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domingo, 28 de maio de 2017

COMER À NOITE MEXE (MUITO! COM O CORPO

(Tomás Arthuzzi/SAÚDE é Vital) Depois de um dia exaustivo de trabalho, você finalmente chega em casa e toma um banho relaxante, daqueles em que precisa reunir forças para desligar o chuveiro. Mais tarde, na cama, o sono vem aos poucos, fazendo os olhos pesarem cada vez mais. Aí alguém de repente escancara a porta, acende a luz, arremessa as cobertas e, com berros animados, pede para você trocar o pijama por uma roupa de ginástica e calçar os tênis. É hora de correr alguns quilômetros – e não há como escapar. Soa como enredo de ficção, mas é mais ou menos o que acontece quando, pertinho de deitar, agente se empanturra de comida. É como se chacoalhássemos estômago, intestino e outros órgãos envolvidos na digestão, forçando-os a permanecer na ativa. Só que não dá para esperar um serviço perfeito quando falta tempo para uma folguinha. “Nossos órgãos têm relógios e funcionam melhor em períodos específicos do dia”, afirma Marie-Pierre St-Onge, professora de medicina nutricional da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos. Recentemente, ela e outros pesquisadores chamaram a atenção para a importância do planejamento das refeições em um estudo publicado na Circulation, revista científica da Associação Americana do Coração. De acordo com o documento, não levar em conta o horário das garfadas elevaria o risco de doenças do coração, derrames e outros pesadelos para a saúde. No planejamento do organismo, o período noturno naturalmente ganha destaque. “À medida que a luz solar vai diminuindo, o metabolismo também se adapta para colocar o corpo em repouso”, ensina a nutricionista e doutora em cronobiologia Ana Harb, professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul. Acontece que, atualmente, a chegada da noite nem sempre é um convite ao sossego. Ao bater o cartão no escritório, muitas pessoas aproveitam para se exercitar ou estudar. Com isso, não raro o jantar ocorre próximo à hora de dormir. Já quem consegue ir direto para casa nem repara, mas o expediente corrido e a sensação de dever cumprido podem favorecer uma certa permissividade alimentar, com beliscos sem fim em frente à televisão. São situações que bagunçam o corpo. “Daí, alguns mecanismos fisiológicos comuns nesse período deixam de acontecer”, avisa Antonio Herbert Lancha Jr., professor de nutrição da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro O Fim das Dietas (Editora Abril). Entre os processos que ficam atrapalhados está a queda esperada da pressão arterial, como sinaliza um estudo apresentado no último Congresso Europeu de Cardiologia, realizado na Itália. Para a investigação, cientistas da Universidade Dokuz Eylül, na Turquia, avaliaram os hábitos de 721 voluntários já diagnosticados com hipertensão. Desse total, 376 tinham aversão da doença conhecida como não-dipper – o termo significa que apressão não cai como deveria no decorrer da noite. Ao compará-los com os outros 345 indivíduos, os pesquisadores identificaram algumas explicações clássicas para os vasos não relaxarem nem um pouquinho nessa etapa do dia, como maior índice de massa corporal e idade mais avançada. Mas um dado novo se sobressaiu: jantar tarde, especificamente duas horas antes de dormir, foi considerado fator de risco para ter a tal hipertensão não-dipper. Sim, é como se o organismo ficasse em estado de alerta. Parece mero preciosismo a definição do quadro. Mas não é bem por aí. De acordo com o médico Marcus Bolívar Malachias, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a maioria da população – inclusive a parcela hipertensa – deveria exibir uma queda de aproximadamente 10% na pressão arterial à noite. É como uma preparação para o corpo descansar. “Hoje, as evidências indicam que não passar por isso deixa o indivíduo mais propenso a encarar futuramente um infarto ou derrame”, diz. Eis o drama: como repousar direito quando a comida continua descendo goela abaixo e sendo digerida? Pois é, uma coisa não combina com a outra e o corpo permanece ligadão. Entre as consequências disso está a produção contínua de substâncias como noradrenalina e cortisol – também chamadas de hormônios do estresse -, que deveria despencar ao anoitecer. “São elas que impedem a queda da pressão”, esclarece o presidente da SBC. Para ele, embora a investigação turca tenha focado apenas em hipertensos, todo mundo deveria ficar esperto com os achados. Até porque há motivos extras para evitar estripulias alimentares quando o sol se põe. “O organismo lida pior com a glicose. Por isso, o exagero alimentar nesse período não é bom em termos de controle do açúcar no sangue”, exemplifica Marie-Pierre, da Universidade Colúmbia. Em um pequeno experimento japonês, ao comparar os efeitos de jantar às 18 horas com os de uma refeição às 23 horas, os estudiosos notaram que a última situação chegava a desajustar os níveis de glicose após o café da manhã do dia seguinte. A conclusão do grupo é que o hábito de comer muito tarde favoreceria o surgimento do diabete. “Durante a noite, já contamos com um mecanismo natural de produção de glicose. Se ainda ofertamos mais dessa substância por meio da alimentação, ocorrerá uma sobrecarga capaz de predispor a problemas”, concorda o endocrinologista Bruno Geloneze, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista. Quem não mede o prato (e os petiscos) antes de deitar também periga ter um descanso insatisfatório. Lembra aquela história de que a comida mantém o sistema digestivo em pleno funcionamento? “De fato, isso torna o sono superficial”, atesta o neurocientista John Fontenele Araújo, professor do Laboratório de Neurobiologia e Ritmicidade Biológica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Não quer dizer que você será incapaz de pregar os olhos. “Mas é como se estivesse dormindo em um lugar com muito ruído”, compara. Se isso ocorre com frequência, temos a ativação constante do sistema nervoso simpático – de acordo com o expert, é como submeter o corpo a um estresse crônico. O resultado dessa história é que o intestino não funciona como deveria, a pressão arterial sobe e por aí vai.

Uma questão de quantidade

Que fique claro: o preocupante não é se alimentar após o pôr do sol, mas cometer abusos em uma refeição que, por razões fisiológicas, deveria ser mais leve. “Nós fomos feitos para comer de dia e descansar à noite“, acredita o endocrinologista Bruno Halpern, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Mais uma prova disso tem a ver com a termogênese, o processo que leva à queima de calorias. “Pela manhã ele é mais intenso do que no almoço. No jantar, por sua vez, não é ativado da mesma maneira”, conta aendocrinologista Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). “Se consumida no horário errado, a mesma comida, na mesma quantidade, pode ter impacto diferente no ganho de peso”, assegura a neurologista Phyllis Zee, diretora do Centro de Ritmo Circadiano e Medicina do Sono da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. Não à toa muitos estudos associam a fartura no jantar a um maior risco de obesidade – e a várias encrencas que surgem no encalço de uma barriga saliente. “Sempre recomendo aos meus pacientes que parem de comer três horas antes de deitar”, revela Phyllis. Tem outro ponto que joga contra os comedores noturnos. Em geral, encher a pança no fim do dia faz o apetite minguar pela manhã. Se o indivíduo ainda é do tipo que levanta e sai correndo para o trabalho, mais uma razão para o desjejum ser ignorado. Está aí uma combinação traiçoeira. Afinal, pular o café seria o primeiro passo para chegar ao jantar com uma fome danada. “E nessa refeição o ideal é consumir menos de 25% das calorias totais ingeridas ao longo de um dia”, calcula Geloneze. “Mas vejo gente que chega a 50% ou mais”, relata. Em um experimento com 93 mulheres acima do peso e portadoras de síndrome metabólica – quadro que ameaça o coração -, um grupo foi incentivado a comer 200 calorias no café da manhã e 700 calorias no jantar. A outra turma fez exatamente o oposto. Em 12 semanas, os cientistas da Universidade Tel Aviv, em Israel, perceberam que todas as voluntárias perderam peso, viram a cintura diminuir e tiveram melhoras no controle da glicose e da insulina. Porém, todos esses efeitos foram mais expressivos entre quem se esbaldou no café da manhã. Além disso, os níveis de triglicérides caíram 33% nessas mulheres. Já nas que se excederam no final do dia as taxas subiram 14%. Para o endocrinologista da Unicamp, ninguém deve considerar cortar o jantar. O melhor caminho seria incentivar a primeira refeição do dia. “Assim, fica mais fácil e natural a mudança do hábito noturno”, raciocina. Também não vá arrancar os cabelos caso só consiga comer lá pelas 22 horas. “O problema é se o consumo calórico for grande”, analisa Geloneze. Ou seja, nada de jejum. O recado é válido sobretudo aos diabéticos. Isso porque muitos usam remédios capazes de induzir à hipoglicemia se a alimentação não ocorre a cada três horas. “Logo, eles devem jantar e ainda fazer a ceia mais tarde”, recomenda o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto. A verdade é que, com moderação, as duas refeições estão permitidas a todo mundo.

O que comer

Evidentemente há escolhas mais sensatas para essa fase do dia. Os especialistas orientam, por exemplo, pegar leve nos itens de difícil digestão, como os carregados de gorduras. Sabe aquela carne com molho superelaborado que sobrou do almoço? Então… “Quando a gordura é reconhecida pelo corpo, um hormônio chamado colecistocinina lentifica a digestão”, explica Lancha Jr. “Por isso é comum acordar com a sensação de que esse processo não acabou”, diz. É meio caminho andado para pular o café da manhã (e chegar, de novo, faminto à noite). Segundo Halpern, também há evidências de que, na calada da noite, lidamos pior com agordura. “Os depósitos gordurosos também iriam para uma parte do coração que atrapalha os batimentos”, informa. Pode acreditar: no final das contas, o tão difamado carboidrato não é o monstro que pintaram. “Ele ganhou essa fama porque achavam que seu consumo atrapalhava a fabricação do hormônio do crescimento”, explica Lancha Jr. “Mas a liberação dessa substância acontece quando a gente dorme. Não tem nada a ver com o nutriente”, argumenta. Então, dá para comer macarrão tranquilamente. Basta trabalhar com o bom senso na hora de eleger os acompanhamentos. A nutricionista Bianca Chimenti Naves, da clínica Nutrioffice, em São Paulo, afirma que na refeição noturna o ideal é contemplar um alimento do grupo dos carboidratos, como arroz (de preferência integral) e tubérculos; um representante da ala das proteínas, a exemplo de carnes magras, peixe ou ovo; e três redutos de micronutrientes e fibras, tais quais verduras, legumes e frutas. No melhor dos mundos, essa combinação cai bem lá pelas 19 ou 20 horas. Próximo de dormir, tudo bem apostar em iogurte, leite ou fruta. Agora, o lanchinho mais proteico teria suas vantagens. Pelo menos é o que insinuam experiências conduzidas no laboratório de Michael Ormsbee, diretor do Instituto de Medicina e Ciência do Esporte, na Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos. “Notamos que bebidas proteicas podem ajudar na formação de músculos durante a noite, na melhora do metabolismo e no controle da saciedade”, descreve. “Além disso, não prejudicariam a queima da gordura”, adianta. Por enquanto, Ormsbee testou um shake com cerca de 150 calorias e 30 a 40 gramas de caseína, proteína achada no leite. Ele está avaliando se o queijo cottage surtiria os mesmos efeitos.

“Mas eu não janto”

Você costuma fazer o famoso lanche, é isso? Pois ele deve seguir o mesmo preceito de parcimônia de um jantar – tarefa não tão fácil assim. “Dependendo da composição do sanduíche, ele pode ter as mesmas calorias de um prato enorme”, avalia Maria Edna de Melo, da Abeso. A nutricionista Bianca dá exemplo de um lanche adequado: duas fatias de pão de fôrma integral, atum e salada de tomate e alface. Nada de camadas e camadas de embutidos, molhos e companhia. E resista ao repeteco. O recado faz sentido porque o lanche tende a acabar mais rápido do que um prato de arroz e feijão. Aí a saciedade demora abater. “Uma dica é utilizar talheres para comer mais devagar”, sugere Lancha Jr. Se estiver fora de casa, o jeito é manter a linha mesmo e mastigar sem pressa. Nesse contexto, o prático sanduba até cai como uma luva, já que facilita a recomendação de jantar umas 19 horas e cear depois. Seja qual for a preferência – comida ou lanche -, o crucial é usufruir bem dessa refeição. Muitas vezes ela é a única oportunidade de juntar a família em volta da mesa. Mas, justamente por esse clima relax, existe o risco de abusarmos inconscientemente. “Para evitar esse comportamento, prepare amesa, mantenha as panelas no fogão e desligue a TV”, aconselha anutricionista Cynthia Antonaccio, da Consultoria Equilibrium, em São Paulo. Não é porque o jantar tem virado a refeição nobre do dia que precisa parecer destinado a um rei. Estudo após estudo, esse posto ainda pertence ao café da manhã. FONTE: http://saude.abril.com.br/alimentacao/comer-a-noite-mexe-muito-com-o-corpo/

sábado, 22 de abril de 2017

OS OCEANOS ESTÃO ESQUENTANDO MAIS RÁPIDO DO QUE IMAGINÁMOS

Estamos melhorando a maneira como medimos as mudanças de temperatura do oceano. Mas, infelizmente, os dados mostram que eles estão ficando quentes mais rápido do que os pesquisadores imaginavam. Um estudo publicado na Scientific Advances reuniu os dados que temos sobre o aquecimento do oceano de 1960 a 2015. Eles oferecem o que se pensa ser o relatório mais preciso sobre as mudanças que as águas experimentaram durante esses 45 anos. Entre as descobertas dos autores: os oceanos estão esquentando 13% mais rápido do que se acreditava. Um dos motivos pelos quais as estimativas prévias estavam erradas era a dificuldade de reconciliar os dados pré e pós 2005 – data em que os cientistas começaram a utilizar o sistema de boias Argo para fazer as medições. Capaz de alcançar 600 metros de profundidade, o sistema Argo é superior ao batitermógrafo, que era utilizado amplamente antes. Em vez de ter grandes sensores dispostos em companhias marítimas e principalmente no hemisfério norte, agora temos cerca de 3500 boias espalhadas pelo mundo. Essas boias conseguem mergulhar e subir por conta própria e nos dão dados mais completos e precisos. John Abraham, professor de ciências termais e fluidos na Escola de Engenharia da University of St. Thomas e co-autor do estudo, explica ao Guardian:
Primeiro, nós corrigimos dados passados pelos vieses conhecidos nas medições. Depois, relacionamos as medições de temperaturas aos resultados calculados a partir de modelos climáticos computacionais. Então, aplicamos os conhecimentos de temperatura a áreas maiores para que uma única medição representasse um espaço maior ao redor do local da medição. Por último, utilizamos nosso conhecimento de observações recentes e bem feitas para mostrar que o método produziu excelentes resultados. Conseguiremos estender nossas técnicas até o final dos anos 1950 e mostrar que a taxa de aquecimento global mudou significativamente nos últimos 60 anos. Uma das principais conclusões do estudo foi a demonstração de que o aquecimento está acontecendo cerca de 13% mais rápido do que pensávamos. Não apenas isso, mas o aquecimento acelerou. A taxa de aquecimento de 1992 é quase duas vezes maior do que a taxa de 1960. Além disso, somente desde aproximadamente 1990 que o aquecimento penetrou às profundidades abaixo de 700 metros.
Isso é muito importante dentro do campo da mudança climática. Mais de 90% do calor extra gerado pelo dióxido de carbono vai para o oceano no final das contas. O que faz as águas serem um ótimo lugar para analisar o crescimento da temperatura. É algo extremamente preocupante também, porque se as temperaturas continuarem a crescer, e o gelo, a derreter, algumas áreas do mundo podem ter um aumento no nível do oceano de 60 metros. Algo que também é interessante nesse estudo (e meio que poético) é que a equipe indica que os oceanos contêm “a memória da mudança climática”. Basicamente, o que eles querem dizer é que o aumento da temperatura está se espalhando para locais mais profundos nos mares. Apesar da mudança dos padrões climáticos, que mostra detalhes que poderiam indicar resfriamento em certas áreas, a atmosfera em geral está mais quente e mais úmida nos últimos anos. Há um entendimento de que é por isso que estão acontecendo chuvas e tempestades mais intensas no mundo. Sem mencionar as ondas de calor, estiagens, incêndios florestais e outras consequências que chegam com a mudança climática. Conforme os dados se tornam mais precisos e são reconciliados com informações mais antigas, eles parecem indicar que as coisas estão piores do que achávamos. Parece que estamos chegando cada vez mais perto de um ponto em que não poderemos fazer mais nada para evitar tudo isso. FONTE: theguardian.com/environment/climate-consensus-97-per-cent/2017/mar/10/earths-oceans-are-warming-13-faster-than-thought-and-accelerating

domingo, 16 de abril de 2017

CONHEÇA 10 COISAS QUE ACREDITAMOS SEREM BOAS,MAS QUE SÃO TOTALMENTE OPOSTAS

Existem hábitos que sempre seguimos e de quebra ainda acreditamos que são os melhores para a saúde e bem-estar. Porém, alguns deles estão longe de nos trazer benefícios e, surpreendentemente, deveríamos fazer justamente o contrário deles!

1 – Tomar vitaminas por conta própria pode oferecer mais perigo do que imagina.

Isso pode causar hipervitaminose e outros problemas prejudiciais a saúde.

2 – Dormir depois de uma refeição causa aumento do peso.

Isso porque o corpo coloca as calorias na reserva ao invés de queima-las.

3 – Não adianta querer correr atrás das horas de sono perdidas.

Além de não recuperarmos as horinhas que perdemos durante a semana, por exemplo, também aumentamos consideravelmente a possibilidade de desenvolvimento de problemas cardíacos e diabetes.

4 – Não adianta virar o rosto quando alguém espirra ou tosse perto de você.

O certo mesmo seria evitar ficar no mesmo ambiente em que uma pessoa doente está. Isso porque quando ela espirra ou tosse, os germes podem alcançar até 5 metros por segundo e permanecerem no ar.

5 – Escovar os dentes imediatamente depois das refeições pode ser perigoso.

Especialmente se você comeu algo com muito açúcar ou muito ácido, deve-se dar uma pausa ou recorrer ao enxaguante bucal ao invés do creme dental. Isso porque o esmalte de seus dentes, suavizado pelos ácidos, agora será mais vulnerável aos danos dos componentes abrasivos da pasta de dente.

6 – Não ter nenhuma sujeirinha em casa pode ser prejudicial para sua saúde. Não estamos dizendo que a limpeza regular da casa não deve ser realizada. Porém, manter o ambiente extremamente limpo, quase esterilizado, pode ser tão prejudicial quanto mantê-lo sujo. Isso acontece pois nosso sistema imunológico precisa de treinamento. Quando as bactérias entram em nosso sistema, os anticorpos começam a se desenvolver para ajudar a destruir a contaminação. Se uma pessoa vive em condições exageradas de limpeza, estes anticorpos não têm nada para lutar contra. Ao mesmo tempo, os produtos químicos utilizados para criar um ambiente ultra-limpo podem prejudicar o corpo. Alguns aromatizadores de ar, por exemplo, podem até causar bronquite crônica.

7 – Não, você não deveria tomar banho todos os dias.

Se você acha que aquela ideia de que quanto mais banhos tomarmos, mais limpos estaremos é certa, você pode estar equivocado. Isso porque a água quente aliada aos componentes químicos dos produtos para banho prejudicam a oleosidade natural e as defesas da pele. Segundo especialistas, não há mal nenhum em tomar um banho rapidinho só para lavar as partes que suam mais ou deixar de tomar banho de vez em quando. Difícil é abraçar essa causa, não?!

8 – Colocou no microondas, já era! Só que não!

Antes de tudo, é preciso entender que o processo de cozimento degrada parte dos nutrientes do alimento naturalmente, e esta degradação depende de fatores como a quantidade de calor aplicada, a quantidade de água usada, o tempo de cozimento e de qual nutriente estamos falando. E por cozer mais rápido, o micro-ondas degrada menos nutrientes. Estudos apontam que as diferenças na retenção de nutrientes são mínimas entre os dois métodos.

9 – Pode dormir o dia inteirinho?! Não!

Mais de 8 horas de sono pode levar a falhas no trabalho do cérebro, e você provavelmente se sentirá lento e pensará mais devagar.

10 – Aquele óculos de sol baratinho provavelmente não cumpre a principal função dele: proteger seus olhos contra os raios solares.

Não é porque a lente do óculos é escura que ela está te protegendo do sol. Os óculos escuros levam à dilatação da pupila, e, caso não tenham lentes com filtros adequados para raios ultravioleta, deixam a visão mais exposta à radiação. fonte:brightside.me/inspiration-tips-and-tricks/12-bad-habits-we-mistake-for-good-ones-246910

domingo, 2 de abril de 2017

O QUE ACONTECERIA SE A TERRA APARASSE DE GIRAR?

Em algum momento da sua breve existência você já imaginou o que aconteceria se a Terra parasse de girar do nada? Bom, se você não pensou, alguém o fez e enviou a pergunta ao pessoal do site Ask a Mathematician/Ask a Physicist, que gentilmente pensou em algumas possibilidades e publicou uma interessante resposta. Se a Terra parasse abruptamente de girar — Deus nos livre dessa tragédia! —, a humanidade se veria em um tremendo apuro. Basicamente, segundo o site, nos polos não aconteceria muita coisa, mas quanto mais próximo da Linha do Equador, maior seria a mudança de velocidade. Nessa região do planeta, tudo e todo mundo começaria a se mover para o leste a mais de 1.600 km/h (ou a 1,4 mach). Além disso, todas as massas de terra próximas à Linha do Equador seriam varridas pelas águas dos oceanos, que passariam sobre elas “lavando” tudo o que encontrassem pelo caminho. Mas, deixando o cenário trágico de lado, e a força inercial centrífuga — ocasionada pelo giro da Terra — combinada com a gravidade, como ela influenciaria as pessoas e o tudo o que existe na superfície do planeta?

Leve ou pesado?

Apesar de a força centrífuga — vamos nos referir a ela dessa forma para simplificar — resultante do movimento de rotação não exercer influência direta sobre a gravidade, ela pode desequilibrar um pouco as coisas. Caso você não saiba, na Linha do Equador os objetos pesam um pouquinho menos do que nos polos (exatamente 0,35% menos), e também é ali que a força centrífuga é mais forte. Em outras palavras, tudo seria um pouquinho mais leve. Considerando (hipoteticamente) que a Terra é perfeitamente redonda e que ela não possui nenhuma inclinação, a força centrífuga apontaria para o sentido oposto do eixo do nosso planeta, enquanto a gravidade, ao contrário, sempre apontaria para o centro. A partir disso, podemos assumir que, em algum ponto entre os polos — onde a força centrífuga seria igual a zero — e a Linha do Equador, existiria um ponto no qual essa força apontaria mais para a lateral.

Tudo inclinado

Curiosamente — ou tragicamente, você decide — esse ponto se encontra nas latitudes 45° norte e sul da Terra, e é justamente nessas latitudes que se encontra a Europa, por exemplo. Assim, se o nosso planeta parasse de girar, todos os edifícios nessas latitudes teriam que ser construídos ligeiramente inclinados. Se você se lembrou da Torre de Pisa, sentimos informar que, infelizmente, ela está inclinada para o lado errado. Com relação à superfície do nosso planeta — que é basicamente fluida —, depois da parada brusca, a força centrífuga deixaria de existir, deixando-nos apenas à mercê da força da gravidade. Assim, com o tempo, a sua ação tornaria a Terra ainda mais redonda, e eventualmente o nosso planeta passaria a apresentar um formato perfeitamente esférico. Eu acredito que, na verdade, se a Terra um dia parasse de girar abruptamente, as consequências poderiam ser muito mais desastrosas, incluindo fenômenos meteorológicos colossais, terríveis influências sobre o comportamento de espécies animais e destruição generalizada. E você, leitor, o que acha que aconteceria? FONTE: http://ahduvido.com.br/o-que-aconteceria-se-terra-parasse-de-girar

UMA PESSOA PODE MORRER SE FICAR MUITO TEMPO SEM DORMIR?

Insônia Familiar Fatal (IFF) é o nome de uma doença, passada de geração para geração, também chamada de maldição familiar. Uma condição que provoca tremores, impotência, constipação e insônia quase total por meses, até que a pessoa não aguente e morra. Mas, como isso acontece? Se trata de uma disfunção genética, uma proteína disforme no cérebro, chamada príon. Quando a pessoa acometida por essa mutação chega à meia-idade, os príons começam a proliferar, formando espécies de bolsões que envenenam os neurônios. Essa característica torna a IFF uma espécie de “parente” da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) e da Doença da Vaca Louca. Mas, enquanto a DCJ faz com que o cérebro fique cheio de buracos, a IFF afeta uma parte específica, o tálamo, fazendo com que o cérebro pareça estar cheio de vermes. O tálamo é responsável por responder ao ambiente, como por exemplo a temperatura corporal, ritmo cardíaco e liberação de hormônios, para que o organismo funcione corretamente. Se nessa região aparecem problemas uma espécie de caos interno irá acontecer. Para visualizar melhor, imagine que seu organismo é como uma fábrica, e o tálamo é um dos principais motores, se ele falhar tudo começará a falhar. Como um dominó, depois que a primeira peça cai, não tem mais jeito.

Principais sintomas

Um dos sintomas mais graves da IFF, como o próprio nome indica, é a insônia. Isso acontece porque a pressão da corrente sanguínea não diminui, como o necessário para que uma pessoa consiga dormir. Pelo contrário, ela se mantém em alerta máximo. Durante nossas noites de sono, passamos por ciclos de REM (Movimento Rápido dos Olhos), nesses períodos acontecem oscilações elétricas de baixa frequência que se movimentam pelo córtex. Os pacientes que apresentam essa doença, não conseguem regular esses ritmos; isso acontece porque o responsável por essa função é o tálamo, ou seja, o exato lugar do cérebro afetado pelos príons. O psicólogo Angelo Gemignani, da Universidade de Pisa (Itália), diz que os pacientes com IFF estão sempre ligados, e não conseguem atingir o ponto de sono profundo, e isso faz com que não consigam descansar. Nesse trabalho ele demonstra como isso acontece. Com o tempo o organismo acaba se “acostumando” com essa condição, fazendo com que a pessoa não adormeça mas, também, não fique completamente consciente. É uma espécie de coma acordado. Para o médico Pietro Cortelli esse é um remanescente frágil da fase REM que marca os estágios mais profundos do sono; de certo modo, parece que estão atuando em seus sonhos.

Casos graves

Uma de suas pacientes, Teresa, acometida pela doença, quando inconsciente, reproduzia movimentos de pentear o cabelo de outra pessoa. Antes da doença se manifestar, ela trabalhava como cabeleireira. Outro paciente de Cortelli era Silvano que, na década de 1980, também manifestara a doença. Nesse caso o paciente já sabia o que o destina lhe reservara. Desde o século 18, todas as gerações de sua árvore genealógica tiveram casos semelhantes, incluindo seu pai. Há, mais ou menos, 15 anos a família de Silvano decidiu quebrar o silêncio e revelar ao mundo a história de luta, contra a IFF, da família, no livro The Family Who Couldn’t Sleep (A família que não conseguia dormir, tradução livre), escrito por DT Max. Os relatos não param por aí, a psicóloga Joyce Schenkein, da Faculdade Touro (NY), em um programa de bate-papo pelo rádio, na década de 1990, conheceu Daniel (nome fictício). De acordo com a psicóloga Ele era muito inteligente, um cara brilhante, extremamente engraçado. Então, alguns anos depois, enquanto conversavam, ele disse: Desculpe-me se estou sendo incoerente, mas não durmo há cinco dias. Alguns exames e fora descoberto que Daniel sofria de IFF. O caso do rapaz era o mais grave. Decidido a não se entregar, ele comprou um trailer e começou a viajar pelo país (EUA), em nome de seu espírito aventureiro.

Tratamentos

Com o auxílio de médicos e especialistas, além de Schenkein, tentou todos os tipos de tratamentos possíveis. Remédios, suplementos vitamínicos, exercícios, anestésicos, tudo o que era possível. Ao descobrir que o menor movimento ou barulho o fazia acordar, comprou um tanque de isolamento. Foi um investimento interessante, que o fez dormir por 4,5 horas seguidas de sono profundo. Infelizmente, ao acordar, sofreu com terríveis alucinações, incluindo a dúvida de estar vivo ou não. Schenkein relata que quando os sintomas apareciam, ele não podia fazer nada. E continua: havia ocasiões em que ele perdia o dia inteiro – isso toma a sua consciência. Ele ficava sentado sem iniciativa para se mover; ficava congelado no tempo. Além desses, Daniel também tentou terapia eletroconvulsiva, um dos efeitos colaterais eram fortes amnésias. Alguns anos depois, ele faleceu. Ao que tudo indica, ainda não existe um tratamento eficaz para a doença. Mas o caso de Daniel foi um grande avanço, pois ele sobreviveu mais que o esperado. Silvano, por exemplo, deixou seu cérebro para a ciência, para que pudesse ser estudado e, quem sabe, ajudar no avanço das pesquisas relacionadas à doença. Schenkein cita evidências recentes de que o sono de ondas lentas aciona correntes de fluido cérebro espinhal para enxaguar os canais entre os neurônios, limpando detritos e resquícios da atividade do dia, como uma praia limpa após uma maré alta. Ao lado do neurologista italiano Pasquale Montagna, que também trabalhou em outros casos de IFF, escreveu sobre o caso em uma revista especializada. Apesar de já existirem teste e pesquisas, nenhuma solução fora encontrada. Por enquanto, o que podemos fazer é esperar, e torcer para que a ciência consiga resolver esse mistério, além de tantos outros. E que, o quanto antes, vidas possam ser salvas. FONTE: http://ahduvido.com.br/uma-pessoa-pode-morrer-se-ficar-muito-tempo-sem-dormir

ESTUDO REVELA QUE O SAL É O ALIMENTO MAIS PREJUDICIAL DO QUE A CARNE VERMELHA

Não é uma surpresa para ninguém que a carne é um dos alimentos mais prejudiciais que existe. Diversas doenças e até mesmo alguns tipos de cânceres estão relacionados com o consumo excessivo de carne vermelha. É lógico que a ingestão moderada desse tipo de alimento pode trazer benefícios, especialmente se levarmos em conta que é difícil achar os mesmos nutrientes em outros alimentos. Porém, parece que a carne vermelha não é um vilão tão ruim quanto imaginávamos. De acordo com um estudo recente divulgado pela rede CNN, existe um outro alimento (ou melhor, um ingrediente) que pode ser ainda mais nocivo do que a carne: o sal refinado. Segundo esse estudo, o sal foi responsável por 9,5% das mortes relacionadas a alimentação em 2012. O alimento preparado com sal em excesso é rico em sódio, o que aumenta o risco de óbito por doenças do coração, infartos e diabetes do tipo 2. Neste artigo, vamos explorar mais esse tema e trazer algumas dicas valiosas para quem está pensando em evitar esse alimento.

Os prejuízos do sal

Um dos efeitos imediatos que experimentamos com o consumo excessivo de sal é o inchaço provocado pela retenção de líquidos. O resultado é desconforto abdominal e excesso de toxinas no organismo. Sódio em excesso ainda aumenta a pressão arterial, forçando a parede das artérias, prejudicando assim a saúde do coração.E como a hipertensão está diretamente ligada ao risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), a condição pode aparecer se o consumo de sal for excessivo. Sal em excesso pode até resultar em quadros de osteoporose, pois o sódio reduz a densidade óssea, fazendo com que os ossos percam força. Além disso, ele também interfere na habilidade do organismo de absorver cálcio, importante nutriente para a construção e manutenção de ossos saudáveis. Estudos apontam que um em cada sete casos de câncer gástrico poderia ter sido evitado se o consumo de sal fosse moderado e limitado à quantidade diária recomendada. Insuficiência renal é outro prejuízo que pode ser provocado pelo consumo do sal. Como a função dos rins é filtrar o sangue, a alta ingestão de sódio pode fazer com que o órgão seja incapaz de realizar plenamente suas funções. Por provocar retenção de líquidos, o sal também pode aumentar suas chances de sofrer com dores de cabeça frequente. A condição, aliás, também pode ser um reflexo de pressão alta. Sua dieta também fica comprometida com o exagero na ingestão de sal. Além de causar inchaço, o alimento interfere nas funções renal e digestiva, levando ao aumento de peso.

Como diminuir o sal

Medidas bastante simples podem evitar a ingestão excessiva de sal. O primeiro passo é substituir o alimento na preparação de pratos por especiarias e temperos de ervas frescas, que garantem sabor de forma bem mais saudável. Procure colocar sal na comida apenas ao fim do preparo, pois alguns modos de cozimento “roubam” o sal dos alimentos e, na hora da refeição, não deixe o saleiro na mesa, já que muitas vezes adicionamos sal ao prato por hábito, sem mesmo provar antes a preparação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de menos de 2 g de sódio por dia, o que equivale a 5 g de sal. No entanto, no Brasil, um adulto médio consome mais do que o dobro desta quantidade diariamente (12 gramas). FONTE:http://ahduvido.com.br/estudo-revela-alimento-ainda-mais-prejudicial-que-carne-vermelha

sábado, 17 de setembro de 2016

O QUE ACONTECERIA SE TODO GELO DO PLANETA DERRETESSE?

Apenas 3% da água na Terra é fresca, ou seja, não salgada. 70% dessa água, no entanto, está congelada. Isso equivale a 30 milhões de quilômetros cúbicos de gelo. O que aconteceria se todo esse gelo derretesse? O gelo da Terra vem em forma de geleiras, mantos de gelo, permafrost e neve. Como o Ártico é em grande parte composto de oceano, o gelo por lá adquire principalmente a forma de blocos flutuantes, como icebergs maciços. Em contato direto com as águas cada vez mais aquecidas do oceano, esse gelo será a primeira forma de água congelada a desaparecer. Este ano, a NASA informou que a extensão de gelo do mar Ártico foi a menor já registrada para os meses de janeiro, fevereiro, abril, maio e junho. De acordo com Bill Nye, do canal do YouTube AsapSCIENCE, uma vez que todo o gelo do mar derreter, você poderia tomar um navio diretamente de qualquer lugar da Europa para a Rússia, porque não haveria o gelo do Polo Norte no meio do caminho para bloquear a rota. Mas esse é um péssimo prêmio de consolação quando consideramos que todas as focas, morsas e ursos polares que chamam o Polo Norte de casa desapareceriam. Além disso, com o derretimento do gelo, mais e mais companhias explorariam o mar a procura de petróleo, e esse processo mexe com todo o ambiente aquático, causando, por exemplo, o realojamento de baleias. Em termos de nível do mar, o derretimento de todo o gelo do mar não vai fazer muita diferença. Os blocos maciços já deslocam a água em volta deles, de forma que não mudariam muito a paisagem caso se tornassem líquidos. Mas o que você pode não saber é que 95% do gelo na Terra é, na verdade, terrestre. Existem cadeias de montanhas na Antártida quase tão extensas quanto os Alpes inteiramente cobertas de gelo. Então, se esse gelo derreter… Aí, sim, a história de terror começa. Segundo Bill Nye, tal derretimento, quando escoado para os oceanos, causaria estragos graves. Os níveis do mar subiriam cerca de 70 metros! Considerando que metade dos cidadãos do mundo vivem em cidades costeiras ou próximas da costa (pois é lá que o comércio está), esse pessoal todo teria que fugir para outro lugar do mundo para não morrer afogado. Mas para onde? Como (e com que dinheiro) realocaríamos toda essa gente?

Em números

Tóquio, Nova York, São Paulo, Mumbai e Xangai são alguns exemplos de cidades que estariam fadadas. O vídeo afirma que mesmo um aumento muito menor do nível do mar poderia causar trilhões de dólares em danos por enchentes. Um aumento de dez metros do nível do mar desalojaria 630 milhões de pessoas – ou quase 10% da população mundial. Já um de 25 metros deixaria 1,4 bilhões de pessoas, ou 20% do mundo, sem-teto. Todos os 70 metros iriam simplesmente fazer desaparecer toda a costa leste dos EUA, grandes áreas da Ásia, bem como fazer surgir uma ilha no meio da Austrália. Os Polos Norte e Sul do planeta são cobertos de gelo. O gelo, por ser branco, reflete a luz do sol para o espaço. Com o aumento das temperaturas, esse gelo derrete e reflete menos luz solar. Isso, por sua vez, agrava o ciclo, já que a luz solar é absorvida pelo oceano e aquece ainda mais a Terra. E, é claro, o próprio oceano fica muito diferente. Com a água fresca derretendo e passando a se misturar com a água salgada, as correntes podem mudar. E mexer com essas correntes naio é uma boa ideia, porque elas carregam nutrientes por todo o globo, que alimentam plânctons, que por sua vez alimentam peixes, que por sua vez nos alimentam. Sem contar que metade do oxigênio que respiramos no mundo é feito por plantas no mar. Será que é uma boa ideia mesmo deixar todo o ecossistema aquático se transformar violentamente? Por fim, a mudança das correntes oceânicas também vai afetar o clima das cidades. Por exemplo, a corrente do Golfo pode mudar, e a Europa pode ficar mais fria. Isso significa que o continente não será mais capaz de cultivar determinados alimentos. Logo, pode-se esperar (mais) grandes alterações em política e economia global. fonte: sciencealert.com/bill-nye-explains-what-would-happen-if-all-the-ice-melted-on-earth

OCEANOS ESTÃO ADOECENDO COMO NUNCA ANTES

É o que uma investigação internacional sobre a saúde dos oceanos revelou, o aumento das temperaturas globais está adoecendo os oceano em um nível sem precedentes, ameaçando a cadeia alimentar global, que obviamente nos inclui. Entre as descobertas, está a de que os oceanos tem absorvido 93% dos efeitos do aquecimento global, o que adoeceu os mesmos no processo. Isto pode explicar por que as mudanças de temperatura não tem sido sentidas com tanta intensidade em solo firme. O estudo foi conduzido por 80 pesquisadores em 12 países, e é na verdade uma meta análise de centenas de estudos revisados por pares que examinam a resposta ao aquecimento global dos ecossistemas marinhos, das bactérias microscópicas aos enormes mamíferos marinhos. A investigação revelou que os oceanos tem nos protegido dos efeitos devastadores do aquecimento pelo menos desde a década de 1970. Os oceanos ocupam uma boa parte da superfície do nosso planeta, a radiação solar que os atinge é rapidamente dissipada. Sem os oceanos, muito do calor seria transferido para a atmosfera, causando um aquecimento muito mais rápido que o que experimentamos. E não é só na captura de calor, os oceanos tem também absorvido parte do excesso de CO2 atmosférico, o que também contribuiu para nos proteger de mudanças muito rápidas. Só que não sabemos por quanto tempo os oceanos vão poder continuar fazendo isso, e as consequências já estão acontecendo. Uma das consequências é a migração de criaturas marinhas, que está acontecendo 1,5 vezes mais rápido que as espécies de terra firme, obrigando seres como as águas-vivas, aves marinhas, e plâncton, a se deslocarem em direção a águas mais frias, cerca de 10 graus de latitude. E o aquecimento também tem causado um desequilíbrio na vida marinha, enchendo os oceanos de micróbios danosos numa velocidade alarmante, fazendo com que as explosões de bactéria da cólera e algas tóxicas sejam mais frequentes. E não são só os alimentos são intoxicados, as águas mais mornas tem causado a morte de corais em níveis sem precedentes. Como estes corais são habitat de 25% de todas espécies marinhas, a indústria de alimentos tem sofrido com isso. Mas as más notícias não param aí, o ambiente Ártico tem sofrido um impacto enorme, com o desaparecimento de várias áreas cobertas de gelo, deixando nada além de oceano aberto. Isto pode causar a extinção dos ursos polares nos próximos 50 a 70 anos. A expectativa da equipe de cientistas é que esta investigação convença as indústrias a adotarem tecnologias mais “verdes”, e que sejam tomadas atitudes para diminuir significativamente a quantidade de CO2 que emitimos na atmosfera. fonte: sciencealert.com/global-warming-is-making-the-oceans-sick-new-report-finds

domingo, 31 de maio de 2015

O QUE ACONTECERIA AO CORPO E A SOCIEDADE SE PARÁSSEMOS DE DORMIR?

Se você já ficou uma noite sem dormir e tentou ‘aguentar’ no dia seguinte, sabe o quão desagradável é. O corpo fica estranho, os olhos pesados e os reflexos nem sempre tão rápidos como normalmente são. E se existisse uma droga capaz de eliminar a necessidade humana de sono? E se essa mesma droga conseguisse tirar todo o cansaço e sensação ruim por não ter dormido? Tomaria? Não se engane achando que isso é algo absurdo e digno de filmes de ficção científica. Em 2007, um grupo de cientistas anunciaram a descoberta de um spray nasal contendo o hormônio orexina-A, que teria o poder de reverter os efeitos da privação de sono, mas em macacos. Algumas pessoas acreditam que o sono é algo inconveniente e que, se tivéssemos 8 horas a mais em nossas vidas, poderíamos ser mais produtivos. Acontece que o sono possui um papel fundamental na forma como as pessoas estruturam suas vidas e retirá-lo de nosso “hábito biológico” poderia ter um grande impacto na forma como vemos a sociedade atual. “As pessoas não percebem a relação recíproca que temos com o sono”, disse Mairead Eastin Moloney, socióloga e professora de medicina da Universidade do Kentucky. “O sono realmente estrutura nossas vidas e também estrutura nosso mundo social”.

Na produtividade

Muitos acreditam que teríamos mais tempo para trabalhar, estudar e realizar outras atividades. Num mundo sem sono, teríamos 8 horas a mais. É tentador pensar que a sociedade faria mais coisas e poderia resolver problemas com menos stress, sem ficar tão apegada aos ponteiros do relógio. Mas, especialistas dizem que a maioria das pessoas não saberiam como usar esse tempo extra. “O cérebro humano precisa de uma certa quantidade de tempo de “inatividade” para funcionar da sua melhor maneira e muito trabalho gera stress que prejudica os pensamentos”, disse Moloney. Ela ainda acrescenta que este é o motivo pelo qual as melhores ideias surgem quando se está tomando banho ou no meio de um passatempo ridículo. De acordo com psicólogos acadêmicos, quando as pessoas têm mais tempo, elas tendem a preenchê-lo com relaxamento, ou apenas “deitar o tempo fora” sem fazer nada. “Nós não somos máquinas”, disse Linda Sapadin.

Relacionamento

Uma “cura do sono” prejudicaria os relacionamentos. Embora as pessoas gostem de passar momentos com seus entes queridos, isso pode ter um lado negativo. As pessoas precisam manter uma certa distância para restaurar relações e contatos diários que se desgastam naturalmente, algo que geralmente é conseguido com uma boa noite de sono. Acordar revigorado faz com que mágoas sejam amenizadas ou esquecidas.

Indústria

Eliminar o sono dos humanos traria mais dinheiro. Ofereceria também mais recursos para gastar, mas as dívidas também aumentariam, já que teríamos 8 horas a mais para “viver”, gastando energia, dinheiro com alimentação, transporte, etc. A indústria do sono gera anualmente, só nos EUA, mais de 3 biliões de dólares. Esse valor é gasto em medicamentos ou recursos usados para induzir o sono de alguma forma. Certamente, os empresários por trás destes produtos não ficariam nada satisfeitos em ver os negócios arruinados.

Saúde

Renunciar o sono traria impactos na nossa saúde. Os problemas do sono têm sido associados com um certo número de problemas, incluindo obesidade, doenças cardíacas e evidências de influência no diabetes. Mesmo existindo uma droga que retirasse nossa necessidade de dormir isso não significa necessariamente que os riscos de saúde seriam contornados. Além disso, acordados, teríamos mais disponibilidade para comer muito além do que fazemos atualmente, o que estimularia a obesidade. Apesar de existir a possibilidade de frequentar academias e ginásios em uma vida 24h acordado, o ser humano tende a “gravitar” em torno de coisas que trazem prazer, o poderia ser uma catástrofe para a humanidade. fonte: livescience.com/48465-what-if-cured-sleep.html