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sexta-feira, 21 de abril de 2017

PESQUISA MOSTRA QUE A ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA CEREBRAL PODE AJUDAR A MEMÓRIA

Estimular o cérebro com pequenas rajadas de eletricidade na esperança de melhorar a memória não é um conceito novo. Entretanto, um novo estudo mostra que essa terapia experimental poderia ser mais eficaz do que os estudos indicavam anteriormente. Uma equipe de neurocientistas da Universidade da Pensilvânia é a primeira a demonstrar com sucesso que a estimulação elétrica cerebral pode ter efeitos restaurativos. O estudo, publicado na Current Biology, representa um dos projetos mais exaustivos sobre como esse tipo de estimulação cerebral profunda pode potencialmente reduzir sinais de demência e ajudar a combater a perda de memória resultante de lesões na cabeça e de outras lesões cerebrais traumáticas comuns em soldados que retornam de conflitos no Afeganistão e no Iraque. A pesquisa foi conduzida como parte de um projeto de quatro anos de duração financiado pelo Departamento de Defesa, chamado “Restaurando Memória Ativa” (em tradução livre), cujo objetivo é o desenvolvimento de um dispositivo completamente implantável que vai restaurar função de memória perdida. O estudo foi conduzido em um grupo de testes de indivíduos com epilepsia, já que a condição pode afetar a memória, e envolveu uma série de testes de memória em que os participantes recebiam estimulação em áreas do cérebro identificadas como relacionadas à codificação da memória. Os pesquisadores estimularam cérebros em estados de funcionamento tanto alto e baixo, descobrindo que, enquanto a memória tenha melhorado quando o estímulo aconteceu no estado de baixo funcionamento, os participantes marcaram menos pontos do que o normal quando o estímulo ocorreu em um estado de funcionamento já alto. Como noticia o New York Times, estudos anteriores sobre estimulação cerebral profunda tiveram resultados misturados. Alguns especialistas acreditam que a estimulação elétrica do cérebro afiou a memória, mas outros acharam que ela apenas danificou o cérebro. Essa nova pesquisa oferece uma compreensão maior sobre esses sucessos e fracassos passados, demonstrando que é o timing da estimulação que é o essencial. Embora uma pesquisa mais aprofundada seja necessária, os pesquisadores acreditam que essas descobertas podem reforçar a defesa de algo chamado de “tratamento em circuito fechado” (“closed-loop treatment”, em inglês), que envolve o uso de implantes cerebrais para enviar pulsos elétricos apenas quando o dispositivo detectar que eles seriam úteis. “Os dados sugerem aplicações de tratamento em circuito fechado para disfunção de memória”, disseram os pesquisadores em um comunicado incluído na pesquisa. A esperança entre vários neurocientistas é de que tais aplicações possam ajudar a tratar sintomas de Alzheimer, demência ou outras lesões cerebrais. A maior lição tirada desse estudo é de que os pulsos elétricos direcionados podem potencialmente ajudar a melhorar o desempenho da memória se forem enviados no momento correto. Cientistas, é claro, continuarão testando essa teoria enquanto também desenvolvem novas maneiras de entregar esses tipos de estimulações cerebrais profundas. Por enquanto, ainda não temos uma cura para lesões cerebrais traumáticas — mas esse estudo certamente renova a nossa esperança. FONTE: http://gizmodo.uol.com.br/estimulacao-eletrica-cerebral-memoria/

sábado, 15 de abril de 2017

PESQUISADORA DESCOBRE ALIMENTO CAPAZ DE MELHORAR A MEMÓRIA EM 40%

O que você come pode melhorar a qualidade do seu cérebro no que diz respeito às informações que ele armazena. A má notícia é que nem todo mundo gosta de comer aquilo que nos ajuda a ter uma boa memória — mas é sempre possível mudar alguns hábitos.Não se esqueça da salada! Um estudo recente, divulgado pelo Psy Blog, mostrou o resultado de uma grande avaliação de padrões alimentares versus qualidade de memória. Ao analisar os hábitos alimentares de 3.718 pessoas com mais de 65 anos de idade, a pesquisadora Martha Clare Morris chegou a um resultado interessante. “Em comparação com pessoas que consumiam menos do que uma porção de vegetais por dia, aquelas que comem ao menos 2,8 porções de vegetais por dia tiveram seus indicativos de mudança cognitiva diminuídos em até 40%”, explicou a pesquisadora. Pois é: vegetais. Estamos realmente falando de quem curte uma alimentação saudável e do pesadelo de quem cresceu comendo sanduíche, biscoito e refrigerante. Só para você ter ideia do que Morris descobriu em sua análise, essa queda de 40% de mudanças cognitivas é o mesmo que dizer que essas pessoas tinham um cérebro cinco anos mais novo. Entre os vegetais mais eficientes nesse quesito estão as folhas verdes. Em relação à quantidade, Morris afirma que os idosos que consomem mais de duas porções de vegetais por dia apresentaram menor perda cognitiva. A descoberta mais surpreendente, no que diz respeito à dieta das pessoas, foi o fato de que, aparentemente, não há relação entre o consumo de frutas e a preservação da memória — obviamente, isso não significa que comer frutas não faz bem. Esses alimentos são essenciais para a boa execução de várias funções biológicas. Para Morris, os vegetais podem ter mais relação com a memória porque contêm grandes quantidades de vitamina E, essencial para a manutenção de nossa saúde cognitiva. Além do mais, vegetais, diferente do que acontece com as frutas, são geralmente consumidos com gorduras presentes em molhos de salada, por exemplo — a gordura aumenta a absorção da vitamina E. Lembre-se disso na hora do almoço, hein! FONTE: megacurioso.com.br/neurociencia/89452-pesquisadora-descobre-alimento-capaz-de-melhorar-a-memoria-em-40.htm

domingo, 4 de setembro de 2016

FUJITSU INICIA PRODUÇÃO DE MEMÓRIA QUE POSSUI 1000 VEZES O DESEMPENHO DA DRAM

A Fujistu anunciou que está produzindo em massa uma nova memória RAM que possui 1000 vezes o desempenho da DRAM, mas armazena dados como a memória flash NAND. A nova memória não-volátil conhecida como Nano-RAM (NRAM) foi anunciada pela primeira vez no ano passado e é baseada na tecnologia de nanotubos de carbono. A NRAM é composta por uma matriz de tecido de nanotubos de carbono. A fabricante japonesa planeja desenvolver um módulo de memória e armazenamento usando a interface DDR4 até o final de 2018, com o objetivo de ampliar a linha de produtos em uma família de produtos NRAM independente. De acordo com Nantero, a empresa que inventou a NRAM, sete fábricas em várias partes do mundo experimentaram a nova memória no ano passado. E outras fabricantes de chips ainda não anunciadas já estão aumentando a produção nos bastidores. A Fujitsu pretende fabricar inicialmente a NRAM usando um processo de 55 nanometros (nm), que se refere ao tamanho dos transistores usados ​​para armazenar bits de dados. Naquele tamanho, os módulos de memória inicial só serão capazes de armazenar megabytes de dados. No entanto, a empresa também planeja a próxima versão de processo de 40nm NRAM, de acordo com Greg Schmergel, CEO da Nantero. Inicialmente, os produtos NRAM provavelmente serão voltados para data centers e os servidores. Mas com o tempo eles poderiam encontrar seu caminho para o mercado consumidor e até mesmo em dispositivos móveis. Isso por que a tecnologia usa o poder em femtojoules e não requer operações de limpeza de dados em segundo plano, como flash NAND faz. A NRAM também poderia estender a vida da bateria de um dispositivo móvel em modo de espera durante meses, disse Schmergel. Atualmente, a NRAM está sendo produzida como um produto de memória planar, células de memória que são dispostas horizontalmente em um plano bidimensional. Assim como a indústria flash NAND, a Nantero está desenvolvendo uma arquitetura de três dimensões (3D) de múltiplas camadas que visa aumentar significativamente a densidade da memória. FONTE:http://idgnow.com.br/internet/2016/08/31/fujitsu-inicia-producao-de-memoria-que-possui-mil-vezes-o-desempenho-da-dram/

domingo, 23 de agosto de 2015

NANOÍMÃS INCLINADOS PROMETEM MEMÓRIA DENTRO DO PROCESSADOR

Captura de tela de uma simulação computadorizada que testou a inclinação dos nanomagnetos necessária para manter o efeito gerado pelo tântalo - 2 graus é suficiente.

Memórias magnéticas

Já pensou construir uma memória magnética sem precisar de um campo magnético externo para ler e gravar os dados? Memórias magnéticas são interessantes porque elas não perdem os dados quando o aparelho é desligado - lembra-se do longamente esperado boot instantâneo? - e podem alcançar uma miniaturização extrema porque cada bit pode ser gravado em nanomagnetos e, em última instância, no spin de um único átomo. O problema é que gerar um campo magnético para ler e gravar esses dados exige equipamentos grandes e com grande consumo de energia, incompatíveis com a miniaturização pretendida - o objetivo é colocar tudo dentro de um chip. O que se descobriu agora é que pode ser possível eliminar a necessidade desse campo magnético externo para ler e gravar memórias magnéticas.

Tântalo

Uma equipe da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, descobriu que a polarização dos nanomagnetos - polarização que deve ser alterada para indicar um bit 0 ou 1 - pode ser feita por uma corrente elétrica apenas inclinando-se levemente os nanomagnetos. A equipe do professor Sayeef Salahuddin já havia demonstrado que a aplicação de uma corrente elétrica a uma película do elemento tântalo cria uma polarização em materiais magnéticos sem a necessidade de qualquer campo magnético externo. Contudo, juntar nanomagnetos dentro de um chip em número suficiente para formar uma memória exige que eles sejam alinhados perpendicularmente, mas a orientação vertical inibia o efeito de magnetização gerada pelo tântalo. "Nós descobrimos [agora] que inclinando o ímã - apenas 2 graus é suficiente - você tem todos os benefícios de um chaveamento magnético de alta densidade sem a necessidade de um campo magnético externo," disse Salahuddin.

Spintrônica e memcomputação

Este é um avanço importante para o campo da spintrônica, que pretende usar os spins de átomos e elétrons para computação e armazenamento de dados. A ideia é que as memórias magnéticas de estado sólido substituam não apenas os discos rígidos e as memórias RAM, mas também sejam fabricadas dentro do próprio processador, como ocorre no memcomputador, eliminando o intenso e demorado tráfego dos dados entre o processador e a memória. Bibliografia: Switching of perpendicularly polarized nanomagnets with spin orbit torque without an external magnetic field by engineering a tilted anisotropy. Long You, OukJae Lee, Debanjan Bhowmik, Dominic Labanowski, Jeongmin Hong, Jeffrey Bokor, Sayeef Salahuddin. Proceedings of the National Academy of Sciences. Vol.: Early Edition. DOI: 10.1073/pnas.1507474112. FONTE:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanoimas-memoria-magnetica-dentro-processadores&id=010110150814

terça-feira, 16 de setembro de 2014

PARA MANTER A MEMÓRIA SAUDÁVEL É MELHOR DORMIR MAIS

O envelhecimento trás algumas barreiras na vida das pessoas, como a dificuldade de se locomover, falta de equilíbrio, memória fraca, etc. Certos sintomas são consequências de uma vida sedentária, sem preocupação com uma alimentação saudável e abusos. Mas existem coisas, que mesmo na chegada da terceira idade deve continuar sendo feitas. Um exemplo disso é o sono. Seja na adolescência, na fase adulta ou na terceira idade, a recomendação dos especialistas é que as pessoas tenham de 7 a 8 horas de sono por dia. Durante esse período, o sono se divide em quatro fases essenciais para o perfeito funcionamento do nosso organismo, principalmente do nosso cérebro. O idoso e o sono Segundo uma pesquisa realizada por americanos, os idosos que dormem menos têm mais dificuldades cognitivas e ficam com a memória fraca, pois quanto menos uma pessoa dorme, menos o cérebro funciona na sua capacidade total. O problema, é que quando o envelhecimento chega, é natural que as pessoas tenham mais dificuldades para dormir, o sono fica mais fragmentado e elas passam a acordar mais durante a noite. Cerca de 90% dos idosos reclamam das dificuldades para dormir, as principais causas são insônia, apnéia do sono e depressão. A fase do sono que mais prejudica a cognição e a falta de memória é a última e mais profunda, a do sono REM, que é quando nós sonhamos, processamos e armazenamos todas as informações que captamos durante o dia e transformamos em conhecimento. Portando o idoso deve tentar cumprir no mínimo sete horas de sono para se manter atento às coisas que acontecem durante o dia. Assim, melhoram a memória e não esquecem de tarefas importantes como pagamentos, aniversário dos netinhos etc. FONTE:blogdasaude.com.br/saude-fisica/2010/02/23/para-manter-a-memoria-saudavel-e-melhor-dormir-mais/

segunda-feira, 12 de maio de 2014

IBM DIZ ESTAR CRIANDO MEMÓRIA QUE É 275 VEZES MAIS RÁPIDA QUE O SSD

A IBM e a Universidade de Patras, na Grécia, estão trabalhando lado a lado em uma tecnologia que, no futuro, pode acabar com os chips SSD que todos conhecemos hoje e garantir que possamos acessar os dados 275 vezes mais rápido que os padrões atuais. Trata-se do Projeto Theseus, que tenta combinar o sistema NAND convencional com memórias DRAM de mudança de fase em um único controlador. O objetivo final é a construção de um componente de uso muito mais eficiente que os encontrados hoje, tanto em termos energéticos quanto na velocidade de armazenamento e acesso. A mágica, que na verdade tem mais a ver com ciência do que com feitiçaria, está relacionada com a forma como a nova tecnologia trabalha ao lado dos vidros de calcogeneto que são usados para guardar informações. Aquecendo-os rapidamente, eles podem mudar de estado entre suas formas cristalina e amorfa. A primeira é lida como o 1 binário e possui baixa resistência, enquanto a segunda representa o 0 e tem estrutura bastante forte. O processo é capaz de realizar alterações extremamente rápidas entre esses dois estados e, ainda, armazenar informações em uma situação intermediária entre eles. O resultado dessa mudança rápida de formato é a latência extremamente baixa e alta durabilidade, que pode chegar a milhões de ciclos contra os cerca de 30 mil encontrados hoje nas memórias SSD convencionais. Além disso, sobre o fator que pode acabar sendo o decisivo para tornar a adoção da tecnologia como padrão, os chips baseados em mudança de fase são muito mais baratos e podem ser produzidos de maneira mais rápida. Para a IBM, a economia de recursos pode chegar à casa dos bilhões de dólares tanto na fabricação dos chips em si quanto na economia de escala devido à facilidade e rapidez maior na manufatura. Nesse caso, o foco é, também, um setor que se beneficiaria bastante com as reduções nos custos: o de servidores e grandes sistemas de armazenamento, que necessitam de respostas rápidas às procuras por dados e uma latência que nunca é baixa o suficiente. Longe da aplicação prática Trata-se ainda de um protótipo, mas mesmo nesse estado os resultados exibidos já são bastante impressionantes. Conforme o que foi exibido em gráficos divulgados pela IBM e publicados pelo site Extreme Tech, a solução de mudança de fase (chamada de PSS) é capaz de completar solicitações em até 500 microssegundos, enquanto outras infraestruturas usadas atualmente têm um tempo médio de resposta na casa dos 2.000 microssegundos. O principal problema da IBM no momento, porém, não se encontra no desenvolvimento da tecnologia em si, e sim, em fatores de mercado. A empresa está utilizando em seus testes memórias de 90 nm produzidas pela Micron, uma companhia que já anunciou o fim de sua produção de PCMs e a saída completa desse mercado. Ainda assim, a empresa permanece confiante de que esse é o caminho a seguir e, enquanto provavelmente busca um novo fornecedor, continua trabalhando nos aspectos físicos e técnicos de uma tecnologia que ainda não tem nenhuma previsão para chegar ao mercado. De uma coisa a IBM tem certeza: não há muita evolução que possa ser realizada nos SSDs atuais e a mudança de fase, bem provavelmente, é a nova geração em termos de memória. FONTE: http://corporate.canaltech.com.br/noticia/memoria/IBM-diz-estar-criando-memoria-que-e-275-vezes-mais-rapida-que-o-SSD/#ixzz31XQ6Po7K

quarta-feira, 7 de maio de 2014

QUAL A FALIBILIDADE TEMPORAL DE SUA MEMÓRIA?

Pese que esqueço nomes com muita facilidade, tenho o que chamam de memória de elefante: se eu tiver contato com uma pessoa uma única vez e só encontrá-la 10 anos depois vou saber de quem se trata, mas isso não vale de nada porque muitas vezes esqueço o que fiz de manhã. Como conheço esta falha do meu cérebro faz muito tempo, tenho o costume de escrever um diário com as coisas boas e ruins que acontecem na minha vida, para mais tarde poder me situar no tempo e para evitar possíveis burradas futuras. Sei que não estou contando nada de novo, a memória humana constantemente se equivoca, e isso é fácil de demonstrar cientificamente. Efetivamente, basta conversar com duas pessoas diferentes que foram ao mesmo evento para comprovar, entre outras coisas, que elas não foram ao mesmo show e que a memória humana não só é seletiva, senão que inclusive pode guardar também lembranças falsas. Este é um fato tão conhecido que os neurocientistas já não veem como um simples erro uma lembrança distorcida dentro da narração de uma pessoa, senão que incluíram a análise desses "erros" como uma ferramenta muito útil para elaborar o psicodiagnósticos do paciente: por que recorda as coisas precisamente assim? Quais são as causas que o levam a equivocar isto e não aquilo? Por que não mencionou algo tão relevante como isto? Sabemos que a memória nos engana quando, por exemplo, nos encontramos em uma reunião familiar e alguém -pode ser a irmã ou irmão-, jura e perjura que chorávamos vendo o filme da Xuxa. Algo que já não lembramos e que nem sobre tortura confessaríamos se caso viéssemos a lembrar, porque tem certas coisa que preferimos apagar. Mas também há muitas coisa que ficamos felizes quando são reaviavadas em nossas lembranças opacas. Em resumidas contas, a falibiliade da memória humana se materializa à cada momento. Não obstante, no sistema de justiça atual outorga-se um grande peso aos depoimentos de testemunhas e na vida cotidiana existem verdadeiras batalhas conceituais cujos argumentos se baseiam na "certeza" que têm aqueles que discutem a respeito de suas lembranças e experiências. Então, o que fizeram sete pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine foi testar um grupo de pessoas com uma memória autobiográfica altamente superior (HSAM, por suas siglas em inglês), em um estudo publicado na revista PNAS. Sim, existem (poucas) pessoas que têm uma capacidade impressionante para recordar eventos de sua vida, inclusive eventos muito longínquos. Tomemos como exemplo Frank Healy, uma das cinquenta pessoas confirmadas com HSAM nos EUA, que, quando perguntam uma data a esmo, digamos 25 de março de 1996, pode reconstruir suas ações daquele dia tim-tim por tim-tim, incluindo mesmo as mais insignificantes: que tomou no café da manhã, que canção tocava no rádio enquanto se dirigia para o trabalho, etc. Bom, pois inclusive entre este grupo de pessoas com memória autobiográfica excepcional encontrou-se que seu cérebro reconstrói lembranças incorporando eventos posteriores a estes -isto é, "contaminando" a lembrança inicial-, e que também usam associações para recordar, o que necessariamente introduz desinformação ou variantes no que "verdadeiramente" tenha acontecido. Em um dos testes realizados no estudo, os voluntários foram informados de que existia um noticiário dando conta da queda de um avião da United 93 no estado da Pensilvânia em 11 de setembro de 2001. Algo que em realidade nunca aconteceu e, lógico, cujas imagens reais nunca existiram. Quando perguntados posteriormente se eles se lembravam de ter visto as imagens antes, 20% dos indivíduos com HSAM indicaram que sim, em comparação com 29% das pessoas com memória normal. Segundo os pesquisadores, existem várias formas variadas de "implantar" falsas memórias nas pessoas. Uma delas é um procedimento conhecido como "sugestão de falsa informação", que foi usado no estudos. Esse técnica envolve questionar a presença de um estímulo compatível durante um fato vivenciado de foram sugestiva. Quanto mais provável e conveniente for esse estímulo maiores serão as chances de serem incluídos na memória da pessoa. O resultado do experimento, pois, reduz-se a uma frase: "Ninguém é imune a ter falsas lembranças". O que já sabíamos agora é comprovado cientificamente, evento que pode significar uma ameaça para todas as atividades que se baseiam na memória de acontecimentos passados como ferramenta principal. Isto é, diante da falibilidade do cérebro humano, a justiça poderia condenar um réu acusado por uma única testemunha presencial do crime? Ao final, o que se destaca uma vez mais é que a identidade do ser humano, intimamente relacionada à memória, é uma atividade narrativa, e como tal, inconstante, segundo as perspectivas desde as quais é abordada -situações emocionais, distância temporal, desejos e expectativas que se têm sobre si mesmo, etc.-. Quanto tempo você leva para esquecer das coisas que fez? FONTE:MDIG

segunda-feira, 5 de maio de 2014

AS MANEIRAS INCOMUNS DE MELHORAR SUA MEMÓRIA

Você já esqueceu o nome de pessoas que conhece há muito tempo (enquanto estava conversando com elas)? Já esqueceu o nome de objetos e de lugares, mesmo que sejam óbvios (elevador? fita adesiva)? Sempre esquece o fim de piadas? Pois você não está sozinho. E todo mundo que tem memória ruim sabe como é desconfortável ter que perguntar para os colegas “qual é aquela palavra que usamos para descrever (insira alguma coisa aqui)?”. A dificuldade de lembrar torna nossas conversas frustrantes e o processo criativo mais frustrante ainda. Mas há maneiras de melhorar essa situação – e nem todas são “manjadas”. Claro, prestar atenção em coisas importantes de forma “exclusiva”, sem se distrair com celular, com o barulho do vizinho ou com o cachorro funciona. Mas nem sempre é algo realista de se fazer. Portanto, listamos 5 maneiras incomuns de melhorar a sua memória – que, segundo a ciência, funcionam de verdade. Tome nota – afinal, se você está lendo essa lista, pode precisar de registros mais fortes do que suas lembranças: DURMA BEM
Um bom período de sono é importantíssimo para consolidar as memórias do que você viveu durante o dia. Quem não consegue dormir bem não apenas tem mais problemas em lembrar do que passou como também tem mais chances de criar falsas memórias - “lembrar” de coisas que nunca aconteceram. TOME CAFÉ
Muitos estudos relacionam a cafeína com a memória, mas a maioria não teve resultados considerados conclusivos. No entanto, há um estudo que provou que tomar uma pílula de cafeína imediatamente após aprender algo ajuda na fixação dos novos conhecimentos em sua mente. Então, após uma aula ou reunião, talvez valha apelar para o recurso. Ou, se você curte café, uma boa dica é deixar o cafézinho não para depois do almoço, mas para depois de reuniões importantes, ou logo pela manhã. Só não vale tomar café antes de dormir, certo? Já falamos que ficar muito tempo sem descansar corretamente pode prejudicar a sua memória. ALECRIM,ALECRIM DOURADO...
Pesquisadores relacionam o aroma do alecrim com um aumento nas funções cognitivas, especialmente na recuperação de memórias. Se você já estava pensando em trazer uma plantinha para sua mesa, que tal um vaso de alecrim? MAIS AZUL NA DIETA
Mirtilos (ou blueberries) não são tão comuns no Brasil. Mas talvez valha a pena incluir a frutinha em seus lanches - um estudo que acompanhou enfermeiras descobriu que aquelas que comiam mais mirtilos passavam a sentir a perda de memória natural da idade 2,5 anos depois do que aquelas que não tinham a fruta em suas dietas. MEDITE
Ao acalmar seu corpo e mente, você bloqueia influências externas e consegue se concentrar mais naquilo que importa - nos estudos, no trabalho, no que for. FONTE:Galileu

terça-feira, 29 de abril de 2014

MEMÓRIA DE CRISTAL GUARDA DADOS PARA SEMPRE

Brevemente, dados armazenados em cristais não serão mais exclusividade do Super Homem. Pesquisadores conseguiram gravar dados no interior de um cristal de forma controlada e com elevada densidade. Como a estrutura interna do cristal é modificada de forma estável, eles criaram uma nova forma de gravação de dados que é virtualmente indestrutível - uma "memória eterna", como eles dizem. Jingyu Zhang e seus colegas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, calculam que a memória de cristal poderá guardar os dados com confiabilidade por pelo menos 3 x 1020 anos - 30 quintilhões de anos. Para calcular a durabilidade das informações gravadas, eles fizeram experimentos para simular o envelhecimento da mídia, submetendo-a a várias temperaturas. Conforme a temperatura sobe, a vida útil da memória de cristal cai. Contudo, a 189° C ela ainda duraria o equivalente à idade que se calcula que o Universo tenha: meros 13 bilhões de anos. GRAVAÇÃO ETERNA: Usando a potência de um laser pulsado - que emite pulsos de luz com 280 femtossegundos de duração cada um - os pesquisadores gravaram pequenas "ranhuras" no interior de uma pastilha formada por três camadas de quartzo. Como, ao usar as três camadas, o laser registra no cristal também a intensidade e a polarização da luz, cada ponto gravado registra três bits de informação de uma vez. Como os pontos gravados são muito pequenos, usando um disco do tamanho de um DVD - o protótipo é menor - é possível alcançar uma densidade de dados na casa dos terabytes. O único inconveniente é que a gravação é lenta, chegando a 6 kilobits por segundo - o grupo afirma que, aumentando a potência do laser, pode ser possível chegar a 120 megabits por segundo. MEMÓRIA ETERNA: A última vez em que se falou de uma memória eterna a promessa era de guardar dados por 1 bilhão de anos. No ano passado, a japonesa Hitachi prometeu um disco também baseado em cristais de quartzo, acenando com uma vida útil de alguns milhões de anos, mas afirmando que ainda seria preciso pelo menos três anos para colocá-lo no mercado. Um disco de DVD ou Blu-Ray tem uma vida útil estimada em 10 anos. Houve várias tentativas para colocar discos ópticos no mercado para garantir a durabilidade das cópias de segurança por 100 anos, mas sem sucesso. Hoje, apenas as fitas magnéticas acenam com um século de durabilidade. Bibliografia: Seemingly Unlimited Lifetime Data Storage in Nanostructured Glass Jingyu Zhang, Mindaugas Gecevicius, Martynas Beresna, Peter G. Kazansky Physical Review Letters Vol.: 112, 033901 DOI: 10.1103/PhysRevLett.112.033901 fonte: inovacaotecnologica

quinta-feira, 3 de abril de 2014

CROSSBAR LANÇA UM NOVO TIPO DE MEMÓRIA MAIS RÁPIDA QUE AS MEMÓRIAS FLASH ATUAIS

Uma das maiores pontos de dificuldades com smartphones é a tempo para descarregar a bateria. O aparelho típico mal pode fazê-lo através da jornada de trabalho com o uso pesado. De olho neste problema a Crossbar apresentou um novo tipo de chip de memória móvel que pode aumentar drasticamente a quantidade de armazenamento em telefones e poderá trazer uma vantagem adicional: maior duração da bateria. Novos chips RRAM da Crossbar podem acessar dados 20 vezes mais rápidos que a memória flash e outras coisas mais capacidade de armazenamento em um chip menor, mas também, aparentemente, consumir 20% menos energia. No site FastCompany foi dito: “As recentes inovações em design de tela, CPU móvel e design sem fio, bateria tecnologia, e tecnologia de células solares transparentes, possivelmente, poderia ser facilmente combinado com sistemas RRAM para fazer futuros smartphones muito mais eficiente”. “Enquanto o smartphone médio tem apenas cerca de um dia de pleno uso antes de precisar ser recarregado, parece provável que, em poucos anos, a tecnologia terá avançado por isso será duradoura muitos dias com uma única carga.” Em seu site a Crossbar destaca que sua memória trará como vantagem: * Maior Capacidade: até 1 terabyte (TB) de armazenamento em um único chip; vários terabytes com 3D Empilhamento; * Menor consumo de energia: Estende a vida da bateria de semanas, meses ou anos; * Maior Desempenho: 20x escrever mais rápido do que NAND; * Mais fácil SOC Integração: Simples empilhamento em Logic em padrão CMOS no máximo Nodes avançada; * Mais confiável: 10x o Endurance de NAND ; Aproximando DRAM Confiabilidade; Eles também disseram que “a nova tecnologia de chips da Crossbar não é um sonho”. A empresa diz que é capaz de produzir seus novos chips RRAM com os sistemas de fabricação de chips não modificados e que já estão em uso. Fonte: BGR, Crossbar, Fastcompany

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

CAMINHAR REGULARMENTE MELHORA A SUA MEMÓRIA

Palavras cruzadas, enigmas, xadrez… Qual é a melhor maneira de manter a mente e a memória saudáveis? Nenhuma das opções. Segundo uma pesquisa norte-americana, exercícios leves como a caminhada melhoram a memória e a saúde do cérebro em pessoas mais velhas, com um investimento limitado de tempo e esforço. O estudo acompanhou um grupo de 120 pessoas sedentárias, porém saudáveis, com idade entre 50 e 80 anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro andou por 40 minutos três vezes por semana; o segundo fez exercícios de alongamento e tonificação. O cérebro de cada voluntário foi mapeado antes, seis meses e um ano depois do início da pesquisa. O foco de atenção dos pesquisadores foi no hipocampo. Responsável pela nossa memória declarativa (aquela que nos permite falar de pessoas, lugares e eventos), a área é a que sofre queda mais acentuada na terceira idade, com redução de 1% a 2% em volume a cada ano. A redução da área faz com que as células do cérebro se encolham e recuem suas ligações. Isso faz com que sejam produzidos menos neurotransmissores, as proteínas usadas pelo cérebro para se comunicar. Nesse quesito, portanto, quanto maior melhor. Os pesquisadores puderam perceber que o hipocampo daqueles que participaram do grupo de exercício aumentou de tamanho, enquanto o hipocampo do grupo do alongamento e tonificação diminuiu (em ritmo semelhante ao declínio médio da população idosa). A melhor parte do estudo, segundo os pesquisadores, é que a caminhada é livre e de fácil acesso a todos. Além disso, parece provável que exercícios mais pesados ajudem a melhor ainda mais a saúde do cérebro. O importante é sair do sofá. fonte:LiveScience

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

MEMÓRIA EM DNA: 700 TERABYTES EM APENAS UMA GRAMA

Um novo estudo da Universidade de Harvard (EUA) armazenou 5,5 petabits de dados – cerca de 700 terabytes – em um único grama de DNA com sucesso. O feito quebra o recorde anterior de armazenamento em DNA por milhares de vezes. O bioengenheiro e geneticista George Church e Kosuri Lanka conseguiram a façanha tratando o DNA como um dispositivo de armazenamento digital qualquer. Eles armazenaram dados binários codificados em fitas de DNA, ao invés de regiões magnéticas de um disco rígido. Em cada fita de DNA, 96 bits são sintetizados. As bases TGAC do DNA representam valores binários (T e G = 1, A e C = 0). DNA como armazenamento Essa ideia não é nova. E, se for ver, faz muito sentido: o nosso DNA já serve mesmo para armazenar nossas informações, além de coordenar o desenvolvimento e funcionamento das células. Ou seja, ele contém todas as instruções que nosso corpo precisa. O DNA como um meio de armazenamento potencial já é discutido faz um longo tempo. Os cientistas apontam três boas razões para usá-lo como “memória”: é incrivelmente denso (pode armazenar um bit por base, e uma base é do tamanho de apenas alguns átomos), é volumétrico em vez de plano (como o disco rígido), e incrivelmente estável (enquanto outros meios de armazenamento precisam ser mantidos em temperaturas abaixo de zero e no vácuo, o DNA pode sobreviver por centenas de milhares de anos em uma caixa na sua garagem, por exemplo). Pense nisso: um grama de DNA pode armazenar 700 terabytes de dados. Isso é 14.000 discos Blu-ray de 50 gigabytes em uma gota de DNA que cabe na ponta de seu dedo mindinho. Para armazenar o mesmo tipo de dados em discos rígidos – o meio mais denso de armazenamento em uso hoje – você precisaria de 233 unidades de 3TB, com um peso total de 151 quilos. O AVANÇO Para ler os dados armazenados no DNA, os cientistas simplesmente os sequenciam, como se estivessem sequenciamento o genoma humano, convertendo cada uma das bases TGAC em valores binários. Os DNAs podem ser sequenciados fora da ordem, já que possuem “endereços” de bits que permitem que as informações sejam decodificadas em dados utilizáveis. Só com os recentes avanços na microfluídica e nos chips que a síntese e sequenciamento de DNA tornaram-se tarefas diárias. Apesar de ter demorado anos para que pudéssemos analisar um único genoma humano (cerca de 3 bilhões de pares de bases do DNA), equipamentos de laboratório modernos com chips microfluídicos podem fazer a mesma tarefa em uma hora. Isso não quer dizer que o armazenamento em DNA seja rápido; mas é rápido o suficiente para arquivamento a longo prazo. Toda a informação digital do mundo cabe em um único cérebro humano Para o futuro, os pesquisadores preveem um mundo onde o armazenamento biológico nos permitirá gravar tudo e qualquer coisa. Hoje, nem sonhamos em cobrir cada metro quadrado da Terra com câmeras, porque não temos a capacidade de armazenamento para tanto. Mais tarde, no entanto, a totalidade do conhecimento humano poderá ser armazenada em algumas centenas de quilos de DNA. FONTES: ExtremeTech, LimboTEch, UOL, Terra

AS 6 MANEIRAS DE AFIAR SUA MEMÓRIA

Você tem problema em lembrar o que comeu ontem no almoço? Não se preocupe, caso não seja mais criança, é natural: tanto a memorização recente quanto a antiga tendem a piorar conforme envelhecemos. Mas quanto mais os neurocientistas estudam a memória, mais nós conseguimos reverter – ou retardar – esse processo. Conheça seis ferramentas para tirar a “névoa” do seu cérebro: 1 – ACORDE E CHEIRE ALECRIM Cientistas descobriram que o olfato pode afetar profundamente as habilidades cognitivas. Em um estudo de 2003, psicólogos fizeram testes de memória, atenção e reação, com 144 voluntários. Alguns desse ocorreram em uma sala sem cheiro, alguns em uma com cheiro de lavanda e outros em uma com cheiro de alecrim. Aqueles na sala cheirando a alecrim se realizaram melhores testes de memorização, enquanto os na com cheiro de lavanda se saíram piores do que nas outras duas salas. Os participantes na sala de alecrim afirmaram estarem mais alertas do que aqueles na sala sem cheiro, enquanto na sala de lavanda eles se mostraram menos alertas. Se você quer usar melhor sua memória, experimente colocar uma planta de alecrim na sua janela, e evite usar óleos ou produtos com lavanda! 2 – COMER PARA PENSAR Todos querem envelhecer bem, por dentro e por fora. Não é novidade quando os cientistas afirmam que uma boa dieta faz a diferença entre você estar jovem com 70 anos e “acabado” com 40. Para manter sua memória saudável conforme envelhece, os cientistas recomendam alimentos ricos em antioxidantes, como maçã, banana, vegetais verde-escuros, alho e cenoura. Os antioxidantes são moléculas que se ligam facilmente e neutralizam elétrons conhecidos como “radicais livres”, que estão na corrente sanguínea. Os radicais livres se acumulam no sangue com o envelhecimento, e podem matar as células cerebrais – a não se que você os mate antes. O cérebro também é constituído por gorduras saudáveis, incluindo a mais importante delas, ômega-3. Para que o órgão consiga se reparar e manter os neurônios em bom estado, você precisar disponibilizar os materiais certos. O ômega-3 está presente em alguns peixes e castanhas. Seu cérebro pode querer uma sobremesa também. Pesquisas mostram que o chocolate pode melhorar a memória e a cognição, por se rico em antioxidantes, os flavonoides. Mas não exagere: o chocolate é recheado de açúcar e gordura saturada, que pode deixar você, também, “recheado”. 3 – SUCO DE FRUTAS PARA O CÉREBRO Ninguém ainda sabe direito porque, mas pesquisas demonstram que mascar chicletes pode melhorar a memória. Um estudo de 2002, realizado no Reino Unido, descobriu que os mascadores foram melhores em testes de memória de longo e curto prazo, em comparação com aqueles de boca vazia. Durante o resto da década, cientistas tentaram entender se isso era realmente válido. Algumas variações do estudo não atingiram o mesmo resultado em testes cognitivos, enquanto a maioria das experiências desse tipo identificou um efeito pequeno, mas significativo. Os especialistas têm várias hipóteses para explicar o efeito. Talvez, mascar chicletes faça seus fluídos circularem melhor, ao aumentar os batimentos cardíacos, ou afeta a região do cérebro conhecida como hipocampo, ao fazer o corpo liberar insulina como preparação para a digestão. Qualquer que seja o motivo, masque chicletes se precisar de memória. 4 – JOGOS MENTAIS Para manter o cérebro em forma, faça-o suar. Pensar bastante realmente melhora a memória e a cognição. O mercado já entendeu isso. É só olhar a quantidade de jogos para “desenvolver o cérebro”. O programa “Lumosity”, desenvolvido com a ajuda de neurocientistas e psicólogos cognitivos, foi desenvolvido especificamente para ajudar pessoas mais velhas a melhorar a memória, concentração, foco e até o humor. Um registro online gratuito dá acesso a mais de 30 jogos; um registro pago dá direito a você analisar seu progresso e ter uma análise dos resultados. Mas, claro, você sempre pode apelar para os clássicos testes mentais, como Sudoku e palavras cruzadas, que desafiam a lógica e a memória. 5 – DURMA O NECESSÁRIO Você pode desligar a luz, mas seu cérebro não. Quando você dorme, ele fica repassando as memórias do dia, e as coloca no depósito. Pelo menos é isso que pesquisas de laboratório sugerem. Enquanto ratos dormem, duas regiões cerebrais – o hipocampo e o córtex, uma região envolvida na recuperação de memórias de um passado distante (em ratos e humanos) – fazem uma revisão acelerada dos eventos do dia. Pensa-se que esse processo é importante para consolidar e guardar as memórias formadas. E como consequência, uma noite sem dormir vai causar uma bagunça na memória, e ela será quase impossível de ser arquivada mais tarde. 6 – FAÇA EXERCÍCIOS Exercícios físicos não criam apenas músculos, ajudam a massa cinzenta também. Pesquisas mostram que o centro de memória do cérebro encolhe com a idade, mas um estudo do ano passado descobriu que pessoas mais velhas que praticam caminhadas rotineiras conseguem ganhar volume. Na pesquisa, 60 pessoas entre 55 e 80 anos fizeram três caminhadas de 40 minutos por semana – o suficiente para aumentar o ritmo cardíaco. Outros 60 participantes fizeram exercícios de tonificação, como musculação, yoga e alongamento, pelo mesmo tempo. O segundo grupo, após um ano, teve uma redução no volume do hipocampo de 1%, na média. Em contraste, o primeiro grupo ganhou 2% de volume, revertendo o processo de encolhimento em dois anos. Cientistas acreditam que esses benefícios acontecem porque o exercício provoca um pequeno stress, que por sua vez impulsiona a produção de fatores do crescimento no cérebro. Isso também pode ser consequência de uma maior circulação sanguínea, o que significa mais nutrientes e oxigênio. Um ou outro, a pesquisa demonstra que envelhecer não é uma via de apenas uma mão. FONTE: LiveScience