Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador ESTRESSE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESTRESSE. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de outubro de 2016

ENTENDA COMO O ESTRESSE CHEGA AO CORAÇÃO

Estudo inédito mapeia como a tensão contínua leva ao infarto, ao derrame e a outros problemas cardíacos. Ela provoca inflamações nas paredes arteriais, comprometendo, por exemplo, o fluxo sanguíneo. Em tempos de convulsão social, quando todos parecem estar com os nervos à flor da pele, é bom respirar fundo e pensar duas vezes antes de se aborrecer com discordâncias políticas e de outra natureza. Caso contrário, o coração poderá sofrer as consequências. Se não chega a ser novidade que o estresse contínuo contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares, agora, um estudo conseguiu rastrear os efeitos da tensão mental crônica desde o cérebro até as paredes das artérias. De acordo com os pesquisadores, surge uma evidência robusta de que preocupações excessivas causam inflamações que podem provocar infarto, parada cardíaca e acidente vascular cerebral. O trabalho, apresentado na 65ª sessão científica anual do Colégio Americano de Cardiologia, baseia-se em estudos de imagem que avaliaram a atividade bioquímica cerebral de 293 pessoas com média de idade de 55 anos. Todas haviam se submetido ao PET/CT, uma eficiente ferramenta de avaliação das alterações metabólicas, entre 2005 e 2008. À época, fizeram o exame para checar se tinham câncer — o resultado deu negativo. Além disso, nenhum apresentava problemas cardiovasculares. Com imagens bastante precisas e um método de marcadores fluorescentes, o PET/CT forneceu detalhes da atividade cerebral, da medula óssea e das artérias dos participantes. Eles foram divididos em 2 grupos, de acordo com o nível de ativação da amígdala — quanto maior, mais alto o nível de estresse. Essa região, que não tem nenhuma relação com a amígdala da garganta, é uma das mais primitivas do cérebro e está associada às respostas ao estresse e ao medo. Diante de uma situação perigosa, entra em ação, desencadeando um complexo processo fisiológico que inclui a liberação de hormônios e outras substâncias — é por isso que uma pessoa com medo ou raiva tem reações como sudorese, tremor e alteração nos batimentos cardíacos.

Amígdala ativa

Ao longo de 5 anos, os pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, acompanharam os participantes por meio de avaliações cardiovasculares. No fim desse período, descobriram que aqueles que integravam o grupo em que a amígdala era mais ativa apresentaram um risco 14 vezes maior de sofrer problemas cardíacos para cada unidade de aumento da atividade do estresse no cérebro. Além disso, enquanto entre essas pessoas o percentual de eventos cardiovasculares foi de 35% em 5 anos; no outro, a taxa caiu para 5%. “Esses resultados nos intrigaram. Acredito que eles iluminam, pela primeira vez, a relação entre a ativação de tecidos neurais (aqueles associados ao medo e ao estresse) e os eventos cardíacos subsequentes”, diz Ahmed Tawakol, codiretor do programa de PET/CT cardíaco do Hospital Geral de Massachusetts e coautor do trabalho. De acordo com Deepak Bhatt, diretor do Programa de Intervenções Integradas cardiovasculares do Hospital Feminino de Brigham, em Harvard, não há dúvidas de que o estresse desencadeie efeitos fisiológicos em todo o corpo, incluindo o coração. “Isso é especialmente verdade no caso de um estresse severo e agudo. Pessoas que recebem uma notícia traumática podem, em casos raros, sofrer um ataque cardíaco imediato”, observa Bhatt, que não participou do estudo. “Isso não é apenas um ataque de ansiedade ou pânico. Quando você faz o cateterismo nesses pacientes, vê que uma artéria que anteriormente estava aberta ficou obstruída. Da mesma forma, o estresse crônico, que vai se acumulando com o tempo, tem esse potencial”, complementa.

Medula óssea

Ahmed Tawakol conta que o aumento crônico da atividade no centro do medo cerebral estimula, na medula óssea, a produção de alguns tipos de células, inclusive os monócitos. Essas estruturas são importantes componentes do sistema imunológico, entrando em ação quando se precisa proteger o corpo contra algum agente externo que entra na corrente sanguínea. Em excesso, porém, provocam inflamações nos tecidos que estão associadas a diversas doenças e condições, de câncer a infarto. “Essa produção aumentada de monócitos foi visualizada pelo PET/CT nos pacientes que sofriam de mais estresse. No caso deles, as inflamações se instalaram na parede das artérias. Já sabemos, há bastante tempo, que a inflamação crônica arterial é um dos fatores de risco de doenças cardiovasculares”, conta Amorina Ishai, coautora do estudo. Segundo a especialista, a formação e o desenvolvimento de uma lesão aterosclerótica é um processo complexo e tem a inflamação crônica como componente patológico. “O papel dos monócitos é grande tanto no início da formação das placas quanto na progressão das mesmas”, observa. De acordo com a pesquisadora, no estudo apresentado durante a reunião do Colégio Americano de Cardiologia, não se buscou uma relação causal entre a ativação da amígdala, a produção de monócitos pela medula óssea e a inflamação das artérias. “O que visualizamos foi uma correlação, mas não podemos dizer com certeza, ainda, como isso tudo se relaciona”, explica. “Para compreendermos melhor a interação entre esses fatores, teríamos de desenhar um novo estudo que envolvesse uma intervenção de redução de estresse no cérebro ou da resposta emocional e constatar que isso reduziu os eventos cardiovasculares”, diz Ahmed Tawakol. “Se descobrirmos que tratar o estresse de alguma forma resulta na redução de doenças cardiovasculares, teremos uma janela para novos diagnósticos e novas intervenções. Certamente, temos interesse em testar a hipótese de que ferramentas para lidar com o estresse podem reduzir o risco cardíaco”, afirma.

Peso no quadril

Uma pesquisa do Hospital John Hopkins de Baltimore acrescentou evidências de que, para evitar riscos cardiovasculares, é melhor ter um formato corporal de pera (o peso concentrado nos quadris) do que de maçã (peso ao redor do abdômen). Os pesquisadores constataram que a obesidade abdominal é um forte preditor de doenças cardíacas graves em pacientes que têm diabetes 1 e 2, sem, contudo, apresentar sintomas de problemas no coração. O trabalho foi feito com mais de 200 homens e mulheres. A conclusão dos cientistas é de que a circunferência abdominal é um indicador melhor para risco coronariano que o índice de massa corporal, medida que considera peso e altura.

Depressão é fator de risco

estresseA depressão é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares, mas, até agora, não se sabia se a chance de sofrer um ataque cardíaco ou um derrame pode aumentar ou piorar caso haja alguma mudança no quadro dessa condição mental. Um novo estudo conduzido por pesquisadores do Instituto do Coração de Salt Lake City (EUA) mostra que tratar efetivamente o paciente depressivo pode reduzir a probabilidade de ele sofrer complicações cardiovasculares. O trabalho também foi apresentado no Colégio Americano de Cardiologia. “Com a ajuda de pesquisas anteriores, sabemos que a depressão está associada a riscos cardiovasculares a longo prazo, mas identificar que, a curto prazo, aliviar os sintomas da doença reduz o risco cardíaco do paciente pode ajudar essas pessoas a se comprometerem mais com o tratamento dos sintomas depressivos”, aposta Heidi May, epidemiologista e autora do estudo. “A principal conclusão de nossas pesquisas é: se a depressão não é tratada, o risco de complicações cardiovasculares aumenta significativamente”, avisa. A equipe liderada por May analisou dados do Intermountain, um banco de dados que contém informação de mais de 100 mil pacientes de Salt Lake City. Ele focaram em 7.550 pessoas que completaram pelo menos dois questionários sobre depressão ao longo de um ou dois anos. Elas foram categorizadas com base nos resultados da pesquisa como nunca deprimidas, não mais deprimidas, continuam deprimidas ou se tornaram deprimidas. Então, os pacientes foram acompanhados para verificar se haviam sofrido algum problema cardiovascular importante, como derrame, falência cardíaca, ataque cardíaco ou morte. No fim do estudo, 4,6% dos que não estavam mais deprimidos apresentaram ocorrência dessas complicações similar às taxas daqueles que jamais haviam sofrido depressão (4,8%). Já os que continuavam deprimidos e os que adquiriram o transtorno mental ao longo da pesquisa registraram percentuais de 6% e 6,4%, respectivamente.

Mais testes

Segundo May, o trabalho indica que um tratamento efetivo diminui o risco de sofrer problemas cardiovasculares a curto prazo. Contudo, ela ressalta que mais estudos são necessários para identificar exatamente como deve ser essa terapia. “O que fizemos foi simplesmente observar dados que foram coletados previamente. Para irmos além, precisamos fazer um teste clínico completo, que avalie o que observamos”, diz. Devido à natureza complexa da depressão, é difícil dizer se ela leva ao aumento de fatores de risco de problemas cardiovasculares ou se é justamente o contrário. Uma pista do trabalho de May é que mudanças nos sintomas depressivos podem causar mudanças fisiológicas imediatas, o que, por sua vez, reduzem a chance de ocorrências cardíacas. Mas a médica ressalta que essa questão não está fechada. fonte:por Paloma Oliveto / Saúde / Coreio Braziliense/lersaude.com.br/entenda-como-o-estresse-chega-ao-coracao/

domingo, 31 de agosto de 2014

TER MUITOS AMIGOS NO FACEBOOK PODE CAUSAR ESTRESSE

Pesquisa sobre o uso do Facebook feita pela Universidade Edinburgh Napier com 200 estudantes mostra que as pessoas que mais têm amigos na rede social se sentem mais estressadas. O Facebook tem mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo. Segundo notícia da BBC, 12% dos estudantes disseram que não gostam de receber pedidos de amizade, enquanto 63% disseram que sempre adiam a confirmação do pedido. Mais de 10% disseram que se sentem ansiosos com o Facebook, e mais de 30% das pessoas disseram que se sentem culpadas por rejeitar pedidos de amizade na rede social. Kathy Charles, líder do estudo, disse que os resultados levantaram muitos paradoxos. "Por exemplo, mesmo que haja uma grande pressão para aderir ao Facebook, há também uma ambivalência considerável entre os usuários sobre seu benefício", diz Charles. "E ainda descobrimos que justamente as pessoas com mais contatos na rede, que investiram mais tempo online, são as mais suscetíveis ao estresse". Kathy Charles diz que a causa para o estresse pode ser a pressão que os usuários sentem para bolar atualizações sobre sua vida para um grande número de espectadores. "É como estar em um minicanal de notícias sobre a sua vida. Quanto mais pessoas veem seu feed de notícias, mais você pode sentir como se tivesse uma audiência". A pessoa é quase uma minicelebridade, e a pressão para produzir algo sobre si mesmo é grande. A grande maioria das pessoas respondeu que a melhor coisa do Facebook é poder manter contato com os amigos, e muitas pessoas não querem sair da rede social por medo de perder informações sociais importantes ou ofender seus contatos. "Como os jogos de azar, o Facebook mantém o usuário em um limbo neurótico, sem saber se deve continuar lá caso perca alguma coisa boa", complementa a líder do estudo. A pesquisa também descobriu que outras causas para o estresse incluem deletar os contatos indesejados, a pressão para ser criativo e divertido, e ter que usar a etiqueta apropriada com diferentes tipos de "amigos". FONTE: http://tecnologia.hsw.uol.com.br/amigos-facebook-estresse.htm

quarta-feira, 25 de junho de 2014

OS CÉREBROS DE HOMENS E MULHERES REAGEM DE FORMA DIFERENTE AO ESTRESSE

Os psicólogos já têm anotado por muito tempo que o estresse afeta homens e mulheres de forma diferente. As mulheres tendem a buscar apoio social, enquanto os homens são mais propensos a se retirar. Agora, um novo estudo afirmou que existe mesmo uma diferença quanto ao estresse em homens e mulheres. Os pesquisadores estavam estudando como o estresse afeta os processos cognitivos nas pessoas e descobriram diferenças de tensão entre os sexos. Segundo eles, essas diferenças não aparecem a menos que as pessoas estejam estressadas. A pesquisa pode representar uma base neurológica para a descoberta de que as mulheres tendem a ser mais enfáticas do que os homens. Os pesquisadores não sabem exatamente porque essas diferenças ocorrem, mas um dos motivos pode ser a interação dos hormônios sexuais com os hormônios do estresse. Para saber se as diferenças no cérebro dos sexos influenciam seu comportamento, os pesquisadores se focaram na amígdala, uma estrutura do tamanho de uma amêndoa enterrada nas profundezas do cérebro, que ajuda a processar estímulos de medo, como a cara de raiva. Os pesquisadores também analisaram a ínsula, outra estrutura cerebral profunda, que ajuda na empatia, e o pólo temporal, uma área do cérebro escondida atrás das orelhas envolvida com a compreensão do estado de espírito de outra pessoa. Eles mediram os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, a partir de amostras de saliva coletadas dos 47 voluntários. Em seguida, metade dos homens e metade das mulheres foram convidados a mergulhar as mãos em água gelada por cerca de três minutos, enquanto outros mergulharam as mãos em água morna. Ambos os grupos, em seguida, tiveram seus cérebros escaneados usando ressonância magnética funcional, que mede o fluxo sanguíneo em áreas diferentes do cérebro. Os participantes concluíram algumas tarefas não relacionadas com o estudo antes de dar outra amostra de saliva. Depois disso, os pesquisadores continuaram a examinar o cérebro dos participantes enquanto os faziam assistir imagens de 160 rostos, 80 irritados e 80 neutros. Os homens e mulheres que colocaram a mão em água gelada ficaram igualmente estressados pela experiência, a julgar pelos seus níveis de cortisol. Mas o estresse afetou seus cérebros de forma muito diferente. Quando os homens estressados olharam faces neutras ou com raiva, seus cérebros mostraram uma diminuição na atividade na área fusiforme facial, que contribui com o reconhecimento facial. O sinal medido em seu FFA foi de cerca de 0,75%, em comparação com quase 1,5% dos homens da água quente. As mulheres estressadas, pelo contrário, pareciam mais afinadas com o reconhecimento de expressões faciais. Seu sinal FFA mediu quase 1,5%, em comparação com 0,75% das mulheres relaxadas. Os pesquisadores também observaram uma correlação hormonal: quanto maior o nível de testosterona, menor será a atividade de FFA quando se está estressado. Eles não encontraram flutuações comparáveis com base nos níveis de estrogênio. A descoberta apóia a teoria de que os hormônios podem estar na raiz das diferenças de resposta ao estresse. As interações entre as áreas de processamento de emoção também diferem por gênero. Os pesquisadores analisaram uma medida chamada conectividade funcional, e descobriram que os homens apresentaram menos conectividade funcional entre essas áreas quando estão estressados do que as mulheres. Parece que quando as mulheres estão estressadas, as áreas sociais e emocionais do seu cérebro entram em alerta, talvez refletindo uma tendência a aproximação, a procura de apoio social. As mesmas áreas no cérebro dos homens parecem se separar, se soltar. Os pesquisadores não sabem se estas diferenças são inatas do cérebro ou um produto da socialização, então eles ainda não podem dizer se a atividade diminuída no cérebro dos homens quer dizer que eles realmente tornam-se menos engajados e empáticos quando estão estressados, ou se compensam de alguma outra forma. No entanto, outros estudos não encontraram diferenças de gênero na forma como homens e mulheres agem quando estão estressados. fonte: livescience.com/10140-stress-brings-difference-male-female-brains.html

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ESTRESSE PODE AFETAR A PRODUÇÃO DE ESPERMA, AFIRMA ESTUDO

O estresse, além de afetar a rotina, pode gerar problemas para quem planeja ter filhos. Uma pesquisa publicada na revista "Fertility and Sterility" aponta a existência de uma associação entre o estresse e a qualidade do sêmen do homem. Segundo o estudo, viver dois ou mais eventos estressantes ao longo de um ano pode alterar a motilidade (locomoção), forma e concentração do esperma. O estudo foi feito com 193 homens, entre 38 e 49 anos, que forneceram amostras de esperma e informações detalhadas sobre acontecimentos estressantes vivenciados por eles, subjetiva e objetivamente. De posse dessas informações, os pesquisadores cruzaram os dados com o histórico de saúde reprodutiva do pesquisado e suas preocupações com fertilidade, descobrindo assim essa associação entre o estresse e a qualidade do sêmen. "Homens que se sentem estressados são mais propensos a ter menores concentrações de esperma em sua ejaculação. Além disso, o esperma fica disforme, o que prejudica a motilidade. Esse déficit pode estar associado a problemas de fertilidade", explicou o pesquisador Pam Factor-Litvak, PhD e professor associado de epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública Mailman, na Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos. Apesar de o estudo não ter como objetivo demonstrar uma relação direta entre os dois fatores, os pesquisadores afirmam que o estresse tem efeito oxidativo e os hormônios chamados de glicocorticoides podem ser acionados diante de uma situação de estresse, o que pode afetar a produção de testosterona e esperma. Segundo o estudo, a tensão laboral também está associada à diminuição de testosterona. Estudos recentes mostram que o estresse não é a única causa do problema. Um estudo da Universidade de Harvard apresentado na conferência da Sociedade Americana para Medicina Reprodutiva em 2013 mostrou que o consumo de carne processada está associado à diminuição da qualidade do esperma. Outras pesquisas têm mostrado que a qualidade do esperma também cai quando o homem assiste mais de 20 horas por semana de televisão e quando está com sobrepeso. FONTE: http://zip.net/bnny9M

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

COMO O ESTRESSE FAZ VOCÊ PERDER SEUS OBJETIVOS DE VISTA

Caiu na rotina, está insatisfeito e, mesmo assim, não consegue mudar seus hábitos? Parte da culpa pode estar na interação de dois “hormônios do estresse” em seu organismo: o cortisol e a adrenalina. Em estudo publicado recentemente no periódico Journal of Neuroscience, um grupo de pesquisadores analisou como esses dois hormônios podem prejudicar nosso foco em objetivos e metas. Para isso, eles reuniram 69 estudantes universitários e os dividiram em quatro grupos: um deles tomou pílulas de hidrocortisona (que aumentam os níveis de cortisona no corpo); o segundo tomou yohimbina (substância que aumenta a produção de adrenalina); o terceiro tomou as duas substâncias, e o último tomou placebo. Na primeira etapa do estudo, eles deveriam realizar uma tarefa em um computador, pela qual ganhariam uma recompensa de sua escolha (chocolate ou laranjas) e poderiam comer o quanto quisessem. Em seguida, tiveram a opção de realizar outra tarefa (mais difícil) e ganhar uma recompensa diferente – ou continuar só com a primeira. Os participantes que tomaram o placebo ou apenas uma das substâncias decidiram realizar a tarefa mais difícil e ganhar a nova recompensa. Aqueles que tomaram as duas substâncias, porém, se contentaram em manter a “rotina”, mesmo que já não estivessem tão satisfeitos com a recompensa. Por meio de ressonância magnética, os pesquisadores perceberam que esses participantes apresentavam atividade reduzida em duas regiões do cérebro ligadas ao comportamento direcionado a metas (o córtex orbitofrontal e o córtex pré-frontal medial). Em contraste, todos os participantes apresentaram o mesmo nível de atividade nas regiões ligadas ao desenvolvimento de hábitos. Se quiser se tornar mais focado, combater o estresse pode ser uma boa estratégia. FONTE:Live Science

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

VC ESTÁ ESTRESSADO???

Dores no corpo, memória falha, ganho de peso... Livre sua saúde de males como esses driblando as tensões do dia a dia O ritmo da vida moderna deixa qualquer um desequilibrado. São tantas tarefas e responsabilidades para dar conta que uma hora o corpo cansa da correria e da falta de tempo para cuidar de você mesmo. Uma coisa é certa – ele sente o baque das noites maldormidas, do estresse no trabalho, do sanduíche que você engole enquanto dirige porque pulou alguma refeição. Não só sente como se manifesta, desencadeando males que podem comprometer muito sua saúde. Por isso, nós estamos aqui para ajudar você a não cair nessa e encontrar uma válvula de escape para aliviar as tensões. Abaixo segue uma lista de onde o estresse moderno atinge o corpo e como lutar contra ele. Fique esperto! # 70% Da população economicamente ativa no Brasil sofre alguma sequela de estresse Fonte: International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) O ponto do estresse - A MENTE “A secreção crônica de cortisol – hormônio do estresse – pode levar a pessoa à fadiga, ou seja, cansaço de alguma parte do corpo, como músculos e até o próprio cérebro”, explica o neurologista André Gustavo Lima, membro da Academia Brasileira de Neurologia, do Rio de Janeiro. Preste atenção para não cair em um ciclo que pode provocar perda de memória e depressão. A válvula de escape: O excesso de trabalho, a pressão do chefe, a falta de grana… Esses são problemas clássicos que resultam em estresse. “Uma alternativa para liberar a tensão é praticar atividades físicas aeróbicas, de preferência ao ar livre.” O ponto do estresse - O CORAÇÃO O estresse crônico – de longa data, como quando você carrega uma dívida há meses no banco – contribui para ataques do coração, assim como o estresse agudo, aquele que vem quando algo que você não esperava acontece de repente. Pesquisadores da Universidade de Western Ontario (Canadá) coletaram amostras de fios de cabelo de mais de cem homens, sendo que metade deles já havia sido hospitalizada por ataques cardíacos, e descobriram que o nível de cortisol nos folículos era maior nesses pacientes. A válvula de escape: Inspire-se nos líderes. Melhor: trabalhe com calma e afinco para se tonar um deles. A Escola de Negócios da Universidade de Columbia (EUA) realizou uma pesquisa na qual os participantes foram designados como líderes ou subordinados. Metade das pessoas em ambos os grupos foram convidadas a contar uma mentira qualquer. Os subordinados que tiveram que mentir apresentaram níveis elevados de cortisol – hormônio do estresse. Mas os que estavam na posição de líder e também mentiram não apresentaram sinais de estresse, sugerindo que, mesmo em situações estressantes (obrigados a mentir), as pessoas que têm poder e controle sentem pouca ou nenhuma ansiedade. O ponto do estresse - O DNA Uma enxurrada de hormônios do estresse 24 horas por dia pode encurtar os telômeros – estruturas genéticas que protegem as extremidades dos cromossomos. Quando os mesmo se tornam muito curtos, a vida da célula chega ao fim: ela não consegue mais se multiplicar. A válvula de escape: Um estudo recente da Universidade Harvard (EUA) descobriu que a resposta fisiológica à meditação e aos exercícios de respiração pode neutralizar os danos celulares causados pelo estresse. O ponto do estresse - O SISTEMA NERVOSO Quando você está estressado, hormônios inundam o corpo e começam a alterar várias estruturas. A liberação dos mesmos leva à contração da musculatura, e a adrenalina descarregada na corrente sanguínea acelera os batimentos cardíacos e a respiração. “Quando isso acontece, o corpo sofre inúmeros sintomas. O psicossomático reflete na pressão alta, ansiedade, insônia, dores de cabeça, úlcera do aparelho digestivo etc. Como consequência da energia gasta nesse processo, o sistema imunológico é enfraquecido, causando diversos prejuízos para o organismo como um todo”, explica o neurologista André Gustavo Lima. A válvula de escape: Reveja seu estilo de vida. “É importante saber conviver com as pessoas em harmonia, desenvolver o gosto por alguma atividade física, cultivar pensamentos positivos. Meditação e ioga podem ser uma boa maneira de levar uma vida equilibrada.” O ponto do estresse - OS MÚSCULOS Tensão no pescoço e nas costas causada por estresse, além de longos dias debruçado sobre o computador, podem resultar em dores musculares. A válvula de escape: Alongue-se. “É importante fazer pausas durante o trabalho. A ginástica laboral é fundamental para aliviar o corpo – alongue braços e pernas como um movimento de espreguiçar e preste atenção na respiração, inspirando e expirando por cerca de dois minutos. A automassagem nos ombros também ajuda a aliviar o estresse”, explica Lucia Helena Accioli Nunes, médica do trabalho do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. O ponto do estresse - O ORGANISMO O estresse pode alterar a velocidade como o corpo processa gordura, levando-o a armazená-la no abdome. Mais: ele também pode aumentar a acidez no estômago e refletir no funcionamento do intestino. A válvula de escape: Ria mais e pratique ioga. Estudos já demonstraram a capacidade da ioga de aliviar o estresse e diminuir a pressão arterial. Relatórios apresentados no Colégio Americano de Medicina Esportiva também apontaram que rir faz bem – pessoas que assistiram a comédias tiveram os vasos sanguíneos mais flexíveis e melhoraram o fluxo de sangue por mais de 24 horas após rirem. FONTE: MENSHEALTH

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ESTRESSE PODE AFETAR SEUS GENES

Embora o impacto do estresse em nosso sistema imunológico já não seja segredo há décadas, o mecanismo por trás dele ainda intriga a ciência. Por exemplo, já sabíamos que estresse em nossa primeira idade pode causar mudanças no DNA, mas ainda não entendemos direito como isso funciona. Ao investigar o fenômeno do estresse no organismo, pesquisadores da Universidade Ruhr de Bochum (Alemanha) confirmaram que um dos principais alvos da condição são os nossos genes. Especificamente, os pesquisadores examinaram dois genes: o que produz receptores de oxitocina (conhecido como “hormônio antiestresse”) e o que produz fator neurotrófico derivado do cérebro (que contribui para o desenvolvimento e ligação de células cerebrais). Este último não chegou a ser afetado pelo estresse. O dos receptores de oxitocina, porém, foi. Nessa pesquisa, os 76 participantes passaram por uma fictícia entrevista de emprego, na qual teriam que resolver complexos problemas de matemática enquanto eram observados. Foram coletadas amostras de sangue no início e depois da “entrevista”. Nos primeiros dez minutos do teste, a atividade do gene foi reduzida por um processo químico chamado metilação – intensificada pelo estresse. Uma hora e meia depois do teste, a metilação deste gene diminuiu muito, e a produção dos receptores voltou ao normal. Os pesquisadores acreditam que esse mecanismo do estresse pode estar ligado a doenças crônicas, como depressão e câncer. FONTE: io9

ESTRESSE PODE DEIXAR VC DOENTE?

De fato: estresse e doenças estão entrelaçados. Há alguns anos já se sabe que o estresse psicológico aumenta o risco de doenças cardiovasculares, gripes, resfriados e até alergias. Mas como um leva ao outro? Pesquisas recentes mostram que o hormônio cortisol tem um papel decisivo. Liberado em grandes quantidades em momentos de estresse pelas glândulas suprarrenais, esse hormônio abastece o corpo com uma ‘explosão’ de energia. Ele também ajuda na resposta do sistema imune do corpo a infecções e inflamações, mantendo diversas doenças sob controle. Mas quando os níveis de cortisol permanecem elevados, o corpo se torna menos sensível ao hormônio, da mesma maneira que níveis elevados de insulina podem levar à resistência à insulina. Cientistas da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, colocaram isso à prova. Em um experimento, 276 adultos saudáveis foram expostos a vírus de gripes, mantidos em quarentena e monitorados por cinco dias. Aqueles que passaram por experiências estressantes estiveram mais propensos a mostrar resistência ao cortisol. E tiveram mais chances de desenvolver resfriados, também de acordo com outra pesquisa, publicada no periódico científico PNAS. Outro ponto importante a ser levado em conta é que as pessoas mais resistentes ao cortisol eram também as que mais produziam citoquinas, componentes do sistema imunológico que promovem inflamações e que aumentam a severidade dos sintomas. “Já que a inflamação tem um papel importante no começo e na progressão de um amplo espectro de doenças, esse processo tem grandes implicações para o entendimento do papel do estresse”, afirmam os pesquisadores. FONTE:TheNewYorkTimes