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domingo, 2 de agosto de 2015

NOVO EXAME DE SANGUE PODERÁ REVOLUCIONAR A MEDICINA

Todo e qualquer vírus que uma pessoa já teve pode ser visto em uma gota de sangue. É o que dizem os desenvolvedores desse novo teste. O exame, que ainda é experimental, pode ser realizado por algo em torno de 100 reais e se tornar um importante instrumento de pesquisa para rastrear padrões de doença em várias populações, ajudando os cientistas comparar o velho e o novo, ou populações em diferentes partes do mundo. Esse teste também poderia ser usado para tentar descobrir se os vírus, ou a resposta imunológica do corpo para eles, contribuem para o desenvolvimento de eventuais doenças crônicas e câncer. De acordo com o autor principal do estudo, Stephen J. Elledge, professor de genética na Escola de Medicina de Harvard (EUA), apenas uma gota de sangue é suficiente para matar a sede por muitas informações. É uma coisa tão nova e tão genial que nem sabemos onde vai dar e o que poderia descobrir.

O exame

O exame pode detectar a exposição a mais de 1.000 cepas de vírus de até 206 espécies – o que significa todos os vírus conhecidos que infectam pessoas. Também funciona para detecção de anticorpos, proteínas altamente específicas que o sistema imunitário tenha feito em resposta a um vírus. Coletando apenas uma gota de sangue de 569 pessoas nos Estados Unidos, África do Sul, Tailândia e Peru, os pesquisadores constataram que a maioria das pessoas tinham sido expostas a cerca de 10 espécies diferentes de vírus, incluindo suspeitos habituais, como os causadores de resfriados, gripe, doença gastrointestinal e outros doenças comuns. Mas alguns indivíduos apresentavam indícios de exposição à cerca de 25 espécies, segundo o Dr. Elledge. As primeiras análises mostraram algumas diferenças nos padrões de exposição de continente para continente. Em geral, as pessoas fora dos Estados Unidos tiveram maiores taxas de exposição a vírus. A razão não é conhecida, mas os pesquisadores disseram que isso poderia ser devido a “diferenças de densidade populacional, práticas culturais, saneamento ou susceptibilidade genética”.

Tesouro

Para o Dr. William Schaffner, especialista em doenças infecciosas da Universidade Vanderbilt, este será um tesouro para epidemiologia das doenças transmissíveis. Uma possibilidade seria implantar o teste em grandes populações para descobrir as idades em que as crianças estão expostas a várias doenças, a fim de ajudar a determinar o melhor momento para vacinação. Outra grande ideia, segundo Schaffner, seria testar coleções de amostras de sangue congeladas – já que laboratórios de governos e algumas universidades os armazenam a partir de estudos anteriores – para aprender sobre padrões históricos de doenças.

Avanços e curas Ao mostrar o repertório completo de anticorpos que uma pessoa produziu ao longo da vida contra os mais variados tipos de vírus, o teste pode clarear nosso conhecimento sobre várias doenças. Se a gente souber mais sobre elas, podemos desenvolver tratamentos cada vez mais eficientes. Os candidatos mais óbvios para possíveis curas são doenças autoimunes, como esclerose múltipla e diabetes tipo 1. Os pesquisadores já suspeitavam que os vírus podiam contribuir para tais doenças ao provocar o sistema imunológico a produzir anticorpos que confundem as próprias células de uma pessoa. Mas nenhum desses vírus ou anticorpos já foram identificados. Essencialmente, até agora, os cientistas tinham que os procurar um por um, o que não deve mais acontecer. A tecnologia poderia também ajudar a responder perguntas sobre o câncer, por exemplo, por que a mesma doença progride mais rápido em alguns pacientes do que em outros, e porque a quimioterapia funciona melhor em algumas pessoas. Os anticorpos podem desempenhar um papel que ainda não conhecemos.

Limitações

O teste tem algumas limitações, contudo. Ele pode não detectar certos vírus muito pequenos ou infecções para a qual a resposta imune tenha sido muito pequena. Mas versões mais recentes do teste podem ser mais sensíveis, de acordo com o Dr. Elledge. Embora não seja perfeito, a expectativa é que o método represente um grande passo à frente em direção ao objetivo de uma análise mais abrangente de infecções virais. Hoje, o exame pode levar até dois meses para ser concluído, mas com investimento, poderia ser feito em 2 ou 3 dias. fonte:nytimes.com/2015/06/05/health/single-blood-test-for-all-virus-exposures.html

domingo, 7 de junho de 2015

UMA SÓ GOTA DE SANGUE PODE REVELAR TODAS AS INFECÇÕES VIRAIS DO PASSADO

Uma nova e econômica tecnologia permite detetar todas as infeções virais, passadas e presentes, de uma pessoa, através de uma única gota de sangue, segundo a agência de notícias France Presse. Esta técnica, denominada VirScan desenvolvida pelo Instituto de Medicina americano Howard Hughes (HHMI), é uma alternativa eficaz aos atuais testes de rastreio, que apenas detetam um vírus específico por análise. A novidade foi anunciada na quinta-feira pela revista científica americana Science.Esta abordagem poderá revelar fatores desconhecidos que afetam a saúde de uma pessoa e possibilitar de análise e comparação de infeções virais em grandes grupos populacionais. Este teste pode ser efetuado por apenas 25 dólares (22,17 euros) e requer uma única amostra de sangue. "Desenvolvemos uma metodologia para despistagem que remonta ao tempo em se avaliava minuciosamente o sangue das pessoas, para se descortinar quais os tipos de vírus que as tinham infectado", explicou o responsável da equipa investigadora do HHMI que desenvolveu o VirScan, Stephen Elledge. Os investigadores já analisaram o sangue de 569 pessoas com a tecnologia VirScan nos Estados Unidos da América, África do Sul, Tailândia e Perú. O teste consiste em procurar no sangue os anticorpos conhecidos das 206 espécies de vírus que já infetaram os seres humanos. Para garantir este método, os investigadores testaram-no analisando amostras de sangue contaminado com o vírus da Aids (HIV) e com o vírus da Hepatite C. "Os testes correram verdadeiramente bem... com uma sensibilidade de identificação, de cada uma das infecções, entre 95 e 100% por cada amostra de sangue, e sem nenhum falso-positivo", avaliou Stephen Elledge, mostrando-se confiante de que o teste poderá detetar outros vírus. Os resultados mostram que, em média, cada indivíduo possui anticorpos que revelam a presença, passada ou presente, de d10 estirpes virais diferentes. Segundo a equipa científica, esta abordagem pode ainda ser usada para encontrar anticorpos que atacam os próprios tecidos do organismo, como no caso de certas doenças autoimunes relacionadas com o câncer. Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Saude/Interior.aspx?content_id=4608960&page=2

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

ESTUDO INDICA QUE ADOÇANTE ELEVA GLICOSE DO SANGUE

O consumo de adoçantes artificiais, como aspartame, sucralose e sacarina, pode elevar o nível de glicose no sangue e causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo um estudo publicado na revista Nature. Conforme a pesquisa, pessoas que consomem esses produtos regularmente, com o objetivo de perder ou evitar o ganho de peso, podem estar colocando sua saúde em risco da mesma forma que uma pessoa obesa. Em experimentos com camundongos, realizados em Israel, os pesquisadores demonstram que o consumo desses adoçantes artificiais - que milhões de pessoas colocam no cafezinho e estão presentes em um grande número de produtos light ou diet - pode causar a chamada intolerância à glicose, uma condição metabólica que inclui várias doenças caracterizadas pelo excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia); entre elas, a diabete tipo 2. Isso ocorre, segundo eles, porque os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal e essas alterações aumentam a quantidade de glicose no sangue. Ou seja: a pessoa evita o ganho de peso associado às calorias do açúcar, mas sofre os efeitos fisiológicos do excesso de peso da mesma forma, pelo menos no que diz respeito à glicemia. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Weizmann Institute of Science. Segundo os cientistas, o uso em massa desses produtos precisa ser "reavaliado". fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2014/09/18/estudo-indica-que-adocante-eleva-glicose-no-sangue.htm

sábado, 24 de maio de 2014

ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE O SANGUE

Uma pessoa normal possui cerca de cinco litros de sangue, representando até 7% de seu peso. Ele é vermelho-vivo nas artérias e vermelho-escuro nas veias. São 96500 km de veias e artérias. O sangue retirado do corpo coagula-se em seis minutos. Em um minuto o sangue circula por todo o corpo. Essa viagem fica mais rápida ao praticarmos exercícios físicos. Quase um litro de sangue passa pelo cérebro nesse período. Para quem vive ao nível do mar, uma gota de sangue contém 5 milhões de glóbulos vermelhos (ou hemácias). Em habitantes de regiões mais altas, esse número aumenta para 7 milhões. Eles transportam o oxigênio da respiração pelo corpo. O organismo destrói perto de 1 trilhão de glóbulos vermelhos por dia.Nessa mesma gota, temos 9 mil glóbulos brancos (ou linfócitos). Eles formam o sistema imunológico, encarregado de defender o organismo contra os invasores. Existem ainda de 250 mil a 500 mil plaquetas sanguíneas. Ao ocorrer uma lesão num vaso, elas se juntam e controem uma barreira para evitar a hemorragia. Existem 10 bilhões de vasos capilares no corpo humano. É a esses vasos que os glóbulos vermelhos transferem o oxigênio que transportam para as outras células ao redor. A temperatura do sangue no coração é de 38,8 graus. No fígado ela aumenta para quarenta graus. A principal fábrica de sangue é a medula óssea. Produz duzentos mililitros de sangue por minuto. O sangue do tipo O é conhecido como DOADOR UNIVERSAL. Ele pode ser injetado em qualquer pessoa. Mas quem tem esse tipo de sangue só pode receber transfusões do tipo O. Já o sangue A B é o RECEPTOR UNIVERSAL. A AORTA é a maior artéria do corpo. Mede 5 centímetros de diâmetro e distribui o sangue a todas as partes do coração. Já a CARÓTIDA é uma importantíssima artéria que leva o sangue até a cabeça. fonte:vocesabia

quarta-feira, 30 de abril de 2014

SAIBA TUDO SOBRE AÇÚCAR NO SANGUE

Açúcar no sangue, ou glicose, é uma importante fonte de energia e fornece nutrientes aos órgãos do seu corpo, músculos e sistema nervoso. O corpo obtém glicose a partir dos alimentos que você come, e a absorção, armazenamento e produção de glicose é regulada constantemente por processos complexos que envolvem o intestino delgado, fígado e pâncreas. O açúcar no sangue normal varia de pessoa para pessoa, mas a faixa normal para glicemia de jejum (a quantidade de glicose no sangue seis a oito horas após uma refeição) é entre 70 e 100 miligramas por decilitro. Para a maioria dos indivíduos, o nível de glicose no sangue aumenta após as refeições. A faixa normal de açúcar no sangue depois de comer é entre 135 e 140 miligramas por decilitro. Estas variações dos níveis de açúcar no sangue, tanto antes como depois das refeições, são normais e refletem a forma como a glucose é absorvida e armazenada no corpo. Depois de comer, o seu corpo decompõe os carboidratos dos alimentos em partes menores, incluindo glicose, que podem ser absorvidos pelo intestino delgado. Como o intestino delgado absorve a glicose, o pâncreas liberta insulina, que estimula os tecidos do corpo e faz com que este absorva glicose e metabolize (um processo conhecido como glicogênese). Esta glicose armazenada (glicogênio) é usada para manter os níveis de açúcar no sangue saudáveis ​​entre as refeições. Quando os níveis de glicose caem entre as refeições, o corpo usa um pouco de açúcar necessário do seu armazenamento. [Criada aplicação que monitora glicose no sangue] O processo é expulso pelo pâncreas, que liberta uma hormona conhecido como glucagon, que promove a conversão de açúcar armazenado (glicogênio) no fígado de volta à glicose. A glicose é então libertada na corrente sanguínea. Quando não há glicose suficiente armazenada para manter níveis normais de açúcar no sangue, o corpo vai produzir a sua própria glicose a partir de fontes não carboidratos (como aminoácidos e glicerol). Este processo, conhecido como gliconeogênese, ocorre mais frequentemente durante o exercício intenso e em casos de fome. Embora possa parecer complicado, há uma boa razão para o seu corpo manter esta dança interminável de glicose. Muito ou pouco açúcar no sangue pode levar a sérios problemas de saúde. O excesso de glicose durante um tempo prolongado (hiperglicemia) pode resultar na destruição de nervos, menor resistência a infecções, e doenças cardíacas e renais. Por outro lado, a glicose insuficiente no sangue durante um período prolongado (hipoglicemia) pode afetar a função do cérebro, causando fadiga, desmaios , irritabilidade e, em alguns casos, convulsões e perda de consciência. FONTE:ciencia-online