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domingo, 31 de julho de 2016

CIENTISTAS DESCOBREM COMO EXERCÍCIOS DEIXAM O CÉREBRO SAUDÁVEL

Para fortalecer a sua mente, pode ser necessário primeiro exercitar os músculos das pernas, de acordo com uma nova experiência sofisticada que envolve exercícios com pessoas, ratos e macacos. Os resultados do estudo sugerem que o exercício de resistência de longo prazo, como a corrida, pode alterar os músculos de forma que, em seguida, eles iniciam mudanças no cérebro, ajudando a fortalecer a aprendizagem e a memória. Os benefícios dos exercícios para o cérebro já foram relatados antes. Quando roedores de laboratório ou outros animais se exercitam, eles criam neurônios extras em seus cérebros, um processo conhecido como neurogênese. Estas novas células, então, agrupam-se em porções do cérebro críticas para o pensamento e para as lembranças. Ainda mais reveladores, outros experimentos descobriram que os animais que vivem em gaiolas animadas com brinquedos coloridos, variedades de sabor de água e outros enriquecimentos acabam mostrando maior neurogênese do que os animais em gaiolas monótonas. Mas os animais que tenham acesso à uma roda de corrida, mesmo se não tiverem também todos os brinquedos e outros extras, desenvolvem mais células cerebrais novas entre todos. Estas experiências sugerem fortemente que, embora a estimulação mental seja importante para a saúde do cérebro, a estimulação física é ainda mais potente. Mas os cientistas até agora não haviam mostrado precisamente como o movimento físico “refaz” o cérebro, embora todos concordem que o processo seja complexo.

Estudo dos músculos

Fascinados por essa complexidade, os pesquisadores do National Institute of Health, nos EUA, recentemente começaram a se perguntar se alguns dos passos necessários poderiam estar ocorrendo muito longe do próprio cérebro e, especificamente, nos músculos, que são a parte do corpo mais afetada pelo exercício. Músculos exercitados se contraem, queimam combustível e bombam para fora uma grande variedade de proteínas e outras substâncias. Os pesquisadores do N.I.H. suspeitaram que algumas dessas substâncias migram dos músculos para a corrente sanguínea e, em seguida, para o cérebro, onde provavelmente contribuem para a saúde do órgão. Mas o mistério está em quais substâncias estariam envolvidas. Assim, para o novo estudo, que foi publicado no mês passado, os pesquisadores isolaram pela primeira vez células musculares de ratos em placas de Petri e encharcaram-nas com um peptídeo que afeta o metabolismo das células de formas que imitam o exercício aeróbico. Eles fizeram as células pensarem que estavam correndo. Em seguida, utilizando uma técnica chamada de espectrometria de massa, os cientistas analisaram os diversos produtos químicos que as células musculares liberaram depois do pseudo-exercício, focando nas poucas que podem atravessar a barreira entre o sangue e o cérebro.

A proteína mágica

Eles focaram em uma substância em particular, uma proteína chamada catepsina B. Ela é conhecida por ajudar os músculos doloridos a se recuperarem, em parte, ajudando a limpar os detritos celulares, mas não tinha sido previamente considerada parte da cadeia que liga o exercício com a saúde do cérebro. Para determinar se a catepsina B poderia, de fato, estar envolvida na saúde do cérebro, os pesquisadores adicionaram um pouco da proteína em neurônios vivos em outras placas de Petri. Eles descobriram que essas células cerebrais começaram a produzir mais proteínas relacionadas à neurogênese. Os cientistas descobriram que a catepsina B também provou ser abundante na corrente sanguínea de ratos, macacos e pessoas que correm. Em experiências realizadas em colaboração com colegas na Alemanha, os pesquisadores fizeram ratos correrem por várias semanas, enquanto macacos rhesus e homens e mulheres jovens foram para as esteiras durante 4 meses, exercitando-se vigorosamente cerca de 3 vezes por semana durante cerca de uma hora, ou às vezes mais. Durante esse tempo, as concentrações de catepsina B nos animais e nas pessoas aumentou constantemente, e todos os corredores começaram a ter um melhor desempenho em vários testes de memória e pensamento. O mais impressionante é que os voluntários humanos que mais tinham melhorado sua parte física – o que sugere que eles tinham se exercitado de forma particularmente intensa – não só tinham os mais altos níveis de catepsina B no sangue, mas também os resultados dos testes que mais melhoraram.

Quanto exercício?

Finalmente, os cientistas criaram camundongos sem a capacidade de produzir catepsina B, inclusive após o exercício – nada como retirar algo para mostrar quão importante aquilo pode ser. Os pesquisadores fizeram esses ratos e outros animais normais se exercitarem por uma semana, então mediram sua capacidade de aprender e reter informações. Após os exercícios, os ratos normais aprenderam mais rapidamente do que antes e também mantiveram essas novas memórias. Mas os animais que não podiam produzir catepsina B aprenderam de forma hesitante e logo esqueceram as suas novas competências. Correr não os tinha ajudado a se tornarem mais inteligentes. A lição dessas experiências é que nossos cérebros parecem funcionar melhor quando estão repletos de catepsina B, e nós produzimos mais catepsina B quando nos exercitamos, diz Henriette van Praag, pesquisadora no Instituto Nacional sobre Envelhecimento na N.I.H., que supervisionou este estudo. Naturalmente, o aumento da catepsina B explica apenas parte dos benefícios do exercício para o cérebro, disse ela. Praag e seus colegas planejam continuar procurando outros mecanismos em estudos futuros. Eles também esperam aprender mais sobre quanto exercício é necessário para obter os benefícios cerebrais. O regime de exercícios que os corredores humanos seguiram neste estudo foi “bastante intenso”, disse ela, mas é possível que exercícios mais leves sejam quase tão eficazes. “Há uma boa razão para pensar”, disse ela, “que qualquer quantidade de exercício vai ser melhor do que nenhum para a saúde do cérebro”. fonte:http://well.blogs.nytimes.com/2016/07/13/can-running-make-you-smarter/?_r=0

domingo, 1 de março de 2015

CONHEÇA 10 MITOS DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS

A indústria fitness é um negócio de bilhões de reais – exatamente pelo potencial de fazer dinheiro com reivindicações milagrosas que convencem pessoas desesperadas que elas vão perder peso ou ficar mais atraentes. No meio de todo essa conversa comercial, bons planos de treino e verdades simples se escondem, esperando sua hora de brilhar. Essa hora chegou, graças a uma coisa chamada “ciência”. Veja mitos comuns sobre exercícios físicos e por que eles estão errados, de acordo com informações do Dr. Brian Parr, professor do Departamento de Exercício e Ciências do Esporte da Universidade da Carolina do Sul em Aiken, nos EUA.

MITO 1: No Pain, No Gain

Quem nunca viu essa frase na regata de um marombado na academia? Podendo ser traduzida como “Sem Dor, Sem Ganho”, ela absolutamente não é verdade. Desconforto após exercícios físicos é algo natural, mas dor? De jeito nenhum. “A ideia de que o exercício deve doer é simplesmente errada. Grande dor muscular durante ou após o exercício geralmente sugere uma lesão”, explica o Dr. Parr. “No entanto, um pouco dor muscular é inevitável, especialmente se você estiver começando a se exercitar”. Este mito já foi desmascarado por médicos, fisioterapeutas e pesquisadores de todas as aéreas, mas ainda persiste porque a maioria das pessoas confundem a ideia de empurrar seus limites (aumentar sua resistência) com ter dor. É importante lembrar que os treinos ainda devem ser desafiadores – ao invés de muito fáceis -, mas se você estiver sentindo dor, deve parar.

MITO 2: Dor após o exercício é causada por ácido láctico nos músculos

De onde vem a dor que você começa a sentir um ou dois dias depois de malhar? Há uma crença de que a chamada “dor muscular de início tardio” é causada por acúmulo de ácido láctico nos músculos. “Essa crença baseia-se no fato de que durante a musculação, músculos produzem energia de forma anaeróbia (sem oxigênio), o que leva a produção de ácido láctico, em contraste com exercícios aeróbicos, como caminhada, que produzem energia com uso de oxigênio, que forma pouco ácido. Mas a ideia de que o ácido láctico provoca dor muscular tardia é falsa, uma vez que qualquer ácido produzido durante o exercício é destruído logo depois que você termina, muito antes de a dor começar”, explica Parr. Em vez disso, a dor é causada por “rasgos” em seu músculo que ocorrem quando você se exercita, especialmente se você está começando um regime de treino novo. “O exercício extenuante leva a rasgos microscópicos no músculo, o que leva à inflamação e dor. Isso soa ruim, mas a lesão muscular é um passo importante para deixar o músculo cada vez maior e mais forte. Essencialmente, conforme o corpo repara esses rasgos, constrói tecido muscular novo, saudável e forte”.

MITO 3: Demora muito para ficar em forma / É inútil fazer exercícios se você não pode fazer atividades físicas regularmente

Ficar em forma não precisa levar um tempo muito longo. Não existe nada milagroso para entrar em forma rapidamente, mas muitas pesquisas mostram que um regime de exercícios saudável não significa passar horas na academia todos os dias. Para fazer menos exercício e obter o mesmo benefício, é necessário aumentar sua intensidade. Isso é chamado de treino intenso intervalado, uma ótima maneira de reduzir o comprimento dos seus treinos e obter resultados em menos tempo – só que com mais esforço. Um treino pesado de 15 minutos por dia é suficiente, mas nem todos conseguem. Se preferir ir devagar, faça essa escolha, mas tenha paciência. Além disso, enquanto exercício regular tem grandes benefícios para a saúde, fazer atividade mesmo que de vez em quando já é ótimo. Se você acha que não consegue treinar todos os dias, não use isso como motivo para não treinar hoje. Mesmo uma caminhada de meia hora uma vez por semana pode fazer uma grande diferença. Qualquer atividade é boa atividade.

MITO 4: Você precisa de uma bebida esportiva para repor eletrólitos/minerais/etc.

As bebidas esportivas são importantes para melhorar o desempenho quando uma pessoa realiza exercícios de alta intensidade com mais de uma hora de duração com frequência, como as pessoas que treinam para maratonas ou triatlo. Bebidas esportivas fornecem água para substituir o que é perdido no suor e dão açúcar (glucose) como combustível para manter a energia. Mas a maioria de nós não precisa dessas bebidas. Treinos de menor intensidade ou menor duração não requerem essa “reposição”. Apenas água comum é mais do que suficiente. Na verdade, se você está se exercitando com o objetivo de perder peso, as calorias da bebida esportiva podem te atrapalhar.

MITO 5: Alongamento antes do exercício evita lesões

Este mito é controverso e os pesquisadores ainda não chegaram a um acordo. O que é importante entender, no entanto, é que alongamento é diferente de aquecimento. É muito importante se aquecer antes de fazer exercícios extenuantes, o que pode evitar lesões, mas alongamento especificamente têm pouco benefício (como uma revisão de mais de 10 estudos concluiu) e, na pior das hipóteses, pode até inibir seu desempenho (como um estudo da Universidade de Northampton descobriu).

MITO 6: Musculação não ajuda a emagrecer

Francamente, a maioria das pessoas que começa a se exercitar não perde peso imediatamente. Por causa disso, desistem. Embora seja mais fácil ver resultado ao cortar calorias em uma dieta, é mais provável manter a perda de peso com exercício físico. A crença de que o exercício aumenta a massa muscular é verdadeira, mas isso não faz você ganhar peso. “O exercício, especialmente o treinamento de força, pode aumentar a massa muscular. Algumas pessoas acreditam que isso leva ao ganho de peso, não à perda de peso. Na verdade, quando a maioria das pessoas perde peso [através de dieta], perde gordura e músculo. O exercício ajuda a manter a massa muscular e promover a perda de gordura. A diminuição da massa muscular durante a perda de peso pode levar a uma redução na taxa metabólica de repouso, que é parte da razão pela qual as pessoas tendem a recuperar o peso após uma dieta. Ao reduzir a perda de massa muscular, os exercícios podem ajudar a manter a taxa metabólica e evitar a recuperação do peso”, argumenta o Dr. Parr.

MITO 7: Exercício físico ajuda a perder peso rapidamente

O inverso do mito anterior, esse também desanima as pessoas que não veem logo os resultados que estavam esperando. O problema é a simplificação do mantra: “comer menos calorias, queimar mais calorias”. Perder peso é mais complicado que isso. Por exemplo, caminhar pouco mais de um quilômetro em uma hora queima cerca de 100 calorias. Sentar em uma cadeira pelo mesmo período de tempo queima 60 calorias. Os benefícios da perda de peso vêm de aumentar a intensidade e duração do exercício uma vez que você começa a fazê-lo. Se você caminha ou corre mais de dez quilômetros em vez de um, você queima 500 calorias, e ao mesmo tempo demora mais no exercício, mais os benefícios da perda de peso aumentam ao longo do tempo em comparação a ficar sentado em casa. Também é importante não confundir os benefícios da perda de peso com os benefícios de saúde do exercício físico, os quais se sente quase que imediatamente.

MITO 8: Você precisa tomar suplementos para construir músculos

Infelizmente, este é mais um mito que é aplicável a algumas pessoas, mas não a maioria de nós. Os suplementos podem te ajudar se você for um fisiculturista ou um alguém que treina pesado, mas a típica pessoa que treina duas ou três vezes por semana para manter a forma não precisa tomar creatina ou shakes de proteína para construir músculos. Dr. Parr explica: “É verdade que você precisa de mais proteína para aumentar sua força muscular. Mas você pode facilmente obter essa proteína a partir de alimentos, o que significa que os suplementos são desnecessários”. Ninguém está dizendo para você pular o shake de proteína se você achar que ele é gostoso, mas lembre-se que é essencialmente uma outra refeição e uma ingestão calórica que você pode não precisar se estiver indo para a casa jantar.

MITO 9: Se você não fizer exercícios quando é jovem, é perigoso quando ficar mais velho

Nunca é tarde demais para começar a se exercitar, você apenas tem que ser cauteloso. Um estudo de 2009 com mais de 1.800 idosos da Universidade Hebraica Hadassah e da Universidade Hebraica de Jerusalém concluiu que os idosos que começaram a se exercitar no final da vida eram propensos a viver mais tempo e de forma mais saudável do que os seus colegas que evitaram exercícios físicos. A chave é encontrar um treino que está no nível de impacto certo para a sua idade e condição. Os benefícios para a saúde em áreas como memória, ansiedade e depressão e até mesmo artrite ou dor nas articulações se tornam visíveis quase imediatamente.

MITO 10: É melhor fazer exercícios em casa vs na academia

Se exercitar em uma academia não é nem melhor nem pior do que em casa, e vice-versa. Há opiniões de ambos os lados da questão, mas um estudo de 2008 publicado na revista Annals of Behavioral Medicine constatou que o que realmente importa é a crença pessoal do indivíduo sobre sua capacidade de iniciar e manter um regime de exercícios. Essencialmente, os indivíduos que são capazes de motivar-se sozinhos a se exercitar e que acreditam que podem manter o treino são mais propensos a se beneficiar de um treino em casa. Pessoas menos confiantes em sua capacidade de manter um regime de treino se saem melhor na academia. No final, as duas versões desse mito são falsas: a verdade é que o melhor tipo de treino, seja em casa ou em uma academia, depende de você e de como você está motivado a manter seus objetivos de exercício. fontes: ciencia-online.net/2015/02/top-10-mitos-sobre-exercicios-fisicos.html // hypescience.com/10-mitos-teimosos-sobre-exercicios-fisicos-desbancados

sábado, 18 de outubro de 2014

VINHO E EXERCÍCIOS FÍSICOS FAZEM BEM PARA O CORAÇÃO E A SAÚDE

Beber vinho e fazer exercício físico tem alguns benefícios para a saúde em geral e para o coração em particular. Saiba tudo sobre o assunto. Por Regina Di Ciommo, Mestrado e Doutorado em Sociologia pela UNESP, pós-doutorado em Recursos Naturais e colaboradora do site Plano de Saude. O vinho, produzido por fermentação do suco de uma grande variedade de uvas maduras, inteiras ou esmagadas. As uvas fermentam, por sua constituição, sem necessidade da adição de açucares ou outros elementos. As frutas que também fermentam dão origem a vinhos de frutas, que não pode ser confundido com o vinho de uvas. A história do vinho é muito longa e parece ter origem a 6.500 anos A.C., na Grécia e em Roma. Nos territórios da atual Turquia ou Irã o vinho apareceu no ano 6.000 A.C. O vinho desempenhava papel importante nas religiões, com papel central nas cerimônias religiosas judaicas e cristã. Na Grécia e Roma antigas, o deus Dionísio e o deus Baco, eram os deuses do vinho e das celebrações.

Os benefícios de beber vinho

Muitos estudos, realizados nos últimos 30 anos, mostraram que o consumo de vinho evita as doenças do coração, mantendo o colesterol em níveis normais. Cardiologistas recomendam o consumo moderado de vinho, como por exemplo, duas taças, diariamente, pode ajudar a manter elevado o colesterol bom, o HDL. Desde o final da década de 70, as pesquisas mostraram que os compostos amigos do coração são os flavonoides, presentes no vinho, que agem no fígado, inibindo a síntese de colesterol. Os flavonoides são antioxidantes e desaceleram os processos de envelhecimento. No entanto, desde essa época a American Heart Association (Associação Americana do Coração) já avisava que para prevenir doenças cardíacas a melhor atitude é ter uma dieta saudável e fazer exercícios físicos regularmente. Em uma abordagem abrangente da saúde, o vinho não pode ser utilizado como única estratégia para a proteção do coração. Sua ingestão deve ser discutida entre o paciente e seu médico, como recomenda nos EUA a Associação Americana do Coração. Doenças cardiovasculares são provocadas e agravadas por fatores de risco, como tabagismo, diabetes e hipertensão. São fatores que não alterados pelo consumo do vinho, que atua nos índices relacionados ao colesterol. Na produção dos vinhos tintos, extraídos das cascas das uvas, há centenas de substâncias químicas, que podem estar relacionadas com os efeitos benéficos do vinho tinto. Já os vinhos brancos têm as cascas de suas uvas desprezadas, não contendo os mesmos elementos. É o que originou a discussão sobre a existência do fator protetor apenas nos vinhos tintos. Mas há estudos que tentam verificar se esse efeito benéfico é derivado do álcool e estaria presente em todas as bebidas alcoólicas. Se os efeitos benéficos do vinho estiverem especificamente presentes no vinho tinto, então também o suco de uva tem o efeito cardioprotetor, pois ambos têm a mesma origem, ou seja, a casca das uvas vermelhas. Nos países onde existe o hábito de consumir uma ou duas taças de vinho diariamente, como na França, Itália, Portugal e Espanha, verificou-se uma menor incidência de problemas cardiovasculares, apesar da existência do tabagismo e sedentarismo. Essa é uma observação que há décadas vem sendo feita. Como tudo o que se relaciona à saúde, a moderação é necessária também quando se trata de ingerir o vinho, pois o excesso leva a embriaguez. A presença de açúcar pode contraindicar o seu uso por diabéticos. A pesquisa apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia Longe de ser um fato que acaba com um mito, como vem sendo divulgado pela mídia, a pesquisa apresentada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizada no início de setembro de 2014, em Barcelona, apenas confirma que o vinho precisa estar associado a exercícios físicos. O estudo, desenvolvido por cientistas da República Checa, afirma que, para os sedentários, apenas ingerir vinho não protege o coração. A pesquisa também esclareceu que, para proteger das doenças cardiovasculares, tanto o vinho tinto como o branco têm o mesmo potencial, agindo sobre o colesterol HDL (colesterol bom). Sobre os pacientes da pesquisa que se exercitaram, o resultado foi positivo, aumentando o HDL e diminuindo o colesterol LDL (colesterol ruim), o que gera placas de gordura nas artérias e em consequência, as doenças cardiovasculares. A pesquisa concluiu que combinar consumo moderado de vinho e exercício melhoram a condição do equilíbrio lipídico e colesterol, protegendo contra doenças cardiovasculares. Fica como sugestão para pesquisas posteriores, aprofundar este assunto, medindo qual a efetiva contribuição do vinho e qual o papel do exercício com ele combinado, para se saber a real importância da ingestão de vinho na proteção do coração. FONTE: ciencia-online.net/2014/10/vinho-e-exercicios-fisicos-fazem-bem-a-saude.html

sábado, 24 de maio de 2014

VERDURAS E EXERCÍCIOS ALTERAM O DNA

Novos estudos revelam que a boa alimentação e os hábitos saudáveis são ainda mais importantes do que se imaginava – porque têm o poder de ligar ou desligar os genes humanos. Você imaginou seu DNA alterado por causa das verduras e da pratica de exercícios físicos? Pois é, isso pode acontecer. Uma boa alimentação acompanhada de hábitos saudáveis são capazes de alterar os genes. A comprovação disso veio através de um estudo feito por cientistas da Universidade de McGill, no Canadá, após analisarem 27 mil pessoas com o gene 9p21, ou seja, gene que aumenta o risco de doenças cardíacas. Voluntários que consumiram uma dieta rica em vegetais, o gene 9p21 parou de funcionar. Isso se deu por conta do microRNA, molécula existente no material genético das plantas, que mexe com o DNA humano podendo ligar ou desligar nossos genes. O bioquímico Chen-Yu Zhang, da Universidade de Nanjing, na China, afirmou em estudo que “além de ingerirmos os nutrientes das plantas, estamos também ingerindo informações que regulam nosso material genético”. Por sua vez, a atividade física mexe com o DNA dos músculos. Quando o corpo humano é exercitado entram em ação as enzimas que modificam o bom funcionamento dos genes dos músculos. “O tecido é reprogramado para que a gordura e o açúcar queimem de forma mais eficaz”, foi o que afirmou Juleen Zierath, cientista do Instituto Karolinska, na Suécia. Vale afirmar que as alterações não são para sempre. Os seus genes podem voltar ao estado anterior caso você pare de comer verduras e de praticar exercícios. O segredo de uma vida saudável não está somente no seu código genético, depende também de bons hábitos. FONTE:VOCESABIA

sábado, 29 de março de 2014

AS 10 RAZÕES PARA FAZER EXERCÍCIOS REGULARMENTE

Certamente lhe foi dito centenas de vezes que o exercício é bom e fez bem. E isso é verdade, mas é bom para muito mais do que apenas a simples perda de peso ou até a construção muscular. Conheça aqui uma série de outros 10 benefícios que você vai ver se praticar apenas um pouco de exercício numa base diária. 10. VAI MELHORAR A SUA MEMÓRIA Já sentiu que pensava um pouco mais claramente depois de um bom treino? Não só é o seu cérebro a receber mais energia e oxigénio, mas muitos estudos têm mostrado que o exercício pode aumentar a sua memória e ajudá-lo a aprender melhor. É claro que um treino intenso mesmo antes de um grande exame pode deixá-lo mais cansado do que inteligente, mas os dois ainda estão, sem dúvida ligados. 9. VOCÊ VAI TER UMA MELHOR POSTURA A boa postura é importante, e uma das melhores maneiras de corrigir a sua postura é fazer exercício usando os músculos das costas. Confira alguns dos problemas de postura mais comuns que as pessoas têm, e que músculos você deve trabalhar para ajudar a resolvê-los. Regularmente exercite os seus abdominais, costas e outros músculos para corrigir a sua postura, tanto sentado como em pé. 8. VAI AUMENTAR A SUA CONFIANÇA Obviamente, o exercício pode melhorar a sua aparência, que pode melhorar a confiança, mas há mais do que isso. O exercício também pode ajudá-lo a sentir-se mais realizado e social. Mesmo se você não vir resultados imediatos no seu corpo, o esforço vai fazer com que você se sinta melhor e um pouco mais confiante. 7. VAI DEIXÁ-LO COM MENOS STRESS Todos nós temos stress presente nas nossas vidas, seja devido a um ocasional dia difícil ou devido a um problema mais grave, ou crónico. O stress pode realmente causar estragos na sua mente, mas estudos têm mostrado que o exercício é uma ótima maneira de combatê-lo. Não são apenas essas endorfinas naturais a combater o stress natural. 6. VOCÊ VAI DORMIR MELHOR Se você tiver dificuldade em adormecer à noite, o exercício regular pode ajudá-lo a dormir melhor. O melhor tempo para fazer exercício é na parte da manhã ou da tarde, em vez de antes de dormir, se você faz exercício muito perto da hora de dormir, pode realmente ter o efeito oposto! Felizmente, existem outras boas maneiras de preencher o tempo de relaxamento pré-cama. 5. VOCÊ TERÁ MAIS ENERGIA Pode parecer um contra-senso, afinal, fazer exercício pode drenar um pouco a sua energia, mas o exercício regular pode realmente fazê-lo sentir-se mais fortalecido ao longo do dia. De fato, um estudo constatou que o exercício a meio do dia pode deixar a pessoa mais enérgica e produtiva para o resto da tarde. 4. VOCÊ TERÁ MELHOR RELAÇÕES Estudos têm mostrado que de fato o exercício regular pode aumentar a excitação e diminuir o risco dos homens relativamente à disfunção erétil, provavelmente porque o exercício melhora a circulação. 3. VOCÊ FICARÁ DOENTE COM MENOS FREGUÊNCIA Ninguém gosta de ficar doente, e o exercício físico pode ajudar. Um estudo recente descobriu que as pessoas que se exercitam regularmente têm metade das chances de ficar doentes do que pessoas que não praticam exercício. 2. VOCÊ VAI VIVER MAIS TEMPO Não é nenhum segredo que uma vida saudável irá mantê-lo vivo por mais tempo, mas você pode surpreender-se com o quanto. Um estudo descobriu que o exercício melhora a expectativa de vida tanto quanto parar de fumar. É realmente verdade que estar sentado o dia todo está a matá-lo e apenas um pouco de exercício físico regular pode evitar o ceifeiro por algum tempo. 1. VOCÊ VAI SER MAIS FELIZ Tudo isso junto afeta a sua felicidade. Não são apenas as endorfinas quem podem realmente melhorar a sua vida em muitas maneiras. Tudo que você precisa fazer é tornar o exercício um hábito. Pesquisadores da Universidade de Bristol descobriram que o humor das pessoas melhorou significativamente nos dias em que faziam exercício. FONTE: Lifehacker

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

COMO ESTENDER SUA EXPECTATIVA DE VIDA EM 7 ANOS

À primeira vista pode parecer exgero (afinal, estamos falando de exercícios moderados, não de um treinamento ao estilo Rocky Balboa), mas especialistas garantem que é verdadeiro: fazer 2 horas e 30 minutos de caminhada semanalmente pode aumentar em 7 anos sua expectativa de vida. Divulgado recentemente, estudo realizado por pesquisadores do governo dos Estados Unidos e da Universidade de Harvard (EUA) mostra que os benefícios de uma rotina de exercícios pode ir muito além do que se imaginava. Para chegar a essa conclusão, eles reuniram dados de seis pesquisas anteriores de longo prazo, em que foram analisados mais de 600 mil voluntários (tanto homens como mulheres) acima de 40 anos. A análise focou em caminhadas “moderadas” – rápidas o suficiente para fazer a pessoa suar, mas não a ponto de impedi-la de conversar com um acompanhante. Em média, 2h30 de caminhada semanais acrescentaram 3,4 anos na expectativa de vida dos praticantes (em pessoas com peso saudável, o benefício foi de 7 anos); 5 horas semanais acrescentaram em média 4,2 anos; e 7 horas, 4,5 anos. Além disso, aqueles que tinham um peso “ideal” (ou próximo disso), mas não se exercitavam, tinham uma expectativa de vida 3,1 anos menor do que pessoas obesas que praticavam exercício – o que reforça a importância de se manter ativo independentemente do peso. Os benefícios, ainda, foram idênticos para homens e mulheres, porém maiores para pessoas com histórico de câncer ou de doenças cardíacas. No caso de praticantes negros, o aumento na expectativa de vida foi maior do que para os das demais etnias. “Não podemos subestimar quão importante a atividade física é para a saúde – mesmo a mais modesta pode acrescentar anos à sua vida”, ressalta o pesquisador I-Min Lee. Fonte:Daily Mail UK