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sábado, 10 de setembro de 2016
ANTENAS FINALMENTE FICAM DIGITAIS E VÃO MUDAR CELULARES
As antenas dos celulares são colocadas no topo e na base do aparelho. É por isso que a tela não pode cobrir o telefone inteiro. Com as antenas digitais, essa restrição deixa de existir.[Imagem: Aalto University]
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
TOTVS LISTA 8 TECNOLOGIAS QUE MUDARÃO O MUNDO ATÉ 2020
Todos os dias surgem novas tecnologias. Algumas são adotadas em grande escala assim que chegam ao mercado, enquanto outras passam por um tempo de maturação. Independentemente do caminho percorrido até à sua ampla adoção, elas com certeza irão transformar o dia a dia das pessoas e das empresas ao simplificar rotinas ou modificá-las completamente.
Diante desse cenário de mudanças, o Totvs Labs, laboratório de pesquisa e inovação que a provedora brasileira de ERP no Vale do Silício, elencou oito tecnologias disruptivas que irão modificar todas ou quase todas as indústrias e, consequentemente, o comportamento dos seres humanos até 2020. Algumas deles foram apontadas também em recente estudo recente da Deloitte.
1. Inteligência Artificial
Essa tecnologia é a primeira grande aposta, tanto que muitos esforços do laboratório em Mountain View foram direcionados para desenvolver soluções relacionadas a ela. Para a Totvs, o futuro será formado pela combinação de software (apps), dados e inteligência artificial, o que modificará todos os segmentos de mercado e simplificará a tomada de decisões. Setores como saúde, serviços financeiros, manufatura, varejo e outros serão profundamente transformados por esta combinação.2. Bitcoins & Blockchain
Semelhante a um livro de registro virtuais, o Blockchain é uma base de dados de transações distribuída criada para dar segurança ao uso das moedas virtuais, os Bitcoins. A tecnologia por trás do Blockchain impossibilita o uso de uma mesma moeda mais de uma vez, garantindo assim, a transparência e a segurança das transações, independentemente da moeda de valor utilizada. A ferramenta soluciona um problema antigo do mercado financeiro: registrar ativos, mantê-los atualizados e disponibilizá-los aos órgãos reguladores, e deve modificar todo o setor. A Nasdaq, por exemplo, já utiliza Blockchain para armazenar informações sobre os ativos de algumas empresas listadas no seu mercado de ações, como a Amazon e a Apple. No futuro próximo, diversas aplicações utilizarão o blockchain como este livro distribuído para registro de ativos e contratos.3. Impressora 3D
Criada em 1984, a impressora 3D vem sendo fortemente adotada nos últimos anos. Além de imprimir artigos para uso pessoal, a ferramenta modifica os processos de diferentes setores, como a medicina. Entre os destaques está a bioimpressão de membros do corpo humano para próteses ou transplantes. Outro segmento promissor para a ferramenta é a manufatura. Algumas empresas, lideradas pelas indústrias aeronáuticas e de máquinas, já estão desenvolvendo peças por meio da adição de material, camada por camada. O processo conhecido como manufatura aditiva permite, por exemplo, fabricar peças com geometrias extremamente complexas, sendo uma opção para etapas complicadas da produção. Empresas como Nike e Adidas já anunciaram a produção de tênis utilizando impressoras 3D.4. Carros autônomos
Além de modificar a experiência de locomoção do consumidor, os carros sem motoristas impactarão a atuação das montadoras e o planejamento do trânsito nas cidades e rodovias. Atualmente, há uma corrida maluca entre as montadoras para ver quem lança o primeiro carro autônomo. O prazo final proposto por elas é 2020, porém, a adoção em massa dos veículos deve acontecer somente a partir de 2025, quando a tecnologia terá a um preço acessível. O futuro é tão promissor, que a IHS Automotive, consultoria do mercado automobilístico, acredita que em 2050 ninguém mais precisará colocar as mãos no volante de um automóvel. Atualmente empresas como Tesla e Google já possuem a tecnologia que permite que o carro dirija automaticamente sem a interação humana.5. Robótica
Uma das mais conhecidas entre as oito tecnologias elencadas pelo TOTVS Labs, a robótica engloba diferentes formas de automatização, incluindo tarefas físicas, intelectuais e serviços de atendimento ao cliente. Segundo a consultoria Forrester, até 2019, 25% das tarefas em todas as indústrias serão transformadas pelo avanço dos robôs. Por outro lado, eles contribuirão para o surgimento de novas categorias profissionais, cada vez mais estratégicas. Um exemplo bem atual é o atendimento automatizado ao cliente nos Contact Centers.6. Realidade Virtual e Realidade Aumentada
Essas tecnologias permitem ao usuário interagir, em tempo real, com um ambiente tridimensional gerado por computadores por meio de dispositivos multissensoriais. Atualmente, já estão presentes em simuladores de voo e de direção, nas autoescolas. Em breve, esses simuladores chegarão a diversos outros mercados, conferindo uma melhor experiência ao usuário e simplificando, por exemplo, a manutenção em plantas industriais, a visitação a pontos turísticos e históricos e o aprendizado de determinados procedimentos cirúrgicos. Setores de educação e turismo devem ser fortemente transformados com o uso de Realidade Virtual e Aumentada.7. Biotecnologia
É uma grande promessa para resolver desafios globais, oferecendo novos potenciais para o atendimento da demanda mundial por alimentos, nutrição animal, combustível, materiais, entre outros, e reduzindo, ao mesmo tempo, o impacto no meio ambiente. A adoção na indústria farmacêutica permitiu o desenvolvimento de medicamentos mais eficientes e adequados a cada paciente e, em breve, possibilitará novas abordagens no tratamento, no diagnóstico e na prevenção de doenças. Já no setor têxtil, possibilita a criação de tecidos inteligentes, como o feltro que não pega fogo e carpetes que eliminam a poeira.8. Computação, Redes e Internet das Coisas
O número de computadores em redes e a possibilidade de trocar informações entre eles já começou a mudar as rotinas nas organizações. A Internet das Coisas, por exemplo, conecta dispositivos e máquinas aos sistemas de gerenciamento centralizados, permitindo uma troca de dados entre eles e facilitando, por exemplo, o controle de entregas na área logística. Além disso, essa tecnologia irá simplificar o mapeamento das áreas agrícolas das plantações por meio de dispositivos móveis, como drones. Cada uma dessas tecnologias ou a combinação entre duas ou mais delas impactarão o mundo nos próximos anos. Algumas já serão usadas em grande escala ainda em 2016, mas a maioria delas modificará as rotinas de grande parte das pessoas e empresas nos próximos cinco anos. Além disso, o impacto em determinadas indústrias ocorrerá mais rapidamente, pois uma das características comum destas tecnologias é o seu avanço exponencial. “A revolução que vamos vivenciar nos próximos anos terá um impacto maior até mesmo do que a revolução industrial. A estimativa é que nos EUA 47% das profissões atuais não existam nos próximos 10 anos. No Brasil, algo muito similar deve acontecer. Por outro lado, novos empregos vão surgir. O mais importante, diante de todas essas mudanças, é estar preparado para as transformações que estão por vir, pois, mais cedo ou mais tarde, uma dessas tecnologias, ou várias delas, impactarão parte da sua empresa ou até mesmo sua rotina pessoal”, afirma Vicente Goetten, diretor do Totvs Labs. fonte:http://beta.computerworld.com.br/totvs-lista-oito-tecnologias-que-mudarao-o-mundo-ate-2020domingo, 22 de novembro de 2015
LENTES DE GRAFENO COM UM ÁTOMO DE ESPESSURA PODEM REVOLUCIONAR A TECNOLOGIA DE VISÃO NOTURNA
Tudo o que ouvimos falar do grafeno até agora é muito interessante e impressionante. O material não é de outro mundo, mas parece ter superpoderes realmente admiráveis. Por exemplo, é ultrafino, ultraleve, ultraflexível, ultraforte e tem o potencial de ser usado em todos os tipos de inovações revolucionárias. Só falta fazer café.E se você não achava que o grafeno podia ir mais longe…
Agora, os pesquisadores acham que encontraram um novo uso para este material moderno: a criação de lentes de visão noturna que são incrivelmente finas e poderosas.
De acordo com o site Gizmodo, as lentes de contato à base de grafeno poderiam substituir os volumosos equipamentos que vemos em uso hoje em dia, graças às propriedades e características do material. O grafeno poderia transformar a tecnologia de visão noturna para quem depende dela, desde caçadores de alienígenas até pessoas que trabalham com serviços de emergência e resgate.
Grafeno: a nova matéria-prima da visão noturna
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, desenvolveram um novo design que poderia ser ampliado e utilizado a um nível comercial. O novo sensor térmico à base de grafeno tem, acredite se quiser, apenas UM ÁTOMO de espessura e elimina algumas das limitações associadas com a tecnologia atual de visão noturna.Tecnologia deficiente
Para começar, os óculos de visão noturna de hoje não podem abranger toda a gama de luz infravermelha sem o uso de vários sensores, o que naturalmente contribui com dispositivos maiores e mais caros. Além do mais, para ver padrões de calor a uma longa distância, um sistema de refrigeração criogênica precisa efetivamente reduzir a interferência e obter uma imagem que é utilizável na outra extremidade. O novo sensor proposto pela equipe do MIT lida com ambos os problemas de uma só vez, cobrindo todo o espectro infravermelho e acabando com a necessidade de resfriamento com a integração a um sistema de silício.Caminhando a passos largos
A versatilidade desta nova tecnologia é incrível. Ela pode ser muito útil desde no resgate de pessoas em desastres naturais quanto na verificação de camadas que existem embaixo de uma determinada pintura. Carros que dirigem sozinhos também poderiam fazer bom uso do grafeno aplicado à visão noturna, no sentido de que poderiam “ver” no escuro. fonte: sciencealert.com/graphene-can-create-super-powerful-night-vision-lenses-that-are-just-one-atom-thick"LÍQUIDO POROSO" É INVENTADO
Cientistas da Queen’s University Belfast (Irlanda do Norte), em conjunto com pesquisadores da Universidade de Liverpool (Inglaterra), criaram um líquido poroso com o potencial para uma enorme gama de novas tecnologias, incluindo “captura de carbono”.
Isso porque o novo líquido pode dissolver quantidades invulgarmente grandes de gás, que são absorvidas nos “buracos” da substância.Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature.
O primeiro do seu tipo
De acordo com Stuart James, da Escola de Engenharia Química e de Química da Queen’s University, os materiais que contêm buracos permanentes, ou poros, são tecnologicamente importantes. “Eles são usados para a fabricação de uma gama de produtos, desde garrafas de plástico a combustíveis. No entanto, até recentemente, esses materiais porosos têm sido somente sólidos. O que fizemos foi conceber um líquido especial”, conta. As moléculas que compõem esse líquido foram projetadas para que ele não pudesse encher todo o espaço no qual se encontra, criando “vazios”. Em seguida, os pesquisadores fizerem testes e confirmaram que o líquido poroso era capaz de dissolver enormes quantidades de gás.Aplicações importantes
Estas primeiras experiências apontam para aplicações interessantes a longo prazo. O projeto de pesquisa de três anos pode pavimentar o caminho para processos químicos muito mais eficientes e amigos do meio ambiente, incluindo o procedimento conhecido como captura de carbono – a captura de dióxido de carbono a partir de grandes fontes, por exemplo, uma usina de energia de combustível fóssil, a fim de armazená-lo para evitar sua entrada na atmosfera. “Mais pesquisa é necessária, mas se pudermos encontrar aplicações para estes líquidos porosos, eles poderiam resultar em processos químicos novos ou melhorados. No mínimo, conseguimos demonstrar um princípio muito novo – que, através da criação de buracos em líquidos, pode-se aumentar drasticamente a quantidade de gás que ele pode dissolver”, conclui James. fonte: phys.org/news/2015-11-porous-liquid.htmldomingo, 6 de setembro de 2015
REVOLUÇÃO DA NÃO-RADIAÇÃO?
Uma visualização da matéria escura como sendo energia confinada dentro de anapolos não-irradiantes.
Aprisionar a energia eletromagnética
Uma equipe internacional de físicos descobriu e demonstrou experimentalmente uma técnica inédita para confinar a energia eletromagnética, sem que ela vaze. A equipe compara esse comportamento a atirar uma pedra em um lago e vê-la entrar na água sem gerar o mínimo respingo. Mas também é possível vê-lo como o oposto de tudo o que se acostumou a ver na atual onda tecnológica, com antenas e ondas que permeiam todo o espaço. É difícil prever toda a aplicabilidade da nova técnica, diz a equipe, mas eles enumeram novas tecnologias de laser, menor perda de energia nos equipamentos elétricos e eletrônicos, maior facilidade em domar os qubits dos computadores quânticos e até a chave para explicar a matéria escura. Sendo essencialmente uma nova interpretação do eletromagnetismo, os resultados podem levar a uma melhor compreensão de como a própria matéria se encaixa a partir de "partículas-onda", que têm desafiado a imaginação dos físicos há décadas.Dipolos elétricos
O termo "revolucionário" parece ser aplicável porque a descrição teórica feita do experimento realizado pela equipe parece contradizer um dos princípios fundamentais da eletrodinâmica, o princípio de a radiação eletromagnética ser criada por cargas aceleradas. "Desde o início da mecânica quântica, as pessoas têm procurado uma configuração que possa explicar a estabilidade dos átomos e o porquê de os elétrons em órbita não irradiarem," explica o pesquisador Andrey Miroshnichenko, da Universidade Nacional da Austrália. A proposta dele e de seus colegas é que essa ausência de radiação resulta de que a corrente elétrica possui dois componentes diferentes, o dipolo elétrico convencional e um dipolo toroidal, que produzem campos idênticos à distância. Quando estas duas configurações estão fora de fase, então a radiação é anulada, mesmo que os campos eletromagnéticos sejam diferentes de zero na região próxima às correntes. Como 2 aspectos da polarização podem levar a um anapolo - a ausência de polos. [Imagem: Andrey Miroshnichenko et al. - 10.1038/ncomms9069]Sem radiação eletromagnética
A equipe testou com sucesso sua nova teoria usando nanodiscos de silício entre 160 e 310 nanômetros de diâmetro e 50 nanômetros de altura, que se tornaram efetivamente invisíveis pelo cancelamento do espalhamento da luz visível feita pelos nanodiscos. Esse tipo de excitação é conhecido como um anapolo, do grego "sem pólos". Isto reconcilia as diferenças entre duas descrições matemáticas diferentes da irradiação eletromagnética, uma baseada nos multipolos cartesianos e outra nas esferas homogêneas usadas pela chamada Teoria de Mie - uma solução das equações de Maxwell para a dispersão da radiação eletromagnética feita pelo físico alemão Gustav Mie. "As duas dão respostas diferentes, quando não deveriam. Eventualmente percebemos que estavam faltando os componentes toroidais à descrição cartesiana," disse Miroshnichenko. "Percebemos que esses componentes toroidais não eram apenas um ajuste, eles podem ser um fator muito significativo." Na prática, isto descreve uma situação na qual as cargas elétricas se aceleram sem emitir radiação eletromagnética. O professor Miroshnichenko disse que a energia confinada dos anapolos poderia ser importante no desenvolvimento de lasers minúsculos na superfície de materiais - os chamados spasers -, e também na criação de lasers de raios X eficientes. Bibliografia: Nonradiating anapole modes in dielectric nanoparticles. Andrey E. Miroshnichenko, Andrey B. Evlyukhin, Ye Feng Yu, Reuben M. Bakker, Arkadi Chipouline, Arseniy I. Kuznetsov, Boris Luk’yanchuk, Boris N. Chichkov, Yuri S. Kivshar. Nature Communications. Vol.: 6, Article number: 8069. DOI: 10.1038/ncomms9069. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=revolucao-nao-radiacao&id=020115150831domingo, 30 de agosto de 2015
NOVO REATOR DE FUSÃO NUCLEAR QUE PODERÁ MUDAR O MUNDO
Quando a energia nuclear foi liberada pela primeira vez, nos anos 1940, o sonho de muita gente era que ela viesse a ser a fonte de energia barata para tudo e para todos. Todos os carros, aspiradores de pó, aviões e navios do mundo usariam energia atômica.
Hoje, mais de 60 anos depois disso, já temos energia nuclear, mas ela está na forma de enormes usinas que usam a reação de fissão nuclear, onde átomos pesados se dividem em átomos menores, liberando energia no processo. É um método sujo, já que produz lixo nuclear, que continuará sendo perigoso ao meio-ambiente por milhões de anos.
Outra forma de energia nuclear que tem habitado o sonho de muitos físicos e engenheiros é a da fusão nuclear. Num reator de fusão, basicamente você aquece átomos de hidrogênio sob pressão até que eles se fundam, produzindo hélio. É o mesmo tipo de reação que alimenta o nosso Sol já fazem uns bons 5 bilhões de anos.
Todos os projetos para criar um gerador de energia baseado em fusão nuclear são descendentes de um projeto soviético grande e desajeitado conhecido como tokamak. Basicamente, ele cria um campo magnético na forma de toroide (anel) onde é guardado o plasma (gás quente e ionizado), e onde as reações de fusão acontecem.
A Skunk Works está tentando uma abordagem radicalmente diferente, em forma de tubo e com anéis magnéticos supercondutores. Com este desenho inovador, eles esperam evitar um dos problemas do tokamak, que é a pequena quantidade de plasma que ele consegue armazenar, o que obriga os engenheiros a fazer geradores imensos.
Projeto de reator nuclear tokamak soviético tradicional que está sendo construído em uma gigantesca instalação na França.
Projeto do reator nuclear compacto Skunk Works.
Com isto, o Dr. Thomas McGuire, gerente da divisão de Tecnologia Revolucionária da Skunk Works, pretende construir um reator de fusão do tamanho de um caminhão, que produziria a mesma quantidade de energia que um gerador do tamanho de um edifício, o International Thermonuclear Experimental Reactor – ITER (um tokamak em desenvolvimento na França).
Os planos são o de ter um protótipo em 5 anos, que mostre que a física do reator de fusão funciona, e em mais cinco anos, um modelo pronto para produção em larga escala, capaz de gerar 100 MW, o suficiente para alimentar um enorme navio cargueiro ou uma cidade com 80.000 residências. Por enquanto o trabalho deles é o de projetar, construir e testar geração após geração destes geradores, mas como são pequenos, o processo todo é bastante curto, uma geração pode ser completada em um ano.
FONTE:http://sploid.gizmodo.com/lockheed-martins-new-fusion-reactor-might-change-humani-1646578094
domingo, 23 de agosto de 2015
CONHEÇA 5 MANEIRAS PELAS QUAIS OS ÍMÃS IRÃO MUDAR NOSSAS VIDAS
Ímã é aquele tipo de coisa que é tão banal no nosso cotidiano, que achamos que já sabemos tudo sobre ele. No entanto, esse objeto é crucial para muito mais tecnologias emergentes do que você poderia esperar. O bom e velho ímã está prestes a mudar tudo – da forma como nós dirigimos ao tratamento de câncer.
1. Trens maglev
No início deste ano, o Japão quebrou um recorde mundial de velocidade para um trem: 589 quilômetros por hora. Como eles fizeram isso? Com ímãs, é claro. O Japão utilizou um trem maglev, um tipo especial de trem de alta velocidade que troca rodas por ímãs. Como ímãs ajudam os trens a ir mais rápido? A fricção é totalmente eliminada. Os trens pairam acima dos trilhos, sem rodas, e são puxados a velocidades inacreditáveis usando eletroímãs. O trem digno do Guinness do Japão funciona usando o princípio clássico de repulsão magnética. As forças a serem repelidas uma da outra são os ímãs supercondutores a bordo do trem e as bobinas magnéticas nos lados dos carris de guia. Essas forças opostas com pólos norte e sul alternados criam um efeito que o empurra para a frente. Também incorporadas aos trilhos estão mais bobinas que se tornam eletroímãs à medida que os ímãs supercondutores a bordo do trem passam. Isso cria uma segunda força que eleva o trem alguns centímetros do chão. Os trilhos guia do maglev no Japão são em forma de U para evitar descarrilamentos. Graças a esta noção simples de física, os trens maglev são mais ecologicamente corretos, mais rápidos, mais silenciosos e têm corridas mais suaves do que trens tradicionais. Ferrovias de alta velocidade existem nos países desenvolvidos em todo o mundo há décadas, mas esses modelos supervelozes de maglev marcam o próximo estágio da evolução nos trens. Na verdade, quando o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, visitou os EUA no início deste ano em uma viagem diplomática, ele disse que quer que o governo japonês ajude a construir um trem maglev ligando as cidades de Baltimore e Washington, DC, que ficam a aproximadamente 60 quilômetros de distância uma da outra. Como ímãs significam grandes projetos de infraestrutura, eles também significam um grande negócio. Países de todo o globo começaram a perseguir essa nova tecnologia de transporte. Xangai têm executado um maglev na China há mais de uma década, e o Incheon Airport de Seul vai ostentar um trem maglev em menor escala ainda este ano.2. Hoverboards
À medida que 2015 se aproximava, as pessoas começaram a exigir uma hoverboard no estilo de “De Volta para o futuro 2”. Agora, as empresas estão realmente tentando entregar esse produto dos sonhos. Será que eles vão conseguir fazer este modo de transporte futurista aprovado por Marty McFly para os consumidores? Usando ímãs, já estão chegando perto. No início deste mês, a Lexus estreou sua pista de hoverboard, alcançando o que acreditava-se ser inatingível: apesar de pesada e desajeitada, era um objeto parecido com um skate no qual você podia andar e que realmente flutuava a alguns centímetros do chão. Lexus descreve o gadget como “colocar a tecnologia maglev em uma prancha”. Há, ainda, outra prancha que usa uma tecnologia maglev similar chamada Hendo. O corpo da prancha da Lexus contém supercondutores cercados por reservatórios de hidrogênio líquido que os resfriam a menos 196 graus Celsius, mais dois ímãs em cada extremidade da prancha. A hoverboard é colocada sobre um piso com ímãs incorporados a ele e, então, a prancha é levantada de uma forma semelhante a um trem maglev. Ainda há muito a ser cético em relação a tecnologia, no entanto. Estas placas são difíceis de controlar, só podem pairar sob certas condições e sua bateria dura muito pouco. Mas, como é o caso desses supertrens surgindo em todo o planeta, ímãs significam grandes avanços para o transporte de amanhã.3. Pílulas de detecção de câncer
Tecnologias emergentes muitas vezes parecem algo muito ambicioso no início, e o arsenal de projetos ousados do laboratório Google X não é exceção. Um em particular usa ímãs de uma forma surpreendente: colocando-os em pequenas pílulas para farejar doenças mortais no corpo humano. Como isso funciona? A resposta está em nanopartículas magnéticas – partículas ridiculamente pequenas que contêm um material magnético inofensivo que se ligam às células cancerosas circulando na corrente sanguínea de um paciente. O Google quer desenvolver um comprimido preenchido com essas nanopartículas que iria viajar pela corrente sanguínea do usuário em busca de células cancerosas. Estas descobertas seriam transmitidas de volta para um sensor que a pessoa usaria no pulso, onde as nanopartículas magnetizadas de detecção de câncer se reuniriam. Isso ajudaria os médicos a descobrir o câncer precocemente em pacientes. Outras pessoas também têm tentado transformar os ímãs em armas superpoderosas contra o câncer. Em 2012, pesquisadores sul-coreanos disseram que tinham encontrado uma maneira de usar um campo magnético para destruir células cancerosas. Isso seria uma vantagem em relação à quimioterapia, uma vez que ela também pode prejudicar inadvertidamente células não cancerosas no corpo.4. Controle de calor e de som
Parece uma subtrama de “X-Men”, mas os cientistas mostraram recentemente que os campos magnéticos podem ser usados para manipular calor e som. Pesquisadores da Ohio State University anunciaram no início deste ano que eles podem controlar o calor com campos magnéticos. Mas sua descoberta afeta o som também. Eles examinaram as propriedades magnéticas dos fônons, que são partículas que transmitem som e calor. Usando um campo magnético do tamanho do utilizado em aparelhos de ressonância magnética, eles controlaram o comportamento de fônons e reduziram a quantidade de calor que flui através de um semicondutor em 12%. O trabalho da equipe é importante porque mostra que os campos magnéticos podem manipular calor em materiais que não são tradicionalmente magnéticos, como vidro, plástico ou pedra. Atualmente, no entanto, isso requer um ímã enorme. A equipe também disse que poderia direcionar as ondas sonoras magneticamente – mais uma vez, se o campo magnético fosse grande o suficiente. Até agora, os fônons não eram tão extensivamente estudados como, por exemplo, os fótons. Conforme explicam os estudiosos, tanto seu calor quanto seu som envolvem átomos vibrando – expressões de uma mesma forma de energia mecânica quântica. A equipe admite que essa descoberta ainda está, em grande parte, amarrada a laboratórios. O experimento utilizou um ímã de 7 tesla, que não cresce exatamente em árvores por aí no mundo real, e também envolveu refrigerar os fônons para perto do zero absoluto, a fim de retardar seu movimento para o estudo – a hoverboard e os trens maglev também precisam de temperaturas muito frias para ativar o potencial dos ímãs. Ainda assim, é uma grande descoberta que poderia fazer com que cientistas reavaliem seriamente a forma como interpretam e estudam fônons. Usar campos magnéticos para conduzir calor e som poderia abrir muitas portas na produção de energia.5. Estradas para os carros sem motorista
Veículos autônomos são os novos queridinhos entre as empresas de tecnologia, automóveis e startups de todos as matizes. E este campo está ficando cada vez mais competitivo. Mas dado quão propensos a acidentes estes carros sem motorista podem ser, precisamos ter certeza de que nossas rodovias estão prontas para sua chegada massiva. Mais uma vez, a resposta pode estar nos ímãs. A Volvo anunciou no ano passado que havia concluído um projeto de pesquisa que mostrou as vantagens da implantação de sensores magnéticos nas ruas. Eles poderiam servir como “faixas” para ajudar a guiar os carros de autocondução da empresa. Estes ímãs têm uma vantagem sobre outras tecnologias, como o GPS, que podem apresentar problemas em certas condições e, por vezes, podem não ser confiáveis. Além disso, temos ainda que entender completamente como carros autônomos se saem em condições adversas, como chuva ou neve. No entanto, a Volvo diz que esses ímãs podem ajudar estes modelos de carros a circular mesmo quando o clima não é favorável. Enquanto os carros autônomos podem funcionar sem essas ruas embutidas com super-ímãs, elas seriam um bom complemento. Claro, eles também apresentam um desafio colossal de infraestrutura: como o hoverboard da Lexus, o plano da Volvo envolve estradas especialmente desenvolvidas que estariam prontas para o veículo antes de ele chegar às ruas. Ter que reformular totalmente as estradas – e construir algumas a partir do zero – pode tornar esta forma de tecnologia mais problemática do que vantajosa. Podemos ver claramente os desafios que muitas dessas tecnologias com ímãs terão que encarar daqui para frente: infraestrutura específica, temperaturas monstruosamente baixas e outros requisitos complicados devem ser cumpridos para que os ímãs façam esse tipo de mágica. Mas, como todas as tecnologias emergentes, uma vez que estes projetos gradualmente começarem a sair do laboratório e passarem a ter uma abordagem comercial, veremos os seres humanos usando o potencial dos ímãs nos mais diversos setores, indo dos esportes à medicina e, especialmente, no transporte. As ferramentas mais familiares, às vezes, podem produzir os resultados mais surpreendentes. O futuro tem grandes planos para os ímãs – e eles vão muito além da porta da sua geladeira. fonte: gizmodo.com/6-ways-that-magnets-are-about-to-change-our-lives-1722803538domingo, 2 de agosto de 2015
NOVO EXAME DE SANGUE PODERÁ REVOLUCIONAR A MEDICINA
Todo e qualquer vírus que uma pessoa já teve pode ser visto em uma gota de sangue. É o que dizem os desenvolvedores desse novo teste.
O exame, que ainda é experimental, pode ser realizado por algo em torno de 100 reais e se tornar um importante instrumento de pesquisa para rastrear padrões de doença em várias populações, ajudando os cientistas comparar o velho e o novo, ou populações em diferentes partes do mundo.
Esse teste também poderia ser usado para tentar descobrir se os vírus, ou a resposta imunológica do corpo para eles, contribuem para o desenvolvimento de eventuais doenças crônicas e câncer.
De acordo com o autor principal do estudo, Stephen J. Elledge, professor de genética na Escola de Medicina de Harvard (EUA), apenas uma gota de sangue é suficiente para matar a sede por muitas informações.
É uma coisa tão nova e tão genial que nem sabemos onde vai dar e o que poderia descobrir.
Avanços e curas
Ao mostrar o repertório completo de anticorpos que uma pessoa produziu ao longo da vida contra os mais variados tipos de vírus, o teste pode clarear nosso conhecimento sobre várias doenças. Se a gente souber mais sobre elas, podemos desenvolver tratamentos cada vez mais eficientes.
Os candidatos mais óbvios para possíveis curas são doenças autoimunes, como esclerose múltipla e diabetes tipo 1.
Os pesquisadores já suspeitavam que os vírus podiam contribuir para tais doenças ao provocar o sistema imunológico a produzir anticorpos que confundem as próprias células de uma pessoa. Mas nenhum desses vírus ou anticorpos já foram identificados. Essencialmente, até agora, os cientistas tinham que os procurar um por um, o que não deve mais acontecer.
A tecnologia poderia também ajudar a responder perguntas sobre o câncer, por exemplo, por que a mesma doença progride mais rápido em alguns pacientes do que em outros, e porque a quimioterapia funciona melhor em algumas pessoas. Os anticorpos podem desempenhar um papel que ainda não conhecemos.
O exame
O exame pode detectar a exposição a mais de 1.000 cepas de vírus de até 206 espécies – o que significa todos os vírus conhecidos que infectam pessoas. Também funciona para detecção de anticorpos, proteínas altamente específicas que o sistema imunitário tenha feito em resposta a um vírus. Coletando apenas uma gota de sangue de 569 pessoas nos Estados Unidos, África do Sul, Tailândia e Peru, os pesquisadores constataram que a maioria das pessoas tinham sido expostas a cerca de 10 espécies diferentes de vírus, incluindo suspeitos habituais, como os causadores de resfriados, gripe, doença gastrointestinal e outros doenças comuns. Mas alguns indivíduos apresentavam indícios de exposição à cerca de 25 espécies, segundo o Dr. Elledge. As primeiras análises mostraram algumas diferenças nos padrões de exposição de continente para continente. Em geral, as pessoas fora dos Estados Unidos tiveram maiores taxas de exposição a vírus. A razão não é conhecida, mas os pesquisadores disseram que isso poderia ser devido a “diferenças de densidade populacional, práticas culturais, saneamento ou susceptibilidade genética”.Tesouro
Para o Dr. William Schaffner, especialista em doenças infecciosas da Universidade Vanderbilt, este será um tesouro para epidemiologia das doenças transmissíveis. Uma possibilidade seria implantar o teste em grandes populações para descobrir as idades em que as crianças estão expostas a várias doenças, a fim de ajudar a determinar o melhor momento para vacinação. Outra grande ideia, segundo Schaffner, seria testar coleções de amostras de sangue congeladas – já que laboratórios de governos e algumas universidades os armazenam a partir de estudos anteriores – para aprender sobre padrões históricos de doenças.Avanços e curas
Ao mostrar o repertório completo de anticorpos que uma pessoa produziu ao longo da vida contra os mais variados tipos de vírus, o teste pode clarear nosso conhecimento sobre várias doenças. Se a gente souber mais sobre elas, podemos desenvolver tratamentos cada vez mais eficientes.
Os candidatos mais óbvios para possíveis curas são doenças autoimunes, como esclerose múltipla e diabetes tipo 1.
Os pesquisadores já suspeitavam que os vírus podiam contribuir para tais doenças ao provocar o sistema imunológico a produzir anticorpos que confundem as próprias células de uma pessoa. Mas nenhum desses vírus ou anticorpos já foram identificados. Essencialmente, até agora, os cientistas tinham que os procurar um por um, o que não deve mais acontecer.
A tecnologia poderia também ajudar a responder perguntas sobre o câncer, por exemplo, por que a mesma doença progride mais rápido em alguns pacientes do que em outros, e porque a quimioterapia funciona melhor em algumas pessoas. Os anticorpos podem desempenhar um papel que ainda não conhecemos.
Limitações
O teste tem algumas limitações, contudo. Ele pode não detectar certos vírus muito pequenos ou infecções para a qual a resposta imune tenha sido muito pequena. Mas versões mais recentes do teste podem ser mais sensíveis, de acordo com o Dr. Elledge.
Embora não seja perfeito, a expectativa é que o método represente um grande passo à frente em direção ao objetivo de uma análise mais abrangente de infecções virais.
Hoje, o exame pode levar até dois meses para ser concluído, mas com investimento, poderia ser feito em 2 ou 3 dias.
fonte:nytimes.com/2015/06/05/health/single-blood-test-for-all-virus-exposures.html
sábado, 15 de novembro de 2014
CIRCULADOR DE ONDAS PODE REVOLUCIONAR TELECOMUNICAÇÕES
Um circulador é um equipamento com várias portas, que recebe uma onda de rádio ou micro-onda em uma de suas portas e a transmite no sentido de sua rotação apenas para a próxima porta.
Multiplexação nas antenas
Um componente com potencial para dobrar a largura de banda útil nas comunicações sem fios, seja nos telefones celulares, seja em equipamentos de troca de dados. Assim é um novo circulador de ondas de rádio, um equipamento pouco conhecido, mas essencial nas radiocomunicações, que acaba de ser criado por Nicholas Estep e seus colegas da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos. Um circulador é um equipamento com várias portas, que recebe uma onda de rádio ou micro-onda em uma de suas portas e a transmite no sentido de sua rotação apenas para a próxima porta. Esse mecanismo é usado como amplificador, como um isolador para evitar sobrecargas e como um duplexador, permitindo a transmissão e a recepção através da mesma antena, mas não simultaneamente. Em lugar de um duplexador, o novo circulador de ondas criado por Estep é um multiplexador com funcionalidade total, o que significa que os aparelhos poderão transmitir e receber sinais na mesma frequência ao mesmo tempo, ampliando muito a largura de banda.Substituindo o magnetismo
Existem vários tipos de circuladores, tipicamente magnéticos, mas eles não são muito usados por causa de suas dimensões e peso muito grande. O novo circulador de ondas tem apenas 2 centímetros - cerca de 75 vezes menor do que o comprimento de onda com o qual ele opera - graças ao uso de componentes eletrônicos comuns para substituir o comportamento do magnetismo. O dispositivo trabalha imitando o modo como os materiais magnéticos quebram a simetria na transmissão de ondas entre dois pontos no espaço, uma função crítica que permite que os circuladores magnéticos dirijam seletivamente as ondas de rádio. O novo circulador obtém o mesmo efeito, mas substitui a polarização magnética por uma onda circulando pelos componentes do seu circuito. Outra característica única é que o novo circulador pode ser sintonizado em tempo real em uma ampla gama de frequências, algo que não é possível com os circuladores convencionais, que são construídos para operar em frequências específicas. Um circulador de ondas magnético típico (esquerda), e o novo circulador não-magnético, baseado em componentes eletrônicos que podem ser montados em uma placa de circuito impresso ou integrados.Circuladores para celulares e wi-fi
Mais importante, como o projeto do novo circulador é expansível e construído com a mesma técnica de fabricação dos circuitos integrados, ele pode ser colocado dentro de aparelhos portáteis. "Nós vislumbramos circuladores micrométricos incorporados em telefones celulares. Quando você considera o tráfego dos celulares durante eventos de alta demanda, como um jogo de futebol ou um show, há enormes implicações abertas pela nossa tecnologia, incluindo menos chamadas que caem e comunicações mais claras," disse Estep. "Nós também estamos trazendo esse paradigma para outras áreas da ciência e tecnologia," acrescentou o professor Andrea Alu, coordenador do trabalho. "Nossa equipe está trabalhando no uso deste conceito para proteger lasers e para criar circuitos integrados nanofotônicos que roteiem sinais de luz em vez de ondas de rádio em direções preferenciais." Bibliografia: Magnetic-Free Non-Reciprocity Based on Parametrically Modulated Coupled-Resonator Loops. Nicholas A. Estep, Dimitrios L. Sounas, Jason Soric, Andrea Alù. Nature Physics. Vol.: Published online. DOI: 10.1038/nphys3134. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=circulador-de-ondas&id=010110141113sexta-feira, 17 de outubro de 2014
NOVO REATOR DE FUSÃO NUCLEAR PODERÁ MUDAR O MUNDO
Quando a energia nuclear foi liberada pela primeira vez, nos anos 1940, o sonho de muita gente era que ela viesse a ser a fonte de energia barata para tudo e para todos. Todos os carros, aspiradores de pó, aviões e navios do mundo usariam energia atômica.
Hoje, mais de 60 anos depois disso, já temos energia nuclear, mas ela está na forma de enormes usinas que usam a reação de fissão nuclear, onde átomos pesados se dividem em átomos menores, liberando energia no processo. É um método sujo, já que produz lixo nuclear, que continuará sendo perigoso ao meio-ambiente por milhões de anos.
Outra forma de energia nuclear que tem habitado o sonho de muitos físicos e engenheiros é a da fusão nuclear. Num reator de fusão, basicamente você aquece átomos de hidrogênio sob pressão até que eles se fundam, produzindo hélio. É o mesmo tipo de reação que alimenta o nosso Sol já fazem uns bons 5 bilhões de anos.
Todos os projetos para criar um gerador de energia baseado em fusão nuclear são descendentes de um projeto soviético grande e desajeitado conhecido como tokamak. Basicamente, ele cria um campo magnético na forma de toroide (anel) onde é guardado o plasma (gás quente e ionizado), e onde as reações de fusão acontecem.
A Skunk Works está tentando uma abordagem radicalmente diferente, em forma de tubo e com anéis magnéticos supercondutores. Com este desenho inovador, eles esperam evitar um dos problemas do tokamak, que é a pequena quantidade de plasma que ele consegue armazenar, o que obriga os engenheiros a fazer geradores imensos.
Projeto de reator nuclear tokamak soviético tradicional que está sendo construído em uma gigantesca instalação na França.
Projeto do reator nuclear compacto Skunk Works.
Com isto, o Dr. Thomas McGuire, gerente da divisão de Tecnologia Revolucionária da Skunk Works, pretende construir um reator de fusão do tamanho de um caminhão, que produziria a mesma quantidade de energia que um gerador do tamanho de um edifício, o International Thermonuclear Experimental Reactor – ITER (um tokamak em desenvolvimento na França).
Os planos são o de ter um protótipo em 5 anos, que mostre que a física do reator de fusão funciona, e em mais cinco anos, um modelo pronto para produção em larga escala, capaz de gerar 100 MW, o suficiente para alimentar um enorme navio cargueiro ou uma cidade com 80.000 residências. Por enquanto o trabalho deles é o de projetar, construir e testar geração após geração destes geradores, mas como são pequenos, o processo todo é bastante curto, uma geração pode ser completada em um ano.
FONTE:http://sploid.gizmodo.com/lockheed-martins-new-fusion-reactor-might-change-humani-1646578094/+barrett
terça-feira, 9 de setembro de 2014
JAPONESES CRIAM CHIP QUE REVOLUCIONA A TRANSMISSÃO DE DADOS SEM FIO
Um dos desafios da eletrônica moderna é desenvolver sistemas que permitam a transmissão rápida de grandes quantidades de dados por meios sem fio.
Isso é necessário para que diversos aparelhos de uso profissional e pessoal consigam se conectar entre si. As redes atuais deste tipo, como a Wi-Fi, têm uma capacidade determinada, e seus limites ficam evidentes quando se tenta transmitir vídeos, áudios e fotos com qualidade cada vez maior. Mas nesta semana, o Instituto de Tecnologia de Tóquio e a empresa Sony apresentaram um novo chip que surpreendeu alguns especialistas em tecnologia.O mais rápido do mundo
Os técnicos que trabalharam no chip afirmam que o dispositivo é o mais rápido do mundo na transmissão de dados, capaz de enviar 6,3 gigabytes por segundo. Isso significa que em apenas um minuto é possível transmitir 50 gigabytes de informação, o equivalente a um disco inteiro de Blu-ray. O chip usa frequências de rádio de 60GHz em um nível de eficiência muito elevado. Outra vantagem é o baixo consumo de energia no processo. Segundo a Sony, o consumo total de 74 miliwatts de energia faz com que o chip possa ser usado em aparelhos portáteis sem grande perda de bateria. Até o momento, a transmissão de grandes quantidades de dados com baixo consumo de energia era um desafio para cientistas, que não conseguiam desenvolver uma tecnologia do tipo que pudesse funcionar com uma bateria comum. "Isso é muito novo e relevante", disse à BBC Álvaro Araújo, o professor de eletrônica da Universidade Politécnica de Madri. Segundo ele, uma tecnologia como esta fará com que "todos os equipamentos portáteis usem este tipo de chip em vez de funcionar com WiFi". Araújo afirma que resultados semelhantes já foram obtidos na transmissão via cabos, mas nunca em meios sem fio. Este tipo de tecnologia poderá ter um impacto na forma como se transmite vídeos de alta definição (HD). Atualmente, não é possível transmitir vídeos HD em tempo real sem fio, só que o novo chip abre esta possibilidade. Apesar dos avanços tecnológicos, o chip ainda é um protótipo e não tem previsão de chegar ao mercado. fonte: bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120222_chip_japao_dg.shtmlsegunda-feira, 14 de julho de 2014
NANOTECNOLOGIA: NOVA DESCOBERTA PODE REVOLUCIONAR CHIPS
Largamente usado na produção de chips de computador, o silício pode estar com seus dias de “favorito” contados: pesquisadores estão cada vez mais próximos de criar grandes avanços na eletrônica usando outros materiais – algo essencial, já que a evolução propiciada pelo silício está atingindo seu limite.
Para entender a importância de novos materiais nessa indústria, é preciso lembrar que a capacidade de um chip (que é um dos componentes vitais dos computadores) depende do número de transistores que ele tem; quanto menores eles forem, mais deles caberão no chip.
Há décadas, o silício tem permitido a produção de transistores cada vez menores, mas há um limite chegando; logo, o silício terá de ser substituído para evitar que a evolução dos eletrônicos fique “empacada”.
Recentemente, cientistas da IBM conseguiram produzir um chip “híbrido”, usando silício e nanotubos de carbono. Este material, segundo os pesquisadores, é duplamente promissor, uma vez que poderá permitir não somente a produção de chips com mais transistores, mas também de equipamentos com velocidade de processamento maior.
“Estes dispositivos [transistores de nanotubos de carbono] superam os feitos de qualquer outro material”, destaca Supratik Guha, do Centro de Pesquisa T. J. Watson da IBM (EUA). “Vimos um desempenho cinco ou mais vezes melhor do que o de dispositivos de silício convencionais”.
Usando um processo conhecido como auto-arranjo químico, os cientistas fizeram com que os nanotubos de carbono se organizassem seguindo um padrão específico – a precisão é fundamental para que os chips funcionem. Para aperfeiçoar o procedimento, será necessário usar amostras mais puras de carbono, já que as formas menos puras não conduzem eletricidade tão bem – o que prejudicaria o desempenho dos chips.
Além dos nanotubos de carbono, o grafeno (folha de grafite com um átomo de espessura) também está sendo explorado como possível sucessor do silício. Pesquisadores também buscam aprimorar os chamados transistores de efeito de campo para substituir os convencionais.
A Lei de Moore
Em 1965, um dos cofundadores da Intel, Gordon Moore, previu que a evolução da indústria de eletrônicos seguiria um ritmo específico: a cada 18 meses, seria possível dobrar o número de transistores em chips, tornando computadores e outros eletrônicos cada vez mais poderosos. Desde então, empresas do ramo seguem a chamada Lei de Moore – contudo, acredita-se que sem um substituto para o silício, só será possível manter esse ritmo até 2015.FONTE: http://bits.blogs.nytimes.com/2012/10/28/i-b-m-reports-nanotube-chip-breakthrough
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
3° GUERRA MUNDIAL OU REVOLUÇÃO? O EMBUSTE DO PETRODÓLAR
Quando a dança controle presentes arma conclui, a América poderá em breve estar fazendo uma valsa com um parceiro diferente, a III Guerra Mundial, com os globalistas na condição completamente de que sejamos absolutamente submissos aos seus desejos.Se entregarmos nossas armas e render-se para os globalistas, dezenas de milhões de norte-americanos morrerão de fome, genocídio visados e guerra mundial. Há, no entanto, uma outra alternativa, que poderia decidir a entrar na verdade e tentou "plano de três fases" da revolução. Essas duas escolhas bipolares não fornecem América com muito de um meio termo. Como este artigo demonstrará, o nosso futuro será uma alternativa ou outra. Você pode estar se perguntando se essa potencial revolução será violenta? Minha resposta a essa pergunta é que depende das ações dos banqueiros que sequestraram o nosso governo.
O Plano Globalista
América está tão focada na questão do controle de armas, que não estão a ver o fim do jogo e isso pode levar-nos a não preparar adequadamente. A história mostra que qualquer nação que permite confisco de armas, de qualquer forma, convida o genocídio. No entanto, o debate Segunda Emenda é uma fase preliminar do conflito mundial que se seguirá ao confisco de armas e a imposição da lei marcial.
Um confisco de armas e os ataques de falsa bandeira em escolas americanas estão sendo usados como pretexto para apreender as armas. E por que Obama e seus puppetiers tão desesperadamente quer nossas armas? Porque os Estados Unidos jamais aceitar a forma brutal da lei marcial e genocídio seletivo que será necessário para subjugar o país e dobre-o à vontade dos globalistas.
2 Lei Marcial É por isso que o DHS ordenou a compra imediata de 1,6 bilhões de cartuchos de munição . Eles sabem que pelo menos alguns de nós não estaremos dispostas a submeter-se ao recrutamento e chegando a apreensão de nossos ativos. É também por isso Obama assinou a lei a DDAA para que ele pudesse eliminar a liderança dos movimentos de resistência que vêm sem a atenção negativa e publicidade de um julgamento. Acredito que o passo dois consistirá de casa em casa confisco de armas e arredondamento de dissidentes percebidos, os novos terroristas se quiser.
3 a III Guerra Mundial será realizada após uma série de ataques de falsa bandeira , a fim de salvar o petrodólar. Isto será descrito nos parágrafos seguintes.
Você entendeu agora?
Como parte deste ataque terceira fase sobre a América, o nosso país será vítima de uma série de conscrições involuntárias em qualquer base militar ou a uma brigada de trabalho civil. Além disso, em cenas de direita para fora do filme, The Hunger Games, o governo pretende confiscar qualquer de seus recursos valiosos, tais como alimentos armazenados, água, e, claro, armas e munição Eu não preciso de uma bola de cristal para fazer esta previsão, pois Obama já sinalizou suas intenções como testemunhado pela emissão Obama da Ordem Executiva Nacional de preparação de Recursos . Esta OE dá poder ilimitado ao Obama para controlar praticamente todos os recursos e impor virtual escravidão em qualquer e todos os americanos. Leia a portaria, é abrir os olhos, pois é mais draconiana do que qualquer coisa jamais concebida pelo Stasi alemão Oriental .
Por que Obama quer tanto em subjugar o público americano? Simples, o pão e manteiga da Reserva Federal, o Petrodólar, está seriamente ameaçado pela Rússia, China, Índia e Irã.
O Petrodólar Substituiu o Gold Standard Os Estados Unidos tem uma dívida, esmagando dívida, o que faz com que o ex-República de Weimar olhar solvente por comparação. Infelizmente, os Estados Unidos abandonaram o padrão de ouro há muito tempo atrás. O que, então mantém a nossa economia de degenerar em uma sociedade de comércio e troca resultante de um colapso do dólar?
Os Estados Unidos "boa fortuna econômica é unicamente devido ao fato de que o mundo deve usar o dólar, o Petrodólar se você, a fim de fazer compras de seu país do petróleo individuais e isso proporciona a única fonte de apoio para o dólar dos EUA de que o Federal Reserva requer, a fim de sustentar um pouco a nossa dívida para trás quebrar que o banqueiro ocupada governo dos Estados Unidos passou junto ao contribuinte americano, na forma de resgates. Apesar da dor econômica associada com a enorme dívida causada pelo Wall Street e esquemas Ponzi inventados associados com os derivados agora infames, a economia americana provou ser muito resistente.No entanto, se a demanda dólar artificial global, possibilitada pelo sistema Petrodólar, estavam sempre a desmoronar-se, os nossos dias de dominação econômica que terminará abruptamente e o caos econômico resultante seria seguido pela necessidade de impor a lei marcial em um público faminto. Mais uma vez, dezenas de milhões de norte-americanos vão morrer neste cenário.
As nações comunistas estão desafiando o domínio do Petrodólar Infelizmente, para cada homem, mulher e criança na América, esse dia de ajuste de contas econômica está se aproximando rapidamente. China iniciou a compra de petróleo iraniano em ouro. Índia seguiu o exemplo, assim como os russos. Os dias da Petrodólar são numerados e, portanto, isso é a única fonte de apoio da nossa dólar. Você e sua família estão preparados para o colapso do dólar e, finalmente, o colapso da sociedade?
Como a maioria dos americanos que despertaram de seu sono, eu vem a perceber que o Federal Reserve Board é responsável pela maior parte do mal perpetrado no mundo e eu pessoalmente detesto a organização. É difícil não torcer o fato de que os dias de domínio Federal Reserve Board pode estar chegando a um fim abrupto. No entanto, gostaria de aconselhar contra estalar as rolhas das garrafas de champanhe, porque, querendo ou não, situação econômica da América estão ligadas à saúde do dólar e nosso precioso dólar desceu com um caso terminal econômico da gripe asiática. Se as falhas da Reserva Federal e queimaduras, assim que tudo o que você já trabalhou.Se o Federal Reserve desabar sobre esta crise iminente, o holocausto econômico resultante fará os Estados Unidos irreconhecível dentro de um tempo muito curto e suas fortunas pessoais vai afundar junto com esses barões ladrões notórios que são febrilmente envolvidos no roubo como hipotecas residenciais número possível através de esquemas como os robosigners de MERS . O Federal Reserve, as mesmas pessoas que perpetraram a fraude MERS, também está envolvido na compra de hipotecas backed securities , em uma tentativa de angariar a maior parte do setor imobiliário. E se você não ouviu, o Tribunal de Apelações do Sétimo Circuito tornou legal para os bancos para roubar seus depósitos . Não pense nem por um momento que esses eventos não são inventados pelos banqueiros para obter o máximo que puderem, de ativos do público, em tão curto de tempo possível neste momento de crise. Os banqueiros sabem claramente o que está chegando e eles estão em processo de roubar os seus bens, a fim de amenizar o golpe de um colapso do dólar e sua "Golden Parachute" será concedido a eles a cortesia de seus rígidos ativos ganhos.
Certamente, não deve ser algo que pode ser feito para evitar esse desastre de trem vindo? Não podem os Estados Unidos simplesmente empregar sanções econômicas e forçar o Irã a seus joelhos? Sem a cooperação da Rússia, China e Índia, as sanções econômicas e um embargo de petróleo não será eficaz e, posteriormente, os Estados Unidos não podem forçar os iranianos de volta à mesa de negociações sobre a questão do petróleo. A situação lembra um pouco com aconteceu na preparação para a Guerra do Golfo de 2003, quando o Iraque tentou sua mão em burlar o sistema com Petrodólar sob as ofertas de mesa com a França e a Alemanha, em que o Euro seria usado para comprar petróleo. Saddam Hussein subestimado o alcance do Federal Reserve Board e pago por este erro de cálculo com a vida dele, porque ele não tem o apoio de poderosos aliados militares. O Irã é uma questão completamente diferente, pois têm amigos, amigos muito perigosas que significam dano América.
Se os Estados Unidos procuram inverter a tendência que busca o abandono do sistema de Petrodólar, a guerra parece ser a única opção que resta para os banqueiros. A lógica parece ditar que a opção militar será empregado e, portanto, deve ser uma simples questão de catraca a retórica e aproveitar os campos de petróleo iranianos e capitulação força. Posteriormente, não deve o pó Estados Unidos fora de um plano velho jogo familiar e criar um evento de falsa bandeira, semelhante ao do Golfo de Tonkin? Sem dúvida, este é o que o Federal Reserve deseja em um último esforço para salvar o sistema Petrodólar. No entanto, um ato de guerra precisa de um pretexto. Portanto, podemos contar com o fato de que uma série de ataques de falsa bandeira será utilizada por amigos do Federal Reserve na CIA para justificar a guerra com o Irã vem. Eu prevejo que vamos ver inimagináveis ataques de falsa bandeira que será falsamente preso ao terrorismo iraniano baseado. Isto é, quando a Defesa Nacional de Recursos preparação Ordem Executiva entra em jogo e Obama vai recrutar pessoas e recursos em um último esforço para salvar o Petrodólar na III Guerra Mundial
Mais detalhes sobre o Plano dos Globalistas Curiosamente, os globalistas têm pistas de esquerda que sinaliza claramente suas intenções, assim como uma boa quantidade de seu plano de jogo. A fim de infligir o máximo de baixas para a reação desejada emocional do povo americano, ou seja, medo e submissão, shopping centers e estádios esportivos são alvos visivelmente eficazes para terroristas imaginários especialmente quando se considera que o Grupo de Propriedade Simon , o maior proprietário de shoppings na América do Norte , bem como todas as ligas esportivas profissionais acabam de entrar em um "ver algo, digo alguma " parceria com o Departamento de Segurança Interna . Quando se considera a enorme compra feita pelo DHS de 7,5 milhões de quilos de nitrato de amônio , que foi usado para explodir o Edifício Federal Oklahoma City , não é preciso muita antecipação ou habilidade em ponto de ligar para ver onde esse cenário está se dirigindo. Para o inconsciente, a estratégia de falsa bandeira já se tornou operacional, como a morte do Embaixador dos EUA na Líbia Stephens foi apenas o primeiro destes ataques de falsa bandeira que serão utilizados para traçar um curso para a guerra contra o Irã e seu vizinho, a Síria. E por que a Síria está sendo desestabilizada?Porque é a porta de entrada que é necessário para atacar a Rússia com armas de médio e longo alcance.
Criando o pretexto para uma guerra, e depois vendendo com sucesso o público americano sobre a necessidade de lutar contra a guerra, é uma coisa. . Como sérias são os chineses e russos em pé até o imperialista dos Estados Unidos? Considerando que tanto o chinês Hu eo Major General Zhang Zhaozhong terem ameaçado os Estados Unidos com a guerra nuclear se eles invadir o Irã ou a Síria. O parecer prudente diz que esta é a versão mais recente do "Eixo do Mal" é uma linha na areia.
China, Índia e Rússia, derrotam seus futuros econômicos sobre o fato de que eles estão se divorciando-se do dólar endividado e estão traçando um novo rumo econômico com o ouro como a linha de base. Eles não vão recuar.
Ameaças legítimas de guerra
Para colocar músculo atrás do desafio coletivo para o sistema Petrodólar, China se gaba de que ele pode colocar 100 milhões de homens no campo de batalha. Rússia mantém mais de 1.300 mísseis nucleares e Índia se juntou à fraternidade de armas nucleares há muito tempo. Enquanto você lê estas palavras, você pode estar se perguntando se o conflito se transformar em um confronto nuclear. Eu tenho dificuldade em imaginar uma situação em que o lado perdedor não recorrer ao uso de armas nucleares táticas como um melhor cenário. Pergunte a si mesmo, se o seu país foi confrontado com obliteração econômica e militar com a perspectiva de perder a III Guerra Mundial, o que seria o? Perder ganho de lado, mantendo os seus mísseis nucleares sentado calmamente em seus bunkers respectivos.
As Reservas federais que vão Quebrar É o Federal Reserve controlado pelo governo dos Estados Unidos que está realmente louco o suficiente para lançar uma guerra perigosa e potencialmente catastrófica? A melhor pergunta é: o que eles têm a perder?No passado, o Fed criou fortunas através de OPM, o dinheiro de outras pessoas. Eles vão empregar a mesma estratégia em WWW III, como a Reserva Federal vai processar esta guerra com o seu dinheiro e arriscar seus filhos adultos para realizar a sua missão última trincheira fanática projetado para salvar a Reserva Federal.
Anteriormente, a Índia foi comprar 12 bilhões de dólares por ano para ter o privilégio de comprar petróleo e nós tenhamos amado a Índia todo o caminho até o banco. Infelizmente, a Índia se uniu à revolta contra o Petrodólar começando a comprar petróleo iraniano com ouro. E a situação piorou ainda mais, como parece que a China sequer começou a monetizar ouro que poderia significar o fim das moedas fiat nos Estados Unidos e da UE. O Petrodólar é condenado e assim é o nosso modo de vida, a menos que a América pode fazer os iranianos capitular e manter o sistema de Petrodólar antiquado.
Devemos dormir com o inimigo? Nunca pensei que seria no mesmo lado de uma questão como estou com o Federal Reserve, porque as alternativas não são agradáveis. Por um lado, podemos entrar numa guerra perigosa que ameaça a nossa própria existência.Por outro lado, estamos diante de um holocausto econômico de proporções épicas. E mesmo se tivermos sorte o suficiente para sobreviver a próxima guerra com a nossa economia intacta, o povo americano enfrentar as perspectivas de fugitivos efeitos inflacionários da QE3 que não tem limites monetários ou tempo.
Naturalmente, poderíamos ter desenvolvido fontes alternativas de energia para que o mundo teria sido um caminho batendo à nossa porta, mas que não teria adaptado o óleo dominado pelo Federal Reserve. Há uma outra possibilidade, o repúdio da dívida. Mais de 90% da dívida das modernas nações soberanas é derivada das fraudes bancárias fracassadas em que os globalistas ter coagido os governos nacionais a assumirem as suas dívidas dentro dos seus orçamentos nacionais. Portanto, falta de capitulação para os globalistas, a resposta parece ser simples para repudiar a dívida para com estes bandidos que consistem de todas as hipotecas, todas as dívidas de cartão de crédito e empréstimos estudantis. Todas as dívidas, deve ser escrito e deixar os cartões de Wall Street caírem onde eles possam. No entanto, uma vez que a maior parte desta dívida é devida ao Federal Reserve dominado por banqueiros de Wall Street, o repúdio da dívida não ocorrerá sem uma guerra em grande escala civil, porque os banqueiros não vão voluntariamente sacrificar sua vaca de dinheiro principal. Se os banqueiros estão dispostos a iniciar uma guerra mundial, não pense nem por um segundo que não vai iniciar uma guerra civil para preservar a sua linha de fundo. Portanto, só posso ver uma resposta, se quisermos evitar este desastre iminente, e é a única resposta sensata para o dilema em que nos encontramos. Você sabe o que essa resposta consiste de um?Eu vou chegar a isso uma coisa, em breve.
Enquanto isso, as peças do xadrez estão a ser colocados no tabuleiro de jogo em preparação para a Terceira Guerra Mundial.
Quais as opções do povo americano?
Se nós, como um país submeter à vontade dos banqueiros, dezenas de milhões de nós vamos morrer. Muitos pensam que podemos mudar de rumo, mudando nossos representantes eleitos. Eu gostaria que fosse verdade e eu continuar a pagar o serviço do bordo para esse fim. No entanto,acredito que, assim como muitos de vocês, que este é um recado tolos.A segunda, e a única opção que temos é outra revolução.
Os 3 estágios de uma revolução Muitos de nós acreditamos que a revolução silenciosamente já começou. Os historiadores nos dizem que há três estágios de revolução. A primeira etapa de uma revolução, é uma guerra de idéias, uma guerra de informação. Isso é o que eu estou tentando fazer no meu site e no meu talk show. Eu vejo o inimigo no portão, enquanto a maioria dos meus amigos e vizinhos estão dormindo durante o ataque. Estamos em uma guerra de palavras e, se não formos capazes de usar nossas palavras para despertar toda a humanidade, estamos irremediavelmente perdido e os globalistas vai esculpir-nos para jantar.
Ela agora deve fazer sentido para você sobre o porquê de 98% da mídia é controlada por interesses comerciais, controlados de uma forma ou de outra, com os membros do Federal Reserve. Para vencer essa luta, precisamos de mais pessoas que falam para fora, fazendo vídeos e chamando talk shows no MSM. Precisamos principalmente chegar a polícia e os militares, a fim de lembrá-los de seu dever constitucional de proteger o povo contra um governo truculento e tirânico.
Fase 2 de uma revolução consiste em desobediência civil ou de resistência não-violenta. Graças a Obama, ele deu americanos o pretexto perfeito para começar a resistir nosso governo criminalmente controlado. Não importa o que as leis de controle de armas que Obama traz para o povo americano, todos nós temos o dever constitucional de desobedecer a essas políticas ilegais. Se isso não conter a onda de tirania que varre o país, então reter o seu dinheiro. Stop paying taxes as much as possible. Parar de pagar os impostos, tanto quanto possível.Não compre na cadeia de lojas corporativas controladas por membros do Federal Reserve, como Walmart ou qualquer outra entidade bem conhecida.Loja local e começar a negociar e negociar com seus vizinhos e amigos.Comprar ouro e prata e do Petrodólar corrupto tanto quanto possível.Em suma, parar de alimentar a besta. Praticado em massa, essas práticas financeiras são muitas vezes o suficiente para trazer um governo criminoso de joelhos. No entanto, se dois estágios não traz os banksters criminais de joelhos, de três estágios é inevitável.
O estágio 3 é o confronto físico direto com os poderes constituídos. Neste caso, os nossos inimigos será composta de qualquer asseclas que o Federal Reserve pode trazer para a luta. Se os americanos têm feito o seu dilligence devido em uma etapa, a maioria dos militares e da polícia irá defender o povo.No entanto, eles devem saber que as pessoas estão com eles. Uma revolução bem-sucedida não pode simplesmente pular para a terceira fase sem ter progredido nas duas primeiras etapas. Os dois primeiros estágios são os pré-requisitos necessários necessários para construir a coesão que é necessário para romper os grilhões da escravidão, que foram impostas sobre nós e sobre nossas mentes.
Quando as forças de Stalin estavam arrastando um terço dos russos fora de suas casas, já era tarde demais para os russos a lutar porque a base ideológica da resistência não tinha sido construído.Porém, é o dever de todo acordado americano para educar os seus vizinhos , família e amigos, se querem ouvir a verdade ou não. Lembre-se, uma resistência armada não será bem sucedida a menos que haja uma atitude de desafio para a tirania e a foresaking da Constituição.
Se nós estamos indo para lutar com sucesso para trás, é agora ou nunca.Iniciar uma lista de distribuição de e-mail. Converse com todos que você conhece. Publicar breves notas sobre o governo tirânico em caixas de correio de sua comunidade.Seja criativo, pense em novas maneiras de alcançar seus vizinhos.E pelo jeito, comprar armas e munições. Esconder algumas de suas armas. Se possível, compre as armas fora dos livros de modo que não é uma lista do governo com o seu nome. Quando a lei marcial é imposta, têm um lugar de encontro predeterminados para você e sua família, porque as comunicações por telefone celular pode ser para baixo.Realizar três dias de recursos necessários em seus carros, porque você não pode prever quando você vai experimentar problemas para casa. Formar coalizões de recursos com seus amigos e colegas de trabalho.Armazenar os recursos em diferentes casas seguras, em sua área, com amigos e familiares que você confia. Desligue a televisão, que só serve para condicionar as pessoas a os planos da Nova Ordem Mundial . Construir planos de backup para os seus planos de contingência.Comece a preparar hoje como sua vida depende dele, porque ele faz.
Fonte: http://www.thecommonsenseshow.com/
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
O ESTANENO VEM AÍ
Estamos habituados a classificar os materiais elétricos em duas categorias: isolantes e condutores. Mas quem avançou um pouco mais nos estudos da física e das ciências dos materiais sabe que existem outros dois tipos extremamente importantes para a eletrônica contemporânea. Um deles são os semicondutores, já amplamente consagrados.
O outro ainda aguarda sua inclusão em produtos tecnológicos comerciais de larga escala. Refiro-me aos supercondutores, materiais que permitem condução elétrica praticamente sem dissipação de calor, mas que só funcionam em temperaturas muito baixas, o que limita sua aplicabilidade tecnológica.
Os semicondutores, por outro lado, logo que foram adequadamente investigados com o uso da teoria quântica, nos anos 1930, transformaram-se em protagonistas centrais da microeletrônica, a revolução tecnológica que não para de evoluir. Quando puros, os semicondutores são isolantes, mas basta que se coloque uma pequena quantidade de alguns tipos de impurezas para que eles se transformem em condutores muito especiais.
Ninguém sabe quem substituirá o silício na difícil missão de contribuir para a produção de chips cada vez menores e mais eficientes
O mais ilustre membro dessa família é o silício, o suporte básico de toda a tecnologia eletrônica desde meados do século passado. Mas uma previsão dos anos 1970, conhecida como Lei de Moore, aponta para o esgotamento tecnológico do silício ou, em linguagem dramática e exagerada, o fim da era do silício. O problema é que ninguém sabe quem o substituirá nessa difícil missão de contribuir para a produção de chips cada vez menores e mais eficientes.
Há uma década, foi descoberto um material feito de carbono, o grafeno, logo ungido como rei da próxima era. Mas, antes mesmo que suas promessas virassem produtos comerciais, eis que surge o estaneno (em inglês, stanene), uma finíssima camada de estanho, como novo candidato ao trono. Seu nome é uma referência à denominação latina do estanho, stannum, e uma homenagem ao ‘rei deposto’, grafeno (em inglês, graphene). Curiosamente, a candidatura foi lançada sem documento de nascimento do candidato. Até agora, o estaneno só existe nas equações dos artigos teóricos, mas acredita-se que, quando for fabricado, poderá desbancar o silício. Será?
PROPRIEDADES PECULIARES
Em teoria, o estaneno pertence a uma classe de materiais descoberta há pouco mais de 30 anos e que recebeu a estranha denominação de isolantes topológicos. Dita em linguagem corriqueira, a coisa parece simples. Trata-se de um material isolante em praticamente todo o seu volume, mas que apresenta uma finíssima camada superficial condutora. Todavia, tanto a origem do nome isolante topológico, quanto a existência da camada superficial condutora são rodeadas por uma complexa cadeia de conceitos da teoria quântica e da relatividade, o que torna difícil definir até mesmo um ponto inicial para contar a história.
Comecemos pela existência da finíssima camada, uma espécie de gás de elétrons confinado a um espaço bidimensional, algo que vem sendo investigado desde meados dos anos 1960, sobretudo depois que Alan B. Fowler e colaboradores mostraram que novos fenômenos quânticos surgiam quando elétrons eram confinados em um canal com espessura de 10 nanômetros formado por eletrodos de alumínio e de silício. Essa área de estudo, que passou a ser conhecida pelo nome de sistemas eletrônicos bidimensionais a partir do início dos anos 1970, produziu inúmeros resultados importantes para a ciência e para a tecnologia, motivou a concessão de alguns prêmios Nobel de Física e originou, no começo dos anos 1980, a ideia dos isolantes topológicos.
A essa altura não posso deixar de fazer referência explícita ao efeito Hall, mesmo que para isso tenha que contornar muitos detalhes conceituais. Considero isso importante porque a literatura de divulgação científica que está tratando do estaneno vem deixando de lado a importância do efeito Hall para a existência desse material.
Há quatro tipos de efeito Hall. O primeiro foi descoberto em 1879 pelo físico norte-americano que deu nome ao efeito, Edwin Herbert Hall (1855-1938). O segundo, conhecido como efeito Hall quântico integral, foi descoberto em 1980 pelo físico alemão Klaus von Klitzing, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1985. O terceiro, conhecido como efeito Hall quântico fracionário, foi descoberto pelo norte-americano Robert Betts Laughlin, o alemão Horst L. Störmer e o chinês Daniel C. Tsui e lhes valeu o Prêmio Nobel de Física de 1998. Finalmente, o quarto, conhecido como efeito Hall quântico com spin, foi teoricamente proposto pelo físico argentino Jorge E. Hirsch em 1999 e logo observado em diversos experimentos.
A literatura de divulgação científica que está tratando do estaneno vem deixando de lado a importância do efeito Hall para a existência desse material
Embora em princípio qualquer material possa apresentar o efeito Hall, em qualquer uma das suas modalidades, é nos semicondutores que o fenômeno pode ser observado mais facilmente. Todos os quatro efeitos têm a ver com a interação de campos magnéticos com cargas elétricas em movimento.
O efeito Hall clássico ocorre quando um campo magnético externo atua sobre uma corrente elétrica. Uma corrente em uma fita condutora ou semicondutora e um campo magnético perpendicular à fita formam o melhor arranjo experimental para a sua observação. O efeito final é o acúmulo de cargas positivas em um lado da fita e de cargas negativas no outro lado. O lado em que cada tipo de carga fica depende dos sentidos da corrente e do campo magnético.
O efeito Hall quântico, a versão quântica do efeito Hall clássico, foi pela primeira vez observado em semicondutores em baixa temperatura e sob o efeito de campos magnéticos intensos. Uma propriedade importante no efeito Hall é a resistência elétrica – denominada resistência Hall – que surge transversalmente à corrente elétrica. Klitzing e colaboradores observaram que a curva da resistência Hall em função do campo magnético, em vez de ser uma reta contínua ascendente, tinha, em certos pontos, alguns platôs, onde a resistência era constante. Mais importante do que isso, o valor dessa resistência não dependia nem dos detalhes geométricos da amostra, nem das imperfeições do material, nem do tipo de material.
A robustez do fenômeno levou à ideia de que ele apresenta invariância topológica, ou seja, é insensível a variações dos parâmetros dos materiais, desde que elas sejam suaves, isto é, que não haja uma brusca transição dessas propriedades ou uma transição de fase quântica (fenômeno similar a qualquer tipo de transição, como a transformação de água em gelo ou em vapor, só que relacionado à matéria em situações quânticas).
A ideia se consolidou com os resultados obtidos por Laughlin, Störmer e Tsui, que demonstraram que um gás de elétrons preso a um espaço bidimensional e sujeito a um campo magnético externo se comporta como se fosse um fluido quântico incompressível. O gás, formado na interface entre dois semicondutores, apresenta um conjunto de propriedades físicas que, pela semelhança com aquelas que os matemáticos estudam em topologia, passaram a ser denominadas invariantes topológicas.
Um exemplo clássico dessas propriedades é a forma toroide, que pode ser representada por uma rosca de massa de modelar. A transformação da rosca em uma xícara não faz desaparecer o buraco central da rosca. Ele apenas muda de lugar e de tamanho: vai para a asa da xícara e torna-se um pouco menor, mas é preservado em sua essência. Ou seja, embora a geometria específica (local e tamanho do buraco) tenha mudado, a topologia é a mesma.
Muitos materiais semicondutores e isolantes apresentam essas propriedades, sendo o estaneno o mais novo da família.
UM ISOLANTE ESPECIAL
Mas o estaneno é um isolante topológico especial, como mostram Shou-cheng Zhang e colaboradores em trabalho recentemente publicado na Physical Review Letters (confira aqui versão com livre acesso). Ele exibe a quarta modalidade do efeito Hall, que é uma consequência da teoria da relatividade de Einstein.
Segundo esse efeito, elétrons movendo-se em altas velocidades têm seus movimentos alterados por causa da interação entre seu spin e os campos magnéticos criados pelos movimentos dos outros elétrons. Esse fenômeno, conhecido como interação spin-órbita, é bastante significativo em átomos com muitos elétrons, como o estanho.
O resultado dessa interação em elétrons confinados em um espaço reduzido é que eles são separados conforme a orientação de seus spins. Essa separação faz com que os movimentos dos elétrons sejam correlacionados com os sentidos de seus spins. É como se fosse criado um canal de circulação para cada orientação dos spins. Spins orientados para cima caminham em um sentido, e spins orientados para baixo caminham em sentido contrário, em canais diferentes.
O problema agora é produzir nosso personagem, um desafio tecnológico e tanto
Não havendo elétrons se deslocando em sentido contrário no mesmo canal, não haverá choque entre elétrons. Não havendo choque entre elétrons, o movimento será mais rápido e praticamente não haverá resistência elétrica. Como a dissipação de calor nos circuitos elétricos é proporcional à resistência elétrica, está aí a primeira grande promessa do estaneno: produção de componentes eletrônicos mais rápidos e com menor dissipação de calor. A outra promessa é que o material poderá servir como fonte de spins para dispositivos da spintrônica.
O problema agora é produzir nosso personagem, um desafio tecnológico e tanto, até porque seu concorrente, o grafeno, já passou da fase da simulação computacional e está aí no mundo real, embora com produtividade abaixo da expectativa.
FONTE:http://cienciahoje.uol.com.br/
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
O SEU NOVO EU (RECONSTRUINDO SEU CORPO USANDO A TECNOLOGIA)
Força sobre-humana. Olhos que enxergam no escuro. Implantes que dão ao cérebro novas funções - e até um sexto sentido. Sim: tudo isso é real, e já está sendo desenvolvido em laboratórios de pesquisa. Conheça as novidades que vão revolucionar o corpo humano.
Rex Jameson não é o tipo de gente que chame a atenção. É um típico americano de meia-idade, voz suave, jeito calmo. Ele até malha um pouco, se cuida para não ficar barrigudo, mas está longe do estereótipo dos bombadões de academia. Mesmo assim, Jameson é um sujeito bem forte. Na verdade, ele é a pessoa mais forte que já passou pelo planeta Terra. Consegue fazer milhares de flexões, lutar durante horas, carregar 200 kg e fazer qualquer tipo de esforço físico sem o menor sinal de cansaço. Jameson tem um segredo. Milo também. Ele adorava motos. Aos 16 anos, pegou uma emprestada durante as férias. Não acabou bem. Ele bateu num poste. Até que, em maio deste ano, decidiu se submeter a um novo e polêmico tipo de cirurgia - que o transformou numa espécie de ciborgue.
Milo e Rex são pioneiros. Eles já estão vivendo na próxima grande revolução tecnológica: a reinvenção do corpo humano. Combinando robótica, genética e neurologia, ela vai transformar profundamente a maneira como nós encaramos nosso corpo - e nos fazer viver (e conviver) de uma maneira muito diferente.
A história começa em 2001, na Sérvia. Fisicamente, a mão de Milo (cujo sobrenome foi omitido a pedido dos médicos) parecia intacta - mas, por dentro, os nervos que a conectam ao cérebro haviam sido cortados. Ele viveu assim, com a mão mole porém inteira, por dez anos. Até que, em maio deste ano, decidiu se livrar dela. Numa operação que gerou controvérsia na comunidade científica (logo mais você vai entender o porquê), cirurgiões da Universidade de Viena amputaram a mão de Milo - e no lugar instalaram um novo tipo de prótese de altíssima tecnologia, fabricado pela empresa alemã Otto Bock. Hoje, Milo vive uma vida praticamente normal. Sua mão biônica não lembra em nada os braços mecânicos do passado. Funciona como se fosse uma mão de verdade - Milo só precisa pensar num movimento e o cérebro envia os sinais necessários para movimentar a prótese, que é capaz de movimentos complexos e delicados (como amarrar os sapatos ou segurar um ovo), possui tato e também faz algumas coisas que uma mão natural não faz, como girar 360 graus.
Rex, o homem mais forte do mundo, trabalha na Raytheon, empresa que está desenvolvendo o XOS: um exoesqueleto robótico capaz de dar força sobre-humana a qualquer pessoa. "Quando estou com ele, me transformo numa versão mais rápida e mais forte de mim mesmo. É uma sensação incrível."
A reinvenção do corpo vai fazer cegos voltarem a enxergar, surdos voltarem a ouvir, pessoas paralisadas voltarem a andar. E também dar novos poderes às pessoas normais. Ou, pelo menos, fazer com que elas fiquem bem mais bonitas.
MELHOR QUE SILICONE
Segundo uma estimativa do governo americano, aproximadamente 10 milhões de mulheres no mundo têm implantes de silicone. Parece bem mais - para boa parte das aspirantes a "modelo e atriz" que aparecem na mídia, as próteses mamárias são praticamente um equipamento de série. Mas o silicone está ficando obsoleto. Uma nova técnica vai revolucionar as cirurgias plásticas: implantes naturais, feitos com células da própria paciente.
Depois de 8 anos de pesquisa, a empresa americana Cytori desenvolveu um procedimento que usa células-tronco para fazer os seios crescerem. Primeiro, a paciente passa por uma microlipoaspiração, que é feita com uma seringa e retira cerca de 600 ml de gordura da barriga. Em seguida, a gordura é colocada numa máquina especial, onde é processada com enzimas que isolam as células-tronco misturadas às células adiposas. Por fim, as células-tronco são injetadas nos seios, onde formam novos vasos sanguíneos e novos tecidos - aumentando o tamanho dos seios (veja no infográfico ao lado). O resultado é mais natural do que com os implantes de silicone, porque é natural mesmo - é como se a mulher tivesse nascido já com os seios maiores. O aumento é permanente e, como utiliza células da própria paciente, em tese não apresenta nenhum efeito colateral. O procedimento já foi testado com sucesso em dezenas de mulheres e agora aguarda a autorização do governo dos EUA.
As células-tronco também podem revolucionar outra grande questão estética: o sorriso bonito. O casal de cientistas Silvio e Monica Duailibi, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), já está trabalhando para criar o que chama de "terceira dentição". O que é isso? Quando você nasce, logo surgem os dentes de leite. Lá pelos 6, 7 anos cai tudo e nascem os dentes permanentes. Com o passar das décadas (e de eventuais cáries, obturações, extrações e outros procedimentos dentários), os ditos permanentes também vão dando adeus. E você vira um candidato a usar dentadura - ou um implante com pinos de titânio.
Mas o casal Duailibi aposta que não precisa ser assim. "O tratamento dentário do futuro será com aplicação de dentes naturais, feito com biomaterial da própria pessoa", afirma Monica. Você deixaria uma amostra das suas células-tronco no dentista. Algum dente caiu ou está muito estragado? Basta tomar uma injeção na gengiva, onde as células-tronco darão origem a um novo dente, que nascerá de 2 a 3 meses depois.
Ainda falta tempo para chegar a esse ponto, mas as pesquisas estão adiantadas. Em 2004 a dupla brasileira conseguiu produzir seu primeiro dente, com células de porco, e hoje já domina o processo com dentes humanos.
Se você acha que seios grandes e dentes perfeitos são avanços fúteis, está enganado. A mesma técnica serve para curar diversos problemas, de infarto a incontinência urinária. "Esse processo servirá para criar qualquer tecido ou órgão", diz Silvio Duailibi.
Parece futurista, não? Mas já é realidade - e desde 2006. Foi quando a americana Kaitlyne McNamara, então com 16 anos, se tornou a primeira pessoa a receber uma bexiga artificial: construída em laboratório com células do próprio organismo dela. Kaitlyne nasceu com a bexiga malformada, o que criava problemas sérios. A menina tinha de ingerir pouco líquido e bem devagar ou a bexiga poderia simplesmente estourar. Sua vida mudou graças a cientistas da Universidade da Carolina do Norte. Eles extraíram algumas células saudáveis da bexiga de Kaitlyne e as espalharam sobre um molde (também em formato de bexiga). As células foram se multiplicando e algumas semanas depois o órgão estava pronto para ser implantado.
Esse processo é altamente delicado e artesanal. Mas também é possível fabricar órgãos em máquinas - como a impressora a jato de tinta que você tem na sua casa. É nisso que acredita o engenheiro de tecidos Anthony Atala, da Universidade de Wake Forest (EUA). Ele descobriu como modificar uma impressora comum para produzir um rim: é só usar células no lugar de tinta. A impressora imprime em camadas ultrafinas, que depois são empilhadas para formar o órgão. A técnica de Atala ainda tem uma limitação importante - não consegue reproduzir as estruturas internas do rim, ou seja, não resulta em um órgão completo. Mas já serve para reparar ferimentos superficiais na pele, por exemplo. Isso pode ser muito útil para vítimas de cortes e queimaduras - ou simplesmente para quem quiser eliminar manchas e marcas de expressão do rosto).
Já existe até quem acredite na possibilidade de melhorar a pele humana. É Zhenan Bao, pesquisador da Universidade Stanford. Ele criou uma pele para robôs: uma película flexível equipada com células fotovoltaicas, capaz de obter energia da luz solar para alimentar os circuitos do robô. Num ser humano, a energia colhida pela pele artificial seria útil para alimentar outras próteses eletrônicas que a pessoa porventura usasse. O mais interessante é a sensibilidade dessa pele, muito acima da natural. "Ela detecta o caminhar de uma mosca", diz Bao. Ou seja: a pele artificial pode ser o princípio para o desenvolvimento do supertato - que nos permitiria sentir o mundo como jamais imaginamos. Colocada sobre a pele natural, essa camada artificial poderia trazer sensações inimaginavelmente intensas (e talvez prazeirozas). Mas, para que isso aconteça, um desafio precisa ser vencido: como conectar a pele artificial ao sistema nervoso. Pode parecer - e é - algo complicadíssimo, mas está longe de ser impossível. Adivinhe só: também já está acontecendo.
AUMENTO DOS SEIOS
Como a coleta e aplicação de células pode aposentar o silicone
1. Extração
Usando uma seringa, o médico retira uma pequena quantidade de gordura da barriga da paciente. O procedimento é repetido 10 vezes. O material coletado contém muitas células adiposas e algumas células-tronco.
2. Manipulação
O material é inserido numa máquina chamada Celution System, que usa enzimas e um processo de centrifugação (patenteado e secreto) para separar as células-tronco. A mistura fica superconcentrada: com mais células-tronco do que gordura.
3. Implantação
O líquido é injetado em vários pontos do seio, que, devido à gordura, cresce no ato. Ao longo das semanas seguintes, as células-tronco formam vasos sanguíneos no seio - fixando a gordura no lugar e evitando que ela seja reabsorvida pelo organismo.
CADA 60 ml DE GORDURA, EQUIVALENTEs A 1 SERINGA, FAZEM O SEIO CRESCER 1,5 cm
OLHOS ELETRÔNICOS
A visão é um sentido incrivelmente sofisticado. A luz que chega aos seus olhos é focalizada na região da retina, que fica no fundo do globo ocular. Ali células especiais, fotorreceptoras, detectam diferentes frequências de luz e transmitem os estímulos pelo nervo óptico, que liga os olhos ao cérebro. O cérebro recebe e processa esse sinal para transformá-lo na imagem que você enxerga - o que envolve inclusive desinvertê-la (devido a um fenômeno óptico, os olhos humanos captam a imagem de ponta-cabeça).
Há diversas formas de perder a visão, mas uma das mais comuns é por danos na retina. Contra ela, os cientistas estão desenvolvendo uma impressionante solução cibernética: um chip que pode restaurar a visão. Diversos grupos trabalham nessa tecnologia, mas o mais avançado está na empresa alemã Retina Implant AG. Ela desenvolveu um microchip com 1 520 sensores, que são capazes de restaurar a visão de uma pessoa cega - que passa a enxergar com resolução de 38 x 40 pontos. É bem pouco: suficiente apenas para sentir a presença de luz, distinguir formas geométricas e reconhecer certos objetos. Mas é melhor do que nada.
E o mais interessante é um efeito colateral do implante. O chip torna as pessoas capazes de ver raios infravermelhos (um tipo de luz invisível aos humanos). Isso dá a eles um superpoder digno de filme: a capacidade de enxergar no escuro total. Tecnicamente, é possível criar um implante que permita a qualquer pessoa fazer isso. Hoje em dia, ninguém trocaria um olho sadio por uma visão de 38 x 40 pontos - mesmo que incluísse um pacote para ver no escuro. Sem falar no risco da cirurgia. Mas no futuro, quando a tecnologia alcançar uma resolução aceitável, é bem possível que algumas pessoas (soldados, por exemplo) optem pelo upgrade - que seria acoplado a seus olhos.
A surdez é um problema mais comum que a cegueira, e por isso os cientistas trabalham há mais tempo em soluções para ela. Como consequência, já existem vários aparelhos que potencializam a audição das pessoas normais. Na internet é possível comprar, por menos de US$ 200, um dispositivo que permite ouvir tudo o que está sendo dito a um quarteirão e até escutar através das paredes. É ilegal (imagine o caos que seria se qualquer pessoa tivesse um e pudesse escutar tudo).
Mas e um implante que pemitisse plugar o seu celular ou iPod diretamente ao cérebro? Ainda não existe, mas quase. O aparelho, desenvolvido pela empresa americana Cochlear para restaurar a audição de surdos, é uma caixinha que é acoplada ao osso atrás da orelha. Ele capta os sons ambientes e os transforma em vibrações no crânio - que o cérebro da pessoa converte em som. Também dá para plugar diretamente um telefone ou toca-MP3, com um cabo comum. A desvantagem, antes que os entusiastas da música se animem, é que o aparelho custa US$ 34 mil - e exige a fixação de um parafuso na cabeça.
Também não vamos ouvir como os animais. Um ser humano normal consegue ouvir frequências entre 20 Hz (equivalentes a um som muito grave) e 20 mil Hz (extremo agudo). Perto de outros animais, isso não é nada. Um cachorro ouve até 45 mil Hz, os ratos chegam a 76 mil, os morcegos e as baleias passam de 100 mil. Em tese, é possível criar um aparelho que capte esses sons e os transforme em frequências audíveis por nós. Mas resultaria num barulho enlouquecedor. E a verdade é que isso provavelmente não é necessário. Os seres humanos do futuro poderão ter outra capacidade invejável e geralmente atribuída aos animais: o sexto sentido.
SUPERVISÃO
Como os cegos poderão voltar a ver - e quem já vê poderá enxergar no escuro
1. Chip na retina
O primeiro passo é a instalação de um chip com tecnologia CCD dentro da retina. Sua grande inovação é a capacidade de transformar os pixels da imagem formada em impulsos elétricos que passam pelo nervo óptico e podem ser compreendidos pelo cérebro.
2. Bateria
Para que ele faça tudo isso, precisa ser alimentado com energia. Os primeiros modelos usavam uma bateria que o usuário carregava num cordão pendurado no pescoço. Mas há um esforço para miniaturizá-la, tornando-a mais discreta e fácil de carregar.
Visão artificial - como é hoje
O chip produz uma imagem em preto e branco e com apenas 38 x 40 pixels de resolução. É algo muito grosseiro, que só permite a percepção de formas mais genéricas - mas pode fazer toda a diferença para quem perdeu a visão.
Visão artificial - no futuro
Com a ampliação da resolução, a visão artificial será mais poderosa que a humana, tanto na acuidade (capacidade de identificar detalhes sutis) quanto no alcance. E o chip é capaz de registrar luz infravermelha - o que permite enxergar no escuro.
MAIS UM SENTIDO
Estudos recentes indicam que determinados animais, como pássaros, vacas e raposas, têm, sim, um sexto sentido - além de ter visão, audição, tato, olfato e paladar, eles também são capazes de sentir o campo magnético da Terra. As aves migratórias utilizam essa capacidade para se orientar em seus voos pelo mundo. As raposas usam para caçar. E as vacas? É uma incógnita - mas elas apresentam a estranha tendência de, ao pastar, ficarem viradas exatamente para o norte ou para o sul.
E o mais incrível é que, aparentemente, o cérebro humano é capaz de algo parecido. O cientista cognitivo Peter König, da Universidade de Osnabrück, na Alemanha, desenvolveu um cinto com 13 placas sensíveis ao campo magnético da Terra. Sempre que uma dessas placas fica apontada para o norte, ela vibra. É uma espécie de bússola.
Voluntários usaram esse cinto durante 6 semanas. Sabe o que aconteceu? Em pouco tempo, um deles desenvolveu um instinto natural de direção - passou a ser capaz de sempre apontar a direção da sua casa, mesmo em lugares onde jamais esteve e mesmo sem usar o cinto. Ou seja: seu cérebro incorporou, não se sabe como, alguma capacidade de se orientar pelo campo magnético da Terra. "Foi meio estranho no começo", disse Udo Wächter, o voluntário, à revista Wired. "Mas de repente notei que minha percepção havia mudado. Eu sentia que não tinha como me perder, mesmo num lugar completamente novo." Também há casos de pessoas que implantaram um pedaço de metal em um dedo da mão e se tornaram capazes de sentir o magnetismo emitido por eletrodomésticos (computador, geladeira etc.). São bons exemplos de como o cérebro funciona: ele é mesmo um computador capaz de aceitar upgrades. Até mesmo algo que poderíamos chamar de "telepatia assistida". O avanço vem de pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, que construíram um computador capaz de ler pensamentos. Ou quase isso.
A máquina aprendeu a associar determinados pensamentos a padrões de atividade cerebral - e, depois de algum tempo, conseguia decodificar o que as pessoas estavam pensando (veja no infográfico ao lado).
O sistema só consegue ler a mente de uma pessoa se ela estiver extremamente concentrada, o que nem sempre é fácil. "Às vezes o estômago de um voluntário roncava, ele pensava ‘estou com fome’, e isso embaralhava a máquina", explica o cientista americano Tom Mitchell, coordenador do estudo. Num futuro não muito distante, o seu computador poderá ler seus pensamentos e transmiti-los a outras pessoas.
A flexibilidade é quase infinita. "O cérebro aprende a gerenciar tudo, como se tivesse um braço a mais no corpo", diz o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. Isso significa que o traje do Doutor Octopus, aquele inimigo do Homem-Aranha com braços robóticos, é mais que uma fantasia de quadrinhos. Ele é real. E a armadura do Homem de Ferro também.
TELECINESE
Como uma máquina já consegue ler os seus pensamentos - e poderá dar a você novos poderes
1. Captação
A pessoa recebe um implante de eletrodos no cérebro (hoje inseridos cirurgicamente, mas no futuro apenas colados na cabeça). Ela é instruída a não pensar em nada - deve deixar a mente o mais vazia possível para que o computador consiga identificar e ignorar o ruído elétrico natural do cérebro.
2. Treinamento
O indivíduo pensa em alguma coisa: um gesto, como o ato de mover um braço, ou uma ordem ("pegar água", por exemplo). Enquanto isso, a máquina analisa sua atividade neural - mapeando as conexões que surgem entre os neurônios. O processo é repetido dezenas de vezes.
3. Reprodução
O computador aprende a identificar os pensamentos para os quais foi treinado, e passa a responder a eles. A pessoa pode mover um braço mecânico ou dar ordens a máquinas simplesmente pensando. Num futuro mais distante, a tecnologia também poderá permitir a telepatia com outras pessoas.
ROUPA NOVA
A empresa Raytheon (fabricante dos famosos mísseis americanos Patriot e Tomahawk) já está testando o XOS: um exoesqueleto que dá força sobre-humana a quem o veste. Com esse traje, você consegue carregar facilmente um homem nas costas ou levantar pesos com centenas de quilos. Tudo isso sem perder a flexibilidade dos movimentos naturais - o XOS permite que o usuário faça gestos delicados e complexos, como chutar uma bola ou subir escadas.
Basta se mexer naturalmente. Sensores instalados no exoesqueleto captam os seus movimentos e os reproduzem nos braços e nas pernas robóticas. O aparelho está sendo desenvolvido para o Exército americano. A ideia é que os soldados utilizem os exoesqueletos, que poderiam ser blindados, em situações de combate. O XOS ainda não está pronto para a guerra: os motores que movimentam seus membros gastam muita energia, e por isso as baterias do aparelho duram no máximo 40 minutos.
Mas há exoesqueletos que parecem mais próximos da viabilidade comercial. Pesquisadores da Universidade de Tsukuba, no Japão, desenvolveram uma série de protótipos designados pela sigla HAL (Hybrid Assistive Limb, ou Membro Assistente Híbrido). O HAL 3 é um exoesqueleto que só serve para dar mobilidade às pernas. Já o HAL 5, mais moderno, inclui todos os membros. Usando esse traje, uma pessoa pode erguer 5 vezes o peso que consegue carregar. O projeto quer melhorar a mobilidade de paraplégicos e idosos e também ajudar trabalhadores que precisam usar a força física (em setores como mudanças e construção civil, por exemplo). Para testar a utilidade da invenção, os japoneses já estão alugando algumas unidades. Interessado? Procure a empresa Cyberdyne (cyberdyne.jp), que cobra o equivalente a US$ 2 300 por mês pelo aluguel do exoesqueleto. Achou caro demais? A versão menor, que só aumenta a força das pernas, é alugada por US$ 1 500 mensais.
Também há outros concorrentes, que incluem desde gigantes da pesquisa acadêmica, como a Universidade da Califórnia e o MIT (Massachusetts Institute of Technology), a empresas como Honda e Lockheed Martin. Há quem acredite que esses trajes possam nos ajudar a explorar outros planetas, como Marte ou as luas de Júpiter. Na Terra, eles vão mudar a sociedade.
EXOESQUELETO
O supertraje que está sendo desenvolvido pelo Exército dos EUA
1. Sensores
Colocados em pontos estratégicos do corpo, nos braços e nas pernas, eletrodos detectam os sinais elétricos que são gerados pelos músculos da pessoa quando ela se mexe e transferem para o computador de bordo.
2. Computador
Interpreta os gestos da pessoa e transforma-os em movimentos. Também pode agir sozinho para proteger o usuário (o exoesqueleto pode ser programado para voltar automaticamente a um local predefinido caso a pessoa se perca ou se machuque).
3. Força
Uma rede de motores hidráulicos muito fortes movimenta os membros do exoesqueleto. Isso permite que o usuário carregue peso bem superior ao seu - sem perder a capacidade de fazer movimentos mais delicados, como subir uma escada ou chutar uma bola.
4. Eletricidade
Os motores exigem muita energia. As melhores baterias disponíveis hoje só conseguem alimentar o sistema por 40 minutos. Por isso, o exoesqueleto costuma ficar ligado à tomada durante os testes. A meta é desenvolver uma versão com autonomia de 8 horas - o que só deve acontecer em 2020.
TER OU NÃO TER
Os aparatos tecnológicos que podem aprimorar as habilidades e a sensibilidade do corpo estão a uma esquina de distância no futuro. Serão uma revolução médica sem precedentes. Mas a grande pergunta é: os humanos, tão identificados com seus corpos, trocariam voluntariamente suas "peças" naturais por dispositivos eletrônicos, convertendo-se em ciborgues?
Por mais estranha que essa ideia pareça, talvez ela seja só uma convenção cultural. Hoje mesmo já há gente disposta a trocar sua mão de verdade por uma artificial, mesmo que o órgão esteja ali, intacto. É o caso de Milo. É verdade que seu membro já não funcionava mais, por causa de uma ruptura dos nervos. Mas ainda estava ali, inteirinho. A operação foi feita pelo cirurgião Oskar Aszmann, da Universidade de Viena.
Alguns médicos criticaram Aszmann, dizendo que ele deveria ter tentado recuperar a funcionalidade da mão natural - e não simplesmente cortá-la fora. Aszmann se defende alegando que, para o paciente, é melhor ter uma solução parcial do que esperar a vida toda por uma técnica melhor que talvez nunca venha. E Milo se diz satisfeito.
Se hoje, mesmo com toda a controvérsia e com tecnologias primitivas, já há gente optando por trocar um órgão natural por uma versão artificial, quando as tecnologias estiverem ainda mais avançadas, a tendência será de aumento. Depois de décadas assistindo a coisas como essas no cinema, ao menos uma parte da população não se assusta com a ideia de pessoas parte humana, parte máquina.
Se aplicações dessas tecnologias estão muito próximas para uso militar ou espacial, quando elas estarão todas a serviço do cidadão comum? Segundo o físico e futurólogo Michio Kaku, da Universidade de Nova York, não vai demorar. "Eu não ficaria surpreso de ver tecnologias de fabricação de órgãos implementadas nos próximos 10 a 20 anos", diz.
Como todas as novidades da medicina, os upgrades do corpo humano nascerão caros. Ou seja: no começo, só quem tiver (muito) dinheiro poderá pagar por eles. Será que isso poderá criar uma divisão de castas na humanidade, entre os "melhorados" e os "não melhorados"? Kaku acredita que o poder econômico terá um papel claro na nova era. "Lojas de peças para o corpo humano, por assim dizer, podem surgir logo, logo."
A humanidade terá que enfrentar um longo debate ético para minimizar essas diferenças e decidir o que é socialmente aceitável ou não - como já está acontecendo hoje nos campos da clonagem e das terapias genéticas. Talvez cheguemos a um ponto de equilíbrio. Ou talvez o mundo do futuro seja dividido pela tecnologia. Só existe uma certeza: o corpo humano será incrivelmente diferente do que é hoje. E isso não vai demorar.
FONTE: SUPERINTERESSANTE
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