Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador EXTRAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EXTRAÇÃO. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de junho de 2015

METANO EXTRAÍDO DE ROCHA MARCIANA PODERIA SER FONTE DE ALIMENTO DE MICRORGANISMOS

Os cientistas descobriram uma pista importante sobre a possível evidência de vida em Marte, depois de extraírem metano de rocha marciana. Pesquisadores analisaram amostras de meteoritos oriundos de Marte e descobriram que seis meteoritos diferentes - representando a rocha vulcânica do planeta vermelho - continham metano[CH4]. A descoberta é significativa, pois indica que o gás poderia ter sido usado como uma fonte de alimento de vida simples, por baixo da superfície de Marte, da mesma forma como acontece na Terra. "Um dos mais excitantes desenvolvimentos na exploração de Marte tem sido a sugestão de metano na atmosfera marciana. Recentes e futuras missões feitas pela NASA e ESA, respectivamente, estão se atentando a isso. No entanto, ainda não se sabe de onde o metano vem, e até mesmo se ele realmente está lá”, disse John Parnell, da Universidade de Aberdeen, que liderou a pesquisa. Sua pesquisa, no entanto, proporcionou uma forte indicação de que as rochas em Marte contêm, de fato, um grande reservatório de metano. As seis amostras de meteoritos de rocha vulcânica de Marte continham gases na mesma proporção e com a mesma composição isotópica da atmosfera marciana. Todas as amostras também continham metano, que foi medido pelo esmagamento das rochas, evidenciando o gás emergente através de um espectrômetro de massa. A equipe também examinou dois meteoritos não-marcianos que continham poucas quantidades de metano. A descoberta sugere a possibilidade de que o metano possa ser usado como uma fonte de alimento pelas formas rudimentares de vida abaixo da superfície do planeta. Na Terra, os micróbios fazem isso em uma variedade de ambientes. "Embora não possamos dizer que esta descoberta é a prova da existência de vida em Marte, dá um forte incentivo para continuarmos procurando fontes de metano que poderiam suportar vida”, acrescentou Parnell. A pesquisa também tem um outro significado. O metano é um ponto de partida para moléculas orgânicas complexas. "Nosso trabalho implica que, em muitos outros planetas vulcânicos rochosos, tanto em nossa galáxia quanto em outras, pode haver metano, o que poderia contribuir para os blocos de construção da vida", disse Parnell. A descoberta foi feita como parte de um projeto de investigação conjunta realizada pela Universidade de Aberdeen, na Escócia, em colaboração com o Centro Escocês de Universidades de Pesquisa Ambiental, Universidade de Glasgow, além da Brock University e da Universidade de Western Ontario, ambas no Canadá. Professor Nigel Blamey, da Universidade Brock, disse: "As medições que fizemos em amostras da Terra ao longo de muitos anos nos deu a confiança de que poderíamos obter esses dados importantes a partir destes pequenos pedaços de meteoritos oriundos de Marte. O método que usamos pode detectar quantidades extremamente pequenas de gases como o metano, e pretendemos expandir nossa pesquisa analisando mais meteoritos, no futuro”. Sean McMahon, que estava envolvido na pesquisa desde quando trabalhava em Aberdeen, e hoje está na Universidade de Yale, nos EUA, acrescentou: "Mesmo que o metano marciano não alimente os micróbios diretamente, pode sinalizar a presença de um ambiente quente e úmido, quimicamente reativos, onde a vida poderia prosperar". A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications. FONTE:dailymail.co.uk/sciencetech/article-3126853/Is-proof-life-Mars-Methane-extracted-Martian-rock-food-source-simple-organisms-red-planet.html

terça-feira, 29 de abril de 2014

"GELO DE FOGO": FONTE DE ENERGIA OU DE PREOCUPAÇÃO?

É cada vez maior o esforço em busca de alternativas aos hidrocarbonetos tradicionais - petróleo, carvão e gás natural - seja porque eles são poluentes, seja porque sua extração tem-se tornado mais difícil. Um substituto potencial que vem ganhando atenção é o hidrato de metano, encontrado em enormes quantidades sob o permafrost - o solo gelado do Ártico - ou os leitos dos oceanos. Porém, apesar de potencialmente menos poluente que petróleo e carvão, sua extração apresenta enormes riscos ambientais. GÁS HIDRATADO: Conhecido como "gelo que arde", o hidrato de metano - mais rigorosamente um clatrato de metano (CH4*5.75H2O) - é constituído por cristais de gelo com gás preso em seu interior. Esses cristais são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada e são encontrados no limite das plataformas continentais, onde o leito marinho entra em súbito declive até chegar ao fundo do oceano. Ao reduzir a pressão ou elevar a temperatura, a substância simplesmente se quebra em água e metano - muito metano. Um metro cúbico do composto libera cerca de 160 metros cúbicos de gás, o que o torna uma fonte de energia altamente intensiva. Por causa disso, da sua oferta abundante e da relativa facilidade para liberar o metano, um número grande de governos está cada vez mais animado com essa nova fonte de energia. Acredita-se que as reservas dessa substância sejam gigantescas - a estimativa é de que haja mais energia armazenada em hidrato de metano do que na soma de todo petróleo, gás e carvão do mundo. EXTRAÇÃO DO GÁS HIDRATADO: O problema, porém, é extrair o hidrato de metano. Além do desafio de alcançá-lo no fundo do mar, operando sob altíssima pressão e baixa temperatura, há o risco grave de desestabilizar o leito marinho, provocando deslizamentos. Uma ameaça ainda mais grave é o potencial escape do metano. Extrair o gás de uma área localizada não é tão complicado, mas prevenir que o gás hidratado se quebre e libere o metano no entorno é mais difícil. E isso tem consequências sérias para o aquecimento global - estudos recentes sugerem que o metano é 30 vezes mais forte que o CO2 em termos de efeito estufa. Por causa desses desafios técnicos, ainda não há escala comercial de produção de hidrato de metano em qualquer lugar do mundo. Mas alguns países estão chegando perto.
Esses cristais são formados a partir de uma combinação de temperaturas baixas e pressão elevada. EXPERIMENTOS TÍMIDOS: Os Estados Unidos, o Canadá e o Japão já investiram milhões de dólares em pesquisa e já realizam alguns testes. Os Estados Unidos lançaram um programa de pesquisa e desenvolvimento nacional já em 1982 e, em 1995, tinham terminado a sua avaliação dos recursos disponíveis do gás de hidratos no país. Desde então, têm realizado projetos-piloto na costa da Carolina do Sul, no norte do Alasca e no Golfo do México. Cinco ainda estão em execução. Os experimentos mais bem-sucedidos ocorreram no Alasca em 2012 e na costa central do Japão em 2013, quando, pela primeira vez, a extração de gás natural a partir de hidrato de metano no mar teve êxito. Maior importador de gás do mundo, o interesse do Japão é óbvio, embora o orçamento anual do país para pesquisa na área é relativamente baixo - US$ 120 milhões (cerca de R$ 270 milhões) - embora o governo fale em produzir hidrato de metano em escala comercial no fim desta década. A China e a Índia, com demandas enormes por energia, continuam tímidos em seus esforços para explorar o recurso. Assim, mesmo os especialistas parecem céticos, sobretudo levando em conta a concorrência da indústria petrolífera e das enormes reservas de gás e petróleo de vários dos países que poderiam capitanear os esforços de extração do hidrato de metano. O fato é que a Agência Internacional de Energia (IEA) ainda não inclui o gás hidratado nas suas projeções globais de energia para os próximos 20 anos. RISCOS AMBIENTAIS: Mais preocupados estão os ambientalistas. Se essa nova fonte de energia for explorada, o que parece provável no futuro, as implicações ambientais podem ser extensas. Apesar de ser menos poluente que o carvão ou o petróleo, o gás hidratado continua sendo um hidrocarboneto e, portanto, emite CO2. E há ainda o risco mais sério da liberação direta de metano na atmosfera. Alguns argumentam, porém, que pode não haver alternativa, na medida em que o aumento da temperatura global pode provocar a liberação do gás naturalmente, devido ao aquecimento dos oceanos e ao eventual derretimento das calotas polares. Se essas prospectivas ambientalistas estiverem corretas, a decisão futura poderá ficar entre escolher explorar o gás hidratado ou deixá-lo vazar na atmosfera. FONTES: BBC /INOVACAOTECNOLOGICA