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domingo, 4 de junho de 2017
BATERIA PRODUZ ENERGIA CAPTURANDO NITROGÊNIO DO AR
Essa bateria - que é mais propriamente um gerador de eletricidade - produz energia a partir do nitrogênio, o gás mais abundante em nossa atmosfera.[Imagem: Jin-Ling Ma et al. - 10.1016/j.chempr.2017.03.016]
domingo, 7 de maio de 2017
BATERIA QUE RECARREGA COM LUZ OU CÉLULA SOLAR QUE ARMAZENA ENERGIA?
Uma das vantagens das baterias fotovoltaicas é que elas são finas e leves. [Imagem: Han-Don Um, et al. - 10.1039/C6EE03266D]
Bateria fotovoltaica
Enquanto pesquisadores canadenses não desenvolvem sua bateria solar orgânica a partir do zero, uma equipe do Instituto de Ciência e Tecnologia de Ulsan, na Coreia do Sul, deu um salto na área mesclando duas tecnologias já existentes. Han-Don Um e seus colegas desenvolveram uma nova tecnologia de recarregamento de baterias mesclando as tradicionais células solares de silício de alta eficiência e as baterias de íons de lítio. A bateria fotorrecarregável portátil se reabastece tanto sob a luz solar direta quanto com a luz presente em ambientes internos. Quando a luz se vai - à noite ou no escuro - a energia armazenada continua fluindo, alimentando o aparelho ao qual ela estiver conectada. Embora nenhuma das tecnologias seja nova, o trabalho nesse campo das baterias fotovoltaicas consiste em integrar as duas tecnologias, compondo um dispositivo único - "monoliticamente integrado", como os pesquisadores o chamam.Sistema infinito de armazenamento e conversão de energia
A equipe coreana usou uma técnica de impressão de filmes finos, por meio da qual a bateria de íons de lítio é impressa diretamente sobre o módulo fotovoltaico contendo células solares de silício miniaturizadas. Para permitir a conexão direta dos dois sistemas de energia, tanto em termos elétricos quanto em termos de estrutura, a equipe usou uma camada de alumínio que desempenha simultaneamente o papel de coletor de corrente da bateria de lítio e de eletrodo das células solares. Isso permite que a bateria seja recarregada sem perda de energia. O protótipo, do tamanho de um cartão de crédito, acende um LED depois de 20 segundos de recarregamento sob luz solar direta. [Imagem: Han-Don Um, et al. - 10.1039/C6EE03266D] O protótipo se recarrega em menos de dois minutos com uma eficiência na conversão fotoelétrica-armazenamento de 7,6%. "Este dispositivo apresenta uma solução para resolver tanto o problema de densidade de energia das baterias quanto a intermitência das células solares," disse o professor Sang-Young Lee. "Mais importante, as baterias têm potência e densidade de energia relativamente altas sob luz solar direta, o que demonstra seu potencial de aplicação como um sistema infinito de armazenamento e conversão de energia solar para uso em veículos elétricos e eletrônicos portáteis." Bibliografia: Monolithically integrated, photo-rechargeable portable power sources based on miniaturized Si solar cells and printed solid-state lithium-ion batteries. Han-Don Um, Keun-Ho Choi, Inchan Hwang, Se-Hee Kim, Kwanyong Seo, Sang-Young Lee. Energy & Environmental Science. Vol.: 10 (4): 931. DOI: 10.1039/C6EE03266D. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-recarrega-luz-ou-celula-solar-armazena-energia&id=010115170503domingo, 4 de outubro de 2015
TESTE SEU CARREGADOR E VEJA SE ELE CARREGA A BATERIA DO SEU GADGET CORRETAMENTE
É bem provável que você já tenha utilizado diferentes carregadores USB para recarregar a bateria do seu tablet ou smartphone. Também é muito provável que você tenha notado diferença de desempenho na hora de realizar esta tarefa, com alguns cabos demorando mais do que outros para completá-la.
Isso pode acontecer por vários motivos, como variação na amperagem da fonte de energia ou ainda limitações ou danos do cabo USB, que não inutilizam a peça, mas prejudicam o seu desempenho. Assim, o ideal é testar para descobrir se tudo vai bem com o cabo e com o carregador.
E para isso preparamos este tutorial. Nele, usaremos o aplicativo Ampere (Android) para descobrir a quantas andam os cabos que você usa para encher seus gadgets de energia. Vamos lá!
1° Passo
Vá até à Play Store e faça o download do Ampere em seu dispositivo Android.2° Passo
Abra o app sem conectar o aparelho à tomada. Antes de prosseguir, algumas explicações sobre o Ampere: sempre que o texto aparecer em laranja, sua bateria está sendo descarregada; quando os caracteres estiverem azuis, o aparelho está ligado à energia. Além disso, valores negativos representam descarga e valores positivos representam recarga. Agora, basta aguardar alguns segundos até que o aplicativo tire as medidas energéticas do seu gadget — ele exibe os valores em miliampère (mA). No exemplo abaixo, o consumo de energia do aparelho neste momento varia entre 260 mA e 280 mA. Guarde esta informação.3° Passo
Chegou a hora plugar um cabo USB ao telefone. Este cabo precisa ser conectado a uma fonte de energia e, como vamos testar o carregador de parede, é importante você usá-lo agora. O Ampere oferece informações úteis inclusive para quem carrega o aparelho usando um cabo conectado ao computador ou à bateria externa. Porém, como a ideia deste tutorial é bem específica, opte pelo carregador de parede.4° Passo
Com o cabo conectado, aguarde alguns instantes até que o aparelho conclua novamente a medição. Feito isso, ele vai indicar qual a variação de ampères que chegam à bateria do aparelho por meio da recarga. No exemplo abaixo, a carga varia entre 2.200 mA e 2.230 mA. Feito isso, basta fazer as contas entre quanta energia está entrando (2.200 mA~2.230 mA) e quanta está sendo consumida (260 mA~280 mA) para ter uma ideia de quanta energia de fato está sendo carregada em seu aparelho. No caso deste exemplo, o valor varia entre 1.920 mA e 1.970 mA. Além disso, para saber se tudo vai realmente bem (foco deste tutorial), é preciso ficar de olho nas informações fornecidas pelo fabricante do carregador e compará-las com aquelas indicadas pelo Ampere. Procure no adaptador que vai à tomada e encontre a informação de saída de energia ou output (lembre-se de que 1 A = 1.000 mA). Se ela for menor do que a informada pelo aplicativo, está tudo certo. Contudo, se o valor registrado no equipamento for muito superior ao indicado no dispositivo, aí você está com algum problema. Caso seu carregador seja apenas um adaptador, experimente utilizar outro cabo USB e repita este procedimento. Isso ajuda a descobrir onde está o problema.Boas práticas com a bateria
Ter boas práticas com a sua bateria ajuda a prolongar a sua vida útil. Então, lembre-se de que o calor faz mal para este tipo de equipamento e evite deixá-lo carregando sobre superfícies que não ajudam a dissipar o calor gerado pelo processo de recarga, como cobertas, colchões, sofás e panos em geral. Procure uma superfície firme e fria, como vidro ou madeira, para posicionar seu gadget enquanto ele é recarregado. O Ampere exibe a temperatura atual do seu smartphone ou tablet, uma boa forma de ter uma noção de quanto ele esquenta quando conectado a uma fonte de energia. fonte: http://canaltech.com.br/tutorial/mobile/teste-seu-carregador-e-veja-se-ele-carrega-a-bateria-do-seu-gadget-corretamente/#ixzz3ncZNjV28domingo, 27 de setembro de 2015
RESOLVENDO O PROBLEMA DA BATERIA FRACA
Elas estão sempre aquém do ideal. Muito aquém, na verdade. A cada 18 meses, os chips de computador dobram de velocidade. Esse fenômeno foi descrito pela primeira vez em 1965 por Gordon Moore, então presidente da Intel, e ficou conhecido como Lei de Moore. Já as baterias… Nesse mesmo período, sua capacidade aumenta apenas 7%. Isso significa que elas levam 20 anos para alcançar a mesma evolução que os chips têm em um ano e meio. Mas por que é assim, afinal?
Os chips melhoram rápido porque podem ser miniaturizados. Na CPU do seu computador, há bilhões de transistores – espremidos no espaço de um selo. Com as baterias, não é assim. Elas funcionam graças a reações entre elementos químicos – que não podem ser miniaturizados. O material de que a bateria é feita tem determinada capacidade de reter energia – e não há muito que possamos fazer para melhorar. “Isso é determinado pela natureza”, resume Winfried Wilcke, diretor de pesquisas em nanotecnologia e energia da IBM. As baterias só dão saltos quando a ciência descobre novos materiais ou novos processos químicos. E isso acontece bem raramente.
A bateria (termo emprestado da terminologia militar, como em “bateria de canhões”) foi inventada pelo italiano Alessandro Volta, em 1800. Cinquenta e nove anos depois, o francês Raymond Gaston Planté inovou. Usou dois pedaços de chumbo, os polos, mergulhados numa mistura de ácido sulfúrico e água. Quando a bateria era ligada, elétrons escapavam do polo negativo, que se oxidava, e iam em direção ao polo positivo, que liberava oxigênio. Ou seja: formava-se uma corrente elétrica. Só que os materiais iam se desgastando, até que a bateria pifava. Planté teve a ideia de fazer o contrário, ou seja, dar um choque elétrico nela – e descobriu que ficava boa de novo. Nascia a primeira bateria recarregável.
Elas começaram a ser utilizadas para alimentar luzes ferroviárias, faróis marítimos e em carros elétricos primitivos. As baterias de chumbo-ácido são resistentes, e até hoje essa tecnologia é usada em carros e barcos. Ela tem um grande defeito: as baterias são muito grandes e pesadas. Esse problema começou a ser resolvido em 1899, quando o inventor sueco Waldemar Jungner criou uma versão em que o polo negativo era de cádmio, e o positivo era de níquel. Nascia a bateria de níquel-cádmio (NiCd). Ela ganhou popularidade nos anos 1940, com o surgimento do walkie-talkie: um rádio portátil que os soldados americanos usavam para se comunicar no front. Depois da Segunda Guerra, a bonança vivida pelos EUA turbinou o mercado de eletrônicos. Surgiu uma infinidade de relógios, telefones, brinquedos e gadgets, muitos deles alimentados por baterias de NiCd. Mas elas tinham dois grandes problemas.
O primeiro é que o cádmio é altamente tóxico. As baterias de NiCd podem contaminar rios e solo, e por isso seu uso foi restringido em diversos países. Na União Europeia, por exemplo, estão banidas desde 2008. O outro problema é o chamado “efeito memória”. Era preciso descarregar totalmente a bateria de NiCd antes de recarregá-la. Do contrário, a bateria estragava. Se você usasse 50% da energia dela, por exemplo, e aí tentasse recarregá-la, ela desenvolvia uma “memória” – ficava viciada e, dali em diante, só recarregava pela metade.
A solução veio com as baterias de níquel-hidreto metálico (NiMH), que substitutem o cádmio por uma liga de metais não tóxicos e chegaram ao mercado em 1989. Eram bem menos poluentes, guardavam até 40% mais energia e supostamente não tinham efeito memória. Passaram a ser usadas em aparelhos eletrônicos, em satélites e até no telescópio espacial Hubble. Com o tempo, percebeu-se que a coisa não era tão boa. As baterias de hidreto também ficavam viciadas. E não davam conta de alimentar a nova geração de gadgets, como filmadoras e CD players portáteis, que sugavam mais e mais energia.
Aí a indústria decidiu apostar em outro metal, o lítio (cujo nome vem de lithos, palavra grega que significa “pedra”). Ele já era usado em equipamentos militares, e tinha uma potência absurda: as baterias de lítio chegavam a alcançar 3,6 volts, o triplo das tradicionais. Eram uma maravilha, exceto por um porém: o material pegava fogo com facilidade. Durante as pesquisas, houve vários incêndios e pelo menos uma morte. Mas as baterias de lítio que usamos hoje não trazem o metal em estado puro, e sim uma mistura menos explosiva (íons de lítio). Além disso, têm circuitos internos que controlam o fluxo de energia, impedindo que oscile bruscamente – o que poderia fazer a bateria pegar fogo. Quando ouvimos falar de baterias que explodiram, geralmente se trata de versões falsificadas, nas quais os circuitos de proteção falharam. Mas nem sempre. Em 2006, a Dell recolheu 4,1 milhões de baterias de laptop, que haviam sido fabricadas pela Sony e apresentavam risco.
O lítio é ruim, mas é o melhor que temos. Ainda não foi descoberto um material mais poderoso que ele. E há quem diga que isso nunca irá acontecer. “Não haverá mais grandes descobertas de materiais”, acredita Wilcke, da IBM. A grande aposta é aperfeiçoar o que já existe, criando novas combinações com o lítio. Uma das pesquisas, liderada por Wilcke, tenta criar baterias de lítio-ar. Elas são abertas e reagem com o oxigênio do ar. Graças a isso, armazenam mil vezes mais energia do que as baterias tradicionais. Seus criadores esperam que cheguem ao mercado em 2020. Podem ser a solução definitiva para os carros elétricos.
Mas não vão resolver o problema dos celulares. “As baterias de lítio-ar são abertas, mas é necessário filtrar o ar que elas recebem. Não há problemas em fazer isso em um carro, mas o mesmo não acontece em um celular”, explica Wilcke. Seria preciso acoplar um purificador de ar no smartphone, que ficaria bem maior e mais pesado.
Para os aparelhos de bolso, a grande esperança está em coisas incrívelmente pequenas: os vírus. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão criando baterias que combinam lítio e um vírus geneticamente modificado. Ele se chama M13 e tem uma habilidade meio ciborgue: produz ferro. Conforme o vírus se multiplica, ele vai se agrupando e forma microfios perfeitos, que não têm imperfeições e por isso conduzem muito bem a corrente elétrica. Esses microfios podem ser usados dentro de baterias, que graças a isso duram até 3 vezes mais – ou podem ser construídas num tamanho muito menor sem perder potência. Os botões da sua roupa poderiam ser baterias, por exemplo. O exército dos EUA já manifestou interesse na tecnologia.
Mas ela só vai se concretizar se o mundo tiver lítio suficiente para produzir baterias. E ele não é infinito. No século 21, o lítio será cada vez mais importante – tanto que há quem o considere o novo petróleo. Com todos os conflitos, e as controvérsias, associadas a isso.
A corrida do lítio
Hoje, os maiores produtores de lítio são Austrália (41%), Chile (38%), Argentina (10%) e China (9%). Uma única mina, recém-descoberta na Austrália, tem 4,3 milhões de toneladas do metal, o suficiente para alimentar o mundo pelos próximos 30 anos. “As reservas mundiais não estão em questão”, diz Jon Hykawy, analista de materiais da consultoria Byron Capital. Tem bastante lítio no planeta. Mas isso pode mudar – talvez antes do que se imagina. O milionário sulafricano Elon Musk é dono da Tesla Motors, uma fabricante de carros elétricos, que produz 33 mil carros por ano. Uma empresa relativamente pequena, mas com enorme potencial – tanto que seu valor de mercado é US$ 30 bilhões, mais da metade da gigantesca General Motors. Musk quer transformar o carro elétrico num produto de massa. E acredita que a chave para isso é criar baterias mais leves e potentes. Por isso, está construindo uma fábrica no estado de Nevada, nos EUA, que produzirá 500 mil baterias de lítio para carros por ano – o que equivale a dobrar toda a produção mundial. Ela vai custar R$ 6 bilhões, terá 6.500 funcionários e deverá ficar pronta em 2016. É um megaprojeto, que pode aumentar muito a demanda por lítio – e acirrar a disputa por ele. Se isso acontecer, a Bolívia vai dar um grande salto. É que ela é dona do salar de Uyuni, planície que contém uma enorme quantidade de lítio: o suficiente, estima-se, para aumentar em 50% as reservas mundiais. Ao longo das próximas décadas, os bolivianos poderão adquirir um poder comparável ao que os países produtores de petróleo têm hoje. Em vez de sheiks vestindo turbantes, os símbolos de riqueza farta e rápida serão os multimilionários andinos. E as superpotências mundiais, que hoje fazem de tudo para colocar as mãos no petróleo do Oriente Médio, fatalmente irão atrás do lítio boliviano. Isso pode transformar a geopolítica mundial. Mas talvez não impeça que as baterias continuem nos deixando na mão. As baterias perdem capacidade após 1 000 recargas – o que, nos smartphones, dá três anos de uso. Aí, o melhor é trocar mesmo.Plano B
Outra opção é comprar uma bateria externa, que serve em qualquer celular (R$ 100), ou um case com bateria (há versões para iPhone e alguns Samsung, em torno de R$ 200). FONTE: megaarquivo.com/2015/09/22/11-807-mega-techs-resolvendo-o-problema-da-bateria-fraca/domingo, 12 de julho de 2015
NOVA TECNOLOGIA PODE DEIXAR SMARTPHONE MAIS RÁPIDO E AUMENTAR VIDA ÚTIL DA BATERIA
Pesquisadores da Universidade de Hanyang, na Coreia do Sul, desenvolveram uma tecnologia que pode melhorar significativamente a velocidade e a expectativa de vida da bateria de smartphones.
O principal princípio da tecnologia é o fato de ela não registrar dados desnecessários nos dispositivos. O professor You-jip Won, líder da pesquisa, confirma o que muita gente já desconfia: os smartphones vão ficando mais lentos com o passar do tempo. De acordo com Won, isso acontece por conta da tarefa de armazenar e apagar dados repetidos na memória flash.
A novidade consegue reduzir drasticamente a quantidade de dados gravados. Em testes, os pesquisadores constataram uma melhora de 14 vezes na velocidade dos smartphones e um aumento de quase 40% no ciclo de vida da bateria. Os resultados da pesquisa serão apresentados em uma conferência na Califórnia.
FONTE: megaarquivo.com/2015/07/12/11-581-mega-byte-tecnologia-pode-deixar-smartphone-mais-rapido-e-aumentar-vida-util-da-bateria/
domingo, 28 de junho de 2015
SAMSUNG PROMETE BATERIA DE GRAFENO COM O DOBRO DA DURAÇÃO
A Samsung anunciou o desenvolvimento de um novo sistema estrutural de baterias – essas mesmas que utilizamos nos nossos smartphones e duram em média 8 horas – utilizando o grafeno e silício. Essa nova combinação de elementos quando inserida na cadeia de produção pode duplicar a densidade de energia de baterias utilizadas em smartphones e outros dispositivos. O resultado da pesquisa foi publicada na Revista Nature, a publicação de maior respaldo no âmbito das novas descobertas científicas.
O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono. Forte, leve e excelente condutor de energia e calor, ele já é utilizado como componente em microprocessadores e outros dispositivos eletrônicos, pois sua maleabilidade e versatilidade permite ser utilizado em várias escalas na cadeia de produção de produtos eletrônicos.
Entretanto, inserir silício na cadeia de produção das atuais baterias, cujo sistema é baseado na atividade dos íons de lítio, sempre foi um desafio, pois a constante mudança de volume do material entre os ciclos de carga e descarga tornava a presença do silício e inviável nas baterias, mesmo sendo o condutor ideial nesses casos.
Tudo indica que a empresa sul-coreana conseguiu resolver esse problema. A solução, segundo o estudo sobre o projeto publicado na Nature, foi criar uma capa protetora para o material utilizando o próprio grafeno. Com isso, as partículas de silício continuam agrupadas e inertes à variação de volume.
Tudo isso resultou num dispositivo capaz de armazenar e conduzir até 1,8 mais vezes que as tradicionais, ampliando assim a densidade energética dos mais tradicional sistema de armazenamento de energia para dispositivos eletrônicos. Ainda não há sinalização da Samsung de quando a nova tecnologia chegá ao mercado.
fonte: megaarquivo.com/2015/06/26/11-537-mega-techs-samsung-promete-bateria-de-grafeno-com-o-dobro-da-duracao/
APP DA VAST AUMENTA EM ATÉ 7 HORAS O TEMPO DE BATERIA DO ANDROID
A Avast Software, fabricante de software de segurança para dispositivos móveis e PCs, está lançando o aplicativo Avast Battery Saver, primeiro app inteligente de bateria para dispositivos Android, que aumenta sua vida útil, em média, por 7 horas.
O Avast Battery Saver otimiza as configurações do dispositivo, como conexões de dados e os tempos de espera de tela, aprendendo o comportamento de cada usuário. "Todos precisam de mais vida útil para a bateria de seus dispositivos móveis, mas a maioria dos poupadores de bateria encerram os aplicativos errados", diz Vince Steckler, CEO da Avast. "O Avast Battery Saver aprende quais aplicativos são mais importantes para o usuário e encerra apenas aqueles menos utilizados."
Em contraste com outros aplicativos para baterias, o Avast Battery Saver ativa automaticamente uma série de perfis com base na localização do usuário e a hora do dia. Ele não requer que os usuários alterem seu comportamento ou hábitos de uso do aparelho. Isto resulta em mais durabilidade da bateria com menos problemas.
O Avast Battery Saver trabalha usando três linhas de otimização: Perfis inteligentes (ativado automaticamente com base no tempo, localização e nível da bateria); App consumo (detecta e permanentemente interrompe aplicativos que drenam muito a energia da bateria); estimativa precisa (determina o tempo restante da bateria com base no uso real do telefone e em dados históricos armazenados).
O Avast Battery Saver pode ser encontrado na Google Play Store.
FONTE: idgnow.com.br/mobilidade/2015/06/15/app-da-avast-aumenta-em-ate-7-horas-tempo-de-bateria-do-android/
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
SAIBA COMO CUIDAR DA BATERIA DO SEU CELULAR
Seu smartphone parece um pequeno milagre: um computador de bolso que pode fazer tudo o que você precisa e ainda lhe render vários outros caprichos.
Mas nenhum de seus superpoderes importa se a bateria acabar. E, com tudo que esse aparelhinho pode fazer, o descarregamento ocorre sempre mais rápido do que desejaríamos.
Com as baterias removíveis ficando cada vez mais raras, é preciso cuidar muito bem da que você tem. Felizmente, não é difícil manter as costumeiras baterias de íons de lítio de seu celular saudáveis.
Obviamente, a primeira regra para estender a vida útil da bateria é não desgastá-la jogando Candy Crush ou andando com Wi-Fi e GPS ativados quando você não está usando nenhum. Fora isso, no entanto, existem algumas regras básicas para o cuidado de sua bateria. Confira:
Não espere a bateria acabar para recarregá-la
Você já deve ter ouvido falar do “efeito memória” das baterias – se você recarregá-las antes delas ficarem totalmente vazias, elas “esquecem” parte da sua capacidade e passam a descarregar mais rápido. Esqueça isso. A memória da bateria é uma coisa real, sim, mas que se aplica apenas a baterias de níquel. Seu companheiro atual muito provavelmente tem uma bateria de íons de lítio, que precisa ser tratada de forma um pouco diferente. Para tirar o máximo proveito de uma bateria de íons de lítio, você deve tentar mantê-la acima de 50% de sua capacidade por mais tempo possível. Deixá-la descarregar totalmente não vai ajudar; na verdade, vai prejudicar um pouco sua vida útil se você fizer isso com muita frequência (ainda assim, é inteligente fazer uma descarga completa uma vez por mês para “calibração”). Também não é bom carregar seu celular ou outro gadget o tempo todo, pois as baterias de íons de lítio podem ficar superaquecidas. Felizmente para você, seu carregador é inteligente o suficiente para lhe ajudar com isso – ele “desliga” o carregamento uma vez que o dispositivo está 100%. Mas, para complicar um pouco mais, sua bateria não gosta particularmente de estar completamente cheia. Na verdade, ela vai se comportar o melhor se você tirá-la da carga antes dela atingir 100%. Deixá-la ligada na tomada quando já estiver cheia vai causar um pouco de degradação. Em resumo, se você realmente quiser otimizar a vida da sua bateria, você deve tentar fazer com que seu celular tenha sempre entre 40% e 80% de carga, recarregando-o para atingir esses níveis sempre que possível. Várias pequenas cargas não são tão ruins quanto ir de 0 a 100% o tempo todo, mas não são ótimas também.Mantenha seu dispositivo fresco
Nossos maus hábitos de carregamento graças ao treinamento que tivemos com as velhas baterias recarregáveis são prejudiciais, mas as baterias de íons de lítio têm um inimigo pior: o calor. A bateria de seu smartphone degradará muito mais rapidamente se estiver quente, não importando se está sendo usada ou não. A 0 graus Celsius (0°C), uma bateria de íons de lítio perde 6% da sua capacidade máxima por ano. A 25°C, esse número salta para 20%. A 40°C, perde gritantes 35% da sua capacidade anualmente. Em condições extremas (60°C), a bateria perde 40% de sua capacidade a cada 3 meses. Claro, não é exatamente prático nem inteligente manter seu telefone na geladeira, mas com certeza ajuda evitar que ele passe longas estadias em carros fechados e outros ambientes quentes.Evite carregamento sem fio
Carregamento sem fio pode ser extremamente conveniente se o seu telefone é capaz de fazer isso, mas não vem sem desvantagens. Os carregadores sem fio existentes hoje têm o péssimo hábito de gerar um pouco de calor. E, enquanto o desperdício de energia é apenas uma chatice em geral, o calor vai prejudicar sua bateria no processo. É um pouco menos prático, mas o carregamento padrão na tomada vai manter sua bateria em melhor forma, especialmente se você já estiver em algum lugar quente.Não deixe a bateria totalmente descarregada, mesmo parada
Obviamente, usar a bateria irá-la degradar. Mas ela vai morrer lentamente mesmo se você deixar seu iPad no armário, parado. Há um truque para minimizar esse envelhecimento inevitável, porém: deixá-la pelo menos um pouco carregada. Se você estiver planejando abandonar por longo período um dispositivo com bateria de íons de lítio, tente deixá-lo com pelo menos 40% de energia da bateria. As baterias de íons de lírio não perdem 30% de seu poder ao mês como as baterias de níquel fazem, mas perderão talvez 5 a 10% de sua carga mensalmente. E quando as baterias de íons de lítio ficam muito baixas – literalmente 0% -, ficam seriamente instáveis e perigosas de se carregar. Para evitar desastres como explosões, elas têm circuitos de autodestruição que irão desativar uma bateria muitas vezes ainda boa se ela ficar descarregada totalmente.No fim, não esquente a cabeça com isso
As dicas são úteis, mas como não são capazes de fazer a bateria durar muito mais do que ela vai durar de qualquer maneira, é fácil ficar com preguiça de cuidar bem dela. Normalmente, uma bateria de íons de lítio dura de três a cinco anos, e muitos querem trocar seus aparelhos em algum momento entre esse período de qualquer maneira. O ligeiro dano causado por deixar seu telefone ligado durante toda a noite, todas as noites, ou usar carregamento sem fio, talvez não valha a inconveniência de trocar tais hábitos. Ainda assim, é muito fácil manter sua bateria razoavelmente saudável, evitando a tortura particularmente notória de deixá-la zerar por completo todos os dias, ou largá-la em um carro quente o tempo todo. Da próxima vez que você voltar para casa com potência de sobra, você vai agradecer a si mesmo por ter sido apenas um pouco cuidadoso. fonte:http://gizmodo.com/how-to-take-care-of-your-smartphone-battery-the-right-w-513217256NOVA BATERIA FICA 70% CARREGADA EM 2 MINUTOS E, TEM VIDA ÚTIL DE 20 ANOS
Pesquisadores desenvolveram uma nova, incrível e quase inacreditável bateria de íons de lítio. Ela é absolutamente inovadora e vai de encontro a tudo aquilo que a gente queria: é super-rápida para carregar e dura 10 vezes mais do que as baterias atualmente disponíveis no mercado.
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Cansado de esperar uma hora para o seu telefone carregar antes de sair de casa? Ou ficar sem bateria no meio do dia, exatamente nos momentos que você mais precisa dos seus aparelhos? Bom, você não é o único. Tanto que um grupo de pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, concentrou seus esforços para desenvolver uma solução.O que eles criaram foi uma bateria melhor.A nova bateria de íons de lítio
A nova bateria é assustadoramente eficiente. Ela é carregada a 70% de sua capacidade em apenas dois minutos. Como se isso já não fosse incrível o suficiente, ela também tem duração de 20 anos. As baterias recarregáveis de íons de lítio já são comuns em nossos celulares, tablets e notebooks, mas a maioria só dura em torno de 500 ciclos de recarga, o que é em torno de dois a três anos de uso normal. Sem contar que elas demoram cerca de duas horas para carregar completamente. A nova bateria melhora drasticamente o processo de recarga, e permite que você carregue o seu telefone celular enquanto procura suas chaves antes de sair de casa. Ela também ajuda a tornar os veículos elétricos uma alternativa mais viável para carros movidos a combustíveis fósseis, reduzindo os custos de substituição de baterias e permitindo que os motoristas recarreguem seus carros em minutos. Com isso, os carros elétricos seriam capazes de aumentar suas performances drasticamente em apenas cinco minutos de carga, o que é inclusive mais rápido do que o tempo necessário para a bomba de gasolina encher um tanque. O professor Chen Xiaodong, que liderou o estudo, disse em um comunicado à imprensa internacional que também é igualmente importante a possibilidade que agora teremos de reduzir drasticamente o lixo tóxico gerado por baterias descartadas, uma vez que essas novas baterias duram 10 vezes mais do que as que temos hoje em circulação no mercado.Como essa bateria foi descoberta?
A descoberta da bateria que promete revolucionar o nosso futuro aconteceu depois que os cientistas substituíram o grafite tradicional que compõe o ânodo (pólo negativo da bateria) em baterias de íons de lítio por um novo material de gel feito de nanotubos de dióxido de titânio que eles mesmos criaram para esse propósito específico. Esses nanotubos são mil vezes mais finos que um fio de cabelo humano e aceleram a velocidade com que os elétrons e íons podem ser transferidos dentro e fora das baterias, permitindo um carregamento super-rápido. Eles também permitem que mais energia seja armazenada nas baterias, o qye significa que ela pode agora oferecer 10.000 ciclos de recarga, em vez dos habituais 500.Preço?
E ainda tem como ficar melhor: as novas baterias serão relativamente baratas, já que o dióxido de titânio é barato e abundante no solo. A equipe publicou detalhes sobre seu gel de dióxido de titânio e já teve a tecnologia licenciada para eventualmente produzir os dispositivos. Eles esperam que as baterias cheguem ao mercado dentro de dois anos. fonte:sciencealert.com.au/news/20141410-26327.htmlquinta-feira, 25 de setembro de 2014
NOVA BATERIA CONSEGUE ARMAZENAR ENERGIA SOLAR E EÓLICA
Mais barata, materiais mais duradouros e ainda torna a energia eólica e solar mais acessíveis.
Pesquisadores do MIT estão criando um sistema de bateria líquido que pode permitir que as fontes de energia renováveis possa competir com as usinas convencionais.
Donald Sadoway junto com colegas, abriu uma empresa para produzir baterias líquidas, cujas camadas de materiais fundidos se separaram automaticamente devido a suas densidades diferentes. Mas a nova fórmula – publicado na revista Nature por Sadoway, ex-pós-doutorados Kangli Wang e Kai Jiang, e outros sete integrantes – usa metais diferentes para as camadas de fundição utilizados em uma bateria anteriormente desenvolvida pela equipe.
Sadoway, o John F. Elliott Professor de Química de Materiais, diz que a nova fórmula permite que a bateria funcione à uma temperatura superior a 200 graus Celsius, inferior à formula anterior. Além da temperatura de operação mais baixa, o que deve simplificar o design da bateria e estender sua vida útil, a nova formula será mais barata para a produção, segundo ele.
A bateria utiliza duas camadas de metal fundido, separadas por uma camada de sal fundido que atua como electrólito na bateria. Porque cada um dos três materiais tem uma densidade diferente, eles naturalmente se separam em camadas, como o óleo de cozinha que flutua na água.
O sistema original, usa magnésio em um dos eléctrodos da bateria e antimônio para a outra, é necessário uma temperatura de funcionamento de 700 C. Mas, com a nova formula, um eléctrodo feito de lítio e o outro com uma mistura de chumbo e antimônio, a bateria pode operar a temperaturas de 450 e 500 C.
Testes extensivos mostraram que, mesmo após 10 anos de carregamento e descarregamento diário, o sistema deve manter cerca de 85% da sua eficiência inicial – um fator chave para tornar essa tecnologia um investimento atrativo para empresas de energia elétrica.
Sadoway disse à revista Nature que se for produzido em grande escala, o material dessa bateria poderia custar em torno de R$ 1.200,00 por quilowatt-hora. O que torna viável a produção e armazenamento de energia eólica e solar.
FONTE:curioso.blog.br/post/bateria-liquido-consegue-armazenar-energia-solar-eolica/
segunda-feira, 14 de julho de 2014
BATERIA À BASE DE ÁGUA PROMETE DURAR MAIS E SER TOTALMENTE ECOLÓGICA
Parece bom demais para ser verdade, mas pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (EUA) desenvolveram uma bateria orgânica à base de água de longa duração, feita a partir de componentes ecológicos e baratos. Ela não usa metais ou materiais tóxicos e é destinada para o uso em usinas de energia.
“Essas baterias duram cerca de 5.000 ciclos de recarga, dando-lhes uma vida útil estimada de 15 anos”, afirma Sri Narayan, professor de química na Universidade. “As baterias de íon de lítio, por exemplo, degradam-se após cerca de 1.000 ciclos e custam 10 vezes mais”, compara.
“Essas baterias orgânicas representarão uma mudança no que diz respeito a rede de armazenamento de energia elétrica em termos de simplicidade, custo, confiabilidade e sustentabilidade”, prevê Surya Prakash, do Instituto de Pesquisa de Hidrocarbonetos da Universidade.
Na prática, as baterias orgânicas podem pavimentar o caminho para que as fontes de energia renováveis representem uma parcela maior da geração de energia. Os painéis solares só podem gerar energia quando o sol brilha, assim como turbinas de energia eólica só podem gerar energia quando o vento sopra. Essa insegurança inerente torna difícil para as empresas de energia contarem com estas fontes energéticas.
Com baterias para armazenar a energia excedente e, em seguida, distribui-la conforme a necessidade, essa insegurança esporádica poderia deixar de ser um problema.
“Armazenamento de energia em mega-escala será um problema crítico no futuro da energia renovável, exigindo soluções baratas e amigas do ambiente”, aponta Narayan.
A nova bateria é baseada em um design de fluxo redox – semelhante ao design de uma célula de combustível, com dois tanques de materiais eletroativos dissolvidos na água. As soluções são bombeadas para uma célula contendo uma membrana entre os dois fluidos, com eletrodos de cada lado, liberando energia.
O projeto também tem a vantagem de dissociar potência de energia. Os tanques de materiais eletroativos podem ser feitos tão grandes quanto o necessário – aumentando a quantidade total de energia que o sistema pode armazenar – ou a célula central pode ser ajustada para liberar essa energia mais rápido ou mais devagar, alterando a quantidade de potência (energia dividida pelo tempo) que o sistema pode gerar.
O avanço do projeto aconteceu centrado em torno dos materiais eletroativos. Enquanto modelos anteriores de baterias usaram metais ou produtos químicos tóxicos, Narayan e Prakash queriam encontrar um composto orgânico que pudesse ser dissolvido em água. Tal sistema criaria um impacto mínimo sobre o meio ambiente e provavelmente seria mais barato.
Através de uma combinação de design molecular e tentativa e erro, eles descobriram que certos quinonas naturais – compostos orgânicos oxidados – se encaixavam perfeitamente na busca. Quinonas são encontradas em plantas, fungos, bactérias e alguns animais, e estão envolvidas na fotossíntese e na respiração celular.
“Esses são os tipos de moléculas que a natureza utiliza para a transferência de energia”, disse Narayan.
Atualmente, as quinonas necessárias para as baterias são fabricadas a partir de hidrocarbonetos naturais. No futuro, existe potencial para derivá-las a partir de dióxido de carbono, explica Narayan. A equipe já entrou com diversas patentes do desenho da bateria e o próximo passo é construir uma versão em maior escala. FONTE: Science20
segunda-feira, 7 de julho de 2014
CONHEÇA A 1° BATERIA DE LÍTIO EM FORMA DE FIOS
Esquema de construção das baterias de lítio em formato de fios. À direita, a bateria tecida em formato de anel alimentando um LED.
Bateria de lítio para tecidos
As roupas inteligentes, os tecidos eletrônicos e os computadores de vestir ainda não apareceram na coleção desta estação, mas são promessas sempre repetidas.
Um dos desafios é que todas essas tecnologias exigem fontes de energia adequadas - especificamente, baterias recarregáveis que possam ser tecidas nas roupas juntamente com os circuitos eletrônicos flexíveis.
Isto agora ficou mais próximo da realidade graças a cientistas chineses, que desenvolveram a primeira bateria de íons de lítio em forma de fios.
Eles usaram seus fios recarregáveis para tecer as baterias, que são flexíveis, elásticas, e, segundo eles, totalmente seguras, ou seja, à prova de explosões.
A maior parte dos sucessos nessa área vinha sendo obtida com supercapacitores. Mas tudo fica mais fácil - do ponto de vista de chegar ao mercado - com as baterias de lítio e sua elevada densidade de carga.
Jing Ren e seus colegas da Universidade Fudan afirmam que suas baterias de íons de lítio em forma de fios foram possíveis graças à estrutura que eles idealizaram e aos materiais que eles selecionaram.
O anodo e o catodo das baterias são duas fibras feitas de nanotubos de carbono que contêm nanopartículas de óxido de lítio-titânio (OLT) e óxido de lítio-manganês (OLM), respectivamente.
Quando a bateria está sendo carregada, os íons de lítio são transferidos da rede atômica do OLM para o eletrólito e depois para a rede atômica do OLT no anodo. O processo inverso ocorre quando a bateria está sendo usada.
Bateria de lítio à prova de explosões
Segundo a equipe, como a inserção do lítio ocorre a cerca de 1,5 V, é mínima a chance de formação do lítio dendrítico, as nanoestruturas que crescem e causam os curtos-circuitos que vez ou outra fazem as baterias pegarem fogo ou até explodirem.
Os nanotubos de carbono são essenciais para segurar as nanopartículas dos dois materiais e para funcionar como rotas eficientes para o transporte de carga.
Os eletrodos em forma de fio são dispostos em paralelo, separados por uma camada de material isolante, e presos por um tubo termorretrátil.
Para tornar os fios elásticos, permitindo seu uso em roupas, os pesquisadores os dispuseram em formato de mola ao longo de uma fibra elástica de polidimetilsiloxano.
As "baterias tecidas" suportaram milhares de ciclos de deformação e esticamento a até duas vezes o seu tamanho original sem perder a capacidade de retenção de carga.
Bibliografia:
Elastic and Wearable Wire-Shaped Lithium-Ion Battery with High Electrochemical Performance
Jing Ren, Ye Zhang, Wenyu Bai, Xuli Chen, Zhitao Zhang, Xin Fang, Wei Weng, Yonggang Wang, Huisheng Peng
Angewandte Chemie International Edition
Vol.: Article first published online
DOI: 10.1002/anie.201402388
FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-litio-forma-fios#.U7sRcFRDsTo
terça-feira, 29 de abril de 2014
BATERIA FINA E FLEXÍVEL DISPENSA LÍTIO
A "superbateria" reteve 76% de sua capacidade depois de 10.000 ciclos de carga e descarga e 1.000 ciclos de flexionamento.
BATERIA OU SUPERCAPACITOR?
Uma bateria de grande capacidade, mas que é leve, flexível e que não usa lítio.
Isso é o que prometem Yang Yang e seus colegas da Universidade Rice, nos Estados Unidos.
O protótipo da bateria, com a espessura de uma folha grossa de plástico, possui eletrodos sólidos de níquel-fluoreto, dispostos em uma estrutura nanoporosa que aumenta sua área superficial.
Tecnicamente o dispositivo é um supercapacitor, embora a fronteira entre supercapacitores e baterias esteja cada vez mais difícil de traçar.
Nos testes, essa "superbateria" reteve 76% de sua capacidade depois de 10.000 ciclos de carga e descarga e 1.000 ciclos de flexionamento.
"Em comparação com uma bateria de íons de lítio, a estrutura é incrivelmente simples e segura," disse Yang. "Se nós a usarmos como um supercapacitor, podemos descarregá-la rapidamente com uma elevada taxa de corrente. Mas, para outras aplicações, descobrimos que podemos ajustá-la para carregar mais devagar e descarregar lentamente, como uma bateria."
Para criar a bateria/supercapacitor, a equipe depositou uma camada de 900 nanômetros de espessura de níquel e flúor sobre um substrato de suporte.
Essa camada foi entalhada para criar poros de 5 nanômetros, dando-lhe uma elevada área superficial para o armazenamento de energia.
Depois que o suporte foi removido, os eletrodos foram ensanduichados por um eletrólito de hidróxido de potássio imerso em álcool polivinílico.
Segundo o professor James Tour, orientador do trabalho, já há empresas interessadas em produzir a bateria/supercapacitor em escala industrial.
Bibliografia:
Flexible Three-Dimensional Nanoporous Metal-Based Energy Devices
Yang Yang, Gedeng Ruan, Changsheng Xiang, Gunuk Wang, James M. Tour
Journal of the American Chemical Society
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/ja501247f
FONTE:inovacaotecnologica
quarta-feira, 2 de abril de 2014
DISPOSITIVO UTILIZA ÁGUA PARA CARREGAR BATERIA DE CELULARES
Um surpreendente carregador de dispositivos móveis criado na Suécia utiliza água para fornecer energia para celulares, tablets e outros gadgets. Chamado de PowerTrekk, o equipamento é vendido pela internet e impede que as pessoas fiquem incomunicáveis por falta de bateria, ao mesmo tempo que ajuda a reduzir os gastos de energia no planeta.
O PowerTrekk é um carregador portátil e seu formato é inspirado num estojo, que pode ser levado a qualquer lugar. Para transformar a água em energia, o equipamento utiliza um sistema de células combustíveis envoltas num cartucho descartável, onde ficam componentes químicos derivados do silício. Em contato com a água, estas propriedades provocam uma série de reações que dão origem ao gás hidrogênio, responsável pela quantidade de eletricidade limpa utilizada para carregar os celulares e outros dispositivos móveis.
Entre os diferenciais do produto, os criadores destacam não só o conforto de não ficar incomunicável, mas também a independência das fontes convencionais de energia de maneira simples e eficiente, sobretudo em regiões isoladas e situações de emergência. Além de utilizar água, o PowerTrekk ainda atua como um carregador convencional, que pode ser conectado diretamente na tomada. Fora isso, o equipamento também possui uma bateria extra que gera energia para os aparelhos, cujas cargas são realizadas a partir de uma tomada ou do computador.
A myFC, empresa sueca responsável pelo carregador, já apresentou a criação em diversas partes do mundo – em março, os representantes do produto virão pela primeira vez na América Latina, durante uma importante feira de tecnologia do Chile. O equipamento é compatível com todos os modelos de smartphones e celulares mais antigos, além de outros gadgets. Quem quiser levar um exemplar do PowerTrekk para casa precisa desembolsar, no mínimo, 199 euros (cerca de 646 reais).
Nos últimos anos, diversas tecnologias foram desenvolvidas para possibilitar o fornecimento de energia limpa para os dispositivos móveis. É o caso da capinha capaz de carregar o iPhone utilizando apenas o movimento das mãos e de um novo carregador que utiliza a locomoção dos automóveis para preencher a bateria de qualquer celular. O vídeo abaixo demonstra o funcionamento do Powertrekk:
FONTE: DESCUBRA O VERDE
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
PARA GUARDA 10 VEZES MAIS ENERGIA.ESTA BATERIA SE INSPIRA EM UMA FRUTA
Uma equipe de cientistas da Universidade Stanford tentou, por anos, criar uma nova geração de baterias de lítio, que usam silício para manter a carga. Mas eles fizeram uma importante descoberta: o segredo para essas baterias tem uma fonte improvável – romãs.
Há dois problemas em usar silício nas baterias. Primeiro, o material incha com o calor, e quebra durante o carregamento. Ele também tende a reagir com o eletrólito das baterias, estragando os circuitos. Só que o silício também pode armazenar até dez vezes a carga de outras baterias de lítio recarregáveis.
Então, para utilizar o material, os cientistas de Stanford se inspiraram na forma que as sementes de romã se organizam em aglomerados.
Eles decidiram usar nanofios de silício, pequenos demais para quebrar, e envolvê-los em carbono, o que lhes permitiria “inchar” um pouco. (Veja o diagrama acima.) As bolhas de carbono foram então organizadas como sementes de romã, para que elas pudessem conduzir bem a eletricidade sem expor o silício.
E a nova geometria inspirada em romãs funciona perfeitamente. “Experimentos mostraram que nosso ânodo inspirado em romãs opera a 97% da capacidade, mesmo depois de 1.000 ciclos de carga e descarga, colocando-o dentro da faixa desejada para a operação comercial”, disse o professor Yi Cui em um comunicado à imprensa.
Também há potencial de ver este novo design nos dispositivos que usamos diariamente. “Alguns desafios continuam a existir, mas este design permite usar ânodos de silício em baterias menores, mais leves e mais potentes para produtos como celulares, tablets e carros elétricos”
Dá para imaginar se suas baterias guardassem dez vezes a carga que elas conseguem hoje em dia? A vida seria muito melhor! Claro, vai demorar algum tempo para que esta nova tecnologia seja implementada, então não esqueça de levar seu carregador ou bateria extra quando sair de casa.
FONTE:Nature
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
BATERIAS DE LÍTIO 10 VEZES MELHORES,TORNAM-SE REALIDADE

Cada átomo de silício consegue manter até quatro átomos de lítio, contra um para cada seis de carbono, como usado hoje. Os buracos no grafeno fizeram o resto. [Imagem: Zhao et al.]
Baterias nota 10
Imagine um celular cuja bateria suporte mais de uma semana de operação e que possa ser recarregada em apenas 15 minutos.
Isto não depende mais de uma tecnologia a ser desenvolvida, graças a engenheiros da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.
Harold Kung e seus colegas desenvolveram um novo tipo de eletrodo para as atuais baterias de íons de lítio que pode fazer exatamente isso.
Eles conseguiram combinar duas abordagens químicas para resolver de uma vez só duas das maiores limitações das baterias recarregáveis - a capacidade energética e a taxa de carregamento.
Os novos eletrodos permitem que as baterias acumulem uma carga 10 vezes maior e, uma vez descarregadas, possam ser recarregadas em um tempo 10 vezes menor.
"Mesmo depois de 150 ciclos, o que equivale a um ano de operação, a bateria continua sendo cinco vezes mais eficiente do que as baterias de íons de lítio no mercado hoje," afirma o Dr. Kung.As baterias de íons de lítio carregam através de uma reação química na qual os íons de lítio são transferidos entre as duas extremidades da bateria, o anodo e o catodo.
Conforme a energia da bateria é usada, os íons de lítio viajam do anodo, passando pelo eletrólito, até o catodo. Quando a bateria é recarregada, eles viajam na direção inversa.Com a tecnologia atual, o desempenho de uma bateria de íons de lítio é limitada de duas formas:
Capacidade de energia
A capacidade de energia de uma bateria - quanto tempo a bateria pode manter sua carga - é limitada pela densidade de carga, ou quantos íons de lítio podem ser guardados no anodo ou no catodo.
Hoje o anodo é feito de camadas empilhadas de carbono, ou grafeno, só podendo acomodar um átomo de lítio para cada seis átomos de carbono.
Para aumentar a capacidade de energia, os cientistas já tentaram substituir o carbono pelo silício, já que o silício pode acomodar muito mais lítio : quatro átomos de lítio para cada átomo de silício.
No entanto, o silício se expande e contrai drasticamente no processo de carga, fragmentando-se e causando a perda de sua capacidade de recarregamento.
Os pesquisadores agora conseguiram estabilizar o silício colocando-o entre camadas de grafeno.Eles ainda não atingiram o ideal, mas aumentaram muito a quantidade de íons de lítio armazenados, sem que o silício se esfarele.
Taxa de carga
O segundo problema é que a taxa de carga da bateria - a velocidade com que ela recarrega - é limitada por outro fator: a velocidade com que os íons de lítio podem fazer seu caminho do eletrólito até o anodo.
Atualmente, essa velocidade é prejudicada pelo formato das folhas de grafeno: elas são extremamente finas - apenas um átomo de carbono de espessura - mas são muito longas.Isto força cada íon a percorrer um caminho muito longo, causando uma espécie de engarrafamento iônico nas bordas do material.
Os pesquisadores usaram um processo de oxidação química para criar buracos minúsculos (10 a 20 nanômetros) nas folhas de grafeno - chamadas de defeitos "no plano".
Assim, os íons de lítio ganharam vários "atalhos" para o anodo, aumentando sua velocidade e evitando o engarrafamento.Isto reduziu o tempo de recarga da bateria em até 10 vezes.
Agora os cientistas vão se concentrar no eletrólito, tentando otimizá-lo para as novas condições de operação da bateria.
Segundo eles, a nova tecnologia poderá chegar ao mercado em cerca de três anos.
FONTE:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=baterias-litio-10-vezes-melhores&id=020115111115
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