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domingo, 16 de julho de 2017

AQUECIMENTO GLOBAL PODERÁ TRAZER O CAOS AOS AEROPORTOS NOS PRÓXIMOS ANOS

Quando o assunto são as consequências do aquecimento global, o normal é que as discussões girem em torno do aumento do nível dos mares, das variações dos padrões climáticos e de como tudo isso poderá afetar a flora e a fauna do planeta, as pessoas que habitam próximo à costa e a produção de alimentos. No entanto, segundo Jenna Gallegos, do The Washington Post, um estudo recente apontou mais um problema relacionado com o aumento das temperaturas. De acordo com Jenna, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA, concluíram que o aquecimento global poderá trazer o caos a aeroportos de várias partes do mundo — incluindo alguns da Europa e das Américas que estão entre os mais movimentados do planeta. Conforme explicaram, com o aumento das temperaturas, a ocorrência de ondas de calor se torna mais frequente — e, com elas, as manobras de decolagem se tornam bem mais complicadas.

Questão de aerodinâmica

Segundo Jenna, o que acontece é que, basicamente, quando a temperatura do ar aumenta, sua densidade diminuiu e, com isso, o avião não consegue gerar “empuxo” suficiente para decolar. Com isso, os comandantes precisam levar uma série de aspectos em consideração antes de decolar para garantir que a manobra ocorra sem riscos, como a extensão da pista, o tipo da aeronave que estão pilotando e o peso que estão transportando. No caso do peso especificamente, para contornar o problema, a solução seria se livrar do excesso dele — o que significa que os pilotos teriam que voar com menos combustível e remover bagagens e até passageiros para tornar as aeronaves mais leves. Pois o estudo realizado pelos pesquisadores de Columbia apontou que, se as temperaturas continuarem subindo, entre 10 e 30% dos aviões (totalmente carregados) serão incapazes de decolar durante os períodos mais quentes do dia. Isso acabaria forçando as companhias aéreas a tomar as medidas que mencionamos acima — e que não agradariam nadinha aos passageiros. Outra opção seria esperar até as temperaturas voltarem a cair à noite ou de madrugada, mas isso poderia gerar atrasos, desconfortos e mais infelicidade entre os viajantes.

Calor e caos

No estudo, os pesquisadores explicaram que, desde 1980, a média das temperaturas no planeta aumentou em quase um grau Célsius, mas até o ano de 2100, se nenhuma medida for tomada para frear o aquecimento global, a previsão é que elas subam em mais 3 graus. Acontece que, como comentamos no início da matéria, o aumento das temperaturas tornam as ondas de calor mais frequentes e, com elas, as temperaturas nos aeroportos em todo o mundo poderiam subir entre quatro e 8 graus durante esses eventos. Com isso, os pesquisadores estimaram que, até 2080, o número de dias nos quais as restrições de peso para viajar passariam a ser aplicáveis ficaria entre 10 e 50 dias por ano. Os aeroportos com as pistas mais curtas, situados em cidades mais altas e em regiões do mundo mais cálidas seriam os mais prejudicados, e entre eles estariam os de Bangkok, Dubai, Miami, Los Angeles, Phoenix, Denver, Washington, e La Guardia, em Nova York. Aeroportos situados em cidades menos quentes e cujas pistas são mais longas — como é o caso de Heathrow, em Londres, e Charles de Gaulle, em Paris —, teriam menos problemas, mas, mesmo assim, os pesquisadores previram que as restrições poderiam aumentar em até 50% em todos os aeroportos. Na verdade, esse problema já foi observado anteriormente, como foi um caso que aconteceu em junho deste ano, no aeroporto de Phoenix, no Arizona, quando mais de 40 voos tiveram que ser cancelados — o que, por sua vez, gerou uma série de problemas e atrasos — depois que as temperaturas chegaram a escaldantes 49 °C. O problema é que, segundo o estudo apresentado agora, esses eventos passarão a ser muito mais frequentes nas próximas décadas. fontes: washingtonpost.com/news/energy-environment/wp/2017/07/13/climate-change-could-make-flying-even-more-hellish/?utm_term=.d571fa04f861 // bbc.com/news/world-us-canada-40339730

domingo, 20 de dezembro de 2015

AQUECIMENTO GLOBAL TENDE A AUMENTAR A FREQUÊNCIA DO EL NIÑO

Os impactos do aquecimento global na agricultura tendem a ser mais frequentes nos próximos anos. O climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Gilvan Sampaio disse ao Broadcast Agro que o avanço do aquecimento global ao longo do século XXI tende a aumentar a frequência com que o fenômeno El Niño ocorre. Segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) compilados pelo pesquisador, até 2100 o aumento da temperatura média do planeta pode variar de 1 grau a até 3,7 graus Celsius, o que poderia acarretar a elevação da temperatura e do nível dos oceanos (pelo derretimento do gelo polar), influenciando também a ocorrência do fenômeno climático. As projeções do IPCC consideram diversos cenários de emissões de gases de efeito estufa para as próximas décadas, nos quais o aumento da temperatura média do planeta pode ser maior ou menor. "O aquecimento global pode contribuir para que o El Niño ocorra mais frequentemente. Até o fim do século 21, existe a possibilidade ele passar a ocorrer todos os anos", afirmou Sampaio. O padrão de chuvas previsto para o planeta nas próximas décadas, também associado ao aumento da temperatura média do planeta, é semelhante ao de precipitações verificado em anos de El Niño, segundo o climatologista. Caso a previsão se confirme, o que era considerado até então um fenômeno periódico pode se tornar um novo padrão climático. De momento, porém, ainda não é possível identificar se o El Niño ficará mais intenso nos próximos anos. O El Niño se caracteriza pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical próximo à linha do Equador). Isso provoca mudanças nas correntes oceânicas e maior formação de nuvens na região equatorial. O fenômeno provoca alterações no clima em todo o planeta, com a ocorrência de mais precipitações em algumas regiões e seca em outras. Desde que foi identificado por cientistas, no fim do século 19, o fenômeno vem ocorrendo com frequência pouco regular, que varia de três a sete anos. Até hoje, não foi identificada a causa exata da periodicidade do aumento da temperatura do oceano, que provoca o El Niño, diz Sampaio. No Brasil, de forma geral, os principais impactos do El Niño são verificados nos períodos de junho a agosto e de dezembro a fevereiro. Entre junho e agosto, observa-se temperaturas mais altas em todo o Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil e elevação nas precipitações no extremo sul do País. Já de dezembro a fevereiro, ocorre o aumento das chuvas no Sul, clima mais quente no Sudeste e Centro-Oeste e mais seco no Nordeste. Nos próximos seis meses, segundo Sampaio, o El Niño deve persistir, dando sequência ao excesso de chuvas nos Estados do Sul, déficit de precipitações no Norte, leste da Amazônia e norte da região Nordeste e temperaturas altas em todo o Brasil. A temperatura do Oceano Pacífico equatorial, que em julho deste ano estava 1,7ºC acima da média histórica para a região e em dezembro já chega a quase 3º C acima da média, deve voltar ao patamar normal por volta de junho de 2016, segundo o pesquisador, colocando fim a este El Niño. Não há nenhuma previsão, até agora, de que após o término do fenômeno venha a ocorrer a La Niña - esfriamento anormal das águas do Pacífico, que provoca temperaturas abaixo da média no Sul e Sudeste e maior precipitação em parte do Norte e do Nordeste do País entre dezembro e janeiro e tempo mais seco no Sul em junho, julho e agosto. Fontes: ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/aquecimento-global-tende-a-aumentar-frequencia-de-el-nino.html // issoeciencia6.blogspot.com.br/2015/12/aquecimento-global-tende-aumentar.html

domingo, 29 de março de 2015

AQUECIMENTO GLOBAL ELEVA FREQUÊNCIA E INTENSIDADE DE FURACÕES

A mais detalhada simulação climática para ciclones tropicais feita até agora indica que o aquecimento global deve fazer com que esses eventos extremos sejam não apenas mais fortes mas também mais numerosos. A estimativa foi feita pelo climatólogo Kerry Emanuel, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que agrupou dados de vários modelos de simulação distintos. Num cenário pessimista –no qual não haja corte na emissão de CO2 e a temperatura da Terra suba até 4°C acima dos níveis anteriores à era industrial–, ciclones tropicais seriam de 10% a 40% mais frequentes no ano 2100. E, para piorar, ambos os tipos regionais dessa categoria de tempestade –furacões e tufões– passariam a dissipar 45% mais energia, tornando-se mais destrutivos. Como o planeta abriga cerca de 90 ciclones tropicais por ano, a projeção indica que no fim do século esse número possa subir para até 130. A região mais afetada, segundo a simulação, será a porção asiática do Pacífico Norte, mas a mudança também será notável no Atlântico Norte e no Índico. A ligação entre mudança climática e tempestades mais fortes está na temperatura da superfície dos oceanos. O aquecimento dessa água atua como combustível para os ciclones tropicais. Os modelos matemáticos do clima levam em conta que oceanos quentes influenciam a formação de furacões e tufões. Emanuel calculou sua previsão agrupando dados de seis modelos diferentes, que não estavam entrando em acordo. Como essas simulações não tinham precisão suficiente para ver aspectos de escala menor (os olhos dos furacões, por exemplo), o cientista aplicou um método de “redução”, adaptando simulações globais para explicar fenômenos regionais. Modelos de clima usados anteriormente já indicavam que os ciclones ficariam mais fortes com o aquecimento global, mas não conseguiam prever ainda se eles ficariam mais numerosos também. Mas, com a melhora de precisão, o resultado ficou claro. Segundo o pesquisador, os novos modelos de clima têm não apenas uma carga maior de dados mas também de uma “miríade” de pequenos ajustes nos modelos. Um estudo descrevendo o método está na edição desta semana da revista “PNAS”. Apesar de a previsão ter sido aplicada a um cenário razoavelmente pessimista (subida de 4°C até 2100), algumas pesquisas começam a duvidar de que será possível evitar um aquecimento abaixo de 2°C, o limite tido como “perigoso” pelo painel do clima da ONU (Organização das Nações Unidas). FONTE: megaarquivo.com/2013/07/11/8551-aquecimento-global-eleva-frequencia-e-intensidade-de-furacoes/

sábado, 28 de março de 2015

O AQUECIMENTO GLOBAL PODE MUDAR O GOSTO DOS ALIMENTOS

As temperaturas mais altas não só poderiam impactar nosso suprimento de alimentos, mas, também, podem mudar o seu sabor. Um novo relatório da Universidade de Melbourne compilou uma lista de muitos alimentos que estão ameaçadas pela elevação das temperaturas. Naturalmente, o relatório centrou-se especificamente na Austrália, que tem duradouras ondas de calor escaldante. 93% da sua oferta de alimentos vem do próprio país, portanto, quaisquer mudanças no clima podem afetar drasticamente o seu abastecimento. “É definitivamente um alerta quando você ouve que a torrada e a geleia de framboesa que você come no café-da-manhã, por exemplo, podem não estar tão prontamente disponíveis daqui a 50 anos”, diz o professor adjunto Richard Eckard, da Universidade de Melbourne. Eckard e seus colegas descobriram numerosos alimentos que possivelmente mudarão em um futuro mais quente, incluindo: - Beterraba e cenoura não cultivam bem em clima quente e seco. Esperem por cenouras com menos sabor e textura pobre e beterrabas com menos cor. - Em áreas onde há umidade, bem como o calor, as batatas correm maior risco de serem atacadas por pragas. - A carne não está imune a ondas de calor também. Animais como galinhas e vacas podem ficar tão estressados com temperaturas mais elevadas como os seres humanos, e muitas vezes eles não têm ar-condicionado para se refugiar. O calor pode afetar o apetite, por isso, animais como galinhas não comem tanto ou engordam – ficando a carne mais dura, mais fibrosa. - E por falar em carne, muitos animais têm os grãos como fonte de alimento. Infelizmente, o aumento das temperaturas e as secas podem levar a culturas atrofiadas de trigo e outros produtos, aumentando o preço de ambos os alimentos, os grãos e os animais que se alimentam deles. - Algumas das alterações mais drásticas poderão ser vistas no departamento de lacticínios. Os pesquisadores descobriram que as ondas de calor podem reduzir a quantidade de leite de vaca produzido em 10 a 25%, podendo diminuir em até 40% em condições extremas. FONTE: curioso.blog.br/post/aquecimento-mudar-gosto-alimentos/

domingo, 11 de janeiro de 2015

TEMPERATURAS E DEGELO AUMENTAM NO ÁRTICO À MEDIDA QUE PLANETA ESQUENTA

Temperaturas recorde no Alasca, cobertura de neve abaixo da média no Ártico e degelo excessivo no verão da Groenlândia foram observados este ano por cientistas, despertando novas preocupações sobre o aquecimento global. O Arctic Report Card, desenvolvido por 63 cientistas em 13 países e atualizado a cada ano desde 2006, foi na reunião da União Geofísica Americana, em São Francisco (Califórnia, EUA). O relatório constatou que o Ártico continua esquentando numa taxa duas vezes maior do que em baixas altitudes, indicando a permanência de uma tendência conhecida como Arctic Amplification. “Não podemos esperar recordes todos os anos. As constantes mudanças na região não precisam ser espetaculares, disse o autor principal Martin Jeffries, consultor científico do Ártico e oficial do programa pelo Arctic and Global Prediction no escritório de Pesquisa Naval no Condado de Arlington, na Virgínia, Estados Unidos. A temperatura do ar continua esquentando em comparação à média dos últimos 30 anos, o que é importante porque essas temperaturas agem como indicadores e responsáveis pelas mudanças regionais e globais, alterando os habitats de ursos polares que lutam pela sobrevivência com o gradativo desaparecimento de oceanos congelados. “A mudança climática está causando um efeito desproporcional no Ártico. Nos últimos 30 anos, a região vem se tornando mais verde, quente e acessível a embarcações, extração energética e pesca”, disse Craig McLean, administrador assistente no National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA, na sigla em inglês). “Essas transformações, causadas pelas emissões de gases do efeito estufa, estão trazendo enormes desafios”, prosseguiu. Variáveis naturais - Houve algumas melhoras significativas, inclusive um ligeiro espessamento do gelo no Ártico e o registro de apenas a sexta menor quantidade de mares congelados desde as observações de satélite iniciadas em 1979. No entanto, cientistas informaram que estudos em curso verificaram que as diferenças regionais das temperaturas do ar ao longo do tempo ocorrem muitas vezes “devido a variáveis aleatórias naturais”. O relatório abrange um período entre outubro de 2013 e setembro de 2014. Nesse intervalo de tempo, houve temperaturas extremas de frio no leste da América do Norte e região central da Rússia, juntamente com o ar excepcionalmente quente no Alasca e norte da Europa. “O Alasca registrou anomalias em sua temperatura, que foi 10º C mais alta do que a média de janeiro”, afirma. A cobertura de neve no Ártico durante a primavera foi abaixo das médias entre 1981 e 2010, e novos mínimos históricos foram observados em abril na Eurásia. Já na América do Norte, a cobertura em junho foi a terceira mais baixa registrada, quando “a neve desapareceu três ou quatro semanas antes que o normal na Rússia Ocidental, Escandinávia, sub-ártico canadense e Alasca Ocidental devido a um acúmulo abaixo da média e acima das temperaturas normais da primavera”. Apesar de um sutil aumento na espessura do gelo no Ártico em comparação com 2013, ainda “há uma quantidade muito menor do gelo mais antigo, mais espesso (com mais de 4 metros) e mais resiliente do que 1988″. Naquela época, o gelo mais antigo compunha até 26% do bloco de gelo; agora, compõe apenas 10%. As temperaturas da superfície do mar em todo o Ártico aumentaram especialmente no Mar de Chukchi, a noroeste do Alasca, onde as temperaturas estão aumentando a um ritmo de 0,5° C por década. Na maior parte do verão, o derretimento da camada de gelo ao longo da Groenlândia foi acima da média, embora sua massa total tenha permanecido inalterada entre 2013 e 2014. Conforme o gelo derrete, a sua capacidade de refletir a luz solar enfraquece, o que leva a uma perda ainda maior de gelo. O gelo na Groenlândia neste verão foi o segundo mais escuro desde o ano 2000 e agosto estabeleceu uma nova baixa de reflexibilidade. Fonte: http://zip.net/bdqtG0

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A APARTIR DE AGORA, O AQUECIMENTO GLOBAL NÃO PARA MAIS

Aproveite a pausa no aquecimento global enquanto ela ainda está por aqui, porque provavelmente esta é a última que vai acontecer neste século. Uma vez que as temperaturas começarem a subir novamente, elas não vão parar até o final do século – a menos que façamos um esforço para reduzir as nossas emissões de gases de efeito estufa. A desaceleração do aquecimento global que vem nos beneficiando desde 1997 parece ser impulsionada pela ocorrência de ventos excepcionalmente fortes sobre o Oceano Pacífico, que estão “enterrando” o calor na água. Porém, de acordo com dois estudos independentes, mesmo que isso volte a acontecer, ou uma erupção vulcânica lance partículas de resfriamento no ar, não é provável que vejamos novamente um hiato semelhante. Masahiro Watanabe, da Universidade de Tóquio, no Japão, e seus colegas descobriram que, ao longo das últimas três décadas, os altos e baixos naturais de temperatura têm tido menos influência sobre o calor global do planeta. Na década de 1980, a variabilidade natural foi responsável por quase metade das variações de temperatura observadas. Isso caiu para 38% em 1990 e, na década de 2000, chegou a apenas 27%. Ao invés disso, o aquecimento induzido pelo homem é responsável por cada vez mais alterações do clima. Com o aquecimento cada vez mais rápido, pequenas variações naturais têm menos impacto e é improvável que substituam o induzido pelo homem. “A implicação é que vamos ter menos períodos de hiato, ou períodos de hiato que duram menos tempo”, explica Wenju Cai, especialista em clima da Organização de Pesquisa Científica e Industrial Comunitária, em Melbourne, na Austrália, que não estava envolvido no trabalho. Outro estudo recente aponta que o hiato atual pode ser o nosso último por um tempo. Matthew England e seus colegas da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália, tentaram quantificar a chance de outra pausa. “Nos parece que esta provavelmente vai ser a última que veremos no futuro próximo”, afirma England. Usando 31 modelos climáticos, os pesquisadores mostraram que, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem a subir, a chance de um hiato – um período de 10 anos sem aquecimento significativo – cai para praticamente zero após 2030. O hiato atual provavelmente será seguido por um rápido aquecimento à medida que o calor preso no oceano escapa para a atmosfera, de modo que não é provável que tenhamos mais uma década sem aquecimento antes de 2030. England acredita a próxima pausa pode levar um século ou mais para acontecer. Contudo, este quadro pode mudar se desacelerarmos agora as emissões de gases de efeito estufa. Se conseguirmos alcançar as metas de emissões globais até 2040, o aumento da temperatura irá diminuir até o final do século, e os períodos de hiato seriam mais prováveis. Estas lacunas também pode ser desencadeadas por erupções vulcânicas que expelem partículas no ar, refletindo a luz solar para longe da Terra, como aconteceu depois da erupção de 1991 do Monte Pinatubo, nas Filipinas. Mas, mesmo que um vulcão entre em erupção, faria pouca diferença. “Depois de 2030, é provável que a taxa de aquecimento global seja tão rápida que até mesmo grandes erupções vulcânicas na escala de Krakatoa não seriam susceptíveis a levar a uma década de hiato”, diz Nicola Maher, membro da equipe australiana. FONTE: NewScientist.com/article/dn26122-no-more-pause-warming-will-be-nonstop-from-now-on.html

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A HUMANIDADE PODE SER RESPONSÁVEL POR 74% DO AQUECIMENTO GLOBAL

Pesquisadores de um instituto de climatologia da Europa elaboraram um relatório que pretendia responder, entre outras perguntas, o seguinte questionamento: qual a parcela de “culpa” pode ser atribuída às atividades do homem pelas mudanças climáticas pelas quais o planeta está passando? O resultado, no final das contas, pode ser mensurado em uma porcentagem: 74%. Este número, resultado de um estudo da entidade EHT, de Zurique (Suíça), foi alcançado por etapas. A primeira, já conhecida pelos cientistas há décadas, foi assumir a influência do efeito estufa: gases como o metano e o dióxido de carbono, liberados para a atmosfera em grande escala, prendem calor abaixo dela e elevam sensivelmente a temperatura global. Isso abre, segundo os pesquisadores, duas questões: quanto do recente aumento de temperatura da Terra pode ser atribuído a isso? E até quando essa situação vai perdurar até atingir um ponto de equilíbrio? Os cientistas divergem nesses quesitos, mas a impressão geral é que os modelos de mudança climática desenvolvidos recentemente são muito rasos: analisaram apenas a temperatura do planeta. A mudança de análise está exatamente nesse ponto. O que está em questão não é apenas a temperatura, mas a energia de radiação solar que circula entre a superfície e a atmosfera. Ou seja: o sol, lá de onde está, influencia também na temperatura da Terra a partir de aumento de energia descarregada no planeta em forma de raios. Os cálculos dos pesquisadores acabaram no seguinte veredicto: 26% do aquecimento global, nas últimas décadas, foram causados devido à radiação e outros fatores naturais que fogem do controle do homem. Os outros 74%, no entanto, estão diretamente relacionados às nossas atividades após a revolução industrial. Esta pesquisa, no entanto, não está passando sem críticas. Cientistas com teorias dissonantes afirmam que estes resultados são muito simplistas, e que não se pode mensurar dessa maneira a relação entre radiação solar que incide sobre o planeta e temperatura global. Pode haver, segundo os contestadores, outros pesos na balança do clima, além da radiação e temperatura aparente, e a pesquisa não levou isso em conta de forma clara. A influência dos oceanos, por exemplo, é um ponto de discussão. Os pesquisadores suíços adotaram um método de análise que não se encaixa, de acordo com os críticos, nos demais processos da pesquisa. Dessa maneira, a pesquisa continua sendo posta em dúvida: será que a atividade humana é de fato responsável pelos tais 74% das mudanças climáticas? Este resultado pode influenciar medidas de escala global, segundo os cientistas. Se no futuro chegarmos à conclusão de que o número é real ou ainda maior, medidas extremas como o corte nos créditos de carbono industrial e até racionamento de carne devem aumentar. Se, por outro lado, for provado que 74% é um exagero, até medidas básicas como desenvolver a energia solar em detrimento da nuclear, por exemplo, podem ser desnecessárias do ponto de vista climático. FONTE: DailyTech

domingo, 19 de janeiro de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL É REAL E PERIGOSO, MAS SUA ORIGEM NÃO É SÓ O CO2

Entre estudos e opiniões pessoais, a humanidade continua sem saber ao certo até que ponto a poluição realmente contribui para o aquecimento global. Cientistas americanos apresentam uma ideia interessante: o aquecimento global é sim uma realidade, e seus efeitos podem ser nocivos. Mas isso não é causado tanto pelo excesso de dióxido de carbono (CO2) como se imaginava. A pesquisa, conduzida por climatologistas da Universidade do Oregon (EUA), é patrocinada pelo programa nacional de paleoclimatologia dos Estados Unidos. E não é por acaso: a teoria formulada está relacionada a essa ciência, que estuda a variação da temperatura da Terra ao longo dos seus mais de quatro bilhões de anos de existência. Os cientistas fizeram um resgate histórico do clima ao redor do mundo. Eles criticam a maioria dos estudos na área, que só analisam a temperatura do planeta a partir do século XIX, em um contexto após a revolução industrial. Segundo eles, o resultado de uma pesquisa assim pode ser enganoso, porque ignora milhares de anos anteriores onde o clima da Terra esteve em constantes mudanças. Por esse motivo, eles reconstruíram a trajetória da temperatura no planeta desde o fim da última Era Glacial, há mais de 21 mil anos. Desde aquela época até o início da revolução industrial (que faria a taxa total de CO2 ser três vezes maior do que na época anterior a ela), houve uma série de fatores decisivos para regular o clima de cada região do globo. O que os cientistas fizeram foi analisar a atuação e influência de cada um desses fatores, em separado. Quesitos como o nível do mar, o nível de umidade do ar e de poeira na atmosfera foram levados em conta ao lado da quantidade de CO2 presente no ambiente ao longo da história. Foi apurado, de maneira geral, que a maioria dos modelos climáticos superestimam os efeitos da variação do CO2 no ambiente para determinar o clima. Durante a última Era do Gelo, por exemplo, houve uma sensível diminuição do dióxido de carbono, que na teoria deveria levar a Terra a um congelamento total, inclusive nos trópicos. Mas o efeito não foi tão grande assim: alguns oceanos nem chegaram a congelar por completo. As variações no nível dos oceanos e na umidade do ar, por outro lado, mostraram uma influência mais forte em vários momentos, inclusive no que determinou o final do último período glacial. O CO2, portanto, é realmente mais uma carta no baralho, mas não se pode dizer que seja a mais essencial. FONTE: ScienceDaily

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL PODE SER A CAUSA DA ONDA DE FRIO NA AMÉRICA DO NORTE

A forte onda de frio que tem castigado a América do Norte é resultado de um 'desvio' do ar do Ártico para o sul e o aquecimento global pode ser a causa deste evento incomum, afirmou um especialista nesta segunda-feira (6). O ar do Ártico costuma ficar confinado no topo do mundo devido a um potente vento circular chamado vórtice polar, explicou Dim Coumou, cientista sênior do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático (PIK), perto de Berlim. Quando o vórtice perde força, o ar começa a se dirigir para o sul, levando neve e frio excepcionais para latitudes intermediárias. A mudança climática também é impulsionada por mudanças em um vento de altitude elevada chamada corrente de jato. Esta convecção, que costuma circundar o hemisfério norte de forma robusta e previsível, começa a oscilar, criando círculos de clima extremamente frio ou de um clima moderado fora de época, dependendo da localização. "Nós vimos uma forte oscilação da corrente de jato e o ar frio associado ao vórtice polar se moveu na direção sul. Neste caso, sobre as regiões leste do Canadá e dos Estados Unidos, levando este clima frio extremo", afirmou Coumou. Ele destacou que o fenômeno se repetiu nos últimos anos. O que impulsiona o vórtex polar é a diferença de temperaturas entre o Ártico e as latitudes medianas, disse Coumou. Antes agudo, este diferencial foi perdendo nitidez nos últimos anos à medida que o Ártico - onde as temperaturas estão subindo cerca de duas vezes acima da média mundial - aquece, explicou. "Nós temos visto este tipo de onda de frio com mais frequência nos últimos invernos na Europa, mas também nos Estados Unidos", disse Coumou em entrevista por telefone. "A razão pela qual nós vemos estas fortes oscilações ainda não é totalmente conhecida, mas está claro que o Ártico está esquentando muito rapidamente. Temos dados confiáveis sobre isto. As temperaturas no Ártico aumentaram muito mais do que em outras partes do globo", acrescentou. No mês passado, cientistas europeus indicaram que o volume de gelo marinho em novembro tinha sido cerca de 50% maior do que há um ano. Apesar dessa recuperação, o gelo marinho mantém baixas próximas do recorde documentado e a tendência geral é de recuo, afirmaram. Coumou alertou que o gelo marinho do Ártico "é apenas um dos fatores importantes" por trás da disfunção do vórtice polar. "Outros fatores incluem a cobertura de neve, eventos de aquecimento estratosférico ou outros fenômenos de curto prazo", afirmou. FONTE: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente