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sábado, 20 de maio de 2017

COMO O DERRETIMENTO DE GELEIRAS ESTÁ LEVANDO AO RESSURGIMENTO DE DOENÇAS 'ADORMECIDAS'

Seres humanos, bactérias e vírus têm coexistido ao longo da história. Da peste bubônica à varíola, nós evoluímos para resistir a eles, e em resposta eles desenvolveram novas maneiras de nos infectar. Já faz mais de um século que temos os antibióticos, desde que Alexander Fleming descobriu a penicilina. Mas as bactérias não deixaram por menos: elas responderam evoluindo sua resistência aos antibióticos. A batalha parece sem fim: nós passamos tanto tempo com patógenos, que às vezes desenvolvemos um tipo de impasse natural. No entanto, o que aconteceria se nós, de repente, ficássemos expostos a bactérias e vírus mortais que ficaram ausentes por milhares de anos - ou então que nunca vimos antes? É possível que estejamos perto de descobrir que aconteceria. As mudanças climáticas estão derretendo o solo da região do ártico que existiram ali por milhares de anos e, conforme o solo derrete, ele vai liberando antigos vírus e bactérias que, depois de ficarem tanto tempo "dormentes", voltam à vida. Em agosto de 2016, em uma região remota da tundra da Sibéria chamada Península Iamal no Círculo Ártico, um garoto de 12 anos morreu e pelo menos 20 pessoas foram hospitalizadas após terem sido infectadas por antraz. A teoria é que, há mais de 75 anos, uma rena infectada com antraz morreu e sua carcaça congelada ficou presa sob uma camada de solo também congelado, chamado de permafrost. Lá ela ficou até a onda de calor que invadiu a região no verão de 2016 - e derreteu o permafrost. Isso expôs a carcaça da rena infectada e liberou o vírus para a água e para o solo do local - e, consequentemente, para os alimentos que as pessoas que viviam lá comiam. Mais de 2 mil renas nasceram infectadas ali, e houve um número menor de casos em humanos. O medo agora é que esse não tenha sido um caso isolado. Conforme a Terra vai aquecendo, mais camadas do permafrost vão derretendo. Sob circunstâncias normais, cerca de 50 cm das camadas de permafrost mais superficiais derretem no verão. Mas com o aquecimento global, camadas mais profundas e antigas têm derretido também. O permafrost congelado é o lugar perfeito para as bactérias se manterem vivas por um longo período de tempo, talvez até um milhão de anos. Isso significa que o derretimento das geleiras pode abrir a caixa de pandora das doenças. A temperatura no Círculo Ártico está aumentando rapidamente, cerca de 3 vezes mais rápido do que no resto do mundo. Conforme o permafrost derrete, outros agentes infecciosos podem ser liberados. "O permafrost é um bom lugar para preservar micróbios e vírus, porque ele é frio, não tem oxigênio e é escuro", explica o biólogo evolucionista Jean-Michel Claverie da Universidade Aix-Marseille, na França. "Vírus patogênicos que podem infectar humanos ou animais podem ser preservados em camadas antigas de permafrost, inclusive alguns que podem ter causado epidemias globais no passado." Só no início do século 20, mais de um milhão de renas morreram por causa de infecção por antraz. Não é fácil cavar tumbas muito profundas, então a maioria das carcaças dos animais são enterrados perto da superfície, espalhados pelos 7 mil cemitérios no norte da Rússia. No entanto, o maior medo é o que mais pode estar escondido sob o solo congelado. Pessoas e animais têm sido enterrados em permafrost por séculos, então é plausível dizer que outros agentes patogênicos e doenças infecciosas podem ser desencadeados se o derretimento do solo continuar. Por exemplo, cientistas descobriram fragmentos de RNA da gripe espanhola de 1918 em corpos enterrados em valas comuns na tundra do Alasca. A varíola e a peste bulbônica também podem estar enterradas na Sibéria. Em um estudo em 2011, Boris Revich e Marina Podolnaya escreveram: "Como consequência do derretimento do permafrost, vetores de doenças infecciosas mortais dos séculos 18 e 19 podem voltar, especialmente próximo aos cemitérios onde as vítimas dessas infecções foram enterradas." Por exemplo, na década de 1890, houve uma epidemia grande de varíola na Sibéria. Uma cidade perdeu praticamente 40% de sua população. Seus corpos foram enterrados sob o permafrost nas margens do rio Kolyma. Cerca de 120 anos depois, a enchente do rio começou a erodir as margens e o derretimento do permafrost acelerou o processo de erosão. Em um projeto que começou nos anos 1990, cientistas do Centro Estadual de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia em Novosibirsk analisaram os restos de pessoas da Idade da Pedra que foram encontrados no sul da Sibéria, na região de Gorny Altai. Eles também testaram amostras de cadáveres de homens que haviam morrido durante epidemias virais no século 19 e foram enterrados no permafrost russo. Os pesquisadores dizem que eles encontraram corpos com feridas características das marcas deixadas pela varíola. Eles não chegaram a encontrar o vírus da varíola em si, mas detectaram fragmentos de seu DNA. Certamente não é a primeira vez que uma bactéria congelada voltou à vida. Em um estudo de 2005, cientistas da Nasa ressuscitaram com sucesso bactérias que haviam ficado "guardadas" em um lago congelado no Alasca por 32 mil anos. Os micróbios, chamados Carnobacterium pleistocenium, estavam congelados desde o período Pleistoceno, quando mamutes lanosos ainda vagavam pela Terra. Quando o gelo derretia, eles começavam a nadar ao redor, sem parecer afetados. Dois anos depois, cientistas conseguiram ressuscitar bactérias de 8 milhões de anos que havia ficado adormecidas no gelo, sob a superfície glacial nos vales Beacon e Mullins na Antártica. No mesmo estudo, bactérias de 100 mil anos foram ressuscitadas. No entanto, nem todas as bactérias podem voltar à vida depois de terem sido congeladas em permafrost. A bactéria do antraz consegue porque ela têm esporos, que são muito resistentes e podem sobreviver por mais de um século. Outra bactéria que pode formar esporos e, consequentemente, sobreviver no permafrost, é a do tétano e a Clostridium botulinum, responsável pelo botulismo - uma doença rara que pode causar paralisia e até mesmo se tornar fatal. Alguns fungos e vírus também podem sobreviver nesse time de ambiente por mais tempo. Em um estudo de 2014, uma equipe conseguiu ressuscitar dois vírus que estavam no permafrost da Sibéria por 30 mil anos. Conhecidos como Pithovirus sibericum e Mollivirus sibericum, eles são dois vírus gigantes, porque ao contrário da maioria dos outros, eles conseguem ser vistos sem microscópios. Eles foram encontrados a 30 metros de profundidade na tundra costal. Uma vez "vivos" de novo, esses vírus se tornaram rapidamente infecciosos. Para a nossa sorte, esses vírus em particular somente infectam seres monocelulares, como amebas. No entanto, o mesmo estudo sugere que outros vírus - que podem infectar humanos - podem ser ressuscitados da mesma forma. E não é só o aquecimento global que pode derreter diretamente o permafrost para termos uma ameaça. Isso porque o gelo do Mar Ártico está derretendo, então a costa norte da Sibéria se tornou mais acessível pelo oceano. Como resultado disso, a exploração industrial, incluindo a exploração de minas por ouro e minerais, e a própria exploração de petróleo e gás natural estão se tornando agora mais lucrativas. "Neste momento, essas regiões estão desertas e as camadas mais profundas de permafrost são deixadas em paz", explicou Claverie. "No entanto, essas camadas mais antigas podem ser expostas por escavações de minas ou por perfurações de petróleo. Se vírus ou bactérias ainda estiverem lá, isso poderia abrir as portas para um desastre." Vírus gigantes podem ser os principais culpados por uma grande epidemia. "A maioria dos vírus são rapidamente desativados fora de células hospedeiras por conta da luz, dessecação ou degradação bioquímica espontânea", diz Claverie. "Por exemplo: se o DNA dele sofre danos impossíveis de serem reparados, o vírus não será mais infeccioso. No entanto, entre os vírus conhecidos, o vírus gigante tende a ser mais resistente e quase impossível de quebrar." Claverie afirma que vírus dos primeiros humanos a habitarem o Ártico podem ressurgir. Poderíamos até mesmo ver vírus de espécies humanas há muito tempo extintas, como o Neanderthal e Denisovan, que se estabeleceram na Sibéria e foram infectados com várias doenças virais. Restos do homem de Neanderthal de 30-40 mil anos atrás foram encontrados na Rússia. Populações humanas viveram ali por milhares de anos - adoeceram ali e morreram ali. "A possibilidade de nós pegarmos um vírus de um Neanderthal há muito tempo extinto sugere que a ideia de que um vírus pode ser erradicado do planeta é errada, e nos dá um falso senso de segurança", pontua Claverie. "E é por isso que deveríamos manter estoques de vacina, para caso voltemos a precisar delas um dia." Desde 2014, Claverie analisa os DNAs de camadas de permafrost, buscando características genéticas de vírus e bactérias que poderiam infectar humanos. Ele encontrou evidências de muitas bactérias que provavelmente são perigosas para humanos. As bactérias têm um DNA que codifica fatores de virulência: moléculas que produzem bactérias e vírus patogênicos, o que aumenta sua capacidade de infectar um hospedeiro. A equipe de Claverie também encontrou algumas sequências de DNA que pareciam vir de vírus, inclusive da herpes. No entanto, eles ainda não encontraram nenhum traço de varíola. Por razões óbvias, eles não tentaram reavivar nenhum dos patógenos.

Além do solo do Ártico

Os patógenos que foram isolados dos humanos por muito tempo podem voltar não apenas pelo gelo ou pelo permafrost - cientistas da Nasa descobriram em fevereiro deste ano micróbios de 10-50 mil anos atrás dentro de cristais em uma mina do México. A bactéria foi encontrada na Caverna dos Cristais, parte de uma mina em Naica, no norte do México. Lá, há vários cristais brancos do mineral selenito, que foram formados ao longo de centenas e milhares de anos. A bactéria ficou presa dentro de pequenos bolsos de fluidos dentro dos cristais, mas uma vez que eles foram removidos, ela reviveu e começou a se multiplicar. Os micróbios são geneticamente únicos e podem ser novas espécies, mas os pesquisadores ainda vão divulgar um estudo completo sobre eles. Até mesmo bactérias mais velhas foram encontradas na Caverna Lechuguilla, no Novo México, a 300 metros sob o solo. Esses micróbios não tinham visto a superfície nos últimos 4 milhões de anos. A caverna nunca vê a luz do dia, e é tão isolada que leva cerca de 10 mil anos para a água da superfície entrar na caverna. Apesar disso, a bactéria de alguma forma se tornou resistente aos 18 tipos de antibióticos, incluindo remédios considerados o "último recurso" para combater infecções . Em um estudo publicado em dezembro do ano passado, pesquisadores descobriram que a bactéria, conhecida como Paenibacillus sp. LC231, era resistente a 70% dos antibióticos e conseguia desativar boa parte deles. Conforme as bactérias ficaram completamente isoladas na caverna por quatro milhões de anos, elas não tiveram contato com as pessoas ou com antibióticos usados para tratar as infecções humanas. O que significa que sua resistência aos antibióticos deve ter surgido de outra forma. Os cientistas envolvidos acreditam que a bactéria, que não prejudica os seres humanos, é um dos muitos que naturalmente evoluíram e criaram a resistência aos antibióticos. Isso sugere que a resistência aos antibióticos tem existido há milhões e até bilhões de anos. Obviamente, uma resistência a antibiótico tão antiga não pode ter se desenvolvido como resultado do uso de um antibiótico. O motivo para isso é que muitos tipos de fungos, ou até de outras bactérias, produzem naturalmente antibióticos para ganhar vantagem competitiva com outros micróbios. Foi assim que Fleming descobriu a penicilina: bactérias em uma placa de Petri morreram depois de uma terem sido contaminadas com uma excreção de mofo. Em cavernas, onde há pouca comida, organismos precisam ser implacáveis para sobreviver. Bactérias como a Paenibacillus podem ter precisado desenvolver resistência a antibióticos para evitarem ser mortas por organismos rivais. Isso explicaria por que essas bactérias são resistentes apenas a antibióticos naturais, que vêm de outras bactérias ou fungos, e compõem cerca de 99,9% de todos os antibióticos que usamos. Essas bactérias nunca encontraram antibióticos criados pelo homem, então não têm resistência a eles. "Nosso trabalho, e o trabalho de outros, sugere que a resistência a antibióticos não é um conceito novo", disse o microbiólogo Hazel Barton, da Universidade de Akron, Ohio, que liderou o estudo. "Nossos organismos foram isolados de espécies da superfície por 4 a 7 milhões de anos, mas a resistência que eles têm é geneticamente idêntica à de espécies encontradas na superfície. Isso significa que esses genes são pelo menos antigos, e não foram originados pelo uso humano dos antibióticos para tratamento". Apesar de a Paenibacillus não infectar humanos, ela poderia, em teoria, passar sua resistência a antibióticos para outros patógenos. No entanto, por ela estar isolada abaixo de 400 metros de rocha, isso parece improvável de acontecer. No entanto, a resistência a antibióticos naturais é provavelmente tão predominante, que muitas bactérias que emergem de permafrost devem já tê-la desenvolvido. Em um estudo de 2011 os cientistas extraíram DNA de bactérias de 30.000 anos de idade encontradas em permafrost na região de Beringian entre a Rússia e o Canadá. Eles encontraram genes que codificam a resistência a antibióticos beta-lactâmicos, tetraciclina e antibióticos glicopeptídicos.

Quanto nós deveríamos nos preocupar com isso?

Uma questão a ser levada em consideração é que o risco dos patógenos de permafrost ainda é desconhecido, então isso não pode nos preocupar demais. Em vez disso, nós deveríamos focar em ameaças mais concretas, como o aquecimento global e as mudanças climáticas. Por exemplo, conforme a Terra vai aquecendo, os países do Norte vão se tornando mais suscetíveis a epidemias de doenças "do Sul", como malária, cólera, dengue, já que esses patógenos sobrevivem em temperaturas mais quentes. Mas há outra perspectiva também, que seria a de nós não ignorarmos os riscos apenas porque nós não podemos estimá-los. "Seguindo nosso trabalho e o de outros, existe agora uma possibilidade que não é zero de micróbios patogênicos reviverem e nos infectarem", afirmou Claverie. "Quão provável isso é, ainda não sabemos, mas é uma possibilidade. Poderiam ser bactérias que são curáveis com antibióticos, ou bactérias resistentes, ou um vírus. Se o patógeno não ficou em contato com humanos por muito tempo, então o nosso sistema imunológico não está preparado para ele. Sendo assim, pode ser perigoso." fonte: bbc.com/portuguese/vert-earth-39905298

sábado, 17 de setembro de 2016

O QUE ACONTECERIA SE TODO GELO DO PLANETA DERRETESSE?

Apenas 3% da água na Terra é fresca, ou seja, não salgada. 70% dessa água, no entanto, está congelada. Isso equivale a 30 milhões de quilômetros cúbicos de gelo. O que aconteceria se todo esse gelo derretesse? O gelo da Terra vem em forma de geleiras, mantos de gelo, permafrost e neve. Como o Ártico é em grande parte composto de oceano, o gelo por lá adquire principalmente a forma de blocos flutuantes, como icebergs maciços. Em contato direto com as águas cada vez mais aquecidas do oceano, esse gelo será a primeira forma de água congelada a desaparecer. Este ano, a NASA informou que a extensão de gelo do mar Ártico foi a menor já registrada para os meses de janeiro, fevereiro, abril, maio e junho. De acordo com Bill Nye, do canal do YouTube AsapSCIENCE, uma vez que todo o gelo do mar derreter, você poderia tomar um navio diretamente de qualquer lugar da Europa para a Rússia, porque não haveria o gelo do Polo Norte no meio do caminho para bloquear a rota. Mas esse é um péssimo prêmio de consolação quando consideramos que todas as focas, morsas e ursos polares que chamam o Polo Norte de casa desapareceriam. Além disso, com o derretimento do gelo, mais e mais companhias explorariam o mar a procura de petróleo, e esse processo mexe com todo o ambiente aquático, causando, por exemplo, o realojamento de baleias. Em termos de nível do mar, o derretimento de todo o gelo do mar não vai fazer muita diferença. Os blocos maciços já deslocam a água em volta deles, de forma que não mudariam muito a paisagem caso se tornassem líquidos. Mas o que você pode não saber é que 95% do gelo na Terra é, na verdade, terrestre. Existem cadeias de montanhas na Antártida quase tão extensas quanto os Alpes inteiramente cobertas de gelo. Então, se esse gelo derreter… Aí, sim, a história de terror começa. Segundo Bill Nye, tal derretimento, quando escoado para os oceanos, causaria estragos graves. Os níveis do mar subiriam cerca de 70 metros! Considerando que metade dos cidadãos do mundo vivem em cidades costeiras ou próximas da costa (pois é lá que o comércio está), esse pessoal todo teria que fugir para outro lugar do mundo para não morrer afogado. Mas para onde? Como (e com que dinheiro) realocaríamos toda essa gente?

Em números

Tóquio, Nova York, São Paulo, Mumbai e Xangai são alguns exemplos de cidades que estariam fadadas. O vídeo afirma que mesmo um aumento muito menor do nível do mar poderia causar trilhões de dólares em danos por enchentes. Um aumento de dez metros do nível do mar desalojaria 630 milhões de pessoas – ou quase 10% da população mundial. Já um de 25 metros deixaria 1,4 bilhões de pessoas, ou 20% do mundo, sem-teto. Todos os 70 metros iriam simplesmente fazer desaparecer toda a costa leste dos EUA, grandes áreas da Ásia, bem como fazer surgir uma ilha no meio da Austrália. Os Polos Norte e Sul do planeta são cobertos de gelo. O gelo, por ser branco, reflete a luz do sol para o espaço. Com o aumento das temperaturas, esse gelo derrete e reflete menos luz solar. Isso, por sua vez, agrava o ciclo, já que a luz solar é absorvida pelo oceano e aquece ainda mais a Terra. E, é claro, o próprio oceano fica muito diferente. Com a água fresca derretendo e passando a se misturar com a água salgada, as correntes podem mudar. E mexer com essas correntes naio é uma boa ideia, porque elas carregam nutrientes por todo o globo, que alimentam plânctons, que por sua vez alimentam peixes, que por sua vez nos alimentam. Sem contar que metade do oxigênio que respiramos no mundo é feito por plantas no mar. Será que é uma boa ideia mesmo deixar todo o ecossistema aquático se transformar violentamente? Por fim, a mudança das correntes oceânicas também vai afetar o clima das cidades. Por exemplo, a corrente do Golfo pode mudar, e a Europa pode ficar mais fria. Isso significa que o continente não será mais capaz de cultivar determinados alimentos. Logo, pode-se esperar (mais) grandes alterações em política e economia global. fonte: sciencealert.com/bill-nye-explains-what-would-happen-if-all-the-ice-melted-on-earth

domingo, 1 de março de 2015

O DERRETIMENTO DAS GELEIRAS ESTÁ ACORDANDO FORMAS DE VIDA ADORMECIDAS HÁ MILÊNIOS

O derretimento do solo congelado na Sibéria e das geleiras na Groelândia está desencadeando um acontecimento quase que sobrenatural: vírus anciões, bactérias, plantas e até animais estavam criogenicamente congelados nestes lugares há milênios, mas agora estão acordando. O congelamento criogênico é mais conhecido por aparições em filmes de ficção científica, mas quem pratica a “ecologia da ressurreição” está mostrando ao mundo como isto pode ser real. Em 2012, cientistas germinaram flores de algumas sementes de 32.000 anos atrás, escavadas das tundras da Sibéria. No ano passado, pesquisadores incubaram ovos de 700 anos atrás, encontrados no fundo de um lago nos EUA, enquanto outra equipe ressuscitava um musgo antártico que ficara congelado desde a época do Rei Artur. E pelo menos uma bactéria estava viva depois de oito milhões de anos em animação suspensa. Não tenha medo: a maioria destas formas de vida são inofensivas, então a chance de despertar uma praga de um milhão de anos atrás é bem remota – apesar de parecer uma ótima ideia para um filme de ficção científica. Isso não impede que elas sejas fascinantes, pois não deixam de ser uma janela para o passado da Terra, oferecendo pistas de como as espécies lidam com mudanças no futuro. Conheça o empolgante campo da ecologia da ressurreição.

A máquina do tempo da evolução

Biólogos evolucionistas estão acostumados a pensar sobre o tempo profundo, ou seja, eventos que ocorreram há milhões, até bilhões de anos. Por meio de fósseis, pedras e assinaturas químicas, cientistas criaram teorias detalhadas sobre como o nosso mundo era no passado. Mas mesmo assim, se existe algo que qualquer pesquisador de dinossauros mataria para ter, é a chance de poder ver um dos seus objetos de pesquisa em carne e osso. E pela primeira vez, biólogos podem fazer isso: estudar organismos vivos que vêm de outras eras. É claro que bactérias e musgos estão longe de um tiranossauro, mas a possibilidade de analisar qualquer criatura que esteve por aqui há milhões de anos ainda é incrível. Conforme cientistas descreveram em 2013 no manifesto da ecologia da ressurreição, espécimes criogenicamente congelados são como uma “máquina do tempo evolutiva”. Eles dão aos pesquisadores uma nova forma de estudar o passado, e também de observar a evolução em tempo real. O que significa observar a evolução em ação? Voltando aos dinossauros por um momento, imagine que você é um paleontólogo estudando a evolução das penas. Seria muito prático se você pudesse clonar alguns dinossauros, colocá-los no seu laboratório a la Jurassic Park, expô-los a uma série de condições ambientais — biólogos evolucionistas chamam isso de “pressões seletivas” — e recriar o cenário que causou a evolução. É claro que este experimento em particular é absurdo e nunca vai acontecer. Mas com micróbios, que se multiplicam em questão de minutos e se aglomeram aos milhares em uma placa de petri, pesquisadores podem fazer algo similar. Vamos imaginar que você é um microbiologista estudando uma impressionante bactéria rosa que vive no Ártico. Você coletou amostras do pergelissolo no local e, ao analisá-las no laboratório, descobre outra bactéria colorida — uma azul que está congelada há três mil anos. Você sequencia o DNA dela e descobre que as duas são, geneticamente, primas próximas. Além disso, você ainda é capaz de determinar o único gene responsável por diferenciar as cores: em algum lugar da história, algo fez com que esta bactéria trocasse da cor azul para rosa. Agora você pode simular a evolução. Você pega suas bactérias azuis e rosas, e as cultiva e um laboratório sob uma série de condições — variações como temperatura, salinidade e pH. Depois de meses de trabalho, você descobre que uma das colônias azuis se tornou rosa. E, obviamente, o gene responsável pela mudança de cor também mudou. Parabéns: você acabou de recriar evolução, e só gastou alguns meses, em vez de milênios. É claro que eu simplifiquei todo este trabalho, mas este pequeno exemplo ilustra o que a ecologia da ressurreição promete. Cientistas podem estudar como genes anciões se comportam em ambientes modernos, e podem fazer experimentos que recriam a evolução.

Genes ao resgate

A ecologia da ressurreição pode ainda ajudar espécies em risco de extinção, ao dar a elas uma “turbinada” genética. Quando uma população diminui, ela perde mais do que apenas números: perde também variação genética. A diversidade fortalece populações ao dar a elas ferramentas para lidar com novas ameaças, mudanças climáticas e novas doenças. Espécies que passam por esse “gargalo” genético são, geralmente, mais vulneráveis à extinção. Geneticistas da conservação usam o princípio de que a diversidade dá força para proteger espécies em alto risco de extinção. Pesquisadores da Revive and Restore, por exemplo, se valem de tecidos criogenicamente preservados para melhorar a genética da doninha-de-patas-pretas, uma espécie que não foi extinta por muito pouco, mas foi empobrecida geneticamente. A doninha-de-patas-pretas é um caso especial, porque cientistas têm sorte de possuir amostras de tecidos muito bem preservadas para colher parte dessa genética perdida. E cientistas estão desenvolvendo uma rede global de “crio-bancos”, que arquiva materiais genéticos preservados criogenicamente para milhares de espécies. Só que, para alguns organismos, o “crio-banco” já existe na própria natureza. Em 2012, cientistas ressuscitaram tecidos da Silene stenophylla, um pequena flor do Ártico siberiano. Dentro do código genético destas flores da Era do Gelo, pesquisadores encontraram traços que já não existem mais no equivalente moderno desta planta, incluindo morfologias e características sexuais diferentes. O estudo sugere que, no futuro, poderemos resgatar diversidades perdidas ao ressuscitar formas de vida anciãs. Vou deixá-los com uma das ideias mais estranhas e profundas que surgiram com a ecologia da ressurreição. O clima da Terra, como sabemos, muda entre quente e frio por meio de ciclos geológicos naturais. Durante as eras de gelo, o reservatório de sementes, ovos, plantas e micróbios congelados aumenta, mas quando a Terra aquece, estes “crio-bancos” voltam à vida. A reintrodução de genes “perdidos” pode não ser uma invenção humana, no final das costas, mas um processo natural que ocorre desde que a vida emergiu em nosso planeta. fonte: http://gizmodo.uol.com.br/acordando-vida-adormecida/

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A GRAVIDADE DA TERRA ESTÁ MUDANDO COM O DERRETIMENTO DAS GELEIRAS

Para aqueles que não acham que a mudança climática é tão grave assim, a resposta dos cientistas é: sua mais recente vítima na Antártica é a gravidade! Sim, aquela força fundamental da natureza, que por acaso também é constante, mas que, de alguma maneira, a mudança climática conseguiu ferrar. Essa é a conclusão de um estudo conduzido com dados da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). “A perda de gelo da Antártica Ocidental entre 2009 e 2012 causou um mergulho no campo gravitacional sobre a região”, escreveu a ESA, cujo satélite GOCE mediu a mudança. Mas, calma: a alteração da qual estamos falando é muito pequena – os que desejam passar as férias na Península Antártica não vão sair flutuando em direção ao nada.

A pesquisa

Embora todos nós tenhamos aprendido que a gravidade é uma constante, ela varia muito pouco dependendo de onde você está na superfície da Terra e da densidade da rocha (ou, neste caso, gelo) sob os seus pés. Durante uma missão de quatro anos, o satélite da ESA mapeou essas variações e mudanças em detalhes sem precedentes e foi capaz de detectar uma diminuição significativa da gravidade na região da Antártica Ocidental onde o gelo está derretendo mais rápido do que no resto do planeta. Os resultados foram alcançados através da combinação de medições do campo de gravidade feitas pelo satélite de alta resolução GOCE com uma missão de outro satélite chamado Grace, operado em conjunto pelos Estados Unidos e pela Alemanha. Os cientistas esperam ampliar esta análise para toda a Antártica em breve, o que poderia fornecer uma imagem ainda mais nítida do ritmo que o aquecimento global está tomando no continente gelado.

Alerta!

A maior implicação dessas medições é que elas confirmam que o aquecimento global está mudando a Antártica de maneiras fundamentais. Para se juntar ao coro de terrores que a mudança climática está causando, no início deste ano, uma equipe de cientistas anunciou que grandes geleiras da Antártida Ocidental começaram a colapsar de forma imparável, comprometendo o nível dos oceanos a uma subida de vários metros ao longo dos próximos cem anos. As melhores estimativas atuais mostram que os mares globais poderiam estar até 1,27 metros mais altos até o final do século, em grande parte devido ao derretimento do gelo na Antártica Ocidental. Pesquisas anteriores com dados de um terceiro satélite, CryoSat (também da ESA), tem mostrado que a perda de gelo nessa região aumentou três vezes desde apenas 2009, com 500 quilômetros cúbicos de gelo derretendo anualmente da Groenlândia e da Antártica (combinados). fonte: Wired.com/2014/09/melting-antarctic-ice-shifting-gravity/

sábado, 17 de maio de 2014

OS 5 MITOS SOBRE O DERRETIMENTO DA ANTÁRTIDA

Esta semana surgiu a notícia de que o colapso catastrófico da camada de gelo da Antártida Ocidental já está em andamento e é irreversível. Tal notícia aparece associada a outras grandes reportagens sobre o continente austral, que estimulam conversas e perguntas sobre o que realmente está a acontecer no continente gelado. Em função disso, iremos tentar explicar a realidade por trás de alguns mitos comuns sobre grandes mudanças na Antártica. 1. O GELO DA ANTÁRTIDA ESTÁ A FICANDO MAIOR E NÃO ENCOLHE? Sim, o mar de gelo da Antártida foi crescendo ao longo dos últimas décadas. Mas aqui está o que as pessoas perdem quando levantar esta questão: O gelo do mar não é o mesmo da terra. Quando os cientistas falam sobre o derretimento da camada de gelo da Antártida, eles referem-se ao gelo glacial em terra. E, ao contrário da calota de gelo do Ártico, que persiste durante todo o ano, na Antártica, quase todo o gelo marinho derrete no verão. Então, ter mais gelo do mar serve pouco para aumentar a massa total de gelo da Antártida. Curiosamente, o crescimento do gelo do mar pode estar relacionado com o encolhimento das calotas. Ventos mais fortes, juntamente com a mudança de temperatura dos oceanos e da sua salinidade (teor de sal) estão a impulsionar o aumento do gelo no mar. 2. DEVE SER DEVIDO A TODOS AQUELES VULCÕES A Antártica Ocidental, onde o gelo está derretendo mais rápido, é também o lar de um bom número de vulcões ativos. Eles poderiam estar derretendo o gelo, em vez das mudanças climáticas? Diversas linhas de evidência afirma de forma convicta que a resposta é um sonoro NÃO. Primeiro é a Islândia. A massa de terra tem muitos vulcões ativos, mas as calotas ainda cobrem a sua superfície. E a Islândia é apenas um dos vários exemplos que mostram que o fogo e o gelo podem coexistir em vulcões sem derretimento generalizado. Em segundo lugar, vulcões chamados Tuyas irromperam através de camadas de gelo durante a Idade do Gelo no passado, e há pouca evidência de que eles causaram o rápido derretimento catastrófico. Em terceiro lugar, a atividade vulcânica sob a Antártica Ocidental não se alterou significativamente nas últimas décadas, que foi quando as calotas começaram o seu derretimento galopante. Finalmente, uma super-erupção gigantesca seria necessária para derreter as milhas de gelo que ocultam os vulcões. 3. É TUDO UMA CONSPIRAÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL Quarenta anos de dados não importam para algumas pessoas que se opõem a 97 por cento dos cientistas que concordam que os humanos estão a causar o aquecimento global. As últimas descobertas da Antártica Ocidental são baseados em observações diretas de degelo dos glaciares e não modelos de computador ou projeções climáticas. O estudo conclui que seis das maiores calotas da Antártica Ocidental estão a encolher para vales profundos, sem sulcos ou montanhas para deter o ritmo rápido. ASSISTA O VIDEO: http://www.youtube.com/watch?v=0iP42NK9wYg 4. O CICLO DA TERRA POR SI SÓ ENTRARIA NOUTRA ERA GLACIAL Os cientistas do clima também concordam que a Terra tem, naturalmente, aquecido e resfriado ao longo da sua história. Estes ciclos têm-se repetido a cada 100 mil anos durante os últimos 900 mil anos. Se o padrão se manteve fiel, a Terra já poderia estar a caminhar para uma outra era do gelo, mas há um fator de confusão: os seres humanos. Gases de efeito de estufa, aerossóis (partículas de poluição no ar) e outras mudanças provocadas pelos seres humanos significam que o ciclo natural do clima não pode ser o mesmo que antes. Além disso, os níveis de dióxido de carbono estão a avançar em direção dos níveis gravados quando a Terra era muito mais quente, há cerca de 3 milhões de anos, antes dos humanos modernos evoluírem. A Terra não está a caminhar para uma era do gelo tão cedo. 5. O GELO ENCOLHE QUANDO DERRETE, SENDO QUE O NÍVEL DOS OCEANOS VAI BAIXAR O manto de gelo da Antártida fica em terra, não flutua no oceano. Na verdade, ele está molhando os pés no mar, mas a maior parte do gelo está em terra. As calotas da Antártida terminam em plataformas de gelo flutuante que se estendem até ao oceano. Assim, a grande maioria do gelo não está atualmente a deslocar a água e irá elevar o nível do mar quando derreter e fluir para dentro do oceano. Nota lateral Fascinante: O terreno na Antártica Ocidental já se está a levantar onde a cobertura de gelo recuou. Chamado rebote glacial, esse fenômeno ainda está a ocorrer na América do Norte, onde a terra está a recuperar do peso das camadas de gelo enormes que cobriam o continente durante a última era glacial. Fonte: Livescience

sexta-feira, 9 de maio de 2014

QUE CIDADES DESAPARECERIAM SE TODO O GELO DO PLANETA DERRETESSE?

Segundos os estudiosos, se continuar o ritmo atual de aquecimento global, em 5.000 anos todo o gelo da Terra derreteria, mas o que ocorreria com o nível do mar? A Nat Geo elaborou inquietantes mapas para analisar o assunto, e ainda que não seja tão assustador como alguns mapas semelhantes que divulgaram recentemente, não deixam de assustar. As más notícias: cidades inteiras desapareceriam. Rio de Janeiro, Nova Iorque, San Francisco, Londres, Buenos Aires, Lima, Barcelona, Tóquio... todos estes lugares, e muitos mais, ficariam completamente submersos debaixo da água. Calcula-se que existem na Terra mais de 20 milhões de quilômetros cúbicos de gelo. Se toda essa massa derreter, os cientistas calculam que o nível dos oceanos subiria quase 66 metros acima do atual, inundando quase todas as cidades costeiras que conhecemos na atualidade. Se o nível de CO2 na atmosfera continuar aumentando no ritmo atual, calcula-se que o gelo da Terra poderia desaparecer em 5.000 anos pelo aumento da temperatura média do planeta dos 14 graus centígrados atuais para 26 dentro de milhares de anos. Na cidade que moro, Joinville, quando o pico da maré bloqueia as águas do rio que corta a cidade, o centro da cidade já fica alagado, com essa hipótese do derretimento, é bem possível que até o prédio mais alto da cidade ficaria debaixo d'água. As linhas claras circundantes às áreas de terra correspondem a orla atual. AMÉRICA DO SUL
EUROPA
AMÉRICA DO NORTE
ÁSIA
ÁFRICA
AUSTRÁLIA
FONTE:MDIG

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

AQUECIMENTO DOS MARES DERRETEU 55% DO GELO DA ANTÁRTIDA EM 5 ANOS

O aquecimento dos oceanos faz derreter as plataformas glaciares em torno da Antártida e é o responsável pelas maiores perdas da massa de gelo, tradicionalmente atribuídas à formação de icebergs, revelou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). Cientistas estudaram as taxas de derretimento destas massas de gelo, prolongamentos das geleiras flutuantes no oceano, que cobrem uma superfície de 1,5 milhão de quilômetros quadrados. Este primeiro estudo realizado sobre as plataformas de gelo em torno da Antártida revela que o derretimento de sua base respondeu por 55% da perda total de sua massa de 2003 a 2008, um volume muito mais importante do que o previamente calculado. PERDA DE GELEIRAS AJUDA A SUBIR O NÍVEL DOS MARES "É como se um pequeno balde tivesse um enorme buraco no fundo: não vai durar por muito tempo, apenas um século ou dois, mas enquanto há gelo nos glaciares, ele será um dos principais contribuintes para o aumento do nível do mar", disse Pfeffer, glaciologista no Instituto de CU-Boulder de pesquisa ártica e alpina. Na imagem, água derretida é acumulada na geleira Columbia, no Alaska, em julho de 2008. A Antártida contém, em média, 60% das reservas de água doce do planeta nestas plataformas, espécies de barreiras de gelo, reduzindo o escoamento das geleiras para o oceano. Determinar como elas derretem ajudará os glaciologistas e outros cientistas a melhorar suas previsões sobre a resposta da massa glaciar antártica ao aquecimento do oceano e sobre sua contribuição para a elevação do nível dos mares. Segundo os cientistas, este estudo refinará os modelos sobre a circulação oceânica, ao fornecer uma estimativa melhor do volume de água doce procedente do derretimento destas plataformas de gelo na zona costeira da Antártida. Para esta pesquisa, publicada na edição da revista Science desta sexta-feira (14), os cientistas reconstituíram o acúmulo de gelo e a espessura com satélites e aviões, assim como as mudanças na elevação destas plataformas e a velocidade de deslocamento. Eles conseguiram, ainda, determinar com qual velocidade derreteram e compará-las com a formação de icebergs. "O ponto de vista tradicional sobre a perda da massa de gelo da Antártica é que ela ocorre quase totalmente da ruptura de um iceberg", explicou Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, no Oeste dos Estados Unidos, principal autor do trabalho. "Nosso estudo mostra que o derretimento da base das plataformas de gelo no entorno da Antártica contribui de forma muito mais importante", afirmou. Fonte: http://noticias.uol.com.br