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sábado, 10 de setembro de 2016

ANTENAS FINALMENTE FICAM DIGITAIS E VÃO MUDAR CELULARES

As antenas dos celulares são colocadas no topo e na base do aparelho. É por isso que a tela não pode cobrir o telefone inteiro. Com as antenas digitais, essa restrição deixa de existir.[Imagem: Aalto University]

Antena digital

Engenheiros finlandeses deram o salto tecnológico esperado desde o surgimento dos semicondutores eletrônicos: eles "digitalizaram" as antenas. Apesar de estarmos mergulhados em um mundo quase totalmente digital, as indispensáveis antenas são dispositivos tipicamente analógicos, que transmitem e recebem ondas. Assim, cada aparelho precisa de um circuito para converter os sinais que recebe da antena de analógicos para digitais, e outro para converter de digitais para analógicos os sinais que vai transmitir. E as antenas atuais funcionam em frequências para as quais foram cuidadosamente projetadas, o que significa dizer que cada banda de frequência de transmissão exige sua própria antena. Uma antena digital, por sua vez, pode ser configurada instantaneamente para trabalhar com qualquer frequência. "Desta forma, muitas aplicações dos smartphones, como GPS, Bluetooth e Wi-Fi, não vão mais precisar ter suas próprias antenas. Em vez disso, toda a transferência de dados do telefone pode ser realizada através de uma única antena controlada digitalmente. Isto, por sua vez, torna o design do telefone mais fácil e permite um tamanho de tela maior em relação ao tamanho do telefone, já que a antena não irá exigir muito espaço," explica Jari-Matti Hannula, da Universidade Aalto.

Antena reconfigurável

A antena digital consiste em um sistema de múltiplas "portas", mutuamente acopladas. Controlando o sinal de excitação de cada porta, pode-se maximizar a eficiência de irradiação do sinal e, ao mesmo tempo, minimizar a potência refletida, o que significa mais alcance e menor consumo de energia. Para ajustar a banda de transmissão - para atender às necessidades de cada tecnologia de transmissão de dados, como telefonia, Wi-Fi, GPS etc. - o sistema pode ser montado com diferentes componentes de frequência que possam ser combinados, de forma instantânea, para cada frequência de transmissão. Também é possível acoplar ao sistema as antenas analógicas tradicionais, de forma a atender às necessidades de cada equipamento.

1.000 vezes mais dados

Além da possibilidade de reconfiguração, dos ganhos de eficiência e da diminuição do espaço dentro dos aparelhos, as antenas digitais demonstraram ser possível atingir uma velocidade de transferência de dados de 100 a 1.000 vezes mais rápida do que a alcançada pelos celulares atuais. "O passo seguinte no processo de desenvolvimento já está em andamento com o início dos testes em cooperação com a Huawei, utilizando dispositivos de telefonia móvel de quinta geração. Nós também estamos desenvolvendo, em conjunto com outros pesquisadores da Universidade de Aalto, os sistemas eletrônicos digitais para controlar as antenas," disse o professor Ville Viikari, coordenador da equipe. Bibliografia: Concept for Frequency Reconfigurable Antenna Based on Distributed Transceivers. Jari-Matti Hannula, Jari Holopainen, Ville Viikari. IEEE Antennas and Wireless Propagation Letters. Vol.: PP, Issue: 99. DOI: 10.1109/LAWP.2016.2602006. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=antena-digital&id=010150160901

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

CÂMERAS DE CELULARES CAPTARÃO MAIS COR COM POUCA LUZ

O novo filtro obtém "assinaturas" de 25 padrões de cores, em lugar dos tradicionais três do padrão RGB.

Fotografia com pouca luz

Tirar fotos em ambientes de pouca luminosidade é um desafio mesmo para as câmeras profissionais. Para as câmeras incorporadas em celulares e tablets, então, as tentativas de colher bons momentos no escurinho geralmente acabam em frustração. "Se você sair para um passeio à noite e tirar uma foto do céu, vai ver que ela ficará muito granulada. A fotografia em baixa luminosidade ainda não chegou lá, e estamos tentando corrigir isso. Esta é a última fronteira da fotografia móvel," resume Rajesh Menon, da Universidade de Utah, nos EUA. Menon e seu colega Peng Wang acabam de dar uma contribuição importante para a solução do problema. Eles criaram um filtro que, quando colocado à frente do sensor da câmera, permite a passagem de três vezes mais luz do que os filtros convencionais, produzindo imagens muito mais claras e menos granuladas.

Assinaturas de cor

Entre a parte óptica e o sensor de imagem - o CCD -, todas as câmeras possuem filtros para dividir a luz nas três cores primárias: vermelho, verde e azul. O problema é que os filtros atuais absorvem até dois terços da luz que a câmera capturou. A solução desenvolvida pela dupla consiste em uma mistura de hardware e software. O hardware é um disco de vidro de um micrômetro de espessura contendo ranhuras microscópicas precisamente traçadas para conduzir a luz de forma a criar uma série de padrões de cores. O software então lê esses padrões e determina a que cor cada um pertence. O protótipo consegue gerar até 25 novos padrões de cores - em comparação com os três tradicionais do RGB -, produzindo fotos melhores e com menos granulosidade, além de simplificar o projeto da câmera, já que substitui três filtros por um só. "Você pode obter muito mais informações de cor do que uma câmera colorida normal. Com uma câmera normal, você só vê vermelho, verde ou azul. Nós podemos ver 25 cores ou mais. Ela não somente é melhor em condições de baixa luminosidade, mas também dá uma representação mais acurada da cor," disse Menor. Os pesquisadores já fundaram sua empresa, a Lumos Imaging, para tentar comercializar a nova tecnologia. Bibliografia: Computational Color Imaging with Enhanced Light Sensitivity based on a Microstructured Diffractive Element Array. Peng Wang, Rajesh Menon. Optica. Vol.: ITh1A.3. DOI: 10.1364/ISA.2015.ITh1A.3. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ideia-brilhante-fotografia-baixa-luminosidade&id=010110151110

domingo, 27 de setembro de 2015

RESOLVENDO O PROBLEMA DA BATERIA FRACA

Elas estão sempre aquém do ideal. Muito aquém, na verdade. A cada 18 meses, os chips de computador dobram de velocidade. Esse fenômeno foi descrito pela primeira vez em 1965 por Gordon Moore, então presidente da Intel, e ficou conhecido como Lei de Moore. Já as baterias… Nesse mesmo período, sua capacidade aumenta apenas 7%. Isso significa que elas levam 20 anos para alcançar a mesma evolução que os chips têm em um ano e meio. Mas por que é assim, afinal? Os chips melhoram rápido porque podem ser miniaturizados. Na CPU do seu computador, há bilhões de transistores – espremidos no espaço de um selo. Com as baterias, não é assim. Elas funcionam graças a reações entre elementos químicos – que não podem ser miniaturizados. O material de que a bateria é feita tem determinada capacidade de reter energia – e não há muito que possamos fazer para melhorar. “Isso é determinado pela natureza”, resume Winfried Wilcke, diretor de pesquisas em nanotecnologia e energia da IBM. As baterias só dão saltos quando a ciência descobre novos materiais ou novos processos químicos. E isso acontece bem raramente. A bateria (termo emprestado da terminologia militar, como em “bateria de canhões”) foi inventada pelo italiano Alessandro Volta, em 1800. Cinquenta e nove anos depois, o francês Raymond Gaston Planté inovou. Usou dois pedaços de chumbo, os polos, mergulhados numa mistura de ácido sulfúrico e água. Quando a bateria era ligada, elétrons escapavam do polo negativo, que se oxidava, e iam em direção ao polo positivo, que liberava oxigênio. Ou seja: formava-se uma corrente elétrica. Só que os materiais iam se desgastando, até que a bateria pifava. Planté teve a ideia de fazer o contrário, ou seja, dar um choque elétrico nela – e descobriu que ficava boa de novo. Nascia a primeira bateria recarregável. Elas começaram a ser utilizadas para alimentar luzes ferroviárias, faróis marítimos e em carros elétricos primitivos. As baterias de chumbo-ácido são resistentes, e até hoje essa tecnologia é usada em carros e barcos. Ela tem um grande defeito: as baterias são muito grandes e pesadas. Esse problema começou a ser resolvido em 1899, quando o inventor sueco Waldemar Jungner criou uma versão em que o polo negativo era de cádmio, e o positivo era de níquel. Nascia a bateria de níquel-cádmio (NiCd). Ela ganhou popularidade nos anos 1940, com o surgimento do walkie-talkie: um rádio portátil que os soldados americanos usavam para se comunicar no front. Depois da Segunda Guerra, a bonança vivida pelos EUA turbinou o mercado de eletrônicos. Surgiu uma infinidade de relógios, telefones, brinquedos e gadgets, muitos deles alimentados por baterias de NiCd. Mas elas tinham dois grandes problemas. O primeiro é que o cádmio é altamente tóxico. As baterias de NiCd podem contaminar rios e solo, e por isso seu uso foi restringido em diversos países. Na União Europeia, por exemplo, estão banidas desde 2008. O outro problema é o chamado “efeito memória”. Era preciso descarregar totalmente a bateria de NiCd antes de recarregá-la. Do contrário, a bateria estragava. Se você usasse 50% da energia dela, por exemplo, e aí tentasse recarregá-la, ela desenvolvia uma “memória” – ficava viciada e, dali em diante, só recarregava pela metade. A solução veio com as baterias de níquel-hidreto metálico (NiMH), que substitutem o cádmio por uma liga de metais não tóxicos e chegaram ao mercado em 1989. Eram bem menos poluentes, guardavam até 40% mais energia e supostamente não tinham efeito memória. Passaram a ser usadas em aparelhos eletrônicos, em satélites e até no telescópio espacial Hubble. Com o tempo, percebeu-se que a coisa não era tão boa. As baterias de hidreto também ficavam viciadas. E não davam conta de alimentar a nova geração de gadgets, como filmadoras e CD players portáteis, que sugavam mais e mais energia. Aí a indústria decidiu apostar em outro metal, o lítio (cujo nome vem de lithos, palavra grega que significa “pedra”). Ele já era usado em equipamentos militares, e tinha uma potência absurda: as baterias de lítio chegavam a alcançar 3,6 volts, o triplo das tradicionais. Eram uma maravilha, exceto por um porém: o material pegava fogo com facilidade. Durante as pesquisas, houve vários incêndios e pelo menos uma morte. Mas as baterias de lítio que usamos hoje não trazem o metal em estado puro, e sim uma mistura menos explosiva (íons de lítio). Além disso, têm circuitos internos que controlam o fluxo de energia, impedindo que oscile bruscamente – o que poderia fazer a bateria pegar fogo. Quando ouvimos falar de baterias que explodiram, geralmente se trata de versões falsificadas, nas quais os circuitos de proteção falharam. Mas nem sempre. Em 2006, a Dell recolheu 4,1 milhões de baterias de laptop, que haviam sido fabricadas pela Sony e apresentavam risco. O lítio é ruim, mas é o melhor que temos. Ainda não foi descoberto um material mais poderoso que ele. E há quem diga que isso nunca irá acontecer. “Não haverá mais grandes descobertas de materiais”, acredita Wilcke, da IBM. A grande aposta é aperfeiçoar o que já existe, criando novas combinações com o lítio. Uma das pesquisas, liderada por Wilcke, tenta criar baterias de lítio-ar. Elas são abertas e reagem com o oxigênio do ar. Graças a isso, armazenam mil vezes mais energia do que as baterias tradicionais. Seus criadores esperam que cheguem ao mercado em 2020. Podem ser a solução definitiva para os carros elétricos. Mas não vão resolver o problema dos celulares. “As baterias de lítio-ar são abertas, mas é necessário filtrar o ar que elas recebem. Não há problemas em fazer isso em um carro, mas o mesmo não acontece em um celular”, explica Wilcke. Seria preciso acoplar um purificador de ar no smartphone, que ficaria bem maior e mais pesado. Para os aparelhos de bolso, a grande esperança está em coisas incrívelmente pequenas: os vírus. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão criando baterias que combinam lítio e um vírus geneticamente modificado. Ele se chama M13 e tem uma habilidade meio ciborgue: produz ferro. Conforme o vírus se multiplica, ele vai se agrupando e forma microfios perfeitos, que não têm imperfeições e por isso conduzem muito bem a corrente elétrica. Esses microfios podem ser usados dentro de baterias, que graças a isso duram até 3 vezes mais – ou podem ser construídas num tamanho muito menor sem perder potência. Os botões da sua roupa poderiam ser baterias, por exemplo. O exército dos EUA já manifestou interesse na tecnologia. Mas ela só vai se concretizar se o mundo tiver lítio suficiente para produzir baterias. E ele não é infinito. No século 21, o lítio será cada vez mais importante – tanto que há quem o considere o novo petróleo. Com todos os conflitos, e as controvérsias, associadas a isso.

A corrida do lítio

Hoje, os maiores produtores de lítio são Austrália (41%), Chile (38%), Argentina (10%) e China (9%). Uma única mina, recém-descoberta na Austrália, tem 4,3 milhões de toneladas do metal, o suficiente para alimentar o mundo pelos próximos 30 anos. “As reservas mundiais não estão em questão”, diz Jon Hykawy, analista de materiais da consultoria Byron Capital. Tem bastante lítio no planeta. Mas isso pode mudar – talvez antes do que se imagina. O milionário sulafricano Elon Musk é dono da Tesla Motors, uma fabricante de carros elétricos, que produz 33 mil carros por ano. Uma empresa relativamente pequena, mas com enorme potencial – tanto que seu valor de mercado é US$ 30 bilhões, mais da metade da gigantesca General Motors. Musk quer transformar o carro elétrico num produto de massa. E acredita que a chave para isso é criar baterias mais leves e potentes. Por isso, está construindo uma fábrica no estado de Nevada, nos EUA, que produzirá 500 mil baterias de lítio para carros por ano – o que equivale a dobrar toda a produção mundial. Ela vai custar R$ 6 bilhões, terá 6.500 funcionários e deverá ficar pronta em 2016. É um megaprojeto, que pode aumentar muito a demanda por lítio – e acirrar a disputa por ele. Se isso acontecer, a Bolívia vai dar um grande salto. É que ela é dona do salar de Uyuni, planície que contém uma enorme quantidade de lítio: o suficiente, estima-se, para aumentar em 50% as reservas mundiais. Ao longo das próximas décadas, os bolivianos poderão adquirir um poder comparável ao que os países produtores de petróleo têm hoje. Em vez de sheiks vestindo turbantes, os símbolos de riqueza farta e rápida serão os multimilionários andinos. E as superpotências mundiais, que hoje fazem de tudo para colocar as mãos no petróleo do Oriente Médio, fatalmente irão atrás do lítio boliviano. Isso pode transformar a geopolítica mundial. Mas talvez não impeça que as baterias continuem nos deixando na mão. As baterias perdem capacidade após 1 000 recargas – o que, nos smartphones, dá três anos de uso. Aí, o melhor é trocar mesmo.

Plano B

Outra opção é comprar uma bateria externa, que serve em qualquer celular (R$ 100), ou um case com bateria (há versões para iPhone e alguns Samsung, em torno de R$ 200). FONTE: megaarquivo.com/2015/09/22/11-807-mega-techs-resolvendo-o-problema-da-bateria-fraca/

domingo, 28 de junho de 2015

TECNOLOGIA "FULL-DUPLEX" DOBRA CAPACIDADE DE CELULARES E WI-FI

Teste do novo transmissor full-duplex em uma câmara anecoica. Uma nova tecnologia de transmissão sem fios pode mudar fundamentalmente o projeto dos sistemas de transmissão via rádio, além de aumentar a largura de banda e a capacidade das redes sem fios, e reduzir o consumo de bateria dos equipamentos portáteis. Leo Laughlin e seus colegas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, desenvolveram uma técnica que estima e anula a interferência gerada pela transmissão de cada aparelho. Isto permite que um dispositivo de rádio transmita e receba no mesmo canal ao mesmo tempo. Em outras palavras, torna-se necessário apenas um canal para a comunicação de duas vias, utilizando a metade do espectro eletromagnético em comparação com a tecnologia atual.

Arquitetura full-duplex

Esta nova arquitetura full-duplex combina uma técnica de "isolamento de equilíbrio elétrico" com outra chamada "cancelamento ativo de frequência de rádio", suprimindo a interferência por um fator de mais de 100 milhões. O protótipo usa apenas componentes disponíveis comercialmente, tornando-o adequado para uso em aparelhos móveis, como celulares e tablets. Se for adotada em um sistema Wi-Fi, por exemplo, esta técnica pode dobrar a capacidade de um ponto de acesso, permitindo a conexão de um maior número de usuários, ou dobrar a taxa de dados para os usuários atuais. Para os celulares, a operação full-duplex também poderia aumentar a capacidade e a velocidade de transmissão, ou, alternativamente, manter a rede atual com menor número de estações rádio-base, diminuindo o custo de operação. "Até agora havia um problema fundamental não solucionado com as comunicações via rádio. Como o espectro radioelétrico é um recurso limitado, e com as operadoras de rede pagando milhões para ter acesso a esse espectro, a solução deste problema nos coloca um passo mais perto de dispositivos mais rápidos, mais baratos e mais verdes para o nosso futuro conectado," disse Leo Laughlin. Bibliografia: Optimum single antenna full duplex using hybrid junctions. Leo Laughlin, Mark A. Beach, Kevin A. Morris, Chunqing Zhang, John L. Haine. IEEE Communications Magazine. Vol.: 32, Issue: 9. DOI: 10.1109/JSAC.2014.2330191. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnologia-full-duplex-dobra-capacidade-celulares-wi-fi&id=010110150612

domingo, 31 de maio de 2015

CELULARES FARÃO DOWNLOAD DE ENERGIA PARA BATERIAS

A ideia é inicialmente incorporar a antena de reciclagem de energia em capas de celulares.

Download de energia

Engenheiros da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, anunciaram o lançamento no mercado nos próximos dias de uma tecnologia que permitirá fazer "download de energia do ar" para recarregar a bateria de celulares. A frase de impacto é um bom apelo comercial para uma tecnologia que vem sendo desenvolvida por inúmeras equipes ao redor do mundo e que já possui utilização comercial: a colheita de energia a partir das ondas eletromagnéticas presentes no ambiente. De acordo com Chi-Chih Chen e seus colegas, melhorias obtidas pela equipe - que eles não detalham por questões comerciais - obteve um aumento considerável de eficiência, permitindo reaproveitar até 30% da energia dissipada pelo próprio aparelho. "Quando nos comunicamos com uma torre de celular ou com um roteador Wi-Fi, grande parte da energia é desperdiçada. Nós reciclamos uma parte dessa energia de volta para a bateria," disse Chen, acrescentando que quase 97% dos sinais emitidos por um celular nunca alcançam seu destino.

Colheita de energia

O uso de antenas na forma de bobinas para capturar as ondas eletromagnéticas presentes no ambiente é a base de funcionamento das etiquetas RFID, que estão substituindo os códigos de barra. Vários tipos de sensores também já utilizam essa técnica para substituir inteiramente as baterias. Até agora, porém, ninguém havia conseguido um rendimento acima de uns poucos microwatts - como um chip-gerador de energia construído por engenheiros do MIT -, apesar de promessas recentes de uma antena de absorção total feita com metamateriais. Para comparação, um telefone celular típico necessita uma potência mil vezes maior, na faixa dos miliwatts. "Ninguém consegue recarregar um telefone celular a partir do ar, mas nós podemos reduzir o consumo de energia recuperando uma parte desses miliwatts perdidos. Pense nisso como um extensor da bateria, e não como um carregador," reconhece Lee, acrescentando que a tecnologia desenvolvida pela equipe aumenta a vida útil das baterias em 30%.

Muito caro

A ideia é inicialmente incorporar a antena de reciclagem de energia em capas de celulares. Para isso, a equipe fundou uma empresa, chamada Nikola Labs, que lançará brevemente uma campanha de arrecadação de fundos coletivos para viabilizar a fabricação dos primeiros exemplares. Eles estimam que cada capa poderá custar o equivalente a US$100,00 (cerca de R$315,00). Futuramente, a equipe pretende licenciar a tecnologia para que ela seja incorporada no próprio gabinete plástico dos celulares e tablets. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celulares-farao-download-energia-ar&id=010150150527

sábado, 11 de outubro de 2014

CELULARES DISPENSARÃO TORRES PARA SE INTERCONECTAR

LTE Direta

O protocolo LTE (Long-Term Evolution), usado pelos celulares na tecnologia 4G para se comunicar com as torres de telecomunicações das operadoras, está para receber uma alteração que permitirá que eles dispensem essas torres de comunicação em várias ocasiões. Com a alteração, os celulares poderão falar diretamente entre eles - e com outros aparelhos móveis. Chamada "LTE Direta", a tecnologia tem alcance de até 500 metros, o que é muito mais do que as conexões Wi-Fi ou Bluetooth alcançam. A LTE Direta, criada por engenheiros da empresa Qualcomm, está sendo testada com a ajuda do Facebook e do Yahoo. Se tudo der certo, a expectativa é que ela possa ser disponibilizada pelas operadoras até o final de 2015. Embora venha ajudar a atenuar um dos grandes gargalos da telefonia celular - a dificuldade de aumentar o número de antenas para ampliar ou melhorar a cobertura - a nova tecnologia já está sendo alvo de críticas pelo seu "potencial de invasão de privacidade".

Conexões indiscretas

Para que a comunicação direta entre os celulares funcione, eles ficam continuamente se anunciando e buscando conexões nas imediações, o que permite localizar pessoas e empresas nas proximidades - amigos das redes sociais ou fornecedores em potencial. Segundo os críticos, a LTE Direta está chamando a atenção dos grandes participantes do mercado porque ela representa um canal adicional de publicidade dirigida. Seus criadores abordam a tecnologia de outro ponto de vista. "Você pode pensar na LTE Direta como um sexto sentido que está sempre consciente do ambiente ao seu redor. O mundo ao seu redor é cheio de informações e o celular pode usar isso para prever e ajudá-lo no seu dia a dia," disse Mahesh Makhijani, diretor da Qualcomm durante uma sessão sobre a tecnologia na Conferência Uplink, em São Francisco, nos Estados Unidos. Jay Parikh, do Facebook, também falou durante o evento, afirmando que a LTE Direta "nos permitiria criar experiências de usuário a partir de interações casuais com uma loja local ou um amigo próximo. Você pode descobrir sobre eventos ou gerar encontros ao acaso". Beverly Harrison, do Yahoo, disse que empresa está investindo em "guias turísticos digitais": o usuário informa ao aplicativo quantos minutos livres dispõe e o programa lhe apresenta pontos de interesse nas proximidades. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celulares-dispensarao-torres-se-interconectar

quarta-feira, 2 de abril de 2014

DISPOSITIVO UTILIZA ÁGUA PARA CARREGAR BATERIA DE CELULARES

Um surpreendente carregador de dispositivos móveis criado na Suécia utiliza água para fornecer energia para celulares, tablets e outros gadgets. Chamado de PowerTrekk, o equipamento é vendido pela internet e impede que as pessoas fiquem incomunicáveis por falta de bateria, ao mesmo tempo que ajuda a reduzir os gastos de energia no planeta. O PowerTrekk é um carregador portátil e seu formato é inspirado num estojo, que pode ser levado a qualquer lugar. Para transformar a água em energia, o equipamento utiliza um sistema de células combustíveis envoltas num cartucho descartável, onde ficam componentes químicos derivados do silício. Em contato com a água, estas propriedades provocam uma série de reações que dão origem ao gás hidrogênio, responsável pela quantidade de eletricidade limpa utilizada para carregar os celulares e outros dispositivos móveis.
Entre os diferenciais do produto, os criadores destacam não só o conforto de não ficar incomunicável, mas também a independência das fontes convencionais de energia de maneira simples e eficiente, sobretudo em regiões isoladas e situações de emergência. Além de utilizar água, o PowerTrekk ainda atua como um carregador convencional, que pode ser conectado diretamente na tomada. Fora isso, o equipamento também possui uma bateria extra que gera energia para os aparelhos, cujas cargas são realizadas a partir de uma tomada ou do computador. A myFC, empresa sueca responsável pelo carregador, já apresentou a criação em diversas partes do mundo – em março, os representantes do produto virão pela primeira vez na América Latina, durante uma importante feira de tecnologia do Chile. O equipamento é compatível com todos os modelos de smartphones e celulares mais antigos, além de outros gadgets. Quem quiser levar um exemplar do PowerTrekk para casa precisa desembolsar, no mínimo, 199 euros (cerca de 646 reais). Nos últimos anos, diversas tecnologias foram desenvolvidas para possibilitar o fornecimento de energia limpa para os dispositivos móveis. É o caso da capinha capaz de carregar o iPhone utilizando apenas o movimento das mãos e de um novo carregador que utiliza a locomoção dos automóveis para preencher a bateria de qualquer celular. O vídeo abaixo demonstra o funcionamento do Powertrekk: FONTE: DESCUBRA O VERDE

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

QUAL CELULAR ESCOLHER PARA NÃO FRITAR SEU CÉREBRO?

Um estudo recente feito por um grupo de estudos ambientalistas afirma que usuários a longo prazo de celulares têm maiores riscos de desenvolver tumores. Mais estudos são necessários para confirmar esta relação, mas, para prevenção, foi criada uma lista dos celulares que mais emitem radiações prejudiciais à saúde e os mais “saudáveis”. Os modelos de celulares que menos emitem radiações são os seguintes: Samsung Impression (SGH-a877) Motorola RAZR V8 Samsung SGH-t229 Samsung Rugby (SGH-a837) Samsung Propel Pro (SGH-i627) Samsung Gravity (SGH-t459) T-Mobile Sidekick LG Xenon (GR500) Motorola Karma QA1 Sanyo Katana II Os celulares mais poderosos, ou smartphones como o iPhone 3GS, tiveram péssimas colocações no ranking. Enquanto o Samsung Impression libera apenas 0,15 watts por kg, o iPhone chega a liberar até 1,19 watts por kg. De qualquer modo, enquanto a relação entre radiação dos celulares e tumores não é comprovada, não custa usar fones de ouvido e não deixar seu aparelho no bolso, cozinhando a sua medula óssea e prejudicando suas chances de ter filhos. Sim, o celular permanece emitindo radiação quando está ligado, mesmo quando não está sendo usado para falar. FONTE: Gizmodo

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

5 DICAS PARA EVITAR A RADIAÇÃO DO TELEFONE CELULAR

Alguns estudos mostram uma ligação estatística do celular com câncer, mas estes dados ainda necessitam de confirmação. Muitos anos atrás foram observadas relações estatística entre cigarro e câncer, mas não se compreendia a causa exata da doença. Essa é a mesma preocupação de Devra Davis, Diretora do Centro de Oncologia Ambiental da Universidade de Pittsburg, nos EUA. Não há evidência concreta de que os celulares sejam nocivos, mas nós também não temos certeza de que eles sejam seguros. E a preocupação é ainda maior no que concerne às crianças. Se uma criança de 14 anos está fumando, você não precisa se preocupar que ela vá desenvolver câncer naquele instante. Os efeitos do tabaco podem levar décadas para se acumular no organismo e causarem as mutações nocivas que levam ao câncer, e é possível que o mesmo ocorra com os celulares. Como os aparelhos celulares, que hoje parecem estar onipresentes, são usados a apenas poucos anos não há como saber dos efeitos de uma exposição a longo prazo. O grupo da Dra. Devra e seus colegas, especialistas em câncer, liberaram recentemente um comunicado para seus funcionários sobre o uso dos celulares, recomendando o uso de viva-voz ou fones de ouvido. Crianças, segundo ela, deveriam usar celulares apenas em emergências, pois possuem o crânio mais fino e o cérebro ainda está em desenvolvimento. Ninguém deveria carregar seus aparelhos no bolso ou na cintura. “Você está cozinhando a sua medula óssea”, disse Devra. Na possibilidade da radiação do celular realmente ser perigosa, você quer jogar Roleta Russa com a sua cabeça? Se você se convenceu com os argumentos mais alarmistas de que o celular possa causar câncer, agora terá que descobrir a melhor maneira de continuar usando o seu aparelho, já que a maioria de nós não pode mais viver sem ele. Enquanto não houver um consenso sobre o assunto entre os especialistas, o que nós podemos fazer? É fato que os celulares realmente emitem radiação, mas há alguns simples passos que podem reduzir a exposição à radiação ou praticamente eliminá-la. 5. COMPRE UM TELEFONE CELULAR COM MENOS RADIAÇÃO radiação do celular é medida através da Taxa de Absorção Específica (specific absorption rate – SAR). Para saber qual a SAR do seu aparelho veja esta lista (em inglês). Alcatel BenQ (BenQ-Siemens) Kyocera LG Mitsubishi Motorola Nextel (Sprint) Nokia Palm Treo Panasonic Sagem Samsung Siemens (BenQ-Siemens) UTStarcom Mas é o nível de exposição que importa. Se você utiliza muito o celular é importante comprar um telefone com uma SAR menor. Mas se você o utiliza pouco, a sua exposição é bem reduzida. 4. USE UM FONE DE OUVIDO DE “TUBO OCO” É similar a um fone comum, exceto pelo fato de que os últimos 15 cm – a parte mais próxima do ouvido – é um tubo oco sem fios. Nesse caso você está recebendo o som através do ar e não ondas de radio. 3. USE UM FONE BLUETOOTH Um fone Bluetooth também emite radiação, mas ela é cem vezes menor do que a radiação que você recebe ao segurar o telefone no ouvido, disse Magda Havas, professora associada do Institute for Health Studies da Universidade de Trent em Ontário, Canadá. Os especialistas ficaram divididos entre quesito e o no 2, mas o governo de Israel emitiu recomendações essa semana sugerindo especificamente fones com fio. Mas apesar de Magna gostar da solução Bluetooth ela diz para não colocar o fone na cabeça se você não estiver falando, pois o dispositivo continua a emitir sinal. Há pessoas que utilizam o fone o tempo todo e o mínimo que devem fazer é mudar o fone entre os ouvidos, de tempos em tempos, para reduzir a exposição em apenas um dos lados. 2. USE FONES DE OUVIDO COM FIOS COM UMA CONTA DE FERRITE Não, não é nenhum tipo de bijuteria. Uma conta de ferrite pode ser colocada no fio do fone de ouvido. A preocupação é que o próprio fio emita radiação no seu ouvido. A conta foi criada para absorver a radiação, para que você não o faça. Elas são baratas e você pode encontrar em lojas ou na internet. As contas são os favoritos de Louis Slesin, editor da revista Microwave News. “É a melhor maneira”, ele disse. Testes feitos na Universidade de York, na Inglaterra, descobriram que se você usa a conta de ferrite a radiação emitida pelo fio não pode sequer ser medida, mesmo sob as piores condições. “Este dispositivo comum mata a radiação.” É claro que se o telefone celular está em seu bolso isso não ajuda muito, pois o aparelho estaria irradiando diretamente no seu corpo. Portanto, se você preocupa-se mesmo com a radiação, mantenha o telefone o mais afastado o possível e evite ao máximo que o fio esteja tocando seu corpo. 1. USE SEMPRE A FUNÇÃO VIVA-VOZ Esta é a opção alternativa favorita de todos os especialistas. Nada próximo da sua cabeça. “Coloque-o a algumas dezenas de centímetros. Meio ou um metro é o ideal”, disse Magda. A cada centímetro que você afasta o aparelho de seu corpo faz com que a radiação se reduza rapidamente. A 5 cm de distância a radiação reduz em 4 vezes. Se você segurá-lo a 10 cm a radiação cai 16 vezes, segundo ela. Segundo Louis “cada milímetro conta”. Muitos dos cientistas entrevistados usam o aparelho direto no ouvido, pois o utilizam pouco. A analogia com o cigarro também vale aqui. Se você fuma um ou dois cigarros por semana não precisa se preocupar tanto quanto uma pessoa que fuma um maço por dia. FONTE:CNN

CELULARES E RADIAÇÃO: CONHEÇA OS MODELOS QUE EMITEM OS MAIORES E MENORES NÍVEIS

Se você é um usuário de telefone celular – um grupo que, nestes dias, significa praticamente todo mundo – e não se preocupa com a radiação emitida pelo aparelho, talvez seja hora de rever seus conceitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou essa semana os celulares como “possivelmente cancerígenos para os seres humanos”. Os aparelhos em si não são necessariamente prejudiciais – é a radiação emitida pelos celulares, e absorvida pelo corpo humano, que preocupa os médicos. Mas quando se trata de níveis de radiação, nem todos os telefones são iguais. Abaixo estão as listas de alguns modelos disponíveis no mercado que emitem os níveis mais altos e mais baixos de energia de radiofrequência. Uma rápida explicação sobre os números: eles se referem à “taxa de absorção específica”, ou SAR, na sigla em inglês, um referencial comum que mede a taxa de energia de radiofrequência que seu corpo absorve do telefone. Quanto menor o número, menor é a exposição à radiação. Para um celular ser certificado pelos órgãos competentes e vendido nos EUA, por exemplo, seu nível máximo de SAR deve ser menor que 1,6 watts por quilograma. As listas foram compiladas pelo Grupo de Trabalho Ambiental americano, baseadas em dados fornecidos pelos fabricantes dos celulares. Os dados foram coletados em dezembro do ano passado, o que significa que alguns modelos mais recentes não estão listados. Os aparelhos são os à venda nos Estados Unidos. NÍVEIS MAIS BAIXOS DE RADIAÇÃO: 1. LG Quantum (AT & T): 0,35 watts por quilograma 2. Casio EXILIM (Verizon Wireless): 0,53 W / kg 3. Pantech Breeze II (AT & T, a AT & T GoPhone): 0,55 W / kg 4. Sanyo Katana II (kajeet): 0,55 W / kg 5. Samsung Fascinate (Verizon Wireless): 0,57 W / kg 6. Samsung Mesmerize (CellularOne, EUA Celular): 0,57 W / kg 7. Samsung SGH-a197 (AT & T GoPhone): 0,59 W / kg 8. Samsung Contour (MetroPCS): 0,60 W / kg 9. Samsung Gravity T (T-Mobile): 0,62 W / kg 10. Motorola i890 (Sprint) e Samsung SGH-T249 (T-Mobile): 0,63 W / kg NÍVEIS MAIS ALTOS DE RADIAÇÃO: 1. Motorola Bravo (AT & T): 1,59 W / kg 2. Motorola Droid 2 (Verizon Wireless): 1,58 W / kg 3. Palm Pixi (Sprint): 1,56 W / kg 4. Motorola Boost (Boost Mobile): 1,55 W / kg 5. Blackberry Bold (AT & T, T-Mobile): 1,55 W / kg 6. Motorola i335 (Sprint): 1,55 W / kg 7. HTC Magic (T-Mobile): 1,55 W / kg 8. Motorola W385 (Boost Mobile, Verizon Wireless, U.S. Cellular): 1,54 W / kg 9. Motorola i290 Boost (Boost Mobile): 1,54 W / kg 10. Motorola DEFY (T-Mobile); Motorola Quantico (U.S. Cellular, MetroPCS); Motorola Charm (T-Mobile): 1,53 W / kg O nível de SAR do iPhone 4 da Apple é de 1,17 W / kg (no modelo para a AT & T, o modelo da Verizon não foi listado). Os níveis de radiação das dezenas de modelos de BlackBerry variam muito. Esses números apresentados, porém, são apenas uma estimativa. Sua exposição real vai depender da frequência com que você usa seu celular e as condições específicas da rede. Por exemplo, quando a conexão está fraca, o telefone celular precisa enviar mais radiação para alcançar a torre de comunicação. Além disso, ainda não há provas conclusivas de que um telefone com um maior nível de SAR representa um risco maior para a saúde – ou, na verdade, qualquer risco – em compraração com um modelo que emite menos radiação. FONTE: CNN