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sábado, 29 de agosto de 2015
NOVO SUBSTITUTO DO AÇÚCAR: NANOPARTÍCULAS DE AREIA REVESTIDAS
O açúcar é o inimigo número um da dieta no momento. O composto delicioso pode ser encontrado em muitos alimentos e bebidas (mesmo aqueles que não têm gosto doce) e tem sido culpado pela epidemia de obesidade nos EUA e em muitos outros lugares. Agora, uma startup israelense, DouxMatok, desenvolveu uma maneira de ingerir açúcar para que a sua língua saboreie a mesma quantidade de doçura, mas você estará ingerindo apenas metade do açúcar, de acordo com um artigo da Fast Company.
Aqui está como funciona, de acordo com sua patente: partículas de alimento seguras, pedaços nanométricos de celulose ou de sílica (o principal componente da areia da praia, e também um aditivo alimentar comum), são revestidas individualmente com açúcar. As nanopartículas são tão pequenas que a língua não pode senti-las, mas elas ainda entregam a doçura. Tem gosto de uma porção completa de açúcar, mas uma vez que o corpo absorve o revestimento doce, o resto da partícula não é digerida. E elas não são solúveis em água, para que possam manter a sua integridade e eficácia, mesmo quando dispersas em uma bebida doce.
O resultado é uma diminuição de 25 a 55% da quantidade de açúcar necessário para dar sabor ao alimento, dependendo da refeição em questão. Os fundadores da DouxMatok comparam este método à entrega de medicamento, porque uma quantidade menor de um medicamento ativo é necessário quando pode ser aplicado diretamente na parte do corpo onde ele é mais eficaz.
A empresa começou a testar a tecnologia com fabricantes e tem uma versão que pode ser usada em bolos ou refrigerantes. Eles planejam licenciá-la em breve, embora não haja nenhuma palavra sobre que tipo de aprovação da FDA pode ser necessária para este tipo de nano-alimentos; seu custo; ou se ela estará disponível em pequenos pacotes.
FONTE: curioso.blog.br/post/substituto-acucar-nanoparticulas-areia-revestidas/
domingo, 9 de agosto de 2015
ADOÇANTES ARTIFICIAIS SÃO MELHORES DO QUE O AÇÚCAR?
Nos últimos anos, todos assistimos uma batalha contínua sobre o que é pior para você: adoçantes artificiais ou açúcar. A menos que você queira abrir mão de todas as bebidas que são doces, vai acabar se deparando com o dilema. Ao invés de confiar em instinto ou em algum mito, podemos levar pesquisas em conta nessa discussão.
Evidências apontam para o fato de que parece haver uma correlação entre o consumo de açúcar e problemas de saúde e, segundo o professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Indiana University, Aaron E. Carroll, estes não podem ser detectados com adoçantes artificiais.
Adoçantes artificiais podem contribuir para a epidemia de diabetes
Em um artigo publicado no jornal “The New York Times”, o professor explica as diferenças entre as duas opções, começando pelos adoçantes artificiais – atacados por décadas, acusados de serem substâncias químicas nocivas. “Mas tudo é ‘química’ e nem todas são ruins para nós”, explica.
Um dos mais antigos adoçantes artificiais é a sacarina. Na década de 1980, o Congresso dos Estados Unidos determinou que qualquer produto que a contenha deveria ser acompanhado por um aviso de que aquele produto poderia ser perigoso para a saúde e que tinha causado câncer em animais de laboratório.
Relação com câncer de bexiga
Um artigo publicado na revista “Annals of Oncology”, em 2004, observou que mais de 50 estudos haviam sido publicados analisando a sacarina em ratos. Vinte deles eram estudos de “uma geração”, o que significa que não analisavam a prole dos ratos. Em apenas um desses estudos enormes quantidades de sacarina produziram câncer, e foi em um tipo de rato que é frequentemente infectado com um parasita da bexiga que iria deixá-lo suscetível a câncer de bexiga induzido por sacarina. Mas “estudos de duas gerações”, em que os ratos foram alimentados com muita sacarina e seus descendentes também, descobriram que o câncer de bexiga era significativamente mais comum em ratos de segunda geração. Isso levou muitos países a agir. No entanto, segundo Carroll, havia um problema: esta ligação não foi confirmada em seres humanos. Além disso, verifica-se que alguns ratos são simplesmente mais propensos a ter câncer de bexiga, inclusive quando recebem grandes quantidades de vitamina C. Estudos em humanos na Grã-Bretanha, Dinamarca, Canadá e nos Estados Unidos não conseguiram encontrar associação alguma entre o consumo de sacarina e o câncer de bexiga quando o tabagismo, que pode causá-lo, foi tirado da equação.E o aspartame?
Com base nesses estudos mais recentes, a sacarina foi removida da lista de cancerígenos em 2000. Mas, a essa altura, as opiniões já estavam definidas e isso não ajudou as pessoas a se sentirem mais seguras. Outros adoçantes artificiais não têm se saído melhor. O aspartame foi introduzido nos Estados Unidos mais ou menos na mesma época em que a sacarina começou a apanhar. Os estudos iniciais mostraram que o aspartame não causa câncer em animais, por isso foi considerado mais seguro do que a sacarina. Porém, em 1996, um estudo publicado no “The Journal of Neuropathology and Experimental Neurology” questionou a ligação entre o aspartame e o aumento no número de tumores no cérebro entre 1975 e 1992, quando mais pessoas tinham começado a consumi-lo. Para Carroll, há vários problemas com essa relação simplista. “A maior parte do aumento de câncer era em pessoas com 70 anos ou mais, que não eram os principais consumidores de aspartame. E como aspartame foi aprovado em 1981, culpá-lo por um aumento nos tumores na década de 1970 parece impossível”, diz. “Por fim, estudos muito mais abrangentes não conseguiram encontrar ligações. Estes incluíram um estudo de caso-controle de crianças publicado no The Journal of the National Cancer Institute e um estudo de grupo de mais de 450 mil adultos do Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention”. Alguns estudos posteriores sobre o aspartame feitos com ratos são usados como justificativa para o receio em consumir a substância, mas são contestados por organizações como o Instituto Nacional do Câncer dos EUA. Além disso, como acontece com a sacarina, também existem grandes diferenças entre ratos e seres humanos. Um estudo controlado randomizado de 1998 não detectou nenhum efeito neuropsicológico, neurofisiológico ou comportamental causado pelo aspartame. Mesmo uma dose 10 vezes superior ao consumo normal não teve efeito sobre crianças com transtorno de déficit de atenção. Uma revisão de segurança de 2007, publicada na revista “Critical Reviews in Toxicology”, descobriu que o aspartame tinha sido estudado extensivamente e que as evidências mostravam que ele era seguro. Pessoas com fenilcetonúria, um distúrbio genético raro, precisam limitar o seu consumo de aspartame porque a fenilalanina é um dos seus componentes. Entretanto, para a maioria das pessoas, o aspartame não é uma preocupação. Também é verdade que alguns dos adoçantes açúcares alcoólicos, como sorbitol ou manitol, podem ter um efeito laxante ou causar inchaço quando consumidos em grandes quantidades por algumas pessoas. Contudo, em condições normais, a maioria das pessoas pode aproveitar com segurança todos os adoçantes artificiais aprovados.Mas e o açúcar?
Os açúcares ou carboidratos que ocorrem naturalmente, como os encontrados em frutas, por exemplo, na sua maior parte, não são um problema. Açúcares adicionados (que não são provenientes de alimentos) é que são. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA relatam que as crianças norte-americanas estão consumindo entre 282 calorias (para meninas) e 362 calorias (para meninos) de açúcares adicionados por dia em média. Isto significa que mais de 15% da sua ingestão calórica é a partir de açúcares adicionados. Adultos se saem um pouco melhor, mas não muito. Este consumo não é distribuído igualmente, no entanto. Por exemplo, cerca de metade das pessoas não consomem bebidas açucaradas, enquanto outras 25% consomem cerca de 200 calorias por dia. Os 5% do topo, assim, consome mais de 560 calorias por dia, ou mais de quatro latas de refrigerante. Estudos epidemiológicos descobriram que, mesmo após o controle de outros fatores, a ingestão de açúcares adicionados de uma população está associada com o desenvolvimento de diabetes tipo 2, com um aumento de 1,1% em prevalência para cada lata de refrigerante adoçado com açúcar consumido em média por dia. No ano passado foi publicado no “JAMA Internal Medicine” um estudo que acompanhou pessoas por 14 anos e descobriu que aqueles entre os cinco com o mais alto consumo de açúcar adicionado tinham mais do que o dobro do risco de morrer de doenças cardiovasculares do que aqueles entre os cinco com o consumo mais baixo. O editorial que o acompanhava observou que o aumento do risco de morte começava quando uma pessoa consumia o equivalente a 590 ml de refrigerante em uma dieta de 2 mil calorias e chegava a um aumento de mais de quatro vezes para as pessoas que consumiam mais de um terço de sua dieta em açúcares adicionados.Açúcar engorda
Não é surpresa alguma que a ingestão de açúcares adicionados é significativamente associada com o peso corporal. Uma revisão sistemática e meta-análise de estudos randomizados controlados, publicada no “British Medical Journal”, em 2012, descobriu que o consumo de açúcar aumenta tanto a gordura quanto o peso total. Outra meta-análise de estudos randomizados controlados, publicada no “American Journal of Clinical Nutrition” em 2013, descobriu que bebidas adoçadas com açúcar por si só causam aumento no peso corporal em adultos. Em comparação, um estudo do mesmo tipo, publicado no ano passado na mesma revista, feito com adoçantes artificiais ou de baixa caloria descobriu que o seu uso levou à um peso corporal mais baixo e menos gordura total. “Minha esposa e eu limitamos o consumo de refrigerante de nossos filhos para cerca de quatro a cinco vezes por semana. Quando deixamos que tomem refrigerante, ele é quase sempre livre de cafeína, porque queremos que eles durmam. Também é quase sempre sem açúcar”, conta Carroll, explicando que aplica seu conhecimento ao cotidiano. “Há um dano potencial, e provavelmente verdadeiro, de consumir açúcares adicionados; e provavelmente não há dano algum nos adoçantes artificiais”. fonte:nytimes.com/2015/07/28/upshot/the-evidence-supports-artificial-sweeteners-over-sugar.htmldomingo, 7 de junho de 2015
AÇÚCAR: TOMAR UM REFRIGERANTE POR DIA PODE DOBRAR SUAS CHANCES DE MORRER DE DOENÇA CARDÍACA
Em recente pesquisa científica, concluiu-se que que beber uma bebida gaseificada e açucarada por dia já é suficiente para aumentar as chances de morrer de doença cardiovascular em quase um terço. E para aqueles que consomem um quarto de suas calorias diárias de açúcar, o risco desse tipo de morte é dobrado.
A adição de açúcar que é introduzida na dieta diária acaba sendo oriunda do processamento de produtos alimentares, em vez de ser a partir de fontes naturais, tais como as frutas, por exemplo. As diretrizes alimentares da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam que adição de açúcar deve representar menos de 10% da ingestão de calorias diárias.
Entretanto, ativistas britânicos estão brigando por um limite máximo de 5%, juntamente com uma taxação elevada em refrigerantes e bebidas com muito teor de açúcar, porque eles dizem o açúcar é o “novo do tabaco”.
O professor Graham MacGregor, presidente da “Action in Sugar”, disse: “Este é um estudo importante. Ele mostra claramente que uma alta ingestão de açúcar está diretamente associada a um aumento do risco de derrames e ataques cardíacos, destacando-se a necessidade de muito mais foco na redução do açúcar para reduzir a obesidade e riscos cardiovasculares”. Ele ressalta: “Ao aumentar a ingestão de açúcar, além de ser um ganho desnecessário de calorias, é uma das principais causas do surgimento da cárie dentária. Precisamos agir agora”.
O estudo, liderado pelo Dr. Quanhe Yang, dos Centers for Disease Control and Prevent em Atlanta, utilizou dados da pesquisa nacional de saúde dos Estados Unidos para determinar a quantidade de açúcar adicionada pelos consumidores.
Entre 2005 e 2010, a adição de açúcar foi responsável por pelo menos 10% das calorias consumidas em mais de 70% da população dos EUA. Cerca de um décimo desses adultos tem um quarto ou mais de suas calorias provenientes de açúcar, diz um relatório no JAMA Internal Medicine. Os dados foram comparados com a mortalidade por doença cardíaca durante um período de 14,6 anos, durante os quais 831 mortes por doenças cardiovasculares foram registradas no grupo de estudo, o que é um número significativo para a população.
O risco de morte relacionado com o coração era 38% para as pessoas que consumiam de 17 a 21% das calorias diárias de açúcar, em comparação com aqueles que eram menos de 10%. Uma lata de bebida açucarada a cada dia aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares em 29% em comparação ao consumo de uma lata ou menos em uma semana. Uma lata com 360 ml de refrigerante pode conter até 8 colheres de chá de açúcar.
Os pesquisadores dizem que o risco extra não é simplesmente porque as pessoas que consomem mais açúcar são mais propensas a ter excesso de peso ou obesidade, o que faz com que os problemas cardíacos sejam mais prováveis. Eles alegam que o excesso de açúcar tem um efeito independente sobre o corpo, que ainda não é compreendido. Isso pode elevar a pressão alta e a efeitos adversos sobre o sangue e gerar inflamações.
Um britânico típico consome 12 colheres de chá de açúcar por dia, e alguns chegam a consumir até 46. O máximo de consumo ditado pela OMS é equivalente a, no máximo, 10 colheres por dia.
Um porta-voz da indústria açucareira contestou a alegação de doença cardíaca. Dr. Glenys Jones, de Sugar Nutrition UK, disse: “Os especialistas em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde e o UK Department of Health, reviram a evidência científica e afirmaram claramente que o consenso da pesquisa mostra que a ingestão de uma dieta com adição de açúcar não causa doenças cardíacas”.
fonte: megaarquivo.com/2015/06/02/11-430-acucar-tomar-um-refrigerante-por-dia-pode-dobrar-suas-chances-de-morrer-de-doenca-cardiaca/
domingo, 31 de agosto de 2014
O AÇÚCAR É REALMENTE MUITO RUIM PARA A SAÚDE?
O açúcar pode matar você. Essa é a manchete que apareceu em toda a Internet após a publicação de um estudo recente publicado na revista JAMA Internal Medicine. Os estudos feitos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) analisaram a relação entre o consumo de açúcar e as doenças cardíacas. E o que os pesquisadores descobriram é bastante assustador. A dieta americana normal contém adição de açúcar suficiente para aumentar o risco de morte relacionada com o coração em 18%. E o que é pior, consumindo mais de 21% de calorias provenientes de açúcar adicionado (que equivale a 420 calorias em uma dieta de 2.000 calorias por dia), mais do que duplica o risco de morte por doença cardíaca. Não é a primeira vez que a adição de açúcar recebeu uma divulgação negativa. A pesquisa mostrou que muitas coisas doces podem levar à obesidade, diabetes tipo 2, doença arterial coronariana, declínio cognitivo e até mesmo câncer. Então, você deve se apressar para sua despensa ou geladeira e jogar fora tudo o que tem adição de açúcar?
O AÇÚCAR QUE MATA
Nem todo açúcar é ruim para você. Seu corpo precisa de carboidratos (amidos e açúcares naturais, como o que você encontra nas frutas e no leite), que são divididos em glicose para criar energia. O culpado por trás de doenças cardíacas e outros problemas de saúde graves é o açúcar adicionado - qualquer tipo de açúcar que foi adicionado aos alimentos ou bebidas durante o processamento ou preparação. Você encontrará açúcares adicionados em coisas como refrigerantes, bebidas energéticas, bebidas esportivas, sucos de frutas, sorvetes, doces, bolos, biscoitos doces, cereais, pão, iogurte com sabor, molho de salada e ketchup. Esses açúcares adicionam calorias em sua comida, mas pouco ou nenhum nutriente. Em comparação, os alimentos que contêm açúcares naturais tendem a ser rico em nutrientes, o que ajuda o corpo e retarda a absorção de açúcar.
AÇÚCARES ADICIONADOS DE FORMA DISFARÇADA
Costumamos comer alimentos com adição de açúcar, mesmo sem perceber. Isso porque ele é um adoçante sorrateiro, com muitos nomes. Na próxima vez que você olhar para o rótulo dos alimentos, preste atenção em ingredientes que terminam em “ose”, como dextrose, glucose, maltose e sacarose, bem como qualquer tipo de xarope, como por exemplo xarope de arroz, xarope de milho ou de malte. Alguns outros açúcares adicionados incluem mel (que pode ser um pouco mais saudável do que o açúcar refinado por causa de suas pequenas quantidades de fibras e nutrientes), melaço, sucos concentrados de frutas e suco de cana evaporado.
QUANDO É DEMAIS?
Tendo em conta que todas as formas de açúcar adicionado em alimentos processados é ruim para o corpo, qual a quantidade segura? Atualmente, nós simplesmente não sabemos. Não existe um número mágico para a quantidade de açúcar adicionado que é considerado "saudável”. A Associação Americana do Coração recomenda limitar açúcares adicionados a menos de 100 calorias por dia para a maioria das mulheres e 150 para a maioria dos homens. Para colocar as coisas em perspectiva, uma única lata de refrigerante contém cerca de 140 calorias de açúcar, o suficiente para colocar uma mulher em uma categoria de alto risco, se ela bebe uma lata de refrigerante por dia. A Organização Mundial da Saúde recomenda que os açúcares adicionados representem menos de 10% do seu total de calorias (menos de 200 calorias em uma dieta de 2.000 calorias).
Cabe a você decidir se irá cortar completamente açúcares adicionados. Mas se está preocupado que está comendo demais, considere algumas dicas da Associação Americana do Coração:
1. Comprar bebidas de baixa caloria ou sem açúcar.
2. Comprar frutas frescas ou suco natural.
3. Adicione frutas frescas para adoçar cereais ou aveia.
4. Ao cozinhar, corte de um terço à metade do açúcar das receitas.
5. Substitua o açúcar por compota de maçã sem açúcar nas receitas.
FONTE: hsw.uol.com.br/o-çúcar-é-realmente-muito-ruim-para-saúde
quarta-feira, 30 de abril de 2014
SAIBA TUDO SOBRE AÇÚCAR NO SANGUE
Açúcar no sangue, ou glicose, é uma importante fonte de energia e fornece nutrientes aos órgãos do seu corpo, músculos e sistema nervoso.
O corpo obtém glicose a partir dos alimentos que você come, e a absorção, armazenamento e produção de glicose é regulada constantemente por processos complexos que envolvem o intestino delgado, fígado e pâncreas.
O açúcar no sangue normal varia de pessoa para pessoa, mas a faixa normal para glicemia de jejum (a quantidade de glicose no sangue seis a oito horas após uma refeição) é entre 70 e 100 miligramas por decilitro.
Para a maioria dos indivíduos, o nível de glicose no sangue aumenta após as refeições. A faixa normal de açúcar no sangue depois de comer é entre 135 e 140 miligramas por decilitro. Estas variações dos níveis de açúcar no sangue, tanto antes como depois das refeições, são normais e refletem a forma como a glucose é absorvida e armazenada no corpo.
Depois de comer, o seu corpo decompõe os carboidratos dos alimentos em partes menores, incluindo glicose, que podem ser absorvidos pelo intestino delgado. Como o intestino delgado absorve a glicose, o pâncreas liberta insulina, que estimula os tecidos do corpo e faz com que este absorva glicose e metabolize (um processo conhecido como glicogênese).
Esta glicose armazenada (glicogênio) é usada para manter os níveis de açúcar no sangue saudáveis entre as refeições. Quando os níveis de glicose caem entre as refeições, o corpo usa um pouco de açúcar necessário do seu armazenamento. [Criada aplicação que monitora glicose no sangue]
O processo é expulso pelo pâncreas, que liberta uma hormona conhecido como glucagon, que promove a conversão de açúcar armazenado (glicogênio) no fígado de volta à glicose. A glicose é então libertada na corrente sanguínea.
Quando não há glicose suficiente armazenada para manter níveis normais de açúcar no sangue, o corpo vai produzir a sua própria glicose a partir de fontes não carboidratos (como aminoácidos e glicerol).
Este processo, conhecido como gliconeogênese, ocorre mais frequentemente durante o exercício intenso e em casos de fome. Embora possa parecer complicado, há uma boa razão para o seu corpo manter esta dança interminável de glicose.
Muito ou pouco açúcar no sangue pode levar a sérios problemas de saúde. O excesso de glicose durante um tempo prolongado (hiperglicemia) pode resultar na destruição de nervos, menor resistência a infecções, e doenças cardíacas e renais.
Por outro lado, a glicose insuficiente no sangue durante um período prolongado (hipoglicemia) pode afetar a função do cérebro, causando fadiga, desmaios , irritabilidade e, em alguns casos, convulsões e perda de consciência.
FONTE:ciencia-online
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
AÇÚCAR: TOMAR UM REFRIGERANTE POR DIA PODE DOBRAR SUAS CHANCES DE MORRER DE DOENÇA CARDÍACA
Os cientistas descobriram uma ligação alarmante entre o consumo excessivo de açúcar encontrado em refrigerantes ou alimentos processados e mortes relacionadas ao coração.
Eles perceberam que beber uma bebida gaseificada e açucarada por dia já é suficiente para aumentar as chances de morrer de doença cardiovascular em quase um terço. E para aqueles que consomem um quarto de suas calorias diárias de açúcar, o risco desse tipo de morte é dobrado.
A adição de açúcar que é introduzida na dieta diária acaba sendo oriunda do processamento de produtos alimentares, em vez de ser a partir de fontes naturais, tais como as frutas, por exemplo. As diretrizes alimentares da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam que adição de açúcar deve representar menos de 10% da ingestão de calorias diárias.
Entretanto, ativistas britânicos estão brigando por um limite máximo de 5%, juntamente com uma taxação elevada em refrigerantes e bebidas com muito teor de açúcar, porque eles dizem o açúcar é o “novo do tabaco”.
O professor Graham MacGregor, presidente da “Action in Sugar”, disse: “Este é um estudo importante. Ele mostra claramente que uma alta ingestão de açúcar está diretamente associada a um aumento do risco de derrames e ataques cardíacos, destacando-se a necessidade de muito mais foco na redução do açúcar para reduzir a obesidade e riscos cardiovasculares”. Ele ressalta: "Ao aumentar a ingestão de açúcar, além de ser um ganho desnecessário de calorias, é uma das principais causas do surgimento da cárie dentária. Precisamos agir agora".
O estudo, liderado pelo Dr. Quanhe Yang, dos Centers for Disease Control and Prevent em Atlanta, utilizou dados da pesquisa nacional de saúde dos Estados Unidos para determinar a quantidade de açúcar adicionada pelos consumidores.
Entre 2005 e 2010, a adição de açúcar foi responsável por pelo menos 10% das calorias consumidas em mais de 70% da população dos EUA. Cerca de um décimo desses adultos tem um quarto ou mais de suas calorias provenientes de açúcar, diz um relatório no JAMA Internal Medicine. Os dados foram comparados com a mortalidade por doença cardíaca durante um período de 14,6 anos, durante os quais 831 mortes por doenças cardiovasculares foram registradas no grupo de estudo, o que é um número significativo para a população.
O risco de morte relacionado com o coração era 38% para as pessoas que consumiam de 17 a 21% das calorias diárias de açúcar, em comparação com aqueles que eram menos de 10%. Uma lata de bebida açucarada a cada dia aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares em 29% em comparação ao consumo de uma lata ou menos em uma semana. Uma lata com 360 ml de refrigerante pode conter até oito colheres de chá de açúcar.
Os pesquisadores dizem que o risco extra não é simplesmente porque as pessoas que consomem mais açúcar são mais propensas a ter excesso de peso ou obesidade, o que faz com que os problemas cardíacos sejam mais prováveis. Eles alegam que o excesso de açúcar tem um efeito independente sobre o corpo, que ainda não é compreendido. Isso pode elevar a pressão alta e a efeitos adversos sobre o sangue e gerar inflamações.
Um britânico típico consome 12 colheres de chá de açúcar por dia, e alguns chegam a consumir até 46. O máximo de consumo ditado pela OMS é equivalente a, no máximo, 10 colheres por dia.
Um porta-voz da indústria açucareira contestou a alegação de doença cardíaca. Dr. Glenys Jones, de Sugar Nutrition UK, disse: "Os especialistas em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde e o UK Department of Health, reviram a evidência científica e afirmaram claramente que o consenso da pesquisa mostra que a ingestão de uma dieta com adição de açúcar não causa doenças cardíacas”.
Fonte: DailyMail
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
CONHEÇA 5 ALIMENTOS QUE ESCONDEM AÇÚCAR NA SUA COMPOSIÇÃO
É consenso entre médicos e pacientes que a ingestão excessiva de açúcar é extremamente prejudicial para a saúde.
Porém, o que pouca gente sabe é que alimentos que aparentemente são vendidos como "saudáveis", na verdade, contêm altas doses da matéria-prima.
Segundo uma pesquisa realizada por cientistas americanos e publicada em 2012, o consumo mundial do açúcar triplicou nos últimos 50 anos e está ligado a inúmeras doenças, como obesidade, diabetes e câncer.
Uma nova campanha da ONG Action on Sugar elaborou uma lista em que figuram alguns alimentos que "escondem" grandes quantidades de açúcar.
O objetivo, além de conscientizar o público, é pressionar os fabricantes a reduzir a quantidade do subproduto da cana.
1-ALIMENTOS COM 0% DE GORDURA
Alimentos com 0% de gordura não possuem, necessariamente, 0% de açúcar. Este é o caso dos iogurtes.
Nesses alimentos, o açúcar normalmente é adicionado para dar sabor e cremosidade ao produto quando a gordura é removida.
Um iogurte de 150 gramas com 0% de gordura pode ter, por exemplo, até 20 gramas de açúcar - o equivalente a cinco colheres de chá, alerta a Action on Sugar.
Esse valor equivale à metade da quantidade diária de açúcar recomendada para mulheres, que é de 50 gramas. Nos homens, a taxa diária é um pouco superior, de 70 gramas.
"O problema é que as pessoas que compram comida com 0% de gordura querem consumir um alimento com um gosto semelhante ao de 100% de gordura", afirma a nutricionista Sarah Schenker.
"Para adequar seus produtos ao paladar dos clientes, os fabricantes adicionam açúcar quando a gordura é retirada. Se as pessoas querem alimentos mais saudáveis, precisam aceitar que eles tenham uma aparência e um gosto um pouco diferente", acrescenta Schenker.
2 -POLPA DE TOMATE
Uma polpa de tomate feita a partir de tomates frescos possui inúmeros nutrientes, mas aquelas compradas em mercados, normalmente enlatadas, podem ser cheias de açúcar.
O ingrediente é normalmente adicionado para que a polpa fique menos ácida. Um terço de uma lata de 150 gramas, por exemplo, pode ter até 13 gramas de açúcar, valor equivalente a três colheres de chá.
3 -MAIONESE
Produtos que contenham maionese são inimigos de quem quer combater o consumo excessivo de açúcar. Uma colher pode conter até quatro gramas do ingrediente.
"Molhos, em geral, contêm grande quantidade de açúcar", afirma Schenker.
4 -ÁGUA
Depende do tipo. Alguns tipos de "águas vitaminadas" têm adição de açúcar. Um copo de 500 ml de algumas marcas pode conter até 15 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de quatro colheres de chá, diz a Action on Sugar.
5 -PÃO
O pão é um dos alimentos que mais "escondem" açúcar, destaca a ONG. Uma fatia de pão processado pode ter, em média, até três gramas de açúcar.
O açúcar presente no pão, aliás, é normalmente formado no processo natural de fermentação, mas também pode ser adicionado durante a fabricação do alimento.
"Não é porque o alimento é salgado que ele tem baixo teor de açúcar", lembra Schenker.
FONTE:http://noticias.uol.com.br/saude/
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
OS PERIGOS DO AÇÚCAR
Robert Lustig é um médico americano da Universidade da Califórnia (San Francisco, EUA), especialista em obesidade. Recentemente, ele tem promovido uma campanha para que haja leis restritivas de consumo de açúcar semelhantes às existentes para o álcool e tabaco, o que limitaria especialmente o acesso das crianças a produtos açucarados. Será que existe motivo para tanta preocupação?
O endocrinologista, que lançou um vídeo no Youtube no qual fala sobre o assunto (que já ultrapassou 2 milhões de visualizações), cita como exemplo uma série de doenças. Ele defende que o número de problemas de saúde como pressão alta, doenças do coração e vícios alimentares eram muito menores há 30 anos, e o responsável pelo salto nos índices foi o açúcar.
Como exemplo, o médico cita diabetes. Em 2011, havia 366 milhões de diabéticos no mundo (o equivalente a 5% da população), mais do que o dobro em 1980. Mais ou menos nessa época, o mundo começou a se preocupar e eliminar a quantidade excessiva de gordura na alimentação. Mas ninguém sabia que alguns lipídios são bons para o organismo: a ordem era cortar o máximo de gordura possível.
De lá para cá, fomos substituindo a gordura por açúcar. No Reino Unido, por exemplo, os índices são alarmantes: desde 1990, o consumo de açúcar cresceu 35%. Entre as crianças, a ingestão de glicose representa 17% do total de calorias diárias. Como é que chegamos a esse ponto?
A resposta do médico americano está nos produtos industrializados. Nos últimos anos, conforme ele explica, todos já sabem que açúcar em excesso pode fazer mal. Por isso, substituímos o açucareiro pelo adoçante, por exemplo, e tentamos cortar o açúcar dos alimentos que nós mesmos preparamos.
O problema é que o “açúcar invisível”, já embutido no alimento que vem da fábrica, atinge uma quantidade cada vez maior de produtos. Se você examinar o rótulo dos produtos que colocou em seu carrinho de supermercado, vai descobrir que existe açúcar em coisas que você nem imaginava.
Muitas pessoas engordam, por exemplo, porque o açúcar é um inibidor natural da leptina, o hormônio através do qual o estômago diz ao corpo que “já está bom, pode parar de comer”. Algo como uma trava natural. Este e outros efeitos nocivos indiretos à saúde por parte do açúcar também são objeto de estudo do endocrinologista americano.
O caminho para a restrição de tais produtos, conforme o próprio Robert Lustig afirma, é complicado. A indústria alimentícia resiste às tentativas de baixar os índices de açúcar nos produtos por que acreditam – provavelmente com razão – que o consumo vai cair significativamente se os alimentos nas formas em que as pessoas estão acostumadas mudarem. A vontade de mudar, dessa forma, deve partir primeiramente do consumidor.
FONTE:Telegraph
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