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domingo, 9 de julho de 2017
TER ÁCIDO ÚRICO ELEVADO É PERIGOSO?
A hiperuricemia, nome que é dado quando o nível sanguíneo de ácido úrico está elevado, é o principal fator de risco para o desenvolvimento de uma forma de artrite chamada gota. Todavia, se podemos dizer com alguma certeza que todo paciente com gota tem ácido úrico alto, o oposto não é verdadeiro. Vários pacientes têm níveis elevados de ácido úrico, mas nunca desenvolvem crises de gota. Portanto, a dúvida que surge é: ter ácido úrico alto, sem porém desenvolver sintomas, traz algum risco à saúde do paciente?
terça-feira, 23 de setembro de 2014
DIETA RICA EM GORDURA DIFICULTA O SISTEMA OLFATIVO
Segundo estudo realizado na Universidade Estadual da Flórida (EUA), uma alimentação rica em gordura e óleos provoca a diminuição da habilidade olfativa, de forma a dificultar a adaptação a um novo aroma.
A pesquisa foi realizada com ratos divididos em dois grupos, um com alimentação rica em gordura e o outro com uma dieta adequada. O resultado mostrou que o primeiro grupo teve dificuldade olfativa, enquanto o outro não teve bloqueio na identificação de cheiros.
O grande risco na perda deste sentido é a incapacidade em distinguir as situações de perigo (alimentos estragados) ou iniciar a consumir excessivamente um tipo de alimento (doce, salgado).
FONTE: blogdasaude.com.br/saude-fisica/2014/09/23/dieta-rica-em-gordura-dificulta-sistema-olfativo/
sábado, 24 de maio de 2014
DIETA DE CARBOIDRATOS EM EXCESSO PODE CAUSAR ALZHEIMER
Uma respeitada Clínica Mayo (EUA) realizou um estudo e neste indica que idosos que fazem dieta rica em carboidratos são quatro vezes mais propensos a desenvolver transtorno cognitivo leve (TCL), um precursor para a doença de Alzheimer. E alertam também que dietas ricas em açúcar também aumentam o risco.
No Brasil, estima-se que haja 1 milhão e 200 mil pessoas com Alzheimer. Outras pesquisas estimam que 6% dos 15 milhões de idosos brasileiros sofram com a doença.
Pesquisas anteriores sugeriram que 10 a 15% das pessoas com TCL desenvolvem demência todos os anos.
TCL é definida como a perda de memória aparente para o indivíduo e aqueles à sua volta, mas com ausência de sintomas de demência, como mudanças de personalidade e humor.
Especialistas afirmam que é importante identificar as pessoas com TCL, pois eles podem estar nos estágios iniciais da doença e mais susceptíveis a se beneficiar de um tratamento precoce no futuro.
Segundo Rosebud Roberts, principal autora do estudo, uma alta ingestão de carboidratos pode ser ruim porque eles impactam o metabolismo da glicose e insulina.
Os níveis elevados de glicose podem afetar vasos sanguíneos do cérebro e desempenhar um papel importante no desenvolvimento das placas amiloides beta, proteínas tóxicas para a saúde cerebral que são encontradas nos cérebros de pessoas com Alzheimer, e que podem ser a principal causa da doença.
Fonte: Hypescience
sábado, 3 de maio de 2014
A RELAÇÃO ENTRE A DIETA E O CÂNCER
A relação entre dieta e câncer tem sido exaustivamente estudada ao longo dos últimos anos. Infelizmente, os resultados não têm sido conclusivos, havendo muita discordância entre os diferentes estudos. Atualmente, é consenso que uma dieta equilibrada, com pouca gordura e rica em fibras, frutas e vegetais diminui o risco de vários tipos de câncer, porém, o efeito real parece ser menos relevante do que o previamente imaginado. Além disso, não se conseguiu individualizar nenhum alimento da chamada dieta saudável que seja responsável por este efeito protetor. Quando se pensa em prevenção do câncer, aparentemente, parece ser mais importante ter uma alimentação saudável que permita o indivíduo manter-se com um peso ideal, do que ficar procurando por alimentos individuais que possam ter algum efeito protetor.
Este texto tem o objetivo de informar o que atualmente é consenso no meio científico. Existe muita informação distorcida sobre as ações de certos alimentos em relação à incidência do câncer. Isso se dá principalmente pela dificuldade que algumas pessoas têm em interpretar estudos científicos. Muitas vezes, estudos com falhas na sua concepção são tratados como plenamente válidos, fornecendo resultados equivocados e que nunca conseguem ser repetidos por outros trabalhos. Há também uma indústria de suplementos alimentares que se beneficia de falsa propaganda em cima de vitaminas e outros nutrientes supostamente protetores contra o câncer.
Esta primeira parte do texto pode ser um pouco frustrante se você está à procura de dicas sobre alimentos especiais que possam vir a diminuir o seu risco de ter câncer. Ao contrário de toda propaganda que surge nos meios de comunicação social, não parece que seja assim que as coisas funcionam.
1.1. GORDURAS
As dietas ricas em gorduras são comprovadamente um fator de risco para doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e hipertensão. Porém, sua relação direta com câncer ainda não está totalmente elucidada. Sabemos que a obesidade eleva o risco de diversos cânceres (explicarei na segunda parte do texto), portanto, indiretamente, uma dieta rica em gordura pode ser considerada um fator de risco. Porém, quando se elimina o fator obesidade, os estudos não conseguem provar a relação direta de uma dieta rica em gorduras com o câncer, entre eles o câncer de cólon ou o câncer de mama. O único tumor que através dos estudos apresentou uma relação positiva e direta com a ingestão de gordura foi o câncer de próstata.
Enquanto o consumo total de gordura diretamente não parece afetar de modo relevante o risco de câncer, ainda temos dúvidas se determinados tipos de gordura (saturada, insaturada, ou gorduras trans) afetam o risco de maneira diferente, e se a ingestão de gordura na infância ou adolescência traz um risco maior do que a ingestão durante a vida adulta. Estas são questões ainda em estudo.
Nos últimos anos, o consumo de ômega-3, um tipo de gordura saudável encontrada em peixes de água fria e óleos de origem vegetal, tem estado na moda, principalmente pelo seu efeito protetor nas doenças cardiovasculares. Todavia, estudos recentes concluíram que o consumo de omega-3 não oferece proteção contra pelo menos 11 diferentes tipos de câncer estudados.
Resumindo, o atual consenso para prevenção do câncer indica que se evite uma dieta com excesso de gorduras, principalmente para evitar ganho de peso além do desejável.
1.2. CARNE VERMELHA
A carne vermelha é um dos poucos vilões comprovados da dieta em relação ao câncer. A ingestão frequente de carne vermelha, incluindo carne bovina, carne de porco, vitela e cordeiro, está comprovadamente associada com um maior risco de câncer de cólon e reto em homens e mulheres. Carnes processadas, como linguiças, salsichas, bacon, etc. também aumentam o risco de câncer. Pessoas com elevado consumo de carne vermelha e baixo consumo de carnes brancas, apresentam até 50% mais chance de desenvolverem câncer.
O consenso atual para prevenção do câncer é de que a dieta deve ter mais carnes brancas (peixes e aves) do que carne vermelha.
1.3. VEGETAIS
Apesar de historicamente haver o consenso de que o consumo elevado de frutas e outros vegetais está associado a uma redução significativa na incidência de câncer, estudos mais recentes forneceram resultados menos consistentes. A maioria dos estudos têm encontrado evidências de que está proteção é muito fraca, só ocorrendo quando se compara pessoas com grande ingestão frutas ou vegetais com pessoas com nenhuma, ou quase nenhuma, ingestão destes alimentos.
As evidências são um pouco mais fortes quando se estuda a ligação entre câncer de próstata e o consumo de tomate. Vários estudos têm demonstrado uma redução pequena, porém estatisticamente significativa, do risco de câncer de próstata em homens com maior ingestão de tomates e produtos de tomate.
Um grande estudo concluiu que a ingestão de elevadas quantidades de soja (20 mg por dia de isoflavonas) em mulheres asiáticas está associado a uma diminuição do risco de câncer de mama. No entanto, este consumo de soja pesquisado é muito alto, bem acima do que a média das populações ocidentais costuma consumir, que é menos de 0,5 mg por dia. Provavelmente por isso, estudos em mulheres ocidentais não têm sido conclusivos, pois mesmo aquelas que consomem muita soja para o padrão ocidental, ainda ficam muito aquém das dieta asiática. Os flavonoides encontrados em tomate, pimentão verde, frutas vermelhas e frutas cítricas também têm sido associados a uma diminuição modesta no risco de câncer de mama.
O consenso atual para prevenção do câncer indica o consumo regular de grandes quantidades de frutas e vegetais, incluindo alimentos à base de soja.
1.4. LATICÍNIOS
Vários estudos sugerem que a ingestão de leite e derivados com baixo teor de gordura pode proteger contra câncer de mama, principalmente em mulheres em idade fértil. Em contraste, uma grande análise conjunta dos oito estudos prospectivos compreendendo principalmente mulheres após a menopausa não encontrou o mesmo resultado, sugerindo que este efeito protetor possa se restringir apenas às mulheres em idade fértil.
1.5. FIBRAS
A ingestão regular de fibras está associada à redução do risco de doença cardiovasculares e diabetes, mas o seu efeito sobre a redução do risco de câncer é ainda incerto. Os resultados têm sido discordantes entre os grandes estudos epidemiológicos. Nos últimos anos, tem sido muito propagada uma suposta relação preventiva do consumo de fibras com o câncer de cólon e reto, todavia, os estudos realizados até o momento não são conclusivos. O mais correto é dizer que é possível que o consumo de fibras tenha um efeito protetor contra o câncer de cólon, porém esta teoria ainda não foi comprovada.
2. VITAMINAS E MINERAIS:
Em geral, o uso de suplementos de vitaminas e minerais visando a prevenção do câncer tem sido decepcionante. Ao contrário do que ocorre nos diferentes tipos de dieta, onde muitas vezes os estudos apresentam resultados discordantes e inconclusivos, nos casos das vitaminas e minerais, os resultados são mais uniformes, mostrando quase sempre não haver efeito protetor. Por exemplo, dois grandes estudos observacionais de longo prazo, um incluindo mais de 160.000 mulheres, com acompanhamento de cerca de oito anos, e o outro formado por mais de 180.000 participantes, de várias etnias, com 11 anos de seguimento, não encontraram nenhuma evidência de efeito preventivo com o uso regular de multivitamínicos.
Entre as exceções, podemos citar o consumo de cálcio. Curiosamente, os estudos têm apontado tanto um efeito protetor quanto um efeito deletério do cálcio, dependendo das quantidades consumidas. Atualmente aceita-se que um consumo de mais de 700mg/dia de cálcio tenha efeito preventivo sobre o câncer de cólon e reto, porém, uma ingestão acima de 2000mg/dia pode aumentar o risco de câncer de próstata nos homens.
Entre as vitaminas e minerais que não apresentam evidências científicas de prevenir o câncer estão:
- Vitamina A;
- Vitamina B;
- Vitamina C;
- Vitamina E;
- Ácido fólico (exceto em pessoas com alto consumo de álcool, onde o folato parece ter efeito protetor);
- Selênio;
- Ferro;
- Betacaroteno;
- Zinco.
3. ALIMENTOS ESPECÍFICOS:
Existem milhares de estudos sobre milhares de alimentos e seus efeitos na prevenção do câncer. É impossível falar de todos neste texto, por isso, selecionei alguns para fazer breves comentários:
- Café: não há evidências de que o café ou a cafeína tenham qualquer relação com o surgimento de cânceres.
- Alho: está muito na moda atualmente, principalmente em relação ao câncer de cólon, porém, não há estudos conclusivos sobre o seu efeito protetor.
- Cebola: mesma situação do alho.
- Adoçantes: não há evidências de que os adoçantes, incluindo aspartame, sacarina e sucralose, tenham qualquer efeito sobre o risco de câncer.
- Alimentos orgânicos: hoje é amplamente aceito na comunidade científica que alimentos orgânicos são mais saudáveis por serem criados sem adição de pesticidas, hormônios, antibióticos ou qualquer outra substância não natural. Todavia, apesar de toda base teórica, ainda não está comprovado que alimentos orgânicos diminuam a incidência de câncer.
- Açúcar: não existe uma relação direta do açúcar com o risco de câncer, porém, o excesso de carboidratos pode levar à obesidade, que é reconhecidamente um fator de risco para vários tipos de câncer.
- Chá verde e chá preto: em estudos com animais o chá verde e o chá preto apresentaram evidências de prevenir câncer, porém, em estudos com humanos os resultados não foram semelhantes, não havendo, no momento, evidências científicas para afirmar que chás tenham algum papel na prevenção do câncer.
- Pimenta: não há evidências de que o consumo de pimenta interfira no risco de câncer.
4. ÁLCOOL:
O consumo regular de álcool está associado a um maior risco de vários tipos de câncer.
Um estudo prospectivo com mais de um milhão de mulheres (idade média de 56 anos) descobriu que 10 g de álcool (uma drink) por dia aumenta o risco para cânceres da orofaringe, esôfago, laringe, reto, fígado e mama. O álcool parece também potencializar o risco de câncer do trato respiratório de fumantes.
Também é bom salientar que a cirrose alcoólica é um grande fator de risco para o desenvolvimento do câncer do fígado.
Por razões ainda pouco claras, o consumo moderado de álcool tem sido associada com um risco diminuído do câncer de rim.
FONTE:http://www.mdsaude.com/2012/04/prevencao-do-cancer-dieta.html#ixzz30gkwVfFf
domingo, 30 de março de 2014
COMO PARAR A MENSTRUAÇÃO
Uma das formas de parar a menstruação é tomar uma pílula anticoncepcional de uso contínuo que tenha uma concentração hormonal maior. Ao tomar um comprimido diariamente, a mulher fica sem menstruar. Porém, podem haver esporádicos sangramentos em alguns dias do mês. Mas, o mesmo ocorre com qualquer outro método contraceptivo hormonal.
Alguns médicos desaconselham que as mulheres parem a menstruação definitivamente pelo risco de doenças hormonais no futuro. Parar a menstruação só é indicado durante o tratamento de doenças como anemia, mioma ou endometriose.
COMO PARAR A MENSTRUAÇÃO IMEDIATAMENTE:
Parar a menstruação imediatamente não é possível. O uso da pílula anticoncepcional neste período é desaconselhada pelos médicos, pela grande quantidade hormonal que ela possui, podendo alterar o ciclo menstrual nos próximos meses.
Caso a mulher tenha algum compromisso e deseja não estar menstruada naquele dia, o que se pode fazer é iniciar o uso de anticoncepcional uma semana antes da data prevista da menstruação.
Se a mulher deseja parar de menstruar pelos incômodos causados pela menstruação, pode-se avaliar a necessidade do uso de medicamentos para diminuí-los.
COMO PARAR O INCÔMODO PELA MENSTRUAÇÃO:
Para parar os incômodos causados pela menstruação, como tensão pré menstrual, enxaqueca, dor abdominal, inchaço, irritabilidade e indisposição, pode-se recorrer a remédios caseiros e naturais, como:
- Consumir mais alimentos ricos em ômega 3, 6 e 9;
- Tomar um suco de laranja natural todas as manhãs;
- Comer mais banana e soja;
- Tomar o chá de camomila ou de gengibre;
- Tomar o suplemento de vitamina B6 ou de óleo de prímula;
- Fazer exercícios físicos diariamente.
Outras opções são os medicamentos de farmácia, como o Ponstan, Atroveran e o Nisulid.
FONTE: TUASAUDE
ESTEATOSE HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA: ENTENDA O QUE É
A esteatose hepática não alcoólica é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no fígado, que pode ser causada pelo alto consumo de alimentos calóricos e ricos em gordura, ou por consequência da resistência à insulina.
Em geral, a esteatose hepática não alcoólica está presente em obesos e diabéticos, com elevada quantidade de lipídeos no sangue, como colesterol e triglicerídeos. No entanto, ela pode ocorrer sem fator de risco aparente, podendo acontecer até em crianças.
Esta é uma doença facilmente tratável com dieta e perda de peso, não apresentando, em geral, risco para vida do paciente. Porém, quando não é devidamente controlada e tratada ela pode evoluir para cirrose que é uma doença do fígado em que ele perde as suas funções.
SINTOMAS:
Os sintomas incluem:
- Dor no abdômen;
- Inchaço abdominal;
- Perda de apetite;
- Cansaço;
- Enjoo;
- Vômito;
- Olhos e pele amarelos.
Inicialmente, a esteatose hepática não alcoólica não apresenta sintomas, por isso ela é normalmente identificada através da realização de exames de imagem por outros motivos que acabam por confirmar a doença.
TRATAMENTO:
O tratamento é feita através da perda de peso, dieta com baixo teor de gorduras e carboidratos indicada pelo nutricionista, prática de exercício físico regular e controle da diabetes, se o paciente tiver a doença, indicado pelo endocrinologista.
Se a esteatose hepática não alcoólica não for controlada, pode evoluir para cirrose em que ocorre a degeneração do tecido hepático e perda significativa da função hepática, tendo consequências graves para a saúde do indivíduo como câncer do fígado, por exemplo.
DIETA:
A dieta deve ser pobre em lipídeos ou gorduras e reduzida em calorias. Na dieta é recomendado o paciente:
- Comer frutas, verduras e legumes que ajudam no controle do açúcar no sangue e podem diminuir a absorção de gorduras;
- Optar por leites desnatados e queijos magros, como a ricota e cottage;
- Optar por pães, massas e cereais integrais;
- Comer carnes magras e brancas como peru ou galinha, por exemplo, peixes;
- Evitar comer frituras;
- Optar por alimentos grelhados, assados ou cozidos;
- Evite comer doces ricos em gordura como sonho, bolos com cobertura, goiabada ou doce de leite, por exemplo;
- Evitar comer alimentos ricos em gorduras, como pizzas, sanduíches, hambúrgueres e condimentos;
- Optar para sobremesa saladas de frutas, frutas ao forno, picolés, sorbets e gelatina.
Além destas recomendações, é importante o paciente beber cerca de 1,5 - 2 litros de água por dia e comer a cada 3 horas, mesmo que não tenha fome.
O paciente deve aliar a prática de exercício físico regular à dieta para obter melhores resultados.
FONTE:TUASAUDE
VOCÊ SABE O QUE É ESTEATOSE HEPÁTICA?
Esteatose hepática, fígado gordo ou fígado gorduroso como é conhecida popularmente, é o nome que se dá quando existe um acúmulo excessivo de gordura (principalmente triglicerídeos) nas células que formam o fígado, sendo muito frequente em que sofre de obesidade mórbida.
A esteatose hepática evolui para a cirrose principalmente quando estão associadas outras doenças como hepatite B ou C crônica, colestase, doenças metabólicas, doenças autoimunes ou nos que consomem bebidas alcoólicas em excesso.
A esteatose hepática não alcoólica refere-se a qualquer dano no fígado que não seja causado pelo abuso do álcool, isto inclui a hepatite gordurosa, fibrose e até a cirrose. Inicialmente ela também não gera sintomas e por isso é mais frequentemente diagnosticada por acaso ao realizar exames de imagem por outros motivos.
SINTOMAS:
Os sinais e sintomas da esteatose hepática podem ser:
- Enjoo;
- Vômito;
- Dor e inchaço abdominal;
- Pele e olhos amarelados.
Estes sintomas só tornam-se evidentes quando a doença encontra-se avançada e há um comprometimento mais sério do fígado, pois na esteatose hepática inicial a doença é assintomática.
CAUSAS:
As causas estão relacionadas ao acumulo de gordura no fígado que podem ter relação com:
- Abuso de bebidas alcoólicas;
- Obesidade;
- Nutrição parenteral total;
- Hepatite medicamentosa;
- Diabetes tipo 2;
- Pós operatório de pacientes submetidos à derivação jejuno-ideal;
- Caquexia.
DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico pode ser feito através de exames de imagem como ultrasonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética e, em alguns casos, através da biópsia do fígado. Estes exames devem ser capaz ainda de classificar a esteatose hepática como sendo discreta ou difusa.
TRATAMENTO:
O tratamento deve ser feito através de uma dieta hipocalórica, prática de exercícios e da resolução de outros fatores que podem estar relacionados com a doença. A toma de medicamentos nem sempre é indicada e seu uso vai depender da opinião do médico.
DIETA:
A dieta consiste em retirar da alimentação frituras, gorduras e doces e aumentar o consumo de frutas, legumes, verduras e carnes magras. Um nutricionista poderá indicar uma dieta individualizada, de acordo com as necessidades.
FONTE:TUASAUDE
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
SAIBA MAIS SOBRE O QUE É ENXAQUECA
A enxaqueca é um distúrbio neurológico crônico. Ela se caracteriza por dor de cabeça intensa que, geralmente, manifesta-se de forma latejante ou pulsante, com ocorrência periódica. Pode durar entre 4 e 72 horas e, neste período, náuseas, vômitos e intolerância à luz, cheiros e ruídos ocorrem na maioria dos casos. Tais sintomas são consequência da liberação de noradrenalina e de dopamina no organismo.
Apenas um lado da cabeça pode ser afetado e perturbações na visão (luzes, pontos escuros, figuras geométricas ou perda de uma parte do campo visual) ou formigamentos podem estar presentes. Estes dois últimos casos caracterizam a enxaqueca aura.
Aproximadamente 20% das mulheres, 10% dos homens e 5% das crianças são acometidos por este tipo de cefaleia. É mais frequente em pessoas de raça branca.
As causas relacionadas a este mal incluem fatores genéticos, ambientais, hormonais e hábitos alimentares e de vida. Pesquisas recentes apontam que a dieta é o principal fator desencadeante, sendo o jejum e a ingestão de álcool, chocolate, vinho tinto e café os mais frequentes. Problemas do sono, seguido de estresse são as outras duas causas principais. Alergia, poluição, claridade solar, mudanças no tempo, cigarro, ar-condicionado, odores de perfumes, produtos de limpeza e gasolina fazem parte da lista dos fatores ambientais. Vale lembrar que 65% das mulheres apresentam crises de enxaqueca mais intensas e de maior duração durante a época menstrual e que nestas, este é o motivo mais frequente das crises.
Em muitos pacientes, determinados sintomas surgem horas ou minutos antes de ocorrer a enxaqueca propriamente dita. São eles: falta de apetite ou desejo por determinados alimentos, como doces; hiperatividade, irritabilidade, bocejos, alterações na memória e raciocínio; sonolência, diarreia, desconforto abdominal ou aura.
Para o tratamento, o uso de alopáticos, fitoterápicos, eletrodos e acupuntura são algumas formas de controlar os sintomas da crise que, aliadas a mudanças no hábito de vida da pessoa e alterações na dieta, podem, inclusive, curar a doença.
A enxaqueca é o tipo mais frequente e debilitante de cefaleia. Suas causas incluem fatores genéticos hereditários; hábitos de vida e alimentares; presença de ruídos e odores; e questões hormonais, quando se trata de pacientes mulheres.
Uma vez que compreende uma série de desequilíbrios químicos que ocorrem no encéfalo, não existe um exame específico para diagnosticá-la. Diante desses fatores, a Sociedade Internacional de Cefaleia criou recentemente alguns critérios diagnósticos para enxaqueca e estes são utilizados por muitos médicos a fim de reconhecê-la. Alguns exames podem, também, ser necessários para a exclusão da existência de outras doenças, como tumores.
Para o tratamento, o uso de determinados fármacos, incluindo analgésicos para pacientes que têm mais de três crises por mês, pode ser necessário. Entretanto, tais medidas são, geralmente, paliativas, uma vez que apenas controlam as crises. Fitoterápicos, eletrodos e acupuntura são, também, utilizados para driblar o quadro.
Dessa forma, alterações no estilo de vida podem ser capazes de controlar os sintomas ou até mesmo curar. Assim, dormir bem, em horários regulares; não jejuar por mais de cinco horas; ingerir bastante água; não se expor ao Sol, quando este estiver muito forte; evitar exposição a odores fortes e a cigarros; e, no caso das mulheres, acompanhamento ginecológico; são necessários.
Quanto à alimentação, procure evitar:
- café e alimentos que contenham cafeína;
- chocolate e outros alimentos que contenham feniletilamina;
- adoçantes com aspartame;
- leite de vaca industrializado;
- doces em excesso;
- pães e massas em geral;
- carne de frango, pois pode conter altos teores de antibióticos, hormônios artificiais, entre outros aditivos;
- bebidas alcoólicas;
- queijos amarelos, devido à tiramina;
- frutas cítricas e banana;
- corantes como nitritos e nitratos;
- confeitos coloridos, devido à anilina;
- glutamato monossódico, presente em molhos da cozinha oriental;
- produtos industrializados em geral.
FONTE: BRASILESCOLA
O QUE É TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL?
A tensão pré-menstrual, muito conhecida como TPM, consiste em sintomas físicos ou psicológicos que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual, e que, dependendo da severidade, podem afetar consideravelmente a qualidade de vida da mulher. Os sintomas da TPM têm início por volta dos 26 anos de idade.
Ainda não se sabe ao certo os reais motivos que levam a mulher a sofrer com a TPM, e por que algumas apresentam casos mais graves do que outras, mas especialistas acreditam que a TPM tem sua causa em uma combinação de fatores como genética, alimentação, fatores psicológicos e mudanças hormonais.
As mudanças hormonais são os fatores que mais vêm sendo estudados por especialistas. Durante todo o ciclo menstrual, o corpo da mulher se prepara para uma possível gravidez. Após 14 dias do ciclo, o óvulo é liberado pelo ovário e começa o período da ovulação. Com o término da ovulação, os sintomas da TPM começam a surgir, e é nessa fase que os ovários aumentam a produção dos hormônios estrógeno e iniciam a produção do hormônio progesterona com o intuito de preparar o útero da mulher para uma gravidez. Se não ocorrer a fecundação, a produção de estrógeno e progesterona cai, e essa diminuição hormonal faz com que o endométrio morra e seja descartado, ocasionando a menstruação. Com a menstruação, os sintomas da TPM tendem a acabar entre um e dois dias depois.
Especialistas supõem que os hormônios estrógeno e progesterona podem interagir com alguns compostos químicos do cérebro chamados de neurotransmissores, e que o resultado dessa interação afeta o humor e outros sintomas percebidos durante a TPM.
Os pesquisadores acreditam que ao afetar os neurotransmissores, alguns dos sintomas da TPM são sentidos. A serotonina é um neurotransmissor que cria sentimentos de bem-estar e regula os padrões de sono e humor, porém a queda na quantidade de estrógeno está ligada a uma queda na quantidade de serotonina, o que provoca irritação, depressão, ansiedade e desejo por carboidratos. Já o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico está associado à depressão e à ansiedade, e a progesterona pode aumentar a atividade dele. As endorfinas são neurotransmissoras que aumentam a sensação de prazer e diminuem a sensação da dor. Elas podem ter suas atividades afetadas pela presença em grande quantidade de progesterona e estrógeno. Tanto a adrenalina como a noradrenalina estão envolvidas na resposta do organismo ao estresse, e o estrógeno pode afetar as atividades dos dois neurotransmissores, influenciando na pressão sanguínea, frequência cardíaca e humor.
Geralmente os sintomas emocionais da TPM são: choro fácil, nervosismo, irritação sem motivos, depressão, sensibilidade, ansiedade, mudança rápida de humor, tensão, dificuldade de concentração, agitação, insônia, letargia, sensação de cansaço, baixa autoestima e desejo por alguns alimentos, como chocolate e carboidratos.
Os sintomas físicos da TPM são: dores nas mamas, inchaços, dores de cabeça, dores musculares, aparecimento de acnes, prisão de ventre ou diarreia, náusea, tonturas, cólicas, mudanças no apetite, ondas de calor, diminuição do desejo sexual, entre outros.
Não existem tratamentos específicos para a TPM, pois os sintomas variam muito de uma mulher para outra, mas, com algumas medidas, é possível amenizar esses sintomas atribuindo uma melhora a eles. A realização de atividades físicas pelo menos três vezes por semana; evitar o consumo de álcool e cigarro; evitar o consumo de carboidratos simples, que são absorvidos rapidamente pelo organismo como doces, frutas, açúcares; diminuição do consumo de sal, açúcar, gordura e bebidas que contenham cafeína, como café, chá, refrigerante, etc., podem ajudar a diminuir os sintomas da TPM.
Ainda não há nada comprovado, mas algumas mulheres sentiram melhoras nos sintomas da TPM quando consumiram vitamina B6 (doses muito altas dessa vitamina podem causar danos ao sistema nervoso), vitamina E, cálcio e magnésio. O ácido gama linoleico, encontrado no óleo de prímula, também pode ajudar a amenizar os sintomas da TPM, mas ainda sem comprovação científica. O consumo de carboidratos complexos pode ser importante aliado à diminuição dos sintomas da TPM, pois eles são considerados mais saudáveis e ricos em vitaminas, minerais e fibras, com pouca quantidade de açúcares simples, como arroz e pão integral, inhame, batata-doce, aveia, etc. Suplementos de cálcio com vitamina D e multivitaminas diária também podem ser fortes aliados na guerra contra os sintomas da TPM.
FONTE: BRASILESCOLA
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
COMO NUNCA MAIS PRECISAR FAZER UMA DIETA
Conheça a melhor forma de perder peso, com as dicas do nutricionista Hala El Shafie:
MONITORE SEUS HÁBITOS
Tente entender quando está comendo demais. Durante algumas semanas, mantenha um registro da sua alimentação, assim você pode ver o que está comendo e porque. Se você tem um trabalho estressante e ataca mais gorduras à noite, considere-se um “comedor de estresse”. Para outras pessoas, pode ser tédio, tristeza ou solidão – há uma série de razões pelas quais nós comemos além da fome. Trabalhe para aliviar essas emoções e você verá o progresso na alimentação.
NÃO PASSE FOME
Muitos pensam que comendo menos vão emagrecer. Mas a falta de comida gera um impacto direto em seu metabolismo, e a partir do momento em que você volta a comer, seu corpo vai ganhar muito peso. Se não estamos nos alimentando direito – especialmente de proteínas – nossas reservas musculares ficam fracas. Dietas não funcionam se não forem sustentáveis.
COMEÇANDO DIREITO
Você deve tomar café da manhã. Seu corpo fica sem comida durante o sono, e pular a primeira refeição faz ele segurar gordura, e ir para o “modo de sobrevivência”. Uma vez que você estabelece uma rotina alimentar adequada, você vai perder peso. Mas passar fome só vai deixar seu corpo confuso.
NÃO NEGUE VONTADES
Evitar alguns alimentos continuamente cria uma fixação mental. Se você se permitir, a mística e a excitação diminuem. Obviamente, chocolate e doces todos os dias vão fazer você engordar, mas uma ou duas vezes na semana está ok.
MANTENHA A VARIEDADE
Olhe para os hábitos dos outros e note como elas comem as mesmas coisas em todos os cafés da manhã e nos almoços. Mire na variedade, nas cores e na atração. Foque no que deve ser bom para sua dieta.
A PALAVRA COM C
Não tenha medo dos carboidratos. Carboidratos complexos, como arroz e pão integral, são muito importantes, já que mantém o açúcar no sangue estável, são bons para o humor e contém minerais essenciais. Eliminar um grupo inteiro de alimentos implica em deficiências em minerais. Você não precisa comer uma quantidade enorme, mas um pouco.
VÁ NO SEU TEMPO
É importante manter o seu horário para as refeições, o que significa não comer enquanto assiste televisão, lê ou trabalha no laptop. Se você não se concentra na comida é quase como não comer. Tire seu tempo para aproveitar a refeição. FONTE:Telegraph
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
AS 5 TÁTICAS PARA UM SUPERCORAÇÃO
Ano novo. O verão bomba. A vida também. Em janeiro, impera o clima de curtição – você quer sair mais, namorar mais, festejar mais, certo? Este também é o mês em que você esbanja vontade para emplacar melhorias no trabalho, no relacionamento, na rotina. Para fazê-las reais, já e ao longo do ano, ter boa saúde é condição indispensável. Você precisa estar com o coração forte. Por isso, tratamos de garimpar, e aqui expor, as estratégias cada vez mais certeiras que a ciência vem traçando tanto para evitar problemas como parar tratar um coração já capenga. Infarto, insuficiência coronariana, arritmia cardíaca Pesquisas aperfeiçoaram o que já se sabia sobre isso. Confira os cinco pontos-chave dessa evolução para turbinar sua saúde cardiovascular e aproveitar ao máximo este verão, o ano inteiro e todos os próximos.
1. SUA MATEMÁTICA
Ponto de partida: mensure o risco
Nos últimos cem anos, cientistas buscaram prever a ocorrência de doenças cardíacas usando certos números. O chamado Escore de Framinghan, por exemplo, é um algoritmo que leva em conta idade, pressão sanguínea, colesterol e outros fatores que provocam, ou agravam, problemas no coração.
Some a regra moderna: amplie a equação
O Framinghan não considera histórico familiar, estilo de vida e índice de massa corporal (IMC). Segundo pesquisa no periódico britânico BMC Medicine, cerca de um terço das panes cardíacas acontece com pessoas consideradas de baixo risco por modelos comuns de previsão. “Framinghan é ferramente extra: não substitui dados familiares, exame clínico e avaliação isolada ou combinada de outros fatores de risco – tabagismo, sedentarismo”, diz Maranhão. Tenha hábitos saudáveis e faça check-ups todo ano. “Verifique pressão (para ver o funcionamento dos vasos sanguíneos), colesterol (o tipo LDL pode entupir artérias), triglicérides (gorduras que prejudicam artérias), glicemia (taxa de açúcar no sangue)”, recomenda. “Quem tem problemas em tais índices, ou histórico de doença cardíaca, deve fazer check-up a cada seis meses.”
2. SUA MALHAÇÃO
Ponto de partida: treinos intervalados
Natação, corrida… Esportes aeróbicos são ótimos ao coração. Ainda mais com momentos de alta intensidade (você atinge 90% ou mais da sua frequência cardíaca máxima) intercalados com períodos de repouso (passivo ou ativo): isso aumenta, com o tempo, a eficiência do seu coração. Após fazer esses treinos intervalados, os participantes de um estudo publicado no International Journal of Sports Medicine melhoraram a força de contração cardíaca que impulsiona o sangue em 23%; e o volume máximo de oxigênio no pulmão (VO2 máximo), ou seja, o fôlego, em 17%. “Alguém com VO2 máximo alto tende a possuir menor risco de desenvolver doenças metabólicas e cardíacas”, diz Conrad Earnest, diretor de biologia do exercício do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica (EUA). Exemplos de treino intervalado: nadar tiros de 100 metros e descansar 30 segundos entre eles; alternar um minuto de corrida na potência máxima com um minuto de trote.
Some a regra moderna: levante peso
Conquiste benefícios cardíacos adicionais pondo um programa de resistência junto da rotina aeróbica. Segundo estudo no Journal of Strength and Conditioning Research (EUA), o levantamento de peso pode melhorar o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo, o que reduz a carga de trabalho do coração. Na musculação, aposte no treino em circuito (fazer uma série de cada exercício em sequência sem pausas – você descansa um pouco após completar um ou mais circuitos desse), alternando grupos musculares. “Com uma atividade muscular quase contínua, você eleva a frequência cardíaca e agrega vantagens ao coração”, afirma José Kawazoe Lazzoli, cardiologista de Petrópolis (RJ) e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). Mais: aumentar seus músculos auxilia a diminuir o colesterol e o peso – massa magra em repouso gasta mais energia que gordura em repouso.
3. SEU ESTADO DE ESPÍRITO
Ponto de partida: despache o estresse
O emprego que faz você trabalhar 60 horas por semana pode mandá-lo para o topo da carreira – e também ao pronto-socorro. Segundo artigo no jornal internacional Stress, pesquisadores mediram o nível do hormônio do estresse, o cortisol, em amostras de cabelo de 56 homens já hospitalizados por ataques do coração e de 56 homens hospitalizados por outros motivos. Resultado: as vítimas de pane cardíaca tinham o nível de cortisol um terço maior. “Tensões emocionais ainda elevam a adrenalina e a noradrenalina (hormônios também ligados ao estresse), favorecendo a contração das artérias e a formação de coágulos sanguíneos”, afirma Mário Maranhão, consultor da MH. Se você anda estressado demais, considere engatar mudanças na vida. Para começar: “Tire férias de verdade, passe um tempo sem ler e-mails e invista em seus hobbies preferidos”, sugere Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.
Some a regra moderna: lime tristeza também
Pesquisadores da Universidade Washington (EUA) concluíram que ficar deprimido aumenta o risco de problemas no coração mais que a genética favorável a eles. “A depressão eleva de duas a quatro vezes a chance de ter um ataque cardíaco”, afirma Maranhão. Fazer esporte e sair com os brothers ajuda você a se livrar de uma depressão leve. Se ela for pesada, procure um terapeuta para ajudá-lo.
4. SEU CARDÁPIO
Ponto de partida: coma fibras
Aveia, cevada e psílio também ajudam a reduzir o nível do colesterol ruim (LDL). Cevada e aveia contêm betaglucanas, fibras solúveis que evitam que o LDL seja absorvido e vá para o sangue. O psílio, encontrado em cereais e suplementos, faz o organismo excretar mais ácido biliar – e o LDL é convertido nesse fluido digestivo.
Some a regra moderna: beba tomate
Pessoas que beberam um copo e meio de suco de tomate e comeram duas colheres (sopa) de ketchup por dia, durante três semanas, reduziram os níveis de LDL em cerca 8,5%, segundo pesquisa no British Journal of Nutrition. Mas se ligue: escolha ketchups e sucos de tomate com baixo teor de sal, pois o sódio pode elevar a pressão sanguínea.
5. SUA MEDICAÇÃO
Ponto de partida: Faça exame de sangue
A prescrição de comprimidos de estatina é padrão para reduzir colesterol. Em pessoas com risco de doenças cardíacas, eles podem diminuir a chance de ataque do coração em até 30%, segundo o British Medical Journal. Para decidir se o paciente deve usar as pílulas, muitos médicos pedem o exame de sangue que mede a proteína C reativa ultrassensível: o organismo fabrica mais dela quando há inflamação, que é causada pelo acúmulo de placas nas artérias – e o colesterol pode ser o culpado disso. “Hoje, doenças crônicas – como as do coração – são consideradas doenças inflamatórias”, explica Maranhão. Portanto, esse exame de sangue também deve constar no seu check-up.
Some a regra moderna: confirme na tomografia
O colesterol, no entanto, nem sempre é a única razão da inflamação. Artrite ou sinusite, por exemplo, também podem causá-la no interior do corpo. Se você tem níveis elevados de LDL e de proteína C reativa ultrassensível, cogite com seu médico fazer uma tomografia computadorizada. O exame permite ver, em detalhes, se o acúmulo de placas nas artérias é de fato o problema – e se a prescrição de estatinas é mesmo necessária.
O que seu peito está dizendo*
Quando ele emite estes alertas, é melhor ir ao pronto-socorro
Dor aguda
É no centro do peito e às vezes se irradia à mandíbula e aos membros superiores. Pode indicar infarto ou pericardite, inflamação da capa protetora do coração.
Aperto intermitente
Sensação de pressão no peito que vai e volta e piora com esforço físico. Pode ser angina – bloqueio moderado nas artérias que levam sangue ao coração.
Aperto súbito e intenso
Difere do anterior por ser muito mais forte – e, por vezes, vir junto a suor excessivo e náusea. Pode significar a manifestação inicial de uma doença coronária e caracterizar um infarto. Ou uma doença da aorta, refluxo, gastrite e esofagite.
FONTE: MENSHEALTH
GORDURA VISCERAL: ESSA PODE MATAR VC
A banha visceral, que dá barriga até em corpo enxuto, aumenta o risco de doenças fatais. Lime-a e ganhe saúde e um shape sarado
Ao contrário da gordura subcutânea (tipo de banha que fica sob a pele do corpo inteiro e aumenta visivelmente todas as suas medidas), a gordura visceral aparece mais quando você tira a camisa. Focada, é a causadora da famosa barriga de chope – volume rijo, abdome com aspecto estufado, que dá até em gente de pernas e braços trincados. “Também chamada gordura abdominal, ela se acumula entre as vísceras intestinais, dentro delas, perto dos vasos sanguíneos e na parede deles”, explica Marcio Mancini, endocrinologista de São Paulo e consultor da MH. É uma gordura fatal. Quem tem muito dela duplica a chance de morrer cedo, segundo estudo da Sociedade Americana de Câncer (EUA). “A gordura visceral atrapalha o funcionamento dos órgãos”, diz Tamara Mazaracki, nutróloga do Rio de Janeiro e consultora da MH. “Fígado, coração, rins, pâncreas podem engordar até ficar insuficientes”, aponta Mancini. “Aí o corpo começa a acumular colesterol, triglicerídios e toxinas diversas, o que também incentiva doenças crônicas como as cardiovasculares, o diabetes e o câncer”, indica Tamara. Mas calma, meu caro. Há boa notícia. A gordura visceral se esconde, porém é fácil acabar com ela. Para cada 10% da sua perda de peso total, você incinera 30% de gordura visceral. O ataque eficaz é simples: à base de boa alimentação e exercício. Siga nossa estratégia.
Você está armazenando gordura visceral?
Antes de tudo, responda a estas perguntas para descobrir mais sobre seu corpo:
1. Divida a medida da sua cintura pela medida do quadril. É maior que 0,9?
Sim ❑ Não ❑
2. Você tem origem europeia e uma cintura com mais de 94 cm de circunferência?
Sim ❑ Não ❑
3. Você é descendente de indígenas e possui uma cintura com mais de 90 cm de circunferência?
Sim ❑ Não ❑
4. Você é negro e sua cintura mede mais que 92 cm?
Sim ❑ Não ❑
5. O tamanho da sua cintura é maior que a metade de sua altura?
Sim ❑ Não ❑
6. O número da sua calça é 46 ou mais?
Sim ❑ Não ❑
Resultado Se você respondeu “sim” a alguma questão, está propenso a ter excesso de gordura visceral. Fique ligado!
ALIMENTAÇÃO ANTIPANÇA
Conheça os vilões Ingerir calorias em excesso é a principal causa da formação, ou do aumento, do estoque de gordura visceral. Abusar de carboidratos refinados também agrava o problema. Eles possuem alto índice glicêmico: a glicose (açúcar que é fonte de energia do corpo) que esses alimentos contêm cai na sua corrente sanguínea rapidamente. Se você não gastar toda essa energia, o que sobra pode virar gordura visceral. Exemplos dessa modalidade de carboidrato? Pães, massas, doces, petiscos como batatas fritas e biscoitinhos, refrigerantes. Passar da conta nas biritas com muita frequência é outra coisa que não convém. “Ao ser metabolizado, o excesso de álcool produz um pico de insulina [hormônio que atua no metabolismo de açúcar] no organismo. Aí, pode cair muito o nível de glicose no sangue e bater aquela fome incontrolável: lá vai você beliscar no bar e mandar mais calorias para dentro…”, explica Tamara.
Vá nessa tática de ataque Relax: você não deve limar os drinques da vida, nem as delícias feitas com carboidratos. “Para reduzir o armazenamento de gordura secreta, componha sua dieta diária (seja quantas calorias ela tiver) de 40% de carboidratos complexos (aqueles de baixo índice glicêmico) e fibras, 30% de gorduras e 30% de proteínas”, indica Tamara. Mas não precisa seguir essa proporção em todas as refeições do dia: uma pode ser mais rica em proteínas e outra, em gorduras e carboidratos. Exemplos de cardápios diários que contemplam esses valores? Tá na mão – dá para você comer muito bem enquanto despacha gordura visceral! Inspire-se.
15% da sua energia diária (as calorias que você consome em 24 horas) pode vir de laticínios (como leite e iogurte) e ovos, que tal? Segundo estudo no Journal of Nutrition (EUA), as pessoas que contemplaram esse percentual perderam mais gordura visceral.
MENU PARCEIRO*
CAFÉ: 1 copo (240 ml) de suco de maracujá batido com 1 colher (sopa) de linhaça (sem açúcar – prefira adoçante de estévia) + 2 ovos mexidos com 1 colher (café) de manteiga + 2 fatias de peito de peru + 1 torrada integral + 1 xícara de café com leite.
LANCHE: 1 abacate pequeno (tipo avocado) ou 1 vitamina de abacate sem açúcar – 1 copo de leite semidesnatado batido com 3 colheres (sopa) de abacate e, se quiser, adoçante.
ALMOÇO: 1 prato grande** de salada de alface, rúcula, tomate e palmito + 2 colheres (sopa) de tempero (um mix de azeite, vinagre e shoyo) + 1 concha de feijão + 2 colheres (sopa) de arroz integral + brócolis no vapor com azeite à vontade + 1 filé grande (200 g) de peixe.
LANCHE: 2 fatias de queijo mussarela ou minas + 1 torrada integral + 1 copo de mate.
JANTAR: 1 prato fundo de sopa de legumes com carne (músculo) + abobrinha e berinjela grelhadas com azeite e à vontade.
LANCHE: 1 copo de leite integral batido com 1 colher (sopa) de whey protein e 1 colher (sopa) de sementes de chia.
TREINO ANTIPANÇA
De 2 a 3 vezes por semana, faça este plano* e incinere gordura visceral
1. Sequência intervalada: Faça tiros de corrida ou reme (como na foto) com vontade por 20 ou 30 segundos. Descanse de 20 a 90 segundos. Isso é uma série. Repita de 4 a 8 vezes, conforme seu condicionamento. 10 minutos
2. Supercircuito com carga: Pegue um peso que você levante confortavelmente 15 vezes. Realize 10 repetições de levantamento terra, seguidas de 10 repetições de cada um destes exercícios: desenvolvimento, agachamento, remada inclinada (como na foto) e avanço. Descanse 90 segundos e execute o circuito mais 3 vezes. 30 minutos
3. Balanço de kettlebell e flexão: Faça 20 balanços com as duas mãos segurando o kettlebell (como na foto). Em seguida, execute 10 flexões de braço. Depois, 20 balanços e 9 flexões, 20 balanços e 8 flexões… A cada série, vá reduzindo uma flexão até chegar a zero. 20 minutos
FONTE: MENSHEALTH
segunda-feira, 12 de março de 2012
COMO EMAGRECER COMENDO CHOCOLATE

O que você pensaria se te contassem que existe um tipo de chocolate capaz de controlar seu apetite e ajudá-lo a emagrecer? Pesquisadores americanos fizeram um experimento nutricional com consumidores de chocolate amargo, monitorando os indicadores de saúde relacionados à alimentação, e garantem que ele é um redutor natural de apetite.
Nem todos os chocolates apresentam esse resultado: apenas o chocolate amargo (conhecido como dark chocolate em inglês), ingerido em doses moderadas, proporciona tal efeito. Os pesquisadores, que publicaram seu estudo na revista Nurition and Diabetes (Nova Iorque, EUA), procuraram 16 homens jovens para uma dieta pontuada com porções de dois tipos de chocolate: ao leite e amargo.
A cada trinta minutos, ao longo de cinco horas, os voluntários da pesquisa ingeriam 100 gramas de chocolate amargo ou ao leite, e eram perguntados a respeito de seus níveis de apetite. Aqueles que estavam na “dieta” de chocolate ao leite disseram ter maior vontade de comer alimentos doces e gordurosos.
Para que as impressões não ficassem apenas no discurso, todos os participantes ganharam um almoço ao estilo “tudo-o-que-puder-comer” logo depois do período de testes. Aqueles que passaram o dia à base de chocolate amargo consumiram em média 17 calorias a menos que o outro grupo. Mas qual o motivo dessa diferença?
Dentro do corpo, o que acontece é o seguinte: uma maior quantidade de gordura ajuda o alimento a passar pelo aparelho digestivo (estômago e intestino) mais rapidamente. Existe mais gordura no chocolate ao leite em relação ao amargo. Por essa razão, o amargo permanece mais tempo em digestão, nos dando a sensação de estarmos saciados, e automaticamente com apetite menor.
É preciso, no entanto, tomar cuidado com alguns produtos. O chocolate amargo de fato tem mais cacau e menos gordura que a “concorrência”, o que inclusive ajuda a evitar problemas cardiovasculares e diminuir o risco de diabetes. Mas a quantidade de outros componentes, como o açúcar, varia de acordo com a região em que o chocolate é fabricado.
O Brasil, por exemplo, é o quarto maior produtor de chocolate do mundo, mas as porcentagens de açúcar nas marcas daqui (inclusive nas de chocolate amargo) estão acima da maioria das outras nações representativas do setor. Para que realmente seja possível perder peso comendo chocolate amargo, é necessário analisar as informações nutricionais no verso da embalagem.
FONTE: Rodale
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