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domingo, 15 de março de 2015

ANTIMATÉRIA: A METADE INVISÍVEL DO UNIVERSO

Antimatéria é simplesmente isso: um inverso elétrico da matéria usual. Mas, então, por que não se vê antimatéria no grande laboratório natural que é o Universo? Tudo indica que ela deve ter sido criada em grandes quantidades durante o Big Bang, a explosão que criou o Cosmo, há 15 bilhões de anos. Mas é praticamente certo que, dentro do enorme volume gigantesco à nossa volta, não existe o menor traço de antiestrelas ou antigaláxias. Por enquanto, os físicos não sabem exatamente que tipo de coisa terão que procurar. Talvez a antimatéria sofra de alguma instabilidade, alguma propensão interna para desintegrar-se. Isso explicaria o seu sumiço durante a história do Universo. Para Christian, a probabilidade de achar alguma anomalia não é grande. Mesmo assim, o trabalho não se perderá. Pois, enquanto mantêm um olho no enigma cósmico, os físicos vão explorar um novo tipo de material à disposição da humanidade. E não é muito improvável que, nos próximos anos, ele sirva para desenvolver tecnologias inimagináveis atualmente.
Agora mesmo existe um projeto interessante em andamento na Universidade da Pensilvânia. Muito bem bolado, o motor proposto pelo chefe do estudo, Gerald Smith, usaria um raio de antiprótons para energizar um reator nuclear. A grande vantagem desse sistema sobre idéias anteriores é que exige apenas alguns milhares de partículas, quantidade fácil de produzir com a tecnologia existente. Segundo Smith, se a coisa funcionar, e se for possível reduzir o custo do combustível, que é hoje altíssimo, poderá acelerar uma grande nave pilotada a uma velocidade em torno de 100 000 quilômetros por hora e reduzir pela metade o tempo de voo aos planetas. Uma viagem a Marte levaria cerca de 100 dias. O esforço pode não dar em nada. Mas a ideia de usar a antimatéria como combustível deve continuar sendo uma inspiração para o avanço das pesquisas. Num choque frontal a quase 300 000 quilômetros por segundo, duas partículas subatômicas da classe dos prótons viram energia pura, e esta, imediatamente depois, dá origem a novas partículas que se afastam da colisão em espirais. Metade dos fragmentos criados na trombada representam matéria comum, como prótons e elétrons, entre outros A outra metade, voando em direção oposta, é formada por antiprótons e antielétrons. Ou seja, antimatéria. Veja como o antielétron foi detectado em 1932.Os físicos custaram a descobrir como se monta um antiátomo inteiro. Mas as antipartículas usadas para construí-lo fazem parte da rotina científica desde o início da década de 30. Em 1932, o teórico inglês Paul Dirac previu a existência do antielétron, e apenas dois anos mais tarde o americano Carl Anderson comprovou a teoria. Anderson ainda não dispunha dos grandes tubos a vácuo nos quais, atualmente, partículas comuns são, primeiro, aceleradas e, depois, forçadas a colidir entre si a uma velocidade próxima à da luz. Elas então se desintegram e se recompõem na forma de estilhaços subatômicos. Metade dos quais é antimatéria. Como esse processo só começou a ser usado na época da Segunda Guerra Mundial, Anderson teve que observar o antielétron nos raios cósmicos. São principalmente prótons que viajam, enlouquecidos, entre as estrelas. Vez por outra, explodem nas camadas mais altas da atmosfera, gerando grandes chuveiros de lascas microscópicas. Foi o primeiro contato da humanidade com a antimatéria. De Einstein ao anti-hidrogênio:Os passos que levaram à descoberta da antimatéria. O pai da ideia: Como quase tudo na Física, a existência da antimatéria foi deduzida a partir da Teoria da Relatividade, criada por Einstein em 1905. Retoques na teoria: Em 1924, o francês Louis de Broglie, aprimorando as fórmulas de Einstein, preparou o caminho para a pesquisa nos anos seguintes. Inglês genial: Em 1930, o inglês Paul Dirac mostrou que cada partícula deveria ter um par, idêntico a ela mas de carga elétrica oposta. Carl Anderson: Em 1932, o americano Carl Anderson detectou um antielétron. Era idêntico ao elétron de carga negativa. Mas tinha sinal positivo. FONTE: megaarquivo.com/2013/08/26/8815-fisica-a-metade-invisivel-do-universo

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

MATÉRIA E ANTIMATÉRIA: SERIA POSSÍVEL FAZER UMA BOMBA COMO A DO LIVRO DE DAN BROWN?

Época de terrorismo internacional, todas as armas estão na lista das prováveis ameaças: explosivos plásticos, armas químicas, artefatos nucleares, bomba radioativa suja (uma bomba normal, mas que contém material radioativo liberado ao explodir), etc. De repente, surge um best-seller que fala sobre nada menos do que uma bomba de antimatéria ("Anjos e Demônios" de Dan Brown). Será que uma coisa assim seria possível? De acordo com a obra, uma bomba contendo 1/4 de grama (na versão em português do livro) de antimatéria ameaça explodir a Cidade do Vaticano durante um conclave para eleger um novo papa... Não se preocupe! Não vamos revelar se o terrorista é ou não o mordomo, nem contar o fim da história, mas simplesmente explicar se um ato como esse é possível, desde que - é claro! - você jure manter segredo e não contar para o pessoal da Al-Quaeda. Só para dar uma ideia inicial, a bomba de Hiroshima, sempre tomada como referência nesses casos, tinha 3,2 m de comprimento, 75 cm de diâmetro e 4300 Kg de peso, mas o tamanho do explosivo era de aproximadamente 10 Kg de urânio 235. Sua potência foi de 20 kilotons. O resultado trágico de sua explosão é bastante conhecido. Mas e quanto à bomba de antimatéria? Calma. Vamos fazer um pouco de suspense...

Acelerador de partículas ionizadas

Imagine o seguinte experimento: a) Pegue um fio de cobre e enrole em torno de um cano de plástico, formando uma bobina, segundo o esquema abaixo (em corte transversal):
b) Ligue as duas pontas do fio em uma fonte de energia elétrica. Dentro do tubo vai se formar um campo magnético. Agora imagine que se coloque dentro dele um íon positivo (por exemplo, um átomo de hidrogênio sem o seu elétron) e suponha que - por causa da direção de enrolamento da bobina e de potentes ímãs - esse íon seja impulsionado para a direita, pois uma partícula com carga (íon) dentro de um campo magnético sofre a ação de uma força. Resultado: temos um pequeno canhão de íons. c) Coloque agora duas placas na saída do seu canhão, uma positiva e outra negativa.
Como a carga do íon é positiva, ele será atraído pela placa negativa na sua passagem. Logo, terá a sua trajetória desviada para cima. Imagine agora que haja uma placa de detecção em sua trajetória e que a mesma seja sensível ao impacto. Acabou-se de fabricar um acelerador de partículas ionizadas.
Obs.: Troque o íon de hidrogênio por elétrons e a placa de detecção por um vidro coberto por uma substância que acende quando do impacto e você terá um tubo de imagem de televisão.

O CERN e o Large Hadron Collider (LHC)

Se entre a bobina e as placas de desvio for colocada uma placa de impacto de tungstênio suficientemente grossa para "quebrar" o íon, mas suficientemente fina para, após o impacto, deixar passar os elementos que formavam o íon, pode-se detectar a carga e a massa de cada elemento.
Pela intensidade da energia de impacto na placa de detecção determina-se a massa da partícula. Se o impacto for no meio da placa de detecção a partícula não sofreu interferência das placas (negativa e positiva). Logo, não possui carga elétrica. Se o impacto for detectado na parte superior, a partícula tem carga positiva e, se na parte inferior, carga negativa. Se a bobina do esquema tiver aproximadamente 150 Km de comprimento num formato de circunferência com 27 Km de diâmetro, a 100 m debaixo da terra e uma energia suficiente para acelerar a partícula em velocidades perto de 300.000 Km/s (quase a velocidade da luz) você terá o LHC do CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nuclear), mencionado no livro, que será o maior acelerador de partículas do mundo, quando ficar pronto. Só houve um problema até agora, na experiência com o íon de hidrogênio que só tem um próton: quando o íon é destruído, uma partícula bate na parte superior e outra com a mesma intensidade (massa) bate na parte inferior da placa de detecção. Isso mostrou que, ao íon ser desintegrado, aparece um antipróton, que se desintegra em contato com qualquer matéria, sobrando somente energia. A antimatéria foi prevista pela Teoria Quântica (Max Planck e Werner Heisenberg) e comprovado por Carl Anderson experimentalmente. Numa explicação bem simplificadora, a antimatéria é a matéria com as cargas elétricas trocadas. No anti-hidrogênio existe um antielétron de pequena massa e carga positiva orbitando em torno de um antipróton de massa 1 e de carga negativa.

Cálculo da energia da suposta bomba de antimatéria

Um kiloton é o equivalente a explosão de 1.000 toneladas de TNT, e corresponde a 4,2x1012 joules. Nota 1: uma lâmpada de 60 watts consome 60 joules por segundo. Nota 2: a notação 4,2x1012 significa 4,2 seguidos de 12 zeros 42.000.000.000.000. Uma grama é 0,001 Kg e a velocidade da luz é 300.000.000 m/s. Usando a famosa fórmula de Einstein E=mc2 temos:
Se 4,2x1012 J é igual a 1 kiloton então a potência da bomba seria 21,4 kilotons. Mas, ao ser desintegrado, um grama de antimatéria desintegra junto um grama de matéria, logo serão 42,8 kilotons. Como no livro foram usados 1/4 de grama de antimatéria, a potência da bomba seria de aproximadamente 10 Kilotons. Uma bela explosão para 1/4 grama se comparada aos 10 Kg de urânio 235 da bomba de Hiroshima... O único problema é que a antimatéria é muitíssimo instável. Sua armazenagem custaria muita energia e seria inviável transportá-la da Suíça para a Cidade do Vaticano. Outro aspecto a considerar é que, segundo o site do CERN, eles produzem normalmente antimatéria à razão de 107 antiprótons por segundo. Como um grama de antimatéria possui 6x10(23 - 7)= 6x1016 antiprótons (vide química) seriam necessários 6x1023x107 segundos para se produzir um grama. Ou seja, aproximadamente, 2 bilhões de anos! Como no livro de Dan Brown a quantidade usada foi 1/4 de grama, avisem ao Bin Laden que ele terá de esperar 500 milhões de anos para poder matar o papa. fonte: educacao.uol.com.br/disciplinas/fisica/materia-e-antimateria-seria-possivel-fazer-uma-bomba-como-a-do-livro-de-dan-brown.htm

segunda-feira, 7 de julho de 2014

FÍSICOS ESTÃO MUITO PERTO DE REVELAR O MISTÉRIO DA ANTIMATÉRIA

A Física sugere que quantidades iguais de matéria e antimatéria deveriam ter sido criadas durante o Big Bang. Porém, ninguém conseguia explicar por que o universo existe em sua forma atual, feito predominantemente de matéria. Cada uma das partículas fundamentais conhecidas tem um primo, uma antimatéria, com propriedades idênticas, mas carga elétrica oposta. Quando uma partícula encontra sua antipartícula, se “aniquilam”, desaparecendo em um flash de luz de alta energia. A questão permanece: por que isso não ocorreu no início do universo, com as quantidades iguais de matéria e antimatéria, resultando em um universo desprovido de ambas? Agora, físicos de partículas americanos estão próximos de explicar esse fato. Em 2010, pesquisadores do acelerador de partículas Tevatron alegaram resultados preliminares mostrando um pequeno excesso de matéria sobre antimatéria conforme partículas se deterioravam. Recentemente, a equipe apresentou um documento mostrando que seus resultados são firmes. As descobertas do Tevatron vêm de uma chuva de partículas produzidas quando os prótons se fragmentam em seus correspondentes de antimatéria, antiprótons. As colisões próton-antipróton, por sua vez, criam um número de partículas diferentes, e a equipe notou pela primeira vez uma discrepância no decaimento de partículas chamadas mésons B. Isso se deteriorou em pares de partículas chamadas múons, com suas versões antimatéria, antimúons. Mas, como relatou a equipe, havia um excesso notável de 1% de partículas de matéria. No entanto, eventos sem explicação na sopa de interações criada em experimentos de física de partículas significam que essas medidas são associadas com um nível de incerteza – refletem a probabilidade de que o efeito visto seja uma ocorrência estatística aleatória, e não uma descoberta. Os pesquisadores agora têm 50% mais dados para trabalhar. Eles estão tentando estabelecer que o resultado de fato veio da partícula decaída proposta, e não é uma aleatoriedade. Agora, eles reduziram a incerteza da experiência a um nível de 3,9 sigma, o equivalente a uma probabilidade de 0,005% que o efeito seja um acaso. A física de partículas exige que, para ser chamada de descoberta, o nível de certeza seja de 5 sigma, ou cerca de 0,00003% de chance de que o efeito não seja real. Só assim os cientistas poderão afirmar que resolveram um dos grandes mistérios da Física hoje. FONTE: BBC.com/news/science-environment-13988836

segunda-feira, 2 de junho de 2014

EXPERIMENTO VAI CRIAR MATÉRIA E ANTIMATÉRIA A PARTIR DA LUZ

Em 1934, os físicos Gregory Breit e John Wheeler apresentaram uma teoria que descreve como criar matéria a partir de luz pura. Na época, eles descartaram a ideia de que tal fenômeno pudesse ser observado em laboratório por causa das dificuldades da criação do experimento necessário. A proposta é criar matéria da forma mais básica possível, gerando partículas elementares. Supernova em uma garrafa Agora, Oliver Pike e seus colegas do Imperial College, de Londres, afirmam ter descoberto uma maneira de realizar este sonho. Eles propõem usar lasers de alta energia disparados contra um invólucro especial de ouro para converter fótons em pares de partículas de matéria e antimatéria. Em essência, o experimento deverá recriar o que se acredita acontecer em grandes explosões estelares conhecidas como supernovas. A área é promissora: várias outras interações básicas entre matéria e luz têm sido descritas, comprovadas por experimentos, e geralmente premiadas com o Nobel de Física. Um exemplo é a proposta de Paul Dirac, feita pouco antes, em 1930, de que um elétron e seu equivalente de antimatéria, um pósitron, poderiam ser aniquilados em uma colisão para produzir dois fótons, efetivamente transformando matéria em luz. Breit e Wheeler previram o reverso dessa reação, com dois fótons se chocando para produzir matéria e antimatéria - um pósitron e um elétron. O trabalho agora realizado por Pike também é teórico, mas tem a grande vantagem de criar um experimento que inclui apenas tecnologias que já existem para compor um "colisor fóton-fóton", capaz de converter a luz diretamente em matéria.
Interações básicas entre matéria e luz têm sido descritas, comprovadas por experimentos, e geralmente premiadas com o Nobel de Física. Como transformar luz em matéria O experimento proposto envolve duas etapas principais.Na primeira, um laser de alta intensidade acelera elétrons até um pouco abaixo da velocidade da luz. Esses elétrons são então disparados contra uma lâmina de ouro para criar um feixe de fótons um bilhão de vezes mais energéticos do que a luz visível. Na segunda etapa do experimento, deverá ser usada uma pequena cápsula também de ouro, chamada hohlraum (termo em alemão para "sala vazia"), a mesma que está sendo usada nos experimentos de fusão nuclear. Quando outro laser de alta energia acertar o hohlraum, ele criará um campo de radiação térmica, gerando luz semelhante à luz emitida por estrelas, compondo um segundo feixe de fótons - Pike chama o experimento de "supernova em uma garrafa". Finalmente, o feixe de fótons da primeira fase do experimento será dirigido para passar através do centro do recipiente de ouro, fazendo com que os fótons das duas fontes colidam, formando então a matéria e a antimatéria, ou seja, elétrons e pósitrons. Essa matéria criada da luz poderá ser detectada quando sair do recipiente, que não então será mais uma sala tão vazia. "Como somos teóricos, estamos agora conversando com outras pessoas que podem usar as nossas ideias para realizar este experimento histórico," disse o professor Steve Rose,
Este é o famoso hohlraum, a cápsula onde fica o combustível para a fusão nuclear no laboratório NIF (EUA). Experimento elegante Quando o experimento for realizado, na verdade não será a primeira vez que a luz terá sido convertida em matéria em laboratório. Em 1997, Thomas Koffas fez isso usando o acelerador de partículas da Universidade de Stanford (SLAC - Stanford Linear Accelerator Centre). Contudo, em vez do experimento simples e básico - ou "elegante", como os físicos chamam essas demonstrações fundamentais - eles fizeram a coisa por atacado, por assim dizer. No experimento do SLAC, os elétrons produziram fótons, que então passaram por múltiplas colisões dentro da mesma câmara, produzindo elétrons e prótons - o experimento passou a ser conhecido como processo Breit-Wheeler multifotônico. Bibliografia: A photon-photon collider in a vacuum hohlraum Oliver J. Pike, F. Mackenroth, E. G. Hill, Steve J. Rose Nature Photonics Vol.: Published online DOI: 10.1038/nphoton.2014.95 FONTE:INOVACAOTECNOLOGICA

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O 1° CANHÃO DE ANTIMATÉRIA ESTÁ PRONTO E DISPARANDO

Cientistas do CERN, a instituição que comanda o LHC, conseguiram pela primeira vez produzir um feixe de antimatéria. O disparo de átomos de anti-hidrogênio - ou antiátomos de hidrogênio - foi feito pela equipe ASACUSA, sigla em inglês para "Espectroscopia Atômica e Colisões Usando Antiprótons Lentos". A antimatéria primordial nunca foi observada no Universo, e sua ausência continua sendo um grande enigma científico - o modelo cosmológico do Big Bang estabelece que foram criadas quantidades iguais de matéria e antimatéria. No entanto, é possível produzir quantidades significativas de anti-hidrogênio no CERN, em experimentos misturando antielétrons (pósitrons) e antiprótons. O feixe de antimatéria produzido, por enquanto, é bastante ralo: a equipe detectou 80 átomos de anti-hidrogênio a 2,7 metros do local de sua produção e disparo, uma distância onde a influência perturbadora dos campos magnéticos utilizados para produzir os antiátomos é pequena.
O "canhão de antimatéria" ejeta os antiátomos do local de sua produção e armazenamento para um ponto distante o suficiente da ação dos campos magnéticos. [Imagem: Cern] POR QUE UM CANHÃO DE ANTIMATÉRIA? A teoria estabelece que os espectros do hidrogênio e do anti-hidrogênio são idênticos. Assim, qualquer pequena diferença entre eles imediatamente abriria uma janela para uma nova física, e poderia ajudar a resolver o mistério da antimatéria. Matéria e antimatéria se aniquilam imediatamente quando se encontram, liberando raios gama. Por isso, além de criar o anti-hidrogênio, um dos principais desafios é manter os antiátomos longe da matéria comum. Para isso, os físicos tiram proveito das propriedades magnéticas do anti-hidrogênio - que são semelhantes às do hidrogênio - e usam campos magnéticos muito fortes e não-uniformes para prender os antiátomos para estudá-los. Contudo, os fortes gradientes do campo magnético da armadilha degradam as propriedades espectroscópicas dos antiátomos, atrapalhando seu estudo. A saída então é criar um "canhão de antimatéria", que ejete os antiátomos do local de sua produção e armazenamento para um ponto distante o suficiente da ação dos campos magnéticos. Foi isso o que a equipe ASACUSA conseguiu, construindo um canhão que dispara os átomos de antimatéria de sua armadilha magnética a uma distância de quase três metros. Segundo os pesquisadores, o próximo passo será otimizar a intensidade e a energia cinética dos feixes de anti-hidrogênio - tornar o canhão mais potente - e compreender melhor o estado quântico da antimatéria. fonte:inovacaotecnologica

terça-feira, 19 de novembro de 2013

MOTORES DE ANTIMATÉRIA E FUSÃO PODERÃO MOVER NAVES ESPACIAIS NO FUTURO

Em 2010, a NASA produziu um trabalho em parceria com o “The Tauri Group” para determinar quais as áreas de avanço tecnológico mais promissoras, que permitiriam vencer os desafios da exploração espacial. Uma das tecnologias sugeridas pela pesquisa, chamada de “Technology Frontiers: Breakthrough Capabilities for Space Exploration” (“Fronteiras da Tecnologia: capacidades inovadoras para a exploração espacial”) é o uso de antimatéria para disparar um motor de fusão nuclear. Como combustível para esse motor, seriam usadas pastilhas contendo deutério e trítio – isótopos mais pesados do hidrogênio -, cercados por um material mais pesado, como urânio. A ideia é disparar um raio de antiprótons – o equivalente da antimatéria aos prótons – para iniciar a reação de fusão, com o hidrogênio sendo convertido em hélio e liberando muita energia. A propulsão poderia ser obtida de diversas formas, como aquecendo um combustível ao ejetá-lo em altíssimas velocidades. A ideia não é nova: o projeto Daedalus, da Sociedade Interplanetária Britânica, já propôs o uso de foguetes de fusão para fazer viagens interestelares. Os cálculos apontam que uma viagem para Júpiter precisaria de 1,16 gramas de antiprótons, o que não parece muito, exceto quando consideramos que desde 1950 não devem ter sido produzidos mais de 10 nanogramas do material em aceleradores de partículas, e que poucas gramas devem custar vários trilhões de dólares. Porém, os autores do estudo apontam que a produção de antiprótons está avançando, e talvez venham a ser a grande novidade em propulsão espacial até 2060. Com a quantidade de combustível suficiente, uma viagem a Júpiter não demoraria mais que alguns poucos meses, e seria possível chegar em Marte depois de apenas 39 dias de viagem, usando um foguete de plasma. FONTE: Space.com]

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

MOTORES DE ANTIMATÉRIA E FUSÃO PODERÃO MOVER NAVES ESPACIAIS NO FUTURO

Em 2010, a NASA produziu um trabalho em parceria com o “The Tauri Group” para determinar quais as áreas de avanço tecnológico mais promissoras, que permitiriam vencer os desafios da exploração espacial. Uma das tecnologias sugeridas pela pesquisa, chamada de “Technology Frontiers: Breakthrough Capabilities for Space Exploration” (“Fronteiras da Tecnologia: capacidades inovadoras para a exploração espacial”) é o uso de antimatéria para disparar um motor de fusão nuclear. Como combustível para esse motor, seriam usadas pastilhas contendo deutério e trítio – isótopos mais pesados do hidrogênio -, cercados por um material mais pesado, como urânio. A ideia é disparar um raio de antiprótons – o equivalente da antimatéria aos prótons – para iniciar a reação de fusão, com o hidrogênio sendo convertido em hélio e liberando muita energia. A propulsão poderia ser obtida de diversas formas, como aquecendo um combustível ao ejetá-lo em altíssimas velocidades. A ideia não é nova: o projeto Daedalus, da Sociedade Interplanetária Britânica, já propôs o uso de foguetes de fusão para fazer viagens interestelares. Os cálculos apontam que uma viagem para Júpiter precisaria de 1,16 gramas de antiprótons, o que não parece muito, exceto quando consideramos que desde 1950 não devem ter sido produzidos mais de 10 nanogramas do material em aceleradores de partículas, e que poucas gramas devem custar vários trilhões de dólares. Porém, os autores do estudo apontam que a produção de antiprótons está avançando, e talvez venham a ser a grande novidade em propulsão espacial até 2060. Com a quantidade de combustível suficiente, uma viagem a Júpiter não demoraria mais que alguns poucos meses, e seria possível chegar em Marte depois de apenas 39 dias de viagem, usando um foguete de plasma. Fonte: Space.com

sábado, 20 de agosto de 2011

O QUE É ANTIMATÉRIA?

É o inverso do que é a matéria. Ela é composta de antipartículas, que possuem a mesma característica das partículas (massa e rotação), mas com carga elétrica contrária. É o caso do pósitron, também conhecido como antielétron, que tem carga positiva. Ou do antipróton, que, diferente do próton, é negativo. O conceito de antimatéria foi proposto pelo físico inglês Paulo Dirac em 1928. Ele revisou a equação de Einstein, considerando que a massa também poderia ser negativa. Sendo assim, a fórmula ficaria: E=+ou-mc2. Com base na teoria, a comunidade científica passou a estudar o tema mais a fundo e descobriu uma potente fonte de energia, com 100% de aproveitamento. Hoje, o grande desafio é conseguir produzi-la em grande quantidade - já que ela não é encontrada na Terra.

Antirrecorde
Recentemente, cientistas americanos divulgaram a maior e mais complexa antimatéria já criada. São 18 núcleos de anti-hélio - cada um com dois antiprótons e dois antinêutrons

O inverso do universo
Saiba como a antimatéria é criada e quais são as suas potencialidades

Opostos se destroem
Matéria e antimatéria não coexistem. Quando se encontram, geram uma explosão que transforma massa em energia. A ciência acredita que ambas existiam em quantidades iguais quando ocorreu o Big Bang, mas se destruíram. Por alguma razão, sobrou mais matéria - que se moldou e formou planetas, galáxias e estrelas

Ultrapower
A explosão causada pelo encontro da matéria e da antimatéria gera energia em forma de raio gama - que possui 10 mil vezes mais energia que o raio solar e o raio X. Só para ter uma ideia, 1 g de antimatéria seria capaz de abastecer a cidade de São Paulo durante 24 horas ou mover um carro por 10 mil km

Batendo de frente
Cientistas já criaram antimatéria no acelerador de partículas LHC (sigla em inglês para Grande Colisor de Hádrons). Num túnel circular de 27 km de comprimento, entre França e Suíça, átomos são manipulados para atingir a velocidade da luz. Ao se chocar, eles se dividem em partículas e antipartículas. Nesse processo, foi produzido um trilionésimo de grama de antimatéria - que daria para acender uma lâmpada por três segundos

Utilização
A antimatéria já é utilizada em exames médicos. Um exemplo é o PET Scan - Pósitron Emission Tomography -, que utiliza antielétrons para detectar tumores cancerígenos. No futuro, acredita-se que será possível desenvolver motores movidos por antimatéria - uma promissora fonte de energia ilimitada

• A antimatéria criada no LHC durou cerca de 16 centésimos de segundo antes de se aniquilar com a matéria

FONTE:Adilson José da Silva, chefe do departamento de Física Matemática do Instituto de Física da USP