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domingo, 28 de maio de 2017

CONHEÇA 6 CAUSAS DE PERDA DE MASSA MUSCULAR

Comer bem, malhar e corrigir deficiências nutricionais são os três pilares do vigor muscular (Foto: Tomás Arthuzzi. Ilustração: Mayla Tanferri/SAÚDE é Vital) Conheça os fatores que abrem caminho à sarcopenia, uma degeneração dos músculos, e monte seu plano de prevenção ou contenção. Como todo processo associado ao envelhecimento, a perda de massa muscular está relacionada a alterações fisiológicas que ocorrem naturalmente ao longo dos anos. A queda dos níveis de testosterona, por exemplo, impacta na síntese de proteína, fundamental para a formação dos músculos. No entanto, alguns hábitos são determinantes para prevenir ou acelerar esse problema, que tanto interfere na qualidade de vida. Atenção aos principais:

1. Sedentarismo

O músculo precisa de estímulo para manter seu vigor. Ficar parado, portanto, é um dos principais motivos que levam o corpo a se tornar cada vez mais mirrado.

2. Alimentação desequilibrada Proteína é fundamental, mas não podemos esquecer os carboidratos. Se eles faltarem, a proteína é desviada para gerar energia e os músculos ficam desabastecidos.

3. Vício em cigarro

Já se sabia que o tabagismo arruína as células dos ossos, favorecendo a osteoporose. Mas pintam indícios de que ainda soma prejuízos às fibras musculares.

4. Abuso de bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool, embora não seja causa direta da sarcopenia, pode ter efeitos nocivos sobre o tecido muscular esquelético e diminuir a massa magra.

5. Uso crônico de remédios

Lançar mão indiscriminadamente de corticoides e medicamentos à base de hormônio pode conspirar em favor do enfraquecimento da musculatura.

6. Noites maldormidas

A redução na quantidade e na qualidade das horas de sono corrompem a renovação do tecido muscular, colaborando para a sarcopenia. FONTE: http://saude.abril.com.br/medicina/6-causas-da-perda-de-massa-muscular/

sábado, 1 de abril de 2017

SAIBA O QUE É DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

A doença inflamatória pélvica, também chamada de DIP, é uma infecção dos órgãos reprodutores femininos superiores, nomeadamente útero, trompas de Falópio e ovários, com possível extensão para outras estruturas pélvicas e até abdominais. A DIP costuma surgir como complicação de uma doença sexualmente transmissível, principalmente da clamídia ou gonorreia. Se não forem tratadas de forma adequada no momento em que ainda estão restritas à região da vagina, as bactérias causadoras dessas DST podem se proliferar e invadir a parte superior do aparelho reprodutor, provocando infecção nos órgãos internos. Não existem dados sobre a realidade brasileira, mas nos EUA, a doença inflamatória pélvica acomete cerca de 1 milhão de mulheres todos os anos. Estima-se que a doença acometa entre 2 a 10% das mulheres sexualmente ativas.

Causas

Enquanto a vagina é uma região naturalmente rica em bactérias, principalmente da espécie Lactobacillus, os órgãos internos do aparelho reprodutor, tais como útero, trompas e ovários, são estéreis, não possuem germes no seu interior. A flora bacteriana natural da vagina age como uma barreira protetora, pois elas criam um ecossistema que é pouco atrativo para outros tipos de bactérias. A infecção do canal vaginal por bactérias sexualmente transmissíveis pode quebrar essa barreira protetora, colocando os órgãos internos sob risco de invasão. As bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, ambas transmitidas por via sexual, são as principais causas da doença inflamatória pélvica. Bactérias como Mycoplasma genitalium, Escherichia coli, Bacteroides fragilis, estreptococos do grupo B e Campylobacter spp também podem provocar DIP, mas elas são responsáveis por menos de 15% de todos os casos. Cerca de 15% das mulheres infectadas com gonorreia ou clamídia acabam desenvolvendo doença inflamatória pélvica. Apesar da infecção por clamídia ser mais comum, a DIP provocada pela gonorreia costuma ser mais grave.

Fatores de risco

Por ser uma infecção provocada habitualmente por bactérias de transmissão sexual, os principais fatores de risco da DIP acabam sendo parecidos com os fatores de risco das DST. Mulheres jovens e com vida sexual ativa, principalmente se com múltiplos parceiros e sem camisinha, acabam sendo o grupo mais afetado pela doença inflamatória pélvica. As mulheres celibatárias ou as monogâmicas cujos maridos são fiéis apresentam risco quase nulo. Já as mulheres monogâmicas, mas cujos maridos ou namorados são promíscuos acabam estando também sob maior risco. Resumindo, os principais fatores de risco para doença inflamatória pélvica são: - Já ter tido uma DIP anteriormente (1 em 4 mulheres voltam a ter um segundo episódio de DIP); - Idade entre 15 e 25 anos; - Vida sexual ativa; - Múltiplos parceiros; - Hábito de ter relações sexuais sem camisinha; - Ter um parceiro infiel; - Ter uma DST; - Hábito de fazer ducha vaginal (a ducha empurra as bactérias para o interior da vagina); - Ter colocado um DIU recentemente (o risco só é aumentado nas 3 primeiras semanas após a colocação do dispositivo).

Sintomas

Dependendo da bactéria que provoca a doença inflamatória pélvica, o quadro pode variar desde uma infecção aguda, com sintomas muito evidentes, até uma infecção mais crônica, com sintomas discretos que persistem por semanas ou até meses. Em geral, as DIP agudas são provocadas pela Neisseria gonorrhoeae enquanto as DIP subclínicas são provocadas pela Chlamydia trachomatis. 1- Doença inflamatória pélvica aguda e sintomática A DIP aguda e sintomática caracteriza-se por um quadro de dor abdominal ou pélvica de início súbito. A intensidade da dor é variável, mas é muito comum o fato dela se agravar durante as relações sexuais. A piora da dor durante ou logo após a menstruação também é bastante sugestivo. Outros sintomas comuns são: - Corrimento vaginal amarelado ou esverdeado e com forte odor; - Sangramento vaginal fora do período menstrual; - Sangramento vaginal após coito; - Menstruação irregular; - Disúria (dor para urinar); - Febre acima de 38°C; - Intensa dor ao exame ginecológico. Duas complicações possíveis da doença inflamatória pélvica aguda são a síndrome de Fitz-Hugh Curtis, que é a inflamação da cápsula do fígado, e a formação de um abscesso tubo-ovariano, que é uma massa inflamatória que envolve a trompa de Falópio, ovário e, ocasionalmente, outros órgãos pélvicos adjacentes. 2- Doença inflamatória pélvica subclínica ou crônica A DIP pode se apresentar com sintomas sutis, com pouca dor, sem febre e corrimento discreto. Muitas vezes, a mulher até toma conhecimento dos sintomas, mas eles incomodam pouco e ela acaba não procurando orientação médica. Estima-se que até 60% dos casos de DIP sejam subclínicas. O fato dos sintomas serem brandos não significa que a inflamação dos órgãos seja inofensiva. Uma das principais complicações da DIP é a lesão das trompas e do útero, com consequente desenvolvimento de infertilidade. Não é de estranhar, portanto, que muitas vezes o diagnóstico da DIP acabe sendo feito muito tempo depois, quando a mulher procura ajuda médica por ter dificuldade de engravidar. Alguns estudos mostram que até 1/3 das mulheres com infertilidade apresentam lesões das trompas ou do útero provocadas por um quadro de doença inflamatória pélvica que não foi diagnosticado. Além da infertilidade, as lesões nas trompas provocadas pela doença inflamatória pélvica subclínica também aumentam do risco de gravidez ectópica (leia: GRAVIDEZ ECTÓPICA – Sintomas, Fatores de Risco e Tratamento). Outra complicação das lesões provocadas pela DIP é o desenvolvimento de dor pélvica crônica, que pode durar meses ou até anos. Essa dor costuma agravar-se no momento da ovulação e durante o ato sexual.

Diagnóstico

Não há um exame específico para diagnosticar a DIP. O diagnóstico costuma ser feito após a avaliação dos dados obtidos na história clínica, no exame ginecológico, nas análises de sangue e urina e na avaliação laboratorial do corrimento vaginal. Em casos mais duvidosos, a ultrassonografia pélvica serve para avaliar a presença de inflamação ou abscessos nas trompas.

Tratamento

O objetivo é curar a infecção antes que ele seja capaz de provocar danos aos órgãos reprodutores. O tratamento é feito de preferência com antibióticos que sejam efetivos tanto contra gonorreia quanto clamídia. Em princípio, o tratamento pode ser feito em casa, com antibióticos por via oral ou intramuscular. Existem vários esquemas possíveis, vamos listar apenas algumas opções: - Ceftriaxona 250 mg intramuscular em dose única + Doxiciclina 100 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias. - Cefoxitina 2 g intramuscular em dose única + Doxiciclina 100 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias. - Ceftriaxona 250 mg intramuscular em dose única + Doxiciclina 100 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias + metronidazol 500 mg 2x por dia, por via oral, por 14 dias. - Cefoxitina 2 g intramuscular em dose única + Doxiciclina 100 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias + metronidazol 500 mg 2x por dia, por via oral, por 14 dias. - Ceftriaxona 250 mg intramuscular em dose única + probenecida 1 g por via oral, dose única. - Cefoxitina 2 g intramuscular em dose única + probenecida 1 g por via oral, dose única. - Cefoxitina 2 g intramuscular em dose única + probenecida 1 g por via oral, dose única + Doxiciclina 100 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias. - Ofloxacina 400 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias + Metronidazol, 500 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias. - Amoxicilina + Ácido Clavulânico, 1 g, 3x por dia, por 14 dias + Doxiciclina 100 mg, 2x por dia, por via oral, por 14 dias. Em alguns casos, a paciente precisa ser internada para fazer o tratamento por via intravenosa. Situações que indicam internação são: - DIP durante a gravidez. - Falta de resposta ao tratamento em casa. - Incapacidade de tomar medicamentos orais devido a náuseas e vômitos. - Doença clínica grave (febre alta, náuseas, vômitos, hipotensão ou dor abdominal intensa). - DIP complicada com abscesso pélvico. Se tratada de forma correta, a doença inflamatória pélvica pode ser curada sem deixar sequelas. FONTE: mdsaude.com/2017/04/doenca-inflamatoria-pelvica.html

CONHEÇA AS 15 CAUSAS DE COCEIRA VAGINAL

A coceira vaginal, também chamada de prurido vulvar, é uma queixa bastante comum, que pode surgir em mulheres de qualquer idade, sejam elas sexualmente ativas ou não. Embora o prurido vulvar seja um sintoma clássico de infecções vaginais, principalmente de candidíase vaginal, existem várias outras situações que podem cursar com coceira na região genital feminina, incluindo alergias e reações a produtos químicos irritantes.

O que são coceira vaginal e prurido vulvar

Coceira vaginal e prurido vulvar são termos frequentemente utilizados como sinônimos, mas que, na verdade, apresentam algumas diferenças, já que vulva e vagina não são a mesma coisa. Chamamos de vulva a parte externa da genitália feminina. A vulva inclui o monte de Vênus, os lábios maiores e menores, o clitóris e a abertura do canal vaginal. Já aquilo que chamamos de vagina ou canal vaginal é o túnel muscular e flexível que faz ligação entre o útero e o meio externo. Portanto, de forma simplificada, podemos dizer que a vulva é a parte externa, enquanto a vagina é a parte interna da genitália feminina. Assim sendo, os termos coceira vaginal e coceira vulvar, se empregados de forma correta, indicam dois sintomas diferentes. Entretanto, como muitas das doenças que provocam prurido vulvar também causam prurido vaginal, e vice-versa, ambos os termos acabam sendo usados de forma intercambiável. Neste artigo vamos usar o termo coceira vaginal de forma mais popular e ampla, envolvendo qualquer comichão que atinja vagina e/ou vulva.

Causas comuns de coceira vaginal e prurido vulvar

A maior parte das causas de coceira vaginal costuma estar relacionada à inflamação da região genital, seja ela causada por infecção ginecológica (vaginite), alergia ou irritação por produtos químicos, tais como sabonetes ou produtos de higiene íntima. Como veremos a seguir, existem múltiplas causas para o prurido vulvar. Sem uma avaliação pelo médico ginecologista é difícil fazer a distinção entre tantas possibilidades, já que os sintomas entre as diversas causas podem ser muito parecidos, havendo corrimento, dor e coceira em praticamente todos os casos. O diagnóstico diferencial, portanto, se dá através do exame ginecológico, da coleta de material da vagina para análise laboratorial e de uma boa avaliação da história clínica da paciente. O tratamento da coceira vaginal depende do correto diagnóstico da causa. O medicamento indicado para tratar uma infecção por fungos é diferente do tratamento para uma infecção bacteriana, que por sua vez não tem nada a ver com o tratamento da coceira por atrofia vaginal.

1- Candidíase vaginal

É provavelmente a causa mais importante de coceira vaginal, não só porque o prurido é um dos sintomas mais intensos, mas também porque 3 em cada 4 mulheres terão pelo menos um episódio de candidíase vaginal ao longo da vida. A coceira vaginal na candidíase costuma vir acompanhada de ardência na região vaginal e vulvar, que pode ocorrer de forma espontânea, mas costuma ser agravada durante a micção ou o ato sexual. Outros sinais frequentes da candidíase são a vermelhidão na região da vulva e o corrimento vaginal, que é habitualmente de aspecto leitoso e sem odor. A candidíase vaginal não é uma doença sexualmente transmissível; crianças e mulheres sexualmente inativas podem tê-la.

2- Vaginose bacteriana

É uma infecção que surge quando há substituição das bactérias naturais da flora vaginal por bactérias patogênicas. Em mais de 90% dos casos, a bactéria responsável pela vaginose é a Gardnerella vaginalis. Múltiplos parceiros sexuais, uso recente de antibióticos de amplo espectro e uso frequente de ducha vaginal são alguns dos fatores de risco. A maioria das mulheres com vaginose não tem sintomas. Entre as que têm, a coceira vaginal não costuma ser muito intensa. Em geral, o corrimento vaginal com mau odor é o sintoma mais importante. Portanto, enquanto a candidíase provoca intensa coceira e corrimento sem odor, a vaginose costuma ter corrimento muito mal-cheiroso com leve coceira vaginal.

3- Tricomoníase

É uma doença sexualmente transmissível causada por um parasito chamado Trichomonas vaginalis. A infecção pelo Trichomonas vaginalis costuma ser assintomática nos homens, mas pelo menos 2 em cada 3 mulheres infectadas apresentam queixas. O quadro clínico mais comum é de inflamação da vagina com corrimento amarelo-esverdeado de odor desagradável associado à dor na hora de urinar e durante o ato sexual e prurido vaginal. O diagnóstico da tricomoníase costuma ser feito através da avaliação microscópica de secreções vaginais obtidas durante o exame ginecológico.

4- Gonorreia

É uma doença sexualmente transmissível extremamente comum, sendo responsável por mais de 200 milhões de casos anuais em todo o mundo. O principal sinal da gonorreia é o corrimento uretral, que é mais fácil de ser percebido nos homens que nas mulheres. Corrimento de origem vaginal (e não uretral) só surge se houver infecção do colo do útero, situação que só ocorre em cerca de metade das mulheres infectadas. Nestes casos, a paciente pode apresentar coceira, dor durante o ato sexual ou corrimento vaginal purulento. Se houver grande inflamação do útero é possível haver também escapes de sangue pela vagina.

5- Clamídia

É a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo, apesar da imensa maioria dos pacientes infectados permanecerem assintomáticos. Nas mulheres, apenas 10% desenvolvem sintomas, que costumam ser corrimento vaginal, coceira vaginal, dor durante o sexo ou ao urinar e sangramento vaginal. Os casos de clamídia sintomática são praticamente idênticos aos de gonorreia, sendo impossível distinguir ambas infecções sem avaliação laboratorial do corrimento vaginal.

6- Menopausa

O revestimento interno da vagina é feito por tecidos que dependem do estrogênio para se manterem saudáveis. A deficiência de estrogênio que ocorre após a menopausa faz com que o epitélio vaginal fique mais fino e frágil, resultando no que chamamos de atrofia da vagina (vaginite atrófica). As paredes vaginais mais frágeis e finas estão mais propensas a ferimentos e irritações e são menos capazes de se manterem úmidas, resultando nos seguintes sintomas: secura vaginal, coceira e dor durante o ato sexual. O tratamento da atrofia vaginal é feito com aplicação intravaginal de estrogênio, que pode ser feita através de comprimido vaginal, anel ou creme.

7- Irritantes químicos

O prurido vaginal também pode ser provocado por irritação da vagina ou da vulva por algum produto químico. Muitas vezes, o culpado é um produto banal, como um sabonete, um amaciante usado na calcinha ou até uma marca de papel higiênico. Na verdade, a lista de produtos químicos que podem causar irritação é imensa; vamos citar apenas alguns dos mais conhecidos: - Preservativos; - Contraceptivos de uso vaginal; - Produtos de higiene íntima; - Sabão em pó; - Perfumes; - Cremes vaginais; - Lubrificantes. Nestes casos, o reconhecimento e a suspensão do uso da substância agressora é essencial para o sucesso do tratamento.

8 – Líquen escleroso vulvar

É uma doença crônica e relativamente comum, que acomete cerca de 1 a cada 30 mulheres após a menopausa.A aparência clássica do líquen escleroso é o de uma camada fina, branca e enrugada que fica localizada nos lábios vaginais menores e/ou nos lábios vaginais maiores, podendo estender-se até a região perianal. O prurido vulvar é o sintoma mais comum e pode ser tão intenso que interfere com o sono. Outros sintomas incluem prurido anal, sangramento retal, dor durante o sexo e dor para urinar.

9 – Higiene íntima inadequada

Uma higiene íntima inadequada inclui os casos de má higiene pessoal e os de higiene íntima excessiva. Ambos extremos podem facilitar o surgimento de infecções que cursam com inflamação e coceira vaginal. Por motivos óbvios, a má-higiene íntima favorece a proliferação de bactérias ou fungos que podem causar irritação, principalmente na região da vulva. Nas crianças, uma má higiene após a micção pode fazer com que a acidez da urina provoque assaduras na vulva, que além de ardência também podem provocar coceiras. Já o excesso de limpeza pode provocar coceira não só pela irritação da vulva/vagina pelos produtos químicos, mas também por eliminar a flora bacteriana natural da vagina, que é um fator de proteção contra bactérias externas. O uso de ducha vaginal também faz parte dos hábitos de higiene equivocados que aumentam o risco de infecção vaginal.

10- Pediculose pubiana ou chato

É uma doença contagiosa causada pelo inseto Phthirus pubis, chamado também de piolho-do-púbis. O principal sintoma da pediculose pubiana é uma intensa coceira na região púbica e ao redor da vulva. A coceira é mais intensa durante a noite e o ato de coçar freneticamente pode provocar feridas na pele. Ao contrário das outras causas de prurido vulvar, a pediculose não provoca corrimento vaginal nem lesões dentro da vagina.

11- Oxiuríase ou enterobíase

É uma verminose intestinal provocada pelo verme Enterobius vermicularis ou Oxiurus vermicularis. O principal sintoma da oxiuríase é a coceira anal, que costuma ser intensa e tem predomínio noturno. Nas mulheres, os vermes adultos podem migrar para locais além do ânus, como a região vaginal, provocando um quadro de vulvovaginite (inflamação da vulva e da vagina), que se caracteriza por coceira e corrimento vaginal.

12- Corpo estranho

A presença de corpo estranho dentro da vagina deve ser sempre pesquisada nos casos de crianças pequenas com queixas de coceira vaginal. Muitas vezes, pequenos brinquedos, pedaços de tecidos ou pequenos objetos podem ter sido colocados na vagina pela própria criança, criando um processo inflamatório que resulta em dor e coceira vaginal. Nos adultos, o objeto estranho pode ser um absorvente interno que tenha sido esquecido.

13- Doenças da pele próximas à vulva

As pacientes que têm algum doença de pele que se estenda até a região genital, tais como eczemas, micoses de pele, psoríase ou urticária, também podem apresentar queixas de prurido vulvar. Nesses casos, o diagnóstico é fácil, pois os sinais e sintomas fora da região genital costumam ser bem claros.

14- Alergia ao sêmen

É uma situação rara, mas que é real. Os sintomas mais comuns da alergia ao esperma são vermelhidão, inchaço, coceira e sensação de queimação na região vaginal. Os sintomas geralmente começam cerca de 10 a 30 minutos após uma relação sexual desprotegida. Em cerca de 2/3 das mulheres, os sinais alérgicos não ficam restritos à região genital, havendo também urticária, rinite e conjuntivite alérgica. Há até casos descritos de reação anafilática ao sêmen. Os sintomas da alergia ao sêmen só surgem quando a mulher tem relações desprotegidas. Quando o parceiro usa camisinha e a mulher não entra em contato com o sêmen, não há sinais de alergia após o ato sexual.

15- Câncer

Tumores na região genital são causas incomuns de coceira vaginal. Em raros casos, um câncer da vulva ou da vagina pode ser manifestar com coceira vaginal. FONTE: mdsaude.com/2017/03/coceira-vaginal.html

sábado, 10 de setembro de 2016

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA PODE SER UMA DAS CAUSAS DO ALZHEIMER

Pesquisadores do Reino Unido e do México encontraram no cérebro partículas tóxicas de poluição atmosférica associadas ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. O novo trabalho publicado pela Academia Nacional de Procedimentos Científicos dos Estados Unidos encontrou inúmeras esferas de magnetita ao examinar amostras do tecido cerebral de 37 pessoas, entre 3 e 92 anos, que vivem na Cidade do México e em Manchester, no Reino Unido. Os cientistas afirmam que ainda precisam de outras pesquisas para atestar causa e consequência entre as duas coisas, mas a descoberta de tantas partículas de material tóxico no cérebro chama a atenção. Os resultados do estudo são preocupantes por três razões. Primeiro, porque os efeitos da poluição atmosférica são epidêmicos. Ainda neste ano, a OMS divulgou um alerta afirmando que mais de 3 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência da poluição do ar – o número de vítimas supera os óbitos somados por malária e aids, por exemplo. Segundo, porque a quantidade de magnetita encontrada surpreendeu os cientistas. Por último, pela toxicidade do material. A magnetita é um mineral magnético e pode aparecer de maneira natural no cérebro. No entanto, as partículas achadas pelos cientistas eram muito maiores e redondas – para cada partícula natural, eles registraram mais de 100 em forma de esfera. Isso sugere que tenham vindo de fora do corpo e se formado sob altas temperaturas. Ou seja, vindas da queima de combustíveis fósseis, como a poluição dos escapamentos de carros e chaminés de fábricas. O fato de existir magnetita normalmente no nosso organismo não quer dizer que sejamos imunes a ela. O grande perigo da magnetita é sua biorreatividade – ela pode perturbar as funções das células e desencadear a formação de radicais livres, estruturas que causam danos às células cerebrais e corroboram para o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças relacionadas à degeneração celular, como o Azheimer. A doença é responsável por 50% a 80% dos casos de demência do mundo e acontece quando há o acúmulo anormal de algumas proteínas no cérebro, o que provoca a morte dos neurônios. Ainda não existe uma cura para o Alzheimer, apenas medicamentos que freiam a progressão da doença. FONTE: megaarquivo.com/2016/09/08/12-794-saude-poluicao-atmosferica-pode-ser-uma-das-causas-do-alzheimer/

sábado, 13 de agosto de 2016

CONHEÇA AS CAUSAS,SINTOMAS E TRATAMENTO DA BEXIGA HIPERATIVA

A bexiga hiperativa é um problema pouco conhecido, mas extremamente comum. Estima-se que cerca de 15 a 20% da população sofra deste distúrbio, que é provocado por uma redução da capacidade da bexiga de armazenar a urina. A bexiga hiperativa é um síndrome que se caracteriza pelos seguintes sintomas: urgência urinária, que pode vir acompanhada ou não de incontinência urinária, aumento da frequência das micções ao longo do dia e necessidade de levantar à noite para urinar várias vezes. Caso não tratada adequadamente, a bexiga hiperativa pode provocar grande redução da qualidade de vida do paciente, principalmente naqueles que não conseguem ter uma contínua noite de sono.

O que é?

Para que possamos entender o que é a bexiga hiperativa, precisamos antes conhecer como funciona o processo de enchimento e esvaziamento da bexiga. Utilize a ilustração abaixo para acompanhar as explicações.
A bexiga é basicamente um órgão oco revestido por uma camada muscular chamada de músculo detrusor. Esse músculo é inervado e controlado por fibras nervosas que vêm da medula espinhal. O músculo detrusor relaxa para acomodar a urina nos momentos em que a bexiga está enchendo, e contrai-se, de forma a expulsar a urina, quando a bexiga está cheia. O normal enchimento e esvaziamento da bexiga resultam de uma coordenação complexa entre sinais idos e vindos ao e do sistema nervoso central (SNC), e a contração ou relaxamento do músculo detrusor, dos músculos do assoalho pélvico e do esfíncter externo. Vamos explicar melhor. Quando a bexiga está em processo de enchimento, o sistema nervoso central envia sinais para que o músculo detrusor relaxe e permita acomodar a urina sem que haja relevante aumento de pressão dentro da bexiga. Uma bexiga normal consegue acomodar facilmente cerca de 500 a 600 ml de urina. Porém, por volta dos 350-400 ml, o aumento da pressão nas paredes da bexiga estimula o envio de sinais para que o sistema nervoso reconheça um aumento de volume urinário e desencadeie a vontade de urinar. Neste momento, você sente vontade de urinar, mas, caso deseje, consegue segurar a urina por mais tempo graças a nossa capacidade de contrair os músculos do assoalho pélvico e do esfíncter externo, o que fecha a passagem da urina em direção à uretra. O ato de urinar, portanto, é uma ação voluntária, que, respeitando-se alguns limites, só ocorre quando nós decidimos. Na hora em que achamos conveniente urinar, o detrusor se contrai e os músculos do assoalho pélvico e do esfíncter externo relaxam, permitindo que a urina seja empurrada em direção à uretra. A bexiga hiperativa é um problema que surge por mau funcionamento do músculo detrusor, que não relaxa adequadamente durante a fase de enchimento da bexiga. A falta de relaxamento da bexiga faz com que a pressão interna aumente mesmo com pequenos volumes de urina, o que, na prática, significa a ativação da vontade de urinar com frequência muito maior do que o normal. Muitas vezes, o detrusor não só não relaxa, como começa a se contrair de forma involuntária, tentando expulsar a urina presente dentro da bexiga. O resultado dessa contração involuntária é o que chamamos de urgência urinária, que é uma súbita e urgente necessidade de urinar.

Causas

O quadro de bexiga hiperativa é um problema de origem neuromuscular, no qual o músculo detrusor contrai-se inapropriadamente durante a fase de enchimento da bexiga. Estas contrações ocorrem com frequência e independentemente da quantidade de urina armazenada na bexiga. Entre os problemas que podem desencadear a hiperatividade do músculo detrusor, podemos citar: - Lesões traumáticas de medula espinhal; - Hérnias de disco; - AVC; - Esclerose múltipla; - Doença de Parkinson; - Demências, como o mal de Alzheimer; - Diabetes mellitus; - Insuficiência cardíaca; - Infecção urinária; - Hiperplasia benigna da próstata; - Cálculos na bexiga. A bexiga hiperativa pode também surgir sem que haja um fator desencadeante claro, sendo classificada, nestes casos, como bexiga hiperativa idiopática. A idade avançada é um dos principais fatores de risco para um quadro de hiperatividade do músculo detrusor, tanto nos homens quanto nas mulheres. Pacientes com quadros de depressão, obesidade, artrite, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), constipação intestinal, imobilidade prolongada, cirurgia prévia da bexiga ou histerectomia (retirada cirúrgica do útero) também têm um maior risco. Algumas classes de medicamentos podem estar associadas a um quadro de hiperatividade da bexiga. São elas: bloqueadores ou agonistas alfa adrenérgicos, antidepressivos, antipsicóticos, agonistas beta-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio, diuréticos e sedativos.

Sintomas

O sintoma mais típico é a urgência urinária, que é a vontade súbita e incontrolável de urinar. Quando o paciente apresenta urgência urinária, ele precisa ir ao banheiro rapidamente, pois não é capaz de segurar a urina por muito tempo. Por esse motivo, perdas eventuais de urina na roupa podem ocorrer em alguns pacientes, principalmente naqueles com mobilidade afetada. A urgência urinária pode surgir mesmo quando a bexiga não está completamente cheia, pois ela é resultado de uma contração precoce e inapropriada do músculo detrusor. Uma forma de diferenciar a bexiga hiperativa da incontinência urinária de esforço é através da quantidade de urina que se perde de forma involuntária. Na incontinência urinária de esforço, o paciente perde pequenas quantidades de urina quando faz algum esforço que exerça pressão na barriga, tais como tossir, evacuar, pular, espirrar ou correr. Nestes casos, não há a sensação de urgência, o paciente simplesmente perde um pouco de urina de forma involuntária. Já na bexiga hiperativa, a quantidade de urina perdida é grande e está relacionada a uma sensação de urgência, que não tem a ver necessariamente com algum esforço que ele tenha feito. O paciente perde urina porque não aguenta segurar a intensa e súbita vontade de urinar. Outro sintoma típico da bexiga hiperativa é o pequeno intervalo de tempo entre as micções. Como o detrusor começa a contrair-se antes da bexiga estar cheia, o paciente acaba precisando ir ao banheiro com grande frequência, geralmente mais de 8 vezes por dia. A vontade frequente de urinar durante a noite, chamada de nictúria, é outra consequência desta hiperatividade do detrusor. Esse é um dos sintomas que mais causam distúrbios na qualidade de vida do paciente, pois ele provoca uma reiterada interrupção do sono. Ao contrário da infecção urinária, a bexiga hiperativa não costuma causar dor durante a micção.

Diagnóstico

É habitualmente feito através de uma cuidadosa avaliação da histórica clínica do paciente e do exame físico. Uma análise simples de urina para descartar infecção urinária também costuma ser feita. O teste de urodinâmica, que é um exame feito para avaliar o quão bem os sistema urinário consegue armazenar e eliminar a urina, pode auxiliar no diagnóstico dos casos mais complexos.

Tratamento

É dividido em 3 modalidades: 1. terapia comportamental, 2. medicamentos e 3. cirurgia. A escolha do modo mais adequado de tratamento para cada paciente depende da intensidade dos seus sintomas e do quanto o quadro interfere na sua qualidade de vida. A combinação entre medicamentos e terapia comportamental costuma ser eficaz na maioria dos casos, ficando a cirurgia restrita aos poucos casos mais difíceis de serem controlados. Vamos falar resumidamente sobre cada uma das 3 modalidades de tratamento: 1- Terapia comportamental Visa ensinar o paciente a ter comportamentos em relação aos seus sintomas e ao ambiente que ajudem a melhorar o controle da bexiga. Eliminar da dieta alimentos que possam estimular o músculo detrusor costuma ser eficaz em alguns casos. Entre as substâncias que devem ser evitadas, podemos citar: cafeína, álcool, alimentos picantes, nozes, chocolate, alimentos ricos em potássio e refrigerantes. O paciente deve ser aconselhado a retirar da dieta um alimento de cada vez, para que ele possa fazer avaliações individuais sobre o que causa melhora e o que não faz diferença. Um fator importante é orientar o paciente a não fazer grande restrição do consumo de água. Como a frequente vontade de urinar é um transtorno na vida do paciente, a tendência da maioria das pessoas afetadas e reduzir o consumo de líquidos para que a vontade de urinar seja menos frequente. Contudo, esse comportamento pode ter um efeito contrário, já que uma urina concentrada pode atuar como um fator de irritação para a bexiga. Quem fuma deve parar de fumar e pessoas com sobrepeso ou obesidade devem emagrecer. O médico urologista costuma indicar treinos para a bexiga, que, se forem bem feitos, costumam ser eficazes em até 75% dos casos. Um dos métodos utilizados consiste em pedir ao paciente que urine em intervalos definidos, como por exemplo, a cada 30 ou 60 minutos. Conforme o paciente vá se sentindo confortável com o intervalo, ele deve progressivamente aumentar o intervalo em 30 minutos, até que seja capaz de urinar somente a cada 3-4 horas, o que pode levar meses até acontecer. Outro tratamento muito utilizado são os exercícios para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico, chamados exercícios de Kegel. Esses exercícios ajudam o paciente a conseguir segurar a urina por mais tempo. Eles devem ser executados 30 a 80 vezes por dia durante pelo menos 8 semanas. Sua taxa de sucesso é de 55 a 75%. 2- Medicamentos Uma classe de medicamentos chamada agentes anticolinérgico é atualmente o tratamento farmacológico de primeira linha para o tratamento da bexiga hiperativa. Entre as opções mais usadas estão: - Oxibutinina (Retemic®); - Tolterodina (Detrusitol®); - Solifenacina (Vesicare®); - Darifenacina (Enablex®). Nos casos mais graves, a injeção intravesical (dentro da bexiga) de toxina botulínica (botox) é uma opção possível . 3- Cirurgia O tratamento cirúrgico da bexiga hiperativa costuma ser reservado para as pessoas com sintomas graves e que não respondem às outras formas de tratamento. São duas as opções: - Cirurgia para aumentar a capacidade da bexiga, utilizando segmentos do intestino; - Remoção cirúrgica da bexiga. FONTE: mdsaude.com/2016/08/bexiga-hiperativa.html

CONHEÇA O QUE É CAPSULITE ADESIVA

A capsulite adesiva, conhecida popularmente como “ombro congelado”, é um quadro que se caracteriza por limitação dos movimentos e intensa dor no ombro, que pode durar de vários meses até anos. A capsulite adesiva é provocada por uma inflamação da cápsula que reveste a articulação do ombro. O ombro congelado é um problema relativamente comum, acometendo cerca de 3 a 5% da população geral. A doença torna-se mais frequente a partir dos 55 anos, sendo rara antes dos 40 anos de idade. As mulheres são mais acometidas que os homens. Estudos mostram que o ombro do braço não dominante é ligeiramente mais susceptível à capsulite adesiva; portanto, canhotos têm mais risco de lesão no ombro direito e destros têm mais chances de ter capsulite no ombro esquerdo. Independentemente de qual ombro foi acometido primeiro, em cerca de 10% dos pacientes, o ombro contralateral também torna-se doente dentro de um intervalo de 5 anos.

O que é?

O ombro é uma articulação formada por 3 ossos: o úmero (osso do braço), a clavícula e a espátula (também conhecida como omoplata). Acompanhe a ilustração ao lado para entender melhor a anatomia do ombro. A extremidade superior do úmero, chamada de cabeça do úmero, tem a forma de um globo e se encaixa na cavidade glenoide, que é uma fossa em formato esférico na lateral da escápula. O encaixe de um osso com extremidade convexa em uma fossa côncava cria uma articulação que permite ao osso mover-se de forma multiaxial, nos possibilitando uma grande amplitude de movimentos. A articulação do ombro é envolvida pela cápsula articular do ombro, que é uma membrana que ao mesmo tempo cria estabilidade e permite a livre movimentação da articulação. A capsulite adesiva é uma doença que provoca inflamação, fibrose, espessamento e rigidez da cápsula articular, levando à dor e à impotência funcional do ombro. A capsula, que normalmente é um tecido elástico, torna-se rígida e bastante dolorosa. A capsulite adesiva é uma lesão ombro diferente da bursite e da tendinite do ombro. A bursite do ombro é provocada pela inflamação da bursa sinovial, que é uma espécie de almofada localizada no interior da articulação. Já a tendinite do ombro, como o próprio nome diz, é uma inflamação dos tendões do ombro.

Causas

A capsulite adesiva pode estar relacionada a traumas do ombro ou a doenças sistêmicas, que nada têm a ver a articulação do ombro, tais como diabetes, hipotireoidismo ou doenças cardiovasculares. O ombro congelado também pode ser uma doença idiopática, isto é, um problema que surge sem que possamos identificar uma causa clara. Não sabemos exatamente qual é o mecanismo fisiopatológico que leva à formação da capsulite adesiva, mas alguns fatores de risco já estão bem estabelecidos. São eles: - Idade acima de 50 anos; - Traumas na região do ombro; - Imobilização prolongada do braço; - Cirurgias (não necessariamente do ombro); - Diabetes mellitus; - Hipotireoidismo; - Hipertireoidismo; - Doenças autoimunes; - Doença de Parkinson; - AVC; - Doenças cardiovasculares.

Sintomas

Os 2 principais sintomas do ombro congelado são a dor e a incapacidade funcional, que é a dificuldade de fazer os movimento habituais do ombro. A capsulite adesiva habitualmente se desenvolve em 3 fases: - Fase dolorosa ou inflamatória → o quadro de capsulite adesiva inicia-se com progressiva dor ao movimento, que torna-se muito intensa e causa também gradual perda da capacidade de mover o ombro. Os sintomas agravam-se ao longo de semanas e costumam ser piores à noite. Ao contrario da bursite e da tendinite, cuja dor estão associadas a determinados movimentos do ombro, a dor da capsulite surge com qualquer tipo de movimento. Essa fase dura de 2 a 9 meses. - Fase de congelamento ou rigidez → Após meses de agonia, a dor começa a reduzir. Por outro lado, a rigidez do ombro torna-se mais intensa, impedindo a sua mobilidade. Nesta fase, que dura de 4 a 12 meses, a incapacidade funcional não está diretamente ligada à dor, o paciente simplesmente não consegue mover o ombro como antigamente porque ele encontra-se rígido ou “congelado”. Levantar o braço, coçar as costas, vestir um casaco ou fechar o sutiã podem se tornar tarefas impossíveis. Nesta fase, a dor só costuma surgir quando o paciente tenta mover o ombro para além do possível. - Fase de recuperação ou descongelamento → após mais de 1 ano de dor e incapacidade funcional, o ombro começa a “descongelar”. O paciente vai, aos poucos, retomando a capacidade de mover os ombros de forma ampla e a dor desaparece completamente. Essa fase pode demorar de 5 a 24 meses para ficar completa. O tempo de evolução da doença varia de caso a caso, mas é muito comum que o ombro congelado atrapalhe as atividades normais da vida do paciente por pelo menos 2 anos. Alguns pacientes podem ficar com sequelas, perdendo de forma definitiva cerca de 15% da mobilidade do ombro.

Diagnóstico

O diagnóstico do ombro congelado é feito habitualmente pelo médico ortopedista, através do exame físico e de exames complementares. Um teste que pode ser utilizado para distinguir a capsulite adesiva de outras patologias dolorosas do ombro é o teste da injeção. O médico injeta uma quantidade de anestésico na articulação e nota se o paciente consegue voltar a mover o ombro de forma normal. Nos pacientes com ombro congelado, a anestesia alivia a dor, mas não melhora a mobilidade. A radiografia e a ultrassonografia não são bons exames para o diagnóstico da capsulite adesiva, mas eles ajudam no diagnóstico diferencial, pois podem identificar outras causas de dor no ombro, como bursite e tendinites. Se após o exame físico, teste da injeção e exames de imagem, o médico ainda estiver na dúvida do diagnóstico, a ressonância magnética é o exame mais adequado para avaliar a saúde da cápsula articular. Nas fases inciais da doença, porém, a ressonância pode não conseguir identificar a capsulite.

Tratamento

Como a capsulite adesiva é uma doença autolimitada, que resolve-se sozinha após vários meses, o tratamento inicialmente visa o controle da dor e o restabelecimento de parte dos movimentos do ombro. 1 – Tratamento da fase dolorosa A dor pode ser inicialmente tratada com analgésicos comuns, tais como paracetamol ou dipirona (metamizol). Anti-inflamatórios são medicamentos com boa eficácia, mas o seu uso diário por vários meses seguidos deve ser desencorajado devido aos efeitos colaterais gástricos, renais e cardiovasculares. Em casos de dor de difícil controle, o médico pode prescrever analgésicos mais fortes, à base de derivados da morfina. A injeção intra-articular de corticoides (infiltração) é uma boa opção para o controle da dor nos primeiros meses, principalmente para aqueles pacientes que não melhoram com o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios diariamente. Corticoides por via oral não são indicados pelo elevado risco de efeitos colaterais. 2 – Tratamento da fase de rigidez Após o alívio da dor, o médico pode indicar exercícios e fisioterapia para melhorar a mobilidade do ombro afetado. Os exercícios devem ser começados de forma leve, sempre utilizando a dor como parâmetro. 3 – Tratamento cirúrgico Habitualmente feito por artroscopia, costuma ficar restrito apenas aos casos mais graves e que não obtêm resposta satisfatórias com outros tipos de tratamento. O objetivo da cirurgia é “libertar” a cápsula, permitindo que a articulação possa voltar a se mover livremente. Em geral, a cirurgia é feita apenas após 1 ano de doença, numa fase em que há menos inflamação e mais fibrose da cápsula. FONTE: mdsaude.com/2016/04/capsulite-adesiva-ombro-congelado.html

domingo, 20 de dezembro de 2015

DOR NO PEITO: CONHEÇA OS SINAIS DE GRAVIDADE

Uma dor no peito não significa necessariamente um ataque cardíaco. A maioria das pessoas que procura atendimento médico em serviços de emergência por conta de dor no peito não está tendo um ataque cardíaco, mas sim problemas menos graves, como dor muscular, refluxo ou crises de ansiedade. Entretanto, como a dor no peito pode significar um problema de saúde com risco de morte, o melhor mesmo é não arriscar. Muitos pacientes demoram a procurar ajuda para um ataque de coração por achar que os sintomas não são graves ou que a dor irá melhorar espontaneamente. Muitas vezes, este tempo de espera em casa é a diferença entre sobreviver ou não a um infarto. Neste texto vamos explicar os seguintes pontos sobre a dor no peito: - Sinais de gravidade de uma dor no peito. - Causas de dor no peito. - Sintomas do infarto. - Outras causas graves de dor no peito além do infarto. - Quando procurar atendimento médico.

1. Dor no peito

Um trabalho feito há alguns anos na Universidade de Michigan, EUA, avaliou 400 pacientes que chegaram ao setor de urgências com queixas de dores no peito. Após a avaliação diagnóstica, 53% dos casos não tinham uma causa orgânica definida, ou seja, não eram causados por nenhuma doença nos órgãos internos do tórax, como coração, pulmão e esôfago, por exemplo. Mais da metade eram apenas casos de ansiedade. 36% eram causados por dores músculo-esqueléticas ou por doenças do esôfago, e apenas 11% eram devidos a causas mais graves, como doenças cardiovasculares. Vamos, então, falar um pouquinho sobre dor torácica, dando ênfase ao sinais de gravidade. É sempre bom lembrar que o que segue são apenas orientações gerais, não devendo nunca servir de base para auto-diagnósticos. Apenas um médico, através da história clínica, do exame físico e de exames complementares, quando necessários, pode estabelecer diagnósticos para dor torácica. Em alguns momentos vou usar o termo dor torácica em vez de dor no peito, uma vez que este é mais preciso, pois várias doenças que podem se manifestar com dor no peito, podem fazê-lo envolvendo todo o tórax, inclusive nas costas. Também vale ser dito que evitarei o termo ataque cardíaco, chamando-o do modo mais correto, ou seja, infarto do miocárdio ou doença isquêmica cardíaca.

Quais fatores são importantes na avaliação de uma dor no peito?

Existem 2 fatores primordiais na avaliação clínica da dor torácica: – Características da dor. – História clínica do paciente. 1- Características da dor no peito Quando se tem uma dor no peito, a primeira coisa que se deve tentar esclarecer é se a mesma indica uma dor anginosa, ou seja, dor de isquemia cardíaca (infarto). A angina de peito apresenta algumas características típicas que podem ser usadas para afastar ou reforçar a suspeita de uma doença cardiovascular. Características da dor no peito de isquemia cardíaca: – ser mais um peso ou uma forte sensação de aperto no peito do que uma propriamente uma dor (é muito comum o paciente descrever a dor encostando o punho fechado em frente ao peito, para mostrar que a dor é em aperto) – ser desencadeado por esforço físico ou estresse emocional. – ser uma dor difusa no lado esquerdo e centro do tórax, frequentemente com irradiação para braço esquerdo, costas e/ou pescoço. – vir acompanhada de suores, falta de ar, palidez ou hipotensão. – vir acompanhada de palpitações. – ser uma dor que dura vários minutos. – ser uma dor que não cede aos analgésicos comuns. – um sinal de extrema gravidade, e que fala a favor de doença cardíaca, é a perda de consciência após o início da dor torácica. Na maioria das vezes, o infarto se apresenta como uma dor intensa e muito incomodativa. Porém, a intensidade da dor não é um fator determinante, uma vez que até 1/3 dos infartos ocorrem com leves desconfortos. Pacientes diabéticos ou idosos podem ter dores leves e, às vezes, se queixam mais de cansaços e mal estar do que propriamente de dor no peito. Características da dor no peito que falam contra uma isquemia cardíaca: – ser uma dor que dura poucos segundos e surge sem esforço físico ou estresse emocional. – uma dor de curta duração que vai e volta sem fatores desencadeantes precisos. – ser uma dor muito bem localizada, sendo o paciente capaz de apontar com o dedo indicador exatamente onde ela incide. – ser uma dor que piora quando se aperta o local com o dedo ou quando se faz algum movimento com o tórax. – dor em pontada ou que piora com a respiração profunda costumam ter origem outra que infarto. – ser uma dor que vai e volta há muitos anos sem haver sinais de progressão ou piora. – ser uma dor que melhora muito com um simples analgésico. – ser uma dor que não irradia e não vem acompanhada de outros sintomas como falta de ar, suores, vômitos, hipotensão, etc. Devemos salientar que as características acima são apenas orientações, de modo algum são suficientes para se descartar ou diagnosticar uma dor no peito. Algumas pessoas com crises de ansiedade podem apresentar sintomas muito parecidos com um infarto, queixando-se de palpitação, suores, falta de ar, tonturas, etc. Também é bom lembrar que a isquemia cardíaca não é a única causa grave de dor no peito, podendo esta também ser causada por pneumonia, embolia pulmonar e aneurisma de aorta, por exemplo, doenças com sintomas distintos do infarto do miocárdio. 2- História clínica do paciente com dores no peito Além das características da dor, os dados clínicos do próprio paciente também são extremamente relevantes. A abordagem de uma dor no peito em um paciente de 19 anos e sadio é completamente diferente da de um paciente de 63 anos, obeso, com história de diabetes, hipertensão e tabagismo. Quanto mais fatores de risco para doença cardiovascular um paciente tiver, maiores as chances de sua dor no peito indicar uma doença mais grave. Um paciente sem fatores de risco conhecidos pode infartar? Pode, mas é pouco comum, e isso deve ser sempre levado em conta. Os principais fatores de risco para doença cardiovascular que devem ser avaliados em um paciente com dor no peito são: – Idade maior que 40 anos. – História prévia de doença isquêmica cardíaca. – Sedentarismo e dieta rica em gorduras saturadas. – Forte história familiar para doença isquêmica cardíaca. – Tabagismo. – Obesidade. – Diabetes mellitus. – Hipertensão arterial. – Colesterol elevado. – Insuficiência renal crônica. – Uso de cocaína. A partir dos dados explicados acima, junto com o exame físico, o médico é capaz de estabelecer os diagnósticos diferenciais para a sua dor no peito. Se a avaliação clínica indicar algum risco da dor ser de origem cardíaca, o médico irá solicitar exames para tentar diagnosticar ou descartar esta causa. Em avaliações de dor torácica, muitas vezes é mais importante descartar causas graves do que estabelecer um diagnóstico definitivo para a dor.

Causas

A dor no peito sempre traz consigo o medo de um infarto, porém, existem dezenas de causas para dor torácica, algumas delas tão ou mais graves que a doença isquêmica cardíaca. Na verdade, a dor no peito pode ser causada por doenças em qualquer um dos órgãos dentro e fora da caixa torácica, incluindo coração, esôfago, pulmão, pleura, mediastino, grandes vasos, costelas, cartilagens, articulações, músculos do tórax, pele etc… Abaixo segue uma lista das principais causas de dor torácica, algumas já abordadas em outros textos deste site: – Aneurisma de aorta. – Pneumotórax. – Derrame pleural . – Embolia pulmonar. – Pneumonia. – Refluxo gastroesofágico . – Pericardite (inflamação do pericárdio). – Tumores do pulmão ou mediastino. – Esofagite (inflamação do esôfago). – Espasmo do esôfago. – Hipertensão pulmonar. – Costocondrite (inflamação das cartilagens que ligam as costelas ao osso esterno). – Lesões nas costelas. – Lesões musculares. – Artrite . – Fibromialgia . – Artrite reumatoide . – Herpes zoster . Além dos órgãos e tecido do tórax, algumas vezes problemas em órgãos do abdômen podem também causar dor torácica, entre eles: – Colecistite. – Gastrite e úlcera péptica. – Pancreatite. Como pôde ser visto, o diagnóstico da dor no peito é bem complexo, uma vez que este sintoma pode indicar uma extensa gama de patologias distintas. Na dúvida, o ideal é procurar um médico. Se a sua dor é diferente das que você já sentiu antes, procure ajuda de um profissional, principalmente se você tiver fatores de risco para doença cardiovascular.

Ansiedade e gases como causa de dor torácica

Pessoas com crises de ansiedade, síndrome do pânico, depressão e hipocondria também costumam apresentar dores no peito com frequência. Pelo menos 1/3 dos pacientes que se dirigem aos serviços de urgência com dor no peito, o fazem por causas de origem psicológicas/psiquiátricas. A relação entre gases e dor no peito é bem conhecida. Normalmente a dor por gases não é bem no tórax, mas sim na porção inferior das costelas, que chamamos de hipocôndrio. Estas dores ocorrem por dilatação dos estômago e esôfago, muitas vezes pinçando os nervos ao seu redor. Pessoas com hérnia de hiato, uma condição onde o estômago acaba subindo em direção ao tórax, podem ter dor torácica com acumulo de gases no estômago. Outra causa comum de dor na região do hipocôndrio e costelas, mas que pode ser confundida com dor torácica, é a dor que ocorre após exercício físico extenuante. Esta dor é causada por fadiga da musculatura torácica responsável pela respiração. Ela pode assustar por aparecer durante exercícios físicos, mas é bem diferente da dor do infarto, pois ocorre tardiamente durante a atividade, não irradia, é muito localizada, não é bem no peito e parece mais uma câimbra do que a dor em aperto do infarto. FONTE: mdsaude.com/2010/11/dor-no-peito.html

sábado, 10 de outubro de 2015

CONHEÇA UM POUCO SOBRE A PERICARDITE AGUDA

O pericárdio é uma fina membrana em forma de saco, que envolve o coração e o separa das outras estruturas anatômicas ao seu redor. Pericardite aguda é nome dado à inflamação do pericárdio, que pode ser provocada por diversas situações, incluindo drogas, traumas, infarto, câncer, insuficiência renal e infecções, principalmente as de origem viral. O sintoma mais comum da pericardite aguda é uma intensa dor no peito, que costuma agravar-se durante a inspiração profunda. Por ser uma inflamação no coração, a dor da pericardite pode ser facilmente confundida com a dor de um infarto do miocárdio, principalmente se ela estiver acometendo um paciente com alto risco cardiovascular.

O que é

Vários órgãos do nosso corpo são revestidos por finas membranas, ficando “ensacados” e isolados dos órgãos adjacentes. Por exemplo, o cérebro é revestido pelas meninges, os pulmões pela pleura e os órgãos intra-abdominais pelo peritônio. O coração, por sua vez, fica “ensacado” dentro do pericárdio, uma membrana fibrosserosa, que serve para isolar o coração e reduzir o atrito com os órgãos ao seu redor. O pericárdio é composto por duas finas camadas, que ficam praticamente grudadas entre si, separadas apenas por uma quantidade mínima de líquido, cerca de 20 ml, que age como uma espécie de lubrificante. Durante os quadros de pericardite, o processo inflamatório pode fazer com que o volume de líquido pericárdico aumente. Até 90 a 120 ml de líquido adicional podem se acumular no pericárdio sem que isso cause problemas relevantes ao coração de indivíduos previamente saudáveis. Porém, o acúmulo de volumes maiores pode comprimir o coração, o que reduz a sua capacidade de bombeamento de sangue e provoca uma urgência médica chamada de tamponamento cardíaco.

Causas

Nestes casos, a pericardite é precedida por um quadro de virose respiratória ou por uma gastroenterite viral. O paciente melhora da infecção viral, mas dias depois começa a queixar-se de intensa dor no peito. Vários vírus podem provocar pericardite, entre eles: virus coxsackie B, ecovirus, adenovírus, vírus influenza A e B, enterovírus, vírus da caxumba, vírus Epstein-Barr, vírus da imunodeficiência humana (HIV), vírus do herpes simplex, o vírus da varicela-zoster (catapora), vírus do sarampo, vírus parainfluenza tipo 2, vírus sincicial respiratório, citomegalovírus e os vírus das hepatites A, B ou C. A pericardite viral pode surgir em crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Homens são mais acometidos que as mulheres. Além dos vírus, outras causas possíveis de pericardite são: # Causa desconhecida (chamada pericardite idiopática): – Em muitos casos, a causa da pericardite surge sem motivo aparente e a sua causa acaba não sendo esclarecida, o que não é um problema, pois muitos desses paciente melhoram apenas com anti-inflamatórios comuns. Acredita-se que muitas dessas pericardites idiopáticas sejam, na verdade, pericardites de origem viral não identificadas. # Infecção bacteriana: Geralmente surge após quadros de infecção pulmonar ou por endocardite infecciosa. Tuberculose é outra causa possível. Uma infecção bacteriana do pericárdio também pode ocorrer como complicação de uma cirurgia cardíaca. Além das bactérias, fungos também podem ser a causa. # Radiação: A maioria desses casos são complicações pelo uso de radioterapia para tratar cânceres no tórax, especialmente câncer de mama, câncer de pulmão ou linfoma. # Trauma: Os traumas de tórax, sejam por uma batida de carro ou uma lesão perfurante, tipo faca ou projétil de arma de fogo, podem causar traumas para o coração que induzem a ocorrência de uma pericardite. # Infarto do miocárdio: Um infarto do miocárdio (ataque cardíaco) provoca injúria do músculo cardíaco e, em alguns casos, pode causar uma pericardite. # Drogas e toxinas: Não é comum, mas eventualmente alguns medicamentos podem causar pericardite, entre eles: hidralazina, isoniazida, procainamida, fenitoína, fenilbutazona, trombolíticos, anticoagulantes e outros. # Insuficiência renal: A insuficiência renal crônica em estágios avançados pode causar o acúmulo de toxinas no organismo, provocando irritação do pericárdio. # Câncer: a pericardite pode surgir quando algum tumor maligno provoca metástases para o coração. Os casos mais comuns ocorrem no câncer da mama, do pulmão ou no linfoma de Hodgkin. # Doenças autoimunes: Várias doenças de origem imunológica podem provocar pericardite. Ente elas, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, esclerose sistêmica, doença mista do tecido conjuntivo e vasculites. # Doença inflamatória intestinal: A pericardite pode ocorrer em pacientes com retocolite ulcerativa ou doença de Crohn.

Sintomas

O principal sintoma da pericardite aguda é uma intensa dor no peito, que surge repentinamente, acomete toda a região central do tórax, agrava-se durante a inspiração profunda, ao tossir ou ao deitar, mas apresenta algum alívio quando o paciente senta-se e inclina o tronco para frente. A dor costuma ser descrita como uma pontada no peito; alguns dizem que sentem-se como se tivessem levado uma facada no coração. Em muitos pacientes, porém, a dor da pericardite pode não ser tão típica e de fácil distinção. Em alguns casos, a dor não é tão aguda, e o paciente queixa-se de uma pressão ou peso no peito com irradiação para ombros, pescoço ou costas. Nessas situações, pode ser difícil a distinção entre pericardite e outras causas de dor no peito, como infarto, embolia pulmonar ou aneurismas da aorta. Nas crianças, a pericardite pode se apresentar como uma dor abdominal em vez de dor no peito. Febre baixa, palpitações, cansaço, mal-estar e tosse também são sintomas comuns, mas geralmente ficam em segundo plano dada a intensidade da dor torácica. Na pericardite de origem tuberculosa, o quadro não é tão agudo, e o paciente costuma ter febre alta, suores noturnos e emagrecimento.

Complicações

Na maioria dos casos, principalmente os de origem viral, a pericardite é um evento autolimitado, que responde bem à administração de anti-inflamatórios e cura-se após 1 a 3 semanas. Porém, a pericardite pode desenvolver complicações potencialmente fatais. As duas principais complicações da pericardite são: tamponamento cardíaco e pericardite constrictiva. 1. Tamponamento cardíaco Em alguns casos de pericardite pode haver acúmulo de líquido entre as lâminas do pericárdio. Em cerca de 5% dos casos, esse acúmulo é tão grande, que o excesso de líquido comprime as câmaras cardíacas, impedindo o coração de se encher e bombear o sangue adequadamente. O tamponamento cardíaco é uma emergência médica, pois o paciente pode entrar em choque circulatório por falência da bomba cardíaca. 2. Pericardite constrictiva Apesar de incomum, algumas pessoas com pericardite, particularmente aquelas com inflamação longa e com recorrências frequentes, podem desenvolver cicatrizes e um permanente espessamento do pericárdio. Nesses pacientes, o pericárdio perde sua elasticidade, torna-se rígido e passa a comprimir o coração, dificultando o adequado bombeamento do sangue. A pericardite constritiva costuma causar cansaço, falta de ar e inchaços nas pernas e no abdômen.

Diagnóstico

O diagnóstico da pericardite pode ser feito clinicamente através da histórica clinica e do exame físico. Ao auscultar o coração com um estetoscópio, o médico pode notar que há um barulho de fricção durante os batimentos cardíacos, chamado de atrito pericárdico. Esse sinal ocorre pelo atrito entre as duas camadas inflamadas do pericárdio. Não é difícil pensar em pericardite quando um paciente jovem e sem fatores de risco para doenças cardiovasculares chega ao serviço de emergência com uma dor torácica típica de pericardite e apresenta atrito pericárdico à auscultação cardíaca. Porém, mesmo em casos teoricamente fáceis como o descrito acima, é preciso a realização de exames complementares para se confirmar o diagnóstico. Em geral, o paciente acaba sendo investigado para as principais causas de dor torácica, o que inclui a realização de exames de sangue, radiografia de tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma. A partir dos resultados desses exames, a maioria dos casos de pericardite consegue ser esclarecida.

Tratamento

Na maioria dos pacientes com pericardite aguda provocada por vírus ou sem causa esclarecida, o tratamento pode ser feito com repouso e aspirina ou algum anti-inflamatório comum. Se a dor não melhorar dentro de uma semana, o quadro precisa ser reavaliado. Outro medicamento que pode ser usado é a colchicina, que, além de melhorar os sintomas da pericardite aguda, também reduz o risco de recorrências. Nos pacientes que podem ou não toleram o uso dos medicamentos descritos acima, a opção são os corticoides. Quando a causa da pericardite é identificada, como nos casos de infecções por bactérias ou tuberculose, também faz parte do tratamento o uso de antibióticos dirigidos para essas infecções. Se o paciente tem lúpus ou artrite reumatoide, o médico precisa controlar melhor essas doenças para conseguir tratar a pericardite. fonte: mdsaude.com/2015/10/pericardite.html

sábado, 19 de setembro de 2015

DOR NAS PERNAS: CONHEÇA OS MOTIVOS E SAIBA COMO COMBATER

Normalmente a dor nas pernas em repouso indica problemas de circulação, como doença vascular periférica, enquanto dor nas pernas ao acordar pode ser sinal de câimbra noturna ou falta de circulação. A dor nas pernas e nas costas pode ser sintoma de problemas na coluna ou compressão dos nervos, já a dor nas pernas e cansaço pode estar relacionada com excesso de atividade física. A dor nas pernas podem ser causadas por problemas vasculares como má circulação ou varizes, esforço físico ou neuropatia, por exemplo e para identificar a sua causa deve-se observar o local exato e as características da dor, e se as duas pernas são afetadas ou somente uma. Outras causas menos comum de dor nas pernas são câncer nos ossos, lúpus, gota e doença de Paget. Quando a dor nas pernas está mais relacionada ao cansaço e falta de energia o médico pode suspeitar de fibromialgia, síndrome da fadiga crônica ou dor miofacial, por exemplo.

Dor nas pernas por má circulação

A dor nas pernas causada por má circulação afeta principalmente idosos e pode surgir em qualquer hora do dia, mas piora após passar algum tempo sentado ou de pé na mesma posição. Os pés e os tornozelos podem ficar inchados e com uma coloração arroxeada, indicando êxtase venosa e dificuldade no retorno do sangue para o coração. Em caso de trombose a dor é localizada, mais frequentemente, na ‘batata da perna’, é intensa e há alguma dificuldade para movimentar os pés. Além disso é comum que a dor afete somente uma perna, haja inchaço e aumento da temperatura nesta região. Esta é uma situação que pode acontecer após alguma cirurgia ou quando a pessoa precisa ficar muito tempo sentada na mesma posição, como pode acontecer numa viagem de avião, por exemplo. A má circulação é caracterizada pela dificuldade do sangue passar pelas veias ou artérias, gerando sintomas como pés inchados, dor nas pernas, mãos frias e varizes nas pernas. É uma situação comum, especialmente em indivíduos com excesso de peso ou em mulheres que tomam a pílula anticoncepcional. Alguns casos de má circulação podem ser hereditários e se manifestar constantemente, porém em alguns indivíduos pode surgir devido a outras causas, como passar muito tempo de pé, cruzar as pernas ou o envelhecimento do corpo.

Sintomas de má circulação do sangue

Os sintomas incluem: - Pés e mãos frias; - Inchaço das pernas e pés; - Dor e cansaço nas pernas; - Pele seca e escamosa; - Sensação de formigamento nas pernas; - Varizes. Para reduzir estes sintomas os pacientes podem elevar as pernas, com almofadas, no final do dia ou dormir com as pernas mais altas que o corpo.

O que fazer para má circulação:

- Praticar atividade física regularmente; - Usar meias de compressão elásticas; - Não ficar muito tempo sentado ou de pé; - Diminuir a quantidade de sal na comida; - Estar dentro da faixa de peso ideal. Além destas dicas os indivíduos devem evitar o acúmulo de gordura e verificar anualmente os níveis de colesterol no sangue, pois o colesterol alto prejudica a circulação. No caso da mulher, também é importante manter acompanhamento com o ginecologista, principalmente durante o uso da pílula anticoncepcional.

Nutrição e remédios favoráveis

A vitamina E é recomendável para aqueles que sofrem de problemas de circulação. Também, o Creme de Pimenta de Caiena é utilizado para ser aplicado externamente, podendo melhorar a dor nas pernas. A niacina ou Vitamina B3 relaxa os vasos sanguíneos melhorando a circulação. O extrato de alcachofra diminui a pressão arterial, e previne a arteriosclerose. Os remédios que podemos utilizar para melhorar a circulação das pernas generosamente agraciados pela nossa mãe natureza são: Ginkgo biloba: possui a capacidade de dilatar as veias e, dessa maneira, o sangue circula melhor. Alho: evita a formação de coágulos. Unha de gato: diminui a capacidade de coagulação do sangue. Cavalinha: Atua como diurético, melhorando a circulação. Faça uma decocção durante 30 minutos de 100 gr da planta seca por litro de água. Beba dois copos por dia. Hamamélis: Pode-se esfregar ou realizar fricções com a água de hamamélis para aliviar a dor e o inchaço das pernas com varizes. Castanheiro-da-índia: Faça uma decocção da casca em uma colherinha por copo de água. Beba dois copos por dia. O que é decocção? É quando as partes da planta são fervidas junto com a água por alguns minutos. Esta técnica é aplicada geralmente para o preparo de chás das cascas, raízes ou pedaços de caule, que por serem mais duros precisam de um método mais rigoroso para a extração para a água dos compostos benéficos presentes na planta. Para se obter o efeito esperado, é preciso seguir qual o modo indicado de preparo do chá escolhido. Argânia: o óleo de argânia pode ser utilizado cru para temperar a salada. Salgueiro: Faça uma infusão de uma colherada pequena da casca por copo de água. Beba um copo a cada dois dias.

Má circulação na gravidez

A má circulação na gravidez é uma situação frequente, porque, durante este período, o organismo da mulher produz mais líquidos para manter a irrigação da placenta, o que dificulta o trabalho das veias. Além disso, existe produção de relaxina, um hormônio que provoca a dilatação das veias, dificultando o retorno do sangue ao coração. Assim, para evitar a má circulação, as grávidas devem descansar várias vezes durante o dia, utilizar meias elásticas e fazer massagens nas pernas. Como aliviar: Deitar de barriga para cima com as pernas elevadas durante 30 minutos pode ajudar, mas o médico pode indicar o uso de remédios para melhorar a circulação, assim como o uso de meias de compressão elástica. Em caso de suspeita de trombose o médico deve ser rapidamente avisado. A natação e os passeios de bicicleta são muito recomendados para prevenir as varizes. Quando for descansar, o melhor é elevar as pernas para contribuir com o retorno venoso, evitando o estancamento do sangue. Devemos evitar expor as pernas a muito calor, seja tomando sol em horários pouco adequados ou com banhos de imersão muito quentes. Poderíamos optar por roupas mais folgadas e cômodas ao invés de calças justas, que limitam a boa circulação do sangue. A depilação com cera quente não é recomendada para aqueles que sofrem de varizes. As massagens também são benéficas, mas não podem ser bruscas e com muita pressão. Devem ser realizadas por um especialista, pois, caso contrário, poderiam agravar os sintomas.

Dor nas pernas de origem muscular

A mialgia pode surgir após esforço físico, praticar exercício físico ou usar um sapato desconfortável e neste caso, a dor geralmente surge no final do dia e é muitas vezes dita como ‘cansaço nas pernas’. Outra causa comum de dor nas pernas de origem muscular são as cãibras que normalmente ocorrem durante a noite e também durante a gravidez. Como aliviar: evitar a dor é sempre o melhor remédio! E no caso das dores musculares nas pernas, há várias coisas que se podem fazer para evitar que estas apareçam ou que, pelo menos, não se manifestem em toda a sua intensidade. A começar por uma alimentação saudável e por hábitos de vida cuidados, fugindo ao tabaco e ao álcool. Também não convém exagerar no açúcar! Imprescindível é também manter uma rotina de prática desportiva ou, pelo menos, fazer caminhadas ou dar longos passeios a pé com regularidade. Dormir bem e de forma devidamente repousante é outro truque essencial para evitar tensões musculares nas pernas e na generalidade do corpo. Deve tentar dormir durante oito horas por noite para garantir um sono realmente revitalizante, como deve ser. Se o seu trabalho obriga a ficar em pé ou sentado durante muitas horas seguidas, é bom que se habitue a fazer pausas para esticar e alongar os músculos. Manter este tipo de posturas de forma continuada tende a provocar e a agravar as dores musculares nas pernas. Tomar um banho morno e deitar com as pernas elevadas porque isso facilita a circulação sanguínea e a desinchar.

Dor nas pernas causada por problemas de coluna

Quando a causa da dor nas pernas são alterações na coluna, a pessoa pode sentir dor no fundo das costas, glúteos e parte detrás da coxa, além da dor pode haver sensação de formigamento ou fraqueza nas pernas. A dor nas pernas ao caminhar pode ser sintoma de inflamação do nervo ciático ou hérnia de disco. Como aliviar: Colocar uma compressa morna no local da dor, deixando atuar por 20 minutos, além de evitar esforços, levantar objetos pesados e em alguns casos pode ser preciso fazer fisioterapia. Se você responder sim a qualquer uma das perguntas a seguir, você deve consultar um especialista em coluna: 1. Sua dor na parte inferior das costas se prolonga até sua perna? Se a dor é persistente e severa, ela é um sinal de que algo está comprimindo um nervo (comumente o nervo ciático) que se prolonga de suas costas para a perna. 2. A dor na sua perna aumenta se você levantar seu joelho até o peito ou se curvar sobre ele? Em caso positivo, há uma grande possibilidade de um disco estar irritando um nervo (provavelmente ciático). 3. Você sentiu uma dor muito forte após uma queda recente? Uma queda pode causar danos a sua coluna. As chances de lesões aumentam se você tiver osteoporose ou se estiver gestante. 4. Você Possui disfunções ou problemas de postura? Durante a infância e adolescência, desenvolvemos vícios posturais que na fase adulta podem se estruturar em problemas de postura que com o tempo passam a gerar dores musculares, como segue abaixo. 5. Você tem sentido dores nas costas que pioram quando você repousa ou que o acordam à noite? Se isso estiver acompanhado por febre, pode ser sinal de que há uma infecção ou outro problema, se não, identifica compressão em nervos que pioram durante o repouso do sono. 6. Você tem sentido dores nas costas significativas por mais de 3 semanas? Geralmente, a dor desaparecerá com um tratamento simples. Entretanto, se sua dor persistir, você deve consultar um especialista em coluna. 7. Você tem problemas persistentes de bexiga ou de intestinos ou cólicas em período menstrual associados a dor lombar? Problemas de bexiga ou de intestinos podem ter diversas causas, mas alguns problemas de coluna podem causar esses sintomas, portanto há a necessidade de investigar. Em caso de cólica menstrual associada a dor lombar, justifica-se pelo aumento de tensão dos músculos lombares durante este período, que podem ser devidos a ma postura. 8. Você acorda frequentemente com dores no corpo e associa que piora durante o sono? Devemos estar atentos a postura de dormir, pois dores na coluna causam distúrbios do sono e o uso de cama ou travesseiros inadequados pioram as dores. O ideal e manter a coluna alinhada, podendo usar um travesseiro embaixo da cabeça e outro entre as pernas, alinhando a coluna cervical e lombar com a coluna torácica. 9. Você fica com as pernas adormecidas ou enfraquecidas ao caminhar? Esses problemas podem ser causados por um estreitamento do canal vertebral. Isso é chamado de estenose vertebral onde pode estar havendo um pinçamento de nervos. 10. Você sente dores de cabeça em aperto na região da nuca que desce para os ombros, podendo chegar ate os braços? Quando ocorrem disfunções na coluna cervical comumente pode ser devido a compressão de nervos dos ombros, braços, cabeça ou face. Caso as dores persistirem, necessita-se procurar fisioterapeuta especializado.

Dor nas pernas devido a problemas articulares

Especialmente nos idosos, a dor nas pernas pode estar relacionada a problemas ortopédicos como atrite ou artrose, neste caso outros sintomas devem estar presentes como dor nas articulações e rigidez nos primeiros 15 minutos da manhã. A dor nas articulações, também chamada de dor articular, é uma sensação de desconforto, dor ou incômodo em uma ou mais articulações do corpo. Dor nas articulações pode ocorrer com ou sem movimento muscular e pode ser grave o suficiente para limitar o movimento. As pessoas também costumam descrever a dor nas articulações como desconforto, inflamação, sensação de queimação ou rigidez. As articulações são estruturas complexas incluindo, além das extremidades ósseas, cartilagem, membrana sinovial, ligamentos, tendões e bursas e é graças a elas que conseguimos nos mexer. As articulações se movimentam constantemente, de modo que problemas não são incomuns nessas regiões.

Causas

A dor nas articulações pode ser causada por vários tipos de lesões ou doenças. Independentemente da causa, a dor nas articulações pode ser muito incômoda. Artrite reumatoide é uma doença autoimune que causa rigidez, dor e inflamação nas articulações. A osteoartrite envolve o crescimento dos osteófitos (chamados de “bico de papagaio” quando aprecem na coluna) e a degeneração da cartilagem de uma articulação. É a causa mais comum de dor articular em adultos com mais de 45 anos. A dor articular também pode ser causada por bursite (inflamação das bursas). As bursas são bolsas cheias de líquido que protegem e absorvem o impacto sobre das proeminências ósseas, permitindo que os músculos e tendões se movimentem livremente sobre o osso. Inúmeras outras causas podem estar por trás da dor nas articulações. Veja: - Doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus; - Condromalácia patelar; - Gota (especialmente no dedão do pé); - Doenças infecciosas, que incluem -Síndrome viral de Epstein-Barr; - Hepatite A, B ou C; - Gripe; - Doença de Lyme; - Sarampo; - Caxumba; - Parvovirose; - Febre reumática; - Rubéola; - Varicela (catapora); - Lesões, inclusive fratura; - Osteomielite; - Artrite séptica; - Tendinite; - Esforço fora do normal ou uso excessivo, incluindo tensões ou torções. Entre em contato com um médico se você: - Tiver febre não associada a sintomas de gripe; - Tiver perda de peso não intencional; - Apresentar dor nas articulações durar com mais de 3 dias de duração na mesma articulação - Sentir dor forte e inexplicada nas articulações, especialmente se tiver outros sintomas inexplicados.

Cuidados

Quem nunca sofreu com dores nas costas, nos joelhos ou nos ombros? Dores crônicas nessas regiões do corpo atingem aproximadamente 15 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Quando não é tratada, essa dor e inflamação nas articulações podes evoluir para doenças graves, como a osteoartrite. Diferente do que se pode imaginar, não é somente a terceira idade que precisa ficar atenta – as dores nas articulações podem atingir qualquer faixa etária. Se as articulações começarem a doer sem motivo aparente, uma das principais recomendações médicas é aplicar calor ou gelo para aliviar a dor. Caso a dor não diminua, o ideal é sempre consultar um médico para determinar se existem problemas mais sérios. Como aliviar: confira os cuidados que você pode adotar para tratar as dores nas articulações e, ainda, prevenir que esse desgaste evolua para uma doença no futuro – embora não exista nada que de fato previna alguma doença articular: Controle o peso: estar acima do peso pode aumentar a pressão sobre as articulações. O aumento de peso também pode alterar a maneira de andar da pessoa, intensificando as dores. Além disso, a obesidade normalmente está associado a hábitos sedentários e músculos menos tonificados – fatores que pioram a sobrecarga nas articulações. Uma alimentação saudável e exercício físico regular são essenciais para manter as articulações saudáveis. Faça exercícios: a prática de exercícios físicos é essencial para manter as articulações funcionando bem, já que as eles ajudam a melhorar o equilíbrio e controlar o excesso de peso. Além disso, exercícios que fortalecem os músculos diminuem a sobrecarga nas articulações e favorecem o alívio de dores. Músculos fortes dão maior estabilidade ao corpo, tirando a tensão de articulações. Ao iniciar as atividades físicas opte por exercícios de baixo impacto, como bicicleta, natação ou caminhada, para reduzir a pressão sobre as articulações. O paciente também deve considerar a incorporação de exercícios de fortalecimento muscular em sua rotina, pois os músculos fortalecidos aliviam o trabalho das articulações. Mudanças na dieta: a ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, como leite e seus derivados, couve e espinafre, é importante para manter a densidade dos ossos, evitando e problemas como a osteoporose. Essa dupla ajuda a manter os ossos saudáveis. Não fique o tempo todo sentado: quanto mais as articulações são usadas, maior será sua lubrificação e sua eficiência. Por isso, pessoas que permanecem longos períodos sentadas possuem mais chances de sofrer dores nas articulações do corpo. Além disso, pessoas que se movimentam mais tendem a ter músculos mais alongados, fator que protege as articulações. A coluna é, ainda, a maior vítima das horas sem se movimentar. Procure levantar-se de tempos em tempos para alongar e a caminhar. Largue o cigarro: a fumaça do cigarro diminui sua massa óssea, enfraquecendo suas articulações. Ossos fracos aumentam o risco de uma lesão. Além disso, o tabagismo aumenta a inflamação em seu corpo, que pode afetar as articulações e causar dores. Recentemente foi demonstrado que o tabagismo é um fator que aumento o risco de desenvolver artrite reumatoide e, possivelmente, um caso ainda mais grave da doença. Dê um descanso para os pés: o salto alto, por concentrar praticamente todo o peso no corpo nos dedos e na ponta do pé, pode causar dores crônicas nessa região se for usado com muita frequência. O salto alto também provoca uma mudança em toda a mecânica do caminhar, alterando o modo como o corpo se equilibra e sobrecarregando algumas articulações. Alongue-se com mais frequência: A maioria das pessoas alonga-se um pouco antes ou depois de uma atividade física, mas o alongamento deve ser incorporado em sua rotina diária. Faça pausas durante o dia para manter seu corpo flexível e articulações com movimentos suaves. Você pode fazer alguns alongamentos básicos em sua mesa ou mesmo uma aula de ioga ou pilates – que juntam alongamento e exercícios. Faça massagens: relaxar a musculatura é bom para liberar a tensão muscular. Receber massagens regularmente ajuda a relaxar os músculos e articulações e ajuda você a se sentir revigorado. Você pode fazer uma automassagem, pedir para um amigo ou parente lhe ajudar ou então recorrer a um profissional. O médico pode indicar remédios e fisioterapia.

Dor nas pernas na gravidez

A dor nas pernas na gravidez é um sintoma normal, principalmente no início da gravidez, pois há um grande aumento de produção de estrogênio e a progesterona, que provocam dilatação das veias das pernas, aumentando o volume de sangue nas pernas da mulher. O crescimento do bebê no útero, assim como o aumento de peso da grávida, levam a compressão do nervo ciático e da veia cava inferior levando ao inchaço e dor nas pernas. Como aliviar: a gravidez sobrecarrega o corpo da mulher e, principalmente, seu sistema cardiovascular. E é ai que surgem os inchaços e as dores nas pernas. A circulação fica mais lenta. No calor, o inchaço fica mais evidente e o repouso traz um grande benefício. O que ajuda nessa fase: prática de uma atividade física, como a caminhada, o uso de meias elásticas de suave a média compressão, fisioterapia e drenagem linfática. A ingestão de líquidos estimula o funcionamento dos rins e isso também colabora para a redução do inchaço. Vale ainda evitar comidas salgadas. Deitar de barriga para cima, com os joelhos dobrados, fazendo um exercício de alongamento da coluna e descansar com as pernas elevadas.

Quando ir no médico

É aconselhado ir no médico quando a dor nas pernas é muito intensa e quando existem outros sintomas. Também é importante ir ao médico: - Quando a dor na perna é localizada e muito intensa; - Quando há rigidez da panturrilha; - Em caso de febre; - Quando os pés e tornozelos estão muito inchados; - Em caso de suspeita de fratura; - Quando não permite o trabalho; - Quando dificulta a caminhada. Na consulta deve-se dizer a intensidade da dor, quando ela surgiu e o que foi feito para tentar amenizar. O médico poderá solicitar exames para indicar o tratamento adequado, que por vezes pode incluir uso de medicamentos ou fisioterapia. Razões para a dor A dor na perna de causa vascular pode ter basicamente duas razões: circulação arterial deficiente ou um problema no retorno do sangue venoso. As artérias são responsáveis por transportar o sangue para fora do coração e distribuí-lo pelo corpo até a ponta dos dedos dos pés. As veias, por sua vez, recolhem esse sangue, que contém impurezas e pouca oxigenação, e levam de volta ao coração e ao pulmão, renovando a quantidade de oxigênio e nutrientes. Quando o problema é arterial Quando há uma deficiência na circulação arterial, falta sangue rico em oxigênio e nutrientes para irrigar os tecidos. O sintoma mais comum nesses casos é o que chamamos de claudicação intermitente, que provoca uma sensação de cãibra nas pernas – principalmente durante exercícios físicos. Este sintoma é muito comum durante caminhadas, pois, quando andamos, precisamos de sangue para irrigar os músculos. Se esse sangue não chega de forma adequada, sentimos uma dor forte, e precisamos parar para melhorar. Somente depois de um tempo parados é que podemos, então, retomar a caminhada por mais um período, e assim sucessivamente. A dor causada por este problema é pior quando há necessidade de se fazer mais esforço, como ao subir uma rua inclinada ou durante uma corrida. Nesses casos, a dor aparece rapidamente, e costuma melhorar quando estamos parados, assentados ou deitados. No caso de falta de circulação, o recomendado é que o paciente não deixe as pernas em posição elevada, pois o sangue que já chega ao final das pernas com dificuldade, mesmo com a ajuda da gravidade, vai chegar com ainda mais dificuldade se a perna estiver inclinada para cima. Esses sintomas costumam ser piores em dias frios devido à vasoconstricção, que diminui a circulação nas extremidades do corpo. O tabagismo, o uso de drogas ilícitas e o estresse excessivo também são fatores de risco para o problema. Se a culpa for das veias No caso das veias, a dificuldade é retornar o sangue de volta ao coração. Se a veia está comprometida devido à presença de varizes, a um histórico de trombose venosa ou obesidade, longos períodos permanecidos de pé ou sentado, roupas que apertam muito a cintura, insuficiência cardíaca descompensada, doença pulmonar grave e outras doenças, o retorno do sangue até o coração pode ficar comprometido. Nesses casos, sentimos uma sensação de peso, cansaço, pernas inchadas, e às vezes até uma sensação de formigamento ou dormência devido ao inchaço. Esses sintomas pioram com o calor intenso e quando permanecemos com as pernas paradas por longos períodos de tempo, e melhoram com a elevação das pernas e com o movimento. Dificilmente a dor venosa fará a pessoa parar de se movimentar. Com o passar do tempo, essa dificuldade de retorno do sangue venoso pode levar à insuficiência venosa crônica e às suas consequências, como edema crônico, pigmentação da pele das pernas (que fica com uma cor marrom), aparecimento de pequenas lesões que podem levar à formação de úlceras, eczema (coceira intensa normalmente acompanhada de uma lesão na pele próximo ao tornozelo do lado de dentro da perna) e aparecimento de mais varizes, podendo até desencadear uma trombose. Opções de tratamento O tratamento da dor arterial deve contar sempre com a supervisão de um médico especializado, e basicamente inclui: - Parar de fumar; - Controle rigoroso de colesterol e triglicerídeos; - Prática de caminhada ou exercícios aeróbicos com regularidade (no mínimo 150 minutos por semana); - Controle da pressão arterial, da diabetes e de doenças associadas; - Se necessário, o uso de medicamentos para melhorar a circulação do sangue. Caso o tratamento clínico não seja suficiente para melhorar os sintomas, talvez uma cirurgia seja necessária. Na dor venosa, as recomendações são: - Parar de fumar; - Controle rigoroso de colesterol e triglicerídeos; - Prática de caminhada ou exercícios aeróbicos com regularidade (no mínimo 150 minutos por semana) - Controle da pressão arterial, da diabetes e de doenças associadas; - O uso de meias elásticas medicinais; - Procurar elevar os membros inferiores várias vezes ao dia; Cuidar do peso e dos fatores desencadeantes. Em caso de varizes, a cirurgia costuma ser o procedimento mais indicado. Se necessário, o paciente também poderá fazer uso de medicamentos para aliviar a dor.

Dor nas pernas podem indicar doenças graves

As dores nas pernas são a principal causa de reclamações nos consultórios dos angiologistas e, conforme as estatísticas comprovam, estão, na maioria das vezes, relacionadas diretamente aos problemas circulatórios. Esse quadro clínico pode ser agravado, ainda, pela associação de duas ou mais doenças, o que acontece comumente e pode dificultar o diagnóstico até para profissionais experientes. Há, no entanto, algumas características da dor que facilitam a busca pela doença responsável por ela. Dores com sensação de peso, por exemplo, que vêm associadas a inchaço e câimbras, aumentando no fim do dia e após longos períodos em pé, costumam indicar varizes. Elas são resultado da dilatação dos vasos sanguíneos, que pode ser provocada por alterações hormonais, sedentarismo, obesidade e fatores genéticos. Já a sensação de queimação na panturrilha durante a caminhada pode ser sinal de problemas arteriais causados pela aterosclerose, doença inflamatória na qual ocorre o entupimento das artérias por colesterol e outros depósitos de gordura. Trata-se de uma enfermidade extremamente grave, que, se não tratada corretamente, pode culminar na amputação dos membros inferiores ou, até mesmo, levar a infarto do miocárdio e derrame cerebral. As doenças da coluna também têm as pernas como ponto frequente de irradiação. Elas costumam gerar dor em fisgada, que tende a acompanhar o trajeto do nervo na face posterior dos membros inferiores e chegar até os pés. Os casos de dores nas articulações, sobretudo nos joelhos, mais proeminentes no início de um movimento, como ao levantar-se de uma cadeira, por exemplo, estão mais relacionados a problemas ortopédicos, como a artrose. Cada uma das manifestações clínicas e sinais encontrados nas pernas têm importância fundamental na identificação de problemas de saúde. Deixar de avaliar meticulosamente esses sintomas pode ter como resultado o não diagnóstico de doenças graves, capazes de evoluir desfavoravelmente. O que fica de lição é que há vários detalhes na história e exame físico dos pacientes capazes de elucidar o diagnóstico, e que todas as doenças citadas têm seu potencial de complicação se não forem devidamente cuidadas. Por isso, nenhum tipo de esclarecimento substitui uma avaliação médica. Os números mostram que o primeiro especialista a ser consultado deve ser o angiologista, ou o cirurgião vascular, devido à maior incidência das doenças que podem ser tratadas por ele. FONTES: Dr. Bruno Lima Naves – CRM 13800/MG / Saúde – Minha Vida / Vigor – Movimento e Saúde – Eduardo Fávero – Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, especializado em angiologia, cirurgia vascular e endovascular// lersaude.com.br/dor-nas-pernas-podem-indicar-doencas-graves-conheca-os-motivos-e-o-que-fazer-para-combater/

sábado, 29 de agosto de 2015

MENSTRUAÇÃO NA GRAVIDEZ: É POSSÍVEL??

Menstruação e gravidez são dois eventos completamente incompatíveis entre si. Quem está grávida não menstrua, e quem está menstruada não pode estar grávida. Não há exceções.No entanto, é importante deixar claro que afirmar que as mulheres grávidas não podem menstruar não é a mesma coisa que dizer que as mulheres grávidas não possam ter episódios frequentes de sangramento vaginal durante a sua gestação. A questão é que esses sangramentos podem ter várias causas, mas, com certeza, a menstruação nunca será uma delas. Se você tem alguma desconfiança de que a afirmação acima não está correta, e não só acha que é plenamente possível uma gestante menstruar, como ainda é capaz de citar casos pessoais nos quais essa situação tenha ocorrido, sugiro que leia esse texto com atenção, pois ele irá sanar todas as suas dúvidas.

O que é menstruação?

A camada mais superficial da parede do útero chama-se endométrio. A cada ciclo menstrual, o endométrio se prepara para receber um possível embrião. Esse processo se dá através da proliferação das células do endométrio e do desenvolvimento de vasos sanguíneos, que serão responsáveis pelo fornecimento de fluidos e nutrientes para o futuro feto. A preparação do útero para a gravidez ocorre todo mês e inicia-se no primeiro dia do ciclo menstrual, sendo primeiramente estimulado pelo hormônio estrogênio e posteriormente pelo hormônio progesterona. Se fizermos um ultrassom nos primeiros dias do ciclo menstrual vamos ver um endométrio fino, com uma camada única, com menos de 0,4 cm de espessura e pobre em vasos sanguíneos. Conforme passam-se os dias, a estimulação hormonal faz com que as células do endométrio se proliferem e novos vasos sanguíneos sejam criados. Na fase final do ciclo, o endométrio torna-se espesso, com 3 camadas, viscoso, rico em vasos sanguíneos e com cerca de 1,5 cm de espessura, que é quase 4 vezes mais espesso que no início do ciclo. Após a ovulação, se o óvulo não for fecundado em cerca de 24 horas, ele se degenera e o estímulo para a produção de estrogênio e progesterona acaba. Como já não há mais possibilidade de surgir uma gravidez neste ciclo, não há porque o organismo manter a preparação do útero para a implantação de um embrião. Sem a presença dos hormônios estrogênio e progesterona, a espessa parede do endométrio perde o seu estimulo para se proliferar e o suprimento de sangue é subitamente cortado. Como efeito, a parede do endométrio começa a desabar, levando consigo tecido endometrial, muco, água e sangue. A menstruação, então, nada mais é que o descolamento de parte expressiva da parede interna do útero, que ao longo do ciclo menstrual se preparou para receber um embrião que nunca foi gerado. Portanto, para que exista a menstruação, a mulher precisa passar por 2 fases: 1- Produzir estrogênio em ritmo crescente, de forma a induzir a ovulação e proliferar o endométrio. 2- Ovular e não ser fecundada, pois a ausência da fecundação e a degeneração do óvulo é que provoca o fim do estímulo hormonal, que, por sua vez, leva ao desabamento da parece uterina. Obs: quando a mulher usa pílula anticoncepcional, ela utiliza hormônios para enganar o sistema reprodutor, fazendo com que o endométrio se prolifere, sem porém, induzir a ovulação. Quando a pílula é interrompida, o endométrio desaba e a paciente menstrua.

Por que a menstruação não ocorre durante a gravidez?

Quando o óvulo é fecundado, em vez dos níveis de estrogênio e progesterona caírem rapidamente, tal como ocorre quando o óvulo não fecundado degenera, eles fazem o oposto, elevam-se, mantendo o endométrio espesso e apto para receber o embrião. Esse é o primeiro ponto, se a mulher menstruasse após a fecundação, o endométrio estaria descamado e não teria condições de receber nem manter viável o embrião que acabou de chegar. O segundo ponto é que, uma vez que o embrião tenha se implantado e esteja a se desenvolver adequadamente no endométrio, um novo hormônio começa a ser produzido: a gonadotrofina coriônica humana, também conhecida pelo acrônimo hCG. Um dos vários papeis do hCG é avisar ao organismo materno que há um bebê em desenvolvimento. Isso significa, entre outras coisas, que o ovário é “orientado” a não mais maturar óvulos todo mês, o que, na prática, faz com que a mulher não ovule durante todo o período em que estiver grávida. Portanto, como um dos requisitos básicos para haver menstruação é a ovulação, se a mulher não ovula nem tem as flutuações hormonais de estrogênio e progesterona que ocorrem ao longo do ciclo menstrual, ela não apresenta os estímulos necessários para que possa menstruar todo o mês. Mas o principal motivo da incompatibilidade da gravidez com a menstruação é muito mais simples do que os mecanismos hormonais descritos acima. Pense bem, se o embrião está fixado à parede do endométrio e é dele que a placenta recebe o sangue necessário para o seu desenvolvimento, caso a mulher menstruasse, ou seja, caso a parede do endométrio desabasse, como o embrião poderia permanecer inserido no útero? Não poderia. Assim como é impossível que um quadro permaneça pendurado a uma parede que tenha sido derrubada, um embrião não consegue permanecer fixado ao útero, caso a parede deste útero tenha sido arruinada. Resumindo, a mulher grávida não tem nenhum dos estímulos necessários para que a menstruação ocorra, mas, mesmo que tivesse, isso significaria o término imediato da gravidez, pois, assim que ela menstruasse, o embrião seria expelido junto com o tecido endometrial que desabou. Alguns de vocês devem estar pensando: mas eu conheço mulheres que sangravam durante a gravidez, como isso é possível? Como já referido na introdução do texto, nem todo sangramento vaginal é menstruação. Existem diversas causas para sangramento na gestante, mas nenhuma delas é a menstruação.

Causas de sangramento vaginal na gravidez

Vamos apenas explicar de forma resumida os motivos pelo qual algumas mulheres apresentam sangramento vaginal durante a gestação. São diversas as causas de sangramento durante a gravidez, sendo que até 1 em cada 5 grávidas apresenta, pelo menos, um episódio de sangramento vaginal nas 12 primeiras semanas de gestação. Algumas dessas causas são inocentes, mas outras podem indicar problemas graves na gravidez, tais como risco de abortamento ou gravidez ectópica. Entre as causas benignas de sangramento na gravidez está o chamado sangramento de implantação, que é uma discreta perda sanguínea que pode surgir quando o embrião se implanta na parede do endométrio. Esse sangramento, apesar de ter um aspecto bem diferente da menstruação, é frequentemente confundido com o período, pois ele costuma ocorrer ao redor da 4ª semana do ciclo menstrual, época em que a mulher está à espera da sua menstruação. Sangramentos sem relevância clínica podem ocorrer também após um exame ginecológico ou mesmo após relações sexuais. Esses sangramentos ocorrem porque a vagina e o colo do útero encontram-se mais sensíveis, com alterações nos seus tecidos e com maior aporte de sangue durante a gravidez. Mulheres com pólipos ou miomas uterinos também podem ter episódios de sangramento vaginal ao longo da gestação. Entrando na área das doenças, as infecções ginecológicas, tais como gonorreia, herpes, clamídia, candidíase ou outras formas de vaginite, podem deixar a mucosa vaginal irritada, facilitando a ocorrência de sangramentos. A partir da 20° semana de gestação, a placenta prévia (implantação da placenta à frente do orifício de saída do útero) ou descolamento prematuro da placenta (quando a placenta solta-se do útero antes da hora do parto) são causas comuns e preocupantes de sangramento vaginal. Independentemente da causa, todo sangramento durante a gravidez deve ser prontamente avaliado pelo obstetra. Como já referido, não existe menstruação durante a gravidez. Se você está grávida e está a perder sangue pela vagina, mesmo em pequena quantidade, não assuma que está tudo bem. Entre em contato com o seu médico e deixe que ele decida se o sangramento é o ou não preocupante. FONTE: mdsaude.com/2015/08/menstruacao-na-gravidez.html