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sexta-feira, 21 de abril de 2017

A CIÊNCIA DA GORDURA:COMO ELA É ARMAZENADA NO CORPO - E COMO QUEIMÁ-LA

Segundo o Ministério da Saúde, 51% da população brasileira com mais de 18 anos está acima do peso ideal. Se você está nesse grupo de pessoas, então tem alguns quilinhos de gordura para perder. E talvez você fique mais motivado ao ver meio quilo de gordura humana – você precisa eliminá-la do seu corpo agora mesmo. No entanto, ainda há muitas concepções incorretas sobre a gordura — e alguns desses enganos podem atrapalhar seu esforço para perder peso. Então vamos nos livrar dessa desinformação ingerindo um pouco de conhecimento.

O que é a gordura corporal?

Vamos começar pelo lado bom: pense na gordura corporal como “energia potencial”. As calorias presentes na comida que você ingere são um combustível. Depois que as calorias entram na sua corrente sanguínea, este combustível é queimado em vários processos metabólicos. Isso inclui sua atividade muscular, digestão, respiração, funções cerebrais, crescimento dos cabelos etc. O básico da sobrevivência, para resumir. Porém, algumas vezes nós consumimos mais calorias do que o corpo consegue queimar. Quando isso acontece, nosso corpo pensa: “ué, eu não preciso de toda essa energia agora. Melhor guardar, vai que eu preciso mais tarde, né?” E aí começa o milagre da gordura. Seu corpo pega essas calorias que sobraram e guarda nas células de gordura (ou células adiposas). Elas se expandem à medida que coletam mais combustível, e encolhem quando você usa um pouco dessa energia. Mas preste atenção, esta é uma explicação muito superficial. É importante notar que, quando a energia potencial é estocada dentro das células adiposas, ela não está pronta para ser usada como antes, quando circulava pela corrente sanguínea. Ela passa por uma conversão química que guarda a energia de maneira mais eficiente. É mais ou menos um arquivo .zip: isso deixa a energia mais compacta e fácil de armazenar, mas o conteúdo em si tem seu acesso dificultado. Quando chega a hora de tirar a energia dessas células, outra conversão química se inicia para deixá-la pronta para uso.

Como é queimada a gordura?

Então, quando você perde gordura, para onde ela vai? A maioria das pessoas não sabe. Se você se lembra do princípio da conservação da massa, lá das aulas de química do colégio, sabe que a matéria não pode simplesmente aparecer ou desaparecer — ao invés disso, ela passa por reações químicas e muda de estado. As mitocôndrias são o centro de energia da célula. Nos seus músculos ou fígado, elas tiram um pouco de gordura (estocada como triglicérides) das suas células adiposas e a colocam num processo metabólico que a transforma em calor, dióxido de carbono, água e ATP (trifosfato de adenosina). Vamos explicar um por um. Calor: A energia térmica tem uma importância crucial na manutenção da sua vida. Sabe como você, um mamífero de sangue quente, mantém sua temperatura em cerca de 37°C? Sim, queimando calorias! Quando você está com frio, queima bem mais calorias para permanecer quente. E, caso você esteja se perguntando quanta energia térmica pode ser armazenada na gordura, faça o seguinte: frite um bacon, tire o excesso de gordura, ponha numa lata e coloque um pavio. Você ficará chocado com o tempo que esta vela improvisada ficará acesa. ATP: nós precisamos de ATP para fazer os músculos funcionarem. Nossa principal fonte imediata de energia é produzida quando quebramos uma molécula de fosfato do ATP, o que fornece uma pequena explosão de energia nos músculos. O ATP se torna, então, ADP, e não pode ser usado novamente até que ele pegue outra molécula de fosfato. É o ciclo de Krebs, cara: ele leva combustível para seus músculos. Dióxido de carbono(CO2): Sempre que você queima alguma coisa (veja o calor mencionado acima), isto reage e forma dióxido de carbono. Vale para a gasolina, vale para a gordura corporal. O dióxido de carbono irá viajar por sua corrente sanguínea até os pulmões, onde eles serão expelidos. Água: A gordura, geralmente, parece meio molhada, né? É porque tem água nela. Você vai urinar a água formada no processo. Então, é para aí que vai o peso que você perde. Células adiposas são eternas Eis um dos erros mais comuns sobre a gordura: quando você perde peso, você não perde nenhuma célula de gordura. Não, nem sequer umazinha. O corpo humano possui, em média, entre 10 bilhões e 30 bilhões de células adiposas, e elas serão para sempre suas. Ah, mas sabe o que é pior? Se você ganhar mais peso, pode produzir mais células adiposas (pessoas obesas chegam a ter cerca de 100 bilhões), e de novo, você não pode perdê-las (a única exceção é a lipoaspiração, que remove fisicamente as células). Então como é que a gente perde peso?! As células de gordura agem mais ou menos como balões. Quando você perde peso, você retira algo desses balões inflados, ou seja, faz encolher as células adiposas. Você pode reduzi-las até que estejam praticamente vazias, mas elas sempre estarão lá — esperando para ser reabastecidas, atormentando seus pesadelos rechonchudos. E más notícias: a gordura adora andar com mais gordura. Como ela e os músculos são basicamente inimigos (nós chegaremos lá ainda), suas células adiposas tentam erodir suas células musculares. O pior é que, enquanto a maioria da gordura fica debaixo da sua pele, a mais perigosa se acumula ao redor dos seus órgãos internos – é por isso que a gordura abdominal é mais problemática do que nas outras áreas do corpo. Esta gordura, chamada de gordura visceral, é metabolicamente ativa, e expele produtos bioquímicos que aumentam o risco de ataque cardíaco, derrame, insuficiência hepática, diabetes e pressão alta. Além disso, a gordura visceral inibe a produção de um hormônio muito importante, chamado adiponectina, que regula o metabolismo do seu corpo. Em outras palavras, quando mais gordura visceral você acumula, mais lentamente seu metabolismo irá funcionar – ou seja, mais fácil você armazenará gordura. É um ciclo difícil de quebrar.

Como são queimadas as calorias

Como a gordura corporal é composta basicamente por calorias estocadas, o jeito mais conhecido para perder peso é queimar mais calorias do que você está ingerindo. Faça isso e seu corpo irá começar a retirar as calorias que faltam das suas reservas de gordura. Há mais nuances que isso, claro, mas para a maioria dos casos, isso vale. Mas como exatamente estas calorias são queimadas? Se você já fez algum exercício programado numa esteira ou numa bicicleta ergométrica, provavelmente já viu coisas como “cardio zone” ou “fat-burning zone”. Nós chegaremos lá daqui a pouco, mas por enquanto, tudo que você precisa saber é isso: o exercício físico é só um pedacinho da queima de gordura. Há um excelente artigo (em inglês) na Active.com detalhando minuciosamente estes processos, mas aqui vai uma explicação resumida. Há três categorias de processos responsáveis pela queima metabólica. Entre 60% e 70% das calorias queimadas por dia são processadas apenas por você estar vivo. Isto não tem nada a ver com se mexer. Nada. É a chamada taxa metabólica basal. Outros 10% a 15% são queimados pelo simples ato de digerir o que você come, o chamado metabolismo digestivo (ou efeito térmico do alimento). Como diz a Active, estes dois representam entre 70% e 85% — tudo isso mal tendo que mover um dedo. Os últimos 15% a 30% vêm da atividade física, seja na forma de malhação (termogênese associada a exercícios, ou EAT) ou apenas por andar pelo seu apartamento (termogênese de atividades que não são exercício, ou NEAT).

Botando pra queimar

Bem, se entre 60% e 70% da queima de calorias está ligada ao seu metabolismo em estado de repouso, não faz mais sentido começar por aí? Sim! Vamos voltar à nossa vela de gordura do início do texto para fazer uma analogia. Veja o vídeo acima e perceba que, com o pavio curto, a gordura queima lentamente. Em cerca de 1:50, o pavio fica maior, o que faz a chama crescer. Com mais fogo, a gordura começa a queimar bem mais rápido. Então, como nós podemos aumentar o fogo do nosso metabolismo interno? A resposta mais simples é acrescentar músculos. O tecido muscular, em repouso, queima de duas a três vezes mais calorias que o tecido adiposo. Exercícios aeróbicos são importantes para sua saúde e condicionamento físico, não se engane. Mas se sua meta é queimar gordura, concentre-se um pouco mais em musculação e em exercícios calistênicos – que usam o próprio peso do corpo como resistência. Isto provavelmente trará resultados melhores e mais rápidos. Não porque isto queime mais calorias enquanto você os pratica, mas porque isto aumenta sua chama metabólica, o que queima mais calorias o tempo todo. Depois disso, vamos ver a alimentação. Lembre-se, entre 10% e 15% da sua queima metabólica vem da simples digestão da comida. Se você quer aumentar isso, pode adicionar mais proteínas magras ao que você come. A digestão de proteínas queima entre duas a três vezes mais calorias do que a dos carboidratos ou da gordura. Além disso, mesmo que toda caloria consumida (seja ela tirada de proteína, carboidrato ou gordura) possa ser estocada como gordura, o corpo estoca mais prontamente a energia obtida da gordura consumida. Dito isso, uma dieta equilibrada é extremamente importante para se manter saudável, e mais uma vez: se você quer perder gordura, deve consumir menos calorias do que gasta. Por fim, o componente dos exercícios (entre 15% e 30% do seu metabolismo). Então, sabe aquilo lá de “fat-burning zone”, zona aeróbica, tudo aquilo que aparece na sua esteira? Tecnicamente, isso não está errado. Quando você se exercita numa intensidade menor, está queimando mais calorias que são obtidas da gordura; por outro lado, em exercícios de mais intensidade, a maioria das calorias queimadas vem dos carboidratos mais prontamente disponíveis, que são os que você consumiu recentemente. PORÉM, tem uma coisinha. Dois terços das calorias que você queima não têm nada a ver com exercícios; mas isso só acontece se você consegue criar um déficit calórico. E você consegue isso muito mais facilmente com exercícios de alta intensidade e intercalados. Isso simplesmente queima muito mais calorias, então você tem um impacto (perda de gordura) muito maior. Dizendo de outra forma: mesmo que os exercícios mais lentos, da “fat-burning zone”, tecnicamente retirem mais calorias da gordura durante o exercício, os exercícios de alta intensidade vão queimar mais calorias no total, o que resulta em mais calorias retiradas da suas reservas de gordura com o tempo, o que vai reduzi-las mais. Além disso, exercícios de alta intensidade tonificam mais os seus músculos — veja e compare os maratonistas com os velocistas. E, novamente, mais músculo resulta em um metabolismo mais ativo, e isso acaba queimando gordura mais rápido. Para ser sincero, isto tudo é bem superficial. Este artigo tinha como objetivo ser uma visão geral e, por isso, há muitas coisas que não puderam ser incluídas. Os artigos que linkamos têm mais detalhes técnicos e, para aqueles que se interessarem, recomendamos consultá-los. Mas, para todo mundo, nós esperamos que este texto tenha esclarecido um pouco melhor sobre como perder a barriguinha. fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/fat-man-front-fitter-one-89698915?src=95cebb742699efd9845225dab7f49153-1-11 // http://gizmodo.uol.com.br/a-ciencia-da-gordura/?cmpid=native-calhau

sábado, 10 de setembro de 2016

BATERIA DE ZINCO ARMAZENA 450 WATTS/H POR LITRO

Esquema de funcionamento da bateria de íons de zinco. [Imagem: Dipan Kundu et al. - 10.1038/nenergy.2016.119]

Bateria de íons de zinco

Químicos da Universidade de Waterloo, no Canadá, desenvolveram uma bateria de íons de zinco que é segura, barata e durável. Com base no preço dos materiais utilizados, ela tem potencial para custar metade do preço das baterias de íons de lítio, apresentando uma durabilidade nunca antes alcançada por dispositivos do seu tipo. Em vez do lítio, a bateria usa zinco, um material muito mais abundante e mais barato, além de eliminar compostos tóxicos e inflamáveis.

Intercalação

A bateria usa materiais seguros, sais à base de água não-inflamáveis, não tóxicos e com um pH neutro. Ela é formada por um eletrólito à base de água, um eletrodo positivo de óxido de vanádio e um eletrodo negativo de zinco metálico. A bateria gera eletricidade através de um processo reversível chamado intercalação, no qual íons de zinco carregados positivamente são oxidados no eletrodo negativo de zinco metálico, viajam através do eletrólito e se inserem entre as camadas de óxido de vanádio. Isto gera um fluxo de elétrons no circuito externo, criando uma corrente elétrica. Durante o carregamento, ocorre o processo inverso. As baterias de lítio também operam por intercalação - de íons de lítio - mas elas usam materiais flamáveis e mais caros.

Quatro critérios

Segundo Dipan Kundu e seus colegas, seu protótipo representa a primeira demonstração da intercalação de íons de zinco em um material de estado sólido que satisfaz 4 critérios essenciais: alta reversibilidade, taxa de carga e descarga e capacidade adequadas e não formação de dendritos de zinco. No estágio atual, a bateria suportou mais de 1.000 ciclos de carga e descarga com retenção de 80% da capacidade e uma densidade de energia de 450 watts-hora por litro de solução. Bibliografia: A high-capacity and long-life aqueous rechargeable zinc battery using a metal oxide intercalation cathode. Dipan Kundu, Brian D. Adams, Victor Duffort, Shahrzad Hosseini Vajargah, Linda F. Nazar. Nature Energy. Vol.: 1, Article number: 16119. DOI: 10.1038/nenergy.2016.119. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-ions-de-zinco&id=010115160830

sábado, 3 de outubro de 2015

MEMÓRIA DE LUZ NUNCA PERDE OS DADOS

A mudança de fase cristalina para amorfa (armazenamento de dados) e vice-versa é feita por pulsos de luz ultracurtos. Para ler os dados, são usados pulsos de luz mais fracos do que os usados na gravação.

Memória fotônica

Uma equipe de engenheiros alemães e britânicos construiu o primeiro chip de memória permanente com gravação e leitura totalmente ópticas. Este é um passo importante no caminho rumo aos processadores fotônicos - computadores que trocarão a eletricidade pela luz, consumindo muito menos energia e funcionando a velocidades muito mais altas. Nesse caminho, uma "estação intermediária" já está praticamente alcançada, com o uso da luz para a troca de dados dentro dos chips, o que já é uma grande melhoria em relação dos processadores eletrônicos atuais. Mas, mesmo nestes casos, os sinais elétricos precisam ser convertidos em luz e, ao chegar ao destino, a luz precisa ser convertida de volta em sinais elétricos. O avanço agora obtido pela equipe consiste em usar unicamente a luz para ler e armazenar os dados. E melhor, armazenar de forma definitiva, em uma memória não-volátil. "Os bits ópticos podem ser escritos a frequências de até um gigahertz. Isto permite um armazenamento de dados extremamente rápido em nossa memória fotônica," disse o professor Wolfram Pernice, do Instituto de Tecnologia Karlsruhe.

Materiais de mudança de fase

A equipe usou materiais de mudança de fase, materiais que alteram suas propriedades ópticas dependendo do arranjo dos seus átomos: em curtos períodos de tempo, eles podem alternar entre estados cristalinos (organização atômica regular) e amorfos (redes atômicas irregulares). Esses são os mesmos materiais por trás de uma nova tecnologia de memória 3D lançada pela Intel há pouco mais de dois meses. Para construir uma memória totalmente óptica, a equipe usou o material de mudança de fase conhecido como GST (Ge2Sb2Te5). A mudança de fase cristalina para amorfa e vice-versa é feita por pulsos de luz ultracurtos. Para ler os dados, são usados pulsos de luz mais fracos do que os usados na gravação. "A memória fotônica não-volátil é compatível não só com a transmissão de dados por fibras ópticas convencionais, mas também com a mais recente geração de processadores," garantiu o professor Harish Bhaskaran, membro da equipe. Bibliografia: On-chip integratable all-photonic nonvolatile multi-level memory. Carlos Ríos, Matthias Stegmaier, Peiman Hosseini, Di Wang, Torsten Scherer, C. David Wright, Harish Bhaskaran, Wolfram H.P. Pernice. Nature Photonics. Vol.: Published online. DOI: 10.1038/nphoton.2015.182. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=memoria-de-luz-nunca-perde-dados&id=010110150929

sábado, 26 de setembro de 2015

CAPACITOR DE CELULOSE ARMAZENA MAIS ENERGIA QUE BATERIAS

O capacitor de celulose é extremamente leve - um pedaço do material pode ser sustentado por uma pena.

Nanocelulose

A celulose pode ser a base de uma nova classe de dispositivos de armazenamento de energia. Pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, demonstraram que a celulose reduzida a fibras de dimensões nanométricas - também conhecida como nanocelulose - torna-se um elemento interessante para a fabricação de capacitores de alta densidade energética. Xuan Yang e seus colegas construíram capacitores tridimensionais aprisionando nanopartículas funcionais dentro das fibras de uma espuma feita com nanocelulose. A espuma é fabricada de forma simples, em uma única etapa, a partir de cristais de celulose. Vista ao microscópio, ela lembra um monte de arroz não cozido, mas cujos grãos são "colados" em pontos aleatórios, deixando um monte de espaço livre para acomodar as nanopartículas funcionais. As nanopartículas são uma mistura de nanotubos de carbono e dióxido de manganês.

Energia sustentável

Uma das grandes vantagens do novo dispositivo de armazenamento de energia é que, além da elevada resistência e da flexibilidade da celulose, o capacitor resultante é muito leve, o que é interessante para os carros elétricos, por exemplo. Embora ainda sejam necessários mais desenvolvimentos, os capacitores de espuma de nanocelulose apresentaram uma maior densidade de energia e um recarregamento mais rápido do que as baterias recarregáveis. "Em última instância, o objetivo desta pesquisa é encontrar formas de alimentar as tecnologias atuais e futuras de uma forma mais eficiente e mais sustentável," disse a professora Emily Cranston, coordenadora da equipe. Quanto ao uso da celulose no campo da energia, além das baterias de papel, outras equipes já demonstraram a possibilidade de fabricar baterias com madeira e sal. Bibliografia: Cellulose Nanocrystal Aerogels as Universal 3D Lightweight Substrates for Supercapacitor Materials. Xuan Yang, Kaiyuan Shi, Igor Zhitomirsky, Emily D. Cranston. Advanced Materials. Vol.: Early View Article. DOI: 10.1002/adma.201502284. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=capacitor-celulose-armazena-mais-energia-baterias&id=010115150925

domingo, 13 de setembro de 2015

DESCOBERTA UMA CERÂMICA ARMAZENA CALOR

O armazenamento e a liberação de calor ocorrem quando o pentóxido de trititânio alterna entre as fases beta e lambda de cristalização.

Cerâmica que guarda calor

Pesquisadores da Universidade de Tóquio sintetizaram um novo tipo de material que armazena energia térmica por longos períodos. A cerâmica armazenadora de calor libera de volta a energia guardada quando é levemente pressionada. Hiroko Tokoro e seus colegas afirmam que a cerâmica poderá ser usada sobretudo para a recuperação do calor desperdiçado pelos processos industriais e para o armazenamento de energia termossolar. Mas qualquer processo de reciclagem de calor é um candidato em potencial para se beneficiar do novo material. Além da aplicação direta do calor, a cerâmica pode ser aquecida por uma corrente elétrica ou pela irradiação com luz, o que permite ciclos contínuos de absorção e liberação de calor por uma grande variedade de métodos.

Armazenamento de calor

Vários materiais armazenam calor, mas nenhum deles é um depósito confiável, já que liberam lentamente o calor de volta para o ambiente. A nova cerâmica, por sua vez, guarda o calor que recebe e só começa a liberá-lo quando é submetida a uma pressão de 60 megapascal (MPa) - o equivalente a 600 bar. O material consiste em um óxido de titânio (Ti3O5), que passa de uma fase beta para uma fase lambda quando é aquecido, e vice-versa quando é pressionado, liberando o calor. "Este material também tem possibilidades de uso em dispositivos eletrônicos avançados, como folhas sensíveis à pressão, almofadas de aquecimento reutilizáveis, sensores de condutividade sensíveis à pressão, memórias resistivas acionadas eletricamente (ReRAM) e memórias ópticas," sugerem os pesquisadores. Bibliografia: External stimulation-controllable heat-storage ceramics. Hiroko Tokoro, Marie Yoshikiyo, Kenta Imoto, Asuka Namai, Tomomichi Nasu, Kosuke Nakagawa, Noriaki Ozaki, Fumiyoshi Hakoe, Kenji Tanaka, Kouji Chiba, Rie Makiura, Kosmas Prassides, Shin-ichi Ohkoshi. Nature Communications. Vol.: 6, Article number:7037. DOI: 10.1038/ncomms8037. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ceramica-armazena-calor&id=010115150910

sábado, 15 de agosto de 2015

SAMSUNG ANUNCIA SSD DE 16 TB

A Samsung descobriu como aumentar o armazenamento em SSD com um novo produto com capacidade para 16TB. Com isso, a empresa sul-coreana conseguiu a façanha de maior drive de armazenamento do mundo, mesmo comparado com armazenamento em HD. No ano passado, Seagate e Western Digital lançaram HDDs de 8Tb e 10TB, respectivamente, enquanto que a Fixstars anunciou um SSD de 6TB recentemente. O novo SSD da Samsung fica em uma estrutura de 6,3cm. Por isso, na teoria pode caber em notebooks e desktops. No entanto, como costuma acontecer com drives com muito espaço, a Samsung está de olho no mercado de servidores primeiro. Durante o evento Flash Memory Summit, a companhia mostrou 48 dos seus novos SSDs em um servidor com o armazenando chegando a 768TB, aponta o site Golem.de. E os drives também são rápidos, com capacidade para realizar 2 milhões de operações input/output por segundo. Como o Ars Technica aponta, os drives convencionais de PCs costumam lidar com entre 10 mil e 90 mil dessas operações por segundo. Mas isso não quer dizer que a Samsung continuará como a “rainha do armazenamento” por muito tempo. A SanDisk anunciou em 2014 que pretende lançar um SSD de 16TB em 2016. Vale notar que a Samsung ainda nem anunciou a data de lançamento do seu mais novo SSD. FONTE: idgnow.com.br/ti-pessoal/2015/08/14/samsung-anuncia-ssd-de-16tb/

domingo, 2 de agosto de 2015

CÉLULA FOTOELETROQUÍMICA ARMAZENA ENERGIA SOLAR

O armazenamento químico da energia solar faz parte de um campo conhecido como fotossíntese artificial.

Vanádio

Uma nova célula fotoeletroquímica consegue armazenar energia solar para que ela seja utilizada à noite ou em dias nublados. "Nós demonstramos simultaneamente o armazenamento reversível tanto de energia solar [na forma química] quanto de elétrons na célula," disse Dong Liu, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. A célula fotoeletroquímica, feita com o elemento vanádio, é acoplada a um fotoeletrodo híbrido de tungstênio e titânio (WO3/TiO2). Com a incidência da luz solar, o fotoeletrodo híbrido libera elétrons, funcionando como uma célula solar, e esses elétrons são armazenados na célula de vanádio.

Energia química

A célula tem dois modos de operação: de armazenamento, ou regenerativo, e descarregamento, quando a energia armazenada é liberada para uso. No modo regenerativo, a luz do Sol incide sobre o eletrodo fotoeletroquímico criando pares de elétrons/lacunas. Esses elétrons e lacunas oxidam ou reduzem diferentes componentes redox no anodo e no catodo, respectivamente, convertendo assim a energia solar em energia química. No modo de descarga, a energia química armazenada nos pares redox pode ser convertida em energia elétrica como em uma bateria de fluxo, com uma eficiência muito alta. "Esta pesquisa tem potencial para reescrever como nós armazenamos e utilizamos a energia solar. Conforme a energia renovável se torna mais prevalente, a capacidade de armazenar energia solar e usá-la como uma alternativa renovável fornece uma solução sustentável para o problema de escassez de energia," acrescentou o professor Fuqiang Liu, que vem trabalhando há algum tempo no campo da fotossíntese artificial. Bibliografia: Reversible Electron Storage in an All-Vanadium Photoelectrochemical Storage Cell: Synergy between Vanadium Redox and Hybrid Photocatalyst. Dong Liu, Wei Zi, Syed D. Sajjad, Chiajen Hsu, Yi Shen, Mingsheng Wei, Fuqiang Liu. ACS Catalysis. Vol.: 5 (4), pp 2632-2639. DOI: 10.1021/cs502024k. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celula-fotoeletroquimica-armazena-energia-solar&id=010115150731

domingo, 28 de junho de 2015

CÉLULA SOLAR GERA E ARMAZENA ENERGIA POR SEMANAS

A célula solar orgânica é formada por polímeros (doadores de cargas) e fulerenos (receptores de cargas).

Célula solar com depósito

Talvez não seja necessário usar baterias para armazenar e usar à noite a energia captada por painéis solares durante o dia. Rachel Huber e Amy Ferreira, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, criaram um novo tipo de célula solar que não libera a eletricidade gerada imediatamente, podendo armazená-la por semanas. A técnica foi buscar inspiração na fotossíntese, processo no qual a energia solar é dirigida para estruturas celulares dentro das células, onde as cargas positivas e negativas são cuidadosamente separadas.

Fulerenos

A nova célula solar usa 2 componentes, um polímero doador de cargas, e, como receptor de cargas, um fulereno, um material à base de carbono. O polímero absorve a luz do Sol e repassa os elétrons para o fulereno. A grande inovação consistiu em projetar a célula solar de tal forma que haja fulerenos internos, mesclados com o polímero, para que eles possam capturar os elétrons, e uma camada externa de fulerenos, onde os elétrons podem ser mantidos por semanas, sem se recombinarem com as cargas positivas (lacunas) nos polímeros.

De molho

Mas a coisa toda ainda não está pronta para ser colocada no telhado e começar a gerar e armazenar energia. "Nós não colocamos esses materiais em um dispositivo real ainda; eles estão todos em solução. Quando nós os colocarmos juntos e fizermos um circuito fechado, então teremos chegado a algum lugar," disse o professor Yves Rubin. Parece valer a pena investir nesse futuro dispositivo, uma vez que todos os materiais usados são baratos e a estrutura de polímero e fulereno constrói-se sozinha por automontagem: basta colocar tudo em solução, como eles estão agora nesse ponto do trabalho. Bibliografia: Long-lived photoinduced polaron formation in conjugated polyelectrolyte-fullerene assemblies R. C. Huber, A. S. Ferreira, R. Thompson, D. Kilbride, N. S. Knutson, L. S. Devi, D. B. Toso, J. R. Challa, Z. H. Zhou, Y. Rubin, B. J. Schwartz, S. H. Tolbert.Science.Vol.: 348 (6241): 1340.DOI: 10.1126/science.aaa6850. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celula-solar-gera-armazena-energia-semanas&id=020115150626

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

NOVA BATERIA CONSEGUE ARMAZENAR ENERGIA SOLAR E EÓLICA

Mais barata, materiais mais duradouros e ainda torna a energia eólica e solar mais acessíveis. Pesquisadores do MIT estão criando um sistema de bateria líquido que pode permitir que as fontes de energia renováveis ​​possa competir com as usinas convencionais. Donald Sadoway junto com colegas, abriu uma empresa para produzir baterias líquidas, cujas camadas de materiais fundidos se separaram automaticamente devido a suas densidades diferentes. Mas a nova fórmula – publicado na revista Nature por Sadoway, ex-pós-doutorados Kangli Wang e Kai Jiang, e outros sete integrantes – usa metais diferentes para as camadas de fundição utilizados em uma bateria anteriormente desenvolvida pela equipe. Sadoway, o John F. Elliott Professor de Química de Materiais, diz que a nova fórmula permite que a bateria funcione à uma temperatura superior a 200 graus Celsius, inferior à formula anterior. Além da temperatura de operação mais baixa, o que deve simplificar o design da bateria e estender sua vida útil, a nova formula será mais barata para a produção, segundo ele. A bateria utiliza duas camadas de metal fundido, separadas por uma camada de sal fundido que atua como electrólito na bateria. Porque cada um dos três materiais tem uma densidade diferente, eles naturalmente se separam em camadas, como o óleo de cozinha que flutua na água. O sistema original, usa magnésio em um dos eléctrodos da bateria e antimônio para a outra, é necessário uma temperatura de funcionamento de 700 C. Mas, com a nova formula, um eléctrodo feito de lítio e o outro com uma mistura de chumbo e antimônio, a bateria pode operar a temperaturas de 450 e 500 C. Testes extensivos mostraram que, mesmo após 10 anos de carregamento e descarregamento diário, o sistema deve manter cerca de 85% da sua eficiência inicial – um fator chave para tornar essa tecnologia um investimento atrativo para empresas de energia elétrica. Sadoway disse à revista Nature que se for produzido em grande escala, o material dessa bateria poderia custar em torno de R$ 1.200,00 por quilowatt-hora. O que torna viável a produção e armazenamento de energia eólica e solar. FONTE:curioso.blog.br/post/bateria-liquido-consegue-armazenar-energia-solar-eolica/

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

NOVO RECORDE DE ARMAZENAMENTO: HD TEM 10 TERABYTES E CABE NO SEU DESKTOP

Há algumas semanas, a Seagate anunciou o primeiro disco rígido do mundo com 8 terabytes, que chegará ao mercado no final do ano. Para não deixar barato, a Western Digital anunciou um HDD de 8 terabytes – que está à venda agora mesmo – e ainda revelou que está testando outro modelo com dez terabytes. O disco rígido de 10TB é cheio de hélio, em vez de ar, a fim de reduzir o atrito interno e o consumo de energia. Ele funciona a uma temperatura cerca de 5ºC menor que drives atuais de 7200 rpm. Ele é fechado hermeticamente para o gás não escapar. Além disso, ele usa a tecnologia SMR (gravação magnética em telhas). Basicamente, isso permite gravar mais dados em menos espaço – o disco rígido cabe em entradas padrão de 3,5 polegadas. Como explica a Computer World, “ao contrário da tecnologia PMR (gravação magnética perpendicular) padrão, onde as trilhas de dados são dispostas lado a lado, a SMR sobrepõe as trilhas na superfície do disco como telhas em um telhado”. Este disco de 10 TB é destinado para armazenamento na nuvem e também para empresas guardarem dados offline – o foco não são os consumidores em geral. Ele está em testes, e a Western Digital ainda não diz quando será lançado. fonte: gizmodo.uol.com.br/hdd-dez-terabytes/

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

DESTROÇOS DE UFO: ARMAZENAMENTO DE ARTEFATOS ALIENÍGENAS NA BASE ÁREA DE WRIGHT PATTERSON

N.Morgan ) O vídeo abaixo explora destroços de um suposto UFO em uma instalação de armazenamento alienígena na Base Aérea de Wright Patterson. O vídeo documentário investiga alegações de que o governo dos EUA está armazenando objeto UFO e corpos alienígenas em bases secretas. Céu Faction vai em busca de destroços UFO e instalações extraterrestres de armazenamento, um dos poucos documentários UFO sempre com base em Base da Força Aérea Wright Patterson.
Algumas informações básicas sobre Sir Force Base Wright Patterson: Desde 1947, o ano do famoso acidente de Roswell , houve rumores de que o governo dos EUA tem armazenados os detritos e artefatos de acidente de discos voadores e até mesmo corpos dos pequenos tripulantes, alienígenas das naves espaciais abatidas. Grande parte da evidência destas recuperação de acidente nos leva a Dayton, Ohio, e de Wright-Patterson Hangar-18. ASSISTA O VIDEO: http://www.youtube.com/embed/j_hvH07NaLY Como grande parte da lenda em torno do famoso facilidade Wright-Patterson é verdade? Ainda existem seres alienígenas ... até mesmo seres vivos, possivelmente, de outros mundos na base infame em Dayton, Ohio? Originalmente chamado Wilbur Wright Field, a instalação do governo foi inaugurado em 1917 para treinar militares durante a Primeira Guerra Mundial. Logo, Fairfield Air Depot foi criado, junto ao Wright Field. Em 1924, o laboratório de ensaio McCook campo foi fechada, e a comunidade Dayton comprado 4.500 hectares que abrigava os vários equipamentos. Isso levou na terra previamente alugada de Wright Field, e as instalações Wright e Fairfield foram combinados em um só. A instalação recém-criado foi nomeado após os inovadores de voo, os irmãos Wright.
Em 6 de julho de 1931, a área leste de Huffman Dam, que incluiu Wilbur Wright Field, Fairfield Air Depot, ea Huffman Prairie foi rebatizado Patterson Field. Este foi para honrar a memória do tenente Frank Stuart Patterson. Patterson morreu em 1918, quando um avião que estava voando em um teste, caiu depois de suas asas separadas do ofício. Em 1948, os campos foram fundidos em um só nome, Wright-Patterson AFB. Wright-Patterson é fundamental para testar a nova tecnologia de armas, juntamente com a investigação e desenvolvimento, educação e muitas outras operações relacionadas com a defesa. É a casa do Air Force Institute of Technology, o apoio da Força Aérea e Departamento de Defesa. National Air & Space Intelligence Center da USAF também faz parte de Wright-Patterson.
A base era bem conhecido por engenharia reversa de uma aeronave de Estado extraterrestre durante a Guerra Fria. A perícia de base na desmontagem e recriação de caças MiG só tem enriquecido as teorias que naves alienígenas foram lá estudadas. A força de trabalho é estimado em 22 mil, dando-nos uma idéia da enorme quantidade de trabalho que está sendo feita na base. Wright-Patterson é mais conhecido por sua ligação com o acidente de Roswell, embora as ligações podem ser feitas para outros recuperação de acidente. Vários relatos de testemunhas oculares de militares e até mesmo trabalhadores civis que lidavam com os restos do acidente de Roswell, e corpos de criaturas não do nosso mundo viu, dá-nos uma muito plausível conexão Wright-Patterson para o estudo de tecnologia alienígena e fisiologia. No mesmo dia em que as famosas manchetes Roswell correu em jornais de todo o mundo, havia uma enorme quantidade de atividade na base de Roswell. Alguns destroços do acidente, e possivelmente corpos alienígenas foram enviados para Ft. Worth, Texas. Ele agora é comumente aceita pelos pesquisadores que, antes do Ft. Vôo Worth, outro voo para Wright-Patterson já tinha tido lugar, carregando detritos e corpos de alienígenas. Esta expedição foi secretamente guardado e estudou no famoso Hangar-18.
FONTE: http://beforeitsnews.com/beyond-science/2014/09/shocking-ufo-wreckage-and-alien-storage-facility-video-2447386.html

segunda-feira, 2 de junho de 2014

COMO O CÉREBRO ARMAZENA NOSSAS MEMÓRIAS?

Nossas memórias são feitas de tudo que passamos na vida: momentos bons, ruins, divertidos, momentos de aprendizado e conhecimento, etc. Porém, por mais que tenhamos passado por tantas coisas, para lembrarmos delas tudo depende do nosso cérebro. E como será que ele consegue guardar esse volume incrível de lembranças? Nos últimos anos, pesquisadores rastrearam nossa memória até os níveis estrutural e molecular. Eles descobriram que as memórias são armazenadas ao longo de estruturas cerebrais em muitas as conexões entre os neurônios. Esse armazenamento pode ocorrer de duas maneiras. Memórias de curto prazo são processadas na parte frontal do cérebro em uma região altamente desenvolvida, chamada lóbulo pré-frontal. Então, a memória de curto prazo é convertida em memória de longo prazo no hipocampo, uma área mais profunda do cérebro. O hipocampo ajuda a solidificar o padrão de conexões que formam uma memória, mas a memória em si depende da solidez das conexões entre as células cerebrais individuais. Por sua vez, as células do cérebro dependem de proteínas e outras substâncias químicas para manter as suas ligações umas com as outras e se comunicarem. O hipocampo também grava memórias simultâneas de diferentes regiões sensoriais do cérebro e as liga em um “episódio único” de memória. Por exemplo, você pode ter apenas uma lembrança de um jantar ao invés de várias memórias distintas (da aparência, do cheiro, do som da festa). As conexões de uma lembrança entre os neurônios podem se tornar uma combinação fixa. Por exemplo, quando você ouve uma música, pode associá-la com algum episódio que lhe aconteceu enquanto você a ouvia. Em varreduras do cérebro, os cientistas podem ver as regiões diferentes do cérebro “acenderem” quando alguém está recordando um episódio em sua memória. Isso demonstra como elas representam um índice dessas sensações e pensamentos diferentes gravados. FONTE: LifesLittleMysteries.com/how-are-memories-stored-in-the-brain-1066/

MEMÓRIA QUÂNTICA DE TERRAS RARAS

A memória quântica no cristal é extremamente estável, mantendo os dados um milhão de vezes mais tempo do que memórias similares. Memórias de cristal Já existem protótipos de memórias de cristal que prometem guardar dados para sempre. Mas o campo da computação quântica também está interessado em guardar qubits em cristais. Essas memórias quânticas cristalinas alcançam uma densidade de armazenamento imbatível - como cada qubit é um íon, elas são essencialmente memórias atômicas. Mas, até agora, elas vinham se mostrando frágeis, perdendo os dados facilmente, e difíceis de lidar. Isto mudou graças ao trabalho de pesquisadores do Instituto Max Planck, na Alemanha. Tobias Utikal e seus colegas conseguiram ler qubits de um íon de terras raras inserido no meio de um cristal. Os íons individuais do elemento praseodímio, inserido no interior de um cristal de ítrio, foram localizados com uma precisão de poucos nanômetros, e suas propriedades ópticas foram medidas com uma precisão nunca antes alcançada. Tentativas anteriores do mesmo tipo esbarraram na natureza instável dos íons, que são afetados pelo ambiente ou brilham e piscam de forma imprevisível, tornando difícil ler os dados. Já se sabia que átomos de elementos de terras raras, como o neodímio e o érbio, não apresentam esses problemas, mas sua emissão óptica é extremamente fraca, o que torna difícil sua detecção. Segundo o professor Vahid Sandoghdar, sua equipe vem trabalhando nisso há seis anos. O trabalho valeu a pena, porque os qubits de terras raras mostraram-se extremamente estáveis. "Leva mais de um minuto antes que eles façam a transição de retorno ao estado fundamental - um milhão de vezes mais tempo do que a maioria de outros sistemas quânticos investigados até agora," disse Sandoghdar. Bibliografia: Spectroscopic detection and state preparation of a single praseodymium ion in a crystal Tobias Utikal, Emanuel Eichhammer, Lutz Petersen, Alois Renn, Stephan Gotzinger, Vahid Sandoghdar Nature Communications Vol.: 5, 3627 DOI: 10.1038/ncomms4627 FONTE:INOVACAOTECNOLOGICA

sexta-feira, 16 de maio de 2014

SE CUIDA PENDRIVE: SONY CRIA FITA CASSETE COM CAPACIDADE PARA ARMAZENAR MAIS DE 64 MILHÕES DE MÚSICAS

Prestem atenção, fanáticos por nostalgia e puritanos da tecnologia – essa novidade é para vocês. A Sony deu vida nova à saudosa fita cassete ao apresentar uma fita que pode armazenar 148 gigabytes por polegada quadrada de fita. Isso significa 185 terabytes de dados em uma única fita, o que é 74 vezes a quantidade de dados que uma fita normal pode conter. Pra deixar qualquer Ipod com inveja! Essa superfita, entretanto, não é igual àquela que você usava pra gravar músicas do rádio na década de 90. Fitas cassetes de alta densidade são usadas até hoje por grandes corporações e órgãos governamentais para armazenar imensas quantidades de arquivos, por serem baratas e eficientes. Elas só não são usadas no dia a dia porque o acesso aos dados é muito mais devagar do que o dos discos rígidos e pen drives – para acessar qualquer dado, é preciso que seja feita uma busca temporal. Ou seja, a fita deve ser pausada exatamente no momento em que a informação foi salva. Esta superfita, porém, supera e muito a atual capacidade dos modelos usados hoje, batendo o recorde de armazenamento de um único dispositivo. Para fazer o novo material de gravação, a Sony usou um tipo de tecnologia de formação de película fina de vácuo chamada deposição por pulverização catódica. O processo envolve o disparo de íons de argônio em um substrato de película de polímero, o que produz camadas de partículas de cristais magnéticos. Ao ajustar as condições de descarga elétrica e o desenvolvimento de uma subcamada magnética branda sobre o filme, os fabricantes foram capazes de criar uma camada de partículas magnéticas finas com um tamanho médio de 7,7 nanômetros. A Sony não disse quando o público poderá comprar uma, ou quanto isso deverá custar. Mas, dado que uma cassete pode conter 64 milhões e 750 mil canções, espera-se que o interesse e o preço sejam elevados. Para efeitos de comparação, a superfita poderia armazenar três blu-rays de dados por polegada quadrada, um total de 3.700 blu-rays em uma única fita. FONTE:Fuse, Consequence of Sound, IT World

terça-feira, 29 de abril de 2014

MEMÓRIA DE CRISTAL GUARDA DADOS PARA SEMPRE

Brevemente, dados armazenados em cristais não serão mais exclusividade do Super Homem. Pesquisadores conseguiram gravar dados no interior de um cristal de forma controlada e com elevada densidade. Como a estrutura interna do cristal é modificada de forma estável, eles criaram uma nova forma de gravação de dados que é virtualmente indestrutível - uma "memória eterna", como eles dizem. Jingyu Zhang e seus colegas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, calculam que a memória de cristal poderá guardar os dados com confiabilidade por pelo menos 3 x 1020 anos - 30 quintilhões de anos. Para calcular a durabilidade das informações gravadas, eles fizeram experimentos para simular o envelhecimento da mídia, submetendo-a a várias temperaturas. Conforme a temperatura sobe, a vida útil da memória de cristal cai. Contudo, a 189° C ela ainda duraria o equivalente à idade que se calcula que o Universo tenha: meros 13 bilhões de anos. GRAVAÇÃO ETERNA: Usando a potência de um laser pulsado - que emite pulsos de luz com 280 femtossegundos de duração cada um - os pesquisadores gravaram pequenas "ranhuras" no interior de uma pastilha formada por três camadas de quartzo. Como, ao usar as três camadas, o laser registra no cristal também a intensidade e a polarização da luz, cada ponto gravado registra três bits de informação de uma vez. Como os pontos gravados são muito pequenos, usando um disco do tamanho de um DVD - o protótipo é menor - é possível alcançar uma densidade de dados na casa dos terabytes. O único inconveniente é que a gravação é lenta, chegando a 6 kilobits por segundo - o grupo afirma que, aumentando a potência do laser, pode ser possível chegar a 120 megabits por segundo. MEMÓRIA ETERNA: A última vez em que se falou de uma memória eterna a promessa era de guardar dados por 1 bilhão de anos. No ano passado, a japonesa Hitachi prometeu um disco também baseado em cristais de quartzo, acenando com uma vida útil de alguns milhões de anos, mas afirmando que ainda seria preciso pelo menos três anos para colocá-lo no mercado. Um disco de DVD ou Blu-Ray tem uma vida útil estimada em 10 anos. Houve várias tentativas para colocar discos ópticos no mercado para garantir a durabilidade das cópias de segurança por 100 anos, mas sem sucesso. Hoje, apenas as fitas magnéticas acenam com um século de durabilidade. Bibliografia: Seemingly Unlimited Lifetime Data Storage in Nanostructured Glass Jingyu Zhang, Mindaugas Gecevicius, Martynas Beresna, Peter G. Kazansky Physical Review Letters Vol.: 112, 033901 DOI: 10.1103/PhysRevLett.112.033901 fonte: inovacaotecnologica

terça-feira, 1 de abril de 2014

PELE ELETRÔNICA PODE ARMAZENAR DADOS E ADMINISTRAR MEDICAMENTOS

Um novo tipo de sensor fácil de usar e repleto de nanopartículas pode ajudar a diagnosticar e tratar doenças pelo armazenamento e transmissão de dados e, em seguida, administrar medicamentos quando for o caso. Essa pele eletrônica pode armazenar dados e administrar medicamentos Sensores de pele – que têm uma variedade de nomes, incluindo epidérmicas eletrônicas e tatuagens eletrônicas – há muito conseguem registar medições fisiológicas para ajudar a controlar a saúde e monitorar a cicatrização. Este novo protótipo, no entanto, é multifuncional. Desenvolvido por Kim Dae-Hyeong, da Universidade Nacional de Seul e seus colegas, a pele eletrônica não só registra e monitora parâmetros de saúde, mas também armazena os dados localmente e libera medicamentos conforme o necessário. Para ajudar a executar tarefas de diagnóstico e terapêuticas, os dispositivos integram sensores de elásticos, memórias e atuadores, e eles são todos feitos de nanomateriais: nanomembranas de silício para detecção de movimento, nanopartículas de ouro para armazenamento de dados RAM, e nanopartículas de sílica carregadas com drogas dentro do atuador térmico, ou microheater. Todas estas pequenas peças são mergulhadas em um remendo macio – com cerca de 4 centímetros de comprimento, 2 centímetros de largura e 0,003 milímetros de espessura – que pode esticar e dobrar com a sua pele. Veja como ele funciona. A atividade muscular mede e registra o pulso humano, o que ajuda a diagnosticar doenças neurológicas relacionadas com o movimento, como Parkinson ou epilepsia. Em seguida, os dados gravados desencadeiam a liberação de agentes terapêuticos (contidos nas nanopartículas de sílica) por meio do atuador térmico, o que permite que a droga se difunda para a pele. Para evitar queimaduras, um sensor de temperatura (feito de nanomembranas de silício) monitoriza a temperatura da pele. FONTE:misteriosdomundo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

QUANTA INFORMAÇÃO O CÉREBRO PODE ARMAZENAR?

Os especialistas afirmam que não há uma resposta exata para essa pergunta. "É impossível comparar o cérebro do homem a uma máquina, porque a quantidade de informações que guardamos não pode ser quantificada. Quem falar em números estará mentindo", diz o neurologista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao longo da evolução, o cérebro humano aumentou de tamanho e aprimorou suas funções, mas a capacidade de armazenar e recordar fatos é um enigma não totalmente desvendado pela ciência. E esse mistério vem de longe. No século 4 a.C., o filósofo grego Platão comparava a memória a uma lâmina riscada, que mantinha a impressão até ser apagada pelo desgaste do tempo, e Aristóteles pensava que era o coração quem controlava as lembranças. Hoje, sabe-se que o cérebro é quem retém as informações e as divide em dois tipos principais de memória. A primeira, de curto prazo, armazena apenas de seis a sete itens - como nomes ou números de telefones - por pouquíssimo tempo, às vezes, por segundos. A segunda, de longo prazo, mantém assuntos de destaque ou dados que precisamos lembrar sempre. "Recordamos com mais facilidade algo que associamos a um contexto ou que tenha importância emocional", diz o psicólogo Orlando Bueno, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na memória de longo prazo, as lembranças que podem ser descritas por palavras - como o pedido de um chefe ou o endereço da namorada - ficam guardadas na memória explícita. Outra parte, a implícita, é responsável por tarefas automáticas como ler, escrever ou passar as marchas do carro sem pensar antes. A memória parece uma habilidade infalível, mas o fato é que quando lembramos de algo nunca reconstruímos a cena com fidelidade. "O cérebro guarda apenas fragmentos do que aconteceu e, na hora de montar o quebra-cabeça das lembranças, contam as emoções e a maneira como a pessoa percebeu o fato ocorrido. Quem tem memória é o computador. O que nós temos é uma vaga lembrança", afirma o neurofisiologista Luiz Eugênio Mello, também da Unifesp. DEPÓSITO DE LEMBRANÇAS: Divisão de tarefas na nossa cabeça agiliza a memorização. 1. Dentro do cérebro humano, a primeira estrutura a receber novas informações é o tálamo. Ele atua como um filtro da atenção: se você estiver conversando com alguém em um ambiente barulhento, o tálamo bloqueia os ruídos que não interessam para que sua atenção se mantenha apenas nas informações da conversa 2. Por meio de impulsos nervosos, a informação recebida é transmitida à região onde ela será processada, o córtex, que é uma espécie de casca do cérebro, com partes específicas para identificar estímulos de todos os sentidos. Se a pessoa com quem você está conversando aponta para um gato estranho, por exemplo, a área do córtex responsável pela visão é que vai informar que se trata de um bichano de cor verde, digamos. Depois de reconhecer o estímulo, o córtex envia a informação para o hipocampo 3. O hipocampo é o manda chuva da memória, que seleciona o que vai ser armazenado. Se for novidade, ele guarda. Se não, joga fora e descarta a informação. O que ele julgar que deva ser armazenado é enviado de volta para o córtex. Lá, cada pedaço da informação filtrada fica guardada em uma região aleatória. Se você acaba de disputar uma partida de basquete com alguns amigos, o horário em que foi o jogo vai para um lugar, as pessoas com quem você estava para outro e o local onde tudo ocorreu para uma terceira área 4. Enquanto o hipocampo trabalha, outra estrutura, a amígdala, dá o brilho emocional às nformações, ajudando a destacar o que é mais marcante para nós. Se você estacionar o carro na rua e tomar uma multa, a amígdala dará mais valor a essa cena e a informação de que você não pode parar ali ficará bem viva na sua memória. Já aquela fórmula de raiz quadrada dos tempos de escola também fica guardada, mas, se você já se formou, ela fica meio "empoeirada" e é difícil de ser lembrada porque você não precisa mais dela no dia-a-dia 5. Tanto as informações com brilho emocional e sempre à mão, como as empoeiradas e mais escondidas, ficam armazenadas no córtex. Para recordá-las, outra região-chave do cérebro entra em cena, o lobo frontal. Toda vez que é preciso lembrar algo, os impulsos nervosos do lobo frontal transmitem perguntas ao hipocampo: Qual era a letra daquela música? Com quem você a ouviu? Tudo, enfim, que ajude a recriar o quebra-cabeças do fato ocorrido 6. Como o hipocampo guardou tudo, só ele sabe onde estão os fragmentos que compõem a cena completa. É ele quem cruza as informações, reconstruindo a cena, como, por exemplo, a música que você estava ouvindo quando conheceu alguém especial. Mas pode não ser uma reconstituição fiel, pois o estado emocional e a percepção de cada um influi no modo como armazenamos e como lembramos das coisas PARA NÃO ESQUECER,3 dicas que ajudam a refrescar a memória: - Relacione o que você quer lembrar com a imagem de um lugar. Você pode imaginar, por exemplo, que seu cérebro é uma casa. Guarde o número de telefone de alguém dentro da cozinha, ou uma data especial em um dos dormitórios. Parece estranho, mas ajuda - Agrupe as informações importantes em uma seqüência temporal, algo que tenha começo, meio e fim. O cérebro gosta de estruturas que mantenham o ritmo e que possuam algumas repetições, como as poesias. Não é à toa que estudantes decoram fórmulas matemáticas com mais facilidade por meio de músicas - Não sobrecarregue e nunca confie demais na sua memória. Você pode até se desapontar com essa dica, mas ela é a mais importante de todas! Para lembrar dos fatos e dos compromissos essenciais, use sempre uma agenda e não se esqueça de consultá-la quando precisar

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

DIAMANTES PODEM ARMAZENAR MILHÕES DE VEZES MAIS INFORMAÇÕES DO QUE OS COMPUTADORES ATUAIS

Cientistas na Califórnia usaram a tecnologia disponível comercialmente do padrão de folhas grandes de diamantes, com minúsculos buracos cheios de nitrogênio. Essas folhas de diamante com nitrogênio podem armazenar milhões de vezes mais informação, e ser dezenas de vezes mais rápido, do que os atuais sistemas de computador baseados em silício. Como as folhas de diamante seriam usadas na computação é algo que ainda não foi determinado exatamente, mas as aplicações podem variar desde a concepção mais eficiente de computadores baseados em silício até o desenvolvimento de drogas e criptografia. O nitrogênio é encontrado em diamantes desde que há diamantes; é por isso que alguns têm uma tonalidade amarela. Por anos os cientistas usaram estes nitrogênios naturais infundido nos diamantes para estudar vários aspectos da mecânica quântica. Um supercomputador baseado em mecânica quântica requer mais precisão do que a natureza pode oferecer, assim os cientistas têm procurado uma maneira artificial de implantar matrizes de buracos de nitrogênio precisamente modelados no interior de folhas de diamante. A chave para um quantum de diamantes com base no computador mecânico é um elétron extra no buraco. Em um computador tradicional, a informação é codificada como um “0″ ou um “1″. Em um computador quântico baseado em diamante, a informação poderia ser armazenada no giro dos elétrons. Isto significa que as informações poderiam ser armazenadas não somente como um “0″ ou “1″, mas também na direção que o elétron está girando. O número exato é difícil de dizer, mas os cientistas afirmam que isso poderia aumentar dramaticamente o poder de processamento em comparação com os computadores de silício atuais. Ainda assim, os diamantes provavelmente não substituirão o silício utilizado nos computadores domésticos de hoje. No entanto, os consumidores podem se beneficiar da descoberta. Um computador quântico ajuda a modelar certos problemas extremamente complexos, segundo os pesquisadores. Os diamantes não são uma aposta certa para um computador quântico, mas certamente são uma boa opção por causa dessa pesquisa. FONTE: MSN