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terça-feira, 1 de abril de 2014

"MÃO MORTA": O APOCALÍPTICO SISTEMA DE DESTRUIÇÃO RUSSO

Originalmente construído há 25 anos, o sistema chamado Mão Morta foi criado para garantir uma retaliação nuclear caso a Rússia fosse atacada pelos EUA. Caso isto acontecesse, o sistema seria acionado por uma elaborada rede de sensores posicionados ao redor da Rússia, que por sua vez desencadearia o lançamento de todas as ogivas nucleares do país, incluindo Mísseis Balísticos Russos Intercontinentais (ICBM) em silos terrestres, submarinos nucleares e bombardeiros no mundo inteiro. Antes que a Mão Morta fosse criada, muitos estrategistas militares russos temiam que submarinos nucleares balísticos dos EUA atacassem primeiro. Se os submarinos se movessem furtivamente dentro das águas territoriais da Rússia, eles poderiam atacar com muito pouco aviso prévio. Isso tornaria possível para os americanos destruírem toda a liderança soviética sem provocar uma retaliação por parte da liderança militar da URSS. Para combater essa fraqueza percebida, os soviéticos criaram a Mão Morta para garantir que eles mantivessem uma segunda capacidade de ataque, independentemente do primeiro resultado de ataque dos EUA. Um dos muitos sistemas com que a Mão Morta conta é um interessante sistema de comunicação reserva conhecido como “Perímetro”, que consiste de uma rede de foguetes que são usados ​​para transmitir comandos de lançamento diretamente para os lançadores de mísseis estratégicos. Uma vez que o Perímetro recebesse comandos para prosseguir, os foguetes seriam lançados e começariam a transmitir ordens de lançamento para os locais de lançamento de mísseis continuamente por até 50 minutos. Isso garantiu que, mesmo que as redes de comunicação fossem desativadas, comandos de lançamento ainda podiam ser enviados para os regimentos de mísseis estratégicos no campo e um ataque nuclear poderia prosseguir. No típico raciocínio da Guerra Fria, a Mão Morta era apenas mais um nível de aniquilação empilhado em cima da ideia já aterrorizante de auto-destruição mútua. No entanto, a parte mais assustadora da Mão Morta é o fato de que ela não necessita de intervenção humana. Se um evento, como um asteróide, acionasse seus detectores de qualquer forma que se assemelhasse a um ataque nuclear, a Mão Morta seria mais do que capaz de iniciar o processo de aniquilação nuclear por conta própria. Segundo relatos, ela tentaria entrar em contato com os líderes políticos e militares, e se eles não pudessem ser contatados dentro de um determinado período de tempo, o sistema poderia decidir seu próprio tempo de retaliação. Mas a Rússia teve o bom senso de colocar a intervenção humana em algum lugar dentro deste processo tempos depois. Um bunker subterrâneo profundo abrigava três oficiais de serviço russos que decidiam se deviam ou não começar o apocalipse. Se fosse determinado que um ataque real tinha ocorrido e a liderança de Moscou tinha sido destruída ou estava inacessível, eles eram incumbidos de decidir se deviam ou não iniciar o Perímetro e lançar todos os seus mísseis restantes. Fonte: http://misteriosdomundo.com/

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS PODE CAUSAR DESASTRE APOCALÍPTICO

O aumento de bactérias resistentes a antibióticos não é nenhuma novidade – só no ano passado, diversos alertas foram feitos por médicos e especialistas, e até pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sobre a iminente crise de infecções resistentes a drogas que pode acabar com a medicina moderna. Agora, a diretora-médica da Inglaterra, Dame Sally Davies, afirmou que essa crise é comparável à ameaça do aquecimento global para nossa sociedade. Como existem poucos antibióticos para substituir os remédios que estão ficando comprometidos, no futuro, uma cirurgia de rotina pode se tornar mortal devido à ameaça de infecção. Segundo os especialistas, este é um problema global que precisa de muito mais atenção. Os antibióticos têm sido uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são inimigos fácil e rapidamente adaptáveis que encontram novas maneiras de burlar as drogas. Há crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia nas enfermarias de hospitais de todo o mundo. Hoje em dia, só há um antibiótico útil para tratar a gonorreia. “Podemos nunca ver o aquecimento global – o cenário apocalíptico atual é que, quando eu precisar de um novo quadril daqui 20 anos, morrerei de uma infecção de rotina porque nós não temos mais antibióticos funcionais”, argumenta Sally Davies. “Não há um mercado para fazer novos antibióticos, de modo que, conforme essas bactérias se tornam resistentes, o que fariam naturalmente, mas que estamos acelerando por causa da forma como os antibióticos são usados, não haverá novos remédios”, explica. MEDIDAS URGENTES Se ninguém fizer nada, a Organização Mundial de Saúde prevê que o mundo caminhará para uma “era pós-antibióticos”, no qual “muitas infecções comuns não terão mais uma cura e, mais uma vez, matarão”. “Esse é um assunto muito sério. Precisamos prestar mais atenção a ele. Precisamos de recursos para a vigilância, recursos para lidar com o problema e para obter informações públicas”, afirma Hugh Pennington, microbiologista da Universidade de Aberdeen (Escócia). As empresas farmacêuticas estão ficando sem opções. “Temos de estar cientes de que não vamos ter novos remédios milagrosos, porque simplesmente não há nenhum”, alerta. Enquanto os cientistas não descobrem uma solução para esse problema, as pessoas podem fazer a parte delas especialmente não tomando antibióticos sem ser absolutamente necessário. O uso desses medicamentos em casos desnecessários faz com que diversas variedades de bactérias se tornem resistentes aos antibióticos modernos. FONTE:BBC