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sábado, 1 de outubro de 2016
ENTENDA COMO O ESTRESSE CHEGA AO CORAÇÃO
Estudo inédito mapeia como a tensão contínua leva ao infarto, ao derrame e a outros problemas cardíacos. Ela provoca inflamações nas paredes arteriais, comprometendo, por exemplo, o fluxo sanguíneo.
Em tempos de convulsão social, quando todos parecem estar com os nervos à flor da pele, é bom respirar fundo e pensar duas vezes antes de se aborrecer com discordâncias políticas e de outra natureza. Caso contrário, o coração poderá sofrer as consequências. Se não chega a ser novidade que o estresse contínuo contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares, agora, um estudo conseguiu rastrear os efeitos da tensão mental crônica desde o cérebro até as paredes das artérias. De acordo com os pesquisadores, surge uma evidência robusta de que preocupações excessivas causam inflamações que podem provocar infarto, parada cardíaca e acidente vascular cerebral.
O trabalho, apresentado na 65ª sessão científica anual do Colégio Americano de Cardiologia, baseia-se em estudos de imagem que avaliaram a atividade bioquímica cerebral de 293 pessoas com média de idade de 55 anos. Todas haviam se submetido ao PET/CT, uma eficiente ferramenta de avaliação das alterações metabólicas, entre 2005 e 2008. À época, fizeram o exame para checar se tinham câncer — o resultado deu negativo. Além disso, nenhum apresentava problemas cardiovasculares.
Com imagens bastante precisas e um método de marcadores fluorescentes, o PET/CT forneceu detalhes da atividade cerebral, da medula óssea e das artérias dos participantes. Eles foram divididos em 2 grupos, de acordo com o nível de ativação da amígdala — quanto maior, mais alto o nível de estresse.
Essa região, que não tem nenhuma relação com a amígdala da garganta, é uma das mais primitivas do cérebro e está associada às respostas ao estresse e ao medo. Diante de uma situação perigosa, entra em ação, desencadeando um complexo processo fisiológico que inclui a liberação de hormônios e outras substâncias — é por isso que uma pessoa com medo ou raiva tem reações como sudorese, tremor e alteração nos batimentos cardíacos.
CORAÇÃO: APRENDA LIMPAR SUAS ARTÉRIAS
As dicas para equilibrar a alimentação e controlar as taxas de colesterol parecem simples. Basicamente, é preciso diminuir o consumo de gorduras maléficas e aumentar o de alimentos naturais. Porém pouca gente sabe sobre os males que o colesterol alto pode causar ao coração e a real importância da alimentação equilibrada na prevenção e no controle do problema. reduzir o nível de colesterol é fundamental para manter o coração batendo forte.
Segundo pesquisa da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), apenas 10% dos paulistas conhecem os males do colesterol ruim e 85% não o consideram um fator de risco para problemas cardíacos.
Quando não controlado, o colesterol pode causar aterosclerose, prejudicar a circulação do sangue e até provocar infarto. “A aterosclerose é uma doença caracterizada pela obstrução dos vasos sanguíneos, causada pela formação de placas de ateroma, compostas principalmente pelo colesterol”, explica a cardiologista Viviane Cordeiro Veiga.
Cerca de 80% das doenças cardiovasculares podem ser evitadas com alimentação saudável, exercícios físicos e o não consumo de cigarros. Portanto, fique de olho nos alimentos mais poderosos e conheça seus efeitos benéficos, tanto para prevenir o colesterol alto quanto para baixar as taxas.
Quer variar? Aposte na linhaça
O sedentarismo é responsável por 54% das mortes por problemas vasculares.
Feijão-caupi, o novo herói
Também conhecido como feijão-fradinho ou feijão de corda, essa espécie possui uma proteína chamada vicilina que, associadas às fibras do alimento, é capaz de reduzir o colesterol. A descoberta foi feita pela nutricionista Carolina Frota, durante pesquisa de mestrado na Universidade de São Paulo. O estudo, feito com hamster (animais que tem o metabolismo semelhante ao do ser humano), mostrou que a ingestão do feijão e da proteína isolada são capazes de diminuir, respectivamente, 49% e 22% o colesterol total. A pesquisa continua, agora investigando os benefícios do feijão-caupi para a saúde das pessoas. O objetivo é investir na proteína isolada. Esse tipo de feijão combina com saladas e pode ser usado como ingrediente de feijoadas vegetarianas, por isso, é fácil incluí-lo na alimentação. Durante a semana, varie com outros tipos de leguminosas, que também são ricas em fibras.Cereal de todo dia
“A fibra solúvel da aveia reduz o colesterol ruim, limpando as artérias”, afirma a nutricionista Carolina Marques. Betaglucana é o nome dessa poderosa fibra que, quando ingerida, dissolve-se em água e forma um gel viscoso que capta o excesso de gorduras obtidas da alimentação e manda-o embora com as fezes. O consumo deve ser regular: pelo menos duas colheres (sopa) todos os dias. “O ideal é usar o farelo de aveia, onde as betaglucanas estão mais concentradas”, recomenda Carolina. Barato e versátil, o cereal pode ser acrescentado a diversos pratos prontos (sucos, sopas, saladas). A dica é polvilhar sobre salada de frutas – laranja, morango, kiwi e uvas são ótimas opções, pois contêm antioxidantes que reduzem a formação de placas de gordura nas artérias.Quer variar? Aposte na linhaça
Assim como a aveia, essas sementinhas dão um toque especial a saladas, sopas, massas, sucos, vitaminas, frutas e o que mais a imaginação permitir. Com sabor semelhante ao de castanhas, a linhaça é rica em ômega 3. “É um tipo de gordura insaturada que reduz o colesterol total e o LDL (o colesterol ruim) e aumenta o HDL (o colesterol bom). Também reduz a pressão arterial”, diz a nutricionista Lilian Speziali.
Cada 100 g de linhaça possui 33,5 g de fibras, o que também faz a diferença nas taxas de colesterol. Especialistas recomendam o consumo de duas colheres (sopa) diariamente. Como o organismo não consegue digerir facilmente as sementes inteiras, que possui casca resistente, o ideal é consumir em forma de farinha. Apesar de ser encontrada pronta no mercado, é melhor optar pelas sementes inteiras e triturá-las no liquidificador somente o que for consumir, já que perdem rapidamente os nutrientes em contato com o ar e a luz.
Mais vermelho no prato
O benefício mais famoso que o tomate exerce é a prevenção do câncer de próstata, já que o alimento é uma das melhores fontes de licopeno. A substância tem função antioxidante e é responsável pela coloração vermelha do tomate e de outros legumes e frutas, como pimentão, melancia e goiaba. Mas o licopeno faz muito mais pela saúde: inibe uma enzima que participa da produção do colesterol, colaborando com o controle e a redução de suas taxas.
2 quadradinhos por dia
Deliciar-se com um bombom pequeno ou dois quadradinhos de uma barra de chocolate vai além da melhora do humor. Afinal, esse doce tão querido por tanta gente é capaz de controlar as taxas de colesterol. Porém, o tipo e a quantidade vão determina se o chocolate fará bem ou mal à saúde do coração. A versão ao leite, por exemplo, tem grande quantidade de gordura e açúcar. Em excesso, eleva o peso corporal e a glicose no sangue. Já o tipo amargo é rico em polifenóis, substâncias antioxidantes que ajudam na redução do colesterol. Esse benefício se deve ao cacau, o dono dos antioxidantes. Por isso opte pelo chocolate com mais de 60% de cacau e consuma sempre em pequenas quantidades.
Quase 30% da população brasileira apresenta altas taxas de colesterol.
Qual é o limite?
Todas as pessoas, apresentando ou não fatores de risco, devem checar os níveis de colesterol antes dos 20 anos e continuar fazendo o exame regularmente. Os sintomas do colesterol alto só manifestam-se quando seus valores são muito elevados, por isso recomenda-se realizar exames de sangue para o colesterol de tempos em tempos.
Cerca de 70% do colesterol presente no organismo é produzido pelo fígado. Ele produz a quantidade suficiente para o uso das células, o restante vêm da alimentação e seu excesso é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos, sendo prejudicial ao corpo.
Crianças cujas famílias apresentem histórico de doenças cardíacas também devem conferir as taxas. Basta uma pequena amostra de sangue e o resultado é dado em mg/dl (miligramas por decilitro de sangue). Confira os limites estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia:
Colesterol total: é a soma LDL + HDL +VLDL. O ideal é que esteja abaixo de 200 mg/dl. Entre 200 e 239 mg/dl, há riscos de problemas cardíacos. Acima de 240 mg/dl, os riscos são maiores e pode ocorrer infarto e AVC (acidente vascular cerebral).
LDL: abaixo de 100 mg/dl para pessoas saudáveis e menor que 70 para quem já possui algum problema cardiovascular.
HDL: acima de 40 para homens e 50 para mulheres.
Triglicérides: A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicérides (ou triglicerídeos) no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL. Os valores normais de triglicerídeos são:
Até 150 mg/dL = normal;
Entre 150 e 199 mg/dl = limítrofe;
Entre 200 e 500 mg/dl = elevado;
Maior que 500 mg/dl= muito elevado.
O que é VLDL?
Tanto se ouve falar do LDL e do HDL, os principais responsáveis pelo transporte do colesterol no sangue, que muitos se esquecem dessa outra substância engordurada. Se fôssemos traçar uma árvore genealógica das lipoproteínas, o VLDL seria um parente muito próximo do LDL. Sua sigla, do inglês “very low density lipoprotein”, afinal, significa lipoproteína de muito baixa densidade, numa tradução literal do inglês.
Apesar de também participar do leva-e-traz do colesterol, sua grande missão é carregar os triglicérides, um outro tipo de gordura. Mas, mesmo que seus níveis estejam elevados, os especialistas não o encaram como uma grande ameaça.
Níveis do VLDL:
Desejável : Até 30 mg/dl;
Discretamente elevado : 30 a 40 mg/dl;
Elevado : 40 a 99 mg/dl;
Muito Elevado : Maior ou igual 100 mg/dl.
O que faz o colesterol no organismo?
O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol.
O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos.
O HDL faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.
Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados a deposição de gordura na parede dos vasos, levando a formação de placas. Esse processo é chamado de aterosclerose. Essas placas de gordura diminuem a luz dos vasos. Também causam lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias. Tudo isso favorece a obstrução do fluxo de sangue e do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O resultado final é o infarto, o AVC, a isquemia dos membros etc… O aumento do colesterol é chamado de dislipidemia.
Enquanto que o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais.
Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim.
A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL enquanto que gordura insaturada, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promove a produção do HDL.
Há muito tempo deixamos de valorizar o valor do colesterol total (HDL + LDL + VLDL) e passamos a dar mais atenção aos valores individuais de HDL e LDL.
Veja esses exemplos:
Paciente 1 – LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190 mg/dL.
Paciente 2 – LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190 mg/dL.
Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2 apesar de terem o mesmo nível de colesterol total.
Então, quais são os valores de HDL e LDL normais e quais são perigosos?
LDL (colesterol ruim):
Menor que 100 mg/dL – Ótimo;
Entre 101 e 130 mg/dL – Normal;
Entre 131 e 160 mg/dL – Normal/alto;
Entre 161 e 190 mg/dL – Alto;
Maior que 190 mg/dL – Muito alto.
HDL (colesterol bom):
Menor que 40 mg/dL – Baixo (ruim);
Entre 41 e 60 mg/dL – Normal;
Maior que 60 mg/dL – Alto (ótimo).
Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em saturadas está indicada para todas as pessoas. O aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. Uma vez que 75% do colesterol é endógeno e apenas 25% vem da alimentação, algumas pessoas não conseguem normalizar os níveis de LDL apenas com dieta e precisam tomar medicamentos. Exercícios físicos também ajudam a elevar o HDL e diminuir o LDL.
Pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 2 mil pessoas, mostrou que 44% das crianças com idade entre 2 e 9 anos apesentavam colesterol elevado.
Escolha a gordura certa
O colesterol nas alturas não exige o abandono da ingestão de tudo o que é gorduroso. Afinal, existem diferentes tipos de gordura e algumas delas são capazes de preservar a saúde do coração. É o caso das insaturadas, presentes em peixes, linhaça, azeite e oleaginosas.
Chamadas de “gorduras do bem”, elevam o bom colesterol (HDL), reduzem o ruim (LDL) e, como as células nervosas são compostas de gorduras, ainda melhoram a memória. Como toda gordura, as insaturadas devem ser consumida com moderação. Portanto, o ideal é substituir as gorduras maléficas pelas do bem.
Nesse grupo, encaixam-se os ômegas 3 e 9 que, por não serem produzidos pelo organismo, devem ser obtidos pela alimentação. Confira as recomendações de como e quanto consumir as melhores fontes de gorduras benéficas:
Peixes: salmão, atum, arenque cavala, sardinha e tainha são os principais exemplos de peixes gordos e saudáveis. Prefira assar, grelhar ou cozinhar, já que frituras devem ficar fora do cardápio de quem quer fugir do colesterol. De 2 a 3 vezes por semana é o consumo ideal para obter os benefícios.
Oleaginosas: nozes, castanha de caju, avelã, amêndoas, castanha-do-pará… Você pode optar por qualquer uma delas e consumir nos lanches da manhã ou da tarde. Por serem ricas em gorduras benéficas e proteínas, espantam a fome, resultando em menos vontade por guloseimas nos intervalos das refeições.
Azeite: considerado um dos melhores alimentos funcionais, o azeite regula o colesterol, previne diabetes, reduz a pressão arterial e até controla o depósito de gordura na barriga. Tudo isso contribui para que o coração bata forte por muito mais tempo. O recomendado é ingerir até duas colheres (sopa) por dia, sem aquecer e de preferência o tipo extravirgem.
Já as gorduras saturadas precisam ser evitadas ou reduzidas significativamente na dieta. São encontradas em carnes gordas, embutidos (linguiça, salsicha, mortadela), laticínios integrais, frituras e massas folhadas. “A gordura saturada eleva a produção de colesterol ruim (LDL), por isso precisa ser consumida em pequena quantidade”, avisa o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni.
Existem ainda as gorduras trans, presentes principalmente em alimentos industrializados. São formadas quando o processo industrial transforma óleos líquidos em gordura sólida para melhorar a textura dos produtos. Assim, sorvetes, bolachas recheadas, salgadinhos de pacote, bolos, etc., aumentam o colesterol ruim e diminuem o bom. Por isso atenção aos rótulos dos produtos!
Frutas para o coração
Todas as frutas, por serem ricas em fibras e substâncias antioxidantes, podem ajudar no controle do colesterol (pessoas com diabetes devem procurar um médico para saber a quantidade de consumo permitida). Porém, existem algumas que contém ainda mais nutrientes poderosos que agem beneficiando as artérias. Confira!
Antioxidantes em cachos
Uvas, especialmente as de coloração que vai do vermelho ao roxo, são riquíssimas em substâncias antioxidantes, como os flavonoides. “Aumentam o colesterol bom, melhoram a circulação e previnem danos contra as artérias, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares”,destaca a nutricionista Barbara Sanches.
Os flavonoides atuam impedindo a oxidação do colesterol e, assim, reduzem o depósito de gorduras nas artérias e as consequente formação de placas. Inclua 1 cacho pequeno de uvas na alimentação, 2 vezes por semana. Se preferir, opte pelo suco natural sem açúcar, 1 copo de 250 ml.
Calorias do bem
Em 100 g de abacate estão presentes 8,4 g de gorduras e são justamente as benéficas, que aumentam o bom colesterol. Por isso, apesar de ser calórica, a fruta pode (e deve!) entrar no cardápio, é só ter moderação: 1/4 de abacate por dia, variando com outras frutas durante a semana, é o indicado.
Ainda fornece ótima quantidade de fibras (mais de 6 g em cada 100 g) de abacate). No Brasil, consome-se o alimento com açúcar. Porém, em outros países, é adicionado a pratos salgados, como o guacamole. Em cubos, o abacate pode ser acrescentado a qualquer tipo de salada, tornando-se uma opção mais saudável que a fruta doce.
FONTES: por Marisa Sei / Saúde todo dia / Editora Alto Astral – Ano 5 – nº 6 – 2013 / Consultoria: Barbara Sanches, Carolina Sanches, Carolina Marques e Lilian Speziali, nutricionistas / Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo; Viviane Cordeiro Veiga, cardiologista/ lersaude.com.br/coracao-limpe-suas-arterias/
Mais vermelho no prato
O benefício mais famoso que o tomate exerce é a prevenção do câncer de próstata, já que o alimento é uma das melhores fontes de licopeno. A substância tem função antioxidante e é responsável pela coloração vermelha do tomate e de outros legumes e frutas, como pimentão, melancia e goiaba. Mas o licopeno faz muito mais pela saúde: inibe uma enzima que participa da produção do colesterol, colaborando com o controle e a redução de suas taxas.
2 quadradinhos por dia
Deliciar-se com um bombom pequeno ou dois quadradinhos de uma barra de chocolate vai além da melhora do humor. Afinal, esse doce tão querido por tanta gente é capaz de controlar as taxas de colesterol. Porém, o tipo e a quantidade vão determina se o chocolate fará bem ou mal à saúde do coração. A versão ao leite, por exemplo, tem grande quantidade de gordura e açúcar. Em excesso, eleva o peso corporal e a glicose no sangue. Já o tipo amargo é rico em polifenóis, substâncias antioxidantes que ajudam na redução do colesterol. Esse benefício se deve ao cacau, o dono dos antioxidantes. Por isso opte pelo chocolate com mais de 60% de cacau e consuma sempre em pequenas quantidades.
Quase 30% da população brasileira apresenta altas taxas de colesterol.
Qual é o limite?
Todas as pessoas, apresentando ou não fatores de risco, devem checar os níveis de colesterol antes dos 20 anos e continuar fazendo o exame regularmente. Os sintomas do colesterol alto só manifestam-se quando seus valores são muito elevados, por isso recomenda-se realizar exames de sangue para o colesterol de tempos em tempos.
Cerca de 70% do colesterol presente no organismo é produzido pelo fígado. Ele produz a quantidade suficiente para o uso das células, o restante vêm da alimentação e seu excesso é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos, sendo prejudicial ao corpo.
Crianças cujas famílias apresentem histórico de doenças cardíacas também devem conferir as taxas. Basta uma pequena amostra de sangue e o resultado é dado em mg/dl (miligramas por decilitro de sangue). Confira os limites estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia:
Colesterol total: é a soma LDL + HDL +VLDL. O ideal é que esteja abaixo de 200 mg/dl. Entre 200 e 239 mg/dl, há riscos de problemas cardíacos. Acima de 240 mg/dl, os riscos são maiores e pode ocorrer infarto e AVC (acidente vascular cerebral).
LDL: abaixo de 100 mg/dl para pessoas saudáveis e menor que 70 para quem já possui algum problema cardiovascular.
HDL: acima de 40 para homens e 50 para mulheres.
Triglicérides: A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicérides (ou triglicerídeos) no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL. Os valores normais de triglicerídeos são:
Até 150 mg/dL = normal;
Entre 150 e 199 mg/dl = limítrofe;
Entre 200 e 500 mg/dl = elevado;
Maior que 500 mg/dl= muito elevado.
O que é VLDL?
Tanto se ouve falar do LDL e do HDL, os principais responsáveis pelo transporte do colesterol no sangue, que muitos se esquecem dessa outra substância engordurada. Se fôssemos traçar uma árvore genealógica das lipoproteínas, o VLDL seria um parente muito próximo do LDL. Sua sigla, do inglês “very low density lipoprotein”, afinal, significa lipoproteína de muito baixa densidade, numa tradução literal do inglês.
Apesar de também participar do leva-e-traz do colesterol, sua grande missão é carregar os triglicérides, um outro tipo de gordura. Mas, mesmo que seus níveis estejam elevados, os especialistas não o encaram como uma grande ameaça.
Níveis do VLDL:
Desejável : Até 30 mg/dl;
Discretamente elevado : 30 a 40 mg/dl;
Elevado : 40 a 99 mg/dl;
Muito Elevado : Maior ou igual 100 mg/dl.
O que faz o colesterol no organismo?
O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol.
O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos.
O HDL faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.
Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados a deposição de gordura na parede dos vasos, levando a formação de placas. Esse processo é chamado de aterosclerose. Essas placas de gordura diminuem a luz dos vasos. Também causam lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias. Tudo isso favorece a obstrução do fluxo de sangue e do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O resultado final é o infarto, o AVC, a isquemia dos membros etc… O aumento do colesterol é chamado de dislipidemia.
Enquanto que o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais.
Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim.
A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL enquanto que gordura insaturada, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promove a produção do HDL.
Há muito tempo deixamos de valorizar o valor do colesterol total (HDL + LDL + VLDL) e passamos a dar mais atenção aos valores individuais de HDL e LDL.
Veja esses exemplos:
Paciente 1 – LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190 mg/dL.
Paciente 2 – LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190 mg/dL.
Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2 apesar de terem o mesmo nível de colesterol total.
Então, quais são os valores de HDL e LDL normais e quais são perigosos?
LDL (colesterol ruim):
Menor que 100 mg/dL – Ótimo;
Entre 101 e 130 mg/dL – Normal;
Entre 131 e 160 mg/dL – Normal/alto;
Entre 161 e 190 mg/dL – Alto;
Maior que 190 mg/dL – Muito alto.
HDL (colesterol bom):
Menor que 40 mg/dL – Baixo (ruim);
Entre 41 e 60 mg/dL – Normal;
Maior que 60 mg/dL – Alto (ótimo).
Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em saturadas está indicada para todas as pessoas. O aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. Uma vez que 75% do colesterol é endógeno e apenas 25% vem da alimentação, algumas pessoas não conseguem normalizar os níveis de LDL apenas com dieta e precisam tomar medicamentos. Exercícios físicos também ajudam a elevar o HDL e diminuir o LDL.
Pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 2 mil pessoas, mostrou que 44% das crianças com idade entre 2 e 9 anos apesentavam colesterol elevado.
Escolha a gordura certa
O colesterol nas alturas não exige o abandono da ingestão de tudo o que é gorduroso. Afinal, existem diferentes tipos de gordura e algumas delas são capazes de preservar a saúde do coração. É o caso das insaturadas, presentes em peixes, linhaça, azeite e oleaginosas.
Chamadas de “gorduras do bem”, elevam o bom colesterol (HDL), reduzem o ruim (LDL) e, como as células nervosas são compostas de gorduras, ainda melhoram a memória. Como toda gordura, as insaturadas devem ser consumida com moderação. Portanto, o ideal é substituir as gorduras maléficas pelas do bem.
Nesse grupo, encaixam-se os ômegas 3 e 9 que, por não serem produzidos pelo organismo, devem ser obtidos pela alimentação. Confira as recomendações de como e quanto consumir as melhores fontes de gorduras benéficas:
Peixes: salmão, atum, arenque cavala, sardinha e tainha são os principais exemplos de peixes gordos e saudáveis. Prefira assar, grelhar ou cozinhar, já que frituras devem ficar fora do cardápio de quem quer fugir do colesterol. De 2 a 3 vezes por semana é o consumo ideal para obter os benefícios.
Oleaginosas: nozes, castanha de caju, avelã, amêndoas, castanha-do-pará… Você pode optar por qualquer uma delas e consumir nos lanches da manhã ou da tarde. Por serem ricas em gorduras benéficas e proteínas, espantam a fome, resultando em menos vontade por guloseimas nos intervalos das refeições.
Azeite: considerado um dos melhores alimentos funcionais, o azeite regula o colesterol, previne diabetes, reduz a pressão arterial e até controla o depósito de gordura na barriga. Tudo isso contribui para que o coração bata forte por muito mais tempo. O recomendado é ingerir até duas colheres (sopa) por dia, sem aquecer e de preferência o tipo extravirgem.
Já as gorduras saturadas precisam ser evitadas ou reduzidas significativamente na dieta. São encontradas em carnes gordas, embutidos (linguiça, salsicha, mortadela), laticínios integrais, frituras e massas folhadas. “A gordura saturada eleva a produção de colesterol ruim (LDL), por isso precisa ser consumida em pequena quantidade”, avisa o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni.
Existem ainda as gorduras trans, presentes principalmente em alimentos industrializados. São formadas quando o processo industrial transforma óleos líquidos em gordura sólida para melhorar a textura dos produtos. Assim, sorvetes, bolachas recheadas, salgadinhos de pacote, bolos, etc., aumentam o colesterol ruim e diminuem o bom. Por isso atenção aos rótulos dos produtos!
Frutas para o coração
Todas as frutas, por serem ricas em fibras e substâncias antioxidantes, podem ajudar no controle do colesterol (pessoas com diabetes devem procurar um médico para saber a quantidade de consumo permitida). Porém, existem algumas que contém ainda mais nutrientes poderosos que agem beneficiando as artérias. Confira!
Antioxidantes em cachos
Uvas, especialmente as de coloração que vai do vermelho ao roxo, são riquíssimas em substâncias antioxidantes, como os flavonoides. “Aumentam o colesterol bom, melhoram a circulação e previnem danos contra as artérias, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares”,destaca a nutricionista Barbara Sanches.
Os flavonoides atuam impedindo a oxidação do colesterol e, assim, reduzem o depósito de gorduras nas artérias e as consequente formação de placas. Inclua 1 cacho pequeno de uvas na alimentação, 2 vezes por semana. Se preferir, opte pelo suco natural sem açúcar, 1 copo de 250 ml.
Calorias do bem
Em 100 g de abacate estão presentes 8,4 g de gorduras e são justamente as benéficas, que aumentam o bom colesterol. Por isso, apesar de ser calórica, a fruta pode (e deve!) entrar no cardápio, é só ter moderação: 1/4 de abacate por dia, variando com outras frutas durante a semana, é o indicado.
Ainda fornece ótima quantidade de fibras (mais de 6 g em cada 100 g) de abacate). No Brasil, consome-se o alimento com açúcar. Porém, em outros países, é adicionado a pratos salgados, como o guacamole. Em cubos, o abacate pode ser acrescentado a qualquer tipo de salada, tornando-se uma opção mais saudável que a fruta doce.
FONTES: por Marisa Sei / Saúde todo dia / Editora Alto Astral – Ano 5 – nº 6 – 2013 / Consultoria: Barbara Sanches, Carolina Sanches, Carolina Marques e Lilian Speziali, nutricionistas / Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo; Viviane Cordeiro Veiga, cardiologista/ lersaude.com.br/coracao-limpe-suas-arterias/
2 quadradinhos por dia
Deliciar-se com um bombom pequeno ou dois quadradinhos de uma barra de chocolate vai além da melhora do humor. Afinal, esse doce tão querido por tanta gente é capaz de controlar as taxas de colesterol. Porém, o tipo e a quantidade vão determina se o chocolate fará bem ou mal à saúde do coração. A versão ao leite, por exemplo, tem grande quantidade de gordura e açúcar. Em excesso, eleva o peso corporal e a glicose no sangue. Já o tipo amargo é rico em polifenóis, substâncias antioxidantes que ajudam na redução do colesterol. Esse benefício se deve ao cacau, o dono dos antioxidantes. Por isso opte pelo chocolate com mais de 60% de cacau e consuma sempre em pequenas quantidades.
Quase 30% da população brasileira apresenta altas taxas de colesterol.
Qual é o limite?
Todas as pessoas, apresentando ou não fatores de risco, devem checar os níveis de colesterol antes dos 20 anos e continuar fazendo o exame regularmente. Os sintomas do colesterol alto só manifestam-se quando seus valores são muito elevados, por isso recomenda-se realizar exames de sangue para o colesterol de tempos em tempos.
Cerca de 70% do colesterol presente no organismo é produzido pelo fígado. Ele produz a quantidade suficiente para o uso das células, o restante vêm da alimentação e seu excesso é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos, sendo prejudicial ao corpo.
Crianças cujas famílias apresentem histórico de doenças cardíacas também devem conferir as taxas. Basta uma pequena amostra de sangue e o resultado é dado em mg/dl (miligramas por decilitro de sangue). Confira os limites estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia:
Colesterol total: é a soma LDL + HDL +VLDL. O ideal é que esteja abaixo de 200 mg/dl. Entre 200 e 239 mg/dl, há riscos de problemas cardíacos. Acima de 240 mg/dl, os riscos são maiores e pode ocorrer infarto e AVC (acidente vascular cerebral).
LDL: abaixo de 100 mg/dl para pessoas saudáveis e menor que 70 para quem já possui algum problema cardiovascular.
HDL: acima de 40 para homens e 50 para mulheres.
Triglicérides: A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicérides (ou triglicerídeos) no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL. Os valores normais de triglicerídeos são:
Até 150 mg/dL = normal;
Entre 150 e 199 mg/dl = limítrofe;
Entre 200 e 500 mg/dl = elevado;
Maior que 500 mg/dl= muito elevado.
O que é VLDL?
Tanto se ouve falar do LDL e do HDL, os principais responsáveis pelo transporte do colesterol no sangue, que muitos se esquecem dessa outra substância engordurada. Se fôssemos traçar uma árvore genealógica das lipoproteínas, o VLDL seria um parente muito próximo do LDL. Sua sigla, do inglês “very low density lipoprotein”, afinal, significa lipoproteína de muito baixa densidade, numa tradução literal do inglês.
Apesar de também participar do leva-e-traz do colesterol, sua grande missão é carregar os triglicérides, um outro tipo de gordura. Mas, mesmo que seus níveis estejam elevados, os especialistas não o encaram como uma grande ameaça.
Níveis do VLDL:
Desejável : Até 30 mg/dl;
Discretamente elevado : 30 a 40 mg/dl;
Elevado : 40 a 99 mg/dl;
Muito Elevado : Maior ou igual 100 mg/dl.
O que faz o colesterol no organismo?
O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol.
O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos.
O HDL faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.
Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados a deposição de gordura na parede dos vasos, levando a formação de placas. Esse processo é chamado de aterosclerose. Essas placas de gordura diminuem a luz dos vasos. Também causam lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias. Tudo isso favorece a obstrução do fluxo de sangue e do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O resultado final é o infarto, o AVC, a isquemia dos membros etc… O aumento do colesterol é chamado de dislipidemia.
Enquanto que o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais.
Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim.
A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL enquanto que gordura insaturada, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promove a produção do HDL.
Há muito tempo deixamos de valorizar o valor do colesterol total (HDL + LDL + VLDL) e passamos a dar mais atenção aos valores individuais de HDL e LDL.
Veja esses exemplos:
Paciente 1 – LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190 mg/dL.
Paciente 2 – LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190 mg/dL.
Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2 apesar de terem o mesmo nível de colesterol total.
Então, quais são os valores de HDL e LDL normais e quais são perigosos?
LDL (colesterol ruim):
Menor que 100 mg/dL – Ótimo;
Entre 101 e 130 mg/dL – Normal;
Entre 131 e 160 mg/dL – Normal/alto;
Entre 161 e 190 mg/dL – Alto;
Maior que 190 mg/dL – Muito alto.
HDL (colesterol bom):
Menor que 40 mg/dL – Baixo (ruim);
Entre 41 e 60 mg/dL – Normal;
Maior que 60 mg/dL – Alto (ótimo).
Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em saturadas está indicada para todas as pessoas. O aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. Uma vez que 75% do colesterol é endógeno e apenas 25% vem da alimentação, algumas pessoas não conseguem normalizar os níveis de LDL apenas com dieta e precisam tomar medicamentos. Exercícios físicos também ajudam a elevar o HDL e diminuir o LDL.
Pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 2 mil pessoas, mostrou que 44% das crianças com idade entre 2 e 9 anos apesentavam colesterol elevado.
Escolha a gordura certa
O colesterol nas alturas não exige o abandono da ingestão de tudo o que é gorduroso. Afinal, existem diferentes tipos de gordura e algumas delas são capazes de preservar a saúde do coração. É o caso das insaturadas, presentes em peixes, linhaça, azeite e oleaginosas.
Chamadas de “gorduras do bem”, elevam o bom colesterol (HDL), reduzem o ruim (LDL) e, como as células nervosas são compostas de gorduras, ainda melhoram a memória. Como toda gordura, as insaturadas devem ser consumida com moderação. Portanto, o ideal é substituir as gorduras maléficas pelas do bem.
Nesse grupo, encaixam-se os ômegas 3 e 9 que, por não serem produzidos pelo organismo, devem ser obtidos pela alimentação. Confira as recomendações de como e quanto consumir as melhores fontes de gorduras benéficas:
Peixes: salmão, atum, arenque cavala, sardinha e tainha são os principais exemplos de peixes gordos e saudáveis. Prefira assar, grelhar ou cozinhar, já que frituras devem ficar fora do cardápio de quem quer fugir do colesterol. De 2 a 3 vezes por semana é o consumo ideal para obter os benefícios.
Oleaginosas: nozes, castanha de caju, avelã, amêndoas, castanha-do-pará… Você pode optar por qualquer uma delas e consumir nos lanches da manhã ou da tarde. Por serem ricas em gorduras benéficas e proteínas, espantam a fome, resultando em menos vontade por guloseimas nos intervalos das refeições.
Azeite: considerado um dos melhores alimentos funcionais, o azeite regula o colesterol, previne diabetes, reduz a pressão arterial e até controla o depósito de gordura na barriga. Tudo isso contribui para que o coração bata forte por muito mais tempo. O recomendado é ingerir até duas colheres (sopa) por dia, sem aquecer e de preferência o tipo extravirgem.
Já as gorduras saturadas precisam ser evitadas ou reduzidas significativamente na dieta. São encontradas em carnes gordas, embutidos (linguiça, salsicha, mortadela), laticínios integrais, frituras e massas folhadas. “A gordura saturada eleva a produção de colesterol ruim (LDL), por isso precisa ser consumida em pequena quantidade”, avisa o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni.
Existem ainda as gorduras trans, presentes principalmente em alimentos industrializados. São formadas quando o processo industrial transforma óleos líquidos em gordura sólida para melhorar a textura dos produtos. Assim, sorvetes, bolachas recheadas, salgadinhos de pacote, bolos, etc., aumentam o colesterol ruim e diminuem o bom. Por isso atenção aos rótulos dos produtos!
Frutas para o coração
Todas as frutas, por serem ricas em fibras e substâncias antioxidantes, podem ajudar no controle do colesterol (pessoas com diabetes devem procurar um médico para saber a quantidade de consumo permitida). Porém, existem algumas que contém ainda mais nutrientes poderosos que agem beneficiando as artérias. Confira!
Antioxidantes em cachos
Uvas, especialmente as de coloração que vai do vermelho ao roxo, são riquíssimas em substâncias antioxidantes, como os flavonoides. “Aumentam o colesterol bom, melhoram a circulação e previnem danos contra as artérias, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares”,destaca a nutricionista Barbara Sanches.
Os flavonoides atuam impedindo a oxidação do colesterol e, assim, reduzem o depósito de gorduras nas artérias e as consequente formação de placas. Inclua 1 cacho pequeno de uvas na alimentação, 2 vezes por semana. Se preferir, opte pelo suco natural sem açúcar, 1 copo de 250 ml.
Calorias do bem
Em 100 g de abacate estão presentes 8,4 g de gorduras e são justamente as benéficas, que aumentam o bom colesterol. Por isso, apesar de ser calórica, a fruta pode (e deve!) entrar no cardápio, é só ter moderação: 1/4 de abacate por dia, variando com outras frutas durante a semana, é o indicado.
Ainda fornece ótima quantidade de fibras (mais de 6 g em cada 100 g) de abacate). No Brasil, consome-se o alimento com açúcar. Porém, em outros países, é adicionado a pratos salgados, como o guacamole. Em cubos, o abacate pode ser acrescentado a qualquer tipo de salada, tornando-se uma opção mais saudável que a fruta doce.
FONTES: por Marisa Sei / Saúde todo dia / Editora Alto Astral – Ano 5 – nº 6 – 2013 / Consultoria: Barbara Sanches, Carolina Sanches, Carolina Marques e Lilian Speziali, nutricionistas / Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo; Viviane Cordeiro Veiga, cardiologista/ lersaude.com.br/coracao-limpe-suas-arterias/
Quase 30% da população brasileira apresenta altas taxas de colesterol.
Qual é o limite?
Todas as pessoas, apresentando ou não fatores de risco, devem checar os níveis de colesterol antes dos 20 anos e continuar fazendo o exame regularmente. Os sintomas do colesterol alto só manifestam-se quando seus valores são muito elevados, por isso recomenda-se realizar exames de sangue para o colesterol de tempos em tempos. Cerca de 70% do colesterol presente no organismo é produzido pelo fígado. Ele produz a quantidade suficiente para o uso das células, o restante vêm da alimentação e seu excesso é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos, sendo prejudicial ao corpo. Crianças cujas famílias apresentem histórico de doenças cardíacas também devem conferir as taxas. Basta uma pequena amostra de sangue e o resultado é dado em mg/dl (miligramas por decilitro de sangue). Confira os limites estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia: Colesterol total: é a soma LDL + HDL +VLDL. O ideal é que esteja abaixo de 200 mg/dl. Entre 200 e 239 mg/dl, há riscos de problemas cardíacos. Acima de 240 mg/dl, os riscos são maiores e pode ocorrer infarto e AVC (acidente vascular cerebral). LDL: abaixo de 100 mg/dl para pessoas saudáveis e menor que 70 para quem já possui algum problema cardiovascular. HDL: acima de 40 para homens e 50 para mulheres. Triglicérides: A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicérides (ou triglicerídeos) no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL. Os valores normais de triglicerídeos são: Até 150 mg/dL = normal; Entre 150 e 199 mg/dl = limítrofe; Entre 200 e 500 mg/dl = elevado; Maior que 500 mg/dl= muito elevado.O que é VLDL?
Tanto se ouve falar do LDL e do HDL, os principais responsáveis pelo transporte do colesterol no sangue, que muitos se esquecem dessa outra substância engordurada. Se fôssemos traçar uma árvore genealógica das lipoproteínas, o VLDL seria um parente muito próximo do LDL. Sua sigla, do inglês “very low density lipoprotein”, afinal, significa lipoproteína de muito baixa densidade, numa tradução literal do inglês. Apesar de também participar do leva-e-traz do colesterol, sua grande missão é carregar os triglicérides, um outro tipo de gordura. Mas, mesmo que seus níveis estejam elevados, os especialistas não o encaram como uma grande ameaça. Níveis do VLDL: Desejável : Até 30 mg/dl; Discretamente elevado : 30 a 40 mg/dl; Elevado : 40 a 99 mg/dl; Muito Elevado : Maior ou igual 100 mg/dl.O que faz o colesterol no organismo?
O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol. O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos. O HDL faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos. Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados a deposição de gordura na parede dos vasos, levando a formação de placas. Esse processo é chamado de aterosclerose. Essas placas de gordura diminuem a luz dos vasos. Também causam lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias. Tudo isso favorece a obstrução do fluxo de sangue e do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O resultado final é o infarto, o AVC, a isquemia dos membros etc… O aumento do colesterol é chamado de dislipidemia. Enquanto que o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais. Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim. A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL enquanto que gordura insaturada, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promove a produção do HDL. Há muito tempo deixamos de valorizar o valor do colesterol total (HDL + LDL + VLDL) e passamos a dar mais atenção aos valores individuais de HDL e LDL. Veja esses exemplos: Paciente 1 – LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190 mg/dL. Paciente 2 – LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190 mg/dL. Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2 apesar de terem o mesmo nível de colesterol total.Então, quais são os valores de HDL e LDL normais e quais são perigosos?
LDL (colesterol ruim): Menor que 100 mg/dL – Ótimo; Entre 101 e 130 mg/dL – Normal; Entre 131 e 160 mg/dL – Normal/alto; Entre 161 e 190 mg/dL – Alto; Maior que 190 mg/dL – Muito alto. HDL (colesterol bom): Menor que 40 mg/dL – Baixo (ruim); Entre 41 e 60 mg/dL – Normal; Maior que 60 mg/dL – Alto (ótimo). Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em saturadas está indicada para todas as pessoas. O aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. Uma vez que 75% do colesterol é endógeno e apenas 25% vem da alimentação, algumas pessoas não conseguem normalizar os níveis de LDL apenas com dieta e precisam tomar medicamentos. Exercícios físicos também ajudam a elevar o HDL e diminuir o LDL.Pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 2 mil pessoas, mostrou que 44% das crianças com idade entre 2 e 9 anos apesentavam colesterol elevado.
Escolha a gordura certa
O colesterol nas alturas não exige o abandono da ingestão de tudo o que é gorduroso. Afinal, existem diferentes tipos de gordura e algumas delas são capazes de preservar a saúde do coração. É o caso das insaturadas, presentes em peixes, linhaça, azeite e oleaginosas. Chamadas de “gorduras do bem”, elevam o bom colesterol (HDL), reduzem o ruim (LDL) e, como as células nervosas são compostas de gorduras, ainda melhoram a memória. Como toda gordura, as insaturadas devem ser consumida com moderação. Portanto, o ideal é substituir as gorduras maléficas pelas do bem. Nesse grupo, encaixam-se os ômegas 3 e 9 que, por não serem produzidos pelo organismo, devem ser obtidos pela alimentação. Confira as recomendações de como e quanto consumir as melhores fontes de gorduras benéficas: Peixes: salmão, atum, arenque cavala, sardinha e tainha são os principais exemplos de peixes gordos e saudáveis. Prefira assar, grelhar ou cozinhar, já que frituras devem ficar fora do cardápio de quem quer fugir do colesterol. De 2 a 3 vezes por semana é o consumo ideal para obter os benefícios. Oleaginosas: nozes, castanha de caju, avelã, amêndoas, castanha-do-pará… Você pode optar por qualquer uma delas e consumir nos lanches da manhã ou da tarde. Por serem ricas em gorduras benéficas e proteínas, espantam a fome, resultando em menos vontade por guloseimas nos intervalos das refeições. Azeite: considerado um dos melhores alimentos funcionais, o azeite regula o colesterol, previne diabetes, reduz a pressão arterial e até controla o depósito de gordura na barriga. Tudo isso contribui para que o coração bata forte por muito mais tempo. O recomendado é ingerir até duas colheres (sopa) por dia, sem aquecer e de preferência o tipo extravirgem. Já as gorduras saturadas precisam ser evitadas ou reduzidas significativamente na dieta. São encontradas em carnes gordas, embutidos (linguiça, salsicha, mortadela), laticínios integrais, frituras e massas folhadas. “A gordura saturada eleva a produção de colesterol ruim (LDL), por isso precisa ser consumida em pequena quantidade”, avisa o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni. Existem ainda as gorduras trans, presentes principalmente em alimentos industrializados. São formadas quando o processo industrial transforma óleos líquidos em gordura sólida para melhorar a textura dos produtos. Assim, sorvetes, bolachas recheadas, salgadinhos de pacote, bolos, etc., aumentam o colesterol ruim e diminuem o bom. Por isso atenção aos rótulos dos produtos!Frutas para o coração
Todas as frutas, por serem ricas em fibras e substâncias antioxidantes, podem ajudar no controle do colesterol (pessoas com diabetes devem procurar um médico para saber a quantidade de consumo permitida). Porém, existem algumas que contém ainda mais nutrientes poderosos que agem beneficiando as artérias. Confira!Antioxidantes em cachos
Uvas, especialmente as de coloração que vai do vermelho ao roxo, são riquíssimas em substâncias antioxidantes, como os flavonoides. “Aumentam o colesterol bom, melhoram a circulação e previnem danos contra as artérias, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares”,destaca a nutricionista Barbara Sanches. Os flavonoides atuam impedindo a oxidação do colesterol e, assim, reduzem o depósito de gorduras nas artérias e as consequente formação de placas. Inclua 1 cacho pequeno de uvas na alimentação, 2 vezes por semana. Se preferir, opte pelo suco natural sem açúcar, 1 copo de 250 ml.Calorias do bem
Em 100 g de abacate estão presentes 8,4 g de gorduras e são justamente as benéficas, que aumentam o bom colesterol. Por isso, apesar de ser calórica, a fruta pode (e deve!) entrar no cardápio, é só ter moderação: 1/4 de abacate por dia, variando com outras frutas durante a semana, é o indicado. Ainda fornece ótima quantidade de fibras (mais de 6 g em cada 100 g) de abacate). No Brasil, consome-se o alimento com açúcar. Porém, em outros países, é adicionado a pratos salgados, como o guacamole. Em cubos, o abacate pode ser acrescentado a qualquer tipo de salada, tornando-se uma opção mais saudável que a fruta doce. FONTES: por Marisa Sei / Saúde todo dia / Editora Alto Astral – Ano 5 – nº 6 – 2013 / Consultoria: Barbara Sanches, Carolina Sanches, Carolina Marques e Lilian Speziali, nutricionistas / Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo; Viviane Cordeiro Veiga, cardiologista/ lersaude.com.br/coracao-limpe-suas-arterias/segunda-feira, 9 de novembro de 2015
UM CORAÇÃO IMPRESSO EM 3D ESTÁ A CAMINHO
Os transplantes cardíacos no Brasil vêm crescendo. Em 2014, ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 300 transplantes e de 1,5 por milhão da população (pmp). Entretanto, esse número ainda está bem distante da necessidade que é 8 pmp.
Muitas vezes a única opção para um paciente é mesmo o transplante. Isso porque o tecido cardíaco, uma vez lesionado, tem capacidade restrita de regenerar-se por si só.
Hoje, no país, há 235 pacientes ativos em lista de espera. Quantidade pequena se comparada aos mais de 4.000 americanos que também esperam.
Mas, a escassez de corações para transplante, seja por falta de doadores ou pela não autorização da família do doador, pode em breve ser solucionada. Cientistas da Universidade Carnegie Mellon estão criando uma tecnologia de ponta para imprimir em 3D estruturas biológicas complexas.
Nova tecnologia
Durante a última década, a Manufatura Aditiva de biomateriais saiu de uma fase de prototipagem rápida usada em pesquisas para uma nova fase de fabricação de dispositivos médicos específicos. A chave para essa evolução foi conseguir controlar com precisão a estrutura e as propriedades materiais em três dimensões (3D) e adaptar os critérios anatômicos e fisiológicos com base em imagens de tomografias computadorizadas (TC) e de ressonâncias magnéticas (MRI). Foi exatamente isso que a equipe de cientistas da Carnegie Mellon fez. Eles captaram imagens de ressonância magnética de artérias coronárias e imagens tridimensionais de corações embrionários e depois bioimprimiram em 3D materiais muito “macios e moles”, como colágenos, alginatos e fibrinas, numa resolução e qualidade sem precedentes. O estudo foi publicado na revista Science Advances, na sexta-feira, dia 23 de outubro. A equipe, liderada por Adam Feinberg, professor associado de Ciência dos Materiais e Engenharia e da Engenharia Biomédica na Carnegie Mellon, também conseguiu superar um desafio. Como abordamos nessa matéria, aqui no O Futuro das Coisas, há um desafio na impressão 3D: é complicado imprimir formas macias e gelationosas, simplesmente porque a impressora não consegue encontrar um lugar consistente para adicionar a camada seguinte. Ou seja, cada camada deve endurecer antes que a próxima seja colocada. Semelhante à técnica que abordamos para solucionar este desafio, a equipe de Feinberg desenvolveu um método de imprimir esses materiais “macios e moles” dentro de um gel que serve como suporte. Basicamente, eles imprimem um gel dentro de outro gel, o que permite posicionar com precisão o material macio à medida que ele está sendo impresso, camada por camada. À esquerda um modelo de uma seção de uma artéria coronariana humana criada a partir de uma imagem de ressonância magnética 3D e,à direita um exemplo de artéria impressa em alginato (preto) banhada na solução gelationosa. (crédito:. Thomas J. Hinton et al / Science Advances) Com esta nova técnica, chamada FRESH (Freeform Reversible Embedding of Suspended Hydrogels), após a impressão, o gel pode ser facilmente derretido e removido por aquecimento na temperatura corporal, a qual não danifica as biomoléculas delicadas ou células vivas que foram bioimpressas.Bioimpressoras acessíveis
A maioria das bioimpressoras 3D custam mais de US$ 100.000 e exigem conhecimentos especializados para operá-las, limitando uma adoção mais ampla. A equipe de Feinberg, no entanto, conseguiu implementar a sua técnica em várias impressoras 3D que custam menos de US$ 1.000 e que utilizam hardware e software de fonte aberta.Próximo passo
Como passo seguinte, a equipe está trabalhando para incorporar células cardíacas vivas nessa matriz de gel, proporcionando um andaime para ajudar a formar o músculo contrátil. No curto prazo, tais tecidos artificiais podem ajudar pesquisadores a estudar processos de doença e testar novas drogas em laboratório. Eventualmente, o músculo cardíaco impresso pode reparar os danos de um ataque cardíaco e ajudar a bombear o sangue no paciente. Adam Feinberg demonstra o processo de bioimpressão em 3D com a técnica FRESH. FONTEs:http://advances.sciencemag.org/content/1/9/e1500758.full // http://ofuturodascoisas.com/um-coracao-impresso-em-3d-esta-caminho/domingo, 26 de julho de 2015
CIENTISTAS DESCOBREM TRATAMENTO QUE FAZ CORAÇÃO SE RECUPERAR MESMO APÓS UM ATAQUE CARDÍACO
Esta é uma notícia maravilhosa para todas as pessoas que sofrem de doenças do coração.
Finalmente, existe a esperança de haver uma terapia que vai ajudar a curar o nosso órgão mais importante mesmo depois de um ataque cardíaco.
Muitas pessoas no mundo vivem com um coração debilitado, enfraquecido, especialmente aquelas que tiveram de operar o órgão.Mas isso agora começar a mudar.
Um tratamento revolucionário pelo qual o coração é estimulado a se curar naturalmente após um ataque cardíaco está sendo desenvolvido por cientistas.
Pesquisadores da Universidade de Oxford e da Universidade College London descobriram que o coração pode conseguir se recuperar completamente e sozinho se lhe for dado o "gatilho" correto.
É uma revolução na cardiologia que, se comprovada, mudará tudo.
Os cientistas desenvolveram um tratamento extraordinári que vai levar o coração a se recuperar totalmente mesmo após problemas muito sérios, como um infarto ou ataque cardíaco.
O que os pesquisadores descobriram foi que, com a estimulação adequada do músculo, o coração pode se regenerar de uma maneira natural.
Os cientistas descreveram a sua descoberta como "uma nova etapa emocionante" e acreditam que ela pode ser usada para tratar a insuficiência cardíaca.
Para aclarar, a insuficiência cardíaca geralmente ocorre depois de graves problemas, como um ataque cardíaco, quando o coração se enfraquece e perde a capacidade de bombear o sangue.
Infelizmente, um quarto dos pacientes que foram diagnosticados com a função cardíaca deteriorada morre nos 5 anos seguintes, e apenas um pequeno número de tratamentos médicos ou operações podem retardar ou parar esse processo degenerativo.
Além disso, o número de pacientes com insuficiência cardíaca está aumentando à medida que a população envelhece e alguns estudos sugerem que as taxas duplicaram desde a década de 1980.
O problema provoca falta de ar, fadiga e também aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC), coágulos sanguíneos e de mais ataques cardíacos, enfim, causa uma profunda debilidade, pois o coração é incapaz de bombear o sangue para todo o corpo.
Mas agora surge uma luz.
Em seus experimentos de laboratório, os cientistas da Universidade de Oxford e da Universidade College London descobriram que, depois de um ataque cardíaco, o coração começa a se curar de uma forma natural e começar a criar novos vasos linfáticos, que são fundamentais para o transporte de células mortas e bactérias, e, assim, inicia-se a recuperação do órgão.
No entanto, esse processo natural é muito lento e muitas vezes não atinge a plena recuperação, e isso pode ser fatal para o paciente.
Mas é possível acelerar esse processo com a ajuda de uma proteína chamada VEG FC.
E agora eles esperam desenvolver um tratamento que seja capaz de levar o coração a curar a si mesmo através da utilização dessa proteína.
O professor Paul Riley , da Universidade de Oxford, declarou: "Nós provamos que, se dado o estímulo certo após um ataque cardíaco, há uma resposta significativa do sistema linfático, o que aumenta o processo de cura do coração e deixa os danos para trás".
Agora resta-nos torcer para que a pesquisa finalize com êxito e todo esse avanço chegue à população.
Fontes: jornal britânico // www.curapelanatureza.com.br/2015/07/cientistas-descobrem-tratamento-que-faz.html // dissovocesabia.blogspot.com.br/2015/07/cientistas-descobrem-tratamento-que-faz.html
quinta-feira, 4 de junho de 2015
CONHEÇA 10 HÁBITOS SIMPLES PARA TER UM CORAÇÃO SAUDÁVEL
Para reduzir o seu colesterol e proteger seu coração, uma combinação de pequenas mudanças é importante. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda dez práticas simples para quem quer garantir a saúde do coração. Adotá-las pode evitar doenças cardíacas graves como o infarto ou o acidente vascular cerebral (AVC). Conheça os hábitos para um coração saudável e coloque-os em prática!
1. Fique Ativo
O nosso corpo é uma máquina fantástica, que não foi feita para ficar parada. Se você estiver realmente decidido a ter uma atitude positiva em relação a sua saúde e ao seu bem-estar, está na hora de começar a investir no condicionamento físico. A inatividade contribui para muitos problemas de saúde, como obesidade, dores de coluna, hipertensão, diabetes, entre outros. E também nos deixa com uma sensação de indolência e preguiça. É como um círculo vicioso no qual você não tem energia para começar um programa de exercícios que vai aumentar sua disposição e fazer você sentir-se melhor. E, movido pela apatia, continua adiando a ida à academia, apesar de se sentir mais cansado a cada dia. Por outro lado, a prática regular de algum tipo de exercício fortalece o sistema cardiovascular, traz mais disposição e deixa a pele e o corpo mais bonitos. Além disso, ela aumenta o gasto calórico, facilitando o controle do peso corporal. O melhor é que o metabolismo se mantém em níveis mais elevados entre uma e duas horas após o término das atividades. Como regra, para cada 100 calorias gastas durante um exercício, são eliminadas mais 15 durante o período seguinte. Para emagrecer um quilo, é necessário gastar ou deixar de ingerir aproximadamente 7000 calorias. Saber aproveitar as mínimas oportunidades para um balanço calórico favorável no dia a dia só trará benefícios para a sua saúde. E ainda tem mais: bastam 30 minutos diários de modalidades diversas como, por exemplo, caminhar, correr, pedalar ou mesmo subir as escadas, para usufruir os seus benefícios. Se você ainda tem dúvidas sobre as vantagens da prática periódica de exercícios, confira a lista abaixo: - Reduz o estresse; - Protege contra doenças cardiovasculares e derrames; - Fortalece músculos, ossos e ligamentos; - Diminui os sintomas da tensão pré-menstrual; - Ajuda você a dormir melhor; - Melhora a concentração mental, o desempenho sexual e a digestão; - Auxilia a parar de fumar; - Retarda o envelhecimento. Lembre-se, porém, que você não pode construir e armazenar uma forma física que dure por tempo indeterminado. A manutenção é necessária durante toda sua vida, mais ainda quando envelhecer. O primeiro passo para ficar em forma não é somente físico, é mental. Começar é a parte mais difícil. Mas assim que você iniciar um programa regular, vai se sentir melhor e mais bonito. E aí não vai querer mais parar… E então, o que você está esperando? Com um pequeno esforço, você pode encontrar suas próprias maneiras de incluir 30 minutos diários de atividade física em sua rotina. Veja as sugestões abaixo: - Não arrume razões para adiar mais uma vez a prática de exercícios. Falta de tempo, local e companhia são as desculpas mais frequentes e não correspondem à realidade. Você pode se exercitar em casa ou mesmo a caminho do trabalho. - Procure ser ativo no seu dia-a-dia. Suba escadas, ande, mexa o corpo. Em casa, ao invés de sentar e ver TV dê uma volta pelo quarteirão, arrume o jardim e faça alguns exercícios tipo flexão dos braços ou abdominal. - No escritório, não passe a maior parte do tempo sentado; vá aos outros departamentos ao invés de falar por telefone e quando atender uma chamada, fale em pé. Essas pequenas ações poderão contribuir muito para a sua saúde. - Estacione a um quarteirão antes do seu escritório. - Ande de bicicleta com seus filhos. - Suba as escadas ao invés de usar o elevador - Caminhe o máximo que puder. Não há fórmula ideal para ser ativo. O importante é investir naquilo que faz você se sentir melhor e que lhe dá mais prazer. Vale tudo. Só não pode ficar parado! Exercício físico é bom para saúde do seu coração, pois te ajuda a: - Atingir um peso corporal adequado e uma forma física saudável - Manter pressão arterial em valores adequados, evitando a hipertensão e reduzindo níveis de colesterol ruim. - Reenergizar, reduzir estresse e relaxar.Quanto de atividade física preciso fazer por dia?
Profissionais da saúde recomendam 30 minutos de atividade moderada todos os dias – sejam três sessões de 10 minutos ou uma sessão contínua de meia hora. Uma caminhada rápida é ideal já que ela aumenta seu batimento cardíaco. Por que não…? - Usar as escadas; - Estacionar o carro mais longe do seu destino; - Sair do ônibus um ponto antes; - Fazer uma rápida caminhada nas horas livres; - Andar em uma bicicleta ergométrica enquanto vê TV; - Praticar Yoga e Pilates; - Dançar ouvindo sua banda ou artista favorito; - Nadar nas horas vagas. - Anotar suas atividades físicas ao longo do dia e tentar fazer um pouquinho mais a cada dia.A atividade em diferentes faixas etárias
Em 2007, a Associação Americana de Cardiologia e o Colégio Americano de Medicina do Esporte revisaram suas recomendações para que as pessoas possam ser mais ativas e reduzir os riscos de doenças crônicas. Os resultados foram os seguintes: Indivíduos com menos de 65 anos de idade devem fazer exercícios aeróbicos moderados (como caminhar), pelo menos 30 minutos ao dia, cinco dias por semana ou modalidades mais intensas, como correr, nadar ou praticar spinning, pelo menos 20 minutos por dia, 3 vezes por semana. Além disso, recomendam sessões de musculação pelo menos duas vezes por semana. Quem já atingiu está faixa etária deve se concentrar também em exercícios para o equilíbrio (para reduzir os riscos de quedas).Cuidados na hora de se exercitar
De uma maneira geral, a prática de atividade física não oferece riscos para a maior parte dos indivíduos. Entretanto, antes de começar é importante fazer uma avaliação médica e física, a fim de conhecer eventuais limitações. Assim, sua atividade será mais saudável, segura e eficiente. Comece devagar: seu corpo precisa de um tempo para sair da inércia e se acostumar às novas demandas de esforço. O mais prudente é iniciar sua nova rotina de exercícios de modo lento, e aumentá-la gradualmente à medida que estiver mais condicionado. Assim, você tem menor possibilidade de sofrer traumatismos e de ficar exausto, desistindo no meio do caminho. Controle os ponteiros da balança: o excesso de peso é um fator que limita a prática de exercícios, pois sobrecarrega o coração, dificulta os movimentos, aumenta a pressão nas articulações e coluna, favorecendo lesões musculares e ósseas. O horário mais adequado: não existe um momento certo para a prática de atividade física. Depende do que for melhor e mais conveniente para você. Algumas pessoas preferem fazê-lo logo pela manhã, quando a temperatura está mais amena e o ar mais fresco. Outras acham melhor no final do dia, para aliviar nas tensões do dia de trabalho. A escolha é sua. Lembre-se apenas de limitar a duração e intensidade de sua atividade física em dias muito quentes, secos ou úmidos. Lembre-se também de: - Beber uma boa quantidade de líquidos antes, durante e após a atividade física. O melhor é que seja em pequenos goles. - Fazer exercícios de alongamento antes de começar a se exercitar. O aquecimento á fundamental para reduzir o risco de lesões e aumentar o desempenho nos exercícios. No final, eles também são importantes, ok? - Não forçar sua resistência física. Exercício não precisa doer para ser benéfico. Se você amanhece moído, é sinal que exagerou. Além de não trazer resultados, isso pode acarretar contusões nos músculos e articulações. - Gastar alguns minutos para “esfriar” no final de cada atividade. Continue andando até conseguir respirar normalmente. - Procurar um médico se sentir dor no peito, tontura, fadiga excessiva, fraqueza ou dificuldade de respirar. - Planejar sua rotina de exercícios. Leve isto a sério e não desista. Os resultados começarão aparecer entre três e quatro semanas. - Arrumar companhia, pois assim um motiva o outro e fica mais difícil desistir. - Comemore quando atingir uma determinada meta e não deixe de estipular um novo objetivo. Com o tempo, o exercício torna-se um hábito, você o incorpora definitivamente e adquire um estilo de vida mais saudável e uma vida mais feliz.2. Consuma ao menos 5 porções de frutas e hortaliças por dia
Comer uma variedade de frutas e hortaliças fornece ao seu corpo fibras, vitaminas e minerais que ajudam a manter seu corpo e seu coração saudáveis. As frutas, legumes e verduras têm infinitos benefícios para a nossa saúde. Eles são alimentos que podemos comer em grande quantidade, várias vezes ao dia e por anos, sem nos preocuparmos com nada. Alias, estaremos fazendo um bem ao corpo. Portanto, abaixo separamos 3 ótimos motivos para você passar a se alimentar deles. Confira! - São hipocalóricas: Todas as verduras e legumes apresentam poucas calorias, ou seja, são hipocalóricas. No caso das frutas, há algumas que são ricas em calorias, como é o caso do abacate, pois apresenta bastante gordura de ótima qualidade. Então, com tão pouca caloria, isso significa que eles são ótimos para emagrecimento! Você pode comer bastante, até ficar satisfeito, e não terá alcançado sequer duas conchas de arroz e uma de feijão. Por isso vale a pena investir em frutas, legumes e verduras! Elas auxiliam na manutenção do peso ou perda do mesmo de maneira natural e benéfica à saúde! - Ricas em vitaminas e minerais: O corpo precisa de energia. Para tal, temos as gorduras, carboidratos e proteínas fazendo o trabalho de fornecer calor ao corpo humano. No entanto, sem as vitaminas e minerais, o nosso organismo não saberia o que fazer para catalisar, por exemplo! Nosso corpo precisa de vitaminas e minerais em pequena quantidade, mas elas são importantíssimas para que nossas células possam fazer tudo que são capazes. Então, ao variar o cardápio, colocando diversas cores, comendo diversas porções e diariamente, você estará oferecendo mais vitaminas e minerais diferentes, portanto, completando o seu corpo! Só tome bastante cuidado com o modo de preparo. Quando os legumes e verduras são cozidos diretamente na água, esta tende a roubar as vitaminas hidrossolúveis, então as vitaminas C e B vão por água abaixo na pia, literalmente. - Aumentam a saciedade: Outro ponto positivo destes alimentos é a sua riqueza de fibras. O corpo humano não tem a capacidade de quebra-las e digeri-las, como o cavalo e a vaca o fazem, por exemplo. No entanto, estas fibras servem para dar mais volume às fezes, auxiliar no trato intestinal e oferecer mais saciedade. Imagine que uma fibra solúvel receba água e se expanda, por absorvê-la. Então, nosso estômago vai mandar uma mensagem para o cérebro dizendo que a capacidade dele está cheia, quando na verdade é apenas a fibra que está grande. Assim, você não comerá mais, pois não sentirá fome, e ingerirá menos calorias!O que representa uma porção destes alimentos?
1 porção de fruta pode ser: 1 fatia de abacaxi, 1 banana, 1 caqui, 2 carambolas, 1 colher de sopa de abacate, 2 kiwis, 1 maçã, ½ unidade de mamão, 2 fatias de melancia, 10 unidades de morangos. 1 porção de hortaliça pode ser: 3 colheres de sopa de abobrinha cozida, ½ unidade de alcachofra, 15 folhas de alface, 2 colheres de sopa de berinjela cozida, 1 colher de sopa de cenoura ralada, 3 ramos de couve-flor, 4 colheres de sopa de pepino, 4 fatias de tomate.3. Gordura boa X gordura ruim
Aumentar as gorduras ‘boas’ e cortar as gorduras ‘ruins’ da sua alimentação pode te ajudar a manter a saúde do seu coração. Nós tendemos a pensar sobre gorduras como algo ruim para a saúde, mas isso não é inteiramente verdade. As gorduras são boas para você, quando consumidas de acordo com recomendações. Além de serem nutrientes importantes, também dão sabor aos alimentos. As gorduras nos fornecem energia, participam de processos estruturais e hormonais e ainda podem contribuir para a manutenção da saúde do coração. Isso quer dizer que precisamos estar atentos sobre a quantidade e os tipos de gordura que consumimos.Gorduras boas para a saúde
Gorduras poli-insaturadas (ômegas 3 e 6) ajudam na manutenção dos níveis de colesterol, o que contribui para manter um coração mais saudável. Gorduras insaturadas são o que chamamos de “gorduras boas” e há dois tipos: poli-insaturada e monoinsaturada. Gorduras poli-insaturadas são encontradas, por exemplo, em: - Peixes oleosos como arenque, salmão, cavala, atum e sardinhas; - Óleos vegetais como óleo de soja; - Cremes Vegetais (Becel). Gorduras monoinsaturadas são encontradas, por exemplo, em: - Azeite; - Algumas nozes como castanhas do Brasil, amêndoas e avelã; - Abacate. Dica saudável: Tente trocar salgadinhos com alto teor de gordura ou carnes gordurosas por alimentos fontes de gorduras boas. Ao fazer alimentos assados, troque a manteiga pelo creme vegetal, como Becel. Becel contém menos gorduras saturadas (‘ruins’) e contém gorduras insaturadas (‘boas’). Quando possível escolha laticínios, como iogurte e leite, desnatados.Gorduras ruins
Gorduras saturadas e gorduras trans são o que chamamos de “gorduras ruins”. O consumo de gorduras ruins em excesso na alimentação é uma das principais causas de colesterol elevado e outros problemas de saúde. Gorduras saturadas são encontradas, por exemplo, em: - Manteiga; - Carnes gordurosas; - Queijos; - Leite integral. Gorduras trans são encontradas, por exemplo, em: - Produtos de panificação; - Alguns tipos de biscoitos recheados. A gordura trans é particularmente ruim para a sua saúde. Ela não só aumenta seu colesterol ruim, como também diminui o colesterol benéfico à saúde(HDL-colesterol).Como substituir as gorduras ruins por gorduras boas?
- Substitua a manteiga, com gorduras saturadas, por alimentos com gorduras insaturadas, como o creme vegetal Becel. Ainda, como regra geral para margarinas, quanto mais dura é em temperatura ambiente, maior é o conteúdo de gordura saturada. - Troque lanches como batatinhas chips e biscoitos com gordura trans por iogurtes/bebida láctea desnatados, frutas e sanduíches naturais com pão integral. - Tente criar o hábito de verificar o conteúdo dos tipos de gordura nos rótulos de alimentos. Escolha aqueles com os menores teores de gordura saturada e sem gordura trans - Escolha alimentos dos grupos dos leites e derivados com baixo teor de gordura, como leites desnatados ou semidesnatados, iogurtes/bebidas lácteas e queijos com baixo teor de gordura. - Substitua carnes gordurosas como carne seca, costela, cupim, bisteca de porco, salame, por exemplo, por carnes magras como alcatra, acém, coxão duro, coxão mole, filé mignon, lagarto, maminha e lombo de porco. Sempre retire a gordura aparente antes de comer. - Sempre que possível, troque carne vermelha por frango sem pele, peru ou peixes oleosos como cavala, arenque, ou salmão. Os peixes gordurosos são fontes de gorduras ‘boas’ (insaturadas).4. Fontes mais saudáveis de proteína
Escolha leguminosas, como feijões e lentilhas, peixes, aves e carnes magras ao invés de carnes processadas e gordurosas. Assim, você terá as proteínas essenciais que você precisa para o crescimento e manutenção das suas células, mas evitará a gordura ruim. Tente comer peixes duas vezes por semana. As proteínas são nutrientes importantes que são constituídos por aminoácidos essenciais e não-essenciais que proporcionam energia para o nosso corpo. A proteína controla muitas funções importantes do metabolismo no corpo e é um componente essencial de todas as células vivas. As proteínas são blocos de construção essenciais que contribuem para o crescimento e desenvolvimento muscular, dos ossos, ligamentos e tecidos. Ela também ajuda a combater infecções estimulando o sistema imunológico. Também é necessário para manter as funções corporais, como a digestão, o metabolismo e a circulação. Nosso corpo necessita desses macronutrientes para produzir enzimas, hormônios e outros produtos químicos do corpo. A deficiência da proteína pode conduzir à perda de tecido muscular, um coração fraco, imunidade fraca e até mesmo a morte em casos extremos. A ingestão diária recomendada de proteínas é de 0,8 gramas por quilo para adultos. Mulheres grávidas e lactantes necessitam de 70 gramas de proteína por dia. Pessoas ativas e idosos precisam de mais ingestão, ou seja, mais de 0,8 gramas por quilograma. Alimentos de origem animal, tais como carne de todos os tipos, leite e derivados e ovos, são nutritivos e boas fontes de proteínas. Essas proteínas são completas, o que significa que elas contêm todos os aminoácidos essenciais de que os seres humanos necessitam para o crescimento e a manutenção do corpo, mas que o organismo não é capaz de produzir. Apesar de ser uma das principais fontes de proteínas, muitas carnes contém altos teores de gorduras. Já os alimentos de origem vegetal podem ser ricos em proteínas; mas, com exceção da soja, elas são incompletas, ou seja, não possuem todos os aminoácidos essenciais ou na quantidade adequada às necessidades do ser humano. No entanto, há algumas combinações de alimentos que complementam entre si os aminoácidos ou suas quantidades, tornando a combinação de proteínas de alto valor biológico (completa). Por exemplo, as refeições que combinam grãos de cereais e leguminosas são fontes completas de proteínas. A combinação mais conhecida dos brasileiros é o feijão com arroz. Essas combinações têm vantagens. Os cereais e leguminosas são relativamente mais baratos que a carne; são integrais ou, em geral, altamente nutritivos e, ao contrário da carne, têm baixos teores de gorduras e teor muito baixo em gorduras saturadas. O equilíbrio e a harmonia na escolha das fontes proteicas animal e vegetal e a inclusão de grandes quantidades de frutas, legumes e verduras tornam a alimentação saudável em todos os aspectos. Os alimentos vegetais mais ricos em proteínas são as leguminosas; quando cozidos, contêm 6% a 11% de proteína. As leguminosas incluem os feijões verde, branco, jalo, preto, largo, flageolet, carioquinha, azuki, da-colônia, manteiguinha, rim, mungo, pinto, fradinho, de corda ou macassar, guandu ou andu, mangalô e também as lentilhas, ervilhas secas, fava, soja e grão-de-bico. No passado, acreditava-se que as crianças e também os adultos fisicamente ativos precisavam consumir alimentação com alto teor de proteína de origem animal. Hoje, sabe-se que não é assim. Uma alimentação rica em proteínas animais contém altos teores de gorduras totais e de gorduras saturadas, portanto pode não ser saudável. Quanto consumir: Recomenda-se um consumo diário de no mínimo 75g/dia de proteínas. Traduzindo isso: Um bife médio tem aproximadamente 75 gramas e tem 12,5 g a 15 g de proteínas. 2 pedaços médios irão te fornecer 25 g a 30 g proteínas. Partindo desse calculo se você comer 2 pedaços médios de carne na janta e no almoço você tem de 50 a 60 gramas de proteínas por dia só nessas refeições. Um copo de leite de 250 ml tem 9 a 10 gramas de proteína , uma fatia de frio (queijo, presunto) tem 3 gramas de proteínas . Clara de ovo tem 4 gramas de proteínas . Bem, uma pessoa comum sem atividade física alguma precisa de 0,8 g de proteína por quilo corporal, isto é, se um indivíduo tem 70 kg multiplica esse peso por 0,8 g que vai resultar em 56 g de proteína por dia.5. Diminua o açúcar
Evite alimentos com alto teor de açúcar refinado, como bolos e outros doces. Fique também atento ao conteúdo de açúcar das bebidas. Escolha um momento especial para saborear um doce ou uma bebida com alto teor de açúcar, mas não deixe que façam parte de sua rotina diária. As explicações para o vício O açúcar vicia porque interage no cérebro com neuropeptídeos, substâncias que levam a um sistema de dependência. O órgão central do sistema nervoso registra que este tipo de carboidrato é uma fonte rápida de energia e torna a requisitá-lo quando há falta de alimentos. Cientistas já identificaram as áreas do cérebro ativadas pela ingestão de doces e descobriram que são as mesmas relacionadas ao vício em drogas, o que prova a real capacidade viciante do açúcar. Pesquisadores das universidades de Princeton e Minnesota, nos Estados Unidos, comprovaram que o consumo sistemático de açúcar leva à compulsão e à síndrome de abstinência. O excesso de açúcar branco é considerado um destruidor da flora intestinal boa e, além disso, diminui a barreira protetora intestinal, explica a nutricionista e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Gilberti Hübscher. Com isso, diminui a capacidade de gestão de quebra das moléculas dos alimentos, a capacidade de absorver os nutrientes e os mecanismos de imunidade do corpo. Segundo a especialista, é preciso desmistificar a ideia de que o açúcar causa apenas diabetes ou obesidade, mas diversos outros problemas. A própria deficiência de nutrientes na célula é uma das causas que provoca o desejo por doce. A introdução de alimentos ricos em nutrientes que produzem o hormônio do prazer (serotonina) é importante. Entre eles, estão cereais integrais, carnes brancas, vegetais e peixes como sardinha, atum e salmão. “O consumo diário deveria ser zero. Não precisamos de açúcar branco porque ele não tem valor nutricional, apenas valor energético, que podemos encontrar em outros alimentos” – afirma Gilberti.Deixar de comer açúcar é a única maneira de prevenir o diabetes tipo 2?
Outros hábitos alimentares e mudanças no estilo de vida também ajudam a evitar e controlar a doença. Recentemente foi publicado uma pesquisa, efetuada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que concluiu que o brasileiro não relaciona atividade física, cuidados com a alimentação, o sedentarismo e cuidados gerais com a saúde como formas de prevenir o desenvolvimento do diabetes do tipo 2. Isto é bem alarmante, visto que a palavra-chave para não desenvolver a diabetes do tipo 2 é a prevenção. Em geral corrigir a dieta, controlar o peso e se tornar mais ativo contribui para prevenir ou adiar o aparecimento do diabetes tipo 2 em quase 60% dos casos, o que comprova que é de extrema importância os cuidados com hábitos e estilo de vida. Alimentar-se bem é essencial para controlar e prevenir a doença. Montar um bom plano alimentar, orientado por um profissional da saúde, é parte fundamental da prevenção e do tratamento, visto que muitos acreditam que somente contendo os doces e o açúcar conseguirão controlar ou prevenir o diabetes. A dieta recomendada para pacientes com diabetes deve ser rica em nutrientes, adequada em fibras, pobre em gorduras saturadas e hidrogenadas e moderada em calorias. Estas orientações também são parâmetro para a dieta de qualquer pessoa que queira se manter saudável.Alimentos que aumentam o risco de diabetes tipo 2
Alimentos com alta carga e índice glicêmico fazem com que os níveis circulantes de glicose fiquem altos, sobrecarregando o pâncreas que precisa produzir mais insulina. Alguns alimentos fazem disparar as taxas de açúcar no sangue, pois a glicose disponível neles é rapidamente digerida e entra na circulação. O açúcar é um alimento que representa o maior exemplo de carboidrato de alto índice glicêmico e alta carga glicêmica, mas não é o único. Existem muitos representantes que escondem seus perigos, o que é o caso, por exemplo, dos produtos feitos com a farinha branca refinada, como pães, biscoitos e bolos, arroz branco, batata inglesa cozida, entre outros. Observar o índice glicêmico e a carga glicêmica dos alimentos que fazem parte do seu cotidiano é uma estratégia fundamental para quem quer prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e não apenas evitar o consumo de açúcar e doces. Veja alguns exemplos que vale manter a distância: - Refrigerantes comuns; - Molhos prontos (catchup ,molhos para saladas, etc); - Sucos industrializados; - Frituras em geral; - Embutidos; - Salgadinhos industrializados; - Alimentos confeccionados com farinha branca refinada (pães,bolos,biscoitos e bolachas); - Cortes gordurosos de carnes; - O sedentarismo e o diabetes. Pessoas que estão com o colesterol alto, hipertensão arterial, histórico familiar e acima do peso, principalmente se forem obeso, correm mais riscos de desenvolver o diabetes tipo 2. O sedentarismo também é um grande fator de risco, se o indivíduo apresentar histórico familiar, mas conservar um peso saudável e for uma pessoa ativa, as chances de desenvolvimento do diabetes tipo 2 diminuem. Caso contrário, se for obesa e sedentária as chances de desenvolvimento da doença são bem maiores. A desinformação contribui para o aumento do risco do desencadeamento do diabetes tipo 2. Leia, informe-se e pesquise, mas principalmente, mantenha em mente que a adoção de um estilo de vida saudável, peso adequado, prática constante da atividade física e uma alimentação equilibrada sempre serão indicadas. Estes hábitos são considerados pela ciência os maiores protetores da nossa saúde.6. Observe a quantidade de sal de seus alimentos
Recomenda-se o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia. Sal em excesso pode elevar sua pressão arterial, o que pode ser ruim para o coração. Veja a lista de alimentos que podem conter teores elevados de sal (sódio). Você vai se surpreender: - Carnes secas, carnes processadas ou embutidos (bacon, linguiças, entre outros); - Salgadinhos, como batatinhas ou amendoim salgado; - Atum light enlatado em água. Escolha de muitas pessoas que fazem dieta para emagrecer, o alimento apresenta 382 mg de sódio em 113 g (pouco menos de uma lata); - Queijo cottage 1% de gordura. Apesar de pouco gorduroso, 115 g de queijo cottage tem 459 mg de sódio; - Presunto fatiado. Cerca de 3 fatias possuem 697 mg de sódio. - Queijo mozzarella sem gordura. Outra opção tida como light, a mozzarella sem gordura contabiliza 840 mg de sódio em uma porção. - Macarrão instantâneo sabor galinha. Apesar de prático e muito saboroso, os noodles são um dos alimentos mais ricos em sódio. Um copo do produto carrega 1737 mg de sódio, que representa mais de 85% das necessidades diárias do componente. - Pizza congelada. Pouco mais da metade da embalagem possui 2.103 mg de sódio, mais do que precisamos ingerir em um dia. - Pizza. A pizza artesanal, apesar de ser um pouco menos nociva, não fica de fora da lista. Um único pedaço, dependendo do sabor, pode equivaler à metade das necessidades diárias de sódio (aproximadamente 1.000 mg). - Peito de frango. Parece inofensivo, mas 115 g de peito de frango sem osso e sem pele pode conter de 40 mg a 330 mg de sódio, dependendo da quantidade de água salgada inserida no alimento (procedimento feito para torná-lo mais saboroso e suculento). - Cereal matinal. Alimentos doces também têm sódio. Vale a pena dar uma olhada nas informações nutricionais das diferentes marcas, já que elas variam bastante. O cereal de aveia Quaker, por exemplo, contém 260 mg de sódio por porção. - Molhos prontos. Uma porção de molho de tomate pronto pode conter mais de 400 mg de sódio, o mesmo que 2 colheres de sopa de molho para salada. Uma colher de sopa da maionese chega a conter 125 mg do componente, enquanto a mesma quantidade de ketchup apresenta 190 mg. - Molho de soja. Usado muito na culinária japonesa, o shoyu é riquíssimo em sódio. Uma colher de sopa possui 297 mg do componente. Se houvesse uma disputa para definir o vilão da dieta atualmente, certamente o sal desbancaria fortes concorrentes – como o açúcar e a gordura – e abocanharia o primeiro lugar. Por estar relacionado a uma série de complicações, especialmente a hipertensão arterial, o condimento, formado por uma mistura de cloro e sódio (daí o nome cloreto de sódio), entrou na mira dos profissionais de saúde do mundo inteiro. Vale dizer que a má fama do condimento é um tanto quanto injusta. De acordo com Ricardo Botticini Peres, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, “o sal desempenha funções superimportantes no organismo, como equilibrar o volume de líquidos dentro dos vasos sanguíneos e garantir o bom funcionamento do cérebro”. O perigo está, lembra o especialista, no uso excessivo de pitadas para agradar o nosso paladar. Todos os dias o brasileiro consome, em média, 14 gramas de sal, um valor alarmante, visto que o limite considerado saudável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) não passa de seis gramas – o que corresponde a aproximadamente dois gramas de sódio. “A longo prazo, o consumo excessivo de sal pode levar ao aumento do volume de sangue, causando pressão sobre os vasos. Com isso, crescem as chances de desenvolver hipertensão arterial”, descreve Carolina Duarte, nutricionista da clínica Nutrício, de Belo Horizonte (MG). Esse quadro, caracterizado pela pressão elevada, atrapalha o pleno funcionamento do organismo. Isso porque as artérias (responsáveis pela irrigação de vários órgãos) são lesadas, abrindo caminho para o surgimento de uma série de complicações, tais como derrame, cegueira, insuficiência renal, complicações cardiovasculares, entre outras. “É justamente por esse poder de desencadear o surgimento de várias outras doenças que consideramos a hipertensão tão perigosa”, explica a nutricionista mineira.Caça ao inimigo
Para a nutricionista Tatiane Lima, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo (SP), uma das primeiras medidas que se deve tomar a fim de reduzir a quantidade ingerida de sal é dar um sumiço no saleiro. “Quando ele está sobre a mesa a tendência é colocar umas pitadas extras na comida, mesmo que o alimento já esteja temperado”, comenta. Evitar ao máximo os alimentos empacotados também é uma boa, já que “pesquisas mostram que cerca de 60 a 75% do sal que consumimos é proveniente de itens industrializados”, observa a nutricionista Gertrudes dos Reis Teixeira Ladeira, da Nutrício. Mas se a tentação for maior, é importante prestar atenção nos rótulos, pois eles não registram a quantidade de sal no alimento, e sim de sódio – que não pode ser maior do que dois gramas por dia, segundo a OMS. Para quem já tem hipertensão, um aviso: a ingestão deve ser ainda mais controlada. Segundo a nutricionista do Sírio Libanês, muitos pacientes são estimulados a usar dois gramas de sal na comida: um no almoço e outro no jantar. “É preciso lembrar que os alimentos prontos já contêm sal em sua composição”, diz. Por outro lado, é válido salientar: mesmo quem costuma apresentar pressão baixa não está livre de preocupações. “Quando a pressão está abaixo de 12 por oito, valor considerado normal, não significa que a pessoa pode abusar do sal na comida. Afinal, nada impede que essa pessoa apresente hipertensão no futuro”, frisa Botticini. Confira dicas para reduzir o consumo de sal na dieta: - Embora não exista um substituto para salgar os alimentos, use o mínimo de sal possível durante o preparo, substituindo-o por ervas como salsinha, cebola, orégano, hortelã, limão, alho, manjericão, coentro e cominho; - Procure não acrescentar sal aos alimentos já prontos. Durante as refeições, tire o saleiro da mesa; - Evite embutidos (linguiça, paio, salsicha, toicinho defumado), frios (mortadela, presunto, salame), frutos do mar (camarão), defumados e carnes salgadas (bacalhau, charque, carne-seca); - Evite conservas como pepino, azeitona, aspargo, patês e palmito, enlatados como extrato de tomate, milho e ervilha e maionese pronta. Prefira os alimentos em seu estado natural; - Restrinja o consumo de um aditivo chamado glutamato monossódico, utilizado em alguns condimentos e nas sopas de pacote; - Aperitivos como batata frita, amendoim salgado e castanha de caju contém muito sal e, por isso, devem ser consumidos com parcimônia; - Leia as embalagens e procure comparar os produtos que contêm menor teor de sódio.7. Cuide da sua pressão arterial
É recomendável ter sua pressão arterial aferida por um médico regularmente. Isso por que a pressão arterial elevada pode ser ruim para o seu coração e sistema cardiovascular, mas muitas vezes não produz nenhum sintoma. A hipertensão arterial é uma doença cardiovascular crônica que atinge principalmente vasos sanguíneos, coração, cérebro e rins. A pressão alta, como também é conhecida, ocorre quando a medida da pressão se mantém frequentemente acima de 140 por 90 mmHg (ou 14/9). As doenças cardiovasculares constituem a primeira causa de morte da população adulta no Brasil, sendo a hipertensão uma das principais responsáveis por este índice.O que causa a hipertensão?
A hipertensão é resultado da associação de fatores genéticos e ambientais, e pode atingir adultos e crianças. Fatores como sedentarismo, fumo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estresse, grande consumo de sal e níveis altos de colesterol são considerados determinantes para o surgimento deste agravo.Sintomas da hipertensão
Segundo o médico e farmacologista Eduardo Tibiriçá, especialista em hipertensão do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), na maioria dos casos, o paciente hipertenso não apresenta sintomatologia, ou seja, é portador de uma doença “silenciosa”. Por isso, o simples hábito de medir a pressão regularmente pode evitar transtornos futuros. As manifestações surgem apenas com a elevação extrema da pressão arterial. Os sintomas podem incluir dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.Consequências da pressão alta
Os principais problemas decorrentes da pressão alta são o derrame, ou acidente vascular cerebral (AVC), infarto, isquemia miocárdica e insuficiência renal. “Por ser uma doença assintomática, o diagnóstico, muitas vezes, acontece em estágios avançados do processo degenerativo da doença, dificultando o tratamento. Nosso maior desafio hoje, além de desenvolver alternativas terapêuticas para baixar a pressão, é retardar ou mesmo prevenir o aparecimento das lesões nos órgãos-alvo deste problema crônico”, conta o pesquisador.Maior risco entre idosos e obesos
Os idosos são o principal grupo de risco, já que a pressão arterial aumenta linearmente com a idade. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Hipertensão, a maior prevalência da doença nos homens é observada a partir dos 50 anos, enquanto nas mulheres ocorre a partir dos 60. A população com nível socioeconômico mais baixo é outro grupo de maior prevalência, devido ao menor acesso a cuidados com a saúde, o estresse psicossocial e os hábitos alimentares. O excesso de massa corporal e a obesidade também são fatores que predispõem para a ocorrência de hipertensão e estão associados com 20% a 30% dos casos. Cerca de 75% dos homens e 65% das mulheres apresentam hipertensão diretamente atribuível à obesidade. Segundo Tibiriçá, o sedentarismo aumenta a incidência de hipertensão arterial, pois indivíduos que não praticam atividades físicas apresentam risco aproximado 30% maior de desenvolver o problema, se comparados a pessoas ativas.8. Tenha consumo mínimo de álcool possível
Se você estiver de olho no seu peso, o alto valor calórico de bebidas alcoólicas pode jogar contra você. O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). O consumo do álcool é antigo, bebidas como vinho e cerveja possuíam conteúdo alcoólico baixo, uma vez que passavam pelo processo de fermentação. Outros tipos de bebidas alcoólicas apareceram depois, com o processo de destilação. Apesar de o álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, ele é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento. Quando consumido em excesso, o álcool é visto como um problema de saúde, já que esse excesso pode estar ligado a acidentes de trânsito, violência e alcoolismo (quadro de dependência). Os efeitos do álcool são percebidos em 2 períodos, um que estimula e outro que deprime. No primeiro período pode ocorrer euforia e desinibição. Já no segundo momento ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono. Os efeitos agudos do consumo do álcool são sentidos em órgãos como o fígado, coração, vasos e estômago. Em caso de suspensão do consumo, pode ocorrer também a síndrome da abstinência, caracterizada por confusão mental, visões, ansiedade, tremores e convulsões.9. Reduza seu estresse
Estresse demais não é bom para a saúde do coração. Seja ansiedade, pânico ou se sentir sob pressão devido às demandas do trabalho ou de casa, é importante criar mecanismos para lidar com o estresse. Aqui estão algumas ideias: - Reconheça o que causa seu estresse e tente relaxar. - Exercício: andar tranquilamente de bicicleta, andar rapidamente ou nadar ajuda a aliviar tensão. - Crie tempo para socializar e conversar com seus amigos. - Encontre tempo para relaxar, ler, tomar um banho de banheira ou fazer algo que você curta. No trabalho, garanta um intervalo para o almoço. - Tente ioga ou aulas de relaxamento.Como ele afeta o seu corpo
Se você não sabe, o estresse é a resposta instintiva de defesa do nosso corpo sobre situações que o nosso cérebro interpreta como “ameaçadoras ou perigosas”. Mas afinal, como o estresse funciona? O estresse libera vários tipos de hormônios no corpo para prepará-lo para a sua defesa e proteção. Quando o perigo passa, a superprodução de hormônios é interrompida no corpo e tudo volta ao normal.Qual é o perigo ou ameaça atual?
Hoje, vivemos várias situações que o cérebro interpreta como ameaçadoras em nosso dia a dia. Uma discussão com o chefe, o namorado ou os filhos basta para o cérebro entender como ameaça e ativar todo o circuito de estresse.Quais são as reações que acontecem em cada órgão do nosso corpo em estresse?
Cérebro: o hipotálamo e a hipófise comandam o estresse no corpo. O hipotálamo reconhece a informação emocional do ambiente e manda para a hipófise, que estimula as glândulas suprarrenais. Esta libera vários hormônios, sendo um deles a endorfina, que é um analgésico muito potente. Por causa dela, numa luta de boxe, o lutador não sente cortes ou ossos fraturados. Mas a sua alta quantidade no corpo agrava enxaqueca, dores nas costas e dores de artrite. Glândulas suprarrenais: liberam cortisol e adrenalina. O cortisol age como anti-inflamatório e o seu excesso destrói a resistência do corpo às infecções. A adrenalina prepara o organismo para grandes esforços físicos. Aumenta o ritmo cardíaco, a tensão arterial e o nível de açúcar no sangue. Minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal e maximiza o fluxo para os músculos nas pernas e nos braços. Coração: o aumento do batimento cardíaco gera bombeamento de mais sangue e oxigênio para músculos e pulmões. O sangue circulando mais rápido melhora a atividade muscular esquelética e cerebral, facilitando a ação e o movimento. Em excesso, pode causar pressão alta (hipertensão), derrame e ataques cardíacos. Respiração: o aumento do suprimento de ar faz as narinas se abrirem e todas as passagens de ar dos pulmões se dilatarem, favorecendo a captação de mais oxigênio. A respiração fica mais rápida e ofegante. Em excesso, pode causar pânico, fobias, etc. Glândulas do aparelho digestório: pâncreas – o aumento de açúcar no sangue fornece energia “de curta distância”. A insulina reduz a glicose no sangue. A produção ineficiente de insulina pode gerar diabetes; fígado – quando a glicose se esgota, o colesterol passa a fornecer energia para os músculos. Principalmente o oriundo do fígado, que fornece energia de “longa distância”. Em excesso, provoca doenças cardiovasculares. Tireoide: os hormônios da tireoide aceleram o metabolismo do corpo que, com isso, queima mais depressa seu combustível e fornece energia adicional para a fuga. O excesso desse hormônio causa intolerância ao calor, tremedeira, perda de peso, insônia, exaustão ou esgotamento. Hormônios sexuais: há redução da testosterona e progesterona. Isso afeta a fertilidade e a libido. No homem, causa a ejaculação precoce e, na mulher, dificuldade para atingir o orgasmo. Sentidos: intensificação total. A pupila se dilata e proporciona uma visão noturna e periférica melhor. A audição, o paladar e o olfato se aguçam. Em excesso, percebem-se menos os detalhes, gostos, cheiros, etc. Pele: a pele se arrepia e o eriçamento dos pelos acentua o tato. A pessoa transpira mais e resfria os músculos superaquecidos. Pode acontecer também palidez amarelada da pele, que é o resultado do desvio do sangue para o coração, músculos e pulmão. Esse desvio reduz a perda de sangue no caso de ferimento. Portanto, os efeitos do estresse são malignos ao corpo e precisam ser diariamente bem cuidados para não debilitá-lo. Um recurso valioso que tem sido utilizado para o combate ao estresse é o Life Coaching. Nesse tipo de coaching, a pessoa identifica as fontes estressoras e aprende a administrá-las de uma forma mais eficaz. Consequentemente, torna-se uma pessoa mais fortalecida em relação ao estresse diário e tem menos chance de adoecer.10. Cuide do seu peso
O sobrepeso não é bom para o seu coração e torna difícil manter níveis saudáveis de colesterol e pressão arterial. Mas você sabia que o local onde a gordura se acumula também tem impacto na saúde do seu coração? Corpos em formato de maçãs e peras: Quando a gordura se deposita no meio do corpo, o formato é conhecido como ‘maçã’, quando a gordura se deposita na região das coxas, é conhecido como ‘pera’. O ‘formato de maçã’ é mais prejudicial para a saúde do coração do que o ‘formato de pera’. Por este motivo, profissionais da saúde estão constantemente alertando seus pacientes sobre os perigos do depósito de gordura abdominal (‘formato de maçã’), que é medido pela circunferência da cintura. Como medir sua cintura? Para realizar a medida da circunferência da cintura de modo mais simples, basta posicionar a fita métrica em volta do abdômen, na altura do umbigo. Mantenha a barriga relaxada e verifique se toda extensão da fita está paralela ao chão, sem dobras e sem pressionar a pele. Para mulheres, essa medida não deve ultrapassar 80cm, enquanto que para homens, não deve ultrapassar os 94cm. Tenha certeza de que a melhor maneira de perder peso é devagar. Crie uma meta de perder 5-10% do seu peso atual em um período de seis meses e tente perder 0,5-1kg por semana – essa é uma quantidade considerada saudável. Lembre-se, exercício e uma alimentação saudável são essenciais para perder peso. fontes: lersaude.com.br/10-habitos-simples-para-ter-um-coracao-saudavel // Saúde para todos / Doutor do Coraçãosábado, 15 de novembro de 2014
COMO A PNEUMONIA BACTERIANA AFETA O CORAÇÃO?
A pneumonia bacteriana é causada principalmente pela bactéria Streptococcos pneumoniae, mas também pode ser provocada pelas bactérias Klebsiella pneumoniae, Staphyloccus aureus, Haemophilius influenzae e Legionella pneumophila, responsáveis por um número menor de casos. Seus sintomas são bastante parecidos com os da pneumonia viral, e incluem tosse e aumento da secreção no sistema respiratório, dificuldades de respirar, falta de ar, dor no peito e febre alta.
Apesar de grave, a doença geralmente é tratada em casa, com a ajuda de antibióticos, após o diagnóstico feito pelo médico, que pode incluir análise clínica, raio X e exames de sangue e de escarro. A pneumonia bacteriana não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de uma pessoa infectada a outra, por isso, os pacientes não precisam ser mantidos isolados.
As bactérias causadoras da pneumonia bacteriana estão presentes no ar, e atingem o pulmão vindas de uma infecção em outra parte do corpo, trazidas pela circulação sanguínea ou através da aspiração de secreções da orofaringe do próprio paciente. Um sistema imunológico forte graças a hábitos de vida saudáveis é a melhor arma para prevenir a contaminação.
Riscos para o coração
Pesquisas recentes revelaram o que os médicos já sabiam há tempo – que a pneumonia bacteriana pode aumentar os riscos de problemas cardíacos, pois as bactérias causadoras da doença podem invadir e matar as células cardíacas, aumentando as chances do paciente apresentar ataques ou insuficiência cardíaca, além de taquicardia ou anormalidades no ritmo dos batimentos. Segundo o site americano WebMD, pesquisas de laboratório realizadas em tecido cardíaco de roedores, macacos e humanos revelaram não só que as bactérias causadoras da pneumonia danificaram as células, como também que um antibiótico usado no tratamento da doença pode facilitar o ataque das bactérias ao tecido cardíaco. Um dos líderes da pesquisa, o professor da Universidade do Texas, Carlos Orihuela, explicou ao site que, dentre os pacientes hospitalizados por causa de pneumonia, cerca de 20% apresentaram algum problema cardíaco, aumentando os riscos de morte. Agora, os médicos e pesquisadores estão trabalhando na criação de uma vacina para prevenir essa grave complicação da pneumonia bacteriana. A equipe de pesquisadores encontrou altos níveis de troponina, um sinal de lesões cardíacas, no sangue de ratos com pneumonia bacteriana. Ao investigar o tecido cardíaco dos ratos de teste, eles encontraram bactérias Streptococcus pneumoniae, as principais causadoras de pneumonia, em microlesões, ao redor das quais o tecido cardíaco estava morrendo. As células cardíacas morrem por causa dos efeitos da toxina pneumolisina, produzida pelas bactérias.Danos causados pelos antibióticos
O tratamento da pneumonia bacteriana requer o uso de antibióticos, como a amoxicilina, a levofloxacina ou ceftriaxona, por um período que vai de uma a duas semanas. Em laboratório, verificou-se que a ampicilina usada para tratar ratos infectados com a bactéria cuasadora da pneumonia fazia com que as bactérias morressem e explodissem, liberando a toxina pneumolisina diretamente no tecido cardíaco, danificando as células. Uma alternativa seria o uso de antibióticos chamados de bacterioestáticos, que matam as bactérias mas não as fazem explodir, e que podem ser mais seguros para o tratamento. Portanto, pode-se concluir que as pessoas com pneumonia bacteriana têm risco aumentado de ter insuficiência cardíaca e outros problemas de coração devido à formação de microlesões cheias de bactérias, que, mesmo ao serem mortas por alguns tipos de antibióticos, como a ampicilina, morrem e liberam uma toxina, a pneumolisina, que causa a morte das células.Possibilidade de vacinas
Segundo artigo publicado no 50º Congresso Brasileiro de Genética, apesar da pneumonia bacteriana e outras infecções causadas pela Streptococcus pneumoniae terem um grande impacto negativo sobre a saúde pública no país, as duas vacinas que existem hoje não podem ser amplamamente utilizadas pelo Sistema Público de Saúde (SUS). Isso porque uma delas apresenta baixa eficácia em crianças e idosos e não induz a memória imunológica (vacina composta por 23 sorotipos de polissacarídeos capsulares purificados da bactéria), enquanto que a segunda, mais eficaz, é muito cara para ser produzida em grande escala.Como prevenir a pneumonia bacteriana
A melhor maneira de se proteger da pneumonia, seja a bacteriana ou viral, é manter o sistema imunológico forte, capaz de combater invasores do organismo de maneira eficaz. Além disso, manter bons hábitos de higiene, evitar ficar em locais fechados com pouca ventilação, tomar vacina contra a gripe e curar gripes e resfriados rapidamente também diminuem o risco. Além disso, o fumo aumenta muito as chances da pessoa contrair doenças do sistema respiratório, não apenas a neumonia. Segundo o médico Daniel Deheizelin, o fumo provoca uma inflamação que facilita a entrada de bactérias, vírus e fungos, causadores de pneumonia. Além disso, o álcool também é um fator de risco, por deprimir o sistema imunológico. Se não forem combatidas, as bactérias causadoras da pneumonia podem avançar para outras partes do corpo, além dos pulmões e coração, causando septicemia, ou infecção generalizada, quadro gravíssimo que muitas vezes leva à morte. FONTE: http://saude.hsw.uol.com.br/como-pneumonia-bacteriana-afeta-o-coracaosábado, 18 de outubro de 2014
VINHO E EXERCÍCIOS FÍSICOS FAZEM BEM PARA O CORAÇÃO E A SAÚDE
Beber vinho e fazer exercício físico tem alguns benefícios para a saúde em geral e para o coração em particular. Saiba tudo sobre o assunto.
Por Regina Di Ciommo, Mestrado e Doutorado em Sociologia pela UNESP, pós-doutorado em Recursos Naturais e colaboradora do site Plano de Saude.
O vinho, produzido por fermentação do suco de uma grande variedade de uvas maduras, inteiras ou esmagadas.
As uvas fermentam, por sua constituição, sem necessidade da adição de açucares ou outros elementos. As frutas que também fermentam dão origem a vinhos de frutas, que não pode ser confundido com o vinho de uvas.
A história do vinho é muito longa e parece ter origem a 6.500 anos A.C., na Grécia e em Roma. Nos territórios da atual Turquia ou Irã o vinho apareceu no ano 6.000 A.C.
O vinho desempenhava papel importante nas religiões, com papel central nas cerimônias religiosas judaicas e cristã. Na Grécia e Roma antigas, o deus Dionísio e o deus Baco, eram os deuses do vinho e das celebrações.
Os benefícios de beber vinho
Muitos estudos, realizados nos últimos 30 anos, mostraram que o consumo de vinho evita as doenças do coração, mantendo o colesterol em níveis normais. Cardiologistas recomendam o consumo moderado de vinho, como por exemplo, duas taças, diariamente, pode ajudar a manter elevado o colesterol bom, o HDL. Desde o final da década de 70, as pesquisas mostraram que os compostos amigos do coração são os flavonoides, presentes no vinho, que agem no fígado, inibindo a síntese de colesterol. Os flavonoides são antioxidantes e desaceleram os processos de envelhecimento. No entanto, desde essa época a American Heart Association (Associação Americana do Coração) já avisava que para prevenir doenças cardíacas a melhor atitude é ter uma dieta saudável e fazer exercícios físicos regularmente. Em uma abordagem abrangente da saúde, o vinho não pode ser utilizado como única estratégia para a proteção do coração. Sua ingestão deve ser discutida entre o paciente e seu médico, como recomenda nos EUA a Associação Americana do Coração. Doenças cardiovasculares são provocadas e agravadas por fatores de risco, como tabagismo, diabetes e hipertensão. São fatores que não alterados pelo consumo do vinho, que atua nos índices relacionados ao colesterol. Na produção dos vinhos tintos, extraídos das cascas das uvas, há centenas de substâncias químicas, que podem estar relacionadas com os efeitos benéficos do vinho tinto. Já os vinhos brancos têm as cascas de suas uvas desprezadas, não contendo os mesmos elementos. É o que originou a discussão sobre a existência do fator protetor apenas nos vinhos tintos. Mas há estudos que tentam verificar se esse efeito benéfico é derivado do álcool e estaria presente em todas as bebidas alcoólicas. Se os efeitos benéficos do vinho estiverem especificamente presentes no vinho tinto, então também o suco de uva tem o efeito cardioprotetor, pois ambos têm a mesma origem, ou seja, a casca das uvas vermelhas. Nos países onde existe o hábito de consumir uma ou duas taças de vinho diariamente, como na França, Itália, Portugal e Espanha, verificou-se uma menor incidência de problemas cardiovasculares, apesar da existência do tabagismo e sedentarismo. Essa é uma observação que há décadas vem sendo feita. Como tudo o que se relaciona à saúde, a moderação é necessária também quando se trata de ingerir o vinho, pois o excesso leva a embriaguez. A presença de açúcar pode contraindicar o seu uso por diabéticos. A pesquisa apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia Longe de ser um fato que acaba com um mito, como vem sendo divulgado pela mídia, a pesquisa apresentada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizada no início de setembro de 2014, em Barcelona, apenas confirma que o vinho precisa estar associado a exercícios físicos. O estudo, desenvolvido por cientistas da República Checa, afirma que, para os sedentários, apenas ingerir vinho não protege o coração. A pesquisa também esclareceu que, para proteger das doenças cardiovasculares, tanto o vinho tinto como o branco têm o mesmo potencial, agindo sobre o colesterol HDL (colesterol bom). Sobre os pacientes da pesquisa que se exercitaram, o resultado foi positivo, aumentando o HDL e diminuindo o colesterol LDL (colesterol ruim), o que gera placas de gordura nas artérias e em consequência, as doenças cardiovasculares. A pesquisa concluiu que combinar consumo moderado de vinho e exercício melhoram a condição do equilíbrio lipídico e colesterol, protegendo contra doenças cardiovasculares. Fica como sugestão para pesquisas posteriores, aprofundar este assunto, medindo qual a efetiva contribuição do vinho e qual o papel do exercício com ele combinado, para se saber a real importância da ingestão de vinho na proteção do coração. FONTE: ciencia-online.net/2014/10/vinho-e-exercicios-fisicos-fazem-bem-a-saude.htmlquinta-feira, 25 de setembro de 2014
CONHEÇA OS INIMIGOS DE UM CORAÇÃO SAUDÁVEL
Se alguns alimentos fazem o coração bater mais contente, outros são inimigos de um órgão saudável e devem ser evitados de todas as maneiras. São eles:
1. Sanduíches de restaurantes fast food
Carregados de gorduras saturadas, trans, sal, carboidrados, enfim, substâncias capazes de entupir artérias saudáveis.2. Frituras feitas com gordura hidrogenadas
Geralmente preparadas em lanchonetes e restaurantes, são ricas em gorduras trans e temperadas com quantidades abusivas de sal.3. Azeite de dendê
Tem grande quantidade de gorduras saturadas. Para cozinhar, opte por óleos de milho, canola e girassol.4. Manteiga e margarina
Cerca de 80% da composição da manteiga é de gordura saturada. Muitas possuem sal em excesso. As margarinas precisam ser verificadas de acordo com a composição.5. Embutidos
Itens como salame, mortadela, salsichas, linguiças e presunto, por exemplo, costumam ter muito sal e gordura trans, capazes de aumentar a pressão arterial.6. Comida processada
Bolos, biscoitos e salgadinhos industrializados apresentam uma série de componentes artificiais, gordura saturada, gordura trans, açúcares, sal em excesso. Devem ser evitados sempre que possível.7. Carnes gordas
Evite os cortes de carne com excesso de gordura. fonte:http://saude.hsw.uol.com.br/alimentos-que-ajudam-evitar-problemas-cardiacosdomingo, 10 de agosto de 2014
APENAS 5 MINUTOS DE CORRIDA JÁ FAZ BEM AO CORAÇÃO
Pensa que você não tem tempo suficiente para um treino que beneficie a sua saúde? Você pode querer pensar novamente.
Um novo estudo publicado a 28 de julho na revista Journal of the American College of Cardiology, descobriu que fazer exercício entre 5 a 10 minutos por dia pode reduzir o risco de morte por doença cardíaca.
Os pesquisadores analisaram informações de mais de 55 mil norte-americanos adultos com idades entre 18 e 100 anos, no Texas, que foram convidados a dizer o quanto corriam ao longo dos últimos meses.
Cerca de um quarto dos participantes eram corredores, tendo relatado a duração, distância, frequência e velocidade das suas corridas. Ao longo de um período de 15 anos, os corredores tiveram 45% menos probabilidade de morrer de doença cardíaca.
De igual forma, 30% dos corredores mostraram ter menos probabilidade de morrer de qualquer causa do que não corredores, sugere o estudo.
Quando os corredores foram divididos em cinco grupos com base na duração, distância e velocidade de suas corridas, todos os grupos tiveram uma redução semelhante no risco de morte por doença cardíaca.
Por exemplo, aqueles que correram para menos de 51 minutos por semana (cerca de 5 a 10 minutos por dia) tiveram uma redução semelhante no risco de morte do que aqueles que correram mais de 176 minutos por semana.
As descobertas mantiveram-se mesmo depois de os pesquisadores levarem em conta alguns fatores que podem afetar o risco de uma pessoa morrer, tais como idade, tabagismo e alcoolismo, ou diagnóstico de certas condições de saúde, como pressão arterial elevada.
"Porque o tempo é uma das barreiras mais fortes para participar em atividades físicas, este estudo pode motivar mais pessoas a começar a correr e a continuar a correr como um objetivo atingível de saúde", disse o pesquisador Duck-chul Lee, da Universidade do Iowa.
Para pessoas saudáveis, a corrida pode ser uma opção melhor do que atividades de exercício menos intensas como a caminhada, porque produz benefícios para a saúde semelhantes em termos de redução do risco de morte, num curto período de tempo.
"Para os indivíduos mais jovens, que são pressionados pelo tempo, a corrida é uma opção muito melhor para a eficiência do tempo", disse Chi Pang Wen, do Instituto de Ciências da Saúde da População em Taiwan, que escreveu um editorial que acompanha o estudo.
No entanto, as pessoas que atualmente vivem estilos de vida muito sedentários podem querer começar a caminhar antes de fazer a transição para a corrida, de forma a reduzir o risco de possíveis lesões, afirma Lee.
Lee ficou surpreso pelos valores mais elevados de exercício não conferirem uma maior redução no risco de morte. É possível que a maior quantidade de corrida possa ter efeitos negativos em algumas pessoas, como o risco de problemas do ritmo cardíaco ou lesões nos músculos e ossos.
Ainda assim, alguns estudos encontraram uma associação entre correr distâncias maiores, como mais 8 km por dia e uma diminuição do risco de problemas cardíacos, em comparação com correr 3,2 km por dia, por isso, mais estudos são necessários para determinar esse fato.
O estudo também descobriu que os corredores viveram mais 3 anos, em média, do que os não corredores. Aqueles que começaram a correr durante o período do estudo viram melhorias no seu risco de morrer de doença cardíaca, mas os que já corriam tiveram os maiores benefícios.
FONTE:Livescience.com/47058-running-five-minutes-heart-benefits.html
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