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domingo, 9 de julho de 2017
TER ÁCIDO ÚRICO ELEVADO É PERIGOSO?
A hiperuricemia, nome que é dado quando o nível sanguíneo de ácido úrico está elevado, é o principal fator de risco para o desenvolvimento de uma forma de artrite chamada gota. Todavia, se podemos dizer com alguma certeza que todo paciente com gota tem ácido úrico alto, o oposto não é verdadeiro. Vários pacientes têm níveis elevados de ácido úrico, mas nunca desenvolvem crises de gota. Portanto, a dúvida que surge é: ter ácido úrico alto, sem porém desenvolver sintomas, traz algum risco à saúde do paciente?
domingo, 30 de agosto de 2015
RISCO DE ABORTO ESPONTÂNEO É MAIOR PARA MULHERES COM ENDOMETRIOSE
Estudo acompanhou 15 mil mulheres durante 30 anos e verificou um risco 76% maior.
A endometriose atinge entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e pode levar até dez anos para ser diagnosticada. No Brasil, aproximadamente 6 milhões têm a doença. Muitas delas, no entanto, sequer sabem que têm o problema. Isso por que o sintoma mais comum é a dor da cólica menstrual que, culturalmente, é considerada típica do período menstrual e muitas vezes ignorada como problema de saúde. A endometriose é também a principal causa de infertilidade feminina sendo responsável por 50% dos casos.
Um terceiro aspecto relacionado à endometriose – além de dor e infertilidade – foi apresentado no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, realizado em Lisboa em junho. Pesquisa feita na Escócia com 15 mil mulheres avaliadas entre 1981 e 2010 mostrou que aquelas que têm endometriose apresentaram um risco 76% maior de sofrer aborto espontâneo e a chance triplicada de desenvolver uma gestação fora do útero, também conhecida como gravidez ectópica ou tubária. Os pesquisadores analisaram dois grupos de mulheres, com ou sem endometriose, e naquelas com diagnóstico prévio da doença, foram verificadas ainda uma chance maior de hemorragia pré e pós-parto, além do nascimento prematuro dos bebês.
Apesar de serem números impactantes, o ginecologista e presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Agnaldo Lopes da Silva Filho afirma que a descoberta não deve pautar a decisão de uma mulher em ter ou não um filho já que a gravidez não é considerada de risco. “É uma pesquisa de peso que sinalizou para outras repercussões sobre a endometriose. Os resultados são importantes para que a mulher com a doença seja orientada sobre essas complicações”, afirma.
Sintomas
Além de cólicas fortes e dificuldade para engravidar, dor na relação sexual, dores espontâneas na região do útero, desconforto para evacuar (às vezes acompanhada de diarreia) ou para urinar durante o período menstrual também podem ser sinais da doença. O endométrio é a camada interna do útero que se renova mensalmente pela menstruação. Sua função é preparar o órgão para receber o embrião. Quando a gravidez não acontece, o tecido descama e sai pela vagina: a menstruação. A endometriose consiste na presença de endométrio em locais fora do útero como, por exemplo, na superfície dos órgãos abdominais e nas vísceras pélvicas. Quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue eliminar essas células, a doença se estabelece. Ou seja, quando há endometriose, sempre que a mulher menstrua, o tecido que está fora do útero desenvolve-se e sangra ao mesmo tempo dentro do corpo, provocando inflamação, dor e a formação de tecido cicatricial. Isso faz com que a doença progrida sobre órgãos e tecidos. Em casos graves, as lesões podem ser irreversíveis. A endometriose não tem cura, mas tem tratamento. Os principais objetivos são aliviar ou reduzir a dor, reverter ou limitar a progressão da doença, preservar ou restaurar a fertilidade e evitar ou adiar a recorrência da doença. O tratamento é sempre individualizado e leva em consideração o desejo da mulher em engravidar e o grau da doença. O presidente da SOGIMIG, Agnaldo Lopes da Silva Filho, explica que para as manifestações mais graves da doença a cirurgia é indicada e é feita por videolaparoscopia. Assim, os implantes ou lesões, como são chamados os pedaços do endométrio instalados em outras partes do corpo, são destruídos pela energia do laser, coagulação bipolar (cauterização) ou retirada com instrumento cirúrgico. Ainda não se conhece exatamente o porquê de a endometriose se desenvolver, mas é consenso que fatores imunológicos, genéticos e hormonais estão associados ao surgimento da doença. O diagnóstico é feito pela análise do quadro clínico, através da presença dos sintomas da doença, e exames de imagens. Os principais são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) cerca de 50% das mulheres com endometriose podem engravidar espontaneamente após o tratamento adequado e a cirurgia por videolaparoscopia pode aumentar as chances de gestação espontânea em mulheres em todos os estágios da doença. Em alguns casos, entretanto, podem ser necessárias técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro.Mais da metade das brasileiras desconhece a endometriose
Pesquisa da SBE em parceria com a Bayer mostrou que 53% das brasileiras desconhecem a endometriose. O levantamento foi feito com 10 mil mulheres, com idade acima de 18 anos, em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Outro indício de que a doença ainda não é de conhecimento amplo da população feminina é o levantamento do Google sobre os termos mais buscados no Brasil em 2014. O relatório apontou a palavra ‘endometriose’ entre as dez mais pesquisadas na categoria ‘O que é…’. Pesquisa revela falta de informação das mulheres em grande parte das capitais do país sobre doença que é uma das principais causas de infertilidade na população feminina Ela afeta mais de 170 milhões de mulheres em todo o mundo, causa dor, sangramento irregular e é também uma das principais causas da infertilidade e perda de qualidade de vida entre a população feminina. No Brasil, são cerca de 6 milhões de mulheres sofrendo com a endometriose, sendo que 53% desconhecem a doença. O dado alarmante vem de pesquisa realizada este ano pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), com apoio da Bayer. O levantamento foi feito com 10 mil mulheres, com idade acima de 18 anos, em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. A pesquisa revelou que, em Porto Alegre, 68% das mulheres não sabem o que é a endometriose, enquanto, em Manaus, o número subiu para 82%. Em São Paulo e Brasília, 52% disseram nunca ter ouvido falar da doença. Em Recife, 72% das mulheres afirmaram já ter ouvido falar sobre o assunto; em Curitiba e Salvador, o percentual de conhecimento foi de 64%, e no Rio de Janeiro, de 54%. E reforça também que as mulheres ainda não estão bem informadas sobre a endometriose, o que acaba dificultando a detecção e tratamento da doença. Na capital mineira, apenas 27% das mulheres abordadas responderam conhecer a doença. O ginecologista Benito Ceccato, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, explica que o endométrio é a membrana que reveste a cavidade uterina, “cuja função é receber o ovo fecundado. A placenta vai ser formada no endométrio e será a conexão do bebê com a mãe, fornecendo os nutrientes necessários para o desenvolvimento fetal. Todo mês, o endométrio prepara-se para receber o óvulo fecundado e, caso não ocorra a gravidez, ele descama junto do sangue (menstruação)”. “Assim, a endometriose é a presença de tecido similar ao endométrio fora da cavidade uterina, que também responde às variações hormonais, podendo descamar e sangrar durante o período menstrual”, diz. O especialista esclarece que a endometriose pode ocorrer, teoricamente, em qualquer parte do organismo, sendo descritos casos raros de localização, por exemplo, na cicatriz umbilical, septo nasal e na pleura. “As localizações mais comuns são a cavidade peritoneal (peritônio é a membrana que recobre os órgãos do abdômen), os ovários, os ligamentos uterinos e intestinos. Os tipos, portanto, estão relacionados com sua localização: peritoneal, ovariana, profunda (quando acomete os ligamentos uterinos e o intestino terminal) e de outras localizações. Ressalte-se que a endometriose pode aparecer em mais de uma localização na mesma paciente.” O especialista ressalta que as causas definitivas da endometriose ainda são pouco definidas. “Fatores genéticos e imunológicos estão relacionados com a gênese da doença. É sabido, também, que mulheres que postergam a gravidez, com perfil empreendedor, têm maior propensão à doença. Os sintomas estão mais relacionados com o período menstrual. O mais clássico é a dismenorreia (desconforto e cólicas menstruais) intensa e progressiva (piora com o passar do tempo).” Quando a doença surge em órgãos como a bexiga, pode haver sangramento ao urinar (hematúria), e quando a endometriose atinge o septo nasal, sangramento nessa região (epistaxe). Ceccato salienta que os sintomas intensos da endometriose pioram muito a qualidade de vida das mulheres acometidas pela doença, que sofrem durante o período menstrual não apenas com as cólicas e o desconforto, mas também com sintomas psicológicos associados, que podem comprometer o relacionamento familiar e social. “As mulheres no período reprodutivo estão propensas à doença. Há fatores genéticos e imunológicos bem definidos que predispõem o desenvolvimento dela, assim como fatores comportamentais, como a postergação da gravidez.”Um mal assintomático
Rivia Mara Lamaita, presidente do Comitê de Reprodução Humana da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, diz que a incidência de endometriose na população feminina é variável, devido à presença de uma grande porcentagem de mulheres que são assintomáticas e às limitações dos exames de imagem para evidenciar um diagnóstico preciso da doença. “É uma afecção ginecológica comum, presente na mulher principalmente durante seu período reprodutivo, podendo ser encontrada também entre adolescentes. As estimativas da doença dependem da população que está sendo avaliada.” Segundo a médica, observa-se uma prevalência da doença em achados acidentais cirúrgicos em torno de 1,6 casos por 1 mil pacientes. Em mulheres assintomáticas, o problema está presente em entre 2% e 22% delas; entre 20% e 50% em pacientes que não conseguem engravidar espontaneamente; e nas portadoras de dor pélvica, a prevalência fica entre 40% e 50%.” A médica esclarece que as principais consequências da doença são a dismenorreia incapacitante (dores tão fortes, que a mulher acaba se afastando das atividades diárias, como trabalho, vida social, academia), que habitualmente leva a paciente ao uso excessivo de analgésicos para controle do quadro ou ao pronto-atendimento para medicações intravenosas, e também o insucesso de tentativas de um casal com desejo de engravidar. “A dor pélvica cíclica ou acíclica, associada ao quadro de dispareunia (dor que aparece nos órgãos genitais durante ou logo após as relações sexuais) ou à mudança do hábito intestinal ou à dor ao evacuar, limitam e atrapalham a qualidade de vida da mulher, que se depara com limitações sociais durante esse período. Muitas vezes, há uma demora no diagnóstico da endometriose e a paciente vai experimentando um estresse enorme frente à falta de controle do quadro. A progressão da doença também pode alterar o funcionamento de outros órgãos e até obstruções quando comprometem o intestino ou bexiga. “Terapia individual
Rivia ressalta que não há uma terapia curativa para a endometriose e o tratamento deve ser individualizado e voltado para as queixas relevantes de cada paciente. “Os sintomas de dor pélvica são tratados com analgésicos potentes e anti-inflamatórios, e a supressão hormonal na mulher auxilia muito no controle da endometriose. Podem ser usados contraceptivos combinados ou somente com progestágenos. Em casos mais graves, até bloqueios mais intensos com análogos do GnRH (hormônio estimulante de gonadotrofinas). Há casos que somente se beneficiarão com intervenções cirúrgicas.” O inventário da cavidade pélvica, um exame bem minucioso feito por videolaparoscopia, é um dos melhores para obter um diagnóstico preciso para endometriose. “Durante essa intervenção, ao mesmo tempo que é feito o diagnóstico, é possível realizar a retirada dos focos comprometedores da endometriose e, assim, amenizar a doença e melhorar seus sintomas. Depois desse tratamento, as pacientes inférteis sem comprometimento tubário e sem outros fatores de infertilidade associados podem melhorar sua chance de engravidar, tanto de forma espontânea como com auxílio de um especialista.”Tipos
A endometriose é uma doença enigmática e tem merecido classificações que procuram identificar a localização das lesões, o grau de comprometimento dos órgãos e a severidade da doença. Embora grande parte das clínicas utilize a classificação da American Fertility Society que divide a doença em mínima, leve, moderada e severa, recentes avanços na pesquisa da doença recomendam uma nova classificação em 3 diferentes tipos: superficial ou peritoneal, ovariana e infiltrativa profunda. Entretanto a endometriose é considerada uma doença multifocal, isto é, na maiorias das vezes ela se apresenta em mais de um tipo na mesma paciente: superficial e ovariana, intestinal e ovariana, as três juntas e assim por diante. Todos os três têm o nome de endometriose, mas são consideradas doenças diferentes, pois não possuem a mesma origem e por isto recebem tratamentos diferenciados. Esta divisão tem facilitado o tratamento e a cura, e mostra a importância do médico especialista em conhecer cada um dos detalhes que envolvem a doença, conseguindo-se assim separar o “joio do trigo”. A endometriose costuma provocar medo nas mulheres, que pode ser justificado, muitas vezes, pelo desconhecimento de sua causa. Porém, nem sempre o aparecimento da doença é motivo de desespero e precisa ser combatido urgentemente.Conheça os 3 tipos de endometriose e saiba quais são as principais características:
>> Superficial: É caracterizada por lesões muito pequenas, de um a dois milímetros, na região pélvica da mulher. Os exames de imagem não são capazes de detectar o problema e seu diagnóstico ocorre apenas quando a cirurgia é realizada. “O tipo (superficial) pode ou não trazer problemas clínicos, pois não sabemos se essas pequenas lesões crescem ou regridem espontaneamente”, explica o Dr. Sergio Podgaec, ginecologista do Einstein. “Ou seja, é possível que existam muitas mulheres com a doença e elas nunca saberão disso. Assim, nem sempre a mulher que possui essa lesão deve fazer algum tipo de procedimento. Na maioria dos casos, o importante é fazer o acompanhamento para saber se a doença evolui.” >> De ovário: Também conhecida como endometrioma de ovário, é uma das formas mais comuns da doença, acometendo, segundo dados do especialista do Einstein, aproximadamente 40% das mulheres que têm a doença. “Neste caso surge um cisto no ovário da mulher que geralmente só é detectado por meio de um exame de imagem”, explica Podgaec. De acordo com o médico, nem sempre a doença pode ser detectada apenas com exame de toque na mulher, com exceção das vezes em que o cisto é muito grande. >> Profunda: É o tipo mais avançado da endometriose. Caracterizado quando a mulher possui lesões com mais de 5 milímetros de espessura e pode afetar intestino, vagina, bexiga, ureter e outros órgãos. “Seu diagnóstico é realizado por meio de toque ou de exames de imagem. Este é o tipo que normalmente gera mais dor na mulher”, diz o cardiologista. Segundo ele, o tipo de sintoma varia de acordo com o local onde a doença acontece. “Geralmente, a suspeita pode ser mais precisa porque a mulher sente dor no local em que a doença está. Ou seja, sintomas intestinais podem se relacionar com a presença de lesões intestinais, sintomas urinários com lesões na bexiga e dor na relação sexual com nódulos no fundo vaginal.”Outras formas de endometriose
# Endometriose de parede: Esta forma da doença aparece após uma cirurgia uterina, seja uma cesárea, histerectomia ou miomectomia. Durante a cirurgia, células do endométrio acabam ficando na cicatriz cirúrgica e ali proliferam e formam um nódulo de endometriose. O quadro clínico consiste em um nódulo abaixo de uma cicatriz cirúrgica que dói e aumenta durante o fluxo menstrual! O tratamento é sempre cirúrgico e consiste na remoção do nódulo. De forma contrária ao que fazemos nos outros tipos de endometriose esta não precisa de complementação medicamentosa após a cirurgia e tampouco da prevenção da recidiva. # Endometriose pulmonar ou pleural: É extremamente rara. Ainda não sabemos com as células endometriais vão parar tão longe! Talvez elas entrem em um vaso sanguíneo ou linfático e cheguem aos pulmões. A mulher com endometriose pulmonar pode se queixar de tosse com sangue durante o fluxo menstrual. # Septo reto-vaginal: É extremamente rara, acomete o tecido que fica entre o reto e a vagina. Sua origem ainda é controversa, entretanto, acredita-se que pode derivar da transformação de algum resquício da formação dos órgãos genitais em células endometriais. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.Classificação da endometriose
O sistema de classificação de ASRM é comumente utilizado atualmente e baseia-se no aspecto, tamanho e profundidade de implantes peritoneais e ovarianos; na presença, extensão e tipo de aderências; e no grau de obliteração do fundo de saco. Estes parâmetros, em conjunto, refletem a extensão da doença endometriótica. Os estádios são dependentes da pontuação de acordo com indicado abaixo: - Estágio I (endometriose mínima): escore 1-5, implantes isolados e sem aderências significantes. - Estágio II (endometriose leve): escore 6-15, implantes superficiais com menos de 5 cm, sem aderências significantes. - Estágio III (endometriose moderada): escore 16-40, múltiplos implantes aderências peritubárias e periovarianas evidentes. - Estágio IV (endometriose grave): escore > 40, múltiplos implantes superficiais e profundos, incluindo endometriomas, aderências densas e firmes. FONTES: por Augusto Pio / Saúde / Estado de Minas / Valéria Mendes / Saúde / Correio Braziliense / Hospital Albert Einstein // lersaude.com.br/risco-de-aborto-espontaneo-e-maior-para-mulheres-com-endometriose/domingo, 7 de junho de 2015
AÇÚCAR: TOMAR UM REFRIGERANTE POR DIA PODE DOBRAR SUAS CHANCES DE MORRER DE DOENÇA CARDÍACA
Em recente pesquisa científica, concluiu-se que que beber uma bebida gaseificada e açucarada por dia já é suficiente para aumentar as chances de morrer de doença cardiovascular em quase um terço. E para aqueles que consomem um quarto de suas calorias diárias de açúcar, o risco desse tipo de morte é dobrado.
A adição de açúcar que é introduzida na dieta diária acaba sendo oriunda do processamento de produtos alimentares, em vez de ser a partir de fontes naturais, tais como as frutas, por exemplo. As diretrizes alimentares da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam que adição de açúcar deve representar menos de 10% da ingestão de calorias diárias.
Entretanto, ativistas britânicos estão brigando por um limite máximo de 5%, juntamente com uma taxação elevada em refrigerantes e bebidas com muito teor de açúcar, porque eles dizem o açúcar é o “novo do tabaco”.
O professor Graham MacGregor, presidente da “Action in Sugar”, disse: “Este é um estudo importante. Ele mostra claramente que uma alta ingestão de açúcar está diretamente associada a um aumento do risco de derrames e ataques cardíacos, destacando-se a necessidade de muito mais foco na redução do açúcar para reduzir a obesidade e riscos cardiovasculares”. Ele ressalta: “Ao aumentar a ingestão de açúcar, além de ser um ganho desnecessário de calorias, é uma das principais causas do surgimento da cárie dentária. Precisamos agir agora”.
O estudo, liderado pelo Dr. Quanhe Yang, dos Centers for Disease Control and Prevent em Atlanta, utilizou dados da pesquisa nacional de saúde dos Estados Unidos para determinar a quantidade de açúcar adicionada pelos consumidores.
Entre 2005 e 2010, a adição de açúcar foi responsável por pelo menos 10% das calorias consumidas em mais de 70% da população dos EUA. Cerca de um décimo desses adultos tem um quarto ou mais de suas calorias provenientes de açúcar, diz um relatório no JAMA Internal Medicine. Os dados foram comparados com a mortalidade por doença cardíaca durante um período de 14,6 anos, durante os quais 831 mortes por doenças cardiovasculares foram registradas no grupo de estudo, o que é um número significativo para a população.
O risco de morte relacionado com o coração era 38% para as pessoas que consumiam de 17 a 21% das calorias diárias de açúcar, em comparação com aqueles que eram menos de 10%. Uma lata de bebida açucarada a cada dia aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares em 29% em comparação ao consumo de uma lata ou menos em uma semana. Uma lata com 360 ml de refrigerante pode conter até 8 colheres de chá de açúcar.
Os pesquisadores dizem que o risco extra não é simplesmente porque as pessoas que consomem mais açúcar são mais propensas a ter excesso de peso ou obesidade, o que faz com que os problemas cardíacos sejam mais prováveis. Eles alegam que o excesso de açúcar tem um efeito independente sobre o corpo, que ainda não é compreendido. Isso pode elevar a pressão alta e a efeitos adversos sobre o sangue e gerar inflamações.
Um britânico típico consome 12 colheres de chá de açúcar por dia, e alguns chegam a consumir até 46. O máximo de consumo ditado pela OMS é equivalente a, no máximo, 10 colheres por dia.
Um porta-voz da indústria açucareira contestou a alegação de doença cardíaca. Dr. Glenys Jones, de Sugar Nutrition UK, disse: “Os especialistas em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde e o UK Department of Health, reviram a evidência científica e afirmaram claramente que o consenso da pesquisa mostra que a ingestão de uma dieta com adição de açúcar não causa doenças cardíacas”.
fonte: megaarquivo.com/2015/06/02/11-430-acucar-tomar-um-refrigerante-por-dia-pode-dobrar-suas-chances-de-morrer-de-doenca-cardiaca/
sábado, 18 de outubro de 2014
ENTENDA UM POUCO MAIS SOBRE A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
O exame de ressonância magnética nuclear (RMN) é uma técnica que envolve a utilização de campos magnéticos e ondas de rádio, de forma a criar imagens computadorizadas do interior do corpo humano com grande definição. A grande vantagem da ressonância magnética em relações aos outros exames de imagem radiológicos é a sua capacidade de gerar imagens nítidas sem precisar recorrer à radiação ionizante (raio X), como são os casos da tomografia computadorizada, da angiografia e da radiografia comum.
Desenvolvida nos anos 70, a ressonância magnética vem ganhando popularidade nas últimas 2 décadas, conforme o aperfeiçoamento da sua tecnologia tem permitido reduções no seu custo e um maior conforto do paciente durante a realização do exame.
COMO É FEITA A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Na maioria dos casos, não é preciso nenhum preparo especial para a realização de um exame de ressonância magnética nuclear. O único cuidado básico é evitar que o paciente entre na máquina portando algum objeto metálico consigo, pois durante o exame, um campo magnético extremamente forte é gerado, criando um poderosíssimo ímã, que pode atrair de forma violenta qualquer material que seja de metal. Para se ter uma ideia da força magnética gerada, uma cadeira de metal ou mesmo um tanque de oxigênio podem se transformar em projéteis, sendo atraídos em direção à máquina.
Entre os objetos pessoais que devem ser removidos antes do exame de RMN estão a carteira, relógio, brincos, anéis, dentadura, aparelhos auditivos, óculos, grampos de cabelo, etc. Em geral, o mais seguro é deixar o paciente apenas com a roupa de baixo (sutiã com arame também não pode ser usado) e vesti-lo com um avental fornecido pela clínica.
A maioria das máquinas de ressonância magnética ainda são em forma de túnel, com abertura em ambas as extremidades. O paciente deita-se em uma maca que move-se em direção ao interior do aparelho na hora do exame. O procedimento dura entre 15 a 90 minutos, dependo do tamanho da área que será abordada e do número de imagens necessárias para o estudo. Durante o exame, o paciente precisa manter-se imóvel para que as imagens não saiam tremidas ou desfocadas.
A ressonância magnética é um exame indolor, mas o fato do paciente ter que ficar imóvel dentro de um túnel fechado por vários minutos pode ser extremamente angustiante para algumas pessoas. Já existem máquinas abertas, como exemplificada na imagem abaixo, mas, em geral, elas são menos potentes e não costumam gerar imagens com definição tão boa quanto as máquinas fechadas.
A máquina de ressonância magnética também costuma ser muito barulhenta, o que pode colaborar para o mal estar dentro da mesma. Para diminuir o incômodo do barulho, protetores de ouvido serão fornecidos. Algumas clínicas fornecem fones de ouvido para o paciente ouvir música durante o processo. Crianças e pessoas claustrofóbicas e/ou ansiosas precisam ser sedadas para conseguirem permanecer imóveis dentro do aparelho de RMN. Na maioria dos casos, o técnico costuma deixar na mão do paciente uma espécie de controle que pode ser acionado caso você precise se comunicar durante o exame.
PARA QUE SERVE A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA?
A ressonância magnética é atualmente o exame de imagem que nos fornece as mais nítidas imagens do interior do corpo humano. Se fosse um exame barato e fácil de ser realizado, ele provavelmente seria a primeira escolha de exame de imagem na maioria dos casos. Porém, essa não é a atual realidade. Apesar da RMN ser muito superior à radiografia convencional e à ultrassonografia, esses exames são muito mais baratos e simples de serem realizados. Uma radiografia simples basta para identificar uma pneumonia e uma ultrassonografia é mais do que suficiente na maioria dos casos para identificar pedras na vesícula ou nos rins. Portanto, a utilização da ressonância magnética acaba ficando restrita aos casos em que os outros exames de imagem não conseguem ser suficientemente bons.
Atualmente a ressonância magnética tem sido utilizada para todo o corpo, mas ela tem especial importância na Neurologia e na Ortopedia. A RMN costuma fornecer imagens com informações do cérebro, da coluna vertebral, de ligamentos e de articulações, que outros exames de imagem não são capazes. O estudo dos vasos sanguíneos também tem sido cada vez mais realizado com ressonância magnética, chamado neste caso de angiorressonância. Nos últimos anos, a avaliação do coração e seus vasos pela RMN também tem evoluído bastante.
É PRECISO USAR CONTRATE NA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA?
Nem todo exame de ressonância magnética precisa de contraste, especialmente aqueles feitos na área ortopédica. Na maioria dos casos, contudo, a administração de contraste, seja ele por via oral ou via intravenosa, melhora muito a qualidade das imagens fornecidas.
O contraste utilizado na RMN costuma ser à base de gadolínio, que é um metal raro. O gadolínio é um contraste com baixa frequência de efeitos colaterais, sendo rara a ocorrência de reações alérgicas. Como o contraste da RMN não contém iodo, ele é mais seguro que a maioria dos contrastes usados por via intravenosa.
O grande problema do gadolínio é que ele é extremamente tóxico para os pacientes com insuficiência renal avançada, principalmente para aqueles com taxa de depuração de creatinina abaixo de 30 ml/min.Neste grupo de pacientes, a administração de gadolínio pode provocar uma grave complicação chamada fibrose sistêmica nefrogênica.
CONTRAINDICAÇÕES
A imensa maioria das pessoas pode se submeter ao exame de ressonância magnética sem nenhum risco à sua saúde. Há algumas situações especiais, porém, que podem impedir a realização do exame. A situação mais comum é quando o paciente é portador de algum dispositivo metálico que possa sofrer influência do poderoso campo magnético gerado pelo aparelho de ressonância magnética.
Avise o seu médico e o técnico que irá realizar o exame se você for portador dos seguintes dispositivos:
- Marca-passo cardíaco.
- Desfibrilador cardíaco implantável.
- Implante coclear.
- Clipes vasculares metálicos.
- Prótese vascular.
- Stent vascular.
- DIU
- Próteses ortopédicas.
- Fragmentos de metais no corpo (como projéteis de arma de fogo).
- Tatuagens (antigamente as tintas possuíam traços de metais).
Nem todos os dispositivos listados acima contraindicam a realização da RMN. Por exemplo, stents ou próteses vasculares implantados há mais de 6 semanas costumam ser seguros. Também já existem marca-passos que podem ser usados na ressonância. Todavia, é sempre importante informar à equipe médica sobre qualquer dispositivo artificial presente no corpo, para que eles possam decidir com segurança quais situações são de risco e quais são seguras.
Próteses ortodônticas (aparelhos de dente) não costumam ser um problema, mas podem atrapalhar a qualidade da imagem gerada.
A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA É MELHOR QUE A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA?
A ressonância magnética nuclear (RMN) e a tomografia computadorizada (TC) são exames com eficácia semelhante. Em algumas situações, a TC costuma ser a técnica preferida, enquanto em outras, a RMN é o exame que fornece mais informações. Por exemplo, a pesquisa de lesões ósseas, doenças do pulmão e o rastreio de tumores malignos são habitualmente feitos pela TC. Situações traumáticas, que exigem um diagnóstico mais rápido de lesões de órgãos internos, também são geralmente investigados pela tomografia, que é um exame que demanda menos tempo que a RMN para ficar pronto. Pelo mesmo motivo, pacientes com suspeita de hemorragia intracraniana também devem ser avaliados preferencialmente pela TC. A ressonância magnética é o exame de escolha para investigação de lesões de ligamento e tendões, para problemas na coluna vertebral, para tumores do sistema nervoso central para a a investigação de doenças neurológicas, como a esclerose múltipla .
As vantagens e desvantagens da TC e da RMN estão resumidas abaixo:
Vantagens da tomografia computadorizada:
- A TC é um exame realizado de forma muito mais rápida que a RMN, tornando-se o estudo de escolha em casos de trauma ou outras emergências neurológicas agudas.
- O custo de uma TC é consideravelmente menor do que a RMN.
- A TC é menos sensível ao movimento do paciente durante o exame, uma vez que a imagem pode ser obtida mais rapidamente.
- A TC pode ser mais fácil de realizar em pacientes claustrofóbicos.
- Os aparelhos de TC costumam aguentar melhor pacientes com obesidade mórbida.
- A TC pode ser realizada sem qualquer risco para o paciente com dispositivos médicos implantáveis, como marca-passos cardíacos ou clipes vasculares ferromagnéticos.
Vantagens da ressonância magnética nuclear:
- A RMN não utiliza radiação ionizante (raio X), sendo, portanto, preferível à TC em crianças, grávidas e pacientes que necessitam de exames de imagem repetidamente.
- Até o momento não se identificou nenhum efeito colateral ou dano à saúde pela exposição ao campo magnético e às ondas de rádio gerados pela RMN.
- A RMN tem uma gama muito maior de contrastes disponíveis para tecidos moles, retrata a anatomia com mais detalhes e é mais sensível e específico para anormalidades dentro do cérebro.
- A RMN é capaz de gerar imagens em mais planos e pode reconstruir órgãos e regiões anatômicas em 3D.
- Os contrastes utilizados na RMN têm um risco consideravelmente menor de causar reação alérgica grave.
FONTE: mdsaude.com/2014/10/ressonancia-magnetica.html
terça-feira, 30 de setembro de 2014
FICAR SENTADO POR MUITO TEMPO PODE TER MATAR DE 7 FORMAS DIFERENTES
Muitas pesquisas feitas nos últimos anos apontam que ficar sentado durante muitas horas por dia pode ser prejudicial para sua saúde. Nas palavras de Shaunacy Ferro, “sentar é o novo cigarro”, menos o lobby poderoso em volta do produto.
E a pior notícia é que aumentar o tempo de exercícios não compensa o tempo que você fica sentado – as probabilidades são as mesmas para quem se exercita e quem não se exercita.Veja aqui as maneiras com que o sedentarismo, principalmente no local de trabalho, pode te matar:
7. Doenças crônicas
Uma pesquisa feita em fevereiro de 2013 com 63.048 homens australianos de meia idade apontou que quem fica sentado mais de quatro horas por dia tem uma probabilidade significativamente maior de ter uma doença crônica, como hipertensão, doenças cardíacas e câncer. E o estudo apontou que não importa o índice de massa corporal ou a quantidade de exercícios feita. Além disso, quem fica sentado seis horas por dia tem maior probabilidade de ter diabetes, uma descoberta que confirma o resultado de outros estudos.6. Redução da expectativa de vida
Um estudo publicado em julho de 2012 apontou que reduzir o tempo excessivo sentado para menos de três horas por dia aumentaria a expectativa de vida em dois anos. Além disso, reduzir o tempo em frente à TV para menos de duas horas por dia aumenta a expectativa de vida em 1,4 anos (em comparação, o hábito de fumar diminui a expectativa de vida em 2,5 anos para homens e 1,8 anos para mulheres). O estudo estimou que um adulto típico gasta 55% do seu dia fazendo algo sedentário, mas também aponta que os altos níveis de sedentarismo autorrelatados podem ser conservativos. Não é fácil lembrar todo o tempo que você ficou sentado durante o dia, uma vez que não é uma atividade específica de um comportamento, como assistir TV.5. Doenças renais
Quem senta por menos tempo tem menos chances de ter alguma doença renal crônica, e isto não se altera se você acrescentar na equação pessoas que controlam seu índice de massa corporal ou atividade física. Foi o que descobriu uma análise publicada em outubro de 2012, que estudou relatos de 6.379 pessoas com idade entre 40 e 75 anos. O efeito foi mais profundo entre as mulheres: ao diminuir o tempo sentadas de um dia inteiro para três horas, elas diminuíram o risco em mais de 30%. Entre os homens, a diminuição do risco de doença renal caiu 15%.4. Saúde mental prejudicada
Ficar sentado também é prejudicial para a mente. Um estudo relacionando o comportamento sedentário e o bem-estar mental apontou que ficar sentado por razões não ocupacionais, como assistir TV, dirigir um automóvel ou usar o computador, está associado a problemas de saúde mental entre as mulheres. O estudo que foi publicado em abril de 2012 usando dados de quase 3.500 pessoas também apontou que os homens só eram prejudicados mentalmente pelo tempo gasto em frente do computador.3. Obesidade e Síndrome Metabólica
Pessoas obesas ficam sentadas mais tempo que pessoas magras. Um estudo publicado em novembro de 2009 apontou que este tempo a mais é de 2,5 horas, em média, e está associado à síndrome metabólica, uma combinação de fatores como obesidade abdominal, baixos níveis do “bom colesterol”, hipertensão, níveis elevados de triglicerídeos ou hiperglicemia, que juntos aumentam os riscos de doenças mais sérias, como doenças cardíacas, derrames e diabetes. Este resultado foi confirmado por outro estudo publicado no ano passado, que mostra que pessoas que são sedentárias por mais tempo tem 73% mais chances de ter síndrome metabólica. Em 2005, um grupo de pesquisadores estimou que a redução do tempo de TV e computador para menos de uma hora por dia poderia reduzir a prevalência de síndrome metabólica entre adultos nos Estados Unidos de 30% a 35%.2. Morte por câncer colorretal
Mesmo que você seja diagnosticado com câncer, o sedentarismo pode ser sua causa de morte. Um estudo publicado em janeiro de 2013 descobriu que tanto antes quanto depois de ser diagnosticado com câncer colorretal, ficar mais tempo sentado durante os momentos de lazer significa maiores chances de morrer. O estudo monitorou os hábitos de mais de 2.000 pacientes de câncer colorretal por até 16 anos depois do diagnóstico. Os que levavam uma vida mais ativa tinham 28% menos chances de morrer do que os que se exercitavam menos. Os que passavam sentados seis horas tinham 36% mais chances de morrer do que os que ficavam sentados menos de três horas por dia.1. Morte por todas as causas – e mais cedo
Um estudo monitorou 200.000 australianos com mais de 45 anos, e descobriu que não importa a idade, sexo ou índice corporal, ficar sentado aumenta os riscos de mortalidade por todas as causas. Pessoas que ficam sentadas mais de 11 horas por dia tem risco 40% maior de morrer em 3 anos. O risco de morrer era muito menor para pessoas que faziam exercícios durante cinco horas por semana, ou mais, mas ainda assim era insuficiente para escapar da armadilha fatal da cadeira. Hora de comprar uma mesa para ficar em pé. fonte: popsci.com/science/article/2013-02/many-reasons-chair-killing-youdomingo, 13 de julho de 2014
É FÁCIL ROUBAR UMA BOMBA NUCLEAR?
Quando acabou a guerra fria entre os Estados Unidos e a Rússia, no começo dos anos 90, a ameaça de desastre nuclear parecia ter se atenuado. Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 mudaram essa interpretação. Quando terroristas sequestraram quatro jatos de passageiros e usaram dois deles para destruir o World Trade Center, em Nova York (em inglês), foram renovados os temores quanto à possibilidade de que material nuclear roubado viesse a ser utilizado em ataques futuros.
Dados dos serviços de inteligência demonstram que esses temores não são completamente infundados. As autoridades da Rússia, país equipado com um vasto arsenal de armas nucleares e materiais usados na produção de bombas, reportaram centenas de tentativas de contrabando depois de setembro de 2001. As autoridades dos EUA e a CIA reconheceram ter identificado complôs terroristas cujo objetivo era obter informações nucleares.
A Marinha dos EUA tem um codinome para a "captura, roubo ou perda de uma arma nuclear ou componente" - a situação é definida como "Broken Arrow" (essa situação é mostrada no filme "A Última Ameaça", dirigido por John Woo e estrelado por John Travolta em 1996). Perceba que a definição da marinha inclui tanto uma a arma nuclear em si quanto os componentes de uma arma. Por que é importante estabelecer uma distinção entre as partes de uma bomba e seu todo?
Existe a possibilidade de que alguém roube uma bomba nuclear inteira, mas isso não seria muito provável. Como você pode ver nesse artigo, amas nucleares intactas não são algo que se possa enfiar no bolso e sair caminhando. Trata-se de objetos grandes e facilmente reconhecíveis, de modo que os responsáveis pela segurança de um arsenal nuclear teriam de ser muito incompetentes para permitir que alguém conseguisse roubar uma bomba dessas.
Cenário muito mais provável envolveria uma ou mais pessoas roubando diferentes componentes necessários a uma bomba e os montando de modo a produzir uma arma funcional. Com as informações e os materiais adequados, bombas de eficiência variada poderiam ser produzidas. Uma recente violação de segurança no Laboratório Nacional de Los Alamos, nos EUA, em novembro de 2006, levou as autoridades a se preocupar com a possibilidade de que um funcionário tivesse fornecido a terceiros informações sobre controles especiais de acesso que permitiriam a detonação de uma bomba [fonte: CBS News].
O elemento mais importante de que um terrorista necessitaria seria o principal ingrediente de uma arma nuclear: urânio altamente enriquecido (HEU), plutônio, ou ambos. Da mesma maneira que uma bomba nuclear intacta, no entanto, essas duas substâncias não são algo que se possa roubar facilmente. Nem o HEU, nem o plutônio existem na natureza, e sua produção é muito dispendiosa e difícil. No entanto, tanto os Estados Unidos quanto a Rússia mantiveram grandes estoques de plutônio retirado de armas nucleares desmanteladas, e ambos dispõem de "excedentes" de HEU. Essas quantidades imensas de material nuclear são utilizadas, ou existem planos de utilizá-las, em usinas ou centros de pesquisa de energia nuclear, o que agrava o risco de roubo de informações ou materiais caso medidas apropriadas de segurança não sejam tomadas.
A fim de obter o volume de plutônio ou urânio necessário a obter massa supercrítica - o ponto além do qual o material está comprimido de maneira a criar uma reação nuclear descontrolada - também é necessária certa quantidade de explosivos convencionais, como o TNT. Adquirir TNT e um detonador seria provavelmente a parte fácil na construção de uma bomba nuclear. Construir ou produzir um revestimento metálico para abrigar os componentes internos da bomba seria o último passo básico importante.
Ainda que em determinado nível seja possível que todas essas etapas, e muitas outras, mais complicadas, sejam superadas para possibilitar o sucesso, uma pessoa determinada a adquirir uma bomba ou seus componentes teria de ser extremamente poderosa, bem informada e capacitada, para conseguir sucesso. Seria impossível realizar a tarefa sozinho, já que uma equipe técnica seria necessária para montar a arma. Isso pode parecer fácil no cinema, mas na prática é muito mais difícil.
Assim, até que ponto é eficiente a segurança em torno das armas nucleares? Os Estados Unidos, por exemplo, normalmente empregam barreiras, guardas, câmeras de vigilância, sensores de movimento e verificações de antecedentes de pessoal em qualquer situação na qual exista um arsenal desse tipo de armas [fonte: CFR]. Erros humanos ou corrupção são sempre possíveis, evidentemente, de modo que nenhuma dessas precauções é infalível.
Placas postadas na cerca e no portão, protegendo a principal área técnica do Laboratório Nacional de Los Alamos, informam os visitantes sobre as providências de segurança.
As armas nucleares em si são protegidas por diversas medidas de segurança. Uma das principais precauções é um sofisticado sistema de segurança eletrônica conhecido como cadeia de ação permissiva, sob o qual dois códigos corretos precisam ser inseridos para acionar uma bomba. Isso emprega o princípio da "regra de dois homens", o que torna quase impossível que uma pessoa detone uma bomba sem ajuda.
Outros países talvez não disponham de segurança de primeiro nível, o que eleva o risco de que haja roubo de material. A Rússia vem sendo constantemente mencionada como exemplo de esforços de segurança dúbios - o fim da guerra fria e a dissolução da União Soviética complicaram a situação, porque as autoridades não conseguiram manter registros adequados.
O governo russo é notório pelo tratamento ruim que dava aos seguranças e a outros funcionários nas instalações de armas nucleares, o que incluía atrasos de salário constantes. Em lugar de irem para casa contentes, os trabalhadores poderiam se sentir tentados a ganhar dinheiro rapidamente vendendo informações secretas ou contrabandeando materiais perigosos. Os Estados Unidos também dispõem de informações limitadas sobre os dispositivos de segurança nas armas nucleares russas propriamente ditas e, por isso, não se sabe ao certo que providências os criadores dessas armas tomaram para proteger o mundo contra a detonação de um dispositivo nuclear.
Outra preocupação é o mercado negro de materiais nucleares, no qual plutônio e o urânio não enriquecido podem ser negociados. As chances de se produzir uma bomba com esse "lixo nuclear" é extremamente baixa, mas o material ainda assim pode ser utilizado nas chamadas bombas sujas - explosivos comuns que poderiam espalhar radioatividade perigosamente em caso de explosão.
Momentos de risco
Uma longa história de acidentes quase catastróficos com armas nucleares faz com que algumas pessoas imaginem se deveríamos nos preocupar mais com roubos de armas nucleares ou com manipulação negligente desse tipo de material. O Centro de Informações de Defesa aponta que, embora o número de acidentes reportados seja incerto, até mesmo o Departamento da Defesa norte-americano reconhece que "pelo menos um acidente nuclear sério ocorreu quase a cada ano", desde o início da Era Atômica [fonte: CDI].
Em 1965, por exemplo, um avião que estava equipado com armas nucleares e que não estava preso devidamente ao convés rolou para fora do porta-aviões USS Ticonderoga e afundou em uma região oceânica de cinco mil metros de profundidade, próxima à costa do Japão. Em outro acidente marítimo, em 1981, uma bomba nuclear que estava sendo retirada de um submarino caiu mais de cinco metros e quase atingiu o navio USS Holland. Um sistema de freio de emergência deteve a queda logo acima do casco.
Um bombardeiro B-47, em vôo sobre Mars Bluff, Carolina do Sul, em 1958, lançou acidentalmente uma bomba atômica que não explodiu, mas deixou uma cratera de 22 metros de diâmetro e oito metros de profundidade.
Um incidente na Carolina do Norte foi menos destrutivo, mas mais apavorante. Em 1961, um bombardeiro B-52 que levava duas bombas de hidrogênio de 24 megatons caiu em Goldboro, Carolina do Norte. Nenhuma das bombas explodiu, mas em uma delas apenas um dos seis dispositivos de segurança funcionou como previsto. Teria sido um desastre 1,8 mil vezes pior do que a bomba que explodiu sobre Hiroshima [fonte: Nuclear Files]
fonte: hsw.uol.com.br/roubar-bomba-nuclear.htm
segunda-feira, 30 de junho de 2014
UROLOGISTA ALERTA PARA OS RISCOS DOS CÁLCULOS RENAIS
Em 20% dos casos de pedra no rim há risco de o paciente desenvolver insuficiência renal crônica. Desses pacientes, 5% podem evoluir para diálise, com perda dos rins em alguns casos. O alerta é dado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo administrada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).
Quem teve cálculos renais uma vez pode voltar a ter o problema novamente, destaca o texto publicado no portal da Secretaria de Estado da Saúde. Na maioria dos casos, 85% das pessoas conseguem expelir as pedras naturalmente pela urina. Mas nos casos graves, quando o paciente deixa de realizar o tratamento de forma adequada, alguns cálculos chegam a entupir os rins, causando a perda irreversível da função renal.
As pedras podem comprometer o funcionamento do rim pela obstrução e infecção ou até mesmo em razão da complexidade da cirurgia para a retirada de determinados tipos de cálculos, explica o urologista Fábio Vicentini, do Hospital do Homem. "Pesquisas mundiais já mostraram que 10% da população poderá ter pedra nos rins. O tratamento adequado e a prevenção podem diminuir as chances do paciente evoluir para perda total da função renal", alerta.
Para prevenir o aparecimento de cálculos nos rins, é primordial, segundo o especialista, aumentar a ingestão de líquidos, como água (cerca de dois litros ao dia) e sucos de frutas cítricas. A maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo é observar a coloração da urina, diz Vicentini. "Quanto mais transparente a urina estiver, melhor. A urina com aparência amarelada e escura dá sinais de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado e longe dos cálculos renais", diz o urologista.
Também faz parte da precaução para evitar cálculos renais consumir diariamente verduras, legumes, frutas e saladas e diminuir a ingestão de sal nos alimentos. "Os frutos do mar, por exemplo, ainda contêm altas doses de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. É importante também considerar a redução de frituras e carne vermelha", sugere Vicentini.
FONTE: http://zip.net/btnRtF
sábado, 31 de maio de 2014
O QUE CONTÊM REALMENTE ALGUNS SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS?
O negócio dos suplementos alimentícios equivale a ganhos superiores a 5 bilhões de dólares ao ano, mas sua regulamentação passa acima das leis que regem à indústria farmacêutica. Uma nova pesquisa publicada no New York Times, no entanto, revelou que as substâncias vendidas com diferentes fins raramente contêm a erva ou ingrediente que afirmam ter em sua publicidade.
Utilizando um teste de DNA, um grupo de pesquisadores canadenses realizou o mapeamento dos ingredientes de 44 populares suplementos alimentícios disponíveis hoje em dia, propriedade de 12 grandes companhias, e o que encontraram -em lugar de equinácea ou gingko biloba- foram substitutos baratos, como soja, trigo ou arroz. Em um terço das pílulas não encontraram nem sequer restos das supostas plantas que diziam conter.
O estudo foi dirigido por Steven G. Newmaster, professor de biologia e diretor de botânica no Instituto de Biodiversidade de Ontário, na Universidade de Guelph. O mais preocupante para Steven foi o fato de que estas companhias não só enganam seus consumidores, senão que as substâncias com as quais fabricam os suplementos vitamínicos podem ser inclusive venenosos para algumas pessoas.
Assim, nos comprimidos de equinácea encontraram restos de Parthenium hysterophorus, uma planta nativa da Índia e Austrália que está relacionada com irritações de pele, náuseas e flatulências; e nas famosas cápsulas de erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) não encontraram sequer traço desta planta: as cápsulas de um pote eram feitas de arroz, e as de outro continham sene, um poderoso laxante também utilizado popularmente, mas com outros fins. A descoberta mais perigosa foi que em um pote de gingko biloba encontraram restos de nogueira preta, uma espécie de noz que pode ser potencialmente mortal se for consumida por pessoas com alergia as nozes.
Contudo, um representante da indústria fitoterápica disse que, ainda que os erros de etiquetagem são uma preocupação constante para eles, a gravidade das acusações deste relatório, publicado na revista BMC Medicine, é um pouco exagerado.
Esta pesquisa buscará que as regulamentações sanitárias aplicáveis à indústria farmacêutica sejam também obrigatórias para a indústria fitoterápica, que com o pretexto de curas milagrosas e duvidosos benefícios à saúde -não seria o efeito placebo em ação?- pode colocar em perigo os consumidores, que não têm ideia do que contêm estas populares cápsulas.
FONTE: NY Times.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
BEBER ÁGUA DO MAR FAZ MAL PARA A SAÚDE?
A água do mar é repleta de sais e para cada litro de água do mar, temos pelo menos 32 gramas de sais.
O sal que mais ocorre é o Cloreto de Sódio (NaCl), o mesmo sal que usamos para cozinhar. Além dele, substâncias como magnésio, potássio e cálcio, estão presentes em concentrações menores.
Sabendo de tudo isso, é lógico que já podemos esperar que beber a água do mar não seja uma boa ideia. Inclusive, dependendo da quantidade ingerida pode até levar a morte.
Para funcionar bem e manter o equilíbrio, nosso corpo precisa de sais, mas somente 0,9% do nosso sangue é composto por sais. Na água do mar existe cerca de 4% de sais, um valor bastante alto para os padrões do corpo humano, principalmente quanto à taxa de cloreto de sódio. Se ingerirmos essa água, nosso intestino receberá uma quantidade de sal muito maior do que a que temos circulando em nossos vasos sanguíneos. Os rins parariam de funcionar pois não saberia lidar com o excesso de sal no sangue. A partir daí o corpo só iria desidratar e pedir mais água e beber mais água salgada seria um desastre total.
Beber sem querer um pouquinho de água enquanto se diverte no mar não muitos problemas, no máximo poderá causar uma diarreia.
FONTE:VOCESABIA
terça-feira, 29 de abril de 2014
"GELO DE FOGO": FONTE DE ENERGIA OU DE PREOCUPAÇÃO?
É cada vez maior o esforço em busca de alternativas aos hidrocarbonetos tradicionais - petróleo, carvão e gás natural - seja porque eles são poluentes, seja porque sua extração tem-se tornado mais difícil.
Um substituto potencial que vem ganhando atenção é o hidrato de metano, encontrado em enormes quantidades sob o permafrost - o solo gelado do Ártico - ou os leitos dos oceanos.
Porém, apesar de potencialmente menos poluente que petróleo e carvão, sua extração apresenta enormes riscos ambientais.
GÁS HIDRATADO:
Conhecido como "gelo que arde", o hidrato de metano - mais rigorosamente um clatrato de metano (CH4*5.75H2O) - é constituído por cristais de gelo com gás preso em seu interior.
Esses cristais são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada e são encontrados no limite das plataformas continentais, onde o leito marinho entra em súbito declive até chegar ao fundo do oceano.
Ao reduzir a pressão ou elevar a temperatura, a substância simplesmente se quebra em água e metano - muito metano.
Um metro cúbico do composto libera cerca de 160 metros cúbicos de gás, o que o torna uma fonte de energia altamente intensiva. Por causa disso, da sua oferta abundante e da relativa facilidade para liberar o metano, um número grande de governos está cada vez mais animado com essa nova fonte de energia.
Acredita-se que as reservas dessa substância sejam gigantescas - a estimativa é de que haja mais energia armazenada em hidrato de metano do que na soma de todo petróleo, gás e carvão do mundo.
EXTRAÇÃO DO GÁS HIDRATADO:
O problema, porém, é extrair o hidrato de metano. Além do desafio de alcançá-lo no fundo do mar, operando sob altíssima pressão e baixa temperatura, há o risco grave de desestabilizar o leito marinho, provocando deslizamentos.
Uma ameaça ainda mais grave é o potencial escape do metano. Extrair o gás de uma área localizada não é tão complicado, mas prevenir que o gás hidratado se quebre e libere o metano no entorno é mais difícil.
E isso tem consequências sérias para o aquecimento global - estudos recentes sugerem que o metano é 30 vezes mais forte que o CO2 em termos de efeito estufa.
Por causa desses desafios técnicos, ainda não há escala comercial de produção de hidrato de metano em qualquer lugar do mundo.
Mas alguns países estão chegando perto.
Esses cristais são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada.
EXPERIMENTOS TÍMIDOS:
Os Estados Unidos, o Canadá e o Japão já investiram milhões de dólares em pesquisa e já realizam alguns testes.
Os Estados Unidos lançaram um programa de pesquisa e desenvolvimento nacional já em 1982 e, em 1995, tinham terminado a sua avaliação dos recursos disponíveis do gás de hidratos no país. Desde então, têm realizado projetos-piloto na costa da Carolina do Sul, no norte do Alasca e no Golfo do México. Cinco ainda estão em execução.
Os experimentos mais bem-sucedidos ocorreram no Alasca em 2012 e na costa central do Japão em 2013, quando, pela primeira vez, a extração de gás natural a partir de hidrato de metano no mar teve êxito.
Maior importador de gás do mundo, o interesse do Japão é óbvio, embora o orçamento anual do país para pesquisa na área é relativamente baixo - US$ 120 milhões (cerca de R$ 270 milhões) - embora o governo fale em produzir hidrato de metano em escala comercial no fim desta década.
A China e a Índia, com demandas enormes por energia, continuam tímidos em seus esforços para explorar o recurso.
Assim, mesmo os especialistas parecem céticos, sobretudo levando em conta a concorrência da indústria petrolífera e das enormes reservas de gás e petróleo de vários dos países que poderiam capitanear os esforços de extração do hidrato de metano.
O fato é que a Agência Internacional de Energia (IEA) ainda não inclui o gás hidratado nas suas projeções globais de energia para os próximos 20 anos.
RISCOS AMBIENTAIS:
Mais preocupados estão os ambientalistas.
Se essa nova fonte de energia for explorada, o que parece provável no futuro, as implicações ambientais podem ser extensas.
Apesar de ser menos poluente que o carvão ou o petróleo, o gás hidratado continua sendo um hidrocarboneto e, portanto, emite CO2. E há ainda o risco mais sério da liberação direta de metano na atmosfera.
Alguns argumentam, porém, que pode não haver alternativa, na medida em que o aumento da temperatura global pode provocar a liberação do gás naturalmente, devido ao aquecimento dos oceanos e ao eventual derretimento das calotas polares.
Se essas prospectivas ambientalistas estiverem corretas, a decisão futura poderá ficar entre escolher explorar o gás hidratado ou deixá-lo vazar na atmosfera.
FONTES: BBC /INOVACAOTECNOLOGICA
terça-feira, 15 de abril de 2014
ANESTESIA GERAL: ENTENDA UM POUCO MAIS SOBRE ELA
A anestesia geral é uma técnica anestésica que promove abolição da dor (daí o nome anestesia), paralisia muscular, abolição dos reflexos, amnésia e, principalmente, inconsciência. A anestesia geral faz com que o paciente torne-se incapaz de sentir e/ou reagir a qualquer estímulo do ambiente, sendo a técnica mais indicada de anestesia nas cirurgias complexas e de grande porte.
COMO É FEITA ANESTESIA GERAL:
A anestesia geral possui quatro fases: pré-medicação, indução, manutenção e recuperação. A fase de pré-medicação é feita para que o paciente chegue ao ato cirúrgico calmo e relaxado. Normalmente é administrado um ansiolítico (calmante) de curta duração, como o midazolam, deixando o paciente já com um grau leve de sedação. Deste modo, ele entra na sala de operação sob menos estresse. A fase de indução é normalmente feita com drogas por via intravenosa, sendo o Propofol a mais usada atualmente. Após a indução, o paciente rapidamente entra em sedação mais profunda, ou seja, perde a consciência, ficando em um estado popularmente chamado de coma induzido (leia: COMA INDUZIDO). O paciente apesar de estar inconsciente, ainda pode sentir dor, sendo necessário aprofundar ainda mais a anestesia para a cirurgia poder ser realizada. Para tal, o anestesista também costuma administrar um analgésico opióide (da família da morfina) como o Fentanil. Neste momento o paciente já apresenta um grau importante de sedação, não sendo mais capaz de proteger suas vias aéreas das secreções da cavidade oral, como a saliva. Além disso, na maioria das cirurgias com anestesia geral é importante haver relaxamento dos músculos, fazendo com que a musculatura respiratória fique inibida. O paciente, então, precisa ser intubado* e acoplado a ventilação mecânica para poder receber uma oxigenação adequada e não aspirar suas secreções.
* Em algumas cirurgias mais rápidas, ou que não abordem o tórax ou o abdômen, pode não ser necessária intubação, ficando o paciente apenas com uma máscara de oxigênio.
No início da fase de manutenção as drogas usadas na indução, que têm curta duração, começam a perder efeito, fazendo com que o paciente precise de mais anestésicos para continuar o procedimento. Nesta fase, a anestesia pode ser feita com anestésicos por via inalatória ou por via intravenosa. Na maioria dos casos a via inalatória é preferida. Os anestésicos são administrados através do tubo orotraqueal na forma de gás (vapores) junto com o oxigênio, sendo absorvidos pelos alvéolos do pulmão, passando rapidamente para a corrente sanguínea. Alguns exemplos de anestésicos inalatórios são o óxido nitroso e os anestésico halogenados (halotano, sevoflurano e desflurano), drogas administradas continuamente durante todo o procedimento cirúrgico.A profundidade da anestesia depende da cirurgia. O nível de anestesia para se cortar a pele é diferente do nível para se abordar os intestinos, por exemplo. Conforme o procedimento cirúrgico avança, o anestesista procura deixar o paciente sempre com o mínimo possível de anestésicos. Uma anestesia muito profunda pode provocar hipotensões e desaceleração dos batimentos cardíacos, podendo diminuir demasiadamente a perfusão de sangue para os tecidos corporais.Quando a cirurgia entra na sua fase final, o anestesista começa a reduzir a administração das drogas, já planejando uma cessação da anestesia junto com o término do procedimento cirúrgico. Se há relaxamento muscular excessivo, drogas que funcionam como antídotos são administradas. Nesta fase de recuperação, novamente analgésicos opioides são administrados para que o paciente não acorde da anestesia com dores no local onde foi cortado.Conforme os anestésicos inalatórios vão sendo eliminados da circulação sanguínea, o paciente começa a recuperar a consciência, passando a ser capaz de voltar a respirar por conta própria. Quando o paciente já se encontra com total controle dos reflexos das vias respiratórias, o tubo orotraqueal pode ser retirado. Neste momento, apesar do paciente já ter um razoável grau de consciência, ele dificilmente se recordará do que aconteceu nesta fase de recuperação devido aos efeitos amnésicos das drogas.
RISCOS:
Existe um mito de que a anestesia geral é um procedimento perigoso. Complicações exclusivas da anestesia geral são raras, principalmente em pacientes saudáveis. Na maioria dos casos, as complicações são derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais. Só como exemplo, um trabalho canadense de 1997, apenas com cirurgias odontológicas com anestesia geral, ou seja, cirurgias de baixo risco realizadas em pacientes saudáveis, detectou uma taxa de mortalidade de apenas 1,4 a cada 1 milhão de procedimentos. Isto prova que a anestesia em si é muito segura. É importante destacar que muitas cirurgias sob anestesia geral são realizadas em pacientes com doenças graves ou em cirurgias complexas de alto risco. Porém, na imensa maioria dos casos, quando o desfecho é trágico, raramente a culpa é apenas da anestesia geral. Também há de se destacar que a anestesia geral é um procedimento complexo, devendo ser feita somente por profissionais qualificados e em ambientes com ampla estrutura para tal.
FATORES QUE AUMENTAM O RISCO DA ANESTESIA GERAL:
Antes de qualquer cirurgia, um anestesista irá consultá-lo para avaliar o seu risco cirúrgico. Além do reconhecimento prévio de doenças graves que podem complicar o ato cirúrgico, é importante para o anestesista saber algumas informações pessoais do paciente que possam aumentar o risco da anestesia, tais como:- História prévia de reação anafilática;- Alergias alimentares ou a drogas;- Uso frequente de bebidas alcoólicas;- Uso de drogas, principalmente cocaína;- Uso de medicamentos;- História de tabagismo;- Apneia do sono;- Obesidade .Conclusão sobre anestesia geral .A anestesia geral é um procedimento seguro quando realizado por uma equipe capacitada, sendo habitualmente o método anestésico mais indicado para cirurgias de médio/grande porte.
FONTE:http://www.mdsaude.com/2010/10/anestesia-geral.html#ixzz2ynCi8Nnw
domingo, 9 de fevereiro de 2014
MULHERES CORREM MAIS RISCOS DE SOFRER AVC QUE HOMENS
As mulheres, de todas as idades, correm mais riscos de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que os homens, devendo por isso vigiar a tensão arterial, de acordo com as novas recomendações da Associação Norte-Americana do Coração.
As mulheres têm também maiores fatores de risco que favorecem os acidentes cerebrais, tais como enxaquecas, depressão, diabetes e arritmia cardíaca, revela a mesma associação.
Os acidentes vasculares cerebrais são a terceira causa de mortalidade entre as mulheres, depois das doenças cardíacas e do cancro, doença que é a quinta causa de morte nos homens.
As mulheres têm riscos específicos devido à gravidez e à utilização de hormonas, como a pílula contracetiva, sublinha Cheryl Bushnell, professor adjunto de neurologia no Centro Médico Wake Forest, em Winston-Salem (Carolina do Norte, EUA), que preside ao grupo de peritos que elaborou as recomendações publicadas na revista médica Stroke.
Este novo guia insiste na importância de controlar regularmente a tensão arterial, nomeadamente em mulheres jovens, sobretudo antes de tomarem contracetivos e de ficarem grávidas.
Os sintomas de um AVC em mulheres são similares aos dos homens: dormência súbita ou fraqueza do braço, dificuldades em falar ou compreender o que dizem os outros.
Contudo, revelam os autores do estudo, os sintomas de um acidente vascular cerebral nas mulheres podem ser mais subtis, uma vez que elas têm mais dificuldades em se expressarem ou estarem cientes do seu ambiente.
Um acidente vascular cerebral ocorre quando uma veia que irriga o cérebro é obstruída por um coágulo, causando a destruição dos tecidos cerebrais.
FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
AS 5 TÁTICAS PARA UM SUPERCORAÇÃO
Ano novo. O verão bomba. A vida também. Em janeiro, impera o clima de curtição – você quer sair mais, namorar mais, festejar mais, certo? Este também é o mês em que você esbanja vontade para emplacar melhorias no trabalho, no relacionamento, na rotina. Para fazê-las reais, já e ao longo do ano, ter boa saúde é condição indispensável. Você precisa estar com o coração forte. Por isso, tratamos de garimpar, e aqui expor, as estratégias cada vez mais certeiras que a ciência vem traçando tanto para evitar problemas como parar tratar um coração já capenga. Infarto, insuficiência coronariana, arritmia cardíaca Pesquisas aperfeiçoaram o que já se sabia sobre isso. Confira os cinco pontos-chave dessa evolução para turbinar sua saúde cardiovascular e aproveitar ao máximo este verão, o ano inteiro e todos os próximos.
1. SUA MATEMÁTICA
Ponto de partida: mensure o risco
Nos últimos cem anos, cientistas buscaram prever a ocorrência de doenças cardíacas usando certos números. O chamado Escore de Framinghan, por exemplo, é um algoritmo que leva em conta idade, pressão sanguínea, colesterol e outros fatores que provocam, ou agravam, problemas no coração.
Some a regra moderna: amplie a equação
O Framinghan não considera histórico familiar, estilo de vida e índice de massa corporal (IMC). Segundo pesquisa no periódico britânico BMC Medicine, cerca de um terço das panes cardíacas acontece com pessoas consideradas de baixo risco por modelos comuns de previsão. “Framinghan é ferramente extra: não substitui dados familiares, exame clínico e avaliação isolada ou combinada de outros fatores de risco – tabagismo, sedentarismo”, diz Maranhão. Tenha hábitos saudáveis e faça check-ups todo ano. “Verifique pressão (para ver o funcionamento dos vasos sanguíneos), colesterol (o tipo LDL pode entupir artérias), triglicérides (gorduras que prejudicam artérias), glicemia (taxa de açúcar no sangue)”, recomenda. “Quem tem problemas em tais índices, ou histórico de doença cardíaca, deve fazer check-up a cada seis meses.”
2. SUA MALHAÇÃO
Ponto de partida: treinos intervalados
Natação, corrida… Esportes aeróbicos são ótimos ao coração. Ainda mais com momentos de alta intensidade (você atinge 90% ou mais da sua frequência cardíaca máxima) intercalados com períodos de repouso (passivo ou ativo): isso aumenta, com o tempo, a eficiência do seu coração. Após fazer esses treinos intervalados, os participantes de um estudo publicado no International Journal of Sports Medicine melhoraram a força de contração cardíaca que impulsiona o sangue em 23%; e o volume máximo de oxigênio no pulmão (VO2 máximo), ou seja, o fôlego, em 17%. “Alguém com VO2 máximo alto tende a possuir menor risco de desenvolver doenças metabólicas e cardíacas”, diz Conrad Earnest, diretor de biologia do exercício do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica (EUA). Exemplos de treino intervalado: nadar tiros de 100 metros e descansar 30 segundos entre eles; alternar um minuto de corrida na potência máxima com um minuto de trote.
Some a regra moderna: levante peso
Conquiste benefícios cardíacos adicionais pondo um programa de resistência junto da rotina aeróbica. Segundo estudo no Journal of Strength and Conditioning Research (EUA), o levantamento de peso pode melhorar o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo, o que reduz a carga de trabalho do coração. Na musculação, aposte no treino em circuito (fazer uma série de cada exercício em sequência sem pausas – você descansa um pouco após completar um ou mais circuitos desse), alternando grupos musculares. “Com uma atividade muscular quase contínua, você eleva a frequência cardíaca e agrega vantagens ao coração”, afirma José Kawazoe Lazzoli, cardiologista de Petrópolis (RJ) e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). Mais: aumentar seus músculos auxilia a diminuir o colesterol e o peso – massa magra em repouso gasta mais energia que gordura em repouso.
3. SEU ESTADO DE ESPÍRITO
Ponto de partida: despache o estresse
O emprego que faz você trabalhar 60 horas por semana pode mandá-lo para o topo da carreira – e também ao pronto-socorro. Segundo artigo no jornal internacional Stress, pesquisadores mediram o nível do hormônio do estresse, o cortisol, em amostras de cabelo de 56 homens já hospitalizados por ataques do coração e de 56 homens hospitalizados por outros motivos. Resultado: as vítimas de pane cardíaca tinham o nível de cortisol um terço maior. “Tensões emocionais ainda elevam a adrenalina e a noradrenalina (hormônios também ligados ao estresse), favorecendo a contração das artérias e a formação de coágulos sanguíneos”, afirma Mário Maranhão, consultor da MH. Se você anda estressado demais, considere engatar mudanças na vida. Para começar: “Tire férias de verdade, passe um tempo sem ler e-mails e invista em seus hobbies preferidos”, sugere Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.
Some a regra moderna: lime tristeza também
Pesquisadores da Universidade Washington (EUA) concluíram que ficar deprimido aumenta o risco de problemas no coração mais que a genética favorável a eles. “A depressão eleva de duas a quatro vezes a chance de ter um ataque cardíaco”, afirma Maranhão. Fazer esporte e sair com os brothers ajuda você a se livrar de uma depressão leve. Se ela for pesada, procure um terapeuta para ajudá-lo.
4. SEU CARDÁPIO
Ponto de partida: coma fibras
Aveia, cevada e psílio também ajudam a reduzir o nível do colesterol ruim (LDL). Cevada e aveia contêm betaglucanas, fibras solúveis que evitam que o LDL seja absorvido e vá para o sangue. O psílio, encontrado em cereais e suplementos, faz o organismo excretar mais ácido biliar – e o LDL é convertido nesse fluido digestivo.
Some a regra moderna: beba tomate
Pessoas que beberam um copo e meio de suco de tomate e comeram duas colheres (sopa) de ketchup por dia, durante três semanas, reduziram os níveis de LDL em cerca 8,5%, segundo pesquisa no British Journal of Nutrition. Mas se ligue: escolha ketchups e sucos de tomate com baixo teor de sal, pois o sódio pode elevar a pressão sanguínea.
5. SUA MEDICAÇÃO
Ponto de partida: Faça exame de sangue
A prescrição de comprimidos de estatina é padrão para reduzir colesterol. Em pessoas com risco de doenças cardíacas, eles podem diminuir a chance de ataque do coração em até 30%, segundo o British Medical Journal. Para decidir se o paciente deve usar as pílulas, muitos médicos pedem o exame de sangue que mede a proteína C reativa ultrassensível: o organismo fabrica mais dela quando há inflamação, que é causada pelo acúmulo de placas nas artérias – e o colesterol pode ser o culpado disso. “Hoje, doenças crônicas – como as do coração – são consideradas doenças inflamatórias”, explica Maranhão. Portanto, esse exame de sangue também deve constar no seu check-up.
Some a regra moderna: confirme na tomografia
O colesterol, no entanto, nem sempre é a única razão da inflamação. Artrite ou sinusite, por exemplo, também podem causá-la no interior do corpo. Se você tem níveis elevados de LDL e de proteína C reativa ultrassensível, cogite com seu médico fazer uma tomografia computadorizada. O exame permite ver, em detalhes, se o acúmulo de placas nas artérias é de fato o problema – e se a prescrição de estatinas é mesmo necessária.
O que seu peito está dizendo*
Quando ele emite estes alertas, é melhor ir ao pronto-socorro
Dor aguda
É no centro do peito e às vezes se irradia à mandíbula e aos membros superiores. Pode indicar infarto ou pericardite, inflamação da capa protetora do coração.
Aperto intermitente
Sensação de pressão no peito que vai e volta e piora com esforço físico. Pode ser angina – bloqueio moderado nas artérias que levam sangue ao coração.
Aperto súbito e intenso
Difere do anterior por ser muito mais forte – e, por vezes, vir junto a suor excessivo e náusea. Pode significar a manifestação inicial de uma doença coronária e caracterizar um infarto. Ou uma doença da aorta, refluxo, gastrite e esofagite.
FONTE: MENSHEALTH
sábado, 26 de outubro de 2013
SER MAGRO PODE SIGNIFICAR MAIS RISCOS DE DOENÇAS METABÓLICAS
Pesquisadores identificaram um gene ligado tanto a ter um corpo magro quanto a um risco maior de doenças metabólicas.
O chamado “gene magro” foi ligado a ter menos gordura corporal e um risco aumentado de doença cardíaca e diabetes tipo 2 – doenças normalmente associadas com o excesso de peso.
Os cientistas examinaram o código genético de mais de 75.000 pessoas. Eles observaram genes que determinam a porcentagem de gordura corporal, e encontraram fortes indícios de que um gene chamado IRS1 está ligado a ter menos gordura corporal.
Os pesquisadores analisaram mais fundo e descobriram que o IRS1 também leva a níveis insalubres de colesterol e de glicose no sangue, marcadores chaves das chamadas doenças metabólicas, como doenças cardíacas e diabetes.
Eles também descobriram que o gene só está associado a níveis mais baixos de gordura sob a pele, chamada gordura subcutânea, mas não a gordura mais prejudicial que envolve os órgãos, chamada gordura visceral.
Segundo os cientistas, as descobertas sugerem que as pessoas com o gene IRS1 são menos capazes de armazenar gordura subcutânea, e podem, portanto, armazenar gordura em outras partes do corpo, nas quais essa gordura pode representar mais riscos para o funcionamento dos órgãos.
Entretanto, os pesquisadores alertam que os resultados do estudo não alteram a mensagem geral para a maioria das pessoas: os magros geralmente são mais saudáveis do que as pessoas acima de seu peso ideal.
Mas não é impossível ser magro e ter colesterol alto ou sofrer um ataque cardíaco antes dos 50 anos; talvez por causa do gene.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças cardíacas são as maiores assassinas do mundo, tirando 17,1 milhões de vidas por ano. Também, o número de adultos com diabetes mais do que duplicou desde 1980, com 347 milhões de vítimas. Especialistas dizem que uma epidemia global de obesidade ameaça causar uma onda de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Embora o novo estudo tenha apontado a importância dos genes como um fator na determinação do risco de desenvolver estas condições, é importante lembrar que fatores de estilo de vida como dieta, exercícios, tabagismo e manter um peso saudável também desempenham um papel vital na sua prevenção.
Fonte:Reuters
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
BEBER EXCESSIVAMENTE PREJUDICA MAIS A MULHER DO QUE O HOMEN
Quando se trata de “aguentar beber”, algumas mulheres são capazes de beber tanto quanto os homens. Porém, não há igualdade quando se trata de qual saúde sofre mais por isso. Segundo uma nova pesquisa, o consumo excessivo de álcool leva a maiores estragos no corpo feminino, com um maior risco de danos no cérebro, fígado e coração, entre outras condições.
A pesquisa apresentou um salto de 30% em mulheres que bebem demais entre 1979 e 2006 (isto é, que tomam pelo menos quatro bebidas alcoólicas em rápida sucessão).
Os especialistas estão cada vez mais preocupados com o aumento da “bebedeira” entre mulheres mais jovens. Um estudo que reúne dados de mais de 500.000 pessoas indica que mulheres com idade entre 21 e 23 anos são o único grupo cuja bebedeira aumentou.
Isso é preocupante. As diferenças físicas entre homens e mulheres desempenham um papel importante na maneira como o corpo metaboliza o álcool. As mulheres têm mais gordura e menos água em seus sistemas, bem como níveis mais baixos de uma enzima importante na decomposição do álcool. Isso significa que elas experimentam os efeitos da bebida mais rapidamente e durante mais tempo que os homens.
Segundo os pesquisadores, como as mulheres são menores do que os homens, a mesma quantidade de álcool fica mais concentrada no corpo de uma mulher no que no corpo de um homem. Isso significa que quando um homem e uma mulher bebem a mesma quantidade de álcool, em geral, os órgãos internos da mulher ficam mais expostos do que os do homem.
As consequências de beber incluem diversos danos as mulheres. Por exemplo, lesões no fígado. As mulheres desenvolvem doença hepática induzida por álcool, incluindo hepatite e cirrose, durante um curto período de tempo e depois de menos consumo de álcool do que os homens. O hormônio feminino estrogênio pode aumentar os riscos.
Outras lesões são as cerebrais. Exames de ressonância magnética mostraram que certas regiões do cérebro são menores em mulheres alcoólatras do que em outras mulheres e homens que são alcoólatras, mesmo após as medidas serem ajustadas ao tamanho da cabeça.
A doença cardíaca também é uma ameaça. Muitos estudos têm mostrado que uma ou duas bebidas por dia é saudável para o coração. No entanto, outras pesquisas mostram taxas similares de danos graves ao músculo do coração entre mulheres e homens que são alcoólicos, apesar do fato das mulheres alcoólatras consumirem 60% menos álcool durante a vida, em média.
O risco de desenvolver câncer de mama também sobe drasticamente para as alcoólatras. Uma grande análise mostrou que o risco de desenvolver a doença salta 9% para cada aumento de 10 gramas de consumo diário de álcool por dia, até 60 gramas.
Além disso, o risco de acidentes e casos violentos é muito maior. Não apenas as mulheres se colocam em maior risco de serem abordadas, sexualmente ou não, como tem havido um aumento na última década na proporção de motoristas mulheres envolvidas em acidentes de carro fatais. Os hábitos de consumo não saudáveis colocam as mulheres em maior risco para uma variedade de consequências adversas à saúde e socialmente, incluindo a infecção pelo vírus da Aids.
Mesmo condições menos sérias, tais como sinusite ou infecções da bexiga, podem ser provocadas pelo abuso de álcool. Algumas ex-alcoólatras relataram infecções crônicas no seio, desidratação, síndrome do intestino irritável, etc.
O alcoolismo pode ser muito “sutil”. Muitas vezes as pessoas não conseguem perceber quando “cruzam a linha” para a doença. Aliás, segundo pesquisadores e especialistas, muitas pessoas não sabem sequer que é uma doença.
Os cientistas encorajam os profissionais de saúde a fazer exames em mulheres de todas as idades para selecionar as com problemas de bebida, já que os sintomas são tão facilmente negligenciados. Por exemplo, em mulheres mais velhas, o álcool pode ser um “culpado oculto” que contribui para a depressão, quedas frequentes, ou insuficiência cardíaca. Nem os profissionais de saúde, nem os pacientes devem simplesmente assumir que o álcool não pode ser um problema; pois não só pode, como é.
Fonte: LiveScience
sexta-feira, 3 de abril de 2009
COMO OS ESTERÓIDES E ANABOLIZANTES FUNCIONAM

O que a maioria das pessoas sabe sobre esteróides é que eles fazem os músculos crescerem e que eles fazem mal à saúde. Tanto que as ligas esportivas os proibiram e seu uso é ilegal sem prescrição médica.
Mas como funcionam os esteróides? Será que o atleta só toma as substâncias e incha como o Popeye com seu espinafre?
A verdade é que os esteróides anabolizantes são derivados sintéticos (produzidos em um laboratório) da testosterona, o hormônio masculino. Eles fazem com que os músculos do usuário cresçam e promove algumas características da puberdade.
O uso legal dessas substâncias, ou seja, quando o médico realmente as prescreve, é feito em casos em que o paciente tem um baixo nível de produção de testosterona. Sendo assim, ele precisa recorrer a um hormônio artificial para que seu organismo funcione normalmente. Geralmente são pessoas que sofrem de doenças que desgastam o corpo, como câncer e AIDS.
Quando usado por atletas tem como objetivo acelerar a construção de músculos.
Se uma pessoa levanta mais peso do que está acostumada, seus músculos sofrem pequenas rachaduras. O organismo, naturalmente, irá “consertar” esses cortes. No entanto, para evitar futuros machucados, as fibras musculares novas são maiores e mais fortes. Repetindo o procedimento regularmente os músculos aumentam, em um processo chamado “hipertrofia muscular”.
A testosterona é o hormônio responsável pelo aumento dos músculos e anabolizantes podem servir como “suplemento”.
Assim que o esteróide é ingerido, ele entra na corrente sanguínea e vai parar no tecido muscular. Quando entra em contato com as células dos músculos, ele envia informações para o DNA – uma “mensagem” hormonal de que as fibras musculares precisam ser mais fortes – estimulando o crescimento.
Diferentes variações e quantidades de anabolizantes ingeridos determinam o tipo de “crescimento” que uma pessoa terá. Ele pode variar desde um físico de lutador de sumo até o de um atleta com os músculos completamente tonificados. Atletas experimentam vários métodos até acharem o que melhor se adapta a eles.
Mesmo que o foco da mídia esteja em atletas que fazem o uso ilegal da substância é importante saber que seu uso também pode ser terapêutico. Esteróides são usados para acelerar o processo de cicatrização muscular em contusões
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