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domingo, 6 de setembro de 2015

MAIOR CÂMERA DO MUNDO TERÁ A MISSÃO DE FOTOGRAFAR O UNIVERSO

Em breve, cientistas poderão ter uma visão mais privilegiada do universo graças a uma supercâmera que o governo americano está desenvolvendo. O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês) aprovou a construção de uma câmera digital de 3.2-gigapixel, que coletará milhões de gigabytes de dados e ajudará cientistas a entenderem melhor o universo. A câmera será os "olhos" do Large Synoptic Survey Telescope, o telescópio gigante localizado no Chile e que a partir de 2022 começará a fotografar o céu a noite. Durante o curso de uma década, o telescópio irá detectar mais galáxias do que há pessoas na Terra e observar dezenas de bilhões de objetos, informou o Departamento de Energia do Centro de Aceleração Linear de Stanford (SLAC, sigla em inglês). O DOE está pagando pela construção da câmera enquanto o National Science Foundation é responsável pelo telescópio e as instalações do local, além de seu sistema de banco de dados. Trata-se da maior e da mais poderosa câmera digital feita até então, ressaltou o SLAC, acrescentando que pesará cerca de três toneladas e será do tamanho de um carro pequeno. Informações reunidas pela câmera darão apoio a pesquisa de cientistas de como a galáxia foi formada, a visualização da explosão de estrelas e melhor compreensão da matéria escura e da energia escura, que compromete grande parte do universo, entre outros usos. As imagens tiradas pela câmera terão uma resolução tão alta que precisaria de 1.500 televisões de alta definição só para vê-las. Uma imagem tirada com a câmera irá registrar uma seção do céu que é quase 40 vezes o tamanho da lua. O SLAC em Menlo Park, Califórnia, irá construir e testar a câmera, um processo que é esperado para os próximos cinco anos. Várias universidades e laboratórios do mundo irão desenvolver os componentes da câmera. A mesma instituição também é responsável pelo banco de dados que irá armazenar e capturar os dados do telescópio, uma quantidade que deve totalizar os 6 milhões de gigabytes por ano. O trabalho já se encontra em andamento, com alguns sensores da câmera sendo desenvolvidos e contratos fechados para construir as partes óticas. FONTE: idgnow.com.br/internet/2015/09/02/maior-camera-do-mundo-tera-como-missao-fotografar-o-universo/

domingo, 17 de maio de 2015

CONHEÇA A SUPERCÂMERA QUE FOTOGRAFA 1 TRILHÃO DE QUADROS POR SEGUNDO

Câmera mais rápida do mundo

Em 2014, pesquisadores japoneses criaram a câmera mais rápida do mundo, chamada STAMP (Sequentially Timed All-optical Mapping Photography - fotografia por mapeamento totalmente óptico sequencialmente temporizada). Agora a equipe tornou o equipamento ainda mais poderoso, fazendo-o capaz de capturar 25 imagens em sequência, com intervalos na casa dos femtossegundos, criando um filme inédito de eventos até agora só calculados em teorias ou detectados por meios indiretos. A primeira versão da câmera só conseguia capturar seis fotos em sequência, mas a equipe afirma que a tecnologia atual permitirá um novo upgrade nos próximos meses, tornando o equipamento capaz de capturar 100 quadros sem interrupções. A lista de utilidades desta tecnologia é enorme, mas um dos testes feitos pela equipe para testar a câmera pode dar uma ideia de seu potencial: quando a estrutura atômica de um cristal é atingido por um raio laser, a luz gera ondas de átomos que viajam pelo cristal a um sexto da velocidade da luz, algo como 44.800 km/segundo - a câmera consegue capturar esse movimento.

Câmeras de alta velocidade

As câmeras de alta velocidade tradicionais são limitadas pela velocidade de processamento dos seus componentes eletrônicos. Já a STAMP supera essas limitações usando apenas componentes ópticos. O custo disso é que o aparelho ainda é enorme. Outra técnica de imageamento, conhecida como espectroscopia bomba-sonda - o bombeamento dispara o feixe de luz de excitação, e outro feixe sonda a amostra - é capaz de alcançar taxas de captura superiores à da STAMP, mas só consegue capturar um quadro de cada vez, ou seja, é essencialmente uma máquina fotográfica. A técnica de imageamento da STAMP baseia-se em uma propriedade da luz chamada dispersão, a mesma observada em um arco-íris. A câmera divide um pulso de luz ultrarrápido em uma série de fótons de diferentes cores, que atingem o objeto a ser filmado em uma rápida sucessão. Cada cor pode então ser capturada para montar um filme do objeto durante o tempo que leva para que toda a luz dispersada o atinja. Bibliografia: Motion Picture Femtophotography with Sequentially Timed All-optical Mapping Photography Keiichi Nakagawa, Atsushi Iwasaki, Yu Oishi, Ryoichi Horisaki, Akira Tsukamoto, Aoi Nakamura, Kenichi Hirosawa, Hongen Liao, Takashi Ushida, Keisuke Goda, Fumihiko Kannari, Ichiro Sakuma Conference on Lasers and Electro-Optics (CLEO) Proceedings. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=supercamera-fotografa-1-trilhao-quadros-segundo&id=010110150430

domingo, 22 de junho de 2014

HUBBLE TIRA A MAIS PROFUNDA FOTOGRAFIA JÁ FEITA DE GRUPO DE GALÁXIAS

O telescópio espacial Hubble tirou a fotografia mais profunda de um grupo de galáxias já registrada. Trata-se do aglomerado de galáxias Abell 2744, conhecido como Pandora, que você observa na imagem acima. O apelido Pandora surgiu em decorrência da estranha e violenta história de formação desse aglomerado de galáxias, com muitos fenômenos novos para os astrônomos. A imensa gravidade de Pandora atua como uma lente que deforma, ilumina e amplia objetos mais distantes. Em decorrência desse efeito, as galáxias parecem muito mais brilhantes do que realmente são. A fotografia de longa exposição revela quase 3 mil dessas galáxias ao fundo, entrelaçadas com centenas de outras galáxias que aparecem em primeiro plano.
Os arcos azuis na imagem são as galáxias mais distantes, que surgiram cerca de 12 bilhões de anos atrás – relativamente pouco tempo depois do Big Bang. Essa fotografia é a primeira de uma série de imagens superprofundas do universo registradas pelo Hubble. A imagem foi revelada pela Nasa no 223º encontro da American Astronomical Society (em tradução livre, Sociedade de Astronomia Americana), em Washington, nos EUA. FONTE: HypeScience

quarta-feira, 16 de abril de 2014

AS MAIORES, MAIS QUENTES E MAIS MASSIVAS ESTRELAS SÃO FOTOGRAFADAS POR NOVA CÂMERA DO HUBBLE

O telescópio espacial Hubble, da NASA, lançado em 1990 para observar e fotografar objetos astronômicos, nos deu a chance de estudar mistérios e belezas do Universo diversas vezes. Com um alcance de 14 bilhões de anos-luz (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros), sofreu a primeira reforma em 1993 e desde então vêm se renovando para permitir que nós tenhamos uma melhor compreensão do espaço. Por exemplo, com sua remodelada Wide Field Camera, Hubble registrou em luz visível a região de formação estelar 30 Doradus, na qual fica um enorme aglomerado das maiores, mais quentes e mais massivas estrelas conhecidas. Dentro de uma galáxia vizinha conhecida como Grande Nuvem de Magalhães, localizada no coração da Nebulosa da Tarântula, que recebeu esse nome por causa de seus filamentos brilhantes que lembram as pernas de uma aranha, fica a 30 Doradus. No centro dessa região, que contém milhões de jovens estrelas, podemos ver o aglomerado estelar R136, esculpido com formas alongadas por fortes ventos e radiação ultravioleta. Por ser a maior região ativa de formação de estrelas do grupo local de galáxias, o seu brilho – fluorescente por causa da já mencionada radiação ultravioleta das estrelas jovens e maciças aí nascidas – é tão intenso que é perfeitamente visível a olho nu, mesmo que 30 Doradus fique a cerca de 170.000 anos-luz de distância de nós. A maioria das estrelas desse “super aglomerado estelar jovem” tem entre 1 e 2 milhões de anos, é gigante ou supergigante, e do tipo espectral O3 (espécie de classificação estelar, que significa que elas são muito quentes e muito luminosas – milhões de vezes superiores ao nosso sol – e azuladas em cor; são as mais raras estrelas da sequência principal): 39 estrelas do R136 possuem esta classificação. FONTES:NASA, AORE, AstroPT, CiencTec, ClubedeAstronomia

HUBBLE FOTOGRAFA MONSTRO FLAMEJANTE DE 1 ANO-LUZ DE COMPRIMENTO

Esta imagem surreal mostra uma gigantesca nuvem de gás e poeira (que, na opinião deste que vos escreve, se parece um pouco com uma lagarta a caminho de sua refeição) e uma estrela que está sendo “devorada” por uma radiação ultravioleta extrema, vinda de 65 das mais quentes e brilhantes estrelas já registradas. As estrelas, do tipo O, estão a 15 anos-luz para a direita da imagem. Elas estão junto com outras 500 estrelas do tipo B, menos brilhantes, e formam o grupo chamado de “associação Cygnus OB2″. A massa do grupo todo é 30.000 vezes maior que a do nosso Sol. A “lagarta” se chama IRAS 20324+4057 e é na verdade uma proto-estrela nos estágios iniciais de evolução. Na etapa em que se encontra, ela está “coletando” material da nuvem que a rodeia para formar sua massa estelar, e ao mesmo tempo está perdendo o envelope de matéria para o vento (sim, há vento no espaço) causado pelo grupo Cygnus OB2. Esta e outras proto-estrelas normalmente acabam por formar estrelas com massa entre 1 e 10 massas solares, mas, por causa da radiação de Cygnus OB2, sua massa será bem menor. A imagem acima é composta por dados capturados pela Hubble Advanced Camera for Surveys em 2006, e por dados capturados pelo Isaac Newton Telescope em 2003. A IRAS 20324+4057 está a uma distância de 4.500 anos-luz do sistema solar, na constelação Cygnus. FONTES:HubbleSite, Phys.Org

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

HUBBLE FOTOGRAFA GALÁXIA SE DESMANCHANDO

Telescópio Espacial Hubble fotografou duas galáxias que estão perdendo porções gigantescas de sua massa por meio de um processo conhecido como "esvaziamento por pressão de arrasto." O fenômeno, que faz com que as galáxias pareçam estar explodindo, ocorre quando elas se afastam rapidamente do centro de um aglomerado de galáxias em direção às suas bordas. A pressão de arrasto é a força que resulta quando alguma coisa move-se através de um fluido. Ela pode ser percebida, por exemplo, pela brisa que você sente em seu rosto quando anda de bicicleta, mesmo em um dia totalmente sem vento. No contexto galáctico, a pressão de arrasto é percebida quando galáxias localizadas na parte central de um aglomerado movem-se rapidamente através do chamado meio intra-aglomerado - uma "corrente" de raios X extremamente quente.Quando a galáxia se movimenta contra esse fluxo de raios X, ele arranca gases de seu interior. O processo é tão dramático que pode até parar o processo de formação de estrelas no interior da galáxia. A galáxia espiral NGC 4522 está localizada a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra e é um exemplo espetacular de uma galáxia espiral que está sendo despojada dos seus gases. A NGC 4522 é parte do aglomerado de galáxias de Virgem e o seu rápido movimento no interior do aglomerado resulta em fortes "ventos" que a atravessam, deixando seus gases para trás. Os cientistas estimam que a galáxia está se movendo a mais de 10 milhões de quilômetros por hora. A imagem foi feita com a câmera ACS do Hubble, antes que ela apresentasse defeito. Os astronautas que participaram da quarta missão de conserto do telescópio espacial consertaram-na no início deste ano – veja Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br