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sábado, 21 de janeiro de 2017

UM UNIVERSO DE 2 TRILHÕES DE GALÁXIAS

Um grupo internacional de pesquisadores liderado por Chistopher Conselice, professor de astrofísica da Universidade de Nottingham (Reino Unido), descobriu que o universo contém pelo menos 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais do que se pensava anteriormente. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal. A tentativa de determinar quantas galáxias existem no universo observável é um objetivo antigo dos astrônomos. Nos últimos 20 anos cientistas usaram imagens do Telescópio Espacial Hubble para estimar que o universo que podemos ver contém entre 100 a 200 bilhões de galáxias. A tecnologia existente hoje nos permite estudar apenas 10% dessas galáxias, enquanto o restante só será observável quando telescópios melhores forem desenvolvidos. A pesquisa do professor Conselice é resultado de um trabalho que já dura 15 anos. Tudo começou com um investimento científico da Royal Astronomical Society conquistado pelo aluno de graduação Aaron Wilkinson, que hoje é aluno de PhD na Universidade de Nottingham. Para chegar ao número 2 trilhões de galáxias, a equipe criou mapas em 3D com informações de telescópios ao redor do mundo, principalmente do Hubble. Isso permitiu que eles calculassem a densidade das galáxias, assim como o volume de uma pequena região do espaço, para em seguida partir para a próxima região. Esse trabalho detalhado permitiu que o grupo estabelecesse quantas galáxias havíamos deixado passar. O resultado do estudo foi baseado nas medidas das galáxias observadas em diferentes épocas – diferentes momentos do tempo – de acordo com a história do universo. Quando os pesquisadores examinaram quantas galáxias existiam em um determinada época, eles descobriam que havia significativamente mais em momentos anteriores. É provável que quando o universo tinha apenas alguns poucos bilhões de anos de existência, houvesse dez vezes mais galáxias em um determinado volume de espaço do que em um volume semelhante atualmente. A maioria dessas galáxias eram sistemas de pouca massa com massas similares à das galáxias satélites que circundam a Via Láctea. “Isso é muito surpreendente levando em consideração que através dos 13,7 bilhões de anos de evolução cósmica desde o Big Bang, galáxias têm crescido em formação de estrelas e se unido a outras galáxias. Encontrar mais galáxias no passado quer dizer que uma evolução significativa deve ter ocorrido para reduzir seus números através de sistemas de união extensivos”, diz Conselice. “Estamos deixando de ver a maioria das galáxias porque elas são muito fracas e distantes. O número de galáxias no universo é uma questão astronômica fundamental, e ocupa a nossa cabeça pensar que 90% das galáxias no cosmo ainda devem ser estudadas. Quem sabe quais propriedades interessantes vamos encontrar quando estudarmos essas galáxias com as próximas gerações de telescópios?”, questiona ele. Fonte:https://phys.org/news/2017-01-universe-trillion-galaxies.amp

domingo, 21 de dezembro de 2014

90% DAS GALÁXIAS PODEM SER HOSTIS À VIDA

Dois astrofísicos propuseram que explosões de raios gama poderiam interromper o desenvolvimento de formas de vida complexas. O universo contém um número estimado de 100 bilhões de galáxias, uma oferta aparentemente infinita de oportunidades de vida para desenvolver, ainda de acordo com os astrofísicos Tsvi Piran e Raul Jimenez apenas um em cada dez destes podem ser capazes de acomodar as formas de vida complexas, como as que vemos aqui na Terra. A razão para isso são as explosões de raios gama longos, que ocorrem quando estrelas massivas entram em colapso e explodem, desencadeando uma reação em cadeia capaz de destruir a camada de ozônio de um planeta. Os dois cientistas acreditam que, na maioria das galáxias, essas explosões tornariam extremamente difícil para as formas mais complexas dos micróbios desenvolvem vida. Mesmo em galáxias como a nossa, onde o tamanho e metalicidade tornam as condições mais favoráveis, ainda há a possibilidade de que essas explosões poderiam tornar a maioria dos planetas semelhante inviáveis, especialmente aqueles mais próximos do centro. Há ainda evidências de que um evento de extinção em massa, que ocorreu na Terra 450 milhões anos atrás e teria eliminado 80% de todas as espécies, poderia ter sido causadas por uma dessas explosões de raios gama. “É quase certo que as bactérias e formas inferiores de vida poderiam sobreviver um evento como esse”, disse o físico Brian Thomas . “Mas para a vida mais complexa seria como apertar um botão de reset. Você teria que começar do zero”. FONTE: arquivoufo.com.br/2014/11/29/90-das-galaxias-podem-ser-hostis-a-vida/

sábado, 26 de julho de 2014

GALÁXIAS: TIPOS E MORFOLOGIA

NGC4414, na constelação de Coma Berenices. Uma galáxia é um grande sistema, gravitacionalmente ligado, que consiste de estrelas, remanescentes de estrelas, um meio interestelar de gás e poeira e um importante mas insuficientemente conhecido componente apelidado de matéria escura. A palavra “galáxia” deriva do grego ‘’galaxias’’ (γαλαξίας), literalmente "leitoso", numa referência à nossa galáxia, a Via Láctea. Exemplos de galáxias variam desde as anãs, com até 10 milhões (10^7) de estrelas, até gigantes com 100 trilhões (10^14) de estrelas, todas orbitando o centro de massa da galáxia. As galáxias contêm quantidades variadas de sistemas e aglomerados estelares e de tipos de nuvens interestelares. Entre esses objetos existe um meio interestelar esparso de gás, poeira e raios cósmicos. A matéria escura parece corresponder a cerca de 90% da massa da maioria das galáxias. Dados observacionais sugerem que podem existir buracos negros supermaciços no centro de muitas, se não todas as galáxias. Acredita-se que eles sejam o impulsionador principal dos núcleos galácticos ativos – região compacta no centro de algumas galáxias que tem uma luminosidade muito maior do que a normal. A Via Láctea parece possuir pelo menos um desses objetos. TIPOS E MORFOLOGIA Existem 3 tipos principais de galáxias: elípticas, espirais e irregulares. Uma descrição ligeiramente mais extensa dos tipos de galáxias baseada em sua aparência é dada pela classificação de Hubble. Como esta classificação é totalmente baseada no tipo morfológico visual, ela pode desconsiderar algumas características importantes das galáxias, como a taxa de formação de estrelas(em galáxias starburst) e a atividade no núcleo (em galáxias ativas).
Tipos de galáxias de acordo com a classificação de Hubble. Um “E” indica uma galáxia elíptica, um “S” é uma espiral e “SB” é uma galáxia espiral barrada. ELÍPTICAS
Galáxia Elíptica NGC1316 O sistema de classificação de Hubble identifica as galáxias elípticas com base em sua elipticidade, variando de E0, quase esféricas, até E7, que são bastante alongadas. Essas galáxias têm um perfil elipsoidal, o que lhes confere uma aparência elíptica independentemente do ângulo de visão. A sua aparência mostra pouca estrutura e elas têm tipicamente pouca matéria interestelar. Consequentemente, essas galáxias também possuem uma porção pequena de aglomerados abertos e uma taxa reduzida de formação de novas estrelas. Em vez disso, elas são geralmente dominadas por estrelas mais velhas e evoluídas, que orbitam o centro comum de gravidade em direções aleatórias. Neste sentido, elas têm alguma similaridade com os muito menores aglomerados globulares. As maiores galáxias são elípticas gigantes. Acredita-se que muitas galáxias elípticas se formam devido à interação de galáxias, resultando em colisões e junções. Elas podem crescer a tamanhos enormes (comparados com os das galáxias espirais, por exemplo), e galáxias elípticas gigantes são frequentemente encontradas perto do núcleo de grandes aglomerados de galáxias. Galáxias starburst são o resultado de uma colisão galáctica, que pode levar à formação de uma galáxia elíptica. ESPIRAIS
Galáxia Espiral M51. Galáxias espirais consistem de um disco giratório de estrelas e meio interestelar, juntamente com um bulbo central destacado, composto geralmente de estrelas mais velhas. Estendendo-se para fora deste bulbo existem braços relativamente brilhantes. Na classificação de Hubble, as galáxias espirais são indicadas como tipo S, seguido por uma letra(a, b ou c)que indica o grau de aperto dos braços espirais e o tamanho do bulbo central. Uma galáxia Sa tem braços apertados e pouco definidos, com uma região de núcleo relativamente grande. No outro extremo, uma galáxia Sc tem braços abertos e bem definidos e uma pequena região de núcleo.Uma galáxia com braços pouco definidos é às vezes chamada de galáxia espiral floculenta, em contraste com as galáxias espirais de grande desenho, que têm braços espirais proeminentes e bem definidos. Em galáxias espirais, os braços têm a forma aproximada de espirais logarítmicas, um padrão que pode ser teoricamente demonstrado como resultado de uma perturbação em uma massa de estrelas girando uniformemente. Como as estrelas, os braços espirais giram em torno do centro da galáxia, mas eles o fazem com velocidade angular constante. Acredita-se que os braços espirais sejam áreas de matéria de alta densidade, ou "ondas de densidade". À medida que as estrelas se movem através de um braço, a velocidade espacial de cada sistema estelar é modificada pela força gravitacional da maior densidade e a velocidade retorna ao normal depois que a estrela sai pelo outro lado do braço. Este efeito é similar a uma “onda” de desacelerações movendo-se ao longo de uma rodovia cheia de carros em movimento. Os braços são visíveis porque a alta densidade facilita a formação de estrelas, portanto eles abrigam muitas estrelas jovens e brilhantes. A maioria das galáxias espirais possui uma faixa linear de estrelas em forma de barra que se estende para fora de cada lado do núcleo e depois se junta à estrutura do braço espiral. Na classificação de Hubble, elas são designadas por um SB, seguido de uma letra minúscula(a, b ou c)que indica a forma do braço espiral, da mesma forma como são categorizadas as galáxias espirais normais. Acredita-se que as barras sejam estruturas temporárias que podem ocorrer como resultado de uma onda de densidade irradiando-se para fora do núcleo, ou devido a uma interação de maré com outra galáxia. Muitas galáxias espirais barradas são ativas, possivelmente como resultado de gás sendo canalizado para o núcleo ao longo dos braços. A Via Láctea é uma grande galáxia espiral barrada em forma de disco, com cerca de 30 mil parsecs de diâmetro e mil parsecs de espessura. Ela contém cerca de 200 bilhões de estrelas. e tem uma massa total de 600 bilhões de vezes a massa do Sol. ESPIRAL BARRADA
Galáxia Espiral Barrada NGC 1300. Uma galáxia espiral barrada (SB)é uma galáxia espiral com uma banda central de estrelas brilhantes, que se estendem de um lado a outro da galáxia. Os braços espirais parecem surgir do final da "barra" mestre, enquanto que nas galáxias espirais parecem surgir do núcleo. OUTRAS MORFOLOGIAS
Objeto de Hoag-Galáxia em anel Galáxias peculiares são formações galácticas que desenvolvem propriedades não usuais devido a interações de maré com outras galáxias. Um exemplo disto é a galáxia em anel, que possui uma estrutura de estrelas e meio interestelar em forma de anel, circundando um núcleo vazio. Acredita-se que uma galáxia em anel acontece quando uma galáxia pequena passa pelo núcleo de uma galáxia espiral. Um evento desses pode ter afetado a Galáxia de Andrômeda, uma vez que ela apresenta uma estrutura multi-anel quando observada pela radiação infravermelha. Uma galáxia lenticular é uma forma intermediária que possui propriedades tanto de galáxias elípticas quanto de espirais. Elas são categorizadas como tipo S0 na classificação de Hubble e possuem braços espirais mal definidos, com um halo elíptico de estrelas. Galáxias lenticulares barradas são denominadas Sb0 na classificação de Hubble. Além das classificações mencionadas acima, existe um número de galáxias que não podem ser prontamente classificadas na morfologia espiral ou elíptica. Essas são classificadas como galáxias irregulares. Uma galáxia Irr-I possui alguma estrutura, mas não se alinha adequadamente com a classificação de Hubble. Galáxias Irr-II não possuem qualquer estrutura que se pareça com a classificação de Hubble e podem ter sido rompidas. Exemplos próximos de galáxias irregulares(anãs)são as Nuvens de Magalhães.
NGC 5866-Galáxia lenticular INTERAÇÃO
As galáxias NGC4038 e NGC4039. As interações entre as galáxias ocorrem frequentemente,e pequenas distâncias resultam em deformações devido a interações de maré e podem causar trocas de gás e poeira. Há um grande espaço entre as galáxias. Andrômeda, por exemplo, está a uma distância maior que 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea, porém, ainda assim, elas podem se colidir(assim como ocorrerá entre Andrômeda e a Via Láctea em um futuro muito distante). Colisões ocorrem quando duas galáxias passam diretamente uma através da outra e têm suficiente momento relativo para não se juntarem. As estrelas dentro dessas galáxias que interagem tipicamente passam direto sem colidirem, entretanto o gás e a poeira dentro das duas formas vão interagir. Isto pode aumentar a taxa de formação de estrelas, na medida em que o meio interestelar é rompido e comprimido. Uma colisão pode distorcer severamente a forma de uma ou de ambas as galáxias, formando barras, anéis ou estruturas similares a caudas. No extremo das interações estão as junções de galáxias. Neste caso, o momento relativo das duas galáxias é insuficiente para permitir que passem uma dentro da outra. Em vez disso, elas gradualmente se juntam para formar uma única galáxia maior. As junções podem resultar em mudanças significativas da morfologia, se comparada às das galáxias originais. Quando uma das galáxias tem massa muito maior, entretanto, o resultado é conhecido como canibalismo. Neste caso, a galáxia maior permanece relativamente inalterada pela junção, enquanto a menor é rasgada em pedaços. A Via Láctea está atualmente no processo de canibalizar a Galáxia Anã Elíptica de Sagitário e a Galáxia Anã do Cão Maior. STARBUST
M82 possui uma taxa de formação de estrelas 10x maior do que o comum. As estrelas são criadas no interior de galáxias a partir de uma reserva de gás frio que se transforma em nuvens moleculares gigantes. Observou-se que estrelas se formam numa taxa excepcional em algumas galáxias, as quais são chamadas starburst. Se elas continuassem nesse comportamento, entretanto, elas consumiriam sua reserva de gás em um tempo menor do que o tempo de vida de uma galáxia. Logo, a atividade de nascimento de estrelas dura normalmente cerca de 10 milhões de anos, um período relativamente breve na história de uma galáxia. As galáxias starburst eram mais comuns no início da história do universo e estima-se que, atualmente, ainda contribuem com 15% da taxa total de produção de estrelas. As galáxias starburst se caracterizam pela concentração de gás e poeira e pela aparição de novas estrelas, inclusive estrelas massivas que ionizam as nuvens circundantes, criando regiões HII. Essas estrelas massivas produzem supernovas, resultando em remanescentes em expansão que interagem fortemente com o gás circundante. Essas explosões provocam uma reação em cadeia de criação de estrelas que se espalha por toda a região gasosa. Somente quando o gás disponível foi quase todo consumido ou disperso a atividade de criação de estrelas chega ao fim. A criação de estrelas está frequentemente associada com a junção ou interação de galáxias. Um exemplo típico de uma interação formadora de estrelas é M82, que passou por uma aproximação com a maior M81. Galáxias irregulares frequentemente exibem núcleos espaçados de atividade de formação de estrelas. A VIA LÁCTEA A Galáxia da Via Láctea(ou somente Via Láctea), é uma galáxia espiral(porém, estudos recentes já apontam que na verdade a Via Láctea seja uma espiral barrada)onde se encontra o Sistema Solar. É uma estrutura constituída por cerca de 200 bilhões de estrelas(algumas estimativas colocam esse número no dobro, em torno de 400 bilhões) e tem uma massa de cerca de um trilhão e 750 bilhões de massas solares. Sua idade está calculada entre 13 e 13,8 bilhões de anos, embora alguns autores afirmem estar na faixa de quatorze bilhões de anos. Não é possível obter uma foto de um ponto de vista externo da Via Láctea, uma vez que estamos dentro dela, porém, abaixo segue uma imagem que é obviamente de uma outra galáxia, mas que podemos usá-la de base para exemplificar a nossa. A Via Láctea tem um diâmetro aproximado de 100 mil anos-luz, e posição do nosso Sistema Solar está há cerca de 27 mil anos-luz de seu centro.
A Via Láctea é formada por 4 braços maiores - Perseu, Norma, Crux-Scutum e Carina-Sagitário - e os braços menores de Órion e Cignus. O Sistema Solar está localizado no braço de Órion, como vemos melhor na imagem abaixo:
Cada vez mais, astrônomos do mundo todo descobrem novas galáxias todos os dias, e como as distâncias entre elas são inimagináveis, devemos nos contentar em contemplar suas lindas imagens. FONTE: galeriadometeorito.com/p/galaxias.html

quinta-feira, 1 de maio de 2014

QUANTAS GALÁXIAS EXISTEM NO UNIVERSO?

Galáxias - aquelas vastas coleções de estrelas que povoam o nosso universo - estão por todo o lugar. Talvez o exemplo mais ressonante deste fato seja o Hubble eXtreme Deep Field, uma coleção de fotografias do telescópio espacial Hubble, que revelam milhares de galáxias numa única imagem composta. No entanto, estimar quantas galáxias existem em todo o universo é um trabalho mais difícil. Números absolutos são um problema - uma vez que a contagem começa na casa dos bilhões, leva algum tempo a fazer a adição. Outro problema é a limitação dos nossos instrumentos. Para obter o melhor ponto de vista, um telescópio precisa ter uma grande abertura (diâmetro do espelho principal ou lente) e estar localizado acima da atmosfera para evitar a distorção do ar da Terra. Embora as estimativas variem entre diferentes especialistas, uma faixa aceitável situa-se entre as 100 bilhões e as 200 bilhões de galáxias, afirma Mario Livio, astrofísico do Space Telescope Science Institute, em Baltimore, EUA. INDO MAIS APROFUNDAMENTE O Hubble é o melhor instrumento disponível para a contagem e estimativa de galáxias. O telescópio, lançado em 1990, teve inicialmente uma distorção no seu principal espelho que foi corrigida durante uma visita de transporte em 1993. O Hubble também foi submetido a vários upgrades e visitas de serviço até que à missão do vaivém espacial final, em maio de 2009. Em 1995, os astrónomos apontaram o telescópio para o que parecia ser uma região vazia da Ursa Maior, e recolheram 10 dias de observações. O resultado foi um número estimado de 3.000 galáxias fracas num único quadro. Como o telescópio Hubble recebeu atualizações aos seus instrumentos, os astrónomos repetiram a experiência duas vezes. [Hubble ajuda a resolver mistério de evolução das galáxias] Em 2003 e 2004, os cientistas criaram o Hubble Ultra Deep Field, que revelou cerca de 10.000 galáxias numa pequena mancha na constelação de Fornax. Em 2012, novamente usando instrumentos atualizados, os cientistas usaram o telescópio para olhar para uma parte da Ultra Deep Field. Mesmo neste campo de visão mais estreito, os astrónomos foram capazes de detectar cerca de 5.500 galáxias. Pesquisadores apelidaram esse campo de eXtreme Deep Field. Ao todo, o Hubble revela uma estimativa de 100 bilhões de galáxias no universo, mas este número deverá aumentar para cerca de 200 bilhões com melhorias na tecnologia de telescópio. CONTANDO ESTRELAS Qualquer que seja o instrumento utilizado, o método de calcular o número de galáxias é o mesmo. Você pega na parte do céu fotografada pelo telescópio (neste caso, o Hubble). Então - usando a razão entre o pedaço de céu e todo o universo - você determina o número de galáxias no universo. "Isso supõe que não há grande variação cósmica, que o universo é homogéneo", disse Livio. "Temos boas razões para suspeitar que esse seja o caso. Esse é o princípio cosmológico". O princípio remonta à teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Uma das descobertas da relatividade geral é a de que a gravidade é uma distorção do espaço e do tempo. Com esse entendimento na mão, vários cientistas (incluindo Einstein) tentaram entender como a gravidade afetou todo o universo. "A hipótese mais simples é que se você visse o conteúdo do universo com suficientemente má visão, parece praticamente o mesmo em todos os lugares e em todas as direções", afirmou a NASA. "Ou seja, a matéria do universo é homogénea e isotrópica quando calculada em escalas muito grandes. Este é o chamado princípio cosmológico". Um exemplo do princípio cosmológico é a radiação cósmica de fundo, que é um resquício dos primeiros estágios do universo após o Big Bang. Utilizando instrumentos como Wilkinson Microwave Anisotropy Probe da NASA, os astrônomos descobriram que a radiação é praticamente idêntica para onde quer que se olhe. SERÁ QUE O NÚMERO DE GALÁXIAS MUDA COM O TEMPO? Medidas de expansão do universo - através da observação de galáxias a fugir de nós - mostram que tem cerca de 13.820 milhões de anos de idade. À medida que o universo fica mais velho e maior, as galáxias diminuem, ficando cada vez mais longe da Terra. Isto irá torná-las mais difíceis de ver em telescópios. O universo está a expandir-se mais rapidamente do que a velocidade da luz (que não viola o limite de velocidade de Einstein porque a expansão é do próprio universo, ao invés de objetos que viajam através do universo). Além disso, o universo está a acelerar na sua expansão. Este é o lugar onde o conceito de "universo observável" - o universo que podemos ver - entra em jogo. Isso significa que no futuro haverá galáxias que estão além do que podemos ver da Terra. As galáxias também mudam com o tempo. [Quão grande é o Universo?] A Via Láctea está em rota de colisão com a vizinha galáxia de Andrómeda, e ambos irão fundir-se em cerca de 4 bilhões de anos. Mais tarde, outras galáxias no nosso Grupo Local - As galáxias mais próximas a nós - acabarão por se combinar. Moradores da galáxia no futuro terão um universo muito mais escuro para observar. E QUANTO A OUTROS UNIVERSOS? À medida que o universo inicial expandiu, há algumas teorias que dizem que os diferentes "bolsos" se separaram e formaram diferentes universos. Esses lugares diferentes poderiam estar a expandir-se a taxas diferentes, incluir outros tipos de matéria, e terem diferentes leis físicas das presentes no nosso próprio universo. Livio apontou que poderia haver galáxias nesses outros universos - se é que existem - mas não temos nenhuma maneira de saber com certeza. Assim, o número de galáxias poderia até ser maior do que 200 bilhões, ao considerar outros universos. No nosso próprio cosmos, os astrônomos serão mais capazes de refinar o número com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb. O Hubble é capaz de espiar galáxias que se formaram há cerca de 450 milhões de anos após o Big Bang. Depois do James Webb ser lançado em 2018, os astrônomos supõe poder vir a olhar tanto para 200 milhões de anos após o Big Bang. Nesse panorama, certamente o número atual de galáxias irá aumentar e ser muito mais refinado com o avanço tecnológico. FONTE: Space

segunda-feira, 7 de abril de 2014

AS 10 GALÁXIAS MAIS BIZARRAS DO UNIVERSO

Toda a gente já viu imagens de galáxias nos nossos livros de ciências de ensino fundamental, mas o que você talvez não saiba é que nem todas as galáxias são iguais. Na verdade, algumas delas têm uma aparência completamente bizarra e esquisita que não as deixam passar despercebidas ao olhar científico. Enquanto a Via Láctea pode parecer primitiva e quase impecável, as galáxias abaixo listadas são as pobres crianças com dentes tortos do cosmos. Conheça 10 galáxias com formatos que se distinguem e diferenciam totalmente da nossa Via Láctea pela sua aparência bizarra. 10. OBJETO DE HOAG Este objeto raro quase se assemelha a duas galáxias distintas, com o seu grupo amarelo brilhante de estrelas no centro e um anel azul de estrelas separadas do grupo por um grande vazio do espaço. Mas de facto trata-se de apenas uma galáxia.
Ainda assim a ciência teve grandes dificuldades em resolver o problema de como o objeto de Hoag se formou. De facto, apenas a rotularam como um tipo de galáxia anel e seguiram em frente. Quer um exemplo de outra galáxia deste tipo? Olhe para dentro da extremidade superior do anel. 9. ARP 87 Arp 87 é quando duas galáxias embatem uma na outra e somente uma sobrevive. As colisões galácticas são realmente muito comuns e, por vezes, resultam numa série de quase-acidentes, como o que está a acontecer aqui. Estas duas galáxias quase embateram uma na outra há alguns bilhões de anos atrás e a gravidade tem viciado o material entre as duas quando elas se separaram.
É provável que elas voltem a correr na direção uma da outra numa série de quase-acidentes, até que finalmente se fundam numa grande galáxia. Por enquanto, ambas as galáxias permanecem amarradas juntas por uma fina corrente de estrelas, gás e partículas de poeira. 8. GALÁXIAS DAS ANTENAS Aqui, temos outro par de galáxias que se devoraram mutuamente, mas estão muito mais avançadas ao longo do processo. A única maneira de se poder dizer que costumava haver duas galáxias aqui é pelos cachos amarelos das estrelas em cada ponta que costumavam ser os centros galácticos.
Agora, como uma gigante bolha amorfa, estas galáxias estão lentamente a mover-se em direção a um estado de equilíbrio que resultará no formato final da nova galáxia. A maioria dos aglomerados de estrelas existentes atualmente neste par galáctico irá separar-se antes que a nova galáxia esteja totalmente formada e somente os maiores clusters sobreviverão à fusão. Talvez a coisa mais interessante que podemos aprender a partir da observação desse processo é o que vai acontecer quando a Via Láctea, inevitavelmente, se fundir com a vizinha galáxia de Andrômeda, que está vindo na nossa direção. Tal facto irá ocorrer daqui a alguns bilhões de anos. 7. GALÁXIA SOMBRERO A galáxia do Sombrero, obviamente, tem uma notável semelhança com o chapéu com o mesmo nome. Quando olhamos para o bojo um pouco mais de perto, podemos ver que é, na verdade, composto por vários grupos diferentes de estrelas, em vez de apenas uma grande.
A borda é muito estranha: Os seus intrincados detalhes são mais uma daquelas coisas sobre o espaço que fazem com que a ciência não tenha respostas. Não temos a certeza de como os anéis como este foram capazes de se formar. No coração da galáxia deve existir um buraco negro maciço. 6. CENTAURUS A Para o olho destreinado, pode ser difícil distinguir Centaurus A como algo notável, mas quando se olha mais de perto, há algo peculiar a acontecer. Centaurus A é grande para os padrões de galáxias e as grandes galáxias muitas vezes vêm num dos dois sabores: espirais e elípticas.
Mas quando os astrónomos olhara para esta galáxia utilizando imagens de rádio para perscrutar através do véu de poeira, revelaram uma espiral escondida por baixo. Isto é completamente estranho, dado que as galáxias são, geralmente, uma ou outra. É a única galáxia elíptica que já descoberta que tem braços espirais. A teoria é que Centaurus A absorveu uma galáxia espiral há alguns milhões de anos atrás, mas essas fusões não costumam deixar os braços espirais intactos, por isso não temos ideia do que está a acontecer aqui. 5. SOUTHERN PINWHEEL Localizado na constelação de Hydra, a galáxia Southern Pinwheel, também conhecida como M83, é uma das galáxias mais brilhantes do nosso céu noturno. Há cerca de 250 anos era considerada uma nuvem de gás até que fomos capazes de lhe dar um olhar muito mais próximo.
As cores vibrantes neste enorme redemoinho de rosa e roxo são a característica mais distinta desta galáxia, além das frequentes explosões de supernovas observadas por astrônomos. Atualmente, oito supernovas ativas foram observadas na galáxia. A cor rosa é um resultado direto das novas estrelas formadas no sistema, que libertam uma imensa quantidade de energia UV. Esta energia é absorvida pela poeira e gás circundante, transformando-o em rosa. 4. NGC 474 NGC 474 parece-se menos com uma galáxia e mais como um daqueles estranhos peixes bioluminescentes que se encontram na planície abissal do oceano. Os astrônomos não estão inteiramente certos do que está a causar a descarga de tanta energia da galáxia, havendo duas teorias prevalecentes.
Em primeiro lugar, as conchas poderiam ser os restos de galáxias menores absorvidas por NGC 474. De igual forma, também poderiam ser resultado de interações de maré com a galáxia por trás dela, vendo como elas estão no processo de colisão uma com a outra. Devido a essas camadas externas bizarras, aprendemos que as galáxias mais conhecidas têm halos irregulares ao redor delas, como resultado de colisões com outras galáxias no passado recente, a uma escala cósmica. 3. NGC 660 Esta é um tipo raro de galáxia chamada galáxia de anel polar. São tão raras que só foram descobertas cerca de uma dúzia até à data. Estas galáxias têm anéis, estrelas, poeira, detritos e outras coisas de galáxias numa órbita quase perpendicular ao disco simples da galáxia.
De onde vem todo este material? Provavelmente terá sido desviado de uma galáxia que passava por perto há muito tempo. O anel é mais do que o disco galáctico e os astrónomos estão a observar de perto para ver como a atração gravitacional da matéria escura afeta o disco, num esforço para aprender mais sobre a matéria escura em si. 2. PORPOISE Um olhar para a galáxia porpoise, ou NGC 2936, vai dizer-lhe exatamente de onde o nome vem. Parece um golfinho, embora alguns digam que se parece mais com um pinguim a proteger um ovo. Na realidade, é um sistema de duas galáxias: o "golfinho" é na verdade parte da NG 2936, enquanto o "ovo" é Arp 142.
A parte do golfinho costumava ser uma galáxia espiral semelhante à Via Láctea, mas as imensas forças gravitacionais da galáxia mais densa abaixo tem contorcido a sua forma significativamente. Esta galáxia está também dentro da constelação de Hydra. Em aproximadamente um bilhão de anos, ou até mesmo mais, o par de galáxias irá fundir-se numa só. Assim, e por enquanto, vamos apenas desfrutar do equivalente galáctico de um palhaço a fazer animais de balão. 1. GALÁXIA DO OLHO NEGRO É possível que uma galáxia pareça maléfica? A galáxia do olho negro (também chamada de M64 ou de galáxia da Bela Adormecida) está repleta de nascimentos de estrelas, como a cor avermelhada indica. De facto, a cor vermelha significa a presença de uma grande quantidade de hidrogênio, o que significa que se estão a formar estrelas.
Estranhamente, as estrelas e o gás na parte avermelhada da galáxia estão todas a girar numa direção, enquanto a imensa nuvem de gás e poeira em torno que gira para o lado oposto. Apesar disso ser realmente bizarro, é explicado da mesma maneira como a maioria das irregularidades de galáxias: é mais provável ser o resultado da fusão de duas galáxias. FONTE: Listverse

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

FUSÃO DE GALÁXIAS É CAPTURADA PELO HUBBLE

A foto acima mostra a galáxia NGC 2623, que é na verdade um par de galáxias em processo de formar uma só. O telescópio Hubble fotografou a fase final dessa titânica fusão de galáxias. Elas estão a cerca de 300 milhões de anos-luz de nós, na constelação de Câncer. E por que acontecem fusões de galáxias? No espaço, as galáxias não ficam igualmente espaçadas: elas se reúnem em grupos ou pequenos aglomerados, unidos pela atração gravitacional (e governadas por ela). Nessa dança gravitacional, é comum que duas galáxias sejam mutuamente atraídas e acabem passando por um processo de fusão. Essa colisão e fusão demoram milhões ou até bilhões de anos. No caso da NGC 2623, o encontro violento entre as galáxias gigantes tem produzido uma região de formação de estrelas perto de um amplo núcleo luminoso, ao longo das “caudas” vistas na imagem. As caudas opostas cheias de gás, poeira e jovens aglomerados de estrelas azuis se estendem por mais de 50.000 anos-luz a partir do núcleo já mesclado das galáxias. Provavelmente provocado pela fusão, um buraco negro supermassivo comanda a atividade na região nuclear. A formação de estrelas e seu núcleo galáctico ativo fazem da NGC 2623 brilhante em todo o seu espectro. A imagem também mostra galáxias de fundo ainda mais distantes, espalhadas pelo campo de visão do Hubble. Veja também a foto da NGC 6240, uma colisão entre duas galáxias ricas em gás que se fundiram a 330 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Ofiúco. O fenômeno nos permite ter uma ideia de como a fusão de nossa galáxia com a galáxia Andrômeda vai parecer para um observador em outro ponto do universo. FONTE:[NASA]