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domingo, 9 de julho de 2017
MAGNETARES: OS IMÃS GIGANTES DO UNIVERSO
Os magnetares são um dos objetos mais extremos e misteriosos do espaço. Eles são surpreendentemente pequenos, incrivelmente densos e, como o próprio nome sugere, eles possuem uma atração magnética inacreditável.
No estágio final da vida de uma estrela, ela explode em uma supernova. À medida que ela colapsa sobre si mesma, ofusca todas as suas vizinhas antes de desaparecer lentamente. Se a estrela viva fosse grande o suficiente, ela se transforma em uma estrela de nêutrons: uma estrela tão densa que uma colher de chá de sua matéria pesa pelo menos um bilhão de toneladas.
Enquanto isso, elas giram muito rapidamente. Toda essa densidade equivale a um campo magnético realmente poderoso. Magnetares, os cientistas não têm certeza do porquê, são uma forma especialmente magnética de estrela de nêutrons. Seus campos magnéticos são cerca de 1 trilhão de vezes o da Terra.
Os cientistas estiveram na busca por magnetares desde 1979, quando um choque de raios gama (mais tarde identificado como proveniente do magnetar SGR 0525-66) pulsou através do sistema solar, resultando em distúrbios em equipamentos espaciais e anormalidades atmosféricas. Nas décadas passadas, menos de 25 estrelas de nêutrons de cerca de 2.000 em toda a galáxia foram chamadas de magnetares, embora um punhado de outras candidatas ainda estejam esperando confirmação. Do ponto de vista da Terra, isso é bom.
Há pouco mais de uma década, em 2004, os efeitos de uma explosão, ou “terremoto estelar”, do SGR 1806-20, (que fica a 50.000 anos-luz de distância), foram poderosos o bastante para impactar a Terra. Ele danificou e desativou satélites, e até parcialmente ionizou a atmosfera superior do planeta.
Fica fácil entender por que os magnetares ganharam o status de ímãs mais poderosos descobertos no universo até agora. Na verdade, o campo magnético de um magnetar é tão poderoso que, mesmo se um ser humano estivesse a 1.000 quilômetros de um, teria seu sistema nervoso destruído e sua estrutura molecular alterada. Apenas um pouco mais perto e a força gravitacional literalmente o rasgaria inteiro – começando no nível atômico. Para nossa sorte, o mais próximo está a milhares de anos-luz de distância. Por enquanto, os cientistas terão que estudar estas raridades do espaço de longe.
Fonte: http://hypescience.com/magnetares/
domingo, 21 de maio de 2017
O QUE EXISTIA ANTES DO BIG BANG?
Ninguém sabe. Mas, provavelmente, nada. A Física ainda não consegue explicar os fenômenos que ocorreram no exato momento da “grande explosão”, que dá nome ao modelo sobre a origem do Universo mais aceito hoje em dia. Mas, seguindo essa lógica, o “nada” inclui tudo que existe hoje, só que de uma forma diferente de como o conhecemos. Seria uma situação em que não haveria espaço nem matéria, apenas energia pronta para dar origem às coisas.
A ciência tem modelos matemáticos que remontam a frações de segundo após o Big Bang. Segundo os cálculos, após a explosão, um processo de inflação fez as primeiras partículas surgirem do vazio e se expandirem num período de bilionésimos de segundo. Confira um passo-a-passo desses instantes na origem do universo:
1) 10^-43 segundo
No início, o Universo era denso e quente, e as leis da Física como conhecemos não faziam sentido. É a chamada singularidade. Mas em poucos instantes, tudo isso iria mudar. Imagine o número 0,1 com 42 zeros entre a vírgula e o 1. É a partir dessa fração de tempo após o início de tudo, que a Física começa a valer. Esse é o Tempo de Planck. O Universo tinha o tamanho do Comprimento de Planck (fração do centímetro representada por 0,1 com 33 zeros entre a vírgula e o 1). A temperatura era de 10^32°C.2) 10^-36 a 10^-32 segundo
Nesse período (inflação), o Universo sofre um rápido e gigantesco aumento em seu volume. A causa pode ter sido um processo semelhante ao que os físicos chamam de “transição de fase”, como na transformação de água em gelo, com liberação de energia na mudança do estado líquido para o sólido. O Universo fica menos denso e mais frio.3) 1 segundo
Já existem prótons (as partículas positiva do átomo), nêutrons (as partículas neutras do átomo) e força eletromagnética. A temperatura cai para 9 bilhões °C. Há espaço para corpos subatômicos, como os neutrinos, se separarem do todo inicial, comportando-se como partículas livres no campo gravitacional do Universo. Isso permitiu a formação, muito depois, de estruturas como as galáxias.4) 1 minuto
A densidade do conjunto continua a cair. A temperatura é da ordem de 900 milhões °C. Elétrons e pósitrons (as antipartículas dos elétrons) se aniquilam rapidamente. A relação entre nêutrons e prótons é de 24% para 76%, respectivamente. Hoje, essa diferença proporcional ainda se mantém, o que ajuda a provar que o modelo do Big Bang está certo.5) 3 minutos
Prótons e nêutrons começam a se unir para formar um núcleo atômico (nucleossíntese). Antes essas partículas eram muito energéticas e não ficavam juntas. São formados então o hélio, o lítio e os primeiros deutérios (variação do hidrogênio). De acordo com o modelo do Big Bang, 25% dos elementos leves surgiram desse hélio e 75% do hidrogênio original.6) 300 mil anos
Elétrons começam a se unir a prótons, formando átomos estáveis de hidrogênio. A matéria já domina o Universo e os núcleos de átomos começam a se aproximar uns dos outros devido à força gravitacional. Outro evento importante é o escape de fótons, que são as partículas elementares da força eletromagnética. Essa radiação de micro-ondas tornou o Universo transparente (antes ele era opaco, ou seja, não observável) e é percebida ainda hoje como a Radiação Cósmica de Fundo. A luz visível, como a entendemos hoje, veio somente com a formação das estrelas, centenas de milhões de anos depois.7) 13,82 bilhões de anos
Estamos aqui. A temperatura do Universo está em -270 °C. Aparatos como o telescópio são importantes para a observação do Cosmos. Sondas espaciais da Nasa corroboram o Big Bang ao medirem a velocidade de expansão das galáxias e a Radiação Cósmica de Fundo, um tipo de “eco” do Big Bang detectado por acaso em 1964.8) Qual é o futuro do universo?
Segundo a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, depende da massa total dele. Se for muito grande, fará a expansão parar, dando início a um processo de contração. Se for pequena, o Universo vai expandir para sempre. CONSULTORIA: Thiago Pereira, professor de física da UEL, Elcio Abdalla, físico teórico do Instituto de Física da USP, Ronaldo Marin, físico do Instituto de Artes da Unicamp, e Júlio César Borin, físico graduado pela UEL FONTE: Documentários Buraco Negro: Quem Veio Primeiro? e Galáxias – A Nossa, As Outras, da Univesp TV; O Que Explica a Existência do Buraco Negro?, do Globo Ciência; sites fisica.uel.br/astrofísica e chandra.harvard.edu; livro The 4 Percent Universe: Dark Matter, Dark Energy, and the Race to Discover the Rest of Reality, de Richard Panek; artigos A Origem do Universo, de João Evangelista Steiner, e Teoria Quântica da Gravitação: Cordas e Teoria M, de Élcio Abdalla // http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/o-que-existia-antes-do-big-bang/sábado, 6 de maio de 2017
CIENTISTAS PPODEM TER ENCONTRADO MEGAESTRUTURA EXTRATERRESTRE
Uma estrutura extraterrestre pode estar orbitando a estrela, chamada de KIC 8462852,que está a 1.500 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Cygnus. O fenômeno é tão inexplicável que muitos cientistas já consideram a possibilidade de que algum elemento extraterrestre gigante esteja interferindo na observação.
Embora a distância seja grande, os telescópios conseguiram captar vários escurecimentos repentinos da luz vinda da estrela. No início, os cientistas imaginaram se tratar de uma enorme nuvem de cometas, que se interpunham, mas essa hipótese foi descartada quando eles perceberam que seriam necessários 648 mil cometas circulando simultaneamente para causar esse efeito.
A teoria de uma megaestrutura alienígena, apesar de plausível, é também improvável, ainda mais se considerarmos que estamos falando de um objeto com um tamanho equivalente a cem vezes a distância entre a Terra e a Lua e que teria que escurecer em 20% a luz que vem da estrela.
A hipótese suscita mais perguntas que respostas: é possível que uma civilização extraterrestre consiga montar uma estrutura desse tipo? A discussão está aberta.
FONTE: megaarquivo.wordpress.com/2016/04/29/13-457-ufologia-cientistas-podem-ter-encontrado-megaestrutura-extraterrestre/
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
CONHEÇA TRAPPIST-1 E SEUS 7 PLANETAS
Os astrônomos descobriram o primeiro sistema conhecido que hospeda 7 planetas do tamanho da Terra em torno de uma estrela, 3 deles em sua zona habitável.
A apenas 39 anos-luz de distância de nós, os pesquisadores já identificaram os tamanhos, órbitas e massas da maioria dos planetas, sugerindo que todos podem ser rochosos. Em alguns, água líquida pode existir na superfície. A notícia é empolgante justamente porque esse pode ser o sistema com melhores chances de abrigar vida extraterrestre até agora. Faça um passeio conosco pelo notável TRAPPIST-1:
1° PARADA: A estrela
TRAPPIST-1 é uma estrela fraca um pouco maior do que Júpiter. Ela possui cerca de 8% do tamanho do nosso sol e brilha apenas 0,05% quanto ele. Os planetas em sua volta realizam órbitas apertadas, todas mais próximas do que Mercúrio em torno do sol. A maior parte da luz de TRAPPIST-1 está em comprimentos de onda infravermelhos, invisíveis ao olho humano, razão pela qual o telescópio Spitzer foi a ferramenta ideal para obter mais detalhes sobre os seus planetas. Anãs superfrias como TRAPPIST-1 são estrelas com vidas extremamente longas – essa poderia potencialmente continuar queimando por mais 5 trilhões de anos, muito tempo além da nossa estrela (que está no meio do caminho de sua vida de 10 bilhões de anos). Isso faz de TRAPPIST-1 uma boa candidata para abrigar vida, pelo tempo que ela tem para se desenvolver e evoluir. As estrelas anãs representam cerca de 75% da população estelar da Via Láctea. Planetas em suas zonas habitáveis parecem estar muito próximos e em perigo de explosões de radiação, mas modelos sugerem que alguns planetas poderiam suportar as condições para se tornar propícios à vida, se suas atmosferas e campos magnéticos forem fortes o suficiente.2° PARADA: O planeta mais íntimo da estrela
O mais próximo dos 7 planetas, TRAPPIST-1b, orbita ao redor da estrela uma vez a cada 1,51 dias. Isso significa que está a 1,64 milhões de quilômetros dela, 4,27 vezes a distância média da Terra à lua. TRAPPIST-1b possui cerca de 1,09 vezes o raio da Terra, e 0,85 vezes sua massa, de acordo com cálculos preliminares – medidas que sugerem que ele é provavelmente rochoso. Por causa da proximidade a sua estrela, no entanto, 1b provavelmente está “preso” a ela, como a lua à Terra, o que significa que orbita com os mesmos lados voltados para TRAPPIST-1 todo o tempo. Apesar da frieza da estrela, 1b está perto o suficiente para que qualquer água presente ferver ou sublimar como vapor.3° PARADA: Mais um mundo quente
Como 1b, TRAPPIST-1c orbita próximo o suficiente da sua estrela para que a água líquida provavelmente não exista em sua superfície. Tem 1,06 vezes o tamanho do raio da Terra e 1,38 vezes sua massa, e orbita ao redor da TRAPPIST-1 a cada 2,42 dias, no que seria 5,83 vezes a distância média da Terra à lua. Como TRAPPIST-1b, 1c foi descoberto ano passado, com base em observações do escurecimento da estrela conforme os planetas passavam por ela. Ele orbita a anã cinco vezes a cada oito órbitas do 1b, uma “ressonância” que sugere que os planetas poderiam ter se movido mais para perto da estrela em algum ponto.4° PARADA: O mais leve
O TRAPPIST-1d tem apenas 0,41 vezes a massa da Terra, o que o torna o planeta mais leve com uma massa conhecida no sistema (os pesquisadores não sabem ao certo a massa e o raio do planeta mais distante, 1h). O pequeno mundo tem um raio de 0,77 vezes o da Terra e orbita a estrela a cada 4,05 dias, a uma distância equivalente a 8,16 vezes a da Terra à lua. Como seus vizinhos mais próximos, a superfície de 1d é provavelmente muito quente para sustentar água líquida. Ele orbita a estrela três vezes para cada oito órbitas do 1b.5° PARADA: Bem-vindo à zona habitável
O TRAPPIST-1e é o mais íntimo dos planetas que estão na zona habitável da estrela – uma órbita na qual a água líquida poderia potencialmente existir em sua superfície, tornando-o mais acessível à vida. Mesmo que 1e seja provavelmente preso a sua estrela, como todos os planetas no sistema, os pesquisadores disseram que ainda poderia ser habitável se tiver a atmosfera certa para equilibrar o calor na sua superfície. Ele recebe quase tanta luz de sua estrela quanto a Terra do sol, sugerindo que poderia ter temperaturas semelhantes. 1e orbita a estrela a cada 6,10 dias, a uma distância de 10,8 vezes a média da Terra à lua. Tem um raio 0.92 vezes o da Terra e 0,62 vezes a sua massa. Para cada 8 órbitas de 1b, 1e orbita 2 vezes a TRAPPIST-1. Mais uma vez, as órbitas ressonantes dos planetas sugerem que eles viajaram de mais longe para mais perto da estrela. Mais para fora, haveria mais gelo; apesar disso, a configuração poderia significar que os planetas são mais propensos a ter água prontamente disponível.6° PARADA: Vistas deslumbrantes
Da superfície de TRAPPIST-1f, um intrépido viajante espacial veria um belo conjunto de planetas vizinhos se o céu estivesse limpo. 1f também está na zona habitável da estrela. No seu céu, o 1e pareceria aproximadamente do tamanho da lua vista da Terra, e a estrela pareceria aproximadamente três vezes mais grande do que o sol no nosso céu. 1f orbita a estrela a cada 9,21 dias, o que é mais agradável em comparação com os planetas mais interiores, embora ainda muito mais rápido do que o planeta com a órbita mais curta do sistema solar: Mercúrio a cada 87,97 dias. O 1f orbita a TRAPPIST-1 a distância média de 13,3 vezes a da Terra à lua, tem 1,04 vezes o raio do nosso planeta e 0,62 vezes a sua massa. Dá 1,33 voltas na sua estrela para cada oito órbitas de 1b. Por fim, ele é potencialmente rico em água, e recebe aproximadamente a mesma quantidade de luz estelar que Marte recebe do sol.7° PARADA: Ficando frio
O TRAPPIST-1g está bem na borda do que os pesquisadores acham que é a zona habitável da estrela –é um pouco frio, mas provavelmente não muito frio para que exista água líquida na sua superfície. 1g orbita a estrela a cada 12,35 dias, a uma distância de 17,4 vezes a da Terra à lua. O planeta tem 1,13 vezes o raio da Terra – o maior dos medidos – e 1,34 vezes sua massa. Além disso, recebe aproximadamente a mesma quantidade de luz estelar que algum lugar em nosso sistema solar entre Marte e o cinturão de asteroides. Vale ressaltar que a zona habitável de qualquer sistema planetário não é algo bem definido. Os contornos da zona dependem, por exemplo, da composição atmosférica de um planeta. O puxão gravitacional que os planetas em TRAPPIST-1 exercem um sobre o outro pode potencialmente aquecê-los, mudando a zona habitável ao redor da estrela, tornando os planetas mais distantes capazes de sustentar a água líquida. A radiação da estrela também pode afetar onde a água líquida pode persistir.8° PARADA: O misterioso
TRAPPIST-1h é o mais distante dos exoplanetas de sua estrela. Os cientistas pensam que ele tem uma órbita que dura cerca de 20 dias, a 23,3 vezes a distância média da Terra à lua. O telescópio Spitzer o viu passar pela TRAPPIST-1somente uma vez, então suas estatísticas são muito menos determinadas do que a de seus vizinhos. Ele parece ter 0,76 vezes o raio da Terra, e sua massa é desconhecida. De qualquer forma, deve estar fora da zona habitável da estrela, com uma superfície gelada demais para a existência de água líquida. fonte: space.com/35805-earth-size-exoplanets-trappist-1-tour.htmlsábado, 21 de janeiro de 2017
QUAL É A MAIOR ESTRELA DO UNIVERSO?
Todo mundo sabe que basta olhar para o céu em uma noite clara se você quiser encontrar uma estrela, uma verdadeira infinidade delas, mas apenas uma fracção microscópica é visível a olho nu. Na verdade, a estimativa é que existam 100 bilhões de estrelas em 10 trilhões de galáxias no universo visível, com as mais variadas cores e tamanhos, muitas fazendo nosso sol parecer um abajur.
Mas qual é o verdadeiro gigante dos céus? Para responder essa pergunta, o professor de astronomia Daniel Brown, da Nottingham Trent University, no Reino Unido, escreveu um artigo para o site “The Conversation” e, segundo ele, precisamos, antes de mais nada, definir o que queremos dizer com gigante: aquela com o maior raio ou a maior massa?
Gigantes galácticas
De acordo com o artigo, a estrela com o maior raio conhecido atualmente é a UY Scuti, uma supergigante vermelha brilhante variável na constelação de Scutum. Situada a cerca de 9.500 anos-luz da Terra e composta de hidrogênio, hélio e outros elementos mais pesados semelhantes à composição química do sol, a estrela tem um raio 1.708 vezes maior que o nosso astro-rei, o que dá cerca de 1,2 mil milhões de km, com uma circunferência de 7,5 bilhões de km. Para colocar isso em perspectiva, um avião comercial levaria 950 anos para voar em torno dela e a luz levaria 6 horas e 55 minutos para fazer o mesmo percurso. Se estivesse no lugar do nosso sol, sua superfície estaria em algum lugar entre as órbitas de Júpiter e Saturno – a Terra, obviamente, seria engolida. “Dada a sua enorme dimensão e uma possível massa de 20 a 40 vezes maior do que o nosso sol (ou 2-8 × 10³¹kg), UY Scuti tem uma densidade provável de 7 × 10⁻⁶ kg / m³. Em outras palavras, é mais de um bilhão de vezes menos densa do que a água”, explica o professor. Ou seja, se pudéssemos colocar essa estrela na maior piscina do universo, ela teoricamente flutuaria. Mas, se isso ainda não é bom o suficiente, é possível ir além. UY Scuti pode ser grande, mas não é um peso pesado. A rainha dos pesos pesados é a estrela R136a1, localizada na Grande Nuvem de Magalhães, a cerca de 165 mil anos-luz de distância. Esta estrela, uma esfera de hidrogênio, hélio e elementos mais pesados com cerca de metade da quantidade do sol, tem apenas 35 vezes o raio da nossa estrela, mas é 265 vezes mais massiva. Isso fica ainda mais impressionante se for levado em conta que ela já perdeu 55 massas solares durante o seu tempo de vida 1,5 milhão anos. Esta estrela do tipo Wolf-Rayet está longe de ser estável. Ela tem a aparência de uma esfera azul distorcida com nenhuma superfície distinta à medida que libera poderosos ventos estelares. Estes ventos viajam a 2,600 km/s – ou 65 vezes mais rápido que a sonda Juno, o objeto mais rápido já feito pelo homem. Como resultado, ela perde massa a uma taxa de 3,21 × 10¹⁸kg/s – o equivalente a uma Terra a cada 22 dias. No melhor estilo rockstar, ela brilha muito e morre rápido. A R136a1 irradia 9 milhões de vezes mais energia do que o nosso sol, e pareceria 94 mil vezes mais brilhante aos nossos olhos se o substituísse – ela é a estrela mais luminosa já descoberta. “Ela tem uma temperatura de superfície de mais de 53.000 Kelvin (ou seja, 52.727 °C) e só vai viver por 2 milhões de anos. A sua morte será uma espécie de mega supernova espetacular e não deixará para trás nem mesmo um buraco negro”, afirma o astrônomo. Contra esses gigantes, o nosso sol parece um pouco insignificante, mas ele também vai crescer em tamanho à medida que envelhece. Em torno de 7,5 bilhões de anos, ele irá atingir o seu tamanho máximo como uma gigante vermelha, expandindo tanto que a órbita atual da Terra estará no seu interior. FONTES: https://theconversation.com/what-is-the-biggest-star-in-the-universe-52026 // http://phys.org/news/2015-12-biggest-star-universe.htmlUM UNIVERSO DE 2 TRILHÕES DE GALÁXIAS
Um grupo internacional de pesquisadores liderado por Chistopher Conselice, professor de astrofísica da Universidade de Nottingham (Reino Unido), descobriu que o universo contém pelo menos 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais do que se pensava anteriormente. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal.
A tentativa de determinar quantas galáxias existem no universo observável é um objetivo antigo dos astrônomos. Nos últimos 20 anos cientistas usaram imagens do Telescópio Espacial Hubble para estimar que o universo que podemos ver contém entre 100 a 200 bilhões de galáxias. A tecnologia existente hoje nos permite estudar apenas 10% dessas galáxias, enquanto o restante só será observável quando telescópios melhores forem desenvolvidos.
A pesquisa do professor Conselice é resultado de um trabalho que já dura 15 anos. Tudo começou com um investimento científico da Royal Astronomical Society conquistado pelo aluno de graduação Aaron Wilkinson, que hoje é aluno de PhD na Universidade de Nottingham.
Para chegar ao número 2 trilhões de galáxias, a equipe criou mapas em 3D com informações de telescópios ao redor do mundo, principalmente do Hubble. Isso permitiu que eles calculassem a densidade das galáxias, assim como o volume de uma pequena região do espaço, para em seguida partir para a próxima região. Esse trabalho detalhado permitiu que o grupo estabelecesse quantas galáxias havíamos deixado passar.
O resultado do estudo foi baseado nas medidas das galáxias observadas em diferentes épocas – diferentes momentos do tempo – de acordo com a história do universo. Quando os pesquisadores examinaram quantas galáxias existiam em um determinada época, eles descobriam que havia significativamente mais em momentos anteriores.
É provável que quando o universo tinha apenas alguns poucos bilhões de anos de existência, houvesse dez vezes mais galáxias em um determinado volume de espaço do que em um volume semelhante atualmente. A maioria dessas galáxias eram sistemas de pouca massa com massas similares à das galáxias satélites que circundam a Via Láctea.
“Isso é muito surpreendente levando em consideração que através dos 13,7 bilhões de anos de evolução cósmica desde o Big Bang, galáxias têm crescido em formação de estrelas e se unido a outras galáxias. Encontrar mais galáxias no passado quer dizer que uma evolução significativa deve ter ocorrido para reduzir seus números através de sistemas de união extensivos”, diz Conselice.
“Estamos deixando de ver a maioria das galáxias porque elas são muito fracas e distantes. O número de galáxias no universo é uma questão astronômica fundamental, e ocupa a nossa cabeça pensar que 90% das galáxias no cosmo ainda devem ser estudadas. Quem sabe quais propriedades interessantes vamos encontrar quando estudarmos essas galáxias com as próximas gerações de telescópios?”, questiona ele.
Fonte:https://phys.org/news/2017-01-universe-trillion-galaxies.amp
domingo, 27 de novembro de 2016
ESTRELA É O OBJETO MAIS REDONDO JÁ OBSERVADO NA NATUREZA
A estrela Kepler 11145123 é o objeto natural mais redondo já encontrado no Universo.[Imagem: Mark A. Garlick]
Estrela mais redonda
Astrônomos do Instituto Max Planck e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, identificaram o corpo celeste mais redondo que se conhece. Eles mediram o achatamento polar de uma estrela com uma precisão sem precedentes usando uma técnica chamado asterossismologia, que estuda as oscilações das estrelas. A diferença entre os raios equatorial e polar da estrela é de apenas 3 quilômetros - um número surpreendentemente pequeno em relação ao raio médio da estrela, de 1,5 milhão de quilômetros. Ou seja, a estrela é surpreendentemente redonda. Ao girar, as estrelas são achatadas pela força centrífuga. Quanto mais rápida a rotação, mais oblata - achatada nos polos - a estrela se torna. Nosso Sol, por exemplo, gira com um período de 27 dias e tem um raio equatorial 10 km maior do que seu raio polar; para a Terra, essa diferença é de 21 km. A Kepler 11145123 é uma estrela quente e luminosa, a 5.000 anos-luz de distância da Terra. Ela tem mais de duas vezes o tamanho do Sol, mas gira três vezes mais lentamente que nossa estrela.Asterossismologia
Assim como a heliossismologia é usada para estudar o campo magnético do Sol, a asterossismologia - ou sismologia estelar, ou astrossismologia - pode ser usada para estudar o magnetismo de estrelas distantes. Mas campos magnéticos estelares, especialmente campos magnéticos fracos, são notoriamente difíceis de observar diretamente em estrelas distantes. O telescópio Kepler observou essa estrela super redonda durante mais de quatro anos. Ocorre que, embora em intensidade menor do que a rotação, o campo magnético também influi no formato da estrela. E os astrônomos levantam a hipótese de que o seu campo magnético extremamente fraco pode ser responsável pela incrível esfericidade da estrela. E a Kepler 11145123 não é a única estrela com medições disponíveis com a precisão adequada a estudos desse tipo. "Pretendemos aplicar este método a outras estrelas observadas pelo Kepler e pelas próximas missões espaciais TESS e PLATO. Será particularmente interessante ver como uma rotação mais rápida e um campo magnético mais forte podem mudar a forma de uma estrela. Um importante campo teórico da astrofísica está se tornando observacional," disse Laurent Gizon, principal autor do trabalho. Bibliografia: Shape of a slowly rotating star measured by asteroseismology. Laurent Gizon, Takashi Sekii, Masao Takata, Donald W. Kurtz, Hiromoto Shibahashi, Michael Bazot, Othman Benomar, Aaron C. Birch, Katepalli R. Sreenivasan. Science Advances. Vol.: 2, no. 11, e1601777. DOI: 10.1126/sciadv.1601777. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=estrela-objeto-mais-redondo-ja-observado-natureza&id=020130161118sábado, 26 de novembro de 2016
UM DOS MAIORES OBJETOS DO UNIVERSO É DESCOBERTO ATRÁS DA VIA LÁCTEA
Através da névoa espessa de nossa própria galáxia, os astrônomos descobriram algo incrível: uma das maiores estruturas já encontradas no Universo. Chamado de Superaglomerado de Vela, o objeto recentemente descoberto é um grupo maciço de vários conjuntos de galáxias, cada um contendo centenas ou milhares de galáxias.
“Eu não podia acreditar que uma estrutura tão grande se estendesse tão proeminente depois de observar aquela região do espaço”, relata Renée Kraan-Korteweg, astrofísica da Universidade de Cape Town, na África do Sul.
Kraan-Korteweg e sua equipe publicaram a descoberta do superaglomerado, com o nome da constelação Vela, onde foi encontrado, nas Cartas de Avisos Mensais da Royal Astronomical Society.
Pode ser difícil acreditar que um objeto tão grande possa ter passado despercebido, mas faz mais sentido quando você considera onde nós vivemos.
A Via Láctea, nossa casa galáctica, hospeda mais de 100 bilhões de estrelas, trilhões de planetas e nuvens coloridas de gás e poeira. Isto faz dela um parque de diversões brilhante para estudar objetos individuais, como buracos negros, a formação de sistemas solares alienígenas ou planetas extrasolares potencialmente habitáveis. Mas se você é um astrônomo tentando olhar além da Via Láctea e observar o Universo mais profundo, tudo isso está no seu caminho: Isto é especialmente verdadeiro para os objetos por trás do Plano Galáctico, que somos nós olhando através do disco de 100.000 anos-luz de largura da Via Láctea de dentro para fora. A parte indicada na imagem é onde está o nosso Sistema Solar. Como você pode ver, tem muita coisa na frente:
Kraan-Korteweg e seus colegas combinaram as observações de vários telescópios: o recém-reformado Grande Telescópio da África do Sul (SALT), perto da Cidade do Cabo, o Telescópio Anglo-Australiano (AAT), perto de Sydney, e os exames de raios-X do Plano Galáctico.
Usando esses dados, calcularam quão rápido cada galáxia que viram acima e abaixo do Plano Galáctico estava se afastando da Terra. Os dados revelaram que todas elas pareciam estar se movendo juntas – indicando um monte de galáxias que não podiam ser vistas.
“Tornou-se óbvio que estávamos descobrindo uma enorme rede de galáxias, estendendo-se muito mais do que esperávamos”, diz Michelle Cluver, astrofísica da Universidade do Cabo Ocidental, na África do Sul.
Os pesquisadores estimam que o Superaglomerado Vela tem aproximadamente a mesma massa do Superaglomerado Shapley, que contém aproximadamente 8.600 galáxias e está localizado a cerca de 650 milhões de anos-luz de distância. Considerando que uma galáxia típica tem cerca de 100 bilhões de estrelas, os pesquisadores estimam que Vela poderia conter entre 1 e 10 quadrilhões de estrelas.
Os cálculos também mostram que Vela está a cerca de 800 milhões de anos-luz de distância e se afasta cada vez mais de nós a uma velocidade de cerca de 18.000 quilômetros por segundo.
Apesar dessa distância extra e rapidamente crescente, no entanto, a influência de Vela não pode ser negada. Os pesquisadores estimam que o puxão gravitacional de Vela acelera o Grupo Local de Galáxias, que inclui a Via Láctea, acelerou em cerca de 177.000 km/h, ou 50 km/s. Isso é muito atração, e poderia ajudar a contar a incrível história de como a nossa Via Láctea chegou onde está.
fonte:sciencealert.com/astronomers-have-discovered-one-of-the-most-massive-objects-in-the-universe
sábado, 5 de dezembro de 2015
LHC RECRIA PRIMEIROS MOMENTOS DO UNIVERSO E ESTABELECER NOVO RECORDE DE ENERGIA
Como era o universo nos primeiros momentos de sua existência? Podemos não ter uma máquina do tempo para voltar e testemunhar esse momento exato, mas os cientistas agora são capazes de recriar aquele breve e muito importante momento em laboratório.
Hoje, os operadores do Large Hadron Collider (LHC) anunciaram que a máquina (o maior acelerador de partículas do mundo) conseguiu produzir feixes estáveis, e estava esmagando com sucesso partículas minúsculas de chumbo em conjunto em energias incrivelmente altas.
A colisão alcançou energias que foram por 2 vezes tão grandes como nenhum outro experimento de colisão anterior produziu (1,045 quadrilhão de elétron-volts).
A colisão entre os fluxos de partículas de chumbo carregadas positivamente (eles foram despojados de elétrons com carga negativa) resulta na liberação de uma quantidade imensa de energia, e a criação de uma massa primordial de partículas, com “temperaturas de cerca de um quarto de um milhão de vezes aquelas no núcleo do Sol “, de acordo com o físico John Jowett em um comunicado de imprensa do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, o grupo científico que opera o LHC).
Essa superaquecida e superdensa coleção de partículas é um plasma de quarks-glúons, o material exato que os cientistas acreditam que estava presente apenas alguns segundos após a ocorrência do Big Bang.
Os pesquisadores esperam que, ao estudar esta substância eles possam entender melhor as leis físicas básicas da matéria dentro do nosso universo.
Percorra a galeria abaixo para ver como as colisões chumbo-chumbo foram registrados em quatro experimentos que compõem o LHC, e o que os pesquisadores que trabalham neles esperam encontrar.
1. CMS Detecção de Chumbo
“Partículas essencialmente pesadas serão produzidas por meio de alta variação na 2ª temporada, abrindo oportunidades sem precedentes para estudar a matéria hadrônica em condições extremas”, disse Tiziano Camporesi, porta-voz e colaborador do CMS, ao Large Hadron Collider, em um comunicado. O Compact Muon Solinoid (CMS) é apenas uma das várias experiências em andamento simultaneamente no LHC. De acordo com o CERN, o “CMS é ideal para disparar sobre estas sondas raras e medi-las com alta precisão”. Saiba mais sobre o instrumento CMS em: www.cms.web.cern.ch2. ALICE Colisão de Chumbo
“Há muitas questões muito densas e muito quentes a serem abordadas com a corrida de íons para o qual nosso experimento foi especificamente projetado e aperfeiçoado durante o desligamento”. Colaborador e porta-voz de ALICE, Paolo Giubellino, disse em um comunicado. “Por exemplo, nós estamos ansiosos para aprender como o aumento da energia vai afetar a produção de charmonium, e para sondar a essência pesada e os jatos arrefecidos com estatísticas mais elevadas. Toda a colaboração está entusiasticamente preparada para uma nova jornada de descoberta”. ALICE significa A Large Ion Colliding Experiment. Saiba mais sobre ALICE aqui.3. LHCb Detecção de Chumbo
“Este é um passo excitante em direção ao desconhecido por causa do LHCb, que tem capacidades de identificação de partículas muito precisas. Nosso detector nos permitirá realizar as medições que são altamente complementares às de nossos amigos em outros lugares ao redor do círculo”, disse o porta-voz colaborador do LHCb, Guy Wilkinson, em um comunicado. LHCb significa Large Hadron Collider Beauty experiment. Saiba mais sobre LHCb: www.lhcb-public.web.cern.ch/lhcd-public/4. ATLAS Colisão de Chumbo
“A corrida de íons pesados irá fornecer um excelente complemento aos dados próton-próton que temos tido este ano”, disse o colaborador e porta-voz do ATLAS, Dave Charlton, em um comunicado. “Estamos ansiosos para estender estudos do ATLAS de como objetos energéticos, tais como jatos e bósons W e Z se comportam no plasma de quarks e glúons.” Saiba mais sobre o experimento ATLAS: www.atlas.ch/. fonte: curioso.blog.br/post/lhc-recria-momentos-universo-estabelece-recorde-energia/domingo, 13 de setembro de 2015
GALÁXIA EGS8p7 É QUASE TÃO ANTIGA QUANTO O UNIVERSO
Uma equipe de pesquisadores que passou anos em busca dos primeiros objetos no universo agora relata a detecção do que pode ser a galáxia mais distante já encontrada. Adi Zitrin, Acadêmico em Astronomia do Pós-Doutorado Hubble, da Nasa, e Richard Ellis, professor de astrofísica da University College, em Londres, descreveram evidências de uma galáxia chamada EGS8p7 que tem mais de 13,2 bilhões de anos de idade – o universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos.
No início deste ano, EGS8p7 tinha sido identificada como um candidato para uma investigação mais aprofundada com base em dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial Spitzer. Usando o espectrômetro multi-objeto para a exploração de infravermelhos (MOSFIRE, da sigla em inglês) no Observatório W. M. Keck, no Havaí, os pesquisadores realizaram uma análise espectrográfica da galáxia para determinar o seu desvio para o vermelho (ou redshift, em inglês).
O desvio para o vermelho é resultado do efeito Doppler, o mesmo fenômeno que faz com que a sirene de um caminhão de bombeiros abaixe de tom quando o caminhão passa. Com objetos celestes, no entanto, é a luz que está sendo “esticada” ao invés do som; em vez de uma queda no tom audível, há uma mudança da cor real de comprimentos de onda para tons mais avermelhados.
A linha Lyman-alfa
Este fenômeno é tradicionalmente usado para medir a distância de galáxias, mas é difícil determinar quando se olha para os mais distantes – e, portanto, mais antigos – objetos do universo. Imediatamente após o Big Bang, o universo era uma sopa de partículas carregadas – eléctrons e prótons – e luz (fótons). Como esses fótons foram espalhados por elétrons livres, o início do universo não podia transmitir luz. Cerca de 380 mil anos depois do Big Bang, o universo tinha esfriado o suficiente para que os elétrons e prótons livres se combinassem em átomos de hidrogênio neutro que enchiam o universo, permitindo que a luz viajasse através do cosmos. Então, quando o universo tinha apenas meio bilhão a um bilhão de anos de idade, as primeiras galáxias ativaram e reionizaram o gás neutro. O universo continua sendo ionizado hoje. Antes da reionização, no entanto, as nuvens de átomos de hidrogênio neutro teriam absorvido certa radiação emitida pelas jovens e recém-formadas galáxias – incluindo a chamada linha Lyman-alfa, a assinatura espectral de hidrogênio gasoso aquecido por emissão ultravioleta de novas estrelas, e um indicador de formação de estrelas comumente usado. Por causa desta absorção, não deveria, em teoria, ter sido possível observar uma linha Lyman-alfa de EGS8p7. “Se você olhar para as galáxias no início do universo, há uma grande quantidade de hidrogênio neutro que não é transparente para essa emissão”, diz Zitrin em entrevista ao site Science20. “Espera-se que a maior parte da radiação que vem desta galáxia seria absorvida pelo hidrogênio no espaço intermédio. No entanto, ainda vemos Lyman-alfa desta galáxia”.Descoberta surpreendente
Esta característica foi detectada usando o espectrômetro MOSFIRE, que capta as assinaturas químicas de tudo, de estrelas até galáxias distantes, em comprimentos de onda próximos do infravermelho (0.97 a 2.45 mícrons, ou milionésimos de metro). “O aspecto surpreendente sobre a presente descoberta é que detectamos esta linha Lyman-alfa em uma galáxia aparentemente fraca em um redshift de 8,68, o que corresponde a um momento em que o universo deveria estar cheio de nuvens de absorção de hidrogênio”, aponta Ellis. Antes da sua descoberta, a galáxia mais distante já detectada tinha um redshift de 7.73. Uma possível razão para o objeto poder ser visível apesar das nuvens de absorção de hidrogênio é que a reionização do hidrogênio não ocorreu de maneira uniforme. “Evidências de várias observações indicam que o processo de reionização provavelmente é irregular”, explica Zitrin. “Alguns objetos são tão brilhantes que formam uma bolha de hidrogênio ionizado. Mas o processo não é coerente em todas as direções”. “A galáxia que temos observado, EGS8p7, que é extraordinariamente luminosa, pode ser alimentada por uma população de estrelas excepcionalmente quentes e pode ter propriedades especiais que lhe permitiram criar uma grande bolha de hidrogênio ionizado muito mais cedo do que é possível para galáxias mais típicas nestas épocas”, sugere Sirio Belli, um estudante de graduação do Instituto de Tecnologia da Califórnia que trabalhou no projeto. Zitin conta que, atualmente, ele e sua equipe estão calculando mais atentamente as chances exatas de encontrar esta galáxia e ver esta emissão que vem dela, para entender se precisam rever o cronograma da reionização, que é uma das principais questões-chave a serem respondidas em nossa compreensão da evolução do universo. fonte: science20.com/news_articles/egs8p7_galaxy_is_almost_as_old_as_the_universe-157071domingo, 6 de setembro de 2015
MAIOR CÂMERA DO MUNDO TERÁ A MISSÃO DE FOTOGRAFAR O UNIVERSO
Em breve, cientistas poderão ter uma visão mais privilegiada do universo graças a uma supercâmera que o governo americano está desenvolvendo.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês) aprovou a construção de uma câmera digital de 3.2-gigapixel, que coletará milhões de gigabytes de dados e ajudará cientistas a entenderem melhor o universo.
A câmera será os "olhos" do Large Synoptic Survey Telescope, o telescópio gigante localizado no Chile e que a partir de 2022 começará a fotografar o céu a noite.
Durante o curso de uma década, o telescópio irá detectar mais galáxias do que há pessoas na Terra e observar dezenas de bilhões de objetos, informou o Departamento de Energia do Centro de Aceleração Linear de Stanford (SLAC, sigla em inglês).
O DOE está pagando pela construção da câmera enquanto o National Science Foundation é responsável pelo telescópio e as instalações do local, além de seu sistema de banco de dados.
Trata-se da maior e da mais poderosa câmera digital feita até então, ressaltou o SLAC, acrescentando que pesará cerca de três toneladas e será do tamanho de um carro pequeno.
Informações reunidas pela câmera darão apoio a pesquisa de cientistas de como a galáxia foi formada, a visualização da explosão de estrelas e melhor compreensão da matéria escura e da energia escura, que compromete grande parte do universo, entre outros usos.
As imagens tiradas pela câmera terão uma resolução tão alta que precisaria de 1.500 televisões de alta definição só para vê-las. Uma imagem tirada com a câmera irá registrar uma seção do céu que é quase 40 vezes o tamanho da lua.
O SLAC em Menlo Park, Califórnia, irá construir e testar a câmera, um processo que é esperado para os próximos cinco anos. Várias universidades e laboratórios do mundo irão desenvolver os componentes da câmera.
A mesma instituição também é responsável pelo banco de dados que irá armazenar e capturar os dados do telescópio, uma quantidade que deve totalizar os 6 milhões de gigabytes por ano.
O trabalho já se encontra em andamento, com alguns sensores da câmera sendo desenvolvidos e contratos fechados para construir as partes óticas.
FONTE: idgnow.com.br/internet/2015/09/02/maior-camera-do-mundo-tera-como-missao-fotografar-o-universo/
domingo, 21 de junho de 2015
NOVA TEORIA APOIA A TESE DE QUE O UNIVERSO NÃO EXISTE, ATÉ QUE OLHEMOS PARA ELE
O Universo não existe se pararmos de olhar para ele!Isto de acordo com uma famosa teoria da mecânica quântica, a qual argumenta que o comportamento passado de uma partícula muda, baseado no que vemos. Agora os cientistas executaram um novo experimento provando que esta teoria é verdadeira na escala dos átomos.
De acordo com as regras da mecânica quântica, a fronteira entre o ‘mundo lá fora’ e a nossa própria consciência subjetiva está ofuscada.
Quando os físicos olham para os átomos ou partículas de luz, o que eles vêem depende de como o experimento está ajustado.
Para testar isto, os físicos da Universidade Nacional Australiana (sigla ANU, em inglês) recentemente conduziram o que é conhecido como o experimento do pensamento de escolha atrasada de John Wheeler. O experimento envolve um objeto em movimento, para o qual é dada a escolha de agir como uma partícula ou como uma onda. Então, o experimento de Wheeler pergunta – em qual ponto o objeto toma a decisão?
O bom senso dita que o objeto não seja nem similar à uma onda, nem à uma partícula, independentemente de como o mensuramos. Mas a física quântica prediz que a observação do comportamento similar à uma onda ou à uma partícula depende somente de como o objeto é realmente mensurado ao final de sua jornada. Isto é exatamente o que a equipe australiana descobriu.
“Isto prova que a mensuração é tudo. Ao nível quântico, a realidade não existe se você não estiver olhando para ela“, disse o Professor Associado Andrew Truscott.
Apesar da aparente estranheza, os resultados confirmam a validade da teoria quântica. A teoria quântica governa o mundo das coisas muito pequenas e tem permitido o desenvolvimento de muitas tecnologias, tais como o LED, o laser e chips de computadores.
A ANU inverteu o conceito original de Wheeler dos fachos de luz sendo refletidos por espelhos e, ao invés disso, usou átomos esparramados por uma luz laser.
“As previsões da física quântica sobre a interferência eram estranhas o suficiente quando aplicadas à luz, a qual parecia mais como uma onda“, disse Roman Khakimov, aluno em PhD. “Mas, a aplicação do experimento com átomos, que são coisas complicadas, os quais possuem uma massa e interferem com campos elétricos e assim por diante, adiciona à estranheza.”
Primeiramente, a equipe do Professor Turscott prendeu um grupo de átomos de hélio num estado de suspensão, conhecido como condensado Bose-Einstein, e então os ejetou até sobrar somente um átomo. O único átomo foi então derrubado através de uma par de fachos laser, que formaram um padrão de grade agindo como um cruzamento, da mesma forma que uma grade sólida iria espalhar a luz.
Uma segunda grade de luz, para combinar novamente os trajetos, foi adicionada de forma aleatória, o que levou à uma interferência construtiva ou destrutiva, como se o átomo tivesse viajado em ambas as trajetórias.
Quando a segunda grade de luz não era adicionada, nenhuma interferência foi vista. Era como se o átomo tivesse escolhido somente uma trajetória. Porém, um número aleatório que determinava se a grade era adicionada foi somente gerado após o átomo ter passado através do cruzamento.
“Se você escolher acreditar que átomo realmente tomou uma trajetória em particular, ou várias, então você deve aceitar que uma mensuração futura esteja afetando o passado do átomo“, disse Truscott.
“Os átomos não viajaram de A para B. Somente quando eles foram mensurados no final de suas trajetórias que seus comportamentos como onda, ou como partícula, foram trazidos à existência“, disse ele.
Fonte: http://ovnihoje.com/2015/06/06/nova-teoria-apoia-a-ideia-de-que-o-universo-nao-existe-ate-que-olhemos-para-ele/#axzz3cb2sfqq6
domingo, 31 de maio de 2015
DESCOBERTOS AGLOMERADOS ESTELARES ESCUROS
Os aglomerados normais estão assinalados em azul e os aglomerados globulares que apresentam propriedades semelhantes às das galáxias anãs estão em verde. Os aglomerados escuros são muito parecidos aos outros aglomerados da galáxia, no entanto contêm muito mais massa.
Aglomerados estelares globulares
Observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO, no Chile, revelaram uma nova classe de aglomerados estelares globulares "escuros" situados em torno da galáxia gigante Centaurus A. Para a maioria dos aglomerados agora observados, os mais brilhantes apresentam maior massa da maneira esperada - se um aglomerado contém mais estrelas tem um brilho total maior e mais massa total. Mas, em alguns deles, observou-se algo inesperado: eles são muitas vezes mais massivos do que pareciam. E, mais estranho ainda, quanto mais massivos são estes aglomerados incomuns, maior a fração de material que era escuro. Algo nestes aglomerados é escuro, escondido e massivo. Mas o quê? Existem várias possibilidades. Talvez os aglomerados escuros contenham buracos negros ou outro tipo de restos estelares escuros nos seus núcleos. Este é um fenômeno que pode explicar alguma da massa escondida, mas a equipe concluiu que tem que haver algo mais. E matéria escura? Os aglomerados globulares são normalmente considerados praticamente desprovidos desta substância misteriosa mas, talvez devido a alguma razão desconhecida, alguns aglomerados tenham retido uma quantidade significativa de aglomerações de matéria escura no seu interior. Este aspecto poderá explicar as observações, no entanto não se enquadra nas teorias convencionais.Mistério
"A nossa descoberta de aglomerados estelares com massas inesperadamente elevadas para o número de estrelas que contêm sugere a existência de várias famílias de aglomerados globulares, com diferentes histórias de formação. Aparentemente alguns aglomerados estelares parecem ser bastante comuns, mas na realidade podem ter muito mais, literalmente, do que o que efetivamente observamos," comentou Thomas Puzia, coautor do trabalho. Os aglomerados estelares globulares são enormes bolas de milhões de estrelas que orbitam a maioria das galáxias. Tratam-se dos sistemas estelares mais velhos do Universo, tendo sobrevivido durante a maior parte do tempo do crescimento e evolução das galáxias. O resumo é que esses objetos permanecem um mistério. A equipe está agora trabalhando em um rastreio maior de outros aglomerados globulares noutras galáxias. O trabalho feito agora analisou uma amostra de 125 aglomerados globulares que se situam em torno de Centaurus A, com o auxílio do instrumento FLAMES montado no Very Large Telescope do ESO, no Observatório do Paranal, no norte do Chile. Bibliografia: Observational evidence for a dark side to NGC 5128's globular cluster system Matthew A. Taylor, Thomas H. Puzia, Matias Gomez, Kristin A. Woodley The Astrophysical Journal FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=aglomerados-estelares-escuros&id=010175150518sexta-feira, 3 de abril de 2015
O UNIVERSO: A VERDADE POR TRÁS DOS OVNIS
Um episódio da excelente série “O Universo” que argumenta sobre o fenômeno ÓVNI, e até que ponto este fenômeno pode ser uma evidencia de entidades extraterrestres no nosso mundo. Assista o video:
FONTE: extraterrestrestv.wordpress.com/category/o-universo-a-verdade-por-tras-dos-ovnis/
sábado, 21 de março de 2015
CONHEÇA 3 MANEIRAS QUE O UNIVERSO PODERIA ACABAR
Nada é eterno nessa vida, certo? Nem mesmo o universo. Mas, enquanto sabemos que ele vai acabar um dia, não sabemos (exatamente) como. Os cientistas já criaram várias hipóteses, e três delas são as mais aceitas atualmente para explicar o que pode acontecer no fim do mundo: o Big Rip (Grande Ruptura), o Big Freeze (Grande Congelamento) e o Big Crunch (Grande Colapso).
Grande Ruptura
Você deve saber que nosso universo está expandindo. Por enquanto, no entanto, as galáxias não estão se afastando muito umas das outras como resultado dessa expansão porque a gravidade mantém os objetos espaciais juntos. No cenário do Big Rip, a aceleração da expansão é tanta que a gravidade já não consegue mais manter tudo junto. O resultado é uma grande ruptura e o dilaceramento do universo.Grande Congelamento
Nesse cenário, também chamado de morte térmica, enquanto o universo cresce e expande, a matéria decai e se espalha – graças a uma coisa chamada entropia. Aos poucos, as estrelas e buracos negros vão morrer, e não haver nada para os substituir. Só gás e partículas de luz ainda estarão por aqui, mas estes também vão eventualmente decair. Em certo ponto, toda a atividade no universo vai cessar, a entropia vai chegar ao seu máximo, e o mundo estará morto para sempre.Grande Colapso
Se há menos energia escura (a misteriosa força que os cientistas ainda estão tentando compreender) no universo do que imaginamos, a gravidade será a força dominante um dia. Assim, a expansão deve desacelerar e parar. E então, o inverso acontecerá: galáxias irão se fundir, e o universo ficará cada vez mais compacto e quente. Tudo que existe irá colapsar em uma massa só, e um gigantesco ultraburaco negro irá devorar tudo, inclusive si mesmo. Vídeo Se você quiser saber mais detalhes de cada teoria e seus desdobramentos, uma equipe de designers de informação da Alemanha fez um vídeo no YouTube que descreve todas as três hipóteses. As legendas estão em português. fonte: iflscience.com/space/three-ways-universe-could-enddomingo, 15 de março de 2015
ANTIMATÉRIA: A METADE INVISÍVEL DO UNIVERSO
Antimatéria é simplesmente isso: um inverso elétrico da matéria usual. Mas, então, por que não se vê antimatéria no grande laboratório natural que é o Universo? Tudo indica que ela deve ter sido criada em grandes quantidades durante o Big Bang, a explosão que criou o Cosmo, há 15 bilhões de anos. Mas é praticamente certo que, dentro do enorme volume gigantesco à nossa volta, não existe o menor traço de antiestrelas ou antigaláxias.
Por enquanto, os físicos não sabem exatamente que tipo de coisa terão que procurar. Talvez a antimatéria sofra de alguma instabilidade, alguma propensão interna para desintegrar-se. Isso explicaria o seu sumiço durante a história do Universo. Para Christian, a probabilidade de achar alguma anomalia não é grande. Mesmo assim, o trabalho não se perderá. Pois, enquanto mantêm um olho no enigma cósmico, os físicos vão explorar um novo tipo de material à disposição da humanidade. E não é muito improvável que, nos próximos anos, ele sirva para desenvolver tecnologias inimagináveis atualmente.
Agora mesmo existe um projeto interessante em andamento na Universidade da Pensilvânia. Muito bem bolado, o motor proposto pelo chefe do estudo, Gerald Smith, usaria um raio de antiprótons para energizar um reator nuclear. A grande vantagem desse sistema sobre idéias anteriores é que exige apenas alguns milhares de partículas, quantidade fácil de produzir com a tecnologia existente. Segundo Smith, se a coisa funcionar, e se for possível reduzir o custo do combustível, que é hoje altíssimo, poderá acelerar uma grande nave pilotada a uma velocidade em torno de 100 000 quilômetros por hora e reduzir pela metade o tempo de voo aos planetas. Uma viagem a Marte levaria cerca de 100 dias. O esforço pode não dar em nada. Mas a ideia de usar a antimatéria como combustível deve continuar sendo uma inspiração para o avanço das pesquisas.
Num choque frontal a quase 300 000 quilômetros por segundo, duas partículas subatômicas da classe dos prótons viram energia pura, e esta, imediatamente depois, dá origem a novas partículas que se afastam da colisão em espirais.
Metade dos fragmentos criados na trombada representam matéria comum, como prótons e elétrons, entre outros
A outra metade, voando em direção oposta, é formada por antiprótons e antielétrons. Ou seja, antimatéria.
Veja como o antielétron foi detectado em 1932.Os físicos custaram a descobrir como se monta um antiátomo inteiro. Mas as antipartículas usadas para construí-lo fazem parte da rotina científica desde o início da década de 30. Em 1932, o teórico inglês Paul Dirac previu a existência do antielétron, e apenas dois anos mais tarde o americano Carl Anderson comprovou a teoria. Anderson ainda não dispunha dos grandes tubos a vácuo nos quais, atualmente, partículas comuns são, primeiro, aceleradas e, depois, forçadas a colidir entre si a uma velocidade próxima à da luz. Elas então se desintegram e se recompõem na forma de estilhaços subatômicos. Metade dos quais é antimatéria. Como esse processo só começou a ser usado na época da Segunda Guerra Mundial, Anderson teve que observar o antielétron nos raios cósmicos. São principalmente prótons que viajam, enlouquecidos, entre as estrelas. Vez por outra, explodem nas camadas mais altas da atmosfera, gerando grandes chuveiros de lascas microscópicas. Foi o primeiro contato da humanidade com a antimatéria.
De Einstein ao anti-hidrogênio:Os passos que levaram à descoberta da antimatéria.
O pai da ideia: Como quase tudo na Física, a existência da antimatéria foi deduzida a partir da Teoria da Relatividade, criada por Einstein em 1905.
Retoques na teoria: Em 1924, o francês Louis de Broglie, aprimorando as fórmulas de Einstein, preparou o caminho para a pesquisa nos anos seguintes.
Inglês genial: Em 1930, o inglês Paul Dirac mostrou que cada partícula deveria ter um par, idêntico a ela mas de carga elétrica oposta.
Carl Anderson: Em 1932, o americano Carl Anderson detectou um antielétron. Era idêntico ao elétron de carga negativa. Mas tinha sinal positivo.
FONTE: megaarquivo.com/2013/08/26/8815-fisica-a-metade-invisivel-do-universo
domingo, 1 de março de 2015
ENTENDA O QUE É UM QUASAR
Você sabe o que é um quasar? Basicamente, um quasar é como um buraco negro, e também o objeto mais brilhante do universo.Como assim um buraco negro é o objeto mais brilhante do universo?
O que é?
Essa é uma longa história, que começa com a descoberta dos quasares. No final da década de 1950, várias fontes de rádio foram comparadas com fotografias, e se descobriu que elas correspondiam ao que pareciam pequenas estrelas, mas que tinham espectros estranhos com muita luz ultravioleta. Uma destas fontes, 3C273, teve sua posição medida com bastante precisão pelo cientista C. Hazard e seus colegas, através de uma técnica que envolve ocultações lunares. Em 1962, M. Schmidt obteve um espectro luminoso da “estrela”, que apresentava um redshift (“desvio para o vermelho”, que ocorre devido à expansão do espaço em si) de 0,158. Foi então que o termo quasi-stellar radio source (“fonte de rádio quase estelar”) ou quasar foi criado, para designar um objeto que estava muito distante e “se disfarçando” de estrela. Quasares também são chamados de quasi-stellar objects ou QSOs. E o que é então um quasar? Hoje, o mecanismo que cria um quasar é mais ou menos conhecido. Um buraco negro colossal atrai matéria, que não cai direto no buraco, mas forma um anel, ou disco de acreção. À medida que vai caindo no buraco, a matéria vai se convertendo em calor. E quando a matéria aquece, ela brilha. As porções mais externas brilham no infravermelho, mas à medida que a temperatura vai aumentando, mais próximo do centro do objeto, o comprimento de onda vai ficando menor também, e a luz emitida passa por todo o espectro luminoso até o ultravioleta. Chega um ponto em que a temperatura é tão alta (milhões de graus Kelvin), que ela brilha na faixa do rádio (que foi como os quasares foram encontrados) e raio-X. Mas não é toda a matéria que cai no buraco negro. Por um mecanismo ainda desconhecido, parte dessa matéria estranha adquire velocidade suficiente para “escapar”, e é arremessada no espaço na forma de dois jatos opostos de matéria, também chamados de jatos relativísticos (por que a velocidade com que a matéria é arremessada é próxima da velocidade da luz). E é isto um quasar. Um objeto complexo, formado por um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia, um disco de acreção composto principalmente por gás e poeira, aquecido aos milhões de graus Kelvin e brilhando mais que uma galáxia, com jatos relativísticos opostos. Outra definição para quasar é núcleo de galáxia ativo, já que parecem ser característicos de galáxias jovens. E se você está curioso para saber como o buraco negro come a “quase estrela”, saiba que ele parece gostar de macarronada: as estrelas que caem no buraco negro sofrem um espichamento pela gravidade diferencial, em um processo chamado espaguetificação. E, assim como existem os buracos negros gigantescos, também existem os nanicos, que têm seus próprios anéis de acreção, ou discos de matéria aquecida, e jatos relativísticos, conhecidos como microquasares. Microquasares também gostam de espaguete, mas comem geralmente só uma estrela, e bem devagarinho. Eles fazem parte de sistemas binários, e podem ter em vez de um buraco negro, uma estrela de nêutrons. fontes:http://curious.astro.cornell.edu/blackholes.php // popsci.com/technology/article/2010-04/mystery-object-nearby-galaxy-stumps-scientists-could-be-first-detected-micro-quasar // http://imagine.gsfc.nasa.gov/docs/ask_astro/answers/980316b.htmlsábado, 10 de janeiro de 2015
PLANETAS ERRANTES SÃO MAIORIA NO UNIVERSO E PODEM TER VIDA
A Via Láctea, nossa querida galáxia, contém algo em torno de 200 a 400 bilhões de estrelas. E os astrônomos estão descobrindo agora que um grande número delas são como o nosso sol: tem planetas orbitando em torno delas. Durante décadas, foi consenso entre os estudiosos de astronomia que estes seriam planetas alienígenas – planetas que voam em torno de uma estrela mãe.
Pesquisas recentes sugerem que planetas voando livres ao redor do espaço interestelar, sem estar ligados a quaisquer estrelas, superam o número de estrelas em nossa galáxia em uma escala de 100.000 para 1. Mesmo se todas as estrelas da Via Láctea tiverem muitos planetas orbitando em torno delas, como acontece em nosso sistema solar, ainda haveria 12.500 planetas livres para cada planeta em uma órbita.
“Planetas errantes”
Os cientistas têm descoberto cada vez mais planetas extrassolares, ou seja, aqueles planetas que moram fora do nosso sistema solar. Para você ter uma ideia, já há 974 planetas que conhecemos até agora, orbitando ao redor de 744 estrelas. Entre esses muitos planetas extrassolares, estão alguns errantes. Um planeta errante é definido como um corpo com massa planetária que não orbita ao redor de uma estrela. Existem apenas quatro candidatos específicos para esse título que nós conhecemos, mas os cientistas foram capazes de deduzir que deve haver muitos mais perdidos na imensidão no universo. Planetas errantes são difíceis de se observar porque os nossos métodos atuais de detecção de planetas extrassolares se apoiam nos efeitos que os planetas têm sobre sua estrela-mãe. Funciona mais ou menos assim: quando um determinado planeta passa pela órbita de uma estrela, ele provoca uma atração gravitacional que pode ser observada com um telescópio. Então se um planeta não tem uma estrela-mãe… Bom, ficamos meio cegos. A não ser pelo fato de que planetas errantes produzem uma pequena quantidade de radiação infravermelha, o que nos permitiu detectar os poucos que conhecemos até agora. Os cientistas costumavam pensar que todos os planetas errantes eram formados durante uma típica criação de um sistema solar, e na sequência eram ejetados para o espaço, orbitando no centro da galáxia, como se fossem estrelas. Isso explicaria, por exemplo, os bilhões de planetas que estão lá fora. Mas as observações recentes sugerem que planetas errantes poderiam ser formados independentemente de uma estrela. Estrelas se formam a partir de enormes nuvens de poeira, mas se um pequeno aglomerado de poeira se quebra, ele irá formar o que os cientistas chamam de “globulete”. Esses globuletes ainda são muito grandes, apesar do nome. Eles são 50 vezes mais largos que a distância entre Netuno e o sol, mas ainda assim não são suficientemente grandes para produzir uma estrela. Em vez disso, a poeira vai condensar e formar um planeta, destinado a vagar sozinho através da galáxia. Voilá! Temos um planeta errante.Poderia haver vida em um planeta errante?
Possivelmente.De acordo com astrobiologistas, esses planetas podem ter oceanos subterrâneos a uma temperatura adequada para dar suporte à vida. Tal como na Terra, a vida poderia evoluir em volta de fontes hidrotermais, em um ecossistema que não exige a luz solar. Existe também a possibilidade de que um planeta errante passar muito mais perto da Terra do que os planetas em torno de outra estrela. Assim, um planeta errante poderia ser a nossa primeira visita extrassolar. fonte: http://knowledgenuts.com/2013/09/19/most-planets-in-our-galaxy-dont-orbit-stars/sexta-feira, 17 de outubro de 2014
EXISTE APENAS UM PLANETA TERRA NO UNIVERSO?
Esse desenho do artista mostra um possível planeta parecido com a Terra com uma superfície rochosa, oceanos e atmosfera.
Na ciência relativamente nova da busca por planetas, nenhuma descoberta é mais valorizada do que a descoberta de um planeta como o nosso, um que possa suportar a vida. Até o final de agosto de 2007, quase 250 exoplanetas - planetas que orbitam estrelas que não nosso Sol -, foram descobertos [fonte: BBC News]. O anúncio de novos planetas quase se tornou uma rotina e alguns nem mesmo aparecem nos noticiários. Periodicamente, porém, ouvimos sobre exoplanetas que parecem similares à Terra ou sobre os quais cientistas especulam que possam conter água líquida, um dos ingredientes-chave para a vida baseada em carbono. Quantos desses planetas parecidos com a Terra existem lá fora, e eles são realmente parecidos com a Terra ou apenas esperamos que eles sejam? Neste artigo, daremos uma olhada em algumas "Terras" potenciais e o que elas podem nos dizer sobre o futuro da caça planetária.
Em agosto de 2007, cientistas anunciaram a descoberta de uma estrela que pode ter tido um planeta parecido com a Terra orbitando-a. A estrela era uma anã branca chamada GD 362, e está a 150 anos-luz da Terra, ainda dentro de nossa galáxia. Nenhum planeta parecido com a Terra parece orbitar a estrela agora, mas a presença de resíduos de asteróide pode nos dizer alguma coisa sobre um planeta que provavelmente já orbitou a estrela um dia.
Os resíduos, que vieram de um asteroide que já teve 200 quilômetros de comprimento, mostraram pouco carbono e altos níveis de cálcio e ferro. Isso significa que o material rochoso é muito parecido com o da Lua e das rochas que compõem a Terra. A presença desse material similar, dizem os cientistas, significa que um planeta parecido com a Terra pode ter orbitado a estrela há milhões de anos, antes de ela se tornar uma anã branca. A estrela também tem anéis similares aos de Saturno, e parte do material do anel pode ser de planetas e outros objetos que foram desmanchados pela gravidade da anã branca.
O diâmetro da GD 362 é de cerca de metade do diâmetro da Terra, mas sua massa é a mesma do Sol, o que torna a GD 362 muito mais densa do que nosso planeta. A GD 362, porém, começou como uma estrela parecida com o Sol em nosso sistema solar. Quando a estrela esgotou seu combustível, porém, ela inchou, virou uma gigante vermelha e depois ejetou sua casca externa. O centro dessa estrela então se transformou em uma anã branca, que já foi muito quente (mais de 100.000 Kelvin) e muito pequena. Uma anã branca retém cerca de metade de sua massa, mas se torna inacreditavelmente densa em razão de seu pequeno tamanho. Nosso Sol deve se tornar uma anã branca em cerca de cinco bilhões de anos. O processo destruirá Mercúrio, Vênus e, possivelmente, a Terra.
Então, quantos outros planetas parecidos com a Terra existem ou existiram lá fora? Ninguém sabe, mas muitos cientistas acreditam que é inevitável que outras Terras sejam encontradas. Um cientista da Nasa disse à BBC News que alguns cientistas acreditam que quase todas as estrelas têm planetas como a Terra orbitando-as [fonte: BBC News]. É claro, o entusiasmo ao redor da descoberta dessas outras Terras é baseado na idéia de que muitas contêm vida alienígena ou mesmo que, daqui a séculos, permitirão colônias espaciais humanas distantes, antes que nossa estrela exploda e destrua a Terra.
Outras Terras possíveis
Um dos principais objetivos da caça aos planetas é encontrar exoplanetas que tenham as características da Terra e possam, conseqüentemente, conter vida. Uma das chaves para essa busca é a Zona Goldilocks ou Cachinhos Dourados, em homenagem ao conto de fadas. Também chamada de zona habitável ou zona da vida, a Zona Goldilocks é uma área no espaço na qual um planeta está exatamente na distância correta de sua estrela-natal de forma que sua superfície não seja nem tão quente nem tão fria. Isso significa que o planeta poderia conter água líquida. Ao pesquisar potenciais candidatas a "novas Terras", os astrônomos procuram traços de atividade biológica, como a presença de oxigênio. Poucos planetas foram descobertos na Zona Goldilocks, mas em abril de 2007 astrônomos europeus anunciaram a descoberta de um. Ele também foi, naquele ponto, o planeta mais parecido com a Terra já descoberto. O planeta, chamado Gliese 581c, tem 19.300 quilômetros de diâmetro, não muito maior que a Terra (12 mil quilômetros de diâmetro). Ele orbita uma estrela vermelha maciça chamada Gliese 581, localizada na constelação de Libra, a 20,5 anos-luz da Terra. Gliese 581c orbita sua estrela bem de perto, completando uma órbita em apenas 13 dias da Terra. Essa órbita curta tornaria o planeta muito quente para a vida, exceto pelo fato de que a temperatura da superfície de Gliese 581 é 1/50 daquela do nosso Sol. Como está na Zona Goldilocks, a temperatura da superfície de Gilese 581c varia de estimados 32° Fahrenheit a 102° Fahrenheit (0º Celsius a 39º Celsius). A equipe de pesquisa que o descobriu acredita que ele tem uma atmosfera desenvolvida. O planeta pode não apenas conter água, mas ser inteiramente coberto por oceanos. Gliese 581c tem algumas coisas que agem contra ele. Sua gravidade é cerca de duas vezes mais forte que a gravidade da Terra, e ele recebe doses significantes de radiação de sua estrela. Ambos os fatores poderiam inibir o desenvolvimento de vida. Mesmo assim, Gliese 581c é incrível não somente por suas condições parecidas com as da Terra, mas também por causa de sua relativa proximidade com a Terra e sua localização na evasiva Zona Goldilocks. À medida que mais telescópios poderosos e precisos forem lançados no espaço, esforços futuros envolverão o exame das atmosferas dos exoplanetas em busca de oxigênio e metano e de planetas rochosos que se encontrem na Zona Goldilocks. Os cientistas também estão aumentando o uso de telescópios automáticos programados para procurar minúsculas variações no brilho de uma estrela causado por um planeta orbitante que passe em frente a ela. Com o ritmo cada vez mais rápido da descoberta de exoplanetas e um número praticamente infinito de estrelas no universo, muitas outras descobertas incríveis serão feitas. A descoberta ideal seria um planeta similar em composição à Terra que se localizasse na Zona Goldilocks e orbitasse uma estrela estável. É importante lembrar, porém, que as descrições populares de vida extraterrestre provavelmente são erradas. Algumas formas de vida podem não ser mais avançadas que bactérias. Outras podem ser altamente desenvolvidas mas irreconhecíveis, um pensamento que fez alguns cientistas defenderem a busca pela chamada vida estranha. fonte:http://ciencia.hsw.uol.com.br/outra-terra.htmdomingo, 12 de outubro de 2014
ESTRELA HÍBRIDA É DESCOBERTA APÓS 40 ANOS DE PESQUISA
Para os astrônomos, é o equivalente a um tesouro enterrado no espaço: uma estrela estranha híbrida que é, na verdade, uma estrela dentro de outra estrela maior.
Isso é aparentemente o que acontece quando uma estrela moribunda engole uma outra estrela menor morta.
Durante décadas, esta raridade cósmica exótica era só uma teoria, uma ideia maluca chocado por uma astrônoma e um físico agora famoso.
Chamada de objeto Thorne-Zytkow (TZO), a sua existência foi proposta pela primeira vez em 1975 pelo físico Kip Thorne e pela astrônoma Anna Zytkow.
TZOs são teorizados para formar sistemas binários contendo duas estrelas de grande massa - uma estrela de nêutrons e uma estrela supergigante vermelha. Estrelas de nêutrons são corpos extremamente densos de estrelas normais.
Supergigantes vermelhas são estrelas morrendo com os maiores diâmetros de qualquer estrela no universo, que variam de 200 a 2.000 vezes o tamanho do nosso sol. O estudo que detalha a provável descoberta do objeto Thorne-Zytkow, foi publicado a 1 de setembro na revista MNRAS Letters.
Pensasse que um TZO se forma quando uma supergigante vermelha engole uma estrela de nêutrons em sua órbita. A fusão resultaria em "uma concha de material em combustão ao redor do núcleo de nêutrons - gerando novos elementos enquanto queima", disse Thorne em comunicado.
Uma TZO deve parecer praticamente idêntica a uma supergigante vermelha muito brilhante. No entanto, as vísceras exclusivas de uma TZO devem produzir invulgarmente grandes quantidades de rubídio, estrôncio, ítrio, zircônio, molibdênio e lítio.
Agora, os cientistas detectaram uma supergigante vermelha com a assinatura química distinta de um TZO, sugerindo que podem ter detectado essas esquisitices do espaço pela primeira vez. O TZO candidato tem o nome de HV 2112.
A estrela é um membro da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã a cerca 199 mil anos-luz de distância, que é uma vizinha próxima da Via Láctea e facilmente visível a olho nu a partir do hemisfério sul.
Os pesquisadores identificaram HV 2112 após uma pesquisa de 62 supergigantes vermelhas. Os cientistas confirmaram níveis de excesso de rubídio, molibdênio e lítio em HV 2112 na sua pegada gasosa.
FONTE:space.com/27389-hybrid-star-discovery-thorne-zytkow-object.html
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