Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador QUANTIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador QUANTIDADE. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de outubro de 2015

QUANTOS SENTIDOS OS HUMANOS REALMENTE TÊM?

Pergunte a qualquer criança em idade escolar quantos sentidos nós temos e ela vai responder prontamente “Cinco!” – visão, audição, olfato, paladar e tato. Porém, o neurocientista Don Katz acha que isso pode estar errado. A resposta correta, diz ele, é mais provável que seja um. Por quase uma década, Katz, que é professor de psicologia, vem pesquisando em ratos a interligação entre cheiro e gosto. Em 2009, ele mostrou que quando os ratos perdem a capacidade de sentir gosto, eles também têm o sentido do olfato alterado. Dois anos depois, ele publicou um artigo sugerindo que ratos dependem tanto do cheiro quanto do gosto para determinar de quais alimentos eles gostam. Em um artigo publicado recentemente na revista “Current Biology”, o pesquisador mostrou o que acontece quando você desliga o sentido de gosto de um rato. Usando uma sonda óptica, ele apagou as células cerebrais no córtex olfativo principal do animal que processam os sinais de gosto da boca. Houve um impacto imediato sobre os padrões de disparo dos neurônios que lidam com o cheiro. Na verdade, os neurônios do cheiro foram transformados de tão forma radical que o rato já não podia reconhecer odores familiares.

Sentidos: sistema conectado

Estas conclusões sobre a interdependência do paladar e do olfato levaram Katz a especular que eles são um único sentido – o que ele chama de “chemosensory system”. “O gosto das coisas depende de uma série de outros fatores além do que o que está na língua”, explica Katz. “Nós acreditamos que o gosto e o cheiro são parte de um sistema grande, com duas portas, a boca e o nariz”. Outros pesquisadores têm mostram que o som, tato e visão também são inextricavelmente ligados. Isto leva à grande hipótese de Katz: todos os nossos sentidos pertencem a um único sistema. Ou seja, ele acredita que temos apenas um sentido. Seria sem sentido, por exemplo, falar do sabor dos alimentos, porque “gosto” seria tanto uma função do que você sente em sua língua, quanto do que você vê, sente, cheira e ouve. De acordo com ele, nós não saboreamos a comida, e sim, temos uma experiência com os alimentos. Katz compara o cérebro a um computador alimentado com uma imensa quantidade de dados para que ele possa gerar uma única descoberta, simplificada. Para a execução do programa, a informação deve ser recolhida através de todos os sentidos. Mas nós não percebemos isso. Estamos apenas cientes do resultado final do programa, que é a ilusão de que apenas um sentido é responsável pelo que nós experimentamos. Tudo isso ainda não foi provado. Katz planeja continuar trabalhando com o paladar e o olfato em ratos, e planeja que a sua pesquisa continue avançando gradual e metodicamente. Porém, em algum lugar em um futuro não tão distante, podemos finalmente ter uma grande teoria unificada dos sentidos. fonte: medicalxpress.com/news/2015-10-humans.html

domingo, 12 de abril de 2015

CONHEÇA 7 ALIMENTOS QUE CONTÊM AS MAIORES QUANTIDADES DE PESTICIDAS

Há uma boa razão para que as pessoas que estão preocupadas com a saúde em longo prazo estejam cada vez mais comprando produtos orgânicos. A maioria das frutas e legumes que são vendidos em supermercados hoje foram convencionalmente cultivados e expostos a aplicações pesadas de pesticidas e herbicidas, cujos resíduos podem entrar na cadeia alimentar e causar problemas para as pessoas quando essas frutas e vegetais são consumidos. Esses problemas incluem problemas de fertilidade, defeitos congênitos, ADHD em crianças que são expostas a esses produtos químicos e até mesmo algumas formas de câncer. Abaixo estão 7 dos alimentos que geralmente contêm as maiores quantidades de pesticidas e que você definitivamente deveria comprar orgânicos.

Maçãs

As maçãs convencionalmente cultivadas estão altamente contaminadas, contendo resíduos de até 42 pesticidas em média. Dos produtos químicos em questão, 7 são conhecidos ou suspeitos agentes cancerígenos, outros 10 são neurotoxinas, 19 são disruptores endócrinos e 6 podem afetar a reprodução ou o desenvolvimento. Além disso, 17 mostraram ser tóxicos para as abelhas.

Cerejas

A cerejas também são cultivadas com forte aplicação de pesticidas e, como as maçãs, têm resíduos de cerca de 42 pesticidas diferentes. Os números aqui não são melhores do que com as maçãs, as cerejas carregam em torno 7 agentes cancerígenos conhecidos ou suspeitos, 22 disruptores hormonais, 7 neurotoxinas e 8 toxinas que afetam a reprodução e o desenvolvimento. Neste caso, 18 das toxinas são conhecidas por afetarem as abelhas.

Vagens

A vagem cultivada de uma forma convencional pode ter resíduos de cerca de 44 pesticidas diferentes no momento em que você a coloca sobre o prato do jantar. Destes, oito são agentes cancerígenos conhecidos, 22 são disruptores endócrinos, 11 são neurotoxinas, 8 afetam a reprodução e o desenvolvimento e 18 são conhecidos por serem tóxicos para as abelhas.

Couve

Esta verdura pode ser saudável, mas a couve convencionalmente cultivada pode conter resíduos de até 46 pesticidas: 9 agentes cancerígenos, 25 disruptores endócrinos, 10 neurotoxinas, 8 dos quais afetam a reprodução ou o desenvolvimento e 25 produtos químicos que podem eliminar as abelhas.

Espinafre

O espinafre é definitivamente um superalimento devido a todos os seus nutrientes, mas se não for criado organicamente ele pode conter resíduos de até 48 pesticidas, incluindo 8 agentes cancerígenos conhecidos, 25 produtos químicos que perturbam o sistema endócrino, 8 neurotoxinas, 6 toxinas que afetam o desenvolvimento ou a reprodução e 23 produtos químicos que são tóxicos para as abelhas.

Pimentão

Não há nada doce sobre os resíduos de 49 de pesticidas que estes pimentões podem trazer para a mesa, incluindo 11 agentes cancerígenos, 26 conhecidos ou suspeitos disruptores endócrinos, 13 neurotoxinas, 10 toxinas do desenvolvimento ou reprodução e 19 toxinas tóxicas para as abelhas.

Alface

Esta salada de aspecto inocente pode conter elevadíssimos resíduos de 51 pesticidas, dos quais 12 são agentes cancerígenos conhecidos ou suspeitos, 29 são disruptores endócrinos, 9 são neurotoxinas, 10 afetam a reprodução ou o desenvolvimento e 21 são tóxicos para as abelhas. Mesmo que você não possa se dar ao luxo de comprar tudo orgânico, você deve tentar, se possível, pelo menos, comprar produtos organicamente cultivados como os acima, se você quiser limitar sua exposição a alimentos verdadeiramente tóxicos que afetam muitos aspectos da saúde humana. Nota: os números deste artigo se referem especificamente aos Estados Unidos. No entanto, sendo o Brasil o campeão no uso de agrotóxicos em todo o mundo, muitos proibidos no exterior, sabemos que a situação em nosso país é ainda pior. FONTES: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-7-alimentos-que-contêm-as-maiores-quantidades-de-pesticidas#ixzz3Wpn5Hxnd // verdademundial.com.br/2015/04/7-alimentos-que-contem-as-maiores-quantidades-de-pesticidas/

domingo, 15 de março de 2015

VC SABE QUANTAS PESSOAS JÁ VIVERAM NO PLANETA?

Cerca de 107 bilhões – mais ou menos 16 vezes mais do que a população atual do planeta. O cálculo foi feito pelos pesquisadores do site Population Reference Bureau, que reúne dados sobre demografia. Os números obviamente são bem aproximados, a começar pelo primeiro ano de vida humana na Terra: por falta de opção melhor, eles assumem que no ano 50000 a.C. havia dois habitantes no planeta – o primeiro homem e a primeira mulher. Daí em diante, a conta é dividida por períodos e se baseia na média de natalidade de cada um. Por exemplo:de 50000 a.C. pulamos para 8000 a.C., quando o homem descobriu a agricultura e a natalidade explodiu. Nesse intervalo, a população passou de 2 para 5 milhões de habitantes, seguindo uma taxa média de natalidade de 80 nascimentos a cada mil habitantes. Nos períodos seguintes a taxa de natalidade foi caindo até chegar aos atuais 23 nascimentos por milhar. Somando todos os períodos o prb.org chegou, em 2002, ao resultado de 106,4 bilhões de pessoas. Acrescentamos a esse número os dados mais recentes da ONU, que dá conta de que, em 2007, atingimos a marca de 6,7 bilhões de habitantes, ou seja, 485 milhões de pessoas a mais do que os 6,215 bilhões que existiam em 2002. Assim, atualmente, chegamos ao total de 107 bilhões de habitantes.

1.

Ao longo da história, o número de habitantes da Terra só foi aumentando, aumentando, aumentando… População em 8000 a.C.: 5 milhões; Expectativa de vida: 10 a 15 anos; Nascimentos (por ano a cada mil pessoas): 80.

2. Há escassez de alimentos, as técnicas medicinais são rústicas e não existe quase nenhum cuidado de higiene. Aos poucos, o domínio da agricultura ajuda na preservação da vida. População em 1 d.C.: 300 milhões; Expectativa de vida: 25 a 30 anos. Nascimentos (por ano a cada mil pessoas): 80.

3. A organização da sociedade e da produção agrícola melhora o suprimento de comida. Mas a dependência da agricultura tem seu lado ruim: uma única falha na colheita pode levar à morte por fome. População em 1200 d.C.: 450 milhões; Expectativa de vida: 25 a 30 anos; Nascimentos (por ano a cada mil pessoas): 60.

4. Durante a Idade Média, o índice de crescimento populacional é baixo, devido à peste negra. Estima-se que até 25% da população na Europa tenha morrido por causa da epidemia. População em 1750 d.C.: 795 milhões; Expectativa de vida: 35 a 40 anos; Nascimentos (por ano a cada mil pessoas): 50.

5. A Revolução Industrial leva à riqueza, ao crescimento das áreas urbanas e a cuidados com o saneamento básico. Com isso, aumentam a expectativa de vida e a população População em 1850 d.C.: 1 bilhão e 265 milhões; Expectativa de vida: 50 anos; Nascimentos (por ano a cada mil pessoas): 40.

6. A ciência percebe que algumas doenças são causadas por microorganismos, que se reproduzem. É a chamada “teoria dos germes”, responsável por diversos avanços da medicina População em 1950 d.C.: 2 bilhões e 516 milhões; Expectativa de vida: 65 anos; Nascimentos (por ano a cada mil pessoas): 38.

7. Há um aumento nos cuidados com a saúde pública. A ONU, recém-criada, promove campanhas de vacinação em diversos países pobres, onde há uma explosão de crescimento populacional População: 2011 d.C.: 7 bilhões; Expectativa de vida: 80 anos; Nascimentos (por ano a cada mil pessoas): 21. Medicina preventiva, tratamentos eficazes e boas condições de saneamento aumentam a expectativa de vida. Do outro lado, métodos anticoncepcionais contêm o número de nascimentos em diversas partes do globo. FONTE: megaarquivo.com/2015/03/13/11-197-demografia-quantas-pessoas-ja-viveram-no-mundo

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

QUANTOS GIGABYTES SÃO NECESSÁRIOS PARA FAZER UMA PESSOA?

Quanta informação está armazenada dentro de um ser humano? Menos do que você imagina. Tudo o que você precisa é de 1,5 gigabytes para guardar todo o seu código genético. O Veritasium fez os cálculos em seu mais recente vídeo e chegou a esse número ao tentar entender as moléculas que fazem o código genético de uma pessoa. Claro, temos muitas células no nosso corpo (cerca de 40 trilhões) e cada uma delas tem seus próprios 1,5GB de código genético. Então uma pessoa tem cerca de 60 zettabytes (60 com 21 zeros em seguida) de informação, ao todo. É muita coisa. Diz o Veritasium que no ano 2020 todas as informações digitais do mundo vão chegar a 40 ZB. Então é preciso muita informação para fazer uma pessoa. Mas 99,9% do nosso código genético é compartilhado com todo mundo na Terra. O que nos faz único é algo que ocupa muito menos do que um ZB. Na verdade, é preciso menos de um megabyte para fazer uma pessoa ser diferente de outra. Então é isso. Cerca de 1,5GB de informação para nosso código genético. Impressionantes 60ZB que circulam pelo nosso corpo. E um pequeno e vergonhoso megabyte para nos diferenciar dos outros. FONTE: gizmodo.uol.com.br/quantos-gigabytes-sao-necessarios-para-fazer-uma-pessoa/

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

VC SABE QUANTOS LAGOS EXISTEM NO MUNDO?

Quantos lagos existem no mundo todo? Uma nova pesquisa da Universidade de Uppsala (Suécia) deu a resposta: cerca de 117 milhões, cobrindo quase 4% da superfície do planeta, sem contar as geleiras na Groenlândia e na Antártica. A pesquisa desenvolveu um método para encontrar todos os lagos da Terra maiores que 0,2 hectares (2 mil metros quadrados) usando imagens de satélite de todo o mundo. Essa é a primeira vez que uma técnica confiável foi desenvolvida. Charles Verpoorter, que participou do estudo, disse que foi difícil desenvolver um método que identificasse automaticamente todos os lagos nas imagens de satélites. “O desafio era fazer com que funcionasse independentemente da vegetação circundante, de quão turva a água é, de sombras de montanha e outras coisas que podem ser confundidas com superfícies de água”, explica. Mas por que queremos saber quantos lagos existem no planeta? “Se quisermos ser capazes de fazer estimativas realistas dos efeitos obtidos dos diferentes processos em lagos, por exemplo a sua contribuição para o aquecimento global, primeiro precisamos de um bom mapa. Agora temos [esse mapa]”, afirma Lars Tranvik, professor de limnologia da Universidade de Uppsala, um dos principais autores do estudo. Muitos grupos de pesquisa, incluindo o de Lars Tranvik, estudam os papéis dos lagos na circulação de substâncias diferentes, por exemplo, como micro-organismos quebram compostos orgânicos em dióxido de carbono e metano, que são liberados na atmosfera. Lagos contribuem significativamente para estes processos. “Precisamos saber mais sobre isso, não apenas como as moléculas e micro-organismos trabalham, mas também qual o efeito total global. Até agora, as estimativas de processos globais só foram baseadas em métodos não confiáveis onde as medições locais foram ampliadas”, conta Verpoorter, atualmente na Universidade de Lille Nord, na França. “A área de fronteira entre a terra e a água é uma zona importante para muitos processos. Este estudo nos diz agora que as margens dos lagos no mundo possuem, no total, cerca de 250 vezes o comprimento do equador”. Tiit Kutser, analista do Instituto Marinho da Estônia em Tallinn que também fez parte da equipe de pesquisa, complementou: “Agora sabemos a localização, forma e tamanho de todos os 117 milhões de lagos até um quinto de hectare em tamanho da Terra. Acreditamos que o nosso banco de dados vai crescer no futuro, com informações sobre as terras ao redor, hidrologia e mais, para que possamos ter uma melhor compreensão das diferentes propriedades dos corpos de água e como elas contribuem para a produção de metano”. FONTE: phys.org/news/2014-09-world-lakes.html

quinta-feira, 1 de maio de 2014

QUANTAS GALÁXIAS EXISTEM NO UNIVERSO?

Galáxias - aquelas vastas coleções de estrelas que povoam o nosso universo - estão por todo o lugar. Talvez o exemplo mais ressonante deste fato seja o Hubble eXtreme Deep Field, uma coleção de fotografias do telescópio espacial Hubble, que revelam milhares de galáxias numa única imagem composta. No entanto, estimar quantas galáxias existem em todo o universo é um trabalho mais difícil. Números absolutos são um problema - uma vez que a contagem começa na casa dos bilhões, leva algum tempo a fazer a adição. Outro problema é a limitação dos nossos instrumentos. Para obter o melhor ponto de vista, um telescópio precisa ter uma grande abertura (diâmetro do espelho principal ou lente) e estar localizado acima da atmosfera para evitar a distorção do ar da Terra. Embora as estimativas variem entre diferentes especialistas, uma faixa aceitável situa-se entre as 100 bilhões e as 200 bilhões de galáxias, afirma Mario Livio, astrofísico do Space Telescope Science Institute, em Baltimore, EUA. INDO MAIS APROFUNDAMENTE O Hubble é o melhor instrumento disponível para a contagem e estimativa de galáxias. O telescópio, lançado em 1990, teve inicialmente uma distorção no seu principal espelho que foi corrigida durante uma visita de transporte em 1993. O Hubble também foi submetido a vários upgrades e visitas de serviço até que à missão do vaivém espacial final, em maio de 2009. Em 1995, os astrónomos apontaram o telescópio para o que parecia ser uma região vazia da Ursa Maior, e recolheram 10 dias de observações. O resultado foi um número estimado de 3.000 galáxias fracas num único quadro. Como o telescópio Hubble recebeu atualizações aos seus instrumentos, os astrónomos repetiram a experiência duas vezes. [Hubble ajuda a resolver mistério de evolução das galáxias] Em 2003 e 2004, os cientistas criaram o Hubble Ultra Deep Field, que revelou cerca de 10.000 galáxias numa pequena mancha na constelação de Fornax. Em 2012, novamente usando instrumentos atualizados, os cientistas usaram o telescópio para olhar para uma parte da Ultra Deep Field. Mesmo neste campo de visão mais estreito, os astrónomos foram capazes de detectar cerca de 5.500 galáxias. Pesquisadores apelidaram esse campo de eXtreme Deep Field. Ao todo, o Hubble revela uma estimativa de 100 bilhões de galáxias no universo, mas este número deverá aumentar para cerca de 200 bilhões com melhorias na tecnologia de telescópio. CONTANDO ESTRELAS Qualquer que seja o instrumento utilizado, o método de calcular o número de galáxias é o mesmo. Você pega na parte do céu fotografada pelo telescópio (neste caso, o Hubble). Então - usando a razão entre o pedaço de céu e todo o universo - você determina o número de galáxias no universo. "Isso supõe que não há grande variação cósmica, que o universo é homogéneo", disse Livio. "Temos boas razões para suspeitar que esse seja o caso. Esse é o princípio cosmológico". O princípio remonta à teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Uma das descobertas da relatividade geral é a de que a gravidade é uma distorção do espaço e do tempo. Com esse entendimento na mão, vários cientistas (incluindo Einstein) tentaram entender como a gravidade afetou todo o universo. "A hipótese mais simples é que se você visse o conteúdo do universo com suficientemente má visão, parece praticamente o mesmo em todos os lugares e em todas as direções", afirmou a NASA. "Ou seja, a matéria do universo é homogénea e isotrópica quando calculada em escalas muito grandes. Este é o chamado princípio cosmológico". Um exemplo do princípio cosmológico é a radiação cósmica de fundo, que é um resquício dos primeiros estágios do universo após o Big Bang. Utilizando instrumentos como Wilkinson Microwave Anisotropy Probe da NASA, os astrônomos descobriram que a radiação é praticamente idêntica para onde quer que se olhe. SERÁ QUE O NÚMERO DE GALÁXIAS MUDA COM O TEMPO? Medidas de expansão do universo - através da observação de galáxias a fugir de nós - mostram que tem cerca de 13.820 milhões de anos de idade. À medida que o universo fica mais velho e maior, as galáxias diminuem, ficando cada vez mais longe da Terra. Isto irá torná-las mais difíceis de ver em telescópios. O universo está a expandir-se mais rapidamente do que a velocidade da luz (que não viola o limite de velocidade de Einstein porque a expansão é do próprio universo, ao invés de objetos que viajam através do universo). Além disso, o universo está a acelerar na sua expansão. Este é o lugar onde o conceito de "universo observável" - o universo que podemos ver - entra em jogo. Isso significa que no futuro haverá galáxias que estão além do que podemos ver da Terra. As galáxias também mudam com o tempo. [Quão grande é o Universo?] A Via Láctea está em rota de colisão com a vizinha galáxia de Andrómeda, e ambos irão fundir-se em cerca de 4 bilhões de anos. Mais tarde, outras galáxias no nosso Grupo Local - As galáxias mais próximas a nós - acabarão por se combinar. Moradores da galáxia no futuro terão um universo muito mais escuro para observar. E QUANTO A OUTROS UNIVERSOS? À medida que o universo inicial expandiu, há algumas teorias que dizem que os diferentes "bolsos" se separaram e formaram diferentes universos. Esses lugares diferentes poderiam estar a expandir-se a taxas diferentes, incluir outros tipos de matéria, e terem diferentes leis físicas das presentes no nosso próprio universo. Livio apontou que poderia haver galáxias nesses outros universos - se é que existem - mas não temos nenhuma maneira de saber com certeza. Assim, o número de galáxias poderia até ser maior do que 200 bilhões, ao considerar outros universos. No nosso próprio cosmos, os astrônomos serão mais capazes de refinar o número com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb. O Hubble é capaz de espiar galáxias que se formaram há cerca de 450 milhões de anos após o Big Bang. Depois do James Webb ser lançado em 2018, os astrônomos supõe poder vir a olhar tanto para 200 milhões de anos após o Big Bang. Nesse panorama, certamente o número atual de galáxias irá aumentar e ser muito mais refinado com o avanço tecnológico. FONTE: Space

sábado, 22 de março de 2014

INTERIOR DA TERRA TEM TANTA ÁGUA COMO TODOS OS OCEANOS JUNTOS

Cientistas da Universidade de Alberta, Canadá, encontraram a primeira amostra (com origem na Terra) de um mineral rico em água, conhecido por Ringwoodite, com cerca de 1,5% de água na sua composição. Outras amostras deste mineral já tinham sido descobertas em meteoritos que caíram no nosso planeta. A equipa, liderada por Graham Pearson, estima que existam enormes reservas de água a cerca de 410 a 660 quilómetros de profundidade na Terra, entre o manto superior e o manto inferior, na denominada "zona de transição" (ver galeria). Pearson, especialista em diamantes, diz que esta zona, onde aquele mineral será abundante, conterá tanta água como todos os oceanos do mundo somados. Publicado na Nature, o estudo indica que a equipa encontrou a primeira amostra do mineral num diamante em 2008, na área de Juina, Mato Grosso, Brasil. Tratava-se de um diamante acastanhado, aparentemente sem valor. Só mais tarde é que as análises confirmaram que continha amostra de ringwoodite, a primeira encontrada de origem terrestre. De acordo com o líder do estudo, a descoberta vem confirmar cerca de meio século de investigações dos geofísicos, sismólogos e outros cientistas que estudam o interior da Terra. O achado deita por terra uma velha discussão, sobre se a zona de transição é "seca como um deserto". "Uma das razões por que a Terra é um planeta tão dinâmico prende-se com a presença de água no seu interior", explicou Pearson: "A água muda todos os aspectos sobre como um planeta funciona", sublinhou, citado pelo International Business Times. FONTE:: http://portuguese.ruvr.ru/

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

QUANTOS COMPOSTOS QUÍMICOS DIFERENTES PODEM SER ENCONTRADOS NA URINA?

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, conseguiram determinar a exata composição química da urina humana. O estudo, que durou mais de sete anos e envolveu uma equipe de quase 20 investigadores, revelou que mais de 3 mil substâncias químicas, ou “metabólitos”, podem ser detectadas no xixi. Espera-se que os resultados tragam implicações significativas para a área médica e nutricional, que podem resultar em novos remédios e testes ambientais. “A urina é um fluido biológico incrivelmente complexo. Nós não tínhamos ideia de que poderia haver tantos compostos diferentes em nossos vasos sanitários”, observa David Wishart, o principal autor do projeto. A equipe de pesquisa liderada por Wishart utilizou técnicas muito avançadas de química analítica. Entre elas, nomes pomposos como a espectroscopia de ressonância magnética nuclear, a cromatografia em fase gasosa, a espectrometria de massa e a cromatografia líquida. O objetivo foi identificar e quantificar sistematicamente centenas de compostos, obtidos a partir de uma vasta gama de amostras de urina humana. Para ajudar a completar os seus resultados experimentais, os cientistas também analisaram mais de 100 anos de literatura científica publicada sobre a urina humana. Todas essas informações se encontram em um banco de dados disponível gratuitamente, chamado de Banco de Dados Metabolômicos da Urina (UMDB, na sigla em inglês). O UMDB é um recurso de referência em todo o mundo para facilitar a análise clínica e ambiental da urina. A composição química da urina é de particular interesse para médicos, nutricionistas e cientistas ambientais porque revela informações importantes não só sobre a saúde de uma pessoa, mas também sobre o que ela comeu, bebeu, quais remédios têm tomado e a quais poluentes pode ter sido exposta em seu ambiente. A análise de urina para fins medicinais já era feita há mais de 3 mil anos. Na realidade, até o final do século 19, a análise da cor, do sabor (!) e do cheiro da urina (a chamada uroscopia) era um dos principais métodos utilizados pelos médicos para diagnosticar doenças. Até mesmo hoje em dia, milhões de testes de urina são realizados diariamente para identificar distúrbios metabólicos em recém-nascidos, para diagnosticar diabetes, monitorar a função renal, confirmar infecções da bexiga e detectar o uso de drogas ilícitas. “A maioria dos livros médicos lista somente de 50 a 100 substâncias químicas na urina e os testes clínicos mais comuns apenas apontam a presença de seis ou sete compostos”, afirma Wishart. “A expansão da lista de substâncias químicas conhecidas na urina e a melhoria da tecnologia de detecção pode ser um verdadeiro divisor de águas para os exames médicos”. Wishart conta que este estudo permitirá que toda uma nova geração de exames médicos se tornem mais rápidos, baratos e indolores, ao se utilizar a urina em vez de sangue ou de tecidos para biópsias. Em particular, ele observa que novos testes à base de urina para diagnosticar câncer de cólon, câncer de próstata, doença celíaca (patologia autoimune que afeta o intestino delgado), colite ulcerativa (uma doença inflamatória intestinal), pneumonia e rejeição de transplante de órgão já estão sendo desenvolvidos ou estão prestes a entrar no mercado, em parte, graças a este trabalho. A pesquisa da urina humana em questão foi publicada na revista científica “PLoS ONE”. A palavra “metabolômica” (junção dos termos “metabolismo ” e “genoma”) é definida como a coleção completa de metabólitos ou substâncias químicas encontradas num organismo ou um tecido particular. “Esta certamente não é a palavra final sobre a composição química da urina”, admite Wishart. “À medida que novas técnicas são desenvolvidas e os instrumentos se tornam mais sensíveis, tenho certeza de que mais centenas de compostos ainda serão identificados. Na verdade, novos compostos estão sendo adicionados ao UMDB quase todos os dias”, revela. “Enquanto o projeto do genoma humano certamente continua a captar a maior parte da atenção do mundo, eu acredito que esses estudos sobre o metaboloma humano já está tendo um impacto muito mais significativo e imediato para a saúde humana”, conclui. FONTE:Medical Xpress

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

QUANTA INFORMAÇÃO O CÉREBRO PODE ARMAZENAR?

Os especialistas afirmam que não há uma resposta exata para essa pergunta. "É impossível comparar o cérebro do homem a uma máquina, porque a quantidade de informações que guardamos não pode ser quantificada. Quem falar em números estará mentindo", diz o neurologista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao longo da evolução, o cérebro humano aumentou de tamanho e aprimorou suas funções, mas a capacidade de armazenar e recordar fatos é um enigma não totalmente desvendado pela ciência. E esse mistério vem de longe. No século 4 a.C., o filósofo grego Platão comparava a memória a uma lâmina riscada, que mantinha a impressão até ser apagada pelo desgaste do tempo, e Aristóteles pensava que era o coração quem controlava as lembranças. Hoje, sabe-se que o cérebro é quem retém as informações e as divide em dois tipos principais de memória. A primeira, de curto prazo, armazena apenas de seis a sete itens - como nomes ou números de telefones - por pouquíssimo tempo, às vezes, por segundos. A segunda, de longo prazo, mantém assuntos de destaque ou dados que precisamos lembrar sempre. "Recordamos com mais facilidade algo que associamos a um contexto ou que tenha importância emocional", diz o psicólogo Orlando Bueno, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na memória de longo prazo, as lembranças que podem ser descritas por palavras - como o pedido de um chefe ou o endereço da namorada - ficam guardadas na memória explícita. Outra parte, a implícita, é responsável por tarefas automáticas como ler, escrever ou passar as marchas do carro sem pensar antes. A memória parece uma habilidade infalível, mas o fato é que quando lembramos de algo nunca reconstruímos a cena com fidelidade. "O cérebro guarda apenas fragmentos do que aconteceu e, na hora de montar o quebra-cabeça das lembranças, contam as emoções e a maneira como a pessoa percebeu o fato ocorrido. Quem tem memória é o computador. O que nós temos é uma vaga lembrança", afirma o neurofisiologista Luiz Eugênio Mello, também da Unifesp. DEPÓSITO DE LEMBRANÇAS: Divisão de tarefas na nossa cabeça agiliza a memorização. 1. Dentro do cérebro humano, a primeira estrutura a receber novas informações é o tálamo. Ele atua como um filtro da atenção: se você estiver conversando com alguém em um ambiente barulhento, o tálamo bloqueia os ruídos que não interessam para que sua atenção se mantenha apenas nas informações da conversa 2. Por meio de impulsos nervosos, a informação recebida é transmitida à região onde ela será processada, o córtex, que é uma espécie de casca do cérebro, com partes específicas para identificar estímulos de todos os sentidos. Se a pessoa com quem você está conversando aponta para um gato estranho, por exemplo, a área do córtex responsável pela visão é que vai informar que se trata de um bichano de cor verde, digamos. Depois de reconhecer o estímulo, o córtex envia a informação para o hipocampo 3. O hipocampo é o manda chuva da memória, que seleciona o que vai ser armazenado. Se for novidade, ele guarda. Se não, joga fora e descarta a informação. O que ele julgar que deva ser armazenado é enviado de volta para o córtex. Lá, cada pedaço da informação filtrada fica guardada em uma região aleatória. Se você acaba de disputar uma partida de basquete com alguns amigos, o horário em que foi o jogo vai para um lugar, as pessoas com quem você estava para outro e o local onde tudo ocorreu para uma terceira área 4. Enquanto o hipocampo trabalha, outra estrutura, a amígdala, dá o brilho emocional às nformações, ajudando a destacar o que é mais marcante para nós. Se você estacionar o carro na rua e tomar uma multa, a amígdala dará mais valor a essa cena e a informação de que você não pode parar ali ficará bem viva na sua memória. Já aquela fórmula de raiz quadrada dos tempos de escola também fica guardada, mas, se você já se formou, ela fica meio "empoeirada" e é difícil de ser lembrada porque você não precisa mais dela no dia-a-dia 5. Tanto as informações com brilho emocional e sempre à mão, como as empoeiradas e mais escondidas, ficam armazenadas no córtex. Para recordá-las, outra região-chave do cérebro entra em cena, o lobo frontal. Toda vez que é preciso lembrar algo, os impulsos nervosos do lobo frontal transmitem perguntas ao hipocampo: Qual era a letra daquela música? Com quem você a ouviu? Tudo, enfim, que ajude a recriar o quebra-cabeças do fato ocorrido 6. Como o hipocampo guardou tudo, só ele sabe onde estão os fragmentos que compõem a cena completa. É ele quem cruza as informações, reconstruindo a cena, como, por exemplo, a música que você estava ouvindo quando conheceu alguém especial. Mas pode não ser uma reconstituição fiel, pois o estado emocional e a percepção de cada um influi no modo como armazenamos e como lembramos das coisas PARA NÃO ESQUECER,3 dicas que ajudam a refrescar a memória: - Relacione o que você quer lembrar com a imagem de um lugar. Você pode imaginar, por exemplo, que seu cérebro é uma casa. Guarde o número de telefone de alguém dentro da cozinha, ou uma data especial em um dos dormitórios. Parece estranho, mas ajuda - Agrupe as informações importantes em uma seqüência temporal, algo que tenha começo, meio e fim. O cérebro gosta de estruturas que mantenham o ritmo e que possuam algumas repetições, como as poesias. Não é à toa que estudantes decoram fórmulas matemáticas com mais facilidade por meio de músicas - Não sobrecarregue e nunca confie demais na sua memória. Você pode até se desapontar com essa dica, mas ela é a mais importante de todas! Para lembrar dos fatos e dos compromissos essenciais, use sempre uma agenda e não se esqueça de consultá-la quando precisar

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CERCA DE 90% DAS MULHERES NÃO CONSOMEM A QUANTIDADE IDEAL DE CÁLCIO NO PAÍS

De acordo com estudo da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), uma em cada três brasileiras vai desenvolver osteoporose, doença que enfraquece os ossos, após a menopausa. Detalhe: 90% delas não consomem a quantidade ideal de cálcio, presente principalmente em leite e derivados. Segundo a Abrasso, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com o problema. Mesmo com esse número assustador, apenas 39% da população feminina com mais de 45 anos já fizeram algum teste para detectar a doença que atinge majoritariamente as mulheres – a proporção é de dez para cada homem. A prevenção, segundo a entidade, deveria começar na infância, por meio de alimentação adequada e, claro, ser rica em cálcio. A gravidade do quadro é que, por ser uma doença silenciosa, que não causa dor, muitas vezes só é descoberta após a primeira fratura. Conheça alguns mitos e verdades sobre osteoporose O maior problema da osteoporose é o perigo de fraturas. VERDADE: com a queda da quantidade de cálcio nos ossos, o paciente fica mais sujeito a fraturas, que é a complicação mais temida, conforme considera o endocrinologista Felipe Henning Gaia Duarte. "O diagnóstico deve ser precoce, para que o tratamento seja rapidamente iniciado, evitando o problema - rupturas no colo do fêmur, nos punhos, nas vértebras - e deformidades como o achatamento e o encurvamento da coluna, que chega a diminuir a altura do indivíduo", complementa Marco Antonio Ambrósio, ortopedista e traumatologista. Vale salientar que certas fraturas, especialmente as da coluna - chamadas de fraturas por compressão -, podem acontecer sem uma queda ou qualquer outra lesão reconhecida. PERIGO: FRATURA NOS QUADRIS O assunto merece atenção: a International Osteoporosis Foundation (IOF) calcula que o número de fraturas no quadril, em decorrência do problema, deve crescer 32% até 2050 no Brasil. O dado se baseia no envelhecimento da população: o número de indivíduos com mais de 70 anos aumentará 380% até 2050, representando 14% do total. As fraturas são o maior risco, especialmente as de quadril – sabe-se que 20% das mulheres que apresentam este tipo de fratura morrem até um ano depois da queda em decorrência de complicações. Com a idade, é esperada que haja perda óssea: se ela é normal, será de 0,5% por ano a partir dos 45 anos. Uma perda equivalente a 25% do esqueleto, no entanto, leva à grande possibilidade de fratura – e, quando atinge este ponto, está instalada a osteoporose. Segundo o IOF, o fator genético é responsável por 80% da formação óssea de um indivíduo: o restante dependerá dos hábitos (aquisição de cálcio, prática de atividades físicas) de cada um. A exposição ao sol – cerca de 15 minutos, três vezes por semana – também é fundamental para alavancar a absorção do mineral. QUEM TEM MAIS TENDÊNCIA Entre as causas e fatores de risco, destacam-se história familiar da doença; pessoas de pele branca, baixas e magras; asiáticos; deficiência na produção de hormônios; medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia; alimentação deficiente em cálcio e vitamina D; baixa exposição à luz solar; sedentarismo; tabagismo; consumo de álcool; certos tipos de câncer; e algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas. "O perigo maior é porque estamos falando de uma moléstia de instalação silenciosa", adverte Denise Ludovico, endocrinologista pediatra da ADJ Diabetes Brasil, pesquisadora clínica do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin), em São Paulo. "A dor, que seria o único sintoma, somente ocorre quando acontece a fratura", salienta Felipe Henning Gaia Duarte, doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Já Thiago Martins, fisioterapeuta pós-graduado em Ortopedia e Traumatologia pela USP (Universidade de São Paulo) e especializado em idosos lembra que a fratura ocorre porque o osso está poroso, já que perdeu massa progressivamente. "Na menopausa, quando a perda de massa óssea ocorre de maneira intensa e rápida por causa das alterações hormonais, o problema é agravado", conclui Marco Antonio Ambrósio, com especialização em Ortopedia e Traumatologia pelo Instituto de Ortopedia Clínica da USP. TRATAMENTO Embora a oesteoporose não tenha cura, ela pode ser tratada. "O importante é fazer acompanhamento com médicos especializados que poderão indicar medicamentos para estabilizar ou melhorar a alteração, reduzindo o risco de fraturas e evitando complicações", pondera Ludovico. Duarte observa que, com as devidas medidas, a osteoporose pode regredir para a osteopenia, que é uma forma mais leve de perda de massa óssea. Já o fisioterapeuta Thiago Martins salienta ser possível recuperar massa óssea por meio dos exercícios. "Jovens, quando sofrem uma fratura e ficam muito tempo imobilizados, chegam a apresentar osteoporose; mas, como tratamento correto, conseguem reverter o quadro." A primeira providência em um tratamento é unir alimentação rica em cálcio à prática de atividade física e exposição solar. Se necessário, entrarão em cena medicamentos: hormônios sexuais, bifosfanatos (classe mais prescrita, tem como ação impedir a perda de massa óssea), modeladores de receptores de estrogênio, ranelato de estrócio (em pó e tomado diariamente à noite, é outra opção) e denosumab (mais recente e de uso subcutâneo, deve ser administrado a cada seis meses). "É possível, ainda, recorrer a teriparatida, molécula semelhante a um hormônio natural que temos no corpo, chamado PTH, que, em doses intermitentes, tem forte ação formadora óssea. De uso subcutâneo e alto custo, é indicada para os casos mais severos da doença", explica Duarte. Importante: se o paciente já tem osteoporose, deve-se retirar de casa objetos que induzam a quedas (como tapetes) e, se possível, emborrachar o piso do banheiro, colocar barras nas paredes para facilitar o equilíbrio, orientar o uso de sapatos altos. O ortopedista Marco Antonio Ambrósio, recomenda também dormir em colchões firmes e evitar ou diminuir o fumo e a ingestão de café e/ou álcool. "O aparecimento da osteoporose pode ser retardado, e sua progressão desacelerada, com diagnóstico, prevenção e tratamento precoce". FONTE: http://zip.net/bclP2v

sábado, 20 de agosto de 2011

QUANTOS LITROS DE ÁGUA TEM NUM TEMPORAL

Um temporal forte, desses que caem durante o verão em São Paulo, chega a descarregar 92 litros de água por metro quadrado. Se essa chuvona caísse sobre toda a cidade, Sampa seria inundada por 138 bilhões de litros de água, o suficiente para encher 55 531 piscinas olímpicas, com 25 metros de largura, 50 de comprimento e 2 de profundidade. Esse megatoró hipotético sobre todo o município pode até acontecer, mas é bem raro. Afinal, a cidade paulistana é enorme, com uma área de 1 509 km². Na prática, o que acontece é que alguns bairros acabam sendo mais castigados do que os outros. Mas a quantidade de água que cai do céu não é o único fato a ser analisado para determinar a intensidade de uma chuva. O tempo de duração e o tamanho da área também contam. Por exemplo, uma chuva de 20 litros de água por m², distribuída em um dia por toda a cidade, pode passar como uma fina garoa. Já a mesma quantidade de chuva caindo em apenas uma hora pode detonar a região atingida, ainda mais se for sobre uma área pequena. Nas grandes metrópoles, o problema das enchentes é mais grave porque falta um bom sistema de drenagem da água - afinal, o solo foi impermeabilizado pelo asfalto. Situação bem diferente ocorre na Amazônia, onde chega a chover 4 mil litros por m² por ano! Na floresta, o aguaçeiro é absorvido pelas plantas, pelo solo e pelos rios, reduzindo o impacto da água que cai do céu.

FONTE: Mundoestranho