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domingo, 2 de abril de 2017

ÁRTICO ESTÁ FICANDO VERDE A UMA VELOCIDADE ALARMANTE E OS CIENTISTAS DESCOBRIRAM A CAUSA

O gelo marinho do Ártico está se tornando progressivamente mais verde. Por muitos anos, os cientistas não sabiam exatamente por quê. Eles calculavam que o verde tinha que vir de plantas marinhas microscópicas, chamadas fitoplâncton, crescendo sob o gelo. Mas isso não fazia sentido – o fitoplâncton precisa de luz para a fotossíntese, e o Ártico é supostamente escuro demais para que ele sobreviva. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores solucionou o quebra-cabeça: o recorde de baixos níveis de gelo marinho na região quebrou a barreira para a luz solar. Em vez de ser refletida, a luz está sendo absorvida por piscinas de gelo derretido. A pesquisa foi publicada em Science Advances.

Espessura

Como os satélites não conseguem olhar através do gelo para ver as condições abaixo dele, o pesquisador Chris Horvat, da Universidade de Harvard (EUA), e seus colegas tiveram que encontrar outra maneira de obter respostas. Eles construíram uma simulação computacional das condições do gelo do mar de 1986 até 2015, e confirmaram que não só a espessura do gelo estava diminuindo, como as piscinas de gelo derretido estavam aumentando. Em outras palavras, o gelo que permanece no Ártico está agora mais fino do que nunca. E, logo abaixo dele, colônias de fitoplâncton estão crescendo à medida que a luz penetra no oceano.

Mudança

À medida que a escuridão absorve mais luz do que o gelo marinho não derretido – que é brilhante e reflexivo em sua forma intocada -, a proliferação dessas piscinas de derretimento permitiu níveis sem precedentes de luz solar permeando o gelo. A simulação da equipe revelou que há 20 anos, apenas 3 ou 4% do gelo marinho do Ártico era suficientemente fino para permitir grandes colônias de plâncton.Já em 2015, quase 30% do gelo marinho do Ártico era frágil o suficiente para consentir o florescimento de fitoplâncton nos meses de verão.A tendência não deve mudar, visto que o derretimento continua a atingir níveis recordes até hoje.

Dominó

A preocupação agora é que essa explosão verde não seja apenas um efeito colateral inofensivo do gelo marinho derretido – ela pode trazer um conjunto de problemas completamente diferentes. Se as condições no Ártico começarem a ficar muito hospitaleiras para o fitoplâncton, eles vão continuar a mostrar uma preferência por elas, como aparentemente têm feito nos últimos anos. Logo, se tornarão indisponíveis para as criaturas marinhas maiores que dependem deles como fonte de alimento em outros lugares. A base da rede alimentar do Ártico vai crescer, enquanto a de outros lugares vai diminuir.Ou seja, a mudança não terá consequências somente para a própria região. Na verdade, temos que nos preocupar mais com outras aéreas. “O que acontece no Ártico não fica no Ártico”, disse a cientista Katharine Hayhoe, da Universidade de Tecnologia do Texas, em um comunicado de imprensa. “Todo este planeta está interconectado”. FONTE: sciencealert.com/the-arctic-is-turning-green-at-an-alarming-rate-and-scientists-finally-know-why

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ANGÚSTIA SOFRIDA POR MULHERES GRÁVIDAS PROVOCA MUDANÇAS GENÉTICAS NOS FILHOS

Um estudo realizado por pesquisadores canadenses aponta que o sofrimento e a angústia que afetam mulheres durante a gravidez se traduz em mudanças genéticas em seus filhos. Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após estudar 36 indivíduos que nasceram após a gigantesca tempestade de gelo que afetou o Québec no inverno de 1998 e que provocou a destruição do sistema de transmissão elétrica de grande parte da província canadense. Cinco meses depois da tempestade, os pesquisadores do Instituto Universitário Douglas de Saúde Mental e da Universidade McGill de Montreal selecionaram mulheres que estavam em período de gestação durante a crise e avaliaram seu nível de sofrimento e angústia. Passados 13 anos, o DNA nas células T, que fazem parte do sistema imunológico, de 36 indivíduos nascidos dessas mães mostraram "patrões distintivos" na metilação (o principal mecanismo de modificação da atividade do DNA), disseram os pesquisadores em comunicado. Os pesquisadores chegaram a determinar que "o número de dias que uma mulher grávida esteve sem eletricidade durante a tempestade de gelo do Québec prediz o perfil epigenético de seu filho". Embora o estudo não tenha determinado as consequências da modificação genética produzida pelo sofrimento maternal, os pesquisadores assinalaram que as mudanças detectadas nos genes relacionados à imunidade e ao metabolismo do açúcar dos 36 indivíduos podem produzir asma, diabetes e obesidade. FONTE:http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/efe/2014/10/01/angustia-sofrida-por-mulheres-gravidas-provoca-mudancas-geneticas-nos-filhos.htm

quarta-feira, 25 de junho de 2014

OS MICRÓBIOS CAUSARAM MAIOR EXTINÇÃO EM MASSA DA TERRA, DIZ ESTUDO

Desde seu surgimento, a Terra passou por cinco períodos de extinção em massa das espécies, sendo o mais famoso o último, que causou o desaparecimento dos dinossauros não voadores, há 65 milhões de anos. A mais catastrófica de todas elas, porém, foi a terceira, que ocorreu há cerca de 252 milhões de anos e varreu quase 90% das espécies do planeta. As causas desse fenômeno até hoje não foram esclarecidas. Eventos como vulcanismo, aumento da temperatura e falta de oxigênio têm sido apontados pelos pesquisadores, mas um novo estudo concluiu que os reais responsáveis são seres vivos. Realizado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), o trabalho indica que um tipo de micróbio produtor de metano, denominado Methanosarcina, foi o causador da extinção em massa. Esse organismo se desenvolveu de forma repentina e se alastrou pelos oceanos, despejando quantidades elevadas de metano na atmosfera, o que modificou o clima e a química das águas — e levou à extinção das espécies. Evidências mostram um aumento intenso na quantidade de dióxido de carbono nos oceanos na época da extinção. Uma análise genética sugere que o Methanosarcina passou por uma mudança no mesmo período, que o transformou em um grande produtor de metano, a partir da acumulação de dióxido de carbono na água. Sedimentos da época revelam ainda um aumento no depósito de níquel — metal necessário para o crescimento do micro-organismo — que ocorreu simultaneamente Crescimento exponencial Alguns pesquisadores sugeriram que o aumento na quantidade de gases contendo carbono, como dióxido de carbono ou metano, na época da extinção pode ter sido causado por atividade vulcânica, mas os autores do novo estudo calculam que as erupções não seriam suficientes para produzir todo o carbono observado nos sedimentos. Além disso, os cientistas afirmam que as mudanças na quantidade de carbono ao longo do tempo não se encaixam em um modelo vulcânico. “Uma injeção inicial rápida de dióxido de carbono liberada por um vulcão seria seguida por uma diminuição gradual. Em vez disso, nós observamos o oposto: um aumento rápido e contínuo”, explica Gregory Fournier, pesquisador do MIT e um dos autores do estudo. “Isso indica uma expansão de micróbios.” Segundo o autor, o crescimento de populações de micro-organismos está entre os poucos fatores capazes de aumentar a produção de carbono de forma exponencial — ou até mais rápida. A análise genética mostrou ainda que o Methanosarcina adquiriu sua habilidade de produzir metano através de uma transferência de genes com outro micróbio. Nas condições adequadas, essa aquisição genética permitiu que o micro-organismo passasse por um crescimento intenso, consumindo rapidamente a reserva orgânica de carbono nos sedimentos oceânicos. Segundo os autores, a produção exagerada de metano resultante de todos esses fatores provocou efeitos similares àqueles previstos em modelos de mudanças climáticas: um grande aumento de temperatura, combinado com a acidificação dos oceanos, que afetou também as espécies marinhas. FONTE: Veja

domingo, 25 de maio de 2014

A TINTURA DO CABELO E CIGARROS PODEM CAUSAR CIRROSE PRIMÁRIA BILIAR

Tanto a tinta de cabelo quanto o cigarro estão conectados com o desenvolvimento de doenças no fígado, segundo um novo estudo. A cirrose primária biliar (PBC) é um tipo de doença progressiva, auto-imune. A doença causa entupimento nos dutos de bile, inflamação, danos no tecido e cirrose irreversível. Para chegar neste resultado a pesquisa, que envolveu mais de 5 mil pessoas, mostrou que doenças auto-imunes, como artrite reumatóide, eram mais comuns naqueles com PBC, assim como aqueles com histórico familiar. Dos pacientes analisados na pesquisa, 63% fumavam ou fumaram em algum ponto de sua vida. E 37% das mulheres analisadas pintavam seu cabelo, de qualquer forma os cientistas ainda estão tentando descobrir qual é o componente da tinta de cabelo que causa a doença, mas pesquisas anteriores mostraram que um ácido presente em tinta de cabelo e em esmalte para unhas poderia estar envolvido. Os dados também mostraram que, dos pacientes, poucos bebiam álcool regularmente, indicando que o álcool pode não ser um fator determinante do desenvolvimento da PBC. Fonte: LiveScience

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

PROBLEMA EM GLÂNDULA PODE SER CAUSA DA PERDA DE LIBIDO

Quando um homem tem problemas de ereção, mas não de libido, ele sai em busca de ajuda para resolver seu problema. Mas quando o problema é o desejo diminuído, o mais provável é que ele culpe o excesso de trabalho, o estresse e a falta de sono. Ou que procure algum médico menos informado que, ao constatar uma queda no nível de testosterona pelo exame de sangue, logo prescreva a reposição hormonal sem investigar melhor a origem da alteração. O aumento da prolactina, hormônio produzido por uma glândula na base do crânio que se chama hipófise e que faz a mulher amamentar, pode ser a causa da perda de libido em mulheres e homens. Pouco frequente - afeta cerca de 400 a cada 100 mil pessoas, o problema nem sempre é considerado pelos profissionais que recebem queixas de diminuição do desejo sexual. "Para a mulher, o aumento da prolactina leva à interrupção da menstruação, então é mais fácil suspeitar", explica a endocrinologista Nina Musolino, médica-supervisora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Já nos homens, o problema gera a redução na testosterona, levando a falta de desejo e ereção prejudicada, sintomas que são facilmente atribuídos ao estresse ou cansaço. A hiperprolactinemia também pode afetar a fertilidade - é a resposta para até 5% dos homens que não conseguem ter filhos. CAUSAS Entre as causas mais comuns do excesso de prolactina está o uso de alguns medicamentos como antipsicóticos, antiácidos, antieméticos (remédios para enjoo) e anti-hipertensivos. Hipotireoidismo e insuficiência renal e hepática, além de lesões traumáticas na região mamária e tumores na região da hipófise também podem ter como efeito a elevação do hormônio. Entre estes, os mais comuns são os prolactinomas, tumores benignos na glândula que produzem hormônio. O tratamento do prolactinoma é com remédios, que também reequilibram a produção de testosterona. Já em outros tipos de tumor na hipófise, pode haver necessidade de cirurgia. "Às vezes esses tumores só são diagnosticados quando crescem e comprimem o nervo óptico, afetando a visão", explica Musolino. Por isso, investigar melhor uma queda nos níveis de testosterona é importante, sugere a médica. FONTE:http://zip.net/bkmhvB

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

VC SABE O QUE É ABSCESSO CEREBRAL

Abcesso cerebral é caracterizado por uma coleção purulenta no parênquima encefálico, resultado de uma infecção intracraniana ou extracraniana, bem como da invasão direta de microorganismos no cérebro decorrente de traumatismo crânio-encefálico ou de intervenções cirúrgicas . A morbidade e a mortalidade decorrentes dessas lesões vem diminuindo a cada ano como conseqüência dos avanços diagnósticos, das intervenções cirúrgicas e dos novos regimes antibióticos . A importância dos abscessos encefálicos está em seu caráter expansivo, potencializado por intenso edema vasogênico em sua volta, podendo ser precursor de herniações cerebrais. Os abcessos também podem romper para o interior dos ventrículos, levando ao empiema ventricular e meningite, situação de grave morbidade para o paciente com taxa de mortalidade de até 75%. ETIOLOGIA Basicamente, existem cinco situações envolvidas no desenvolvimento do abcesso cerebral: 1) idiopática; 2) foco supurativo contíguo ao SNC; 3) disseminação hematogênica de foco infeccioso primário; 4) abertura da dura máter, cirúrgica ou traumática; 5) imunossupressão. A maioria deles é causada por focos infecciosos contíguos, que se apresentam como uma única lesão superficial. Já os decorrentes da disseminação por via hematogênica, são normalmente múltiplos, profundos e de pior prognóstico, distribuindo-se em áreas de maior fluxo sanguíneo . Os resultados de estudos mais atuais têm mostrado que os anaeróbios foram os que tiveram maior crescimento de sua presença nos abcessos. A flora microbiota é composta principalmente de aeróbios, como o Streptococcus spp, Enterobacteriaceae spp, Staphylococcus spp e Haemophilus spp .Atualmente, o Bacteroides spp (B. fragillis e B. melanogenicus), os estreptococos anaeróbios (peptoestreptococos), o Fusobacterium spp e o Propionumbacterium spp os mais encontrados. Abcessos fúngicos são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. O Toxoplasma gondii é o protozoário causador da infecção não-viral mais comum do sistema nervoso em pacientes com síndrome da imunodeficiência humana adquirida . PATOGENIA; Se manifesta em quatro estágios: 1) cerebrite inicial, caracterizada por centro necrótico e inflamação local ao redor da adventícia dos vasos sanguíneos; 2) cerebrite tardia, quando ocorre alteração histológica mais significativa; 3) encapsulação precoce, entre o décimo e o décimo quarto dia, marcado pela resolução da cerebrite e aumento progressivo de macrófagos e fibroblastos; 4) encapsulação tardia, após o décimo quarto dia, quando há um centro necrótico bem definido e uma cápsula de colágeno espessa . MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: A cefaléia é o sintoma mais freqüente, presente em 70 a 90% dos pacientes. As manifestações clínicas podem se desenvolver de modo súbito ou gradual . É indispensável a busca por sinais de alerta de cefaléia por doenças secundárias como início da dor acima dos cinqüenta anos, história patológica pregressa de rinossinusite, otite, meningite, imunodeficiência, neoplasias, doenças sistêmicas reumáticas, hemorragia subaracnóidea prévia, diagnóstico de migrânea, hidrocefalia tratada ou vigente, acidente vascular cerebral e trombose de seio venoso. No exame físico, devem-se buscar sinais e sintomas piréticos, indícios de irritação meníngea e papiledema. A tríade clássica de febre, cefaléia e sinais focais ocorre em menos de 50 % . DIAGNÓSTICO: A tomografia computadorizada (TC) é o método de escolha para o diagnóstico, pois permite a determinação do número, tamanho, localização e, também, pode evidenciar a presença de edema perilesional. Já a punção lombar com análise de liquido cefalorraquidiano demonstra alterações inespecíficas. Dentre as alterações, destaca-se hiperproteinorraquia, pleocitose com predomínio de neutrófilos e hipoglicorraquia. As alterações liquóricas são mais evidentes quando ocorre a drenagem do abscesso para o espaço subaracnóide ou para ventrículo, mostrando pleocitose acentuada assim como hipoglicorraquia . TRATAMENTO: Envolve a combinação de drenagem neurocirúrgica por craniotomia ou estereotaxia e utilização de medicamentos. A definição de um sítio primário como fonte do abcesso cerebral tem grande importância na escolha dos antibióticos a serem ministrados, principalmente quando não se consegue isolar um agente específico. Em cerca de 10% dos casos, no entanto, a fonte original da infecção não pode ser identificada, optando-se pelo tratamento empírico. O tratamento exclusivamente medicamentoso fica restrito aos abcessos localizados em áreas eloquentes ou de difícil acesso, abcessos múltiplos, lesões menores que três centímetros, estágios iniciais da cerebrite, paciente com alta morbidade e meningite ou ependimite. O tratamento dos abcessos encefálicos deve ser instituído nas primeiras seis horas da admissão. Quando possível, deve-se fazer coleta do conteúdo purulento, bem como três amostras de hemocultura para se analisar qual o provável microorganismo responsável pela formação da lesão . O esquema empírico padrão baseia-se na cobertura de gram positivos e negativos, assim como de agentes aeróbios e anaeróbios. Em geral, a antibioticoterapia dura de seis a oito semanas, com perspectiva de controle de imagem semanal ou caso haja piora clínica. Como o tratamento é prolongado, o esquema empírico deve ser reajustado mediante resultado dos exames para comprovação microbiológica. Entretanto, deve-se ficar atento pois, após o término das medicações, o abcesso pode permanecer de três a onze meses, sendo necessário repetir a TC a cada duas a quatro semanas até seu completo desaparecimento. Em pacientes que desenvolvem hipertensão intracraniana e edema cerebral, condições que podem lesar o cérebro de forma permanente, administram-se fármacos que reduzem o edema cerebral e a pressão intracraniana. Ressalta-se que os corticosteróides devem ser utilizados apenas por um curto período de tempo, já que essas medicações reduzem a penetração dos antibióticos no abcesso. Caso não haja efeito de massa, o esquema antibioticoterápico é instituído isoladamente. O tratamento inicialmente cirúrgico é feito quando há diagnóstico diferencial com tumores primários, metástases cerebrais ou outras infecções não-bacterianas; proximidade com ventrículos laterais; efeito de massa significativo; abcessos fúngicos, multisseptados e traumáticos associados a corpo estranho. Bibliografia:Rev Med (São Paulo). 2011 abr.-jun.;90(2):100-5 FONTE: INFECTOPEDIA

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O QUE É TROMBOSE VENAL PROFUNDA

A trombose venal profunda é uma doença potencialmente grave causada pela formação de coágulos no interior das veias profundas. A trombose venal profunda, também conhecida como trombose venosa profunda, é uma doença que ocorre quando um coágulo sanguíneo, também chamado de trombo, se desenvolve dentro de um vaso sanguíneo venoso profundo. O trombo obstrui a passagem total ou parcial de sangue, impedindo sua circulação normal e criando um grave problema para toda a circulação sanguínea do organismo. A trombose venal profunda é uma condição séria e relativamente comum. Geralmente o trombo responsável pela obstrução do sangue se forma na panturrilha, podendo ocorrer também nas coxas e ocasionalmente nos membros superiores. Seu desprendimento pode trazer complicações em curto e longo prazo. Em curto prazo, o desprendimento do trombo pode se deslocar até o pulmão, obstruindo uma artéria e provocando o que chamamos de embolia pulmonar, que pode levar à morte. Em longo prazo, o desprendimento desse trombo pode causar insuficiência venosa crônica ou síndrome pós-flebítica, causada pela destruição das veias, responsáveis por levar o sangue venoso de volta ao coração. O desenvolvimento da trombose venal profunda pode estar relacionado a três causas: - Diminuição na velocidade da circulação sanguínea, como em pessoas que ficam acamadas por longo período de tempo; pessoas que ficam sentadas por muito tempo em uma mesma posição (em frente ao computador, viagens longas); - Ocorrência de rupturas na parede interna do vaso que propiciam a formação de trombos, como em traumas, infecções e medicações endovenosas; - Aumento de suscetibilidade do sangue à formação de coágulos, como durante a gravidez, com o uso de anticoncepcionais, e em pessoas que têm diabetes e doenças do sangue. Embora, na maioria das vezes, seja assintomática, algumas pessoas podem apresentar sintomas, como inchaço, dor, calor, vermelhidão, rigidez da musculatura na região onde está o trombo, cor mais escura da pele, endurecimento do tecido subcutâneo, eczemas e úlceras. O diagnóstico dessa doença é feito através do histórico do paciente e de exames de laboratório e imagem, comoa ressonância magnética, a flebografia e o ecodoppler colorido. O diagnóstico precoce dessa doença previne complicações mais sérias e o risco de sequelas. O tratamento da trombose venal profunda é feito a partir de medicamentos anticoagulantes (como a heparina e awarfarina) e fibrinolíticos que ajudam a dissolver os trombos. Há casos em que a intervenção cirúrgica se faz necessária. A melhor forma de prevenir a trombose venal profunda é utilizar medicações anticoagulantes em baixas doses (para pacientes que ficam muito tempo de repouso); fazer atividades físicas; não fumar; e manter o peso adequado. Pessoas que ficam um longo período de tempo sentadas em uma mesma posição devem sempre caminhar para que o sangue circule mais rapidamente e evite o desenvolvimento de trombos. Uma pesquisa feita pelo Instituto Malaghan de Pesquisas Médicas, da Nova Zelândia, revelou que quem fica horas seguidas em frente ao computador, sem fazer pausas, tem mais propensão a desenvolver a trombose venal profunda. FONTE: BRASILESCOLA

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL PODE SER A CAUSA DA ONDA DE FRIO NA AMÉRICA DO NORTE

A forte onda de frio que tem castigado a América do Norte é resultado de um 'desvio' do ar do Ártico para o sul e o aquecimento global pode ser a causa deste evento incomum, afirmou um especialista nesta segunda-feira (6). O ar do Ártico costuma ficar confinado no topo do mundo devido a um potente vento circular chamado vórtice polar, explicou Dim Coumou, cientista sênior do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático (PIK), perto de Berlim. Quando o vórtice perde força, o ar começa a se dirigir para o sul, levando neve e frio excepcionais para latitudes intermediárias. A mudança climática também é impulsionada por mudanças em um vento de altitude elevada chamada corrente de jato. Esta convecção, que costuma circundar o hemisfério norte de forma robusta e previsível, começa a oscilar, criando círculos de clima extremamente frio ou de um clima moderado fora de época, dependendo da localização. "Nós vimos uma forte oscilação da corrente de jato e o ar frio associado ao vórtice polar se moveu na direção sul. Neste caso, sobre as regiões leste do Canadá e dos Estados Unidos, levando este clima frio extremo", afirmou Coumou. Ele destacou que o fenômeno se repetiu nos últimos anos. O que impulsiona o vórtex polar é a diferença de temperaturas entre o Ártico e as latitudes medianas, disse Coumou. Antes agudo, este diferencial foi perdendo nitidez nos últimos anos à medida que o Ártico - onde as temperaturas estão subindo cerca de duas vezes acima da média mundial - aquece, explicou. "Nós temos visto este tipo de onda de frio com mais frequência nos últimos invernos na Europa, mas também nos Estados Unidos", disse Coumou em entrevista por telefone. "A razão pela qual nós vemos estas fortes oscilações ainda não é totalmente conhecida, mas está claro que o Ártico está esquentando muito rapidamente. Temos dados confiáveis sobre isto. As temperaturas no Ártico aumentaram muito mais do que em outras partes do globo", acrescentou. No mês passado, cientistas europeus indicaram que o volume de gelo marinho em novembro tinha sido cerca de 50% maior do que há um ano. Apesar dessa recuperação, o gelo marinho mantém baixas próximas do recorde documentado e a tendência geral é de recuo, afirmaram. Coumou alertou que o gelo marinho do Ártico "é apenas um dos fatores importantes" por trás da disfunção do vórtice polar. "Outros fatores incluem a cobertura de neve, eventos de aquecimento estratosférico ou outros fenômenos de curto prazo", afirmou. FONTE: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS PODE CAUSAR DESASTRE APOCALÍPTICO

O aumento de bactérias resistentes a antibióticos não é nenhuma novidade – só no ano passado, diversos alertas foram feitos por médicos e especialistas, e até pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sobre a iminente crise de infecções resistentes a drogas que pode acabar com a medicina moderna. Agora, a diretora-médica da Inglaterra, Dame Sally Davies, afirmou que essa crise é comparável à ameaça do aquecimento global para nossa sociedade. Como existem poucos antibióticos para substituir os remédios que estão ficando comprometidos, no futuro, uma cirurgia de rotina pode se tornar mortal devido à ameaça de infecção. Segundo os especialistas, este é um problema global que precisa de muito mais atenção. Os antibióticos têm sido uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são inimigos fácil e rapidamente adaptáveis que encontram novas maneiras de burlar as drogas. Há crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia nas enfermarias de hospitais de todo o mundo. Hoje em dia, só há um antibiótico útil para tratar a gonorreia. “Podemos nunca ver o aquecimento global – o cenário apocalíptico atual é que, quando eu precisar de um novo quadril daqui 20 anos, morrerei de uma infecção de rotina porque nós não temos mais antibióticos funcionais”, argumenta Sally Davies. “Não há um mercado para fazer novos antibióticos, de modo que, conforme essas bactérias se tornam resistentes, o que fariam naturalmente, mas que estamos acelerando por causa da forma como os antibióticos são usados, não haverá novos remédios”, explica. MEDIDAS URGENTES Se ninguém fizer nada, a Organização Mundial de Saúde prevê que o mundo caminhará para uma “era pós-antibióticos”, no qual “muitas infecções comuns não terão mais uma cura e, mais uma vez, matarão”. “Esse é um assunto muito sério. Precisamos prestar mais atenção a ele. Precisamos de recursos para a vigilância, recursos para lidar com o problema e para obter informações públicas”, afirma Hugh Pennington, microbiologista da Universidade de Aberdeen (Escócia). As empresas farmacêuticas estão ficando sem opções. “Temos de estar cientes de que não vamos ter novos remédios milagrosos, porque simplesmente não há nenhum”, alerta. Enquanto os cientistas não descobrem uma solução para esse problema, as pessoas podem fazer a parte delas especialmente não tomando antibióticos sem ser absolutamente necessário. O uso desses medicamentos em casos desnecessários faz com que diversas variedades de bactérias se tornem resistentes aos antibióticos modernos. FONTE:BBC

COMPOSTO QUÍMICO DA CARNE VERMELHA PODE CAUSAR DOENÇA CARDÍACA

Um novo estudo da Clínica de Cleveland (EUA) diz que uma substância química encontrada na carne vermelha ajuda a explicar por que comer muito bife, carne moída e bacon é ruim para o coração. Segundo os pesquisadores, a carnitina é processada por bactérias no intestino. Isso dá início a uma cadeia de eventos que resultam em altos níveis de colesterol e no aumento do risco de doenças cardíacas. Nutricionistas advertem que pode haver riscos para as pessoas que tomam suplementos de carnitina. O ESTUDO Essa não é a primeira vez que um estudo sugere que a ingestão regular de carne vermelha pode ser prejudicial para a saúde. No Reino Unido, o governo não recomenda comer mais do que 70g de carne vermelha ou processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon. Gordura saturada e a maneira como a carne processada é preservada eram vistas como as culpadas que mais contribuíam para problemas cardíacos. No entanto, a nova pesquisa mostrou que existem ainda outros fatores. “O colesterol e a gordura saturada da carne vermelha magra não são tão altos, então há outra coisa contribuindo para o aumento do risco cardiovascular”, explicou o pesquisador Dr. Stanley Hazen. Experiências com ratos e pessoas mostraram que as bactérias no intestino podem “comer” carnitina. Ela foi transformada em um gás, que foi convertido no fígado para uma substância química chamada TMAO. Na pesquisa, TMAO foi fortemente relacionada com o acúmulo de depósitos de gordura nos vasos sanguíneos, o que pode levar a doenças cardíacas e morte. “TMAO é muitas vezes ignorada. Pode ser um resíduo, mas está influenciando significativamente o metabolismo do colesterol e levando a seu acúmulo”, disse o Dr. Hazen. “Os resultados do estudo apoiam a ideia de que menos carne vermelha é melhor”. Victoria Taylor, nutricionista da Fundação Britânica do Coração, disse: “Embora os resultados não signifiquem necessariamente uma mudança nas recomendações existentes, nos deram um bom lembrete para pensarmos sobre fontes alternativas de proteína caso as pessoas comam regularmente uma grande quantidade de carne vermelha ou processada”. Catherine Collins, nutricionista do Hospital St George, disse que, apesar de ser um argumento muito persuasivo, a ingestão de duas porções de carne vermelha semanais não acarreta em risco cardíaco. “Mas, se você é vegetariano ou vegano, saiba que há um risco potencial de tomar L-carnitina, lecitina, colina ou suplementos de betaína na tentativa de afastar o declínio cognitivo ou melhorar o metabolismo da gordura. Se os resultados do estudo forem confirmados, esses suplementos danificam as artérias mais do que trazem benefícios à saúde”, afirmou. POSSÍVEIS PRÓXIMOS PASSOS As novas descobertas levantaram a ideia de usar um iogurte probiótico para alterar o equilíbrio de bactérias no intestino. Em tese, uma redução do número de bactérias que se alimentam de carnitina levaria a consequente redução dos riscos de saúde da carne vermelha. Este é um potencial foco para um estudo futuro, já que é improvável que as pessoas parem de comer tanta carne vermelha – ainda mais porque uma simples picanha de 140g já ultrapassa a ingestão diária recomendada. O estudo foi publicado na revista Nature Medicine. FONTE:BBC