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quinta-feira, 4 de junho de 2015

CONHEÇA 10 HÁBITOS SIMPLES PARA TER UM CORAÇÃO SAUDÁVEL

Para reduzir o seu colesterol e proteger seu coração, uma combinação de pequenas mudanças é importante. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda dez práticas simples para quem quer garantir a saúde do coração. Adotá-las pode evitar doenças cardíacas graves como o infarto ou o acidente vascular cerebral (AVC). Conheça os hábitos para um coração saudável e coloque-os em prática!

1. Fique Ativo

O nosso corpo é uma máquina fantástica, que não foi feita para ficar parada. Se você estiver realmente decidido a ter uma atitude positiva em relação a sua saúde e ao seu bem-estar, está na hora de começar a investir no condicionamento físico. A inatividade contribui para muitos problemas de saúde, como obesidade, dores de coluna, hipertensão, diabetes, entre outros. E também nos deixa com uma sensação de indolência e preguiça. É como um círculo vicioso no qual você não tem energia para começar um programa de exercícios que vai aumentar sua disposição e fazer você sentir-se melhor. E, movido pela apatia, continua adiando a ida à academia, apesar de se sentir mais cansado a cada dia. Por outro lado, a prática regular de algum tipo de exercício fortalece o sistema cardiovascular, traz mais disposição e deixa a pele e o corpo mais bonitos. Além disso, ela aumenta o gasto calórico, facilitando o controle do peso corporal. O melhor é que o metabolismo se mantém em níveis mais elevados entre uma e duas horas após o término das atividades. Como regra, para cada 100 calorias gastas durante um exercício, são eliminadas mais 15 durante o período seguinte. Para emagrecer um quilo, é necessário gastar ou deixar de ingerir aproximadamente 7000 calorias. Saber aproveitar as mínimas oportunidades para um balanço calórico favorável no dia a dia só trará benefícios para a sua saúde. E ainda tem mais: bastam 30 minutos diários de modalidades diversas como, por exemplo, caminhar, correr, pedalar ou mesmo subir as escadas, para usufruir os seus benefícios. Se você ainda tem dúvidas sobre as vantagens da prática periódica de exercícios, confira a lista abaixo: - Reduz o estresse; - Protege contra doenças cardiovasculares e derrames; - Fortalece músculos, ossos e ligamentos; - Diminui os sintomas da tensão pré-menstrual; - Ajuda você a dormir melhor; - Melhora a concentração mental, o desempenho sexual e a digestão; - Auxilia a parar de fumar; - Retarda o envelhecimento. Lembre-se, porém, que você não pode construir e armazenar uma forma física que dure por tempo indeterminado. A manutenção é necessária durante toda sua vida, mais ainda quando envelhecer. O primeiro passo para ficar em forma não é somente físico, é mental. Começar é a parte mais difícil. Mas assim que você iniciar um programa regular, vai se sentir melhor e mais bonito. E aí não vai querer mais parar… E então, o que você está esperando? Com um pequeno esforço, você pode encontrar suas próprias maneiras de incluir 30 minutos diários de atividade física em sua rotina. Veja as sugestões abaixo: - Não arrume razões para adiar mais uma vez a prática de exercícios. Falta de tempo, local e companhia são as desculpas mais frequentes e não correspondem à realidade. Você pode se exercitar em casa ou mesmo a caminho do trabalho. - Procure ser ativo no seu dia-a-dia. Suba escadas, ande, mexa o corpo. Em casa, ao invés de sentar e ver TV dê uma volta pelo quarteirão, arrume o jardim e faça alguns exercícios tipo flexão dos braços ou abdominal. - No escritório, não passe a maior parte do tempo sentado; vá aos outros departamentos ao invés de falar por telefone e quando atender uma chamada, fale em pé. Essas pequenas ações poderão contribuir muito para a sua saúde. - Estacione a um quarteirão antes do seu escritório. - Ande de bicicleta com seus filhos. - Suba as escadas ao invés de usar o elevador - Caminhe o máximo que puder. Não há fórmula ideal para ser ativo. O importante é investir naquilo que faz você se sentir melhor e que lhe dá mais prazer. Vale tudo. Só não pode ficar parado! Exercício físico é bom para saúde do seu coração, pois te ajuda a: - Atingir um peso corporal adequado e uma forma física saudável - Manter pressão arterial em valores adequados, evitando a hipertensão e reduzindo níveis de colesterol ruim. - Reenergizar, reduzir estresse e relaxar.

Quanto de atividade física preciso fazer por dia?

Profissionais da saúde recomendam 30 minutos de atividade moderada todos os dias – sejam três sessões de 10 minutos ou uma sessão contínua de meia hora. Uma caminhada rápida é ideal já que ela aumenta seu batimento cardíaco. Por que não…? - Usar as escadas; - Estacionar o carro mais longe do seu destino; - Sair do ônibus um ponto antes; - Fazer uma rápida caminhada nas horas livres; - Andar em uma bicicleta ergométrica enquanto vê TV; - Praticar Yoga e Pilates; - Dançar ouvindo sua banda ou artista favorito; - Nadar nas horas vagas. - Anotar suas atividades físicas ao longo do dia e tentar fazer um pouquinho mais a cada dia.

A atividade em diferentes faixas etárias

Em 2007, a Associação Americana de Cardiologia e o Colégio Americano de Medicina do Esporte revisaram suas recomendações para que as pessoas possam ser mais ativas e reduzir os riscos de doenças crônicas. Os resultados foram os seguintes: Indivíduos com menos de 65 anos de idade devem fazer exercícios aeróbicos moderados (como caminhar), pelo menos 30 minutos ao dia, cinco dias por semana ou modalidades mais intensas, como correr, nadar ou praticar spinning, pelo menos 20 minutos por dia, 3 vezes por semana. Além disso, recomendam sessões de musculação pelo menos duas vezes por semana. Quem já atingiu está faixa etária deve se concentrar também em exercícios para o equilíbrio (para reduzir os riscos de quedas).

Cuidados na hora de se exercitar

De uma maneira geral, a prática de atividade física não oferece riscos para a maior parte dos indivíduos. Entretanto, antes de começar é importante fazer uma avaliação médica e física, a fim de conhecer eventuais limitações. Assim, sua atividade será mais saudável, segura e eficiente. Comece devagar: seu corpo precisa de um tempo para sair da inércia e se acostumar às novas demandas de esforço. O mais prudente é iniciar sua nova rotina de exercícios de modo lento, e aumentá-la gradualmente à medida que estiver mais condicionado. Assim, você tem menor possibilidade de sofrer traumatismos e de ficar exausto, desistindo no meio do caminho. Controle os ponteiros da balança: o excesso de peso é um fator que limita a prática de exercícios, pois sobrecarrega o coração, dificulta os movimentos, aumenta a pressão nas articulações e coluna, favorecendo lesões musculares e ósseas. O horário mais adequado: não existe um momento certo para a prática de atividade física. Depende do que for melhor e mais conveniente para você. Algumas pessoas preferem fazê-lo logo pela manhã, quando a temperatura está mais amena e o ar mais fresco. Outras acham melhor no final do dia, para aliviar nas tensões do dia de trabalho. A escolha é sua. Lembre-se apenas de limitar a duração e intensidade de sua atividade física em dias muito quentes, secos ou úmidos. Lembre-se também de: - Beber uma boa quantidade de líquidos antes, durante e após a atividade física. O melhor é que seja em pequenos goles. - Fazer exercícios de alongamento antes de começar a se exercitar. O aquecimento á fundamental para reduzir o risco de lesões e aumentar o desempenho nos exercícios. No final, eles também são importantes, ok? - Não forçar sua resistência física. Exercício não precisa doer para ser benéfico. Se você amanhece moído, é sinal que exagerou. Além de não trazer resultados, isso pode acarretar contusões nos músculos e articulações. - Gastar alguns minutos para “esfriar” no final de cada atividade. Continue andando até conseguir respirar normalmente. - Procurar um médico se sentir dor no peito, tontura, fadiga excessiva, fraqueza ou dificuldade de respirar. - Planejar sua rotina de exercícios. Leve isto a sério e não desista. Os resultados começarão aparecer entre três e quatro semanas. - Arrumar companhia, pois assim um motiva o outro e fica mais difícil desistir. - Comemore quando atingir uma determinada meta e não deixe de estipular um novo objetivo. Com o tempo, o exercício torna-se um hábito, você o incorpora definitivamente e adquire um estilo de vida mais saudável e uma vida mais feliz.

2. Consuma ao menos 5 porções de frutas e hortaliças por dia

Comer uma variedade de frutas e hortaliças fornece ao seu corpo fibras, vitaminas e minerais que ajudam a manter seu corpo e seu coração saudáveis. As frutas, legumes e verduras têm infinitos benefícios para a nossa saúde. Eles são alimentos que podemos comer em grande quantidade, várias vezes ao dia e por anos, sem nos preocuparmos com nada. Alias, estaremos fazendo um bem ao corpo. Portanto, abaixo separamos 3 ótimos motivos para você passar a se alimentar deles. Confira! - São hipocalóricas: Todas as verduras e legumes apresentam poucas calorias, ou seja, são hipocalóricas. No caso das frutas, há algumas que são ricas em calorias, como é o caso do abacate, pois apresenta bastante gordura de ótima qualidade. Então, com tão pouca caloria, isso significa que eles são ótimos para emagrecimento! Você pode comer bastante, até ficar satisfeito, e não terá alcançado sequer duas conchas de arroz e uma de feijão. Por isso vale a pena investir em frutas, legumes e verduras! Elas auxiliam na manutenção do peso ou perda do mesmo de maneira natural e benéfica à saúde! - Ricas em vitaminas e minerais: O corpo precisa de energia. Para tal, temos as gorduras, carboidratos e proteínas fazendo o trabalho de fornecer calor ao corpo humano. No entanto, sem as vitaminas e minerais, o nosso organismo não saberia o que fazer para catalisar, por exemplo! Nosso corpo precisa de vitaminas e minerais em pequena quantidade, mas elas são importantíssimas para que nossas células possam fazer tudo que são capazes. Então, ao variar o cardápio, colocando diversas cores, comendo diversas porções e diariamente, você estará oferecendo mais vitaminas e minerais diferentes, portanto, completando o seu corpo! Só tome bastante cuidado com o modo de preparo. Quando os legumes e verduras são cozidos diretamente na água, esta tende a roubar as vitaminas hidrossolúveis, então as vitaminas C e B vão por água abaixo na pia, literalmente. - Aumentam a saciedade: Outro ponto positivo destes alimentos é a sua riqueza de fibras. O corpo humano não tem a capacidade de quebra-las e digeri-las, como o cavalo e a vaca o fazem, por exemplo. No entanto, estas fibras servem para dar mais volume às fezes, auxiliar no trato intestinal e oferecer mais saciedade. Imagine que uma fibra solúvel receba água e se expanda, por absorvê-la. Então, nosso estômago vai mandar uma mensagem para o cérebro dizendo que a capacidade dele está cheia, quando na verdade é apenas a fibra que está grande. Assim, você não comerá mais, pois não sentirá fome, e ingerirá menos calorias!

O que representa uma porção destes alimentos?

1 porção de fruta pode ser: 1 fatia de abacaxi, 1 banana, 1 caqui, 2 carambolas, 1 colher de sopa de abacate, 2 kiwis, 1 maçã, ½ unidade de mamão, 2 fatias de melancia, 10 unidades de morangos. 1 porção de hortaliça pode ser: 3 colheres de sopa de abobrinha cozida, ½ unidade de alcachofra, 15 folhas de alface, 2 colheres de sopa de berinjela cozida, 1 colher de sopa de cenoura ralada, 3 ramos de couve-flor, 4 colheres de sopa de pepino, 4 fatias de tomate.

3. Gordura boa X gordura ruim

Aumentar as gorduras ‘boas’ e cortar as gorduras ‘ruins’ da sua alimentação pode te ajudar a manter a saúde do seu coração. Nós tendemos a pensar sobre gorduras como algo ruim para a saúde, mas isso não é inteiramente verdade. As gorduras são boas para você, quando consumidas de acordo com recomendações. Além de serem nutrientes importantes, também dão sabor aos alimentos. As gorduras nos fornecem energia, participam de processos estruturais e hormonais e ainda podem contribuir para a manutenção da saúde do coração. Isso quer dizer que precisamos estar atentos sobre a quantidade e os tipos de gordura que consumimos.

Gorduras boas para a saúde

Gorduras poli-insaturadas (ômegas 3 e 6) ajudam na manutenção dos níveis de colesterol, o que contribui para manter um coração mais saudável. Gorduras insaturadas são o que chamamos de “gorduras boas” e há dois tipos: poli-insaturada e monoinsaturada. Gorduras poli-insaturadas são encontradas, por exemplo, em: - Peixes oleosos como arenque, salmão, cavala, atum e sardinhas; - Óleos vegetais como óleo de soja; - Cremes Vegetais (Becel). Gorduras monoinsaturadas são encontradas, por exemplo, em: - Azeite; - Algumas nozes como castanhas do Brasil, amêndoas e avelã; - Abacate. Dica saudável: Tente trocar salgadinhos com alto teor de gordura ou carnes gordurosas por alimentos fontes de gorduras boas. Ao fazer alimentos assados, troque a manteiga pelo creme vegetal, como Becel. Becel contém menos gorduras saturadas (‘ruins’) e contém gorduras insaturadas (‘boas’). Quando possível escolha laticínios, como iogurte e leite, desnatados.

Gorduras ruins

Gorduras saturadas e gorduras trans são o que chamamos de “gorduras ruins”. O consumo de gorduras ruins em excesso na alimentação é uma das principais causas de colesterol elevado e outros problemas de saúde. Gorduras saturadas são encontradas, por exemplo, em: - Manteiga; - Carnes gordurosas; - Queijos; - Leite integral. Gorduras trans são encontradas, por exemplo, em: - Produtos de panificação; - Alguns tipos de biscoitos recheados. A gordura trans é particularmente ruim para a sua saúde. Ela não só aumenta seu colesterol ruim, como também diminui o colesterol benéfico à saúde(HDL-colesterol).

Como substituir as gorduras ruins por gorduras boas?

- Substitua a manteiga, com gorduras saturadas, por alimentos com gorduras insaturadas, como o creme vegetal Becel. Ainda, como regra geral para margarinas, quanto mais dura é em temperatura ambiente, maior é o conteúdo de gordura saturada. - Troque lanches como batatinhas chips e biscoitos com gordura trans por iogurtes/bebida láctea desnatados, frutas e sanduíches naturais com pão integral. - Tente criar o hábito de verificar o conteúdo dos tipos de gordura nos rótulos de alimentos. Escolha aqueles com os menores teores de gordura saturada e sem gordura trans - Escolha alimentos dos grupos dos leites e derivados com baixo teor de gordura, como leites desnatados ou semidesnatados, iogurtes/bebidas lácteas e queijos com baixo teor de gordura. - Substitua carnes gordurosas como carne seca, costela, cupim, bisteca de porco, salame, por exemplo, por carnes magras como alcatra, acém, coxão duro, coxão mole, filé mignon, lagarto, maminha e lombo de porco. Sempre retire a gordura aparente antes de comer. - Sempre que possível, troque carne vermelha por frango sem pele, peru ou peixes oleosos como cavala, arenque, ou salmão. Os peixes gordurosos são fontes de gorduras ‘boas’ (insaturadas).

4. Fontes mais saudáveis de proteína

Escolha leguminosas, como feijões e lentilhas, peixes, aves e carnes magras ao invés de carnes processadas e gordurosas. Assim, você terá as proteínas essenciais que você precisa para o crescimento e manutenção das suas células, mas evitará a gordura ruim. Tente comer peixes duas vezes por semana. As proteínas são nutrientes importantes que são constituídos por aminoácidos essenciais e não-essenciais que proporcionam energia para o nosso corpo. A proteína controla muitas funções importantes do metabolismo no corpo e é um componente essencial de todas as células vivas. As proteínas são blocos de construção essenciais que contribuem para o crescimento e desenvolvimento muscular, dos ossos, ligamentos e tecidos. Ela também ajuda a combater infecções estimulando o sistema imunológico. Também é necessário para manter as funções corporais, como a digestão, o metabolismo e a circulação. Nosso corpo necessita desses macronutrientes para produzir enzimas, hormônios e outros produtos químicos do corpo. A deficiência da proteína pode conduzir à perda de tecido muscular, um coração fraco, imunidade fraca e até mesmo a morte em casos extremos. A ingestão diária recomendada de proteínas é de 0,8 gramas por quilo para adultos. Mulheres grávidas e lactantes necessitam de 70 gramas de proteína por dia. Pessoas ativas e idosos precisam de mais ingestão, ou seja, mais de 0,8 gramas por quilograma. Alimentos de origem animal, tais como carne de todos os tipos, leite e derivados e ovos, são nutritivos e boas fontes de proteínas. Essas proteínas são completas, o que significa que elas contêm todos os aminoácidos essenciais de que os seres humanos necessitam para o crescimento e a manutenção do corpo, mas que o organismo não é capaz de produzir. Apesar de ser uma das principais fontes de proteínas, muitas carnes contém altos teores de gorduras. Já os alimentos de origem vegetal podem ser ricos em proteínas; mas, com exceção da soja, elas são incompletas, ou seja, não possuem todos os aminoácidos essenciais ou na quantidade adequada às necessidades do ser humano. No entanto, há algumas combinações de alimentos que complementam entre si os aminoácidos ou suas quantidades, tornando a combinação de proteínas de alto valor biológico (completa). Por exemplo, as refeições que combinam grãos de cereais e leguminosas são fontes completas de proteínas. A combinação mais conhecida dos brasileiros é o feijão com arroz. Essas combinações têm vantagens. Os cereais e leguminosas são relativamente mais baratos que a carne; são integrais ou, em geral, altamente nutritivos e, ao contrário da carne, têm baixos teores de gorduras e teor muito baixo em gorduras saturadas. O equilíbrio e a harmonia na escolha das fontes proteicas animal e vegetal e a inclusão de grandes quantidades de frutas, legumes e verduras tornam a alimentação saudável em todos os aspectos. Os alimentos vegetais mais ricos em proteínas são as leguminosas; quando cozidos, contêm 6% a 11% de proteína. As leguminosas incluem os feijões verde, branco, jalo, preto, largo, flageolet, carioquinha, azuki, da-colônia, manteiguinha, rim, mungo, pinto, fradinho, de corda ou macassar, guandu ou andu, mangalô e também as lentilhas, ervilhas secas, fava, soja e grão-de-bico. No passado, acreditava-se que as crianças e também os adultos fisicamente ativos precisavam consumir alimentação com alto teor de proteína de origem animal. Hoje, sabe-se que não é assim. Uma alimentação rica em proteínas animais contém altos teores de gorduras totais e de gorduras saturadas, portanto pode não ser saudável. Quanto consumir: Recomenda-se um consumo diário de no mínimo 75g/dia de proteínas. Traduzindo isso: Um bife médio tem aproximadamente 75 gramas e tem 12,5 g a 15 g de proteínas. 2 pedaços médios irão te fornecer 25 g a 30 g proteínas. Partindo desse calculo se você comer 2 pedaços médios de carne na janta e no almoço você tem de 50 a 60 gramas de proteínas por dia só nessas refeições. Um copo de leite de 250 ml tem 9 a 10 gramas de proteína , uma fatia de frio (queijo, presunto) tem 3 gramas de proteínas . Clara de ovo tem 4 gramas de proteínas . Bem, uma pessoa comum sem atividade física alguma precisa de 0,8 g de proteína por quilo corporal, isto é, se um indivíduo tem 70 kg multiplica esse peso por 0,8 g que vai resultar em 56 g de proteína por dia.

5. Diminua o açúcar

Evite alimentos com alto teor de açúcar refinado, como bolos e outros doces. Fique também atento ao conteúdo de açúcar das bebidas. Escolha um momento especial para saborear um doce ou uma bebida com alto teor de açúcar, mas não deixe que façam parte de sua rotina diária. As explicações para o vício O açúcar vicia porque interage no cérebro com neuropeptídeos, substâncias que levam a um sistema de dependência. O órgão central do sistema nervoso registra que este tipo de carboidrato é uma fonte rápida de energia e torna a requisitá-lo quando há falta de alimentos. Cientistas já identificaram as áreas do cérebro ativadas pela ingestão de doces e descobriram que são as mesmas relacionadas ao vício em drogas, o que prova a real capacidade viciante do açúcar. Pesquisadores das universidades de Princeton e Minnesota, nos Estados Unidos, comprovaram que o consumo sistemático de açúcar leva à compulsão e à síndrome de abstinência. O excesso de açúcar branco é considerado um destruidor da flora intestinal boa e, além disso, diminui a barreira protetora intestinal, explica a nutricionista e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Gilberti Hübscher. Com isso, diminui a capacidade de gestão de quebra das moléculas dos alimentos, a capacidade de absorver os nutrientes e os mecanismos de imunidade do corpo. Segundo a especialista, é preciso desmistificar a ideia de que o açúcar causa apenas diabetes ou obesidade, mas diversos outros problemas. A própria deficiência de nutrientes na célula é uma das causas que provoca o desejo por doce. A introdução de alimentos ricos em nutrientes que produzem o hormônio do prazer (serotonina) é importante. Entre eles, estão cereais integrais, carnes brancas, vegetais e peixes como sardinha, atum e salmão. “O consumo diário deveria ser zero. Não precisamos de açúcar branco porque ele não tem valor nutricional, apenas valor energético, que podemos encontrar em outros alimentos” – afirma Gilberti.

Deixar de comer açúcar é a única maneira de prevenir o diabetes tipo 2?

Outros hábitos alimentares e mudanças no estilo de vida também ajudam a evitar e controlar a doença. Recentemente foi publicado uma pesquisa, efetuada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que concluiu que o brasileiro não relaciona atividade física, cuidados com a alimentação, o sedentarismo e cuidados gerais com a saúde como formas de prevenir o desenvolvimento do diabetes do tipo 2. Isto é bem alarmante, visto que a palavra-chave para não desenvolver a diabetes do tipo 2 é a prevenção. Em geral corrigir a dieta, controlar o peso e se tornar mais ativo contribui para prevenir ou adiar o aparecimento do diabetes tipo 2 em quase 60% dos casos, o que comprova que é de extrema importância os cuidados com hábitos e estilo de vida. Alimentar-se bem é essencial para controlar e prevenir a doença. Montar um bom plano alimentar, orientado por um profissional da saúde, é parte fundamental da prevenção e do tratamento, visto que muitos acreditam que somente contendo os doces e o açúcar conseguirão controlar ou prevenir o diabetes. A dieta recomendada para pacientes com diabetes deve ser rica em nutrientes, adequada em fibras, pobre em gorduras saturadas e hidrogenadas e moderada em calorias. Estas orientações também são parâmetro para a dieta de qualquer pessoa que queira se manter saudável.

Alimentos que aumentam o risco de diabetes tipo 2

Alimentos com alta carga e índice glicêmico fazem com que os níveis circulantes de glicose fiquem altos, sobrecarregando o pâncreas que precisa produzir mais insulina. Alguns alimentos fazem disparar as taxas de açúcar no sangue, pois a glicose disponível neles é rapidamente digerida e entra na circulação. O açúcar é um alimento que representa o maior exemplo de carboidrato de alto índice glicêmico e alta carga glicêmica, mas não é o único. Existem muitos representantes que escondem seus perigos, o que é o caso, por exemplo, dos produtos feitos com a farinha branca refinada, como pães, biscoitos e bolos, arroz branco, batata inglesa cozida, entre outros. Observar o índice glicêmico e a carga glicêmica dos alimentos que fazem parte do seu cotidiano é uma estratégia fundamental para quem quer prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e não apenas evitar o consumo de açúcar e doces. Veja alguns exemplos que vale manter a distância: - Refrigerantes comuns; - Molhos prontos (catchup ,molhos para saladas, etc); - Sucos industrializados; - Frituras em geral; - Embutidos; - Salgadinhos industrializados; - Alimentos confeccionados com farinha branca refinada (pães,bolos,biscoitos e bolachas); - Cortes gordurosos de carnes; - O sedentarismo e o diabetes. Pessoas que estão com o colesterol alto, hipertensão arterial, histórico familiar e acima do peso, principalmente se forem obeso, correm mais riscos de desenvolver o diabetes tipo 2. O sedentarismo também é um grande fator de risco, se o indivíduo apresentar histórico familiar, mas conservar um peso saudável e for uma pessoa ativa, as chances de desenvolvimento do diabetes tipo 2 diminuem. Caso contrário, se for obesa e sedentária as chances de desenvolvimento da doença são bem maiores. A desinformação contribui para o aumento do risco do desencadeamento do diabetes tipo 2. Leia, informe-se e pesquise, mas principalmente, mantenha em mente que a adoção de um estilo de vida saudável, peso adequado, prática constante da atividade física e uma alimentação equilibrada sempre serão indicadas. Estes hábitos são considerados pela ciência os maiores protetores da nossa saúde.

6. Observe a quantidade de sal de seus alimentos

Recomenda-se o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia. Sal em excesso pode elevar sua pressão arterial, o que pode ser ruim para o coração. Veja a lista de alimentos que podem conter teores elevados de sal (sódio). Você vai se surpreender: - Carnes secas, carnes processadas ou embutidos (bacon, linguiças, entre outros); - Salgadinhos, como batatinhas ou amendoim salgado; - Atum light enlatado em água. Escolha de muitas pessoas que fazem dieta para emagrecer, o alimento apresenta 382 mg de sódio em 113 g (pouco menos de uma lata); - Queijo cottage 1% de gordura. Apesar de pouco gorduroso, 115 g de queijo cottage tem 459 mg de sódio; - Presunto fatiado. Cerca de 3 fatias possuem 697 mg de sódio. - Queijo mozzarella sem gordura. Outra opção tida como light, a mozzarella sem gordura contabiliza 840 mg de sódio em uma porção. - Macarrão instantâneo sabor galinha. Apesar de prático e muito saboroso, os noodles são um dos alimentos mais ricos em sódio. Um copo do produto carrega 1737 mg de sódio, que representa mais de 85% das necessidades diárias do componente. - Pizza congelada. Pouco mais da metade da embalagem possui 2.103 mg de sódio, mais do que precisamos ingerir em um dia. - Pizza. A pizza artesanal, apesar de ser um pouco menos nociva, não fica de fora da lista. Um único pedaço, dependendo do sabor, pode equivaler à metade das necessidades diárias de sódio (aproximadamente 1.000 mg). - Peito de frango. Parece inofensivo, mas 115 g de peito de frango sem osso e sem pele pode conter de 40 mg a 330 mg de sódio, dependendo da quantidade de água salgada inserida no alimento (procedimento feito para torná-lo mais saboroso e suculento). - Cereal matinal. Alimentos doces também têm sódio. Vale a pena dar uma olhada nas informações nutricionais das diferentes marcas, já que elas variam bastante. O cereal de aveia Quaker, por exemplo, contém 260 mg de sódio por porção. - Molhos prontos. Uma porção de molho de tomate pronto pode conter mais de 400 mg de sódio, o mesmo que 2 colheres de sopa de molho para salada. Uma colher de sopa da maionese chega a conter 125 mg do componente, enquanto a mesma quantidade de ketchup apresenta 190 mg. - Molho de soja. Usado muito na culinária japonesa, o shoyu é riquíssimo em sódio. Uma colher de sopa possui 297 mg do componente. Se houvesse uma disputa para definir o vilão da dieta atualmente, certamente o sal desbancaria fortes concorrentes – como o açúcar e a gordura – e abocanharia o primeiro lugar. Por estar relacionado a uma série de complicações, especialmente a hipertensão arterial, o condimento, formado por uma mistura de cloro e sódio (daí o nome cloreto de sódio), entrou na mira dos profissionais de saúde do mundo inteiro. Vale dizer que a má fama do condimento é um tanto quanto injusta. De acordo com Ricardo Botticini Peres, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, “o sal desempenha funções superimportantes no organismo, como equilibrar o volume de líquidos dentro dos vasos sanguíneos e garantir o bom funcionamento do cérebro”. O perigo está, lembra o especialista, no uso excessivo de pitadas para agradar o nosso paladar. Todos os dias o brasileiro consome, em média, 14 gramas de sal, um valor alarmante, visto que o limite considerado saudável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) não passa de seis gramas – o que corresponde a aproximadamente dois gramas de sódio. “A longo prazo, o consumo excessivo de sal pode levar ao aumento do volume de sangue, causando pressão sobre os vasos. Com isso, crescem as chances de desenvolver hipertensão arterial”, descreve Carolina Duarte, nutricionista da clínica Nutrício, de Belo Horizonte (MG). Esse quadro, caracterizado pela pressão elevada, atrapalha o pleno funcionamento do organismo. Isso porque as artérias (responsáveis pela irrigação de vários órgãos) são lesadas, abrindo caminho para o surgimento de uma série de complicações, tais como derrame, cegueira, insuficiência renal, complicações cardiovasculares, entre outras. “É justamente por esse poder de desencadear o surgimento de várias outras doenças que consideramos a hipertensão tão perigosa”, explica a nutricionista mineira.

Caça ao inimigo

Para a nutricionista Tatiane Lima, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo (SP), uma das primeiras medidas que se deve tomar a fim de reduzir a quantidade ingerida de sal é dar um sumiço no saleiro. “Quando ele está sobre a mesa a tendência é colocar umas pitadas extras na comida, mesmo que o alimento já esteja temperado”, comenta. Evitar ao máximo os alimentos empacotados também é uma boa, já que “pesquisas mostram que cerca de 60 a 75% do sal que consumimos é proveniente de itens industrializados”, observa a nutricionista Gertrudes dos Reis Teixeira Ladeira, da Nutrício. Mas se a tentação for maior, é importante prestar atenção nos rótulos, pois eles não registram a quantidade de sal no alimento, e sim de sódio – que não pode ser maior do que dois gramas por dia, segundo a OMS. Para quem já tem hipertensão, um aviso: a ingestão deve ser ainda mais controlada. Segundo a nutricionista do Sírio Libanês, muitos pacientes são estimulados a usar dois gramas de sal na comida: um no almoço e outro no jantar. “É preciso lembrar que os alimentos prontos já contêm sal em sua composição”, diz. Por outro lado, é válido salientar: mesmo quem costuma apresentar pressão baixa não está livre de preocupações. “Quando a pressão está abaixo de 12 por oito, valor considerado normal, não significa que a pessoa pode abusar do sal na comida. Afinal, nada impede que essa pessoa apresente hipertensão no futuro”, frisa Botticini. Confira dicas para reduzir o consumo de sal na dieta: - Embora não exista um substituto para salgar os alimentos, use o mínimo de sal possível durante o preparo, substituindo-o por ervas como salsinha, cebola, orégano, hortelã, limão, alho, manjericão, coentro e cominho; - Procure não acrescentar sal aos alimentos já prontos. Durante as refeições, tire o saleiro da mesa; - Evite embutidos (linguiça, paio, salsicha, toicinho defumado), frios (mortadela, presunto, salame), frutos do mar (camarão), defumados e carnes salgadas (bacalhau, charque, carne-seca); - Evite conservas como pepino, azeitona, aspargo, patês e palmito, enlatados como extrato de tomate, milho e ervilha e maionese pronta. Prefira os alimentos em seu estado natural; - Restrinja o consumo de um aditivo chamado glutamato monossódico, utilizado em alguns condimentos e nas sopas de pacote; - Aperitivos como batata frita, amendoim salgado e castanha de caju contém muito sal e, por isso, devem ser consumidos com parcimônia; - Leia as embalagens e procure comparar os produtos que contêm menor teor de sódio.

7. Cuide da sua pressão arterial

É recomendável ter sua pressão arterial aferida por um médico regularmente. Isso por que a pressão arterial elevada pode ser ruim para o seu coração e sistema cardiovascular, mas muitas vezes não produz nenhum sintoma. A hipertensão arterial é uma doença cardiovascular crônica que atinge principalmente vasos sanguíneos, coração, cérebro e rins. A pressão alta, como também é conhecida, ocorre quando a medida da pressão se mantém frequentemente acima de 140 por 90 mmHg (ou 14/9). As doenças cardiovasculares constituem a primeira causa de morte da população adulta no Brasil, sendo a hipertensão uma das principais responsáveis por este índice.

O que causa a hipertensão?

A hipertensão é resultado da associação de fatores genéticos e ambientais, e pode atingir adultos e crianças. Fatores como sedentarismo, fumo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estresse, grande consumo de sal e níveis altos de colesterol são considerados determinantes para o surgimento deste agravo.

Sintomas da hipertensão

Segundo o médico e farmacologista Eduardo Tibiriçá, especialista em hipertensão do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), na maioria dos casos, o paciente hipertenso não apresenta sintomatologia, ou seja, é portador de uma doença “silenciosa”. Por isso, o simples hábito de medir a pressão regularmente pode evitar transtornos futuros. As manifestações surgem apenas com a elevação extrema da pressão arterial. Os sintomas podem incluir dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

Consequências da pressão alta

Os principais problemas decorrentes da pressão alta são o derrame, ou acidente vascular cerebral (AVC), infarto, isquemia miocárdica e insuficiência renal. “Por ser uma doença assintomática, o diagnóstico, muitas vezes, acontece em estágios avançados do processo degenerativo da doença, dificultando o tratamento. Nosso maior desafio hoje, além de desenvolver alternativas terapêuticas para baixar a pressão, é retardar ou mesmo prevenir o aparecimento das lesões nos órgãos-alvo deste problema crônico”, conta o pesquisador.

Maior risco entre idosos e obesos

Os idosos são o principal grupo de risco, já que a pressão arterial aumenta linearmente com a idade. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Hipertensão, a maior prevalência da doença nos homens é observada a partir dos 50 anos, enquanto nas mulheres ocorre a partir dos 60. A população com nível socioeconômico mais baixo é outro grupo de maior prevalência, devido ao menor acesso a cuidados com a saúde, o estresse psicossocial e os hábitos alimentares. O excesso de massa corporal e a obesidade também são fatores que predispõem para a ocorrência de hipertensão e estão associados com 20% a 30% dos casos. Cerca de 75% dos homens e 65% das mulheres apresentam hipertensão diretamente atribuível à obesidade. Segundo Tibiriçá, o sedentarismo aumenta a incidência de hipertensão arterial, pois indivíduos que não praticam atividades físicas apresentam risco aproximado 30% maior de desenvolver o problema, se comparados a pessoas ativas.

8. Tenha consumo mínimo de álcool possível

Se você estiver de olho no seu peso, o alto valor calórico de bebidas alcoólicas pode jogar contra você. O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). O consumo do álcool é antigo, bebidas como vinho e cerveja possuíam conteúdo alcoólico baixo, uma vez que passavam pelo processo de fermentação. Outros tipos de bebidas alcoólicas apareceram depois, com o processo de destilação. Apesar de o álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, ele é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento. Quando consumido em excesso, o álcool é visto como um problema de saúde, já que esse excesso pode estar ligado a acidentes de trânsito, violência e alcoolismo (quadro de dependência). Os efeitos do álcool são percebidos em 2 períodos, um que estimula e outro que deprime. No primeiro período pode ocorrer euforia e desinibição. Já no segundo momento ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono. Os efeitos agudos do consumo do álcool são sentidos em órgãos como o fígado, coração, vasos e estômago. Em caso de suspensão do consumo, pode ocorrer também a síndrome da abstinência, caracterizada por confusão mental, visões, ansiedade, tremores e convulsões.

9. Reduza seu estresse

Estresse demais não é bom para a saúde do coração. Seja ansiedade, pânico ou se sentir sob pressão devido às demandas do trabalho ou de casa, é importante criar mecanismos para lidar com o estresse. Aqui estão algumas ideias: - Reconheça o que causa seu estresse e tente relaxar. - Exercício: andar tranquilamente de bicicleta, andar rapidamente ou nadar ajuda a aliviar tensão. - Crie tempo para socializar e conversar com seus amigos. - Encontre tempo para relaxar, ler, tomar um banho de banheira ou fazer algo que você curta. No trabalho, garanta um intervalo para o almoço. - Tente ioga ou aulas de relaxamento.

Como ele afeta o seu corpo

Se você não sabe, o estresse é a resposta instintiva de defesa do nosso corpo sobre situações que o nosso cérebro interpreta como “ameaçadoras ou perigosas”. Mas afinal, como o estresse funciona? O estresse libera vários tipos de hormônios no corpo para prepará-lo para a sua defesa e proteção. Quando o perigo passa, a superprodução de hormônios é interrompida no corpo e tudo volta ao normal.

Qual é o perigo ou ameaça atual?

Hoje, vivemos várias situações que o cérebro interpreta como ameaçadoras em nosso dia a dia. Uma discussão com o chefe, o namorado ou os filhos basta para o cérebro entender como ameaça e ativar todo o circuito de estresse.

Quais são as reações que acontecem em cada órgão do nosso corpo em estresse?

Cérebro: o hipotálamo e a hipófise comandam o estresse no corpo. O hipotálamo reconhece a informação emocional do ambiente e manda para a hipófise, que estimula as glândulas suprarrenais. Esta libera vários hormônios, sendo um deles a endorfina, que é um analgésico muito potente. Por causa dela, numa luta de boxe, o lutador não sente cortes ou ossos fraturados. Mas a sua alta quantidade no corpo agrava enxaqueca, dores nas costas e dores de artrite. Glândulas suprarrenais: liberam cortisol e adrenalina. O cortisol age como anti-inflamatório e o seu excesso destrói a resistência do corpo às infecções. A adrenalina prepara o organismo para grandes esforços físicos. Aumenta o ritmo cardíaco, a tensão arterial e o nível de açúcar no sangue. Minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal e maximiza o fluxo para os músculos nas pernas e nos braços. Coração: o aumento do batimento cardíaco gera bombeamento de mais sangue e oxigênio para músculos e pulmões. O sangue circulando mais rápido melhora a atividade muscular esquelética e cerebral, facilitando a ação e o movimento. Em excesso, pode causar pressão alta (hipertensão), derrame e ataques cardíacos. Respiração: o aumento do suprimento de ar faz as narinas se abrirem e todas as passagens de ar dos pulmões se dilatarem, favorecendo a captação de mais oxigênio. A respiração fica mais rápida e ofegante. Em excesso, pode causar pânico, fobias, etc. Glândulas do aparelho digestório: pâncreas – o aumento de açúcar no sangue fornece energia “de curta distância”. A insulina reduz a glicose no sangue. A produção ineficiente de insulina pode gerar diabetes; fígado – quando a glicose se esgota, o colesterol passa a fornecer energia para os músculos. Principalmente o oriundo do fígado, que fornece energia de “longa distância”. Em excesso, provoca doenças cardiovasculares. Tireoide: os hormônios da tireoide aceleram o metabolismo do corpo que, com isso, queima mais depressa seu combustível e fornece energia adicional para a fuga. O excesso desse hormônio causa intolerância ao calor, tremedeira, perda de peso, insônia, exaustão ou esgotamento. Hormônios sexuais: há redução da testosterona e progesterona. Isso afeta a fertilidade e a libido. No homem, causa a ejaculação precoce e, na mulher, dificuldade para atingir o orgasmo. Sentidos: intensificação total. A pupila se dilata e proporciona uma visão noturna e periférica melhor. A audição, o paladar e o olfato se aguçam. Em excesso, percebem-se menos os detalhes, gostos, cheiros, etc. Pele: a pele se arrepia e o eriçamento dos pelos acentua o tato. A pessoa transpira mais e resfria os músculos superaquecidos. Pode acontecer também palidez amarelada da pele, que é o resultado do desvio do sangue para o coração, músculos e pulmão. Esse desvio reduz a perda de sangue no caso de ferimento. Portanto, os efeitos do estresse são malignos ao corpo e precisam ser diariamente bem cuidados para não debilitá-lo. Um recurso valioso que tem sido utilizado para o combate ao estresse é o Life Coaching. Nesse tipo de coaching, a pessoa identifica as fontes estressoras e aprende a administrá-las de uma forma mais eficaz. Consequentemente, torna-se uma pessoa mais fortalecida em relação ao estresse diário e tem menos chance de adoecer.

10. Cuide do seu peso

O sobrepeso não é bom para o seu coração e torna difícil manter níveis saudáveis de colesterol e pressão arterial. Mas você sabia que o local onde a gordura se acumula também tem impacto na saúde do seu coração? Corpos em formato de maçãs e peras: Quando a gordura se deposita no meio do corpo, o formato é conhecido como ‘maçã’, quando a gordura se deposita na região das coxas, é conhecido como ‘pera’. O ‘formato de maçã’ é mais prejudicial para a saúde do coração do que o ‘formato de pera’. Por este motivo, profissionais da saúde estão constantemente alertando seus pacientes sobre os perigos do depósito de gordura abdominal (‘formato de maçã’), que é medido pela circunferência da cintura. Como medir sua cintura? Para realizar a medida da circunferência da cintura de modo mais simples, basta posicionar a fita métrica em volta do abdômen, na altura do umbigo. Mantenha a barriga relaxada e verifique se toda extensão da fita está paralela ao chão, sem dobras e sem pressionar a pele. Para mulheres, essa medida não deve ultrapassar 80cm, enquanto que para homens, não deve ultrapassar os 94cm. Tenha certeza de que a melhor maneira de perder peso é devagar. Crie uma meta de perder 5-10% do seu peso atual em um período de seis meses e tente perder 0,5-1kg por semana – essa é uma quantidade considerada saudável. Lembre-se, exercício e uma alimentação saudável são essenciais para perder peso. fontes: lersaude.com.br/10-habitos-simples-para-ter-um-coracao-saudavel // Saúde para todos / Doutor do Coração

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ESTES SÃO OS HÁBITOS DAS PESSOAS VERDADEIRAMENTE FELIZES

A felicidade é, quase desde qualquer ponto que olhemos, um dos propósitos mais essenciais do ser humano. As definições de felicidade -aquilo com que a gente se identifica- podem variar se levarmos em conta circunstâncias culturais e históricas, mas talvez, após tudo, a única coisa que permanece constante seja a busca da felicidade como uma das metas que sempre orientou desde sempre muitas das ações humanas. Onde se encontra a felicidade? Na qualidade das relações que mantemos com nossos semelhantes? No dinheiro que ganhamos pelo que fazemos? Nas coisas que compramos? Na qualidade de nossa alimentação? Na frequência de nossas relações sexuais? Nos hábitos que nos brindam bem-estar corporal? No bem-estar intelectual? Na estabilidade de nossas emoções? Onde afinal? É possível que aí e também em muitos outros lugares, que sejam ao mesmo tempo um elemento que faz a diferença e, por outro lado, uma soma, uma coincidência de múltiplos fatores que, reunidos, outorgam esse improvável estado que conhecemos como felicidade. A ciência, por sua vez, não permaneceu alheia a este assunto, e existem numerosas pesquisas que de certa forma trouxeram alguma luz para o assunto. A seguir listamos alguns destes estudos, segundo os quais existe um punhado de hábitos que nos ajudarão a conseguir ou a chegar mais próximos do fogo vital da felicidade. 1- As pessoas felizes convivem com pessoas felizes
A felicidade é contagiosa. Pesquisadores da Framingham Hear Study estudaram por mais de 20 anos pessoas que se encontravam preferencialmente entre pessoas felizes, descobrindo que desta maneira aumentava a probabilidade de que elas mesmas fossem felizes no futuro. 2- Sorriem quando têm que fazê-lo O sorriso pode ou não ser um gesto comum frequente: em boa medida depende do indivíduo. Se este tem pensamentos positivos, felizes, igualmente pode ser que um sorriso saia com mais facilidade e naturalidade no seu rosto. Curiosamente, segundo alguns estudos fingir um sorriso durante uma situação pouco agradável pode piorar o estado de ânimo e a própria situação. 3- Perseverança Peter Kramer, psicólogo, assegura que a perseverança e não a felicidade é o oposto da depressão. Ao que parece se há algo que distingue aqueles que são felizes é sua atitude ante o fracasso: sempre sabem se repor e começar tudo de novo uma vez e outra. 4- Tentar ser feliz Um par de estudos publicados recentemente sustentam que basta tentar ser feliz -uma proposta, uma busca pessoal- para fortalecer o bem-estar e o bom humor, em especial nesses âmbitos que implicam emoções positivas. 5- Celebrar também os pequenos triunfos Os triunfos pessoais, quase sem exceção, deixam-nos felizes. No entanto, o usual é considerar que estes apenas englobam as grandes vitórias, aquelas que só conseguimos com muito custo, esforço e sacrifício. Mas o que acontece com os triunfos mais modestos que temos no dia a dia? Será que não devemos considerar também digno de reconhecimento chegar pontualmente a um encontro? Terminar um livro? Fazer alguém rir gostoso? 6- Gosto pelos prazeres simples
Como no ponto anterior, no caso do prazer existe também um reino da simplicidades, o minúsculo detalhe, que às vezes passa despercebido, é capaz de nos dar tanta ou mais satisfação que os chamados grandes prazeres. Dar sentido às pequenas ações, ser agradecido com os agrados mínimos da vida -como um raio de sol, uma gota de chuva, o latido do mascote, etc.-, está associado com uma sensação generalizada de regozijo. 7- As pessoas felizes gostam de fazer o bem aos demais A felicidade pode ser vista também como um circuito que nutre a si mesmo e assim se mantém sustentável -e a en passant sustenta o mundo-: fazer alguém feliz tem como consequência que outra pessoa faça feliz ao primeiro da corrente. Só que, claro, aqui não há primeiros, nem últimos, senão só uma força que se mantém circulando entre aqueles que empreendem ações em benefício de outros. Segundo um estudo recente, o trabalho voluntário, por exemplo, repercute positivamente na nossa saúde. 8- Deixar-se levar Zeca Pagodinho estava certo: "deixa a vida de te levar". Porque quando fazer algo nos compraz, é muito frequente que percamos a sensação do transcurso do tempo. Aquilo que fazemos é tão satisfatório, que todo o restante deixa de nos importar, inclusive a passagem dos minutos. Ao que parece entregar-se desta maneira a uma atividade altamente satisfatória -que também implica motivação e verdadeiro grau de desafio- é importante para que nos sintamos plenamente felizes. 9- Profundidade de uma conversa Há pouco a revista especializada Psychological Sciencepublicou um estudo no qual mostrou certa tendência das pessoas felizes por preferir conversas profundas, substanciosas, em vez de "abobrinhas" sobre temas menores ou banais. Ao que parece é notavelmente mais satisfatório falar, por exemplo, da situação sentimental pela qual estamos atravessando nesse instante e não, digamos, do clima. 10- Gastar o dinheiro com outras pessoas O dinheiro não compra a felicidade, mas ao que parece, quando se gasta com outras pessoas e não com a gente mesmo, aumenta a sensação de ser feliz. Ao menos isso é o que sustenta uma pesquisa publicada pela revista Science. 11- Saber escutar
Escutar pode ser considerado uma das habilidades fundamentais do ser humano -infelizmente poucos têm-. Escutar implica reconhecer a existência do Outro, respeitar sua visão de mundo, estar disposto a conhecê-la e ainda aprender algo sobre isso. Escutar requer e gera confiança. Escutar faz o Outro se sentir acolhido, útil no sentido de que suas palavras transformaram de algum modo a realidade da pessoa que verdadeiramente as escutou. 12- Preferência pelas relações cara a cara
Em nosso tempo parece que a tecnologia de telecomunicações que temos a nossa disposição é mais que suficiente para estar em contato com nossos amigos, familiares e inclusive nosso casal. A nossa parece uma solidão inédita, uma solidão acompanhada: uma pessoa pode passar todo o dia em frente ao computador e, ainda assim, terá entrado em contato com dezenas ou milhares de semelhantes, alguns mais queridos que outros. Contudo, o movimento positivo ao estado de ânimo que implica pegar um ônibus, um carro ou um avião para ir ver um ser querido -e após isto, efetivamente vê-lo, estar com ele- tem grandes repercussões em nossa necessidade de sentir parte de algo ou de alguém, além de que o contato físico diminui as sensações associadas com a ansiedade. 13- Ver o lado bom das coisas O otimismo, tão atacado por algumas correntes de pensamento, tem no entanto suas grandes virtudes, talvez a principal seja o fato de que ver o lado bom das coisas diminui o estresse e seus sintomas, além de que incrementa nossa tolerância à dor. Um estudo recente mostrou que ter uma atitude positiva melhora a saúde de quem têm problemas cardíacos. 14- Apreciar a música
A música, como uma das manifestações mais elevadas do espírito, muito tem a ver na consecução da felicidade. Nesta pesquisa, por exemplo, notaram que a música que escutamos pode afetar a maneira com a qual percebemos o mundo: uma harmonia triste e melancólica nos fará ver um mundo triste, enquanto uma feliz talvez aumente essa mesma felicidade para o mundo. 15- Desconectar-se de vez em quando
Ainda que trata-se de um fenômeno (ainda) muito pouco estudado, várias vozes assinalam já os alarmantes níveis de ansiedade que acompanham nossa vida perpetuamente conectada. O celular, o computador e outros gadgets nos mantêm quase que em período integral nesse outro mundo que é a Internet e seus territórios. O fim de semana passado o escritor estadunidense Jonathan Franzen publicou no The Guardian um ensaio no qual, entre várias outras coisas, denuncia este vício do mundo contemporâneo onde "temos que dizer adeus à estabilidade trabalhista e olá a uma vida cheia de ansiedade. Temos que nos tornar tão incansáveis quanto o capitalismo". Ante este panorama, desconectar-se não parece uma alternativa desejável para a saúde emocional? 16- A espiritualidade
O cultivo da espiritualidade, seja ela esotérica ou religiosa, faz com que muitas pessoas reconheçam que são algo mais do que matéria, que vão transcender, que... enfim, uma parte muito importante delas é feita de elementos intangíveis. Em boa parte desses casos, esta "espiritualidade" é expressada através da gratidão, compaixão, caridade e tolerância, além de outras atitudes que, quando realmente praticadas, redundam em felicidade própria e alheia. 17- Exercitar-se
É sabido que o exercício físico libera endorfinas, além de outras substâncias neuroquímicas que modificam nossa atitude em relação ao mundo, quase sempre nos outorgando uma sensação satisfatória da realidade. O exercício diminui o estresse e alguns sintomas da depressão, além de melhorar nossas habilidades cognitivas e fazer-nos apreciar mais nosso corpo. 18- Buscar a natureza
Uma caminhada de vinte minutos revitaliza, tanto o corpo quanto a mente e o espírito. De acordo com numerosos estudos, o contato com a natureza desperta as sensações de bem-estar e felicidade em quem assim o experimenta. 19- Dormir bem
Cada pessoa tem seu próprio ritmo de sono e descanso, mas é igualmente importante em todos que este seja cumprido para que o próprio estado de ânimo, bom humor e bem-estar corporal funcionem corretamente. 20- Rir bastante
Rir é mais do que uma expressão: é toda uma reação química de nosso corpo na qual são liberadas substâncias que combatem a dor e a tensão, fortalecem o sistema imunológico e inclusive, como o exercício físico, controlam o apetite e reduzem o colesterol. 21- Sexo é bom, mas é relativo
Segundo um estudo realizado por cientistas da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, pessoas que fazem mais sexo tendem a se declarar mais felizes. Segundo a análise, pessoas que relatam níveis mais altos de felicidade, de fato, também apresentam frequência sexual mais intensa. Aqueles que declararam fazer sexo de duas a três vezes por mês tinham chances 33% maiores de se considerar muito felizes em relação àqueles que relataram não ter realizado relações sexuais nos últimos 12 meses. Mas este grau de felicidade é relativo: o estudo mostrou ainda que acreditar ter uma vida sexual mais ativa do que as outras pessoas pode ser mais importante do que a frequência sexual em si para determinar a felicidade. Ou seja, se uma pessoa faz sexo duas a três vezes por mês, mas acredita que os outros o fazem três vezes por semana, a probabilidade dessa pessoa relatar um nível alto de felicidade diminui, em média, 14%. 22- Ah o amor... O amor é dessas coisas que não precisamos explicar, só sentir. Como dizia Renato: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse um amanhã...". O amor é a própria felicidade, não importa se amor erótico, fraternal, filial, paternal, maternal... enfim, este sentimento gostoso que nos adoça a boca quando pensamos em alguém amado já encerra o significado da palavra felicidade. A maior prova dessa afirmação reside nos resultados de um grande estudo que acompanhou 268 homens de perto durante 75 anos e concluiu a existência de uma correlação direta entre uma vida feliz e o amor, principalmente na infância. Homens que tiveram relações afetivas saudáveis com suas mães são tremendamente mais felizes na terceira idade. É a velha história de que é muito mais fácil dar amor, quando se recebe. Ah... o amor, esta emoção que se reflete em todos os aspectos da vida. Fonte: HuffPost

domingo, 4 de maio de 2014

AS 5 COISAS QUE PESSOAS DE SUCESSO FAZEM ANTES MESMO DE VC ACORDAR

As dicas a seguir podem fazer com que você tenha um melhor rendimento na sua vida profissional. Confira! Uma coisa é certa: independente do que você quer, é preciso que você aja em direção a isso. Se o sonho da sua vida é ser piloto de avião, você vai precisar estudar para conseguir – a regra se aplica a todas as profissões. Mas estudar e se dedicar nem sempre é suficiente; às vezes você precisa adotar outras táticas de sucesso se quiser alcançar grandes objetivos já dentro daquilo que você faz. A Forbes reuniu algumas práticas comuns a pessoas de muito sucesso e, acredite, todas elas são realizadas bem cedinho, antes mesmo de dar início à rotina de trabalho em si. Entre os nomes citados pela revista estão o de Margaret Thatcher, que acordava todos os dias às 5 horas da manhã; o de Frank Lloyd Wright, que acordava uma hora mais cedo; e o CEO da Disney, Robert Iger, que pula da cama às 4h30. Essas pessoas têm alguns conselhos bem interessantes. Confira alguns deles a seguir: 1 – EXERCITE-SE
Praticar exercícios físicos antes de ir ao trabalho vai garantir mais energia e um melhor desempenho durante todo o seu dia no batente. Se você sabe que jamais vai levantar um minuto antes de a terceira soneca despertar, tente pelo menos fazer algum tipo de alongamento. 2 – ORGANIZE SEU DIA
Você sabe quais são suas tarefas, certo? Tente organizá-las. Uma dica é usar um período pela manhã para fazer isso. Nessa hora as pessoas estão menos estressadas e mais serenas, então fica mais fácil conseguir saber o que você precisa fazer e em qual momento. É importante não deixar sua saúde mental de lado e reservar sempre alguns minutinhos para relaxar, respirar e dar uma volta, se possível. 3 – TOME BOM CAFÉ DA MANHÃ
Você já deve ter sentido as reclamações de seu estômago quando sai de casa sem comer nada, pega um copo gigante de café e senta diante do computador, não é mesmo? Então pare com isso. Tome seu café, mas coma alguma coisa também, de preferência um pão integral com queijo branco, alguma fruta, talvez. E pronto. Seu dia será bem melhor, acredite. 4 – MEDITAR
Calma, você não precisa ser Buda para meditar. Não precisa sequer ter uma religião – não tem nada a ver com isso. O que interessa aqui é ter tempo de pensar em você, nos objetivos que você já conquistou, nos que quer conquistar, nos desafios da sua vida e no que você acha que precisa fazer diante de tudo isso. A ideia é não se pressionar, mas ter cada vez mais consciência daquilo que você está fazendo. Esse ritual não tem nada de místico: ele apenas favorece a sua saúde mental e evita que, de repente, de uma hora para a outra, você caia na real, perceba tudo à sua volta e surte. 5 – DEIXE O PIOR EM 1° LUGAR
Sabe aquela coisa que você precisa fazer, mas que não está com a menor disposição e vai empurrando com a barriga? A dica de ouro é: coloque essa tarefa em primeiro lugar. A lógica é bastante simples, já que assim você faz o que precisa fazer já de cara, sem choro nem cara feia, e o problema estará resolvido. *** E aí, o que você acha dessas dicas? Você segue alguma delas? A razão de elas serem indicadas pela manhã é simples: várias pesquisas já comprovaram que pessoas mais ativas pela parte da manhã têm mais sucesso do que aquelas que ficam acordadas até altas horas. Os nomes citados lá no começo do texto são apenas alguns exemplos disso. Na dúvida, não custa tentar acordar um pouco mais cedo. Fonte:Forbes

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

COISAS QUE FAZEMOS COM O NOSSO CORPO

É verdade que misturar bebida dá mais ressaca? Não. Embora o senso comum diga que sim: quase ninguém acha que beber conhaque com cachaça seja a mesma coisa que passar a noite toda tomando só cerveja. Como a ciência se atreve a questionar a sabedoria dos botecos? É que, do ponto de vista do organismo, pouco importa se houve mistura ou não - o que vale é a quantidade de álcool que o fígado precisa processar. Se você começa a noite no chope e termina no uísque e acha que tem mais ressaca por isso, talvez seja porque você acabou entornando o uísque (mais alcoólico) no mesmo ritmo do chope, e aí bebeu além da conta mesmo. Há outros fatores que podem fazer você exagerar na dose sem perceber. Por exemplo: beber de barriga vazia. A digestão do álcool fica mais acelerada quando não há nada no estômago, e aí você fica bêbado mais rápido que o normal - e com isso tende a perder o controle sobre a quantidade ingerida. Há, também, as bebidas que alcoolizam com mais facilidade, como as de teor alcoólico maior ou as carbonadas (cerveja, gim tônica, uísque com energético), que são absorvidas pelo organismo mais rapidamente. E tem mais: não é só o tamanho do porre que influi na ressaca. Não se hidratar antes, durante e depois de beber umas e outras piora um dos principais males da ressaca: a desidratação. A falta de ingestão de carboidratos também pode levar à hipoglicemia, que agrava o quadro de intoxicação. Um gole de álcool no dia seguinte cura mesmo ressaca? Essa máxima se baseia numa definição insuficiente da ressaca: ela seria o corpo sofrendo porque quer mais álcool, e uma nova dose resolveria a abstinência. Só que ressaca é também intoxicação (o organismo tentando metabolizar o álcool em excesso), desidratação e falta de açúcar no sangue. E nada disso se resolve com mais álcool - muito pelo contrário. Esse golinho extra pode até disfarçar a parte dos sintomas que cabe à abstinência, mas volta a sobrecarregar o fígado: a dívida só é rolada, e volta com juros. Fora o risco de esse costume abrir caminho para o alcoolismo. FONTE: The Doctor¿s Hangover Handbook, John Brick, Booklocker, 2007 fotos: Steve Wisbauer Sexo feminino Como é que a vagina solta gases na transa? Da primeira vez a situação é constrangedora: "Por que minha vagina não para de soltar pum durante e até depois do sexo?" Mas basta tocar no assunto numa roda de amigas para descobrir que os tais gases vaginais são normais e não têm relação com aqueles expelidos pelo ânus. A vagina resolve fazer barulho na hora H porque o vaivém enche a cavidade vaginal de ar, que depois escapa fazendo vibrar os pequenos e grandes lábios. Esse ar não costuma ter cheiro - se tiver, cuidado, pois pode ser indício de alguma doença. Se o barulho incomodar, fica a dica: posições em que o pênis não sai por completo da vagina dificultam a entrada de gases e diminuem os tais sons. É o caso do papai-e-mamãe. Analogamente, na posição cachorrinho o concerto genital é favorecido. Como é que a pompoarista consegue fazer tanta coisa com a vagina? Em Patpong, bairro dos inferninhos tailandês, mulheres arremessam bolinhas de pingue-pongue e fumam usando suas partes íntimas em espetáculos para turistas. Para fazer isso, elas fortaleceram ao longo da vida o conjunto de músculos que se estendem desde o osso púbico ao cóccix, com exercícios de pompoarismo, técnica surgida na Índia e aperfeiçoada no Japão e na Tailândia. Esses músculos são formados por feixes de anéis que se estendem da entrada ao fim do canal vaginal. Tais anéis podem ser movimentados juntos ou separadamente, com mais ou menos força e com mais ou menos velocidade, dependendo do preparo físico da mulher (e sua, digamos, consciência corporal). O ideal é iniciar a malhação aos 18 anos, quando a região começa a ficar flácida. Os treinos começam com a contração e relaxamento dos músculos internos - a mesma manobra que se faz para segurar o xixi. Mais tarde, pesinhos de 20g e 70g são inseridos a diferentes profundidades no canal e precisam ser sugados e expulsos. O teste de fogo para as alunas avançadas consiste em sugar e expelir um vibrador de 15 cm de comprimento. Orgasmo ajuda a engravidar? Há controvérsias. No começo do século 20, ginecologistas prescreviam orgasmos para mulheres com dificuldade para engravidar. O clímax resultaria em contrações intrauterinas capazes de levar o esperma ao óvulo mais rápido, aumentando as chances de fertilização. Passados 50 anos, os americanos William H. Masters e Virginia E. Johnson desconfiaram da teoria da sucção. Para contestá-la, levaram mulheres ao laboratório, inseriram nelas diafragmas com um sêmen artificial visível no raio X e pediram que as moças se masturbassem. Entre as que tiveram e as que não tiveram orgasmo não houve diferença na progressão das partículas. A dupla concluiu que a teoria era balela. Mas o debate continuou. Em 1993, pesquisadores da Universidade de Manchester concluíram que a mulher que tem orgasmo entre um minuto antes e 45 minutos depois de o homem ejacular retém mais esperma. Outro estudo, na Dinamarca, descobriu que a estimulação de pontos erógenos de porcas durante inseminação artificial aumenta em 6% o nascimento de leitõezinhos. A evolução teria uma resposta? Nos homens, sim - sem ele não há ejaculação e sem ejaculação não há fecundação. Nas mulheres, a resposta é mais difícil. A bióloga Elizabeth A. Lloyd, da Universidade de Indiana, observou 32 estudos e concluiu que o prazer não influía nas taxas de fertilidade. Mas Lloyd não tem dúvida de que o clitóris foi mantido pela seleção natural - afinal, o prazer aumenta a vontade de fazer sexo com frequência. E, por tabela, a chance de engravidar aumenta. É verdade que o bebê pode sentir o orgasmo da mãe? Sim, mas não experimenta a sensação de prazer do mesmo jeito que ela. Como o sistema nervoso do bebê não está conectado com o da mãe, o que ele percebe especialmente a partir da 31a semana não é exatamente o orgasmo, mas uma mudança no ambiente em que está imerso. A circulação do bebê fica mais rápida por causa do aumento dos batimentos cardíacos da mãe. As trocas gasosas também se aceleram, devido aos níveis alterados de oxigênio no sangue. Além disso, o feto pode se mexer mais, em resposta às contrações involuntárias na região pélvica da gestante. No fim é só alegria para todo mundo. Endorfinas, responsáveis pelo sentimento de euforia, inundam o sangue da mãe e há indícios de que a sensação de bem-estar provocada por eles chega ao bebê via cordão umbilical. Do mesmo jeito como quando a gestante come um chocolate ou pratica exercícios físicos. Se é mito que sexo na gravidez perturba o bebê, como o corpo da mãe protege o feto na transa? Pais de primeira viagem não precisam ter medo de dar um cutucão no filho enquanto fazem sexo com as mães. O bebê tem em volta de si uma barricada à prova de choque que o impede de ser afetado pelos movimentos do coito. Dentro da barriga tudo é sossego: além dos músculos uterinos, o saco gestacional compõe mais uma das camadas que protegem o feto. O bebê ainda está imerso no líquido amniótico, que funciona como amortecedor. Pra completar, um tampão mucoso na entrada do útero impede a passagem de fluidos despejados no canal vaginal. Líquido amniótico:Impactos são absorvidos por esse fluido. Parede do útero: Esse músculo serve de proteção física. Vagina:Pode chegar até 15cm, mas apenas os primeiros 3cm formam a parte sensível. Tampão mucoso: Impede que qualquer coisa passe da vagina para o bebê. Fontes: O livro de ouro do sexo, Regina Navarro Lins e Flavio Braga, Ediouro (2009); The female prostate revisited: Perineal ultrasound and biochemical studies of female ejaculate, Wimpissinger F., Stifter K., Grin W. e Stackl W., The Journal of Sexual Medicine (2007); Orgasmic expulsions in women, Kratochvíl Stanislav, US National Library of Medicine (1994); Mariana Maldonado, ginecologista; Wendy Wilcox, ginecologista e obstetra da Brown University, EUA; A Bíblia da Gravidez, Wladimir Taborda e Alice D¿Agostini Deutsch, CMS Editora (2004), Bonk: The Curious Coupling of Science and Sex, Mary Roach, WW Norton (2009); The case of the female orgasm: bias in the science, Elizabeth Lloyd, Harvard University Press (2006). Sexo masculino Se o cara transar muito, ele vai produzir mais sêmen indefinidamente? Não. A cada ejaculação o homem consegue expelir de 2 a 5 ml de esperma (ou sêmen, a mistura de espermatozoides com o líquido seminal), mas, se ejacular várias vezes no mesmo dia, o líquido vai diminuindo tanto no volume total como na concentração de espermatozoides. Ou seja: os testículos fabricam milhões e milhões de células reprodutivas (enquanto as mulheres amadurecem aquelas com que já nascem). Mas eles precisam de um descanso para reabastecer o estoque. O tempo ideal para que o sêmen volte à condição ótima para reprodução varia de indivíduo para indivíduo, mas recomenda-se esperar de 36 a 48 horas entre uma ejaculação e outra para garantir que os melhores do time estejam a postos de novo. Se fazer sexo como coelhos pode não ser tão eficaz para um casal que quer ter filhos, esperar demais também prejudica a qualidade do esperma. Numa semana de acúmulo no epidídimo, eles começam a perder forma (diminui o número de espermatozoides com a "cabecinha" oval, os craques em furar óvulos) e motilidade (progridem mais lentamente até o óvulo ou ficam se mexendo sem sair do lugar). Esperma alfa A ficha técnica de um sêmen saudável, segundo a OMS. Volume: entre 2ml e 5ml Ph: entre 7,2 e 8,0 Número de espermatozoides: entre 20 milhões/ml Motilidade: metade dos espermatozoides deve fazer um movimento que resulte em deslocamento. Formato: pelo menos 14% devem ter a cabeça em forma oval (estes são os mais eficientes na fecundação). Circuncidar o pênis, deixando a glande menos sensível, atrasa o orgasmo? Em alguns segundos, sim, mas não o suficiente para impressionar. Um estudo de 2005 publicado no Journal of Sexual Medicine com 98 homens circuncidados e 261 não circuncidados não encontrou diferença relevante de tempo para ejaculação entre os dois grupos: os primeiros levaram 6,7 minutos contra 6 minutos dos outros. Uma pesquisa de 2004 entrevistou 42 homens antes e 20 semanas depois da cirurgia para saber como iam na cama. A maioria disse que a única diferença foi um breve retardo na ejaculação. Diz o mesmo uma pesquisa do Hospital Geral de Didimoticho, na Grécia: dos 123 pesquisados, 65% notaram um atraso. Quando fazemos vasectomia, onde vão parar os espermatozoides? Em lugar nenhum. A vasectomia é uma cirurgia que interrompe a trajetória dos espermatozoides pelo aparelho reprodutor. Em homens não esterilizados, eles seguem dos testículos para o epidídimo - duto que recobre a parte de cima dos testículos - e daí para os canais deferentes, que ligam o epidídimo ao canal da uretra. Mais para frente, mas ainda nos canais deferentes, os espermatozoides e o líquido seminal (produzido pelas vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais) se juntam antes da ejaculação. Na vasectomia, o que muda é que os canais deferentes são seccionados, amarrados e cauterizados, formando uma barreira que impede a passagem dos espermatozoides. Como isso é feito numa altura anterior à chegada do líquido seminal, o homem continua ejaculando, mas sem espermatozoides, que ficam retidos no epidídimo até serem digeridos por células responsáveis pela limpeza do organismo - os macrófagos. A produção nos testículos não cessa, embora diminua drasticamente com o fechamento do canal e a falta de demanda. Com isso, o prazo máximo para tentar - nem sempre é possível - reverter a cirurgia é de 3 a 4 anos. Depois, passa a ser bastante improvável que os espermatozoides sejam gerados em número suficiente para ocorrer fecundação. O que se deve fazer se o pênis quebrar no sexo? Primeiro vamos entender o que é essa história de pênis quebrado. Não é novidade que ele não tem osso - afinal, dá para torcer e dobrar quando está mole, sem problemas. Mas ele pode, sim, quebrar se estiver ereto. Isso acontece, por exemplo, se o sujeito errar o alvo e chocar-se fortemente com a virilha da parceira. Às vezes dá até um estalido. Nesse caso, o que se rompe é a túnica albugínea, membrana que envolve os corpos cavernosos. Primeiro vem a dor. Então o sangue sai dos corpos cavernosos e se infiltra sob a pele, desde a região pubiana até a bolsa escrotal. A região vai arroxeando até ficar preta, um ou dias depois. Dependendo do caso, uma compressa de gelo e algumas doses de anti-inflamatório já resolvem o problema. Mas pode ser necessário que o médico faça uma incisão para drenar o sangue da região, ou mesmo operá-lo para corrigir desvios de eixo - o pênis pode ficar bastante encurvado se a cicatrização for capenga. O pós-operatório inclui ficar na seca por, no mínimo, 15 dias. Para evitar esse tipo de contratempo, médicos recomendam que, durante a relação, os parceiros tomem cuidado com movimentos bruscos. O que acontece se perder um testículo? Nada de mais. Um testículo normal trabalha mais para compensar perfeitamente a retirada de outro, tanto do ponto de vista hormonal quanto do reprodutivo. Por isso se pode notar um aumento no tamanho do órgão remanescente. Próteses de silicone (disponíveis em vários tamanhos) resolvem a questão estética. Nos casos em que o paciente tem que fazer sessões de quimioterapia, recomenda-se que uma amostra de sêmen seja retirada e congelada, já que a potência dessa medicação pode afetar a fertilidade. FONTES: Dr. Sami Arap, Professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio-Libanês); Human Ovarian Reserve from Conception to the Menopause, W. Hamish, B. Wallace e Thomas W. Kelsey, Universidade de Saint Andrews e Universidade de Edimburgo; Organização Mundial de Saúde; Fabiano André Simões, urologista. O que acontece se um adulto incluir o leite materno em sua alimentação? Nada. Um adulto tem dentes para mastigar alimentos sólidos, enzimas para digeri-los e sistema imunológico formado, diferentemente de um bebê recém-nascido. Por isso, o leite materno não traz benefícios para adultos. Até os 6 meses de vida, a OMS recomenda que a criança receba apenas leite materno. Daí pra frente e até os dois anos deve começar a alimentação complementar, mas o leite do peito continua tendo seu papel. Depois desse período, a bebida não terá mais função. Hora de desmamar: A comida da mamãe não é a melhor para o resto da vida. Leite materno (por 100ml) Calorias - 69,56kcal Gorduras - 4,2g Proteínas - 1,1g Cálcio - 0,03g Fósforo - 0,014g Sódio - 0,015g Potássio - 0,055g Leite de vaca (por 100ml) Calorias - 63kcal Gorduras - 3,8g Proteínas - 3,3g Cálcio - 0,125g Fósforo - 0,093g Sódio - 0,047g Potássio - 0,155g Feijão com arroz e bife (100mg, com 1/3 de cada) Calorias - 165kcal Gorduras - 6,7g Proteínas - 10g Cálcio - 0,02g Fósforo - 0,11g Sódio - 0,029g Potássio - 0,18g FONTES: Taco (Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos); Prentice A. Em Handbook of milk composition, Jensen, R. G. (ed.), Academic Press (1995). Parto normal sempre rasga o períneo? Nem sempre. A laceração natural dessa região muscular que sustenta a genitália acontece em um terço dos partos normais, quando os músculos do períneo não esticam o suficiente para permitir a passagem do bebê sem que haja lesões. Mas exercícios constantes e focados durante os 9 meses de gravidez deixam o assoalho pélvico mais alongado e forte. Isso diminui o risco de ele não ceder o suficiente e sofrer lesões mais sérias no parto. Há outros fatores importantes no risco de laceração do períneo. O peso do bebê conta bastante - os com mais de 3,5 quilos tendem a causar mais estragos na hora da saída. A aplicação de ocitocina (o hormônio que aumenta as contrações intrauterinas e acelera o trabalho de parto) também atrapalha, pois o períneo pode não conseguir se preparar no mesmo ritmo. No passado, acreditava-se que a laceração natural era mais difícil de cicatrizar do que um corte artificial. Isso levou o Brasil a se tornar campeão em episiotomia (o corte prévio do períneo antes do parto) - em alguns hospitais ela é realizada em 90% das mulheres. O problema é que ele não é sempre necessário - a Organização Mundial de Saúde recomenda que esse número fique em torno de 10%, índice de países como a Suécia. Quem não para de amamentar continua a dar leite? Sim, pois a produção de leite é uma questão de demanda. Quanto mais o filho sugar, mais o corpo da mãe produzirá leite. Funciona assim: quando a mulher dá à luz, a hipófise anterior acelera a produção da prolactina. Esse hormônio chega aos seios e então aos alvéolos mamários, onde o líquido é produzido. Para que o leite desça até o bico do seio, entra em ação a ocitocina, hormônio produzido na glândula hipófise posterior depois que o bico do seio recebe o estímulo da boca do bebê. A ocitocina é responsável por pequenas contrações nos músculos mamários, que liberam o leite estocado nos alvéolos e o empurram para fora. Se esse estímulo não cessar, a mãe poderá produzir leite durante todo o período reprodutivo de sua vida. FONTES: Míriam Zanetti, fisioterapeuta; Marcus Renato de Carvalho, pediatra, professor da UFRJ; Recomendações para alimentação complementar da criança em aleitamento materno, Cristina M. G. Monte e Elsa R. J. Giugliani., Jornal de Pediatria (2004); Fetal development, U.S. National Library of Medicine; Changes in the newborn at birth, U.S. National Library of Medicine. foto: Tosca Radigonda LINGUAGEM Por que gritamos "ai" ao sentir dor? Animais que vivem em bando gritam e fazem careta para chamar a atenção dos outros e comunicar o perigo. Segundo o pesquisador Adam Anderson, da Universidade de Toronto, a cara que fazemos na hora do "ai" nos ajuda a mover os olhos mais rapidamente, sentir melhor os cheiros e aumentar a quantidade de oxigênio na corrente sanguínea. Ou seja, estamos nos preparando para reagir ou fugir. Mas, enquanto o grito é evolutivo, o som do "ai" é cultural, aprendido junto com a fala por imitação de outras pessoas. Em inglês se fala ouch - igual ao Autsch alemão, mas diferente do aïe francês, do ay ia chinês e do itai japonês. Por que há quem fale dormindo? O sonilóquio - nome técnico da fala no sono - acontece quando dá um tilt na transição entre diferentes estágios do sono, dos mais leves para os mais profundos e vice-versa. Esse tilt é exprimido em frases, palavras e resmungos. É muito frequente em crianças de até 3 anos - cerca de 50% delas falam dormindo pelo menos uma vez por semana - porque os sistemas neurais que controlam o sono ainda não estão maduros. Mas fique tranquilo: é pouco provável entregar segredos enquanto dorme. Cada episódio dura menos de um minuto, com pequenas frases e palavras que logo viram murmúrios ininteligíveis. O conteúdo está associado à memória de fatos que a pessoa viveu: é bem comum garotos falarem coisas do tipo "e então ele passou a bola pra mim e eu fiz o gol", lembrando-se do dia na escola. Já na idade adulta, o sonilóquio costuma ser ocasional e associado a situações de estresse e ansiedade. É um distúrbio benigno, sem impactos na saúde. Por que nós gesticulamos? Para o psicólogo neozelandês Michael Corballis, o homem começou a se comunicar por meio de gestos, e as partes do cérebro responsáveis por esses movimentos se desenvolveram até chegarmos à fala. A hipótese é refutada por linguistas como Noam Chomsky e também por outros neurocientistas, para quem a fala tem um complexo e exclusivo sistema, dissociado dos gestos. Se não se conhece a origem dos gestos, ao menos se sabem suas funções. Eles dão ritmo ao discurso e ajudam a raciocinar espacialmente. Um estudo de 2011 mostrou que, quando podiam gesticular, voluntários conseguiam identificar mais facilmente se pares de figuras geométricas complexas eram reproduções ou imagens espelhadas. LIMITES Se eu tomar muitos banhos por dia, posso ter problemas de saúde? Sim. E quem vai sofrer é a sua pele. O problema não é a água, mas o que vem junto com ela: sabonete, calor, esponja e toalha. O estrato córneo - camada mais externa da pele, composta por células mortas e rica em lipídios - serve de manto antibacteriano e barreira contra a perda de umidade das camadas mais inferiores da pele. Como o sabonete remove gorduras de qualquer superfície, ele tira também esse manto lipídico. Quanto mais quente a água, maior a retirada. O estrato leva o golpe final com a fricção da esponja e da toalha. E, quando se tomam muitos banhos seguidos, não há tempo para a camada córnea se recuperar. O resultado? Uma pele mais seca, com rachaduras, xerose (ultrarressecamento) e mais suscetível a infecções. A gravidade disso tudo varia conforme a frequência das duchas, tipo de pele e saúde do organismo. Mas vale o bom senso: não precisa passar de duas chuveiradas por dia. Se ficar muito tempo sem fazer cocô, corro o risco de ele ficar tão duro que não sai mais? Corre, sim. Em casos graves - e aqui falamos de meses - forma-se uma massa compacta de cocô, tão ressecada que parece pedra e pode ser confundida com tumor. É o fecaloma. Para removê-lo, o médico pode usar as mãos pelo ânus (usam-se muitas luvas, para garantir a higiene do médico) ou partir pra cirurgia. Já houve caso de o fecaloma atingir 20 cm de diâmetro. Laxante não adianta, já que o fecaloma é tão empedrado que não se move por peristaltismo. Mas fique calmo, que dificilmente isso vai acontecer com você só porque não está comendo fibras. Para que o fecaloma se forme, é preciso ter um problema intestinal mais grave do que prisão de ventre - tipo seu intestino grosso ficar longuíssimo e dilatado, e seu esfíncter interno anal (uma válvula sobre a qual não temos controle) começar a funcionar mal, por causa de uma doença de Chagas. Isso, sim, levaria a meses de acúmulo de cocô, assim como problemas nos divertículos (bolsas que se formam no intestino ao envelhecer). Se ficar preso em um lugar sem água, quantas vezes eu posso tomar o meu próprio xixi? Nenhuma. Apesar de histórias incríveis de sobrevivência que incluem a ingestão do próprio xixi, a Sociedade Brasileira de Nefrologia é absolutamente contra a prática. Isso acontece porque a urina, resíduo da filtragem do sangue, carrega toxinas que o corpo precisa eliminar. Entre elas estão sódio, ureia, amônia, potássio, ácido fosfórico e ácido úrico. Para começo de conversa, o sódio ingerido novamente aumenta a perda de água no organismo, em vez de hidratá-lo. Com isso, a sensação de sede só aumenta, o que deixa tudo mais desesperador. A ingestão de ureia e amônia (o cheiro do xixi vem dela) pode causar intoxicação, e a do ácido úrico pode levar ao cálculo renal. O que fazer então em uma emergência? Em caso de privação, o próprio rim já economiza o máximo possível da quantidade de água a ser excretada. Se você estiver preso numa selva, dá para procurar plantas que carregam água (para identificá-las, prefira aquelas que os animais também consomem e fique longe das que têm pelos ou secreção leitosa). Se você estiver no mar, a coisa fica mais preocupante, pois a água salgada também desidrata. O jeito é esperar por socorro ou por uma chuva. Dá pra morrer de tanto beber água? É raro, mas dá, sim. Para que isso aconteça com uma pessoa saudável é necessário que ela beba mais de 16 litros em 24 horas. Até essa marca, nossos rins costumam dar conta do recado. Acima desse volume, o corpo passa a acumular água em excesso, o que leva à hiperidratação. Nesse estado, a concentração de sais fora das células cai e, para equilibrá-la, uma quantidade anormal de água entra nas células por osmose, inchando-as. O resultado pode ser confusão mental, convulsões, edema cerebral e, por fim, morte. A essa altura você pode ter se lembrado de histórias de pessoas que morreram de tomar água ao usar ecstasy. De fato, a 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA) - nome científico do princípio ativo dessa droga - aumenta a temperatura e a agitação do corpo, o que dá muita sede. Mas aqui há um agravante. A MDMA turbina a secreção do hormônio antidiurético, o ADH, que nos faz reter líquidos. O usuário então fica com vontade de beber muita água, mas não a libera na velocidade compatível. A literatura médica já descreveu casos de convulsões devido a edema encefálico por intoxicação por água. 1,5 a 2,4 litros é o Consumo ideal de água por dia 10 a 16 litros é a Capacidade diária máxima dos rins FONTES: Lúcio Roberto Requião Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Nefrologia; Luciana Rabello, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia. DIGESTÃO Teríamos prisão de ventre se conseguíssemos digerir as fibras? É provável que não. Na natureza, os únicos animais que conseguem digerir bem as fibras - ou melhor, a celulose - são os ruminantes, como a vaca ou a girafa. Eles possuem antes do estômago um sistema de fermentação complexo, com 4 compartimentos diferentes. Um deles, o rúmen, abriga uma quantidade enorme de bactérias que produzem enzimas experts em degradar aquele monte de fibras das folhas. E esses animais não têm prisão de ventre - o cocô deles tem até uma consistência bem mole. É porque, apesar do poder de trituração do rúmen, ainda assim sobram fibras não digeridas que seguem seu caminho no corpo turbinando os movimentos digestivos (como acontece com os humanos). Se tivéssemos um rúmen, portanto, provavelmente ele funcionaria igual. O que não seria nada igual é que um humano ruminante teria que nascer com um tórax bem maior. Espaço é uma exigência biológica da celulase, a enzima que degrada a celulose. Ela requer tempo para agir, e para isso precisa de um amplo compartimento. Além do tamanho, haveria um ganho considerável de energia. Afinal, a celulose é feita basicamente de unidades de glicose. Por que comemos alface e agrião mas não comemos grama e capim? Porque, do ponto de vista da alimentação humana, a única semelhança entre a alface e o capim é que são verdes. A alface tem de 3% a 5% de fibras, enquanto o capim braquiária (Brachiaria decumbens Stapf.), usado na forragem de boi, chega a ter mais de 90%. Aí é fibra demais para nós, que não conseguimos digerir a celulose. De modo geral, a ingestão de qualquer folha como fonte de nutrientes encontra dois grandes empecilhos: muitas espécies são tóxicas e, se não forem, nem sempre seus nutrientes ficam disponíveis para o organismo usar. É que o metabolismo das plantas produz, em maior ou menor quantidade, substâncias que impedem seus nutrientes de ser bem aproveitados por seus predadores. É o caso dos inibidores das proteases - que atacam as enzimas responsáveis pela aceleração da quebra de proteínas na digestão - e dos fitatos, que diminuem a absorção de minerais essenciais. Para se proteger de pragas e predadores, certas folhas também usam armas químicas. Os taninos e as saponinas, presentes nas folhas da árvore dama-da-noite, por exemplo, são substâncias amargas e tóxicas. Sua ingestão pode levar a náuseas e vômitos, seguidos de agitação psicomotora, distúrbios comportamentais e alucinações. Já as antivitaminas, outra dessas armas, impedem a função normal de uma determinada vitamina no organismo. Isso sem falar dos alcaloides - famosas substâncias em geral terminadas em "ina", como cafeína, cocaína, nicotina, morfina - algumas mais e outras menos tóxicas. Há ainda as armas mais intragáveis, as físicas. Certas plantas têm folhas com pelos e bordos serrilhados, que podem ferir ou irritar a mucosa bucal humana. Enfim, é bom agradecer seus antepassados. Foram eles que fizeram todos esses testes para que você soubesse que alface e agrião são seus amigos. Faz mal segurar muito bem o pum? Não, embora possa causar dor de barriga, em alguns casos. Quando você segura aquele peidinho no elevador, você dá 3 opções ao traiçoeiro: tomar outro rumo no organismo, virar jantar de bactéria ou pegar a senha e esperar por uma nova oportunidade de escapulir. No primeiro caso, os gases são absorvidos pela mucosa do intestino e caem na corrente sanguínea, para ser eliminados pelos alvéolos pulmonares. Mas isso acontece com uma parte infinitesimal dos gases. Alguns permanecem nos intestinos e podem virar combustível das bactérias que vivem ali. Agora, quase todos os puns "presos" simplesmente dão a ré no intestino grosso à espera de uma nova onda de contrações para vir ao mundo. Flato retido é flato adiado. E nenhuma dessas ações causará grandes males ao educado produtor do pum. FONTES: Patric Sarsfield, da Royal Devon and Exeter Foundation; Wayne J. Crans, professor de entomologia da Universidade Estadual de Nova Jersey; Andréa M. L. Ribeiro, professora de zootecnia da UFRGS; Ernane R. Martins, professor do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG; Magnólia A. S. da Silva, da Faculdade de Agronomia da UFRGS; James R. Marinho, gastroenterologista da Federação Brasileira de Gastroenterologia; Leda Amar de Aquino, da Sociedade Brasileira de Pediatria. FONTE PRINCIPAL: SUPERINTERESSANTE