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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

BOLHAS DE AR PRESAS EM PEDRA DE 800 MILHÕES DE ANOS REVELAM NÍVEIS DE OXIGÊNIO DA TERRA PRIMITIVA

Tal informação poderia fornecer uma nova visão sobre quando exatamente as condições favoráveis para a vida começaram a florescer na Terra. Os pesquisadores acreditam que a mesma técnica possa ser usada para outros planetas do nosso Sistema Solar. Anteriormente, um grupo de cientistas conseguiu recolher sedimentos, em regiões da Austrália, EUA, Sicília e Tibet, que tinham o potencial de mostrar as condições atmosféricas mais antigas da Terra. No entanto, a primeira abordagem para fazer tal análise apresentava alguns desafios, entre eles, o fato de que fragmentos de diferentes períodos podem ter sido incorporados nas camadas de sedimentos, obscurecendo a verdadeira idade das amostras. No entanto, uma equipe internacional de pesquisadores apresentou uma maneira mais eficaz para medir essa atmosfera primitiva. Eles sugeriram que o gás oxigênio poderia estar preso dentro de cristais de halita (sal-gema). Como eles haviam se formado em meio as condições atmosféricas de 813 milhões de anos atrás, os níveis de oxigênio poderiam estar presos em microscópicas bolhas de ar, que foram observadas por meio de espectrômetros de massa. Eles afirmaram que a técnica proporcionou a primeira medição direta da quantidade de oxigênio na atmosfera no momento em que se formaram, recuperando a oxigenação do nosso planeta de 300 milhões de anos atrás. Acredita-se que a Terra tenha passado por dois grandes eventos de oxigenação (GOE) em seus 4,5 bilhões de anos, os quais liberaram oxigênio suficiente na atmosfera para que a vida tivesse condições de surgir em qualquer canto do planeta. Enquanto o primeiro é relatado para um período de cerca de 2,4 bilhões de anos atrás, entre o período Pré-Cambriano e Paleozoico, o segundo pico pode ter acontecido perto de 550 milhões de anos atrás. Os cientistas acreditam que essas mudanças ocorridas durante os GOEs possam ter criado as condições adequadas para a explosão da vida no período Cambriano, quando as complexas formas multicelulares se expandiram para os grandes agrupamentos de vida. Contudo, as análises do gás nas amostras da pedra acabaram empurrando a data do GOE para centenas de milhões de anos atrás, indicando que o teor médio de oxigênio na atmosfera há 815 milhões de anos atrás já estava em 10,9% – um pouco mais da metade da concentração de hoje. De acordo com a geóloga Dra. Kathleen Benison, da Universidade de West Virginia(EUA), e uma das autoras do estudo, “a diversidade da vida surge em torno deste período de tempo”. Segundo ela, “costumávamos pensar que para ter essa diversidade, precisávamos de coisas mais específicas, incluindo uma certa quantidade de oxigênio. Os resultados mostraram que não era necessário tanto gás para os organismos se desenvolverem”, disse. Em um artigo publicado na revista Geology, os autores explicaram que as medições de oxigênio realizadas indicaram um ambiente oxigenado que poderia ter dado início às formas mais complexas de vida. Mas, os resultados indicam que essa medição também poderia ser realizada para além da Terra, potencialmente oferecendo medições precisas de ambientes antigos presos em rochas extraterrestres. FONTE: megaarquivo.com/2016/08/29/12-772-bolhas-de-ar-presas-em-pedra-de-800-milhoes-de-anos-revelam-niveis-de-oxigenio-da-terra-primitiva/

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