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domingo, 20 de dezembro de 2015
AQUECIMENTO GLOBAL TENDE A AUMENTAR A FREQUÊNCIA DO EL NIÑO
Os impactos do aquecimento global na agricultura tendem a ser mais frequentes nos próximos anos.
O climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Gilvan Sampaio disse ao Broadcast Agro que o avanço do aquecimento global ao longo do século XXI tende a aumentar a frequência com que o fenômeno El Niño ocorre.
Segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) compilados pelo pesquisador, até 2100 o aumento da temperatura média do planeta pode variar de 1 grau a até 3,7 graus Celsius, o que poderia acarretar a elevação da temperatura e do nível dos oceanos (pelo derretimento do gelo polar), influenciando também a ocorrência do fenômeno climático.
As projeções do IPCC consideram diversos cenários de emissões de gases de efeito estufa para as próximas décadas, nos quais o aumento da temperatura média do planeta pode ser maior ou menor.
"O aquecimento global pode contribuir para que o El Niño ocorra mais frequentemente. Até o fim do século 21, existe a possibilidade ele passar a ocorrer todos os anos", afirmou Sampaio.
O padrão de chuvas previsto para o planeta nas próximas décadas, também associado ao aumento da temperatura média do planeta, é semelhante ao de precipitações verificado em anos de El Niño, segundo o climatologista.
Caso a previsão se confirme, o que era considerado até então um fenômeno periódico pode se tornar um novo padrão climático.
De momento, porém, ainda não é possível identificar se o El Niño ficará mais intenso nos próximos anos.
O El Niño se caracteriza pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical próximo à linha do Equador).
Isso provoca mudanças nas correntes oceânicas e maior formação de nuvens na região equatorial.
O fenômeno provoca alterações no clima em todo o planeta, com a ocorrência de mais precipitações em algumas regiões e seca em outras.
Desde que foi identificado por cientistas, no fim do século 19, o fenômeno vem ocorrendo com frequência pouco regular, que varia de três a sete anos.
Até hoje, não foi identificada a causa exata da periodicidade do aumento da temperatura do oceano, que provoca o El Niño, diz Sampaio.
No Brasil, de forma geral, os principais impactos do El Niño são verificados nos períodos de junho a agosto e de dezembro a fevereiro.
Entre junho e agosto, observa-se temperaturas mais altas em todo o Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil e elevação nas precipitações no extremo sul do País.
Já de dezembro a fevereiro, ocorre o aumento das chuvas no Sul, clima mais quente no Sudeste e Centro-Oeste e mais seco no Nordeste.
Nos próximos seis meses, segundo Sampaio, o El Niño deve persistir, dando sequência ao excesso de chuvas nos Estados do Sul, déficit de precipitações no Norte, leste da Amazônia e norte da região Nordeste e temperaturas altas em todo o Brasil.
A temperatura do Oceano Pacífico equatorial, que em julho deste ano estava 1,7ºC acima da média histórica para a região e em dezembro já chega a quase 3º C acima da média, deve voltar ao patamar normal por volta de junho de 2016, segundo o pesquisador, colocando fim a este El Niño.
Não há nenhuma previsão, até agora, de que após o término do fenômeno venha a ocorrer a La Niña - esfriamento anormal das águas do Pacífico, que provoca temperaturas abaixo da média no Sul e Sudeste e maior precipitação em parte do Norte e do Nordeste do País entre dezembro e janeiro e tempo mais seco no Sul em junho, julho e agosto.
Fontes: ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/aquecimento-global-tende-a-aumentar-frequencia-de-el-nino.html // issoeciencia6.blogspot.com.br/2015/12/aquecimento-global-tende-aumentar.html
domingo, 30 de agosto de 2015
CIENTISTAS DIZEM QUE EL NIÑO PODE SER O MAIS FORTE DA HISTÓRIA
O fenômeno meteorológico El Niño, que começou este ano, pode ser dos mais fortes dos últimos 65 anos, alertaram cientistas do governo americano.
A corrente do El Niño produz uma elevação nas temperaturas do Pacífico equatoriano e pode causar fortes chuvas em algumas partes do mundo e secas em outras. Também é uma das razões pelas quais a atual temporada de furacões do Atlântico tem sido pouco ativa, pois inibe a formação de tempestades tropicais.
O El Niño começou em março e se espera que dure por um ano. Autoridades na Austrália já disseram que será "forte" e "substancial".
A tendência continuará, disse Mike Halpert, diretor adjunto do centro de previsões climáticas da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em conferência com jornalistas por telefone.
"Prevemos que o El Niño atual pode ser dos mais fortes desde que começaram os registros em 1950", disse Halpert.
As temperaturas média da superfície do mar em uma zona chave do Pacífico equatorial "poderiam alcançar ou superar os 2 °C acima do normal, o que só foi registrado três vezes nos últimos 65 anos", destacou.
Estes níveis se observaram nas temporadas 1972-73, 1982-83 e 1997-98.
O sul dos Estados Unidos, da Califórnia até a Flórida, poderia experimentar níveis de precipitação acima do normal, assim como a costa leste americana, disse o especialista.
Enquanto a região dos Grandes Lagos, Havaí e Alasca registrarão maiores secas e temperaturas mais altas, destacou.
Embora as chuvas sejam bem-vindas na Califórnia, mergulhada em uma grave seca, Halpert disse que não serão suficientes para encher as represas do estado do oeste americano.
Há cinco anos o último El Niño trouxe vários desastres: provocou monções na Ásia, secas na Austrália, Filipinas e Equador, tempestades nos Estados Unidos, ondas de calor no Brasil e inundações no México.
Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/para-cientistas-el-nino-pode-ser-o-mais-forte-da-historia.html
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