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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ENTENDA UM POUCO MAIS SOBRE O EXAME PAPANICOLAU E SUAS IMPLICAÇÕES

O exame Papanicolau, também chamado de exame ginecológico preventivo, é atualmente a principal arma que dispomos na prevenção do câncer do colo do útero, o terceiro tipo mais comum de câncer na população feminina em todo o mundo. O principal objetivo do exame Papanicolau é detectar precocemente alterações pré-malignas na mucosa do colo do útero, geralmente provocadas pelo vírus HPV, de forma que o ginecologista possa intervir a tempo, impedindo o surgimento de uma câncer invasivo. Quando detectado em fases iniciais, o câncer de colo do útero é plenamente curável. O Papanicolau é um exame de rastreio, ou seja, ele não faz o diagnóstico do câncer de colo uterino. Quem faz o diagnóstico do câncer é a biópsia do colo do útero. O papel do exame Papanicolau é dizer quais são as mulheres que possuem um risco maior de terem lesões pré-malignas e, portanto, precisam ser submetidas à biópsia e tratamento. Neste artigo vamos fazer uma revisão completa sobre o teste de Papanicolau, explicando como, em quem e quando ele deve ser feito. Vamos explicar também, diversos termos que costumam constar nos resultados do exame de Papanicolau, tais como: ASCUS (ASC-US), ASC-H, LSIL, HSIL, NIC 1, NIC 2, NIC 3… ANATOMIA DO COLO DO ÚTERO Não há como compreender o exame de Papanicolau sem saber pelo menos o básico da anatomia do colo do útero. Leias as explicações abaixo com atenção, pois essas informações serão essenciais na hora que formos falar dos resultados do Papanicolau. Se você souber o que significam termos como JEC, epitélio escamoso, mataplasia e zona de transformação, ficará muito fácil entender os seus resultados. Utilize as ilustrações abaixo para facilitar a compreensão do texto.
Imagine uma pera de cabeça para baixo. Essa é, mais ou menos, aparência do útero. O colo do útero, também chamado de cérvix uterino, é a porção mais inferior e estreita do útero. O colo do útero é um pequeno canal de 2 a 3 cm de diâmetro, com formato cilíndrico, que faz a ligação entre a vagina e o corpo do útero. Na extremidade do colo do útero existe um orifício, chamado óstio uterino, que é por onde sai a menstruação e entram os espermatozoides. A região do colo do útero é muito mais susceptível ao aparecimento de tumores malignos que o restante do útero, pois é ela quem fica em contato direto com o canal vaginal, estando, portanto, mais exposta ao pH ácido da vagina, a infecções, traumas, etc. Na verdade, não é todo o colo do útero que é susceptível ao surgimento de câncer, mas sim a região ao redor do óstio uterino, como iremos explicar a seguir. Esta parte é importante, leia com atenção. Os termos em negrito serão importantes mais á frente. O tecido que reveste o colo uterino não é todo homogêneo: 1- O canal interno do colo uterino, chamado endocérvice, é revestido por um epitélio colunar simples, uma única camada de células, que contém algumas glândulas responsáveis pela secreção de muco cervical. Esse tecido costuma ser chamado de epitélio colunar ou epitélio glandular. 2- A parte externa do colo uterino, que fica em contato com o canal vaginal, é chamado de ectocérvice, sendo revestido por um epitélio escamoso, semelhante ao da vagina. O epitélio colunar da porção interior do colo do útero (endocérvice) é muito mais frágil que o tecido escamoso da ectocérvice, que precisa ser mais resistente, pois fica em contato direto com o canal vaginal. Até a puberdade, a fronteira entre o epitélio colunar e o epitélio escamoso fica bem na entrada do óstio, exatamente onde termina a endocérvice e inicia-se a ectocérvice. O ponto que divide ambos os tecidos é chamado de JEC (junção escamo-colunar). Após a puberdade, a anatomia do colo uterino muda. Parte do endocérvice se exterioriza, empurrando a JEC para fora do óstio uterino. Essas alterações anatômicas fazem com que uma parte do frágil tecido colunar, que antes ficava protegido dentro do endocérvice, fique agora exposto ao meio hostil da cavidade vaginal. Como forma de defesa, o tecido colunar sofre uma alteração chamada metaplasia escamosa, que consiste na transformação do epitélio colunar em epitélio escamoso. Toda a região exteriorizada que sofre metaplasia é chamada de zona de transformação. A metaplasia em si não é considerada uma lesão maligna ou pré-maligna, ela é apenas um processo fisiológico de defesa da mucosa. Portanto, é perfeitamente normal aparecer no laudo do Papanicolau a presença de metaplasia escamosa. A zona de transformação, ou seja, o local que sofreu metaplasia escamosa, tem grande importância na realização do Papanicolau, pois é este o sítio onde o vírus HPV costuma se fixar, tornando-se, portanto, uma área extremamente susceptível ao aparecimento de tumores malignos. Logo, como o teste de Papanicolau é um exame de rastreio do câncer do colo uterino, é essencial que durante o procedimento o medico consiga obter material vindo da JEC e da zona de transformação (ZT). COMO É FEITO O EXAME PAPANICOLAU? O objetivo do exame de Papanicolau é colher algumas amostras de células da região do óstio cervical e ao redor do colo uterino, de forma a obter células da ectocérvice, endocérvice, zona de transformação e JEC. Essas células colhidas são enviadas para um laboratório para que possam ser estudadas em um microscópio por um patologista.
O exame Papanicolau é bastante simples, rápido e praticamente indolor (algumas mulheres ficam tensas com o exame ginecológico e sentem algum grau de desconforto). Para se obter amostras do colo uterino, o ginecologista precisa antes fazer um exame ginecológico com um espéculo, chamado popularmente de bico de pato. O uso do bico de pato permite que o canal vaginal e o colo do útero sejam visualizados. Após uma rápida inspeção, o ginecologista irá introduzir uma pequena escova no óstio cervical, conseguindo, assim, obter algumas células desta região. Uma espátula e um cotonete também podem ser usados para obter material ao redor do colo uterino. Se durante a inspeção o médico observar alguma área do colo do útero com alterações suspeitas, ele pode fazer uma biópsia da lesão e enviar o material junto com o material coletado do óstio cervical. O exame de Papanicolau deve ser realizado, de preferência, fora do período menstrual. Também sugerimos que as mulheres evitem relações sexuais, ducha vaginal, aplicação de gel ou óvulo vaginal, ou uso de absorvente interno nas 48 horas que precedem o exame. PARA QUE SERVE O PAPANICOLAU? O material colhido no exame de Papanicolau pode ser utilizado para pesquisar não só a existência de alterações celulares malignas ou pré-malignas, mas também para pesquisar a presença do vírus HPV e várias outras infecções ginecológicas, tais como: – Gardnerella; – Tricomoníase; – Candidíase; – Gonorreia; – Sífilis; – Clamídia. Mais uma vez, é impostante lembrar que o Papanicolau é um exame de rastreio, ele não faz diagnóstico de câncer. O Papanicolau apenas orienta os médicos sobre quais são as pacientes que precisam ser investigadas com mais cuidado, geralmente através de uma colposcopia* e biópsia do colo uterino. * A colposcopia é um procedimento diagnóstico no qual um microscópio especial, com várias lentes de aumento, é usado para fornecer uma visão ampliada e bem iluminada do colo do útero e da vagina. A colposcopia nos permite ver o colo do útero com imagens muito mais nítidas que o simples exame ginecológico, facilitando a identificação de feridas ou anormalidades na mucosa. Durante a colposcopia, o ginecologista realiza biópsias do tecido do colo uterino para pesquisar a existência de lesões malignas. Como na biópsia conseguimos obter uma quantidade muito maior de células que no exame de Papanicolau, os resultados são muito mais precisos e confiáveis. QUANDO FAZER O EXAME DE PAPANICOLAU? O exame Papanicolau deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexual ativa. O tempo de intervalo entre cada exame varia de acordo com as sociedades de Ginecologia de cada país. No Brasil, o habitual é indicar um intervalo de 1 ano entre os exames nos 3 primeiros exames. Se estiver tudo bem, os testes seguintes podem ser feitos com intervalos de 3 anos. Se, entretanto, a paciente tiver um tipo agressivo de vírus HPV, o teste de Papanicolau pode ser feito com intervalos curtos de até 6 meses. Em alguns países, o primeiro exame de Papanicolau só é recomendado após os 21 anos de idade, mesmo para mulheres que já inciaram a vida sexual na adolescência. Como o HPV demora vários anos para provocar alterações celulares que possam levar ao desenvolvimento do câncer de colo uterino, alguns médicos argumentam que não há necessidade de já começar a testar todas as mulheres nos seus primeiros anos de vida sexual. RESULTADOS: Após o envio do material coletado no exame de papanicolau, o laboratório fornece o resultado do estudo em cerca de 3 a 5 dias. Vamos explicar de forma resumida o que significam os resultados mais comuns. Obs: o laboratório pode fornecer os resultados do Papanicolau sob o nome de colpocitologia oncótica, exame preventivo ou citologia cérvico-vaginal. A forma como cada laboratório fornece o laudo do teste de Papanicolau pode ser bastante diferente. É importante também frisar que a nomenclatura mudou recentemente, por isso, se você for comparar um exame atual como outro mais antigo, eles podem ter resultados semelhantes, mas descrições bem diferentes. Antigamente os laudos vinham descrevendo as classes do Papanicolau: - Papanicolau classe I – ausência de células anormais. - Papanicolau classe II – alterações celulares benignas, geralmente causadas por processo inflamatórios. - Papanicolau classe III – Presença de células anormais (incluindo NIC 1, NIC 2 e NIC 3). - Papanicolau classe IV – Citologia sugestiva de malignidade. - Papanicolau classe V – Citologia indicativa de câncer do colo uterino. Essa forma de laudo, dividida em classes, ainda pode ser encontrada, mas tem sido abandonada em favor de um laudo mais descritivo sobre as alterações celulares, como iremos explicar a seguir. PAPANICOLAU NORMAL Em geral, o laudo do Papanicolau primeiro descreve a qualidade da amostra enviada e depois fornece os diagnósticos. Um bom laudo precisa: Dizer que a amostra enviada foi satisfatória para avaliação pelo patologista. Se o resultado vier apontando uma amostra insatisfatória, a coleta de material deve ser refeita pelo ginecologista. Indicar que tipos de tecido deram origem às células captadas, como, por exemplo, células da JEC, células da zona de transformação (ZT), ectocérvice ou endocérvice. Se não houver na amostra, pelo menos, células da JEC ou da ZT, a qualidade do exame fica muito comprometida, já que são essas as regiões mais atacadas pelo vírus HPV. Indicar o tipo de células presentes: células escamosas (ectocérvice), metaplasia escamosa, células colunares (endocérvice), células do epitélio glandular (endocérvice), etc. Descrever a flora microbiológica: a flora bacteriana natural da vagina é composta com lactobacilos, portanto, é perfeitamente normal que o Papanicolau identifique essas bactérias. Se houver alguma infecção ginecológica em curso, o laudo pode indicar a presença de leucócitos (células de defesa) e o nome do germe invasor, como, por exemplo, Gardnerella ou Candida albicans. Após as descrições acima, se o laudo não indicar a presença de células malignas ou pré-malignas, ele virá com uma descrição do tipo: ausência de atipia, ausência de células neoplásicas, negativo para lesão intraepitelial ou negativo para malignidade. PAPANICOLAU ANORMAL – ASCUS E ASCH Vamos descrever as alterações mais comuns encontradas em exames de Papanicolau alterados. 1) ASC-US ou ASCUS O acrônimo ASCUS significa Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance). De todos os resultados anormais encontrados no Papanicolau, o ASCUS é o mais comum. Ele ocorre em cerca de 2 a 3% dos exames. O ASCUS indica uma atipia, ou seja, uma alteração nas características normais das células escamosas, sem, porém, apresentar qualquer sinal claro de que possam haver alterações pré-malignas. O ASCUS pode ser provocado, por exemplo, por inflamações, infecções ou atrofia vaginal durante a menopausa Na grande maioria dos casos, o ASCUS é um achado benigno que desaparece sozinho com o tempo. É preciso salientar, porém, que a presença de ASCUS não elimina totalmente o risco dessas células virem a ser uma lesão pré-maligna; ele significa apenas que o risco é muito baixo. Estudos mostram que cerca de 7% das mulheres com HPV e ASCUS desenvolvem câncer de colo uterino no prazo de 5 anos. Entre as mulheres que não têm o HPV, a taxa é de apenas 0,5%. Portanto, os médicos podem tomar duas condutas frente a um resultado do Papanicolau com ASCUS: ou repete-se o exame após 6 a 12 meses (a maioria dos casos de ASCUS desaparece nesse intervalo) ou faz-se a pesquisa do vírus HPV. Se o HPV for negativo, não é preciso fazer nada, apenas manter a rotina habitual de fazer o exame Papanicolau a cada 3 anos. Se a paciente tiver o vírus HPV, principalmente os subtipos 16 e 18, que são os mais perigosos, o médico costuma pedir uma colposcopia e biópsia para investigar melhor o colo do útero. 2) ASC-H ou ASCH Quando o patologista descreve no laudo a presença de ASCH, significa que ele viu células escamosas atípicas, com características mistas, não sendo possível descartar a presença de atipias malignas. É um resultado indeterminado, mas com elevado risco de existirem lesões epiteliais de alto grau (NIC 2 ou NIC 3) – explicarei esses termos a seguir. A presença de ASCH indica a realização da colposcopia e da biópsia do colo do útero. LESÕES PRÉ-MALIGNAS NO PAPANICOLAU – LSIL E HSIL / NIC 1, NIC 2 E NIC 3 As lesões pré-malignas do colo do útero identificadas pelo Papanicolau são atualmente descritas como LSIL (Lesão Intraepitelial escamosa de baixo grau) ou HSIL (Lesão Intraepitelial escamosa de alto grau). 3) Lesão Intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) A LSIL indica uma displasia branda, uma lesão pré-maligna com baixo risco de ser câncer. A LSIL pode ser causada por qualquer tipo de HPV, seja ele agressivo ou não, e tende a desaparecer após 1 ou 2 anos, conforme o organismo da mulher consegue eliminar o HPV do seu corpo. Se o teste de HPV da paciente for negativo, não é preciso fazer nada, basta repetir o Papanicolau dentro de 6 meses a 1 ano. Nestes casos, o risco de transformação para câncer é praticamente nulo. Se o teste de HPV for positivo, a paciente com LSIL deve ser avaliada com colposcopia e biópsia, pois apesar de baixo, existe um risco da lesão ser, na verdade, um pouco mais agressiva do que aquela identificada no Papanicolau (pode ser um NIC 2 ou NIC 3). O paciente com LSIL no Papanicolau costumam ter NIC 1 (lesão pré-maligna de baixo risco) na biópsia. Porém, cerca de 16% das pacientes têm NIC 2 (lesão pré-maligna moderada) e 5% têm NIC 3 (lesão pré-maligna avançada). O risco de um resultado LSIL indicar um câncer é de apenas 0,1%. Obs: antigamente o LSIL era chamado de NIC 1 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1). O termo NIC deixou de ser indicado nos laudos de Papanicolau em 2001, pois, como vimos, nem todo LSIL corresponde realmente a uma lesão NIC 1 na biópsia. Portanto, NIC 1, NIC 2 e NIC 3 atualmente só devem ser usados para descrever resultados da biópsia feita por colposcopia. No Papanicolau, o correto é usar os acrômios LSIL ou HSIL. 4) Lesão Intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) O HSIL indica que as células anormais têm grande alteração no seu tamanho e formato. É um achado que indica grande risco de existirem lesões pré-malignas moderadas/avançadas (NIC 2 ou 3) ou mesmo câncer já estabelecido. O risco de um resultado HSIL ser NIC 3 na biópsia é de 50%. O risco de um resultado HSIL ser um câncer é de 7%. Portanto, toda a paciente com resultado HSIL no Papanicolau precisa ser investigada com colposcopia e biópsia. FONTE: mdsaude.com/2014/09/exame-papanicolau.html

terça-feira, 15 de abril de 2014

ANESTESIA GERAL: ENTENDA UM POUCO MAIS SOBRE ELA

A anestesia geral é uma técnica anestésica que promove abolição da dor (daí o nome anestesia), paralisia muscular, abolição dos reflexos, amnésia e, principalmente, inconsciência. A anestesia geral faz com que o paciente torne-se incapaz de sentir e/ou reagir a qualquer estímulo do ambiente, sendo a técnica mais indicada de anestesia nas cirurgias complexas e de grande porte. COMO É FEITA ANESTESIA GERAL: A anestesia geral possui quatro fases: pré-medicação, indução, manutenção e recuperação. A fase de pré-medicação é feita para que o paciente chegue ao ato cirúrgico calmo e relaxado. Normalmente é administrado um ansiolítico (calmante) de curta duração, como o midazolam, deixando o paciente já com um grau leve de sedação. Deste modo, ele entra na sala de operação sob menos estresse. A fase de indução é normalmente feita com drogas por via intravenosa, sendo o Propofol a mais usada atualmente. Após a indução, o paciente rapidamente entra em sedação mais profunda, ou seja, perde a consciência, ficando em um estado popularmente chamado de coma induzido (leia: COMA INDUZIDO). O paciente apesar de estar inconsciente, ainda pode sentir dor, sendo necessário aprofundar ainda mais a anestesia para a cirurgia poder ser realizada. Para tal, o anestesista também costuma administrar um analgésico opióide (da família da morfina) como o Fentanil. Neste momento o paciente já apresenta um grau importante de sedação, não sendo mais capaz de proteger suas vias aéreas das secreções da cavidade oral, como a saliva. Além disso, na maioria das cirurgias com anestesia geral é importante haver relaxamento dos músculos, fazendo com que a musculatura respiratória fique inibida. O paciente, então, precisa ser intubado* e acoplado a ventilação mecânica para poder receber uma oxigenação adequada e não aspirar suas secreções. * Em algumas cirurgias mais rápidas, ou que não abordem o tórax ou o abdômen, pode não ser necessária intubação, ficando o paciente apenas com uma máscara de oxigênio. No início da fase de manutenção as drogas usadas na indução, que têm curta duração, começam a perder efeito, fazendo com que o paciente precise de mais anestésicos para continuar o procedimento. Nesta fase, a anestesia pode ser feita com anestésicos por via inalatória ou por via intravenosa. Na maioria dos casos a via inalatória é preferida. Os anestésicos são administrados através do tubo orotraqueal na forma de gás (vapores) junto com o oxigênio, sendo absorvidos pelos alvéolos do pulmão, passando rapidamente para a corrente sanguínea. Alguns exemplos de anestésicos inalatórios são o óxido nitroso e os anestésico halogenados (halotano, sevoflurano e desflurano), drogas administradas continuamente durante todo o procedimento cirúrgico.A profundidade da anestesia depende da cirurgia. O nível de anestesia para se cortar a pele é diferente do nível para se abordar os intestinos, por exemplo. Conforme o procedimento cirúrgico avança, o anestesista procura deixar o paciente sempre com o mínimo possível de anestésicos. Uma anestesia muito profunda pode provocar hipotensões e desaceleração dos batimentos cardíacos, podendo diminuir demasiadamente a perfusão de sangue para os tecidos corporais.Quando a cirurgia entra na sua fase final, o anestesista começa a reduzir a administração das drogas, já planejando uma cessação da anestesia junto com o término do procedimento cirúrgico. Se há relaxamento muscular excessivo, drogas que funcionam como antídotos são administradas. Nesta fase de recuperação, novamente analgésicos opioides são administrados para que o paciente não acorde da anestesia com dores no local onde foi cortado.Conforme os anestésicos inalatórios vão sendo eliminados da circulação sanguínea, o paciente começa a recuperar a consciência, passando a ser capaz de voltar a respirar por conta própria. Quando o paciente já se encontra com total controle dos reflexos das vias respiratórias, o tubo orotraqueal pode ser retirado. Neste momento, apesar do paciente já ter um razoável grau de consciência, ele dificilmente se recordará do que aconteceu nesta fase de recuperação devido aos efeitos amnésicos das drogas. RISCOS: Existe um mito de que a anestesia geral é um procedimento perigoso. Complicações exclusivas da anestesia geral são raras, principalmente em pacientes saudáveis. Na maioria dos casos, as complicações são derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais. Só como exemplo, um trabalho canadense de 1997, apenas com cirurgias odontológicas com anestesia geral, ou seja, cirurgias de baixo risco realizadas em pacientes saudáveis, detectou uma taxa de mortalidade de apenas 1,4 a cada 1 milhão de procedimentos. Isto prova que a anestesia em si é muito segura. É importante destacar que muitas cirurgias sob anestesia geral são realizadas em pacientes com doenças graves ou em cirurgias complexas de alto risco. Porém, na imensa maioria dos casos, quando o desfecho é trágico, raramente a culpa é apenas da anestesia geral. Também há de se destacar que a anestesia geral é um procedimento complexo, devendo ser feita somente por profissionais qualificados e em ambientes com ampla estrutura para tal. FATORES QUE AUMENTAM O RISCO DA ANESTESIA GERAL: Antes de qualquer cirurgia, um anestesista irá consultá-lo para avaliar o seu risco cirúrgico. Além do reconhecimento prévio de doenças graves que podem complicar o ato cirúrgico, é importante para o anestesista saber algumas informações pessoais do paciente que possam aumentar o risco da anestesia, tais como:- História prévia de reação anafilática;- Alergias alimentares ou a drogas;- Uso frequente de bebidas alcoólicas;- Uso de drogas, principalmente cocaína;- Uso de medicamentos;- História de tabagismo;- Apneia do sono;- Obesidade .Conclusão sobre anestesia geral .A anestesia geral é um procedimento seguro quando realizado por uma equipe capacitada, sendo habitualmente o método anestésico mais indicado para cirurgias de médio/grande porte. FONTE:http://www.mdsaude.com/2010/10/anestesia-geral.html#ixzz2ynCi8Nnw

sábado, 15 de fevereiro de 2014

OS PRIMEIROS SOCORROS EM CASO DE PARADA CARDÍACA

Os primeiros socorros em caso de parada cardíaca são essenciais para manter a vítima viva enquanto a ambulância não chega. A massagem cardíaca deve ser feita da seguinte forma: - Chame ajuda; Ligue para 192; - Deite a vítima no chão; - Posicione o queixo dela mais para cima para facilitar a respiração; - Apoie suas mãos, uma sobre a outra no peito da vítima, entre os mamilos, em cima do coração como mostra a imagem e - Faça 2 compressões por segundo até que o coração da vítima volte a bater sozinho ou até a chegada do resgate.
A parada cardíaca tem inúmeras causas. Algumas das mais comuns são: - afogamento; - choque elétrico; - infarto agudo do miocárdio; - choque hemorrágico; - arritmia; - infecção. Após uma parada cardíaca, é normal que a vítima fique internada num hospital por alguns dias, até que a causa seja determinada e até a recuperação do paciente. Identificar o que causou a parada cardíaca é muito importante para evitar reincidências. FONTE: TUASAUDE

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

COMO É FEITA A NECROPSIA

O cenário é uma mistura de hospital com cozinha. E o procedimento para descobrir a causa de uma morte por acidente ou violência leva até 4 horas. 1. PREPARAÇÃO Após o reconhecimento feito por familiares, o corpo é identificado com o número do RG ou do boletim de ocorrência e são coletadas as impressões digitais. As roupas e os projéteis são encaminhados para exames balísticos. O corpo é pesado e lavado com água e sabão. 2. CORTES É preciso abrir crânio, tórax e abdome. A primeira incisão é no crânio, com uma serra no couro cabeludo. A próxima, para acesso a tórax e abdome, vai da altura do pescoço ao púbis, em forma de Y (os cortes em T e I são menos usados, pois deixam marcas no pescoço). 3. ÓRGÃOS Cérebro, coração, pulmões, estômago, pâncreas e outros órgãos são pesados, medidos e examinados. Um pulmão mais pesado, por exemplo, pode estar cheio de água e indicar afogamento. Pontos vermelhos sugerem asfixia. Massa encefálica espalhada é sinal de que ocorreu fratura no crânio, provavelmente por algum trauma na cabeça, como uma pancada. Órgãos pálidos revelam hemorragia, pois a irrigação sanguínea foi comprometida. 4. NA BARRIGA Depois de analisados, os órgãos são inseridos na abdome. Nada é colocado como antes, mas "jogado" dentro do corpo e costurado com uma linha grossa. Por ser muito mole, não é possível recolocar o cérebro na cabeça, pois ele escorreria pela fenda aberta no crânio. FONTE: SUPERINTERESSANTE

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

COMO FUNCIONA A QUIMIOTERAPIA

Composta por uma combinação de medicamentos, a quimioterapia procura conter o avanço do câncer, atacando a multiplicação descontrolada das células doentes. No corpo humano, toda célula saudável se divide e cresce continuamente, mas com morte programada. O problema é que nas células cancerosas esse relógio biológico não funciona e elas se tornam imortais, espalhando-se rapidamente pelo corpo. Os remédios quimioterápicos impedem que as células doentes se multipliquem, fazendo o tumor morrer. Como cada droga combate uma etapa diferente do crescimento das células do câncer, é comum que os médicos receitem um coquetel de medicamentos para vencer a doença. "Procuramos combinar remédios que funcionem bem em cada tipo de câncer, compondo uma mistura que não traga muitos efeitos colaterais", diz o oncologista Daniel Luiz Gimenes, do Hospital do Câncer de São Paulo.
Mesmo assim, em boa parte dos casos, o paciente não escapa de problemas como perda de cabelo, diarréia, vômitos, aftas e queda no sistema imunológico - que defende o nosso corpo de doenças. "Isso acontece porque os quimioterápicos não atacam somente as células do câncer, mas agem em todas as células que se multiplicam rapidamente, como as da mucosa intestinal e as dos pêlos do corpo", afirma Daniel. Em geral, as aplicações são feitas em intervalos que variam entre uma e quatro semanas para dar tempo ao corpo de se recuperar. Desde que começou a ser usada no combate ao câncer, na década de 40, a terapia ficou mais eficiente com a desco-berta de novos medicamentos. "Mas falta explicar, por exemplo, por que alguns pacientes se curam com a quimioterapia e outros não", diz o oncologista.

Luta microscópica
A divisão celular tem várias etapas e os remédios contra o tumor agem em algumas delas:
1. ETAPA DA DIVISÃO:
O primeiro momento da divisão celular é a duplicação do DNA, a imensa hélice dupla no núcleo da célula que carrega as informações genéticas da pessoa. Aqui, a hélice começa a se abrir para que cada cópia dela dê origem a duas novas células
No início da divisão, componentes químicos que garantem a união das hélices do DNA se desprendem, possibilitando sua abertura e o início da multiplicação.
COMO AGE O REMÉDIO:
Quimioterápicos conhecidos como agentes alquilantes tornam as ligações entre os componentes químicos tão estáveis que é impossível separar as hélices do DNA. Outro remédio, a adriamicina, inibe a produção de uma enzima que promove a abertura da hélice. Os dois medicamentos atrapalham o início da duplicação celular das células cancerosas.

2. ETAPA DA DIVISÃO:
O DNA passa a ter formato mais adequado para a divisão, deixando de parecer um novelo de lã enrolado para começar a se separar em 23 pares de cromossomos. O núcleo da célula perde sua forma. Os dois centríolos - que ajudarão a formar os núcleos das novas células - desenvolvem os chamados fusocelulares, espécies de braços que, numa etapa posterior, servirão para puxar os cromossomos.
COMO AGE O REMÉDIO:
Um quimioterápico chamado vincristina impede a formação dos fusocelulares e, mais tarde, os cromossomos não poderão ser puxados para as novas células, impedindo a continuidade da divisão.

3. ETAPA DA DIVISÃO:
Os 23 pares de cromossomos estão prontos para se separar. Nessa fase, os fusocelulares se unem a eles e se preparam para puxar metade dos cromossomos para perto de cada centríolo.

4. ETAPA DA DIVISÃO:
Aqui os 23 cromossomos já estão totalmente separados de seus respectivos pares pela ação dos fusocelulares. Cada lado da célula inicial está pronto para gerar uma nova célula
COMO AGE O REMÉDIO:
Medicamentos como os taxanos agem nos fusocelulares já formados, impedindo-os de puxar os cromossomos para as novas células.

5. ETAPA DA DIVISÃO:
Atraídos por seus respectivos centríolos, os grupos de 23 cromossomos começam a se embolar novamente em enormes hélices duplas de DNA, que serão os núcleos das novas células. É aqui também que os centríolos se duplicam.

6. ETAPA DA DIVISÃO:
Os núcleos já tomaram forma e as duas novas células, idênticas, vão se separando. Se as células com câncer completarem essa etapa da divisão, é sinal de que o tratamento não está funcionando. Fonte:MundoEstranho

sábado, 1 de outubro de 2011

COMO É FEITA A PREVISÃO DO TEMPO

A previsão é feita a partir da análise de dados captados em todo o mundo por uma rede internacional. Até o fim da Segunda Guerra Mundial, as informações meteorológicas tinham fins militares. Com a criação da Organização das Nações Unidas, os países começaram a trabalhar em conjunto e surgiu a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 1950. Ela estabelece o estado inicial global, que mostra as condições de tempo em todo o planeta a partir de dados obtidos pelos países membros em um mesmo horário.
Mesmo com tantos dados e poderosos computadores, muito da previsão vem da leitura que os metereologistas fazem dessas informações – é por isso que as previsões para um mesmo local em um mesmo dia podem variar. Outro problema é que há áreas do globo sobre as quais há menos informações, o que deixa a previsão menos certeira. :>)

FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL
Medição de dados na terra, no céu e no mar abastece central meteorológica mundial.

SOB MEDIDA
A coleta de informações começa em terra, na estação meteorológica. Em todo o mundo, há 11 mil delas, com equipamentos que medem dados próximos da superfície, do nível do solo até cerca de 10 metros de altura. Em geral, esses instrumentos são alimentados por painéis de energia solar.

CHECK-IN
As estações meteorológicas não cobrem todo o globo. Por isso, elas têm a ajuda de miniestações espalhadas em lugares como os aeroportos, que medem ventos, pressão atmosférica, chuva e umidade do ar, por exemplo. Além de usar os dados para garantir a segurança dos vôos, os aeroportos também os enviam à OMM.

VISÃO AÉREA
Cerca de 3 mil aviões comerciais conveniados à OMM voam por uma área que as estações não cobrem: as grandes altitudes. Os aviões viajam a cerca de 11 mil metros de altura, onde as condições de tempo são muito diferentes das da superfície. Por isso, esses dados são valiosos. Mas, como as aeronaves não cruzam todo o globo, sobra uma área grande sobre a qual não há dados.

BÓIA FRIA
Estações meteorológicas cobrem a parte terrestre do globo, mas fica faltando a maior área do planeta: as regiões oceânicas. A captação de dados de superfície por ali fica por conta de bóias meteorológicas e de navios mercantes, militares e de passageiros. Os 7 mil navios transmitem dados como chuva e ventos, assim como as cerca de 900 bóias.

BALÃO MÁGICO
Acima dos aviões, há balões meteorológicos que chegam a 30 mil metros de altitude. Inflados com gás hélio, eles carregam radiossondas, um conjunto de instrumentos que mede pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa do ar. Monitorando a posição do balão, é possível checar também o vento.

VIA SATÉLITE
As imagens de satélite mostram o que nenhum aparelho mede: a movimentação das nuvens, o que ajuda a entender a dinâmica de chuvas e temperaturas. As fotografias são tiradas por seis satélites geoestacionários e cinco de órbita polar. Além da temperatura, as imagens mostram vapor d’água e umidade.

GUICHÊ DE INFORMAÇÕES
Com tantas informações vindas de fontes tão diferentes, alguém precisa organizar a bagunça. Quem faz isso é a OMM, que processa os dados vindos de 182 países e 6 territórios. Há três centrais principais – em Melbourne (Austrália), Washington (EUA) e Moscou (Rússia) – e mais outras 15 que processam as informações enviadas por todos os membros pelo menos a cada três horas e distribuem os dados para que cada país possa fazer suas previsões.

NA TELA DA TV
Algumas empresas de metereologia fazem boletins meteorológicos para meios de comunicação. Existem canais de TV especializados no assunto e emissoras que têm metereologistas próprios. Mas a maioria dos canais prefere colocar uma bela moça do tempo para falar se vai chover ou não.

TRADUTOR INSTANTÂNEO
A OMM disponibiliza dados na forma de gráficos, tabelas e mapas incompreensíveis para leigos. É aí que entram os metereologistas: eles jogam os números do dia atual e de dias anteriores em softwares que calculam como será o clima futuro e acrescentam sua análise pessoal para ler dados não numéricos, como as fotos de satélite. Fonte:http://tenebroso.supercomentario.com.br/2010/06/10/como-e-feita-a-previsao-do-tempo/

COMO FOI CONSTRUÍDA AS PIRÂMIDES DO EGITO‏


A construção das pirâmides botou milhares de egípcios para suar, exigiu conhecimentos avançados de matemática e muitas pedras. Das cem pirâmides conhecidas no Egito, a maior (e mais famosa) é a de Quéops, única das sete maravilhas antigas que resiste ao tempo. Datada de 2.550 a.C., ela foi a cereja do bolo de uma geração de faraós com aspirações arquitetônicas. Khufu (ou Quéops, seu nome em grego), que encomendou a grande pirâmide, era filho de Snefru, que já tinha feito sua pirâmide. O conhecimento passou de geração em geração, e Quéfren, filho de Quéops, e Miquerinos, o neto, completaram o trio das pirâmides de Gizé. Para botar de pé os monumentos, que nada mais eram que tumbas luxuosas para os faraós, estima-se que 30 mil egípcios trabalharam durante 20 anos. “Esses trabalhadores eram trocados a cada três meses. A maioria trabalhava no corte e transporte dos blocos”, diz Antonio Brancaglion Jr., egiptólogo do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ). Além do pessoal que pegava pesado, havia arquitetos, médicos, padeiros e cervejeiros. Tudo indica que esses caras eram livres (e não escravos), pagos com cerveja e alimentos. Mas há controvérsias. Alguns apostam em 100 mil trabalhadores, além de teses que atribuem a obra a ETs!

Pedra sobre pedra
Cerca de 2,3 milhões de blocos ajudaram a botar de pé a pirâmide de Quéops
As pedras foram o começo de tudo – cada bloco pesava em média 2,5 toneladas, mas isso variava: o tamanho diminuía de acordo com a altura, e em lugares específicos, como a câmara do rei, havia pedras gigantes, estimadas em até 80 toneladas. Depois de cortados nas pedreiras, os blocos eram lixados e catalogados: escrevia-se o nome do faraó e o do grupo de trabalhadores responsáveis. No total, 2,3 milhões de blocos teriam sido usados na construção da pirâmide de Queóps.

É PEDREIRA!
Para erguer as pirâmides, o terreno foi aplainado. Além de deixar a terra pronta para o trabalho, o processo rendeu uma fonte natural de matéria-prima: o platô era rico em rochas calcárias, um tipo de pedra mais mole, extraída com ferramentas de cobre. Rochas de calcário mais fino, usadas para dar brilho à pirâmide, vinham da região próxima de Tura.

VOU DE BARCO
O faraó escolheu granito para decorar a câmara do rei, onde ele foi sepultado. Como a pedra não era encontrada na região, os blocos vinham de até 800 quilômetros de distância, da pedreira de Assuã, em barcos pelo rio Nilo. Os pesadíssimos blocos, alguns com até 80 toneladas, também revestiam as câmaras e os corredores internos

BASE CONCRETA
Para alguns pesquisadores, a análise da taxa de minerais presentes em partes dos blocos da pirâmide mostra que pode ter sido usado um tipo de concreto primitivo tanto na parte externa quanto na interna. Se a teoria for verdade, essa terá sido a primeira aplicação de concreto de que se tem notícia – antes disso, os pioneiros eram os romanos.

Rock’n'roll
Teorias explicam como os egípcios rolaram as pedras.A proeza de transportar os blocos gigantes é tão complexa que até hoje não existe consenso. Isso pode ter sido feito com cordas; com uma espécie de trenó de troncos de madeira cilíndricos, sobre os quais as pedras deslizavam; ou com a ajuda de tafla, um tipo de barro que, molhado, fica escorregadio e ajuda a deslizar os blocos. Depois de assentados, os blocos eram cortados em um ângulo de 51º, o que deixava a face da pirâmide lisa

SUBINDO A LADEIRA
O que é – Uma rampa feita de terra e cascalho, com escoras nas laterais

Pontos positivos – Como ocuparia apenas uma das faces, esta rampa deixaria as laterais da pirâmide livre – assim, seria mais fácil checar se a obra estava “torta”
Pontos negativos – Para que a rampa alcançasse a altura total, teria que ser muuuito longa, e o trabalho teria que ser interrompido toda vez que fosse necessário espichá-la

ZIGUEZAGUE
O que é – Rampa única em ziguezague construída em torno da pirâmide. É a teoria mais popular atualmente

Pontos positivos – A rampa teria uma inclinação constante, ao contrário da rampa única
Pontos negativos – A rampa tampa a visão da totalidade da obra. Assim, haveria o risco de, ao desmanchar a rampa, perceber que as faces da pirâmide estavam tortas

DEBAIXO DOS CARACÓIS
O que é – Até os 43 metros de altura, usa-se a rampa externa. A partir daí, seria usada uma rampa interna em espiral, recuada a 15 metros da face externa. No fim de cada andar, uma aresta permite que as pedras girem 90º
Pontos positivos – Reaproveitaria o material da rampa externa para o resto da construção. Um sistema de contrapeso carregaria as pedras maiores
Pontos negativos – Como a linha não é reta, a rampa aumentaria a distância pela qual os blocos teriam que ser arrastados

PAU NA MÁQUINA
O que é – Várias teorias sugerem que máquinas eram usadas para subir os blocos pirâmide acima. Essas máquinas poderiam ser guindastes, alavancas ou sistema de gangorras, com um cesto de areia de um lado e o bloco de outro

Pontos positivos – As máquinas dariam alívio à dureza do trabalho braçal
Pontos negativos – Faltaria espaço para manobrar, e as máquinas não dariam conta dos blocos maiores

TAMANHO É DOCUMENTO
Comparada com prédios e campos de futebol, a pirâmide sai ganhando
ALTURA – 147 metros.Equivale a – Prédio de 49 andares – o Copan, por exemplo, tem 140 metros
PESO DE 1 BLOCO – 2,5 toneladas.Equivale a – 3 Fuscas de 800 quilos
PESO TOTAL – 6,5 milhões de toneladas. Equivale a – 11,5 navios de carga carregados

ÁREA – 13 acres (52 598 m2).Equivale a – 6 campos de futebol.

Fonte: Mundo Estranho