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domingo, 27 de novembro de 2016

CRIADO O 1° CRISTAL DO TEMPO

O cristal do tempo é formado por uma fileira de átomos de itérbio, que começam a oscilar por conta própria.[Imagem: J. Zhang et al. (2016)]

Cristal espaço-temporal

Os cristais do tempo, capazes de sobreviver até ao fim do Universo, causaram uma celeuma entre os físicos desde que sua existência foi prevista por Frank Wilczek, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2004. Embora vários artigos tenham sido publicados desde então tentando demonstrar a "impossibilidade" desses cristais do tempo, a equipe do professor Chris Monroe, da Universidade de Maryland, nos EUA, não se importou com o ceticismo e anunciou agora ter criado o primeiro cristal do tempo na prática. A ideia básica do cristal espaço-temporal é que o cristal gire de forma persistente, em um nível muito baixo de energia - sem precisar de energia externa -, permitindo quebrar tanto a simetria espacial quanto a simetria temporal. Mesmo se não houver muita gente interessada em deixar mensagens para quem possa surgir depois do fim do Universo, esses cristais podem ser usados como memórias quânticas muito robustas e confiáveis.

Cristal quântico

Ao contrário de um bonito cristal brilhante, os pesquisadores trabalharam com sistemas quânticos que não estão em equilíbrio, mais especificamente com uma fileira de íons do elemento químico itérbio, com spins que interagem uns com os outros. O spin dos íons pode ser ajustado para cima ou para baixo com a ajuda de um laser. Como eles estão acoplados, quando o spin do primeiro íon é invertido o próximo íon o acompanha, e assim por diante, até o final da fileira.
O grande interesse prático nos cristais do tempo está na criação de memórias quânticas robustas, que sobrevivam à decoerência. [Imagem: Stef Simmons/CC BY] Estes spins derivados oscilam a uma velocidade que depende da regularidade com que o laser inverte o spin do primeiro íon, o que significa que a frequência original determina a taxa de oscilação do conjunto. Contudo, quando se permite que o sistema "evolua", as interações passam a ocorrer a uma taxa que é o dobro da frequência original, o que somente pode ser explicado pela quebra da simetria do tempo, permitindo assim estes períodos mais longos.

Memória do Universo

Para checar tudo, a equipe mediu as propriedades do cristal do tempo, confirmando que alterações na frequência original - a frequência do laser que altera o primeiro spin - não conseguem mais alterar a frequência do cristal do tempo. Ele passa a funcionar de forma estável em seu próprio ritmo. Embora todo o aparato para o funcionamento do cristal do tempo não permita devaneios quando a começar a escrever a história do Universo para uma posteridade pós-Universo, o esquema pode funcionar como uma memória quântica extremamente robusta, que exigirá a injeção externa de energia para que o registro inicial seja apagado - ao contrário das memórias quânticas atuais, que sofrem com a perda de dados devido ao fenômeno quântico da decoerência. Bibliografia: Observation of a Discrete Time Crystal J. Zhang, P. W. Hess, A. Kyprianidis, P. Becker, A. Lee, J. Smith, G. Pagano, I.-D. Potirniche, A. C. Potter, A. Vishwanath, N. Y. Yao, C. Monroe arXiv http://arxiv.org/abs/1609.08684 FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=criado-primeiro-cristal-do-tempo&id=010130161018

domingo, 1 de novembro de 2015

O 1° RAIO DE ANTI-MATÉRIA É CRIADO

Criar raio de anti-matéria soa como algo que só um cientista louco faria, porém, não há nenhuma maluquice no feixe de átomos de anti-hidrogênio que os cientistas geraram pela primeira vez no centro de pesquisa CERN (Organização Européia de Pesquisas Nucleares), na Europa. Os pesquisadores por trás da realização técnica revelaram na revista “Nature Communications”, que o feixe poderia ajudá-los a entender mistérios profundos como por que vemos muito mais matéria do que antimatéria no universo, e Por que existe um universo. Teoricamente, quantidades iguais de matéria e antimatéria deveriam ter sido criadas no Big Bang que deu origem ao cosmos como o conhecemos. Mas, como qualquer fã de “Jornada nas Estrelas” sabe, a matéria e a antimatéria se aniquilam mutuamente em um flash de energia quando interagem. Assim, os físicos suspeitam que deve ter havido alguma diferença sutil que permitiu que a matéria dominasse o universo. Experimentos anteriores de colisão de partículas forneceram um punhado de pistas sobre essa diferença, entretanto, os físicos realmente gostariam de resolver o mistério estudando anti-átomos reais. O problema é que é difícil manter os átomos em existência tempo suficiente para fazer boas medições em escala. Na verdade, as aplicações de antimatéria estão ao nosso redor há um longo tempo. Hospitais rotineiramente fazem uso de antielétrons, ou pósitrons, para tirar fotos internas do nosso corpo com PET (sigla em inglês para tomografia por emissão de pósitrons). E os pesquisadores estão querendo usar feixes de antiprótons para tratar o câncer. Mas foi só nos últimos três anos ou mais que os físicos foram capazes de combinar antiprótons e pósitrons em átomos inteiros de anti-hidrogênio e mantê-los dentro de uma câmara à vácuo magnética especialmente projetada nas instalações do Desacelerador Antipróton do CERN, na fronteira suíço-francesa. Mesmo assim, é difícil analisar esse anti-hidrogênio, porque o campo magnético que encurrala os anti-átomos também interfere com as medições. Em 2012, cientistas da colaboração ALPHA, do CERN, anunciaram que finalmente conseguiram fazer as primeiras medições espectroscópicas de anti-átomos dentro de sua câmara à vácuo. Agora, os cientistas de uma colaboração diferente, conhecida como ASACUSA, dizem que seu aparelho criou um feixe de átomos de anti-hidrogênio que pode ser medido com mais precisão fora da câmara magnética onde foram criados. Pelo menos 80 dos anti-átomos foram detectados, 2,7 metros abaixo da região de produção. O aparelho da ASACUSA faz uso de dispositivos com nomes que aqueceriam o coração de um cientista louco: uma bobina de supercondutores anti-Helmholtz, eletrodos de múltiplos anéis, uma cavidade de micro-ondas e um seletor rotativo de feixe de focagem. O resultado é que os anti-átomos energéticos podem ser guiados para uma região com um campo magnético fraco. “Como os átomos de anti-hidrogênio não têm carga, foi um grande desafio transportá-los de sua câmara”, explicou o líder da equipe ASACUSA, Yasunori Yamazaki, pesquisador do centro japonês RIKEN, em um comunicado à imprensa do CERN. “Nossos resultados são muito promissores para estudos de alta precisão de átomos de anti-hidrogênio, em particular da estrutura hiperfina, uma das duas propriedades espectroscópicas mais conhecidas do hidrogênio. Sua medida no anti-hidrogênio permitirá o teste mais sensível de simetria matéria-antimatéria”. Yamazaki disse que sua equipe vai retomar as experiências nos próximos meses com uma configuração que deve produzir feixes de alta energia para estudo. fontes: home.web.cern.ch/about/updates/2014/01/antimatter-experiment-produces-first-beam-antihydrogen// nbcnews.com/science/scientists-create-anti-atom-beam-use-it-good-not-evil-2D11959528

sábado, 10 de outubro de 2015

SWIFTKEY USA REDE NEURAL PARA CRIAR TECLADO PARA SMARTPHONES MAIS INTELIGENTES

A SwiftKey quer providenciar melhores predições no teclado do seu smartphone por meio do seu novo SwiftKey Neural Alpha. Trata-se de um novo teclado que vem com a garantia de criar predições mais apuradas ao aprender rapidamente o seu uso habitual de palavras. A grande ideia por trás do novo teclado é que ele usa um tipo de aprendizado de máquina chamado rede neural. Na essência, o software tenta aprender padrões e analisar dados de linguagem similares a como um cérebro humano funciona. Segundo a SwiftKey, o novo teclado se destacará em uma série de cenários cotidianos em comparação ao seu atual teclado, que usa um modelo chamado n-gram. Se você quiser testar o teclado em seu próprio celular, você pode obter o Neural Alpha na Play Store. Mas saiba que, por se tratar de um lançamento inicial, há a expectativa de surgirem naturalmente alguns bugs. Uma vez que a SwiftKey licencia sua linguagem de software para outras empresas, a companhia quer mais do que vender apenas temas. Ela precisa continuar a melhorar seu entendimento de como a linguagem funciona. A boa notícia é que, mesmo que digitar numa tela de vidro possa ser algo frustrante, seu teclado pode começar a soar um pouco mais com você sem envolver muito esforço da sua parte. fonte:http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2015/10/09/swiftkey-usa-rede-neural-para-criar-teclado-para-smartphones-mais-inteligente/

sábado, 29 de agosto de 2015

MIT CRIA IMPRESSORA 3D QUE TRABALHA COM 10 MATERIAIS AO MESMO TEMPO

Pesquisadores do MIT desenvolveram uma impressora 3D capaz de usar 10 fotopolímeros de uma vez só. E, segundo o Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory (CSAIL), eles conseguiram fazer isso por menos de US$ 7 mil. Para você ter uma ideia – sistemas que imprimem três materiais distintos de uma vez só podem custar um pouco mais: cerca de US$ 250 mil. A impressora MultiFab 3D mistura gotículas microscópicas de um fotopolímero que, em seguida, são expulsas por meio de cabeças de impressão de tinta a jato, um processo semelhante a impressoras de escritórios. No entanto, diferente dos modelos já disponíveis, o processo de impressão é computacionalmente intenso e requer processamento de muitos gigabytes de dados visuais para combinar os vários polímeros, explicam os pesquisadores. Até então, a MultiFab 3D só usou fotopolímeros ultravioletas curáveis – o que significa que eles são endurecidos por um sistema de iluminação a LED. “Materiais como co-polímeros, hidrogel e baseados em solventes podem ser adaptados para serem usados dentro de nossa plataforma”, explicaram os pesquisadores em um estudo sobre a impressora. A estimativa é que custo de impressão saia por cerca de US$ 10 cada meio quilo. Atualmente, os materiais para impressora incluem um material rígido, materiais elásticos, material de alto índice de refração, de baixo índice de refração e um material de apoio. Além disso, a impressora consegue se autocalibrar e autocorrigir o seu trabalho de impressão, já que conta com um sistema de visão computacional integrado que automaticamente reajusta a cabeça da impressora caso um erro aconteça. O sistema pioneiro criado pelos pesquisadores do MIT é feito exclusivamente de materiais de baixo-custo. O uso de visão computacional para feedback simplifica o design e compensa em software as deficiências de hardware. Para Terry Wohlers, analista chefe da empresa de pesquisa Wohler Associados, a MultiFab é um sistema de impressão de fotopolímero de alguma forma similar ao que a Stratasys oferece por cerca de US$ 111 mil. No entanto, mesmo que o protótipo do MIT seja consideravelmente mais econômico que os criados pela indústria, isso não significa que para produzi-lo comercialmente saia barato, diz Wohlers. “É uma coisa para um pesquisador em uma universidade determinar o custo de componentes que fazem uma máquina, mas isso é totalmente diferente do que comercializar um produto e tornar um negócio sustentável”, completa. “Quando executivos e investidores são envolvidos, grandes ajustes são geralmente feitos em relação ao preço”. Anthony Vicari, analista na Lux Research, disse que uma impressora 3D feita com materiais que custaram cerca de US$ 7 mil não deve competir com impressoras 3D disponíveis no mercado, onde alguns sistemas custam milhares de dólares. Entretanto, Vicari acredita que a impressora criada pelo MIT pode chegar ao mercado por um preço abaixo dos U$S 20 mil e que isso pode muito bem desafiar tanto as habilidades quanto estruturas em relação a preços das atuais impressoras que custam entre U$S 50 mil e US$ 250 mil. Uma vez que a impressora permite imprimir com uma grande variedade de materiais, pesquisadores indicam que ela poderia ser usada para imprimir praticamente tudo, desde cases para smartphones a lentes do diodo emissor de luz. FONTE: idgnow.com.br/internet/2015/08/25/mit-cria-maquina-3d-que-consegue-imprimir-10-materiais-diferentes-ao-mesmo-tempo/

domingo, 5 de julho de 2015

PENTÁGONO ESTÁ PROJETANDO ORGANISMOS PARA POVOAR MARTE

Não é segredo que a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA, em inglês), a divisão de estudos científicos do Pentágono, investe pesado em engenharia genética e biologia sintética. Se você se empolga ou se aterroriza com as possibilidades dessa tendência, aí vai uma novidade: o órgão independente americano acredita estar prestes a criar organismos capazes de povoar Marte. O objetivo da pesquisa é aquecer e adensar a atmosfera marciana por meio de plantas, bactérias e algas que realizarão a fotossíntese na superfície improdutiva do planeta vermelho. É uma missão que mesmo os eternos tecno-otimistas como Elon Musk acham que não vai acontecer tão cedo, mas a DARPA, ao que parece, está bem empenhada na árdua missão. “Pela primeira vez temos as ferramentas tecnológicas para transformar locais hostis aqui na Terra e, também, para ir ao espaço e ficar por lá”, afirmou Alicia Jackson, diretora adjunta do novo departamento de tecnologias biológicas na DARPA, enquanto apontava para uma versão artística de Marte habitada.Parte do DTA Gview, que permite aos cientistas verificar genes específicos em vez de uma série de A, T e Gs. Ano passado, o laboratório de Jackson se empenhou em aprender a como projetar geneticamente organismos de todos os tipos com mais facilidade. Em outras palavras, foi além do feijão com arroz da biologia sintética — a e.coli e as leveduras, usadas na maioria dos projetos do ramo. “Há entre 30 milhões a 30 bilhões de organismos na Terra. No momento, usamos somente duas delas para a engenharia genética”, afirmou. “Quero utilizar todos os organismos que tenham as propriedades que eu estabelecer — e mapeá-los e projetá-los de forma rápida. Se você procurar nos softwares de anotações de genoma atuais, eles não são desenvolvidos para encontrar rapidamente os sistemas e genes capazes de serem projetados. São desenvolvidos para encontrar algo esotérico e interessante para que eu possa publicar um artigo científico a respeito.” A DARPA e alguns de seus parceiros de pesquisa criaram um software chamado DTA Gview, chamado por Jackson de “o Google Maps dos genomas”. Na conferência, ela apresentou os genomas de diversos organismos no programa. A tela mostrava uma lista de genes conhecidos e os locais a que pertenciam. “Essa grande quantidade de dados genômicos que estamos coletando é incrível, exceto pelo fato de que estão em bancos de dados e permanecerão como dados, não conhecimento. Pouca informação genética que temos é prática”, ela afirmou. “A partir disso, o objetivo é, em um dia, sequenciar e descobrir onde posso projetar um organismo.” De forma bem básica, o objetivo do projeto é escolher os melhores genes das formas de vida que quisermos e editá-los em outras formas de vida a fim de criar algo completamente novo. Isso deverá acontecer primeiro com bactérias e outros organismos. O objetivo é, no futuro, fazer isso com organismos mais complexos e multicelulares. A utilidade dessa tecnologia é bastante surpreendente. Talvez o mais interessante seja o plano da DARPA para utilizar organismos projetados no reparo de danos ao meio ambiente. Jackson afirmou que, depois de um desastre natural ou causado pelo homem, será possível projetar novos tipos de organismos extremófilos capazes de sobreviver em ambientes devastados. Conforme esses organismos forem fotossintetizados e prosperarem, revitalizarão o ambiente de forma natural. E é daí que começa o plano de povoar Marte. Com prática em transformar os cenários danificados em locais saudáveis, Jackson acredita que teremos o que for necessário para, por fim, tentar colonizar o sistema solar. Isso é algo que sequer tem uma estimativa. Segundo a DARPA, a tecnologia está no início e muito do trabalho atual é sigiloso. Mas as implicações do projeto são muito empolgantes, afirma Jackson. “Após um desastre natural ou causado pelo homem, podemos considerar a recuperação do meio ambiente. Pela primeira vez, buscaremos soluções para esse problema.” Fonte:http://motherboard.vice.com/pt_br/read/organismos-que-povoarao-marte/

domingo, 12 de outubro de 2014

CIENTISTAS RUSSOS CRIAM MEDICAMENTO REVOLUCIONÁRIO CONTRA O MELANOMA

Um grupo de investigadores da empresa de São Petersburgo BIOKAD criou um medicamento inovador na luta contra o câncer da pele. O preparado estimula a destruição do tumor por parte do sistema imunitário do paciente sem afetar os tecidos saudáveis. Os médicos consideram que o novo preparado, BCD-100, será um avanço na terapêutica deste tipo de câncer. O melanoma é a mais perigosa das formações malignas. Apesar de ser diagnosticado só a 4% dos casos, é letal em 80% dos pacientes. Com o melanoma em fase avançada os doentes morrem meio ano após o diagnóstico. Graças a esse preparado da empresa BIOKAD, até nesses casos é possível travar o desenvolvimento da doença e prolongar a vida das pessoas. A ação do medicamento passa pelo desbloqueio do sistema imunitário do doente para que esse comece, desde o início, a combater o tumor, contou à Voz da Rússia o vice-presidente da empresa BIOKAD, Roman Ivanov: “Para o sistema imunitário do organismo o tumor é um corpo estranho, como um vírus ou bactéria. Normalmente, as células malignas do organismo espalham-se e destroem o sistema imunitário. Em casos raros, elas encontram formas de “sair”, e desenvolve-se a doença oncológica. Nesse caso, um dos mecanismos fundamentais passa pela interação das células cancerígenas com a proteína PD- 1 que como se desligasse o sistema imunitário da pessoa. O tumor ganha a oportunidade de crescer ilimitadamente. Se bloquearmos essa proteína então ela deixa de ser invisível para o sistema imunitário. O sistema imunitário acorda, levando a uma grande remissão nos doentes”. Os medicamentos que os cientistas atualmente possuem não permitem uma luta eficiente com a doença. O efeito clínico sobre o crescimento da metástase chega a apenas 10% dos casos. Já o recurso a bloqueadores da proteína PD-1 leva à paragem do crescimento do tumor em 40% dos pacientes. É por isso que a orientação para o sistema imunitário da pessoa é a orientação mais vanguardista da farmacologia atual, refere Roman Ivanov: “O futuro está nessas terapias, pois o tumor ganha rapidamente resistência medicamentosa. Ele cresce e sofre mutações, desenvolve os seus mecanismos de “defesa” face aos preparados. Já o sistema imunitário evolui de forma quase paralela ao tumor, modificando-se em respostas aos desafios do tumor em mutação. O sistema imunitário é a melhor resposta na luta com as células cancerígenas”. Em setembro de 2014, foi registrado, nos EUA, o preparado da empresa Merck, que tem um princípio ativo semelhante. Mas o russo tem um conjunto de vantagens. Nomeadamente, o análogo norte-americano é de origem animal. O anticorpo retirado do organismo dos animais tem efeitos sobre o organismo do paciente, podendo causar reações alérgicas, pois, pela sua natureza, é estranho ao ser humano. O preparado russo tem por base moléculas dos linfócitos humanos e por isso não tem esse efeito secundário. Além disso, o medicamento russo tem um maior período de permanência no organismo, reduzindo o número de vezes que tem de ser ministrado ao paciente. Em 2015 começarão os testes pré-clínicos do preparado e, passados três anos, este já deverá estar disponível no mercado. fonte: portuguese.ruvr.ru/news/2014_10_12/Cientistas-de-S-o-Petersburgo-criam-preparado-revolucion-rio-contra-melanoma-9803/

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

LHC CONSEGUIU CRIAR A MATÉRIA MAIS DENSA DO UNIVERSO

O Grande Colisor de Hádrons (LHC) criou uma substância superquente que é a mais densa jamais observada pela raça humana, além dos buracos negros. Trata-se do chamado plasma de quarks-glúons, um estado primordial da matéria que, segundo os cientistas, é a forma que tinha o Universo imediatamente após o Big Bang. O material é 100.000 vezes mais quente que o existente dentro do sol e é mais denso que uma estrela de nêutrons -uma das coisas mais densas conhecidas pela Ciência-. - "Além dos buracos negros, não há nada mais denso que o que estamos criando", afirmou o físico David Evans, responsável da equipe do detector ALICE que está trabalhando no plasma. - "Se existisse um centímetro cúbico desta coisa, pesaria 40 bilhões de toneladas", disse. Para criar esta substância, os físicos engatilharam centenas de milhares de colisões por segundo dentro do LHC quase à velocidade da luz, esperando partir as partículas subatômicas em formas mais básicas de matéria. O que se busca neste caso é estudar como era o universo justamente após o Big Bang. Acredita-se que à medida que o universo foi esfriando, o plasma transformou-se na matéria que conhecemos hoje. O material criado no LHC tem quase o dobro de temperatura que o plasma que foi criado previamente usando o Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC) nos Estados Unidos. Mesmo assim, ambos os plasmas são bastante parecidos –os dois se comportam como líquido-, quase sem fricção, assinalaram os cientistas. - "Se mexer uma caneca de chá com uma colher e depois tirar a colher, o chá move-se por um momento e depois para. Se tivesse um líquido perfeito e mexesse, seguiria dando voltas para todo sempre", explicou Evans. Alguns teóricos acham que, sob o calor extremo que existia no início do universo, os quarks e os glúons deveriam estar mais espaçados, criando um plasma que se comportasse como gás, e não como líquido. Os pesquisadores do ALICE estão agora tratando de provar se algo assim pode acontecer. Mas para isso precisam temperaturas ainda mais altas que as conseguidas no LHC. Comparando o plasma do RHIC e o do LHC, os cientistas esperam aprender melhor como se comporta e porque a substância muda ao esfriar-se. Resta lembrar que o LHC ainda não está operando a máxima potência, concretamente está na metade de sua capacidade. De maneira que esperam que ALICE crie versões ainda mais densas do plasma no futuro. Esperar para ver. fonte:http://news.nationalgeographic.com/news/2011/05/110524-densest-matter-created-lhc-alice-big-bang-space-science/

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CONHEÇA 10 TECNOLOGIAS QUE NUNCA DEVERIAM SER CRIADAS

Estamos vivendo tempos incríveis, em que a tecnologia avança cada mais e começa a permear cada aspecto da vida moderna. Ao mesmo tempo que o fantástico potencial da tecnologia se apresenta, no entanto, também aparece seu potencial nefasto para o horror. Não estamos falando de tecnologias que são criadas para fins maléficos, como as câmeras de gás e todas as ferramentas de tortura medievais, e sim de tecnologias basicamente neutras que podem ser usadas tanto para o bem, quanto para o mal – e que certamente podem ser muito perigosas, se usadas para o mal.

1. Armas nanotecnológicas

A nanotecnologia pode ser usada para fins benéficos. Pequenas nanomáquinas autoreplicantes e com capacidade de interferir no ambiente podem ser usadas para limpar o meio ambiente, acabar com a escassez e até mesmo modificar a biologia humana por exemplo. Mas se ela cair nas mãos de algum inepto que esqueça ou não saiba como fazer o crescimento das nanomáquinas parar, ou de algum ditador ou qualquer indivíduo carregado de más intenções que resolva propositalmente liberar nanomáquinas que crescem irrestritamente, o planeta todo pode ser devorado. Poderíamos acabar em um planeta coberto de uma gosma cinza composta de nanomáquinas que se reproduziram até consumir toda a biosfera, uma catástrofe conhecida como ecofagia.

2. Máquinas conscientes

Praticamente temos como certo que eventualmente teremos máquinas com algum tipo de consciência artificial, mas este pode ser um desenvolvimento horrendo. Para a máquina. Em 2003, o filósofo Thomas Metzinger apontou que ninguém concordaria em criar uma criança retardada mentalmente para experimentos científicos, mas que uma máquina com consciência bem simples, apesar de ser equivalente, não desperta nenhuma empatia ou objeção moral ou ética. Louie Helm, um futurista, concorda e aponta que fazer uma máquina que seja um escravo com inteligência artificial é cruel. Além disso, é imoral fazer com que este escravo tenha alguma consciência. Sem contar que um erro de programação pode produzir o equivalente a um computador com síndrome de Down, esquizofrenia, autismo ou epilepsia. Se você ainda não se convenceu, imagine um robô escravo que saiba que é escravo, sofra por ser escravo, mas não possa se libertar.

3. Uma superinteligência artificial

Stephen Hawking já avisou que a criação de uma inteligência artificial pode ser o nosso pior erro. Um sistema mais rápido e mais esperto que nós vai nos ter na palma de sua mão, e ainda não há como prever se uma inteligência artificial seria amigável. É melhor dar um jeito de escravizar a inteligência artificial às Três Leis da Robótica de Isaac Asimov antes de completar o seu desenvolvimento.

4. Viagem no tempo

A viagem no tempo pode nunca vir a ser desenvolvida, afinal de contas, se ela foi criada no futuro, por que não somos visitados por viajantes do tempo? Talvez este seja um indício que no futuro seremos um pouco mais sábios, já que a viagem no tempo pode ser uma loucura tremenda. O problemão seria lidar com linhas do tempo contaminadas, por exemplo, alguém que explique e convença Napoleão a não atacar a Rússia, ou alguém que mate Hitler em alguma trincheira da Primeira Guerra Mundial. Os paradoxos que podem surgir de mudanças tão drásticas em eventos históricos tão importantes são incalculáveis e, na verdade, pode ser que não tenhamos como discernir um evento importante de outro não importante. Afinal de contas, a Primeira Guerra Mundial começou mesmo com o assassinato do Arquiduque Ferdinando, ou foi alguma coisa mais trivial, como alguém que um dia acordou com os dois pés esquerdos e acabou dizendo algo que não devia, em uma cadeia de eventos que acabou inspirando o assassinato?

5. Dispositivos de leitura da mente

Já existe a perspectiva de criar uma máquina que possa ler as memórias e a mente das pessoas à distância e sem o consentimento delas. A chave é uma conexão maior com a internet e outros canais de comunicação. No último ano, por exemplo, cientistas holandeses conseguiram reconstruir a atividade cerebral a ponto de recuperar, com detalhes, o que a pessoa estava vendo, pensando e lembrando. Um regime totalitário poderia usar isso para criar uma lei sobre “crimes de pensamento”.

6. Dispositivos de hackeamento do cérebro

Não só nossa mente pode ser lida sem nosso consentimento, como também pode ser alterada. No momento que as pessoas tiverem chips no seu cérebro e não tiverem barreiras mentais contra estes chips, elas estarão vulneráveis à internet e à tudo que passa por lá. Os primeiros passos já foram dados: não faz muito tempo que cientistas conseguiram fazer com que duas pessoas entrassem em comunicação de cérebro a cérebro, pela internet. Agora imagine um governo paranoico ou um hacker mal intencionado, modificando lembranças das pessoas conectadas à Internet.

7. Robôs projetados para matar humanos

Este é um item que tem um potencial assustador, a ponto de ser assunto de discussão atualmente. Robôs assassinos não precisam da inteligência humana para funcionar. Podem ser veículos militares, ou soldados humanoides. Eles automaticamente fariam a identificação dos humanos inimigos e o passo seguinte seria a eliminação. O problema maior nem são os erros de identificação que causam “fogo amigo” ou a morte de civis inocentes, mas uma corrida armamentista atrás do mais poderoso exércitos de robôs. A certo ponto, os robôs ficariam tão poderosos que não poderíamos mais enfrentá-los. Se eles saíssem de controle, seria nosso fim – a escravidão ou a morte.

8. Patógenos usados como armas

Em 2005, surgiu uma controvérsia ligada ao programa de mapeamento de genes de seres vivos, particularmente a publicação dos genes de vírus mortais. Hoje, o vírus da varíola está preso em tubos de ensaio em algum cofre gelado por aí. Mas imagine que alguém publique o código genético do mesmo. Basicamente, qualquer um com conhecimento poderia fazer ressurgir esta doença. Vírus também poderiam ser modificados para se tornar mais letais, ou diferentes vírus poderiam ser combinados para criar uma variante mais letal ainda.

9. Prisão e punição virtuais

Um dos efeitos colaterais da virtualização do cérebro e do aumento radical da expectativa de vida seria o surgimento de penas cruéis de prisão por séculos. Esta pena poderia ser cumprida rapidamente, se o cérebro fosse carregado para um computador com um ambiente virtual. Penas absurdas poderiam ser cumpridas em horas ou dias, mas mesmo assim a pessoa que cumpriu tal pena teria sentido todo aquele tempo passar. A perspectiva é de enlouquecer.

10. Engenharia do inferno

Esta tecnologia seria semelhante à anterior. As pessoas poderiam fazer o “upload” de suas mentes para ambientes paradisíacos virtuais, e lá passar um bom tempo.Mas, assim como dá para criar um mundo virtual paradisíaco, também seria possível criar um mundo virtual infernal. Com a perspectiva da imortalidade ou de uma longevidade “à perder de vista”, quem estivesse no inferno passaria por um mau pedaço. Por muito tempo. FONTE: io9.com/10-horrifying-technologies-that-should-never-be-allowed-1635238363

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CIENTISTAS ESTUDAM FOTÔNICA QUÂNTICA PARA CRIAR COMUNICAÇÃO CRIPTOGRAFADA SEGURA

A pesquisa em fotônica quântica poderia mudar, entre outras coisas, a computação e a maneira como nos comunicamos. Para investigar esses processos e projetar uma nova tecnologia que opera com precisão nas menores escalas, o físico e professor Dirk Englund, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, nos EUA) explora a paisagem quântica com um olho em aplicações que vão desde criptografia a neurologia. “Este campo combina alguns aspectos que o tornam um desafio, mas também muito divertido e gratificante. Informações quânticas combinam os princípios da física, matemática e ciência da computação, três áreas que eu sempre fui interessado”, conta Englund. Um dos focos da pesquisa de Englund é a criptografia quântica, onde é possível usar o estranho fenômeno do entrelaçamento quântico para permitir que duas pessoas distantes se comuniquem com segurança comprovada, o que não é possível (ou pelo menos não é conhecido) segundo as leis da física clássica. Comunicação com segurança é cada vez mais importante no mundo moderno, mas possui suas dificuldades. A equipe de Englund trabalha na construção de sistemas ópticos que usam luz quântica na criptografia. “Distribuição quântica de chaves é a única forma comprovadamente segura que conhecemos para permitir que duas partes amplifiquem uma certa quantidade de informações secretas e, em seguida, se comuniquem de forma segura”, explica. O objetivo da pesquisa é tornar a criptografia quântica mais rápida e escalável. Englund trabalha com cientistas da IBM para criar dispositivos de criptografia quântica de baixo custo usando chips e óptica, a fim de tornar esta forma de comunicação segura mais prática. O estudo do grupo do MIT vai além de comunicação secreta, no entanto, já que a fotônica quântica permite muitas aplicações. Por exemplo, sistemas quânticos pequenos podem ser sensores excelentes. A equipe já está analisando se sensores feitos com dois elétrons presos em partículas de escala nanométrica de diamantes podem ser usados para medir sinais neuronais no cérebro. Esses sensores usam o estado de spin desses elétrons que respondem de forma muito sensível a campos externos, algo que seria equivalente a assistir as oscilações de pequenos piões. Tudo isso é muito interessante, mas o campo da informação quântica é ainda muito novo, e a implementação destas ideias exige novos tipos de tecnologias – como fontes de fóton único, detectores de fótons individuais e memórias quânticas estáveis – que ainda estão nos seus estágios iniciais de desenvolvimento. No entanto, Englund crê que as tecnologias quânticas estão avançando rapidamente e que toda essa área estará muito, muito diferente daqui a 5 a 10 anos. “Se a história serve de guia, coisas que parecem realmente assustadores agora vão parecer muito fáceis até lá”, sugere. FONTE:Phys.org/news/2014-09-tracks-photons-unprecedented-quantum-technology.html

terça-feira, 16 de setembro de 2014

CIENTISTAS CRIAM TABELA QUE MOSTRA SUAS CHANCES DE ENGRAVIDAR

Não é segredo para ninguém que, com o passar dos anos, as chances de engravidar de uma mulher diminuem. Mas qual seria, mais precisamente, o impacto da idade? E, mais do que isso, como saber se é hora de procurar ajuda médica antes que a biologia impeça o casal de ter filhos? Chances de engravidar Com base em estatísticas sobre queda de fertilidade e tempo médio que casais levam para conceber, pesquisadores da Universidade de Warwick e da Escola de Economia de Londres (ambas no Reino Unido) desenvolveram uma fórmula que ajuda a calcular as chances de um casal engravidar ao longo de até 36 meses de tentativas. De acordo com os cálculos, uma mulher de 25 anos tem em média 15% de chances (mensais) de engravidar ao longo de seis meses tentando, por exemplo. Aos 30, as chances diminuem um pouco (13%) e, aos 40, caem para 5% por mês.
De acordo com os autores do estudo, essas informações podem ajudar o casal a saber se deve procurar aconselhamento com um médico. “Com o passar do tempo, o casal pode acabar ficando estressado, afetando suas relações sexuais e, portanto, suas chances de engravidar”, explica a professora Geraldine Hartshorne. “Levar a um médico um assunto tão pessoal pode ser incômodo, por isso saber a hora certa de começar a investigar é um bom passo”. O estudo pode ajudar o próprio médico a avaliar se é melhor pedir aos pacientes para se submeterem a exames (que podem ser custosos e desconfortáveis) ou sugerir que tentem mais um pouco. No futuro, talvez seja possível criar uma calculadora online para que casais tenham uma previsão “personalizada”, baseada em suas informações e não apenas em médias. FONTE: dailymail.co.uk/health/article-2212922/Trying-baby-New-formula-predicts-womans-chance-pregnant.html

COMO É CRIADOS NOVOS ELEMENTOS PARA A TABELA PERIÓDICA?

Criar um novo elemento químico dá aos seus descobridores o direito de batizá-lo e estudá-lo, conhecendo mais sobre o comportamento do núcleo atômico. E como isso ocorre? A receita é simples. Por exemplo, você pega dois elementos mais leves, o titânio (Ti, número atômico 22) e o berkélio (um actinídeo, Bk, de número atômico 97), e tenta fundi-los para criar um elemento mais pesado, no caso, o elemento de número atômico 119. Faça a fusão acontecer em alta velocidade em direção a um detector, e fique esperando o sinal verde. Essa é a teoria. Na prática, a coisa é mais complicada. Veja as etapas: 1.Aceleração: Um acelerador linear de partículas no Centro de Pesquisa de Íons Pesados GSI Helmholtz, em Darmstadt, Alemanha, acelera um feixe de titânio ionizado em um tubo de 121 metros a 10% da velocidade da luz. 2.Colisão: Durante cinco meses, uma equipe alemã colidiu o feixe de titânio ionizado contra um alvo cravejado de átomos de berkélio. Os cálculos são de que a cada 1 bilhão de colisões, um átomo de titânio colide com um átomo de berkélio na velocidade e posição certas para realizar a fusão, criando um novo átomo com 119 prótons. 3.Separação: Os novos átomos superpesados formados (tudo que tem mais de 102 prótons é superpesado) têm mais massa e se movem mais lentamente, a cerca de apenas 2% da velocidade da luz, e também reagem diferente a um campo magnético. Usando campos magnéticos poderosos, os cientistas desviam os átomos do elemento 119 em direção a um detector. 4.Detecção: Os átomos do elemento 119 entram no detector de silício. Ele é radioativo, e fica emitindo partículas alfa — 2 prótons e 2 nêutrons — de uma forma prevista pela teoria. O detector registra estes decaimentos que são usados pelos cientistas para provar a existência do novo elemento. Os modelos da física predizem que o elemento mais pesado que pode ser obtido deve ter 126 prótons. A partir desta quantidade, o núcleo é excessivamente instável. O elemento 119 tem 177 nêutrons, e uma meia-vida prevista de 200 microssegundos, além de acrescentar mais uma linha à nossa conhecida tabela periódica. Finalmente, para dar nome ao novo elemento, o grupo de pesquisa deve fazer a comprovação da detecção. Ela precisa ser validada e submetida à International Union of Pure and Applied Chemistry, que pode levar anos até aprovar o novo nome. Enquanto não recebem uma nomeação definitiva, elementos recém descobertos recebem um nome em latim, como ununseptium, o nome temporário do elemento 117. FONTE: PopSci.com/science/article/2013-04/making-new-elements

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CIENTISTAS CRIAM SUPERCOMPUTADOR DO TAMANHO DE SELO POSTAL

Uma equipe de cientistas criou um chip que reproduz a estrutura organizacional do cérebro e seria capaz de alimentar um supercomputador utilizando um mínimo de energia.

O processador é formado por um milhão de unidades computacionais batizadas de neurônios. Cada um deles se conecta a outros 256. No entanto, aplicações comerciais da inovação ainda devem levar anos, já que qualquer software para o novo sistema precisa ser escrito do zero. O novo chip é o resultado de anos de cooperação entre cientistas, coordenados pela empresa IBM, e foi apresentado na revista científica Science. "O trabalho cumulativo é de mais de 200 anos-pessoa", afirmou à BBC Dharmendra Modha, que liderou o grupo. Ele classificou o chip TrueNorth como uma "máquina para uma nova era".

Década de 40

A forma convencional de programação, binária, usada desde a década de 40, utiliza zeros e uns, e é a base de todos os atuais processadores. Nesta arquitetura, o processamento de dados e a memória funcionam em unidades separadas.
Uma das aplicações do novo chip poderia ser em robôs que atuam em zonas de desastre No TrueNorth, no entanto, as operações matemáticas são interconectadas, o que lhe permite trabalhar muito mais dados ao mesmo tempo. "Nosso chip integra computação, comunicação e memória", disse Modha. A computação "neuromórfica" do TrueNorth acontece através de redes formadas por unidades chamadas "spikes" ou impulsos. Por isso, a programação para este tipo de arquitetura precisará ser desenvolvida do zero. "Já está claro que a forma de processamento convencional encontra dificuldades para determinadas tarefas", afirmou Sophie Wilson, engenheira de computação da Academia Real de Engenharia e da Sociedade Real britânica.

'Centros neurosinápticos'

"O Google Images, por exemplo, se sai muito bem no reconhecimento de imagens de gatos, mas para isso utiliza enormes matrizes de computadores." A estrutura fundamental do TrueNorth são os "centros neurosinápticos" de 256 neurônios cada, criado pela IBM em 2011. Modha e sua equipe conseguiram instalar uma rede de 64 por 64 desses centros em um único chip, proporcionando um total de um milhão de neurônios. Já que cada um desses neurônios é conectado a outros 256, mais de 256 milhões de "sinapses" são possíveis. A complexidade da estrutura é impressionante para um objeto criado pelo homem e que tem apenas 3cm de largura. Mesmo assim, ainda é extremamente simples em comparação com o cérebro. Cada neurônio biológico recebe e envia algo em torno de 10 mil conexões. Por outro lado, o chip é "infinitamente ampliável", afirma Modha. Dessa forma, podem ser interconectados montando sistemas cada vez mais poderosos.
"Isso não leva a melhoras de 10% a 15%. Estamos falando de ordens e mais ordens de magnitude." Como demonstração do potencial do TrueNorth, a equipe de Modha o programou para realizar uma "jogada de efeito" visual.

Aplicações possíveis

Analisando em tempo real um vídeo filmado de uma torre na universidade americana de Stanford, um único chip identificou quais pixels representavam pedestres, ciclistas, carros, ônibus e caminhões. Este tipo de tarefa é um dos pontos fortes do cérebro e é um dos pontos em que computadores tradicionais encontram grandes dificuldades. Por isso, entre as muitas aplicações que o novo chip permite estão óculos que podem ajudar deficientes visuais nas ruas ou robôs na cena de um desastre a se locomoverem. Mas há quem acredite que as vantagens do novo chip talvez estejam sendo um pouco exageradas. Para Steve Furber, um engenheiro de computação da universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, disse à BBC que o tempo vai dizer se a nova arquitetura terá a flexibilidade para ser usada para aplicações diferentes. Furber, que atualmente trabalha em outro ambicioso projeto de simulação do cérebro chamado SpiNNaker. No projeto, as conexões entre os "neurônios" são flexíveis, não fixas como no modelo da IBM. Mas ele diz que a inovação da equipe de Modha é importante por sua capacidade de ampliação. "É mais um passo em um programa de pesquisa que, suspeito, nem eles sabem onde vai chegar." fonte:bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140811_chipselo_ebc.shtml

domingo, 27 de julho de 2014

MÍSSIL AIM-9X: UMA DAS ARMAS MAIS LETAIS JÁ CRIADAS NO PLANETA

Para entrar em uma guerra, um país precisa estar com suas tropas e frotas de veículos bem preparadas. E boa parte dessa preparação está relacionada diretamente com o desenvolvimento de novas tecnologias militares. No sentido mais prático dos conflitos, ou seja, o poder de destruição, de nada valeria os enormes investimentos em aeronaves indetectáveis e supervelozes se elas não estiverem munidas de armamentos eficientes. Neste artigo, vamos trazer você para perto de uma das armas mais modernas e precisas do mundo: o míssil AIM-9X, produzido pela Raytheon — um conglomerado de empresas norte-americanas especializado em equipamentos de guerra e aeroespaciais. DADOS TÉCNICOS DO AIM-9X: Velocidade máxima: duas vezes e meia a velocidade do som, o que corresponde a cerca de 3.060 km/h; Comprimento: aproximadamente 3 metros; Diâmetro: 13 centímetros; Peso total: 85 kg; Ogiva de fragmentação anular: 9,5 kg; Alcance operacional: em torno de 18 km; Preço unitário: US$ 85 mil. CAÇADOR INDOMÁVEL O AIM-9X é um projétil do tipo Sidewinder que faz parte de uma linha antiga de armamento (denominada AIM-9) e é considerado um míssil ar-ar de curto alcance, ou seja, ele é lançado de uma aeronave em voo com o objetivo de atingir e derrubar (ou explodir) um avião inimigo. Esse tipo de equipamento é chamado de arma inteligente, pois conta com sistemas embutidos capazes de guiar o míssil até o seu alvo, mesmo que ele tome direções diferentes. No caso do AIM-9X, é usado um dispositivo infravermelho que o permite seguir o calor emitido pelos motores ou até pela fuselagem do alvo.
Dotado de tecnologias bastante avançadas, este míssil é um caçador que rastreia e persegue impiedosamente a sua presa, dando a ela pouquíssimas chances de escapar. Mais para frente, neste mesmo artigo, você vai conhecer mais detalhes de como essa arma consegue fazer isso. UM POUCO DA HISTÓRIA As armas inteligentes surgiram nos moldes que as conhecemos hoje alguns anos após o término da Segunda Guerra Mundial. As primeiras tentativas de criar armas guiadas e “autônomas” utilizaram radares. Os mísseis recebiam seus próprios sensores para rastrear o ambiente a sua volta, mas não conseguiam transportar transmissores que tivessem a capacidade de mantê-los comunicáveis e operáveis a longas distâncias. A saída era a aeronave de disparo acompanhar o percurso do projétil e “mostrar” o alvo, o que a deixava muito vulnerável.
Além de ser muito grande e pesado, esse tipo de míssil se mostrou um armamento caro e ineficiente: a cada 10 projéteis lançados, apenas um acertava o seu alvo. No ano de 1947, o físico naval Bill McLean imaginou e começou a trabalhar em um armamento que mirasse no calor. Então os grupos de pesquisa militares começaram a adotar um pequeno sensor com células fotovoltaicas para que as altas temperaturas emanadas pelas aeronaves inimigas fossem “vistas” pelo míssil. O primeiro protótipo de um Sidewinder levantou voo e foi disparado pela primeira vez em 1953. A ESTRUTURA DO MÍSSIL De lá para cá, obviamente, já foram acrescentadas inúmeras melhorias e aperfeiçoamentos no sistema de funcionamento dos mísseis Sidewinders. Hoje, esses projéteis possuem uma relação complexa de componentes e sistemas eletrônicos.
PREPARAR... FOGO! O início da jornada de um míssil da série AIM-9 ser fixado sob a asa do avião (geralmente um caça de combate). A arma permanece conectada aos sistemas de controle da aeronave por meio de cabos de comunicação chamados de “cordão umbilical”, que ficam localizados no seu “nariz”. Quando o piloto se posiciona atrás do alvo, ele está apto para disparar. Ao pressionar um botão, o sistema de controle do avião envia um comando que ativa o motor de foguete. Esse dispositivo, localizado na traseira, produz energia para queimar um material propulsor sólido, o qual ao ser aquecido gera um gás de alta pressão que é conduzido para a parte traseira do projétil. As substâncias usadas na confecção desse combustível são especialmente preparadas para produzir pouca fumaça e evitar que o míssil seja facilmente detectado. A impulsão fornecida por esse processo é a responsável por lançar os AIM-9 e “empurrá-los” pelos céus a uma velocidade que pode atingir até duas vezes e meia a do som. Depois que todo o material propulsor é consumido, o míssil pode continuar plainando pelo ar até alcançar o seu alvo. CONTROLE DE VOO Tanto na parte da frente como na sua traseira, o projétil conta com espécies de asas que têm a função de estabilizar e controlar o voo. Enquanto as hastas no nariz do míssil possuem apenas uma função aerodinâmica, os equipamentos no final dele contam com mecanismos ajustáveis que operam como lemes, redirecionando o trajeto do Sidewinder a partir da sua aerodinâmica.
As orientações para qual lado o projétil deve seguir são enviadas por um sistema de controle eletrônico, o qual processa os dados captados pelo localizador infravermelho (dispositivo que é bastante parecido com o sensor CCD de uma filmadora), executa cálculos para alinhar o nariz do míssil com o calor emitido pelo alvo que foi captado e os transforma em comandos para os dispositivos servo-motores das asas traseiras. BOOM!!! Na sua parte frontal, os AIM-9 possuem uma ogiva que carrega em seu interior mais de 9 kg de explosivos e centenas de hastes de titânio que se fragmentam ao explodir e podem causar grandes estragos na fuselagem do avião inimigo. Na verdade, os Sidewinders mais modernos não são projetados para explodir com o impacto. Eles possuem um detector óptico que lança feixes de laser ininterruptamente durante todo o trajeto e espera recebê-los de volta por meio de sensores instalados na estrutura externa do míssil.
Caso esse sinal seja devolvido, significa que o alvo está próximo e é hora de explodir, espalhando elevadas ondas de calor, pressão e pedaços das ligas de titânio para todos os lados. Por ter um padrão de dispersão que toma o formato de um anel, a ogiva é considerada uma arma de fragmentação anular. VOCÊ NÃO PODE SE ESCONDER Embora o poder de destruição do AIM-9X seja o mesmo do seu antecessor, o AIM-9M, ele recebeu importantes melhorias que o tornam uma arma ainda mais precisa e letal. Uma das principais modificações é o aperfeiçoamento do localizador, permitindo que o dispositivo aumente o seu campo de “visualização” e capte a presença de alvos que não estejam à sua frente. Outra novidade relevante do míssil é a presença de um novo sistema de vetor de propulsão que visa oferecer maior agilidade de voo. Esse dispositivo passa a operar, além dos lemes de controle de direção, pequenas pás localizadas perto da saída do motor de foguete. Tais equipamentos podem redirecionar o gás propulsor expelido e virar o projétil com maior facilidade.
EM AÇÃO Como mencionado anteriormente, os Sidewinders estão na ativa desde a década de 50, e nesse período estima-se que essa categoria de mísseis já matou cerca de 270 pessoas em todo o mundo. Apesar de já terem sido fabricadas pelo menos 110 mil unidades desse tipo de armamento, contingente que está espalhado entre 28 países, apenas 1% dele foi usado em combate. Entre os conflitos que os projéteis da linha AIM-9 estiveram presentes, estão a Guerra do Vietnã, a Guerra do Golfo, a Guerra das Malvinas (também conhecida como Guerra das Falklands), a Guerra Civil Libanesa e a Guerra Afegã-Soviética (ou Invasão Soviética do Afeganistão). FONTES: raytheon.com/capabilities/products/aim-9x/ http://www.af.mil/ howitworksdaily.com/news/the-how-it-works-book-of-amazing-technology-on-sale-today/ http://science.howstuffworks.com/sidewinder.htm / airforce-technology.com/projects/aim-9x-sidewinder-air-to-air-missile/

segunda-feira, 14 de julho de 2014

CRIADO O 1° COMPUTADOR DE NANOTUBOS DE CARBONO DO MUNDO

Os computadores do futuro podem ser ainda menores, mais rápidos e mais eficientes – tudo isso utilizando um material já bem conhecido na indústria hoje: o carbono, que um dia pode substituir o silício. Em uma descoberta que se baseia no trabalho anterior de várias instituições, incluindo a IBM, uma equipe de engenheiros da Universidade de Stanford, Estados Unidos, anunciou hoje a criação do primeiro computador da história composto por nanotubos de carbono. Os nanotubos são usados para criar um novo tipo de transistor, que não depende de silício convencional. “Este é o mais complexo aparelho eletrônico já construído com nanotubos de carbono”, afirma Max Shulaker, coautor do estudo que anunciou o progresso, publicado na revista Nature. “Já houve muita propaganda exagerada sobre este assunto, mas as pessoas não tinham realmente certeza se poderíamos usar esta tecnologia de forma prática”. Os nanotubos de carbono são cilindros minúsculos produzidos a partir de folhas de átomos de carbono. São tão pequenos que os engenheiros conseguem colocar uma quantidade muito superior deles em um único chip, em comparação com os transistores de silício. Seu tamanho reduzido, juntamente com outras propriedades dos nanotubos (incluindo a alta condutividade e a capacidade de ligar e desligar rapidamente), significam maiores velocidade e eficiência energética. Isso é particularmente importante, dados os limites inerentes de transistores de silício. Os pesquisadores têm sido capazes de duplicar o número de transistores em um chip aproximadamente a cada dois anos (um processo conhecido como Lei de Moore), mas se acredita que este progresso vai chegar ao fim dentro de algumas décadas. O computador que Shulaker e seus colegas construíram é extremamente simples: contém apenas 178 transistores e possui um sistema operacional rudimentar, que permite a realização de tarefas simples envolvendo números. Ainda assim, chegar a este ponto é uma conquista que levou anos para ser alcançada – e exigiu que os pesquisadores superassem dois grandes desafios. Os nanotubos de carbono tendem a se automontar de forma imprevisível, e este processo de montagem também produz alguns nanotubos com propriedades metálicas, o que pode ocasionar um curto-circuito no transistor. “Tivemos que trabalhar muito para que os nanotubos se alinhassem como queríamos e, consequentemente, fossem perfeitamente confiáveis”, conta Shulaker. “Não estávamos interessados em obter 98% de eficiência, por exemplo, porque quando você tem um chip com bilhões de transistores, estes 2% podem se tornar um grande problema”. Para superar estes desafios, a equipe da Universidade de Stanford utilizou o que os pesquisadores apelidaram de “um projeto imune à imperfeição”. A abordagem essencialmente usa eletricidade para vaporizar nanotubos metálicos durante seu processo de fabricação, e se baseia em um algoritmo para criar projetos de circuitos que funcionam independentemente de qualquer desalinhamento dos nanotubos. De acordo com Shulaker, os métodos podem ser dimensionados para suportar a fabricação industrial de transistores de nanotubos de carbono no futuro. “Isso mostra que nós podemos realmente começar a competir com o silício”, acredita. Apesar dos progressos empolgantes, Shulaker também é realista sobre as perspectivas de aplicação prática do material: mais pesquisas serão necessárias para que se comprove que os nanotubos não são apenas mais uma das várias tecnologias emergentes, e sim um potencial substituto do silício. Isso sem mencionar que qualquer grande ruptura na indústria eletrônica, toda baseada em silício, será um enorme desafio. “Eu seria ingênuo de pensar que, em uma bela manhã, a indústria vai simplesmente acordar e jogar o silício pela janela”, admite. “Mas eu gosto de pensar que, talvez um dia, o Vale do Silício [região da Califórnia, EUA, que concentra diversas empresas de tecnologia] se torne o ‘Vale do Carbono’”. FONTE: TheVerge.com/2013/9/25/4769658/stanford-scientists-create-worlds-first-carbon-nanotube-computer

CRIADO O 1° ROTEADOR QUÂNTICO

A física quântica carrega muitas promessas: uma vez dominada, poderá permitir a criação de computadores infinitamente mais rápidos do que os atuais, conexões de internet com capacidade muito maior de transmissão de dados e códigos de proteção de informações praticamente inquebráveis. Ao contrário do que ocorre na física convencional, no “mundo quântico” uma partícula é capaz de carregar informações opostas simultaneamente. Além disso, devido a um fenômeno conhecido como entrelaçamento quântico, duas partículas separadas por uma grande distância podem carregar exatamente a mesma informação e, se uma for alterada, a outra muda instantaneamente. Um dos desafios para se dominar o uso dos fenômenos quânticos e aproveitá-lo para a transmissão de dados é “guiar” as informações: com os aparelhos atuais, só é possível guiar um fóton (partícula elementar usada em experimentos quânticos) através de uma única fibra ótica, o que limita bastante a transmissão. Recentemente, porém, um grupo de físicos da Universidade de Tsinghau (China) desenvolveu um roteador quântico (o primeiro já feito), capaz de direcionar dados quânticos de modo mais eficiente. Por meio de uma série de pequenos espelhos e placas metálicas, em conjunto com manipulação de fótons, eles deram um passo importante no desenvolvimento de tecnologias da informação baseadas nos princípios da física quântica. Apesar do sucesso do experimento, porém, esse roteador tem diversas limitações técnicas – mas deve inspirar novas iniciativas. A internet quântica chegará… algum dia!!! FONTE: TechnologyReview.com/view/428706/first-demonstration-of-a-quantum-router/?ref=rss

segunda-feira, 2 de junho de 2014

EXPERIMENTO VAI CRIAR MATÉRIA E ANTIMATÉRIA A PARTIR DA LUZ

Em 1934, os físicos Gregory Breit e John Wheeler apresentaram uma teoria que descreve como criar matéria a partir de luz pura. Na época, eles descartaram a ideia de que tal fenômeno pudesse ser observado em laboratório por causa das dificuldades da criação do experimento necessário. A proposta é criar matéria da forma mais básica possível, gerando partículas elementares. Supernova em uma garrafa Agora, Oliver Pike e seus colegas do Imperial College, de Londres, afirmam ter descoberto uma maneira de realizar este sonho. Eles propõem usar lasers de alta energia disparados contra um invólucro especial de ouro para converter fótons em pares de partículas de matéria e antimatéria. Em essência, o experimento deverá recriar o que se acredita acontecer em grandes explosões estelares conhecidas como supernovas. A área é promissora: várias outras interações básicas entre matéria e luz têm sido descritas, comprovadas por experimentos, e geralmente premiadas com o Nobel de Física. Um exemplo é a proposta de Paul Dirac, feita pouco antes, em 1930, de que um elétron e seu equivalente de antimatéria, um pósitron, poderiam ser aniquilados em uma colisão para produzir dois fótons, efetivamente transformando matéria em luz. Breit e Wheeler previram o reverso dessa reação, com dois fótons se chocando para produzir matéria e antimatéria - um pósitron e um elétron. O trabalho agora realizado por Pike também é teórico, mas tem a grande vantagem de criar um experimento que inclui apenas tecnologias que já existem para compor um "colisor fóton-fóton", capaz de converter a luz diretamente em matéria.
Interações básicas entre matéria e luz têm sido descritas, comprovadas por experimentos, e geralmente premiadas com o Nobel de Física. Como transformar luz em matéria O experimento proposto envolve duas etapas principais.Na primeira, um laser de alta intensidade acelera elétrons até um pouco abaixo da velocidade da luz. Esses elétrons são então disparados contra uma lâmina de ouro para criar um feixe de fótons um bilhão de vezes mais energéticos do que a luz visível. Na segunda etapa do experimento, deverá ser usada uma pequena cápsula também de ouro, chamada hohlraum (termo em alemão para "sala vazia"), a mesma que está sendo usada nos experimentos de fusão nuclear. Quando outro laser de alta energia acertar o hohlraum, ele criará um campo de radiação térmica, gerando luz semelhante à luz emitida por estrelas, compondo um segundo feixe de fótons - Pike chama o experimento de "supernova em uma garrafa". Finalmente, o feixe de fótons da primeira fase do experimento será dirigido para passar através do centro do recipiente de ouro, fazendo com que os fótons das duas fontes colidam, formando então a matéria e a antimatéria, ou seja, elétrons e pósitrons. Essa matéria criada da luz poderá ser detectada quando sair do recipiente, que não então será mais uma sala tão vazia. "Como somos teóricos, estamos agora conversando com outras pessoas que podem usar as nossas ideias para realizar este experimento histórico," disse o professor Steve Rose,
Este é o famoso hohlraum, a cápsula onde fica o combustível para a fusão nuclear no laboratório NIF (EUA). Experimento elegante Quando o experimento for realizado, na verdade não será a primeira vez que a luz terá sido convertida em matéria em laboratório. Em 1997, Thomas Koffas fez isso usando o acelerador de partículas da Universidade de Stanford (SLAC - Stanford Linear Accelerator Centre). Contudo, em vez do experimento simples e básico - ou "elegante", como os físicos chamam essas demonstrações fundamentais - eles fizeram a coisa por atacado, por assim dizer. No experimento do SLAC, os elétrons produziram fótons, que então passaram por múltiplas colisões dentro da mesma câmara, produzindo elétrons e prótons - o experimento passou a ser conhecido como processo Breit-Wheeler multifotônico. Bibliografia: A photon-photon collider in a vacuum hohlraum Oliver J. Pike, F. Mackenroth, E. G. Hill, Steve J. Rose Nature Photonics Vol.: Published online DOI: 10.1038/nphoton.2014.95 FONTE:INOVACAOTECNOLOGICA

sexta-feira, 16 de maio de 2014

SE CUIDA PENDRIVE: SONY CRIA FITA CASSETE COM CAPACIDADE PARA ARMAZENAR MAIS DE 64 MILHÕES DE MÚSICAS

Prestem atenção, fanáticos por nostalgia e puritanos da tecnologia – essa novidade é para vocês. A Sony deu vida nova à saudosa fita cassete ao apresentar uma fita que pode armazenar 148 gigabytes por polegada quadrada de fita. Isso significa 185 terabytes de dados em uma única fita, o que é 74 vezes a quantidade de dados que uma fita normal pode conter. Pra deixar qualquer Ipod com inveja! Essa superfita, entretanto, não é igual àquela que você usava pra gravar músicas do rádio na década de 90. Fitas cassetes de alta densidade são usadas até hoje por grandes corporações e órgãos governamentais para armazenar imensas quantidades de arquivos, por serem baratas e eficientes. Elas só não são usadas no dia a dia porque o acesso aos dados é muito mais devagar do que o dos discos rígidos e pen drives – para acessar qualquer dado, é preciso que seja feita uma busca temporal. Ou seja, a fita deve ser pausada exatamente no momento em que a informação foi salva. Esta superfita, porém, supera e muito a atual capacidade dos modelos usados hoje, batendo o recorde de armazenamento de um único dispositivo. Para fazer o novo material de gravação, a Sony usou um tipo de tecnologia de formação de película fina de vácuo chamada deposição por pulverização catódica. O processo envolve o disparo de íons de argônio em um substrato de película de polímero, o que produz camadas de partículas de cristais magnéticos. Ao ajustar as condições de descarga elétrica e o desenvolvimento de uma subcamada magnética branda sobre o filme, os fabricantes foram capazes de criar uma camada de partículas magnéticas finas com um tamanho médio de 7,7 nanômetros. A Sony não disse quando o público poderá comprar uma, ou quanto isso deverá custar. Mas, dado que uma cassete pode conter 64 milhões e 750 mil canções, espera-se que o interesse e o preço sejam elevados. Para efeitos de comparação, a superfita poderia armazenar três blu-rays de dados por polegada quadrada, um total de 3.700 blu-rays em uma única fita. FONTE:Fuse, Consequence of Sound, IT World

EXÉRCITO DOS EUA GASTARÁ MILHÕES PARA CRIAR ROBÔS QUE ENTENDEM CÓDIGOS MORAIS

Imagine um futuro em que robôs autônomos tomam decisões de vida ou morte com base não apenas em dados, mas também em um código moral pré-programado. Não estamos falando de uma história distópica. E sim de um programa do Pentágono, nos EUA, que é assustador. Ao longo dos próximos cinco anos, o Escritório de Pesquisa Naval vai conceder US$ 7.5 milhões para pesquisadores universitários criarem um robô que sabe exatamente o que é certo e o que é errado. Esse senso de consequência moral pode fazer com que sistemas autônomos operem com mais eficiência e, bem, autonomamente. Algumas pessoas podem até pensar que máquinas podem tomar decisões melhores que seres humanos, já que elas só podem seguir as regras para as quais foram definidas e calculam as consequências a partir de diferentes cenários.
Faz um pouco de sentido quando vemos desta forma. “Com drones, mísseis, veículos autônomos e outros, os militares estão rapidamente criando sistemas que precisam tomar decisões morais”, explicou o pesquisador de AI Steven Omohundro ao Defense One. “Vidas humanas e propriedades dependem dos resultados dessas decisões, e por isso é fundamental que isso seja feito com cuidado e pleno conhecimento das capacidades e limitações dos sistemas envolvidos. Os militares sempre tiveram que definir ‘as regras da guerra’ e essa tecnologia deve aumentar essa necessidade.” Por outro lado, programar robôs com um certo código moral significa que todos temos concordar com este código moral. Sem me aprofundar em filosofia, é fácil entender como isso pode ser uma tarefa bastante controversa. Mesmo que o poder do processamento computacional possa ser útil, digamos, em um hospital, é bem complicado quando estamos apontando mísseis contra pessoas. “Não acho que eles vão desenvolver um robô ético ou moral”, disse Noel Sharkey, outro especialista em inteligência artificial, em resposta ao artigo. “Para isso, precisaríamos de uma agência moral. Para isso precisamos entender os outros e saber o que significa o sofrimento. O robô pode ser instalado com algumas regras de ética, mas não importa. Ele vai seguir as ideias de ética do seu projetista humano.” O debate pode se estender muito além disso. Vale a pena se aprofundar nele, já que dependemos cada vez mais de máquinas. E pesquisas indicam que já temos robôs moralmente responsáveis por suas ações. Por que não programar moral para alguns deles? Talvez porque eles podem decidir que a coisa certa a se fazer é tomar o controle do mundo e eliminar os seres humanos fracos. Asimov já nos disse como essa história termina. FONTE:Gizmodo

segunda-feira, 12 de maio de 2014

IBM DIZ ESTAR CRIANDO MEMÓRIA QUE É 275 VEZES MAIS RÁPIDA QUE O SSD

A IBM e a Universidade de Patras, na Grécia, estão trabalhando lado a lado em uma tecnologia que, no futuro, pode acabar com os chips SSD que todos conhecemos hoje e garantir que possamos acessar os dados 275 vezes mais rápido que os padrões atuais. Trata-se do Projeto Theseus, que tenta combinar o sistema NAND convencional com memórias DRAM de mudança de fase em um único controlador. O objetivo final é a construção de um componente de uso muito mais eficiente que os encontrados hoje, tanto em termos energéticos quanto na velocidade de armazenamento e acesso. A mágica, que na verdade tem mais a ver com ciência do que com feitiçaria, está relacionada com a forma como a nova tecnologia trabalha ao lado dos vidros de calcogeneto que são usados para guardar informações. Aquecendo-os rapidamente, eles podem mudar de estado entre suas formas cristalina e amorfa. A primeira é lida como o 1 binário e possui baixa resistência, enquanto a segunda representa o 0 e tem estrutura bastante forte. O processo é capaz de realizar alterações extremamente rápidas entre esses dois estados e, ainda, armazenar informações em uma situação intermediária entre eles. O resultado dessa mudança rápida de formato é a latência extremamente baixa e alta durabilidade, que pode chegar a milhões de ciclos contra os cerca de 30 mil encontrados hoje nas memórias SSD convencionais. Além disso, sobre o fator que pode acabar sendo o decisivo para tornar a adoção da tecnologia como padrão, os chips baseados em mudança de fase são muito mais baratos e podem ser produzidos de maneira mais rápida. Para a IBM, a economia de recursos pode chegar à casa dos bilhões de dólares tanto na fabricação dos chips em si quanto na economia de escala devido à facilidade e rapidez maior na manufatura. Nesse caso, o foco é, também, um setor que se beneficiaria bastante com as reduções nos custos: o de servidores e grandes sistemas de armazenamento, que necessitam de respostas rápidas às procuras por dados e uma latência que nunca é baixa o suficiente. Longe da aplicação prática Trata-se ainda de um protótipo, mas mesmo nesse estado os resultados exibidos já são bastante impressionantes. Conforme o que foi exibido em gráficos divulgados pela IBM e publicados pelo site Extreme Tech, a solução de mudança de fase (chamada de PSS) é capaz de completar solicitações em até 500 microssegundos, enquanto outras infraestruturas usadas atualmente têm um tempo médio de resposta na casa dos 2.000 microssegundos. O principal problema da IBM no momento, porém, não se encontra no desenvolvimento da tecnologia em si, e sim, em fatores de mercado. A empresa está utilizando em seus testes memórias de 90 nm produzidas pela Micron, uma companhia que já anunciou o fim de sua produção de PCMs e a saída completa desse mercado. Ainda assim, a empresa permanece confiante de que esse é o caminho a seguir e, enquanto provavelmente busca um novo fornecedor, continua trabalhando nos aspectos físicos e técnicos de uma tecnologia que ainda não tem nenhuma previsão para chegar ao mercado. De uma coisa a IBM tem certeza: não há muita evolução que possa ser realizada nos SSDs atuais e a mudança de fase, bem provavelmente, é a nova geração em termos de memória. FONTE: http://corporate.canaltech.com.br/noticia/memoria/IBM-diz-estar-criando-memoria-que-e-275-vezes-mais-rapida-que-o-SSD/#ixzz31XQ6Po7K

domingo, 27 de abril de 2014

CIENTISTAS CRIAM ELETRÔNICOS QUE PODEM SE AUTODESTRUIR

Sistema está sendo desenvolvido em universidade dos Estados Unidos e já apresenta resultados bem interessantes. No mundo da ficção, os objetos que podem ser autodestruídos são bem comuns. Eles estão nos jogos, nos livros e nos filmes, sendo cartas, computadores e qualquer outro equipamento. Mas, se você achava que eles estavam muito longe da realidade, é melhor mudar de opinião, pois cientistas dos Estados Unidos estão bem perto de permitir que isso ocorra na vida real — e os testes atuais são bem promissores. Isso está acontecendo na Universidade do Iowa, onde Reza Montazami — um professor assistente de engenharia mecânica — desenvolveu um sistema que transforma dispositivos eletrônicos em materiais que podem se autodestruir. Tudo isso é conseguido graças a polímeros degradáveis transitórios, que são muito mais voláteis do que os materiais baseados no silício. E, segundo o pesquisador, esses novos polímeros podem oferecer as mesmas funcionalidades que um dispositivo comum ofereceria, com a única diferença de que eles serão destruídos depois de algum tempo. Isso pode ser usado em processadores, circuitos e diversos outros equipamentos eletrônicos — tudo depende de como os desenvolvedores vão querer aplicar o sistema de Montezami. ONDE ISSO PODE SER USADO? Por enquanto, a aplicação real mais interessante é uma antena que pode desaparecer após algum tempo. De acordo com Gizmodo, em um minuto ela pode transmitir sinais e coordenadas ou informações relevantes para algum local remoto; então, ela é dissolvida. É importante dizer que isso exige a aplicação de uma solução especial e ainda sobram alguns rastros de metal. A equipe também já conseguiu criar alguns diodos de emissão de luz que podem ser destruídos automaticamente, mas o que eles querem fazer é algo mais complexo. Montezami diz que um dos seus desejos é criar um cartão de crédito que é dissolvido em caso de perda — exigindo apenas um sinal remoto, que poderia ser enviado de um smartphone. Planos mais ambiciosos vão desde os smartphones autodestrutíveis até aplicações para a espionagem. É claro ainda estamos bem longe disso, mas é interessante notar que a tecnologia está avançando e que os pesquisadores têm resultados reais de seus trabalhos. Será que teremos esses dispositivos com autodestruição no mercado algum dia? FONTES: gizmodo ;KCCI; tecnomundo