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domingo, 9 de julho de 2017

TER ÁCIDO ÚRICO ELEVADO É PERIGOSO?

A hiperuricemia, nome que é dado quando o nível sanguíneo de ácido úrico está elevado, é o principal fator de risco para o desenvolvimento de uma forma de artrite chamada gota. Todavia, se podemos dizer com alguma certeza que todo paciente com gota tem ácido úrico alto, o oposto não é verdadeiro. Vários pacientes têm níveis elevados de ácido úrico, mas nunca desenvolvem crises de gota. Portanto, a dúvida que surge é: ter ácido úrico alto, sem porém desenvolver sintomas, traz algum risco à saúde do paciente?

O que é ácido úrico?

É uma substância produzida pelo fígado após a metabolização das purinas, um conjunto de compostos orgânicos, que inclui entre outros a xantina e a hipoxantina, que estão presentes em diversos tipos de alimentos, principalmente nos de origem animal. Cerca de 40% das purinas são obtidas pela dieta e os 60% restantes são produzidas pelo nosso próprio organismo. Portanto, uma dieta rica em purina é capaz de aumentar significativamente a quantidade de ácido úrico produzido pelo fígado, motivo pelo qual a dieta é uma das principais armas contra a hiperuricemia. O ácido úrico é uma substância com baixa capacidade de solubilização. Em geral, os níveis de AU no sangue precisam estar abaixo de 6,8 mg/dl para que ele fique totalmente diluído. Quanto mais acima desse limite o ácido úrico sanguíneo estiver, maior é o risco dele formar cristais de urato (o urato de sódio é um tipo de sal produzido quando o ácido úrico solidifica-se) e precipitar nas articulações.

Ácido úrico do ponto de vista evolutivo

A gota é uma doença que no reino animal ocorre quase que exclusivamente nos seres humanos. Isso ocorre porque nos grandes primatas, principalmente nos humanos, gorilas e chimpanzés, o ácido úrico é o produto final da metabolização das purinas. Já nos outros mamíferos, o AU é transformado pelo fígado em alantoína, uma substância bem mais solúvel e de mais fácil excreção. A transformação do AU em alantoína é feita através de uma enzima chamada uricase. Há cerca de 13 milhões de anos, o gene que produz a uricase sofreu uma mutação, e a linhagem dos primatas que deu origem aos chimpanzés, gorilas e humanos perdeu a capacidade de metabolizar o ácido úrico. A gota é, portanto, uma herança evolutiva dos primeiros hominídeos. Como nós humanos costumamos ter uma dieta rica em purinas, somos a única espécie que acaba desenvolvendo níveis de ácido úrico sanguíneos acima da sua capacidade de diluição. A concentração de AU no sangue é o resultado do balanço entre a produção pelo fígado e a capacidade dos rins, e em menor parte dos intestinos, de excretar o ácido úrico em excesso. A maioria dos pacientes com hiperuricemia, portanto, apresenta uma dieta rica em purinas e/ou uma redução da sua capacidade renal de excretar o ácido úrico. Estima-se que cerca de 25% dos homens possuem níveis de AU acima de 7,0 mg/dl, valor a partir do qual dizemos que o paciente tem hiperuricemia. Nas mulheres, o risco de hiperuricemia é mais baixo, pois o estrogênio aumenta a capacidade renal de excreção do AU. No sexo feminino, o limite da normalidade é de 6,0 mg/dl. A imensa maioria dos paciente com doenças relacionadas ao ácido úrico são homens. Somente após a menopausa é que a hiperuricemia costuma ser um problema para as mulheres.

Como o ácido úrico deposita-se nos tecidos

Como já explicado, o ácido úrico apresenta maior risco de formar cristais de urato quando a sua concentração sanguínea encontra-se acima de 7,0 mg/dl. Porém, esse não é o único fator que interfere na sua capacidade de diluição. O AU é mais solúvel em temperaturas elevadas e menos solúvel em temperaturas baixas. Ao contrário do sangue, que possui uma temperatura média de 37°C, as articulações são sensivelmente mais frias, apresentando uma temperatura média de 32°C. É por isso que o ácido úrico tem uma tendência a formar cristais e a precipitar ao redor das articulações.
A deposição de urato nas articulações provoca uma intensa reação inflamatória, levando ao quadro conhecido como artrite gotosa, que é uma forma de artrite extremamente dolorosa. Se os níveis de ácido úrico permanecerem elevados por muito tempo, ele pode começar a se depositar em locais mais quentes, como a pele e os rins.

Riscos da hiperuricemia

Nem todo mundo que tem o ácido úrico elevado acaba por desenvolver gota. Não é raro encontrarmos pacientes totalmente assintomáticos com níveis de AU ao redor de 9,0 ou 10 mg/dl. Isso não significa, porém, que o risco não seja elevado. Os pacientes que apresentam ácido úrico alto apresentam maior chance de desenvolver 3 tipos de doença: - Gota; - Cálculos renais; - Nefropatia por urato.

Risco de gota em pacientes com ácido úrico elevado

O risco de desenvolver gota vai se tornando cada vez maior conforme os níveis sanguíneos de AU vão se elevando acima de 7,0 mg/dl. Após 15 anos de hiperuricemia com valores entre 7,1 e 8,9 mg/dl, cerca de 10% dos pacientes acabam por desenvolver episódios de artrite gotosa. O risco de gota começa a se tornar muito alto a partir do valor de 9,0 mg/dl. Estudos mostram que após apenas 5 anos de ácido úrico maior que 9,0 mg/dl, cerca de 1/4 dos pacientes desenvolve crises de gota. Algumas características clínicas dos pacientes aumentam a chance da sua hiperuricemia evoluir para gota. São elas: - Elevado consumo e bebidas alcoólicas; - Estar com sobrepeso; - Ter diabetes mellitus; - Estar medicado com diuréticos ou outros medicamentos para hipertensão arterial; - Ter uma dieta rica em carnes.

Risco de gota tofácea nos pacientes com ácido úrico elevado

Após cerca de 20 anos de gota e hiperuricemia mal tratada, o paciente começa a desenvolver tofos nas suas articulações e pele. As lesões são provocadas por inflamação e deposição crônica de cristais de urato nestes sítios. O tofos podem ser múltiplos, grandes e frequentemente provocam deformidades, principalmente nas mãos, cotovelos ou pés.

Risco de cálculo renal em pacientes com ácido úrico elevado

A hiperuricemia crônica também pode estar relacionada ao surgimento de cálculos renais compostos por ácido úrico. Ao contrário da gota, que está intimamente ligada aos níveis sanguíneos de AU, a formação de pedras nos rins depende mais do pH da urina e da quantidade de ácido úrico excretado pelos rins. Os pacientes sob maior risco são aqueles com pH da urina persistentemente abaixo de 5.5 e uma excreção urinária de ácido úrico maior que 1100 mg por dia (o valor normal é menos que 800 mg/dia). Um valor assim tão elevado de ácido úrico na urina só costuma ocorrer nos pacientes com hiperuricemia acima de 9,0 mg/dl.

Risco de nefropatia por urato em pacientes com ácido úrico elevado

Uma outra forma de doença renal provocada pela hiperuricemia é a deposição de ácido úrico nos rins, o que provoca inflamação renal e risco de insuficiência renal crônica. Felizmente, esse tipo de lesão só ocorre nos pacientes com valores muito elevados de ácido úrico, geralmente maiores que 13 mg/dl nos homens ou 10 mg/dl nas mulheres.

Outras possíveis doenças relacionadas com o ácido úrico elevado

Alguns estudos mostram uma clara relação entre os níveis de AU e uma maior incidência de doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes. O problema é que não se conseguiu até o momento estabelecer uma relação causal entre esses dois fatores. Por exemplo, sabemos que pacientes hipertensos costumam ter valores de AU elevados, mas isso não significa que a hiperuricemia seja a causa da hipertensão. Corroborando com esse pensamento está o fato da redução dos valores do ácido úrico com medicamentos não alterar em nada a hipertensão do paciente.

Quando o ácido úrico deve ser tratado

A hiperuricemia deve ser tratada sempre que o paciente tiver alguma doença relacionada com a deposição de cristais de urato (nefropatia por urato, nefrolitíase ou gota). Não há indicação para tratar os pacientes com hiperuricemia assintomática, a não ser nas seguintes situações: - Valores sanguíneos de ácido úrico persistentemente acima de 13 mg/dl nos homens ou 10 mg/dl nas mulheres. - Pacientes com hiperuricemia acima de 8 mg/dl e com excreção urinária de ácido úrico maior que 1100 mg por dia. Em ambas situações, o medicamento indicado é o alopurinol.

Dieta apara baixar o ácido úrico

Todo paciente com níveis de AU que maiores que 7,0 mg/dl nos homens ou 6,0 mg/dl nas mulheres devem ser estimulados a evitar alimentos ricos em purinas. Alguns exemplos são: - Carnes: bacon, porco, vitela, cabrito, carneiro, miúdos (fígado, coração, rim, língua). - Peixes e frutos do mar: salmão, sardinha, truta, bacalhau, ovas de peixe, caviar, marisco, ostra, camarão. - Aves: peru e ganso. - Bebidas alcoólicas. Além de evitar alimentos ricos em purinas, o paciente também deve tentar perder peso (se estiver com IMC acima de 25) e beber pelo menos 1,5 a 2 litros de água por dia. fonte: mdsaude.com/2017/05/acido-urico-alto.html

quinta-feira, 15 de junho de 2017

POR QUE É PERIGOSO RECARREGAR O CELULAR EM LUGARES PÚBLICOS

Recarregar bateria fora de casa pode oferecer riscos[Getty images] É uma situação bastante comum. A bateria do seu celular acaba e você, no aeroporto, café ou transporte público, coloca o aparelho para recarregar. Especialistas em segurança alertam, no entanto, que isso pode levar apuros - logo, demanda precauções. "Quando você conecta seu telefone ou tablet (a pontos de recarga) em lugares públicos - um aeroporto, por exemplo -, se um hacker passou por ali antes, ele pode extrair informações do seu aparelho", explicou Samuel Burke, repórter de tecnologia da rede americana de TV CNN, em um programa especial sobre o assunto. Além disso, usar um cabo USB para recarregar o celular conectando-o a um computador ou tablet que você não conhece também está longe de ser a melhor opção. Segundo a empresa de segurança cibernética russa Kaspersky Lab, os celulares deixam expostos um grande número de dados quando estão conectados a computadores, um processo que, no jargão técnico, os especialistas chamam de "aperto de mão". Durante o "aperto de mão", o telefone passa, pelo cabo, informações para o computador. Ele "conta" à máquina, por exemplo, como se chama, qual é seu fabricante, número de série, sistema operacional e até sua lista de arquivos. A partir daí, seu celular pode ficar "infectado" e é possível que uma pessoa monitore as atividades do aparelho usando o ID (código de identificação) do dispositivo, explicam os especialistas da empresa. Entre as consequências mais comuns do "aperto de mão" está a possível invasão do dispositivo por um programa maléfico, malware em inglês, e que pode, por exemplo, bloquear seu acesso a arquivos. Para devolver esse acesso, muitos hackers tentam obrigar o usuário a pagar um "resgate". Outra possível consequência é que vírus podem infectar o aparelho e, disfarçados de páginas oficiais, obter informações pessoais do usuário, como dados bancários.

'Juice-jaking'

Em texto no jornal americano The New York Times, a repórter de tecnologia da publicação, J.D. Biersdorfer, disse que a cópia de dados telefônicos de uma pessoa sem seu consentimento - chamada de "juice-jaking" - "foi demonstrada em convenções de hackers". "É perfeitamente possível transferir programas maléficos para um telefone a partir da conexão USB de um computador ou dispositivo em ponto público de recarga, por exemplo, em aeroportos ou shopping centers", explicou Biersdorfer. "Em 2016, a Federal Trade Commission dos Estados Unidos (Comissão Federal de Comércio, FTC na sigla em inglês) recomendou a consumidores que não conectassem seus smartphones a sistemas de entretenimento por meio de um porto USB ou conexão Bluetooth em carros alugados", escreveu a especialista. A razão, segundo Biersdorfer, é que o sistema é capaz de importar e armazenar dados do seu telefone - como registros de chamadas, contatos e endereços que você solicitou ao GPS (Global Positioning System, instrumento de navegação embutido em computadores e smartphones que se baseia em sinais de rádio emitidos por satélites artificiais). Por isso, a FTC aconselha que, em vez de utilizar a conexão de saída do USB, o consumidor conecte seu aparelho na tomada elétrica do carro por meio de um cabo compatível. Detalhe: esse é apenas um exemplo de "juice-jaking".

Recomendações

- Utilize as funções de encriptação e autenticação do seu celular para proteger seus dados e arquivos. Elas podem ser encontradas entre os ajustes de segurança do aparelho. - Use um bom antivírus. - Não recarregue seu celular em computadores e pontos de recarga que não sejam de sua confiança. - Se você decidir correr o risco e recarregar em um local menos confiável, não desbloqueie o aparelho durante a recarga. - Use um cabo USB especial, que te permita recarregar o telefone mas, ao mesmo tempo, evite a transferência de dados. - Faça a recarga com o aparelho desligado - Proteja seu telefone com uma boa senha. - Seja cauteloso com os aplicativos que você instala. fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40022162

sábado, 15 de abril de 2017

CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A TEMIDA ARANHA MARROM

Você conhece as temidas aranhas marrons? Pois, dependendo de onde você mora, talvez essas criaturinhas não imponham muito risco para a população. Contudo, em algumas localidades — especialmente aquelas nas quais os predadores naturais dessa espécie tenham desaparecido — elas são bastante comuns e ativas, e é bom ficar esperto com esses aracnídeos. Do gênero Loxosceles sp, as aranhas marrons se caracterizam por contar com 3 pares de olhos — em vez de quatro, como a maioria das espécies — e algumas apresentam o desenho de uma estrela no cefalotórax, parte do corpo que agrupa a cabeça e o tórax. Além disso, o abdome desses aracnídeos costuma ser coberto por pelos bem fininhos e ter coloração marrom uniforme, dando a eles uma aparência aveludada. As patinhas — longas e finas — das aranhas também são cobertas por esses pelinhos. Seus corpos medem cerca de 1 centímetro de comprimento por meio centímetro de largura, e os machos costumam ser menores e ter patinhas mais longas do que as fêmeas. Contando com as patas, as aranhas marrons geralmente não ultrapassam mais do que apenas 3 ou 4 centímetros de diâmetro, mas não se deixe enganar pelo pequeno porte dessas criaturas! Apesar de não serem agressivas, as picadas são venenosas, e todo mundo que tiver um encontro desafortunado com uma aranha marrom deve procurar ajuda médica. O problema é que, como as picadas não são dolorosas, muitas vezes elas passam despercebidas. O desconforto costuma aparecer algumas horas depois do ataque, acompanhado de sintomas como vermelhidão, inchaço, queimação, coceira, surgimento de uma mancha roxa e bolhas.
Após alguns dias, outros sinais podem aparecer, como dor de cabeça e pelo corpo, mal-estar, febre, náusea e necrose da região picada — cuja gangrena pode chegar a afetar uma área equivalente ao tamanho de uma mão humana e deixar cicatrizes bem feias. Em casos mais raros, as vítimas ainda podem sofrer falência renal, convulsões, icterícia, urinar sangue e entrar em coma. Vale lembrar que as reações que descrevemos acima dependem da quantidade de veneno injetado pela aranha e da sensibilidade de cada um à toxina. Na maioria dos casos a picada se cura sozinha sem deixar vestígios ou cicatrizes. Entretanto, caso você tenha o azar de ser picado por uma aranha marrom, não espere a coisa se complicar para procurar ajuda! Assim que você perceber os primeiros sinais da picada, corra para um hospital. Por sorte, as aranhas marrons costumam ser tímidas e gostam de se esconder em abrigos escuros, quentes e secos. Em ambientes externos, essas criaturinhas geralmente “montam acampamento” em locais como buracos, folhas secas, cascas de árvores etc. Já nas casas, elas gostam de ocupar cantinhos como caixas, atrás de armários e quadros, assim como estantes e livros. Na verdade, os seres humanos não fazem parte de seu “cardápio”, já que as aranhas marrons têm predileção por pequenos insetos, como cupins, traças e formigas. No entanto, nas casas elas também podem se esconder em locais como sapatos, toalhas, roupas, lençóis e cobertores, e é aí que os acidentes com pessoas acontecem. Comentamos lá no início da matéria que apenas a população de determinadas localidades sofre com os ataques das aranhas marrons — como é o caso de várias cidades do estado do Paraná, incluindo a capital, Curitiba —, especialmente por conta da falta de seu principal predador natural, a lagartixa. Assim, se você quiser evitar que essas aranhas invadam a sua casa, cultive um pequeno time de devoradoras de aranhas! FONTES: saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=357 // http://ambientes.ambientebrasil.com.br/urbano/artigos_urbano/aranha_marrom.html // https://medlineplus.gov/ency/article/002859.htm // livescience.com/39996-brown-recluse-spiders.html

domingo, 20 de dezembro de 2015

DORMIR DEMAIS PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE

Um novo estudo sugere que dormir demais, juntamente com períodos longos de inatividade, fazem mal para a saúde. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que passam a maior parte do dia sentadas e dormindo demais podem ser tão propensas a morrer mais cedo quanto as pessoas que fumam ou bebem muito. O estudo do Instituto Sax incluiu mais de 230.000 pessoas na Austrália com 45 anos ou mais. Os pesquisadores anotaram em quantos comportamentos insalubres cada participante estava envolvido, incluindo fumar, beber álcool, comer alimentos pouco saudáveis, ser inativo fisicamente, dormir demais (que os investigadores definiram como mais de 9 horas por noite). Cerca de 30% dos participantes relataram envolvimento em 2 ou 3 dos comportamentos. Depois de 6 anos, cerca de 16.000 pessoas no estudo haviam morrido.

Combinação mortal

Os pesquisadores descobriram que pessoas que não eram fisicamente ativas tinham 1,6 vezes mais probabilidade de morrer do que aqueles que eram fisicamente ativos (algo definido pelo estudo como “a realização de mais de 150 minutos de moderada a vigorosa atividade física a cada semana”). Mas o estudo também mostrou que a combinação de inatividade física com o comportamento sedentário, ou inatividade física com dormir demais, estava tão fortemente associada à mortalidade entre os participantes quanto a combinação de fumar e beber muito. “A inatividade física sozinha teve uma forte associação com a mortalidade”, afirma Melody Ding, autora principal do estudo e pesquisadora sênior da Escola de Saúde Pública de Sydney, da Universidade de Sydney, na Austrália. Ding conta que, quando as pessoas combinaram a inatividade física com muitas horas de sono e longos períodos sentadas, os efeitos negativos foram ainda mais dramáticos, com o risco combinado de morte aumentando em até quatro vezes mais do que naqueles que eram sedentários e dormiam muito, mas pelo menos faziam algum exercício. Os pesquisadores ressaltaram que não incorporaram outras práticas de estilo de vida a longo prazo ou condições que possam ter desempenhado um papel no aumento nos riscos de mortalidade de alguns participantes. Além disso, as interpretações de seus comportamentos e seus impactos na saúde dos participantes podem ter falhas.

Movimentar é a resposta

Embora a conclusão do estudo, de que comportamentos mais saudáveis ​​podem reduzir o risco de mortalidade, pareça ser um exemplo óbvio, pode apresentar novas estratégias para prolongar a vida. “A atividade física é um fator para abordar em primeiro lugar”, aponta Ding. Se certas combinações de comportamentos de risco representam mais uma ameaça do que os comportamentos de risco por conta própria, eliminar pelo menos um deles já é uma boa escolha para a saúde de forma global. FONTE:livescience.com/53064-sitting-sleeping-health-risk.html

domingo, 31 de maio de 2015

CONHEÇA AS 11 COBRAS MAIS VENENOSAS E PERIGOSAS DO MUNDO

Cobras venenosas são o tipo de coisa que a gente considera sinônimo de “corra, meu amigo, corra”. Mas, saber exatamente quando esse é o caso, elaboramos essa lista para você. É verdade que não é uma lista agradável do mundo, mas na pior das hipóteses, é muito útil. Não desejo que você encontre uma cobra peçonhenta por aí, mas pelo menos agora você vai saber reconhecer as 10 piores delas, e tentar (o máximo que puder) ficar longe. Cobras venenosas: corra antes de ver!

1. Cascavel

Quando o assunto são “cobras venenosas”, ela não pode ficar de fora. A cascavel é facilmente identificável pelo chocalho na ponta de sua cauda. Elas fazem parte da família da jararaca. Única serpente das Américas dessa lista, a cascavel representa bem seu continente. Surpreendentemente, os filhotes são considerados mais perigosos do que os adultos, devido à sua incapacidade de controlar a quantidade de veneno injetado. A maioria das espécies de cascavel tem veneno hemotóxico, que destrói tecidos, órgãos e causa coagulopatia (interrompe a coagulação do sangue). Cicatrizes permanentes são muito prováveis no caso de uma picada venenosa. Mesmo com tratamento imediato, sua mordida pode levar à perda de um membro ou à morte. Dificuldade em respirar, paralisia, salivação e hemorragias também são sintomas comuns. Mordidas de cascavel, especialmente de espécies maiores, são muitas vezes fatais. No entanto, antiveneno, quando aplicado a tempo, reduz a taxa de mortalidade para menos de 4%.

2. Cobra-da-morte

Apropriadamente chamada cobra-da-morte, essa é uma das cobras venenosas mais perigosas do mundo. A espécie é encontrada na Austrália e Nova Guiné e faz valer seu nome. Ela caça e mata outras serpentes, inclusive algumas dessa lista, geralmente através de emboscada. Parece bastante com as víboras, já que tem cabeça em formato triangular e corpos pequenos e achatados. Normalmente, injeta em torno de 40 a 100mg de veneno nas vítimas. Uma mordida não tratada da cobra-da-morte é uma das mais perigosas do mundo. O veneno é uma neurotoxina; uma picada provoca paralisia e pode causar a morte dentro de 6 horas, devido à insuficiência respiratória. Os sintomas geralmente alcançam seu auge em 24 a 48 horas depois do ataque. Antiveneno é muito bem sucedido no tratamento de sua mordida, particularmente devido à progressão relativamente lenta dos sintomas. Antes de desenvolvimento do antiveneno, uma mordida da cobra-da-morte tinha uma taxa de letalidade de 50%. Com o ataque mais rápido no mundo, a cobra-da-morte pode ir do chão à posição de ataque (e voltar) dentro de 0,13 segundos.

3. Víboras

Elas são encontradas em quase todo o mundo, mas sem dúvida a mais venenosa é a víbora serrilhada e a víbora de Russel, encontradas principalmente no Oriente Médio e na Ásia Central (especialmente Índia, China e Sudeste Asiático). Víboras são cobras venenosas rápidas e geralmente noturnas, muitas vezes ativas após chuvas. A maioria das espécies tem veneno que causa dor no local da picada, seguido imediatamente de inchaço do membro afetado. A hemorragia é um sintoma comum, especialmente a partir da gengiva. Há uma queda da pressão arterial e da frequência cardíaca. Bolhas ocorrem no local da picada. A necrose é geralmente superficial e limitada aos músculos perto da mordida, mas pode ser severa em casos extremos. Vômito e inchaço facial ocorrem em aproximadamente um terço dos casos. A dor severa pode durar de 2 a 4 semanas. Descoloração pode ocorrer em toda a área inchada, além de extravasamento de plasma para o tecido muscular. A morte por septicemia, insuficiência respiratória ou cardíaca pode ocorrer entre 1 e 14 dias após a mordida, ou mesmo mais tarde.

4. Naja

A maioria das espécies de naja não entraria nessa lista, mas a cobra cuspideira das Filipinas do Norte é a exceção. Seu veneno é o mais mortal de todas as espécies de naja, e elas são capazes de cuspi-lo até 3 metros longe. O veneno é uma neurotoxina que afeta a função cardíaca e respiratória, e pode causar neurotoxicidade, paralisia respiratória e morte em 30 minutos. Sua picada provoca apenas danos mínimos no tecido. Os sintomas podem incluir dores de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, tontura, desmaio e convulsões.

5. Serpente-tigre

Encontrada na Austrália, essa cobra tem um veneno neurotóxico muito potente. A morte por mordida de serpente-tigre pode ocorrer dentro de 30 minutos, mas normalmente leva 6 a 24 horas. Antes do desenvolvimento de um antídoto, a taxa de mortalidade de serpentes-tigre era de 60 a 70%. Os sintomas podem incluir dor localizada na região do pé e pescoço, formigamento, dormência e sudorese seguida por dificuldades respiratórias e paralisia. Essa cobra geralmente foge se encontrada, mas pode se tornar agressiva quando encurralada. Ataca com precisão infalível.

6. Mamba-negra

A mamba-negra é encontrada em muitas partes do continente africano. Elas são conhecidas por sua agressividade e ataque de precisão mortal. Elas também são as cobras venenosas terrestres mais rápidas do mundo, capazes de atingir velocidades de até 20 km/h. Podem atacar 12 vezes seguidas. Uma única mordida é capaz de matar entre 10 e 25 adultos. Seu veneno é uma neurotoxina de ação rápida. A mordida fornece cerca de 100 a 120 mg de veneno, em média, no entanto pode fornecer até 400 mg. Se o veneno atingir uma veia, 0,25 mg/kg é suficiente para matar um ser humano em 50% dos casos. O sintoma inicial da picada é dor local na área da mordida, embora não tão grave quanto de cobras venenosas com venenos hemotóxicos. A vítima experimenta uma sensação de formigamento na boca e extremidades, visão dupla, confusão, febre, salivação excessiva (incluindo espuma na boca e no nariz) e ataxia acentuada (falta de controle muscular). Se a vítima não receber atenção médica, os sintomas progridem rapidamente para graves dores abdominais, náuseas e vômitos, palidez, choque, nefrotoxicidade, cardiotoxicidade e paralisia. Eventualmente, a vítima experimenta convulsões, parada respiratória, coma e morte. Sem antiveneno, a taxa de mortalidade da cobra é de quase 100%, entre os mais altos de todas as serpentes venenosas. Dependendo da natureza da picada, a morte pode vir entre 15 minutos e 3 horas.

7. Taipan

Essa cobra da Austrália tem um veneno forte o suficiente para matar até 12.000 porquinhos-da-índia. Já foi comparada a mamba-preta africana na morfologia, ecologia e comportamento. Seu veneno coagula o sangue da vítima, bloqueando as artérias ou veias. Também é altamente neurotóxico. Antes do desenvolvimento de antídotos, não havia sobreviventes conhecidos de uma picada de Taipan. A morte ocorre tipicamente dentro de uma hora. Mesmo com o sucesso na administração de um antiveneno, a maioria das vítimas tem uma estadia extensa em cuidados intensivos.

8. Krait malasiana

Encontrada em todo o sudeste da Ásia e da Indonésia, mesmo com antiveneno, 50% das mordidas dessa cobra são fatais. Antes do desenvolvimento de um antídoto, sua letalidade era de 85%. Kraits caçam e matam outras serpentes, mesmo canibalizando outras Kraits. Elas são uma raça noturna, e são mais agressivas sob a escuridão. No entanto, em geral são muito tímidas e preferem se esconder a lutar. Seu veneno é uma neurotoxina, 16 vezes mais potente que o de uma naja. Rapidamente induz a paralisia muscular, seguida por um período de enorme excesso de excitação (câimbras, tremores, espasmos), que finalmente termina em total paralisia. Felizmente, picadas de Kraits são raras devido à sua natureza noturna. Mesmo que o antiveneno for administrado a tempo, a pessoa está longe da sobrevivência garantida. A morte geralmente ocorre dentro de 6 a 12 horas. Mesmo se o paciente chegar ao hospital, levando em consideração o tempo desse transporte, coma permanente e até mesmo morte cerebral por hipóxia podem ocorrer.

9. Cobra marrom

Como muitas outras, a cobra marrom também prefere morar na Austrália (pensando duas vezes antes de ir pra lá, não?). Não deixe seu nome inócuo lhe enganar: cerca 1/500 gramas de seu veneno é suficiente para matar um ser humano adulto. De sua espécie, é a mais venenosa. Mesmo filhotes podem matar um ser humano. Ela se move rapidamente, podendo ser agressiva em certas circunstâncias. Houve casos em que perseguiu seus agressores e os atacou repetidamente. Seu veneno contém neurotoxinas e coagulantes de sangue. Felizmente para os seres humanos, menos da metade de suas picadas contém veneno, e elas preferem não morder se possível. Apenas reagem ao movimento, então fique muito parado se encontrá-la alguma vez na vida.

10. Cobra-de-barriga-amarela ou taipan-do-interior

Essa espécie tem o veneno de cobras venenosas terrestres mais tóxico do mundo. A produção máxima registrada por uma mordida é de 110mg, o suficiente para matar cerca de 100 seres humanos, ou 250.000 ratos. Ela é 10 vezes mais venenosa que a cascavel, e 50 vezes mais venenosa do que a naja comum. Felizmente, a taipan-do-interior não é particularmente agressiva e é raramente encontrada pelo homem na natureza. Nenhuma fatalidade já foi registrada, embora ela pudesse matar um ser humano adulto em 45 minutos.

11. Serpente marinha de bico

Essa cobra marinha é encontrada nas águas do sudeste asiático e na Austrália setentrional. É a serpente mais venenosa conhecida do mundo: alguns miligramas de seu veneno são fortes o suficiente para matar 1.000 pessoas. Porém, menos de um quarto de suas mordidas contém veneno; elas são relativamente dóceis. Pescadores são geralmente as vítimas dessas picadas, quando encontram as espécies em redes lançadas ao mar. FONTE: listverse.com/2011/03/30/top-10-most-venomous-snakes

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

POR QUE PROCURAMOS PELO PERIGO PARA NOS SENTIRMOS VIVOS?

Assumir riscos que vão muito além do que poderia ser considerado aceitável na busca pelo prazer. Tudo isso em busca da reação química provocada pela adrenalina jorrando no corpo por alguns segundos gerando uma sensação de grande vitalidade, mesmo que a morte possa ter batido à porta alguns momentos antes. Esse tipo de comportamento tem se tornado cada vez mais comum na sociedade moderna. Os norte-americanos até criaram uma palavra para descrever as pessoas com essas características. São os risk-takers. Em uma tradução livre para o português, a expressão serve para descrever aqueles indivíduos que arriscam tudo, inclusive a vida, para tornar sua existência menos monótona.

Noção das consequências existe, mas danos são desconsiderados

As pessoas não desconsideram a existência de riscos quando assumem tal comportamento. Elas fazem isso de forma consciente e deliberada, mesmo sabendo das consequências. O fato é que não gastam muito tempo analisando os danos que suas atitudes podem causar e continuam realizando o que querem em busca da dose de adrenalina que lhes dá a sensação de prazer. A psiquiatria ainda não classificou esse tipo de comportamento como uma doença. Na realidade, sequer há um consenso de que se trata de uma patologia. Geralmente, a associação que se faz é com o BPD (sigla em inglês para Borderline Personality Disorder - transtorno de personalidade no limite das emoções). Pessoas que bebem e dirigem sem ter as mínimas condições de fazê-lo, apostadores compulsivos, quem faz sexo com estranhos sem usar preservativos, quem usa drogas de forma descontrolada e quem não hesita em brigar somente para não levar desaforo para casa pode ser incluído nesse grupo que assume qualquer risco, por maior que seja, na busca pelo prazer. Todavia, a busca pela adrenalina extra pode não estar apenas em situações condenáveis pela sociedade. Eventualmente, ela é disponibilizada em momentos socialmente corretos e relacionados ao fisico em esportes chamados radicais como pára-quedismo, vôo-livre, mergulho, corrida de carros, escalada, canoagem, entre outros. Não há total concordância de que tal comportamento possa ser considerado uma doença. Uma corrente da psiquiatria simplesmente considerada esse tipo de atitude como um comportamento isolado e, mesmo aceitando que se trata de uma personalidade perigosa, analisa que ela contribuiria para a evolução da espécie gerando descendentes mais corajosos.

BPD pode ser diagnosticado por vários sinais

Mesmo que o comportamento de risco por si só não possa ser considerado uma doença, ele certamente é um fator importante que pode e deve ser considerado em quadro mais amplo como sintoma do transtorno de personalidade no limite das emoções. O diagnóstico do BPD pode ser feito através da manifestação vários sinais. Eis alguns sintomas que podem indicar sua presença: 1) emoções muito intensas que surgem e desaparecem com frequência 2) episódios de depressão ou ansiedade extrema 3) comportamento de auto-flagelação, incluindo auto-mutilação 4) comportamento impulsivo e de risco, como direção perigosa, maratonas de jogos de azar, consumo de drogas ilícitas 5) expressões inadequadas de raiva que por vezes podem se transformar em confrontos físicos 6) dificuldade em controlar os impulsos 7) comer emocional, incluindo compulsão alimentar, anorexia, bulimia 8) comportamento suicida 9) medo de estar sozinho 10) sentido instável de identidade

Pessoa com comportamento de risco têm sentimentos dúbios

As pessoas que possuem um comportamento de risco geralmente não têm um sentimento claro a respeito de si mesmas. Muitas vezes se sentem inúteis ou fracassadas. Isso as leva a tentar se afastar dos outros com crises de humor. Seus relacionamentos tendem a ser turbulentos. Elas podem idealizar as demais pessoas e em seguida mudar completamente seu modo de agir por pequenos deslizes ou mal-entendidos.

Genética, ambiente e cérebro influenciariam na doença

Não se sabe exatamente a causa desse transtorno. A medicina aponta, a princípio, três fatores como possíveis motivadores da condição. A genética, questões ambientais e anormalidades cerebrais. Alguns estudos mostraram que os transtornos de personalidade em famílias com gêmeos podem ser herdados. Outras pesquisas exibiram que pessoas que sofreram abuso na infância também têm maior probabilidade a desenvolver uma personalidade no limite das emoções. Também houve pesquisas que relataram alterações em determinadas áreas do cérebro envolvidas na regulação da emoção, impulsividade e agressividade em indivíduos que sofrem dessa condição. O tratamento indicado envolve psicoterapia e eventualmente o uso de substâncias químicas como reguladores de humor. fonte:casa.hsw.uol.com.br/por-que-procuramos-pelo-perigo-para-nos-sentirmos-vivos

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CUIDADOS COM OS CORANTES DOS ALIMENTOS

A legislação brasileira em relação aos corantes alimentícios é mais permissiva que a dos Estados Unidos, Áustria e Noruega, tanto que muitas substâncias aqui usadas são proibidas nesses países. Assim, há motivos de sobra para que a presença de corantes seja destacada no rótulo dos alimentos e medicamentos, especialmente os voltados ao público infantil. A legislação brasileira em relação aos corantes alimentícios é mais permissiva que a dos Estados Unidos, Áustria e Noruega, tanto que muitas substâncias aqui usadas são proibidas nesses países. Assim, há motivos de sobra para que a presença de corantes seja destacada no rótulo dos alimentos e medicamentos, especialmente os voltados ao público infantil. Além das reações alérgicas que podem acometer qualquer pessoa, estudos recentes apontam que corantes e conservantes podem estar relacionados à hiperatividade e a distúrbios de concentração em crianças. Por isso, fique de olho na embalagem do produto e conheça os principais efeitos associados a cada tipo de corante:

Corante: Amarelo crepúsculo

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Pode provocar: Reações anafilactoides, angioedema, choque anafilático, vasculite e púrpura. Reação cruzada com paracetamol, ácido acetilsalicílico, benzoato de sódio (conservante) e outros corantes azoicos como a tartrazina. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.

Corante: Amarelo quinolina

Pode provocar: Suspeito de causar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio.

Corante: Amarelo tartrazina.

Pode provocar: Reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmo, urticária, eczema, dor de cabeça, eosinofilia e inibição da agregação plaquetária à semelhança dos salicilatos. Insônia em crianças associada à falta de concentração e impulsividade. Reação alérgica cruzada com salicilatos (ácido acetilsalisílico), hipercinesia em pacientes hiperativos. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. No Brasil, nos EUA e na Inglaterra seu uso deve ser indicado nos rótulos.

Corante: Azul brilhante

Pode provocar: Irritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça.

Corante: Vermelho 40

Pode provocar: Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça.

Corante: Vermelho ponceau 4R

Pode provocar: Relacionado a anemia e doenças renais, associado a falta de concentração e impulsividade e pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido nos EUA e na Finlândia.

Corante: Vermelho eritrosina

Pode provocar: Suspeito de causar câncer de tireoide em ratos. Banido nos EUA e na Noruega.

Corante: Vermelho bordeaux

(mistura de amaranto e azul brilhante). Pode provocar: Crises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia. FONTE:idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/cuidados-com-os-corantes-dos-alimentos

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

OS RIOS DO MUNDO INTEIRO ESTÃO EM PERIGO

A água doce é amplamente considerada o recurso mais essencial do mundo – sustenta não apenas as formas de vida vida como também o desenvolvimento econômico. Durante muitos milênios, os humanos têm exercido uma influência crescente sobre os recursos de água doce. Rios, em especial, foram alterados com a construção de barragens, irrigação e outras práticas agrícolas e de engenharia. Agora, segundo um novo estudo, os rios do mundo inteiro estão em crise, e isso poderia ter um impacto terrível sobre as 5 bilhões de pessoas que vivem perto deles, e que precisam da água doce, bem como para milhares de espécies que os habitam. As novas descobertas sobre a ameaça aos rios é a primeira iniciativa de escala global para quantificar o impacto de estressores em seres humanos e na biodiversidade ribeirinha. Foram produzidos uma série de mapas que documentam a influência de vários tipos de ameaças à qualidade da água e a vida aquática em sistemas fluviais de todo o planeta. Nos últimos tempos, a poluição química, a população humana crescente e a redistribuição global de plantas, peixes e outras espécies animais – todas criaturas “invasoras”, que não são originárias do local em que se encontram – tiveram efeitos de longo prazo sobre os rios e seus habitantes aquáticos. Então, os pesquisadores criaram mapas integrados com 23 diferentes itens, como poluição, barragens e represas, uso excessivo de água, escoamento agrícola, perda de zonas úmidas, e introdução de espécies invasoras, e os fundiram em um único índice. No passado, foram feitos estudos que lidaram com um problema de cada vez. Mas a pesquisa recente oferece uma imagem mais rica e mais significativa, pois todas as ameaças foram consideradas simultaneamente. Os pesquisadores notaram que os rios em diferentes partes do mundo estão sujeitos a tipos semelhantes de problemas, independentemente da sua presença em um país desenvolvido ou em desenvolvimento. Alguns desses impasses são a intensificação da agricultura, o desenvolvimento industrial, a modificação do habitat ao redor do rio e outros fatores. Alguns dos mais altos níveis de ameaça estão nos rios dos Estados Unidos e da Europa. Segundo os pesquisadores, os americanos pensam que seus problemas de poluição da água estão sob controle, mas o fato é que eles ainda enfrentam desafios enormes. Os cientistas também disseram que os rios representam a única fonte de recursos hídricos renováveis para os seres humanos, e que após o mapeamento destas diversas fontes de ameaça, eles puderam observar uma síndrome global de degradação dos rios. Um dos objetivos do projeto é apoiar protocolos internacionais que serão utilizados para proteger os sistemas de água no mundo. FONTE: OurAmazingPlanet.com/earths-rivers-in-crisis-state-report-concludes--0587/

domingo, 24 de agosto de 2014

CONHEÇA O VERME BOBBIT, QUE PODE TE CORTAR EM DOIS

Muitas das criaturas mais assustadoras do mundo vivem no fundo do mar, das mais famosas como baleias e tubarões até as menos conhecidas, mas igualmente terríveis, como o verme Bobbit. Cientificamente nomeado Eunice aphroditois, e também chamado de verme gigante de corais, esse bicho ganhou o apelido de “Bobbit” graças a um fotógrafo subaquático que decidiu, há duas décadas, que seus métodos de caça eram semelhantes ao caso da família Bobbitt de 1993. O incidente envolveu Lorena Bobbitt cortando quase metade do “membro” de seu marido fora. E. aphroditois é semelhante, seja por suas mandíbulas abertas lembrarem uma tesoura, seja porque seu corpo se assemelha a um pênis ereto. O apelido é um pouco impreciso, entretanto, já que a Sra. Bobbitt usou uma faca, e não uma tesoura, para cortar seu marido. Mais perigoso ainda é o verme Bobbit, que não precisa de nenhum objeto para lhe cortar em dois. Fica o aviso: não nade em águas quentes em profundidades de 10 a 40 metros, onde o verme é geralmente encontrado. Com um corpo extraordinariamente grande em comprimento, ele é muito capaz de cortar o seu membro fora. A criatura passa a maior parte do tempo enterrada sob a areia do fundo do mar, com apenas uma parte de seu corpo para fora, onde ele tem cinco antenas para detectar suas presas, geralmente vermes menores e peixes. Para pegar o alimento escolhido, ele usa um aparelho digestivo complexo, que pode girar de dentro para fora como os dedos de uma luva, com mandíbulas afiadas na extremidade, que se fecham rapidamente como uma tesoura. Presas infelizes são por vezes cortadas em duas por causa da velocidade e força dos ataques do verme Bobbit. Humanos podem levar picadas desagradáveis se estiverem por perto. Quando uma presa é capturada, o verme volta para a sua toca para se alimentar. Na falta de seus alimentos preferidos, ele também come algas e outras plantas marinhas ao redor da superfície de sua toca.

VERME GIGANTE

Desde o século 19, biólogos marinhos consideram o E. aphroditois um dos maiores poliquetas – uma classe de vermes segmentados, principalmente marinhos. O Bobbit tem em média um metro de comprimento, mas exemplares de três metros já foram descobertos. Hiro’omi Uchida, diretor-assistente do Parque Marinho Kushimoto no Japão, descreveu um verme desses encontrado escondido em uma embarcação em 2009. “Não se sabe quando o espécime entrou pela primeira vez no barco, parado naquele porto há 13 anos”, disse.
Com 2,77 metros, cerca de 450 gramas e com 673 segmentos, o verme foi um dos maiores exemplares de E. aphroditois já encontrados. Naquele mesmo ano, um espécime de 1,22 metros de comprimento foi descoberto no aquário Blue Reef Aquarium, em Newquay, sul do Reino Unido. Os trabalhadores do aquário notaram que o coral tinha sido devastado e, em alguns casos, cortado pela metade. Peixes também foram encontrados feridos. Sem ter explicação satisfatória para os eventos, os funcionários precisaram desmontar tudo, pedra por pedra, somente para encontrar o verme. Funcionários acreditam que o animal, que eles apelidaram de Barry, pegou uma carona para o aquário escondido dentro de um pedaço de coral quando era jovem, ficando grande demais e despedaçando peixes pelo caminho mais tarde. fontes:dailymail.co.uk/sciencetech/article-2221813/Eunice-aphroditois-The-10ft-long-rainbow-bobbit-worm-uses-scissors-slice-prey-two.html // http://minutodebarulho.blogspot.com.br/2009/04/por-onde-anda-eunice-aphroditois.html

sábado, 26 de abril de 2014

SINAIS DE PERIGO IMINENTE OU APENAS RAROS FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS?

Três sóis foram observados emd várias cidades na região costeira no leste da China em 10 de dezembro, bem como um arco-íris "reverso", desencadeando uma onda de comentários na Internet chinesa. Um internauta de Nantong City escreveu em Nantong no Fórum Bin Hao que ele tinha presenciado um espetáculo surpreendente na segunda de manhã, de acordo com o Evening Post Yangtsé. Nas fotos que ele tirou, o sol e um par de pequenos pontos brilhantes são claramente visíveis. Internautas de Xangai, Suzhou, Changzhou, e Danyang também capturaram o evento e dois pontos brilhantes simétricos de cada lado do sol. Estes fenômenos incomuns rapidamente se tornaram um viral na internet, coincidindo com temores recentes sobre o calendário maia, que alguns interpretaram como significando que o mundo chegará ao fim em 21 de dezembro deste ano. Muitos também zombam da idéia de que as manchas eram presságios celestes , um presságio de algum tipo de catástrofe .While em seu caminho para o trabalho em cerca de nove horas, Sr. He de Nanjing ele ficou surpreso ao ver um arco-íris em forma de um sorriso, particularmente no que se não tinha chovido recentemente, ele tirou fotos.
Alguns online chamam-lhe um "arco-íris sorriso." (Sr. He de Nanjing) Especialistas em meteorologia do continente se referem a esses fenômenos anormais como sóis falsos ou sundogs (parélios), um fenômeno óptico produzido por cristais de gelo, criando arcos coloridos ou manchas brancas no céu. Segundo estes cientistas, os sóis menores são realmente sombras do sol real. Este fenômeno incomum atmosférico não tende a durar muito tempo, a apenas alguns minutos a menos de uma hora, e só ocorre em condições muito raras. Primeiro, a luz solar deve passar por cristais de gelo em nuvens cirrus localizados alta na troposfera superior. Em segundo lugar, as nuvens devem ser suficientemente finas para que a luz penetre. Finalmente, um sol simulada só pode ser observado a partir de um determinado ângulo em relação ao sol, os cristais de gelo, e o telespectador. No entanto, alguns empregadores chineses não compram jamais essa explicação . Alguns até pagaram seus funcionários uma tal "licença apocalíptica," e dado a todos um "saco de presentes para a sobrevivência", contendo itens como uma vela, caixa de fósforos, uma garrafa de água mineral, e um saco de macarrão instantâneo, para no caso algo acontecer. Fonte: http://www.theepochtimes.com/

terça-feira, 15 de abril de 2014

NÃO É SEGURO COMER: CONHEÇA 3 ALIMENTOS PERIGOSOS

Nós sabemos que qualquer alimento pode ser contaminado, e, aliás, os benefícios e malefícios das comidas são um assunto muito debatido. Mas, antes de se comprometer a uma vida de dieta de astronauta com pílulas e vitaminas, saiba que é mais provável que você fique bem ao comer qualquer coisa. “Nós temos um sistema alimentar muito seguro”, explica Shelley Feist, diretora executiva da Parceria para a Educação e Segurança dos Alimentos. Existem apenas três alimentos realmente arriscados, os quais você deveria evitar completamente. Conheça-os: LEITE CRU Fãs de leite cru (que significa que ele não foi pasteurizado ou homogeneizado) dizem que ele tem mais bactérias benéficas e enzimas do que suas contrapartes processadas, mas a ciência não provou qualquer uma dessas alegações. E o leite cru pode ser contaminado de várias maneiras: ao entrar em contato com fezes de vaca ou bactérias que vivem sobre a pele de vacas, a partir de uma infecção do úbere da vaca, ou de equipamentos sujos, entre outros. O processo de aquecimento especial que conhecemos como pasteurização é a única forma eficaz de matar a maioria, senão todas, as bactérias prejudiciais, que podem incluir salmonela, listeria, e E. coli. Nos EUA, 86 surtos de alimentos relataram intoxicação com leite cru entre 1998 e 2008, resultando em 1.676 doenças, 191 hospitalizações e duas mortes. O leite cru é responsável por quase três vezes mais hospitalizações do que qualquer surto de doença de origem alimentar. Não é de admirar que a venda de leite cru seja ilegal em cerca de metade dos estados dos EUA. BROTOS CRUS Quando vegetais foram identificados como culpados pelo surto de intoxicação alimentar que matou pelo menos 50 pessoas na Europa no verão passado, você provavelmente se perguntou: o que há de errado com os vegetaizinhos? Já os especialistas de segurança alimentar não se surpreenderam. Nos EUA, houve pelo menos 30 surtos de doenças transmitidas por alimentos a partir de brotos crus ou levemente cozidos desde 1996. Todos os tipos de broto podem ser perigosos quando não completamente cozidos. Isto é em grande parte por causa de como eles crescem, que oferece as condições perfeitas para as bactérias (como a salmonella ou E. coli ) se multiplicarem. Evite comer fora de casa, já que você não pode saber o quão bem eles foram cozidos. E os ferva antes de comê-los: pesquisas mostram que você pode matar a salmonela por imersão de couve contaminada em água fervente por cinco segundos. OSTRAS CRUAS DO GOLFO DO MÉXICO Todo mundo sabe que comer mariscos crus pode ser arriscado (e totalmente desaconselhável), mas os do Golfo do México são ainda piores. As águas no Golfo são mais quentes que as do noroeste do Pacífico e outros pontos populares do fruto do mar, tornando possível que uma bactéria chamada Vibrio vulnificus prospere. “A ostra é um filtro, o que significa que concentra todos os contaminantes na água”, explica William E. Keene, epidemiologista americano. “Uma série de toxinas podem entrar em uma ostra, mas nenhuma é remotamente tão ruim quanto Vibrio vulnificus”. Pessoas saudáveis que ingerem V. vulnificus podem ter vômitos, diarreia e dor abdominal, mas para qualquer pessoa com um sistema imunológico comprometido, ele pode infiltrar-se na corrente sanguínea, causando uma doença grave e potencialmente fatal chamada septicemia (com chance de morte em um terço dos casos). E ter uma condição médica pré-existente o coloca em risco particular de ficar terrivelmente doente. A boa notícia é que várias empresas grandes de frutos do mar, como o Legal Sea Foods e a Costco, exigem que as ostras do Golfo sejam pasteurizadas antes de serem servidas, assim como o estado da Califórnia – e nesses lugares o risco é bem menor. Pasteurizada ou não, a tática mais simples é evitar ostras cruas do Golfo completamente. FONTE:CNN

terça-feira, 8 de abril de 2014

AS PANELAS PODEM SER UM PERIGO PARA A SUA SAÚDE

Nossa saúde é muito influenciada pelos alimentos que comemos e como nós os cozinhamos. Veja neste artigo como o material das panelas, pode afetar seriamente a sua saúde. A densidade de nutrientes dos alimentos podem ser facilmente danificadas através do superaquecimento de nossos alimentos, juntamente com os produtos químicos prejudiciais e metais pesados os contaminam vindo de nossas panelas. Metais pesados ​​de panelas alteram enzimas e gostos e, finalmente, acabam em nosso corpo. Você pode comprar o melhor alimento orgânico e inadvertidamente transformá-lo em veneno cozinhando errado. Alguns utensílios de cozinha são melhores do que outros e alguns são simplesmente tóxicos Panelas com Teflon são provavelmente as piores panelas de todos os tempos. O Johns Hopkins Medical Center diz que o químico PFOA (ácido perfluoro-octanóico), usado na fabricação do Teflon, agora é encontrado na corrente sanguínea de quase todas as pessoas nos EUA. Os primeiros estudos sugerem que níveis sanguíneos elevados em PFOA em humanos estão relacionados com o câncer, níveis elevados de colesterol, doenças da tireóide e redução da fertilidade. Superfícies de teflon vão se deteriorando e acabando na sua alimentação e, quando aquecido a altas temperaturas, emitem gases que causam sintomas semelhantes aos da gripe em seres humanos (febre de fumos de polímero) e pode ser fatal para as aves. Nos EUA, os fabricantes têm de eliminar o PFOA de todos os produtos de cozinha até o ano de 2015. Neste artigo da revista Saúde da editora Abril, a Du Pont tenta se esquivar afirmando que o Teflon é seguro baseado em um estudo feito com funcionários da empresa que são expostos ao material. No entanto, a agência EPA (Agência de Proteção Ambiental) dos EUA afirma que o PFOA "causa efeitos adversos de desenvolvimento e outros em animais de laboratório". Panela de ALUMÍNIO: é um dos utensílios de cozinha mais comum na cozinha, mas pode ser muito tóxica pois este metal pesado é absorvido em todos os alimentos cozidos na mesma. O alumínio liberado para os alimentos durante o cozimento acaba em seu corpo. O excesso de alumínio tem sido associado com câncer ligado ao estrogênio e a doença de Alzheimer. Panela de COBRE: é a escolha de muitos, pois conduz o calor muito bem. Panelas de cobre liberam o cobre para dentro dos alimentos a serem consumidos e geralmente tem também o níquel no revestimento, que é um outro metal pesado tóxicos e pode ser muito ergogênicos. Panela de FERRO FUNDIDO: é muito durável, mas o ferro é constantemente liberado para a comida, alterando suas enzimas. O ferro pode atingir níveis tóxicos no organismo com o uso regular e torna-se um pró-oxidante, que provoca estresse, oxidação e eventualmente doenças. Panelas de VIDRO, CERÂMICA e ESMALTE: são fabricados com chumbo. O chumbo dá a essas produtos resistência ao choque e uniformidade de cores. O nível de chumbo em cada produto é definido pelo fabricante. Nunca cozinhe com qualquer panela que contenha etiqueta "apenas para decoração". Panela de AÇO INOXIDÁVEL: é feita a partir de uma liga de metal que consiste principalmente de ferro e crômio, juntamente com percentagens diferentes de molibdênio, níquel, titânio, cobre e vanádio. Mas mesmo o aço inoxidável permite que outros metais contaminem os alimentos. Os principais elementos em inox que têm efeitos negativos sobre a nossa saúde são o ferro, o cromo e o níquel. Panela de TITÂNIO: parecem representar riscos mínimos a saúde e não reagem com os alimentos durante o cozimento. Parte de um bom plano de prevenção do câncer é se desfazer de todas as panelas e comprar panelas de titânio de alta qualidade. Panelas de titânio de qualidade são mais caras, mas panelas inferiores podem custar mais ao longo do tempo. Uma coisa que todos nós devemos evitar é cozinhar em temperaturas mais altas. Quanto maior a temperatura, mais acabamos com os nutrientes nos alimentos e comprometemos a integridade e segurança das panelas. Aminas heterocíclicas (HCAs), são compostos criados em carnes e outros alimentos cozidos a altas temperaturas que podem aumentar o risco de câncer de pâncreas em 60 por cento e aumentar o risco de câncer de estômago, cólon e mama. Por outro lado, alguns antioxidantes são ativados pelo cozimento. Isto inclui licopeno em tomates e beta-caroteno em cenoura e batata-doce. Os pesquisadores descobriram que você pode multiplicar em três vezes o poder antioxidante de suas cenouras cozinhando-as - com pele e tudo, e em seguida, fazer purê delas, o que libera compostos das cenouras que combatem o câncer. Para uma alimentação saudável, encontre algumas panelas de titânio de qualidade e aprenda a cozinhar os alimentos abaixo de 200 graus para preservar os nutrientes e receber o melhor valor de seu alimento. Panela mal conservada, perigo para a saúde As panelas que cozinham o alimento nosso de cada dia costumam ser coadjuvantes na culinária, mas quem entende de saúde garante que elas são protagonistas. Os pesquisadores alertam que metais de panelas mal usadas contaminam a comida. E levam a problemas como intoxicação, anemia, distúrbios gástricos e, no longo prazo, com o uso continuado, expõe usuários a substâncias cancerígenas. Até revestimentos de níquel ou de material antiaderente têm riscos para saúde. Há metais com alto potencial de danos. É o caso do alumínio: pesquisas mostram que o excesso de alumínio no corpo induz a estados de demência. Quantidades excessivas de alumínio também são encontradas em exames de pessoas com Mal de Alzheimer. Os efeitos danosos ocorrem quando o alumínio se desprende da panela: sais de alumínio são hidrossolúveis e produzem um cloreto tóxico que afeta o estômago. - Os fatores que vão influenciar a transferência do alumínio para o alimento são três. O primeiro é o teor de água do alimento. Quanto mais líquido é o alimento, mais alumínio recebe da panela. Uma sopa, por exemplo, recebe mais que uma farofa. O segundo fator é a acidez. Quanto mais ácido o alimento, mais alumínio da panela recebe. Não recomendo fazer molho de tomate nesse tipo de panela. O terceiro é o tempo de contato. Quanto mais demorado o cozimento, mais o alimento adquire alumínio. Para evitar o mau uso, deve-se conservar a panela e escolher alimentos sólidos, pouco ácidos e de cozimento rápido - comenta a nutricionista Késia Quintaes, autora do livro "Tudo sobre panelas" (Editora Atlântica). No caso do cobre, o equilíbrio é fundamental. A falta de cobre no organismo leva a doenças respiratórias, como enfisema. Mas o excesso é muito perigoso. Pesquisas revelam que o acúmulo de cobre em quantidades excedentes à capacidade de assimilação do organismo está na origem de doenças graves como leucemia e câncer do intestino. Cada tipo de panela exige seus cuidados. A limpeza agressiva, com esponjas de aço, vinagre ou limão, deve ser evitada. O melhor é deixar de molho algum tempo com detergente e água morna. Deve-se ferver água na panela várias vezes, antes de novo contato com alimentos. E nada de usar esponjas ásperas ou detergentes abrasivos. Uma dica é variar os materiais na cozinha. Késia Quintaes ensina a ter panelas como aliadas: -- Para cada alimento há uma panela. De modo geral, as panelas de ferro fundido são as melhores para a saúde: liberam o nutriente na comida e ajudam a suprir necessidades do organismo. Mas atenção: o problema é sempre o excesso. Panelas de ferro não são boas para quem sofre de hipercolesterolemia (colesterol alto em excesso, de forma crônica). SAIBA COMO USAR CADA MODELO: PANELA DE ALUMÍNIO: Os cientistas ainda não sabem se o acúmulo de alumínio em regiões do cérebro é causa ou consequência no desenvolvimento do Mal de Alzheimer, esclarece Késia Quintaes. Mas como este acúmulo está relacionado à doença, recomenda-se que sejam usadas em cozimentos rápidos, como frituras por imersão, e no preparo de alimentos secos, como farofa. Uma dica importante é não remover o óxido de alumínio - aquela camada escura que se forma no fundo após a fervura de água. Ele reduz em até seis vezes a transferência do componente para a comida. Evite também arear. O uso desta panela é também contraindicado para portadores de insuficiência renal. Mesmo na geladeira, não guarde alimentos em recipientes de alumínio. COBRE: No Brasil, elas só podem ser vendidas se tiverem uma camada protetora, como o titânio. Isso porque aqui esse tipo de panela costuma ser usado para preparar doces e alimentos com tempo grande de cozimento, o que facilita a contaminação. Na França, por exemplo, ela é muito usada, mesmo sem proteção, para fazer crepes, que são secos e de preparo rápido. Os chefs gostam do cobre porque ele é bom condutor de eletricidade e distribui o calor de forma homogênea. Mas se o organismo acumular grandes quantidades de cobre, podem ocorrer problemas gastrintestinais. No longo prazo, há danos cerebrais, problemas renais e nas articulações. O excesso de cobre no organismo leva à leucemia e a câncer intestinal. FERRO ESMALTADO: A camada esmaltada impede a liberação de ferro para o alimento. Por isso, essa panela pode servir para guardar comida, depois de pronta, sem problemas de transmissão excessiva de ferro para quem tem colesterol alto. Se não for absorvido, ele se acumula em artérias. Assim como a de ferro fundido, essa panela mantém o aquecimento por mais tempo. Késia dá a dica para quem usa a de ferro fundido e se incomoda com a coloração escura adquirida pelo alimento: - O ferro fundido pigmenta alimentos claros, como chuchu e abóbora. A esmaltada pode ser uma opção, mas desde que bem conservada. FERRO FUNDIDO: Esta panela é feita de um metal benéfico à saúde e até ajuda a complementação das necessidades de ferro do organismo. O metal da panela passa para os alimentos e é absorvido junto com eles. Ela é indicada para adolescentes, crianças, gestantes e pessoas com anemia. Mas mesmo neste caso é preciso atenção, informa a nutricionista Késia Quintaes: em excesso, o ferro pode causar hemocromatose - o depósito de ferro nos tecidos de alguns órgãos que, com o tempo, perdem as suas funções. Um modo de evitar isso é não guardar a comida na panela e usá-la para fazer só um dos integrantes do cardápio. PANELA DE INOX: Para o professor José Alberto Bonapace, do Instituto de Química da UFRJ , esta panela é bastante segura. Isso porque, como o nome diz, o material não se oxida e não libera o metal na comida - reação impedida pela camada de proteção de níquel que faz parte da sua composição. Mas a nutricionista Késia Quintaes recomenda ferver água de quatro a cinco vezes em panelas novas de inox, ou panelas que foram muito areadas, para impedir que a camada de níquel se desprenda. Tomado este cuidado, as panelas de aço inox são uma boa opção para guardar a comida depois de pronta e preparar carnes e molhos, que exigem mais tempo ao fogo. ANTIADERENTE: Pela praticidade, é muito utilizada nas cozinhas brasileiras. Mas, se for ao fogo muito alto, como na fritura, a queima do seu material pode liberar uma fumaça tóxica que, em experiências com cobaias de laboratório, resultou em câncer. Mas este efeito não foi comprovado em seres humanos. O professor José Alberto Bonapace, do Instituto de Química da UFRJ, recomenda atenção às rachaduras que se formam no fundo e podem servir de depósito de microorganismos. - Busque produtos de qualidade para evitar a liberação de material tóxico - diz Bonapace, que recomenda o uso dessas panelas em média por cinco anos. PANELA DE TITÂNIO: Esses utensílios são mais recentes e modernos e, os preços, salgados. A nutricionista Késia Quintaes diz que as panelas de titânio não fazem mal à saúde, já que não há contaminação dos alimentos preparados nelas. Além disso, são mais resistentes. As panelas de titânio também podem ser usadas para guardar a comida depois de pronta. - Elas não exigem a fervura que recomendamos nas panelas de aço inox, pois não há liberação de material na comida - afirma Késia. O titânio é usado pela indústria, inclusive, para revestir as panelas de cobre e evitar que esse elemento se misture à comida em seu interior. Fontes: - Notícias Naturais: Panelas Podem ser um Perigo para a sua Saúde, Saiba como Escolher; - Natural News: Is your cookware killing you?; - O Globo: Panela mal conservada, perigo para a saúde; - Perfluorochemicals: potential sources of and migration from food packaging; - American Cancer Society: Teflon and Perfluorooctanoic Acid (PFOA); - Consumer Affairs: Study Finds Teflon Chemical In Newborns' Umbilical Cords ; - EPA: Perfluorooctanoic Acid (PFOA) and Fluorinated Telomers

sábado, 22 de março de 2014

GRANDE DEGELO DO ÁRTICO ABRE CAMINHO A PERIGOSA MIGRAÇÃO MICROBIANA

O acelerado degelo do Ártico, em consequência do aquecimento global, abre caminho a inéditos movimentos migratórios de agentes patogênicos, que representam um risco para os mamíferos marinhos e, potencialmente também, para os seres humanos, alertaram os cientistas. "Com as mudanças climáticas, percebemos que existe uma possibilidade sem precedentes de que os agentes patogênicos migrem para novos ambientes e causem doenças", disse Michael Grigg, parasitólogo do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. "O gelo é uma enorme barreira ecológica para os patógenos, que ao aumentar as temperaturas no Ártico conseguem sobreviver e acessar novos anfitriões vulneráveis que não desenvolveram imunidade contra estes micróbios e parasitas por não ter ficado expostos anteriormente", disse nesta quinta-feira, durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), celebrada em Chicago entre 13 e 17 de fevereiro. Uma nova cepa do parasita "Sarcocystis pinnipedi", até agora sequestrada no gelo, emergiu recentemente causando uma ampla mortalidade em em focas cinzas e outros mamíferos ameaçados no Ártico, como leões marinhos, morsas, ursos polares e ursos pardos no Alasca e até no sul da província canadense da Columbia Britânica. Outro parasita que está comumente nos gatos, chamado "Toxoplasma gondii", foi encontrado em baleias brancas (belugas) em águas do Ártico, algo nunca visto, disse o cientista. A descoberta, há alguns anos, provocou um alerta sanitário nas populações de esquimós que tradicionalmente comem a carne destas baleias, acrescentou. "Trata-se de um novo patógeno endêmico no Ártico que matou 406 focas cinzas em bom estado físico no Atlântico Norte em 2012", disse Grigg, indicando que este parasita é inofensivo para os humanos. Este é o primeiro exemplo de um parasita que migra do norte para o sul, segundo o especialista, que fez uma comparação com a peste negra na Europa da Idade Média, que matou um terço da população que nunca tinha estado exposta ao patógeno. A toxoplasmose, a infecção causada pelo "Toxoplasma gondii" é a principal causa de cegueira infecciosa em humanos e pode ser fatal para o feto, assim como para as pessoas e animais com um sistema imunológico debilitado. Este parasita é transmitida principalmente pelo consumo de carne mal cozida ou de água que esteve em contato com solos contaminados com fezes de gato. "Os mamíferos marinhos podem ser bons sentinelas do ecossistema no Ártico", afirmou Sue Moore, bióloga oceanógrafa da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), na conferência da AAAS. "Estes animais emitem sinais do que está acontecendo e temos que melhorar a nossa interpretação", disse, destacando que o Ártico perdeu cerca de 75% de seu gelo permanente nos últimos anos. "Sabemos muito pouco sobre a capacidade das plantas, animais e humanos para responder ao ritmo incrivelmente rápido do aquecimento global", disse Christopher Field, professor de biologia da Universidade de Stanford (Califórnia, oeste). Segundo o especialista, a velocidade desse ritmo é incomensurável com relação à da maior mudança climática precedente, o esfriamento do planeta registrado há mais de 50 milhões de anos. http://br.noticias.yahoo.com/

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

3 FORMIGAS QUE VC NÃO GOSTARIA DE CONHECER DE PERTO

Ao contrário do que muitos podem pensar, alguns dos ferrões mais dolorosos do mundo dos insetos pertencem às formigas, apesar da fama ficar com abelhas e vespas. Se você já teve um encontro com a formiga lava-pés e achou desagradável, aqui vão 3 outras formigas para passar bem longe. POGONOMYRMEX MARICOPA
Pogonomyrmex maricopa é uma das formigas mais comuns do Arizona (E.U.A) e é considerada o inseto mais venenoso do mundo. O veneno contido na picada desta formiga é equivalente ao de doze picadas de abelha. O processo da picada é efetuado em duas partes em que a formiga morde e, segurando com suas mandíbulas, aplica o ferrão. Esse método permite que ela injete veneno repetidas vezes na mesma região. Em pessoas alérgicas seu veneno pode provocar a morte. FORMIGA CABO-VERDE
A Paraponera clavata (formiga cabo-verde) existe nas florestas tropicais da Nicarágua até o Paraguai e é famosa por seu ferrão. Sua picada é considerada a mais dolorosa de todos os insetos e ocupa o topo da escala Schmidt de dor (Schmidt Sting Pain Index), sendo descrita como 24 horas ininterruptas de dor intensa. Em rituais de iniciação de algumas tribos, para atingir a maioridade, um garoto precisa aguentar vinte picadas dessa formiga sem gritar. MYRMECIA PILOSULA
O que seria de uma lista com insetos venenosos se não constasse ao menos um vindo da Austrália? Myrmecia pilosula é uma formiga encontrada na Austrália e na Tasmânia que, quando adultas, tendem a ser solitárias, apesar de viverem em colônias. São extremamente territoriais e agressivas. Lutam com outras da mesma espécie e até mesmo, com as da sua própria colônia.
O veneno dessa formiga está entre os mais potentes do mundo dos insetos e a ferroada provoca inchaço, irritação e febre. Em pessoas alérgicas, pode provocar choque anafilático. Na Tasmânia ela provoca mais mortes do que aranhas, vespas, cobras e tubarões. Combinados! FONTE: BOCABERTA

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

VIVER NO MEIO DA RADIAÇÃO

A falta de informação e interesse relativamente aos riscos provocados pelo exposição à radiação electromagnética, levam-nos a viver num ambiente poluído por este tipo de radiação que encaramos como normal na medida em que tudo está disponível para ser usado e ninguém nos diz para o não fazermos. Vejamos o caso da família “Pereira” que mora num apartamento e tem 2 filhos. O pai tem o seu telemóvel (fonte de radiação) que transporta todo o dia consigo, a mãe tem o telemóvel do trabalho (fonte de radiação) e tem o seu telemóvel pessoal (fonte de radiação) que traz sempre consigo. A filha mais velha tem 8 anos e já tem um telemóvel (fonte de radiação) para poder efetuar chamadas e enviar sms aos seus amigos. Recentemente a família Pereira instalou um serviço fibra que inclui TV, Internet e telefone. Na sala passaram a ter um router wireless (fonte de radiação) que disponibiliza a internet para toda a casa, o telefone apesar de ser da rede fixa também é wireless para que possa fazer chamadas por toda a casa (fonte de radiação). Como a mãe traz constantemente trabalho para casa, usa o acesso wi-fi do portátil (fonte de radiação) para se interligar ao Router e aceder à Internet. O pai também tem o seu portátil mas como por vezes tem problemas a aceder ao router da sala via wireless, usa o seu acesso de Internet Móvel (fonte de radiação). A filha de 8 anos tem o Magalhães e usa o acesso Wi-Fi (fonte de radiação) para se ligar ao Router da sala para ter acesso à Internet. O pai não resistiu ao lançamento do novo Ipad da Apple e passou a usá-lo pela casa para aceder à Internet através do acesso Wi-Fi (fonte de radiação) incorporado neste equipamento. Uma vez que a família Pereira tem muitas fotos e videos para ver, decidiu comprar um sistema NAS com acesso Wireless (fonte de radiação) para que todos tenham acesso ao disco e respectivo conteúdo sem a necessidade de cabos de comunicação. Para ver filmes DVD optaram por comprar igualmente um leitor Blue-Ray com a opção de Wi-Fi (fonte de radiação) para ligação à Internet para fazer upgrades de Firmware e aceder diretamente a alguns sites como o Youtube, Picassa, entre outros. A filha de 8 anos tem muitos videos no sistema de armazenamento NAS e usa um Media Player com acesso Wi-Fi (fonte de radiação) para aceder diretamente ao NAS, ao router para acesso à Internet ou ao disco de outro portátil. O Pai gosta muito de ouvir música e decidiu comprar um amplificador com umas colunas modernas 7.1, mas como ter cabos a passar na sala é complicado, decidiu comprar umas colunas Wireless (fonte de radiação) que apesar de necessitarem de cabos de alimentação para as colunas, evitam os cabos de ligação ao amplificador. Ao serão e aos fins de semana a família Pereira usa uma consola de jogos Wii (fonte de radiação) que comunica por wireless com os respectivos 3 comandos (fonte de radiação). Como a filha já tinha uma Playstation 3 aderiram também ao novo lançamento da PS3 Move, que inclui comandos Wireless (fonte de radiação) que permitem jogar com comandos sem a necessidade de fios. A filha mais nova do casal “Joana” tem apenas 1 ano mas a mãe sempre com a preocupação do bem estar da filha colocou uma câmara de video junto ao berço para enviar via wireless (fonte de radiação) o sinal de video para a televisão da sala. Um belo dia a família Pereira reparou que no prédio em frente tinham instalado duas antenas de Telemóvel (fonte de radiação), mas nem se preocuparam porque não tapavam a vista. Esta Joaninha é o caso típico de muitas famílias que não consideram as tecnologias de acessos sem fios um risco para a saúde. O grande problema é que nós estamos expostos de forma periódica e contínua a diferentes fontes de emissão de radiação eletromagnética e cada vez mais expostos a partir de idades muito precoces como esta Joaninha. Este cenário parece-vos exagerado? Agora imaginem que todos os apartamentos do prédio da família Pereira têm os mesmo hábitos tecnológicos. Por acaso já repararam que quando vão pesquisar uma rede wireless em vossa casa, aparece a vossa e a dos vizinhos à volta? A utilização da tecnologia carece de educação e ninguém dá um passo para alertar as pessoas para o risco da exposição prolongada a este tipo de radiações que nos acompanham de casa para a escola ou para o trabalho. Qual será o futuro desta Joaninha daqui a 20 ou 30 anos? Este país não quer saber. fonte : http://revellationline888.blogspot.com.br/

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

TELESCÓPIO PRIVADO IRÁ CATALOGAR ASTEROIDES PERIGOSOS

O primeiro telescópio espacial privado Sentinel, destinado a detetar asteroides, será lançado em 2017. O montante necessário de 450 milhões de dólares está sendo recolhido pela Fundação não-governamental B612, criada por astronautas americanos. A organização irá partilhar as informações recebidas do telescópio com a NASA que, por seu lado, concederá meios de comunicação espacial distante para manter o contato com o Sentinel. O telescópio permitirá descobrir 90% dos asteroides próximos da Terra com uma dimensão superior a 140 metros, capazes de dizimar cidades inteiras se caírem no noso planeta. Segundo avaliações de astrônomos, há pelo menos 500 mil tais corpos no Sistema Solar. A título de comparação, no momento atual existem dados sobre apenas 10 mil de tais asteroides. O Sentinel é um aparelho de infravermelhos, que reagirá mesmo a uma diferença ínfima de temperaturas entre a superfície do asteroide, aquecida um pouco pelo Sol, e o fundo geral do espaço, cuja temperatura é próxima do zero na escala de Kelvin. Para melhorar o efeito, os sensores do aparelho serão esfriados para temperaturas criogênicas. O Sentinel irá voar numa órbita parecida com a de Vénus em redor do Sol. A colocação do telescópio no espaço explica-se pelo fato de não podermos ver a partir da Terra os asteroides que chegam do lado do Sol, diz o chefe da Seção de Física de Sistemas Siderais da Academia de Ciências da Rússia, Oleg Malkov: “Não podemos olhar para o Sol e zonas próximas através dos nossos telescópios, porque o efeito de luz é muito forte. Por isso, é melhor distanciar o telescópio o mais longe possível da Terra e olhar do outro lado. A órbita de Vénus é uma boa solução. Seria melhor se fosse escolhida uma órbita mais próxima ao Sol, por exemplo, a de Mercúrio, mas ela encontra-se mais longe da Terra, podendo surgir problemas de comunicação. Ao mesmo tempo, será difícil captar o aparelho devido à proximidade ao Sol”. Os sistemas terrestres de aviso do perigo de asteroides, que atualmente se desenvolvem na Rússia e em outros países, não perderão sentido após o lançamento do Sentinel, aponta o chefe da Seção de Física e de Evolução de Estrelas do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia, Dmitri Vibe: “Os instrumentos terrestres têm muitas faltas ligadas a limitações meteorológicas e horárias. Mas o desenvolvimento desta rede não é muito dispendioso e os telescópios terrestres podem ser permanentemente modernizados. Contudo, o telescópio espacial tem mais vantagens em comparação com a rede terrestre, mas seu custo é muito alto e não se pode organizar sua reparação. Por isso não se pode esperar efeito de uma só solução. É preferível utilizar tanto sistemas terrestres, como telescópios espaciais”. A missão Sentinel permitirá aos cientistas criar um mapa dinâmico tridimensional da parte interna do Sistema Solar. Tal significa que os momentos de aproximação perigosa de asteroides à Terra serão previstos dezenas de anos antes da sua queda. A Humanidade terá suficiente tempo para elaborar uma operação para prevenir uma eventual colisão. A Agência Espacial Europeia marcou para 2022 um ensaio de semelhante operação, visando intercetar um asteroide duplo chamado Dídimo. Uma peça cinética irá penetrar a uma grande velocidade na sua parte mais pequena. Posteriormente, o “satélite” irá puxar o asteroide como rebocador gravitacional. O prazo de serviço do telescópio depende da vitalidade dos seus elementos mais vulneráveis – os giroscópios e aparelho criogênico, a ser construído segundo o princípio da máquina térmica St. FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/