira corrida para desenvolver novas técnicas de junção de metais "incompatíveis" e de metais com outros materiais sintéticos. Os avanços mais recentes incluem solda sem calor, colas metálicas, solda por fricção, solda a água e novas técnicas para unir metais leves com aço. Uma nova abordagem, desenvolvida por Melike Baytekin, da Universidade de Kiel, na Alemanha, consiste em fazer ranhuras precisas na superfície de metais como alumínio, titânio e zinco, permitindo que eles sejam grudados em virtualmente qualquer outro tipo de material, metálico ou não. Baytekin chama sua técnica de "esculpimento em nanoescala". Mesmo não danificando os metais - não afetando sua estrutura ou sua estabilidade mecânica - as ranhuras alteram a superfície do material, criando uma camada que repele água e com melhor biocompatibilidade, abrindo caminho para seu uso também na fabricação de implantes médicos.

O metal quebra, a junção não

Vista ao microscópio, a superfície dos metais contém muitos cristais e grânulos diferentes, alguns dos quais são quimicamente menos estáveis do que outros. O trabalho do nanoesculpimento é justamente remover esses cristais instáveis, o que cria uma rugosidade precisamente controlada, com entalhes entre 10 e 20 micrômetros de profundidade. Com as duas superfícies a serem unidas sendo tratadas da mesma forma, elas passam a se encaixar, e uma cola polimérica faz o restante do trabalho. "Essas conexões de encaixe 3D são praticamente inquebráveis. Em nossos experimentos, geralmente era o metal ou o polímero que quebrava, mas não a própria conexão," conta a pesquisadora. "Nós até mesmo sujamos as superfícies metálicas de óleo antes da junção, e a conexão se manteve." "As possibilidades de aplicação são extremamente grandes, das indústrias metalúrgicas, fabricação de navios ou aviões, até tecnologias de impressão, proteção antifogo e aplicações médicas," finalizou Baytekin. Bibliografia: Making metal surfaces strong, resistant, and multifunctional by nanoscale-sculpturing. Melike Baytekin-Gerngross, M. D. Gerngross, J. Carstensen, R. Adelung. Nanoscale Horizons. DOI: 10.1039/C6NH00140H. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnologia-cola-metais-qualquer-outro-material&id=010170160916

SABIA QUE COMER À NOITE ENGORDA MAIS

Os cientistas sempre acharam que tanto faz comer de manhã, de tarde ou de noite – afinal, as calorias dos alimentos são sempre as mesmas. Mas um estudo conseguiu provar, pela primeira vez, que comer à noite pode ter consequências diferentes (e piores). Numa experiência feita por cientistas da Northwestern University, nos EUA, dois grupos de camundongos comeram a mesma ração durante seis semanas. Para o 1º grupo, ela era servida no horário normal. Já os ratos do 2º grupo só eram alimentados no horário errado, em que deveriam estar descansando. Ao final do estudo, haviam ficado 48% mais gordos – muito mais do que os ratos alimentados na hora certa, que tiveram 20% de ganho de peso. Conclusão: por algum motivo, comer à noite engorda mais – mesmo que você ingira os mesmos alimentos que comeria durante o dia. Ninguém sabe exatamente por que, mas os cientistas suspeitam que a absorção da energia contida nos alimentos seja influenciada pelo ritmo circadiano – o relógio biológico do corpo. “Mudar a hora de comer pode ajudar a conter a epidemia de obesidade entre os humanos”, recomenda o estudo. Mas o hábito de assaltar a geladeira à noite talvez não seja uma falta de caráter – pode ser culpa da própria comida. Outra experiência feita com ratos, também na Northwestern University, constatou que uma dieta rica em gordura causa alterações numa parte do cérebro chamada núcleo supraquiasmático, que controla o relógio biológico – e isso faz com que o indivíduo tenda a dormir e comer cada vez mais tarde. FONTE:megaarquivo.com/2016/09/12/12-809-obesidade-comer-a-noite-engorda-mais/

BACTÉRIA SIBERIANA ANTIGA E MORTÍFERA RESSUSCITA COM O DEGELO

A região da Sibéria, na Rússia, conhecida por seu clima glacial, registrou altas temperaturas no último verão e também uma ameaça mortífera. O calor de até 35ºC provocou o derretimento do gelo e despertou um terrível medo: o antraz. O governo russo foi obrigado a declarar quarentena em amplas áreas do país, depois que mais de 2.500 renas e 5 pessoas morreram infectadas com a bactéria, que estava adormecida nos cadáveres de animais congelados há mais de 50 anos. Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica foram mobilizadas na região para analisar o solo e prevenir futuros contágios. Alguns especialistas advertem que a ameaça continua presente em vários corpos enterrados na neve. No caso de persistência de altas temperaturas, a ameaça do antraz pode atingir uma escala global. O antraz, conhecido por seu uso como arma biológica, é letal para os seres humanos. O contágio é feito pela ingestão ou inalação e, em 85% casos, provoca a morte por choque séptico – o resultado de uma infecção que se alastra pelo corpo rapidamente. Estudos demonstraram que a bactéria é capaz de sobreviver por mais de 100 anos se conservada em baixas temperaturas. Por isso, a comunidade científica está em alerta: o aquecimento global poderá causar novos surtos. FONTE: megaarquivo.com/2016/09/16/12-823-microbiologia-bacteria-siberiana-antiga-e-mortifera-ressuscita-com-o-degelo/

CONHEÇA OS 10 TIPOS DE MULHERES QUE VC ENCONTRA NA BALADA

Há inúmeros clubes e baladas ao redor do mundo, tocando diferentes estilos de música, servindo várias bebidas especiais e são preenchidos com diversos tipos de pessoas. No entanto, não importa onde estiver ou que tipo de clube frequenta, sempre será possível posicionar cada homem e mulher em uma categoria específica.

10- Mulher que se separou

Em todas as baladas, em qualquer noite da semana, é certo de encontrar uma mulher que acabou de terminar um relacionamento. Esta geralmente foi descartada dentro de um período de 2 semanas e saiu em esperança de elevar sua confiança. Esta mulher normalmente estará com outra amiga, que muito provavelmente a “forçou” a sair. Este tipo estará super ansiosa para conhecer um novo homem, ou apavorada, não há um meio termo, e tudo depende de como estejam se sentindo sobre o rompimento.

9- Noite das amigas

Aqui há certeza de encontrá-la quando estiver na balada. Não apenas haverá um grupo de mulheres se divertindo na noite delas, mas haverá alguns grupos assim. Os homens sempre são atraídos por um grupo de mulheres porque geralmente há mais opções para escolher, o que é interessante a eles.

8- A desesperada

Estas são as mais tristes na balada. Não há nada menos atraente para um homem do que uma mulher que esteja desesperada, mas há muitas pela balada que se enquadram nesta categoria. Normalmente, estas mulheres estão chamando a atenção masculina e é possível identificá-las pela maneira que se vestem e agem. As desesperadas na balada tendem a se vestir um pouco provocantes, para tentar e garantir que receberão atenção. Durante a noite são observadas desesperadamente tentando encontrar um homem. Estas são geralmente o “último recurso” de um homem no final da noite. Eles sabem de início que este tipo de mulher é algo garantido e embora passem a noite tentando conquistar atenção de outra, muitas vezes vão para casa com a desesperada porque sabem que não exigirá esforço.

7- Bad girl

A bad girl é necessária quando se trata de vida noturna. Normalmente este tipo de mulher sai com um grupo de homens, observando como é difícil para eles se dar bem com mulheres. Elas geralmente são difíceis, bonitas e um pouco brutas. As bad girls conhecem todos, e tudo sobre as pessoas. E é necessário um tipo especial de homem a ser capaz de abordar uma mulher deste tipo na balada.

6- A esnobe

Todos sabem exatamente que tipo de mulher se trata, neste caso. Geralmente é observada bebendo champanhe caro em algum lugar da seção VIP, segurando sua bolsa Chanel. A esnobe é normalmente extremamente atraente, mas em uma maneira inacessível. Durante a noite, alguns homens corajosos se aproximarão dela, mas a maioria será descartada imediatamente.

5- A bêbada

Esta mulher geralmente está acabada às 1 da manhã, e no momento que a balada termina ela não consegue ficar mais em pé. Ser a bêbada não é uma coisa boa, muitos homens desaprovam este desleixo. É importante para homens e mulheres entenderem seus limites quando se trata de beber.

4- A carente

Este é o pior e mais irritante tipo de mulher que se encontra na balada. Ela, muito provavelmente, estará vestindo algo chamativo, como um vestido de lantejoulas apertado. Durante a noite toda será vista flertando com todos os homens na balada. Trata-se do tipo de mulher que sai para conquistar autoconfiança.

3- A festeira

Esta tende a sair, e isso cerca de quase 7 dias da semana. Todos na balada geralmente a conhecem pelo seu nome, dos seguranças aos funcionários, então é possível dizer que foi vista várias vezes antes. Os homens geralmente são atraídos por este tipo de mulher devido à grande personalidade e incrível confiança dela. Elas tendem a ser a vida da festa.

2- A aproveitadora

Algumas mulheres têm esta noção preconcebida que se vão para balada, elas não devem pagar por nada. As mulheres aproveitadoras serão encontradas de mesa em mesa, homem por homem, em procura por bebida gratuita. Este tipo normalmente não se importa com nada, a não ser se embriagar sem pagar.

1- A atraente

Em toda balada, pelo mundo inteiro, há sempre aquela mulher que está chamando atenção de todos os homens no clube, sendo esta a posição líder nesta seleção, dos 10 tipos de mulheres que você encontra na balada. Normalmente, ela é confiante e feliz, e claro, tão bonita. Estas mulheres são acostumadas a receber atenção, que é o motivo de muitos homens tenderem a ficar intimidados quando se aproximando delas. Apesar da aparência bela, este tipo de mulher na balada é geralmente agradável. Embora ela não se incomode em ser abordada, muitas vezes quando estão na balada, um homem não se aproximará com medo de ser rejeitado. Fonte: http://top10mais.org/top-10-tipos-de-mulheres-que-voce-encontra-na-balada/#ixzz4Ke44xTds

CONHEÇA AS 10 CIDADES DE MAIOR ALTITUDE DO MUNDO

Nestas cidades com as maiores elevações ao redor do planeta, o oxigênio pode ser um bem escasso, mas as pessoas conseguiram não apenas sobreviver, mas prosperar tão longe do nível do mar. Para a nossa surpresa, as cidades mais altas ficam localizadas aqui, na América do Sul.

10°- Hushe Village (Paquistão): 3.050 metros

A maior aldeia em Hushe Valley, no Paquistão é deitada à sombra de algumas das montanhas mais altas e dramáticas do mundo, incluindo K2, a segunda maior montanha do mundo. Hushe serve como um ponto de início para muitos trekkers nesta parte do Himalaia. 9°- Leadville(Colorado-EUA): 3.094 metros
Esta antiga cidade de mineração e expansão localizada em Rocky Mountains nas cabeceiras de Arkansas River é realmente a mais alta cidade nos Estados Unidos, junto a estar entre as cidades e vilas com as maiores elevações do mundo. Uma cidade que, anteriormente, prosperou da mineração de prata em proximidades. Leadville já foi a segunda maior cidade em Colorado depois de Denver. Embora os dias de mineração da prata estejam no passado, Leadville está ainda firme, ostentando em torno de 3000 residentes permanentes.

8°- Villa Mills(Costa Rica): 3.100 metros

Villa Mills, uma pequena aldeia perto de Cerro de le Muerte(Montanha da Morte), está localizada próximo à fronteira com Panamá e pode realmente enfrentar temperaturas que mergulham abaixo de zero, apesar da proximidade com o equador. Villa Mills é localizada na cadeia de montanhas de Talamanca, que foi uma vez uma ilha vulcânica que era levantada por elevações mais altas devido a um levantamento tectônico.

7°- Cuzco(Peru): 3.310 metros

Aqueles viajantes visitando a famosa cidade perdida dos Incas provavelmente também passarão por Cuzco, já que é localizado muito próximo às ruínas incas. Atualmente, esta cidade de relevante altitude, moram cerca de 350.000 pessoas. Ela possui uma bela mistura de ruínas incas e arquitetura colonial espanhola, todos situados na sombra da imponente Cordilheira dos Andes.

6°- Namche Bazaar(Nepal): 3.500 metros

Originalmente uma cidade construída como um entreposto comercial onde os pastores tibetanos da alta montanha poderiam trocar seu queijo de iaque e manteiga por produtos agrícolas cultivados nas elevações mais baixas. Atualmente, Namache Bazaar serve principalmente como um ponto de parada popular para escaladores comandados para acampamento na base do Everest.

5°- Apartaderos(Venezuela): 3505 metros

Localizado em uma elevação de 3500 metros, Apartaderos é a cidade mais alta na Venezuela e é situada na intersecção dos 3 grandes vales fluviais nos Andes.

4°- Lhasa(Tibete): 3.650 metros

A capital do Tibete, Lhasa é a cidade de cerca de 250.000 pessoas localizada em altitude relevante no Himalaia, no centro do planalto tibetano e é classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO. Tradicionalmente, a casa de Dalai Lama, esta cidade tem longas hordas de peregrinos e viajantes que enfrentam o ar para ver seus lindos templos budistas situados entre um cenário de paisagens de montanha deslumbrantes.

3°- Potosi(Bolívia): 4.090 metros

Muito como Leadville, Potosi foi uma cidade grande de mineração e já foi uma das maiores cidades em todas as Américas. A cidade é Patrimônio Mundial da UNESCO, e sua história de mineração de prata rica tem e continua a desempenhar um papel importante na identidade desta cidade.

2°- El Alto(Bolívia): 4.150 metros

Embora La Paz seja classificada como a cidade capital mais alta do mundo, este subúrbio de La Paz é realmente localizado até mais alto do que La Paz em si. Apropriadamente chamado “A Alta” em espanhol, esta cidade foi fundada com o estabelecimento da estrada de ferro entre La Paz e Lake Titicaca e é lar para cerca de 650.000 indivíduos saudáveis. Além de ser a cidade com a maior elevação na Bolívia, a maioria das pessoas conhece El Alto como a localização do aeroporto de La Paz.

1°- La Rinoconada(Peru): 5.100 metros

Considerando que muitas pessoas reclamam sobre o mal da altitude ao visitar lugares como Denver, Colorado, localizado em altitude extrema, seria quase impossível de imaginar qualquer um sobreviveria realmente em uma elevação de 5100 metros, de La Rinoconada, posição líder nesta seleção, das 10 cidades de maior altitude do mundo. Na realidade, esta cidade peruana, que National Geographic denominou como a habitação humana mais alta em 2003, fica muito perto à altitude máxima de 6000 metros da sobrevivência dos homens. Em La Rinoconada, assentamento de cerca de 30.000 pessoas, localizado alto nos Andes do Peru, pessoas sobrevivem à falta de oxigênio em altitudes altas para trabalhar na mina de ouro ali. A cidade é situada na base de uma mina de ouro ainda em funcionamento, onde quase todos os habitantes trabalham. Enquanto a maioria dos residentes aqui vem e trabalha por períodos curtos de tempo antes de descer às altitudes mais baixas, mais hospitaleiras, é uma maravilha que pessoas possam sobreviver aqui no topo. FONTE: http://top10mais.org/top-10-cidades-de-maior-altitude-do-mundo/#ixzz4KdvLuqyz/

CIENTISTAS DESCOBRIRAM ALGO MISTERIOSO NA GRANDE PIRÂMIDE DE GIZÉ

Mesmo após centenas de anos de exploração arqueológica e científica, as pirâmides de Gizé continuam a surpreender-nos. Um projeto recente descobriu bizarras anomalias térmicas no lado leste da Grande Pirâmide de Gizé. A descoberta foi parte da Operação de Digitalização da Pirâmide, um projeto recente que usou "raios cósmicos" e drones para analisar as pirâmides e que foi desenvolvido por um grupo de cientistas do Egito, França, Canadá e Japão, sob a autoridade do Ministério de Antiguidades Egípcias. Com o plano em curso para descobrir novos túmulos e câmaras mortuárias escondidas, o projeto de tecnologia de imagem térmica usado na pirâmide encontrou focos de calor nos misteriosos monumentos. No nível mais baixo de Quéops, ou Grande Pirâmide, os cientistas encontraram uma área de blocos próximos com um intervalo de temperatura muito maior do que seria normalmente esperado para pedras adjacentes feitas com diferentes qualidades de pedra calcária. Uma vez que as lacunas de ar não mantêm o calor, tal como acontece com a rocha ou areia, uma diferença de temperatura poderia revelar informações sobre a estrutura da pirâmide oculta sob a superfície. No entanto, a equipa de pesquisa ainda não está certa sobre exatamente o que é. Poderá ser um túmulo, uma cavidade, uma passagem ou mesmo apenas uma fenda na rocha. Em comunicado, o ministério antiguidades egípcias disse que os cientistas tinham "verificado a existência de diversas anomalias térmicas que foram observadas em todos os monumentos", referindo-se a pesquisas realizadas durante o nascer do sol, quando as estruturas aquecem e ao pôr do sol, quando perdem calor. "Para explicar essas anomalias, um monte de hipóteses e possibilidades podem ser redigidas; presença de vazios por trás da superfície, correntes de ar internos, entre outras", acrescentou a Autoridade. Estes 3 pirâmides de Gizé foram construídas por volta de 2.613 e 2.494 a.C, sendo que a pirâmide de Quéops - onde a maior anomalia térmica foi encontrada - é o maior e mais antigo dos monumentos, que foi construído para o faraó Khufu (cujo nome em grego traduz de Quéops). "Khufu vai-nos oferecer um dos seus segredos", disse Mamduh al-Damati, o ministro de Antiguidades Egípcias, a repórteres na pirâmide. A Operação de digitalização das pirâmides começou a 25 de outubro e está prevista acabar no final de 2016. O próximo passo é um levantamento de infravermelho de todas as pirâmides. FONTE: ciencia-online.net/2015/11/algo-misterioso-na-grande-piramide.html

SAIBA O QUE ACONTECE AO SEU CORPO QUANDO USA O CELULAR ANTES DE DORMIR

Uma equipe de pesquisadores da Business Insider investigou o que exatamente esse comportamento está fazendo para nossos cérebros e corpos. Depois de ler você vai certamente fazer um esforço para deixar seu celular de lado antes de dormir. O problema começa com algo chamado ritmo circadiano que, como o psiquiatra Dan Siegel, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, explica no vídeo, determina quando o seu corpo libera hormônios. Esse ritmo circadiano é controlado pela exposição à luz. Por esse fato, ao usar o seu telefone durante a noite antes de dormir, você está enviando um fluxo de fótons para seus olhos e eles dizem ao seu cérebro para não secretar melatonina – o hormônio que faz você se sentir cansado e com vontade de dormir. Logicamente isso significa que você irá ficar acordado por mais tempo e como você está acordado irá acabar por usar novamente dispositivos eletrônicos, sendo que nesse processo podem se passar várias horas de seu sono desejado. E isso piora ainda quando você tem que acordar para o trabalho ou estudo no dia seguinte. Fazendo isso de forma consistente, você fica perdendo algumas horas de sono todas as noites. Atualmente, os pesquisadores estão apenas começando a entender por que o sono é tão importante. De fato, ter entre 7 e 9 horas de sono por noite não só permite que nossos neurônios ativos descansem, mas também ativa as células gliais, que são cruciais para limpar as neurotoxinas que se acumulam em nossos cérebros durante o dia. Quando não dormimos o suficiente, estas células gliais não podem fazer o seu trabalho de limpar as neurotoxinas o que faz com que acabemos tendo perda de memória e falta de atenção nas tarefas do dia-a-dia. fonte: ciencia-online.net/2016/01/efeitos-de-usar-celular-antes-de-dormir.html

SERIA O CÂNCER UMA DOENÇA MODERNA CAUSADA PELA CIVILIZAÇÃO?

Evidência de tumores no crânio de um esqueleto masculino exumado de um cemitério na Eslováquia. Há 10 anos, pesquisadores escavaram um túmulo na região russa de Tuva. Os arqueólogos encontraram, agachados no chão de uma câmara escura, dois esqueletos: um homem e uma mulher, cercados por trajes reais de 27 séculos atrás; chapéus e capas adornados com cavalos, panteras e outros animais sagrados de ouro. Apesar de todo o ouro, o verdadeiro tesouro, para os paleopatologistas (estudiosos de doenças antigas) é a abundância de tumores em quase todos os ossos do corpo do homem. O diagnóstico: o caso mais antigo conhecido de metástase de câncer de próstata. A próstata tinha se desintegrado há muito tempo. Mas as células malignas da glândula haviam migrado de acordo com um padrão familiar que deixou cicatrizes identificáveis. As proteínas extraídas dos ossos deram positivo para PSA, um antígeno específico da próstata. Muitas vezes considerada uma doença moderna, o câncer na verdade sempre esteve conosco. Disso não há dúvida. Mas há uma discordância: a civilização amplificou o câncer? Ao longo das décadas, arqueólogos fizeram cerca de 200 avistamentos de um possível câncer nos tempos pré-históricos. Mas, considerando as dificuldades de extração de dados estatísticos a partir de ossos antigos, esse número é pouco ou muito? Um relatório recente de dois egiptólogos concluiu que há “uma raridade impressionante de doenças malignas” em restos humanos antigos. A raridade do câncer na antiguidade sugere que tais fatores são limitados às sociedades que são afetadas por problemas de estilo de vida moderno, como o tabaco e a poluição resultante da industrialização. Também estão na lista a obesidade, hábitos alimentares, práticas sexuais e reprodutivas, entre outros fatores alterados pela civilização. Mas muitos médicos, especialistas e arqueólogos ficam menos impressionados. Segundo eles, não há nenhuma razão para pensar que o câncer é uma doença nova. Nos tempos antigos simplesmente era menos comum porque as pessoas morriam na meia-idade de outras causas. Outra consideração é a revolução na tecnologia médica. Hoje é possível diagnosticar diversos tipos de câncer, como de mama e de próstata, que em épocas anteriores teriam permanecido indetectáveis e seriam levados para a sepultura quando a pessoa morresse de outras causas não relacionadas. Mesmo com tudo isso em conta, há um problema fundamental em estimar as taxas de câncer antigas. Os tumores podem permanecer ocultos no interior dos ossos, e os que cavarem seu caminho para fora podem fazer com que o osso se desintegre e desapareça. Com todos os esforços de arqueólogos, apenas uma fração da pilha de ossos humanos pode ser estudada. Arqueólogos estimam que existam cerca de 100 mil esqueletos em coleções osteológicas no mundo, e a grande maioria não foi radiografada ou estudada com técnicas mais modernas. De acordo com análises, o total acumulado de todos os que viveram e morreram em 1 d.C. já estava próxima dos 50 bilhões, e quase dobrou em 1.750. Essa análise refuta a afirmação tantas vezes feita de que mais pessoas estão vivas hoje do que já viveram na Terra. Se esses números se mantiverem, o número de esqueletos no banco de dados arqueológico representa cerca de um décimo de milésimo de 1% do total. E dentro dessa amostra minúscula, nem todos os restos estão completos. Por um longo tempo, os arqueólogos só coletavam crânios. Não há nenhuma maneira de saber o que o resto dos esqueletos dessas pessoas poderia ter dito sobre sua saúde. Há uma complicação adicional: mais de 99% dos cânceres não se originam no osso, mas em órgãos mais suaves, que se decompõem rapidamente. A menos que eles se espalhem para os ossos, provavelmente não serão registrados. Múmias antigas parecem ser uma exceção. Mas os estudos com elas também são escassos. Apenas em raras ocasiões os patologistas colocam as mãos uma múmia comparativamente recente, como Ferrante I de Aragão, rei de Nápoles, que morreu em 1494. Quando seu corpo foi autopsiado, cinco séculos depois, o adenocarcinoma, que começa em tecidos glandulares, foi encontrado espalhado nos músculos de sua pequena pelve. Um estudo molecular revelou um erro de digitação em um gene que regula a divisão celular, que apontava para o câncer de cólon e reto. A causa pode ter sido o consumo voraz de carne vermelha. Apesar de tudo isso, o fato é que há apenas um número pequeno de múmias e esqueletos verdadeiramente antigos que mostram evidência de câncer. Embora a expectativa média de vida fosse menor no Egito antigo do que é hoje, muitos indivíduos, especialmente os ricos, viveram tempo suficiente para obter outras doenças degenerativas. Então por que não o câncer? Pesquisadores já demonstraram que as múmias podem preservar a evidencia de câncer. O problema maior é o tamanho de amostra pequeno. Quantos casos de câncer os cientistas devem esperar encontrar? O que seria muito e o que seria pouco? Para se ter uma ideia, um paleopatologista analisou os relatórios de mortalidade britânicos de 1901 a 1905, um período tardio suficiente para garantir razoavelmente bons registros de câncer, e anterior o suficiente para evitar a distorção dos dados causada, por exemplo, pelo pico de câncer de pulmão graças à popularidade de cigarros. Levando em conta as variações na expectativa de vida e a probabilidade de doenças malignas diferentes se espalharem pelo osso, ele estimou que se poderia esperar câncer em menos de 2% de esqueletos masculinos e 4 a 7% de esqueletos femininos. Arqueólogos também tentaram fazer uma previsão desse tipo em 905 esqueletos de duas antigas necrópoles egípcias. Com a ajuda de raios-X e tomografia computadorizada, eles diagnosticaram 5 casos de câncer, em linha com as expectativas. E, também conforme uma estatística previu, 13 cânceres foram encontrados entre 2.547 corpos enterrados em um ossário no sul da Alemanha entre os anos 1.400 e 1.800. Para ambos os grupos, os tumores malignos se mostraram significativamente em menor quantidade do que o esperado quando comparado com a Inglaterra do início do século 20. Eles concluíram que o atual aumento na frequência do tumor em populações atuais é muito mais relacionado com a maior expectativa de vida do que fatores ambientais ou genéticos. A arqueologia pode nunca ter uma resposta definitiva. Segundo os especialistas, pode-se dizer que o câncer certamente existiu no passado, e provavelmente numa frequência um pouco menor do que hoje. Só. Os cientistas vão continuar a pesquisar, mas há certo conforto em saber que o câncer não é inteiramente culpa da civilização. No curso normal da vida, as células de uma criatura devem estar constantemente se dividindo – milhões de vezes por segundo. Às vezes, algo dá errado. Segundo os cientistas, se vivêssemos tempo suficiente, todos nós teríamos câncer. FONTE:nytimes.com/2010/12/28/health/28cancer.html

SERÁ QUE O PROTETOR SOLAR PREVINE O CÂNCER?

Uma revisão de pesquisas concluiu que não há muitas evidências para provar conclusivamente que o uso de protetor solar diariamente pode prevenir a maioria dos cânceres de pele. Mas isso não significa que não devemos usar protetor solar, dizem os médicos. Significa apenas que não é ético fazer experimentos testando a eficácia do protetor solar através do uso ou do não uso dele por algumas pessoas. “A falta de evidência experimental de alta qualidade não deve ser equiparada à evidência de que tais intervenções são ineficazes e é importante que os pacientes e os consumidores não parem proteger sua pele até que melhores evidências de qualidade surjam”, disseram os autores Dra. Ingrid Arevalo-Rodriguez e Dr. Guillermo Sanchez, do Instituto de Evaluación Technoloica en Salud em Bogotá, na Colômbia, à agência de notícias Reuters. Dra. Laura Ferris, dermatologista na Universidade de Pittsburgh, nos EUA, que não estava envolvida na revisão de pesquisa, aponta que é difícil medir o efeito de proteção do sol na prevenção do câncer de pele, “particularmente porque não é ético ou prático randomizar a população”. “Não se pode, por exemplo, dizer a um grupo para procurar uma sombra, usar um chapéu e usar protetor solar e a outro para se sentar ao sol direto e abster-se do uso de protetor solar” acrescenta. “Então a falta de evidência não significa que a proteção do sol não tem impacto sobre o risco de câncer de pele, só que o impacto é difícil de medir”. Arevalo-Rodriguez, Sanchez e seus colegas trabalharam para avaliar o quanto nós já sabemos sobre se o protetor solar e outras medidas de proteção, como o uso de chapéus ou óculos de sol ou mesmo ficar na sombra, podem previnir o câncer de pele. Eles se concentraram nos carcinomas basocelulares e carcinomas de células escamosas cutâneas, que compõem a maioria dos casos de câncer de pele. Sua análise não observou o melanoma, um tipo raro e muito mais letal de câncer de pele. A equipe de investigação pretendia observar os ensaios que escolhiam aleatoriamente algumas pessoas para usar protetor solar ou outra proteção – e encontraram apenas um estudo que cumpria seus critérios. Este estudo, realizado na Austrália, monitorou cerca de 1.600 pessoas por mais de 4 anos e não encontrou uma diferença significativa no número de novos casos de câncer detectados com base no uso de protetor solar todos os dias ou apenas ocasionalmente. Isso pode não ser suficiente para acompanhar se a proteção solar previne o câncer de pele, pois pode demorar vários anos após a exposição ao sol para detectar anormalidades na pele. O que isto sugere é que mais pesquisas de alta qualidade são necessárias, dizem os autores. Enquanto isso, “os doentes e os consumidores em geral têm de consultar profissionais de saúde para obter orientação específica sobre a necessidade de medidas preventivas específicas, de acordo com a sua idade, cor da pele, ocupação e presença de outros fatores de risco para câncer de pele, entre outros fatores”, acrescentam. Mesmo sem mais estudos, já há uma abundância de provas de que a exposição aos raios ultravioleta do sol causam câncer de pele e melanoma, observa o Dr. David Leffell, pesquisador de câncer da pele na Yale School of Medicine, que não estava envolvido na revisão de pesquisa. “Os fatos científicos são inescapáveis – o uso regular de protetor solar reduz câncer de pele e precursores de câncer”, sentencia Leffell. “Os benefícios da proteção do sol e as provas incontestáveis ​​de queimaduras solares e exposição solar crônica como causa de cerca de 60% dos melanomas deve inspirar as pessoas a continuar com uma razoável proteção do sol se elas se encaixam nos grupos de risco moderado ou alto, e até mesmo se não se encaixam”, adiciona o pesquisador. FONTE: reuters.com/article/us-health-sunscreen-idUSKCN10F2ID

NOVO GÊNERO DE BACTÉRIAS É ENCONTRADO VIVENDO EM POÇOS DE GÁS E PETRÓLEO

Pesquisadores que estavam analisando os genomas de microorganismos que vivem em poços de petróleo e gás de xisto encontraram evidências da existência de ecossistemas sustentáveis ​​vivendo lá – povoados em parte por um gênero nunca antes visto de bactérias que eles apelidaram de “Frackibacter”. O novo gênero é um dos 31 membros microbianos encontrados vivos dentro de dois poços separados, afirmam pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA. Mesmo que os poços estejam a centenas de quilômetros de distância e tenham sido perfurados em diferentes tipos de formações de xisto, as comunidades microbianas dentro deles eram praticamente idênticas, de acordo com os pesquisadores. Quase todos os micróbios que ele encontraram tinham sido vistos em outros lugares antes, e muitos provavelmente vieram das lagoas de superfície que as empresas de energia usam para encher os poços. Mas este não é o caso do recém-identificado Candidatus Frackibacter, que pode ser exclusivo em locais de fraturamento hidráulico, diz Kelly Wrighton, professora assistente de microbiologia e biofísica na Universidade de Ohio. Na nomenclatura biológica, “Candidatus” indica que um novo organismo está sendo estudado pela primeira vez utilizando uma abordagem genômica, não como um organismo isolado em uma cultura de laboratório. Os pesquisadores escolheram o nome “Frackibacter” para o gênero como uma brincadeira com a palavra “fracking”, abreviação de “fraturamento hidráulico” e termo utilizado para descrever a técnica utilizada para extrair gás da rocha de xisto. O Candidatus Frackibacter prosperou junto com os micróbios que vieram a partir da superfície, formando comunidades em ambos os poços, que até agora se prolongaram por quase um ano. “Nós achamos que os micróbios em cada poço podem formar um ecossistema auto-sustentável, onde eles fornecem suas próprias fontes de alimento”, explica Wrighton. “A perfuração do poço e o bombeamento do fluido criaram o ecossistema, mas os micróbios se adaptaram ao seu novo ambiente de forma a sustentar o sistema durante longos períodos”. Por amostragem de fluidos retirados dos dois poços por mais de 328 dias, os pesquisadores reconstruíram os genomas de bactérias e archaea (uma subdivisão do antigo Reino Monera) que vivem no xisto. Para surpresa dos pesquisadores, ambos os poços desenvolveram comunidades microbianas quase idênticas. Além disso, as duas cavidades são propriedade de diferentes companhias de energia, que utilizaram diferentes técnicas de fracking. Os dois tipos de xisto ficam a mais de 2,5 quilômetros abaixo do solo, foram formados com milhões de anos de intervalo, e possuem diferentes formas de combustível fóssil. No entanto, uma bactéria, o Halanaerobium, domina as comunidades em ambos os poços. “Nós achávamos que poderíamos encontrar alguns dos mesmos tipos de bactérias, mas o nível de similaridade foi tão alto que era impressionante. Isso sugere que o que está acontecendo nestes ecossistemas é mais influenciado pelo fracking do que as diferenças inerentes ao xisto”, afirma Wrighton. Wrighton e sua equipe ainda não têm 100% de certeza da origem dos micróbios. Alguns, quase sem dúvida, vieram das lagoas que fornecem água aos poços. Mas outras bactérias e archaea poderiam estar vivendo na rocha antes da perfuração começar – a Candidatus Frackibacter entre elas. As empresas que fazem a extração do gás de xisto normalmente formulam suas próprias receitas exclusivas para o fluido que elas bombeiam nos poços para quebrar a rocha e liberar petróleo ou gás, explica Rebecca Daly, pesquisadora em microbiologia no estado de Ohio e principal autora do artigo. Todas elas começam com água e adicionam outros produtos químicos. Uma vez que o fluido está dentro de um poço, sal dentro do xisto se mistura a ele, tornando-o salgado. Os microrganismos que vivem no xisto devem tolerar a alta temperatura, pressão e salinidade, mas este estudo sugere que a salinidade seja provavelmente o “estressor” mais importante na sobrevivência dos micróbios. A salinidade obriga os micróbios a sintetizar compostos orgânicos chamados osmoprotetores para que não venham a explodir. Quando as células morrem, os osmoprotetores são liberados na água, onde outros micróbios podem usá-los para se protegerem ou como alimento. Dessa forma, a salinidade força os micróbios a gerar uma fonte de alimento sustentável. Além das restrições físicas no ambiente, os micróbios também devem se proteger contra os vírus. Os pesquisadores reconstruíram os genomas de vírus que vivem dentro dos poços, e encontraram evidências genéticas de que algumas bactérias eram de fato vítimas de vírus, morrendo e liberando osmoprotetores na água. Ao examinar os genomas dos diferentes micróbios, os pesquisadores descobriram que os osmoprotetores estavam sendo comidos por Halanaerobium e Candidatus Frackibacter. Por sua vez, estas bactérias fornecem comida para outros micróbios chamados methanogens, que em última análise produzem metano. Para validar os seus resultados de campo, os pesquisadores cultivaram os mesmos micróbios em laboratório sob condições semelhantes. Os micróbios crescidos em laboratório também produziram osmoprotetores, que foram convertidos em metano – a confirmação de que os pesquisadores estão no caminho certo para entender o que está acontecendo dentro dos poços. Uma implicação deste estudo é que o metano produzido por micróbios que vivem em poços de xisto poderia complementar a produção de energia dos poços. Wrighton e Daly descreveram a quantidade de metano produzida pelos micróbios como “provavelmente minúscula” em comparação com a quantidade de óleo e gás colhidas a partir do xisto até um ano após a fratura inicial. Mas, elas apontam, há um precedente em uma indústria relacionada, a de extração de metano através do carvão, para usar micróbios para obter uma maior vantagem. “Em sistemas de carvão eles mostraram que podem facilitar a vida microbiana e aumentar a produção de metano”, diz Wrighton. “Como o sistema torna-se menos produtivo ao longo do tempo, a contribuição de metano biogênico poderia tornar-se significativamente maior nos poços de xisto. Nós não chegamos a esse ponto ainda, mas é uma possibilidade”. Enquanto isso, a pesquisa liderada pelo co-autor Michael Wilkins, professor assistente de ciências da terra e microbiologia, tem usado informações genômicas para desenvolver Candidatus Frackibacter em laboratório, e está testando a sua capacidade de lidar com alta pressão e salinidade. fonte: phys.org/news/2016-09-genus-bacteria-hydraulic-fracturing-wells.html

SAIBA COMO A CIÊNCIA EVITA QUE A COMIDA APODREÇA

Comida estraga. Não é preciso ser um expert para saber disso. Mas como? E por quê? De acordo com Simon Cotton, químico da Universidade de Birmingham, são as reações químicas que fazem os alimentos apodrecerem. Compreendê-las pode nos ajudar a manter a comida fresca por mais tempo.E foi exatamente isso que várias pessoas fizeram ao longo de nossa história, criando formas de preservar os alimentos.

Temperatura

Vamos começar com arroz cru. Os especialistas calculam que o arroz branco pode ser preservado por 30 anos, quando devidamente selado e armazenado em um local fresco e seco – o que significa um recipiente hermético que remove o gás oxigênio que pode oxidar as moléculas do arroz. Alimentos mais quente estragam mais rápido. Isso porque reações químicas são mais rápidas em altas temperaturas, uma vez que as moléculas mais quentes têm mais energia e são mais propensas a reagir quando colidem. É uma das razões pelas quais temos geladeiras. Mas existe um limite para alimentos quentes: acima de uma certa temperatura (cerca de 50 a 100°C), as enzimas em uma bactéria ficam desnaturadas e não podem mais realizar reações. No século 19, Louis Pasteur se aproveitou desse conhecimento e inventou o processo que leva seu nome. A pasteurização mata as bactérias que fazem a comida estragar, algo que hoje em dia é aplicado principalmente ao leite. Leite pasteurizado por aquecimento a pouco mais de 70°C dura de duas a três semanas quando refrigerado, enquanto leite UHT, feito por aquecimento a 140°C, dura até nove meses em recipientes hermeticamente fechados. Em comparação, leite cru, mesmo na geladeira, dura apenas alguns dias.

Congelados

Por outro lado, o frio também pode ajudar na preservação da comida. Manter os alimentos em cerca de 5°C num frigorífico retarda o crescimento microbiano, mas não o impede. As pessoas que vivem em áreas muito frias, como o Ártico, descobriram isso logo, sem a necessidade de frigoríficos. Ver os peixes do povo Inuit serem mantidos sob o gelo espesso deu a Clarence Birdseye a ideia de congelar a comida: isso cria cristais de gelo menores, resultando em menos danos às paredes celulares, de modo que a comida não só se mantém por mais tempo, como também tem um gosto melhor.

A curta vida de alimentos era a razão pela qual os exércitos medievais viviam de coisas que podiam encontrar nas terras ao seu redor. Mais tarde, em 1809, um francês chamado Nicholas Appert ganhou um prêmio oferecido por seu governo por criar um processo de conservação de alimentos. Ele mostrou que o alimento selado dentro de um recipiente para excluir o ar e, em seguida, cozido a uma temperatura suficientemente elevada para matar micróbios se mantinha comível por um longo tempo. Ou seja, Appert inventou as conservas, que entraram em uso generalizado, não apenas por exércitos e expedições, mas pelo setor civil também. Alimentos enlatados certamente funcionam, como mostrou o caso de Sir William Edward Parry, que levou 26 toneladas de conservas de sopa de ervilha e carne de carneiro em sua expedição de 1824 para encontrar a Passagem do Noroeste. Uma dessas latas de carne de carneiro foi aberta em 1939 e estava comestível, se não muito palatável.

Açúcar e sal

Comida seca ou desidratada existe há milhares de anos. Acredita-se que os primeiros exemplos remontam a 12.000 a.C. A secagem de alimentos, seja usando o sol e o vento ou processos modernos de fábrica, remove a água das células dos micróbios que quebram os alimentos. Isso os impede de reproduzir e em seguida os mata. O processo de defumar também resseca alimentos. Uma extensão deste processo é o uso de sal (ou açúcar) para conservar a comida. Na Idade Média, peixe salgado como arenque e bacalhau era largamente consumido no norte da Europa. As células de microrganismos têm paredes permeáveis à água, mas não ao sal. Quando a célula está em contato com o sal, a osmose ocorre, então a água se move para fora da célula a fim de tentar equalizar a concentração de sal dentro e fora dela. Eventualmente, tanta água é removida das células que os microrganismos morrem. O açúcar tem um efeito semelhante. Basta pensar nas conservas de frutas, compotas e geleias.

Outras especiarias

Ambos cebola e alho têm propriedades antimicrobianas. Há evidências de que a utilização de especiarias em climas mais quentes está relacionada com as suas propriedades antimicrobianas. A atividade antibacteriana de algumas especiarias, nomeadamente canela e coentro, é provavelmente devido aos seus aldeídos – moléculas reativas que contêm um grupo -CHO, formado por oxidação de álcoois e incluindo hexenal. Outro tempero que merece atenção é o açafrão, feito a partir das raízes de uma planta da família do gengibre, Curcuma longa. O açafrão foi utilizado em alimentos no vale do Indo por mais de 4.000 anos, bem como na medicina. Hoje em dia, sua molécula curcumina pode ser útil contra a doença de Alzheimer e cânceres.

Liofilização

A liofilização é uma forma de remoção da água da comida. Fabricantes usam hoje um processo que os Incas dos Andes desenvolveram há 2.000 anos para preparar batatas, conhecido como chuño. As batatas eram deixadas para fora durante a noite, quando temperaturas congelantes eram garantidas. Em seguida, os incas pisavam sobre elas descalços, para as esmagarem. O sol escaldante, em seguida, concluía o trabalho. O resultado final é um alimento que se mantém comestível por meses. fonte: iflscience.com/chemistry/heres-the-clever-chemistry-that-can-stop-your-food-rotting/all/

sábado, 17 de setembro de 2016

O QUE ACONTECERIA SE TODO GELO DO PLANETA DERRETESSE?

Apenas 3% da água na Terra é fresca, ou seja, não salgada. 70% dessa água, no entanto, está congelada. Isso equivale a 30 milhões de quilômetros cúbicos de gelo. O que aconteceria se todo esse gelo derretesse? O gelo da Terra vem em forma de geleiras, mantos de gelo, permafrost e neve. Como o Ártico é em grande parte composto de oceano, o gelo por lá adquire principalmente a forma de blocos flutuantes, como icebergs maciços. Em contato direto com as águas cada vez mais aquecidas do oceano, esse gelo será a primeira forma de água congelada a desaparecer. Este ano, a NASA informou que a extensão de gelo do mar Ártico foi a menor já registrada para os meses de janeiro, fevereiro, abril, maio e junho. De acordo com Bill Nye, do canal do YouTube AsapSCIENCE, uma vez que todo o gelo do mar derreter, você poderia tomar um navio diretamente de qualquer lugar da Europa para a Rússia, porque não haveria o gelo do Polo Norte no meio do caminho para bloquear a rota. Mas esse é um péssimo prêmio de consolação quando consideramos que todas as focas, morsas e ursos polares que chamam o Polo Norte de casa desapareceriam. Além disso, com o derretimento do gelo, mais e mais companhias explorariam o mar a procura de petróleo, e esse processo mexe com todo o ambiente aquático, causando, por exemplo, o realojamento de baleias. Em termos de nível do mar, o derretimento de todo o gelo do mar não vai fazer muita diferença. Os blocos maciços já deslocam a água em volta deles, de forma que não mudariam muito a paisagem caso se tornassem líquidos. Mas o que você pode não saber é que 95% do gelo na Terra é, na verdade, terrestre. Existem cadeias de montanhas na Antártida quase tão extensas quanto os Alpes inteiramente cobertas de gelo. Então, se esse gelo derreter… Aí, sim, a história de terror começa. Segundo Bill Nye, tal derretimento, quando escoado para os oceanos, causaria estragos graves. Os níveis do mar subiriam cerca de 70 metros! Considerando que metade dos cidadãos do mundo vivem em cidades costeiras ou próximas da costa (pois é lá que o comércio está), esse pessoal todo teria que fugir para outro lugar do mundo para não morrer afogado. Mas para onde? Como (e com que dinheiro) realocaríamos toda essa gente?

Em números

Tóquio, Nova York, São Paulo, Mumbai e Xangai são alguns exemplos de cidades que estariam fadadas. O vídeo afirma que mesmo um aumento muito menor do nível do mar poderia causar trilhões de dólares em danos por enchentes. Um aumento de dez metros do nível do mar desalojaria 630 milhões de pessoas – ou quase 10% da população mundial. Já um de 25 metros deixaria 1,4 bilhões de pessoas, ou 20% do mundo, sem-teto. Todos os 70 metros iriam simplesmente fazer desaparecer toda a costa leste dos EUA, grandes áreas da Ásia, bem como fazer surgir uma ilha no meio da Austrália. Os Polos Norte e Sul do planeta são cobertos de gelo. O gelo, por ser branco, reflete a luz do sol para o espaço. Com o aumento das temperaturas, esse gelo derrete e reflete menos luz solar. Isso, por sua vez, agrava o ciclo, já que a luz solar é absorvida pelo oceano e aquece ainda mais a Terra. E, é claro, o próprio oceano fica muito diferente. Com a água fresca derretendo e passando a se misturar com a água salgada, as correntes podem mudar. E mexer com essas correntes naio é uma boa ideia, porque elas carregam nutrientes por todo o globo, que alimentam plânctons, que por sua vez alimentam peixes, que por sua vez nos alimentam. Sem contar que metade do oxigênio que respiramos no mundo é feito por plantas no mar. Será que é uma boa ideia mesmo deixar todo o ecossistema aquático se transformar violentamente? Por fim, a mudança das correntes oceânicas também vai afetar o clima das cidades. Por exemplo, a corrente do Golfo pode mudar, e a Europa pode ficar mais fria. Isso significa que o continente não será mais capaz de cultivar determinados alimentos. Logo, pode-se esperar (mais) grandes alterações em política e economia global. fonte: sciencealert.com/bill-nye-explains-what-would-happen-if-all-the-ice-melted-on-earth

ASSISTA COMO AS BACTÉRIAS GANHAM RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS DIANTE DOS SEUS OLHOS

Pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) e do Instituto de Tecnologia Technion-Israel (Israel) produziram um vídeo de cair o queixo que mostra bactérias conforme elas sofrem mutações para se tornar resistentes a antibióticos. O novo estudo, publicado na conceituada revista científica Science, é a primeira demonstração de grande escala de como as bactérias reagem a doses cada vez maiores de remédio, e como exploram a seleção natural darwiniana para se adaptar e até mesmo prosperar dentro dos medicamentos destinados a matá-las. “O que mais me surpreendeu é que pudemos ver a evolução acontecendo na nossa frente”, disse um dos coautores da pesquisa, Michael Baym, pós-doutorando na Universidade de Harvard, ao portal Gizmodo.

O problema

A cada ano, cerca de 700.000 pessoas morrem em todo o mundo por conta de infecções bacterianas incuráveis. Superbactérias resistentes a antibióticos podem matar mais de 10 milhões de pessoas até meados do século 21, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Por causa desse grave problema que enfrentamos atualmente, os cientistas queriam analisar melhor como as mutações acontecem para as bactérias se tornarem resistentes aos remédios. Para isso, eles usaram uma placa de Petri gigante, apelidada de “Microbial Evolution and Growth Arena” (em português, “Arena de Crescimento e Evolução Microbial”), ou MEGA. É uma plataforma retangular com 60 centímetros de largura e 1,20 metro de comprimento, cheia de ágar, uma substância derivada de algas usada para facilitar o crescimento microbiano. A bactéria usada no estudo foi a Escherichia coli.

O método

A placa MEGA foi dividida em várias seções, cada uma das quais saturada com diferentes doses de antibióticos. As extremidades da plataforma não continham antibióticos, permitindo que as bactérias se desenvolvessem; essas áreas representaram a linha de partida. As seções interiores adjacentes continham uma pequena quantidade de antibiótico, apenas o suficiente para matar a E. coli. Mais para dentro da placa, cada seção posterior tinha um aumento de dez vezes na dose. No cerne do prato, havia 1.000 vezes mais antibióticos em comparação com as áreas de menor dose. Pelas próximas duas semanas, os pesquisadores observaram e filmaram as bactérias, enquanto umas morriam e outras se adaptavam às condições cada vez mais venenosas localizadas nas fronteiras de seus perímetros imediatos. O vídeo resultante mostra literalmente o processo darwiniano em trabalho, um fenômeno normalmente invisível para o olho humano. Com o tempo, as bactérias se espalharam até chegarem a uma concentração potente de antibióticos para além da qual não podiam crescer – até que mutantes armadas com o conjunto específico de características necessárias para combater o veneno finalmente emergiram. Isso em muitos casos não demorou muito. Em cada nível de concentração do antibiótico, um pequeno segmento de bactérias se adaptava às condições hostis, como resultado de sucessivas alterações genéticas acumuladas. Uma vez instaladas na nova seção da MEGA, essas populações minúsculas mutantes resistentes eram capazes de crescer. Quando chegavam a próxima seção da placa, o padrão se repetia. Os descendentes deste primeiro grupo de mutantes eram capazes de mover-se para áreas preenchidas com concentrações mais elevadas de antibióticos. Eventualmente, várias linhagens de mutantes passaram a competir pelo mesmo espaço, com cepas vencedoras se movendo para áreas com doses mais elevadas de drogas. No 11° dia, as bactérias tinham migrado todo o caminho para a mais elevada concentração de droga, no centro da MEGA. Estas mutantes resistentes foram capazes de sobreviver a um antibiótico conhecido como trimetoprim a uma dose 1.000 vezes maior do que a que matou seus ancestrais. Algumas bactérias adquiriram uma capacidade 100.000 vezes maior de afastar ciprofloxacina, um outro antibiótico comum. “Foram capazes de evoluir mais de mil vezes a resistência ao trimetoprim em 11 dias – que é quase o limite de saturação da droga”, disse Baym. “Simplificando, não havia nenhuma maneira de dissolver droga suficiente para matar essas bactérias”. É importante ressaltar que todas as bactérias mutantes foram contidas e todos os materiais descontaminados após o uso. As observações do estudo mostraram que mutações iniciais levaram a um crescimento mais lento nas bactérias. Isso sugere que elas não são capazes de crescer a velocidades ideais enquanto estão se adaptando. Mas, uma vez que se depararam com uma imunidade fortuita, o processo de crescimento retornou a taxas normais. Além disso, as mutantes mais aptas nem sempre eram as mais rápidas. As bactérias mais bem sucedidas ficaram para trás enquanto as estirpes mais fracas eram forçadas a lidar com as doses de drogas intensas nas linhas de frente. “Graças a necessidade de migrar para sobreviver, vimos uma dinâmica surpreendente pela qual o mais forte não necessariamente ganhava, em vez daqueles que eram bons o suficiente e próximos o suficiente da nova área para superar mutantes nominalmente superiores apenas por serem mais rápidos”, disse Baym. “No entanto, em todos os casos, vimos que esta acumulação sucessiva de mutações foi capaz de evoluir a níveis extremamente altos de resistência a antibióticos em um tempo relativamente curto”. No futuro, os pesquisadores querem utilizar a placa MEGA para estudar patógenos específicos e ajudar médicos a descobrir como eles desenvolvem resistência a quais antibióticos. fonte: gizmodo.com/watch-as-bacteria-evolve-antibiotic-resistance-in-a-gig-1786389688

OCEANOS ESTÃO ADOECENDO COMO NUNCA ANTES

É o que uma investigação internacional sobre a saúde dos oceanos revelou, o aumento das temperaturas globais está adoecendo os oceano em um nível sem precedentes, ameaçando a cadeia alimentar global, que obviamente nos inclui. Entre as descobertas, está a de que os oceanos tem absorvido 93% dos efeitos do aquecimento global, o que adoeceu os mesmos no processo. Isto pode explicar por que as mudanças de temperatura não tem sido sentidas com tanta intensidade em solo firme. O estudo foi conduzido por 80 pesquisadores em 12 países, e é na verdade uma meta análise de centenas de estudos revisados por pares que examinam a resposta ao aquecimento global dos ecossistemas marinhos, das bactérias microscópicas aos enormes mamíferos marinhos. A investigação revelou que os oceanos tem nos protegido dos efeitos devastadores do aquecimento pelo menos desde a década de 1970. Os oceanos ocupam uma boa parte da superfície do nosso planeta, a radiação solar que os atinge é rapidamente dissipada. Sem os oceanos, muito do calor seria transferido para a atmosfera, causando um aquecimento muito mais rápido que o que experimentamos. E não é só na captura de calor, os oceanos tem também absorvido parte do excesso de CO2 atmosférico, o que também contribuiu para nos proteger de mudanças muito rápidas. Só que não sabemos por quanto tempo os oceanos vão poder continuar fazendo isso, e as consequências já estão acontecendo. Uma das consequências é a migração de criaturas marinhas, que está acontecendo 1,5 vezes mais rápido que as espécies de terra firme, obrigando seres como as águas-vivas, aves marinhas, e plâncton, a se deslocarem em direção a águas mais frias, cerca de 10 graus de latitude. E o aquecimento também tem causado um desequilíbrio na vida marinha, enchendo os oceanos de micróbios danosos numa velocidade alarmante, fazendo com que as explosões de bactéria da cólera e algas tóxicas sejam mais frequentes. E não são só os alimentos são intoxicados, as águas mais mornas tem causado a morte de corais em níveis sem precedentes. Como estes corais são habitat de 25% de todas espécies marinhas, a indústria de alimentos tem sofrido com isso. Mas as más notícias não param aí, o ambiente Ártico tem sofrido um impacto enorme, com o desaparecimento de várias áreas cobertas de gelo, deixando nada além de oceano aberto. Isto pode causar a extinção dos ursos polares nos próximos 50 a 70 anos. A expectativa da equipe de cientistas é que esta investigação convença as indústrias a adotarem tecnologias mais “verdes”, e que sejam tomadas atitudes para diminuir significativamente a quantidade de CO2 que emitimos na atmosfera. fonte: sciencealert.com/global-warming-is-making-the-oceans-sick-new-report-finds

FUSÃO NUCLEAR: FÍSICOS ESTÃO MAIS PRÓXIMOS DO QUE NUNCA DE CONSEGUIR ENERGIA INFINITA

Físicos de todo o mundo têm competido para construir uma máquina de fusão nuclear que possa replicar o processo de fusão do átomo que tem alimentado o nosso Sol durante os últimos 4,5 bilhões de anos, em uma tentativa de fornecer para a humanidade uma energia limpa, segura e praticamente ilimitada. Agora, o governo dos Estados Unidos acaba de apoiar planos para físicos construírem um novo tipo de dispositivo de fusão nuclear que poderia ser o projeto mais viável e eficiente para isso.

Energia infinita

A fissão nuclear – que é o que nossas instalações nucleares atuais fazem – gera energia através da divisão do núcleo de um átomo em nêutrons e em núcleos menores. Energia da FUSÃO NUCLEAR finalmente é alcançada Enquanto este processo é bastante eficiente – a quantidade de energia que ele libera é milhões de vezes mais eficiente por massa do que os processos baseados no carvão – ele exige uma gestão extremamente cara de resíduos radioativos perigosos. A fusão nuclear, por outro lado, não produz resíduos radioativos ou outros subprodutos indesejados. Ela gera enormes quantidades de energia quando os núcleos de dois ou mais átomos leves são fundidos em um núcleo mais pesado em incrivelmente altas temperaturas, e é tão eficiente que vem alimentando o nosso Sol durante os últimos 4,5 bilhões de anos. Se pudermos essencialmente “miniaturizar” este processo, e construir máquinas que possam sustentar a fusão nuclear em uma escala menor, a humanidade garantiria as suas necessidades de energia durante o tempo que existirmos. Mas os físicos têm tentado construir dispositivos de fusão nuclear comercialmente viáveis há mais de 60 anos, e, como era de se esperar, a tentativa de colocar uma “estrela em um frasco” é tão difícil quanto parece.

Estrela no frasco

O maior desafio é que as máquinas de fusão nuclear requerem temperaturas muito mais elevadas do que as instalações de fissão. Enquanto a fissão nuclear requer que as coisas sejam aquecidas a apenas algumas centenas de graus Celsius, máquinas de fusão nuclear tem que recriar as condições no Sol, então estamos falando de vários milhões de graus. E uma vez que as máquinas de fusão nuclear começam basicamente as suas reações a partir do zero, primeiro precisamos conseguir temperaturas muito mais quentes do que as estimadas no centro do Sol – pelo menos 100 milhões de graus Celsius. Até agora, o mais próximo que alguém chegou do sonho da energia ilimitada foi uma equipe de físicos do Wendelstein 7-X stellarator, em Greifswald, na Alemanha, e pesquisadores da Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST), na China – ambos os quais tentando conter o plasma superaquecido que resulta da reação de fusão. “Durante o processo de fusão nuclear, os elétrons dos átomos são separados de seus núcleos, criando assim uma nuvem super quente de elétrons e íons (núcleos menos seus elétrons), conhecida como plasma”, explica Daniel Oberhaus, do site Motherboard. “O problema com este plasma rico em energia é descobrir como contê-lo, uma vez que ele existe a temperaturas extremamente altas (até 150 milhões de graus Celsius, ou 10 vezes a temperatura no núcleo do Sol). Qualquer material que você possa encontrar na Terra não vai ser um recipiente bom o suficiente”.

Avanços

Para dar uma ideia de como isso é difícil, no início deste ano, a máquina de fusão nuclear alemã conseguiu aquecer o gás de hidrogênio até 80 milhões de graus Celsius e sustentar uma nuvem de plasma de hidrogênio por um quarto de segundo. Pode parecer muito pouco, mas isso foi saudado como um marco enorme. Os responsáveis pelo experimento chinês anunciaram em fevereiro que haviam batido esta marca e produzido plasma de hidrogênio a 49.999 milhões de graus Celsius, e o mantiveram por 102 segundos. Até agora, nenhuma máquina foi capaz de provar que poderia produzir uma quantidade sustentada de energia através da fusão nuclear – apenas que poderia deixar os materiais quentes o suficiente para iniciar o processo.Mas agora físicos do Departamento de Energia dos EUA no Princeton Plasma Physics Laboratory (PPPL) acreditam que encontraram uma maneira melhor. Se a máquina de fusão nuclear é basicamente como tentar colocar uma estrela em um frasco, a equipe do PPPL quer redesenhar o frasco, utilizando materiais melhores e de uma forma mais intuitiva.

Novo formato

Enquanto máquinas de fusão nuclear tradicionais chamadas tokamaks usam campos magnéticos para conter plasma superaquecido em um dispositivo em forma de anel, os físicos norte-americanos querem construir mais tokamaks esféricos compactos, em uma forma mais parecida com uma maçã sem sementes. Segundo a equipe, o desenho esférico pode reduzir pela metade o tamanho do furo do formato de anel, permitindo que o plasma seja controlado com campos magnéticos de energia muito menor. O orifício menor também poderia permitir a produção de trítio – um isótopo raro de hidrogênio – que pode fundir-se com outro isótopo de hidrogênio, chamado de deutério, para produzir reações de fusão. A equipe também quer substituir os enormes ímãs de cobre em projetos tokamak tradicionais por magnetos supercondutores de alta temperatura que são muito mais eficientes, porque a eletricidade pode fluir através deles com resistência zero. Reator de fusão da Alemanha cria plasma de hidrogênio pela primeira vez na história Felizmente, eles não vão começar seus projetos a partir do zero. Eles estarão aplicando seus projetos para dois tokamaks esféricos existentes – o Mega Ampere Spherical Tokamak (MAST), do Reino Unido, que está em fase final de construção, e o National Spherical Torus Experiment Upgrade (NSTX-U), do próprio PPPL, que foi colocado no ar no ano passado.
“Estamos abrindo novas opções para as plantas futuras”, diz Jonathan Menard, um dos pesquisadores por trás do estudo e diretor do programa NSTX-U. “[Estas instalações] vão empurrar a fronteira física, expandir o nosso conhecimento de plasmas de alta temperatura, e, se bem sucedidas, estabelecer a base científica para os caminhos de desenvolvimento da fusão com base em designs mais compactos”, acrescenta o diretor do PPPL, Stewart Prager. fonte: sciencealert.com/us-physicists-just-revealed-plans-to-build-the-most-viable-nuclear-fusion-device-ever

COMO UM SMARTPHONE PODE DETECTAR A ANEMIA

O smartphone irá se transformar em um equipamento médico indispensável, principalmente nos países pobres em que os cuidados com a saúde, infelizmente, são precários. A mais recente evidência dessa transformação está prestes a ser apresentada: uma nova maneira de detectar a anemia de forma não invasiva, sem a necessidade de usar equipamentos caros ou da pessoa ter que ir a um laboratório para fazer o exame. Essa nova técnica utiliza apenas um smartphone e uma fonte de luz, e está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Washington, que deram o nome de HemaApp ao aplicativo. A pessoa precisa apenas colocar a ponta do dedo sobre a câmera do dispositivo e o LED será ativado para iluminar o dedo e, assim, permitir que o app capture imagens para uma análise quase instantânea. A tecnologia foi desenvolvida no laboratório de Shwetak Patel, líder do projeto e professor em ciências da computação e engenharia dessa universidade. O Hema App mede os níveis de hemoglobina de forma não-invasiva, apenas iluminando o dedo do paciente com a câmera de um smartphone. (Crédito: Dennis Wise / Universidade de Washington).

O acesso à saúde

A anemia – condição na qual a quantidade de hemoglobina no sangue está abaixo do normal – é causada principalmente pela desnutrição e é extremamente comum em países pobres. A Organização Mundial de Saúde estima que há dois bilhões de pessoas anêmicas no mundo. O HemaApp poderá ser uma alternativa viável em lugares que não têm acesso à realização de exames.
[O aplicativo] seria útil em muitos lugares onde há alta penetração de smartphones e muitas pessoas anêmicas, como na Índia; agentes comunitários de saúde poderiam usá-lo em lugares com pouca penetração, em áreas rurais, onde a anemia afeta muitas pessoas, como a África Ocidental.” – Caroline Buckee, professora assistente e epidemiologista de Harvard.
O novo app também tem potencial para diminuir a frequência de coleta de sangue de pessoas que precisam realizar exames regularmente, como pacientes em tratamento para leucemia ou que passaram por um transplante de órgão. Vislumbrando as dificuldade de acesso á saúde e possíveis soluções, Patel está explorando formas para tornar alguns testes simples mais acessíveis com o uso do smartphone e de seus sensores. Ele desenvolveu outro aplicativo que usa o microfone do dispositivo para controlar a respiração de uma pessoa enquanto ela dorme. Também criou outro que pode detectar a icterícia em um recém-nascido usando a câmera de um smartphone e um cartão de referência com código de cores. Todos os seus sistemas dependem de algoritmos de aprendizado de máquina para reconhecer os sintomas a partir das leituras do sensor. No caso do HemaApp, Patel e os seus colegas constataram que a câmera de um smartphone Nexus 5 poderia medir a hemoglobina através da captura da luz que passa através do dedo de uma pessoa. O sistema foi treinado para reconhecer alterações na cor do sangue do dedo, indicando que pode haver uma deficiência de células vermelhas. Em resumo, o que o HemaApp faz é analisar a cor das imagens capturadas com a câmera do smartphone para dar uma estimativa dos níveis de hemoglobina, o que permite ao médico identificar um quadro de anemia.

A precisão do teste

Em 31 testes realizados em colaboração com o Hospital Infantil de Seattle, eles viram que o novo sistema funcionou tão bem quanto o Masimo Pronto, outro medidor de hemoglobina não invasivo, aprovado pelo FDA. Porém, não foi tão preciso quanto um teste de sangue convencional. O índice de precisão do aplicativo na medição da hemoglobina ficou em 69% quando somente o smartphone (Nexus 5) foi usado. O índice alcançou 74% com o uso complementar de uma lâmpada incandescente e 82% com a conexão de um conjunto de LEDs ao aparelho. Para efeitos comparativos, o Masimo Pronto alcança 81%. Esses índices podem variar de acordo com a capacidade técnica de cada modelo. A cor da pele também pode influenciar nos resultados, embora os pesquisadores já estejam trabalhando em algoritmos que consigam distinguir as características físicas das propriedades do sangue.

O que os especialistas pensam

Ulrich Timm, professor na Universidade de Rostock, na Alemanha, que estudou o uso de sistemas de detecção baseadas em LED para rastreamento de hemoglobina, diz que essa tecnologia seria muito útil para os centros de doação de sangue ou home cares. As mulheres grávidas também poderiam monitorar com mais facilidade o níveis de hemoglobina. No entanto, Timm questiona o grau de precisão, dada a resolução espectral da maioria das câmeras dos smartphones. Caroline Buckee, professora assistente e epidemiologista de Harvard que estuda maneiras dos dispositivos móveis serem utilizados na saúde, diz que o sistema parece promissor, mas adverte que nem sempre é simples implantar e dimensionar uma solução assim. E ela concorda com Timm: a precisão seria uma preocupação chave.

Preenchendo lacunas

Pelo fato do HemoApp não ser 100% preciso, os exames convencionais deveriam continuar sendo realizados, pelo menos nos casos mais sérios. Mas, sem dúvida, esse aplicativo pode reduzir custos operacionais, dar comodidade aos pacientes e auxiliar o trabalho dos médicos ao oferecerem resultados rápidos. Para Patel, o intuito do HemaApp e de outros apps médicos não é substituir os laboratórios, mas preencher lacunas. fonte: http://ofuturodascoisas.com/como-um-smartphone-pode-detectar-a-anemia/

domingo, 11 de setembro de 2016

PELA 1° VEZ, NANOTUBOS DE CARBONO ULTRAPASSAM A PERFORMANCE DO SILÍCIO

Há décadas, cientistas procuram formas eficazes de aproveitar as propriedades únicas de nanotubos de carbono para criar eletrônicos de alto desempenho, mais rápidos ou que consumam menos da vida útil da bateria do que os materiais atuais. Esse avanço é importante porque levaria a uma comunicação sem fio mais rápida e a maior processamento de velocidade para dispositivos como smartphones e laptops. Porém, uma série de desafios têm impedido o desenvolvimento de transistores de nanotubos de carbono – com apenas um átomo de espessura – de alta performance. Consequentemente, o seu desempenho tem ficado muito atrás de semicondutores de arsenieto de gálio e de silício, largamente usados hoje em eletrônicos. Agora, pela primeira vez, engenheiros de materiais da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) criaram transistores de nanotubos de carbono que superam os de silício. A equipe chegou a um transistor 1,9 vezes melhor do que os atuais. Os resultados foram publicados na revista Science. “Esta conquista tem sido um sonho da nanotecnologia pelos últimos 20 anos”, disse um dos principais autores do estudo, Michael Arnold. “Fazer transistores de nanotubos de carbono melhores do que os transistores de silício é um grande marco. Este avanço no desempenho é um avanço crítico em relação a explorar nanotubos de carbono na lógica, comunicações de alta velocidade e outras tecnologias de eletrônica”. Os novos transistores são particularmente promissores para tecnologias de comunicação sem fio que requerem uma grande quantidade de corrente fluindo através de uma área relativamente pequena. Transistores de nanotubos de carbono devem ser capazes de realizar cinco vezes mais rápido ou usar cinco vezes menos energia do que os transistores de silício, de acordo com a extrapolação feita a partir de medições de nanotubos individuais. Suas dimensões ultrapequenas tornam possível a alteração rápida de um sinal correndo através dele, o que poderia levar a ganhos substanciais na largura de banda de dispositivos de comunicação sem fio. No entanto, os pesquisadores têm tido dificuldade para isolar nanotubos de carbono de impurezas metálicas que agem como fios de cobre e interrompem suas propriedades como semicondutores. A equipe do novo estudo usou polímeros para selecionar somente os nanotubos semicondutores, alcançando uma solução com alta pureza. “Nós identificamos as condições específicas em que você pode se livrar de quase todos os nanotubos metálicos, onde temos menos de 0,01% de nanotubos metálicos”, explicou Arnold. A colocação e o alinhamento dos nanotubos também é difícil de controlar. Para fazer um bom transistor, os nanotubos precisam ser alinhados na ordem certa, com o espaçamento certo. Em 2014, os pesquisadores da mesma universidade superaram esse desafio quando anunciaram uma técnica de automontagem flutuante. Os nanotubos devem fazer contato elétrico com os eletrodos de metal do transistor. Como o polímero que os pesquisadores utilizaram para isolar os nanotubos também funciona como uma camada isolante entre os nanotubos e os eletrodos, a equipa “cozinhou” as matrizes de nanotubos numa estufa de vácuo para remover a camada de isolamento. “Em nossa pesquisa, nós mostramos que podemos, simultaneamente, superar todos os desafios de trabalhar com nanotubos, o que nos permitiu criar esses inovadores transistores que ultrapassam os de silício e de arsenieto de gálio”, concluiu Arnold. Os cientistas compararam o seu transistor de nanotubos de carbono contra um transistor de silício do mesmo tamanho, geometria e corrente de fuga, a fim de fazer uma análise justa. Eles continuam a trabalhar na adaptação do seu dispositivo para coincidir com a geometria usada em transistores de silício, que ficam menores a cada nova geração. Embora os pesquisadores já tenham escalado a tecnologia para chips de menos de três centímetros, eles querem escalar o processo para produção comercial. No geral, é emocionante ter finalmente chegado ao ponto no qual os pesquisadores podem explorar os nanotubos para atingir ganhos de desempenho semelhantes aos de tecnologias atuais. “Houve um monte de propaganda sobre nanotubos de carbono que não se tornou realidade, e azedou as perspectivas de muitas pessoas”, afirma Arnold. “Mas achamos que a empolgação é merecida. Só levou décadas de trabalho para a ciência nos permitir aproveitar de forma eficaz este material”. fonte: phys.org/news/2016-09-carbon-nanotube-transistors-outperform-silicon.amp